Adoção de uma Nova Tecnologia para Desenvolvimento de Sistemas de Gestão Empresarial

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Adoção de uma Nova Tecnologia para Desenvolvimento de Sistemas de Gestão Empresarial"

Transcrição

1 Adoção de uma Nova Tecnologia para Desenvolvimento de Sistemas de Gestão Empresarial Autoria: Anderson Alves, Maria Alexandra Viegas Cortez da Cunha, Vinicio Alexandre Silveira Resumo Este é um estudo em uma grande empresa de base tecnológica, que passa por uma fase importante em sua estratégia de sustentabilidade tecnológica, a migração para uma nova linguagem de programação. O sucesso de tal fase da organização pode ser decisivo para a continuidade dos negócios da empresa. O estudo é feito sob o enfoque da avaliação de aspectos críticos da utilização e convívio com uma nova tecnologia no desenvolvimento de software de gestão empresarial. Utilizou-se como referencial teórico o Technology Acceptance Model (TAM) ou modelo para aceitação da tecnologia e o Technology Readiness Index - TRI ou prontidão para o uso da tecnologia. Com estes modelos, buscou-se estudar o processo de adoção da tecnologia Flex para o desenvolvimento de sistemas de gestão empresarial. Foi realizada uma pesquisa com desenvolvedores de software, sendo que parte deles desenvolve nesta nova tecnologia. Conclui-se que pela percepção dos desenvolvedores a tecnologia Flex é fácil de usar e com alta utilidade, portanto influenciando a intenção de uso dos desenvolvedores em continuar desenvolvendo na nova tecnologia. Há otimismo dos desenvolvedores em relação aos benefícios aos usuários dos sistemas em Flex, inclusive melhorando as vendas da empresa. Também há pouca eficiência no desenvolvimento na nova tecnologia, mas mesmo assim constatou-se segurança em assumir prazos. 1. Introdução Este artigo busca estudar a aceitação da tecnologia para produtos ou serviços inovadores. O caso é a adoção de uma nova tecnologia de programação de sistemas por desenvolvedores de uma grande empresa de base tecnológica no cenário nacional. Utilizou-se como referencial teórico o Technology Acceptance Model (TAM) ou modelo para aceitação da tecnologia, proposto por Davis (1986) e o Technology Readiness Index - TRI ou prontidão para o uso da tecnologia proposto por Parasuraman e Colby (2001). O modelo TAM destaca-se por apresentar dois constructos importantes para a aceitação da tecnologia: a utilidade percebida (perceived utility) e a facilidade de uso percebida (perceived ease-of-use). O modelo TRI se baseia na propensão dos indivíduos em adotarem novas tecnologias a partir de suas crenças e sentimentos representados em quatro dimensões: otimismo, inovatividade, desconforto e insegurança. Este estudo tem relevância teórica e prática. No campo teórico, como são aplicadas duas escalas (TAM e TRI) para avaliação de utilização da tecnologia, a proposta do estudo também é analisar as diversas facetas dos dois modelos, já que os construtos e os itens decorrentes são muitas vezes parecidos ou com a mesma aplicação. No campo da prática, grandes fusões das empresas de base tecnológica vêm ocorrendo no Brasil e no mundo. Em paralelo, as mudanças tecnológicas são freqüentes, e há desafios trazidos aos gestores e profissionais de TI para assimilarem estas mudanças e seguirem em frente com suas estratégias de desenvolvimento de novos sistemas, por vezes em ambientes de fusões empresariais. Novas tecnologias podem ser importantes aliados e o estudo do processo de novas tecnologias ganha relevância nos processos de mudanças. 1

2 2. Adoção de tecnologia Nas últimas décadas, percebe-se uma evolução constante e rápida da tecnologia. As pessoas estão sujeitas a um convívio obrigatório com esta evolução, que em determinada situações não traz beneficio para o seu usuário, ainda que traga para o negócio. Portanto, pesquisar sobre o processo de adoção de novas tecnologias é fundamental para compreender os fatores que influenciam o comportamento dos usuários. O processo de adoção de tecnologia é um assunto de sumo interesse da academia na área de Sistemas de Informação e Tecnologia da Informação. Diversos são os modelos ou teorias que vêm sendo aplicados a estudos com este escopo. Saccol (2005) elenca algumas das possibilidades de abordagem teórica, bem como alguns artigos seminais: a Teoria da Difusão da Inovação (ROGERS, 1962,1995); os modelos de Aceitação da Tecnologia da Informação (VENKATESH et al, 2003); a visão da Teoria Institucionalista sobre a adoção de tecnologia (SCOTT, 2001); o modelo Estruturacional de tecnologia, com trabalhos que relacionam a teoria da Estruturação com a área de TI nas empresas e especialmente aplicada ao processo de adoção de TI (ORLIKOWSKI; ROBEY, 1991); e a Teoria da Domesticação (SILVERSTONE; HADDON, 1996). Estes são modelos ou teorias bem referenciados e com reconhecida validade teórico-prática. A mesma autora faz uma descrição das contribuições de cada teoria e uma interessante análise crítica da sua aplicação, que aqui não foi reproduzida. Mas acredita-se que a descrição das contribuições de cada teoria pode levar pesquisadores a considerarem alternativas de frameworks teóricos a utilizar. Os trabalhos ancorados na Teoria da Difusão vêm sendo escritos há pelo menos quatro décadas. O trabalho de Rogers (1962, 1995) é importante, pois estabelece conceitos relativos à difusão de inovação, tais como o que é inovação, a adoção de inovação, inovatividade, entre outros, indicando os passos genéricos no processo de decisão pela inovação, tanto individual como na organização. Entre os modelos de aceitação de Tecnologia da Informação, o mais famoso é o modelo TAM (Technology Acceptance Model). Podem ainda ser elencados o TAM 2 (o modelo TAM expandido), o UTAUT (Unified Theory of Acceptance and Use of Technology), e nestes modelos inclui-se também o TRI (Technology Readiness Index). Saccol (2005), apesar de preferir outras aboradgens teóricas a estes modelos de aceitação de tecnologia, reconhece neles a oferta de importantes insights sobre elementos a considerar no processo de aceitação de tecnologia. A aplicação do modelo TAM e seus derivados serve como ferramenta de avaliação no desenvolvimento e implementação de sistemas de informação O modelo TAM tem sido aplicado há pelo menos duas décadas. No site da Association for Information Systems (http://www.aisnet.org ), o TAM e seus derivados são apontados como uma das cinco teorias mais utilizadas na área de Sistemas de informação (ver A contribuição da Teoria Institucional para o entendimento de uma nova tecnologia da informação é que são abordadas considerações individuais, mas também os elementos ambientais as pressões externas, de natureza técnica, econômica, social e cultural que têm que ser considerados, indo além da fronteira da organização. A Teoria Institucional indica que as decisões e ações na adoção da tecnologia podem ter por base critérios que são psicológicos e sociais, fornecendo aos pesquisadores uma visão ampliada do processo. A Teoria da Estruturação (vinda de Giddens) aplicada à área de Sistemas de Informação indica que o desenvolvimento e aplicação de TI nas organizações é um fenômeno social, e as conseqüências do uso da tecnologia nas organizações são produto tanto de dimensões sociais quanto materiais. Estudos no Brasil vêm propondo esta teoria em sistemas 2

3 de informação (Rodrigues, 2008) e, não sendo uma abordagem nova, representa interessantes desafios à forma de pensar a área, tal como a Teoria da Domesticação. A Teoria da Domesticação defende que as tecnologias são produtos sociais, com propriedades simbólicas, estéticas, materiais e funcionais. Ela não faz separação entre a etapa de desenho e de uso de uma nova tecnologia, ressalta os aspectos políticos de todo o processo (do desenho à aceitação) e se foca nos usuários como participantes ativos. Por isso, o nome de domesticação um processo transformativo em dois sentidos, tanto os usuários são afetados, como a tecnologia é domesticada aos padrões já conhecidos por esses usuários. Curiosamente, poucos são os trabalhos empíricos em Administração que tratam do estudo de aceitação de tecnologia em ambientes de desenvolvimento de sistemas. Acredita-se que esta também é uma contribuição interessante do presente texto. Ortodoxamente, escolheuse aqui estudar o fenômeno de adoção de tecnologia a partir do modelo TAM e TRI. Sabe-se que o posicionamento teórico de outras teorias, em trabalhos futuros, pode oferecer contribuições complementares às observações sobre o fenômeno aqui estudado. O modelo de aceitação da tecnologia (TAM) e o modelo de índice de prontidão a tecnologias (TRIM) são robustos e muito utilizados para compreender o processo de adoção de uma nova tecnologia. Na literatura, há inúmeros exemplos de utilização destes modelos, tal como a pesquisa realizada por Costa e Pires (2005) para avaliar a predisposição, uso e aceitação dos serviços de Internet e Internet Banking Modelo de Aceitação da Tecnologia (TAM Technology Acceptance Model) O modelo de Aceitação da Tecnologia (TAM) foi desenvolvido por Davis (1986) e pode ser considerada uma adaptação do modelo da teoria da ação racionalizada (TRA Theory of Reasoned Action) proposta na área de Psicologia Social (Fishbein e Ajzen, 1975; Ajzen e Fishbein, 1980), que indica que as percepções de uma pessoa formam suas atitudes sobre um determinado objeto e estas atitudes definem as intenções, modificando o comportamento do usuário. O modelo TAM, segundo Davis (1986), objetiva também explicar o comportamento dos usuários ao se depararem com as diversas tecnologias ligadas à informática, não somente prevendo, mas também explicando porque um sistema em particular pode ser aceito ou rejeitado, bem como fornecendo orientações para o seu aperfeiçoamento. O objetivo essencial do modelo é explicar o uso da tecnologia da informação pelos usuários, adotando uma relação causal baseada em: crenças e percepções, atitudes, intenções e comportamento de uso. Ele foi desenvolvido com o objetivo de mensurar os impactos por meio da avaliação de algumas variáveis essenciais. Conforme Davis (1989), o modelo TAM fundamenta-se em dois construtos principais ligados à crença, utilidade percebida e facilidade de uso percebida, conforme apresentado na figura 1. Os dois construtos são definidos da seguinte maneira: utilidade percebida: grau em que uma pessoa acredita que o uso de uma tecnologia particular pode melhorar o seu desempenho no trabalho. Esse fator é o resultado do agrupamento de itens como aumento de produtividade, capacidade de facilitar o trabalho, melhoria da qualidade do trabalho e utilidade geral; facilidade de uso percebida: grau em que uma pessoa acredita que o uso de uma tecnologia da informação será livre ou irá minimizar o esforço. Esse fator é o 3

