UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS UNIDADE ACADÊMICA DE GRADUAÇÃO CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO MARCELO AUGUSTO CLASER

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS UNIDADE ACADÊMICA DE GRADUAÇÃO CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO MARCELO AUGUSTO CLASER"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS UNIDADE ACADÊMICA DE GRADUAÇÃO CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO MARCELO AUGUSTO CLASER GERENCIANDO O ZONEAMENTO DE REDES DE ARMAZENAMENTO ATRAVÉS DE UMA REDE DEFINIDA POR SOFTWARE: Estudo e Proposição São Leopoldo 2013

2 Marcelo Augusto Claser GERENCIANDO O ZONEAMENTO DE REDES DE ARMAZENAMENTO ATRAVÉS DE UMA REDE DEFINIDA POR SOFTWARE: Estudo e Proposição Trabalho de Conclusão de Curso apresentada como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Ciência da Computação, pelo Curso de Ciência da Computação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos UNISINOS Orientador: Rafael Bohrer Ávila São Leopoldo 2013

3 Dedico este trabalho a minhas filhas, que estão sempre me lembrando de que como pai, preciso dar o exemplo. Então que este trabalho sirva de inspiração para elas nunca desistirem de seus objetivos, serem persistentes e resignadas como estou sendo nestes anos de estudo.

4 AGRADECIMENTOS Agradeço a colaboração de Francisco Alejandro Osso pela ajuda na pesquisa e na seleção dos textos que compõe este trabalho, mas principalmente pelo incentivo nos momentos em que o cansaço se mostrava presente. Também quero agradecer a Diego dos Santos Ferri por criar a quarta-feira do TCC. Momento em que nos dedicávamos à elaboração de nossos trabalhos. Agradeço aos meus pais, Sergio Crispiniano Claser e Lia Terezinha Braun Claser, por me cobrarem o andamento deste trabalho, sempre criando espaços para que eu pudesse pesquisar e elaborar este trabalho.

5 RESUMO Este trabalho tem como objetivo o estudo das tecnologias Software Defined Network (SDN) e Storage Area Network (SAN), mais especificamente na estrutura e forma das instruções de controle de fluxo de ambas. Tendo elucidado este ponto, busca-se utilizar a SDN como front-end comum e único de gerenciamento para o controle de fluxo. No caso de uma SDN, o controle de fluxo é nativo e feito fora dos dispositivos de rede (switches) através de uma camada de software independente. Esta camada de software disponibiliza comandos e estruturas bem definidos para o gerenciamento de fluxo, sendo que os dispositivos da rede possuem também uma camada de software adicional que interpreta as instruções vindas da SDN e as traduzem para a linguagem nativa dos switches. Entretanto na SAN este mesmo controle ainda é realizado através de customizações nos dispositivos da rede (switches Fibre Channel), ou seja, o zoneamento Fibre Channel (FC). Tendo isto como base, e partindo do princípio que o zoneamento FC também é um controle de fluxo, o objetivo proposto deve ser alcançado através da adaptação das instruções da SDN e da criação de uma camada de software adicional que interprete estes comandos da SDN nos switches FC. Estas modificações, tanto na SDN quanto na SAN, serão o legado deste trabalho. Palavras-Chave: Redes Definidas por Software. Redes de Armazenamento de Dados. Zoneamento. Fibre Channel. OpenFlow.

6 ABSTRACT This work aims to study the technologies Software Defined Network (SDN) and Storage Area Network (SAN), more specifically the flow control structure and form of instructions of both. Having clarified this point, the quest is to use SDN as the common and sole front-end management for flow control. In a SDN, flow control is native and made outside of network devices (switches) through an independent software layer. This software layer provides command and well-defined structures for flow management whereas network devices also have a software layer that interprets instructions from the SDN and translate them into the switches native language. However, in the SAN this same control is still done through customizations at network device level (Fibre Channel switches), i.e. the Fibre Channel (FC) Zoning. On this basis, and assuming that the FC zoning is also a flow control, the proposed objective should be achieved by adapting the SDN instructions and creating an additional software layer to interpret these commands in the FC switches. These changes, both in SDN and in the SAN, will be the legacy of this work. Keywords: Software Defined Network. Storage Area Network. Zoning.Fibre Channel. OpenFlow

7 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Exemplo de SAN Figura 2 Camadas do protocolo FC Figura 3 HBA no servidor com seus N-WWN e P-WWN Figura 4 Estrutura de Endereço FC Figura 5 Exemplo de Zoneamento Figura 6 Exemplo de uma rede com OpenFlow habilitado Figura 7 Exemplo de tabela de fluxo em switch com OpenFlow habilitado Figura 8 Exemplo de alias formado pelo P-WWN e a porta do switch FC conectada Figura 9 Exemplo de zona formada por aliases Figura 10 Exemplo de zoneamento FC ativo Figura 11 Tradução no switch FC habilitado OpenFlow Figura 12 Tradução em software tradutor independente Figura 13 Cronograma de Atividades... 38

8 LISTA DE SIGLAS ACL ASIC DI ESCON FC FCP FIB HBA IP ISL LAN LUN MPLS N-WWN ONF SDN OXM P-WWN PBB RIB SAN SCSI SNIA SO TCP TTL VLAN WWN Access Control List Application Specific Integrated Circuit Domain Index Enterprise System Connection Fibre Channel Fibre Channel Protocol Forwarding Information Base Host Bus Adapter Internet Protocol Inter Switch Link Local Area Network Rede Local de Computadores Logical Unit Multiprotocol Label Switching Node World Wide Name Open Network Foundation Software Defined Network Rede Definida por Software OpenFlow Extensible Match Port World Wide Name Provider Backbone Bridge Routing Information Base Storage Area Network Rede de Armazenamento Small Computer Systems Interface Storage Networking Industry Association Sistema Operacional Transmission Control Protocol Time-to-Live Virtual Local Area Network World Wide Name

9

10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO REDES DE ARMAZENAMENTO DE DADOS O que é uma Rede de Armazenamento de Dados Fibre Channel Fibre Channel Protocol Topologias Fibre Channel Tipos de dispositivos Dispositivos Finais FC Endereçamento FC Zoneamento FC Objetos de uma zona Esquemas de Zoneamento Zone Aliases Tipos de Zona Configurações de Zoneamento OPENFLOW Redes Definidas por Software Planos de Controle e de Dados Plano de Controle Plano de Dados O protocolo OpenFlow PROPOSTA Validação da solução proposta CONSIDERAÇÕES FINAIS REVISÃO DE CRONOGRAMA REFERÊNCIAS... 39

11 10 1 INTRODUÇÃO Os centros de dados atuais se utilizam de muitas tecnologias para gerenciar os dados que diariamente são gerados. Quanto mais tecnologia se tem disponível, maior se torna a complexidade do gerenciamento sobre as informações no que tange controle da disponibilidade e da segurança. A tecnologia Fibre Channel (FC) é a que predomina nas Redes de Armazenamento, também conhecidas por Storage Area Network (SAN), dentro dos centros de dados nas corporações (TATE, 2009), principalmente nas que necessitam de desempenho, disponibilidade e segurança no armazenamento de seus dados, e que possuem condições financeiras para bancar o alto custo desta tecnologia e capacitar seus funcionários a mantê-la, visto sua complexidade. Neste cenário, todo o controle de fluxo de dados na SAN é feito através de configurações nos switches FC, onde se criam zonas de acesso incluindo em cada uma os dispositivos que podem ter comunicação entre si. Este modelo de restrição de acesso, o zoneamento FC, é a união de várias zonas de acesso previamente criadas, que delimitam os fluxos de dados entre os diversos componentes da SAN. Assim a SAN tem seu ambiente controlado. Como os grandes centros de dados utilizam muitos switches FC para compor suas SANs, o zoneamento FC se torna um desafio, ainda mais quando se trabalha com provisionamento de recursos de forma online. Entretanto ele evita que dispositivos conectados a SAN comuniquem-se sem permissão, evitando muitas vezes que dados sejam corrompidos (BOUCHARD, 2012). Tal complexidade também exerce grande influência na tomada de decisão quando da escolha de fabricantes, visto que a padronização possibilita manter o conhecimento já adquirido, sem a necessidade de grandes treinamentos. Quando é criado o zoneamento em uma SAN, é necessário criar uma hierarquia nos switches que formam determinada SAN. Esta hierarquia dirá ao domínio quem é o switch principal, de onde o zoneamento deverá ser publicado para os demais. Porém, cada zona é composta de grupos de endereços de interfaces e portas de switches FC, sendo estes grupos chamados de alias. A criação destes alias (BOUCHARD, 2012) se torna mais segura se efetuada nos switches membros, mais especificamente no switch que detém a porta a ser incluída no alias.

12 11 Por outro lado, as Redes Definidas por Software, também chamadas Software-Defined Network (SDN) dispõe de meios para programar o controle de fluxo de dados, entre eles o protocolo OpenFlow, pois com a segregação do plano de controle do plano de dados obtém-se um gerenciamento centralizado, sendo este um ponto crucial no desenvolvimento de tais redes já que o objetivo é a mudança de acordo com as regras do negócio, sem interrupções de serviços e de forma centralizada (MCKEOWN et al., 2008). Assim sendo, o conceito de controle de fluxo utilizado nas SDNs pode ser utilizado para gerenciar não só o fluxo de informações da rede local, ou Local Area Network (LAN), mas também o fluxo de dados da SAN, através da disponibilização de uma nova camada de software nos switches FC que interprete a programação feita por uma SDN já adaptada as instruções e ao endereçamento de uma SAN. Neste contexto, a história das redes de computadores traz a palavra "convergência" em diversos momentos com significados diferentes, porém no contexto atual significa a consolidação do tráfego de redes de armazenamento e das redes de dados tradicionais (CREDLE et al.; 2012). Tal convergência reduz a complexidade do ambiente como um todo. Neste ponto é que o Openflow entra como elemento que viabiliza a convergência destas redes através de uma camada de programação aberta que define como a comunicação entre os diversos recursos de rede acontece. Frente ao contexto apresentado, o objetivo deste estudo é propor o controle de fluxo em uma SAN, ou seja, o zoneamento FC, através de uma SDN, utilizando o protocolo Openflow. De forma específica, este trabalho visa propor uma adaptação de comandos para que seja possível controlar o fluxo de dados de uma SAN através de uma SDN, implementando o zoneamento FC nos switches FC. Através desta proposição, será possível convergir o gerenciamento de fluxo de informações de uma LAN com o fluxo de dados de uma SAN, facilitando o gerenciamento e também reduzindo os gastos com aquisição de conhecimento, não perdendo a confiabilidade e robustez que o zoneamento FC possui. Para tanto, uma série de modificações deverão ser elaboradas em comandos e estruturas do protocolo Openflow, padrão que foi um dos elementos que deu origem as Redes Definidas por Software se tornassem uma realidade para o desenvolvimento de pesquisas em redes de computadores (ROTHENBERG, 2011).

