WILLIAM JAMES 1 e BERGSON 2 UM ESTUDO COMPARADO SOBRE O MISTICISMO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "WILLIAM JAMES 1 e BERGSON 2 UM ESTUDO COMPARADO SOBRE O MISTICISMO"

Transcrição

1 WILLIAM JAMES 1 e BERGSON 2 UM ESTUDO COMPARADO SOBRE O MISTICISMO MARCO ANTONIO BARROSO MEMBRO DO NÚCLEO DE ESTUDOS IBÉRICOS E IBERO-AMERICANOS DA UFJF. FORMADO EM FILOSOFIA PELA UFJF. ALUNO DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DAS RELIGIÕES DA UFJF. O que gostaríamos de propor em nosso estudo é a aproximação, de forma resumida, da teoria em torno do estado místico, criado por estes dois nomes clássicos no estudo das religiões, ambos nascidos em meados do século XIX e que conforme nos é informado por publicação das correspondências que trocaram 3, se influenciaram mutuamente, como podemos observar neste trecho de uma das cartas citadas.[bergson, 2005: 09]. Caro confrade Acabo de ler o livro que tivestes a bondade de me enviar The Varieties of Religious Experience e que dizer-vos da profunda impressão que esta me causou. Eu a comecei há uma dezena de dias e, desde de então, não posso pensar em outra coisa, tão cativante é o livro(...). Lograstes extrair a própria quintessência da emoção religiosa. Sem dúvida sentíamos já que esta emoção é ao mesmo tempo uma alegria sui generis e a consciência de uma união superior; mas qual é a natureza desta alegria e o que é esta união, é o que não parecia nem analisável nem exprimível, e é entretanto o que vós soubestes analisar e exprimir, graças um procedimento novo que consiste em favorecer ao leitor, pouco a pouco, uma série 1 Willian James, psicólogo e filósofo norte-americano ( ). 2 Luis-Henri Bergson, filosofo francês ( ). 3 BERGSON. Cartas a Willian James (in Os Pensadores). São Paulo: Nova Cultural, 2005.

2 de impressões de conjunto que interferem e ao mesmo tempo se fundem entre si, no espírito. Acabais de abrir um caminho no qual sereis certamente seguido por muitos outros, mas onde já fostes imediatamente muito longe, que se terá bastante dificuldade para vos ultrapassar e mesmo para vos alcançar. 06 de janeiro de Como podemos avaliar, previamente, dada a opinião do pensador francês, a mística, ou misticismo, seria para James um sentimento, ou emoção religiosa, comparada a uma alegria ou consciência de uma união superior. Algo de cunho pessoal, mas que possui uma característica avaliável o que a torna exprimível em palavras e que será o objeto de nosso próximo item. 2. Willian James: As variedades da Experiência Religiosa - O Misticismo. Nesta parte analisaremos o pensamento de James sobre o que ele chama de estado místico de consciência., ou melhor, como se desenvolve a citada série de impressões de conjunto a que se refere Bergson, ou seja os relatos que na obra de James se multiplicam e se justificam pois o próprio autor defende, como parte indiscriminável do estudo que apresenta, a experiência pessoal como exclusiva fonte. Para James a verdadeira experiência religiosa pessoal tem sua raiz e seu centro em estados místicos [JAMES s.d.:237]. Mas como identificar este estado chamado de estado místico de consciência e diferenciá-lo dos demais estados de consciência? pergunta sugerida pelo próprio autor, que sugere as seguintes condições para a tal distinção: 1. Inefabilidade a mais jeitosa das marcas pelas quais se classifica de mítico um estado de espírito é negativa. Quem experimenta diz incontinente que ela desfia a expressão, que não se pode fazer com palavras nenhum relato adequado de seu conteúdo. Disso se segue que sua qualidade precisa ser experimentada diretamente; não pode ser comunicada nem transferida a outros. Por essa peculiaridade, os estados míticos semelham muito mais estados de sentimento do que estados de intelecto. Ninguém pode explicar a outra pessoa, que nunca conheceu determinado de sentimento, o que consiste a qualidade ou valor dele Qualidade noética conquanto muito semelhante a estados de sentimento, os estados místicos parecem ser também, para os que os experimentam, estados de conhecimento, estados de visão interior dirigida a profundezas da verdade não sondadas pelo intelecto discursivo. São iluminações, revelações, cheias de significado e importância, por mais inarticuladas que continuem sento; e, via de regra, carregam consigo um senso curioso de autoridade pelo tempo sucessivo. 3. Transitoriedade os estados místicos não podem ser sustentados por muito tempo. A não ser em casos raros(...). Muitas vezes, quando aparecem, a sua

3 qualidade pode ser apenas imperfeitamente reproduzida na memória; mas, quando se repetem, são reconhecidos; e de uma ocorrência a outra, são suscetíveis de contínuo enriquecimento no que se sente como riqueza e importância anteriores. 4. Passividade se bem a aproximação de estados místicos seja facilitada por operações voluntárias preliminares,(...), depois que a espécie característica de consciência se impôs o místico tem a impressão de que sua própria vontade está adormecida e, às vezes, de que ele esta sendo agarrado e seguro por uma força superior. (...). Os estados místicos rigorosamente falando, nunca são meramente interrupções. Subsiste sempre alguma lembrança, do seu conteúdo e um sentido profundo da sua importância. Eles modificam a vida interior do sujeito entre os momentos de sua ocorrência... [JAMES s.d.: 238] Podemos depreender das citação acima as seguintes características metodológicas no estudo do estado mítico de consciência: a) que para (re)conhecer esse estado é preciso que se passe por ele, pois como um sentimento ele, se explicado por padrões de conhecimento intelectuais, será entendido de forma medíocre dependendo, assim, de um estado análogo de predisposição espiritual 4 ; b) carregam em si formas de conhecimento não pertencentes ao intelecto discursivo, ligadas a uma verdade; c) são estados temporários que se tornam reconhecidos pela recorrência, e que por essa mesma recorrência se tornam mais profundos e enriquecidos; d) embora possam ser provocados 5, só podem ser reconhecidos como estados místicos de consciência se, por sobre suas lembranças residuais, ele modificar a vida interior do sujeito que o experimenta e ao longo de sua vida mística. O autor ressalta que o rudimento mais simples da experiência mística é aquele produzido em nós principalmente em nossa juventude - por um poema, portas irracionais como ele denomina por onde os mais variados sentimentos se expõem. Já seu estado mais acentuado se parece com um rapto de consciência, onde tudo parece conhecido e novo, paradoxal por assim dizer; Eles trazem um sentido de mistério e da dualidade metafísica das coisas, um alargamento da percepção que se afigura iminente, mas que nunca se completa. 4 Como afirma o próprio autor: os fenômenos são muito mais bem compreendidos quando colocados dentro de uma série, estudados em sua origem e em sua decadência por excesso de madurez e comparados com seus semelhantes exagerados e degenerados [JAMES, s.d.: 238] 5 sobre o uso de drogas para estimular as percepções místicas, afirma o autor: é a muito tempo estiguimatizado como patológico, apesar de certa prática particular e certos lampejos líricos de poesia parecerem dar testemunho da sua idealidade(...). a consciência bêbada é somente uma parte da consciência mística, e nossa opinião total sobre ela precisa encontrar o seu lugar em nossa opinião sobre o conjunto mais amplo.