4 resultado de agrupamento de itens como facilidade de aprendizagem e facilidade de uso. Utilidade Percebida Intenção de Uso Facilidade de uso Figura 1: Modelo TAM Fonte: Davis at al, 1998 O modelo TAM tem sido considerado um dos mais influentes para descrever a aceitação individual de sistemas de informação, tendo como resultado seu uso freqüente (LEE et al, 2003). No Brasil, este modelo também tem sido aplicado na análise de diferentes tecnologias (COSTA; PIRES, 2005) Índice de Prontidão para Tecnologia (TRI - Technology Readiness Index) O índice de prontidão para tecnologia (TRI), diz respeito à propensão dos indivíduos para adotar novas tecnologias. Portanto, é o estado resultante de condutores e inibidores mentais que, em conjunto, determinam a predisposição do indivíduo para interagir com produtos e serviços baseados em tecnologia (PARASURAMAN, 2000). Tais condutores e inibidores da adoção de tecnologia são refletidos, segundo Parasuraman e Colby (2001), por 4 diferentes dimensões que compõem o constructo em estudo, quais sejam: 1) Otimismo. É a dimensão que representa as visões positivas em relação à tecnologia e às crenças de que esta propicia aos indivíduos maior controle, flexibilidade e eficiência nas suas vidas. 2) Inovatividade. Representa uma tendência do indivíduo a ser pioneiro na adoção de tecnologia ou líder de opinião. 3) Desconforto. Denota a percepção de falta de controle sobre a tecnologia e o sentimento de ser oprimido por ela. 4) Insegurança. Denota desconfiança da tecnologia e ceticismo com relação às próprias habilidades em utilizá-la de forma apropriada. Na visão de Parasuraman e Colby (2001), otimismo e inovatividade constituiriam os condutores da prontidão para tecnologia, ou seja, indicariam fatores que motivam os indivíduos à adoção de novas tecnologias. As dimensões desconforto e insegurança constituiriam inibidores, isto é, representariam fatores que retardam ou impedem a adoção. As dimensões condutoras e inibidoras da prontidão para tecnologia atuam independentemente, de forma que uma pessoa pode apresentar qualquer combinação de motivações ou inibições. A prontidão geral para a tecnologia do consumidor é dada, portanto, pela combinação das quatro dimensões, e não apenas pela capacidade técnica do indivíduo ou rapidez com que adota uma nova tecnologia. Isto significa dizer que não se baseia somente na dimensão inovatividade, mas em elementos relacionados ao otimismo, desconforto, insegurança e 4

5 também inovatividade. De acordo com Parasuraman e Colby (2001), o TRI é formado por 4 fatores com 36 indicadores da prontidão para tecnologia. A partir do entendimento das dimensões constituintes da prontidão para tecnologia, um aspecto que deve ser considerado é a tipologia resultante do TRI. Tomando-se o modelo de 4 fatores proposto por Parasuraman e Colby (2001), é possível classificar os indivíduos em 5 tipos, assim denominados: exploradores, pioneiros, céticos, paranóicos e retardatários. O segmento dos exploradores, por exemplo, apresenta altos índices de prontidão para tecnologia, com altos escores nas dimensões condutoras da adoção, otimismo e inovatividade; e baixos escores nas dimensões inibidoras, desconforto e insegurança. O segmento dos pioneiros divide com os exploradores altos níveis de otimismo e inovatividade, mas, ao mesmo tempo, apresenta níveis também altos de desconforto e insegurança. O grupo dos céticos revela escores baixos em todas as dimensões. O grupo dos paranóicos apresenta altos níveis de otimismo, mas revela níveis igualmente altos nas dimensões inibidoras da adoção. Este grupo apresenta, ainda, baixo grau de inovatividade. Os retardatários representam o oposto dos exploradores, pois exibem baixos escores nas dimensões condutoras da adoção e altos escores nas dimensões inibidoras. Cada segmento, determinado por um padrão de crenças e sentimentos a respeito da tecnologia, também pode apresentar diferenças demográficas e psicográficas, mas é suficientemente distinto para auxiliar as empresas na busca do melhor gerenciamento da relação cliente-tecnologia e conseqüente customização das estratégias de tecnologia. Desta forma, indivíduos considerados paranóicos necessitam de garantias técnicas de funcionamento e segurança, enquanto o grupo dos céticos precisa ser convencido dos aspectos positivos do uso de tecnologia. A utilização da prontidão para tecnologia constitui uma medida das atitudes e crenças dos indivíduos em relação à tecnologia extremamente útil na predição de comportamentos de adoção, na identificação de tipos distintos de indivíduos, e na previsão mais acurada de comportamentos futuros de clientes e produtos. 3. Metodologia A pesquisa é do tipo descritiva e tem abordagem quantitativa. Quanto aos procedimentos, trata-se de pesquisa do tipo levantamento de dados por meio de questionário. Adotou-se, neste trabalho, uma abordagem investigativa acerca dos fatores influenciadores no processo de adoção de uma nova tecnologia. Os dados para a pesquisa foram coletados através de um questionário estruturado. O questionário foi construído a partir de Costa e Pires (2005), com adaptações. Ele foi formulado de maneira que cada variável independente constituísse um constructo dos modelos TAM e TRI, ao qual o respondente indicaria seu nível de concordância ou discordância em um dos cinco pontos da escala Likert. O questionário foi pré-testado em pequena escala junto a uma amostra de 4 desenvolvedores, sendo dois que utilizam a tecnologia Flex e dois desenvolvedores que não utilizam. O tempo médio de resposta foi de 20 minutos. Realizado o pré-teste, iniciou-se a coleta dos dados por meio da aplicação do questionário, no mês de agosto de Foram definidos como amostra 28 desenvolvedores, sendo que 13 utilizam a nova tecnologia. Os dados coletados serviram de base para a elaboração de um banco de dados no software SPSS (Statistical Package for the Social Science). Para a análise dos dados foram utilizadas as seguintes ferramentas estatísticas: análise fatorial e análise de confiabilidade. A análise descritiva do banco de dados foi feita inicialmente utilizando-se médias e distribuição de freqüência das variáveis. Para Malhotra 5

6 (2001), a utilização dessa técnica deve ser preliminar na pesquisa, por descrever a análise básica dos dados, e permitir uma investigação preliminar do comportamento dos dados, e sua adequação à aplicação de técnicas estatísticas mais avançadas Modelo de Mensuração O primeiro grupo de hipóteses a ser testado é em relação ao próprio modelo de aceitação de tecnologia aplicado para os desenvolvedores na tecnologia Flex. Conforme figura 2: H1: A facilidade de uso percebida pelos desenvolvedores de sistema na tecnologia Flex influencia a utilidade percebida pelos mesmos. H2: A utilidade percebida influencia a intenção dos desenvolvedores de sistema na tecnologia Flex em continuar usando-a. H3: A facilidade de uso percebida influencia a intenção dos desenvolvedores de sistema na tecnologia Flex em continuar usando-a. Tendo em vista uma primeira avaliação do índice de prontidão à tecnologia em relação ao serviço de conteúdo tecnológico que serviu de base a esta pesquisa, propõe-se um grupo de testes cujo objetivo é verificar se há diferenciação, considerando os fatores TRI, entre desenvolvedores em geral e os desenvolvedores Flex. Esta avaliação se justifica levando-se em conta o perfil diferenciado dos desenvolvedores que confiam na tecnologia Flex para desenvolvimento de sistemas. Abordando este questionamento sobre os fatores TRI como elementos diferenciadores de desenvolvedores e não desenvolvedores na tecnologia, conforme a figura 2 propõe-se as seguintes hipóteses: H4: O fator otimismo é definido como uma visão positiva da tecnologia e uma crença de que ela oferece um maior controle, flexibilidade e eficiência na vida dos desenvolvedores, é um elemento diferenciador entre desenvolvedores Flex e progress. H5: O fator inovatividade é definido como uma tendência de ser um pioneiro no uso de tecnologia, um líder, ou formador de opinião, é um elemento diferenciador entre desenvolvedores Flex e Progress. H6: O fator desconforto é definido como uma percepção de falta de controle sobre a tecnologia e um sentimento de estar sendo pressionado ou oprimido por ela, é um elemento diferenciador entre desenvolvedores Flex e Progress. H7: O fator insegurança é definido como uma desconfiança da tecnologia e ceticismo com as próprias habilidades para utilizá-la adequadamente, é um elemento diferenciador entre desenvolvedores Flex e Progress. 4. O caso em estudo a Datasul e a tecnologia Flex 4.1. A Datasul e o contexto de negócios A Datasul incorporada recentemente pela empresa TOTVS, é uma multinacional de capital brasileiro, sediada em Joinville, no estado de Santa Catarina. Foi pioneira no desenvolvimento e comercialização de soluções integradas de softwares de gestão empresarial, tem 30 anos de presença no mercado e uma carteira de mais de seis mil clientes. Os softwares desenvolvidos pela Datasul destinam-se a automatizar e gerenciar processos empresariais, tais como finanças, recursos humanos, logística e manufatura. 6

