Adolescência e contemporaneidade

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Adolescência e contemporaneidade"

Transcrição

1 340 Adolescência e contemporaneidade Gloria Sadala Psicóloga, psicanalista,doutora em comunicação pela UFRJ, coordenadora do mestrado em Psicanálise, Saúde e Sociedade e do Curso de Pós-graduação em Teoria Psicanalítica e prática clínico-institucional da Universidade Veiga de Almeida. Professora do Curso de Especialização em Psicologia Clínica da PUC/RJ. Eliana Julia Garritano Psicóloga, psicanalista, mestre em Psicanálise, Saúde e Sociedade pela UVA (Universidade Veiga de Almeida), Fonoaudióloga e psicomotricista. Resumo O objetivo deste trabalho é apresentar um recorte da pesquisa desenvolvida no programa de pósgraduação do Mestrado Profissional em Psicanálise, Saúde e Sociedade da Universidade Veiga de Almeida. Este projeto, sob coordenação e orientação da Profª Gloria Sadala, congrega pesquisadores interessados nas investigações sobre a adolescência e contemporaneidade e há alguns anos vem desenvolvendo estudos visando aprofundar o conhecimento sobre as questões referentes a esta temática. A eleição do tema decorreu da prevalência que o significante adolescência assume no discurso cultural, buscando correlacionar, no campo da psicanálise, a adolescência e a cultura do corpo no mundo contemporâneo. Palavras-chave: psicanálise, adolescência, corpo, contemporaneidade. Abstract The objective of this work is part of a research program developed at the postgraduate Master of Professional Psychoanalysis, Health and Society at the University Veiga de Almeida. This project, under the coordination and guidance of Prof. Gloria Sadala brings together researchers interested in research on adolescence in a contemporary setting and a few years ago has developed studies to deepen our understanding of issues relating to this subject. The election theme resulted from the significant prevalence in adolescence takes on cultural discourse, seeking to correlate the field of psychoanalysis, adolescence and culture of the body in the contemporary world. Keywords: psychoanalysis, adolescence, body, contemporary.

2 341 Adolescência: conceitos e controvérsias A pesquisa sobre a adolescência é recente, e somente nas últimas décadas surgiram trabalhos e publicações sobre o assunto. Na atualidade as questões teóricas e conceituais sobre a adolescência têm ocupado um grande espaço na sociedade contemporânea. O que se entendia como um tempo de transição entre infância e o mundo adulto, parece estar mudando consideravelmente nos dias atuais. Vem ocupando espaços na mídia, na educação, na saúde, nos estudos jurídicos, nos textos acadêmicos. Encontramos diferentes propostas conceituais para a adolescência sendo o seu conceito polêmico por atravessar diferentes práticas em diferentes campos de atuação. O fenômeno da adolescência, concomitante com a puberdade, possui em sua expressividade múltiplos aspectos, uns constantes e outros variáveis, estando intimamente articulado à história e à cultura, em suas transformações progressivas. Qualquer que seja a formulação conceitual, sempre estará voltada para uma ótica sociohistórica por sua conexão com questões econômicas, sociais, religiosas e políticas, questões estas produtoras de significados simbólicos e construções subjetivas. O conceito de adolescência configura um campo não unívoco, pelos questionamentos que daí emergem, não havendo, portanto, uma concordância a seu respeito. Ora é caracterizado como uma produção cultural da modernidade, ora como um tempo na constituição do sujeito, ora como uma etapa evolutiva de desenvolvimento. Pensamos que adolescentes sempre existiram, em diferentes épocas e culturas, porém com roupagens e significados outros. Da antiguidade ao mundo contemporâneo podemos encontrar referências a este tempo. Se outrora a adolescência não suscitava questionamentos, sendo considerada uma etapa transitória entre a infância e a vida adulta, hoje seu conceito parece estar em constante reformulação frente às rápidas transformações culturais. Por possuir interfaces teóricas, produz não só interrogações como um fenômeno, mas, também, uma demanda de posicionamento teórico frente a tantas vicissitudes. Embora a localização do período etário denominado adolescência, sugerida por Ariès (1981), se refira ao sec. XVIII, como uma decorrência das noções de família e infância podemos encontrar, desde a antiguidade, referências ao tempo da juventude. Na Grécia clássica, com os modelos para educação de jovens guerreiros e efebos, na mitologia na figura de Ícaro, nos escritos de Santo Agostinho, na iconografia renascentista e nos ritos de passagem em tempos longínquos, encontramos referências que demarcavam uma transição, através de comportamentos e práticas específicas. A tentativa de conceituar a adolescência toma contornos mais delineados a partir do sec. XIX, vindo a se afirmar no sec.xx. Eric Hobsbawm (2002) denomina este século como a Era dos Extremos, era caracterizada de um lado por grande revolução sócio cultural e avanços tecnológicos e, por outro marcada por catástrofes, incertezas e crises. As duas grandes guerras, a guerra fria, as múltiplas guerras civis em nome do poder econômico, retomam práticas da violência e banalização da vida através do retorno ao cenário mundial do holocausto e do genocídio. É neste cenário que o conceito de adolescência se afirma. Pela própria necessidade cultural, a juventude passa a ocupar um lugar de idealização coletiva. Como imagem ideal, o adolescente torna-se depositário de atributos como: força, beleza, felicidade e vigor. Tal qual a Fênix, traz a possibilidade de fazer renascer das cinzas uma cultura fratura. Embora o conceito de adolescência não seja um conceito fundamental em psicanálise, sua temática vem ocupando um campo de reflexão teórica. Acreditamos que a adolescência possa ser reconhecida como um fenômeno cultural articulado à constituição do sujeito, pois segundo a psicanálise o sujeito é constituído no seio de sua cultura através de múltiplas identificações. Emergindo na puberdade é um fenômeno possuidor um tempo lógico e peculiar, com profundas reorganizações subjetivas, tanto imaginárias quanto simbólicas que apontam para o Outro. Estas reorganizações decorrem da retomada do conflito edípico e do despertar pulsional implicando

3 342 em dois trabalhos psíquicos: o encontro com o real do sexo e o desligamento dos pais da infância. Frente a tão laborioso percurso o fenômeno da adolescência pode ser conceituado em uma dupla vertente. A vertente da realidade interna, pelos lutos que precisa viver dos os primeiros objetos de amor e da imagem do corpo que se transforma. A vertente externa, nas demandas culturais, em uma contemporaneidade que engloba a cultura do corpo e da imagem, o consumismo, a evolução massiva da globalização, os avanços tecnológicos e o individualismo. Os parâmetros desta pluralidade e transitoriedade acarretam um solo cultural movediço de identificações, devido à ambigüidade implícita no papel social do sujeito adolescente e, conseqüentemente, apontam para uma possível dificuldade em estabelecer um conceito único para a adolescência. O Sexo e o mal estar na adolescência Na pesquisa sobre adolescência e contemporaneidade não poderíamos deixar de abordar as questões principais relativas ao novo encontro com o real do sexo que ocorre na adolescência. Os resultados obtidos na investigação deste tema especifico foram apresentados no curso avançado intitulado A Sexualidade na Aurora do século XXI promovido pelo Programa de Pós-graduação em Psicanálise do Instituto de Psicologia da UERJ e integrou a publicação do livro em 2008, sob este mesmo título, ambos organizados pela psicanalista e professora do Programa, Sonia Alberti. A psicanálise é constantemente convocada a se posicionar diante das questões que expressam o mal-estar dos adolescentes, manifesto através das toxicodependências, do suicídio, das dificuldades na escolha profissional, etc. Os trabalhos sobre adolescência permaneceram marginais no campo psicanalítico durante longo tempo, enquanto as investigações sobre crianças e adultos ocupavam lugar de destaque. O artigo princeps de Freud sobre adolescência intitula-se As Transformações da puberdade e constitui o terceiro dos Três ensaios sobre a teoria da sexualidade, escrito em Ao tratar da sexualidade, Freud subverteu o mito da infância pura, ingênua e angelical. Apontou a sexualidade infantil, constatando o destino do sujeito como ser-para-o-sexo. Lacan, em 1967, na Conferência proferida como conclusão das Jornadas sobre o tema Alocução sobre as psicoses da criança, pergunta: Mas,estaremos nós à altura do que parecemos, pela subversão freudiana, ser convocados a carregar o ser-para-osexo? (1967,p.362). Constata-se na adolescência um processo de redistribuição pulsional com o posicionamento de alguns objetos pulsionais em lugar de destaque. Além disso, observa-se um deslocamento do campo pulsional, uma vez que o corpo do outro passa a ocupar um objeto possível de desejo. A questão sexual origina, desde a infância, um saber sobre o sexo. As teorias sexuais infantis sobre a concepção, o nascimento, o coito, a diferença sexual são testemunhos da existência deste saber. Anterior à adolescência, situa-se um período nomeado por Freud como latência, por nele se constatar uma certa inibição das pulsões sexuais que impulsionaram as fantasias construídas no tempo da infância. Na adolescência, há o despertar dessas fantasias adormecidas, em concomitância com a retomada da construção do saber sobre o sexo. Grandes revelações ocorrem na adolescência, mas uma delas causa efeitos importantíssimos no que diz respeito à articulação do sujeito na estrutura. Trata-se da evidência da incompletude, da falta no Outro, da impossibilidade. O adolescente constata que o objeto sexual nunca o satisfaz plenamente e assim conclui que só tem a si próprio para encontrar meios de contornar o mal-estar que a vida lhe impõe. Vive o desamparo daí resultante, com a diferença de não esperar a solução do Outro. Pode ser ajudado, mas não poderá ser poupado do mal-estar.