13 12 Também será necessário elaborar uma proposta de software tradutor, para converter os comandos modificados do OpenFlow para os comandos interpretáveis pelos switches FC. Desta forma, o resultado deste estudo é uma proposta de integração entre Openflow e switches FC visando o gerenciamento da SAN de forma centralizada e sem a necessidade de se ter conhecimento específico de comandos de Zoneamento FC. Este estudo limita-se a identificação e modificação de comandos do protocolo Openflow para adaptá-los as necessidades específicas dos comandos de zoneamento FC nos switches da SAN, porém a elaboração de uma camada de software, alteração do firmware, para os switches FC não fará parte deste estudo, mas sim uma proposta de um software tradutor que atuará entre o OpenFlow e os switches FC.

14 13 2 REDES DE ARMAZENAMENTO DE DADOS Este capítulo apresenta os conceitos nos quais este estudo científico está baseado, ou seja, nas Redes de Armazenamento de Dados, também chamadas de Storage Area Network (SAN), dando ênfase aos conceitos de Zoneamento Fibre Channel (FC), o qual é o ponto de partida deste estudo. 2.1 O que é uma Rede de Armazenamento de Dados Uma Rede de Armazenamento de Dados é na definição da Storage Networking Industry Association (SNIA) uma infraestrutura de comunicação, a qual provê conexões com o propósito primário de transferir dados entre computadores e equipamentos de armazenamento (TATE et al., 2012). Também possui uma camada de gerenciamento que organiza as conexões, os equipamentos de armazenamento e os computadores para transferir dados de uma forma segura e robusta. De um modo geral podemos dizer que SAN é uma rede de alta vazão que conecta servidores a dispositivos de armazenamento, como ilustra a Figura 1, permitindo conexões de qualquer dispositivo conectado à rede a qualquer outro dispositivo também conectado na rede. Assim sendo, o modo de conexão tradicional entre servidor e dispositivo de armazenamento é eliminado, onde o servidor era o dono do dispositivo de armazenamento (TATE et al., 2012). A SAN também elimina o limite de capacidade de armazenamento de um servidor, que era o número de dispositivos de armazenamento possíveis de conectar em um hardware, pois permite a conexão de um servidor a diversos dispositivos de armazenamento conectados na SAN (TATE et al., 2012). Outro importante aspecto é a funcionalidade de replicação remota, que pode ser realizada através do encapsulamento do tráfego FC em uma rede IP existente (PICÓ, 2008). 2.2 Fibre Channel A tecnologia FC veio resolver muitos problemas que existiam nos ambientes dos centros de dados tais como: distância, desempenho, largura de banda entre outros. Foi desenvolvido para mitigar problemas de perda de dados, congestionamento de rede e ao mesmo tempo provê alta disponibilidade e alto desempenho (TATE, 2009).

15 14 Figura 1 Exemplo de SAN Fonte: Elaborada pelo Autor O FC é uma tecnologia de rede que foi padronizada em O FC tem a tecnologia embutida nas controladoras de disco e Host Bus Adapters (HBA), diminuindo sensivelmente o tempo de processador utilizado nas operações de disco. O FC também se utiliza de switches, que permitem implementar diversos caminhos, a partir dos servidores, até os dispositivos de armazenamento, como mostra a Figura 1. Cada HBA tem seu identificador único, o Node World Wide Name (N-WWN) e cada uma de suas portas tem um identificador único, o Port World Wide Name (P-WWN), como ilustra a Figura Fibre Channel Protocol O protocolo Small Computer Systems Interface (SCSI) é amplamente utilizado em diversos sistemas operacionais e criado para conectar dispositivos através de um barramento elétrico (PICÓ, 2008). No ambiente FC o protocolo de transporte utilizado é o Fibre Channel Protocol (FCP). Ele é o responsável por encapsular as mensagens SCSI e enviá-las aos dispositivos de armazenamento (PICÓ, 2008).

16 15 Figura 2 Camadas do protocolo FC Fonte: Elaborada pelo Autor O FCP também é dividido em camadas, assim como o TCP/IP, como mostra a Figura 2, e seu documento padrão Fibre Channel Physical Interface (FC-PI) define as camadas FC-0 e FC-1 (LIPPITT; SMITH, 2011). A camada FC-0 descreve a interface física: mídias de transmissão, transmissores e receptores e suas interfaces. Esta camada define as taxas de transmissão bem como as mídias óticas e elétricas que podem ser usadas com cada taxa, os conectores associados a cada tipo de mídia, as distâncias máximas, comprimento de onda e níveis de luz (LIPPITT; SMITH, 2011). Já a camada FC-1 define como os dados são codificados antes do envio e como os dados são decodificados após a recepção. A camada FC-2 do FCP define a estrutura e a organização em que as informações são entregues e como elas são controladas e gerenciadas. Os serviços disponíveis nesta camada do protocolo são: troca e gerenciamento de sequenciamento, estrutura de quadro, classe de serviço e controle de fluxo (LIPPITT; SMITH, 2011). A camada FC-3 do FCP é dedicada para serviços especiais ainda não implementados, mas também pode ser usada para implementar compressão e criptografia antes de entregar para a camada FC-2 (LIPPITT; SMITH, 2011). Por sua vez, a camada FC-4 define os mapeamentos entre os protocolos que podem ser transportados no FCP e as camadas baixas do protocolo (FC-0, FC-1 e FC2). Esta camada

17 16 define o formato e estrutura do protocolo que está sendo entregue pelo FCP. São alguns dos protocolos mapeados por esta camada: Fibre Channel Protocol for SCSI-3 (SCSI-FCP), Fibre Channel Single-Byte Command Code Set-2 (FC-SB-2) e o Fibre Channel Link Encapsulation (FC-LE) (LIPPITT, SMITH, 2011). Figura 3 HBA no servidor com seus N-WWN e P-WWN Fonte: Adaptada de TATE et al., (2012) Topologias Fibre Channel A tecnologia Fibre Channel permite algumas diferentes formas de implementação, como as descritas a seguir (PICÓ, 2008): Point-to-point: conecta duas portas FC diretamente através de um cabo FC, porém o conector TX de uma porta deve ser conectado no conector RX da outra; Arbitrated-Loop: todos os dispositivos estão conectados em um meio comum e são compartilhados para todas as portas FC; Switched: similar a uma rede IP comutada, onde as HBAs (Host Bus Adapter) conectam os dispositivos de armazenamento através de comutadores. Cada grupo de comutadores interligados é chamado de Fabric.

18 17 Public Loop: consiste em um Arbitrated-Loop conectado em um Fabric, sendo que os dispositivos do loop podem ser acessados pelos do Fabric Tipos de dispositivos Existem vários tipos de switches FC (BOUCHARD, 2012), tais como: FC-AL hub: utilizado para conectar dispositivos em um Arbitrated Loop. É mais comumente utilizado em dispositivos de armazenamento low-end ou em bibliotecas de fitas; FC switch: o switch é o dispositivo que suporta o FCP e que permite que servidores e dispositivos de armazenamento se comuniquem uns com os outros. São equipamentos providos de fonte de alimentação redundante; FC Director: é um dispositivo originado nos Directors ESCON (Enterprise Systems Connection), que conectam dispositivos de armazenamento a mainframes. No momento que estes Directors foram adaptados para operar com o FCP, os fabricantes mantiveram o nome. Sua função é a de concentrar um grande número de portas FC, normalmente acima de 80 portas; FC Backbone: tem funções similares aos Directors, mas com maior desempenho e agregando funcionalidades avançadas para suportar centros de dados consolidados. Criptografia, virtualização, serviços de rede adaptativos, suporte para futuros protocolos; FC Router: tem a habilidade de conectar dois ou mais Fabrics separados, permitindo que dispositivos em um Fabric se comuniquem com dispositivos em outro Fabric, desde que esta comunicação seja permitida. Como não há camada de roteamento no FCP; FC Gateway: permite que dispositivos usando protocolos diferentes se conectem a um FC Fabric.

19 18 Figura 4 Estrutura de Endereço FC Fonte: Adaptada de PICÓ (2008) Dispositivos Finais FC Existem basicamente dois tipos de dispositivos finais que podem se conectar em um Fabric: iniciadores e alvos. Servidores são conhecidos como iniciadores e são os únicos dispositivos capazes de iniciar uma comunicação com outros dispositivos em um Fabric. Dispositivos de armazenamento são conhecidos como alvos, pois não podem iniciar uma conversação. Os servidores se conectam na Fabric através de uma placa especial chamada HBA, já os dispositivos de armazenamento se conectam na Fabric através de controladoras Endereçamento FC O endereçamento de uma porta FC é um número de 24 bits, como mostra a Figura 4, que identifica um dispositivo conectado a um Fabric. Os switches utilizam este endereçamento como um índice nas tabelas internas para encaminhar os quadros para o próximo switch (PICÓ, 2008). O identificador Domain_ID é um número que identifica um ou mais switches em mesmo Fabric. Normalmente o identificador do domínio é o número de um switch dentro do Fabric e caso exista mais de um switch eles devem estar conectados através de um cabo direto entre eles, o qual é chamado de Inter Switch Link (ISL). Já o identificador Area_ID identifica a porta conectada no switch, porém se o dispositivo conectado seja um arbitrated loop este número será a identificação deste loop. Por sua vez, o identificador Port_ID identifica uma única porta de um switch no Fabric ou a porta do dispositivo do loop conectado naquela porta.

20 19 Figura 5 Exemplo de Zoneamento Fonte: Adaptada de BROCADE (2010) 2.3 Zoneamento FC Quando um Fabric é instalado pela primeira vez, todos os dispositivos conectados a ele podem estabelecer conexão com qualquer outro dispositivo no mesmo Fabric, o que não é uma prática considerada adequada por muitas razões tais como: segurança, gerenciamento, disponibilidade, erros de configuração, etc (PICÓ, 2008). A solução para isto é o Zoneamento, um mecanismo disponibilizado pelo Fabric que permite que sejam configurados quais dispositivos se conectam a quais dispositivos (PICÓ, 2008). O Zoneamento particiona a SAN em grupos lógicos de dispositivos que se acessam mutuamente, sendo que somente dispositivos dentro de uma mesma zona podem se comunicar (BROCADE, 2010). Na Figura 5, é possível identificar três zonas distintas: a zona azul, a zona verde e a zona vermelha. A zona azul compreende em um servidor e dois discos, ou seja, estes três dispositivos podem comunicar-se mutuamente. A zona verde tem semelhante comportamento, bem como a zona vermelha. O que também fica evidenciado pela Figura 5 é que dispositivos de uma zona podem fazer parte de outra zona. As zonas podem ser dinamicamente configuradas, podem variar em tamanho e dispositivos podem pertencer a mais de uma zona (BROCADE, 2010).