7 O relato a seguir foca-se em alguns marcos históricos da vida da empresa. Pretende-se mostrar que, ao longo do tempo, as alterações tecnológicas no desenvolvimento dos produtos foram relacionadas a desafios de negócio. Fundada em 1978 por Miguel Abuhab, para assessorar empresas do setor industrial na implantação de centros de processamentos de dados, a companhia se estabeleceu como uma das primeiras no fornecimento de softwares de automatização de sistemas empresariais no país. Em 1986, a Datasul apostou na consolidação dos PCs como ferramenta de gestão empresarial e desenvolveu o primeiro software integrado de gestão administrativa e de controle de produção para microcomputadores em linguagem de terceira geração COBOL. A Datasul adotou uma linguagem de quarta-geração em 1988, que trouxe mais produtividade no desenvolvimento de sistemas. No ano seguinte lança o Magnus, um sistema aplicativo integrado para gestão empresarial escrito em linguagem de quarta geração e com gerenciador de banco de dados relacional. Com a abertura do mercado de informática nos anos noventa, chegam ao país os gigantes SAP e ORACLE trazendo novidades na interface do usuário GUI Graphic User Interface. Em 1998, num cenário de aumento de competição, para colocar em prática os seus planos de expansão e de desenvolvimento de novos softwares e atualização tecnológica, a empresa obteve o aporte de recursos de fundos de investimento estadunidenses, que permaneceram no negócio até meados de Neste ano, a empresa lança o Datasul EMS, continuando com a mesma linguagem de programação de quarta-geração, mas aplicando recursos gráficos (GUI), saindo da arquitetura procedural para a interface orientada a eventos. Como parte de suas estratégias para manter o crescimento, em 1999 implantou um modelo de franquias para o desenvolvimento e a venda de seus softwares e transformou centenas de colaboradores da companhia em novos empreendedores. Com o desenvolvimento de módulos não mais centralizado, surge a necessidade de prover ciclo de vidas distintos para as áreas de negócios, e começou-se a separação da camada de negócio da interface e a componentização dos módulos. Dois anos mais tarde, iniciam-se esforços para escolha de uma nova plataforma de desenvolvimento e a plataforma.net é considerada como a mais adequada para o desenvolvimento de novos produtos. É desenvolvido uma solução de Business Intelligence em.net. Contudo, a Microsoft entra no mercado de ERP, e a escolha da plataforma.net poderia vir a se tornar uma ameaça pelo poder de barganha da Microsoft. Com a visão que poderia ficar refém do concorrente, a Datasul optou por iniciar esforços na linguagem JAVA visando o desenvolvimento da nova versão do seu ERP. Em 2005, a Datasul concluiu a primeira versão de um novo framework para desenvolvimento de seus sistemas, o Datasul Framework. A partir desse framework, utiliza Adobe Flex para camada de interface RIA (Rich Internet Applications), JavaEE (Enterprise Edition) para a camada de negócios, OERA (OpenEdge Reference Architecture) para integração com o ERP em Progress. OERA é uma arquitetura de programação para separação da interface de usuário, lógica de negócio e acesso aos dados em camadas, facilitando a integração com outros sistemas, além de tornar a aplicação mais flexível e com maior escalabilidade. Em a empresa decidiu abrir o capital e negociar suas ações no Novo Mercado da Bovespa, como forma de capitalizar a empresa para pôr em ação seu plano de crescimento por aquisições. Em maio de 2008, anuncia o lançamento do Datasul By You, alguns módulos do ERP desenvolvido com o Datasul Framework, integrados ao legado, um investimento aproximado 7

8 de 4 milhões de reais. Dois meses depois, é anunciada a incorporação da empresa pela TOTVS, numa operação com valor aproximado de 700 milhões de reais, formando a maior empresa de softwares de gestão empresarial do Brasil, e uma das maiores do mundo. Apesar de já ter lançado produto comercial nesta plataforma, o Datasul framework ainda não está disseminado em toda a organização. Nesse framework, como já descrito, são componentes o Adobe Flex e Adobe Flex Builder para construção de aplicações RIA O Contexto tecnológico Adobe Flex, Adobe Flex Builder e aplicações RIA O Adobe Flex é um framework multi-plataforma para desenvolvimento de aplicações RIA - Rich Internet Application, ou seja, sites mais interativos e visualmente sofisticados. O Flex foi lançado pela Macromedia em Depois da empresa ter sido adquirida pela Adobe em 2005, o produto foi rebatizado como Adobe Flex. Ele permite que as empresas criem aplicativos multimídia personalizados, mudando a forma como as pessoas interagem com a Web. O framework usa uma linguagem de marcação (MXML) que é baseada no XML para definir a interface da aplicação. Portanto, o Flex utiliza um modelo de programação padrão muito semelhante ao XML, conhecido por profissionais desenvolvedores. RIA (Rich Internet Application) é uma aplicação Web que contém características e funcionalidades de uma aplicação desktop tradicional. Tipicamente, uma aplicação RIA transfere a necessidade de processamento do cliente (numa arquitetura cliente-servidor) para o navegador, mas mantém o processamento mais pesado no servidor de aplicação. O Adobe Flex Builder é uma IDE - Integrated Development Environment, um ambiente integrado para desenvolvimento de software usado para o desenvolvimento de RIAs. Utilizando o Flex Builder, os desenvolvedores podem criar rapidamente uma lógica avançada no lado do cliente para promover a integração com XML, serviços da Web ou Flex Data Services. Com ferramentas sofisticadas de design e layout, os projetistas de interface de usuário também podem criar interfaces de aplicativos mais elaboradas e fáceis de usar, com layout e funcionalidade personalizados. 4.3 Análises dos dados Considerando que o questionário foi aplicado com uma escala já testada, aplicaram-se diretamente as análises fatoriais confirmatórias utilizando os constructos originais. A confiabilidade de coerência interna dos constructos mostra-se boa, segundo Hair (2007), uma vez que os coeficientes alfa de Cronbach dos fatores estão todos acima de 0,7, ou seja, todos os fatores mostraram validade convergente aceitável, conforme apresentado na tabela 1. Tabela 1 Alfa de Cronbach TAM TRI Constructo Alfa Constructo Alfa Utilidade Percebida 0,784 Otimismo 0,765 Facilidade de Uso 0,708 Inovatividade 0,716 Intenção de Uso 0,744 Desconforto 0,712 Insegurança 0,792 Fonte: pesquisa dos autores Para avaliar a diferença entre os desenvolvedores que utilizam e não utilizam Flex foi realizada a análise de variância (ANOVA) conforme apresentado na tabela 2. Observou-se que não existe uma diferença significativa de percepção dos constructos do TRI entre os desenvolvedores que utilizam e os que não utilizam a tecnologia Flex. 8

9 Tabela 2 Anova dos Fatores TRI - Médias TRI-Otimisto TRI-Inovatividade Usa Flex Sim Não Usa Flex Sim Não Média Média F Sig. Média Média F Sig. TRIOTI30 3,2308 3,4667 1,6680 0,2079 TRIINO39 3,6154 3,0000 4,0154 0,0556 TRIOTI31 3,5385 3,6000 0,0462 0,8314 TRIINO40 3,0000 2,9333 0,0901 0,7665 TRIOTI32 3,2308 3,1333 0,1712 0,6824 TRIINO41 3,0769 3,0000 0,1548 0,6972 TRIOTI33 3,3077 3,4667 0,3155 0,5791 TRIINO42 3,4615 3,3333 0,3475 0,5606 TRIOTI34 3,6923 4,0000 0,8254 0,3720 TRIINO43 4,1538 3,4667 5,5430 0,0264 TRIOTI35 3,6154 3,7333 0,1573 0,6949 TRIINO44 4,1538 3,8000 0,9410 0,3410 TRIOTI36 4,6154 4,3333 1,1607 0,2912 TRIINO45 3,4615 3,2667 0,8422 0,3672 TRIOTI37 4,2308 4,0667 0,2828 0,5994 TRIINO46 3,4615 3,2667 0,3410 0,5643 TRIOTI38 4,1538 4,1333 0,0044 0,9478 TRIINO47 3,9231 3,3333 4,4174 0,0454 TRI-Insegurança TRI-Desconforto Usa Flex Sim Não Usa Flex Sim Não Média Média F Sig. Média Média F Sig. TRIINS57 3,4615 3,4667 0,0000 0,9870 TRIDES48 2,6923 2,8667 0,2685 0,6087 TRIINS58 3,3077 3,2000 0,1880 0,6680 TRIDES49 2,8462 2,6667 0,3882 0,5387 TRIINS59 3,6154 3,6667 0,0290 0,8660 TRIDES50 3,0769 3,0667 0,0008 0,9777 TRIINS60 3,9231 3,6000 0,9210 0,3460 TRIDES51 2,5385 2,7333 0,3786 0,5437 TRIINS61 2,6923 2,6667 0,0060 0,9390 TRIDES52 2,1538 2,4000 0,5687 0,4576 TRIINS62 4,2308 4,0667 0,1930 0,6640 TRIDES53 3,0769 3,1333 0,0188 0,8920 TRIINS63 3,7692 3,5333 0,5030 0,4850 TRIDES54 2,5385 2,3333 0,3705 0,5480 TRIINS64 4,3077 4,2667 0,0170 0,8970 TRIDES55 3,0769 2,7333 0,9780 0,3318 TRIINS65 3,8462 3,1333 6,8530 0,0150 TRIDES56 3,0769 3,1333 0,0346 0,8539 Fonte: pesquisa dos autores Segundo Hair (2007) a analise fatorial tem como objetivo analisar a inter-relação entre as variáveis (perguntas) e o constructo, definindo um conjunto de dimensões latentes comuns, chamadas de fatores. Sendo assim, buscando identificar os fatores que explicam os constructos do TAM e TRI, aplicou-se a análise da estatística descritiva e a análise fatorial sobre os termos do questionário respondido pelos desenvolvedores TAM - Facilidade de Uso Neste estudo foi possível constatar que as respostas as questões 17, 20 e 24 ligadas ao constructo FACILIDADE DE USO tiveram maior significância. Utilizou-se da estatística descritiva nas respostas destas questões para concluir que 61,5% dos desenvolvedores mostraram-se totalmente indiferentes sobre a afirmação que a tecnologia Flex é fácil de usar, 38,5% indicaram concordar totalmente sobre a facilidade de uso. Em relação à afirmativa Usar tecnologia Flex é minha forma preferida de desenvolver, 38,4% mostraram-se indiferentes, 38,5% concordam totalmente e 23,08% discordam. Na afirmativa a tecnologia Flex permite que desenvolva com maior facilidade, 23,1 % afirmaram concordar totalmente e 61,5 são indiferentes. Portanto pode-se concluir que na percepção dos desenvolvedores a tecnologia Flex é Fácil de usar. Foram realizadas análises fatoriais sobre as respostas de questionário utilizado para medir o constructo FACILIDADE DE USO. Observou-se que o KMO ficou abaixo de 0,5. Em seguida verificou-se na matriz de correlação anti-image que a resposta à questão 19 era a 9

