RELATÓRIO ECONÔMICO 2012 E PERSPECTIVAS PARA 2013

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "RELATÓRIO ECONÔMICO 2012 E PERSPECTIVAS PARA 2013"

Transcrição

1 RELATÓRIO ECONÔMICO 2012 E PERSPECTIVAS PARA 2013 Assessoria Econômica, Dezembro de 2012.

2 SUMÁRIO 1. O ANO QUE NÃO PODE SER ESQUECIDO BALANÇO DA AGROPECUÁRIA EM Área Plantada Produção Agrícola Produção Pecuária Bovinocultura de Corte Suinocultura Aves A Maior Perda em Decorrência da Estiagem da História do Rio Grande do Sul Comparação entre as perdas provocadas pela estiagem de 2005 e de Comparação entre as perdas provocadas pela estiagem de 2012 no RS e nos EUA BUNKER DA ESTIAGEM: AÇÕES DA FARSUL FRENTE A ESTIAGEM Mensuração das perdas e do impacto econômico Objetivos Traçados Medidas Anticíclicas Propostas pela FARSUL Custeios Investimentos Acesso ao novo Crédito Criação de Fundo Garantidor: Inovação Financeira no Crédito Rural PERSPECTIVAS PARA SAFRA 2013 NO ESTADO Área Plantada Produção AVALIAÇÃO DE OUTROS SETORES E DA ECONOMIA DO RS Indústria... 35

3 5.2. Serviços Economia do RS ANÁLISE E PERSPECTIVAS DE MERCADO PARA A SAFRA 2012/ Arroz Milho SOJA PECUÁRIA DE CORTE - BOVINA... 58

4 ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1 - Área Plantada de Grãos no Rio Grande do Sul, em hectares Tabela 2 - Produção da Safra de Grãos em 2012 em comparação com em Toneladas Tabela 3 - Abatidos no RS sob Fiscalização Federal e/ou Estadual e Respectivo Faturamento Tabela 4 - Estimativa de Perdas da Bovinocultura de Corte em 2012 em decorrência da Estiagem. Em cabeças e Reais Tabela 5 - Suínos Abatidos no RS sob Fiscalização Federal e/ou Estadual e Respectivo Faturamento Tabela 6 - Aves Abatidas no RS sob Fiscalização Federal e/ou Estadual e Respectivo Faturamento Tabela 7 - Comparação das perdas de Soja nos EUA e no RS em decorrência da estiagem de Em milhões de Toneladas Tabela 8 - Comparação das perdas de Milho nos EUA e no RS em decorrência da estiagem de Em milhões de Toneladas Tabela 9 - Comparação Entre Levantamentos de Safra Realizados pela FARSUL e pelo IBGE Tabela 10 - Composição Média da Carteira de Crédito Rural Anual de um Produtor de Milho, Soja e Trigo, por Fonte, no RS, em Tabela 11 - Volume de Custeio Tomado no RS, para Culturas de Sequeiro, entre Janeiro e Outubro. Em Reais Tabela 12 - Investimentos Agropecuários Totais, no RS, em Reais, entre Janeiro e Outubro Tabela 13 - Expectativa de Área Plantada de Grãos no Rio Grande do Sul, em hectares Tabela 14 - Produção da Safra 2012 e Expectativa do IBGE para Safra Em milhões de toneladas Tabela 15 - Produção da Safra 2012 e Expectativa da FARSUL para Safra Em milhões de toneladas Tabela 16 - Projeção do PIB RS para o acumulado de 2012 e Tabela 17 - Consumo Mundial de Arroz Beneficiado, Por Países, em Milhões de Toneladas

5 Tabela 18 - Produção Mundial de Arroz Beneficiado, Por Países, em Milhões de Toneladas Tabela 19 - Fundamentos do Mercado de Arroz em Casca no Brasil - Em Milhões de Toneladas Tabela 20 - Consumo Mundial de Milho, Por País, Em Milhões de Toneladas. 49 Tabela 21 - Produção Mundial de Milho, Por País, em Milhões de Toneladas. 50 Tabela 22 - Exportações Mundiais de Milho, por País, em Milhões de Toneladas Tabela 23 - Balanço da Oferta e Demanda do Milho no Brasil, em Milhões de Toneladas Tabela 24 - Consumo Mundial de Soja, por País, em Milhões de Toneladas.. 54 Tabela 25 - Importações Mundial de Soja, por País, em Milhões de Toneladas Tabela 26 - Produção Mundial de Soja, por País, em Milhões de Toneladas.. 56 Tabela 27 -Balanço de Oferta e Demanda da Soja no Brasil, em Milhões de Toneladas Tabela 28 - Carne Bovina Oferta e Demanda Mundial 2006/2013, Em Milhões de Toneladas Métricas Peso Equivalente Carcaça Tabela 29 - Carne Bovina Produção Mundial 2007/2013, Em Milhões de Toneladas Equivalente Carcaça Tabela 30 - Carne Bovina Importação Mundial 2007/2013, Em Milhões de Toneladas Equivalente Carcaça Tabela 31 - Carne Bovina Consumo Mundial 2007/2013, Em Milhões de Toneladas Equivalente Carcaça Tabela 32 - Carne Bovina Exportação Mundial 2007/2013, Em Milhões de Toneladas Equivalente Carcaça Tabela 33 - Carne Bovina Oferta e Demanda Brasileira 2006/2013, Em Milhões de Toneladas Métricas Peso Equivalente Carcaça Tabela 34 - Brasil, Abates Mensais de Bovinos, Em Toneladas Equivalente Carcaça Tabela 35 - Brasil, Balança Comercial Complexo Carnes, Em Dólares e Toneladas Tabela 36 - Carne Bovina RS Preços Boi Gordo, Em R$/ Kg/Vivo

6 ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Evolução do Preço do Boi Abatido no RS, em Reais por Cabeça. 12 Gráfico 2 - Evolução do Preço do Suíno Vivo no RS, em R$/kg Gráfico 3 - Produção de Grãos no Rio Grande do Sul, em Milhões de Toneladas Gráfico 4 - Evolução das Pesquisas de Safra Realizadas pela FARSUL Gráfico 5 - Volume de Custeio Tomado no RS, para Culturas de Sequeiro, entre Janeiro e Outubro. Em R$ Bilhões Gráfico 6 - Evolução da Área Plantada de Grãos no Estado e Estimativa do IBGE e Expectativa da FARSUL para 2013, em hectares Gráfico 7 - Produção de Grãos no Rio Grande do Sul e Expectativas para Em Milhões de Toneladas Gráfico 8 - Evolução da Produtividade no Rio Grande do Sul e Expectativas para Em kg/ha Gráfico 9 - Desempenho do VAB da Indústria do RS Acumulado até o 3º Trimestre de 2012, por Segmento e Total, em Percentual Gráfico 10 - Coeficiente Técnico da Indústria entre países selecionados em Gráfico 11 - Desempenho do VAB dos Serviços do RS Acumulado até o 3º Trimestre de 2012, por Segmento, em Percentual Gráfico 12 - Índice de volume de vendas no comércio varejista (Número índice) RS (IBGE) Gráfico 13 - Desempenho do PIB em 2012, Acumulado até o 3º Trimestre Gráfico 14 - Consumo Mundial de Arroz Beneficiado, em Milhões de Toneladas Gráfico 15 - Produção Mundial de Arroz Beneficiado, em Milhões de Toneladas Gráfico 16 - Estoques Mundiais de Arroz Beneficiado, em Milhões de Toneladas Gráfico 17 - Evolução dos Preços do Arroz em Chicago e no RS, em Reais e Sc/50kg. (Último Preço em 28/11/12) Gráfico 18 - Estoques Finais de Arroz no Brasil, Em Casca, Em Milhões de Toneladas... 47

7 Gráfico 19 - Consumo Mundial de Milho, Em Milhões de Toneladas Gráfico 20 - Consumo Mundial de Milho por Tipo de Uso, Em Milhões de Toneladas Gráfico 21 - Produção Mundial de Milho, Em Milhões de Toneladas Gráfico 22 - Estoques Mundiais de Milho, em Milhões de Toneladas Gráfico 23 - Evolução do Preço do Milho no RS, em R$/sc 60kg Gráfico 24 - Evolução do Consumo Mundial de Soja, em Milhões de Toneladas Gráfico 25 - Evolução da Produção Mundial de Soja, em Milhões de Toneladas Gráfico 26 - Produção Brasileira de Carne Bovina, em Milhões de Toneladas. 63 Gráfico 27 - Brasil, Consumo de Carne Bovina, Em Milhões de Toneladas Equivalente Carcaça Gráfico 28 - Brasil, Exportações de Carne Bovina, Em Toneladas Gráfico 29 - Carne Bovina RS, Evolução do Preço do Boi Pago ao Produtor Rural no RS, em R$/ Kg/Vivo

