O despertar do feminismo na Voz Operária Thatiana Amaral de Barcelos 1

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O despertar do feminismo na Voz Operária Thatiana Amaral de Barcelos 1"

Transcrição

1 O despertar do feminismo na Voz Operária Thatiana Amaral de Barcelos 1 Abstract The press in exile edited by Brazilian left during the military regime of the 1960s and 1970s is a source of information to observe the different political projects followed by opposition organizations during the distinct conjunctures in that the exile happened and to demonstrate the inclusion of new elements in the agenda of the exiles from contact with the experiences of the new left international, especially with regard to the politicization of quotidian and valorization of subjectivism. This article intends to reconstruct the trajectory of exile among PCB members, focusing on the "awakening of feminism" by the party. We will use as a source of analysis for these questions the press of the exile of PCB, especially the official newspaper Voz Operária, edited by the organization in France between 1976 and Keywords: Social Movements, PCB and feminism. Introdução O exílio pós-golpe militar de 1964, vivenciado pelas brasileiras que integravam as fileiras do PCB, foi bastante significativo para a alteração da conduta institucional sobre a abordagem do feminismo em decorrência das reivindicações específicas sobre as questões de gênero que foram amadurecidas por estas militantes em terras estrangeiras. A partir do contato com as concepções que circulavam entre a Nova Esquerda no plano internacional - sobretudo no tocante à politização do cotidiano, valorização da subjetividade na experiência de luta e crítica ao marxismo - elas encontraram os fundamentos teóricos para discutir a opressão vivenciada no Brasil. 1 Thatiana Amaral de Barcelos é Mestranda no programa de Pós-Graduação em História Social da UNIRIO, com financiamento da CAPES. A autora também é bacharel em Comunicação Social com habilitação em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e bacharel com licenciatura em História pela UNIRIO.

2 A transferência forçada da esquerda brasileira no referido período se constituiu como um fenômeno bastante abrangente, posto que envolveu um montante entre e indivíduos, de acordo com Chirio (2004). Esta experiência, no entanto, também refletiu as contradições de gênero existente no campo da política durante o período considerado. Enquanto que a maioria dos homens partiu para o exterior devido a sua atuação política na oposição ou ao seu protagonismo em ações audaciosas na luta armada, grande parte das mulheres se exilou não em razão de sua própria militância, mas para seguir seus companheiros ou familiares. Contudo, as próprias condições limites de prisão e exílio modificaram as relações nas esferas públicas e privadas da vida destas mulheres. Muitas destas, mesmo sem exercer uma atuação direta na militância, foram torturadas pelos órgãos de repressão para fornecer informações sobre seus companheiros, amigos e familiares. Outras tiveram que mobilizar esforços para a localização e identificação destes após o conhecimento de suas prisões. Ainda houve aquelas que se inseriram no mercado de trabalho para suprir as necessidades emergenciais da vida clandestina, enquanto seus companheiros faziam política (COSTA,1980). Se o contexto geral em que se procederam as partidas e os efeitos danosos do exílio apontados por Miriam Volpe (2004) como crise de identidade, despersonalização e desenraizamento, entre outros impactou de forma muito semelhante os exílios vivenciados por militantes provenientes de diferentes organizações, a história institucional e as condições em que ocorreram as transferências determinaram especificidades na trajetória do PCB e dos demais membros da colônia brasileira. Aqueles que promoveram a luta armada cruzaram as fronteiras de forma mais sistemática a partir da instituição do AI-5, em 1968, e o conseqüente fechamento do regime com a intensificação das perseguições, prisões, torturas e assassinatos. Enquanto que os membros do PCB sofreram a perseguição mais ostensiva do regime militar na segunda metade da década de 1970 em decorrência da vigência do projeto de abertura lenta, gradual e segura, no governo Geisel, que previa a anulação dos setores que exerciam a oposição legal no Brasil. Tal fato foi 2

3 corroborado pela expressiva eleição de parlamentares vinculados ao PCB sob a legenda do MDB no pleito realizado em Muitas das organizações revolucionárias da luta armada foram desestruturadas no início da década de O PCB, por outro lado, permaneceu atuante no cenário político nacional até o início da década de A manutenção dos vínculos com uma instituição consolidada no cenário político nacional e articulada com organizações internacionais foi determinante para o processo de reconstrução de identidade destes militantes no novo contexto. Uma vez que esta conservação foi imprescindível para a manutenção da coesão do grupo diante dos efeitos desagregadores do exílio. Bem como contribuiu para a continuidade do projeto político defendido no Brasil. Outro elemento que promoveu o reforço de identidades desta coletividade foi o desenvolvimento de atividades que mantinham aceso o espírito de oposição, tais como campanhas de denúncia contra a violação dos direitos humanos pelo regime militar, ações de contra-cultura e a edição de uma imprensa do exílio. O arquivo consultado no Cedem possui mais de 50 coleções diferentes de jornais e revistas produzidas por grupos de distintas orientações políticas. Tais periódicos foram produzidos de acordo com os objetivos propostos por suas organizações mantenedoras ou pelo grupo que integrava o comitê editorial. Algumas publicações faziam um clipping de notícias para atualizar os brasileiros sobre a mudança de conjuntura no país, outras divulgavam as discussões internas e projetos políticos, também houve aquelas que repercutiam matérias sobre a violação dos direitos humanos no Brasil pelo governo militar. O PCB mantinha pelo menos duas publicações no exterior: os jornais Brasil mês a mês na imprensa e a Voz Operária. O primeiro foi editado em Moscou entre 1975 e 1979 com o 2 A partir do decreto do AI-2 em 1965 foi instaurado o bipartidarismo que previa a organização política brasileira em torno de dois partidos: ARENA, situação, e MDB, oposição. Impedido de existir legalmente, o PCB promoveu o entrismo no MDB elegendo representantes políticos por meio desta legenda. Nas eleições parlamentares de Novembro de 1974, os candidatos do MDB ao Senado receberam 14,5 milhões de votos, enquanto que os candidatos da situação receberam 10,1 milhões de votos, o que resultou na conquista para a oposição de 16 dos 22 mandatos. Na Câmara dos Deputados o MDB dobrou a sua representação, totalizando 160 parlamentares eleitos contra os 204 eleitos pela ARENA. Em três assembléias estaduais importantes o governo perdeu a maioria, o que poderia resultar na eleição de governantes da oposição por meio do sistema de votos indiretos (KUCINSKI,1991: 55). 3

4 objetivo de fornecer a um público de mais de 2000 exilados um clipping de notícias para atualizálos sobre as mudanças em curso no Brasil e, assim, viabilizar a sua reinserção na luta política quando se procedesse o retorno. Já o jornal oficial Voz Operária era editado no Brasil desde Entretanto, após a invasão da gráfica situada em Campo Grande e a prisão dos principais responsáveis pela publicação, em 1975, a edição do periódico foi transferida para França, onde circulou até Além do público de exilados, o periódico também era enviado por correio a mais de 400 sindicatos situados no Brasil. Diante do isolamento e restrições a mobilidade causados pelo exílio, tais periódicos se converteram no principal elo de ligação entre a direção do partido e seus militantes (PANDOLFI, 1995). A partir destas fontes podemos observar a reformulação de concepções desta agremiação sobre questões deparadas durante a trajetória em terras estrangeiras. Entre os diversos temas abordados, a discussão do feminismo adquiriu relevância em decorrência da intensificação do processo de reflexão entre as militantes no exterior, o que resultou na aprovação de uma pauta de reivindicações específicas para atender as demandas femininas. As questões sobre o feminismo se fizeram mais presentes nas páginas do jornal Voz Operária, razão pela qual selecionamos tal periódico para a análise pretendida neste artigo. Neste periódico foram publicadas, pelo menos 7 matérias que abordavam a condição feminina no Brasil. Tais reportagens resultam do processo de reflexão intensificado no Velho Continente em decorrência do contato com uma diferente estrutura familiar e com a efervescência cultural dos movimentos sociais atuantes neste território. Portanto, para compreender a alteração da postura do PCB em relação ao feminismo, primeiramente analisaremos brevemente o desenvolvimento das discussões sobre as questões de gênero no PCB. Em seguida, a partir das páginas da Voz Operária, apresentaremos a problematização sobre a realidade da mulher sobretudo a condição destas no universo do trabalho, as reivindicações por uma legislação que possibilitasse maiores liberdades e a crítica da situação das militantes no partido. O PCB e o despertar do feminismo 4