4 343 Sabemos que na neurose, o mal-estar manifesta-se em forma de sintomas. Na psicose são, especialmente, as alucinações verbais que perturbam o sujeito, impedindo a formação dos laços sociais necessários ao trabalho psíquico frente ao desamparo. A adolescência implica um retorno à sexualidade sempre infantil, embora seja possível o aparecimento de novas constelações no campo psíquico. Mas a sexualidade atravessada pela adolescência é marcada pelo mal-estar resultante do desencontro, da falta, da desilusão. Sabemos que é necessário que a criança desde cedo acredite nos pais como super-heróis para que sobreviva, comendo, vestindo-se, adquirindo hábitos, segundo a indicação dos pais. A queda da imagem ideal dos pais causa, necessariamente, um mal-estar no adolescente, impulsionando-o a buscar nas identificações com seus pares, assim como nos ideais coletivos, alívio frente ao desamparo e horror resultantes do encontro com a castração. O adolescente não possui todas as condições de enfrentar as dificuldades que a vida apresenta, mas ao se deparar com o real do sexo, pode tomar, gradativamente, em suas mãos a responsabilidade de seus atos. É assim que a adolescência pode ser concebida como paralela à constituição de uma ética, pois assumir o desamparo carreia a responsabilidade do sujeito adolescente pelos seus próprios atos. Este momento especial na constituição do sujeito implica em demitir o Outro de sua função salvadora, assumindo-se como sujeito do desejo, conforme lhe permite a função paterna. A adolescência e a cultura do corpo O ensino de Lacan nos diz que o corpo se constitui pulsionalmente na articulação do real, simbólico e imaginário. O real do corpo é representado na operação simbólica da linguagem, quando articulado à imagem unificada pelo narcisismo. Também, na trajetória do pensamento freudiano, o corpo, até então biológico, torna-se pulsional e representado pela submissão ao simbólico. Quais seriam, então, os destinos do corpo? Sem dúvida, os destinos do desejo, e, se o corpo fala, fala em um dialeto pulsional. Toda referência ao sujeito, em função do descentramento operado pelo inconsciente, é atravessada pela singularidade e, em se tratando do sujeito adolescente não seria diferente. Assim, podemos inferir que há tantas adolescências quanto adolescentes. Porém um dos significantes mais relevantes no discurso adolescente é o corpo, na busca de uma nova imagem que lhe dê sustentação. De braços dados com a pulsão o adolescente desperta da latência, obrigado a se confrontar com a imagem corporal e com os lutos que necessita viver. A adolescência, de certa forma, é um tempo de retomada do narcisismo e do estádio do espelho em função de uma estabilidade rompida, ficando suas demandas incondicionalmente referidas às questões da imagem, onde o real do corpo não só permite, mas, também, clama por novos objetos. O adolescente necessita readquirir o júbilo narcísico que lhe confira uma nova unidade. Ao contrário da latência o corpo na adolescência é aquele que faz apelo ao Outro demandando nova unificação. Se o retorno ao narcisismo é imperioso, não é suficiente, sendo necessário buscar suportes simbólicos reorganizadores do imaginário fraturado. A perfeição narcísica será retomada pelos ideais que o sujeito adolescente tentará edificar na cultura. É o campo do simbólico que, permitindo a dialética com o imaginário e a falta de sentido do real, aquele que oferece uma condição ímpar à adolescência ao promover um equilíbrio frente às oscilações comuns dos jovens em função do eixo ideal. Eixo ideal aqui entendido como a união indissolúvel entre o eu ideal e o Ideal do eu, instâncias presentes em toda vida do sujeito. As exigências ideais irão reorientar a vida pulsional, onde suas realizações tornam-se, também, fontes de prazer na promoção do laço social. Vivemos, na contemporaneidade, um tempo norteado pela inundação de imagens, sob o fascínio ilimitado do eu.

5 344 A quantidade excessiva de reportagens veiculadas abordando a beleza, a estética e o rejuvenescimento denuncia o interesse midiático pelo corpo jovem. Na ressacralização do corpo, como um objeto a ser consumido, encontramos um vetor de suporte econômico e controle social, onde o adolescente representa uma grande parte de seu mercado. A imagem do adolescente tomada como paradigma da perfeição e completude vende o lazer, o saber, a moda e o próprio corpo. Constatamos na atualidade uma cultura predominantemente narcísica, onde a imagem da beleza e perfeição são instauradas juntamente com a precariedade simbólica que atinge a todos. Se o adolescente vai requisitar o simbólico como em nenhum outro momento, fatalmente será atingido por tal precariedade. Em uma cultura onde o Outro toma a beleza e a juventude como prioritárias, delegando ao jovem a sua salvação, promove certa cristalização, pois a sociedade temerosa do envelhecimento promove uma juventude cada vez mais idealizada e eterna. A infância é encurtada e, a vida adulta torna-se mais distante. De certa forma Freud, em seu texto de 1914 Sobre o narcisismo: uma introdução, já preconizava este fenômeno ao afirmar que o amor dos pais apesar de sua metamorfose objetal, era o amor por si renascido, negando a castração e a falta. Esta afirmação freudiana nos permite entender como cada sociedade vai produzir sua adolescência. A cultura do corpo faz nascer não só uma submissão limitadora, mas, também, a punição aos que fogem de seus ditames. O consumismo de múltiplos objetos fugazes é gerador de angústia, pois em nenhum deles pode ser encontrada a pretensa plenitude. Ao negar a castração faz nascer uma vida degradada no espetáculo da imagem, aprisionando o sujeito em seu desejo de dormir. Segundo Debord (2002) o espetáculo torna-se o verdadeiro guardião do sono. O adolescente passa da submissão passiva do gozo narcísico dos pais para objeto de gozo da cultura, que o mantém preso ao nó da servidão imaginária. A cultura do corpo promove uma sociedade sem interdito que ao empobrecer os vínculos sociais, acirra o individualismo e a competitividade. Viver a adolescência é elaborar a falta do Outro e esta elaboração só se torna possível através de referências estáveis para novas construções. Lacan ( ) afirma que o homem é o artesão de seus suportes. O que é a adolescência senão um tempo artesanal onde serão tecidos ideais e valores éticos? Mesmo em um tempo que aponta para a unificação, esperamos que a cultura possa transformar o lugar oferecido aos adolescentes. Que seus corpos possam ser reconhecidos na singularidade e na diferença para que o adolescente possa autorizar-se na busca de seu desejo. Acreditamos que uma pesquisa sobre a adolescência e o corpo na contemporaneidade, seja mais um instrumento para compreender os fenômenos gerados pela atual cultura, dando visibilidade aos fatores de risco e ao impacto da violência constatada ao corpo de alguns jovens na atualidade. REFERÊNCIAS: ALBERTI, S. Esse sujeito Adolescente. Rio de Janeiro: Relume Dumará, O adolescente e o Outro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004 ARIÈS, P. História Social da Criança e da Família. 2.ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, BAUDRILLARD, J. A Sociedade de Consumo. Lisboa: Edições 70 Ltda, 1970.

