Agenda internacional de meio ambiente: Continuidade e mudança da posição do Brasil nas negociações internacionais entre 1972 e os dias de hoje

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1 Agenda internacional de meio ambiente: Continuidade e mudança da posição do Brasil nas negociações internacionais entre 1972 e os dias de hoje Resumo Roberto P. Guimarães (FGV/EBAPE) Professor e pesquisador da FGV/EBAPE Joana C. Bezerra (UNICAMP e FGV/EBAPE) Pesquisadora da FGV/EBAPE e doutoranda da UNICAMP Janaína M. Simões (FGV/EBAPE) Pesquisadora e doutoranda da FGV/EBAPE Em um mundo no qual as fronteiras se tornaram mais voláteis e, a velocidade de informações aumenta exponencialmente, novas questões, e novos atores assumem protagonismo no cenário internacional. Essa realidade global desafia conceitos antes inquestionáveis como soberania, hegemonia e poder - evidenciando tensões e a necessidade de estratégias alternativas de negociação entre os países. A agenda internacional do meio ambiente ilustra a necessidade de Estados responderem a desafios cujos impactos não podem mais ser relegados a um segundo plano, exclusivamente local ou regional. O caráter transnacional das questões ambientais significa também que nenhum país está imune às suas conseqüências, ainda quando não tenha um papel protagônico na gênese destes as mudanças do clima e o desaparecimento da camada de ozônio constituem ilustrações eloqüentes. O paradigma atual do desenvolvimento sustentável traz à tona, portanto, a necessidade de mudanças em muitas esferas de atuação do Estado e da sociedade. É este o cenário global no qual acordos internacionais são negociados. O objetivo geral deste trabalho é analisar a evolução da posição adotada pelo Brasil na agenda ambiental internacional desde a conferência de Estocolmo em 1972 até os dias de hoje, assim como identificar as eventuais necessidades de ajuste para responder aos desafios atuais. O presente estudo será desenvolvido por meio de uma pesquisa documental e bibliográfica. Será realizado o levantamento de documentos oficiais e de publicações acadêmicas relacionados aos principais eventos nacionais e internacionais sobre meio ambiente. Posteriormente, o conteúdo do material coletado irá permitir a identificação e a caracterização da posição brasileira adotada interna e externamente em relação à agenda ambiental. Palavras-chave agenda ambiental internacional, meio ambiente, negociações internacionais

2 1. Introdução Em um mundo no qual as fronteiras se tornaram mais voláteis, e a velocidade de informações aumenta exponencialmente, novas questões, políticas e atores assumem protagonismo no cenário internacional. Essa nova realidade global desafia conceitos antes inquestionáveis como soberania, hegemonia e poder - evidenciando tensões na nova ordem mundial e a conseguinte necessidade de estratégias de negociação alternativas. A agenda internacional ambiental ilustra essa necessidade de Estados Nacionais responderem a desafios cujos impactos não podem mais ser relegados a um segundo plano, exclusivamente local ou regional. O caráter transnacional dos desafios ambientais significa também que nenhum país está imune às suas conseqüências, ainda quando não tenha um papel protagônico na gênese destes as mudanças do clima e desaparecimento da camada de ozônio constituem ilustrações eloqüentes. A globalização dos problemas ambientais revela-se ainda na constatação de que estes só poderão ser resolvidos quando todos os países adotarem ações conjuntas. O paradigma atual do desenvolvimento sustentável traz à tona, portanto, a necessidade de mudanças em muitas esferas de atuação do Estado e da sociedade. É este o cenário global no qual acordos internacionais são negociados. Neste contexto, a posição brasileira na política global, reconhecida tradicionalmente como proativa, muitas vezes não se transformou em ações internas que guardassem coerência com a projeção externa em relação a temas ambientais. Mais de trinta anos depois do surgimento da agenda ambiental internacional (Estocolmo,1972), o Brasil continua tendo uma presença importante no cenário de negociações e acordos promovidos entre os países. Sua abundância de recursos naturais e sua definição como país emergente o põe em uma posição privilegiada. No entanto, as contradições no discurso brasileiro - proativo na esfera internacional, sendo até de liderança entre os países em desenvolvimento, e defensivo no âmbito interno suscitam uma interrogação acerca do efetivo compromisso brasileiro em relação à agenda ambiental global. Nesse sentido, o objetivo geral deste trabalho é analisar a evolução da posição adotada pelo Brasil na agenda ambiental internacional desde a conferência de Estocolmo em 1972 até os dias de hoje, assim como identificar as necessidades de ajuste para responder aos desafios atuais. O presente estudo foi desenvolvido por meio de uma pesquisa documental e bibliográfica, por meio do levantamento de documentos oficiais e de publicações acadêmicas relacionadas aos principais 2