8 1. O ANO QUE NÃO PODE SER ESQUECIDO Ao contrário do que muitos afirmam, 2012 não pode ser um ano a ser esquecido. Muito pelo contrário, ele deverá ser lembrado, estudado e detalhadamente analisado para que e estiagens dessa natureza não tragam mais prejuízos dessa magnitude. Diante do caos, muitas autoridades trataram de apontar o dedo para o produtor, diante da imprensa, afirmando que esse tipo de problema era consequência da falta de investimentos por parte dos destes em tecnologias de irrigação, onde a causa seria relacionada a questões culturais. Primeiramente, analisemos a afirmativa de falta de investimentos. Pegando-se o Valor Adicionado da Agropecuária do Rio Grande do Sul informado pela FEE para 2010 (último número divulgado) e os investimentos realizados pelos agricultores através do sistema Financeiro convencional no mesmo ano informados pelo Banco Central, temos uma taxa de investimento em relação ao VAB de 16%. Devemos lembrar que parte importante dos investimentos ocorre com recursos próprios, o que torna esse percentual ainda maior. O produtor tem, portanto, um alto grau de investimento e isso se reflete no constante crescimento de produtividade. Passemos agora para avaliar a questão cultural. Como pode habitar um mesmo produtor, de um lado uma cultura altamente empreendedora e inovadora, com alta inversão em maquinário, biotecnologia e química sofisticados, que tentam otimizar e maximizar a eficiência de cada pequeno detalhe que compõe os fatores de produção e, de outro, uma cultura que não deseja equacionar o mais básico dos insumos, que é a água? Se o primeiro argumento não se sustenta do ponto de vista econômico, este segundo não se sustenta do ponto de vista lógico, sendo uma tentativa de simplificar um problema por demais complexo. Para tentar avançar nas razões pelas quais os produtores não têm, de maneira geral, ampliado a área irrigada, temos que iniciar pela discussão do código florestal que, desde Julho de 2008, discute-se no Congresso Nacional e no Executivo. Ao longo desses mais de quatro anos, houve muitos avanços que incentivavam as técnicas de irrigação, assim como houve também uma série de recuos. Um empresário, seja ele do ramo que for, não investiria sob Balanço 2012 do Agronegócio & Perspectivas para 2013 Assessoria Econômica. 8

9 um ambiente de total incerteza e instabilidade. Mesmo aqueles mais dispostos a assumir riscos teriam imensas dificuldades para conseguir licenças ambientais, já que em alguns casos a espera já durava quase 10 anos. Dispondo da licença e de uma boa dose de coragem, o produtor ainda dependeria de energia elétrica, o que é escasso nas regiões produtoras tanto em quantidade como estabilidade da rede. Se todas as condições anteriores fossem atendidas, ainda assim o produtor pagaria cerca de 3 vezes mais do que o custo do mesmo equipamento nos EUA, podendo tornar o empreendimento mais produtivo mas menos lucrativo. Conforme exposto, portanto, a questão da adoção de técnicas de irrigação é complexa e exige um comprometimento de todos os agentes envolvidos no processo. É preciso que fiquem muito bem demarcados os limites onde estas técnicas serão aplicadas para que não haja prejuízos ao meio ambiente, nem tampouco para a atividade produtiva. 2. BALANÇO DA AGROPECUÁRIA EM Área Plantada. Estimulados por uma super safra em 2011 e por uma firme escalada dos preços internacionais dos principais grãos, os produtores rurais do Rio Grande do Sul aumentaram em 2,12% a área plantada do Estado em Tabela 1 - Área Plantada de Grãos no Rio Grande do Sul, em hectares. Produto Período Safra 2011 Safra 2012 Var.(%)12/11 Amendoim (1ª Safra) ,51% Arroz ,99% Aveia ,74% Centeio ,51% Cevada ,88% Feijão (1ª Safra) ,38% Feijão (2ª Safra) ,56% Girassol ,84% Milho (1ª Safra) ,82% Soja ,52% Sorgo ,87% Trigo ,24% Triticale ,95% Total ,12% Fonte: IBGE A agricultura não é diferente de nenhum outro setor da economia, adaptando seus fundamentos às condições de mercado. Dito isso, os mercados atravessavam um momento muito positivo, como o caso do Milho e especialmente da Soja e Trigo, que tiveram um incremento importante em Balanço 2012 do Agronegócio & Perspectivas para 2013 Assessoria Econômica. 9

10 termos de área, adaptando-se as expectativas do mercado. No caso do Trigo também deve ser ressaltada a tentativa de alguns produtores em reverter parte dos prejuízos acumulados com a safra de verão nesta cultura de inverno, o que colaborou para o salto de área. Se isso é verdade quando o cenário é bom, não é diferente quando o cenário é ruim. Arroz e Feijão, que juntos formam o principal alimento do brasileiro, amargaram importantes reduções de área plantada, refletindo o cenário negativo que enfrentavam ambos mercados. O Rio Grande do Sul já não possui, há muito tempo, fronteiras agrícolas. Dessa forma, o crescimento de um grão dá-se sobre a área antes ocupada por outro grão ou, quando há um crescimento agregado do grupo grãos, este cresce sobre áreas antes utilizadas para a atividade pecuária. Estas movimentações que historicamente ocorrem de maneira discreta, neste ano ocorreu com maior nitidez. Áreas historicamente utilizadas para o cultivo do Arroz deram espaço para a cultura da Soja, como se viu em especial na Região Sul do Estado e na Planície Interna da Lagoa dos Patos. Em algumas regiões da Campanha a Soja também avançou sobre áreas de Arroz, mas esse fenômeno foi mais presente em áreas dedicadas à pecuária de corte naquela região. Essas movimentações que se percebeu empiricamente podem também ser observadas na Tabela Produção Agrícola. A estiagem decorrente do fenômeno La Niña reverteu completamente a expectativa positiva que os produtores rurais gaúchos tinham manifestado com incremento da área plantada. Em relação a 2011 teve-se queda de quase 34% na produção de grãos, tendo-se colhido quase 10 milhões de toneladas a menos do que no ano anterior. Dado que a área plantada em 2012 foi maior que em 2011, em relação à expectativa referente àquilo que o produtor plantou, as perdas são ainda maiores. O grão de maior perda relativa foi a Soja, com perda de 49% e uma redução de 5,7 milhões de toneladas. O Milho foi outra importante cultura de verão bastante afetada, tendo reduzido 45% a produção em relação ao ano anterior e perda superior quando comparamos com o que foi efetivamente plantado e que se esperava colher. Balanço 2012 do Agronegócio & Perspectivas para 2013 Assessoria Econômica. 10

11 Tabela 2 - Produção da Safra de Grãos em 2012 em comparação com em Toneladas. Produto Período Safra 2011 Safra 2012 Var.(%)12/11 Amendoim (1ª Safra) ,14% Arroz ,58% Aveia ,22% Centeio ,68% Cevada ,43% Feijão (1ª Safra) ,76% Feijão (2ª Safra) ,10% Girassol ,93% Milho (1ª Safra) ,35% Soja ,98% Sorgo ,54% Trigo ,27% Triticale ,22% Total ,76% Fonte: IBGE O Arroz também colaborou para uma queda agregada da produção, mas por razões diferentes. Ainda que em algumas regiões tenha se registrado perdas decorrentes da estiagem, esta cultura é irrigada e é menos suscetível a esse tipo de ocorrência. A menor produção pela redução da área plantada em 11%, conforme mostrado na Tabela 1, é reflexo da forte crise de preços vivida pelo setor no período de plantio. O ciclo de verão catastrófico que foi esse 2011/12 também deixou suas marcas na safra de inverno, onde tivemos perdas significativas em especial no Trigo. Parte dos produtores que aumentaram a área plantada de Trigo tentando recuperar um pouco dos prejuízos da safra de verão enfrentaram granizos, tempestades e toda a sorte de fenômenos climáticos que conduziram a lavoura a uma perda em relação à 2011 de 16%, mas se considerarmos a expectativa diante daquilo que foi plantado o prejuízo sobe para 22% Produção Pecuária Bovinocultura de Corte A Pecuária de Corte também sofreu fortemente com a estiagem. Embora a maior parte dos animais afetados não morra, decretando perda total, como ocorre com as lavouras, a escassez de alimento impede que os animais atinjam o peso ideal de abate, obrigando o produtor a ficar no mínimo um ciclo a mais com o animal, deixando de ter receita no período. Como pode ser observado na Tabela 3, 2012 deve encerrar com 8,5% menos animais abatidos do que no ano anterior, o que equivale a pouco mais de um mês sem abate. Balanço 2012 do Agronegócio & Perspectivas para 2013 Assessoria Econômica. 11