4 A consciência mística proporciona um reencontro interior entre formas interiores de consciência ou formas potenciais de consciência. A Tonica dessas consciências seria a reconciliação (paz interior?) que poderia ser facilitada pelo transe místico. Todavia nosso psicólogo reconhece a dificuldade de expressar estas idéias, pois são como ele diz afirmações obscuras. [JAMES, s.d.: 241] Outro aspecto muito interessante ressaltado pelo autor é, que no estado estudado, há uma espécie de união com algo maior, arriscaria dizer que muitas vezes uma noção panteísta de união com o todo, ou mesmo diluição neste exceção feita aos santos cristãos, que se sentiriam recolhidos nos braços Divinos (afirma Jesus: Eu e o Pai somos um. Ou Paulo: andamos e respiramos Nele ). Reproduziremos um dos vários exemplos citados pó Willian James [JAMES,s.d.:247]: Acredito em ti, minha alma... Vaga comigo na relva, desata o nó da tua garganta;... Só gosto da bonança, do zumbir da tua voz aveludada. Lembro-me de como, de uma feita, nós nos deitamos, numa transparente manhã de verão Rápida se ergueu e espalhou à minha volta a paz, e o conhecimento que sobrelevam todos argumentos da terra, E sei que o espírito de Deus é irmão do meu, E que todos os homens já nascidos são também meus irmãos e as mulheres minhas irmãs e amantes, E que a sobrequilha da criação é o amor Walt Whitmam Temos ainda a consciência cósmica que é uma:...consciência do cosmo, i. é, da vida e da ordem do universo. Como a consciência do cosmo ocorre uma iluminação intelectual que, sozinha, colocaria o indivíduo num novo plano de existência faria dele quase um membro de uma nova espécie. A isto se acrescenta um um estado de exaltação, um sentimento indescritível de elevação, júbilo e felicidade, e uma aceleração do senso moral, tão notável e mais importante do que o poder intelectual intensificado. Como eles vêem o que podemos denominar sentido de imortalidade, consciência de vida eterna, não a convicção de que ele terá, mas de que ele já tem. [JAMES, s.d.: 249] Nas páginas 250 e 251 demonstra como o êxtase místico está na base das grandes religiões mundiais e como se dá seu cultivo metódico através de práticas ritualísticas. Ressaltando que a incomunicabilidade do êxtase é a tônica do misticismo, que a verdade mística existe para quem as tem e para mais ninguém. Todavia há aqueles que tentam

5 mesmo assim dizer este indizível, e entre estes os místicos cristãos ganham destaque pronunciado, para James em suas notações 6 - temos principalmente os exemplos de Sta. Tereza d Ávila, S. João da Cruz e Santo Inácio de Loyola, Eckhart... Ao final de sua conferência sobre o misticismo James destaca as seguintes perguntas, seguidas de suas resposta, vejamos primeiramente as perguntas: podemos invocar o estado místico como autoridade, se fornece ele alguma garantia da verdade do renascimento, da sobrenaturalidade e do panteísmo que favorece? E em seguida encontramos as respostas: 1.Os estados místicos, quando bem desenvolvidos, geralmente são e tem direito de sê-lo, autoridades absolutas sobre os indivíduos que os experimentam. 2.Deles não emana autoridade alguma que obrigue os que estão de fora a lhes aceitarem as revelações sem nenhuma crítica. 3. Eles quebram a autoridade da consciência não-mística ou racionalista, que se baseia apenas no intelecto e nos sentidos. Mostram que esta não passa de uma espécie de consciência. Abrem a possibilidade de outras ordens de verdade, nas quais, na medida em que alguma coisa em nós responda vitalmente a elas, possamos continuar livremente a ter fé. (Grifos nossos ) [JAMES, s.d.: 263] Concluo esta parte de meu estudo relembrando a afirmação de Willian James de que o misticismo é a base da religião pessoal, pois é dessa assertiva que nosso próximo pensador parte para fundamentar sua filosofia da religião. Influenciado entre outros por James, Henri Bergson tenta demonstrar em seu livro As Duas Fontes da Moral e da Religião, que a base do que ele denomina Religião Dinâmica tem sua fonte no sentimento místico, todavia, para o autor francês, a mística seria o topo do élan vital, no desenvolvimento do espírito na cadeia evolutiva. 3. Bergson: A Religião Dinâmica. Novamente gostaria de citar a seguinte passagem da carta escrita por Bergson endereçada a James [BERGSON, 2005: 09] para poder dar prosseguimento a nosso estudo: Caro confrade Acabo de ler o livro que tivestes a bondade de me enviar The Varieties of Religious Experience e que dizer-vos da profunda impressão que esta me causou. Eu a comecei há uma dezena de dias e, desde de então, não posso pensar em outra 6 Esta característica deve-se a nossa herança filosófica grega

6 coisa, tão cativante é o livro(...). Lograstes extrair a própria quintessência da emoção religiosa. Sem dúvida sentíamos já que esta emoção é ao mesmo tempo uma alegria sui generis e a consciência de uma união superior; mas qual é a natureza desta alegria e o que é esta união, é o que não parecia nem analisável nem exprimível, e é entretanto o que vós soubestes analisar e exprimir, graças um procedimento novo que consiste em favorecer ao leitor, pouco a pouco, uma série de impressões de conjunto que interferem e ao mesmo tempo se fundem entre si, no espírito. Acabais de abrir um caminho no qual sereis certamente seguido por muitos outros, mas onde já fostes imediatamente muito longe, que se terá bastante dificuldade para vos ultrapassar e mesmo para vos alcançar. 06 de janeiro de É a partir dessa deixa que destaco minha fala, que deseja demonstrar a concordância existente entre os pensamentos de Bergson e do já estudado psicólogo norte-americano. Devido a nosso pouco espaço de tempo e a complexidade do tema tratado no livro As Duas Fontes da Moral e da Religião tentaremos expor de forma sucinta o pensamento bergsoniano sobre o misticismo O que pretende Bergson em sua teoria sobre a religião, ao contrário de outros filósofos contemporâneos, não é destruir ou antropomorfizar a religião, mas sim coloca-la em seu devido lugar, como afirma Jean Guitton; no campo da religião o que pretende (Bergson) é deszenonizar 7 a operação redutora a elementos como o totem, feitas por Durkhein, por exemplo, que recompõe as formas mais elevadas da vida religiosa com este elemento, que ele considera, baixo, primitivo e por assim dizer quantitativo.[bergson, 1964;32] A religião é para Bergson, em seu sistema, dinâmica e mística, como vemos em seu livro As duas fontes da Moral e da Religião. Tanto a filosofia social como sua filosofia moral(ética) bergsoniana se erguem sobre as bases da religião 8. Mas qual religião? A que 7 Bergson faz uma dura crítica a idéia de tempo de Zenão de Eléia, pois considera esta como algo fora da vida, simples matemática que espacializa o tempo. 8 Que sera-ce, si nous apercevons derrière l'impératif social un commandement religieux! Peu importe la relation entre les deux termes. Qu'on interprète la religion d'une manière ou d'une autre, qu'elle soit sociale par essence ou par accident, un point est certain, c'est qu'elle a toujours joué um rôle social. Ce rôle est d'ailleurs complexe ; il varie selon les temps et selon les lieux ; mais, dans des sociétés telles que les nôtres, la religion a pour premier effet de soutenir et de renforcer les exigences de la société. Elle peut aller beaucoup plus loin, elle va tout au moins jusque-là. La société institue des peines qui peuvent frapper des innocents, épargner des coupables ; elle ne récompense guère ; elle voit gros et se contente de peu : où est la balance humaine qui pèserait comme il le faut les récompenses et les peines? Mais, de même que les Idées platoniciennes nous révèlent, parfaite et complète, la réalité dont nous ne percevons que des imitations grossières, ainsi