5 A discussão sobre as questões de gênero durante a década de 1970 esteve inserida em um processo mais amplo no qual houve o redimensionamento da política para abarcar as demandas das minorias, sobretudo o movimento das mulheres, negros e homossexuais. Reivindicava-se não só a alteração das estruturas, como também a extensão de direitos e maior representação na sociedade para estes grupos. No Brasil, a eclosão do feminismo 3 resultou da confluência de fatores que abarcam o desenvolvimento deste movimento no plano internacional, a efervescência cultural 4 deste período, a mudança da situação 5 da mulher a partir da década de 1960 e a própria participação feminina nas ações promovidas pela luta armada 6. O PCB, pelo menos até a segunda metade da década de 1960, possuía restrições nas abordagens das opressões específicas a que estavam sujeitas às minorias políticas por atrelar tais reivindicações ao individualismo burguês e à luta pela igualdade formal entre os homens. O 3 Entendemos como feminismo a organização das mulheres para combater o sistema cultural de opressão pelos homens. Segundo Maria Luisa Gonçalves de Abreu, os principais conceitos discutidos pelos movimentos feministas na década de 1970 e 1970 são: o patriarcado sistema de dominação dos homens pelas mulheres no modo de produção doméstico que se desenvolveu nas sociedades industriais contemporâneas onde a família assumiu o papel de instituição fundamental com funções de socialização e reprodução; a politização do privado compreensão de que as reivindicações feministas não devem se restringir a apenas a esfera pública, uma vez que a dominação masculina permearia as mais diversas áreas da vida; a primazia do vivido só o oprimido pode analisar e teorizar sua própria opressão e, conseqüentemente, escolher os meios de luta; a livre disposição do corpo, luta que exige a liberdade para o aborto e a contracepção (ABREU,2010: 42). 4 As décadas de 1960 e 1970 foram marcadas por Movimentos de libertação nacional na Ásia e na África; Revolução Cubana; guerrilhas na América Latina; guerra do Vietnã; Revolução Cultural Chinesa; Movimento de Maio de 1968; hippies; feminismo; critica aos modelos de socialismo da URSS e do leste europeu após a divulgação dos crimes de Stalin por Kruchev;entre outros. 5 De acordo com Sarti, o projeto de modernização empreendido pelo governo militar proporcionou a expansão do mercado de trabalho e do sistema educacional, gerando novas oportunidades às mulheres, ainda que de forma excludente. No referido período há um salto no número de universitárias que passa de 26% em 1956 para 41.5% em Bem como o aumento da participação feminina na População Economicamente Ativa de 14,6% em 1950 para 28,8% em Acompanhando tal fato houve a mudança no campo cultural que favoreceu o surgimento de novos comportamentos sexuais e afetivo com o acesso aos métodos anticoncepcionais e publicação do Novo Estatuto da Mulher Casada em 1961, questionando o caráter patriarcal e autoritário da estrutura familiar. (SARTI,1998:4). 6 Dados do projeto Brasil Nunca Mais tabulados por Marcelo Ridenti indicam que entre os militantes processados da esquerda armada 51,8% tinham até 25 anos quando processados, enquanto que 34,1% tinham entre 26 e 35 anos. Em relação ao nível de escolaridade, 29,6% tinham nível universitário incompleto e 29,1% já possuíam diploma universitário. Os dados sobre o gênero dos militantes processados indicam que 16% dos ligados a organizações de esquerda eram mulheres e esta porcentagem se amplia quando considera-se somente as organizações da esquerda armada, 18,3%. Ainda segundo o levantamento de Ridenti, 35,5% eram estudantes; 23% professoras; 12,2% trabalhadoras de nível médio; e apenas 1,7% trabalhadoras manuais. Do total de mulheres, 73% podem ser consideradas como camadas médias intelectualizadas (ABREU,1998:73-74). 5

6 termo Feminismo não era amplamente utilizado pelas militantes do PCB, realizava-se um trabalho feminino 7. Além disso, a mobilização das mulheres seguia temas em discussão na política nacional como por exemplo, luta pela democracia, defesa das liberdades, proteção das riquezas nacionais, preservação do patrimônio cultural. (ABREU, 2010: 21). A partir da legalização do Partido em 1945, houve maior inserção das mulheres nas fileiras desta agremiação. Contudo, a maior participação feminina não foi seguida pela efetiva ampliação de sua representação. Alambert avalia que na ausência de pautas e programas que atendessem a este grupo, ocorria a sua instrumentalização. Assim, (...) quando eles precisavam, apelavam para a mobilização das mulheres mas, passada a necessidade, elas eram posta de lado (ALAMBERT in COSTA, 1980:67). No entanto, este quadro começou a se modificar nas décadas de 1960 e 1970 em decorrência do contato das militantes com as idéias da Nova Esquerda nos diferentes países em que o exílio foi vivenciado, sobretudo no Chile e na França. De acordo com Sarti, naquele momento houve a relaboração do que foi vivido pelas militantes no Brasil apoiando-se no feminismo europeu, na psicanálise e nas autoras feministas marxistas, em especial Alexandra Kollontai e Simone de Beauvoir (SARTI, 2004:4). Maria Luisa Gonçalves de Abreu diferencia duas vagas do movimento feminista durante o exílio. O primeiro momento ocorreu na América Latina onde ainda vigorava a perspectiva de um breve retorno ao Brasil para dar prosseguimento à luta política. Nesta conjuntura foi formado o Comitê Brasileiro de Mulheres Exiladas em 1973 no Chile que contava com a participação, sobretudo, de militantes do Partido Comunista e de mulheres que se exilaram para acompanhar maridos e familiares. O objetivo central das discussões fomentadas era manter as mulheres nas lutas progressistas, evitando que estas fossem atraídas pelas forças reacionárias. 7 De acordo com Maria Luisa Gonçalves de Abreu, desde o início do século XIX organizações comunistas publicaram documentos com recomendações orientadas às mulheres em diversos programas e resoluções. A I Internacional recomendava a organização de seções de mulheres operárias, enquanto que na II Internacional o tema orienta a organização de uma Conferência Internacional de Mulheres Socialistas. A III Internacional também propõe a mobilização das mulheres para livrá-las das idéias e concepções burguesas.seguindo estas orientações, o PCB formou órgãos específicos para as mulheres, entre eles: União Feminina do Brasil (1934) e Federação de Mulheres do Brasil (1949) (ABREU, 2010:1). 6

7 A segunda vaga teria ocorrido a partir da dispersão dos exilados pela Europa após o golpe de Pinochet no Chile. Com o segundo exílio, foram inseridas nas pautas de discussão algumas das reivindicações das minorias políticas (movimento dos negros, mulheres, homossexuais e ambientalistas) que ganharam expressão na Nova Esquerda internacional. Esta experiência obtida através do contato com o feminismo francês contribuiu para a busca de uma identidade que tornasse universal a luta das mulheres, sejam estas européias ou latino-americanas. No decorrer da segunda metade da década de 1970, observa-se a mudança da postura do PCB em relação ao movimento feminista. Realizam-se, sobretudo na França, discussões que tratavam de questões específicas das mulheres a partir da análise da sociedade brasileira. Como resultado, são aprovados alguns documentos, entre eles A Condição da Mulher no Brasil e a luta para transformá-la: visão e política do PCB e Plataforma de luta pela igualdade de direitos da mulher (SOIHET,1998:6). O feminismo na Voz Operária Conforme observamos, ao longo da década de 1970 as militantes do PCB iniciaram um processo de autocrítica do Feminismo resultando na publicação de projetos e programas que também incorporaram as discussões promovidas no cenário internacional. Algumas das matérias divulgadas no jornal Voz Operária refletem está mudança de conjuntura, demonstrando a polifonia de discursos os quais em alguns momentos valorizavam os aspectos econômicos na análise da condição da realidade da mulher brasileira, em outros a politização do cotidiano e a dimensão cultural. Uma das discussões problematizadas pelo jornal diz respeito à situação da mulher no universo do trabalho, principalmente no tocante a dupla exploração que estas estariam subordinadas: ao modo de produção capitalista e ao doméstico. No entanto, o jornal também demonstra a expansão das pauta de reivindicações, já que não se restringe à esfera econômica, mas também luta pela alteração de algumas práticas e costumes corroborados pela legislação brasileira. 7

