ESTADO E SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA: NOTAS SOBRE A EVOLUÇÃO DA RELAÇÃO ENTRE O ESTADO E OS MOVIMENTOS SOCIAIS

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1 ESTADO E SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA: NOTAS SOBRE A EVOLUÇÃO DA RELAÇÃO ENTRE O ESTADO E OS MOVIMENTOS SOCIAIS Leonardo Alves Corrêa Marcele Fernandes Dias RESUMO Atualmente existem várias correntes do Direito Público que estudam a evolução, função e a importância da democracia participativa em todo o mundo. Não é possível identificar, entretanto, um aprofundamento de estudos da comunidade jurídica sobre os atores sociais que participam do processo de deliberação política. Nesse sentido, o objetivo do artigo é apresentar a evolução dos movimentos sociais no Brasil a partir da segunda metade do século XX e, principalmente, o atual fenômeno da organização em rede dos movimentos sociais. PALAVRAS CHAVES: DEMOCRACIA PARTICIPATIVA, MOVIMENTOS SOCIAIS, REDES ABSTRACT Actualmente existen diversas línea de investigación del Derecho Público que estudian la evolución, función y la importancia de la democracia participativa en todo lo mundo. No es posible identificar, entretanto, un detallamento del estudios de la comunidad juridica sobre los actores sociales que participan del proceso de decisión política. Nese sentido, lo objetivo del artículo cientifico es presentar la evolución del movimientos populares en el Brasil a partir de la según mitad del siglo XX, y, principalmente, lo actual fenómeno de la organización en red del movimientos populares. KEYWORDS: DEMOCRACIA PARTICIPATIVA, MOVIMIENTOS POPULARES, RED Especialista em Direito Público pela PUC MINAS; Pós graduado em Gestão Ambiental pelo IETEC e integrante do NUJUP Núcleo Jurídico de Políticas Públicas - vinculado ao programa de pós-graduação em Direito da PUC-Minas.. Especialista em Gestão Pública pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e graduada em direito pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

2 INTRODUÇÃO A atual crise da democracia representativa vivenciada nos últimos anos pelos países desenvolvidos principalmente EUA e na Europa e nos países subdesenvolvidos ou, em uma nomeclatura mais moderna, em vias de desenvolvimento estimulou uma importante discussão sobre a adoção de modelos alternativos para o exercício da soberania popular. A proposta de uma nova forma de democracia, por sua vez, que permitisse a abertura de canais diretos de participação popular, constitui o âmago dos recentes debates sobre o Estado Democrático de Direito. A idéia da institucionalização de espaços públicos não estatais como um locus no qual o debate político é realizado de forma aberta, plural e democrática é um tema extremamente relevante em um mundo caracterizado pela diminuição do papel do Estado após a forte onda neoliberal dos últimos 25 anos. No Brasil, grandes foram os avanços da democracia participativa no âmbito de uma dogmática e da implementação prática dos referidos canais de participação. No âmbito teórico, por exemplo, a academia brasileira tem sido um fértil terreno para o desenvolvimento e, principalmente, a (re) construção das idéias de grandes autores como Canotilho, Habermas, Boaventura, dentre outros. Do ponto de vista da práxis administrativa é possível também identificar avanços na concretização de espaços públicos voltados para a condução de um processo dialógico entre os diversos atores sociais. São os casos dos conselhos de política pública, os orçamentos participativos, as audiências públicas no Legislativo e no Executivo, etc. Por outro lado, podemos também identificar a reestruturação da forma de atuação dos movimentos sociais a partir da década de 90. O processo de globalização e o avanço tecnológico geraram uma nova forma de organização entre as organizações: o associativismo e a formação de REDES sociais.

3 A academia jurídica, entretanto, não obstante o aprofundamento dos estudos sobre a democracia participativa nos últimos anos, não se envolveu de forma mais consistente na análise e compreensão dos movimentos sociais que participam dos processos de tomada de decisão política. Ao estudar o fenômeno da democracia participativa, o pesquisador do Direito não pode cometer o equívoco metodológico de fracionar o objeto da investigação. Em outras palavras: não seria possível proceder a uma consistente pesquisa científica sobre a democracia participativa desvinculada de uma identificação, classificação, contextualização e análise dos atores sociais que participam do processo democrático. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo apresentar a hipótese para os seguintes questionamentos: Como a atual forma de organização dos movimentos sociais influencia na democracia participativa? 1. BREVES CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS SOBRE O MOVIMENTO SOCIAL. O surgimento dos movimentos sociais no Brasil remete ao início do processo de colonização (resistência antiescravista, revolta no Maranhão, guerra dos emboabas, guerra dos mascates, revolta de Filipe dos Santos) pelo Estado Português. Entretanto, somente a partir da segunda metade do século XX inicia-se no Brasil uma multiplicação dos movimentos sociais principalmente nos grandes centros urbanos. A consolidação do regime ditatorial militar a partir do final da década 60 não significou um enfraquecimento dos movimentos sociais até então existentes. O ambiente repressor e o enfraquecimento (ou desaparecimento ) dos canais institucionais de participação popular foram fatores que produziram estímulos para a discussão e debates em determinados grupos sociais. A ausência de um espaço democrático, aberto e plural para a discussão e deliberação de temas que a sociedade considerava importante naquele determinado período histórico