21 Objetos de uma zona Os objetos de uma zona podem ser quaisquer dispositivos tais como: Uma porta física no switch; Um N-WWN; Um P-WWN. Os objetos de uma zona identificados pelo número da porta ou pelo índice de porta são especificados como um par de números decimais na forma Domain,Index no switch em relação à porta a ser especificada (BROCADE, 2010). Os World Wide Names (WWN) são especificados como números hexadecimais de oito bytes separados por dois pontos, sendo um exemplo 10:00:00:90:69:00:00:8a. Todos os objetos conectados em uma porta física de uma zona estão conectados àquela zona. Porém quando o objeto é o nome do nó WWN, somente o dispositivo especificado está na zona. De forma análoga quando o objeto é o nome de uma porta WWN, somente aquela única porta está na zona Esquemas de Zoneamento É possível estabelecer uma zona identificando um ou mais objetos utilizados nos seguintes esquemas de zoneamento (BROCADE, 2010): Domain,Index (DI): todos os membros são especificados por Domain ID, port number ou Domain ID, index number ou aliases; World Wide Name (WWN): todos os membros são especificados por WWNs ou aliases de WWNs, podendo ser node WWNs ou port WWNs; Mixed Zoning: é uma zona especificada pela combinação de DIs e de WWNs Zone Aliases Um zone alias é o nome dado a um dispositivo específico ou a um grupo de dispositivos com o objetivo de tornar a estrutura de nomes intuitiva. Eles também simplificam a entrada de objetos de zona tais como os números de porta ou um WWN. Por exemplo, é

22 21 possível utilizar um nome Eng como um alias para 10:00:00:80:33:3f:aa:11 (BROCADE, 2010) Tipos de Zona Pode-se resumir os tipos de zona como segue (BROCADE, 2010): Storage-based: as unidades de armazenamento tipicamente implementam zoneamento de unidades lógicas, o que também é chamado de Logical Unit (LUN) masking. Este tipo de zoneamento limita o acesso as LUNs na porta do storage para um WWN específico de uma HBA de servidor. Somente as LUNs assinaladas para as HBAs de um servidor ficam disponíveis para este servidor; Host-based: pode implementar WWN ou LUN masking; Fabric-based: os Fabric switches implementam este tipo de zoneamento, no qual os membros são identificados através de WWN ou pela localização da porta no Fabric. Também pode ser chamado de name server-based ou soft zoning. Quando um dispositivo questiona o name server do Fabric, recebe como resposta a que zonas este dispositivo pertence. Algumas abordagens possíveis do zoneamento Fabric-based são apresentadas a seguir (BROCADE, 2010): Single HBA: esta abordagem quase recria o barramento SCSI original. Cada zona é composta por somente uma HBA e pelas portas de seus dispositivos alvo, que quase sempre são discos (LUNs). Caso esta mesma HBA acesse dispositivos de fita, outra zona é criada para este fim. Se o caso for de um sistema baseado em cluster, pode ser apropriado colocar uma HBA de cada servidor na zona, assumindo que o software de clusterização vai gerenciar o acesso ao recurso compartilhado. Em grandes Fabrics há a possibilidade de que esta abordagem requeira a criação de centenas de zonas com poucos membros cada uma. Porém alterações feitas em uma zona afetam o menor número possível de dispositivos, minimizando o impacto de uma alteração incorreta; Aplicação: esta abordagem requer tipicamente múltiplos sistemas operacionais, talvez incompatíveis, na mesma zona. Esta abordagem cria a

23 22 possibilidade de um servidor menos importante no conjunto da aplicação venha a causar algum dano em um servidor mais importante. Como a quantidade de membros em uma zona nesta abordagem pode vir a ser grande, isto pode significar em mais mensagens sendo enviadas aos membros desta zona mesmo não sendo necessário. Esta é uma abordagem alternativa; Sistema Operacional: esta abordagem apresenta situações similares a abordagem por Aplicação, visto que o número de membros em um Fabric grande pode tornar este zoneamento complexo. Quando alterações são feitas nesta abordagem, podem permitir que um sistema pudesse ter acesso a recursos de outro sistema, comprometendo a estabilidade dos mesmos; Alocação de porta: esta abordagem é evitada a menos que existam processos muito rígidos impostos sobre a alocação de portas em dispositivos no Fabric. Entretanto ela oferece alguns recursos positivos como quando uma porta do storage, ou uma HBA no servidor ou um dispositivo de fita é substituído, a alteração do WWN para o novo dispositivo não tem consequência alguma, contanto que o novo dispositivo esteja conectado a porta original, ele continua tendo os mesmo direitos de acesso; No Fabric zoning: esta é a última abordagem a ser utilizada, pois permite que os dispositivos tenham acesso irrestrito ao Fabric. Esta abordagem de zoneamento deve ser usada somente em ambientes pequenos muito bem controlados, como em um zoneamento Host-based ou LUN masking Configurações de Zoneamento Uma configuração de zoneamento é o agrupamento de uma ou mais zonas. Uma zona pode ser incluída em mais de uma configuração de zoneamento. Quando uma configuração de zoneamento está ativa, todas as zonas membro desta configuração também estão ativas (BROCADE, 2010). Os diferentes tipos de configurações de zoneamento são: Configuração definida: conjunto completo de todos os objetos de zona definidos no Fabric;

24 23 Configuração efetiva: única configuração de zoneamento que está atualmente ativa; Configuração salva: cópia de uma configuração definida somada ao nome da configuração efetiva que é salva na memória flash do switch. Podem existir diferenças entre a configuração salva e a configuração efetiva caso tenha sido realizadas modificações nas definições de zona e configuração não tenham sido salva; Configuração desabilitada: configuração efetiva que é removida da memória flash.

25 24 3 OPENFLOW Este capítulo apresenta os conceitos de Redes Definidas por Software, onde é abordado mais detalhadamente o protocolo Openflow, com o qual o objetivo deste estudo deverá ser alcançado. 3.1 Redes Definidas por Software Até poucos anos atrás os recursos de processamento, armazenamento e rede utilizados nos centros de dados eram mantidos separados por uma questão de segurança. Inclusive os sistemas de gerenciamento também eram separados. Somente após a queda do custo destes recursos, e a demanda pelos mesmos, que as organizações foram obrigadas a unir o gerenciamento destes elementos (NADEU; GREY, 2013). Devido a este aumento de capacidade de processamento, a tecnologia de virtualização, que executa mais de um Sistema Operacional (SO) ao mesmo tempo na mesma máquina física, passou a ser adotada nos centros de dados. Nesta tecnologia cada SO roda em um ambiente virtual de computação real sintetizado por esta tecnologia de virtualização. Deste modo, cada SO tem seus próprios recursos: placa de rede, placa de som e vídeo, por exemplo. Estes recursos são compartilhados, pois se trata da mesma máquina física, através de um programa chamado hipervisor (NADEU; GREY, 2013). Este novo paradigma computacional tornou o gerenciamento mais complexo, o que acarretou em um aumento do tempo utilizado pelos administradores de redes para executarem seus trabalhos. No mesmo espaço físico de um servidor, já era possível executarmos muitos SOs com suas aplicações (NADEU; GREY, 2013). Acompanhando este crescimento, a quantidade de equipamentos de rede aumentou. Suas arquiteturas e interfaces ficaram mais rápidas para poder acomodar toda esta nova demanda de processamento virtualizado (NADEU; GREY, 2013). Tais equipamentos de rede utilizam circuitos proprietários de alto desempenho (Application Specific Integrated Circuit ASIC) que garantem o processamento de todos os pacotes da rede, porém a um custo elevado devido à especialização do hardware (ROTHENBERG et al., 2011). Porém cada um destes equipamentos possui sua própria interface de gerenciamento, o que aumenta mais a complexidade de gerenciamento (NADEU; GREY, 2013).

26 25 Figura 6 Exemplo de uma rede com OpenFlow habilitado Fonte: ROTHENBERG et al. (2011) Como todo este poder de processamento e armazenamento dependem da rede e de seus recursos, estes últimos se tornaram equipamentos vitais para os centros de dados atuais, inclusive dificultando o desenvolvimento e implementação de novas funcionalidades, que se reflete em um processo caro e demorado (ROTHENBERG et al., 2011). Em meio a este cenário, pesquisadores da Universidade de Stanford criaram um protocolo chamado OpenFlow, que possibilita a centralização do gerenciamento, ou plano de controle, dos equipamentos de rede. A arquitetura deste protocolo permite gerenciar o plano de controle de todos os equipamentos de uma rede através de um único controlador central (NADEU; GREY, 2013). Este controlador é responsável por manter todos os caminhos de rede bem como a programação destes caminhos em cada um dos equipamentos da rede como mostra a Figura 6. O protocolo OpenFlow utiliza o conceito de fluxo como principal abstração, sendo que o fluxo é constituído pela combinação de campos do cabeçalho do pacote que será processado no dispositivo de rede (ROTHENBERG et al., 2011). As tabelas de fluxo podem ser formadas por campos das camadas do modelo TCP/IP como, por exemplo, da camada de enlace ou da camada de transporte.