8 (...) Em relação à mulher, estes problemas começam por exigências de melhores condições de vida e de trabalho e vão até a necessidade de uma legislação moderna que liquide com aberrações como a proibição do aborto, a manutenção da indissolubilidade do matrimônio, a prisão das mulheres por crime de adultério, a anulação do casamento se o marido constatar que a mulher não era virgem etc. (Voz Operária, março de 1977). Tais reivindicações reafirmam a consolidação, ao longo da década de 1970, da convicção de que os problemas específicos da mulher concernentes ao mundo do trabalho, família e sociedade - não seriam resolvidos apenas pela mudança na estrutura social, necessitando assim de tratamento próprio. Outra questão vastamente tratada no periódico refere-se à libertação do corpo feminino, mediante a defesa do controle dos métodos reprodutivos, a livre-concepção e o aborto. Contudo verifica-se a reivindicação da conscientização das mulheres para que estas possam usufruir desta liberdade. Neste sentido, o jornal denuncia o projeto empreendido pelo Ministério da Saúde que previa a distribuição de pílulas anticoncepcionais a fim de prevenir a gravidez de risco. Maria Goretti, a autora do texto, propõem que ao invés de implantar esta medida autoritária, o governo deveria criar condições materiais e médicas para que o casal (...) possa decidir livremente, de acordo com as sua consciência, concepção religiosa ou filosófica, o número de filhos que deseja ter, e o momento de tê-los. (Voz Operária, agosto de 1977). Por outro lado, direito a realização do aborto é defendido com muita cautela, provavelmente para não causar indisposições com setores progressistas da igreja católica. O patriarcalismo da sociedade brasileira também é questionado pela revista, criticando-se, inclusive, a reprodução desses padrões no interior do partido. As reivindicações das mulheres neste campo objetivavam: (...)Em primeiro lugar, abrir um amplo debate visando a eliminar as falsas concepções sobre o assunto, entre as quais se destaca a de que é natural a situação de inferioridade da mulher na sociedade e, por extensão, também dentro do partido e a por fim à subestimação da tarefa de arrancar a mulher de seu estágio atual de inserção 8

9 na sociedade, tornando-a protagonista de sua própria emancipação e da emancipação de todo o povo (Voz Operária, junho de 1979, p.7). As entrevistas realizadas com as militantes do PCB, recorrentemente, sinalizaram para uma situação ambígua das mulheres no partido. Embora mobilizadas para reforçar as fileiras desta agremiação, geralmente não assumiam posições decisórias, restringindo-se a atividades subalternas. O machismo imperava, e isto aparecia, nitidamente, na divisão dos trabalhos. As mulheres atuavam como datilógrafas, taquígrafas nas reuniões do Partido. Serviam cafés, cozinhavam, limpavam os chamados aparelhos. Nas comissões políticas de trabalho eram geralmente eleitas para as comissões gerais, ou seja, aquelas onde cabia de tudo. Para representar o Partido nos Congressos Internacionais jamais eram eleitas e assim por diante (Entrevista de Zuleika Alambert a Maira Luisa Gonçalves de Abreu. In: O PCB e a Questão Feminina ( ). Florianópolis. Fazendo Gênero 8 Corpo, Violência e Poder, 25 a 28 de agosto de 2008, p. 2). A edição de junho de 1979, além do jornal regular, lançou um suplemento especial de 8 páginas divulgando documentos oficiais do PCB sobre a condição feminina. Entre os elementos constituintes da pauta de discussão estão: a revogação dos artigos do código civil referente ao Direito da Família que consagram inferioridade à mulher; Abolição da legislação punitiva referente ao aborto, que deve ser considerado como último recurso frente a uma gravidez não desejada; Divórcio sem restrições relativas ao tempo de separação, desquite anterior ou ao número de casamentos; Eliminação das concepções tradicionais discriminatórias e da imagem estereotipada da mulher contidas nos materiais didáticos e no que é divulgado pelos meios de comunicação de massa; estímulos à participação da mulher na vida social e política do país. Considerações finais O exílio se constituiu como uma prática empreendida pelo governo militar para promover a anulação política de segmentos da esquerda brasileira que atuavam na oposição, tal como as prisões, desaparecimentos e assassinatos promovidos nos porões da ditadura (ROLLEMBERG, 9

10 1999). No entanto, como uma forma de manter uma identidade fragmentada pelos efeitos desagregadores do exílio, estes brasileiros desenvolveram novas formas de fazer política que incorporaram as discussões das Novas Esquerdas à experiência de luta vivenciadas no Brasil. Com o PCB não foi diferente. Conforme foi observado, a partir da experiência do exílio e do contato com as ideologias que circulavam em terras estrangeiras, intensificou-se a reflexão política que culminou na expansão das pautas de reivindicações desta agremiação para incorporar as demandas das minorias políticas. Em relação ao feminismo, este processo resultou na aprovação pelo partido de documentos que reivindicavam, não só melhores condições de trabalho para as mulheres, como também uma legislação que atendesse aos seus interesses e a uma melhor condição para estas na sociedade e também no interior do partido. No entanto, Abreu considera que, apesar do contato com o feminismo francês, o Partido Comunista Brasileiro não se distanciou das percepções tradicionais presentes nos demais partidos comunistas (ABREU, 2010:239). Alambert, em entrevista para Pedro Del Picchia, afirma que o homem é fruto da sociedade em que vive, por isso representa um instrumento de dominação na sociedade capitalista. Desta forma, o fim da opressão das mulheres ocorreria com a supressão da sociedade de classes. Assim, a luta pelas transformações de ordem cultural do feminismo é percebida como uma batalha de educação dos homens para uma nova sociedade identificada com a emancipação dos trabalhadores a partir da eliminação da propriedade privada. Desta forma, apesar da observação de que nos países socialistas onde o exílio foi vivenciado houve a manutenção da opressão às mulheres, mantêm-se as concepções que atribuem preponderância às lutas ocorridas na esfera econômica em relação àquelas de cunho econômico e comportamental. Referências Bibliográficas Livros e Teses ABREU, Maira Luisa Gonçalves de. Feminismo no exílio: o Círculo de Mulheres Brasileiras em Paris e o Grupo Latino-Americano de Mulheres em Paris. Campinas: UNICAMP,

11 ABREU, Maira Luisa Gonçalves de. O PCB e a Questão Feminina ( ). Florianópolis. Fazendo Gênero 8 Corpo, Violência e Poder, 25 a 28 de agosto de 2008, p. 2. ALAMBERT, Zuleika in COSTA, Albertina de O. (org.). Memória das mulheres do exílio. Rio de Janeiro: Paz e Terra, ALAMBERT in DEL PICCHIA, Pedro. O PCB no Quadro Atual da Política Brasileira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, BARCELOS, Thatiana. Rumo ao Exílio: imprensa, política e identidade in THIESEN, Icléia (org.). Imagens da clausura na Ditadura de 1964 : informação, memória e história. Rio de Janeiro : 7 Letras, CHIRIO, Maud. Les trajectoires intellectuelles et politiques des exilés brésiliens pendant le régime militaire ( ). Mémoire de DEA. Paris : Universidade Paris 1, KUCINSKI, Bernardo. Jornalistas e Revolucionários. São Paulo: Edusp, PANDOLFI, Dulce. Camaradas e Companheiros: História e Memória do PCB. Rio de Janeiro, Relume-Dumará,1995. ROLEMBERG,Denise. Exílio: entre Raízes e Radares. Rio de Janeiro: Record, SARTI, Cynthia A. O feminismo brasileiro desde os anos 70: revisitando uma trajetória. Revista de Estudos Feministas. Rio de Janeiro: UFRJ, v. 12, n. 2, SOIHET, Rachel. Do comunismo ao feminismo: a trajetória de Zuleika Alambert. Florianópolis: Disponível em: < THIESEN, Icléia (org.). Imagens da clausura na Ditadura de 1964 : informação, memória e história. Rio de Janeiro : 7 Letras, VOLPE, Miriam. Geografias de exílio. Juiz de Fora: Edufjf,