6 345 COSTA MOURA, F. Função ética do erotismo e adolescência. In: A sexualidade na aurora do século XXI. Organização Sonia Alberti. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, DEBORD, G. A Sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, FREUD, S. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (1905). In: Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, v. 7, Os instintos e suas vicissitudes (1915). In: Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, v.14, Sobre o narcisismo: uma Introdução (1914). In: Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, v. 14, GARRITANO, E. J, 2008, O adolescente e a cultura do corpo, dissertação de mestrado, programa de pós- graduação da Universidade Veiga de Almeida, Rio de Janeiro. LACAN, J. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, O Seminário, livro 17, O avesso da Psicanálise ( ). Rio de Janeiro: Jorge Zahar, O Seminário, livro 7: A Ética da psicanálise (1959/60). Rio de Janeiro: Jorge Zahar, LASCH, C. A cultura do Narcisismo: A Vida americana numa era de esperança em declínio. Tradução Ernani Pavaneli, Rio de Janeiro: Imago, RASSIAL, J..J. O adolescente e o psicanalista. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, SADALA, M.G. S. O sexo e o mal-estar na adolescência. In: A sexualidade na aurora do século XXI. Organização Sonia Alberti, Rio de Janeiro: Companhia de Freud, Recebido em: 6 de maio de 2010.

Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna

Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna Henrique Figueiredo Carneiro Liliany Loureiro Pontes INTRODUÇÃO Esse trabalho apresenta algumas considerações,

Leia mais

Feminilidade e Violência

Feminilidade e Violência Feminilidade e Violência Emilse Terezinha Naves O tema sobre a violência e a feminilidade apresenta-se, nas mais diversas áreas do conhecimento, como um tema de grande interesse, quando encontramos uma

Leia mais

ADOLESCÊNCIA: PSICOPATOLOGIAS E CLÍNICA PSICANALÍTICA

ADOLESCÊNCIA: PSICOPATOLOGIAS E CLÍNICA PSICANALÍTICA ADOLESCÊNCIA: PSICOPATOLOGIAS E CLÍNICA PSICANALÍTICA MARIA DA GLORIA SCHWAB SADALA 1. BREVE CURRICULO PSICÓLOGA E PSICANALISTA DOUTORA, MESTRE E ESPECIALISTA PELA UFRJ COORDENADORA DO MESTRADO EM PSICANÁLISE

Leia mais

Resumos. Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica

Resumos. Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica Inovação em psicanálise: rumos e perspectivas na contemporaneidade Quarta-feira 10/6 10h30-12h Mesa-redonda Saúde mental e psicanálise

Leia mais

CORPO, IMAGEM, ORIFÍCIO: PONTUAÇÕES SOBRE O CORPO EM PSICANÁLISE. O valor do corpo como imagem, como suporte imaginário e consistência, por

CORPO, IMAGEM, ORIFÍCIO: PONTUAÇÕES SOBRE O CORPO EM PSICANÁLISE. O valor do corpo como imagem, como suporte imaginário e consistência, por CORPO, IMAGEM, ORIFÍCIO: PONTUAÇÕES SOBRE O CORPO EM PSICANÁLISE Regina Cibele Serra dos Santos Jacinto Ana Maria Medeiros da Costa Podemos afirmar que o interesse de Lacan pela questão do corpo esteve

Leia mais

Feminilidade e Angústia 1

Feminilidade e Angústia 1 Feminilidade e Angústia 1 Claudinéia da Cruz Bento 2 Freud, desde o início de seus trabalhos, declarou sua dificuldade em abordar o tema da feminilidade. Após um longo percurso de todo o desenvolvimento

Leia mais

Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 8 julho 2012 ISSN 2177-2673. Há um(a) só. Analícea Calmon

Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 8 julho 2012 ISSN 2177-2673. Há um(a) só. Analícea Calmon Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 8 julho 2012 ISSN 2177-2673 Analícea Calmon Seguindo os passos da construção teórico-clínica de Freud e de Lacan, vamos nos deparar com alguns momentos de

Leia mais

Folha de Rosto. Psychoanalysis Oedipus Knowledge Power

Folha de Rosto. Psychoanalysis Oedipus Knowledge Power 1 Folha de Rosto 1. Título do Artigo (português e inglês) Édipo Rei e o pathos do adolescente King Oedipus and the pathos of teenager 2. Nome do autor Gloria Sadala 3. Palavras-chave Psicanálise Édipo

Leia mais

ISSO NÃO ME FALA MAIS NADA! (SOBRE A POSIÇÃO DO ANALISTA NA DIREÇÃO DA CURA) 1

ISSO NÃO ME FALA MAIS NADA! (SOBRE A POSIÇÃO DO ANALISTA NA DIREÇÃO DA CURA) 1 ISSO NÃO ME FALA MAIS NADA! (SOBRE A POSIÇÃO DO ANALISTA NA DIREÇÃO DA CURA) 1 Arlete Mourão 2 Essa frase do título corresponde à expressão utilizada por um ex-analisando na época do final de sua análise.

Leia mais

Fome de quê? Daniela Goulart Pestana

Fome de quê? Daniela Goulart Pestana Fome de quê? Daniela Goulart Pestana O trabalho a seguir fruto de um Cartel sobre sintomas alimentares, propõe a ser uma reflexão dos transtornos alimentares mais comuns de nossa contemporaneidade. O eixo

Leia mais

Os impasses na vida amorosa e as novas configurações da tendência masculina à depreciação

Os impasses na vida amorosa e as novas configurações da tendência masculina à depreciação Os impasses na vida amorosa e as novas configurações da tendência masculina à depreciação Maria José Gontijo Salum Em suas Contribuições à Psicologia do Amor, Freud destacou alguns elementos que permitem

Leia mais

UMA CRIANÇA E EX-PANCADA: RELAÇÃO DO MASOQUISMO INFANTIL AO SADISMO ADULTO

UMA CRIANÇA E EX-PANCADA: RELAÇÃO DO MASOQUISMO INFANTIL AO SADISMO ADULTO UMA CRIANÇA E EX-PANCADA: RELAÇÃO DO MASOQUISMO INFANTIL AO SADISMO ADULTO 2015 Marcell Felipe Alves dos Santos Psicólogo Clínico - Graduado pela Centro Universitário Newton Paiva (MG). Pós-graduando em

Leia mais

FREUD: IMPASSE E INVENÇÃO

FREUD: IMPASSE E INVENÇÃO FREUD: IMPASSE E INVENÇÃO Denise de Fátima Pinto Guedes Roberto Calazans Freud ousou dar importância àquilo que lhe acontecia, às antinomias da sua infância, às suas perturbações neuróticas, aos seus sonhos.

Leia mais

CONTEMPORANEIDADE. Palavras-chave: pai, interdição do incesto, Lei, complexo de Édipo, contemporaneidade, psicanálise.

