Analisando a cont (ação) de histórias como influência na produção escrita e no comportamento infantil

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1 Analisando a cont (ação) de histórias como influência na produção escrita e no comportamento infantil ¹Kátia Farias da Silva, Universidade Estadual Vale do Acaraú Resumo: A cada dia que se passa o professor precisa estar interado nas inovações pedagógicas de modo que possam facilitar cada vez mais a aprendizagem do educando. Muitos alunos, por vezes, apresentam resistências nos momentos de produções textuais afirmando não saberem o que escrever, por não terem ideias. Pensamos que a metodologia aplicada pelo professor em sala de aula é que comprova o sucesso ou o fracasso do interesse do aluno durante o cotidiano escolar. Dentre tantos processos metodológicos, acreditamos que o docente pode e deve fazer uso de contações de histórias como possível subsídio para as produções textuais mais coerentes, a fim de que os discentes sintam-se impulsionados a serem autores produtivos. Assim, objetivamos, nesse trabalho investigar até que ponto a socialização durante as contações de histórias influencia no comportamento da criança, bem como no desenvolvimento da oralidade e, consequentemente, um melhor desempenho nas produções escritas de textos narrativos dos 23 alunos do 4º ano B, de ambos os sexos,de uma escola da rede privada de ensino em Campina Grande/Paraíba. Como processo metodológicos utilizamos a leitura de literaturas infantis, contação de histórias, observação,conversa informal, produções de textos narrativos, reescritas, dentre outros. Para o desenvolvimento do trabalho baseamos as nossas pesquisas nos estudos de Prado (2007), Abramovich (1997), Kuhlthau (2002), Sisto (2001), entre outros estudiosos. Os resultados sinalizaram que a socialização de leituras de literaturas; e a externalização de textos orais influenciaram a pluraridade das ideias dos docentes nos momentos de produzirem textos mais coerentes, e que a oralidade instigou um melhor desenvolvimento, tornando o discente mais propenso a sentir-se criativos e capazes de vencer seus próprios obstáculos na escrita. Constatamos, ainda, que a prática do professor em inovar suas aulas buscando meios que facitlitem o ensino aprendizagem é cada vez mais conveniente ao fazer pedagógico, uma vez que ele, junto à escola, possuem importante papel na formação de leitor/autor. Palavras-chaves: Leitura, escrita, narração, inovações. Abstract: Every day that goes by the teacher must be an interest in innovative teaching methods so that they can facilitate more learning of the student. Many students sometimes have moments of resistance in textual productions saying they do not know what to write, for not having ideas. We believe that the methodology applied by the teacher in the classroom that is evidence of the success or failure of student interest during the school routine. Among many methodological processes, we believe that teachers can and should make use of contações stories as possible allowance for the textual productions more consistent, so that the students feel driven to be productive authors. Thus, the objective of this paper to investigate the extent to which socialization during contações stories influences the child's behavior and the development of orality and therefore a better performance in the written production of narrative texts of the 23 students of 4th year B of both sexes, a private school education in Campina Grande, Paraíba. As a methodological process used to read children's literature, storytelling, observation, informal conversation, the production of narrative texts, rewritten, among others. To develop the work we base our research studies in the Prado (2007), Abramovich (1997), Kuhlthau (2002), Sisto (2001), among other scholars. The results sinalisaram that socialization and reading of literature, and the outsourcing of oral texts influenced the plurality of ideas for teachers in times of texts produce more consistent, and that prompted a better oral development, making students more likely to feel creative and able to overcome their own obstacles in writing. We also ¹Pedagoga, graduanda co curso de licenciatura específica em Língua Portuguesa, professora do ensino fundamental I.

2 35 observed that the practice of teachers in their classrooms looking for ways to innovate that facitlitem the teaching and learning is increasingly appropriate to the teaching done. Once I have it next to the school an important role in the formation of reader / author. Key-words: Reading, writing, narration, innovations. Introdução A palavra texto vem do latim textum, tecido, teia. Ensinar a uma criança a produzir texto não é tarefa simples. Compete ao professor buscar métodos que facilitem a exposição do que está intrínseco na criança e incentivá-la mostrando-lhe sua capacidade como autor. Solicitar, apenas, que o aluno escreva um texto partindo de formas tradicionais de leitura e escrita não tem demonstrado grandes resultados. Partindo do ponto pedagógico que a educação se renova e as metodologias aplicadas pelo professor em sala de aula devem acompanhar essas renovações, fazem-se necessários novos meios que atendam as necessidades dos alunos mediante o estágio de aprendizagem em que cada um deles se encontra. Pensou-se, então, na contação de histórias como subsídio para que a aprendizagem se tornasse mais interessante e, consequentemente, verificar a influência da mesma nas produções textuais, já que a oralidade seria bastante enfatizada e o imaginário, estimulado. Por ter a informação de que um número elevado de estudantes apresenta dificuldade de realizar produções textuais afirmando não ter o que pensar, ou não ter ideias para transcrever para o papel, é que decidimos investigar a influência da contação de histórias como meio de externalizar a imaginação e, posteriormente, produzir textos coerentes. De forma que, nos momentos de contação os alunos ao invés de sentirem-se intimidados a falar, pudessem realizar as atividades propostas de forma prazerosa. Durante a pesquisa utilizamos como metodologia a leitura de literaturas infantis, contação de histórias, observação, conversa informal, reescritas textuais e produções e análises de textos narrativos, pois, como afirma Bruner (apud PRADO; SOLIGO, 2007, P.48) é possível que as formas mais usuais e instantâneas que o