4 provocou uma efervescência de contestações e questionamentos ainda que informais ou implícitos em formas de manifestações culturais que exigiram uma reformulação dos movimentos sociais. São exemplos reais dos movimentos sociais na década de 70: a) Movimento pela anistia ( ); b) Ciclo de greve generalizado ( ); c) Custo de vida CARESTIA Movimento nacional contra alto preços dos alimentos ( ); d) Movimento pelo Transporte público ( ); e) Movimento de luta por creche ( ). A relação entre os movimentos sociais e o regime militar como em todo Estado de exceção é caracterizada pela intensa fiscalização dos movimentos, perseguição dos líderes, repressão violenta em caso de confronto com o aparato estatal. Os movimentos sociais eram interpretados pelo regime militar como ações de grupos de esquerda que possuíam como objetivo principal desestabilizar o Estado e a ordem social, econômica, jurídica e política instituída pelo Estado. A relação dos movimentos com o Estado era visto em termos de antagonismo e oposição. Enfatiza-se o caráter extra-institucional das práticas populares e por isso elas não estavam contaminadas pelos vícios da política oficial assim como sua autonomia em face de partidos políticos e dos aparelhos do Estado em geral. (GOHN, 2006) O início do processo de redemocratização e a transição para (re)construção de um novo projeto de Estado de Direito viabilizaram a institucionalização de novos espaços públicos de discussões e deliberações de políticas públicas. Esses movimentos (...) ocuparam de forma criativa o escasso espaço público que restou depois que os militares eliminaram ou restringiram duramente os canais de participação e representação existentes. Além disso, foram capazes de criar novos espaços públicos onde os excluídos social, político e culturalmente pudessem reconstruir suas identidades, necessidades, interesses, e desafiar o autoritarismo na política e na sociedade. (DAGNINO 2002)

5 Um fenômeno importante de reformulação da estrutura dos movimentos sociais no Brasil começa a ser percebido pelos estudiosos do tema a partir de meados da década de 70. Duas são as principais mudanças identificadas nos movimentos sociais. Multiplicação de focos de interesse: A partir da década de 70 é possível perceber o surgimento de uma ampliação de áreas ou temas abordados por diferentes movimentos sociais. Percebe-se aí uma forte influência dos movimentos mundiais, tais como, o feminismo, ambientalismo, direitos humanos, etc. Mudança no objeto de reivindicação: Surge também na década de 70 um novo objeto de demanda entre os atores sociais. O fenômeno da multiplicação de focos de interesse influenciou diretamente na transformação do pleito dos movimentos sociais: a reivindicação que antes era apenas de bens e serviços públicos se transformou em um tipo de requisição mais ampla de direitos fundamentais: igualdade entre o sexo, raça; respeito à natureza; liberdade política etc. O processo de discussão pública e democrática entre os diversos atores e grupos sociais envolvidos na constituinte no final da década de 1980 é um exemplo da nova forma de relacionamento entre o Estado e os movimentos sociais. Trata-se de uma importante alteração na percepção estatal: de grupos subversivos e ilegais existentes durante o período da ditadura militar, os movimentos sociais passam a ser visto como relevantes atores na construção do novo projeto de Estado Democrático. Percebe-se aí o surgimento de um novo tipo de organização social que determinaria uma reformulação na relação do Estado e sociedade civil a partir dos anos 90: as organizações nãogovernamentais ONGs. 2. O NOVO CONTEXTO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS A PARTIR DOS ANOS 90: CONCEITOS, CARACTERÍSTICAS E OBJETIVOS.