10 de menor significância. Portanto repetiu-se análise fatorial retirando a questão 19, foi constatado uma melhora no KMO apresentando 0,529. Contudo ao analisar a correlação antiimage observou-se que a resposta da questão 18 também apresentou baixa significância. Após retirar a resposta da questão 18, observou-se que o KMO aumentou para 0,67 e a correlação anti-image apresentou boa significância para as respostas das questões 17, 20 e 24. A questão 19 refere-se à necessidade de suporte para o uso da tecnologia FLEX, e a questão 18 refere-se à facilidade de aprendizado da nova tecnologia. Diante da análise fatorial, pode-se concluir que pela percepção dos desenvolvedores da empresa analisada, a facilidade de aprendizado e a necessidade de suporte não explicam o constructo FACILIDADE DE USO, portanto a facilidade de aprendizado da nova tecnologia ou a necessidade de suporte não significam que o desenvolvedor aumentará a percepção de FACILIDADE DE USO da tecnologia TAM - Utilidade Percebida Ao efetuar a análise descritiva nas respostas às questões ligadas ao constructo UTILIDADE PERCEBIDA, foi possível observar que 61,53% concordam totalmente com a afirmativa Para mim os benefícios de usar a tecnologia são fáceis de perceber. 46,2% concordam totalmente sobre a afirmativa que De uma forma geral a tecnologia Flex é muito útil para o trabalho. Sobre a afirmativa As vantagens da tecnologia Flex são maiores que as desvantagens em usá-la, 30,8% dos desenvolvedores concordam totalmente. 69,2% dos respondentes se mostraram indiferentes. Sobre a afirmativa que A tecnologia Flex oferece mais recursos para o desenvolvimento dos meus programas 69,2 concordam totalmente. Portanto conclui-se que pela percepção dos desenvolvedores há benefícios e utilidade na tecnologia FLEX. A análise fatorial sobre o constructo UTILIDADE PERCEBIDA apresentou um KMO de 0,512, contudo ao se verificar a correlação anti-image, observou-se que as respostas da questão 16 apresentaram baixa significância. Ao retirá-la foi possível verificar aumento do KMO para 0,565 e boa significância para as respostas das questões 15,22,23,25. Portanto, sobre a percepção dos desenvolvedores a busca de outra tecnologia ao deparar-se com uma dificuldade na nova tecnologia, conforme descrito na questão 16, não explica a UTILIDADE PERCEBIDA da tecnologia FLEX TAM - Intenção de Uso Aplicando-se a estatística descritiva sobre às respostas ligadas ao constructo INTENÇÃO DE USO, pode-se observar que 38,5 % dos respondentes discordaram totalmente da afirmativa que Usar tecnologia Flex me deixa com mais tempo livre para realizar outras atividades, 53,9% concordam totalmente sobre a afirmativa Estou sempre disposto a utilizar a tecnologia Flex para novos desenvolvimentos 30,8% se mostraram indiferentes, 53,8% discordam totalmente da afirmativa Estou sempre disposto a dar informações e sugestões para o aperfeiçoamento do framework Flex para melhorar o desenvolvimento dos meus programas, 46,15% se mostraram indiferentes. 92,4% concordaram totalmente sobre a afirmativa Eu pretendo utilizar a tecnologia Flex nos próximos projetos. Conclui-se, através destes fatores, que a intenção de uso pelos desenvolvedores da tecnologia Flex é alta. Realizou-se a análise fatorial das respostas das questões ligadas a INTENÇÃO DE USO e constatou-se um KMO de 0,710, contudo as respostas da questão 29 apresentaram 10

11 baixa significância. Ao retirá-las da análise, constou-se um KMO de 0,736 e uma boa significância para as demais respostas. Portanto, na percepção dos desenvolvedores as respostas da questão 29 que constava que todos os novos projetos de desenvolvimento poderiam utilizar a tecnologia Flex, não explicam a INTENÇÃO DE USO TRI - Otimismo A estatística descritiva aplicada às respostas as questões ligadas ao constructo OTIMISMO que apresentaram significância mostrou que 71,4% dos respondentes são indiferentes para a afirmativa A tecnologia Flex faz com que você fique mais eficiente nas suas atividades profissionais, 21,5% discordaram totalmente e 7,1% concordaram totalmente, 64,3% dos respondentes mostraram-se indiferentes pela afirmativa Você acha que as novas tecnologias difíceis e por isso são estimulantes, 32,1% discordaram totalmente e 3,6% concordaram totalmente. 46,4% discordam totalmente que As novas tecnologias lhe oferecem uma maior flexibilidade no desenvolvimento, 32,1% concordam totalmente e 21,4% mostraram-se indiferentes. 50% dos respondentes mostraram-se indiferentes na afirmativa que Aprender sobre a tecnologia Flex pode ser tão recompensador quanto à própria tecnologia e os outros 50% concordam totalmente, sobre a afirmativa Você acredita que a tecnologia Flex vai trazer novos benefícios para o usuário final 89,2% concordaram totalmente. 75% dos respondentes concordam totalmente com a afirmativa Você acredita que a tecnologia Flex torna o sistema mais aceito pelo mercado. Conclui-se que os respondentes estão otimistas em relação aos benefícios aos usuários e ao aumento das vendas das soluções desenvolvidas na nova tecnologia, mas menos otimistas em relação à eficiência no desenvolvimento. Ao aplicar a análise fatorial sobre as respostas das questões ligadas ao constructo OTIMISMO, observou-se um KMO de 0,436, sendo que as respostas que apresentaram baixas significância foram as questões 30 e 31. Sendo assim, retiraram-se estas questões e foi possível observar um aumento do KMO para 0,640, constatou-se que as questões restantes apresentaram boa significância. Portanto, segundo a percepção dos desenvolvedores, conforme descrito na questão 30, desenvolver sistemas em uma nova tecnologia é mais conveniente, e você prefere utilizar a mais avançada tecnologia disponível descrito na questão 31, não apresentam correlação com o constructo OTIMISMO TRI - Inovatividade Foram efetuadas análises estatísticas descritivas sobre as respostas as questões ligadas a INOVATIVIDADE. Em geral, foi possível observar que os respondentes mostraram-se indiferentes em relação às afirmativas ligadas ao constructo. A análise fatorial sobre o constructo inovatividade, apresentou um KMO de 0,545, observou-se que as questões 46, 42, 40, 41 apresentaram baixa significância. Ao retirá-las uma a uma das análises fatoriais, constatou-se que as questões restantes apresentaram boa significância. Portanto, segundo a percepção dos respondentes, as questões a seguir não explicam o constructo INOVATIVIDADE: (46) seus amigos estão aprendendo mais sobre novas tecnologias do que você, (42) em geral você está entre os primeiros do seu grupo de amigos a adquirir uma nova tecnologia, (40) normalmente você consegue assimilar produtos e serviços de novas tecnologias sem a ajuda de outras pessoas e (41) você prefere utilizar novos recursos tecnológicos no desenvolvimento de sistemas do que os templates padrões. 11

12 TRI - Desconforto As análises estatísticas descritivas sobre as questões ligadas a DESCONFORTO em geral mostraram que os respondentes são indiferentes às afirmativas ligadas ao desconforto. Nas análises fatoriais, foi possível observar um KMO de 0,496 no construto DESCONFORTO. Observou-se um que as respostas das questões 55, 48, 50 apresentaram baixa significância. Ao retirá-las, observou-se que as demais questões apresentaram boa significância. Portanto, segundo a percepção dos respondentes, as respostas as questões: (55) os manuais de produtos e serviços de alta tecnologia não são escritos em linguagem comum, (48) Novas tecnologias tornam muito fácil para o governo e as empresas espionarem as pessoas (50) Os serviços de ajuda ao usuário (por telefone ou na internet) não são úteis porque não conseguem explicar as coisas em termos compreensíveis, não explicam o constructo DESCONFORTO TRI - Insegurança A estatística descritiva aplicada sobre ao constructo INSEGURANÇA em geral mostraram que os respondentes são indiferentes às afirmativas. Contudo, vale remarcar que 82,14% são totalmente contrários ou indiferentes a afirmativa de Você não se sente seguro em assumir prazo em projetos que utilizam novas tecnologias. Pode-se concluir que os respondentes sentem-se seguros em assumir prazos mesmo utilizando a nova tecnologia. Ao aplicar a análise fatorial sobre as repostas das questões ligadas ao constructo INSEGURANÇA, constatou-se um KMO de 0,630. No entanto, as repostas das questões 62 e 64 apresentaram baixas significância. Sendo assim, retiraram-se estas questões e foi possível constatar um novo KMO de 0,780 e observou-se que as questões restantes apresentaram boa significância. Portanto, conforme a percepção dos desenvolvedores, a questão que indica se todos os desenvolvimentos nas novas tecnologias devem ou não ser auditado por especialistas e a questão que indica se para a utilização de novas tecnologias é necessário um tempo maior ou não para o aprendizado, não representam o constructo INSEGURANÇA. 5. Considerações Finais Este estudo buscou avaliar o processo de adoção da tecnologia Flex para o desenvolvimento de sistemas de gestão empresarial, por meio dos modelos TAM e TRI. Analisando-se as respostas as questões que explicam as diversas facetas do modelo TAM, pode-se extrair a percepção dos desenvolvedores respondentes que a tecnologia é fácil de usar, observou-se que houve influencia ao constructo utilidade percebida, pois foi possível observar um alto índice de aceitação deste constructo. Constatou-se que a utilidade percebida e a facilidade de uso influenciam a intenção dos desenvolvedores de sistema na tecnologia Flex em continuar usando-a. Verificou-se que os desenvolvedores vêem utilidade e têm alto índice de intenção de uso da tecnologia Flex. Pode-se concluir pelo modelo TRI, que o fator otimismo foi externado pelos desenvolvedores como uma visão positiva da tecnologia e seus benefícios para os clientes e para o aumento de vendas, contudo com baixa eficiência no processo de desenvolvimento. O fator inovatividade é definido como uma tendência de ser um pioneiro no uso de tecnologia, um líder, ou formador de opinião. É um elemento diferenciador entre desenvolvedores Flex e Progress. Pode-se concluir que este fator não se destacou perante os respondentes, que se mostraram indiferentes perante a inovatividade. 12

13 Constatou-se uma indiferença pelos respondentes sobre o fator desconforto. Eles não se sentem com falta ou com controle sobre a tecnologia e nem possuem um sentimento de estar ou não sendo pressionados ou oprimidos pela tecnologia. Os respondentes foram indiferentes sobre o fator insegurança, contudo mostraram-se seguros em assumir prazos em projetos que utilizam uma nova tecnologia mostrando confiança da tecnologia e baixo ceticismo com as próprias habilidades para utilizá-la. Pela percepção dos desenvolvedores pode-se concluir que a tecnologia Flex é fácil de usar e com alta utilidade, portanto influenciando a intenção de uso dos desenvolvedores em continuar desenvolvendo na nova tecnologia. Há otimismo dos desenvolvedores em relação aos benefícios aos usuários dos sistemas em Flex, inclusive melhorando as vendas da empresa. Ainda pela percepção dos desenvolvedores, há pouca eficiência no desenvolvimento na nova tecnologia, mas mesmo assim constatou-se segurança em assumir prazos. Referências AJZEN, I., FISHBEIN, M., Understanding Attitudes and Predicting Social Behavior, Englewood Cliffs, NJ, Prentice-Hall, COSTA F., B. A.; PIRES, P. J. Avaliação dos fatores relacionados na formação do índice de prontidão à tecnologia, como antecedentes do modelo TAM (Technology Acceptance Model). XXIX ENANPAD.Anpad: Bahia, DAVIS, F. D., Perceived Usefulness, Perceived Ease of Use, and User Acceptance of Information Technology, MIS Quarterly, 13, p , DAVIS, F. D., Bagozzi, R. P., Warshaw P. R., User Acceptance of Computer Technology: A Comparison of two Theoretical Models. Management Science, 35(8), p , FISHBEIN, M.AJZEN, I., Attitude, Intention and Behavior: An Introduction to Theory and Research, Reading, Addison-Wesley, MA, HAIR, Joseph et al., Análise Multivariada de Dados. 5. ed. trad. Porto Alegre: Bookman, LEE, Y. et al. The technology Acceptance Model: Past, Present, and Future. Communications of the Association of Information System, Volume 12, Article 50, December MALHOTRA, N.K., Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. Porto Alegre: Bookman, ORLIKOWSKI, Wanda; BAROUDI, J. Studying Information Technology in Organizations: research approaches and assumptions. Information Systems Research, vol. 2, no. 01, March PARASURAMAN, A. Technology readiness index (TRI): a multiple-item scale to mesure readiness to embrace new technologies. Journal of service research: may, Vol. 2 p