CONTEMPORANEIDADE. Palavras-chave: pai, interdição do incesto, Lei, complexo de Édipo, contemporaneidade, psicanálise. A FUNÇÃO DO PAI NA INTERDIÇÃO E NA LEI: UMA REFLEXÃO SOBRE IDENTIFICAÇÃO E VIOLÊNCIA NA CONTEMPORANEIDADE. Jamille Mascarenhas Lima Psicóloga, Universidade Federal da Bahia. Especialista em psicomotricidade,

Leia mais

CORPOLINGUAGEM E MOVIMENTO: UMA PROPOSTA DE TRABALHO CORPORAL PARA CRIANÇAS À LUZ DA PSICANÁLISE

CORPOLINGUAGEM E MOVIMENTO: UMA PROPOSTA DE TRABALHO CORPORAL PARA CRIANÇAS À LUZ DA PSICANÁLISE CORPOLINGUAGEM E MOVIMENTO: UMA PROPOSTA DE TRABALHO CORPORAL PARA CRIANÇAS À LUZ DA PSICANÁLISE Nathalia Leite Gatto Nota-se que as disciplinas ligadas ao movimento na educação infantil, tanto curriculares

Leia mais

A sua revista eletrônica CONTEMPORANEIDADE E PSICANÁLISE 1

A sua revista eletrônica CONTEMPORANEIDADE E PSICANÁLISE 1 A sua revista eletrônica CONTEMPORANEIDADE E PSICANÁLISE 1 Patrícia Guedes 2 Comemorar 150 anos de Freud nos remete ao exercício de revisão da nossa prática clínica. O legado deixado por ele norteia a

Leia mais

O AUTISMO NA PSICANÁLISE E A QUESTÃO DA ESTRUTURA Germano Quintanilha Costa 1

O AUTISMO NA PSICANÁLISE E A QUESTÃO DA ESTRUTURA Germano Quintanilha Costa 1 O AUTISMO NA PSICANÁLISE E A QUESTÃO DA ESTRUTURA Germano Quintanilha Costa 1 I Introdução O objetivo deste trabalho é pensar a questão do autismo pelo viés da noção de estrutura, tal como compreendida

Leia mais

O PSICANALITICAMENTE CORRETO E O QUE É DITO POLITICAMENTE INCORRETO Juçara Rocha Soares Mapurunga Henrique Figueiredo Carneiro

O PSICANALITICAMENTE CORRETO E O QUE É DITO POLITICAMENTE INCORRETO Juçara Rocha Soares Mapurunga Henrique Figueiredo Carneiro O PSICANALITICAMENTE CORRETO E O QUE É DITO POLITICAMENTE INCORRETO Juçara Rocha Soares Mapurunga Henrique Figueiredo Carneiro A expressão politicamente correto refere-se a uma política que consiste em

Leia mais

Palavras chave: Desamparo, mãe, feminilidade, infância, objeto a.

Palavras chave: Desamparo, mãe, feminilidade, infância, objeto a. A FILHA ENTRE A MÃE E A MULHER Cláudia Regina de Oliveira Mestranda em Pesquisa e Clínica em Psicanálise da UERJ Leila Guimarães Lobo de Mendonça Mestranda em Pesquisa e Clínica em Psicanálise da UERJ

Leia mais

A CRIANÇA, O ADULTO E O INFANTIL NA PSICANÁLISE. Desde a inauguração da psicanálise, através dos estudos de seu criador Sigmund

A CRIANÇA, O ADULTO E O INFANTIL NA PSICANÁLISE. Desde a inauguração da psicanálise, através dos estudos de seu criador Sigmund A CRIANÇA, O ADULTO E O INFANTIL NA PSICANÁLISE Germano Quintanilha Costa Desde a inauguração da psicanálise, através dos estudos de seu criador Sigmund Freud, a infância se difundiu e se impôs à cultura

Leia mais

O SUPEREU NA DEMANDA DE AMOR INSACIÁVEL DAS MULHERES

O SUPEREU NA DEMANDA DE AMOR INSACIÁVEL DAS MULHERES O SUPEREU NA DEMANDA DE AMOR INSACIÁVEL DAS MULHERES Daniela de Oliveira Martins Mendes Daibert Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicanálise da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ);

Leia mais

ADOLESCÊNCIA E MAL-ESTAR NA CULTURA CONTEMPORÂNEA. equivaler o brincar infantil aos devaneios e fantasias dos adultos.

ADOLESCÊNCIA E MAL-ESTAR NA CULTURA CONTEMPORÂNEA. equivaler o brincar infantil aos devaneios e fantasias dos adultos. ADOLESCÊNCIA E MAL-ESTAR NA CULTURA CONTEMPORÂNEA Carolina Foglietti Em seu belíssimo texto Escritores criativos e devaneio, Freud (1908/1996) faz equivaler o brincar infantil aos devaneios e fantasias

Leia mais

Transformações na intimidade no século XXI

Transformações na intimidade no século XXI Transformações na intimidade no século XXI Sissi Vigil Castiel* A clínica de anos atrás era freqüentada principalmente por mulheres que vinham por desventuras amorosas, por não entenderem o que os homens

Leia mais

Contexto cultural contemporâneo: o declínio da função paterna e a posição subjetiva da criança

Contexto cultural contemporâneo: o declínio da função paterna e a posição subjetiva da criança Contexto cultural contemporâneo: o declínio da função paterna e a posição subjetiva da criança Manuela Rossiter Infância - tempo de brincar, coisa séria. Sônia Pereira Pinto da Motta O atendimento de crianças

Leia mais

Ô MÃE, ME EXPLICA, ME ENSINA, ME DIZ O QUE É FEMININA? nossos tempos não foge à regra. As mulheres, afetadas pela condição de não-todas,

Ô MÃE, ME EXPLICA, ME ENSINA, ME DIZ O QUE É FEMININA? nossos tempos não foge à regra. As mulheres, afetadas pela condição de não-todas, Ô MÃE, ME EXPLICA, ME ENSINA, ME DIZ O QUE É FEMININA? Fernanda Samico Küpper É notória a contribuição que as mulheres sempre deram à engrenagem da psicanálise enquanto campo teórico. Desde Anna O., passando

Leia mais

O FALO E A MORTE NA DINÂMICA DA NEUROSE OBSESSIVA

O FALO E A MORTE NA DINÂMICA DA NEUROSE OBSESSIVA O FALO E A MORTE NA DINÂMICA DA NEUROSE OBSESSIVA Doris Rinaldi 1 A neurose obsessiva apresenta uma complexidade e uma riqueza de aspectos que levou, de um lado, Freud a dizer que tratava-se do tema mais

Leia mais

RETIFICAÇÃO SUBJETIVA: OS CONTRAPONTOS ENTRE A CLÍNICA PSICANALÍTICA E A EPISTEMOLOGIA HISTÓRICA

RETIFICAÇÃO SUBJETIVA: OS CONTRAPONTOS ENTRE A CLÍNICA PSICANALÍTICA E A EPISTEMOLOGIA HISTÓRICA RETIFICAÇÃO SUBJETIVA: OS CONTRAPONTOS ENTRE A CLÍNICA PSICANALÍTICA E A EPISTEMOLOGIA HISTÓRICA Marcio Luiz Ribeiro Bacelar Wilson Camilo Chaves A expressão retificação subjetiva está presente tanto nas

Leia mais

Ser mãe hoje. Cristina Drummond. Palavras-chave: família, mãe, criança.

Ser mãe hoje. Cristina Drummond. Palavras-chave: família, mãe, criança. Ser mãe hoje Cristina Drummond Palavras-chave: família, mãe, criança. Hoje em dia, a diversidade das configurações familiares é um fato de nossa sociedade. Em nosso cotidiano temos figuras cada vez mais

Leia mais

IV Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental X Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental. Curitiba, de 04 a 07 de Julho de 2010.