6 O processo de globalização exerceu grande influência no novo desenho dos movimentos sociais a parir da década de Segundo o Prof. Mário Lúcio Quintão: A nova ordem internacional e a globalização econômica entronizam, no atual momento, modelo de Estado mínimo, priorizando ordem e segurança pública e, de forma apenas subsidiária, a educação e a saúde, i.e., segundo a ideologia neoliberal, a transferência do ônus das prestações do Estado para a sociedade civil. O modelo neoliberal pretende, assim, em termos de legitimidade, romper com a natureza participativa do processo de decisões políticas, no qual um critério de racionalidade material afere publicidade dos conteúdos substantivos destas decisões democráticas. (SOARES 2001) Um outro fenômeno social foi também determinante na configuração de um novo formato dos movimentos sociais, a saber: o avanço da tecnologia da informação e a popularização da rede mundial de computadores. A expansão comercial e o desenvolvimento tecnológico da rede mundial de computadores a partir de 1995 permitiram a existência de um novo fluxo de informações entre os movimentos sociais e uma nova dimensão de atuação independentemente dos limites territoriais dos atores sociais. Se por um lado a evolução tecnológica da informação e comunicação serviu ao processo de globalização, sob outra perspectiva parece ser responsável também por uma nova forma de organização e atuação dos movimentos sociais. Conforme relatado anteriormente, um novo ator surge no final da década de 80 e conquista um status diferenciado a partir de 1990: as organizações não-governamentais ONGs. No Brasil, esse papel passou a ser desempenhado pelas ONGs, que fazem a mediação entre aqueles coletivos e organizados e o sistema de poder governamental, como também entre grupos privados e instituições governamentais. Uma nova institucionalidade se esboçou a partir desta visão de mundo, na qual se observa a reformulação da concepção de esfera pública e do que lhe pertence. Isso resultou na construção de uma nova esfera, ou subesfera, entre o público e o privado, que é o público nãoestatal, e no surgimento de uma ponte de articulação entre estas duas esferas, dada pelas políticas de parceria. (GOHN 2006)

7 Assim, um novo formato de atuação das ONGs adquiriu força e legitimidade a partir dos anos 90: a condução das atividades e do relacionamento inter-institucional em REDES. A atuação em redes se define como uma nova forma de atuação dos movimentos sociais baseada no entrelaçamento de ações e na troca do fluxo das informações e conhecimentos. 3. DOS MOVIMENTOS SOCIAIS À FORMAÇÃO DE REDES - O ATUAL PAPEL DESSES MOVIMENTOS NA SOCIEDADE DEMOCRÁTICA. Após um breve histórico dos movimentos populares que ocorreram no Brasil, conclui-se que esses movimentos contribuíram para a formação de uma sociedade civil mais consciente, democrática, organizada e pluralizada, que busca participar da definição das políticas públicas e da concretização de seus interesses. O surgimento e a consolidação de vários movimentos e organizações sociais permitem além de uma democracia representativa seja também exercida uma democracia direta, onde a sociedade atua como sujeito ativo nas definições de interesses públicos e estabelecimento de suas prioridades. Alguns autores entendem que a partir da década de 90 houve uma diminuição de participação e atuação dos movimentos sociais nos espaços públicos de discussão, como conseqüência da grande expectativa não correspondida pelos resultados práticos obtidos pós Constituição de A questão a ser analisada é se o que ocorreu na verdade não foi uma alteração nas práticas associativistas. Gohn (1997, p.285), pontua como alguns fatores dessa crise o desgaste das práticas participativas, a expansão do associativismo institucional, o surgimento de grandes centrais sindicais e de entidades aglutinadoras dos movimentos

8 sociais, a profissionalização das lideranças, e, principalmente o surgimento e a expansão das organizações não governamentais (ONGs). Segundo Godinho (2007), o que possivelmente se verificaria no estudo empírico dos movimentos sociais não coincidiria com o extremo otimismo e normatividade da maioria das produções teóricas. Por essa razão, o problema que hoje parece saltar aos olhos dos pesquisadores, sendo identificado como uma crise da sociedade civil em sua capacidade de se organizar nos anos 90, pode estar se apresentando como uma reconfiguração. Outra hipótese, que nos parece a mais acertada, aponta para a possibilidade das teorias e abordagens construídas pelo fenômeno da mobilização e do associativismo da sociedade civil terem encontrado seus próprios limites, na medida em que suas postulações não teriam dado conta da realidade encontrada. Fato é que os movimentos sociais possuem uma realidade bastante dinâmica, que aumentou e se diversificou com o movimento da globalização, possibilitando o surgimento de novos sujeitos sociais e uma maior inter-relação entre aqueles já existentes. Conclui-se que, na atualidade, os movimentos sociais longe de terem encerrado sua contribuição para a consolidação de uma sociedade participativa e consciente, civil e politicamente, redefiniram suas formas de atuação buscando enfrentar os novos desafios advindos das transformações resultantes dos anos 1970 em diante. O que não se pode negar é que como conseqüência das trajetórias dos movimentos sociais houve o fortalecimento de articulações entre si, unindo pessoas e movimentos com participação popular, constituindo verdadeiras redes sociais, que congregavam pessoas e instituições para a participação de movimentos reivindicativos, como parte de valores comuns.

