O Uso e Fornecimento de Carvão Mineral

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1 O Uso e Fornecimento de Carvão Mineral para Geração TérmicaT Eng. Fernando Luiz Zancan Presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral ABCM São Paulo/SP 28 de abril de 2008

2 Tópicos O carvão no Cenário Energético Mundial Carvão no Brasil e a demanda de carvão das usinas termelétricas tricas em funcionamento e perspectivas para os novos empreendimentos A exploração voltada a geração de energia Soluções para o abastecimento das Usinas Aspectos ambientais da utilização de carvão mineral nas usinas termelétricas tricas Impactos no panorama de consumo e a possibilidade de importação de carvão mineral

3 Segurança de suprimento availability Objetivos de uma Politica Energética 3 A (WEC) Mix energético balanceado Eficiência econômica accessibility Compatibilidade ambiental acceptability GVSt 1/2006

4 Consumo de Energia no Mundo Fonte : WEC-2007

5 India e China: A segunda revolução industrial População vs. Crescimento projetado em 10 anos da demanda de energia per capta 12% 33% 7% 5% 17% 13% 20% 88% 36% 4% 37% 27% 4% As superpotencias industriais competirão com os paises em desenvolvimento pelo acesso a energia fonte: U.S. Census Bureau, International Data Base; U.S. Energy Information Administration, International Energy Outlook

6 Demanda Primária de Energia no Mundo A demanda primária irá crescer mais de 50 % em 25 anos, com o carvão crescendo mais em termos absolutos WEO 2007 confirma essa tendência.

7 Distribuição das Reservas de Fósseis Saudi Emirates Kuwait Iraq Iran Rest of World Russia CIS Iran Qatar Saudi + Emirates Rest of World Russia & CIS China India OECD Rest of World Fonte: IEA/CCC Oil Gas Coal Gás 60 % das reservas em 4 paises

8 DISPONIBILIDADES DE RECURSOS FÓSSEISF Fonte : WEC/2004

9 Reservas de Carvão no Mundo 10 paises mais importantes 5 paises tem 76 % das reservas mundiais Fonte: WEC/07

10 Global Gas Outlook to IEA Demanda de gás g s cresce cerca de 30%; 2/3 em paises fora da OECD A geração de eletricicidade é mais da metade do crescimento Cada região da OECD importa mais gas LNG cresce rapidamente - mais usado na OECD USA e Japão importam mais LNG Europa importa por pipeline e LNG Um mercado global emergente de Gas em 2015

11 Risco de sub investimento na cadeia do Gas Investment (billion Euro) planned+proposed under construction Required investment according to IEA WEO Exploration and Development Transmission and storage LNG Fonte : IEA/2007

12 Preços dos energéticos Europa HSFO (Rotterdam) 7.00 EU natural gas (pipeline) USD/MBtu (gross) EU NG (adjusted for generation efficiency) McCloskey NWE CIF Jan-92 Jan-93 Jan-94 Jan-95 Jan-96 Jan-97 Jan-98 Jan-99 Jan-00 Jan-01 Jan-02 Jan-03 Jan-04 Jan-05 Jan-06 Jan-07 Fonte : IEA/2007

13 O contexto Energético Mundial IEA 2007 Objetivo : Serviços de Energia, confiáveis, preços baixos, segurança a energética e com minimo impacto ambiental MAS, os preços estão subindo, a segurança a está ameaçada ada e as emissões sobem E a demanda de energia cresce cerca de 55 % nos próximos 25 anos, principalmente na Asia Os combustíveis fósseis f dominarão Petróleo e gás g s cada vez mais concentrados em poucas mãos (49% OPEP e 80 % National Companies) O petróleo será o mais importante combustível 13 Mas o carvão e gás g s crescerão mais

14 70 % - preço o do petróleo acima de 60 US$/ bbl nos próximos 5 anos e crescente 80 % - carvão a chave para o equilibrio da demanda de energia 90 % - preço o do gás g s acima de 10 US$/MMBTU e crescente 60 % - medo de acidente nuclear e terrorismo podem inibir crescimento Carvão deve ser limpo - as tecnologias existem, o problema é sua aplicação

15 Consumo de Combustíveis Fósseis no Mundo 98, ,04 9,75 17,74 30,7 68, petroleo gas natural carvão Fonte: BP stat. 2007

16 Carvão é importante participação em 2005 Energia primária Geração de Energia TPES carvão World Mtoe 25.3% OECD Mtoe 20.4% USA Mtoe 23.7% China Mtoe 64.1% India Mtoe 38.4% elec. gen. carvão World TWh 40.3% OECD TWh 38.1% USA TWh 50.7% China TWh 78.1% India 699 TWh 68.7% ref: IEA Coal Information 2007, IEA Key World Energy Statistics 2007 & IEA statistics

