VOZES DA DIVERSIDADE: POR UMA ESCOLA QUE OUÇA.

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1 VOZES DA DIVERSIDADE: POR UMA ESCOLA QUE OUÇA. WILSON QUEIROZ (UNICAMP), SOLANGE APARECIDA MALACRIDA (PMC). Resumo Uma escola disposta a ouvir, muitas vezes produz outros conhecimentos, outras dinâmicas e outras vivências. Por isso, nós professores, precisamos ser ouvidos e também ouvir as vozes dos nossos alunos, numa tentativa de construir outras possibilidades de inclusão, de respeito à diversidade, de desenvolvimento de potencialidades, presentes em cada um e nos diversos personagens que cotidianamente convivem conosco, às vezes de forma silenciada. Nesta atividade, desenvolvida numa escola da rede municipal de Campinas, CEMEFEJA Paulo Freire, cada aluno é singular, no sentido de que se busca atender suas necessidades de escolarização, e plural em relação a preocupação de integração dos mesmos a escola, visando a continuidade dos estudos e a permanência de todos neste espaço. Com o intuito de melhorar e ampliar o trabalho coletivo e individual dos docentes, e melhor atendimento dos alunos, gravamos alguns depoimentos, solicitando que eles expusessem suas memórias escolares e a importância da escola em suas vidas. A princípio, forjamos um espaço, com acabamento e com estética de documentário, o que logo percebemos não funcionar adequadamente, pois os depoimentos individualizados inibiam as falas, e forçavam as conversas de maneira artificial. Constatamos que a sala de aula é um ambiente mais familiar e por isso os diálogos se deram numa outra dinâmica, e assim ficamos impressionados com a riqueza dos relatos apresentados. O ato de ouvir nos disse muito mais do que muitas redações, que inclusive alguns deles ainda não são capazes de fazer, de colocar num papel, suas vidas e trajetórias pessoais, focadas nas memórias de suas passagens pelas escolas. É importante destacar que os depoimentos foram gravados uma única vez entre os dias 11/11/2008 e 20/11/2008 e que os relatos apresentados são espontâneos, respeitando o contexto da gravação. Esta, a nosso ver, pode ser uma possibilidade de construção coletiva de ações para a transformação da escola. Palavras-chave: Diversidade, História Oral, Inclusão. "Posso ter minha opinião sobre muitos temas, sobre a maneira de organizar a luta; de organizar um partido; uma opinião que se formou em mim, por exemplo, na Europa, na Ásia, ou ainda em outros países da África, a partir de livros, de documentos, de encontros que me influenciaram. Não posso, porém pretender organizar um partido, organizar a luta, a partir de minhas idéias. Devo fazê-lo a partir da realidade concreta do país." (Amilcar Cabral) É sempre complexo dizer por onde começa uma história e/ou experiência, principalmente quando passamos a pertencer a este processo num determinado período deste percurso. Nesta dificuldade de localizar exatamente o inicio, é importante explicitar que a história aqui contada é do ponto de vista de dois professores que trabalham com as disciplinas de Ciências e Matemática, na CEMEFEJA[iii] Paulo Freire, sendo que a professora de ciências trabalha nesta unidade desde a sua fundação, no ano de 2004, e o professor de Matemática, inicia seu trabalho no segundo semestre de As percepções aqui narradas são oriundas de um trabalho que se entrecruza e neste entrecruzamento de idéias, práticas e objetivos é que surge a produção inicial do vídeo "Vozes da Diversidade: Por uma escola que ouça", e os seus