3 36 ser humano utiliza para estruturar suas vivências e informações seja a forma narrativa Com o objetivo de investigar até que ponto a contação de histórias e socialização, como ferramentas metodológicas/pedagógicas, influenciam no desenvolvimento da oralidade e, consequentemente, uma possível melhora nos textos, é que nos embasamos nas concepções de teóricos que dedicam-se a pesquisar sobre narrações orais e escritas e produções de textos, a fim de verificar o desempenho nas produções escritas de textos narrativos após a socialização de leituras. A leitura Não podemos falar de contação de histórias, sem falar do ato de ler, pois é certamente do fascínio de contar e ouvir histórias, que nasce o fascínio de ler (SISTO, 2001 p. 47). Cada vez mais as crianças precisam desde cedo ser incentivadas à leitura, já que ler amplia a visão do mundo. Para contribuir com a ideia de que formar cidadãos leitores, Abramovich ressalta: Ah, como é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas, muitas histórias... Escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo. (1997, p.16). Quando o aluno lê e reproduz as palavras, mesmo do escrito, assume a competência de dar vida às palavras e às ideias suscitadas a partir do texto. E tudo começa a partir das escutas de histórias, já que ouvir histórias desperta a sensação de prazer, instiga a criança a ser um contador também e ainda influencia nos momentos de produções textuais. A leitura reflete no processo de aquisição da escrita de forma adequada. Concordamos com o estudioso ao afirmar que, antes que se possam ler sozinhas as crianças devem escutar histórias, a fim de desenvolver o interesse pelos livros e conscientizar-se da variedade de livros disponíveis. Quando estão aprendendo a ler a escuta de histórias funciona como uma influência modelizadora para a leitura. Essa atividade possibilita a experiência com o fluxo das palavras para formar os

4 37 significados. As crianças vivenciam o prazer e os sentimentos criados pela leitura. Por outro lado, a leitura tem como finalidade a formação de escritores, não no sentido de profissionais da escrita, mas de pessoas capazes de escrever adequadamente. Assim, ela fornece a matéria-prima para a escrita (o que escrever), além de contribuir para a constituição de modelos (como v). (Kuhlthau 2002, p.50). O papel do professor Estamos num mundo de aprendizado cada vez mais desafiador. É preciso criar e desenvolver novas habilidades de modo que se possam suprir as necessidades do educando. Assim, o professor tem uma grande tarefa pela frente. É preciso buscar novos métodos pedagógicos para que a aprendizagem seja mais significativa, uma vez que a forma como a metodologia será aplicada facilitará a aquisição da leitura e escrita. Possibilitar ao aluno o desenvolvimento de sua sensibilidade expressiva é uma tarefa essencial para o educador que acredita em uma nova proposta tanto de leitura quanto de escrita. Contudo, compreende-se que para formar leitores-autores precisamos, como professores, elaborar as estratégias a serem tomadas para alcançarmos os objetivos com sucesso. Muitos alunos apresentam dificuldades nos momentos de escritas por uma série de razões e afirmam não saber o que escrever e nem como porque não sabem transpor para o papel. Apresentam insegurança e resistência no momento da produção textual, especificamente, textos narrativos, porque relatam não terem ideias e não saberem dar sequência aos fatos. É aí que entra o professor com as suas habilidades no fazer pedagógico. O educador possui importantíssimo papel no processo de escrita de texto. Como mediador precisa mostrar que todos nós somos capazes de escrever e que se ele, o aluno, começar a deixar fluir a sua imaginação no momento da escrita, seus textos surgirão de forma simples. De acordo com Prado (2005), é pelo contato com diversos textos que um aluno experimentar vivências alheias e pode construir as referências que sustentarão as suas escolhas.