IV Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental X Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental. Curitiba, de 04 a 07 de Julho de 2010. IV Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental X Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental. Curitiba, de 04 a 07 de Julho de 2010. Os nomes dos modos de sofrimentos atuais, ou, Transtornos

Leia mais

A prova da devastação Daniela Goulart Pestana

A prova da devastação Daniela Goulart Pestana A prova da devastação Daniela Goulart Pestana A comunicação que segue procura pensar algumas especificidades constitucionais do feminino a partir do aforismo lacaniano: Não há relação sexual. Para dizer

Leia mais

Devastação: um nome para dor de amor Gabriella Dupim e Vera Lopes Besset

Devastação: um nome para dor de amor Gabriella Dupim e Vera Lopes Besset Opção Lacaniana online nova série Ano 2 Número 6 novembro 2011 ISSN 2177-2673 Gabriella Dupim e Vera Lopes Besset No início da experiência analítica, foi o amor, diz Lacan 1 parafraseando a fórmula no

Leia mais

E-mail: gracielabessa@yahoo.com.br.

E-mail: gracielabessa@yahoo.com.br. Título: A incidência do narcisismo na esquizofrenia e na histeria Autora: Graciela Bessa Psicanalista, Doutora em Teoria Psicanalítica (UFRJ). E-mail: gracielabessa@yahoo.com.br. RESUMO: No texto Sobre

Leia mais

Freud, S. Inibições, sintomas e ansiedade (1925). Em: Obras completas. Rio de Janeiro: Imago, 1969. 2

Freud, S. Inibições, sintomas e ansiedade (1925). Em: Obras completas. Rio de Janeiro: Imago, 1969. 2 DAR CORPO AO SINTOMA NO LAÇO SOCIAL Maria do Rosário do Rêgo Barros * O sintoma implica necessariamente um corpo, pois ele é sempre uma forma de gozar, forma substitutiva, como Freud bem indicou em Inibição,

Leia mais

DANILO E O DIA QUE NUNCA CHEGA. Quando interrogado a respeito da técnica que utilizava para transformar enormes blocos

DANILO E O DIA QUE NUNCA CHEGA. Quando interrogado a respeito da técnica que utilizava para transformar enormes blocos DANILO E O DIA QUE NUNCA CHEGA Marinela Marques Porto Couri Quando interrogado a respeito da técnica que utilizava para transformar enormes blocos de mármore em peças de arte, o escultor respondeu que

Leia mais

MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital 3 Tempo e morte: da urgência ao ato analítico. Revinter: Rio de Janeiro, 2003.

MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital 3 Tempo e morte: da urgência ao ato analítico. Revinter: Rio de Janeiro, 2003. MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital 3 Tempo e morte: da urgência ao ato analítico. Revinter: Rio de Janeiro, 2003. Prefácio Interessante pensar em um tempo de começo. Início do tempo de

Leia mais

Márcio Peter de Souza Leite 4 de abril de 1997 PUC

Márcio Peter de Souza Leite 4 de abril de 1997 PUC O Pai em Freud 1997 O Pai em Freud Márcio Peter de Souza Leite 4 de abril de 1997 PUC Conteudo: Pais freudianos... 3 O pai de Dora... 3 O pai de Schreber.... 4 O pai castrador, que é o terceiro em Freud,

Leia mais

O sonho e o despertar

O sonho e o despertar 189 Nery Filho, MacRae, Tavares e Rêgo O sonho e o despertar Jane Alves Cohim Silva 1 A partir do atendimento clínico a adolescentes é possível observar que, mesmo que alguns comportamentos sejam considerados

Leia mais

QUANDO AMAR É DAR AQUILO QUE SE TEM...

QUANDO AMAR É DAR AQUILO QUE SE TEM... QUANDO AMAR É DAR AQUILO QUE SE TEM... Adelson Bruno dos Reis Santos adelsonbruno@uol.com.br Mestrando em Psicologia - IP/UFRJ; Bolsista CAPES; Membro do CLINP-UFRJ/CNPq (Grupo de Pesquisa Clínica Psicanalítica);

Leia mais

A função da alteridade frente ao desamparo nos primórdios da vida psíquica

A função da alteridade frente ao desamparo nos primórdios da vida psíquica A função da alteridade frente ao desamparo nos primórdios da vida psíquica Natália De Toni Guimarães dos Santos O humano só advém a partir de outros humanos. O filho do homem é um ser absolutamente dependente

Leia mais

A CONSTRUÇÃO DO AMOR MATERNO NA RELAÇÃO MÃE-BEBÊ: REFLEXÕES A PARTIR DA PSICANÁLISE.

A CONSTRUÇÃO DO AMOR MATERNO NA RELAÇÃO MÃE-BEBÊ: REFLEXÕES A PARTIR DA PSICANÁLISE. A CONSTRUÇÃO DO AMOR MATERNO NA RELAÇÃO MÃE-BEBÊ: REFLEXÕES A PARTIR DA PSICANÁLISE. Cléa Maria Ballão Lopes 1 Nos últimos tempos venho trabalhando com gestantes e puérperas, diretamente via atendimento

Leia mais

FUNÇÃO MATERNA. Luiza Bradley Araújo 1

FUNÇÃO MATERNA. Luiza Bradley Araújo 1 FUNÇÃO MATERNA Luiza Bradley Araújo 1 Entendemos por função materna a passagem ou a mediação da Lei que a mãe opera. Nós falamos de uma função e não da pessoa da mãe, função de limite entre o somático

Leia mais

A CORAGEM DE TOMAR A PALAVRA: REPRESSÃO, EDUCAÇÃO E PSICANÁLISE

A CORAGEM DE TOMAR A PALAVRA: REPRESSÃO, EDUCAÇÃO E PSICANÁLISE A CORAGEM DE TOMAR A PALAVRA: REPRESSÃO, EDUCAÇÃO E PSICANÁLISE Autores: Gleici Kelly de LIMA, Mário Ferreira RESENDE. Identificação autores: Bolsista IN-IFC; Orientador IFC-Videira. Introdução Qual seria

Leia mais

Entretantos, 2014. Grupo:CURSO CLÍNICA PSICANALÍTICA: CONFLITO E SINTOMA CONFLITO E SINTOMA: UMA ABORDAGEM DA TEORIA PSICANALÍTICA

Entretantos, 2014. Grupo:CURSO CLÍNICA PSICANALÍTICA: CONFLITO E SINTOMA CONFLITO E SINTOMA: UMA ABORDAGEM DA TEORIA PSICANALÍTICA Entretantos, 2014 Grupo:CURSO CLÍNICA PSICANALÍTICA: CONFLITO E SINTOMA Integrantes:Alessandra Sapoznik, Ana Maria Sigal, Christiana Cunha Freire, Daniela Danesi, Eliane Berger, Iso Ghertman, Lucía Barbero

Leia mais

A ética do tratamento psicanalítico: diagnóstico diferencial.