12 Tabela 3 - Abatidos no RS sob Fiscalização Federal e/ou Estadual e Respectivo Faturamento. Mês ABATES (cabeças) VBP (R$) VAR.(%) VAR.(%) Jan % , ,72 15% Fev % , ,16-7% Mar % , ,53-13% Abr % , ,73-10% Mai % , ,23 6% Jun % , ,05-6% Jul % , ,64 3% Ago % , ,60-9% Set % , ,20-14% Out* % , ,69-5% Nov* % , ,22-7% Dez* % , ,18-1% Total ,5% , ,95-4,7% Fonte: Fundesa Elaboração: Sistema FARSUL/ Assessoria Econômica * Para 2012, projeção Assessoria Econômica O faturamento evidentemente também foi menor, queda de 4,7%, entretanto, a queda no faturamento não foi proporcional, pois o preço médio dos animais esteve 4,2% acima da média do ano anterior. Gráfico 1 - Evolução do Preço do Boi Abatido no RS, em Reais por Cabeça , , , , , ,00 900,00 jan-10 mar-10 mai-10 jul-10 set-10 nov-10 jan-11 mar-11 mai-11 O aumento do preço do boi gordo está relacionado ao aumento do consumo interno e está dentro das nossas expectativas e da tendência de alta. Desde o início das nossas divulgações de pesquisas de perdas com a estiagem fomos solicitados a informar as perdas referentes à pecuária de corte. No início do ano ainda era impossível dimensionar as perdas, mas agora já é possível estimar as perdas da pecuária de corte em 2012, embora saibamos que parte das perdas totais com a estiagem somente serão contabilizadas em Balanço 2012 do Agronegócio & Perspectivas para 2013 Assessoria Econômica. 12 jul-11 set-11 nov-11 jan-12 mar-12 mai-12 jul-12 set-12 nov-12

13 Nossa estimativa é que deixaram de ser abatidos animais no ano de 2012, pois não atingiram condições de abate. Esse valor equivale a uma perda de 10%, sendo maior, portanto, que um mês inteiro, aproximadamente 36 dias corridos de abates. Tabela 4 - Estimativa de Perdas da Bovinocultura de Corte em 2012 em decorrência da Estiagem. Em cabeças e Reais. Ano Abates (cab) VBP * ** Var(%) 12/11-8% -5% Var(%) 12/12-10% -10% PERDA (R$) ( ) Fonte: Fundesa Elaboração: Sistema FARSUL/ Assessoria Econômica * projeção atual ** projeção sem estiagem Esta quantidade de animais que deixaram de ser abatidos equivale a uma perda de Valor Bruto da Produção de mais de R$ 265,2 Milhões em 2012, podendo essas perdas ainda aumentarem em 2013, pois os ciclos da pecuária podem durar mais do que 12 meses. Essa estimativa se refere exclusivamente as perdas com ciclos voltados para o abate, desconsiderando totalmente as perdas com produção de terneiros, onde a taxa de natalidade caiu drasticamente no ano. Esses dados não estão contabilizados, pois ainda não temos estatísticas de produção de terneiros no ano, dado que conheceremos apenas em Suinocultura Os produtores de suínos enfrentaram um ano de muita dificuldade, apesar de não perderem diretamente com a estiagem. Diante de um mercado externo restrito, preço baixo e aumento nos custos de produção, uma série de medidas foram necessárias para reverter o cenário de crise. Balanço 2012 do Agronegócio & Perspectivas para 2013 Assessoria Econômica. 13

14 Gráfico 2 - Evolução do Preço do Suíno Vivo no RS, em R$/kg. 2,90 2,70 2,50 2,30 2,43 2,44 2,56 2,35 2,58 2,38 2,40 2,43 2,36 2,47 2,30 2,66 2,43 2,44 2,46 2,10 2,17 2,08 2,19 2,16 2,01 1,99 2,04 1,90 1,70 jan-11 fev-11 mar-11 abr-11 mai-11 jun-11 jul-11 ago-11 set-11 out-11 nov-11 dez-11 jan-12 fev-12 mar-12 abr-12 mai-12 jun-12 jul-12 ago-12 set-12 out-12 Fonte: Fundesa - Elaboração: Sistema FARSUL/ Assessoria Econômica Conforme pode ser observado no Gráfico 2, o preço entrou em trajetória de queda em Novembro de 2011 e se estendeu até Junho de 2012, durante 7 meses, deprimindo o preço em 21%. A Comissão de Suinocultura da FARSUL propôs em conjunto com outras entidades uma série de medidas para o Ministério da Agricultura. Pelo mesmo gráfico nota-se que as medidas surtiram o efeito esperado, pois o preço subiu 19% imediatamente, de Junho para Julho. Em 2012 deveremos ter um crescimento de 5,5% na quantidade de animais abatidos. Este aumento ocorreu não pelas boas condições de mercado, pelo contrário, a alta oferta de produto forçou o aumento dos abates, mas em consequente preço aviltado. No segundo semestre, em especial, notase com clareza o funcionamento da intervenção do governo, com uma leve aceleração no nível de abates em relação ao semestre anterior, mas, principalmente, a recuperação dos preços em relação aos níveis de O faturamento, maior do que 2011 em 3,6%, não compensou o aumento do custo de produção, fortemente relacionado com os preços do Milho e Soja. Balanço 2012 do Agronegócio & Perspectivas para 2013 Assessoria Econômica. 14

15 Tabela 5 - Suínos Abatidos no RS sob Fiscalização Federal e/ou Estadual e Respectivo Faturamento. Mês ABATES (cabeças) VBP (R$) VAR.(%) VAR.(%) Jan % % Fev % % Mar % % Abr % % Mai % % Jun % % Jul % % Ago % % Set % % Out % % Nov* % % Dez* % % Total ,5% , ,57 3,6% Fonte: Fundesa Elaboração: Sistema FARSUL/ Assessoria Econômica * Para 2012, projeção Assessoria Econômica A sinalização da gradual abertura do mercado externo, em especial a Rússia, além do Japão, sinaliza uma sustentação da melhora do quadro Aves O setor de aves também enfrentou um duro revés em Com uma combinação de forte elevação dos custos de produção, empresas integradoras atrasando o pagamento dos produtores e toda a sorte de instabilidades, presenciando-se redução nos abates de aves no Estado e da Receita com Exportação. No ano de 2011 as exportações brasileiras de carne de frango foram, entre Janeiro e Novembro, US$ 6,4 Bilhões, enquanto no mesmo período de 2012 a receita foi de US$ 6,0 Bilhões, queda de 5%, para praticamente a mesma quantidade exportada, 3,2 milhões de toneladas entre Janeiro e Novembro tanto em 2011 quanto em Mesmo com o leve crescimento da receita em Reais, fruto da variação cambial, os resultados ficaram muito aquém da variação dos custos de produção, fortemente influenciados pelos preços do Milho e Soja. Balanço 2012 do Agronegócio & Perspectivas para 2013 Assessoria Econômica. 15

16 Tabela 6 - Aves Abatidas no RS sob Fiscalização Federal e/ou Estadual e Respectivo Faturamento. Mês Var.(%) 12/11 jan ,7% fev ,1% mar ,1% abr ,4% mai ,2% jun ,0% jul ,7% ago ,4% set ,1% out ,9% nov* ,5% dez* ,5% Total ,6% Fonte: Fundesa Elaboração: Sistema FARSUL/ Assessoria Econômica * Projeção para 2012 Os abates no Rio Grande do Sul devem recuar 6,6%, queda de 780 milhões de cabeças em 2011 para 728 milhões em A evolução do preços do último mês confirma a tendência de recuperação gradativa do setor, ainda que esteja longe do melhor ponto de equilíbrio A Maior Perda em Decorrência da Estiagem da História do Rio Grande do Sul Comparação entre as perdas provocadas pela estiagem de 2005 e de Desde o início do ano, quando a FARSUL, em entrevista coletiva no dia 19 de Janeiro trouxe a público a dimensão da estiagem que estávamos enfrentando, a comparação com o ano de 2005 foi imediata. Instantaneamente, se iniciaram as discussões sobre qual estiagem seria mais prejudicial. Embora essa seja uma comparação que não resolva o problema nem de um ano nem de outro, ela serve para colaborar com a tese de que não estamos evoluindo na administração e no manejo da água. Há várias comparações possíveis entre os dois ciclos para que se chegue a uma conclusão. Duas delas estão dispostas no Gráfico 3. Balanço 2012 do Agronegócio & Perspectivas para 2013 Assessoria Econômica. 16

17 Gráfico 3 - Produção de Grãos no Rio Grande do Sul, em Milhões de Toneladas. 35,00 30,00 25,00 20,00 15,00 10,00 24,47 24,45 22,55 22,89 22,33 20,02 20,11 17,82 16,62 15,11 11,87 29,61 19,62 5, Fonte: IBGE Conforme pode ser observado no Gráfico 3, na Safra 2005 tivemos uma redução de 5,9 Milhões de Toneladas em relação a Safra Em termos de quantidades absolutas perdidas, a perda total de 2005 é equivalente a perda apenas da Soja em A redução total em 2012 em relação a 2011 foi de toneladas, ou quase 10 milhões de toneladas. Se o que se perdeu em todo o ciclo de 2005 é equivalente a apenas a Soja de 2012, então está claro que absolutamente as perdas de 2012 foram muito superiores a de Em termos percentuais, os anos se assemelham mais. No ano de 2005 foi perdido 33% da safra, enquanto em 2012 as perdas chegaram a 34%, sendo 2012 mais uma vez maior que 2005, mas dessa vez por margem menor. Um argumento recorrente é de que 2012 é comparado com uma safra recorde ocorrida em 2011, o que é verdade. Mas também é verdade que a verificação de safras recordes é algo recorrente, pois a cada ano incrementa-se a capacidade de aumento de produtividade através de investimentos, não podendo, portanto, ser surpreendente a ocorrência de safras recordes. Além do mais, pela área plantada em 2012 e pelo nível tecnológico implantado, provavelmente teríamos tido outra safra recorde em 2012 não fosse a estiagem. Balanço 2012 do Agronegócio & Perspectivas para 2013 Assessoria Econômica. 17