3 eventos nacionais e internacionais em torno da agenda ambiental global. Posteriormente, o conteúdo do material coletado foi analisado de forma a permitir identificar e caracterizar a posição interna governamental e da sociedade, a posição e o papel do Brasil em relação à agenda ambiental internacional e a análise das novas questões ambientais e o possível papel do Brasil na consolidação de um paradigma do desenvolvimento sustentável. 2. Regimes Ambientais e o Paradigma de Desenvolvimento Sustentável A relação entre modernidade (entendido aqui como um projeto social que tenta responder e concretizar processos para uma mudança social profunda) e meio ambiente forma a verdadeira tensão do clímax do modo de civilização que nos acompanha desde o final do último milênio. Tal relação é caracterizada pelo protagonismo progressivo do ser humano e da redefinição das relações entre seres humanos e natureza. É sob essa realidade em que novos problemas e preocupações forçaram os seres humanos a questionar a modernidade atual, que emerge um novo paradigma de desenvolvimento, o desenvolvimento sustentável. Os conteúdos valorativos e éticos dos dilemas e desafios relacionados ao meio ambiente caracterizam a tensão da modernidade atual. Nesse contexto é que o ambientalismo se apresenta como a resistência social à modernidade caracterizada substancialmente pela lógica do mercado e do consumo. As ações empreendidas em prol das questões ambientais na atualidade alimentam a dinâmica das relações de poder na sociedade e fomentam novas discussões sobre as opções éticas que antecedem tais ações. O reconhecimento de que os componentes éticos e de justiça social caracterizam a resistência à modernidade nos dias de hoje, pressupõe também a identificação da existência de um limite para o avanço da incorporação da lógica econômica e mercantil no ambientalismo: a biosfera. Nesse sentido, o ambientalismo na atualidade não pretende estabelecer-se como um movimento único ou partidário, mas sim como um movimento de organização social multifacetado cujo foco é mais do que a luta por poder e sim a busca por mudanças políticas na sociedade. Diante de uma conjuntura onde se observa o incremento de uma série de índices macroeconômicos em contrapartida à rápida deterioração de indicadores sociais e ambientais o argumento de Boisier (1997) para explicar o curioso paradoxo presente na sociedade atual ainda é 3

4 válido. Ao mesmo tempo em que se presencia a busca acelerada pelo crescimento econômico, este caminha em paralelo com a desaceleração do desenvolvimento. Com a primazia do papel do crescimento econômico na agenda pública, a acumulação de riqueza na forma monetária tem levado a maioria dos atores regionais a um esforço visível de criação de condições favoráveis para a captação de investimentos estrangeiros, independentemente de seu caráter norteador. É a partir desse pano de fundo que, o já considerado ultrapassado, debate sobre a determinação de variáveis endógenas ou exógenas sobre o desenvolvimento volta à tona. Ao contrário do que é freqüentemente defendido pela academia e por instituições internacionais, o novo paradigma de desenvolvimento sustentável indica que além de variáveis estritamente econômicas, o desenvolvimento parece também estar baseado em fatores ambientais e ecológicos, que são intrínsecos, e logicamente, endógenos a um determinado padrão histórico de apropriação da natureza pela sociedade. A chave para compreender a relação dialética entre as dimensões endógenas e exógenas dos processos de crescimento e desenvolvimento está diretamente relacionada ao melhor entendimento de que a globalização - e suas vertentes - de fato pode criar um espaço econômico único, unido e transnacional, mas faz isso por meio de múltiplos territórios sub-nacionais. Aqueles que defendem a posição de que o desenvolvimento é fundamentalmente um processo endógeno, isto é, dependente da disponibilidade de capital físico e humano e, de processos técnicos (ver De Mattos, 1996), estão parcialmente corretos, pois seria necessário pressupor que os atores centrais desse desenvolvimento, além de determinarem a política econômica nacional, também seriam residentes deste território e, mais do que isso, o progresso técnico seria também gerado por sistemas científicos e tecnológicos próprios desse local. Suposição esta muito distante da realidade de países como o Brasil, onde o crescimento parece estar cada vez mais, direta ou indiretamente, dependente de variáveis exógenas (ver Cardoso e Faletto, 1969 para um entendimento mais aprofundado desta contradição). Em resumo, em termos econômicos, o crescimento em países periféricos, por exemplo, dependeria muito mais de variáveis exógenas do que endógenas. Além disso, ao pensar a dimensão ambiental para o desenvolvimento é importante salientar que são as variáveis ecológicas e ambientais, patrimônio natural global do território e por definição endógenas, que representam os limites e possibilidades para o desenvolvimento autônomo. Apesar 4