9 4. CARACTERÍSTICAS E FUNCIONAMENTO DAS REDES SOCIAIS A formação de redes sociais, considerada como uma nova prática de cooperação entre organizações sociais, tem por fim a busca de meios para atuação eficiente, para atingirem seus objetivos, buscando o fortalecimento e a prevalência de seus ideais, para que dessa forma possam intervir na atual realidade social complexa. Nesse sentido, a rede é um espaço de construção coletiva, que se define a medida que é realizada. Segundo Godinho (2007), a metáfora das redes (ou teias) ajudaria a expressar os múltiplos níveis de entrelaçamento dos movimentos sociais com outros territórios político-institucionais e cultural-discursivas, além de auxiliar a pensar o alcance deles para além de seus elementos constitutivos. A autora aponta ainda algumas das características principais da nova forma de atuação da sociedade civil fundamentada na cooperação entre os atores: CARACTERÍSTICA DESCRIÇÃO 1 Relações não hierárquicas (estrutura Igualdade de poder nas discussões e na horizontal) tomada de decisão, porém não significa igualdade na capacidade articulatória dos atores envolvidos. 2 Relações independentes Existência de autonomia entre os atores que compõe a rede, havendo liberdade para discordâncias sem possibilidade de retaliações ou penalidades. 3 Diversidade em sua composição Presença de representantes de diversas organizações, ainda que não necessariamente a origem de suas organizações seja de uma mesma ideologia ou objetivo.

10 4 Interesse comum em relação a uma A formação de rede se justifica por um política objetivo comum, ainda que esse objetivo não seja comum na origem de cada componente da rede. 5 Intercambiam recursos Troca e compartilhamento de recursos existentes e conquistados de forma mais ou menos igualitária e com discussão de todos. 6 Transnacionalidade Relação de parceria e troca entre as organizações ou redes que vão além do território nacional. 7 Pluralismo orgânico e ideológico Possibilidade de coexistência e parceria entre entidades com diferentes organizações internas (atores) e diferentes componentes ideológicos. 8 Atuação no campo cultural e ideológico Busca por transformações mais amplas, sociais, ainda que existam demandas pontuais e diferenciadas, ou de cunho reivindicatório. 9- Informalidade relativa Inexistência (ou não necessidade de existência) de mecanismo de regulação da rede, tais como, formalidades jurídicas, formas oficias de encaminhamento, sedes, atas, documento e prenome de tratamento. 10- Não centralidade/policentrismo Inexistência de ator ou organização que centralize pautas, decisões, ações, objetivos ou ideologias. 11-Funcionamento por autoregulamentação Existência de regras de funcionamento (informais) próprias a cada rede, adaptáveis, rediscutíveis e decididas de forma horizontal.

11 12- Modo espontâneo de ação As ações da rede estão relacionadas às suas próprias decisões, ações, objetivos ou ideologias. 13- Parceria voluntária A entrada e saída na rede voluntária, espontânea. 14- Manutenção da autonomia e da Composta por entidade e atores que de identidade, com prosseguimento das alguma forma compartilham algum atividades específicas de cada unidade objetivo e ações, mas que por outro lado integrante da rede. não interferem na autonomia, organicidade e ideologia das organizações que compõe a rede. A constituição de uma rede não é rápida nem imediata, é o de uma seqüência de interações que se formam na consolidação de vínculos entre os sujeitos sociais, cujo objetivo é a coesão da rede para maior eficiência de atuação. A figura de uma agência ou de um sujeito central pode existir, mas sua função se restringirá a de conduzir, unir, informar e integrar, tendo autoridade mais moral do que legal, no intuito de organizar os participantes a um determinado tipo de atuação. É sempre importante assegurar a autonomia, o diálogo e a cooperação na rede social. Para Migueletto (2002) as redes possuem um modus operandi próprio. Os elementos estratégicos à disposição para a ação administrativa são os atores (sujeitos ativos que interagem), as percepções (visões de mundo), as relações (tipos de vínculos), os recursos (de diversas naturezas) e as regras (expressam padrões de comportamento). A autora propõe a seguinte definição de rede: É um arranjo organizacional formado por um grupo de atores que se articulam com a finalidade de realizar objetivos complexos, inalcançáveis de forma isolada. A rede é caracterizada pela condição de autonomia das organizações e pelas relações de interdependência que estabelecem entre si. É um espaço no qual se produz uma visão compartilhada da realidade, se articulam diferentes tipos de recursos e se conduzem ações de forma cooperada. O poder é fragmentado e o conflito, inexorável, por isso se