18 Em favor de 2005 há, unicamente, a questão dos preços. De fato, a crise como um todo foi pior em 2005, pois além da perda substancial, ainda os níveis de preços estavam baixos e em baixa, tornando o ambiente ainda mais difícil. Mas em termos de perdas totais, de formação de passivo e, sobretudo, em termos de impacto no PIB do Estado a estiagem de 2012 foi pior do que a de Comparação entre as perdas provocadas pela estiagem de 2012 no RS e nos EUA. Findado o nosso ciclo produtivo e confirmadas pelo órgão oficial de estatística (IBGE) as nossas expectativas iniciais, atentamos para o que se dizia a respeito da safra americana, no que se refere a perdas com estiagem. Houve uma grande preocupação e repercussão local do fato. Diante do quadro trágico desenhado por alguns e do direcionamento do foco por parte do governo e imprensa para a safra americana - quando ainda estávamos em tratativas para amenizar os efeitos da seca por aqui - tentamos trazer um quadro de realismo e objetividade, dizendo que o problema local era pior do que o americano. Em primeiro lugar porque era percentualmente muito maior e; em segundo, porque ocorre aqui, onde podemos atuar de alguma forma para amenizar, enquanto nada podemos fazer em relação aos problemas que ocorrem nos EUA. Mais uma vez nossas informações foram contestadas. Soavam absurdas e conservadoras, sendo estas colhidas em órgãos oficiais americanos (USDA) 1, diante das catastróficas previsões que eram feitas daqui do Estado, que chegavam a afirmar que entre Milho e Soja os americanos perderiam 100 milhões de toneladas. O tempo, mais uma vez, deu-nos razão, conforme tabelas a seguir. 1 USDA United States Department of Agriculture. Equivalente ao Ministério da Agricultura e órgão no qual suas informações são as mais importantes do mundo para o posicionamento de mercado. Balanço 2012 do Agronegócio & Perspectivas para 2013 Assessoria Econômica. 18

19 Tabela 7 - Comparação das perdas de Soja nos EUA e no RS em decorrência da estiagem de Em milhões de Toneladas. LOCAL Perda em Perda (%) (milhões ton) EUA 90,61 80,86-9,75-11% RS 11,62 5,93-5,69-49% Fonte: USDA (Relatório Nov/2012) e IBGE - Relatório Out/2012 A tão alarmada crise mundial de Soja em decorrência da estiagem nos EUA foi, na verdade, uma perda de 11%, enquanto no Rio Grande do Sul a perda foi de 49%, logo, a crise estava instalada aqui e não lá. Mais forte ainda são os dados absolutos. Enquanto dezenas de estados americanos perderam, somados, 9,75 milhões de toneladas o Rio Grande do Sul perdeu, sozinho, 5,69 milhões de toneladas. Se os EUA perderam 11%, o Brasil recuou 11,9%, ou seja, o problema sempre esteve aqui. Tabela 8 - Comparação das perdas de Milho nos EUA e no RS em decorrência da estiagem de Em milhões de Toneladas. LOCAL Perda em Perda (%) (milhões ton) EUA 313,9 272,4-41,486-13% RS 5,78 3,16-2,62-45% Fonte: USDA (Relatório Nov/2012) e IBGE - Relatório Out/2012 Quando comparamos às perdas das lavouras de Milho gaúchas com as americanas a situação não melhora muito. Enquanto os americanos perderam 13% de sua safra os produtores gaúchos perderam 45%. Outro fator importante que difere gaúchos e americanos são as condições em que os produtores estão expostos a riscos climáticos. Americanos têm seguro total do faturamento da lavoura. Produtores brasileiros são segurados de parte daquilo que é financiado pelo sistema financeiro. Via de regra, lavouras bem protegidas por seguro no Rio Grande do Sul possuem cobertura de 30% do custo de produção e entre 15 e 20% do faturamento. É invejável a preocupação do governo americano em mitigar as perdas e agilidade com que oferece soluções. Também difere os dois produtores a gestão dos estoques. Enquanto nos Estados Unidos os produtores armazenam cerca de 70% da Soja na Balanço 2012 do Agronegócio & Perspectivas para 2013 Assessoria Econômica. 19

20 propriedade, no Rio Grande do Sul esse número não atinge 10%. Sendo assim, em eventuais perdas o produtor americano cobra o seguro para garantir sua renda e disponibiliza para o mercado o produto armazenado, reduzindo significativamente os impactos econômicos nos demais setores da economia para frente, e mantendo os compromissos em dia com os setores para trás, pois recebe seguro. Por fim, as perdas no Rio Grande do Sul foram tão grandes que apenas o valor perdido dentro do Estado é maior que a safra inteira de 2011 de Mato Grosso do Sul, Bahia, São Paulo, Santa Catarina, Maranhão, Piauí, Tocantins, Pará, Rondônia, Espírito Santo, Distrito Federal, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Roraima, Acre, Paraíba, Alagoas, Amazonas, Rio de Janeiro e Amapá. 3. BUNKER DA ESTIAGEM: AÇÕES DA FARSUL FRENTE A ESTIAGEM. Diante dos relatos cada vez mais frequentes e piores vindo das regiões produtoras, a Presidência do Sistema FARSUL então montou um grupo de trabalho multidisciplinar coordenado pela Assessoria Econômica, para dimensionar o problema, traçar objetivos e desenvolver mecanismos para mitigar os efeitos. Em meio à tensão que trabalhamos, convencionou-se chamar o grupo de Bunker da Estiagem, em alusão ao ambiente ao qual estávamos submetidos Mensuração das perdas e do impacto econômico. A primeira medida tomada foi levantar as perdas e mensurar o impacto econômico, para primeiramente dar conhecimento à sociedade gaúcha da forma que empresários e trabalhadores pudessem reavaliar seus planejamentos e decisões. Os dados levantados também seriam úteis para avaliação de quais medidas seriam necessárias para o produtor, mas também desejávamos minimizar os efeitos na economia como um todo. Foi então realizado uma primeira pesquisa junto aos 137 Sindicatos Rurais filiados a FARSUL ainda em janeiro seguida de outras 9 pesquisas Balanço 2012 do Agronegócio & Perspectivas para 2013 Assessoria Econômica. 20

RELATÓRIO DE COMMODITIES BOI GORDO

RELATÓRIO DE COMMODITIES BOI GORDO RELATÓRIO DE COMMODITIES BOI GORDO PANORAMA SEMANA DE 21 A 25 DE SETEMBRO de 2009 Semana de preço estável no mercado de Boi Gordo no Rio Grande do Sul, com o preço encerrando a semana a R$ 4,61/kg carcaça.

Leia mais

O IBGE divulgou a pouco o primeiro prognóstico para a safra de 2011: www.ibge.gov.br Em 2011, IBGE prevê safra de grãos 2,8% menor que a de 2010

O IBGE divulgou a pouco o primeiro prognóstico para a safra de 2011: www.ibge.gov.br Em 2011, IBGE prevê safra de grãos 2,8% menor que a de 2010 O IBGE divulgou a pouco o primeiro prognóstico para a safra de 2011: www.ibge.gov.br Em 2011, IBGE prevê safra de grãos 2,8% menor que a de 2010 O IBGE realizou, em outubro, o primeiro prognóstico para

Leia mais

Caro Leitor, Carlos Rivaci Sperotto Presidente

Caro Leitor, Carlos Rivaci Sperotto Presidente Caro Leitor, É com alegria que lhe entregamos nosso Balanço da Agropecuária em 2013 e Perspectivas para 2014. Neste resumo elaborado pela nossa Assessoria Econômica buscamos mostrar-lhe o desempenho da

Leia mais

Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária RETROSPECTIVA DE 2012 E PERSPECTIVAS PARA 2013

Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária RETROSPECTIVA DE 2012 E PERSPECTIVAS PARA 2013 Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária RETROSPECTIVA DE 2012 E PERSPECTIVAS PARA 2013 dezembro, 2012 Índice 1. Algodão 2. Soja 3. Milho 4. Boi Gordo 5. Valor Bruto da Produção ALGODÃO Mil toneladas

Leia mais

RELATÓRIO DE COMMODITIES BOI GORDO PANORAMA. A informação é nossa, a decisão é sua! GR. Boi Gordo Mercado Físico RS Período Gráfico DIÁRIO

RELATÓRIO DE COMMODITIES BOI GORDO PANORAMA. A informação é nossa, a decisão é sua! GR. Boi Gordo Mercado Físico RS Período Gráfico DIÁRIO PANORAMA RELATÓRIO DE COMMODITIES BOI GORDO SEMANA DE 10 A 14 DE AGOSTO de 2009 Semana de nova estabilidade no preço do Boi Gordo no mercado físico do Rio Grande do Sul, fechando a semana em R$ 5,28/kg

Leia mais

Agronegócio. Realidade e Perspectivas Foco no ARROZ. Araranguá SC, Fevereiro de 2014 Vlamir Brandalizze. 41 3379 8719 brandalizze@uol.com.