5 disso, como muitos países política e economicamente pobres podem comprovar, não é a riqueza natural que garante o desenvolvimento endógeno. Levando em consideração que a humanidade tem a cada dia se tornado mais independente de seus arredores imediatos, chega-se à faceta de que a própria evolução da humanidade tem enfraquecido as bases ecopolíticas e institucionais das civilizações contemporâneas. Nesse sentido, a transição para um desenvolvimento sustentável significa que o estabelecimento de regimes ambientais internacionais irão inexoravelmente trazer à tona o papel das riquezas naturais das nações como um dos aspectos determinantes no processo de desenvolvimento. A perspectiva da sustentabilidade e de transição para um regime internacional sobre meio ambiente implica em uma mudança profunda no padrão de civilização que temos hoje, em particular no que se refere ao seu padrão eco-cultural que caracteriza a relação do ser humano com a natureza. Diante disso não caberia separar os problemas ambientais das insuficiências do desenvolvimento, uma vez que estes estariam diretamente correlacionados. Portanto, poderíamos afirmar que a humanidade vivencia nos dias de hoje a exaustão de um estilo de desenvolvimento ecologicamente suicida (pois acaba com a base de recursos naturais), socialmente perverso (gera pobreza e desigualdade), politicamente injusto (dificulta o acesso aos recursos), eticamente censurável (desrespeita formas de vida não-humanas) e, culturalmente alienado (subjuga a natureza). Tais questões remetem à discussão da idéia de transição ecológica de Bennett (1976), que tratava do desenvolvimento de uma orientação antropocêntrica voltada para o mundo natural. Se antes o conceito de ecologia humana já parecia ser um mito, nos dias de hoje, talvez haja somente a sociedade humana, composta de pessoas, desejos e os meios para satisfazê-los. Em síntese a transição envolve, em termos tecnológicos, a tendência de desenvolver instrumentos para procurar quantidades cada vez maiores de energia para satisfazer as demandas humanas. Ecologicamente falando, a transição se dá por meio da crescente incorporação da natureza na cultura e pela quebra da auto-suficiência. Já em termos sociológicos, isso significa o aumento de tamanho e complexidade da organização social e das redes de comunicação a ela associada. Filosoficamente, tal transição envolve a troca de uma visão de adoração e contemplação da natureza pela apropriação instrumental desta. E, politicamente, isso significa que, a humanidade irá utilizar recursos políticos para ajustar a tecnologia e a organização social no intuito de alavancar seus níveis de produtividade. 5

6 Vale ainda ressaltar que a velocidade, a magnitude, a direção e o conteúdo dessas transformações que caracterizam a transição ecológica não acompanharam o ritmo nem a capacidade de mudança dos ciclos naturais. Hoje, apesar da sofisticação técnica, por exemplo, ainda vivencia-se o uso de exorbitantes quantidades de energia com igualmente formidáveis níveis de ineficiência. Tendo em vista as discussões já apresentadas seria difícil esperar um tratamento detalhado das questões ecológicas a partir do pensamento político e econômico tradicional. Evidentemente, a crise ambiental é uma preocupação central na atualidade, porém resgata um aspecto central das tensões de momentos históricos anteriores - como a Revolução Agrícola e a Revolução Industrial a ilusão de ilimitadas fronteiras para o desenvolvimento humano. Tais questões deveriam então constituir um sinal para uma maior reflexão sobre a relação entre homem e natureza e sobre adequação das ações Estatais a esse novo de desenvolvimento sustentável e para desiguinarmos de forma responsável um correto arcabouço para os regimes ambientais internacionais atuais. Nesse sentido, o componente ecológico dessa transição pode oferecer um norte para fortalecer os regimes ambientais da atualidade. 3. A Posição Brasileira na Agenda Ambiental Internacional Ao analisar a questão ambiental na atualidade, percebe-se que vários elementos do sistema político brasileiro transcendem administrações específicas. Um dos maiores exemplos disso tem sido a política externa. O denominado pragmatismo responsável defendido pelo Brasil representa uma combinação de um atuante suporte às causas do Terceiro Mundo, de um forte compromisso com o Ocidente e, de uma persistente postura de evitar alinhamentos automáticos. Tal posição seria então fundamentada em um princípio político orientado por questões ideológicas diretamente influenciadas por aspectos ligados a subordinação e poder (ver, entre outros, DANTAS, 1962). Os resultados de Estocolmo em 72, da Rio-92 e de Bali em 2007 demonstram que ao invés de ser um teimoso anti-ambientalista ou, como alguns descreveram, um obstrucionista de cooperação internacional, o Brasil tem estado de fato interpretando interesses legítimos do Terceiro Mundo. Sem isso, apesar de uma intensa campanha dos adversários, seria impossível ser tão bem-sucedido quanto o Brasil tem sido. Sem a utilização de meios militares ou econômicos para impor suas visões, 6