5 38 Uma forma de inovar o cotidiano escolar são os momentos de contação de histórias. O professor como contador de histórias é instigador na busca de leituras de literaturas e formação de novos contadores que o ver como exemplo. A recreação é um dos principais objetivos de se contar histórias, porém salienta-se que sua importância está muito além: desenvolvem-se diversas formas de linguagem; forma caráter; proporcionar o prazer do imaginário; desenvolve funções cognitivas importantes para o pensamento; o raciocínio lógico; as relações espaciais e temporais. Contar histórias, hoje, significa salvar o mundo imaginário (SISTO, 2001). O estilo de vida, reprodutor e sem individualidades, bombardeado por múltiplas invenções, acaba anulando o ato de pensar, impedindo o livre exercício da imaginação. As narrativas são cultivadas nos diversos grupos sociais, especialmente através da oralidade, e é por isso que faz com que a narração se constitua em uma forma discursiva básica para a formação dos seres humanos. A metodologia aplicada por professores presos ao ensino tradicional inibe a criança no momento de se produzir um texto. Onde a realização desta serve apenas de ocupação de tempo para não se deixar os alunos sem ter o que fazer ou até mesmo como forma de punição. Dessa forma, o educando sente-se pressionado a realizar uma tarefa prazer e sem consciência do que está fazendo. O medo em produzir e a aversão acaba tendo suas raízes fincadas nas séries iniciais. É preciso evitar que o aluno limite o seu texto a gramatiquice para que a produção não fique sem sentido e limite as ideias do iniciante autor. O aluno: contação, leitura e a escrita Quando a criança conta a história que leu, desenvolve, amplia seu vocabulário e criatividade, inibe a timidez, proporcionando-a a produzir textos com mais conceitos e qualidade. Reforçando, então, a afirmação de que é mais fácil a criança se comunicar oralmente porque a fala é mais corporal, mais direta e fácil de manipular. Contando histórias lidas possibilita o desenvolvimento de uma estrutura de

6 39 linguagem interna mais sofisticada do que a usada no dia-a-dia, aprimorando tanto a linguagem oral quanto a escrita. O aluno contador de histórias inicia um processo de atenção, prestando atenção ao que é narrado e verifica se as pessoas que estão ouvindo estão na expectativa de saber o próximo fato a ser narrado. Ele se sente como peça fundamental nesse jogo de contação onde há troca de sensações entre contador e ouvintes. É observando essas concepções que a criança cria, involuntariamente, todo um cuidado no momento em que se vai à escrita. Devido ao enriquecimento do seu vocabulário, a sequência dos fatos organiza as ideias durante o momento de narrações orais, que quando se vai escrever tem-se um cuidado com os aspectos que tornem um texto, no mínimo, compreensível na ação de redigir. O aluno é uma fonte de diversidade e por isso ele deve ser instigado á leitura de diferentes gêneros textuais. Assim, tendo acesso a diferentes tipos de histórias, percebe que o texto escrito segue as normas da língua escrita, que são completamente diferentes daquelas da linguagem falada. Á medida em que ela vai se expondo a leitura, esta se reflete na escrita e, consequentemente, exercitando esta última, possibilita e facilita a comunicação entre as pessoas, por isso, é necessário criar oportunidades que possibilitem o desenvolvimento dessa habilidade. Narração nada mais é que contar histórias e a leitura que fica intrínseca em nós como leitores regojeia-nos fazendo-nos revelar a intimidade do que se leu revelando na oralidade o que foi absorvido da leitura. Consequentemente, a palavra narrar vem do verbo latino narrare, que significa expor, contar, relatar. E se aproxima do que os gregos antigos clamavam de épikospoema longo que conta uma história e serve para ser recitado. Narrar tem, portanto, essa característica intrínseca: pressupõe o outro. Ser contada ou ser lida: é esse o destino de toda história. E se as coisas prenhes da palavra, como preferia Baktin (1997), ao narrar falamos de coisas ordinárias e extraordinárias e até repletas de mistérios, que vão sendo reveladas ou remodeladas no ato da escuta ou na suposta solidão da leitura. (PRADO e SOLIGO 2007, p.48)