27 26 A reutilização dos recursos disponíveis no hardware, Access Control List (ACL), por exemplo, também é uma característica do OpenFlow, que se utiliza destes recursos para a definição de regras e ações associadas, tal como reescrever campos do cabeçalho (ROTHENBERG et al., 2011). Os fluxos são organizados em forma de tabela e cada entrada nesta tabela consiste em regra, ações e contadores. As regras são formadas por condições do valor de um ou mais campos do cabeçalho do pacote. As ações são ligadas as regras definindo como os pacotes serão tratados e encaminhados. Os contadores mantêm as estatísticas de utilização bem como são utilizados para eliminação de fluxos inativos (ROTHENBERG et al., 2011). O controlador é o software que toma as decisões, que adiciona ou remove entradas na tabela de fluxos, também trabalha como uma abstração da infraestrutura física, o que facilita o desenvolvimento de aplicações e serviços que controlem as entradas de fluxos na rede. Assim o controlador atua como um SO de gerenciamento e controle da rede (ROTHENBERG et al., 2011). O processo que ocorre no dispositivo habilitado para o OpenFlow é basicamente o de receber um pacote e comparar seu cabeçalho as entradas da tabela de fluxos, atualizando os contadores e tomando as ações designadas para aquele pacote. Porém, se não houver nenhuma correspondência na tabela para este pacote ele é encaminhado para o controlador, que por sua vez, pode ou não instalar uma nova regra no dispositivo que encaminha todos os pacotes de determinado fluxo para o controlador com o objetivo de serem tratados individualmente. Em geral, quando isto ocorre, se trata de pacotes de controle ou de protocolos de roteamento (ROTHENBERG et al., 2011). As ações que podem ser tomadas no dispositivo habilitado para o OpenFlow incluem (ROTHENBERG et al., 2011): O encaminhamento do fluxo de pacotes para uma determinada porta; A modificação de campos do cabeçalho do pacote; Enviar o pacote para o controlador; Descartar pacotes como medida de segurança; Encaminhar para as camadas dois (2) ou três (3) o pacote para processamento Planos de Controle e de Dados A separação dos planos de controle e de dados é um dos princípios fundamentais das Redes Definidas por Software. Entretanto algumas questões vêm à tona: o plano de controle e

28 27 o plano de dados podem estar alocados em equipamentos distintos; quantas instâncias são necessárias para garantir a resiliência e a alta disponibilidade; e quando de fato o plano de controle pode ser 100 % relocado para outro equipamento. A partir destas ideias surgem alguns possíveis enfoques para o plano de controle: o totalmente distribuído, o logicamente centralizado e o estritamente centralizado (NADEU; GREY, 2013). Figura 7 Exemplo de tabela de fluxo em switch com OpenFlow habilitado Fonte: Adaptada de Tutorial OpenFlow Open Networking Summit (2012) Plano de Controle De uma forma simples, o plano de controle estabelece o conjunto de dados usados para criar as entradas das tabelas de encaminhamento, ou de fluxo, que são por sua vez usadas pelo plano de dados para encaminhar os pacotes dentro da rede (NADEU; GREY, 2013). O conjunto de dados que armazena a topologia de rede é chamado de Routing Information Base (RIB). O RIB é mantido consistente através da troca de informações entre as instâncias do plano de controle dentro da rede. As entradas da tabela de encaminhamento são também conhecidas como Forwarding Information Base (FIB) e são replicadas entre os

29 28 planos de controle e de dados de um dispositivo. O FIB é adaptável, programável enquanto o RIB é consistente e estável (NADEU; GREY, 2013) Plano de Dados O plano de dados manipula os datagramas de entrada. Através de uma série de operações no nível de conexão, coleta os datagramas e realiza operações básicas de verificação de integridade. Quando o datagrama está correto, ele é processado no plano de dados realizando pesquisas na tabela FIB programada anteriormente pelo plano de controle como na Figura 7 (NADEU; GREY, 2013). Quando ocorre uma exceção tal como o destino de um pacote não ser encontrado na tabela FIB, este pacote é enviado para o plano de controle pode processá-lo usando a RIB (NADEU; GREY, 2013) O protocolo OpenFlow O resultado da implementação do OpenFlow, como parte da rede de pesquisa da Universidade de Stanford, foi a visão de que o OpenFlow pode substituir a funcionalidade das camadas dois e três completamente em switches comerciais (NADEU; GREY, 2013). Em 2011, um consórcio sem fins lucrativos chamado Open Network Foundartion (ONF) foi criado com o objetivo de comercializar, padronizar e promover o uso do OpenFlow em redes produtivas (NADEU; GREY, 2013). Os componentes mais importantes do OpenFlow se tornaram parte da definição de SDN: a separação dos planos de controle e de dados, uso de um protocolo padronizado entre o controlador e o agente no elemento de rede e prover programação da rede a partir de uma visão centralizada através de uma API (NADEU; GREY, 2013). O OpenFlow é um conjunto de protocolos e uma API e não somente um produto ou uma funcionalidade de um produto (NADEU; GREY, 2013). O protocolos OpenFlow estão divididos em duas partes: Protocolos de cabo que estabelecem a sessão de controle, definindo a estrutura da mensagem para troca de modificações de fluxo e coletar estatísticas, e define a estrutura fundamental de um switch;

30 29 Um protocolo de gerenciamento e configuração, of-config, para alocar fisicamente portas no switch para o controlador, define alta disponibilidade e os comportamentos quando ocorre uma falha na conexão com o controlador. As estruturas de fila são utilizadas pelo OpenFlow como uma forma de prover suporte limitado a Quality-of-service (QoS). As filas podem ser anexadas às portas e serem usadas para mapear o fluxo de entrada (ONF, 2012). O OpenFlow trabalha com uma estrutura de correspondência de fluxo que é composta por um cabeçalho e por uma sequência de campos de correspondência de fluxo, que podem variar de tamanho, inclusive o zero. O cabeçalho determina o tipo de correspondência assim como o seu tamanho. O único tipo válido na versão do OpenFlow é a OpenFlow Extensible Match (OXM). O OXM é um formato compacto type-lenght-value (TLV) que pode variar de 5 até 259 bytes de comprimento. Seus primeiros quatro (4) bytes correspondem ao cabeçalho (ONF, 2012). As instruções de fluxo associadas a uma tabela de entrada de fluxo são executadas quando um fluxo corresponde a uma entrada, sendo que as instruções atualmente definidas são (ONF, 2012): OFPIT_GOTO_TABLE: configura a próxima tabela da sequência de pesquisa; OFPIT_WRITE_METADATA: configura o campo metadado para ser utilizado posteriormente na cadeia; OFPIT_WRITE_ACTIONS: escreve a ação no conjunto de ações do datapath; OFPIT_APPLY_ACTIONS: aplica a ação imediatamente; OFPIT_CLEAR_ACTIONS: limpa todas as ações no conjunto de ações do datapath; OFPIT_METER: aplica-se a métrica ao pacote; OFPIT_EXPERIMENTER: instrução experimental. As estruturas de ação podem ser associadas com entradas de fluxo, grupos ou pacotes e são definida como segue: OFPAT_OUTPUT: saída para a porta do switch; OFPAT_COPY_TTL_OUT: copia o time-to-live (TTL) de saída; OFPAT_COPY_TTL_IN: copia o TTL de entrada; OFPAT_SET_MPLS_TTL: TTL do Multiprotocol Label Switching (MPLS); OFPAT_DEC_MPLS_TTL: decrementa o TTL do MPLS; OFPAT_PUSH_VLAN: entrega uma nova marca de Virtual LAN (VLAN);

31 30 OFPAT_POP_VLAN: recebe uma nova marca de VLAN; OFPAT_PUSH_MPLS: entrega uma nova marca de MPLS; OFPAT_POP_MPLS: recebe uma nova marca de MPLS; OFPAT_SET_QUEUE: configura o identificador da fila quando encaminhando para uma porta; OFPAT_GROUP: aplica o grupo; OFPAT_SET_NW_TTL: TTL do IP; OFPAT_DEC_NW_TTL: decrement o TTL do IP; OFPAT_SET_FIELD: configura o campo cabeçalho utilizando o format OXM; OFPAT_PUSH_PBB: entrega uma nova marca provider backbone bridge (PBB); OFPAT_POP_PBB: recebe uma nova marca PBB; OFPAT_EXPERIMENTER = campo que identifica o experimentador. A Open Network Foundation (ONF) emite certificados para fabricantes de switches e roteadores de que seus produtos estão em conformidade com determinada versão do OpenFlow. Este programa é denominado ONF OpenFlow Conformance (ONF, 2013).

32 31 4 PROPOSTA Este trabalho objetiva o controle centralizado do zoneamento Fibre Channel (FC), reduzindo o esforço e a complexidade desta tarefa, além de tornar mais segura a sua execução. Para que seja possível alcançar este objetivo, será necessário que haja um pequeno nível de convergência entre os ambientes nativos OpenFlow e SAN. Esta convergência ocorrerá somente no nível de controle, visto que o zoneamento FC é um controle de acesso entre dispositivos iniciadores e dispositivos alvo, servidores e discos por exemplo. Utilizando um conceito básico do OpenFlow como ideia inicial deste trabalho, ou seja, a separação do plano de controle do plano de dados e a centralização do plano de controle, busca-se uma separação semelhante entre o plano de controle e plano de dados nos switches FC bem como a centralização do plano de controle. Seguindo esta linha de pensamento, a implementação do controle do zoneamento FC através do modelo OpenFlow se mostra como uma possibilidade viável, desde que algumas instruções e tabelas do OpenFlow sejam adaptadas para trabalhar com os parâmetros necessários para a implementação do zoneamento FC. Assim sendo, como ponto de partida tem-se a configuração de um zoneamento FC, que no caso aqui estudado trata-se de um zoneamento FC Mixed Zoning devido ao bom nível de segurança de este esquema oferece, pois não somente se permite a comunicação entre dispositivos mas também se fixa as portas pelas quais esta comunicação é permitida. Para melhor entendimento, a estrutura deste zoneamento segue algumas premissas para que seja implementado o Mixed Zoning: Todo P-WWN é associado à porta física do switch FC na qual está conectado formando assim um alias, como mostra a Figura 8; Toda zona é composta somente por aliases, como mostra a Figura 9, facilitando a manutenção dos dispositivos, como por exemplo a substituição de uma HBA não implicará em uma alteração de zona, pois somente o alias precisa ser modificado; O zoneamento FC é composto por zonas ativas, o que significa que nem toda zona configurada está necessariamente no zoneamento FC ativo, como mostra a Figura 10.

33 32 Figura 8 Exemplo de alias formado pelo P-WWN e a porta do switch FC conectada Fonte: Tela capturada do aplicativo de configuração de zoneamento FC de um switch Brocade (2013) Com base nestas premissas, o processo de ativação de uma nova zona no zoneamento FC ativo passa pelos seguintes passos: 1. Uma nova porta iniciadora, ou seja, uma porta de uma HBA de um novo servidor instalado no centro de dados é conectada em uma porta de um switch FC através de um cabo de fibra ótica; 2. Cria-se então um novo alias para esta nova porta iniciadora e se insere neste novo alias tanto a porta do switch em que se conectou a nova porta iniciadora bem como o P-WWN identificador desta porta, como mostra a Figura 8; 3. Partindo da suposição que o alias da controladora de disco à qual se quer permitir acesso para a nova porta iniciadora já existe, cria-se então uma nova zona onde tanto o alias da nova porta iniciadora quanto o alias da controladora de disco fazem parte, como mostra a Figura 9; 4. Com a nova zona criada, insere-se esta nova zona em uma cópia do zoneamento FC ativo, para ativá-la garantindo assim que somente esta nova zona será incluída no zoneamento FC ativo. Com a descrição do processo de zoneamento FC, é possível mensurar a complexidade e criticidade de se criar uma nova configuração de zoneamento, que no caso descrito foi realizado de forma manual, através de telas gráficas da aplicação disponibilizada pelo fabricante dos switches envolvidos. Outra informação importante é que o switch onde o novo

34 33 alias foi criado pode não ser o mesmo switch onde a zona e a ativação do zoneamento FC foram feitos, o que mostra uma das dificuldades de deste processo. Figura 9 Exemplo de zona formada por aliases Fonte: Tela capturada do aplicativo de configuração de zoneamento FC de um switch Brocade (2013) Como exemplo A Figura 8 demonstra a configuração do alias no switch com ID 17, pois a conexão física ocorre neste switch. Já a criação da zona, Figura 9, e a ativação do zoneamento FC são realizadas no switch com ID 10, Figura 10, pois o mesmo é o switch que controla o Fabric. No trabalho aqui proposto, esta configuração de zoneamento FC deverá ser executada através de comandos do protocolo FC, sendo este o formato possível para enviar e aplicar nos switches FC a nova configuração de zoneamento utilizando-se o modelo OpenFlow, bem como tornando esta operação automatizada. O conceito desta solução partiria da conexão de um novo dispositivo FC em um switch FC habilitado para o OpenFlow. Neste instante, a camada OpenFlow deste switch captura o P- WWN deste novo dispositivo, juntamente com a informação de ID e número da porta em que esta nova conexão ocorreu. Assim, o switch envia estas informações para o controlador OpenFlow que as armazenará até que se configure o zoneamento. A partir deste ponto, executam-se uma série de comandos OpenFlow,já adaptados, para criarmos esta estrutura de três (3) níveis (alias, zona e zoneamento FC). Assim o controlador OpenFlow enviará estes comandos para o switch que controla o Fabric em questão que por sua vez interpretará tais comandos e os executará de forma sequenciada no switch.