17 TWh Crescimento da China maior que o dos paises do OECD usinas de 600MW/ano Gas é preferido 5 GW de carvão em construção na Alemanha 17

18 Aumento de Eficiência de Usinas a Carvão Eficiência China,Russia Mundo Alemanha Futuro Fonte : WEC/ Global Coal Study

19 Estado da Arte de Usina a Carvão Nordjylland 3, Dinamarca, 1998 (384 Mwe ) Fonte: Vattenfall

20 Redução das Emissões em usinas à carvão - USA

21 Crescimento da Capacidade de FGD C a p a ci d a d e - G W e USA : 33 % EU : 46 % Japão : 70 % Asia : 8 % W EU : 20 %

22 Eficiência & Redução CO 2 1% de aumento => 2,5 % de redução de CO 2

23 O impacto da Substituição das Usinas a Carvão no Mundo

24 Usina proposta da RWE s s com IGCC e CCS Drying Coal gasification Gas treatment CO 2 capture Gas and steam turbine Power Dry coal Raw coal IEA Clean Coal Centre

25 Opções de Estocagem Camadas de Carvão não mineráveis 30 Gt CO2 Estoca < 2 anos das Emissões de 2030 Campos de Óleo & Gas 930 Gt CO2 Estoca 50 anos das emissões de 2030 Reservatórios profundos Gt CO2 estoca anos das emissões de 2030 Geológica de CO 2 Note: capacidade de estocagem de CO 2 ao custo de 20 US $ por ton de CO 2 Fonte IEA/GHG

26 CARVÃO NO BRASIL Recursos: 31,73 bilhões de toneladas (90% no RS) Produção Bruta - ROM (2007): 12,1 milhões de t 60 % no SC Produção Vendável 6,0 milhões de t - 51 % no RS Empresas Produtoras: 15 PR (1) SC (11) RS (3) Número de Empregos Diretos (2007): Mercado (2007): 81,67 % Geração de Energia Elétrica Faturamento (2006): R$ 470 milhões Capacidade Instalada a Carvão : MW

27 Recursos Energéticos do Brasil Fósseis TEP Óleo ,27% Gás s Natural ,43% Carvão ,29% Nuclear A maior fonte de energia é hidráulica e o carvão é a segunda Fonte: BEN/05

28 Inventário incompleto

29 Principais Recursos Carboníferos Brasileiros Conhecidos Estado Jazida Recursos (10 6 t) Paraná CAMBUÍ 44 SAPOPEMA Santa Catarina BARRO BRANCO BONITO PRÉ-BONITO Rio Grande do Sul CANDIOTA LEÃO CHARQUEADAS IRUI/CAPANÉ MORUNGAVA SANTA TEREZINHA/TORRES TOTAL (PR,SC,RS) ,0 % 0,3 9,6 90,1 29 Fonte: Informativo Anual da Indústria Carbonífera (DNPM)

30 Jazidas de Carvão do Sul do Brasil

31 Camadas de Carvão < 50 m 160 ft Jazida de Candiota Recursos pela profundidade 50 m a 300 m 980 ft 300 m a 800 m 2,600 ft > 800 m TOTAL CS CS CS CS Candiota CI CI CI TOTAL Fonte: MME: DNPM/CPRM Carvão Térmico em 10 3 t

32 Camadas de Carvão < 50 m 160 ft Vale do Jacui - Capané Recursos de carvão X profundidade 50 m to 300 m 980 ft 300 m to 800 m 2,600 ft > 800 m TOTAL Capanezinho Iruí Sup Iruí Inf Jeribá TOTAL Fonte: MME: DNPM/CPRM Carvão Térmico em 10 3 t

33 Vale do Jacui - Iruí Camadas de Carvão < 50 m 160 ft Recursos de carvão X profundidade 50 m to 300 m 980 ft 300 m to 800 m 2,600 ft > 800 m TOTAL Cordilheira Capanezinho Iruí Sup Iruí Sup Iruí Inf Jeribá TOTAL Source: MME: DNPM/CPRM Thermal coal in 10 3 metric tons