14 RODRIGUES, E. M. T., Construção Social de Sistemas de Informação no Setor Bancário: fatores influentes e tipos de uso emergentes. In Anais do XXXII ENANPAD. Rio de Janeiro: ANAPD, ROGERS, E. M., Diffusion of Innovations. 4a.ed. New York: Free Press, 1995, 518 p. SACCOL, A. Z., A Teoria da Hospitalidade e o Processo de Adoção de Tecnologias da informação Móveis e Sem Fio, Tese (Doutorado em Administração), Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo. SCOTT, W. R., Institutions and organizations. 2a. ed. Thousand Oaks: Sage, 2001, 253 p. SILVERSTONE, R, HADDON, L., Design and the domestication of Information and Communications Technologies: technical change and everyday life. In: SILVERSTONE, Roger; MANSELL, Robin (editores). Communications by design: the politics of Information and Communications Technologies. Oxford: Oxford University Press, VENKATESH, V.; MORRIS, M. DAVIS, Gordon B.; DAVIS, F., User acceptance of information technology: toward a unified view. MIS Quartely, vol. 27, no. 3, p , September

Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS. Prof. Roberto Marcello

Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS. Prof. Roberto Marcello Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Prof. Roberto Marcello SI Sistemas de gestão A Gestão dos Sistemas Integrados é uma forma organizada e sistemática de buscar a melhoria de resultados.

Leia mais

Aula 2: RIA - Aplicações Ricas para Internet Fonte: Plano de Aula Oficial da Disciplina

Aula 2: RIA - Aplicações Ricas para Internet Fonte: Plano de Aula Oficial da Disciplina Programação para Internet Rica 1 Aula 2: RIA - Aplicações Ricas para Internet Fonte: Plano de Aula Oficial da Disciplina Objetivo: Identificar as principais características de uma Aplicação Internet Rica.

Leia mais

Tecnologia da Informação. Sistema Integrado de Gestão ERP ERP

Tecnologia da Informação. Sistema Integrado de Gestão ERP ERP Tecnologia da Informação. Sistema Integrado de Gestão ERP Prof: Edson Thizon ethizon@gmail.com O que é TI? TI no mundo dos negócios Sistemas de Informações Gerenciais Informações Operacionais Informações

Leia mais

Sistema Integrado de Gestão ERP. Prof: Edson Thizon ethizon@gmail.com

Sistema Integrado de Gestão ERP. Prof: Edson Thizon ethizon@gmail.com Sistema Integrado de Gestão ERP Prof: Edson Thizon ethizon@gmail.com Tecnologia da Informação. O que é TI? TI no mundo dos negócios Sistemas de Informações Gerenciais Informações Operacionais Informações

Leia mais

Alinhamento Estratégico. A importância do alinhamento entre a TI e o Negócio e o método proposto pelo framework do CobiT 4.1

Alinhamento Estratégico. A importância do alinhamento entre a TI e o Negócio e o método proposto pelo framework do CobiT 4.1 Conhecimento em Tecnologia da Informação Alinhamento Estratégico A importância do alinhamento entre a TI e o Negócio e o método proposto pelo framework do CobiT 4.1 2010 Bridge Consulting Apresentação

Leia mais

INTEGRE Diversas fontes de informações em uma interface intuitiva que exibe exatamente o que você precisa

INTEGRE Diversas fontes de informações em uma interface intuitiva que exibe exatamente o que você precisa INTEGRE Diversas fontes de informações em uma interface intuitiva que exibe exatamente o que você precisa ACESSE Informações corporativas a partir de qualquer ponto de Internet baseado na configuração

Leia mais

Material de Apoio. Sistema de Informação Gerencial (SIG)

Material de Apoio. Sistema de Informação Gerencial (SIG) Sistema de Informação Gerencial (SIG) Material de Apoio Os Sistemas de Informação Gerencial (SIG) são sistemas ou processos que fornecem as informações necessárias para gerenciar com eficácia as organizações.

Leia mais

ERP: Pacote Pronto versus Solução in house

ERP: Pacote Pronto versus Solução in house ERP: Pacote Pronto versus Solução in house Introdução Com a disseminação da utilidade e dos ganhos em se informatizar e integrar os diversos departamentos de uma empresa com o uso de um ERP, algumas empresas

Leia mais

Sistemas Integrados de Gestão Empresarial

Sistemas Integrados de Gestão Empresarial Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Administração Tecnologia e Sistemas de Informação - 05 Prof. Jorge Cavalcanti jorge.cavalcanti@univasf.edu.br www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti

Leia mais

4. Tendências em Gestão de Pessoas

4. Tendências em Gestão de Pessoas 4. Tendências em Gestão de Pessoas Em 2012, Gerenciar Talentos continuará sendo uma das prioridades da maioria das empresas. Mudanças nas estratégias, necessidades de novas competências, pressões nos custos

Leia mais

E t n erpr p ise R sou o r u ce Pl P ann n i n ng Implant nt ç a ã ç o ã de de S ist s e t m e a a E RP

E t n erpr p ise R sou o r u ce Pl P ann n i n ng Implant nt ç a ã ç o ã de de S ist s e t m e a a E RP Enterprise Resource Planning Implantação de Sistema ERP Jorge Moreira jmoreirajr@hotmail.com Conceito Os ERP s (Enterprise Resource Planning) são softwares que permitem a existência de um sistema de informação

Leia mais

ITIL V3 GUIA DE MELHORES PRÁTICAS EM GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS

ITIL V3 GUIA DE MELHORES PRÁTICAS EM GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS ITIL V3 GUIA DE MELHORES PRÁTICAS EM GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO ITIL V3 1.1. Introdução ao gerenciamento de serviços. Devemos ressaltar que nos últimos anos, muitos profissionais da

Leia mais

Tecnologia e Sistemas de Informações ERP e CRM

Tecnologia e Sistemas de Informações ERP e CRM Universidade Federal do Vale do São Francisco Tecnologia e Sistemas de Informações ERP e CRM Prof. Ricardo Argenton Ramos Aula 6 ERP Enterprise Resource Planning Sistemas Integrados de Gestão Empresarial

Leia mais

Estratégias de Pesquisa

Estratégias de Pesquisa Estratégias de Pesquisa Ricardo de Almeida Falbo Metodologia de Pesquisa Departamento de Informática Universidade Federal do Espírito Santo Agenda Survey Design e Criação Estudo de Caso Pesquisa Ação Experimento

Leia mais

SISTEMAS INTEGRADOS P o r f.. E d E uar a d r o Oli l v i e v i e r i a

SISTEMAS INTEGRADOS P o r f.. E d E uar a d r o Oli l v i e v i e r i a SISTEMAS INTEGRADOS Prof. Eduardo Oliveira Bibliografia adotada: COLANGELO FILHO, Lúcio. Implantação de Sistemas ERP. São Paulo: Atlas, 2001. ISBN: 8522429936 LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Sistemas

Leia mais

O que é o Virto ERP? Onde sua empresa quer chegar? Apresentação. Modelo de funcionamento

O que é o Virto ERP? Onde sua empresa quer chegar? Apresentação. Modelo de funcionamento HOME O QUE É TOUR MÓDULOS POR QUE SOMOS DIFERENTES METODOLOGIA CLIENTES DÚVIDAS PREÇOS FALE CONOSCO Suporte Sou Cliente Onde sua empresa quer chegar? Sistemas de gestão precisam ajudar sua empresa a atingir

Leia mais

Mídias sociais como apoio aos negócios B2C

Mídias sociais como apoio aos negócios B2C Mídias sociais como apoio aos negócios B2C A tecnologia e a informação caminham paralelas à globalização. No mercado atual é simples interagir, aproximar pessoas, expandir e aperfeiçoar os negócios dentro

Leia mais

Introdução sobre Implantação de Sistema ERP em Pequenas Empresas. Prof Valderi R. Q. Leithardt

Introdução sobre Implantação de Sistema ERP em Pequenas Empresas. Prof Valderi R. Q. Leithardt Introdução sobre Implantação de Sistema ERP em Pequenas Empresas Prof Valderi R. Q. Leithardt Objetivo Esta apresentação tem por objetivo mostrar tanto os benefícios como as dificuldades da implantação

Leia mais

http://www.microsoft.com/pt-br/case/details.aspx...

http://www.microsoft.com/pt-br/case/details.aspx... Casos de Sucesso A Cyrela está completamente focada no pós-venda e a utilização do Microsoft Dynamics 2011 só reflete mais um passo importante na busca pela qualidade do atendimento ao cliente Roberto

Leia mais

Adobe Flex. Cainã Fuck dos Santos Thiago Vieira Puluceno Jonathan Kuntz Fornari Gustavo Nascimento Costa

Adobe Flex. Cainã Fuck dos Santos Thiago Vieira Puluceno Jonathan Kuntz Fornari Gustavo Nascimento Costa Adobe Flex Cainã Fuck dos Santos Thiago Vieira Puluceno Jonathan Kuntz Fornari Gustavo Nascimento Costa O que é Flex? Estrutura de Código aberto para a criação de aplicativos Web Utiliza o runtime do Adobe

Leia mais

Módulo 15 Resumo. Módulo I Cultura da Informação

Módulo 15 Resumo. Módulo I Cultura da Informação Módulo 15 Resumo Neste módulo vamos dar uma explanação geral sobre os pontos que foram trabalhados ao longo desta disciplina. Os pontos abordados nesta disciplina foram: Fundamentos teóricos de sistemas

Leia mais

DISCIPLINA ENGENHARIA DE SOFTWARE Aula 03 Processo Unificado e Desenvolvimento Ágil. Profª Esp.: Maysa de Moura Gonzaga

DISCIPLINA ENGENHARIA DE SOFTWARE Aula 03 Processo Unificado e Desenvolvimento Ágil. Profª Esp.: Maysa de Moura Gonzaga DISCIPLINA ENGENHARIA DE SOFTWARE Aula 03 Processo Unificado e Desenvolvimento Ágil Profª Esp.: Maysa de Moura Gonzaga 2º Semestre / 2011 O Processo Unificado dos autores Ivar Jacobson, Grady Booch e James

Leia mais

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Engenharia de Software Orientada a Serviços (SOA)

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Engenharia de Software Orientada a Serviços (SOA) Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Engenharia de Software Orientada a Serviços (SOA) Apresentação O programa de Pós-graduação Lato Sensu em Engenharia de Software Orientada a Serviços

Leia mais

CBA. Comércio Internacional PÚBLICO-ALVO COMPLEMENTAÇÃO ACADÊMICA MATERIAL DIDÁTICO. Internacional. Comércio

CBA. Comércio Internacional PÚBLICO-ALVO COMPLEMENTAÇÃO ACADÊMICA MATERIAL DIDÁTICO. Internacional. Comércio CBA Comércio Internacional Comércio Internacional A intensidade das relações comerciais e produtivas das empresas no atual contexto econômico tem exigido das empresas um melhor entendimento da complexidade

Leia mais

Bem-vindo à apresentação do SAP Business One.