7 ele chama de religião dinâmica, forma de religião essencial e maleável. Todavia essa também precisa ser fundamentada, onde pois, encontrar tal base firme, onde estaria a verdadeira religiosidade da religião? A resposta dada por Bergson foi a mística 9 : devido a sua proximidade com o conceito de intuição 10, pode-se ter a mística como uma espécie de intuição potencializada, o que possibilitaria a percepção do mundo, pela consciência, em sua verdadeira face, ou seja em estado de duração. A duração real é, de fato, o dado da consciência, despojado de toda superestrutura intelectual ou simbólica e reconhecido em sua simplicidade originária, é o que podemos chamar de realidade imediata ou tempo vivido [ABBAGNANO,1984] Vejamos algumas palavras do próprio autor: (...);reaprendamos o mundo exterior como ele é, e não somente na superfície, no momento atual, mas em profundidade, como o passado imediato que o pressiona e que lhe imprime seu elã; habituemo-nos, numa palavra, a ver todas as coisa sub specie durations; imediatamente o que estava entorpecido se distende, o que estava adormecido acorda, o morto ressuscita em nossa percepção galvanizada. As satisfações que a arte somente fornecera a privilegiados pela natureza e pela fortuna, e apenas de vez em quando, a filosofia assim entendida oferecerá a todos, em todos os momentos, reinsuflando a vida nos fantasmas que nos rodeiam e revivendo a nós mesmos.[bergson,1974;74] Enfim, o que desejamos aludir, é que mesmo em sua filosofia da religião, Bergson, não se afastou de seus conceitos de intuição nem de duração, e que esta é, também aqui, o fundamento de seu pensar..., havendo, assim, intrinsecamente ligação entre a percepção de tempo e a dinâmica mística do verdadeiro agir religioso. la religion nous introduit dans une cité dont nos institutions, nos lois et nos coutumes marquent tout au plus, de loin en loin, les points les plus saillants. Ici-bas, l'ordre est simplement approximatif et plus ou moins artificiellement obtenu par les hommes ; là-haut il est parfait, et se réalise de luimême. La religion achève donc de combler à nos yeux l'intervalle, déjà rétréci par les habitudes du sens commun, entre un commandement de la société et une loi de la nature.[bergson,1932: 07] 9 Les vrais mystiques s'ouvrent simplement au flot qui les envahit. Sûrs d'eux-mêmes, parce qu'ils sentent en eux quelque chose de meilleur qu'eux, ils se révèlent grands hommes d'action, à la surprise de ceux pour qui le mysticisme n'est que vision, transport, extase. Ce qu'ils ont laissé couler à l'intérieur d'eux-mêmes, c'est un flux descendant qui voudrait, à travers eux, gagner les autres hommes. [BERGSON, 1932: 53] 10 Para Nicola Abbagnano em seu dicionário de filosofia temos o seguinte: É a visão do espírito por parte do espírito. Consciência imediata, visão que apenas se distingue do objeto visto, conhecimento que é contato e por fim conhecidência [ABBAGNANO, 1999: 700]. Já e sua história da filosofia encontramos que: A intuição pode ter significados diversos e não se pode definir univocamente. Todavia, sua característica fundamental é que pensa em termos de duração, isto é, de espiritualidade ou de consciência pura [ABBAGNANO, 1984: 21].

8 O místico é assim, para Bergson, aquele que está ligado ao élan vital e por isso raro é se encontrar um verdadeiro místico 11. Na fala dessa pessoa há algo que ecoa, ou ecoaria se permitido fosse, na alma de quem a houve. 12 Para Bergson os verdadeiros místicos jamais poderiam ser chamados de loucos, ou desiquilibrados, pois ele seriam homens(mulheres) de grande evolução interior 13 [BERGSON, 1978: 188]. Identifica o autor francês que para este tipo de místico (puro) as visões são apenas acidentes em sua busca pela identificação junto ao divino: Eles foram os primeiros a precaver seus discípulos contras as visões que podiam ser puramente alucinatórias. E suas próprias visões, quando as tinham, atribuíam importância meramente secundária. [BERGSON, 1978: 188]. O misticismo nada diz, absolutamente nada, a quem não o sentiu um pouco dele. Todos poderão, pois, compreender que o misticismo vem de longe em longe inserir-se, originalmente e inefável em uma religião pré-existente, formulada em termos de inteligência, ao passo que será difícil impor a idéia de uma religião que só exista pelo misticismo... [BERGSON, 1978: 196]. Podemos, novamente aqui, perceber a necessidade analógica em relação sentimento místico para a que ele ecoe na alma humana, e também que o autor sugere que o misticismo se apresenta na forma social da religião (estática) em que se insere. Observemos a seguinte citação: O que o místico encontra diante de si é, pois, uma humanidade que foi preparada para ouvi-lo por intermédio de outros místicos, invisíveis e presentes na religião. Seu próprio misticismo está, de resto, impregnado dessa religião, dado que começou por ela. Sua teologia será em geral de acordo com as dos teólogos. Sua inteligência e sua imaginação utilizarão, para exprimir com palavras o que ele sente e em imagens materiais o que vê espiritualmente, o ensino dos teólogos. (...). Assim, seu misticismo beneficia-se da religião, até que a religião enriqueça de seu misticismo.[bergson, 1978: 197]. 11 Como podemos estudar no capítulo III do livro As duas fontes... Bergson considera verdadeiro místico aquela pessoa que consegue conjugar contemplação, ação prática e verbalização do sentimento derivados da experiência mística. Podemos comparar este tópico com as mudanças sugeridas por James em seu livro A variedade das experiências religiosas. 12 Para Bergson nem o estado hipnótico nem o uso de drogas levariam a um misticismo originário por si mesmos, mas poderiam converter-se nisso, ou pelo menos anunciar e preparar o misticismo verdadeiro, pela sugestão que neles se insinuasse [BERGSON, 1978: 184] 13 Há (...) uma saúde intelectual solidamente assente, excepcional, que se reconhece sem dificuldades. Ela se manifesta pelo gosto da ação, a faculdade de adaptar-se e de se readaptar-se às circunstâncias, a firmeza junto à maleabilidade, o discernimento profético do possível e do impossível, um espírito de simplicidade que triunfa sobre as complicações, enfim, um bom senso superior. [BERGSON, 1978: 188]

9 Com relação a veracidade cientifica dos estados místicos, Bergson declara que não se pode alegar infalibilidade as experimentações científicas, pois a ciência é mutável e suas verdades temporais, ele nos dá o exemplo das mapas cartográficos que eram feitos pelos relatos de homens respeitados, na sociedade em que viviam, através de suas viagens. Para o filósofo francês o mesmo se daria com os relatos místicos, pois esse estado de consciência já foi alcançado por muitas pessoas, algumas o atingiram totalmente e outras parcialmente. Declara que Willian James dizia nunca haver jamais experimentado estados místicos; mas acrescentava que se ouvia falar disso por homem que tivera a experiência, alguma coisa ressoava nele. Como o próprio James, o pensador francês afirma que a experiência mística é, portanto, real para quem a experimenta e quem não a aceita deve calar-se com seus protestos, mas que por si mesma ela também não se sustenta, exigindo um novo método para sua avaliação pois sabe e afirma que não existe outro fonte para o conhecimento que não seja a experiência. O método sugerido se baseia na observação da experiência mística, para que através das somas das possibilidade possa-se alcançar uma que equivalha praticamente à certeza daí a necessidade da analogia de sentimentos para a experimentação 14.[BERGSON, 1978: ] Conclusão Pudemos observar a imensa analogia entre as conclusões de ambos pensadores aqui avaliados apesar da diversidade de métodos utilizados e que tentarei relatar em minha conclusão. Para nossos autores o misticismo existe como um fato pessoal subjetivo sendo assim a fonte pessoal da religião, e segundo sugerido a essência da religião comunitária. O uso de drogas ou fórmulas dogmáticas na estimulação do estado de consciência mística não denota que esta essa original isso só se pode concluir através da repercussão mudanças ocasionadas- pelo estado atingido na vida cotidiana do sujeito. A consciência mística objetiva se relacionar com uma força maior de forma se unir, ou mesmo se apagar nesta Cremos que esta metodologia sugerida se aproxima, em muito, da experimentação fenomenológica, sugerida por Husserl, Otto etc. 15 Esse desejo varia conforme a sociedade (religião estática) em que se insere esta figura.

10 É uma realidade para o sujeito que o experimenta, só podendo ser avaliado de forma objetiva por que já experimentou algo similar dado ser um sentimento. Existe a exigência de uma nova hermenêutica para sua compreensão, pois este estado quebra autoridade da consciência não-mítica, racionalista. Bibliografia: ABBAGNANO, Nicola. História da Filosofia. Lisboa: edições 70, Dicionário de Filosofia. México: F.C.E., BERGSON, Luis-Henri. As duas Fontes da Moral e da Religião. Rio de Janeiro: Zaar, Les Deux Sources de la Morale et de la Religion. Paris: Gallimard, (in: JAMES, William. As Variedades da Experiência Religiosa. São Paulo: Cultrix, 1995.