12 Periódicos Voz Operária, abril de 1976 (n o 123) a agosto de 1979 (n o 161). 12

socialismo sem feminismo

socialismo sem feminismo Não há socialismo sem feminismo As mulheres do PT se organizam internamente desde a fundação do partido. Apesar da política de cotas, de avanços programáticos e de representarem 43% do total de filiados,

Leia mais

Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul

Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul 1919 X Salão de Iniciação Científica PUCRS Golpe Militar: A Psicologia e o Movimento Estudantil do Rio Grande do Sul Pâmela de Freitas Machado 1, Helena B.K.Scarparo 1 (orientadora) 1 Faculdade Psicologia,

Leia mais

AS MÚLTIPLAS FACES DO MOVIMENTO FEMINISTA NAS DÉCADAS DE 60 e 70 NO BRASIL

AS MÚLTIPLAS FACES DO MOVIMENTO FEMINISTA NAS DÉCADAS DE 60 e 70 NO BRASIL AS MÚLTIPLAS FACES DO MOVIMENTO FEMINISTA NAS DÉCADAS DE 60 e 70 NO BRASIL Érika Teline Rocha Barbosa 1 Rebeca Barros de Almeida Brandão 2 Rafaela Ferreira Telecio 3 Resumo O presente estudo constitui-se

Leia mais

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I TEXTO I Igualdade de Gênero no Enfrentamento à Violência Contra a Mulher As desigualdades são sentidas de formas diferentes pelas pessoas dependendo do seu envolvimento com a questão. As mulheres sentem

Leia mais

O PCB e a imprensa do exílio: Um estudo de caso da Revista Brasil mês a mês na imprensa.

O PCB e a imprensa do exílio: Um estudo de caso da Revista Brasil mês a mês na imprensa. O PCB e a imprensa do exílio: Um estudo de caso da Revista Brasil mês a mês na imprensa. THATIANA AMARAL DE BARCELOS * Introdução Diante do acirramento da repressão política durante o governo civil-militar,

Leia mais

Título: Conflitos teológicos e políticos da Igreja Católica Brasileira presente nos artigos das revistas: Hora Presente e Permanência.

Título: Conflitos teológicos e políticos da Igreja Católica Brasileira presente nos artigos das revistas: Hora Presente e Permanência. Título: Conflitos teológicos e políticos da Igreja Católica Brasileira presente nos artigos das revistas: Hora Presente e Permanência. Nome: Glauco Costa de Souza (Graduando Unesp/Assis). e-mail: glaucojerusalem@hotmail.com

Leia mais

Tese da AJR para o XI Congresso dos Estudantes da USP. Fora Rodas! Fora PM! Ensino público e gratuito! Poder Estudantil!

Tese da AJR para o XI Congresso dos Estudantes da USP. Fora Rodas! Fora PM! Ensino público e gratuito! Poder Estudantil! Tese da AJR para o XI Congresso dos Estudantes da USP Fora Rodas! Fora PM! Ensino público e gratuito! Poder Estudantil! Fora PM da USP! O estado de sítio na USP, com a instalação de bases da Polícia Militar

Leia mais

MIGUEL, L. F.; BIROLLI, F. Feminismo e política: uma introdução. São Paulo: Boitempo, 2014

MIGUEL, L. F.; BIROLLI, F. Feminismo e política: uma introdução. São Paulo: Boitempo, 2014 MIGUEL, L. F.; BIROLLI, F. Feminismo e política: uma introdução. São Paulo: Boitempo, 2014 Karen Capelesso 4 O livro Feminismo e política: uma introdução, de Luis Felipe Miguel e Flávia Biroli, se vincula

Leia mais

A IMPRENSA ALTERNATIVA FEMININISTA NA RESISTÊNCIA À DITADURA CIVIL-MILITAR BRASILEIRA

A IMPRENSA ALTERNATIVA FEMININISTA NA RESISTÊNCIA À DITADURA CIVIL-MILITAR BRASILEIRA A IMPRENSA ALTERNATIVA FEMININISTA NA RESISTÊNCIA À DITADURA CIVIL-MILITAR BRASILEIRA SILVA, Izabel Pimentel da (Orientadora) 1 MELO, Dominique Almeida 2 Palavras-Chave: Imprensa Alternativa. Ditadura.

Leia mais

50 ANOS DO GOLPE MILITAR

50 ANOS DO GOLPE MILITAR 50 ANOS DO GOLPE MILITAR (1964-1985) Prof. Dr. Rogério de Souza CAUSAS Guerra Fria Contexto Internacional: Construção do Muro de Berlim (1961) Cuba torna-se Socialista (1961) Crise dos Mísseis (1962) CAUSAS

Leia mais

Contribuição sobre Economia solidária para o Grupo de Alternativas econômicas Latino-Americano da Marcha Mundial das Mulheres Isolda Dantas 1

Contribuição sobre Economia solidária para o Grupo de Alternativas econômicas Latino-Americano da Marcha Mundial das Mulheres Isolda Dantas 1 Contribuição sobre Economia solidária para o Grupo de Alternativas econômicas Latino-Americano da Marcha Mundial das Mulheres Isolda Dantas 1 Economia solidária: Uma ferramenta para construção do feminismo

Leia mais

Na ditadura não a respeito à divisão dos poderes (executivo, legislativo e judiciário). O ditador costuma exercer os três poderes.

Na ditadura não a respeito à divisão dos poderes (executivo, legislativo e judiciário). O ditador costuma exercer os três poderes. Ditadura: É uma forma de governo em que o governante (presidente, rei, primeiro ministro) exerce seu poder sem respeitar a democracia, ou seja, governa de acordo com suas vontades ou com as do grupo político

Leia mais

EDUCAÇÃO POLÍTICA E EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA (IV Parte)

EDUCAÇÃO POLÍTICA E EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA (IV Parte) EDUCAÇÃO POLÍTICA E EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA (IV Parte) Saiba quais são as Recomendações das Conferências Internacionais na emancipação política das mulheres, as quais já foram assinadas pelo governo brasileiro

Leia mais

EXPOSIÇÃO NO ENCONTRO INTERNACIONAL DO 39º CONGRESSO DA FEDERAÇÃO NACIONAL DAS INDÚSTRIAS QUÍMICAS DA FRANÇA CGT ÊLE DE RÉ, FRANÇA, 29.04.

EXPOSIÇÃO NO ENCONTRO INTERNACIONAL DO 39º CONGRESSO DA FEDERAÇÃO NACIONAL DAS INDÚSTRIAS QUÍMICAS DA FRANÇA CGT ÊLE DE RÉ, FRANÇA, 29.04. EXPOSIÇÃO NO ENCONTRO INTERNACIONAL DO 39º CONGRESSO DA FEDERAÇÃO NACIONAL DAS INDÚSTRIAS QUÍMICAS DA FRANÇA CGT ÊLE DE RÉ, FRANÇA, 29.04.2014 Boa tarde companheiras e companheiros, Primeiramente a Central

Leia mais

ONGS: o enfrentamento à violência contra a mulher

ONGS: o enfrentamento à violência contra a mulher Anais do I Simpósio sobre Estudos de Gênero e Políticas Públicas, ISSN 2177-8248 Universidade Estadual de Londrina, 24 e 25 de junho de 2010 GT 2. Gênero e movimentos sociais Coord. Renata Gonçalves ONGS:

Leia mais

VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO

VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO A prova de História é composta por três questões e vale 10 pontos no total, assim distribuídos: Questão 1 3 pontos (sendo 1 ponto para o subitem A, 1,5

Leia mais

Regimento Interno da Articulação de Esquerda

Regimento Interno da Articulação de Esquerda Regimento Interno da Articulação de Esquerda A Articulação de Esquerda (AE) é uma tendência interna do Partido dos Trabalhadores. Existe para a defesa de um PT de luta, de massa, democrático, socialista

Leia mais

REFORMA UNIVERSITÁRIA: contribuições da FENAJ, FNPJ e SBPJor. Brasília, outubro de 2004

REFORMA UNIVERSITÁRIA: contribuições da FENAJ, FNPJ e SBPJor. Brasília, outubro de 2004 REFORMA UNIVERSITÁRIA: contribuições da FENAJ, FNPJ e SBPJor Brasília, outubro de 2004 FEDERAÇÃO NACIONAL DOS JORNALISTAS FENAJ http://www.fenaj.org.br FÓRUM NACIONAL DOS PROFESSORES DE JORNALISMO - FNPJ