34 Vale do Jacui - Leão Camadas de Carvão < 50 m 160 ft Recursos de carvão X profundidade 50 m to 300 m 980 ft 300 m t0 800 m 2,600 ft > 800 m TOTAL S S S I I I I TOTAL Fonte: MME: DNPM/CPRM Carvão Térmico em 10 3 t

35 Morungava & Chico Lomã* Camadas de Carvão < 50 m 160 ft Recursos de carvão X profundidade 50 m to 300 m 980 ft 300 m to 800 m 2,600 ft > 800 m TOTAL M1/CL M2/CL M3/CL M4/CL M5/CL M6/CL TOTAL Fonte: MME: DNPM/CPRM Carvão térmico e metalúrgico em 10 3 t

36 Camadas de Carvão < 50 m 160 ft Santa Terezinha/RS Recursos de carvão X profundidade 50 m to 300 m 980 ft 300 m to 800 m 2,600 ft > 800 m TOTAL ST ST ST ST ST TOTAL Fonte: MME: DNPM/CPRM Carvão metalúrgico e térmico em 10 3 t

37 Santa Catarina Camadas de Carvão < 50 m 160 ft Recursos de carvão X profundidade 50 m to 300 m 980 ft 300 m to 800 m 2,600 ft > 800 m TOTAL Barro Branco A Ponte Alta Bonito Superior Bonito Inferior Pré-Bonito Sup Pré-Bonito Inf TOTAL Fonte: MME: DNPM/CPRM Metalúrgico e Térmico em 10 3 t

38 Caracterização dos Carvões Brasileiros segundo o Rank Jazida Camada Reflectanci a Rm % Umidade % Cinza d.b. % Matéria Volátil d.b.a.f. % Poder Calorifico cal/g Classificação CL Bituminous Alto Volátil B/A Chico Lomã¹ CL Bituminous Alto Volátil B/A CL Bituminous Alto Volátil B/A S ta Terezinha¹ ST iv 15.4 iv 36.6 iv Bituminous Alto Volátil A Catarina iv Forro ,619 Bituminous Alto Volátil A Santa Banco ,635 Bituminous Alto Volátil A Santa Catarina iv Irapua Bituminous Alto Volátil A

39 Jazida Camada Reflectancia Rm % Umidade % Cinza d.b. % Materia Volátil d.b.a.f. % Poder Calorifico cal/g Classificação Candiota¹ Superior 0.40 ± ,208 i Sub-bituminous A Inferior 0.40 ± ,416 i Sub-bituminous A Capané¹ Capanezinho 0.57 ± ,800 ii Sub-bituminous A Iruí¹ Superior 0.48 ± Sub-bituminous A Leão¹ Superior 0.49 ± ,000 iii Sub-bituminous A MB i 6,579 ii Sub-bituminous A Charqueadas² I 1 F i 6,829 ii Sub-bituminous A I 2 B i 5,930 ii Sub-bituminous A Superior 0.52 ± Bituminous alto volátil C/B Faxinal¹ Média 0.54 ± Bituminous alto volátil C/B Inferior 0.56 ± Bituminous alto volátil C/B M ± Bituminous alto volátil B Morungava¹ M ± Bituminous alto volátil B M ± Bituminous alto volátil B

40 Jazida Santa Catarina Rio Grande Do Sul Produtos enxofre % Max. Umidade % Max. Cinza d.b. % Materia Volátil d.b. % Poder Calorifico Kcal/Kg Poder Calorifico BTU/lb Poder Calorifico MJ/kg CE ,200 20, <2 - CE ,500 17,800 18,84 <2 - FSI Fluidity MET ,800 26, >20,000 CE ,900 23, CE ,200 20, CE ,700 18, CE ,200 16, CE ,700 14, CE ,300 13, CE ,100 12, Parana CE ,000 23, Canada HV ,000 MV LV Polonia MV South Africa Back 600 1,000 HV ,000 China HV ,000 Colombia MV

41 Produção e Vendas (2007)

42 Mina de Candiota - CRM

43 RECUPERAÇÃO AMBIENTAL Copelmi Mineração

44 Mineração em Subsolo - SC

45 Evolução das Técnicas T de Gestão Ambiental Empresa certificada com ISO 14000

46 Recuperação do Passivo Ambiental em SC Area Recuperada Area antiga

47 CONSUMO FINAL DE ENERGIA: CRESCIMENTO DO CONSUMO ,9% ao ano ,3% ao ano milhões de tep Cenário A Cenário B1 474,5 402,8 356,5 300 ( ) A B1 B2 C Cenário B2 309, ,3% 3,7% 3,1% 2,5%, Cenário C ,1 165,0 (2005) Fonte : MME Obs.: exclusive consumo não energético e consumo do setor energético