Mateus Geraldo Xavier. Contribuição do Ensino Religioso no processo de educação da fé: um estudo teológico-pastoral. Dissertação de Mestrado

Mateus Geraldo Xavier. Contribuição do Ensino Religioso no processo de educação da fé: um estudo teológico-pastoral. Dissertação de Mestrado Mateus Geraldo Xavier Contribuição do Ensino Religioso no processo de educação da fé: um estudo teológico-pastoral Dissertação de Mestrado Programa de Pós-graduação em Teologia do Departamento de Teologia

Leia mais

RESUMO. Palavras-chave fenomenologia; método; mística

RESUMO. Palavras-chave fenomenologia; método; mística RESUMO FENOMENOLOGIA E MÍSTICA Uma abordagem metodológica Elton Moreira Quadros Professor substituto na Univ. Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Faculdade Juvência Terra (FJT) Instituto de Filosofia

Leia mais

Mestre e discípulos conversam sobre o conceito de realidade.

Mestre e discípulos conversam sobre o conceito de realidade. HETERONÍMIA 7. REALIDADE Mestre e discípulos conversam sobre o conceito de realidade. Horóscopo de Alberto Caeiro, feito por Fernando Pessoa. «Uma sombra é real, mas é menos real que uma pedra» Uma das

Leia mais

CAPÍTULO 1. A FACULDADE DE PERCEBER, A PERCEPÇÃO E OS OBJETOS DA PERCEPÇÃO

CAPÍTULO 1. A FACULDADE DE PERCEBER, A PERCEPÇÃO E OS OBJETOS DA PERCEPÇÃO CAPÍTULO 1. A FACULDADE DE PERCEBER, A PERCEPÇÃO E OS OBJETOS DA PERCEPÇÃO Muito antigo e pouco alterado no longo transcurso que teve dentro da história da filosofia, o sentido do termo latino facultas

Leia mais

Faz um exercício de relaxamento coloca-te na presença de Deus. Reza um salmo (aquele que o teu coração pedir no momento).

Faz um exercício de relaxamento coloca-te na presença de Deus. Reza um salmo (aquele que o teu coração pedir no momento). O Caminho de Emaús Faz um exercício de relaxamento coloca-te na presença de Deus. Reza um salmo (aquele que o teu coração pedir no momento). Leitura: Lc 24, 13-35 Todos nós percorremos frequentemente o

Leia mais

CONHECIMENTO DA LEI NATURAL. Livro dos Espíritos Livro Terceiro As Leis Morais Cap. 1 A Lei Divina ou Natural

CONHECIMENTO DA LEI NATURAL. Livro dos Espíritos Livro Terceiro As Leis Morais Cap. 1 A Lei Divina ou Natural CONHECIMENTO DA LEI NATURAL Livro dos Espíritos Livro Terceiro As Leis Morais Cap. 1 A Lei Divina ou Natural O que é a Lei Natural? Conceito de Lei Natural A Lei Natural informa a doutrina espírita é a

Leia mais

O PAI É MAIOR DO QUE O FILHO

O PAI É MAIOR DO QUE O FILHO O PAI É MAIOR DO QUE O FILHO O PAI É MAIOR DO QUE O FILHO Vós ouviste o que vos disse: Vou e retorno a vós. Se me amásseis, ficaríeis alegres por eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que eu. João

Leia mais

PROLEGÓMENOS Uma corrente literária não passa de uma metafísica.

PROLEGÓMENOS Uma corrente literária não passa de uma metafísica. António Mora PROLEGÓMENOS Uma corrente literária não passa de uma metafísica. PROLEGÓMENOS Uma corrente literária não passa de uma metafísica. Uma metafísica é um modo de sentir as coisas esse modo de

Leia mais

Considerações acerca da Fundamentação da Metafísica dos Costumes de I. Kant Liberdade, Dever e Moralidade

Considerações acerca da Fundamentação da Metafísica dos Costumes de I. Kant Liberdade, Dever e Moralidade Notandum 14 http://www.hottopos.com CEMOrOC Feusp / IJI Univ. do Porto 2007 Considerações acerca da Fundamentação da Metafísica dos Costumes de I. Kant Liberdade, Dever e Moralidade Marcos Sidnei Pagotto

Leia mais

IGREJA CRISTÃ MARANATA PRESBITÉRIO ESPÍRITO SANTENSE EM EFÉSIOS 2.8 PAULO VINCULA A SALVAÇÃO À FÉ QUE VEM DE DEUS.

IGREJA CRISTÃ MARANATA PRESBITÉRIO ESPÍRITO SANTENSE EM EFÉSIOS 2.8 PAULO VINCULA A SALVAÇÃO À FÉ QUE VEM DE DEUS. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 21-jun-2015 - TEMA: A FÉ Assunto: INTERFERÊNCIAS NO PROCESSO DA SALVAÇÃO Texto fundamental: JOÃO CAP. 9 EM EFÉSIOS 2.8 PAULO VINCULA A SALVAÇÃO À FÉ QUE VEM DE DEUS. COMENTAR OS

Leia mais

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750 John Locke (1632-1704) Biografia Estudou na Westminster School; Na Universidade de Oxford obteve o diploma de médico; Entre 1675 e 1679 esteve na França onde estudou Descartes (1596-1650); Na Holanda escreveu

Leia mais

2.2. Ensino e a construção da cidadania: da moral religiosa à moral cívica.

2.2. Ensino e a construção da cidadania: da moral religiosa à moral cívica. 2.2. Ensino e a construção da cidadania: da moral religiosa à moral cívica. Cinq mémoires sur l instruc1on publique (1791). Présenta@on, notes, bi- bliographie et chronologie part Charles Coutel et Catherine

Leia mais

Mosaicos #2 Um Novo e superior Testamento Hb 1:1-3 Introdução: Se desejamos compreender o hoje, muitas vezes precisaremos percorrer o passado.

Mosaicos #2 Um Novo e superior Testamento Hb 1:1-3 Introdução: Se desejamos compreender o hoje, muitas vezes precisaremos percorrer o passado. 1 Mosaicos #2 Um Novo e superior Testamento Hb 1:1-3 Introdução: Se desejamos compreender o hoje, muitas vezes precisaremos percorrer o passado. Neste sentido a Carta aos Hebreus é uma releitura da lei,

Leia mais

FILOSOFIA CLÁSSICA: SÓCRATES E PLATÃO (3ª SÉRIE)

FILOSOFIA CLÁSSICA: SÓCRATES E PLATÃO (3ª SÉRIE) FILOSOFIA CLÁSSICA: SÓCRATES E PLATÃO (3ª SÉRIE) SÓCRATES (469-399 a.c.) CONTRA OS SOFISTAS Sofistas não são filósofos: não têm amor pela sabedoria e nem respeito pela verdade. Ensinavam a defender o que

Leia mais

ESPIRITISMO, CIÊNCIA E AMOR

ESPIRITISMO, CIÊNCIA E AMOR Claudio C. Conti www.ccconti.com Congresso Espiritismo 150 de O Evangelho Segundo o Espiritismo ESPIRITISMO, CIÊNCIA E AMOR Como funcionamos A mente é a ferramenta para compreender questões que transcendem

Leia mais

ITAICI Revista de Espiritualidade Inaciana

ITAICI Revista de Espiritualidade Inaciana ITAICI Revista de Espiritualidade Inaciana 93 ISSN - 1517-7807 9!BLF@FB:VWOOUWoYdZh outubro 2013 Que a saúde se difunda sobre a terra Escatologia e Exercícios Espirituais Pedro Arrupe, homem de Deus 1

Leia mais

O CAMINHO PARA A ESPIRITUALIDADE

O CAMINHO PARA A ESPIRITUALIDADE José Carlos Pezini Luis Alexandre Ribeiro Branco O CAMINHO PARA A ESPIRITUALIDADE Uma Espiritualidade Cristocêntrica 1 Revisão: Bruna Perrella Brito 2 Prefácio Introdução 1 Índice O Que é Espiritualidade

Leia mais

A relação de amor entre Deus e a humanidade

A relação de amor entre Deus e a humanidade A relação de amor entre Deus e a humanidade A reflexão acerca do amor de Deus para com a humanidade é um grande desafio, pois falar do amor pressupõe a vivência do mesmo. Não basta falar do amor é preciso

Leia mais

Explicar o significado de bem e de mal, segundo as orientações espíritas.