7 40 A prática da narração de histórias como forma de conhecimento, desencadeia o desenvolvimento da imaginação, da sensibilidade, da manipulação crítica e criativa da linguagem oral. E é possível em todas as fases do desenvolvimento do ser humano, assim:... o poder de resistência da palavra prova de maneira irrefutável que a comunicação entre os homens é essencial à sua própria natureza. O impulso de contar histórias deve ter nascido no homem no momento em que ele sentiu necessidade de comunicar aos outros, certa experiência para todos. (COELHO 2001, p.13) Se o educador souber aproveitar as oportunidades de aprendizagem que surgem no dia-a-dia, terá a oportunidade de enriquecer o seu trabalho como mediador auxiliando seus alunos nos momentos das produções dos textos em sala de aula, uma vez que, o mediador acompanhando de perto o discente poderá com mais intimidade verificar as deficiências dos mesmos na escrita das narrativas mais coerentes e significativas. Um texto é considerado coerente quando se consegue dar sentido a ele. Este sentido é construído não só pelo produtor como também pelo recebendo, que precisa deter os conhecimentos necessários a sua interpretação (VAL, 1991, p.06) É importante que o ensino da escrita seja desenvolvido em sala de aula, pois O professor deve intervir durante o processo como um guia que proporciona a sustentação que os aprendizes necessitam para resolver os múltiplos problemas das tarefas de composição, e, desse modo ir ultrapassando pouco a pouco os conhecimentos e procedimentos requeridos para se tornarem escritores autônomos (CAMPS, 2006, p.20). O professor passar a ser a ponte que ligará o aluno ao sucesso d aprendizado de forma que possa juntamente com o discente possibilitando a melhoria das dificuldades, bem como, mostrando a eles os avanços que conseguem obter. Análise de dados

8 41 A experiência com a presente pesquisa deu-se numa escola da rede particular de ensino, tendo como sujeitos 23 alunos do 4º ano B, de ambos os sexos, na cidade de Campina Grande/Paraíba campo de atuação docente da professora coordenadora deste projeto. Caracterizada como pesquisa-ação, este trabalho proporcionou conhecimento relevantes a prática docente, bem como reflexões da professora sobre o seu próprio trabalho. No dizer de Thoiollent, a pesquisa-ação se constitui de base empírica e, É concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo (THIOLLENT apud GIL, 2002 p. 14). Iniciamos a pesquisa a partir de conversas informais com os alunos verificando a intimidade que eles tinham com o processo de leitura e produção de textos narrativos. Descobrimos, então, que eles gostavam de ler, mas não tinham o hábito da leitura constante. Relatavam gostar de ouvir as narrações das histórias realizadas por outras pessoas, um professor, um parente. Percebemos que eles não tinham o hábito de narrar o que liam, mas aproveitamos a preferência deles e seguimos o próximo passo. No final da aula, cotidianamente, a professora sorteava um aluno e pedia que ele escolhesse uma literatura que ele gostaria que fosse contada pela professora. Os livros eram escolhidos previamente pela professora, que já os tinha lido e sabia bem as histórias, e os temas abrangiam a necessidade dos alunos. No término, conversava-se sobre os fatos da história e a professora levantava questionamentos sobre a narrativa e os inquietavam a fim de que dessem suas opiniões sobre determinado fato ou ato dos personagens. Enfatizava-se bastante que um texto narrativo nada mais era do que a explanação da ideias que os alunos externalizam na oralidade. É contar uma história. Nos encontros seguintes, chegavam eufóricos para a aula querendo saber que hora e em que momento seria a contação naquele dia.

9 42 Logo após, começamos a pedir que eles escolhessem as literaturas para serem lidas e por fim, socializavam a fim de incentivar a oralidade, onde cada criança era incentivada a criticar as ações de cada personagem e sobre o desfecho do texto. Partindo, em seguida, para a escolha de um personagem específico em que o aluno tenha se identificado mais e debatiam sobre suas ações. Em seguida, a professora solicitava que produzissem um texto com a personagem escolhida pelos alunos e imaginasse e escrevessem uma nova narração. Depois da produção, eles oralizavam o que haviam produzido e contavam a história produzida. Em outro momento, realizamos a atividade com o baú de histórias. No decorrer desta, os alunos sentaram no chão em círculo e cada um deles imaginava o que teriam achado dentro de um baú imaginário e oralizava o que via e passava o baú pra o próximo aluno e assim, consequentemente, até terminar o círculo. Por fim, a professora instigava a imaginação e de forma simples e criativa aproveitava as oportunidades para deixar claro que escrever textos nada mais é que transpor para o papel aqui que se imagina. Pedia-se, em outro momento, que criassem textos narrativos e os alunos escreviam, ainda sem se importar para a coesão do texto, uma vez que o objetivo seria a liberdade em escrever, tornando-os capazes de sentirem como autores de uma história. Durante a leitura dos textos produzidos pelos sujeitos da pesquisa, percebiam, sozinhos, quando um fato não estava ligado a outro; percebiam quando havia incoerência e muitas vezes sem o auxílio da professora. Demonstravam prazer lendo o que produziam e gostavam de mostrar o texto elaborado para outras pessoas da escola: professores, auxiliares da escola. Quando alguém elogiava as narrativas, os alunos demonstravam muita satisfação e empolgavam-se na escrita de novos textos. O desenvolvimento da metodologia foi de forma louvável na aprendizagem de produções textuais de muitos alunos, mas especificamente um deles que apresentava uma grande dificuldade em imaginar e transpor para o papel, bem como sua timidez a impedia de oralizar e opinar sobre os fatos das narrativas. No entanto, com as etapas sendo postas uma a uma, essa mesma criança que dantes