Bem-vindo à apresentação do SAP Business One. Bem-vindo à apresentação do SAP Business One. Neste tópico, responderemos à pergunta: O que é o Business One? Definiremos o SAP Business One e discutiremos as opções e as plataformas disponíveis para executar

Leia mais

COMPETÊNCIAS PARA A EMPREGABILIDADE NAS ORGANIZAÇÕES

COMPETÊNCIAS PARA A EMPREGABILIDADE NAS ORGANIZAÇÕES t COMPETÊNCIAS PARA A EMPREGABILIDADE NAS ORGANIZAÇÕES Joaquim Domingos Maciel Faculdade Sumaré joaquim.mackim@gmail.com RESUMO: Este artigo pretende alertar estudantes e profissionais para a compreensão

Leia mais

ERP Enterprise Resource Planning

ERP Enterprise Resource Planning ERP Enterprise Resource Planning Sistemas Integrados de Gestão Evolução dos SI s CRM OPERACIONAL TÁTICO OPERACIONAL ESTRATÉGICO TÁTICO ESTRATÉGICO OPERACIONAL TÁTICO ESTRATÉGICO SIT SIG SAE SAD ES EIS

Leia mais

CobiT 4.01 OBJETIVOS DE CONTROLE PARA INFORMAÇÃO E TECNOLOGIAS RELACIONADAS

CobiT 4.01 OBJETIVOS DE CONTROLE PARA INFORMAÇÃO E TECNOLOGIAS RELACIONADAS CobiT 4.01 OBJETIVOS DE CONTROLE PARA INFORMAÇÃO E TECNOLOGIAS RELACIONADAS METODOLOGIA DE AUDITORIA PARA AVALIAÇÃO DE CONTROLES E CUMPRIMENTO DE PROCESSOS DE TI NARDON, NASI AUDITORES E CONSULTORES CobiT

Leia mais

INTRODUÇÃO A PORTAIS CORPORATIVOS

INTRODUÇÃO A PORTAIS CORPORATIVOS INTRODUÇÃO A PORTAIS CORPORATIVOS Conectt i3 Portais Corporativos Há cinco anos, as empresas vêm apostando em Intranet. Hoje estão na terceira geração, a mais interativa de todas. Souvenir Zalla Revista

Leia mais

3 METODOLOGIA DA PESQUISA

3 METODOLOGIA DA PESQUISA 3 METODOLOGIA DA PESQUISA O objetivo principal deste estudo, conforme mencionado anteriormente, é identificar, por meio da percepção de consultores, os fatores críticos de sucesso para a implementação

Leia mais

DESENVOLVENDO APLICAÇÃO UTILIZANDO JAVA SERVER FACES

DESENVOLVENDO APLICAÇÃO UTILIZANDO JAVA SERVER FACES DESENVOLVENDO APLICAÇÃO UTILIZANDO JAVA SERVER FACES Alexandre Egleilton Araújo, Jaime Willian Dias Universidade Paranaense (Unipar) Paranavaí PR Brasil araujo.ale01@gmail.com, jaime@unipar.br Resumo.

Leia mais

O que significa esta sigla?

O que significa esta sigla? CRM Para refletir... Só há duas fontes de vantagem competitiva. A capacidade de aprender mais sobre nossos clientes, mais rápido que o nosso concorrente e a capacidade de transformar este conhecimento

Leia mais

Engª de Produção Prof.: Jesiel Brito. Sistemas Integrados de Produção ERP. Enterprise Resources Planning

Engª de Produção Prof.: Jesiel Brito. Sistemas Integrados de Produção ERP. Enterprise Resources Planning ERP Enterprise Resources Planning A Era da Informação - TI GRI Information Resource Management -Informação Modo organizado do conhecimento para ser usado na gestão das empresas. - Sistemas de informação

Leia mais

Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report

Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report Avaliação de: Sr. Antônio Modelo Preparada por: Consultor Caliper exemplo@caliper.com.br Data: Página 1 Perfil Caliper de Especialistas The Inner

Leia mais

Sistemas de Informação

Sistemas de Informação Sistemas de Informação Curso: Gestão de TI - UNIP Disciplina: Sistemas de Informação Professor: Shie Yoen Fang Agosto/2011 1 Aula 2 Revisão Apresentação da ementa Trabalho opcional Conceitos gerais de

Leia mais

Unidade IV SISTEMAS DE INFORMAÇÃO. Prof. Daniel Arthur Gennari Junior

Unidade IV SISTEMAS DE INFORMAÇÃO. Prof. Daniel Arthur Gennari Junior Unidade IV SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Prof. Daniel Arthur Gennari Junior Sobre esta aula Sistema de informação nos negócios Sistemas de informação no apoio ao processo de tomada de decisão Sistemas colaborativos

Leia mais

EXPERIÊNCIA DE USO DE ARQUITETURA CORPORATIVA NO PROJETO DE RES

EXPERIÊNCIA DE USO DE ARQUITETURA CORPORATIVA NO PROJETO DE RES EXPERIÊNCIA DE USO DE ARQUITETURA CORPORATIVA NO PROJETO DE RES Rigoleta Dutra Mediano Dias 1, Lívia Aparecida de Oliveira Souza 2 1, 2 CASNAV, MARINHA DO BRASIL, MINISTÉRIO DA DEFESA, BRASIL Resumo: Este

Leia mais

FIB - FACULDADES INTEGRADAS DE BAURU CURSO DE PÓS - GRADUAÇÃO LATO SENSU

FIB - FACULDADES INTEGRADAS DE BAURU CURSO DE PÓS - GRADUAÇÃO LATO SENSU FIB - FACULDADES INTEGRADAS DE BAURU CURSO DE PÓS - GRADUAÇÃO LATO SENSU GESTÃO INTEGRADA: PESSOAS E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO TURMA V E EIXOS TEMÁTICOS PARA A MONOGRAFIA FINAL Professor Ms. Carlos Henrique

Leia mais

RETORNO EM EDUCAÇÃO CORPORATIVA DEVE SER MENSURADO

RETORNO EM EDUCAÇÃO CORPORATIVA DEVE SER MENSURADO RETORNO EM EDUCAÇÃO CORPORATIVA DEVE SER MENSURADO Apesar de as empresas brasileiras estarem despertando para o valor das ações de educação corporativa em prol dos seus negócios, muitos gestores ainda

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO 2º.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO 2º. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO 2º. SEMESTRE 2015 DISCIPLINA: Pesquisa Quantitativa com Análise de Dados PROFESSOR:

Leia mais

SISTEMAS E GESTÃO DE RECURSOS ERP E CRM. Prof. André Aparecido da Silva Disponível em: http://www.oxnar.com.br/2015/unitec

SISTEMAS E GESTÃO DE RECURSOS ERP E CRM. Prof. André Aparecido da Silva Disponível em: http://www.oxnar.com.br/2015/unitec SISTEMAS E GESTÃO DE RECURSOS ERP E CRM Prof. André Aparecido da Silva Disponível em: http://www.oxnar.com.br/2015/unitec Teoria geral do Sistemas O Sistema é um conjunto de partes interagentes e interdependentes

Leia mais

INTRODUÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO PRIMEFACES MOBILE EM APLICAÇÕES JSF

INTRODUÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO PRIMEFACES MOBILE EM APLICAÇÕES JSF INTRODUÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO PRIMEFACES MOBILE EM APLICAÇÕES JSF Guilherme Macedo, Jaime Willian Dias Universidade Paranaense (Unipar) Paranavaí PR Brasil guilhermemacedo28@gmail.com, jaime@unipar.br Resumo.

Leia mais

Lívia Jordão. Marcos Kalinowski. livia.jordao@ice.ufjf.br. kalinowski@ice.ufjf.br

Lívia Jordão. Marcos Kalinowski. livia.jordao@ice.ufjf.br. kalinowski@ice.ufjf.br Lívia Jordão livia.jordao@ice.ufjf.br Marcos Kalinowski kalinowski@ice.ufjf.br Introdução MPS-SV e Serviços de Desenvolvimento Survey: Aplicabilidade do MPS-SV à Serviços de Desenvolvimento Planejamento

Leia mais

Palestra: Entrerprise Resource Planning - ERP

Palestra: Entrerprise Resource Planning - ERP Palestra: Entrerprise Resource Planning - ERP Ricardo Vilarim Formado em Administração de Empresas e MBA em Finanças Corporativas pela UFPE, Especialização em Gestão de Projetos pelo PMI-RJ/FIRJAN. Conceito

Leia mais

5 Conclusões 5.1. Conclusões e implicações

5 Conclusões 5.1. Conclusões e implicações 5 Conclusões 5.1. Conclusões e implicações O presente trabalho tem caráter descritivo-exploratório e portanto não tem o intuito de se chegar a conclusões definitivas, sendo sua principal contribuição a

Leia mais

PMBOK e Cobit - Uma Experiência na Reformulação de Sistemas em Angola Marcelo Etcheverry Torres,PMP,Cobit)

PMBOK e Cobit - Uma Experiência na Reformulação de Sistemas em Angola Marcelo Etcheverry Torres,PMP,Cobit) PMBOK e Cobit - Uma Experiência na Reformulação de Sistemas em Angola Marcelo Etcheverry Torres,PMP,Cobit) Agenda A palestra Angola Cliente O projeto Usando o PMBOK Usando o Cobit Lições Aprendidas Conclusão

Leia mais

DSI é o processo cujo objetivo é introduzir mudanças num sistema de informação, com objetivo de melhorar o seu desempenho.