Agronegócio. Realidade e Perspectivas Foco no ARROZ. Araranguá SC, Fevereiro de 2014 Vlamir Brandalizze. 41 3379 8719 brandalizze@uol.com. Agronegócio Realidade e Perspectivas Foco no ARROZ Araranguá SC, Fevereiro de 2014 Vlamir Brandalizze 41 3379 8719 brandalizze@uol.com.br GRÃOS Produção (milhões de T. USDA - Fevereiro de 2014; Projeções

Leia mais

Milho: preços elevados mesmo com super-safra norte-americana

Milho: preços elevados mesmo com super-safra norte-americana Milho: preços elevados mesmo com super-safra norte-americana Super-safra norte-americana Em seu boletim de oferta e demanda mundial de setembro o Usda reestimou para cima suas projeções para a safra 2007/08.

Leia mais

A crise atual da agricultura brasileira e da gaúcha* Este texto faz uma análise da evolução recente da agricultura brasileira e da gaúcha, baseada

A crise atual da agricultura brasileira e da gaúcha* Este texto faz uma análise da evolução recente da agricultura brasileira e da gaúcha, baseada Análise setorial Agropecuária A crise atual da agricultura brasileira e da gaúcha* Vivian Fürstenau** Economista da FEE Introdução Este texto faz uma análise da evolução recente da agricultura brasileira

Leia mais

GUSTAVO ROBERTO CORRÊA DA COSTA SOBRINHO E JOSÉ MACIEL DOS SANTOS EFEITOS DA CRISE FINANCEIRA GLOBAL SOBRE A AGRICULTURA BRASILEIRA.

GUSTAVO ROBERTO CORRÊA DA COSTA SOBRINHO E JOSÉ MACIEL DOS SANTOS EFEITOS DA CRISE FINANCEIRA GLOBAL SOBRE A AGRICULTURA BRASILEIRA. EFEITOS DA CRISE FINANCEIRA GLOBAL SOBRE A AGRICULTURA BRASILEIRA. GUSTAVO ROBERTO CORRÊA DA COSTA SOBRINHO E JOSÉ MACIEL DOS SANTOS Consultores Legislativos da Área X Agricultura e Política Rural MARÇO/2009

Leia mais

ÁREA DE MILHO CRESCEU 4,9% NA SAFRA 2012/2013, A MAIOR DESDE 1937, INDICANDO QUE O PAÍS COLHERIA UMA SAFRA RECORDE ESTE ANO

ÁREA DE MILHO CRESCEU 4,9% NA SAFRA 2012/2013, A MAIOR DESDE 1937, INDICANDO QUE O PAÍS COLHERIA UMA SAFRA RECORDE ESTE ANO GRÃOS: SOJA, MILHO, TRIGO e ARROZ TENDÊNCIAS DOS MERCADOS PARA 2012/2013 NO BRASIL E NO MUNDO Carlos Cogo Setembro/2012 PRODUÇÃO MUNDIAL DEVE RECUAR 4,1% NA SAFRA 2012/2013 ESTOQUES FINAIS MUNDIAIS DEVEM

Leia mais

CRESCIMENTO DO AGRONEGÓCIO SEGUE FIRME NO ANO

CRESCIMENTO DO AGRONEGÓCIO SEGUE FIRME NO ANO CRESCIMENTO DO AGRONEGÓCIO SEGUE FIRME NO ANO O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro estimado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Centro de Estudos Avançados

Leia mais

BOLETIM ANUAL DO MERCADO DE GRÃOS: MILHO SAFRA 2008 / 2009 Maio de 2008

BOLETIM ANUAL DO MERCADO DE GRÃOS: MILHO SAFRA 2008 / 2009 Maio de 2008 BOLETIM ANUAL DO MERCADO DE GRÃOS: MILHO SAFRA 2008 / 2009 Maio de 2008 Mercado Internacional Em 2007, a produção anual de milho atingiu quase 720 milhões de tonelada (Tabela 1), quando os Estados Unidos,

Leia mais

PARANÁ CONTINUA SENDO O MAIOR PRODUTOR DE GRÃOS

PARANÁ CONTINUA SENDO O MAIOR PRODUTOR DE GRÃOS SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA RURAL D E R A L PARANÁ CONTINUA SENDO O MAIOR PRODUTOR DE GRÃOS 20/03/06 O levantamento de campo realizado pelo DERAL, no

Leia mais

Plano Agrícola e Pecuário PAP 2013/2014 Ações estruturantes para a Agropecuária Brasileira

Plano Agrícola e Pecuário PAP 2013/2014 Ações estruturantes para a Agropecuária Brasileira Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil Plano Agrícola e Pecuário PAP 2013/2014 ROSEMEIRE SANTOS Superintendente Técnica Plano Agrícola e Pecuário PAP 2013/2014 Ações estruturantes para a Agropecuária

Leia mais

Conjuntura Anual do Sorgo em 2008 e um possível cenário para 2009.

Conjuntura Anual do Sorgo em 2008 e um possível cenário para 2009. Conjuntura Anual do Sorgo em 2008 e um possível cenário para 2009. Para os produtores de sorgo o ano de 2008 pode ser considerado como bom. As condições climatológicas foram favoráveis durante todo o ciclo

Leia mais

A Segurança Alimentar num país de 200 milhões de habitantes. Moisés Pinto Gomes Presidente do ICNA

A Segurança Alimentar num país de 200 milhões de habitantes. Moisés Pinto Gomes Presidente do ICNA A Segurança Alimentar num país de 200 milhões de habitantes Moisés Pinto Gomes Presidente do ICNA O uso da terra no Brasil Evolução das Áreas de Produção Milhões de hectares 1960 1975 1985 1995 2006 Var.

Leia mais

Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária

Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária Outubro de 2012. MUNDO O milho é o cereal mais produzido no mundo. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção média do

Leia mais

INDICE DE CONFIANÇA DAS MICRO E PEQUENAS. Outubro/2012 (dados até setembro)

INDICE DE CONFIANÇA DAS MICRO E PEQUENAS. Outubro/2012 (dados até setembro) INDICE DE CONFIANÇA DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS (ICMPE) NO BRASIL Outubro/2012 (dados até setembro) Características da pesquisa Objetivo: - medir o impacto da conjuntura econômica nas MPE brasileiras

Leia mais

ÍNDICE DE CONFIANÇA DOS PEQUENOS NEGÓCIOS NO BRASIL. ICPN Outubro de 2015

ÍNDICE DE CONFIANÇA DOS PEQUENOS NEGÓCIOS NO BRASIL. ICPN Outubro de 2015 ÍNDICE DE CONFIANÇA DOS PEQUENOS NEGÓCIOS NO BRASIL ICPN Outubro de 2015 ÍNDICE DE CONFIANÇA DOS PEQUENOS NEGÓCIOS NO BRASIL ICPN Outubro de 2015 Sumário Executivo Indicadores de confiança são indicadores

Leia mais

A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil

A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil 1 A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil Guido Mantega Outubro de 2008 1 2 Gravidade da Crise Crise mais forte desde 1929 Crise mais grave do que as ocorridas nos anos 1990 (crise de US$ bilhões

Leia mais

23ª ABERTURA DA COLHEITA DO ARROZ. Restinga Seca - RS. Diretoria de Agronegócios (DF)

23ª ABERTURA DA COLHEITA DO ARROZ. Restinga Seca - RS. Diretoria de Agronegócios (DF) 23ª ABERTURA DA COLHEITA DO ARROZ Restinga Seca - RS 21-02-2013 Protagonista do Agronegócio Mundial Brasil Protagonista do Agronegócio Mundial População crescerá 2,15 bilhões de habitantes até 2050, elevando

Leia mais

AGRONEGÓCIO NO MUNDO PRINCIPAIS PLAYERS

AGRONEGÓCIO NO MUNDO PRINCIPAIS PLAYERS AGRONEGÓCIOS AGRONEGÓCIO NO MUNDO PRINCIPAIS PLAYERS Argentina Estados Unidos Indonésia Brasil Canadá Russia Índia Japão Austrália China México Área Agricultável > 30 milhões de ha População urbana > 80

Leia mais

Soja: elevação dos preços da convencional/transgênica deve dificultar incremento da orgânica

Soja: elevação dos preços da convencional/transgênica deve dificultar incremento da orgânica Soja: elevação dos preços da convencional/transgênica deve dificultar incremento da orgânica Produção mundial deve recuar em 2007/08 Segundo o relatório de oferta e demanda divulgado pelo Usda em setembro

Leia mais

Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 2008

Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 2008 Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 008 PIB avança e cresce 6% Avanço do PIB no segundo trimestre foi o maior desde 00 A economia brasileira cresceu mais que o esperado no segundo trimestre, impulsionada

Leia mais

Suinocultura - Análise da Conjuntura Agropecuária

Suinocultura - Análise da Conjuntura Agropecuária Suinocultura - Análise da Conjuntura Agropecuária fevereiro de 2013. 1 - Considerações Iniciais A Suinocultura é uma das atividades da agropecuária mais difundida e produzida no mundo. O porco, espécie