A ética do tratamento psicanalítico: diagnóstico diferencial. A ética do tratamento psicanalítico: diagnóstico diferencial. Claudia Wunsch. Psicóloga. Pós-graduada em Psicanálise Clínica (Freud/Lacan) Unipar - Cascavel- PR. Docente do curso de Psicologia da Faculdade

Leia mais

O apelo contemporâneo por laços narcísicos

O apelo contemporâneo por laços narcísicos O apelo contemporâneo por laços narcísicos Ângela Buciano do Rosário Psicóloga, Doutoranda em Psicologia PUC-MG. Bolsista da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais - FAPEMIG. Mestre em

Leia mais

A criança, a lei e o fora da lei

A criança, a lei e o fora da lei 1 A criança, a lei e o fora da lei Cristina Drummond Palavras-chave: criança, mãe, lei, fora da lei, gozo. A questão que nos toca na contemporaneidade é a do sujeito às voltas com suas dificuldades para

Leia mais

Latusa digital ano 2 N 19 outubro de 2005

Latusa digital ano 2 N 19 outubro de 2005 Latusa digital ano 2 N 19 outubro de 2005 Sinthoma e fantasia fundamental no caso do homem dos ratos * Cleide Maschietto Doris Rangel Diogo ** O Homem dos ratos 1 é um caso de neurose muito comentado,

Leia mais

FANTASIAS SEXUAIS INFANTIS, AS CRIANÇAS FALAM. A intenção deste trabalho foi escutar crianças pequenas a respeito da

FANTASIAS SEXUAIS INFANTIS, AS CRIANÇAS FALAM. A intenção deste trabalho foi escutar crianças pequenas a respeito da FANTASIAS SEXUAIS INFANTIS, AS CRIANÇAS FALAM Maria Elisa França Rocha A intenção deste trabalho foi escutar crianças pequenas a respeito da sexualidade, bem como conhecer suas fantasias e as teorias que

Leia mais

Trabalho para mesa-redonda no V Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental e XI Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental

Trabalho para mesa-redonda no V Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental e XI Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental 1 Trabalho para mesa-redonda no V Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental e XI Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental Título: Sobre o saber e o corpo na puberdade Autora: Daniela

Leia mais

O DE SEJO QUE (LHE ) RESTA. Adriana Grosman

O DE SEJO QUE (LHE ) RESTA. Adriana Grosman O DE SEJO QUE (LHE ) RESTA Adriana Grosman Pretendo tratar de um caso clinico que coloca em evidencia que não é só a questão fálica que está em jogo na maternidade se não o resto do desejo, algo que escapa

Leia mais

PSICANÁLISE E A QUESTÃO RELIGIOSA: A INSIGNIFICÂNCIA DO TRIUNFO

PSICANÁLISE E A QUESTÃO RELIGIOSA: A INSIGNIFICÂNCIA DO TRIUNFO PSICANÁLISE E A QUESTÃO RELIGIOSA: A INSIGNIFICÂNCIA DO TRIUNFO 2014 Matheus Henrique de Souza Silva Psicólogo pela Faculdade Pitágoras de Ipatinga-MG. Especializando em Clínica Psicanalítica na atualidade:

Leia mais

Violência e Sustentabilidade *

Violência e Sustentabilidade * 1 Violência e Sustentabilidade * Uma menina reclamou sentida e veementemente com a avó quando a viu arrancando uma planta. Ela lhe disse que ela não podia fazer isso, porque estaria matando a natureza.

Leia mais

Título: A imagem e o imaginário: quando o sujeito é excluído do imaginário materno e permanece sem a ajuda de nenhuma imagem estabelecida

Título: A imagem e o imaginário: quando o sujeito é excluído do imaginário materno e permanece sem a ajuda de nenhuma imagem estabelecida Título: A imagem e o imaginário: quando o sujeito é excluído do imaginário materno e permanece sem a ajuda de nenhuma imagem estabelecida Autor: Suzana Faleiro Barroso Psicóloga, psicanalista praticante

Leia mais

A Outra: o delírio da histérica

A Outra: o delírio da histérica Opção Lacaniana online nova série Ano 2 Número 6 novembro 2011 ISSN 2177-2673 1 Ana Martha Maia e Maria Fátima Pinheiro Desde Freud, podemos dizer que a fantasia e o delírio são construções ficcionais

Leia mais

Título do trabalho: O AMOR DE TRANSFERÊNCIA NO TRABALHO INSTITUCIONAL. Declaração de cessão de direitos autorais:

Título do trabalho: O AMOR DE TRANSFERÊNCIA NO TRABALHO INSTITUCIONAL. Declaração de cessão de direitos autorais: Título do trabalho: O AMOR DE TRANSFERÊNCIA NO TRABALHO INSTITUCIONAL Declaração de cessão de direitos autorais: Eu Luciano Bregalanti Gomes, autor do trabalho intitulado O amor de transferência no trabalho

Leia mais

Felicidade: A Autenticidade do discurso perverso. *

Felicidade: A Autenticidade do discurso perverso. * Felicidade: A Autenticidade do discurso perverso. * Amarílio Campos 1 Tudo permite a natureza, por suas leis assassinas: O incesto e o estupro, o furto e o parricídio. Todos os prazeres de Sodoma, os jogos

Leia mais

O SIGNIFICANTE NA NEUROSE OBSESSIVA: O SINTOMA E SUA RELAÇÃO COM O DESEJO RILMA DO NASCIMENTO MEDEIROS E MARGARIDA ELIA ASSAD - UFPB

O SIGNIFICANTE NA NEUROSE OBSESSIVA: O SINTOMA E SUA RELAÇÃO COM O DESEJO RILMA DO NASCIMENTO MEDEIROS E MARGARIDA ELIA ASSAD - UFPB O SIGNIFICANTE NA NEUROSE OBSESSIVA: O SINTOMA E SUA RELAÇÃO COM O DESEJO RILMA DO NASCIMENTO MEDEIROS E MARGARIDA ELIA ASSAD - UFPB É a verdade do que esse desejo foi em sua história que o sujeito grita

Leia mais

ESTÉTICA: IDEAL DE JUVENTUDE DA TERCEIRA IDADE

ESTÉTICA: IDEAL DE JUVENTUDE DA TERCEIRA IDADE ESTÉTICA: IDEAL DE JUVENTUDE DA TERCEIRA IDADE 2008 Paulo Roberto Cardoso Pereira Júnior juniorcamamu@hotmail.com Tatiana Pereira Boureau tatiboureau@hotmail.com Raimundo Francisco Frank Ribeiro frank.ribeiro@terra.com.br

Leia mais

PRÁTICAS ADAPTATIVAS, POLÍTICAS PÚBLICAS E O LUGAR DA PSICANÁLISE NO TRATAMENTO DO AUTISMO

PRÁTICAS ADAPTATIVAS, POLÍTICAS PÚBLICAS E O LUGAR DA PSICANÁLISE NO TRATAMENTO DO AUTISMO PRÁTICAS ADAPTATIVAS, POLÍTICAS PÚBLICAS E O LUGAR DA PSICANÁLISE NO TRATAMENTO DO AUTISMO Ana Elizabeth Araujo Luna Roseane Freitas Nicolau O presente trabalho é fruto de uma experiência realizada no

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SOCIAL E DA PERSONALIDADE

DESENVOLVIMENTO SOCIAL E DA PERSONALIDADE Rede7 Mestrado em Ensino do Inglês e Francês no Ensino Básico ÁREAS DE DESENVOLVIMENTO: DESENVOLVIMENTO SOCIAL E DA PERSONALIDADE Teorias Psicodinâmicas A Psicanálise de Sigmund Freud A perspectiva de

Leia mais

Adolescência Márcio Peter de Souza Leite (Apresentação feita no Simpósio sobre Adolescência- Rave, EBP, abril de 1999, na Faculdade de Educação da

Adolescência Márcio Peter de Souza Leite (Apresentação feita no Simpósio sobre Adolescência- Rave, EBP, abril de 1999, na Faculdade de Educação da Adolescência 1999 Adolescência Márcio Peter de Souza Leite (Apresentação feita no Simpósio sobre Adolescência- Rave, EBP, abril de 1999, na Faculdade de Educação da USP) O que é um adolescente? O adolescente

Leia mais

Há ou não um ato sexual? 1

Há ou não um ato sexual? 1 Opção Lacaniana online nova série Ano 5 Número 13 março 2014 ISSN 2177-2673 Há ou não um ato sexual? 1 Patrícia Badari Um, dois, três..., uma série de homens, uma série de encontros sexuais é o que ouvimos

Leia mais

Latusa digital ano 2 N 14 maio de 2005

Latusa digital ano 2 N 14 maio de 2005 Latusa digital ano 2 N 14 maio de 2005 Dos novos sintomas ao sintoma analítico Elizabeth Karam Magalhães Na contemporaneidade, a prática clínica confronta o analista com novas formas do sintoma, que têm

Leia mais

Sonhos de Angústia. Introdução. Maria Lucía Silveyra

Sonhos de Angústia. Introdução. Maria Lucía Silveyra Sonhos de Angústia Maria Lucía Silveyra Tradução: Paloma Vidal Introdução Hoje, a cem anos do Projeto Freudiano, é um fato que as coordenadas simbólicas nas quais se inscreve a psicanálise têm variado.