48 MATRIZ DE OFERTA DE ENERGIA (%) MATRIZ DE OFERTA DE ENERGIA (%) 100% 2,9 13,8 9,1 OUTRAS RENOVÁVEIS (4,3 H-BIO&BIODIESEL) 80% 13,0 18,5 5,5 PRODUTOS DA CANA LENHA&C.VEGETAL 60% 40% 1,2 14,8 13,5 6,3 3,0 9,4 6,9 15,5 HIDRÁULICA NUCLEAR CARVÃO MINERAL GÁS NATURAL 20% 38,7 28,0 PETRÓLEO 0% 48/ milhões tep e 44,5% renováveis 557 milhões tep e 46,6% renováveis Fonte :MME

49 MATRIZ ELÉTRICA 100% 2,3% 2,3% 1,5% Derivados do Petróleo 95% 9,9% 10,1% 9,3% Gás Natural 90% Carvão 85% 80% 0,0% 0,1% 1,6% 1,9% 2,7% 2,3% 2,6% 3,3% 1,1% 1,3% 4,1% Nuclear Eólica e Outros 75% 83,9% 80,8% 2,9% Biomassa 76,1% Hidráulica 70% Fonte: MME 101 mil 84,0 % 143 mil 83,2 % 221 mil 83,1 % Total (MW): parcela renovável:

50 EVOLUÇÃO DA HIDROELETRICIDADE Crescimento da potência hídrica instalada X reservatórios Potência Hidráulica Instalada 300 Capacidade de Armazenamento (Usinas Representando 75%do Armazenamento Total) [MW] Armazenamento em [GWmês] Sem crescimento proporcional à capacidade de armazenamento, indicando a necessidade de expansão por fonte térmica gerando na base. Fonte: ONS, ANEEL

51 Desafios para geração térmica t a carvão Incremento dos custos de geração EPC em alta face a incremento da demanda mundial e características do carvão nacional Modelo de leilão premia as usinas mais flexíveis isonomia p/take or pay nacional Elevado peso de carga tributária ria no investimento PAC insuficiente Falta isonomia com outras fontes : PPA 15 X 30 anos Financiamento Distorções Tributárias rias

52 Custo de Investimento de Usinas a Carvão - USA Fonte : NETL adaptado pela PSR

53 Usina a Carvão Mineral Nacional Submercado S, Inflexível (46%), CVU = R$ 46/MWh GF = 99,5%; COP + CEC = R$ 15/MWh Investimento: US$ 1.900/KWinst (R$ / kw PAC: sem Pis/Cofins); Financiamento = 70% do Investimento: BNDES (50% nacional e 50 % importado); Amortização em 14 anos, Carência de 6 m após construção; Tust = R$ 3,0 / KW.mês; O&M fixo = R$ 50 / MWisnt.ano; Seguros: Danos Materiais (0,55%Investimento) e Perda de Receita (0,55%Receita Fixa); TIR para ICB = R$ 141/MWh: 7,0% (Lucro Real)

54 Usina a Carvão Mineral Nacional Sensibilidade do Resultado à Alteração da Inflexibilidade: GF constante de 439,5MW; ICB = R$ 141 / MWh Inflexibilidade 50% (Declarada) Fator Capacidade Esperado Custo Inflexibilidade (R$/MWh) COP (R$/MWh) CEC (R$/MWh) Custo Total (Inflex + COP + CEC) (R$/MWh) 75,8% ,0% 40% 70,9% ,7% 30% 66,1% ,3% 20% 61,2% ,9% 10% 56,4% ,5% 0% 51,5% ,0% Nota: - Inflexibiildade(%) calculada como Inflexibilidade (MW) / Potencia Líquida (MW) TIR

55 Usina a Carvão Mineral Importado Submercado NE, 100% flexível, CVU = R$ 80/MWh Potência Disponível = 90% Potência Instalada; GF = 100%; COP + CEC = R$ 47,10/MWh (Despacho Esperado = 33,2%) Investimento: US$ 1.600/KWinst (R$ / kw PAC: sem Pis/Cofins); Financiamento = 70% do Investimento: Amortização em 14 anos, Carência de 6 m após construção; Tust = R$ 3,0 / KW.mês; O&M fixo = R$ 50 / MWisnt.ano; TIR para ICB = R$ 141/MWh: 15,5% (sem ADENE) e 17,5% (com ADENE)