2 desdobramentos, dentre os quais a apresentação deste material no 17º COLE - Congresso de Leitura do Brasil, realizado na Unicamp em julho de Tudo começa com uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, e assim pensou-se em gravar um vídeo com os alunos, onde eles deveriam contar um pouco sobre sua trajetória escolar, relato livre sem questões previamente ensaiadas. As gravações começaram numa sala reservada, entre os dias 11/11/2008 e 20/11/2008, logo percebeu-se que a sala de aula proporcionaria um ambiente mais descontraído e possibilitaria maior liberdade e segurança para os alunos falar, e o que de fato ocorreu. Nesta escola vem se constituindo desde a sua fundação uma prática de trabalho coletivo e cada vez mais é aperfeiçoada ao longo destes anos de trabalho. Já havíamos desenvolvido outras atividades coletivas, pois esta prática é considerada pelos profissionais da unidade como necessária principalmente por se tratar de uma escola onde os desafios de convivência e permanência dos alunos e professores, estão postos como prática cotidiana. Dada estas percepções, assumimos que: "O cotidiano é aquilo que nos é dado cada dia (ou que nos cabe em partilha), nos pressiona dia após dia, nos oprime, pois existe uma opressão do presente. Todo dia, pela manhã, aquilo que assumimos, ao despertar, é o peso da vida, a dificuldade de viver, ou de viver nesta ou noutra condição, com esta fadiga, com este desejo. O cotidiano é aquilo que nos prende intimamente, a partir do interior. É uma história a meio caminho de nós mesmos, quase em retirada, às vezes velada. Não se deve esquecer este mundo-memória", segundo a expressão de Péguy. É um mundo que amamos profundamente, memória olfativa, memória dos lugares da infância, memória do corpo, dos gestos da infância, dos prazeres. "(CERTEAU, 2008) O trabalho coletivo na unidade é encarado principalmente como uma forma de existência e de consolidação de um processo educativo complexo e que demanda uma reflexão diária sobre como encaminhar no dia-a-dia as propostas pedagógicas. Na busca por encontrar formas de melhorar e/ou ampliar o trabalho coletivo e individual dos docentes, e melhor atendimento aos alunos, assumimos a partir da gravação dos depoimentos, fazer uma análise mais detalhada dos relatos expostos sobre as memórias escolares e a sua importância. A partir desta gravação, buscamos autores que nos ajudasse a refletir e nos possibilitasse uma maior compreensão e consolidação entre teoria e prática. É possível encontrar a neste trabalho afinidades com diversos autores/obras: Paulo Freire (1985), Michel Certeau (2008), Eduardo Galeano (1999), Ezpeleta e Rockwell (2007), Corinta Geraldi (2001), Mia Couto (2007), Prado e Cunha (2007), Maria Helena Souza Patto (1999), Fernando Hernández (2001), Boaventura de Souza Santos(2003), Jorge Larrosa(2006), Miguel Arroyo (2004), Leila Leite Hernandez (2005), dentre outros que apontam a necessidade de compreensão do cotidiano, da diversidade e uma formação para lidar com esta complexidade. Nos depoimentos dos alunos, várias questões das experiências escolares, apontam lições de como as relações escolares atravessam suas vidas, no individual e no coletivo. Foi necessário exercitar, mais do que falar dos alunos, foi preciso dialogar com os alunos sobre suas experiências, objetivar a consolidação e construção de um trabalho com a diversidade e nos deixar instigar pelos desafios que tal trabalho nos

3 impõe. Dentre eles, ouvir, inclusive o que não gostaríamos. Uma das questões que se apresenta é entender que: "[...] a dinâmica geracional e integeracional é fundamental para se perceber as demais relações de exclusão e inclusão vigentes em nossa sociedade. Só o diálogo profundo e constante entre gerações, conjugando inovações e tradições, pode inverter a lógica do individualismo depredador que tão bem caracteriza a sociedade de consumo e do espetáculo. Assim, nos tempos atuais, colocar os jovens no foco do conhecimento científico é estratégico e essencial para que se possa apostar em sociedades mais justas no acesso ao bem-estar e a participação cidadã, por meio de maior equidade e igualdade de oportunidades. Desse modo, possibilitam-se maiores níveis de inclusão social dos jovens e instruem-se práticas de