Leia mais

A imagem do corpo e o brincar virtual: perspectivas sobre a infância contemporânea

A imagem do corpo e o brincar virtual: perspectivas sobre a infância contemporânea A imagem do corpo e o brincar virtual: perspectivas sobre a infância contemporânea Érica Fróis O objetivo deste trabalho é discutir o brincar na internet e a construção da Imagem do corpo na criança a

Leia mais

Os nomes dos modos de sofrimentos atuais, ou, Transtornos do Amor. Jorge Sesarino. Quais são os modos de sofrimentos da atualidade?

Os nomes dos modos de sofrimentos atuais, ou, Transtornos do Amor. Jorge Sesarino. Quais são os modos de sofrimentos da atualidade? Os nomes dos modos de sofrimentos atuais, ou, Transtornos do Amor. Jorge Sesarino Quais são os modos de sofrimentos da atualidade? O declínio da figura do pai e a conseqüente debilitação da lei simbólica,

Leia mais

INFÂNCIA E ILUSÃO (PSICO)PEDAGÓGICA

INFÂNCIA E ILUSÃO (PSICO)PEDAGÓGICA DE LAJONQUIÈRE, L INFÂNCIA E ILUSÃO (PSICO)PEDAGÓGICA ESCRITOS DE PSICANÁLISE E EDUCAÇÃO São Paulo, Vozes, 1999 Renata Petri "A educação é impossível!" É assim que se inicia esse livro de Leandro de Lajonquière,

Leia mais

A DOENÇA O REAL PARA O SUJEITO

A DOENÇA O REAL PARA O SUJEITO A DOENÇA O REAL PARA O SUJEITO 2014 Olga Cristina de Oliveira Vieira Graduada em Psicologia pela Universidade Presidente Antônio Carlos. Docente no Centro Técnico de Ensino Profissional (CENTEP). Especialização

Leia mais

INIBIÇÃO, SINTOMA E FPS Cristiane Elael

INIBIÇÃO, SINTOMA E FPS Cristiane Elael 1 INIBIÇÃO, SINTOMA E FPS Cristiane Elael Sabemos que, antes dos 6 meses, o bebê ainda tem de seu corpo a idéia de uma imagem despedaçada. Suas relações com um outro diferenciado dela mesma, ou seja, suas

Leia mais

Novos fundamentos para a psicanálise: Teoria da feminilidade generalizada

Novos fundamentos para a psicanálise: Teoria da feminilidade generalizada Novos fundamentos para a psicanálise: Teoria da feminilidade generalizada 2001 Novos fundamentos para a psicanálise: Teoria da feminilidade generalizada Márcio Peter de Souza Leite Conteúdo Argumento...

Leia mais

Introdução. instituição. 1 Dados publicados no livro Lugar de Palavra (2003) e registro posterior no banco de dados da

Introdução. instituição. 1 Dados publicados no livro Lugar de Palavra (2003) e registro posterior no banco de dados da Introdução O interesse em abordar a complexidade da questão do pai para o sujeito surgiu em minha experiência no Núcleo de Atenção à Violência (NAV), instituição que oferece atendimento psicanalítico a

Leia mais

Do sonho do corpo ideal ao masoquismo feminino

Do sonho do corpo ideal ao masoquismo feminino Do sonho do corpo ideal ao masoquismo feminino Lia Novaes Serra Introdução Sabemos que o ensejo por realizar uma operação plástica, que acomete, sobretudo, às mulheres, aparece como uma urgência do feminino

Leia mais

Reflexões sobre Impasses e Possibilidades da Psicanálise no Hospital Público

Reflexões sobre Impasses e Possibilidades da Psicanálise no Hospital Público Reflexões sobre Impasses e Possibilidades da Psicanálise no Hospital Público Ludmila Stalleikem Sebba 1 e Ademir Pacelli Ferreira 2 Resumo A partir do referencial da psicanálise procura-se apontar elementos

Leia mais

Os princípios da prática analítica com crianças

Os princípios da prática analítica com crianças Os princípios da prática analítica com crianças Cristina Drummond Palavras-chave: indicação, tratamento, criança, princípios. As indicações de um tratamento para crianças Gostaria de partir de uma interrogação

Leia mais

O amor em análise: algumas considerações a partir de depoimentos de passe Jussara Jovita Souza da Rosa

O amor em análise: algumas considerações a partir de depoimentos de passe Jussara Jovita Souza da Rosa Opção Lacaniana online nova série Ano 5 Número 14 julho 2014 ISSN 2177-2673 : algumas considerações a partir de depoimentos de passe Jussara Jovita Souza da Rosa [...] Falar de amor, com efeito, não se

Leia mais

CASO ERICK: NASCER, DEPOIS VIVER

CASO ERICK: NASCER, DEPOIS VIVER CASO ERICK: NASCER, DEPOIS VIVER Vera Pollo Márcia Pourchet A psicanálise permite afirmar que, do ponto de vista subjetivo, não se nasce homem ou mulher, já que os seres falantes, antes de se afirmarem

Leia mais

Negativo: espaço, tempo e história [1] espaço delimitado por um tempo e um momento que faz notação histórica

Negativo: espaço, tempo e história [1] espaço delimitado por um tempo e um momento que faz notação histórica Negativo: espaço, tempo e história [1] Marcela Toledo França de Almeida [2] Universidade de Brasília UnB O sujeito se funda pela ausência do que um dia fez marca em seu corpo, espaço delimitado por um

Leia mais

Resenha bibliográfica sobre o livro O ser interior na psicanálise de Walter Trinca

Resenha bibliográfica sobre o livro O ser interior na psicanálise de Walter Trinca Psicologia: Teoria e Prática 2007, 9(2):149-154 Resenha bibliográfica sobre o livro O ser interior na psicanálise de Walter Trinca Iraní Tomiatto de Oliveira Universidade Presbiteriana Mackenzie Nessa

Leia mais

A RELAÇÃO HOMEM-TRABALHO DE PORTADORES DE HIV, DOENTES OU NÃO DE AIDS

A RELAÇÃO HOMEM-TRABALHO DE PORTADORES DE HIV, DOENTES OU NÃO DE AIDS A RELAÇÃO HOMEM-TRABALHO DE PORTADORES DE HIV, DOENTES OU NÃO DE AIDS Mariana Tironi de Camargo Mariana Gonçales Gerzeli Francisco Hashimoto Resumo: A presente pesquisa tem por objetivo compreender como

Leia mais

O REAL DA LÍNGUA O REAL DA HISTÓRIA considerações a partir do texto La Lengua de Nunca Acabar. Pêcheux e Gadet (1987)

O REAL DA LÍNGUA O REAL DA HISTÓRIA considerações a partir do texto La Lengua de Nunca Acabar. Pêcheux e Gadet (1987) O REAL DA LÍNGUA O REAL DA HISTÓRIA considerações a partir do texto La Lengua de Nunca Acabar. Pêcheux e Gadet (1987) Blanca de Souza Viera MORALES (UFRGS) Para Pêcheux e Gadet a lingüística não pode reduzir-se

Leia mais

Transferência e vínculo institucional na Clínica-Escola 1 José Vicente Alcantara

Transferência e vínculo institucional na Clínica-Escola 1 José Vicente Alcantara Transferência e vínculo institucional na Clínica-Escola 1 José Vicente Alcantara "Uma análise termina quando analista e paciente deixam de encontrar-se para a sessão analítica" Sigmund Freud em Analise