Leia mais

Tabela 01 Mundo Soja Área, produção e produtividade Safra 2009/10 a 2013/14

Tabela 01 Mundo Soja Área, produção e produtividade Safra 2009/10 a 2013/14 Soja Análise da Conjuntura Agropecuária Novembro de 2013 MUNDO A economia mundial cada vez mais globalizada tem sido o principal propulsor responsável pelo aumento da produção de soja. Com o aumento do

Leia mais

INDÚSTRIA DE ALIMENTAÇÃO ANIMAL

INDÚSTRIA DE ALIMENTAÇÃO ANIMAL INDÚSTRIA DE ALIMENTAÇÃO ANIMAL Em 2011: Registrou incremento de 5,2% Em 2011, o setor cresceu 5,2%, movimentou R$ 40 bilhões em insumos e produziu 64,5 milhões de toneladas de ração e 2,35milhões de suplementos

Leia mais

Desempenho Recente e Perspectivas para a Agricultura

Desempenho Recente e Perspectivas para a Agricultura Desempenho Recente e Perspectivas para a Agricultura A safra de grãos do país totalizou 133,8 milhões de toneladas em 2009, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de dezembro,

Leia mais

Soja - Análise da Conjuntura Agropecuária. Novembro 2015 PARANÁ

Soja - Análise da Conjuntura Agropecuária. Novembro 2015 PARANÁ Soja - Análise da Conjuntura Agropecuária Novembro 2015 PARANÁ A estimativa de área para a safra 2015/16 de soja é recorde no Paraná. Segundo os técnicos de campo serão semeados 5,24 milhões de hectares,

Leia mais

7.000 6.500 6.000 5.500 5.000 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - -500-1.000 fev./2010. ago./2011. fev./2012. nov.

7.000 6.500 6.000 5.500 5.000 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - -500-1.000 fev./2010. ago./2011. fev./2012. nov. 4 SETOR EXTERNO As contas externas tiveram mais um ano de relativa tranquilidade em 2012. O déficit em conta corrente ficou em 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), mostrando pequeno aumento em relação

Leia mais

BOVINOCULTURA DE CORTE

BOVINOCULTURA DE CORTE ISS 36-9 BOVINOCULTURA DE CORTE Os preços médios da arroba do boi e da vaca, em Mato Grosso do Sul, no mês de fevereiro, foram de R$8,8 e R$,99, respectivamente. Em relação ao mês anterior, houve um avanço

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO. PERFIL DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO Janeiro/2015

SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO. PERFIL DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO Janeiro/2015 SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO PERFIL DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO Janeiro/2015 2 ÍNDICE 03. Apresentação 04. População Rural 05. Habitantes no

Leia mais

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Crise Mundo Os EUA e a Europa passam por um forte processo de desaceleração economica com indicios de recessão e deflação um claro sinal de que a crise chegou

Leia mais

C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA

C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA HENRIQUE MARINHO MAIO DE 2013 Economia Internacional Atividade Econômica A divulgação dos resultados do crescimento econômico dos

Leia mais

Avaliação das Contas Regionais do Piauí 2008

Avaliação das Contas Regionais do Piauí 2008 Avaliação das Contas Regionais do Piauí 2008 A economia piauiense, em 2008, apresentou expansão em volume do Produto Interno Bruto (PIB) de 8,8% em relação ao ano anterior. Foi a maior taxa de crescimento

Leia mais

Edição 44 (Abril/2014)

Edição 44 (Abril/2014) Edição 44 (Abril/2014) Cenário Econômico: Prévia da inflação tem maior alta desde janeiro de 2013 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial,

Leia mais

Conjuntura Macroeconômica e Setorial

Conjuntura Macroeconômica e Setorial Conjuntura Macroeconômica e Setorial O ano de 2012 foi um ano desafiador para a indústria mundial de carnes. Apesar de uma crescente demanda por alimentos impulsionada pela contínua expansão da renda em

Leia mais

Produção de grãos na Bahia cresce 14,64%, apesar dos severos efeitos da seca no Estado

Produção de grãos na Bahia cresce 14,64%, apesar dos severos efeitos da seca no Estado AGROSSÍNTESE Produção de grãos na Bahia cresce 14,64%, apesar dos severos efeitos da seca no Estado Edilson de Oliveira Santos 1 1 Mestre em Economia, Gestor Governamental da SEAGRI; e-mail: edilsonsantos@seagri.ba.gov.br

Leia mais

Milho Perspectivas do mercado 2011/12

Milho Perspectivas do mercado 2011/12 MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SECRETARIA DE POLÍTICA AGRÍCOLA Milho Perspectivas do mercado 2011/12 março de 2012 Milho - Oferta e Demanda - Mundo milhões de t. Safras 2008/09 2009/10

Leia mais

Índice de Confiança do Agronegócio

Índice de Confiança do Agronegócio Índice de Confiança do Agronegócio Terceiro Trimestre 2014 Principais Resultados:» Índice de Confiança do Agronegócio» Índice da Indústria (antes e depois da porteira)» Índice do Produtor Agropecuário

Leia mais

Subsídios para uma nova política agropecuária com gestão de riscos

Subsídios para uma nova política agropecuária com gestão de riscos Subsídios para uma nova política agropecuária com gestão de riscos Evandro Gonçalves Brito Diretoria de Agronegócios / Banco do Brasil Uberlândia (MG), 18 de novembro de 2010. Desafios Globais Os dez maiores

Leia mais

Desempenho da Agroindústria em 2004. histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003), os

Desempenho da Agroindústria em 2004. histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003), os Desempenho da Agroindústria em 2004 Em 2004, a agroindústria obteve crescimento de 5,3%, marca mais elevada da série histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003),

Leia mais

10º LEVANTAMENTO DE SAFRAS DA CONAB - 2012/2013 Julho/2013

10º LEVANTAMENTO DE SAFRAS DA CONAB - 2012/2013 Julho/2013 10º LEVANTAMENTO DE SAFRAS DA CONAB - 2012/2013 Julho/2013 1. INTRODUÇÃO O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), realiza sistematicamente

Leia mais

O papel da APROSOJA na promoção da sustentabilidade na cadeia produtiva da soja brasileira

O papel da APROSOJA na promoção da sustentabilidade na cadeia produtiva da soja brasileira O papel da APROSOJA na promoção da sustentabilidade na cadeia produtiva da soja brasileira Clusters para exportação sustentável nas cadeias produtivas da carne bovina e soja Eng Agrônomo Lucas Galvan Diretor

Leia mais

CONJUNTURA ECONÔMICA

CONJUNTURA ECONÔMICA CONJUNTURA ECONÔMICA O mês de março de 2015 foi marcado pelo anúncio dos principais resultados da economia de 2014 e deste início de 2015. Dentre eles destacaramse o PIB, taxa de desemprego nas principais

Leia mais

SINCOR-SP 2015 OUTUBRO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 OUTUBRO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS OUTUBRO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

Uso da biotecnologia garante US$ 3,6 bilhões à agricultura brasileira, aponta novo estudo da ABRASEM

Uso da biotecnologia garante US$ 3,6 bilhões à agricultura brasileira, aponta novo estudo da ABRASEM Uso da biotecnologia garante US$ 3,6 bilhões à agricultura brasileira, aponta novo estudo da ABRASEM Resultados incluem primeiro ano de cultivo de milho geneticamente modificado, além das já tradicionais

Leia mais

Mercado do Boi Gordo

Mercado do Boi Gordo Mercado do Boi Gordo Perspectivas para os próximos anos SIC Esteio - RS Agosto 2006 Fabiano R. Tito Rosa Scot Consultoria Índice 1. Brasil: país pecuário 2. Comportamento dos preços internos 3. Perspectivas

Leia mais

Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio

Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio MB ASSOCIADOS Perspectivas para o Agribusiness em 2011 e 2012 Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio 26 de Maio de 2011 1 1. Cenário Internacional 2. Cenário Doméstico 3. Impactos no Agronegócio 2 Crescimento

Leia mais

AGRONEGÓCIO PANORAMA ATUAL

AGRONEGÓCIO PANORAMA ATUAL AGRONEGÓCIO PANORAMA ATUAL IMPORTÂNCIA ECONOMICA 1- Exportações em 2014: Mais de US$ 100 bilhões de dólares; 2- Contribui com aproximadamente 23% do PIB brasileiro; 3- São mais de 1 trilhão de Reais e

Leia mais

SEGURO RURAL BRASILEIRO

SEGURO RURAL BRASILEIRO SEGURO RURAL BRASILEIRO Gestão de Risco Rural Programa de Subvenção Econômica ao Prêmio do Seguro Rural 2011 O QUE É O SEGURO RURAL? O seguro rural é uma importante ferramenta de gestão de riscos que protege

Leia mais

O AGRONEGÓCIO BRASILEIRO E O SETOR DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS TENDÊNCIAS DOS MERCADOS PARA 2012/2013 E OS CENÁRIOS DE LONGO PRAZO Carlos Cogo Agosto/2012 LA NIÑA PROVOCA FORTES QUEBRAS EM SAFRAS DE GRÃOS O