10 43 se renegava a participar das aulas envolvendo textos escritos, passou a tomar prazer durante a escrita e, agora tem o intuito de escrever livros. O projeto desse aluno, que progrediu destacadamente entre todos os sujeitos, é de publicar livros. Considerações Finais Consideramos de grande importância todas as etapas decorrentes nesta pesquisa intitulada, ANALISANDO A CONT (AÇÃO) DE HISTÓRIAS COMO INFLUÊNCIA PRODUÇÃO ESCRITA E NO COMPORTAMENTO INFANTIL a fim de ressaltar que através deste trabalho percebemos o quanto a busca do professor em desenvolver habilidade; renovar suas práticas no cotidiano escolar; e encontrar novas ações no seu fazer pedagógico, influencia a aprendizagem e o interesse dos alunos em se dispor a vencer suas dificuldades de produções de textos narrativos. Durante toda a realização deste trabalho acompanhamos de perto cada ação e reação dos sujeitos em cada momento explorado. Foi estimulado o senso crítico dos alunos em relação aos fatos das narrativas. O projeto foi desenvolvido com motivação pela professora coordenadora deste. Foi perceptível o envolvimento dos alunos durante a contação realizada pela docente e também pelos próprios alunos e, consequentemente, havia mais envolvimento dos mesmos com relação a produções textuais. Os leitores tiveram a oportunidade de reconhecer que a contação das histórias auxilio-os cognitivamente nas produções narrativas, elaborando textos mais criativos, interessantes e coerentes tornando o autor crítico e transformador. Além de elevar a auto-estima do aluno, fator esse demonstrando nos momentos de leitura e socialização das produções dos alunos. Nos primeiros encontros as crianças mostraram-se um tanto tímidas na participação das atividades. Mas a cada momento elas nos surpreendiam demonstrando interesse em querer aprender mais e oralizar o que produziam. Durante a realização da oralidade das narrativas realizadas pela professora, percebíamos a expectativa das crianças em querer ouvi - las. Ficavam deslumbrados com cada gestos da contadora e a entonação de voz também obteve

11 44 a atenção. Partindo dessa ação do docente, os discentes queriam fazer a mesma coisa: contar, oralizar, criar, falar e só depois escrever. Portanto, percebemos que essa prática de contação de histórias, de forma bem trabalhada, contribuiu de forma significativa e produtiva para a construção de textos cada vez mais coerentes e cheios de imaginação e que a oralidade instigou um melhor desenvolvimento, tornando o discente mais propenso a sentir - se criativos e capazes de vencer seus próprios obstáculos na escrita. Constatamos, ainda, que a prática do professor em inovar suas aulas buscando meios que facilitem o ensino aprendizagem é cada vez mais conveniente ao fazer pedagógico. Uma vez eu ele junto à escola possuem importante papel na formação de leitor/autor. Referências: ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, CAMPS, A.Texto, processo, contexto, atividade discursiva: diferentes pontos de vista sobre a atividade de aprender e de ensinar a escrever. In: CAMPS, A. (org) Propostas didáticas para aprender a escrever. Porto Alegre: Artmed, 2006, p COELHO, Nelly Novaes. Panorama histórico da literatura infantil/juvenil. São Paulo: Ática: Acesso em 20/10/ CONTAÇÃO-DE-HISTORIAS-EM-SALA-DE-AULA-/pagina1.html. Acesso em 20/1//2010. KUHLTHAU, Carol. Como usar a biblioteca na escola: um programa de atividades para a pré-escola e ensino fundamental. Belo Horizonte: Autêntica, PRADO, Guilherme do Val Toledo; SOLIGO, Rosaura (Org.). Porque escrever é fazer histórias: revelações, subversões e superações. Campinas: Alínes, 2007.

12 45 PRADO, Jason. A construção do olhar. Revista Leitura Compartilhadas. Ano 5. Rio de Janeiro SISTO, Celso. Textos e pretextos sobre a arte de contar histórias. Chapecó: Argos,2001. VAL, Maria da Graça Costa. Redação e textualidade. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

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