DSI é o processo cujo objetivo é introduzir mudanças num sistema de informação, com objetivo de melhorar o seu desempenho. - DSI DSI é o processo cujo objetivo é introduzir mudanças num sistema de informação, com objetivo de melhorar o seu desempenho. Preocupação: Problema técnicos Mudança na natureza e conteúdo do trabalho

Leia mais

FIGURA 1: Capacidade de processos e maturidade Fonte: McCormack et al., 2003, 47p. Maturidade SCM Foco SCM. Inter-organizacional. Alta.

FIGURA 1: Capacidade de processos e maturidade Fonte: McCormack et al., 2003, 47p. Maturidade SCM Foco SCM. Inter-organizacional. Alta. Pesquisa IMAM/CEPEAD descreve os níveis de maturidade dos logísticos de empresas associadas Marcos Paulo Valadares de Oliveira e Dr. Marcelo Bronzo Ladeira O Grupo IMAM, em conjunto com o Centro de Pós-Graduação

Leia mais

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 1 2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Fundamentos da Vantagem Estratégica ou competitiva Os sistemas de informação devem ser vistos como algo mais do que um conjunto de tecnologias que apoiam

Leia mais

ACOMPANHAMENTO GERENCIAL SANKHYA

ACOMPANHAMENTO GERENCIAL SANKHYA MANUAL DE VISITA DE ACOMPANHAMENTO GERENCIAL SANKHYA Material exclusivo para uso interno. O QUE LEVA UMA EMPRESA OU GERENTE A INVESTIR EM UM ERP? Implantar um ERP exige tempo, dinheiro e envolve diversos

Leia mais

Tecnologia da Informação

Tecnologia da Informação UNIDADE XI Sistema De Apoio à Gestão Empresarial Professor : Hiarly Alves www.har-ti.com Fortaleza - 2014 Tópicos Conceitos de software de gestão administrativas Principais softwares de gestão do mercado

Leia mais

TÍTULO: COMERCIO ELETRÔNICO (E-COMMERCE) CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO

TÍTULO: COMERCIO ELETRÔNICO (E-COMMERCE) CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO TÍTULO: COMERCIO ELETRÔNICO (E-COMMERCE) CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE AURIFLAMA AUTOR(ES): EBERSON EVANDRO DA SILVA GUNDIN, PAULO

Leia mais

PROGRAMAÇÃO PARA INTERNET RICA RICH INTERNET APPLICATIONS

PROGRAMAÇÃO PARA INTERNET RICA RICH INTERNET APPLICATIONS PROGRAMAÇÃO PARA INTERNET RICA RICH INTERNET APPLICATIONS Prof. Dr. Daniel Caetano 2012-1 Objetivos Apresentar o que é uma Aplicação Rica para Internet Contextualizar tais aplicações na Web e os desafios

Leia mais

Uma Análise da Confiabilidade da Aplicação de um Questionário na Equipe de TI de uma Instituição de Saúde

Uma Análise da Confiabilidade da Aplicação de um Questionário na Equipe de TI de uma Instituição de Saúde Uma Análise da Confiabilidade da Aplicação de um Questionário na Equipe de TI de uma Instituição de Saúde Aluna: Karina Aparecida da Cruz Pinto Orientadora: Ms. Maria Ludovina Aparecida Quintans Sistemas

Leia mais

Gestão da Inovação no Contexto Brasileiro. Hugo Tadeu e Hérica Righi 2014

Gestão da Inovação no Contexto Brasileiro. Hugo Tadeu e Hérica Righi 2014 Gestão da Inovação no Contexto Brasileiro Hugo Tadeu e Hérica Righi 2014 INTRODUÇÃO Sobre o Relatório O relatório anual é uma avaliação do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da FDC sobre as práticas

Leia mais

CONCLUSÕES. Conclusões 413

CONCLUSÕES. Conclusões 413 CONCLUSÕES Conclusões 413 Conclusões 414 Conclusões 415 CONCLUSÕES I - Objectivos do trabalho e resultados obtidos O trabalho realizado teve como objecto de estudo a marca corporativa e a investigação

Leia mais

Ferramentas unificadas de SOA alinham negócios e TI IDG Research aponta grandes ganhos potenciais a partir de uma solução integrada

Ferramentas unificadas de SOA alinham negócios e TI IDG Research aponta grandes ganhos potenciais a partir de uma solução integrada Insight completo sobre IDG/Oracle Relatório de pesquisa de SOA Ferramentas unificadas de SOA alinham negócios e TI IDG Research aponta grandes ganhos potenciais a partir de uma solução integrada Alinhamento

Leia mais

3 Metodologia. 3.1 Tipo de Pesquisa

3 Metodologia. 3.1 Tipo de Pesquisa 3 Metodologia Neste capítulo é descrita a metodologia da presente pesquisa, abordandose o tipo de pesquisa realizada, os critérios para a seleção dos sujeitos, os procedimentos para a coleta, o tratamento

Leia mais

Com esta tecnologia Microsoft, a PHC desenvolveu toda a parte de regras de negócio, acesso a dados e manutenção do sistema.

Com esta tecnologia Microsoft, a PHC desenvolveu toda a parte de regras de negócio, acesso a dados e manutenção do sistema. Caso de Sucesso Microsoft Canal de Compras Online da PHC sustenta Aumento de 40% de Utilizadores Registados na Área de Retalho Sumário País: Portugal Industria: Software Perfil do Cliente A PHC Software

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM EMPRESAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL DE MÉDIO PORTE NO BRASIL. Elisabete Maria de Freitas Arquiteta

Leia mais

Inteligência em. redes sociais. corporativas. Como usar as redes internas de forma estratégica

Inteligência em. redes sociais. corporativas. Como usar as redes internas de forma estratégica Inteligência em redes sociais corporativas Como usar as redes internas de forma estratégica Índice 1 Introdução 2 Por que uma rede social corporativa é um instrumento estratégico 3 Seis maneiras de usar

Leia mais

Cobit e ITIL. Cobit. Planejamento e organização; Aquisição e implementação; Entrega e suporte; Monitoração.

Cobit e ITIL. Cobit. Planejamento e organização; Aquisição e implementação; Entrega e suporte; Monitoração. Cobit e ITIL GOVERNANÇA, GP - RISCO, GP PROJETOS - PMP, SEGURANÇA DAIANA BUENO OUTUBRO 20, 2010 AT 8:00 3.496 visualizações Atualmente, as empresas estão com seus processos internos cada vez mais dependentes

Leia mais

Em colaboração com: GESTÃO DE EMPRESAS E NEGÓCIOS LEIRIA 2015 SETEMBRO E OUTUBRO. www.aese.pt/gen

Em colaboração com: GESTÃO DE EMPRESAS E NEGÓCIOS LEIRIA 2015 SETEMBRO E OUTUBRO. www.aese.pt/gen Em colaboração com: GESTÃO DE EMPRESAS E NEGÓCIOS GEN LEIRIA 2015 SETEMBRO E OUTUBRO www.aese.pt/gen BEM-VINDO AO GEN É com muito gosto que lhe apresentamos o GEN, criado pela AESE, numa perspetiva de

Leia mais

CBA. Comércio Internacional PÚBLICO-ALVO COMPLEMENTAÇÃO ACADÊMICA MATERIAL DIDÁTICO. Internacional. Comércio

CBA. Comércio Internacional PÚBLICO-ALVO COMPLEMENTAÇÃO ACADÊMICA MATERIAL DIDÁTICO. Internacional. Comércio CBA Comércio Internacional Comércio Internacional A intensidade das relações comerciais e produtivas das empresas no atual contexto econômico tem exigido das empresas um melhor entendimento da complexidade

Leia mais

Grupo Seres Adota CA Cloud Service Management para Automatizar e Gerenciar Chamados de Service Desk

Grupo Seres Adota CA Cloud Service Management para Automatizar e Gerenciar Chamados de Service Desk CUSTOMER SUCCESS STORY Abril 2014 Grupo Seres Adota CA Cloud Service Management para Automatizar e Gerenciar Chamados de Service Desk PERFIL DO CLIENTE Indústria: Consultoria Empresa: Grupo Seres Colaboradores:

Leia mais

ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI)

ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI) ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI) APARECIDA DE GOIÂNIA 2014 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Áreas de processo por

Leia mais

UMA ABORDAGEM COMPARATIVA ENTRE AS LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO JAVA E C#

UMA ABORDAGEM COMPARATIVA ENTRE AS LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO JAVA E C# UMA ABORDAGEM COMPARATIVA ENTRE AS LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO JAVA E C# Robson Bartelli¹, Wyllian Fressatti¹. ¹Universidade Paranaense (Unipar) Paranavaí PR Brasil robson_lpbartelli@yahoo.com.br,wyllian@unipar.br

Leia mais

Sistemas de Informação James A. O Brien Editora Saraiva Capítulo 5

Sistemas de Informação James A. O Brien Editora Saraiva Capítulo 5 Para entender bancos de dados, é útil ter em mente que os elementos de dados que os compõem são divididos em níveis hierárquicos. Esses elementos de dados lógicos constituem os conceitos de dados básicos

Leia mais

Sistema de Informação Gerencial (SIG)

Sistema de Informação Gerencial (SIG) Sistema de Informação Gerencial (SIG) Os Sistemas de Informação Gerencial (SIG) são sistemas ou processos que fornecem as informações necessárias para gerenciar com eficácia as organizações. Um SIG gera

Leia mais

SISTEMAS INTEGRADOS DE GESTÃO. Requisitos e Diretrizes para a Integração de Sistemas de Gestão PAS 99:2012

SISTEMAS INTEGRADOS DE GESTÃO. Requisitos e Diretrizes para a Integração de Sistemas de Gestão PAS 99:2012 Risk Tecnologia Coleção Risk Tecnologia SISTEMAS INTEGRADOS DE GESTÃO Requisitos e Diretrizes para a Integração de Sistemas de Gestão PAS 99:2012 Aplicável às Atuais e Futuras Normas ISO 9001, ISO 14001,

Leia mais

Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores. Trabalho Interdisciplinar Semestral. 3º semestre - 2012.1

Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores. Trabalho Interdisciplinar Semestral. 3º semestre - 2012.1 Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores Trabalho Interdisciplinar Semestral 3º semestre - 2012.1 Trabalho Semestral 3º Semestre Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores Apresentação

Leia mais

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ANÁLISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ANÁLISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ANÁLISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS ALEXANDRE PRADO BARBOSA RELATÓRIO DE ESTÁGIO Ponta Grossa 2012 ALEXANDRE PRADO BARBOSA Relatório

