INSTRUMENTOS DE GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. Prof. Eline Alcoforado Maranhão de Sá

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1 INSTRUMENTOS DE GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Prof. Eline Alcoforado Maranhão de Sá 1

2 A Norma Operacional NOB/SUAS 2005, da Política Nacional de Assistência Social consagra os eixos estruturantes para a realização do pacto a ser efetivado entre os três entes federados e as instâncias da articulação, pactuação e deliberação para a consolidação do SUAS 2

3 Instrumentos de Gestão Os instrumentos de gestão se caracterizam como ferramentas do planejamento técnico e financeiro da Política e do SUAS nas três esferas de governo. São eles: - Plano de Assistência Social - Orçamento - Monitoramento, Avaliação e Gestão da Informação - Relatório Anual de Gestão 3

4 Plano de Assistência Social O Plano de Assistência Social é um instrumento de planejamento estratégico que organiza regula e norteia a execução do PNAS/2004 na perspectiva do SUAS. O Plano deve ser proposto pelo órgão gestor da Política de Assist. Social e aprovado pelo Conselho de Assistência Social. 4

5 Plano de Assistência Social A estrutura do Plano de Assistência Social deve comtemplar: - as diretrizes e prioridades deliberadas; - os objetivos gerais e específicos - as metas estabelecidas - as ações e estratégias correspondentes para sua implementação. 5

6 A estrutura do Plano de Assistência Social deve contemplar também: - os resultados e impactos esperados; - os recursos materiais, humanos e financeiros disponíveis e necessários; - os mecanismos e fontes de financiamento; - A cobertura da rede prestadora de serviços; - os indicadores de monitoramento e avaliação; - o espaço temporal de execução. 6

7 O Orçamento O financiamento da política de Assistência Social é definido no processo de planejamento, por meio do Orçamento plurianual e anual. 7

8 O Orçamento O orçamento expressa: - a projeção das receitas; - autoriza os limites de gastos nos projetos e atividades propostas para o órgão gestor e aprovado pelos conselhos com bases nos princípios orçamentários. Este se desdobra em: - PPA Plano Plurianual; - LDO Lei de Diretrizes Orçamentárias - LOA Lei Orçamentária Anual 8

9 Gestão da Informação, Monitoramento e Avaliação A gestão de informação tem como objetivo produzir condições estruturais para as operações de gestão, monitoramento e avaliação do SUAS, conforme a determinação dessa NOB/SUAS

10 Gestão da Informação, Monitoramento e Avaliação A gestão se efetivará nos termos da REDE SUAS, suporte para a gestão, o monitoramento e a avaliação de programas, serviços, projetos e benefícios da Assistência Social. 10

11 AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS POR QUE AVALIAR Avaliar políticas e programas sociais tornou-se um desafio. Motivos que justificam a avaliação: A avaliação é um dever ético; A avaliação tem importância estratégica; A avaliação tornou-se imprescindível para captação de recursos; 11

12 O QUE É AVALIAÇÃO Avaliação é a atribuição de valor que mede o grau de eficiência, eficácia e efetividade de políticas, programas e projetos sociais. Assim compreendida, identifica processos e resultados, compara dados de desempenho, julga, informa e propõe. Portanto, toda política pública deve ser sistematicamente avaliada do ponto de vista de sua relevância e adequação às necessidades sociais. 12

13 CARACTERÍSTICAS DA AVALIAÇÃO É um processo contínuo e permanente, que envolve o projeto desde a sua concepção, sua implementação e seus resultados; É um processo participativo, que envolve gestores, equipe executora e beneficiários, parceiros e financiadores; É um processo de aprendizagem social, que permite aos envolvidos a apropriação reflexiva da ação. 13

14 FASES DA AVALIAÇÃO 1ª fase da avaliação, ex-ante ou avaliação do diagnóstico e da proposta. Em geral, suas perguntas focam: a capacidade do projeto de responder às demandas e expectativas do público alvo; a viabilidade do projeto; a coerência entre objetivos; estratégias e resultados pretendidos. 2ªfase da avaliação corresponde ao monitoramento e acompanhamento avaliativo: Essa fase identifica os problemas e desvios 14

15 FASES DA AVALIAÇÃO 3ªfase da avaliação: é a avaliação post-facto ou de resultados e impactos, esta concentra-se em aferir se os beneficiários diretos e a própria organização gestora experimentaram mudanças efetivas em sua situação, como consequência do projeto. Esse tipo de avaliação deve ser realizada após o término do projeto 15

16 MONITORAMENTO/ ACOMPANHAMENTO AVALIATIVO O monitoramento durante a implementação e execução é imprescindível, pois fornece informações importantes sobre problemas ou desvios no desempenho do projeto, o que permite a correção no decorrer da ação. Para a efetivação dessa fase é necessário estabelecer, um sistema de informações operativo e técnico que permita o acompanhamento de todo o processo 16

17 Parâmetros para avaliação Eficiência: : corresponde ao custo do projeto; este será eficiente quanto menor for o seu custo e maior o benefício. Eficácia: : esta é medida na relação estabelecida entre meios e fins, isto é, se o projeto foi capaz de alcançar objetivos e a correção de rumos necessária. Efetividade: : a efetividade é medida pela quantidade de mudanças signficativas e duradouras na qualidade de vida público beneficiário da ação.para medir o grau de efetividade de um projeto, torna-se necessária a adoção de uma perspectiva comparativa entre o antes e o depois. 17

18 INDICADORES DE AVALIAÇÃO PROJETOS SOCIAIS Indicador consiste em um valor usado para medir e acompanhar a evolução de algum fenômeno ou os resultados de processos sociais; A definição de indicadores requer muita clareza sobre os objetivos e a lógica de cada programa 18

19 Aspectos a serem considerados na definição dos indicadores a) a validade: a capacidade de o indicador medir o fenômeno que se pretende avaliar; b) a confiabilidade: significa a qualidade dos dados que servirão de base para a construção do indicador; c) a simplicidade: : facilidade de compreensão; d)a seletividade/sensibilidade/especificidade: expressar características essenciais e mudanças esperadas; Os indicadores podem ser definidos como fotografias de determinadas realidades sociais.essa fotografias podem ser comparadas ao longo do tempo permitindo um acompanhamento das alterações de uma mesma realidade. Ex: IDH- Índice de Desenvolvimento Humano. IDF- Índice de Desenvolvimento das Famílias 19

20 Relatório Anual de Gestão O Relatório de Gestão é um documento avaliativo do cumprimento das realizações, dos resultados ou dos produtos obtidos em função das metas prioritárias, definidas no Plano de Assistência Social. 20

21 Relatório Anual de Gestão O Relatório de Gestão deve: - conter a aplicação dos recursos (em cada esfera de governo e em cada exercício anual) e ser aprovados pelos Conselhos de Assistência Social. - Sintetizar e divulgar informações sobre os resultados obtidos e sobre a probidade dos gestores do SUAS às instâncias formais do SUAS, ao Poder Legislativo, ao Ministério Público e à sociedade como um todo. 21

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