integração dessa população nas redes de promoção social (educação, trabalho, cultura, comunicação, etc.) Sem dúvida, garantir direitos e ampliar oportunidades constitui a chave mestra para imprimir sustentabilidade à democracia em nosso país." (Brasil - SECAD, 2007). Ser ouvidos e vozes (anexo 1 - Texto: " Aborto Social") neste processo, ouvir o que da escola está no discurso de cada um, suas leituras e representações, possibilitou a ampliação da compreensão e análise dos depoimentos aqui apresentados. Algumas falas dos alunos são muito parecidas com as dos professores e dos gestores em educação, o que nos leva a pensar que apesar deles apresentarem uma trajetória de escolarização conturbada, aparece nos seus relatos uma provável compreensão/percepção parcial do que a escola representa e/ou se faz representar. Uma questão que nos instiga neste trabalho é: Quantas vozes constituem a diversidade do ambiente escolar? Segue abaixo alguns fragmentos de vozes dos alunos que emergem na construção de um trabalho com a diversidade. Antes, porém, citamos Galeano que afirma: "O melhor que o mundo tem está nos muitos mundos que o mundo contém, as diferentes músicas da vida, suas dores e cores: as mil e uma maneiras de viver e de falar, crer e criar, comer, trabalhar, dançar, brincar, amar, sofrer e festejar, que temos descoberto ao longo de milhares e milhares de anos." (GALEANO, 1999) Uma voz sobre a relação familiar - [...] "que eu sempre ficava prá trás, eu ficava assim meio assim, aí eles colocaram, pegaram assim as professoras assim, e colocaram eu no reforço dava reforço pra mim, aí minha mãe sempre ficava me criticando assim, que meu irmão assim tudo aprendeu e eu ia ficar burra que, aí eu ficava muito chateada assim com isso assim, sabe? Aí as professoras vinham, conversavam comigo que não era assim que se eu colocasse isso na cabeça, que sei lá, que eu não ia pra frente que sempre se eu colocasse isso na cabeça que eu ia sempre fica pra trás que tinha que ter mais força de vontade e por mim mesma eu tinha que, eu mesma tinha que enfiar na minha cabeça que eu vou aprender porque não adiantava ficar ir pela cabeça da minha mãe que vivia me xingando me criticando". Aluna da 5ª série/6º ano/1ºtermo, anos. Uma voz sobre a dificuldade de aprendizagem - [...] Ah, tinha que... Pelo menos é se ela tinha dificuldade a escola tinha que colocar um (professor) especial, passar ela numa especialista, fazer alguma coisa pra ajudar ela neste sentido, pra ela abrir a mente dela pra escola, pra lição, né? Pra estudar. Se ela tem dificuldade para aprender, algum problema ela tem, né' verdade?...meu ponto de vista é esse. Suspensão não ia adiantar nada. [...] Bom eu tinha dificuldade pra aprender a

4 lição do X né? Naquela época tinha cartilha né? Acho que é cartilha que falava, tinha lição do X, cinco ou seis lições assim do X e eu tinha dificuldade né? Então quando começava era aquela fase eu já começava a suar frio, chorar... E a professora falava que ia me por de castigo em cima do milho lá dentro do quarto, tinha um quarto escuro lá né? Aluna da 5ª série/6º ano/1º termo, anos Uma voz sobre a reprovação: [...] "Aí eu tinha muita dificuldade para aprender, todo ano passava, repetindo, repetido né? Naquela época... eles num, eles num... igual hoje em dia se a criança não aprender, eles passa de ano né? mas a gente naquela época não passava na escola de ano. Sempre ficava naquela série. Aí foi uma vez que eu passei pra segunda série né? Aí saí da escola, daí tava com 10 anos, já tava com 10 anos, aí meus pai separou né? Aí foi um prum lado outro pra outro... aí vim estudar agora, no barracão, aí estudei a segunda passei pra terceira. Aí estudei a terceira passei pra quarta, aí passei prá quinta né? E estou estudando aqui [...] Ah... se Deus quiser sim, eu creio que sim" Aluna da 5ª série/6º ano/1º termo anos. Uma voz sobre palavras