Leia mais

EIXO VI Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão, Diversidade e Igualdade

EIXO VI Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão, Diversidade e Igualdade EIXO VI Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão, Diversidade e Igualdade 251 No contexto de um Sistema Nacional Articulado de Educação e no campo das políticas educacionais, as questões que envolvem

Leia mais

que se viver com dignidade, o que requer a satisfação das necessidades fundamentais. O trabalho é um direito e um dever de todo cidadão.

que se viver com dignidade, o que requer a satisfação das necessidades fundamentais. O trabalho é um direito e um dever de todo cidadão. Osdireitosdohomemedocidadãonocotidiano (OscarNiemeyer,1990) "Suor, sangue e pobreza marcaram a história desta América Latina tão desarticulada e oprimida. Agora urge reajustá-la num monobloco intocável,

Leia mais

FEMINISMOS PLURAIS E FEMINISMOS EM ÁFRICA

FEMINISMOS PLURAIS E FEMINISMOS EM ÁFRICA FEMINISMOS PLURAIS E FEMINISMOS EM ÁFRICA FEMINISMO Filosofia de vida da qual deriva uma atitude crítica frente aos factos e perante a sociedade Tomada de consciência Resposta que conduz à mudança, a partir

Leia mais

Ong s, democracia participativa e visibilidade na mídia

Ong s, democracia participativa e visibilidade na mídia Ong s, democracia participativa e visibilidade na mídia Sandra Raquew dos Santos Azevêdo Índice 1 Ong s como sujeitos da democracia participativa 1 2 Relações de gênero na mídia: em pauta os direitos das

Leia mais

SERVIÇO SOCIAL. Disciplina: Metodologia Científica. Número de créditos: 04. Carga horária: 80

SERVIÇO SOCIAL. Disciplina: Metodologia Científica. Número de créditos: 04. Carga horária: 80 Disciplina: Metodologia Científica SERVIÇO SOCIAL Ementa: Finalidade da metodologia científica. Importância da metodologia Número âmbito das ciências. Metodologia de estudos. O conhecimento e suas formas.

Leia mais

A atuação da Anistia Internacional durante o regime militar brasileiro

A atuação da Anistia Internacional durante o regime militar brasileiro A atuação da Anistia Internacional durante o regime militar brasileiro Durante o regime militar brasileiro, a organização Anistia Internacional (AI), trabalhou na defesa de presos políticos e na divulgação

Leia mais

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude.

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude. A MULHER NA ATIVIDADE AGRÍCOLA A Constituição Federal brasileira estabelece no caput do art. 5º, I, que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações e reconhece no dispositivo 7º a igualdade de

Leia mais

RALCILENE SANTIAGO DA FROTA JOSÉ DEOCLECIANO DE SIQUEIRA JÚNIOR CARLOS DOMINGUES ÀVILA IGLAIR RÉGIS DE OLIVEIRA THIAGO AUGUSTO DE LIMA COSTA E SILVA

RALCILENE SANTIAGO DA FROTA JOSÉ DEOCLECIANO DE SIQUEIRA JÚNIOR CARLOS DOMINGUES ÀVILA IGLAIR RÉGIS DE OLIVEIRA THIAGO AUGUSTO DE LIMA COSTA E SILVA RALCILENE SANTIAGO DA FROTA JOSÉ DEOCLECIANO DE SIQUEIRA JÚNIOR CARLOS DOMINGUES ÀVILA IGLAIR RÉGIS DE OLIVEIRA THIAGO AUGUSTO DE LIMA COSTA E SILVA ESTUDO COMPARATIVO DA REPERCUSSÃO POLITICA NO LEGISLATIVO

Leia mais

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO 1 - INTRODUÇÃO Séc. XIX consolidação da burguesia: ascensão do proletariado urbano (classe operária) avanço do liberalismo.

Leia mais

China Sistema Político Vigente

China Sistema Político Vigente China Sistema Político Vigente Especial Sistema Político / Eleitoral Carolina Andressa S. Lima 15 de setembro de 2005 China Sistema Político Vigente Especial Sistema Político / Eleitoral Carolina Andressa

Leia mais

ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s)

ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s) ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s) Kálita Tavares da SILVA 1 ; Estevane de Paula Pontes MENDES

Leia mais

A ditadura civil-militar brasileira através das artes: uma experiência com alunos do ensino médio no Colégio de Aplicação

A ditadura civil-militar brasileira através das artes: uma experiência com alunos do ensino médio no Colégio de Aplicação A ditadura civil-militar brasileira através das artes: uma experiência com alunos do ensino médio no Colégio de Aplicação Beatrice Rossotti rossottibeatrice@gmail.com Instituto de História, 9º período

Leia mais

Capítulo. A ditadura militar no Brasil

Capítulo. A ditadura militar no Brasil Capítulo A ditadura militar no Brasil ARQUIVO/O GLOBO 1 Do golpe militar ao AI-5 O golpe militar de 1964 João Goulart é derrubado pelos militares, em 31 de março de 1964, por meio de um golpe, apoiado

Leia mais

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento;

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Objetivo geral Promover a igualdade no mundo do trabalho e a autonomia

Leia mais

Portanto, a conjuntura pós-1970 foi marcada pelo protagonismo de entidades e pessoas que

Portanto, a conjuntura pós-1970 foi marcada pelo protagonismo de entidades e pessoas que Os vigilantes da ordem: a cooperação DEOPS/SP e SNI e a suspeição aos movimentos pela anistia (1975-1983). Pâmela de Almeida Resende 1 Mestrado em História Social pela Universidade Estadual de Campinas

Leia mais

NAPOLEÃO BONAPARTE. Pode-se dividir seu governo em três partes: Consulado (1799-1804) Império (1804-1815) Governo dos Cem Dias (1815)

NAPOLEÃO BONAPARTE. Pode-se dividir seu governo em três partes: Consulado (1799-1804) Império (1804-1815) Governo dos Cem Dias (1815) NAPOLEÃO BONAPARTE 1 Profª Adriana Moraes Destaca-se política e militarmente no Período Jacobino. DIRETÓRIO Conquistas militares e diplomáticas na Europa defesa do novo governo contra golpes. Golpe 18

Leia mais

COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS CAS Subcomissão Permanente em Defesa do Emprego e da Previdência Social CASEMP

COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS CAS Subcomissão Permanente em Defesa do Emprego e da Previdência Social CASEMP COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS CAS Subcomissão Permanente em Defesa do Emprego e da Previdência Social CASEMP AUDIÊNCIA PÚBLICA Assunto: Os direitos da mulher no Sistema de Seguridade Social Data: 27/04/2010

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA.

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. Profa. Elizabeth Rodrigues Felix 1 I- INTRODUÇÃO Com dezoito anos de existência, o

Leia mais

SAÚDE SEXUAL E SAÚDE REPRODUTIVA - práticas de ONG Feministas 1

SAÚDE SEXUAL E SAÚDE REPRODUTIVA - práticas de ONG Feministas 1 Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a 28 de agosto de 2008 SAÚDE SEXUAL E SAÚDE REPRODUTIVA - práticas de ONG Feministas 1 Patrícia Figueiredo Marques 2 (UFBA), Silvia Lúcia

Leia mais

Entrevista com Lúcia Stumpf presidente da UNE, a quarta mulher a ocupar o cargo em 72 anos da instituição

Entrevista com Lúcia Stumpf presidente da UNE, a quarta mulher a ocupar o cargo em 72 anos da instituição Entrevista com Lúcia Stumpf presidente da UNE, a quarta mulher a ocupar o cargo em 72 anos da instituição Para Lúcia Stumpf, sua eleição para a presidência da UNE estimulou outras mulheres a ingressarem

Leia mais

1º - Foi um movimento liderado pela BURGUESIA contra o regime absolutista. 2º - Abriu espaço para o avanço do CAPITALISMO.