35 34 Figura 10 Exemplo de zoneamento FC ativo Fonte: Tela capturada do aplicativo de configuração de zoneamento FC de um switch Brocade (2013) Seguindo este modelo, espera-se alcançar o objetivo proposto neste trabalho, reduzindo o esforço, a complexidade e também reduzindo o conhecimento necessário dos profissionais sobre os switches FC, que podem inclusive ser de fabricantes diversos e tendo instruções diferentes. 4.1 Validação da solução proposta Com base na solução proposta neste trabalho científico, a validação deste trabalho só será possível através da criação de uma camada de software independente, que provavelmente será executada fora do controlador OpenFlow e também fora do switch FC, e será responsável por receber os comandos adaptados do OpenFlow e os traduzirá para os comandos do switch FC, que neste cenário experimental será um swicth do fabricante Brocade. Esta camada de software, que fará o trabalho de tradução entre OpenFlow e zoneamento FC nos switches, poderá ser substituída no futuro por uma camada OpenFlow nos switches FC como mostra a Figura 11, ou pela evolução da camada de software tradutora, que realiza a conversão dos comandos OpenFlow para os comandos interpretáveis pelos switches FC. Esta camada de tradução, pelo motivo de que cada fabricante de switches FC tem seu próprio conjunto de comandos proprietários nos switches, deverá ser desenvolvida pelo próprio fabricante e disponibilizada como um serviço independente rodando em um

36 35 servidor. Tal aplicação atuará como um switch FC virtual, recebendo todos os comandos de zoneamento FC e os encaminhando já traduzidos para os switches FC físicos, como na Figura 12. Figura 11 Tradução no switch FC habilitado OpenFlow Fonte: Elaborado pelo Autor Também será elaborada uma sequência de testes para validar a solução, confirmando que o zoneamento FC realizado manualmente e de forma automática através do uso do OpenFlow obtêm os mesmos resultados. Basicamente duas zonas serão criadas no zoneamento FC ativo no switch, e haverá a tentativa de comunicação entre dispositivos de zonas distintas. Este teste será executado após a implementação manual e após a implementação automática. Seus resultados serão confrontados e deverão ser idênticos para comprovar a eficácia da solução proposta.

37 36 Figura 12 Tradução em software tradutor independente Fonte: Elaborado pelo Autor

38 37 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Gerenciar um ambiente SAN em uma grande corporação, ou em um centro de dados que hospeda muitos clientes, é uma tarefa complexa, dispendiosa em relação a tempo, e que exige do time de administradores uma série de conhecimentos específicos, sendo por causa de atualização de tecnologia, seja pela variedade de fabricantes encontrados nestes ambientes. A convergência de tecnologias trás consigo a simplificação, ou redução, do esforço e do conhecimento necessários para o gerenciamento destas tecnologias. Assim o OpenFlow é um modelo que pode exercer esta função de convergência entre LAN e SAN, ao que tange o gerenciamento da SAN. A adaptação de comandos do OpenFlow para suportar as estruturas e funcionalidades do zoneamento FC inicia uma nova linha de convergência e uma novo horizonte de desenvolvimento para o OpenFlow bem como abre uma linha com o mesmo sentido para os fabricantes de switches FC. O desenvolvimento deste trabalho visa ir de encontro a esta convergência, a esta simplificação do gerenciamento dos centros de dados.

39 38 6 REVISÃO DE CRONOGRAMA Os próximos passos que serão realizados para a sequência deste trabalho estão demonstrados na Figura 13. Figura 13 Cronograma de Atividades Fonte: Elaborado pelo Autor

OpenFlow: abrindo portas para inovações nas redes de nossos campi

OpenFlow: abrindo portas para inovações nas redes de nossos campi 1 OpenFlow: abrindo portas para inovações nas redes de nossos campi Leandro Haruo Aoyagi Universidade Federal de São Carlos, Campus Sorocaba Sorocaba, São Paulo Email: aoyagi.haruo@gmail.com Resumo A comunidade

Leia mais

Administração de Sistemas (ASIST)

Administração de Sistemas (ASIST) Administração de Sistemas (ASIST) Virtualização de Storage SAN Storage Area Network Fibre Channel e iscsi Outubro de 2012 1 Um servidor tradicional contém os seu próprio sistema de armazenamento periférico

Leia mais

SISTEMA DE ARMAZENAMENTO (STORAGE)

SISTEMA DE ARMAZENAMENTO (STORAGE) SISTEMA DE ARMAZENAMENTO (STORAGE) Possuir capacidade instalada, livre para uso, de pelo menos 5.2 (cinco ponto dois) TB líquidos em discos SAS/FC de no máximo 600GB 15.000RPM utilizando RAID 5 (com no

Leia mais

Software-Defined Networks e Openflow: conceitos e tecnologias emergentes

Software-Defined Networks e Openflow: conceitos e tecnologias emergentes Software-Defined Networks e Openflow: conceitos e tecnologias emergentes III Workshop de Tecnologia de Redes do PoP-BA Ponto de Presença da RNP na Bahia Italo Valcy 27 e 28 de setembro

Leia mais

APOSTILA DE REDES DE COMPUTADORES PARTE - III

APOSTILA DE REDES DE COMPUTADORES PARTE - III APOSTILA DE REDES DE COMPUTADORES PARTE - III 1 REDE DE COMPUTADORES III 1. Introdução MODELO OSI ISO (International Organization for Standardization) foi uma das primeiras organizações a definir formalmente

Leia mais

STORAGE AREA NETWORKING FUNDAMENTOS. Valdir Adorni Serviços a Clientes valdir.adorni@compwire.com.br

STORAGE AREA NETWORKING FUNDAMENTOS. Valdir Adorni Serviços a Clientes valdir.adorni@compwire.com.br STORAGE AREA NETWORKING FUNDAMENTOS Valdir Adorni Serviços a Clientes valdir.adorni@compwire.com.br 22 de Abril de 2010 Storage Area Network? Storage Area Network (SAN) é qualquer rede de alto desempenho,

Leia mais

Vanio Rodrigues/10 Página 1. Figura 1 Retirada do sitio http://learn.iis.net/

Vanio Rodrigues/10 Página 1. Figura 1 Retirada do sitio http://learn.iis.net/ Data Center Data Center também conhecido como centro de processamento de dados (CPD). Projetado para ser um ambiente seguro e de acesso controlado, com monitoramento 24x7, Cabeamento estruturado (fibra

Leia mais

REDES ESAF. leitejuniorbr@yahoo.com.br 1 Redes - ESAF

REDES ESAF. leitejuniorbr@yahoo.com.br 1 Redes - ESAF REDES ESAF 01 - (ESAF - Auditor-Fiscal da Previdência Social - AFPS - 2002) Um protocolo é um conjunto de regras e convenções precisamente definidas que possibilitam a comunicação através de uma rede.

Leia mais

Modelo de Camadas OSI

Modelo de Camadas OSI Modelo de Camadas OSI 1 Histórico Antes da década de 80 -> Surgimento das primeiras rede de dados e problemas de incompatibilidade de comunicação. Década de 80, ISO, juntamente com representantes de diversos

Leia mais

Interligação de Redes

Interligação de Redes REDES II HETEROGENEO E CONVERGENTE Interligação de Redes rffelix70@yahoo.com.br Conceito Redes de ComputadoresII Interligação de Redes Quando estações de origem e destino encontram-se em redes diferentes,

Leia mais

FACSENAC. Versão:1.5. Identificador do documento: Projeto Lógico de Redes. Versão do Template Utilizada na Confecção: 1.0. Histórico de revisões

FACSENAC. Versão:1.5. Identificador do documento: Projeto Lógico de Redes. Versão do Template Utilizada na Confecção: 1.0. Histórico de revisões FACSENAC ECOFROTA Documento de Projeto Lógico de Rede Versão:1.5 Data: 21/11/2013 Identificador do documento: Projeto Lógico de Redes Versão do Template Utilizada na Confecção: 1.0 Localização: FacSenac

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES. Camada de Rede. Prof.: Agostinho S. Riofrio

REDES DE COMPUTADORES. Camada de Rede. Prof.: Agostinho S. Riofrio REDES DE COMPUTADORES Camada de Rede Prof.: Agostinho S. Riofrio Agenda 1. Introdução 2. Funções 3. Serviços oferecidos às Camadas superiores 4. Redes de Datagramas 5. Redes de Circuitos Virtuais 6. Comparação

Leia mais

Interconexão de redes locais. Repetidores. Pontes (Bridges) Hubs. Pontes (Bridges) Pontes (Bridges) Existência de diferentes padrões de rede

Interconexão de redes locais. Repetidores. Pontes (Bridges) Hubs. Pontes (Bridges) Pontes (Bridges) Existência de diferentes padrões de rede Interconexão de redes locais Existência de diferentes padrões de rede necessidade de conectá-los Interconexão pode ocorrer em diferentes âmbitos LAN-LAN LAN: gerente de um determinado setor de uma empresa

Leia mais

Modelo de referência OSI. Modelo TCP/IP e Internet de cinco camadas

Modelo de referência OSI. Modelo TCP/IP e Internet de cinco camadas Modelo de referência OSI. Modelo TCP/IP e Internet de cinco camadas Conhecer os modelo OSI, e TCP/IP de cinco camadas. É importante ter um padrão para a interoperabilidade entre os sistemas para não ficarmos