56 ESTIMATIVA de CUSTOS de MWh USINAS TERMELÉTRICAS Tipo de Usina Carvão Importado T.P. 0% Óleo Combustível T.P. 0% Óleo Diesel T.P. 0% Gás Natural T.P. 70% Carvão Nacional T.P. 30% Carvão Nacional T.P. 50% Carvão Nacional T.P. 60% ICB (no leilão) R$ 127,00 R$ 135,00 R$ 135,00 R$ 150,00 R$ 142,00 R$ 142,90 R$ 143,50 Custo Variável (quando despachado) R$ 91,80 R$ 235,20 R$ 390,00 Custo da Energia Despachada R$ 218,80 R$ 370,20 R$ 525,00 R$ 150,00 R$ 142,00 R$ 142,90 R$ 143,50

57 Carvão & Leilões de Energia Leilão A-5 A 5 :2005 Candiota III : 350 MW Jacuí : 350 MW Leilão A-A 5 : 2007 Carvão Importado : MW Leilão A-5 A 5 : 2008 Carvão Nacional : MW Carvão Importado : MW

58 A Expansão do Carvão Mineral Nacional PARANÁ Figueira (repotenciação) SANTA CATARINA USITESC 127,5 MW (CFBC) 440 MW (CFBC) RIO GRANDE DO SUL Candiota III Jacuí Seival CTSUL Pampa I (Uruguai) Seival II 350 MW (PC) 357 MW (PC) 500 MW (PC) 650 MW (PC) 340 MW (PC) 600 MW ( PC) Investimentos: US$ 6,0 bilhões

59 USITESC - Projeto 440 MW Metropolitana Carvão- ROM Água ENERGIA Amônia Criciúma Carvão-ROM Produção de rejeitos Rejeitos Existentes Calcário Termelétrica USITESC Cinzas Uso Industrial Produção de Fertilizante Uso Agricultura Sulfato de Amonia (Fertilizante) Distribuição Fertilizante Recuperação ambiental 59 Disposição

60 O Projeto Seival 500 MW M - Tecnologia de Queima Limpa Carvão com baixo poder calorifico na boca da mina. Caldeiras Sub-criticas c/ baixo NOx. Dessulfurização com calcáreo. Precipitadores eletrostáticos p/ controle de mat. particulados.

61 Emissões CCT (Clean Coal Technology - Tecnologia de Queima Limpa) mg/nm 3 Seival Seival com Normas Normas do Seival, quantidade sem CCT como Brasileiras* Banco Mundial CCT projetado removida no processo de limpeza** Particulados 100,000 < SO2 10,000 < 400 2,000 2, t/h 19 t/h NOx 900 < kg/h *Resolução 8/1990 CONAMA ** Nm3/h de gases fluidizados, Carvão de Seival: cinzas 45%, enxofre 1.5%, umidade 18%, poder calorífico 9,600 kj/kg

62 Tecnologias de Conversão expandem o mercado do carvão CTG e CTL 62

63 Gás - Como abastecer o sul do Brasil? 1941

64

65 Gaseificação para carvões de alta cinza Carvão Indianos similares ao brasileiros são gaseificados Planta Piloto em operação Tiruchipali/India Bahrat Heavy Industries Limitated

66 Tecnologias de Gas e LíquidosL Coal to liquids SASOL (Africa do Sul), Australia, China, USA -> > US$ 40 bbl CBM metano (10 % gas nos USA) UCG- Gaseificação in situ Australia/Africa do Sul Fonte: LLNL/USA CONSOL/Pensilvania/US

67 Pesquisa de Metano no Brasil Jazida de Santa Terezinha Rio Grande do Sul Recursos de carvão: t para as 5 mais importantes camadas de Carvão na profundidade de m Rank do Carvão: perto da superficie (sub betuminoso) Em profundidade (betuminoso alto volátil A) Potencial CBM: 19 Bilhões de m 3 de metano estimado pelo rank do Carvão, profundidade e volume do depósito para as camadas ST4, ST5, ST6 Projeto de pesquisas da UFGRS com furode sonda realizado para ensaios físico e químicos (2007/2008) Fonte: KALKREUTH, W., HOLZ, M., KERN, M., OLIVEIRA, T.A.