Explicar o significado de bem e de mal, segundo as orientações espíritas. Roteiro 1 FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita Livro IV Espiritismo, o Consolador Prometido por Jesus Módulo III Os vícios e as virtudes Conceituar bem e mal Explicar o

Leia mais

Evangelhos. www.paroquiadecascais.org

Evangelhos. www.paroquiadecascais.org Evangelhos 1. Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 5, 1-12a) ao ver a multidão, Jesus subiu ao monte e sentou-se. Rodearam-n O os discípulos e Ele começou a ensiná-los, dizendo:

Leia mais

Apostila de Fundamentos. Arrependimento. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados...

Apostila de Fundamentos. Arrependimento. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados... Apostila de Fundamentos Arrependimento Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados... (Atos 3:19) A r r e p e n d i m e n t o P á g i n a 2 Arrependimento É muito importante

Leia mais

As três revelações divinas: Moisés, Jesus e Kardec

As três revelações divinas: Moisés, Jesus e Kardec FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita Livro II Ensinos e Parábolas de Jesus Módulo I Metodologia para o estudo do Evangelho à luz da Doutrina Espírita As três revelações

Leia mais

O Deus testemunhado por Jesus Cristo o Pai. Objetivos 12/4/2012. Identidade e relevância da cristologia. Cláudio Ribeiro

O Deus testemunhado por Jesus Cristo o Pai. Objetivos 12/4/2012. Identidade e relevância da cristologia. Cláudio Ribeiro O Deus testemunhado por Jesus Cristo o Pai Cláudio Ribeiro Objetivos Avaliar a doutrina de Trindade suas raízes, premissas fundamentais, ênfases e mudanças no contexto global da história da Igreja e as

Leia mais

Caracterização Cronológica

Caracterização Cronológica Caracterização Cronológica Filosofia Medieval Século V ao XV Ano 0 (zero) Nascimento do Cristo Plotino (204-270) Neoplatônicos Patrística: Os grandes padres da igreja Santo Agostinho ( 354-430) Escolástica:

Leia mais

Lição 9 Completar com Alegria

Lição 9 Completar com Alegria Lição 9 Completar com Alegria A igreja estava cheia. Era a época da colheita. Todos tinham trazido algo das suas hortas, para repartir com os outros. Havia muita alegria enquanto as pessoas cantavam louvores

Leia mais

1ª Carta de João. A Palavra da Vida. Deus é luz. Nós somos pecadores. Cristo, nosso defensor junto a Deus

1ª Carta de João. A Palavra da Vida. Deus é luz. Nós somos pecadores. Cristo, nosso defensor junto a Deus 1ª Carta de João A Palavra da Vida 1 1 O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e o que as nossas mãos apalparam da Palavra da Vida 2 vida esta que

Leia mais

Bíblia Sagrada N o v o T e s t a m e n t o P r i m e i r a E p í s t o l a d e S ã o J o ã o virtualbooks.com.br 1

Bíblia Sagrada N o v o T e s t a m e n t o P r i m e i r a E p í s t o l a d e S ã o J o ã o virtualbooks.com.br 1 Bíblia Sagrada Novo Testamento Primeira Epístola de São João virtualbooks.com.br 1 Capítulo 1 1 O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado

Leia mais

Oração. u m a c o n v e r s a d a a l m a

Oração. u m a c o n v e r s a d a a l m a Oração u m a c o n v e r s a d a a l m a 11 12 O Evangelho relata que por diversas vezes, quando ninguém mais estava precisando de alguma ajuda ou conselho, Jesus se ausentava para ficar sozinho. Natural

Leia mais

CONSTRUÇÃO DO EU LÍRICO E O RETRATO NA POETICA CECÍLIA MEIRELES

CONSTRUÇÃO DO EU LÍRICO E O RETRATO NA POETICA CECÍLIA MEIRELES CONSTRUÇÃO DO EU LÍRICO E O RETRATO NA POETICA CECÍLIA MEIRELES Silvia Eula Muñoz¹ RESUMO Neste artigo pretendo compartilhar os diversos estudos e pesquisas que realizei com orientação do Prof. Me. Erion

Leia mais

FILOSOFIA. Fernando Pessoa FILOSOFIA

FILOSOFIA. Fernando Pessoa FILOSOFIA Fernando Pessoa FILOSOFIA FILOSOFIA Se há um assunto eminentemente filosófico é a classificação das ciências. Pertence à filosofia e a nenhuma outra ciência. É só no ponto de vista mais genérico que podemos

Leia mais

Márcio Ronaldo de Assis 1

Márcio Ronaldo de Assis 1 1 A JUSTIÇA COMO COMPLETUDE DA VIRTUDE Márcio Ronaldo de Assis 1 Orientação: Prof. Dr. Juscelino Silva As virtudes éticas derivam em nós do hábito: pela natureza, somos potencialmente capazes de formá-los

Leia mais

FILOSOFIA DE VIDA Atos 13.36

FILOSOFIA DE VIDA Atos 13.36 FILOSOFIA DE VIDA Atos 13.36 Tendo, pois, Davi servido ao propósito de Deus em sua geração, adormeceu, foi sepultado com os seus antepassados e seu corpo se decompôs. Não são todos que têm o privilégio

Leia mais

INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS

INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS 1 INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS OBJETIVO. 7 A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso. 8 Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo

Leia mais

TRÊS ESTILOS DE VIDA

TRÊS ESTILOS DE VIDA TRÊS ESTILOS DE VIDA 1 Co 2:14 Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15 Porém o homem

Leia mais

O PENSAMENTO HEGELIANO: O SISTEMA E A DIALÉTICA. Resumo

O PENSAMENTO HEGELIANO: O SISTEMA E A DIALÉTICA. Resumo 1 O PENSAMENTO HEGELIANO: O SISTEMA E A DIALÉTICA Cassio Donizete Marques 1 Resumo Hegel é considerado um dos pensadores mais complexos de toda a história da filosofia. Seu pensamento estabelece, senão

Leia mais

MÓDULO 5 O SENSO COMUM

MÓDULO 5 O SENSO COMUM MÓDULO 5 O SENSO COMUM Uma das principais metas de alguém que quer escrever boas redações é fugir do senso comum. Basicamente, o senso comum é um julgamento feito com base em ideias simples, ingênuas e,

Leia mais

JESUS É A LUZ DO MUNDO João 8.12 Pr. Vlademir Silveira IBME 24/03/13

JESUS É A LUZ DO MUNDO João 8.12 Pr. Vlademir Silveira IBME 24/03/13 JESUS É A LUZ DO MUNDO João 8.12 Pr. Vlademir Silveira IBME 24/03/13 INTRODUÇÃO O Evangelho de João registra 7 afirmações notáveis de Jesus Cristo. Todas começam com Eu sou. Jesus disse: Eu sou o pão vivo

Leia mais

www.ree.org.br Sobre as curas espirituais IEEWFM, 7 de maio de 2013

www.ree.org.br Sobre as curas espirituais IEEWFM, 7 de maio de 2013 Sobre as curas espirituais IEEWFM, 7 de maio de 2013 O diálogo a seguir envolve dois assuntos de grande interesse geral: a proteção oferecida pelos espíritos frente às diferentes situações a que somos

Leia mais

LEITURA BÍBLICA A BÍBLIA LER

LEITURA BÍBLICA A BÍBLIA LER LEITURA BÍBLICA A BÍBLIA LER INTRODUÇÃO: Qualquer que seja meu objetivo, ler é a atividade básica do aprendizado. Alguém já disse: Quem sabe ler, pode aprender qualquer coisa. Se quisermos estudar a Bíblia,