Leia mais

Capítulo VI Telecomunicações: Redes e Aplicativos

Capítulo VI Telecomunicações: Redes e Aplicativos Capítulo VI Telecomunicações: Redes e Aplicativos Uma rede nada mais é do que máquinas que se comunicam. Estas máquinas podem ser computadores, impressoras, telefones, aparelhos de fax, etc. Se interligarmos

Leia mais

Equipamentos de Rede. Prof. Sérgio Furgeri 1

Equipamentos de Rede. Prof. Sérgio Furgeri 1 Equipamentos de Rede Repetidor (Regenerador do sinal transmitido)* Mais usados nas topologias estrela e barramento Permite aumentar a extensão do cabo Atua na camada física da rede (modelo OSI) Não desempenha

Leia mais

INTERNET = ARQUITETURA TCP/IP

INTERNET = ARQUITETURA TCP/IP Arquitetura TCP/IP Arquitetura TCP/IP INTERNET = ARQUITETURA TCP/IP gatewa y internet internet REDE REDE REDE REDE Arquitetura TCP/IP (Resumo) É útil conhecer os dois modelos de rede TCP/IP e OSI. Cada

Leia mais

VTP VLAN TRUNKING PROTOCOL

VTP VLAN TRUNKING PROTOCOL VTP VLAN TRUNKING PROTOCOL VLAN Trunking Protocol O VLAN Trunking Protocol (VTP) foi criado pela Cisco (proprietário) para resolver problemas operacionais em uma rede comutada com VLANs. Só deve ser utilizado

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br - Aula 2 - MODELO DE REFERÊNCIA TCP (RM TCP) 1. INTRODUÇÃO O modelo de referência TCP, foi muito usado pela rede ARPANET, e atualmente usado pela sua sucessora, a Internet Mundial. A ARPANET é de grande

Leia mais

Professor(es): Fernando Pirkel. Descrição da(s) atividade(s):

Professor(es): Fernando Pirkel. Descrição da(s) atividade(s): Professor(es): Fernando Pirkel Descrição da(s) atividade(s): Definir as tecnologias de redes necessárias e adequadas para conexão e compartilhamento dos dados que fazem parte da automatização dos procedimentos

Leia mais

Aula 6 Modelo de Divisão em Camadas TCP/IP

Aula 6 Modelo de Divisão em Camadas TCP/IP Aula 6 Modelo de Divisão em Camadas TCP/IP Camada Conceitual APLICATIVO TRANSPORTE INTER-REDE INTERFACE DE REDE FÍSICA Unidade de Dados do Protocolo - PDU Mensagem Segmento Datagrama /Pacote Quadro 01010101010100000011110

Leia mais

Tópicos Especiais em Redes de Telecomunicações

Tópicos Especiais em Redes de Telecomunicações Tópicos Especiais em Redes de Telecomunicações Redes definidas por software e Computação em Nuvem Prof. Rodrigo de Souza Couto PARTE 1 REDES DEFINIDAS POR SOFTWARE (SDN) 2 Bibliografia Esta aula é baseada

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br - Aula Complementar - EQUIPAMENTOS DE REDE 1. Repetidor (Regenerador do sinal transmitido) É mais usado nas topologias estrela e barramento. Permite aumentar a extensão do cabo e atua na camada física

Leia mais

Arquitetura de Rede de Computadores

Arquitetura de Rede de Computadores TCP/IP Roteamento Arquitetura de Rede de Prof. Pedro Neto Aracaju Sergipe - 2011 Ementa da Disciplina 4. Roteamento i. Máscara de Rede ii. Sub-Redes iii. Números Binários e Máscara de Sub-Rede iv. O Roteador

Leia mais

Redes. Pablo Rodriguez de Almeida Gross

Redes. Pablo Rodriguez de Almeida Gross Redes Pablo Rodriguez de Almeida Gross Conceitos A seguir serão vistos conceitos básicos relacionados a redes de computadores. O que é uma rede? Uma rede é um conjunto de computadores interligados permitindo

Leia mais

TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP

TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP HTTP (Hypertext Transfer Protocol ) Protocolo usado na Internet para transferir as páginas da WWW (WEB). HTTPS (HyperText Transfer

Leia mais

Disciplina : Transmissão de Dados

Disciplina : Transmissão de Dados Disciplina : Transmissão de Dados Paulo Henrique Teixeira Overwiew Conceitos Básicos de Rede Visão geral do modelo OSI Visão geral do conjunto de protocolos TCP/IP 1 Conceitos básicos de Rede A largura

Leia mais

A Camada de Rede. A Camada de Rede

A Camada de Rede. A Camada de Rede Revisão Parte 5 2011 Modelo de Referência TCP/IP Camada de Aplicação Camada de Transporte Camada de Rede Camada de Enlace de Dados Camada de Física Funções Principais 1. Prestar serviços à Camada de Transporte.

Leia mais

Há dois tipos de configurações bidirecionais usados na comunicação em uma rede Ethernet:

Há dois tipos de configurações bidirecionais usados na comunicação em uma rede Ethernet: Comunicação em uma rede Ethernet A comunicação em uma rede local comutada ocorre de três formas: unicast, broadcast e multicast: -Unicast: Comunicação na qual um quadro é enviado de um host e endereçado

Leia mais

AGENTE PROFISSIONAL - ANALISTA DE REDES

AGENTE PROFISSIONAL - ANALISTA DE REDES Página 1 CONHECIMENTO ESPECÍFICO 01. Suponha um usuário acessando a Internet por meio de um enlace de 256K bps. O tempo mínimo necessário para transferir um arquivo de 1M byte é da ordem de A) 4 segundos.

Leia mais

Oracle Database em High Availability usando Microsoft Windows Clusters Server (MSCS) e Oracle Fail Safe

Oracle Database em High Availability usando Microsoft Windows Clusters Server (MSCS) e Oracle Fail Safe Oracle Database em High Availability usando Microsoft Windows Clusters Server (MSCS) e Oracle Fail Safe Objetivos: Apresentar conceitos do Microsoft Windows Clusters Server Apresentar a arquitetura do

Leia mais

Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins

Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins Material de apoio 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina e não substitui a leitura

Leia mais

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOLTA REDONDA UniFOA Curso Tecnológico de Redes de Computadores Disciplina: Redes Convergentes II Professor: José Maurício S. Pinheiro

Leia mais

Sistema Integrado de Administração de Materiais e Serviços - SIAD Catálogo de Materiais e Serviços - CATMAS SISTEMA DE ARMAZENAMENTO (STORAGE)

Sistema Integrado de Administração de Materiais e Serviços - SIAD Catálogo de Materiais e Serviços - CATMAS SISTEMA DE ARMAZENAMENTO (STORAGE) SISTEMA DE ARMAZENAMENTO (STORAGE) Storage O subsistema de armazenamento de dados deverá ser do tipo bloco, disponibilizando nativamente componentes de hardware para armazenamento baseado em bloco, com

Leia mais

Comunicando através da rede

Comunicando através da rede Comunicando através da rede Fundamentos de Rede Capítulo 2 1 Estrutura de Rede Elementos de comunicação Três elementos comuns de comunicação origem da mensagem o canal destino da mensagem Podemos definir

Leia mais

Aula 03 Regras de Segmentação e Switches

Aula 03 Regras de Segmentação e Switches Disciplina: Dispositivos de Rede II Professor: Jéferson Mendonça de Limas 4º Semestre Aula 03 Regras de Segmentação e Switches 2014/1 19/08/14 1 2de 38 Domínio de Colisão Os domínios de colisão são os

Leia mais

Informática Aplicada I. Sistemas Operacionais Projeto e Implementação Andrew S. Tanenbaum Albert S. woodhull

Informática Aplicada I. Sistemas Operacionais Projeto e Implementação Andrew S. Tanenbaum Albert S. woodhull Informática Aplicada I Sistemas Operacionais Projeto e Implementação Andrew S. Tanenbaum Albert S. woodhull 1 Conceito de Sistema Operacional Interface: Programas Sistema Operacional Hardware; Definida

Leia mais

Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins

Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins Material de apoio 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina e não substitui a leitura

Leia mais

Avaya Networking. Rafael Rocha, Sales Engineer Westcon Convergence

Avaya Networking. Rafael Rocha, Sales Engineer Westcon Convergence Avaya Networking Rafael Rocha, Sales Engineer Westcon Convergence Programação 1. Introdução (02/set - 10:00) 2. Conceitos básicos I (16/set - 10:00) 3. Conceitos básicos II (07/out - 10:00) 4. Conhecimento

Leia mais

Roteamento e Comutação

Roteamento e Comutação Roteamento e Comutação Uma estação é considerada parte de uma LAN se pertencer fisicamente a ela. O critério de participação é geográfico. Quando precisamos de uma conexão virtual entre duas estações que

Leia mais

Prof. Manuel A Rendón M

Prof. Manuel A Rendón M Prof. Manuel A Rendón M Tanenbaum Redes de Computadores Cap. 1 e 2 5ª. Edição Pearson Padronização de sistemas abertos à comunicação Modelo de Referência para Interconexão de Sistemas Abertos RM OSI Uma

Leia mais

Tópicos Especiais em Redes de Telecomunicações

Tópicos Especiais em Redes de Telecomunicações Tópicos Especiais em Redes de Telecomunicações Redes definidas por software e Computação em Nuvem Prof. Rodrigo de Souza Couto PARTE 1 REDES DEFINIDAS POR SOFTWARE (SDN) 2 Bibliografia Esta aula é baseada

Leia mais

Equipamentos de Redes. Placas de Rede, Repetidores, Hubs, Pontes,, Switches, Roteadores, Gateways

Equipamentos de Redes. Placas de Rede, Repetidores, Hubs, Pontes,, Switches, Roteadores, Gateways Equipamentos de Redes Placas de Rede, Repetidores, Hubs, Pontes,, Switches, Roteadores, Gateways Placas de Rede Placas de Rede Preparação dos quadros para que possam ser enviados pelos cabos. A placa de

Leia mais

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito - Switch na Camada 2: Comutação www.labcisco.com.br ::: shbbrito@labcisco.com.br Prof. Samuel Henrique Bucke Brito Introdução A conexão entre duas portas de entrada e saída, bem como a transferência de

Leia mais

Redes TCP/IP. Prof. M.Sc. Alexandre Fraga de Araújo. alexandref@ifes.edu.br. INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO Campus Cachoeiro de Itapemirim

Redes TCP/IP. Prof. M.Sc. Alexandre Fraga de Araújo. alexandref@ifes.edu.br. INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO Campus Cachoeiro de Itapemirim Redes TCP/IP alexandref@ifes.edu.br Camada de Redes (Continuação) 2 Camada de Rede 3 NAT: Network Address Translation restante da Internet 138.76.29.7 10.0.0.4 rede local (ex.: rede doméstica) 10.0.0/24

Leia mais

Alan Menk Santos. Redes de Computadores e Telecomunicações. Camada de Rede 21/05/2013. alanmenk@hotmail.com www.sistemasul.com.