que machucam "... A professora de português ela não gostava de mim, sabe o que ela falou pra mim? [...] Que o sonho dela era ver catando papel na rua, que eu era burra não sabia fazer nada [...] Aí eu catei fio, dei um tapa na cara dela e porque ela e fui expulsa da escola [...] Aí... eu fui expulsa da escola porque num sei ler... Eu falei ta... num sei, num sei mesmo. nem ligo fio, nem tô. Ela falou... É seu sonho... o meu também, vai ser o meu também fio', vai mudar tudo fio, vai fica nós duas lado a lado... nós vai catar papel..." Aluna da 5ª série/6ºano/1º termo, 17 anos Uma voz sobre a mudança das pessoas - "... na minha opinião, a escola às vezes não muda a pessoa. Tem criança que é briguento, às vezes os professores chamam a atenção da criança e tudo, mas, a criança sempre quer ter razão, ele acha que ele tem razão em tudo, então... Às vezes acho que tem pessoas, não sei se que tem conserto, se muda a maneira de ser... às vezes nervoso, às vezes estúpido, às vezes sem educação, acho que tudo isso, tem alunos que são assim... alunas também [...] A gente tenta logicamente, que os professores eu acho que tentam mudar né? Quer o melhor das criança... mas tem criança que às vezes não muda muito não, é um ponto difícil... [...] Logicamente que a escola serve pra ensinar as criança, né? Pra educar como o pai e a mão né? Logicamente quer o melhor pros filho... mas eu acho que nem toda criança às vezes segue o caminho que os professores quer né?... que os pais quer, assim... Tem pessoas que não muda... Você tenta o máximo... explicar pra pessoa... você ta errado, não é assim, sabe? A pessoa vai e bagunça de novo... faz tudo errado de novo..." Aluna da 6ª série/7º ano/2º termo, anos. Uma voz sobre interesse - "[...] Se o aluno ele vir pra escola pra [...] pra bagunçar, então a escola nunca vai ser uma escola boa assim uma escola ótima mesmo... então essas coisa assim que eu vejo na escola que eu fico decepcionada mesmo assim... as falta de respeito mesmo na escola [...] e também vi muitos comportamento de aluno aqui na escola... Porque eu sou uma aluna assim, que eu venho para a escola pra querer alguma coisa... eu não venho pra escola pra bagunçar, pra desrespeitar professor, eu venho pra escola pra querer alguma coisa no meu futuro, [...] Se o aluno quer alguma coisa com a vida, carentes, os aluno que não tem condição de pagar uma escola, então a escola, eu acho que é uma escola muito boa também, mas eu acho que o que ta precisando é mudar os comportamentos..." Aluna da 7ª série/8º ano/ 3º termo, anos. Uma voz sobre o apoio na escola "[...] e a experiência que eu tive de outras escolas, quando eu era pequena é bem diferente de hoje, né? Por exemplo: esta

5 escola, eu tenho visto que é uma escola que dá apoio para o aluno, e, têm todas as,... os cursos que são oferecidos aqui, as oportunidades que os alunos têm aqui se ele perder essa chance que ele ta tendo agora, ele vai se arrepender mais tarde, [...] Então hoje eu vejo assim que... o tempo que eu não tive a oportunidade de estudar, eu voltei a estudar, porque, eu senti a falta que fez pra mim. [...], eu fui a vários colégio procurar assim um meio de eu estudar conforme os horário que desse pra mim cuidar dos meus filhos e vir pra escola, e eu fui várias escola e, tinha o horário das uma às seis horas e pra mim não dava certo, quando eu cheguei aqui que me informaram que aqui tinha esse horário das uma as cinco, eu já, eu já achei que era melhor pra mim, aí da tempo de eu sair daqui e pegar meu filho, né?..." Aluna da 7ª série/8º ano/3º termo, 45-55anos. Uma voz sobre o preconceito social - "[...] Não é uma explicação que você compreende. Explica, mas ao mesmo tempo complica pra você. Então, não tem como. Professores que vai lá só pra criticar a vida dos outros. Não chega pra dar aula. [...] Lá, tem uma professora lá que só sabe criticar a vida dos outros. Nem