Leia mais

Ações de apoio à Produção Agrícola Gilson Bittencourt

Ações de apoio à Produção Agrícola Gilson Bittencourt Ações de apoio à Produção Agrícola Gilson Bittencourt gilson.bittencourt@fazenda.gov.br 1 Ações de apoio à Produção Agrícola Safra 2008/2009 Lançamento do Plano de Safra da Agricultura Empresarial com

Leia mais

O Agronegócio Mundial e Brasileiro

O Agronegócio Mundial e Brasileiro O Agronegócio Mundial e Brasileiro Eugênio Stefanelo Segundo Porter, você é competitivo quando tem um desempenho em longo prazo acima da média dos concorrentes. O agronegócio, que engloba as operações

Leia mais

ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES Janeiro a Dezembro / 2007

ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES Janeiro a Dezembro / 2007 ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES / 2007 1- Balança Comercial Mato Grosso continua tendo superávit na Balança Comercial registrando em 2007 um expressivo saldo de US$ 4,38 bilhões valor que representa

Leia mais

Nota de Crédito PJ. Janeiro 2015. Fonte: BACEN Base: Novembro de 2014

Nota de Crédito PJ. Janeiro 2015. Fonte: BACEN Base: Novembro de 2014 Nota de Crédito PJ Janeiro 2015 Fonte: BACEN Base: Novembro de 2014 mai/11 mai/11 Carteira de Crédito PJ não sustenta recuperação Após a aceleração verificada em outubro, a carteira de crédito pessoa jurídica

Leia mais

JURANDI MACHADO - DIRETOR. Cenário Carnes 2014/2015

JURANDI MACHADO - DIRETOR. Cenário Carnes 2014/2015 JURANDI MACHADO - DIRETOR Cenário Carnes 2014/2015 Oferta e Demanda de Carne Suína CARNE SUÍNA 2014 (a)* no Mundo (Mil toneladas) 2015 (b)* Var % (b/a) PRODUÇÃO 110.606 111.845 1,12 CONSUMO 109.882 111.174

Leia mais

Assunto: falta de recursos do governo federal para agricultura do Paraná

Assunto: falta de recursos do governo federal para agricultura do Paraná Assunto: falta de recursos do governo federal para agricultura do Paraná A FAEP tem solicitado ao governo federal que libere os recursos anunciados de R$ 5,6 bilhões na Política de Garantia de Preços Mínimos

Leia mais

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos CARNE BOVINA NOVEMBRO DE 2015

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos CARNE BOVINA NOVEMBRO DE 2015 DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos CARNE BOVINA NOVEMBRO DE 2015 PRODUTOS PARTICIPAÇÃO NA PRODUÇÃO Produção de carnes NACIONAL - USDA - mil ton DO COMPLEXO CARNES - 2014 Carne Bovina

Leia mais

RELATÓRIO ECONÔMICO 2014 & PERSPECTIVA PARA 2015

RELATÓRIO ECONÔMICO 2014 & PERSPECTIVA PARA 2015 RELATÓRIO ECONÔMICO 2014 & PERSPECTIVA PARA 2015 Palavra do Presidente Caro Leitor O ano de 2014 não foi um ano fácil. Logo em janeiro tivemos uma escassez de chuvas e calor extremo, comprometendo a produtividade

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA

MINISTÉRIO DA FAZENDA MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria de Política Econômica CMN 29.07.2009 Votos Agrícolas Brasília-DF, 29 de julho de 2009. RESUMO DOS VOTOS DA ÁREA AGRÍCOLA REUNIÃO DO CMN JULHO 2009 1 ESTABELECE NOVO PRAZO

Leia mais

chave para a sustentabilidade do escoamento da produção agrícola

chave para a sustentabilidade do escoamento da produção agrícola Infra-estrutura como fator chave para a sustentabilidade do escoamento da produção agrícola Ieda Kanashiro Makiya Rogério Carlos Traballi UNIP BRASIL: 10º PIB mundial (FMI, 2005) x PIB per capita abaixo

Leia mais

Maçã: Balanço mundial (em mil toneladas métricas)

Maçã: Balanço mundial (em mil toneladas métricas) Informativo da Política Agrícola Secretaria de Política Agrícola Secretaria de Política Agrícola Informativo N o 54 Maçã Ano 6 Vol. 54, março de 213 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Leia mais

1ª REUNIÃO GLOBAL SOBRE PECUÁRIA SUSTENTÁVEL

1ª REUNIÃO GLOBAL SOBRE PECUÁRIA SUSTENTÁVEL Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA 1ª REUNIÃO GLOBAL SOBRE PECUÁRIA SUSTENTÁVEL Tema: Políticas Públicas no Brasil para o Desenvolvimento da Pecuária Sustentável Plano ABC Elvison

Leia mais

Panorama da produção de arroz no Rio Grande do Sul

Panorama da produção de arroz no Rio Grande do Sul Panorama da produção de arroz no Rio Grande do Sul Luís Davi Vicensi Siqueira PPG Economia do Desenvolvimento PUCRS luis.davi@ibest.com.br Carlos Eduardo Lobo e Silva PPG Economia do Desenvolvimento PUCRS

Leia mais

Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015. Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015

Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015. Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015 Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015 Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015 O cenário econômico nacional em 2014 A inflação foi superior ao centro da meta pelo quinto

Leia mais

SUMÁRIO. 1 - Lavouras... 5. 1 - Área, produção e rendimento médio - confronto das estimativas mensais março / fevereiro safra 2012 Brasil...

SUMÁRIO. 1 - Lavouras... 5. 1 - Área, produção e rendimento médio - confronto das estimativas mensais março / fevereiro safra 2012 Brasil... ...... PRODUÇÃO DAS LAVOURAS EM MARÇO DE 2012 SUMÁRIO 1 - Lavouras... 5 TABELAS DE RESULTADOS Safra 2012 1 - Área, produção e rendimento médio - confronto das estimativas mensais março / fevereiro safra

Leia mais

SINCOR-SP 2015 AGOSTO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 AGOSTO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS AGOSTO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

Políticas públicas e o financiamento da produção de café no Brasil

Políticas públicas e o financiamento da produção de café no Brasil Políticas públicas e o financiamento da produção de café no Brasil Organização Internacional do Café - OIC Londres, 21 de setembro de 2010. O Sistema Agroindustrial do Café no Brasil - Overview 1 Cafés

Leia mais

MERCADO DE TRIGO CONJUNTURA E CENÁRIO NO BRASIL E NO MUNDO

MERCADO DE TRIGO CONJUNTURA E CENÁRIO NO BRASIL E NO MUNDO MERCADO DE TRIGO CONJUNTURA E CENÁRIO NO BRASIL E NO MUNDO Paulo Magno Rabelo (1) A análise de desempenho da produção de trigo no mundo desperta apreensões fundamentadas quanto aos indicadores de área

Leia mais

SINCOR-SP 2015 JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

SINCOR-SP 2015 JUNHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 JUNHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS JUNHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

ROTAS INTERNAS DE PRODUTOS DE EXPORTAÇÃO: O CASO DA SOJA

ROTAS INTERNAS DE PRODUTOS DE EXPORTAÇÃO: O CASO DA SOJA 1 Outubro 2009 ROTAS INTERNAS DE PRODUTOS DE EXPORTAÇÃO: O CASO DA SOJA Fernando Raphael Ferro de Lima * INTRODUÇÃO Este trabalho busca compreender como se modificaram, no período recente, os fluxos internos

Leia mais

DESAFIOS À EXPANSÃO DA AGROPECUÁRIA BRASILEIRA

DESAFIOS À EXPANSÃO DA AGROPECUÁRIA BRASILEIRA DESAFIOS À EXPANSÃO DA AGROPECUÁRIA BRASILEIRA Restrições Ambientais à Expansão Sustentável da Agropecuária Brasileira Assuero Doca Veronez Presidente da Comissão Nacional do Meio Ambiente da CNA assuero@mdnet.com.br

Leia mais

CONJUNTURA DE SAFRAS, OU MAIS DO MESMO: EXPANSÃO DA FRONTEIRA AGRÍCOLA COM SOJA EM 2015/16

CONJUNTURA DE SAFRAS, OU MAIS DO MESMO: EXPANSÃO DA FRONTEIRA AGRÍCOLA COM SOJA EM 2015/16 CONJUNTURA DE SAFRAS, OU MAIS DO MESMO: EXPANSÃO DA FRONTEIRA AGRÍCOLA COM SOJA EM 2015/16 A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), divulgou recentemente sua primeira estimativa para a safra brasileira

Leia mais

o mapa da mina de crédito Figura 1 - Passos para decisão de tomada de crédito

o mapa da mina de crédito Figura 1 - Passos para decisão de tomada de crédito crédito rural: o mapa da mina Por: Felipe Prince Silva, Ms. Desenvolvimento Econômico, Espaço e Meio Ambiente UNICAMP. Economista Agrosecurity Gestão de Agro-Ativos LTDA e Agrometrika Informática e Serviços

Leia mais

redução dos preços internacionais de algumas commodities agrícolas; aumento dos custos de

redução dos preços internacionais de algumas commodities agrícolas; aumento dos custos de Desempenho da Agroindústria No fechamento do primeiro semestre de 2005, a agroindústria registrou crescimento de 0,3%, taxa bastante inferior à assinalada pela média da indústria brasileira (5,0%) no mesmo