Alan Menk Santos. Redes de Computadores e Telecomunicações. Camada de Rede 21/05/2013. alanmenk@hotmail.com www.sistemasul.com. Alan Menk Santos alanmenk@hotmail.com www.sistemasul.com.br/menk Redes de Computadores e Telecomunicações. Camada de Rede Modelo de Referência OSI 1 Camada de Rede: O que veremos. Entender os princípios

Leia mais

Universidade Federal do Acre. Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas

Universidade Federal do Acre. Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas Universidade Federal do Acre Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas Universidade Federal do Acre Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas Pós-graduação Lato Sensu em Desenvolvimento de Software e Infraestrutura

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com - Aula Complementar - MODELO DE REFERÊNCIA OSI Este modelo se baseia em uma proposta desenvolvida pela ISO (International Standards Organization) como um primeiro passo em direção a padronização dos protocolos

Leia mais

Introdução às Redes de Computadores. Por José Luís Carneiro

Introdução às Redes de Computadores. Por José Luís Carneiro Introdução às Redes de Computadores Por José Luís Carneiro Portes de computadores Grande Porte Super Computadores e Mainframes Médio Porte Super Minicomputadores e Minicomputadores Pequeno Porte Super

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Capítulo 1 Gustavo Reis gustavo.reis@ifsudestemg.edu.br - O que é a Internet? - Milhões de elementos de computação interligados: hospedeiros = sistemas finais - Executando aplicações

Leia mais

Interconexão redes locais (LANs)

Interconexão redes locais (LANs) Interconexão redes locais (LANs) Descrever o método de funcionamento dos dispositivos bridge e switch, desenvolver os conceitos básicos de LANs intermediárias, do uso do protocolo STP e VLANs. Com o método

Leia mais

O modelo ISO/OSI (Tanenbaum,, 1.4.1)

O modelo ISO/OSI (Tanenbaum,, 1.4.1) Cenário das redes no final da década de 70 e início da década de 80: Grande aumento na quantidade e no tamanho das redes Redes criadas através de implementações diferentes de hardware e de software Incompatibilidade

Leia mais

LAN Design. LAN Switching and Wireless Capítulo 1. Version 4.0. 2006 Cisco Systems, Inc. All rights reserved. Cisco Public 1

LAN Design. LAN Switching and Wireless Capítulo 1. Version 4.0. 2006 Cisco Systems, Inc. All rights reserved. Cisco Public 1 LAN Design LAN Switching and Wireless Capítulo 1 Version 4.0 2006 Cisco Systems, Inc. All rights reserved. Cisco Public 1 Objetivos do Módulo Compreender os benefícios e do uso de uma organização hierárquica

Leia mais

Rede de Computadores Modulo I Conceitos Iniciais

Rede de Computadores Modulo I Conceitos Iniciais Rede de Computadores Modulo I Conceitos Iniciais http://www.waltercunha.com Bibliografia* Redes de Computadores - Andrew S. Tanenbaum Editora: Campus. Ano: 2003 Edição: 4 ou 5 http://www.submarino.com.br/produto/1/56122?franq=271796

Leia mais

FACULDADE PITÁGORAS. Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos cpgcarlos@yahoo.com.br www.oficinadapesquisa.com.br

FACULDADE PITÁGORAS. Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos cpgcarlos@yahoo.com.br www.oficinadapesquisa.com.br FACULDADE PITÁGORAS DISCIPLINA FUNDAMENTOS DE REDES REDES DE COMPUTADORES Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos cpgcarlos@yahoo.com.br www.oficinadapesquisa.com.br Material elaborado com base nas apresentações

Leia mais

Redes de Computadores I ENLACE: PPP ATM

Redes de Computadores I ENLACE: PPP ATM Redes de Computadores I ENLACE: PPP ATM Enlace Ponto-a-Ponto Um emissor, um receptor, um enlace: Sem controle de acesso ao meio; Sem necessidade de uso de endereços MAC; X.25, dialup link, ISDN. Protocolos

Leia mais

William Stallings Arquitetura e Organização de Computadores 8 a Edição

William Stallings Arquitetura e Organização de Computadores 8 a Edição William Stallings Arquitetura e Organização de Computadores 8 a Edição Capítulo 7 Entrada/saída Os textos nestas caixas foram adicionados pelo Prof. Joubert slide 1 Problemas de entrada/saída Grande variedade

Leia mais

Arquitetura e Organização de Computadores

Arquitetura e Organização de Computadores Arquitetura e Organização de Computadores Entrada/Saída Material adaptado, atualizado e traduzido de: STALLINGS, William. Arquitetura e Organização de Computadores. 5ª edição Problemas Entrada/Saída Grande

Leia mais

SOLUÇÃO DE STORAGE PROJETO X86 ARMAZENAMENTO. 1.2 Para efeito de cálculo do volume total em TB deverá ser considerado que 1KB = 1024 bytes.

SOLUÇÃO DE STORAGE PROJETO X86 ARMAZENAMENTO. 1.2 Para efeito de cálculo do volume total em TB deverá ser considerado que 1KB = 1024 bytes. SOLUÇÃO DE STORAGE PROJETO X86 ARMAZENAMENTO Características Técnicas: 1.1 Deverá ser ofertada Solução de Storage com capacidade mínima de 100 TB (cem Terabyte) líquido, sendo 80TB (oitenta Terabytes)

Leia mais

TECNOLOGIA WEB INTERNET PROTOCOLOS

TECNOLOGIA WEB INTERNET PROTOCOLOS INTERNET PROTOCOLOS 1 INTERNET Rede mundial de computadores. Também conhecida por Nuvem ou Teia. Uma rede que permite a comunicação de redes distintas entre os computadores conectados. Rede WAN Sistema

Leia mais

Rede d s d e d Com o pu p t u ado d r o es Conceitos Básicos M d o e d los o de d Re R de d s:

Rede d s d e d Com o pu p t u ado d r o es Conceitos Básicos M d o e d los o de d Re R de d s: Tecnologia em Redes de Computadores Redes de Computadores Professor: André Sobral e-mail: alsobral@gmail.com Conceitos Básicos Modelos de Redes: O O conceito de camada é utilizado para descrever como ocorre

Leia mais

prof.edney@superig.com.br Redes de Computadores

prof.edney@superig.com.br Redes de Computadores prof.edney@superig.com.br Redes de Computadores Apresentação do professor, da disciplina, dos métodos de avaliação, das datas de trabalhos e provas; introdução a redes de computadores; protocolo TCP /

Leia mais

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito - Anéis Ópticos em Backbone www.labcisco.com.br ::: shbbrito@labcisco.com.br Prof. Samuel Henrique Bucke Brito Introdução Em 1980 foi formado o grupo de trabalho ANSI X3T9.5 com a finalidade de desenvolver

Leia mais

Protocolo. O que é um protocolo? Humano: que horas são? eu tenho uma pergunta

Protocolo. O que é um protocolo? Humano: que horas são? eu tenho uma pergunta Protocolo O que é um protocolo? Humano: que horas são? eu tenho uma pergunta Máquina: Definem os formatos, a ordem das mensagens enviadas e recebidas pelas entidades de rede e as ações a serem tomadas

Leia mais

Serviço HP StoreEasy 1000/3000 and X1000/3000 Network Storage Solution Installation and Startup

Serviço HP StoreEasy 1000/3000 and X1000/3000 Network Storage Solution Installation and Startup Serviço HP StoreEasy 1000/3000 and X1000/3000 Network Storage Solution Installation and Startup HP Technology Services O serviço HP StoreEasy 1000/3000 and X1000/3000 Network Storage Solution fornece a

Leia mais

Roteamento e Comutação

Roteamento e Comutação Roteamento e Comutação Design de Rede Local Design Hierárquico Este design envolve a divisão da rede em camadas discretas. Cada camada fornece funções específicas que definem sua função dentro da rede

Leia mais

Uso de Virtual Lan (VLAN) para a disponibilidade em uma Rede de Campus

Uso de Virtual Lan (VLAN) para a disponibilidade em uma Rede de Campus Uso de Virtual Lan (VLAN) para a disponibilidade em uma Rede de Campus Edson Rodrigues da Silva Júnior. Curso de Redes e Segurança de Sistemas Pontifícia Universidade Católica do Paraná Curitiba, Fevereiro

Leia mais

Prof. Marcelo Machado Cunha Parte 3 www.marcelomachado.com

Prof. Marcelo Machado Cunha Parte 3 www.marcelomachado.com Prof. Marcelo Machado Cunha Parte 3 www.marcelomachado.com Protocolo é a linguagem usada pelos dispositivos de uma rede de modo que eles consigam se comunicar Objetivo Transmitir dados em uma rede A transmissão

Leia mais

CAMADA DE REDES. Fabrício de Sousa Pinto

CAMADA DE REDES. Fabrício de Sousa Pinto CAMADA DE REDES Fabrício de Sousa Pinto Introdução 2 Está relacionada a transferência de pacotes da origem para o destino. Pode passar por vários roteadores ao longo do percurso Transmissão fim a fim Para

Leia mais

Equipamentos de Redes de Computadores

Equipamentos de Redes de Computadores Equipamentos de Redes de Computadores Romildo Martins da Silva Bezerra IFBA Estruturas Computacionais Equipamentos de Redes de Computadores... 1 Introdução... 2 Repetidor... 2 Hub... 2 Bridges (pontes)...