7 a posição brasileira foi trabalhada por meio do poder das palavras e da articulação de interesses nacionais de outros países. Hoje, décadas depois do meio ambiente ter assumido um papel central nas relações internacionais, é possível indicar o papel da política externa do Brasil na formação dos regimes ambientais internacionais. Entretanto, se o sucesso desta área particularmente importante das relações entre Estados-Nação pode ser atribuído à mistura, ao longo do tempo, de políticas de pragmatismo responsável e projetos Estatais nacionais, internamente o resultado ecopolítico não poderia ser mais desastroso. A posição brasileira tem sido marcadamente caracteriza pela ambigüidade. A denúncia à emergência de neocolonialismo do Norte ainda é característica do discurso dos representantes brasileiros. Ao mesmo tempo, internamente, aplica-se uma expressão semelhante de colonialismo. Um exemplo disso é que a falta de políticas construtivas do governo brasileiro em relação à Amazônia e ao Nordeste, não apenas em termos de condições sócio-econômicas, mas também em relação à exploração dos recursos naturais dessas regiões, levaram a práticas de colonialismo interno. Um outro exemplo dessas questões seria a tolerância governamental à violência contra populações nativas para permitir a penetração ou à própria exploração na Amazônia. Um outro exemplo de dupla-fala do Brasil trata-se do argumento por um entendimento mais adequado sobre a relação entre ambiente e desenvolvimento, e a conseqüente crítica sobre as políticas desarticuladas para a periferia sob a bandeira de um ambiente mais saudável. Apesar de o Brasil reivindicar o inegável direito ao desenvolvimento, quando é confrontado com o exemplo concreto de suas próprias políticas desarticuladas que prejudicam o direito de desenvolvimento de países vizinhos por recursos divididos (debates recentes como o do Paraguai com a questão da água, ou da Amazônia ampliam essa questão), o Brasil se esconde atrás do supostamente sagrado princípio da soberania nacional. Em outras palavras, a posição brasileira sobre questões ambientais ainda remete a década de 70 e é um produto legítimo da trajetória burocrática brasileira (ver, entre outros, GUIMARÃES, 1991). Suas políticas foram, e serão pelo menos pelos próximos anos, baseadas em um tripé. Primeiramente apresenta-se a priorização do crescimento econômico e da industrialização sobre a conservação e o uso racional de recursos naturais. Essa talvez seja a parte mais antiga da ideologia ecopolítica do Brasil, datada dos tempos coloniais e que ainda persiste na postura adotada internamente no Brasil (as recentes ações do Plano de Aceleração do Crescimento poderiam ser entendidas como uma ilustração desse argumento). As duas adições modernas ao tripé têm sido, 7