Leia mais

5 Case Stara. Cristiano Buss *

5 Case Stara. Cristiano Buss * Cristiano Buss * Fundada em 1960, a Stara é uma fabricante de máquinas agrícolas. De origem familiar, está instalada em Não-Me-Toque, no norte do Estado; Em seis anos, cresceu 11 vezes, com baixo nível

Leia mais

REQUERIMENTO (Do Sr. Homero Pereira) Senhor Presidente:

REQUERIMENTO (Do Sr. Homero Pereira) Senhor Presidente: REQUERIMENTO (Do Sr. Homero Pereira) Requer o envio de Indicação ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, no sentido de implantar um Programa de Redução de Perdas de Produtos Agrícolas. Senhor

Leia mais

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos COMÉRCIO VAREJISTA NOVEMBRO DE 2015

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos COMÉRCIO VAREJISTA NOVEMBRO DE 2015 DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos COMÉRCIO VAREJISTA NOVEMBRO DE 2015 PRODUTOS O COMÉRCIO RESPONDE POR 12,7% DO PIB BRASILEIRO O COMÉRCIO VAREJISTA É RESPONSÁVEL POR 42% DO COMÉRCIO

Leia mais

Este Informativo é uma publicação mensal, enviado para 21.625 Parceiros Rurais. Edição nº 20 - Setembro de 2015. Nesta Edição. Página 2.

Este Informativo é uma publicação mensal, enviado para 21.625 Parceiros Rurais. Edição nº 20 - Setembro de 2015. Nesta Edição. Página 2. I N F O R M A T I V O Este Informativo é uma publicação mensal, enviado para 21.625 Parceiros Rurais. Edição nº 20 - Setembro de 2015. Nesta Edição Agricultura Página 2 O Dragão está em xeque? Prezados

Leia mais

A visão de longo prazo contempla: Produção Exportações líquidas Estoques. Área plantada Produtividade Consumo doméstico (total e per capita)

A visão de longo prazo contempla: Produção Exportações líquidas Estoques. Área plantada Produtividade Consumo doméstico (total e per capita) Fornecer aos agentes envolvidos no agronegócio, notadamente as indústrias de insumos agropecuários e de alimentos, além dos produtores, Governo e academia, informações estratégicas sobre a dinâmica futura

Leia mais

ANO 1 NÚMERO 03 NOVEMBRO 2011 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO

ANO 1 NÚMERO 03 NOVEMBRO 2011 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO ANO 1 NÚMERO 03 NOVEMBRO 2011 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO CONSIDERAÇÕES INICIAIS Aos poucos as turbulências no mercado financeiro europeu e seus impactos nas atividades econômicas

Leia mais

Situação da Armazenagem no Brasil 2006

Situação da Armazenagem no Brasil 2006 Situação da Armazenagem no Brasil 2006 1. Estática de Armazenagem A capacidade estática das estruturas armazenadoras existentes no Brasil, registrada em dezembro de 2006 é de até o mês de novembro de 2006

Leia mais

Safra 2011/2012. Décimo Levantamento. Julho/2012

Safra 2011/2012. Décimo Levantamento. Julho/2012 Safra 2011/2012 Décimo Levantamento Julho/2012 1 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) Companhia Nacional Abastecimento (Conab) Safra de2011/2012 Diretoria de Política Agrícola e Informações

Leia mais

Panorama do Setor Exportador Brasileiro de Sementes Forrageiras: um Estudo Exploratório

Panorama do Setor Exportador Brasileiro de Sementes Forrageiras: um Estudo Exploratório Panorama do Setor Exportador Brasileiro de Sementes Forrageiras: um Estudo Exploratório Juliano Merlotto Mestre em Administração pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade

Leia mais

Portal de Informações FEBRABAN. Módulo I Crédito

Portal de Informações FEBRABAN. Módulo I Crédito Portal de Informações FEBRABAN Módulo I Crédito Módulo de dados I: Crédito Sumário Este módulo de dados abrange as operações de crédito com recursos livres e direcionados (taxas de juros administradas)

Leia mais

A SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA E SOCIAL DA PRODUÇÃO DE FRANGOS E SUÍNOS EM SANTA CATARINA E NO BRASIL

A SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA E SOCIAL DA PRODUÇÃO DE FRANGOS E SUÍNOS EM SANTA CATARINA E NO BRASIL A SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA E SOCIAL DA PRODUÇÃO DE FRANGOS E SUÍNOS EM SANTA CATARINA E NO BRASIL Jonas Irineu dos Santos Filho Pesquisador da Embrapa Suínos e Aves O consumo de proteína animal no mundo

Leia mais

Entendendo custos, despesas e preço de venda

Entendendo custos, despesas e preço de venda Demonstrativo de Resultados O empresário e gestor da pequena empresa, mais do que nunca, precisa dedicar-se ao uso de técnicas e instrumentos adequados de gestão financeira, para mapear a situação do empreendimento

Leia mais

Indicadores da Semana

Indicadores da Semana Indicadores da Semana O saldo total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu 54,5% do PIB, com aproximadamente 53% do total do saldo destinado a atividades econômicas. A carteira

Leia mais

Ministério da Fazenda. Crise Financeira. Impactos sobre o Brasil e Resposta do Governo. Nelson Barbosa. Novembro de 2008

Ministério da Fazenda. Crise Financeira. Impactos sobre o Brasil e Resposta do Governo. Nelson Barbosa. Novembro de 2008 1 Crise Financeira Impactos sobre o Brasil e Resposta do Governo Nelson Barbosa Novembro de 20 1 2 Impactos da Crise Financeira nas Economias Avançadas Primeiro impacto: grandes perdas patrimoniais, crise

Leia mais

ESTADO DE GOIÁS SECRETARIA DE ESTADO DE GESTÃO E PLANEJAMENTO INSTITUTO MAURO BORGES DE ESTATÍSTICAS E ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS-IMB

ESTADO DE GOIÁS SECRETARIA DE ESTADO DE GESTÃO E PLANEJAMENTO INSTITUTO MAURO BORGES DE ESTATÍSTICAS E ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS-IMB ESTADO DE GOIÁS SECRETARIA DE ESTADO DE GESTÃO E PLANEJAMENTO INSTITUTO MAURO BORGES DE ESTATÍSTICAS E ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS-IMB Superintendência de Estatísticas, GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS Marconi Ferreira

Leia mais

Commodities Agrícolas

Commodities Agrícolas Commodities Agrícolas CAFÉ CAFÉ Bolsas BM&F ICE FUTURES Contrato Fechamento Máxima Mínimo Variação Contrato Fechamento Máxima Mínimo Variação SET13 136,80 136,50 135,80-1,80 SET 113,50 115,70 113,25-1,45

Leia mais

INFORME SETORIAL O BNDES E A AGROINDÚSTRIA INTRODUÇÃO 1. COMPLEXO AGROINDUSTRIAL CAI 2. AGROINDÚSTRIA

INFORME SETORIAL O BNDES E A AGROINDÚSTRIA INTRODUÇÃO 1. COMPLEXO AGROINDUSTRIAL CAI 2. AGROINDÚSTRIA INFORME SETORIAL O BNDES E A AGROINDÚSTRIA ÁREA INDUSTRIAL MAIO/2009 Nº 11 INTRODUÇÃO Neste informe são apresentados alguns dados sobre os desembolsos do BNDES para a agroindústria no ano de 2008. 1. COMPLEXO

Leia mais

NOTA TÉCNICA ALERTA PARA OS PRODUTORES DE SOJA

NOTA TÉCNICA ALERTA PARA OS PRODUTORES DE SOJA NOTA TÉCNICA ALERTA PARA OS PRODUTORES DE SOJA Ainda que o consumo de Soja continue crescendo com força, puxado principalmente pela China, as produções dos EUA e também do Brasil nos últimos dois anos

Leia mais

Boletim Regional Florianópolis

Boletim Regional Florianópolis Boletim Regional Florianópolis Carlos Hamilton Araújo Novembro de 2014 Índice I. Introdução II. Inferências Nacionais III. Região Sul IV. Santa Catarina V. Mercado de Crédito 2 I. Introdução 3 Missão do

Leia mais

Indicadores IBGE. Estatística da Produção Agrícola. julho de 2015. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE

Indicadores IBGE. Estatística da Produção Agrícola. julho de 2015. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE Indicadores IBGE Estatística da Produção Agrícola julho de 2015 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE Presidenta da República Dilma Rousseff Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Julho 2013 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

AGRÍCOLA NO BRASIL. Prefácio. resultados do biotecnologia: Benefícios econômicos da. Considerações finais... 7 L: 1996/97 2011/12 2021/22...

AGRÍCOLA NO BRASIL. Prefácio. resultados do biotecnologia: Benefícios econômicos da. Considerações finais... 7 L: 1996/97 2011/12 2021/22... O OS BENEFÍCIOS ECONÔMICOS DA BIOTECNOLOGIA AGRÍCOLA NO BRASIL L: 1996/97 2011/12 O caso do algodão geneticamente modificado O caso do milho geneticamente modificado O caso da soja tolerante a herbicida

Leia mais