Leia mais

Compartilhamento de Dados em Storage de Alta Disponibilidade

Compartilhamento de Dados em Storage de Alta Disponibilidade Compartilhamento de Dados em Storage de Alta Disponibilidade Leonardo Antônio dos Santos¹ Orientadora Prof. Esp. Sabrina Vitório Oliveira Sencioles¹ Co-orientador M.Sc. Pedro Eugênio Rocha² ¹Faculdades

Leia mais

Fernando Albuquerque - fernando@cic.unb.br REDES LAN - WAN. Fernando Albuquerque (061) 273-3589 fernando@cic.unb.br

Fernando Albuquerque - fernando@cic.unb.br REDES LAN - WAN. Fernando Albuquerque (061) 273-3589 fernando@cic.unb.br REDES LAN - WAN Fernando Albuquerque (061) 273-3589 fernando@cic.unb.br Tópicos Modelos Protocolos OSI e TCP/IP Tipos de redes Redes locais Redes grande abrangência Redes metropolitanas Componentes Repetidores

Leia mais

Curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Software

Curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Software Curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Software Disciplina: Redes de Computadores 2. Arquiteturas de Redes: Modelo em camadas Prof. Ronaldo Introdução n Redes são

Leia mais

Redes de Computadores. Prof. Dr. Rogério Galante Negri

Redes de Computadores. Prof. Dr. Rogério Galante Negri Redes de Computadores Prof. Dr. Rogério Galante Negri Rede É uma combinação de hardware e software Envia dados de um local para outro Hardware: transporta sinais Software: instruções que regem os serviços

Leia mais

Aula 4. Pilha de Protocolos TCP/IP:

Aula 4. Pilha de Protocolos TCP/IP: Aula 4 Pilha de Protocolos TCP/IP: Comutação: por circuito / por pacotes Pilha de Protocolos TCP/IP; Endereçamento lógico; Encapsulamento; Camada Internet; Roteamento; Protocolo IP; Classes de endereços

Leia mais

Rede de Computadores II

Rede de Computadores II Slide 1 Técnicas para se alcançar boa qualidade de serviço Reserva de recursos A capacidade de regular a forma do tráfego oferecido é um bom início para garantir a qualidade de serviço. Mas Dispersar os

Leia mais

Capítulo 10 - Conceitos Básicos de Roteamento e de Sub-redes. Associação dos Instrutores NetAcademy - Julho de 2007 - Página

Capítulo 10 - Conceitos Básicos de Roteamento e de Sub-redes. Associação dos Instrutores NetAcademy - Julho de 2007 - Página Capítulo 10 - Conceitos Básicos de Roteamento e de Sub-redes 1 Protocolos Roteáveis e Roteados Protocolo roteado: permite que o roteador encaminhe dados entre nós de diferentes redes. Endereço de rede:

Leia mais

Exercícios de Redes de Computadores Assuntos abordados: Conceitos gerais Topologias Modelo de referência OSI Modelo TCP/IP Cabeamento 1.

Exercícios de Redes de Computadores Assuntos abordados: Conceitos gerais Topologias Modelo de referência OSI Modelo TCP/IP Cabeamento 1. Exercícios de Redes de Computadores Assuntos abordados: Conceitos gerais Topologias Modelo de referência OSI Modelo TCP/IP Cabeamento 1. (CODATA 2013) Em relação à classificação da forma de utilização

Leia mais

MPLS MultiProtocol Label Switching

MPLS MultiProtocol Label Switching MPLS MultiProtocol Label Switching Cenário Atual As novas aplicações que necessitam de recurso da rede são cada vez mais comuns Transmissão de TV na Internet Videoconferências Jogos on-line A popularização

Leia mais

Capítulo 11 - Camada de Transporte TCP/IP e de Aplicação. Associação dos Instrutores NetAcademy - Julho de 2007 - Página

Capítulo 11 - Camada de Transporte TCP/IP e de Aplicação. Associação dos Instrutores NetAcademy - Julho de 2007 - Página Capítulo 11 - Camada de Transporte TCP/IP e de Aplicação 1 Introdução à Camada de Transporte Camada de Transporte: transporta e regula o fluxo de informações da origem até o destino, de forma confiável.

Leia mais

Informática I. Aula 22. http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Aula 22-03/07/06 1

Informática I. Aula 22. http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Aula 22-03/07/06 1 Informática I Aula 22 http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Aula 22-03/07/06 1 Critério de Correção do Trabalho 1 Organização: 2,0 O trabalho está bem organizado e tem uma coerência lógica. Termos

Leia mais

Documento de Requisitos de Rede (DRP)

Documento de Requisitos de Rede (DRP) Documento de Requisitos de Rede (DRP) Versão 1.2 SysTrack - Grupo 1 1 Histórico de revisões do modelo Versão Data Autor Descrição 1.0 30/04/2011 João Ricardo Versão inicial 1.1 1/05/2011 André Ricardo

Leia mais

Tecnologia e Infraestrutura. Conceitos de Redes

Tecnologia e Infraestrutura. Conceitos de Redes Tecnologia e Infraestrutura Conceitos de Redes Agenda Introdução às Tecnologias de Redes: a) Conceitos de redes (LAN, MAN e WAN); b) Dispositivos (Hub, Switch e Roteador). Conceitos e tipos de Mídias de

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br - Aula 1- MODELO DE CAMADAS 1. INTRODUÇÃO A compreensão da arquitetura de redes de computadores envolve a compreensão do modelo de camadas. O desenvolvimento de uma arquitetura de redes é uma tarefa complexa,

Leia mais

24/03/2015. Prof. Marcel Santos Silva

24/03/2015. Prof. Marcel Santos Silva Prof. Marcel Santos Silva Embora os roteadores possam ser usados para segmentar os dispositivos de LAN, seu principal uso é como dispositivos de WAN. Os roteadores têm interfaces de LAN e WAN. As tecnologias

Leia mais

Introdução Fourth level à Tecnologia Cisco

Introdução Fourth level à Tecnologia Cisco Instituto Federal do Ceará IFCE Campus de Canindé Prof. DSc. Rodrigo Costa - rodrigo.costa@ifce.edu.br Introdução à Tecnologia Cisco Definições Básicas Mercado em Redes Componentes Básicos Funcionamento

Leia mais

Tópicos Especiais em Redes de Telecomunicações

Tópicos Especiais em Redes de Telecomunicações Tópicos Especiais em Redes de Telecomunicações Redes definidas por software e Computação em Nuvem Prof. Rodrigo de Souza Couto Informações Gerais Prof. Rodrigo de Souza Couto E-mail: rodsouzacouto@ieee.org

Leia mais

Centro Tecnológico de Eletroeletrônica César Rodrigues. Atividade Avaliativa

Centro Tecnológico de Eletroeletrônica César Rodrigues. Atividade Avaliativa 1ª Exercícios - REDES LAN/WAN INSTRUTOR: MODALIDADE: TÉCNICO APRENDIZAGEM DATA: Turma: VALOR (em pontos): NOTA: ALUNO (A): 1. Utilize 1 para assinalar os protocolos que são da CAMADA DE REDE e 2 para os

Leia mais

A camada de rede. A camada de rede. A camada de rede. 4.1 Introdução. 4.2 O que há dentro de um roteador

A camada de rede. A camada de rede. A camada de rede. 4.1 Introdução. 4.2 O que há dentro de um roteador Redes de computadores e a Internet Capitulo Capítulo A camada de rede.1 Introdução.2 O que há dentro de um roteador.3 IP: Protocolo da Internet Endereçamento IPv. Roteamento.5 Roteamento na Internet (Algoritmos

Leia mais

SISGEP SISTEMA GERENCIADOR PEDAGÓGICO

SISGEP SISTEMA GERENCIADOR PEDAGÓGICO FACSENAC SISTEMA GERENCIADOR PEDAGÓGICO Projeto Lógico de Rede Versão: 1.2 Data: 25/11/2011 Identificador do documento: Documento de Visão V. 1.7 Histórico de revisões Versão Data Autor Descrição 1.0 10/10/2011

Leia mais

Prof. Luís Rodolfo. Unidade III REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÃO

Prof. Luís Rodolfo. Unidade III REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÃO Prof. Luís Rodolfo Unidade III REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÃO Redes de computadores e telecomunicação Objetivos da Unidade III Apresentar as camadas de Transporte (Nível 4) e Rede (Nível 3) do

Leia mais

Técnico em Informática. Redes de Computadores 2ºE1/2ºE2

Técnico em Informática. Redes de Computadores 2ºE1/2ºE2 Técnico em Informática Redes de omputadores 2ºE1/2ºE2 SUMÁRIO 2.1 Introdução 2.2 Vantagens do Modelo de amadas 2.3 Modelo de inco amadas 2.4 Funções das amadas 2.5 Protocolos de Rede 2.6 Arquitetura de

Leia mais

Cap 01 - Conceitos Básicos de Rede (Kurose)

Cap 01 - Conceitos Básicos de Rede (Kurose) Cap 01 - Conceitos Básicos de Rede (Kurose) 1. Quais são os tipos de redes de computadores e qual a motivação para estudá-las separadamente? Lan (Local Area Networks) MANs(Metropolitan Area Networks) WANs(Wide

Leia mais

Aula 11 Comutação de pacotes. Prof. Dr. S. Motoyama

Aula 11 Comutação de pacotes. Prof. Dr. S. Motoyama Aula Comutação de pacotes Prof. Dr. S. Motoyama O Problema Como dois hosts que não estão diretamente conectados poderão se comunicar entre si? Algum dispositivo inteligente deve ser colocado entre os hosts

Leia mais

Interconexão de Redes

Interconexão de Redes Interconexão de Redes Romildo Martins Bezerra CEFET/BA Redes de Computadores II Introdução... 2 Repetidor... 2 Hub... 2 Bridges (pontes)... 3 Switches (camada 2)... 3 Conceito de VLANs... 3 Switches (camada

Leia mais

MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY SLOAN SCHOOL OF MANAGEMENT. Fatores Tecnológicos, Estratégicos e Organizacionais

MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY SLOAN SCHOOL OF MANAGEMENT. Fatores Tecnológicos, Estratégicos e Organizacionais MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY SLOAN SCHOOL OF MANAGEMENT 15.565 Integração de Sistemas de Informação: Fatores Tecnológicos, Estratégicos e Organizacionais 15.578 Sistemas de Informação Global:

Leia mais

Figura 1 Taxas de transmissão entre as redes

Figura 1 Taxas de transmissão entre as redes Conceitos de Redes Locais A função básica de uma rede local (LAN) é permitir a distribuição da informação e a automatização das funções de negócio de uma organização. As principais aplicações que requerem

Leia mais

Consulte a exposição. Qual declaração descreve corretamente como R1 irá determinar o melhor caminho para R2?

Consulte a exposição. Qual declaração descreve corretamente como R1 irá determinar o melhor caminho para R2? 1. Que duas declarações descrevem corretamente os conceitos de distância administrativa e métrica? (Escolha duas.) a) Distância administrativa refere-se a confiabilidade de uma determinada rota. b) Um

Leia mais

RCO2. LANs, MANs e WANs Visão geral

RCO2. LANs, MANs e WANs Visão geral RCO2 LANs, MANs e WANs Visão geral 1 LAN, MAN e WAN Classificação quanto a alcance, aplicação e tecnologias Distâncias: WAN: : distâncias arbitrariamente longas MAN: : distâncias médias (urbanas) LAN:

Leia mais

Service Oriented Architecture (SOA)

Service Oriented Architecture (SOA) São Paulo, 2011 Universidade Paulista (UNIP) Service Oriented Architecture (SOA) Prof. MSc. Vladimir Camelo vladimir.professor@gmail.com 04/09/11 vladimir.professor@gmail.com 1 04/09/11 vladimir.professor@gmail.com

Leia mais