1º - Foi um movimento liderado pela BURGUESIA contra o regime absolutista. 2º - Abriu espaço para o avanço do CAPITALISMO. APRESENTAÇÃO Aula 08 3B REVOLUÇÃO FRANCESA Prof. Alexandre Cardoso REVOLUÇÃO FRANCESA Marco inicial da Idade Contemporânea ( de 1789 até os dias atuais) 1º - Foi um movimento liderado pela BURGUESIA contra

Leia mais

GRUPO DE PESQUISA EM TRABALHO, EDUCAÇÃO E HISTÓRIA - GETEH

GRUPO DE PESQUISA EM TRABALHO, EDUCAÇÃO E HISTÓRIA - GETEH GRUPO DE PESQUISA EM TRABALHO, EDUCAÇÃO E HISTÓRIA - GETEH MELO, Alessandro de (Orientador/UNICENTRO) BATISTA, Viviane Silveira (UNICENTRO) SIGNORI, Zenira Maria Malacarne (UNICENTRO) Trabalhos realizados

Leia mais

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA Clodoaldo Meneguello Cardoso Nesta "I Conferência dos lideres de Grêmio das Escolas Públicas Estaduais da Região Bauru" vamos conversar muito sobre política.

Leia mais

Liberdade+Autonomia. se constrói com Igualdade. snmt@cut.org.br http//:paridadeja.cut.org.br PARIDADE JÁ!

Liberdade+Autonomia. se constrói com Igualdade. snmt@cut.org.br http//:paridadeja.cut.org.br PARIDADE JÁ! Liberdade+Autonomia se constrói com Igualdade snmt@cut.org.br http//:paridadeja.cut.org.br PARIDADE JÁ! A história da CUT, desde a sua fundação, em 1983, é marcada pelo compromisso com a construção da

Leia mais

PROVA BIMESTRAL História

PROVA BIMESTRAL História 9 o ano 4 o bimestre PROVA BIMESTRAL História Escola: Nome: Turma: n o : Leia o texto e responda às questões 1 e 2. O primeiro de maio estava sendo comemorado na vila de esportes do Sindicato dos Têxteis.

Leia mais

Movimentos Sociais: questões de gênero e educação na Experiência do MST

Movimentos Sociais: questões de gênero e educação na Experiência do MST Movimentos Sociais: questões de gênero e educação na Experiência do MST Djacira Maria de Oliveira Araujo 1 As relações de gênero decorrem de mudanças nas relações pessoais e embora as mudanças nas relações

Leia mais

CENTRO POPULAR DE CULTURA DO PARANÁ (1959-1964): ENCONTROS E DESENCONTROS ENTRE ARTE, EDUCAÇÃO E POLÍTICA. Resumo

CENTRO POPULAR DE CULTURA DO PARANÁ (1959-1964): ENCONTROS E DESENCONTROS ENTRE ARTE, EDUCAÇÃO E POLÍTICA. Resumo CENTRO POPULAR DE CULTURA DO PARANÁ (1959-1964): ENCONTROS E DESENCONTROS ENTRE ARTE, EDUCAÇÃO E POLÍTICA Ana Carolina Caldas Mestra em História de Educação UFPR Resumo Este artigo é parte da dissertação

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIDADANIA *

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIDADANIA * EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIDADANIA * Ana Rosa Salvalagio 1 Clarice Ana Ruedieger Marise Waslawosky Christmann Neida Maria Chassot INTRODUÇÃO: A educação ambiental se constitui numa forma abrangente de educação,

Leia mais

AS TRAJETÓRIAS E LUTAS DO MOVIMENTO FEMINISTA NO BRASIL E O PROTAGONISMO SOCIAL DAS MULHERES RESUMO

AS TRAJETÓRIAS E LUTAS DO MOVIMENTO FEMINISTA NO BRASIL E O PROTAGONISMO SOCIAL DAS MULHERES RESUMO AS TRAJETÓRIAS E LUTAS DO MOVIMENTO FEMINISTA NO BRASIL E O PROTAGONISMO SOCIAL DAS MULHERES RESUMO Ana Carla Farias Alves 1 Ana Karina da Silva Alves 2 Este artigo pretende apresentar a trajetória do

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

OS CURSOS PRÉ-VESTIBULARES POPULARES

OS CURSOS PRÉ-VESTIBULARES POPULARES COMO CITAR ESTE TEXTO: Formato Documento Eletrônico (ISO) NASCIMENTO, Alexandre do. Os Cursos Pré-Vestibulares Populares. [Acesso em dd/mm/aaaa]. Disponível em http://www.alexandrenascimento.com. OS CURSOS

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA DISCIPLINA DE PÓS-GRADUAÇÃO GRUPOS EXCLUÍDOS, MOVIMENTOS SOCIAIS E DIREITOS HUMANOS PROFESSOR: MARCUS ORIONE GONÇALVES CORREIA

Leia mais

Universidade Federal de Uberlândia Diretoria de Comunicação Social (Dirco) Políticas Públicas de Comunicação

Universidade Federal de Uberlândia Diretoria de Comunicação Social (Dirco) Políticas Públicas de Comunicação Universidade Federal de Uberlândia Diretoria de Comunicação Social Políticas Públicas de Comunicação...a presença ativa duma universidade, revigorada ao contato de seu núcleo mais vivo e ciosa do seu espaço

Leia mais

Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável

Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável Este artigo é cópia fiel do publicado na revista Nu e va So c i e d a d especial em português, junho de 2012, ISSN: 0251-3552, . Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável

Leia mais

Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org

Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org Este documento faz parte do Repositório Institucional do Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org O Movimento Social Palestino rumo ao FME O Fórum Mundial da Educação na Palestina será realizado

Leia mais

Secretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres 1º Fórum de Violência contra a Mulher: Múltiplos olhares

Secretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres 1º Fórum de Violência contra a Mulher: Múltiplos olhares Secretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres 1º Fórum de Violência contra a Mulher: Múltiplos olhares Campinas, Abril de 2014 Violência contra as Mulheres: dados Internacional: 1 de cada

Leia mais

DITADURA MILITAR: O DISCURSO DE MULHERES NO CONFLITO POR TERRA NA REGIÃO DO ARAGUAIA

DITADURA MILITAR: O DISCURSO DE MULHERES NO CONFLITO POR TERRA NA REGIÃO DO ARAGUAIA DITADURA MILITAR: O DISCURSO DE MULHERES NO CONFLITO POR TERRA NA REGIÃO DO ARAGUAIA Juliany Teixeira Reis 1 Judite Gonçalves Albuquerque 2 Esta pesquisa foi inicialmente objeto de uma monografia de graduação

Leia mais

Período Democrático e o Golpe de 64

Período Democrático e o Golpe de 64 Período Democrático e o Golpe de 64 GUERRA FRIA (1945 1990) Estados Unidos X União Soviética Capitalismo X Socialismo Governo de Eurico Gaspar Dutra (1946 1950) Período do início da Guerra Fria Rompimento

Leia mais

AULA 22.1 Conteúdos: Governo Geisel e a economia Governo Geisel e a política Governo João Figueiredo: anistia e novos partidos (diretas já)

AULA 22.1 Conteúdos: Governo Geisel e a economia Governo Geisel e a política Governo João Figueiredo: anistia e novos partidos (diretas já) CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA AULA 22.1 Conteúdos: Governo Geisel e a economia Governo Geisel e a política Governo João Figueiredo: anistia e novos partidos (diretas já) 2

Leia mais

Como o Brasil enfrenta a exploração sexualcomercial de crianças e adolescentes

Como o Brasil enfrenta a exploração sexualcomercial de crianças e adolescentes Como o Brasil enfrenta a exploração sexualcomercial de crianças e adolescentes 1. Introdução Fenômeno dos mais graves de nosso tempo, a exploração sexual-comercial de crianças e adolescentes não deve ser

Leia mais

HELENA NAVARRO GIMENEZ

HELENA NAVARRO GIMENEZ HELENA NAVARRO GIMENEZ O ASSISTENTE SOCIAL NA GESTÃO ESTADUAL DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E A APLICABILIDADE DO CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL NESSE ESPAÇO DE ATUAÇÃO O presente artigo tem por objetivo

Leia mais

8 DE MARÇO Uma história de lutas e conquistas

8 DE MARÇO Uma história de lutas e conquistas 8 DE MARÇO Uma história de lutas e conquistas A proposta de criar uma data internacional para celebrar as lutas e as conquistas das mulheres foi apresentada por Clara Zetkin, em 1910, na 2ª Conferência