68 P&D+I & RH Carvão de forma sustentável = estruturar programas de P&DI e de formação de pessoal apoio do MCT e Indústria ABCM. Criação de Centros Tecnológicos com trabalho em rede e apoio internacional SATC/SC e PUC/RS Convênios estabelecidos: Central Mining Institute/PO (VAM/ECBM/UCG); Ecole de Mines de Saint Etienne/FR (Mineração/ECBM); NETL/USA (CCS e gaseificação); MCT Procarvão R$ 52 milhões 2008/2010 SC : Lei do CFEM => R$ 1,2 milhões/ano

69 SATCTEC CENTRO TECNOLÓGICO DE CARVÃO LIMPO

70 OBJETIVOS Desenvolver Tecnologias de mineração e utilização de carvão compatíveis com as demandas ambientais, inclusive no sequestro de CO 2 tornando sustentável a atividade carbonífera Agregar valor ao carvão mineral nacional Desenvolver produtos nobres a partir do carvão: do gás g s combustível (sintese), CTL ao hidrogênio Otimizar os processos de mineração e uso do carvão Fomentar a criação de massa crítica em carvão Otimizar os recursos de P&D + I

71 Centro Tecnológico de Carvão Limpo Criciúma Santa Catarina - Brasil

72 Plataforma Tecnológica Coal ECBM Metano Adaptado de: Sotacarbo, IEA/GHG

73 Parcerias Ações em Rede de Conhecimento (Universidades e Centros de Tecnologia) Apoio Tecnológico Internacional (NETL/USA, Universidade de Pádova, P Central Mining Institute/Polonia, Ecole de Mines de Saint Etienne/França, a, etc) CETEM campus avançado ado (em discussão) CPRM núcleo Criciúma (existente) Empresas : Cadeia produtiva do carvão(abcm), Ind. Cerâmica, Ind. Equip., outras Rede mudanças as climáticas Petrobras/PUC-RS

74

75

76 Centro Tecnológico de Carvão Limpo Criciúma Santa Catarina - Brasil

77 Centro de Excelência em Armazenamento de CO 2 - Petrobrás/PUC/RS

78 Emissões brasileiras de GEF- Setor Energia 18,66 % do total

79 CONSIDERAÇÕES A Energia para os paises em desenvolvimento, como o Brasil, deve ser suportável, disponível para todos e ambientalmente correta (9,5 milhões de pessoas sem acesso a energia e 75 milhões com energia subsidiada); O mundo deve achar uma solução que permita o crescimento dos paises em desenvolvimento ao mesmo tempo que reduzam as emisões e, O mundo tem que entender que o efeito estufa não tem fronteiras e a miséria ainda é o pior problema ambiental do planeta.

80 Mudanças as Climáticas Carvão, Óleo e Gás G s são fontes de CO 2 Captura e Estocagem de Carvão - (CCS) é uma das rotas importantes para mitigar o efeito estufa e, voluntariamente,, nós n s devemos desenvolver e adaptar essa tecnologia para as condições brasileiras. Para desenvolver CCS é necessário buscar parcerias que tenham interesse comum como: captura (pre and post combustão) e estocagem (reservatórios rios profundos e camadas de carvão) Rede de Mudanças as Climáticas da Petrobras A visão integrada inicia-se pelo mapeamento das fontes e sumidouros de CO 2 - as camadas de carvão trazem o beneficio da produção de hidrocarbonetos menor custo de estocagem de CO 2

81 Pontos Importantes a Considerar É necessário criar uma aliança a global com novos modelos comercias e assistência tecnológica para os paises em desenvolvimento aplicarem o estado da arte e o CCS; Criar um Fundo de Carbono sobre a Criar um sobre a égide da UNFCCC para pagar os custos marginais do salto tecnológico. Acima de tudo, não criar políticas discriminatórias rias para nenhumas das formas de energia. Implementar assistência para P&D e formação de pessoal nos paises em desenvolvimento. Não criar limites ou sobre custo na energia com taxas de CO 2 nos paises em desenvolvimento aumento de custos na economia e inviabilização do MDL.

82 Conclusão Cenário Mundial com necessidade de energia - pouca oferta = preços internacionais elevados => tendência de uso de fontes domésticas O mundo necessitará de combustíveis fósseis f e o carvão terá um importante papel Novos players no Brasil : Vale, Petrobras, MBX. Com as soluções tecnológicas o carvão será aceitável pela sociedade, suportável e acessível (WEC 3 As) ABCM está comprometida em buscar a segurança a de suprimento de combustível para o Brasil de uma forma sustentável (energia elétrica; gás g s industrial, siderúrgia, rgia, etc )

83 OBRIGADO PELA ATENÇÃO Contatos:

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