8 por um lado, a consideração de problemas ambientais de acordo com os preceitos de soberania e segurança nacional e, por outro, a compartimentalização apertada e sobreposta da gestão ambiental dentro do aparato burocrático brasileiro, que apesar de constantes iniciativas de modernização, parece compor o paradigma do mudar para continuar igual. Retomando Estocolmo, em 72, - a pré-história da posição brasileira sobre o meio ambiente já era possível verificar repetidamente no mundo desenvolvido os sinais da vulnerabilidade do sistema ambiental. De acordo com a resolução aprovada na época pela Assembléia Geral, o principal objetivo seria oferecer diretrizes para ações governamentais no intuito de proteger e melhorar o ambiente humano e para remediar e prevenir seus comprometimentos, através da cooperação internacional, mantendo em mente que a importância particular de possibilitar países em desenvolvimento prevenir a ocorrência desses problemas. (UNITED NATIONS, 1971). Os objetivos da Conferência, como inicialmente foi pensada, traíram o inequívoco caráter de primeiro mundo do encontro. Sua ênfase foi nos aspectos técnicos da poluição ambiental devido à industrialização e urbanização acelerada e, nas relações entre o crescimento populacional e a escassez dos recursos naturais. Não surpreendente seria a suspeita, senão a hostilidade aberta, de vários países do Terceiro Mundo à agenda de Estocolmo. Não cabe aqui reproduzir a perspectiva adotada por alguns jornalistas na época, de rotular a performance da delegação brasileira durante o processo preparatório da Conferência de Estocolmo como obstrucionista e anti-ambientalista. Também, não caberia retratar o Brasil como o vilão da Conferência. O ponto central é que todas as grandes questões defendidas pelo Brasil, com a exceção apenas da sua disputa com a Argentina sobre a construção de Itaipú, foram constantemente apoiadas por outros países do Terceiro Mundo. Um outro elemento importante da posição brasileira, o fato de que a soberania nacional não pode ser entregue em nome de interesses nacionais mal-definidos, provocou muita controvérsia. Frente a denúncias freqüentes da destruição da Amazônia (acentuadas nos dias de hoje), muitos entenderam a posição brasileira como anti-ambientalismo disfarçado. Na verdade, isso foi referido como uma dimensão permanente da política externa brasileira contemporânea: a cooperação internacional não deve ser usada como meio de intervenção de interesses externos em assuntos nacionais. Para os objetivos do mundo industrializado, nada era mais apropriado nesse debate do que retratar o Brasil como o único vilão de Estocolmo. Até uma visão superficial dos relatos oficiais da 8

9 Assembléia Geral revela que a franqueza e a firmeza do Brasil se destacaram. Entretanto, a posição brasileira representava uma perspectiva vastamente aceita no Terceiro Mundo. Declarações que começaram com frases como Em apoio à resolução introduzida pelo Brasil, Concordando com os representantes do Brasil, ou Compartilhando a preocupação da delegação brasileira não são poucas, e vem de países diversos como Burundi, Cuba, Chile, China, Egito, Índia, Romênia, e Paquistão. O resumo oficial dos debates de Estocolmo indica que uma considerável ênfase foi colocada pelos debatedores dos países em desenvolvimento sobre o fato de que, para dois terços da população do mundo, o ambiente humano estava dominado pela pobreza, pela desnutrição, pelo analfabetismo e pela miséria. Nesse sentido, a missão central da humanidade era resolver tais problemas imediatos e formidavelmente complexos. A prioridade dos países em desenvolvimento foi o desenvolvimento. Existia um acordo geral que a filosofia de não crescimento era inaceitável. Para o Brasil, os problemas ambientais enfrentados pelo mundo mereciam atenção de todos os governos. Como um delegado afirmou, se o alarme não é justificado, muito menos inércia pode ser aceita.. Em outras palavras, apesar dos governos levarem os problemas ambientais a sério, eles foram abordados por um ângulo diferente. O Embaixador Miguel Ozório DE ALMEIDA (1972) foi o relator líder da posição do governo, e seus comentários pungentes logo passaram a ser marca registrada das posições brasileiras antes e durante a Conferência. Em um artigo publicado ao mesmo tempo em que o Relatório Founex foi emitido, em 1971, o Embaixador Almeida reiterou a sempre mencionada distinção entre poluição relativa e absoluta. Ele tentou mostrar que como os grandes poluidores eram os países industrializados, mesmo se toda a poluição gerada pelos países em desenvolvimento fosse eliminada, todos os perigos ligados à poluição continuariam a existir praticamente na mesma densidade. Os representantes brasileiros não tinham a menor dúvida de que a responsabilidade primária de limpar o meio ambiente cairia nas mãos dos países desenvolvidos. Seria até uma coincidência feliz o fato de que as maiores fontes de poluição se encontrar em nações que também apresentavam os recursos tecnológicos e econômicos mais importantes para combatê-las. Por isso, esses países não deveriam apenas se comprometer a tomar as medidas nacionais necessárias, mas também deveria financiar pesquisas, extremamente necessárias, sobre questões ambientais. De acordo com esta perspectiva, problemas ambientais na periferia tinham como causa central o grande número de seres humanos vivendo na pobreza e, os países em desenvolvimento eram na realidade vítimas da poluição mundial gerada por uma falta de planejamento nas grandes economias industriais. Países 9