Leia mais

LEI, GOVERNO E POLÍTICAS PÚBLICAS. Crime, prisões e punição Direitos Lei e legislação, incluindo regulamentações e fiscalizações Militares e defesa

LEI, GOVERNO E POLÍTICAS PÚBLICAS. Crime, prisões e punição Direitos Lei e legislação, incluindo regulamentações e fiscalizações Militares e defesa LEI, GOVERNO E POLÍTICAS PÚBLICAS Crime, prisões e punição Direitos Lei e legislação, incluindo regulamentações e fiscalizações Militares e defesa Políticas sociais e econômicas, incluindo bem estar, creches

Leia mais

O movimento feminista: algumas considerações bibliográficas

O movimento feminista: algumas considerações bibliográficas O movimento feminista: algumas considerações bibliográficas Laís Paula Rodrigues de Oliveira 1 Latif Antonia Cassab 2 Resumo: Ao longo do tempo notáveis foram as transformações ocorridas no âmbito do movimento

Leia mais

IDEOLOGIA, EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO HUMANA EM MARX, LUKÁCS E MÉSZÁROS

IDEOLOGIA, EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO HUMANA EM MARX, LUKÁCS E MÉSZÁROS IDEOLOGIA, EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO HUMANA EM MARX, LUKÁCS E MÉSZÁROS Maria Teresa Buonomo de Pinho * O objetivo deste artigo é examinar o caráter de ideologia da práxis educativa e o papel relativo que

Leia mais

Mapa Mental Sobre a Metodologia no Curso da ENFOC REAPROPRIAÇÃO TEMÁTICA E METODOLÓGICA DO PRIMEIRO MÓDULO

Mapa Mental Sobre a Metodologia no Curso da ENFOC REAPROPRIAÇÃO TEMÁTICA E METODOLÓGICA DO PRIMEIRO MÓDULO Mapa Mental Mapa Mental Sobre a Metodologia no Curso da ENFOC REAPROPRIAÇÃO TEMÁTICA E METODOLÓGICA DO PRIMEIRO MÓDULO Dois Focos Temáticos Sistema Capitalista História Contradições Desafios para a classe

Leia mais

Os Direitos Humanos na Perspectiva de Gênero 1

Os Direitos Humanos na Perspectiva de Gênero 1 Os Direitos Humanos na Perspectiva de Gênero 1 Leila Linhares Barsted 2 Em 1948, a Assembléia Geral da ONU aprovou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, documento que deveria ter a mais ampla divulgação

Leia mais

DESIGUALDADE RACIAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: DESAFIOS A ENFRENTAR Ricardo de Souza Janoario UFRJ Rita de Cassia de Oliveira e Silva UFRJ

DESIGUALDADE RACIAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: DESAFIOS A ENFRENTAR Ricardo de Souza Janoario UFRJ Rita de Cassia de Oliveira e Silva UFRJ 1 DES E PROFESSORES: DESAFIOS A ENFRENTAR Ricardo de Souza Janoario UFRJ Rita de Cassia de Oliveira e Silva UFRJ INTRODUÇÃO No Brasil, criou-se a ideologia da democracia racial para explicar que as oportunidades

Leia mais

O MAOÍSMO NA ESQUERDA BRASILEIRA: A TRAJETÓRIA DO PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL - ALA VERMELHA

O MAOÍSMO NA ESQUERDA BRASILEIRA: A TRAJETÓRIA DO PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL - ALA VERMELHA O MAOÍSMO NA ESQUERDA BRASILEIRA: A TRAJETÓRIA DO PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL - ALA VERMELHA CRISTIANE SOARES DE SANTANA 1 O Partido Comunista do Brasil surgiu a partir de uma cisão do Partido Comunista

Leia mais

CONTEXTO EDUCACIONAL BRASILEIRO E OS ANOS INICIAIS DO CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DA UFSM

CONTEXTO EDUCACIONAL BRASILEIRO E OS ANOS INICIAIS DO CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DA UFSM CONTEXTO EDUCACIONAL BRASILEIRO E OS ANOS INICIAIS DO CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DA UFSM Carla Vargas Pedroso - UFF e UFSM Sandra Lucia Escovedo Selles - UFF Agência Financiadora: CAPES

Leia mais

CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS

CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS MARTA LÚCIA DA SILVA ROSANA CAPPUTI BORGES Educação Infantil: desigualdades de idade e raça, um grande desafio a ser conquistado. São Paulo 2012 EDUCAÇÃO

Leia mais

Multiculturalismo em Face dos Direitos Humanos das Mulheres

Multiculturalismo em Face dos Direitos Humanos das Mulheres Multiculturalismo em Face dos Direitos Humanos das Mulheres Vanessa Carla Bezerra de Farias Discente do curso de Direito UFRN Prof. Orientador Thiago Oliveira Moreira Docente do curso de Direito UFRN Introdução:

Leia mais

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 TEMÁTICA: EDUCAÇÃO, QUESTÃO DE GÊNERO E DIVERSIDADE EDUCAÇÃO

Leia mais

DECLARAÇÃO FINAL CÚPULA DOS POVOS NA RIO+20 POR JUSTIÇA SOCIAL E AMBIENTAL EM DEFESA DOS BENS COMUNS, CONTRA A MERCANTILIZAÇÃO DA VIDA.

DECLARAÇÃO FINAL CÚPULA DOS POVOS NA RIO+20 POR JUSTIÇA SOCIAL E AMBIENTAL EM DEFESA DOS BENS COMUNS, CONTRA A MERCANTILIZAÇÃO DA VIDA. DECLARAÇÃO FINAL CÚPULA DOS POVOS NA RIO+20 POR JUSTIÇA SOCIAL E AMBIENTAL EM DEFESA DOS BENS COMUNS, CONTRA A MERCANTILIZAÇÃO DA VIDA. Movimentos sociais e populares, sindicatos, povos, organizações da

Leia mais

Formação docente e movimentos sociais: diálogos e tensões cotidianas

Formação docente e movimentos sociais: diálogos e tensões cotidianas A PRÁTICA PEDAGÓGICA E MOVIMENTOS SOCIAIS: DIÁLOGOS FORMATIVOS PARA O TRABALHO DOCENTE NA PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA Eliziane Santana dos Santos 1 Ludmila Oliveira Holanda Cavalcante 2 ¹ Bolsista FAPESB,

Leia mais

ONGs republicanas e democráticas em um novo cenário político

ONGs republicanas e democráticas em um novo cenário político ONGs republicanas e democráticas em um novo cenário político Silvio Caccia Bava Silvio Caccia Bava é sociólogo, coordenador executivo do Instituto Pólis e membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar

Leia mais

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337.

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337. PROGRAMA TÉMATICO: 6229 EMANCIPAÇÃO DAS MULHERES OBJETIVO GERAL: Ampliar o acesso das mulheres aos seus direitos por meio do desenvolvimento de ações multissetoriais que visem contribuir para uma mudança

Leia mais

Aula 14 Regime Militar Prof. Dawison Sampaio

Aula 14 Regime Militar Prof. Dawison Sampaio Aula 14 Regime Militar 1 Contexto do Regime Militar Contexto interno: Colapso do Populismo (polêmica das Ref. de Base) Contexto externo: Guerra Fria e os interesses dos EUA (risco de cubanização do Brasil

Leia mais

3. Autonomia frente aos partidos e parlamentares e Independência em relação aos patrões e governos

3. Autonomia frente aos partidos e parlamentares e Independência em relação aos patrões e governos Eixo III: Programa de trabalho para a direção do SISMMAC Continuar avançando na reorganização do magistério municipal com trabalho de base, organização por local de trabalho, formação política e independência

Leia mais

Entrevista. Dra. Nadine Gasman. Humberto Santana Junior 1

Entrevista. Dra. Nadine Gasman. Humberto Santana Junior 1 Entrevista Humberto Santana Junior 1 Dra. Nadine Gasman Nadine Gasman é a Representante do Escritório da ONU Mulheres no Brasil, médica e possui nacionalidade mexicana e francesa. Possui mestrado em Saúde

Leia mais

1º ano. 1) Relações de Trabalho, Relações de Poder...