Leia mais

das duas estruturas mencionadas verdadeiras irmãs de sangue. Quando Freud (1905/1970) introduz o aforismo que a neurose é o negativo da

das duas estruturas mencionadas verdadeiras irmãs de sangue. Quando Freud (1905/1970) introduz o aforismo que a neurose é o negativo da O GOZO E SEUS DESDOBRAMENTOS NA CLÍNICA DA HISTERIA E DA PERVERSÃO Marco Aurélio de Carvalho Silva Vivian Ligeiro Partindo da relação de parentesco entre a histeria e a perversão, resolvemos abordar a

Leia mais

Latusa Digital ano 3 Nº 24 setembro de 2006

Latusa Digital ano 3 Nº 24 setembro de 2006 Latusa Digital ano 3 Nº 24 setembro de 2006 Filho, não vês que estou queimando! Ondina Maria Rodrigues Machado * Fui a Salvador para o XV Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, mas não só para isso. Fui

Leia mais

Entre a lei e o ato: considerações acerca da violência policial 1

Entre a lei e o ato: considerações acerca da violência policial 1 Entre a lei e o ato: considerações acerca da violência policial 1 Flávia Brasil Lima O monopólio da violência legítima A violência que verificamos na vida cotidiana das grandes cidades é um importante

Leia mais

A FUNÇÃO DO PAGAMENTO EM ANÁLISE: LIMITES E POSSIBILIDADES NA INSTITUIÇÃO

A FUNÇÃO DO PAGAMENTO EM ANÁLISE: LIMITES E POSSIBILIDADES NA INSTITUIÇÃO A FUNÇÃO DO PAGAMENTO EM ANÁLISE: LIMITES E POSSIBILIDADES NA INSTITUIÇÃO Fernanda de Souza Borges feborges.psi@gmail.com Prof. Ms. Clovis Eduardo Zanetti Na praça Clóvis Minha carteira foi batida, Tinha

Leia mais

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido 1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido No estudo da Comunicação, a publicidade deve figurar como um dos campos de maior interesse para pesquisadores e críticos das Ciências Sociais e Humanas.

Leia mais

O Desenvolvimento Emocional na Adolescência

O Desenvolvimento Emocional na Adolescência O Desenvolvimento Emocional na Adolescência O Ambiente e os Processos de Maturação (Família - Escola - Sociedade) material didático: www.tenenbaum.com.br end. correspondência: decio@tenenbaum.com.br O

Leia mais

O AMOR NOSSO DE CADA DIA * Palavras chave: Amor; felicidade; sintoma; semblante

O AMOR NOSSO DE CADA DIA * Palavras chave: Amor; felicidade; sintoma; semblante O AMOR NOSSO DE CADA DIA * Palavras chave: Amor; felicidade; sintoma; semblante Heloisa Caldas ** Minha contribuição para este número de Latusa visa pensar o amor como um semblante que propicia um tratamento

Leia mais

Tudo o que gosto é ilegal, imoral ou engorda

Tudo o que gosto é ilegal, imoral ou engorda Tudo o que gosto é ilegal, imoral ou engorda Maria Cristina da Cunha Antunes Flávia Lana Garcia de Oliveira Introdução: O campo freudiano de orientação lacaniana trabalha segundo o axioma de que não há

Leia mais

A Estrutura na Psicanálise de criança

A Estrutura na Psicanálise de criança A Estrutura na Psicanálise de criança Maria de Lourdes T. R. Sampaio O que está na cabeça do filho depende de seu desejo 1 Esta frase de Alfredo Jerusalinsky, que se refere à ilusão de alguns pais de que

Leia mais

A tópica lacaniana - simbólico, imaginário, real - e sua relação. com a função paterna

A tópica lacaniana - simbólico, imaginário, real - e sua relação. com a função paterna www.franklingoldgrub.com Édipo 3 x 4 - franklin goldgrub 7º Capítulo - (texto parcial) A tópica lacaniana - simbólico, imaginário, real - e sua relação com a função paterna (Salvo menção expressa em contrário,

Leia mais

Um olhar psicanalítico sobre o Transtorno de Stress Pós-Traumático

Um olhar psicanalítico sobre o Transtorno de Stress Pós-Traumático Um olhar psicanalítico sobre o Transtorno de Stress Pós-Traumático Fernando Del Guerra Prota O presente trabalho surgiu das questões trabalhadas em cartel sobre pulsão e psicossomática. Não se trata de

Leia mais

O sujeito e o sexual: no contado já está o contador

O sujeito e o sexual: no contado já está o contador O sujeito e o sexual: no contado já está o contador Nilda Martins Sirelli Psicanalista, doutoranda em Memória Social pela UNIRIO, professora do curso de graduação em Psicologia da Universidade Estácio

Leia mais

MANIFESTO DE ENTIDADES BRASILEIRAS DE PSICANÁLISE. indissociáveis entre si: a análise pessoal, os cursos teóricos e a supervisão dos casos clínicos.

MANIFESTO DE ENTIDADES BRASILEIRAS DE PSICANÁLISE. indissociáveis entre si: a análise pessoal, os cursos teóricos e a supervisão dos casos clínicos. MANIFESTO DE ENTIDADES BRASILEIRAS DE PSICANÁLISE Há cerca de 90 anos a formação de psicanalistas está baseada em três atividades complementares e indissociáveis entre si: a análise pessoal, os cursos

Leia mais

APRESENTAÇÃO DO MÓDULO INFÂNCIA E MORTE

APRESENTAÇÃO DO MÓDULO INFÂNCIA E MORTE APRESENTAÇÃO DO MÓDULO INFÂNCIA E MORTE Apresentação Seja bem vindo ao curso de Formação em Tanatologia à distancia oferecido pela Rede Nacional de Tanatologia. Você será acompanhado em seus estudos por

Leia mais

ASPECTOS EPISTEMOLÓGICOS DA CONSTITUIÇÃO DA PRIMEIRA TÓPICA DO APARELHO PSÍQUICO EM FREUD

ASPECTOS EPISTEMOLÓGICOS DA CONSTITUIÇÃO DA PRIMEIRA TÓPICA DO APARELHO PSÍQUICO EM FREUD ASPECTOS EPISTEMOLÓGICOS DA CONSTITUIÇÃO DA PRIMEIRA TÓPICA DO APARELHO PSÍQUICO EM FREUD Eloy San Carlo Maximo Sampaio- IP-USP Psicólogo, mestrando em Psicologia Clínica IP- USP, Bolsista FAPESP 2011/2013

Leia mais

O corpo para a psicanálise: notas sobre inibição e psicossomática. 1

O corpo para a psicanálise: notas sobre inibição e psicossomática. 1 O corpo para a psicanálise: notas sobre inibição e psicossomática. 1 Miriam A. Nogueira Lima 2 1ª - O corpo para a psicanálise é o corpo afetado pela linguagem. Corpo das trocas, das negociações. Corpo

Leia mais

O Escutar através do Desenho

O Escutar através do Desenho 1 O Escutar através do Desenho Neide M.A.Corgosinho 1 RESUMO: O artigo aqui apresentado baseia-se em algumas experiências de trabalho na internação pediátrica do Hospital Militar de Minas Gerais no período

Leia mais

Eixo Temático: Educação

Eixo Temático: Educação Título: ESTAGIÁRIO NA ESCOLA: TECENDO LAÇOS E CONSTRUINDO SAÚDE Nome do Autor: Maria Isabel Ramos da Silva. Instituição: ONG Tempo de Crescer TCER E-mail: isabelrs76@gmail.com Resumo A Tempo de Crescer

Leia mais

(Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1

(Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1 (Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1 Beatriz Maria ECKERT-HOFF 2 Doutoranda em Lingüística Aplicada/UNICAMP Este texto se insere no painel 04, intitulado Mises au point et perspectives à

Leia mais