10 em desenvolvimento, portanto, aprovariam medidas que fossem comprovadamente necessárias para corrigir esta situação, mas não caberia a eles sacrificar o único seu próprio crescimento econômico. Também não era esperado que países em desenvolvimento perdoassem qualquer medida que, direta ou indiretamente, pudessem transferir para os países desenvolvidos um fardo que, a priori, não seria deles. Um outro aspecto da posição brasileira de Estocolmo, também controverso, se refere às projeções de que os limites concretos ao uso dos recursos físicos da Terra estavam rapidamente sendo reduzidos e, que medidas severas de controle populacional eram, portanto necessárias. A maior parte do argumento pode ser resumida em três pontos. Primeiro, a suposição que todos os países têm uma quota dos recursos da Terra era, de acordo com o governo brasileiro, completamente falsa. Segundo, problemas ambientais da periferia estavam ligados não ao abuso, mas ao uso insuficiente dos recursos disponíveis. Além disso, a falta de conhecimento sobre a relação entre ambiente (poluição) e desenvolvimento (crescimento econômico), mais uma vez, poderia ter corretamente justificado a incerteza com respeito a recursos potenciais. Finalmente, uma receita para o controle populacional generalizado, que não levou em consideração a relação entre população, a magnitude dos recursos e a densidade demográfica nacional, não era apenas irresponsável, mas também moralmente repreensível. Em relação à suposição de que os recursos naturais formam um patrimônio comum, compartilhada por todas as pessoas do mundo, o Brasil argumentou que isso é, obviamente, uma linda suposição, mas se encaixaria melhor no contexto institucional de um governo global, e não devemos esquecer que ainda estamos muito longe dessa idéia. Serie irreal pretender que certos recursos pertenciam à humanidade como um todo, enquanto de fato estes estavam localizados dentro de jurisdições nacionais. Isso sustentou o argumento de que se todos os recursos pudessem ser compartilhados em um tipo de banco mundial por todas as pessoas, então o poder econômico, a produtividade industrial e o controle financeiro também deveriam ser compartilhados. Como para os países desenvolvidos essa possibilidade era inaceitável, os países menos desenvolvidos também deveriam achar a primeira suposição igualmente inaceitável. O princípio de soberania nacional, o direito de uma nação de explorar seus recursos naturais de acordo com suas prioridades, foi também obsessivamente defendido pelo Brasil. No seu discurso inicial na Conferência, o ministro Costa Cavalcanti salientou a extrema necessidade dos diretos soberanos de uma nação serem respeitados, especialmente na exploração de seus recursos naturais dentro de suas fronteiras. O discurso deu a mesma ênfase, entretanto, ao fato de que esses diretos 10