Leia mais

Demonstração de Maturidade

Demonstração de Maturidade Demonstração de Maturidade TEXTO BÍBLICO BÁSICO 2 Reis 4.12-17 12 - Então disse ao seu servo Geazi: Chama esta sunamita. E chamando-a ele, ela se pôs diante dele. 13 - Porque ele tinha falado a Geazi:

Leia mais

Questão (1) - Questão (2) - A origem da palavra FILOSOFIA é: Questão (3) -

Questão (1) - Questão (2) - A origem da palavra FILOSOFIA é: Questão (3) - EXERCICÍOS DE FILOSOFIA I O QUE É FILOSOFIA, ETIMOLOGIA, ONDE SURGIU, QUANDO, PARA QUE SERVE.( 1º ASSUNTO ) Questão (1) - Analise os itens abaixo e marque a alternativa CORRETA em relação ao significado

Leia mais

igrejabatistaagape.org.br [1] Deus criou o ser humano para ter comunhão com Ele, mas ao criá-lo concedeu-lhe liberdade de escolha.

igrejabatistaagape.org.br [1] Deus criou o ser humano para ter comunhão com Ele, mas ao criá-lo concedeu-lhe liberdade de escolha. O Plano da Salvação Contribuição de Pr. Oswaldo F Gomes 11 de outubro de 2009 Como o pecado entrou no mundo e atingiu toda a raça humana? [1] Deus criou o ser humano para ter comunhão com Ele, mas ao criá-lo

Leia mais

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar MELHORES MOMENTOS Expressão de Louvor Acordar bem cedo e ver o dia a nascer e o mato, molhado, anunciando o cuidado. Sob o brilho intenso como espelho a reluzir. Desvendando o mais profundo abismo, minha

Leia mais

Religião e Espiritualidade

Religião e Espiritualidade Religião e Espiritualidade Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha vossa vã filosofia. Shakespeare A Mudança de Modelos Mentais O que é Religião? O que é espiritualidade? O que é Meditação? Como

Leia mais

O texto nomeia os 11, mais algumas mulheres, das quais só menciona Maria, com os irmãos de Jesus. Aqui aparece um fato curioso e edificante.

O texto nomeia os 11, mais algumas mulheres, das quais só menciona Maria, com os irmãos de Jesus. Aqui aparece um fato curioso e edificante. Aula 25 Creio na Igreja Católica.1 Frei Hipólito Martendal, OFM. 1. Leitura de At 2, 1-15. Ler e explicar... Dia de Pentecostes (=Quinquagésima) é o 50º dia depois da Páscoa. Os judeus celebravam a Aliança

Leia mais

Direitos reservados Domingos Sávio Rodrigues Alves Uso gratuito, permitido sob a licença Creative Commons 1

Direitos reservados Domingos Sávio Rodrigues Alves Uso gratuito, permitido sob a licença Creative Commons 1 1 O caminho da harmonia. Colossenses 3 e 4 Col 3:1-3 Introdução: Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham

Leia mais

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa.

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Encontro com a Palavra Agosto/2011 Mês de setembro, mês da Bíblia 1 encontro Nosso Deus se revela Leitura Bíblica: Gn. 12, 1-4 A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Boas

Leia mais

Nesta nova série Os Discursos de Jesus vamos aprofundar as Palavras de Jesus :- seus discursos, suas pregações e sermões. Ele falou aos seus

Nesta nova série Os Discursos de Jesus vamos aprofundar as Palavras de Jesus :- seus discursos, suas pregações e sermões. Ele falou aos seus Nesta nova série Os Discursos de Jesus vamos aprofundar as Palavras de Jesus :- seus discursos, suas pregações e sermões. Ele falou aos seus apóstolos na intimidade, falou a um grupo maior que se aproximava

Leia mais

PESCADOR. Introdução: A E D E (2x) Mais qual é o meu caminho, qual a direção. E qual é o meu destino, minha vocação

PESCADOR. Introdução: A E D E (2x) Mais qual é o meu caminho, qual a direção. E qual é o meu destino, minha vocação PSCDOR Introdução: D (2x) Mais qual é o meu caminho, qual a direção D qual é o meu destino, minha vocação Carregar tua palavra, qualquer direção Dm Dm chamar outras almas, em outros mares pescar Pescador

Leia mais

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação 1 1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação O objetivo principal de Introdução Filosofia é despertar no aluno a percepção que a análise, reflexão

Leia mais

S. Tomás de Aquino QUESTÕES SOBRE A EXISTÊNCIA E A INTERLIGAÇÃO DAS VIRTUDES INFUSAS

S. Tomás de Aquino QUESTÕES SOBRE A EXISTÊNCIA E A INTERLIGAÇÃO DAS VIRTUDES INFUSAS QUESTÕES SOBRE A EXISTÊNCIA E A INTERLIGAÇÃO DAS VIRTUDES INFUSAS: Index. S. Tomás de Aquino QUESTÕES SOBRE A EXISTÊNCIA E A INTERLIGAÇÃO DAS VIRTUDES INFUSAS Índice Geral 1. Se existem virtudes teologais.

Leia mais

12:00 Palestra: Jesus confia nos Jovens -Por isso entrega sua mãe - Telmo

12:00 Palestra: Jesus confia nos Jovens -Por isso entrega sua mãe - Telmo 2:00 Palestra: Jesus confia nos Jovens -Por isso entrega sua mãe - Telmo Amados de Deus, a paz de Jesus... Orei e pensei muito para que Jesus me usasse para poder neste dia iniciar esta pregação com a

Leia mais

Jesus contou aos seus discípulos esta parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar.

Jesus contou aos seus discípulos esta parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar. Lc 18.1-8 Jesus contou aos seus discípulos esta parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar. Ele disse: "Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus nem se importava

Leia mais

Sal da TERRA e luz do MUNDO

Sal da TERRA e luz do MUNDO Sal da TERRA e luz do MUNDO Sal da terra e luz do mundo - jovens - 1 Apresentação pessoal e CMV Centro Missionário Providência Canto: vós sois o sal da terra e luz do mundo... MOTIVAÇÃO: Há pouco tempo

Leia mais

Naquela ocasião Jesus disse: "Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos

Naquela ocasião Jesus disse: Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos As coisas encobertas pertencem ao Senhor, ao nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei. Deuteronômio 29.29 Naquela ocasião

Leia mais

O QUE É SER ESPÍRITA?

O QUE É SER ESPÍRITA? Suzane Câmara O QUE É SER ESPÍRITA? pessoa vinculada ao Espiritismo. os espíritas "mexem" com os mortos outros temem, outros permanecem indiferentes ir ao Centro, tomar passe, ouvir ou fazer palestras,

Leia mais

TRADUÇÃO Hope Gordon Silva Regina Aranha

TRADUÇÃO Hope Gordon Silva Regina Aranha TRADUÇÃO Hope Gordon Silva Regina Aranha 7 João Desfrutando João ao máximo Pode-se resumir o fato mais relevante de toda a história em quatro palavras: Jesus Cristo é Deus! A maior declaração da Bíblia

Leia mais

Redenção Acontecimento e linguagem

Redenção Acontecimento e linguagem Redenção Acontecimento e linguagem Pediram-me que fizesse uma introdução a este debate acerca da «Redenção Acontecimento e liguagem» do ponto de vista da teologia sistemática. Limitar-me-ei, portanto,

Leia mais

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA ESPÍRITA E ESPIRITISMO

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA ESPÍRITA E ESPIRITISMO INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA 1 ESPÍRITA E ESPIRITISMO Para designar coisas novas, são necessárias palavras novas. A clareza de uma língua assim exige, a fim de evitar que uma mesma palavra

Leia mais

HUMILDADE- A VERDADEIRA GRANDEZA

HUMILDADE- A VERDADEIRA GRANDEZA HUMILDADE- A VERDADEIRA GRANDEZA Ministério de Mulheres Aulas: 1 - Abertura - Tudo começa na Mente 2- Considerações gerais sobre a humildade 3- Manifestações Orgulho 4- Orgulho - personagens bíblicos 5-