12 necessita de uma coordenação orientada ao fortalecimento dos vínculos e ao impedimento da dominação (MIGUELETTO, 2002). Ainda na visão da autora, um modelo administrativo geral para as redes deve levar em consideração as duas dimensões de gestão: uma voltada à cooperação dos autores (dimensão dialógica); outra orientada para a efetividade dos projetos (dimensão estrutural). Assim, as redes sinalizam com uma possibilidade de evolução na administração, uma vez que se ocupam da gestão de uma forma compartilhada e democrática, da autonomia e opinião dos atores envolvidos (Migueletto, 2002). 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS TENDÊNCIAS E DESAFIOS DOS MOVIMENTOS DE REDES SOCIAL NO BRASIL. A nova sociedade civil, sujeito ativo que interage e reivindica com o Estado, é composta de inúmeras organizações sociais que se comunicam, constituindo uma trama diversificada de atores coletivos, autônomos e espontâneos, com o objetivo de se fortalecerem e mobilizarem seus mais ou menos escassos recursos associativos para ventilar e problematizar questões de interesses gerais (comuns, nacionais ou mundiais) ou mais específicos (locais ou com maior enfoque em determinada causa). Os movimentos sociais mostram seu papel na ampliação e aprofundamento da concepção de democracia; mas isso inclui a inserção de uma democracia que transcende o nível institucional formal e debruça-se sobre o conjunto de complexas relações sociais perpassadas por questões políticas, ideológicas, culturais e econômicas. As redes, como expressão e forma de atuação adotado pelos movimentos sociais, provocaram mudanças, ampliando-se e fortalecendo-se por meio de cooperação entre si, passando a atuar de modo mais operacional e propositivo, abrangendo outros temas além do político, tais como moradia, cidadania planetária, ambientalistas, das mulheres, direitos humanos, etc. Segundo SCHERER-WARR (2006) a nova sociedade civil organizada, consciente e participativa, tende a ser uma sociedade de redes organizacionais, de redes inter-

13 organizacionais e de redes de movimento e de formação de parcerias entre as esferas públicas e privadas, criando novos espaços de governança com o crescimento da participação cidadã. As redes de movimentos sociais possibilitam, nesse contexto, a transposição de fronteiras territoriais, articulando as ações locais às regionais, nacionais e transacionais; temporais, lutando pela indivisibilidade de direitos humanos de diversas gerações históricas de suas respectivas plataformas; sociais em seu sentido amplo, compreendendo o pluralismo de concepções de mundo dentro de determinados limites éticos, o respeito às diferenças e a radicalização da democracia por meio do aprofundamento da autonomia relativa da sociedade civil organizada. Essa é a nova utopia do ativismo: mudanças com engajamento com as causas sociais dos excluídos e discriminados e com defesa da democracia na diversidade. REFERÊNCIAS GODINHO, Lena de Lacerda. Cooperação Interorganizacional e Redes Sociais: um estudo de quatro redes centradas em Belo Horizonte. Belo Horizonte, PUC, Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais. GOHN, Maria da Glória. Teorias dos Movimentos Sociais: paradigmas clássicos e contemporâneos. São Paulo, Loyola. LAVALLE, Adrián G. Sem pena nem glória: o debate sobre a sociedade civil nos anos Revista Novos Estudos, CEBRAP, jul. 2003, n.º 66. LAVALLE, Adrián G. Espaço e vida públicos: reflexões sociais e sobre o pensamento brasileiro. Tese de Doutorado em Ciência Política Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP, MIGUELETTO, Danielle. Gestão de organizações em rede: desafio para a administração contemporânea. Rio de Janeiro, FGV, mimeo SCHERER-WARREN, Ilse. Cidadania sem fronteiras: ações coletivas na era da globalização. São Paulo, Hucitec, SCHERER-WARREN, Ilse. Das Mobilizações às Redes de Movimentos Sociais. Sociedade e Estado, Brasília, SOARES, Mário Lúcio. Teoria do Estado. Belo Horizonte. Del Rey; 2006

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