conhece a vida de ninguém ta criticando. [...] Criticando. Critica muito. Ela gosta muito de criticar a vida dos pobres. Que os pobre não tem condição, só arruma filho, não sei que tem, não sei que tem, poxa, ela vai lá pra dar aula, a parte dela ela não ta fazendo. Entendeu? [...]" Aluna da 7ª série/8º ano/3º termo, 45-55anos. Uma voz com maturidade: "Eu não sabia ler, nunca tinha entrado numa escola. [...] Quando eu entrei na escola, comecei com 70 anos, agora eu estou com 77. Hoje eu sei ler, sei escrever. [...] Quando eu comecei achei muito difícil. [...] É na FUMEC. Depois passei pra UNICAMP, três anos estudando na UNICAMP, mas era professora... [...] Como é que fala. Se fala quando não é formada [...] Estagiária. Aí quando eu fui na Prefeitura lá perto de casa lá. Eles me deram este endereço aqui, e eu vim pra cá. Entrei na quarta-série e agora to saindo na oitava. Prá mim foi muito bom." Aluna da 8ª série/9º ano/4º termo, 77 anos. Uma voz com planejamento: "[...] mas eu e minha Irma, a gente falou, não a gente quer aprender ler e escrever, a gente vai. A gente foi aí e a gente estudou quatro ano, primeira, segunda, terceira e quarta-série. Aí eu conheci meu futuro marido, a gente acabou casando, e eu vim morar aqui. Era lá do nordeste, vim morar aqui, aí tive logo filho neste casamento e parei, quando tive filho. Só que nunca tinha oportunidade, sempre procurava supletivo, mas nunca dava certo pra conseguir um horário das crianças com o meu. Aí,... o ano passado eu tava na Internet com minha cunhada, e ela disse olha S--- surgiu sua vaga, pra você estudar. [...] eu queria aprender mais, que nem, eu quero fazer uma faculdade ainda. Quero continuar. [...] "Gastronomia". [...] Ser chefe de cozinha. [...] Sonho. [...] Aham. [...] Pois é, acredito." Aluna da 8ª série/9º ano/4º termo, anos. Uma voz sobre discriminação étnico-racial - [...] "mas quando eu cheguei na 5ª série, não sei se isso acontece hoje, mas eu tive um problema muito sério, eu não falei nada pra ninguém porque eu era sem malícia naquela época, mas eu via que tinha uma professora que ela era muito preconceituosa, ela era preconceituosa e na aula dela eu não assistia a aula dela, porque lá a escola era sala ambiente, não sei se o senhor conhece o que é sala ambiente... então ela tinha uma sala só pra ela. E quando era a aula dela ela sempre arrumava uma desculpa para me colocar pra fora sala. E foi começando a me dar revolta da escola, eu não queria mais ir pra escola. Era um trabalho que minha mãe tava tendo pra eu estudar. E eu, estudando lá assim, ia pra escola, mas só chorava porque a diretora ela era bastante severa ela não gostava de aluno fora da sala de aula e eu passava assim, ela tinha duas aulas, era duas aulas no banheiro porque ela não deixava ficar lá, e eu chorava muito porque eu via que isso era preconceito por quê? Porque tinha uma colega minha, ela é minha amiga até hoje, ela é assim, loira e eu, eu sou, eu

6 tenho essa cor. E ela era terrível na sala, ela batia nas meninas da sala, e ela não tirava ela da sala, [...] Aluna da 8ª série/9º ano/4º termo, 18-20anos. Uma voz sobre religião e autoridade na escola - "... Eu não gosto muito de algumas coisas. [...] Professor manda demais, enche o saco demais, eu sei o que é certo e errado, se eu estou, se eu baguncei, eu sei que é que eu to fazendo, mas a partir do momento que eu falo eu vou estudar, eu estudo. Eu estudo deixo todo mundo de lado, quem quer zoar, zuar, quem não quer zuar não zuar. Às vezes eu to quieto aqui, tem uns três do lado que ta tudo zonado, eu fico quieto na minha mesa e às vezes eu to, to quieto aqui e não faço nada de errado não... Ah, não sei né? Vamos ver né? Vai saber... Vamos ver, acho que sim... entrando na igreja obrigado [...] Porque eu não gosto de entrar obrigado... pra mim tem que as pessoas entrar na igreja por vontade própria. [...] Pra