Leia mais

O MUNDO É A CASA DO HOMEM

O MUNDO É A CASA DO HOMEM O MUNDO É A CASA DO HOMEM Nichan Dichtchekenian Há dois motivos principais que me levam a fazer esta apresentação: O primeiro é fazer um esclarecimento e uma defesa da Fenomenologia, buscando, este esclarecimento,

Leia mais

IV PARTE FILOSOFIA DA

IV PARTE FILOSOFIA DA IV PARTE FILOSOFIA DA 119 P á g i n a O que é? Como surgiu? E qual o seu objetivo? É o que veremos ao longo desta narrativa sobre a abertura do trabalho. Irmos em busca das estrelas, no espaço exterior,

Leia mais

Vós sois deuses, pois brilhe a vossa a luz! Jesus

Vós sois deuses, pois brilhe a vossa a luz! Jesus CURSO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO E ESPIRITUAL DESCUBRA A ASSINATURA DE SUAS FORÇAS ESPIRITUAIS Test Viacharacter AVE CRISTO BIRIGUI-SP Jul 2015 Vós sois deuses, pois brilhe a vossa a luz! Jesus I SABER

Leia mais

Max Weber. Sociologia Compreensiva

Max Weber. Sociologia Compreensiva Max Weber Sociologia Compreensiva Índice Max Weber: Vida e obra Uma teia de sentidos Desencantamento do mundo e racionalização Tipos puros 1. O conceito de ação social 1.1 Ação racional com relação a objetivos

Leia mais

Elementos da Vida da Pequena Comunidade

Elementos da Vida da Pequena Comunidade Raquel Oliveira Matos - Brasil A Igreja, em sua natureza mais profunda, é comunhão. Nosso Deus, que é Comunidade de amor, nos pede entrarmos nessa sintonia com Ele e com os irmãos. É essa a identidade

Leia mais

Eu acredito que a Bíblia é a melhor dádiva que Deus deu à humanidade. Todas as coisas boas do Salvador do mundo nos são ditas através deste Livro.

Eu acredito que a Bíblia é a melhor dádiva que Deus deu à humanidade. Todas as coisas boas do Salvador do mundo nos são ditas através deste Livro. A importância do estudo bíblico para a vida cristã 2 Pedro 1.12-2121 Pr. Fernando Fernandes Eu acredito que a Bíblia é a melhor dádiva que Deus deu à humanidade. Todas as coisas boas do Salvador do mundo

Leia mais

* Aparentemente, as primeiras páginas do diário perderam se. 1. Um Diário de Preces.indd 17 06/08/14 12:39

* Aparentemente, as primeiras páginas do diário perderam se. 1. Um Diário de Preces.indd 17 06/08/14 12:39 [entradas sem data] [ ] * esforço artístico neste domínio, ao invés de pensar em Ti e de me sentir inspirada pelo amor que tanto desejaria sentir. Meu bom Deus, não consigo amar Te como pretendo. És o

Leia mais

Processo Seletivo/UFU - julho 2007-1ª Prova Comum FILOSOFIA QUESTÃO 01

Processo Seletivo/UFU - julho 2007-1ª Prova Comum FILOSOFIA QUESTÃO 01 FILOSOFIA QUESTÃO 01 Leia atentamente o seguinte verso do fragmento atribuído a Parmênides. Assim ou totalmente é necessário ser ou não. SIMPLÍCIO, Física, 114, 29, Os Pré-Socráticos. Coleção Os Pensadores.

Leia mais

ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação

ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação Janaina Guimarães 1 Paulo Sergio Machado 2 Resumo: Este trabalho tem por objetivo fazer uma reflexão acerca da espiritualidade do educador

Leia mais

FILOSOFIA COMENTÁRIO DA PROVA DE FILOSOFIA

FILOSOFIA COMENTÁRIO DA PROVA DE FILOSOFIA COMENTÁRIO DA PROVA DE FILOSOFIA A prova de filosofia se mostrou abrangente em relação aos conteúdos propostos. Destacamos algumas pequenas observações nas questões envolvendo o livro X da República de

Leia mais

A Palavra de Deus. - É na Palavra de Deus que o homem encontra o conhecimento a respeito da Vida, de onde viemos e onde vamos viver a eternidade.

A Palavra de Deus. - É na Palavra de Deus que o homem encontra o conhecimento a respeito da Vida, de onde viemos e onde vamos viver a eternidade. A Palavra de Deus 2 Timóteo 3:16-17 Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. 17 E isso

Leia mais

Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1

Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1 Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1 Meu nome é Maria Bonita, sou mulher de Vírgulino Ferreira- vulgo Lampiãofaço parte do bando de cangaceiros liderados por meu companheiro.

Leia mais

Superando Seus Limites

Superando Seus Limites Superando Seus Limites Como Explorar seu Potencial para ter mais Resultados Minicurso Parte VI A fonte do sucesso ou fracasso: Valores e Crenças (continuação) Página 2 de 16 PARTE 5.2 Crenças e regras!

Leia mais

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica 0 O que é Filosofia? Essa pergunta permite muitas respostas... Alguns podem apontar que a Filosofia é o estudo de tudo ou o nada que pretende abarcar tudo.

Leia mais

Palestra Virtual. Tema: O Egoísmo. Palestrante: Amália Silveira. Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org.br

Palestra Virtual. Tema: O Egoísmo. Palestrante: Amália Silveira. Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org.br Palestra Virtual Promovida pelo http://www.irc-espiritismo.org.br Tema: O Egoísmo Palestrante: Amália Silveira Rio de Janeiro 22/01/1999 Organizadores da palestra: Moderador: Luno (nick: )

Leia mais

Estas palavras ainda tocam profundamente almas sensíveis, especialmente aquelas que vivenciam momentos de aflição ou cansaço emocional.

Estas palavras ainda tocam profundamente almas sensíveis, especialmente aquelas que vivenciam momentos de aflição ou cansaço emocional. Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas,

Leia mais

O Livro Negro do Yoga. Bhagwan Bhava

O Livro Negro do Yoga. Bhagwan Bhava O Livro Negro do Yoga Bhagwan Bhava 1 2 Uma Iniciação ao Tantra Yoga Gayatri Mantra Om bhur bhuvaha svaha Tat savitur varenyam Bhargo devasya dhimahi Dhiyo yonah prachodayat "Que nós possamos meditar no

Leia mais

Estudo de Caso. Cliente: Cristina Soares. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses

Estudo de Caso. Cliente: Cristina Soares. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses Estudo de Caso Cliente: Cristina Soares Duração do processo: 12 meses Coach: Rodrigo Santiago Quando decidi realizar meu processo de coaching, eu estava passando por um momento de busca na minha vida.

Leia mais

A primeira razão pela qual Jesus chamou os discípulos foi para que estivessem consigo para que tivesses comunhão com Ele.

A primeira razão pela qual Jesus chamou os discípulos foi para que estivessem consigo para que tivesses comunhão com Ele. 1 Marcos 3:13 «E (Jesus) subiu ao Monte e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele. E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar, e para que tivessem o poder de curar as enfermidades

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 88 Discurso na cerimónia de inauguração

Leia mais

ACADEMIA DA ALMA DESENVOLVENDO A ESPIRITUALIDADE O Espírito Santo em nossa espiritualidade João 14.1-31 1

ACADEMIA DA ALMA DESENVOLVENDO A ESPIRITUALIDADE O Espírito Santo em nossa espiritualidade João 14.1-31 1 ACADEMIA DA ALMA DESENVOLVENDO A ESPIRITUALIDADE O Espírito Santo em nossa espiritualidade João 14.1-31 1 O Discurso no Cenáculo 2 (João 13 17) começa com a lição de serviço e humildade de Jesus ao lavar

Leia mais

Pregação proferida pelo pastor João em 03/02/2011. Próxima pregação - Efésios 4:1-16 - A unidade do corpo de Cristo.