11 deveriam ser cuidadosamente exercidos para evitar perigosos efeitos para não especificados outros países, sugerindo que a melhor maneira de implementá-los era através de cooperação internacional. A mensagem era muito clara. As Nações Unidas deveria evitar adotar ações que legalmente pertenciam às relações bilaterais dos Estados membros. Conseqüentemente, alguns elementos da política externa brasileira saíram de Estocolmo vitoriosos. Esses elementos também moldaram as políticas ambientais do País. Além disso, os debates em Estocolmo revelaram que por trás de cada discussão de questões ambientais, tanto no nível internacional quanto no nacional, sempre se encontra uma base política. Como a posição brasileira em Estocolmo indica com transparência, argumentos ambientais podem apenas em um nível abstrato e superficial ser colocados na discussão de aspectos técnicos das atividades do setor governamental chamado meio ambiente.. Na maior parte do tempo, o que realmente está envolvido nesses argumentos são questões de poder, interesses sócio-econômicos, práticas culturais, valores, e ideologias. Por isso, se nós queremos analisar seriamente eventos como Estocolmo nós devemos manter questões de política e de competição política em mente. Tais posições podem ser trazidas novamente à discussão ao resgatarmos a Rio-92, para a discussão sobre continuidade e mudança na política internacional brasileira (GUIMARÃES, 1992). Como foi mencionado anteriormente, a política externa brasileira em geral, especialmente no que diz respeito às questões ambientais, é um exemplo perfeito da aparente ambigüidade contida na frase mesmo vinho em novas garrafas. De fato, se pode corretamente entender posições antigas disfarçadas em um tipo de linguagem que a faz soar politicamente correta em pontos diferentes do tempo, pode-se discernir posições que envelheceram, revelando então continuidade política. Entretanto, essas circunstâncias, apesar de autênticas, contêm apenas metade da verdade. O verdadeiro problema, como Enzo Faletto consagrado sociólogo chileno e co-autor com Fernando Henrique Cardoso da Teoria da Dependência colocaria, essa verdade não apresenta um objetivo de muita significância ou pode levar a resultados errados ou inadequados em relação especificamente a política internacional de regimes ambientais. Mas antes de chegarmos a conclusões precipitadas é necessário determinar, primeiro, a continuidade da posição defendida por Itamaraty internacionalmente ao longo do tempo. Em relatório feito para o Congresso Brasileiro pelo Ministério das Relações Exteriores em 1988 (LAMPREIA 1988), dois aspectos reveladores merecem ser novamente destacados. Primeiro, a diplomacia brasileira é caracteristicamente universalista e não-exclusiva, contudo prefere acordos bilaterais a multilaterais em uma continuidade contrária em relação a aspectos importantes de 11

12 políticas internas do governo, particularmente aqueles que são baseados na soberania. Não deveria ser surpresa, como resultado, que o Brasil está influenciando regimes ambientais globais e, ao mesmo tempo, resistindo à inclusão de questões ambientais em outras áreas das relações internacionais. Uma boa ilustração foi o papel proeminente da delegação brasileira nos vários encontros sobre a Convenção do Clima formulada no Rio em Como um adversário firme das propostas de implementação Conjunta apresentada pelos Estados Unidos, o Brasil rompeu o impasse (que levaria à Quioto-97) com a proposta do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, depois consolidado em Buenos Aires em 1998 no Encontro das Partes. Até nesse caso, a essência da preocupação da política externa brasileira permanente no Itamaraty, aqui coerente com sua obsessão com a preservação da soberania nacional a todo o custo, ainda prevalece. É certo que há grandes diferenças entre os mecanismos de Implementação Conjunta (IC) e de Desenvolvimento Limpo (MDL), a saber, que IC permite os países desenvolvidos os mais culpados pela mudança do clima a entregar suas próprias reduções de emissões via créditos adquiridos através da promoção, entre outras medidas, do reflorestamento em países em desenvolvimento. Entretanto, se isso pudesse explicar a oposição brasileira e a promoção do seu próprio sistema alternativo, o fato é que ambos IC e MDL apresentam obstáculos significativos para a sua eficiência. Isso surge no fato que contratos internacionais são difíceis de serem impostos porque são feitos por entidades que se encontram em jurisdições de distintos Estados soberanos. Isso pode explicar porque o Brasil rapidamente aprovou um dos primeiros acordos de MDL, a iniciativa assinada por Brasil, Alemanha, Singapura e África do Sul e bombasticamente chamada de Iniciativa Global sobre o Desenvolvimento Sustentável para Manter Vivo o Espírito do Rio e para Criar Condições para um Futuro Viável para uma Crescente População Mundial (VARGAS, 1998). Por outro lado, é a mesma diplomacia brasileira, aparentemente tão compromissada para o fortalecimento de regimes ambientais mesmo se nós levarmos ao pé da letra que propostas como MDL de fato demonstram tal compromisso que fortemente se opõe à incorporação das questões ambientais em outras áreas e regimes internacionais negociados. Este foi o caso, por exemplo, em todas as rodadas de negociação sobre comércio, do GATT à OMC. Da mesma maneira, graças ao seu uso indevido ou, pelo menos, incoerente com a postura do Brasil, o ambiente ainda está engatinhando em negociações regionais. Uma outra ilustração do envelhecido vinho da política externa do Brasil, o predecessor do Ministro Lampreia no Itamaraty, embaixador Celso Amorim (AMORIM e PIMENTEL, 1993), não teve nenhum problema em enfatizar que o Brasil via com grande preocupação e até suspeita a 12

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