mim, entrando obrigado, isso daí nem conta pra mim entrar na igreja..." Somente numa perspectiva de uma escola permanentemente em processo e inacabada, conforme aponta Ezpeleta e Rockwell (2007) é possível construir formas de lidar com este cotidiano da escola e assim elas consideram: "O propósito de compreender o cotidiano como momento do movimento social, implica o confronto com o manejo das grandes categorias sociais: classe, estado, sociedade civil, etc. Não se trata, contudo, de analisar o cotidiano como "situação" cuja explicação se esgote em si mesma; nem assinalar-lhe um caráter exemplificador, de dado, com referência a alguma configuração estrutural. Na busca teórica que apóia esta construção, a unicidade da realidade em estudo coloca o desafio de aprender analiticamente o que a vida cotidiana reúne."(ezpeleta e Rockwell, 2007) Neste universo cotidiano o vídeo foi utilizado como um instrumento que possibilita o diálogo com os alunos, principalmente por que muitos dos nossos alunos ainda não são capazes de fazer na forma escrita estes depoimentos e por também acreditar numa outra lógica característica da oralidade: "A oralidade é essa outra lógica que nós mantemos dentro de nós, mesmo que esta seja subjugada à lógica da escrita. Em certo momento, este universo da escrita em nós (escritores) ocupa um espaço quase hegemônico, e nós não permitimos que aquilo que seja o lado da abordagem poética, o lado da abordagem mais intima das coisas, com a possibilidade de deixar de conviver dentro de nós diferentes tipos de lógicas. Esta que, para mim, é a briga, não como escritor, mas como pessoa que quero ter uma relação com a vida que passa por partilhar de linguagens com as coisas, com os animais, com as plantas." (Mia Couto, 2007). (In) Conclusões. "Viver é ser outro. Nem sentir é possível se hoje se sente como ontem se sentiu: sentir hoje o mesmo que sentiu ontem não é sentir - é lembrar hoje o que se sentiu ontem, ser hoje o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida. Apagar tudo do quadro de um dia para outro, ser novo com cada nova madrugada, numa revirgindade perpétua de emoção - isto, e só isto, vale a pena ser ou ter, para ser ou ter o que imperfeitamente somos." (Fernando Pessoa, 1999) As conclusões aqui são algumas instigações sobre a necessidade e importância do trabalho com a diversidade. Lembrando que a lei 10639/03, garante o direito à diferença e propõe a construção de possibilidades para o trabalho com as questões da diversidade humana

7 brasileira, sejam eles: mulheres, negros, indígenas, homossexuais, deficientes etc. Este trabalho é uma busca para lidar com este universo. Por vezes, o desafio do professor, apesar da fragilidade imposta ao trabalho educativo, ao lidar com as populações pobres é criar condições para fazer com que estes se organizem e lutem pelos direitos de cidadão brasileiro. A construção de uma sociedade democrática e baseada no direito e na justiça, passa pela educação, ou melhor, pelas diversas formas de educação que cada um teve oportunidade de acesso em função das condições sociais impostas a cada grupo. Referências ABRAMOVAY, M.; ANDRADE, E.R.; ESTEVES, L.C.G. (Org.) Juventudes: Outros olhares sobre a diversidade. Coleção Educação para Todos. Brasília, MEC- SECAD, 1ª Ed BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro- Brasileira e Africana. Brasília, DF CERTEAU, M. GIARD, L. e MAYOL P.; A Invenção do Cotidiano: 2. Morar, cozinhar. Tradução de Ephrain F. Alves e Lúcia Endlich Orth. 8ª Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, COUTO, M. Memória Roda Viva. Julho, Disponível em <http://www.rodaviva.fapesp.br/materia/531/entrevistados/mia_couto_2007.htm> FREIRE, P. Cartas à Guiné-Bissau: registros de uma experiência em processo. Rio de Janeiro, Paz e Terra, GALEANO, E.; De pernas pro ar: a escola do mundo ao avesso. Tradução de Sergio Faraco, 