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE TECNOLOGIA AULA 06 PROFª BRUNO CALEGARO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE TECNOLOGIA AULA 06 PROFª BRUNO CALEGARO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE TECNOLOGIA AULA 06 PROFª BRUNO CALEGARO Santa Maria, 27 de Setembro de 2013. Revisão aula anterior Desenvolvimento Ágil de Software Desenvolvimento e entrega

Leia mais

Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software

Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE Curso Técnico em Informática ENGENHARIA DE SOFTWARE Prof.: Clayton Maciel Costa clayton.maciel@ifrn.edu.br Clayton Maciel Costa

Leia mais

CLIMA ORGANIZACIONAL- O CASO DO POSTO DE COMBUSTÍVEIS BRASIL MASTER, GUARAPUAVA/PR

CLIMA ORGANIZACIONAL- O CASO DO POSTO DE COMBUSTÍVEIS BRASIL MASTER, GUARAPUAVA/PR CLIMA ORGANIZACIONAL- O CASO DO POSTO DE COMBUSTÍVEIS BRASIL MASTER, GUARAPUAVA/PR Emanuel Rosetti (UNICENTRO), Aline Cionek (UNICENTRO), Roseli de Oliveira Machado (Orientadora), e-mail: roseli_machado@yahoo.com

Leia mais

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Business Intelligence (BI)

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Business Intelligence (BI) Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Business Intelligence (BI) Apresentação O programa de Pós-graduação Lato Sensu em Business Intelligence Inteligência Competitiva tem por fornecer conhecimento

Leia mais

CAPITULO 4 A ARQUITETURA LÓGICA PARA O AMBIENTE

CAPITULO 4 A ARQUITETURA LÓGICA PARA O AMBIENTE CAPITULO 4 A ARQUITETURA LÓGICA PARA O AMBIENTE A proposta para o ambiente apresentada neste trabalho é baseada no conjunto de requisitos levantados no capítulo anterior. Este levantamento, sugere uma

Leia mais

Pesquisa sobre Iniciativas em BPM

Pesquisa sobre Iniciativas em BPM Pesquisa sobre Iniciativas em BPM Apresentação...2 1. Perfil dos Participantes da Pesquisa...3 2. Como as organizações estão adotando o BPM... 4 2.1. Como as organizações entendem o conceito de BPM?...

Leia mais

Módulo 07 Gestão de Conhecimento

Módulo 07 Gestão de Conhecimento Módulo 07 Gestão de Conhecimento Por ser uma disciplina considerada nova dentro do campo da administração, a gestão de conhecimento ainda hoje tem várias definições e percepções, como mostro a seguir:

Leia mais

FEMSA Gerencia mais de 80 mil Tickets Mensais de TI, Finanças e RH com CA Service Desk Manager

FEMSA Gerencia mais de 80 mil Tickets Mensais de TI, Finanças e RH com CA Service Desk Manager CUSTOMER SUCCESS STORY Julho 2013 FEMSA Gerencia mais de 80 mil Tickets Mensais de TI, Finanças e RH com CA Service Desk Manager PERFIL DO CLIENTE Indústria: Bebidas Companhia: FEMSA Funcionários: +177

Leia mais

Engenharia de Requisitos

Engenharia de Requisitos Engenharia de Requisitos Conteúdo Definição Questionamentos Típicos Visão Geral Ciclo de Vida dos Requisitos Síntese dos Objetivos Gerência de Mudança Identificação de Requisitos Classificação de Requisitos

Leia mais

Wesley Vaz, MSc., CISA

Wesley Vaz, MSc., CISA Wesley Vaz, MSc., CISA Objetivos Ao final da palestra, os participantes deverão ser capazes de: Identificar e compreender os princípios do Cobit 5; Identificar e conhecer as características dos elementos

Leia mais

Documentação da Pesquisa de Satisfação Sistemas de TI 2010

Documentação da Pesquisa de Satisfação Sistemas de TI 2010 Assunto : Análise quantitativa referente à Pesquisa de Satisfação com os Sistemas de Tecnologia da Informação - TRT10-2010. 1. Introdução 1.1. O objetivo deste trabalho é documentar a análise quantitativa

Leia mais

Pós Graduação Engenharia de Software

Pós Graduação Engenharia de Software Pós Graduação Engenharia de Software Ana Candida Natali COPPE/UFRJ Programa de Engenharia de Sistemas e Computação FAPEC / FAT Estrutura do Módulo Parte 1 QUALIDADE DE SOFTWARE PROCESSO Introdução: desenvolvimento

Leia mais

ERP. Enterprise Resource Planning. Planejamento de recursos empresariais

ERP. Enterprise Resource Planning. Planejamento de recursos empresariais ERP Enterprise Resource Planning Planejamento de recursos empresariais O que é ERP Os ERPs em termos gerais, são uma plataforma de software desenvolvida para integrar os diversos departamentos de uma empresa,

Leia mais

Gnatus inova e simplifica gestão com SAP Business Suite powered by SAP HANA

Gnatus inova e simplifica gestão com SAP Business Suite powered by SAP HANA Gnatus inova e simplifica gestão com SAP Business Suite powered by SAP HANA A Gnatus é uma importante fabricante de equipamentos odontológicos e precisava sustentar seu crescimento em um ambiente de alta

Leia mais

Influência do Treinamento de Usuários na Aceitação de Sistemas ERP no Brasil. Autoria: André Luiz Matos Rodrigues da Silva, Donaldo de Souza Dias

Influência do Treinamento de Usuários na Aceitação de Sistemas ERP no Brasil. Autoria: André Luiz Matos Rodrigues da Silva, Donaldo de Souza Dias Influência do Treinamento de Usuários na Aceitação de Sistemas ERP no Brasil Autoria: André Luiz Matos Rodrigues da Silva, Donaldo de Souza Dias Resumo: Esta pesquisa examina a influência do treinamento

Leia mais

MBA Gestão de Mercados ementas 2015/2

MBA Gestão de Mercados ementas 2015/2 MBA Gestão de Mercados ementas 2015/2 Análise de Tendências e Inovação Estratégica Levar o aluno a compreender os conceitos e as ferramentas de inteligência preditiva e inovação estratégica. Analisar dentro

Leia mais

Pesquisa com Professores de Escolas e com Alunos da Graduação em Matemática

Pesquisa com Professores de Escolas e com Alunos da Graduação em Matemática Pesquisa com Professores de Escolas e com Alunos da Graduação em Matemática Rene Baltazar Introdução Serão abordados, neste trabalho, significados e características de Professor Pesquisador e as conseqüências,

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CONCEITOS

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CONCEITOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CONCEITOS 1. Sabe-se que o conceito de Sistema de Informação envolve uma série de sistemas informatizados com diferentes características e aplicações, os quais, porém, têm em comum

Leia mais

INOVANDO UM PROCESSO DE SERVIÇOS DE TI COM AS BOAS PRÁTICAS DO ITIL E USO DE BPMS

INOVANDO UM PROCESSO DE SERVIÇOS DE TI COM AS BOAS PRÁTICAS DO ITIL E USO DE BPMS INOVANDO UM PROCESSO DE SERVIÇOS DE TI COM AS BOAS PRÁTICAS DO ITIL E USO DE BPMS Cilene Loisa Assmann (UNISC) cilenea@unisc.br Este estudo de caso tem como objetivo trazer a experiência de implantação

Leia mais

Sistemas de Informação I

Sistemas de Informação I + Sistemas de Informação I Dimensões de análise dos SI Ricardo de Sousa Britto rbritto@ufpi.edu.br + Introdução n Os sistemas de informação são combinações das formas de trabalho, informações, pessoas

Leia mais

Introdução. Gestão do Conhecimento GC

Introdução. Gestão do Conhecimento GC Introdução A tecnologia da informação tem um aspecto muito peculiar quanto aos seus resultados, uma vez que a simples disponibilização dos recursos computacionais (banco de dados, sistemas de ERP, CRM,

Leia mais

Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software

Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software [...] O que é a Qualidade? A qualidade é uma característica intrínseca e multifacetada de um produto (BASILI, et al, 1991; TAUSWORTHE, 1995).

Leia mais

Proposta de Avaliação de Empresas para o uso do SAAS

Proposta de Avaliação de Empresas para o uso do SAAS 1 INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PÓS-GRADUAÇÃO Gestão e Tecnologia da Informação/ IFTI 1402 Turma 25 09 de abril de 2015 Proposta de Avaliação de Empresas para o uso do SAAS Raphael Henrique Duarte

Leia mais

CLOUD COMPUTING: COMPARANDO COMO O MUNDO ONLINE PODE SUBSTITUIR OS SERVIÇOS TRADICIONAIS

CLOUD COMPUTING: COMPARANDO COMO O MUNDO ONLINE PODE SUBSTITUIR OS SERVIÇOS TRADICIONAIS CLOUD COMPUTING: COMPARANDO COMO O MUNDO ONLINE PODE SUBSTITUIR OS SERVIÇOS TRADICIONAIS João Antônio Bezerra Rodrigues¹, Claudete Werner¹, Gabriel Costa Silva² ¹Universidade Paranaense (Unipar) Paranavaí

Leia mais

Análise da vantagem de adoção e uso de sistemas ERP código aberto em relação aos sistemas ERP código fechado

Análise da vantagem de adoção e uso de sistemas ERP código aberto em relação aos sistemas ERP código fechado Análise da vantagem de adoção e uso de sistemas ERP código aberto em relação aos sistemas ERP código fechado Louis Albert Araujo Springer Luis Augusto de Freitas Macedo Oliveira Atualmente vem crescendo

Leia mais

FERRAMENTAS? a alterar, em muitas organizações, um. instrumento tão abrangente como um orçamento

FERRAMENTAS? a alterar, em muitas organizações, um. instrumento tão abrangente como um orçamento O QUE É IMPRESCINDÍVEL NUMA SOLUÇÃO DE ORÇAMENTAÇÃO E PREVISÃO? Flexibilidade para acomodar mudanças rápidas; Usabilidade; Capacidade de integração com as aplicações a montante e a jusante; Garantir acesso

Leia mais

Módulo 4: Gerenciamento de Dados

Módulo 4: Gerenciamento de Dados Módulo 4: Gerenciamento de Dados 1 1. CONCEITOS Os dados são um recurso organizacional decisivo que precisa ser administrado como outros importantes ativos das empresas. A maioria das organizações não

Leia mais

INTERNET HOST CONNECTOR

INTERNET HOST CONNECTOR INTERNET HOST CONNECTOR INTERNET HOST CONNECTOR IHC: INTEGRAÇÃO TOTAL COM PRESERVAÇÃO DE INVESTIMENTOS Ao longo das últimas décadas, as organizações investiram milhões de reais em sistemas e aplicativos

Leia mais