1º ano. 1) Relações de Trabalho, Relações de Poder... Liberdade, propriedade e exploração. A revolução agrícola e as relações comerciais. Capítulo 1: Item 5 Relações de trabalho nas sociedades indígenas brasileiras e americanas. Escravidão e servidão. Divisão

Leia mais

JORNADA DAS MARGARIDAS 2013

JORNADA DAS MARGARIDAS 2013 JORNADA DAS MARGARIDAS 2013 PAUTA INTERNA 1 - ORGANIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO SINDICAL 1 Assegurar condições de igualdade para homens e mulheres exercerem com autonomia o trabalho sindical nas diversas secretarias

Leia mais

I Seminário Nacional de Controle Social A sociedade no acompanhamento da gestão pública Brasília, 25, 26 e 27 de Set/2009

I Seminário Nacional de Controle Social A sociedade no acompanhamento da gestão pública Brasília, 25, 26 e 27 de Set/2009 I Seminário Nacional de Controle Social A sociedade no acompanhamento da gestão pública Brasília, 25, 26 e 27 de Set/2009 Observatório da Educação participação e controle da sociedade civil nas políticas

Leia mais

EUROPA NO SÉCULO XIX. http://historiaonline.com.br

EUROPA NO SÉCULO XIX. http://historiaonline.com.br EUROPA NO SÉCULO XIX A INGLATERRA NO SÉCULO XIX: Era Vitoriana (1837-1901): Hegemonia marítima inglesa. Fortalecimento do poder político da burguesia. Expansão da economia industrial 2ª Revolução Industrial.

Leia mais

A INCIVILIDADE EM SALA DE AULA

A INCIVILIDADE EM SALA DE AULA A INCIVILIDADE EM SALA DE AULA Claudiane Lorini claudianelorini@hotmail.com Silvana Rodrigues da Silva madonalongati@hotmail.com Tânia Marli Peçanha de Brito taniam.brito@hotmail.com RESUMO: O ambiente

Leia mais

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/ MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Regime: Duração: HISTÓRIA LICENCIATURA PLENA SERIADO ANUAL 3 (TRÊS) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL - MÍNIMO = 03 (TRÊS) ANOS LETIVOS - MÁXIMO = 05 (CINCO)

Leia mais

A LEGISLAÇÃO E A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

A LEGISLAÇÃO E A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL A LEGISLAÇÃO E A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL INTRODUÇÃO Márcia Barbosa Soczek 1 Este texto tem como referência básica os documentos oficiais que orientaram a implantação das políticas

Leia mais

A Temática Feminista no Unibairros, Jornal Alternativo de Juiz de Fora/MG da década de 1980 1

A Temática Feminista no Unibairros, Jornal Alternativo de Juiz de Fora/MG da década de 1980 1 A Temática Feminista no Unibairros, Jornal Alternativo de Juiz de Fora/MG da década de 1980 1 Isabella de Sousa Gonçalves (graduanda em Jornalismo )2 Christina Ferraz Musse (doutora em Comunicação e Cultura)

Leia mais

FORÇA FEMINISTA NA CHINA

FORÇA FEMINISTA NA CHINA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA I CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM HISTÓRIA DO SECULO XX FORÇA FEMINISTA NA CHINA DÉBORAH PAULA DA SILVA RECIFE

Leia mais

Ciências Humanas. História e Geografia Professor: Renato Pellizzari e Claudio Hansen 08/10/2014. Material de apoio para Aula ao Vivo

Ciências Humanas. História e Geografia Professor: Renato Pellizzari e Claudio Hansen 08/10/2014. Material de apoio para Aula ao Vivo Ciências Humanas Material de apoio para Aula ao Vivo 1. A charge expressa enfaticamente uma característica do processo histórico de urbanização da sociedade brasileira. A crítica contida na charge refere-se

Leia mais

HISTÓRIA DO LEGISLATIVO

HISTÓRIA DO LEGISLATIVO HISTÓRIA DO LEGISLATIVO Maurício Barbosa Paranaguá Seção de Projetos Especiais Goiânia - 2015 Origem do Poder Legislativo Assinatura da Magna Carta inglesa em 1215 Considerada a primeira Constituição dos

Leia mais

O início do feminismo sob a ditadura no Brasil: o que ficou escondido

O início do feminismo sob a ditadura no Brasil: o que ficou escondido 1 O início do feminismo sob a ditadura no Brasil: o que ficou escondido Cynthia A. Sarti (Universidade Federal de São Paulo, Brasil) Texto preparado para apresentação no XXI Congresso Internacional da

Leia mais

Os feminismos latino-americanos e suas múltiplas temporalidades no século XX. ST 40

Os feminismos latino-americanos e suas múltiplas temporalidades no século XX. ST 40 Os feminismos latino-americanos e suas múltiplas temporalidades no século XX. ST 40 Maria Salet Ferreira Novellino Escola Nacional de Ciências Estatísticas/Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Leia mais

IGUALDADE DE GÊNERO: UM BREVE HISTÓRICO DA LUTA PELO VOTO FEMININO NO BRASIL

IGUALDADE DE GÊNERO: UM BREVE HISTÓRICO DA LUTA PELO VOTO FEMININO NO BRASIL IGUALDADE DE GÊNERO: UM BREVE HISTÓRICO DA LUTA PELO VOTO FEMININO NO BRASIL Camila Assis Lemes (bolsista PIBIC/Fundação Araucária), Isabela Candeloro Campoi (Orientadora), Universidade Estadual do Paraná-

Leia mais

A CULTURA NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO NA DÉCADA DE 70

A CULTURA NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO NA DÉCADA DE 70 A CULTURA NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO NA DÉCADA DE 70 JUNIOR, Carlos de Faria 1 FERNANDES, Priscila Mendonça 2 Palavras-Chave: Indústria Cultural. Regime Militar. Telenovelas. Introdução O projeto consiste

Leia mais

ExpressARTE Recursos Didácticos para Aprender a Ser Mais. Igualdade de Género

ExpressARTE Recursos Didácticos para Aprender a Ser Mais. Igualdade de Género ExpressARTE Recursos Didácticos para Aprender a Ser Mais Igualdade de Género ExpressARTE Recursos Didácticos para Aprender a Ser Mais Cronologia dos Direitos das Mulheres Direitos das Mulheres Século XIX

Leia mais

HISTÓRIA-2009 2ª FASE 2009

HISTÓRIA-2009 2ª FASE 2009 Questão 01 UFBA - -2009 2ª FASE 2009 Na Época Medieval, tanto no Oriente Médio, quanto no norte da África e na Península Ibérica, muçulmanos e judeus conviviam em relativa paz, fazendo comércio e expressando,

Leia mais

Conheça também! As demais disciplinas desta coleção nas páginas 4, 8, 32, 36, 72 e 90.

Conheça também! As demais disciplinas desta coleção nas páginas 4, 8, 32, 36, 72 e 90. porta aberta Nova edição Geografia 2º ao 5º ano O estudo das categorias lugar, paisagem e espaço tem prioridade nesta obra. 25383COL05 Conheça também! As demais disciplinas desta coleção nas páginas 4,

Leia mais

Em defesa de uma Secretaria Nacional de Igualdade de Oportunidades

Em defesa de uma Secretaria Nacional de Igualdade de Oportunidades 1 Em defesa de uma Secretaria Nacional de Igualdade de Oportunidades A Comissão Nacional da Questão da Mulher Trabalhadora da CUT existe desde 1986. Neste período houve muitos avanços na organização das

Leia mais

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA ENSINO MÉDIO ÁREA CURRICULAR: CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS DISCIPLINA: HISTÓRIA SÉRIE 1.ª CH 68 ANO 2012 COMPETÊNCIAS:. Compreender

Leia mais

Projeto de Lei de Iniciativa Popular para uma mídia Democrática

Projeto de Lei de Iniciativa Popular para uma mídia Democrática Projeto de Lei de Iniciativa Popular para uma mídia Democrática Comunicação é um direito de todos No Brasil, os meios de comunicação estão concentrados nas mãos de poucas empresas familiares que têm a

Leia mais

HISTÓRIA Professores: Pedro Alexandre, Guga, André, Osvaldo

HISTÓRIA Professores: Pedro Alexandre, Guga, André, Osvaldo HISTÓRIA Professores: Pedro Alexandre, Guga, André, Osvaldo Comentário Geral Como sempre foi ressaltado em sala de aula, temas como Grécia, Idade Média, Revolução Francesa, Direitos Civis, refugiados,

Leia mais