7ª Ed. Porto Alegre: L&PM, PESSOA, F.; Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. (org.) Richard Zenith. - São Paulo: Companhia das Letras, 1999 ROCKWELL, E; EZPELETA, J. A Escola: Relato de um processo inacabado de construção. Currículos sem Fronteiras, v.7, n.2, pp , Jul/Dez 2007.http://www.curriculossemfronteiras.org/> [iii] Centro Municipal de Ensino Fundamental para Jovens e Adultos (CEMEFEJA) inicialmente surgiu da necessidade de implantação de supletivo para complementar o trabalho Sócio-Educativo realizado, na OSSJB (Obra Social São João Bosco), que atende a adolescentes que possuem defasagem escolar e em geral não são mais aceitos nas escolas regulares de suas comunidades por motivos diversos, como por exemplo: indisciplina. Diante desta situação viu-se a possibilidade de implantar uma escola diferenciada, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação da cidade de Campinas, que pudesse atender a estas necessidades. Atualmente, o

8 CEMEFEJA funciona no período diurno com uma sala para cada termo do supletivo de ensino fundamental, e além dos alunos descritos acima também atende a população em geral que procura uma escola de Jovens e Adultos, no horário diurno, na região central da cidade de Campinas.

9 Aborto Social Autor: Wilson Queiroz Anexo 1 do Artigo: Vozes da Diversidade: Por uma escola que ouça 17º Cole Unicamp Julho/2009 Sou filho da pátria mãe Por mais incrível que pareça Às vezes a tua alegria Dialoga com a minha tristeza. Sem sonhos desde criança Sem modelos que a mim se refira Vivo numa sociedade Que a confiança cedo me tira. Feridas que por vezes Deixam marcas no coração Ao ignorar a minha presença Ou me deixar na solidão. Tristeza que sinto sempre E, sobretudo no carnaval Ao produzir riqueza e alegria E depois voltar pra real. Adulto muito precoce Uma infância muito sofrida Desde cedo sem apoio Para tratar destas feridas. Não tive escola, nem família Religião ou sociedade de fato Agora esperam e cobram de mim Que eu seja um cidadão pacato. Criança quase adulta Adulto sem ter tido infância Na escola ou na sociedade O querem de mim é distância. Da senzala para a favela Pouca ou nenhuma diferença E ainda exigem de mim Orgulho da minha pertença. De onde vim pouco dizem Para onde vou ninguém fala Não me ouvem e ainda tentam Minha história i silenciá la. 1

10 Sou filho da pátria mãe De uma gravidez repentina No Brasil proíbem o aborto Mas destroem minha auto estima. Um discurso que banaliza As dificuldades vividas Pouco ou nenhum apoio social Para melhorar a minha vida. Educado em espaço específico Trabalhado como ocasional Não é fácil ser brasileiro Fruto de um aborto social. Para não ser acusado De não falar de flor A obra ii que freqüento Minimiza meu horror. O que fazem na minha escola? E quem comigo trabalha? É um imenso desafio E uma luta diária... Apoio com lazer e comida Educação, fé e transporte Condições indispensáveis Para mudar a minha sorte. Não quero que você pense Que na escola é tudo legal É preciso afirmar na escola Uma prática crítico social. Naturalizam o desemprego A fome e a insegurança Brasil me responda Como é possível ser criança? Num jogo de empurra Entre escola, família Política e sociedade Passei a minha juventude Acreditando na igualdade. Escrevo no ritmo do rap Meio cordel, meio poesia As coisas que apresento Acontecem no dia a dia. 2

11 i A lei 10639/03, alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira e tornou obrigatório o ensino de história e cultura africana e afro brasileira nos currículos oficiais de ensino. ii A Obra Social São João Bosco, atende em parceria com a Secretaria Municipal de Educação a adolescentes que possuem defasagem escolar e em geral não são mais aceitos nas escolas regulares de suas comunidades por motivos diversos, como por exemplo: indisciplina. 3

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