Pregação proferida pelo pastor João em 03/02/2011. Próxima pregação - Efésios 4:1-16 - A unidade do corpo de Cristo. 1 Pregação proferida pelo pastor João em 03/02/2011. Próxima pregação - Efésios 4:1-16 - A unidade do corpo de Cristo. Amados Irmãos no nosso Senhor Jesus Cristo: É devido à atuação intima do Espírito

Leia mais

VIVER ALÉM DA RELIGIOSIDADE

VIVER ALÉM DA RELIGIOSIDADE VIVER ALÉM DA RELIGIOSIDADE É Preciso saber Viver Interpretando A vida na perspectiva da Espiritualidade Cristã Quem espera que a vida seja feita de ilusão Pode até ficar maluco ou morrer na solidão É

Leia mais

Transformação. Texto Bíblico

Transformação. Texto Bíblico Texto Bíblico Havia um fariseu chamado Nicodemos, uma autoridade entre os judeus. Ele veio a Jesus, à noite, e disse: Mestre, sabemos que ensinas da parte de Deus, pois ninguém pode realizar os sinais

Leia mais

Autor: Rabbi Yehuda Ashlag

Autor: Rabbi Yehuda Ashlag Autor: Rabbi Yehuda Ashlag A Kabbalah ensina a correlação entre causa e efeito de nossas fontes espirituais. Estas fontes se interligam de acordo com regras perenes e absolutas objetivando gols maiores

Leia mais

LECTIO DIVINA 26 de julho de 2015 Domingo XVII do Tempo Comum Ano B. O mais bonito que o pão tem é poder ser partido e repartido. D.

LECTIO DIVINA 26 de julho de 2015 Domingo XVII do Tempo Comum Ano B. O mais bonito que o pão tem é poder ser partido e repartido. D. Perguntas para a reflexão pessoal Perante as necessidades com que me deparo, predisponho-me a dar da minha pobreza, a pôr generosamente à disposição o que sou e o que tenho? Acredito no potencial dos outros,

Leia mais

Deus não é perfeito. Natureza, casamento, maturidade. Perfeição é maturidade. COLOSSENSSES 2:4-23. fica

Deus não é perfeito. Natureza, casamento, maturidade. Perfeição é maturidade. COLOSSENSSES 2:4-23. fica COLOSSENSSES 2:4-23 Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste. (Mateus 5:48) Uma questão o filosófica fica Deus não é perfeito. Natureza, casamento, maturidade. Perfeição é maturidade.

Leia mais

CURSO FLUIDOTERAPIA ESPÍRITA: PASSES E ÁGUA FLUIDIFICADA

CURSO FLUIDOTERAPIA ESPÍRITA: PASSES E ÁGUA FLUIDIFICADA CURSO FLUIDOTERAPIA ESPÍRITA: PASSES E ÁGUA FLUIDIFICADA A APLICAÇÃO DE PASSES O MÉDIUM APLICADOR DE PASSES O MÉDIUM APLICADOR DE PASSES Vimos em nossa 4ª. vídeo-aula sobre fluidoterapia espírita que

Leia mais

Motivação para a. Virtude do Bem Comum. AINOR LOTÉRIO Eng.agr, M.Sc em Gestão de Políticas Públicas www.ainor.com.br

Motivação para a. Virtude do Bem Comum. AINOR LOTÉRIO Eng.agr, M.Sc em Gestão de Políticas Públicas www.ainor.com.br Motivação para a AINOR LOTÉRIO Eng.agr, M.Sc em Gestão de Políticas Públicas www.ainor.com.br E-mail: contato@ainor.com.br (47)3365-0264; (47)99675010 (47) 97772863 Virtude do Bem Comum Escola de Governo

Leia mais

Judith Sonja Garbers, Psicóloga Jörg Garbers, Mestre de Teologia

Judith Sonja Garbers, Psicóloga Jörg Garbers, Mestre de Teologia Judith Sonja Garbers, Psicóloga Jörg Garbers, Mestre de Teologia C.G.Jung: Espiritualidade Conforme Jung o ser humano desenvolve primeiro uma identidade pessoal, descobre quem é, o que gosta, qual é seu

Leia mais

O CONCEITO DE MATÉRIA NA FILOSOFIA KANTIANA DA NATUREZA

O CONCEITO DE MATÉRIA NA FILOSOFIA KANTIANA DA NATUREZA O CONCEITO DE MATÉRIA NA FILOSOFIA KANTIANA DA NATUREZA Gilberto do Nascimento Lima Brito* 1. INTRODUÇÃO Nossa pesquisa consistirá em analisar o conceito de matéria na filosofia da natureza de Immanuel

Leia mais

Palestra Virtual. Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org.br

Palestra Virtual. Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org.br Palestra Virtual Promovida pelo http://www.irc-espiritismo.org.br Tema: Mediunidade (Consciência, Desenvolvimento e Educação) Palestrante: Vania de Sá Earp Rio de Janeiro 16/06/2000 Organizadores da palestra:

Leia mais

A CRIAÇÃO DO MUNDO-PARTE II

A CRIAÇÃO DO MUNDO-PARTE II Meditação Crianças de 10 a 11 anos NOME: DATA: 03/03/2013 PROFESSORA: A CRIAÇÃO DO MUNDO-PARTE II Versículos para decorar: 1 - O Espírito de Deus me fez; o sopro do Todo-poderoso me dá vida. (Jó 33:4)

Leia mais

f r a n c i s c o d e Viver com atenção c a m i n h o Herança espiritual da Congregação das Irmãs Franciscanas de Oirschot

f r a n c i s c o d e Viver com atenção c a m i n h o Herança espiritual da Congregação das Irmãs Franciscanas de Oirschot Viver com atenção O c a m i n h o d e f r a n c i s c o Herança espiritual da Congregação das Irmãs Franciscanas de Oirschot 2 Viver com atenção Conteúdo 1 O caminho de Francisco 9 2 O estabelecimento

Leia mais

Religião, Cristianismo e os significados

Religião, Cristianismo e os significados Religião, Cristianismo e os significados Religião: 1 - Crença na Carlos Alberto Iglesia Bernardo das existência palavras Manifestação dicionário Aurélio de - tal editora crença Nova pela Fronteira doutrina

Leia mais

O ARQUÉTIPO NA MANIFESTAÇÃO RELIGIOSA

O ARQUÉTIPO NA MANIFESTAÇÃO RELIGIOSA O ARQUÉTIPO NA MANIFESTAÇÃO RELIGIOSA Cristiano Corrêa de Paula 1 RESUMO: Utilizando-se do conceito formulado por Jung sobre manifestação religiosa, este artigo discorre sobre como se dá a manifestação

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 1295 Honra-vos terdes escolhido,

Leia mais

Sumário. Motivo 1 A fé sem obras é morta - 9. Motivo 2 A Igreja é lugar de amor e serviço - 15. Motivo 3 O mundo tem fome de santidade - 33

Sumário. Motivo 1 A fé sem obras é morta - 9. Motivo 2 A Igreja é lugar de amor e serviço - 15. Motivo 3 O mundo tem fome de santidade - 33 1 a Edição Editora Sumário Motivo 1 A fé sem obras é morta - 9 Motivo 2 A Igreja é lugar de amor e serviço - 15 Motivo 3 O mundo tem fome de santidade - 33 Santos, Hugo Moreira, 1976-7 Motivos para fazer

Leia mais

Páscoa do Senhor de 2015 Missa do Dia.

Páscoa do Senhor de 2015 Missa do Dia. Páscoa do Senhor de 2015 Missa do Dia. Caríssimos Irmãos e Irmãs: Assim que Maria Madalena vira o túmulo vazio, correu à Jerusalém atrás de Pedro e João. Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde

Leia mais

Adoração no Islã (parte 1 de 3): O Significado da Adoração

Adoração no Islã (parte 1 de 3): O Significado da Adoração Adoração no Islã (parte 1 de 3): O Significado da Adoração O conceito e propósito da adoração no Islã não têm paralelo com qualquer outra religião existente. Ele combina o mundano com o espiritual, o indivíduo

Leia mais