Atualização sobre a Influência dos Esteróides Sexuais na Qualidade da Voz

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Atualização sobre a Influência dos Esteróides Sexuais na Qualidade da Voz"

Transcrição

1 ATUALIZAÇÃO Atualização sobre a Influência dos Esteróides Sexuais na Qualidade da Voz Update on the Influence of Sexual Steroids in the Quality of the Voice Janaína Mendes Laureano* Gustavo Salata Romão* Marcos Felipe Silva de Sá* Rui Alberto Ferriani* Rosana Maria dos Reis* Lilian Neto Aguiar Ricz** *Fonoaudióloga e mestranda do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) **Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) ***Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) Resumo As flutuações nos níveis dos hormônios esteróides sexuais, ao longo da vida do ser humano, trazem modificações nos seus respectivos órgãos e/ou tecidos alvo. Esses hormônios, particularmente estrogênios e androgênios, exercem papéis determinantes no desenvolvimento anatômico da laringe e na fisiologia vocal. Na puberdade ocorre a diferenciação entre vozes de meninos e meninas sendo a voz uma característica sexual secundária. Estudos já documentaram a presença e, mais especificamente, a localização dos receptores dos hormônios esteróides sexuais na laringe, músculo vocal e tecidos mesenquimais. Assim, alterações nos níveis destes hormônios trarão conseqüências principalmente sobre o tecido conjuntivo das pregas vocais. Na mulher ocorre um agravamento da voz, conhecido como virilização, que acontece quando do tratamento com andrógenos ou com o hipoestrogenismo na menopausa. Nos homens, a falta de andrógenos faz com que a laringe e pregas vocais adquiram um padrão feminino, tornando as vozes agudas. Isto porque, qualquer alteração na massa vibratória influenciará o ciclo de abertura e fechamento das pregas vocais alterando o que por definição é a freqüência fundamental (F0). Esta é o reflexo das características biodinâmicas das pregas vocais e de sua integração com a pressão subglótica. Neste estudo, realizamos uma revisão bibliográfica sobre as alterações que a voz sofre quando submetida a flutuações nos níveis dos hormônios sexuais esteróides. PALAVRAS-CHAVE: Hormônios. Voz. Fonação. Introdução Ao longo da vida a laringe e as pregas vocais passam por importantes modificações anátomofisiológicas, muitas das quais são decorrentes da ação de hormônios esteróides sexuais como o estrógeno, a progesterona e a testosterona (Amir & Biron-Shental, 2004). Parte dessas modificações é clinicamente perceptível, sendo traduzida em alterações das características da voz referidas pelo próprio indivíduo enquanto outras serão somente detectáveis através de avaliações objetivas da qualidade vocal. Dentre os métodos utilizados atualmente na avaliação da vocal, merece destaque a medida da freqüência fundamental (F0) da voz. A F0 é determinada pela velocidade de abertura e fechamento da glote, estando relacionada à pressão subglótica e às características das pregas 735

2 vocais como comprimento, espessura, tensão e massa, sendo afetada também pelo sexo e idade (Boone & McFarlane, 1994). Behlau et al., 1985 avaliaram a freqüência fundamental (F0) em falantes do português brasileiro encontrando valores de F0 com média de 113,01 Hz para homens e 204,910 Hz para mulheres, ambos na faixa etária de 18 a 45 anos. Para crianças, a média de F0 foi de 235,76 Hz na faixa etária de 8 a 12 anos de ambos os sexos. A literatura afirma que a laringe é rica em receptores para hormônios esteróides sexuais e que o músculo vocal e outros tecidos mesenquimais contêm também um grande número desses receptores. As fibras colágenas, fibroblastos e algumas substâncias que constituem o tecido conjuntivo mostram-se influenciadas pelos andrógenos e os estrógenos (Aufdemorte et al., 1983; Fergunson et al., 1987; Sataloff et al., 1997; Newman, 2000). Esta revisão discute aspectos atuais sobre as alterações da voz feminina e masculina relacionadas aos hormônios sexuais. Anátomo-Fisiologia da Laringe A laringe forma-se entre a 4ª e 10ª semana do desenvolvimento e suas principais características anatômicas estão desenvolvidas ao redor do terceiro mês de vida embrionária (Behlau et al., 2001a). É constituída por: osso hióide, membrana tireoióidea, epiglote, pregas ventriculares (pregas vestibulares ou falsas cordas vocais), pregas ariepiglóticas, ventrículos de Morgani, cartilagens e pregas vocais (Pinho, 1998). A musculatura laríngea é dividida em dois grupamentos regionais, os músculos intrínsecos e os músculos extrínsecos. Os músculos intrínsecos têm origem e inserção na laringe e os músculos extrínsecos apresentam apenas uma das inserções na laringe e outra fora dela, como no tórax, mandíbula ou no crânio. Os músculos intrínsecos, com exceção do músculo aritenóideo, são todos pares e promovem a adução (aproximação) e a abdução (afastamento) das pregas vocais, modificando o seu grau de tensão. A musculatura extrínseca promove a fixação da laringe em relação às outras estruturas do pescocço, garantindo desta forma a sua estabilidade (Behlau et al., 2001a). Histologicamente, a prega vocal é composta por cinco camadas: epitélio, camadas superficial, intermediária, profunda e músculo vocal, sendo o tecido mais rígido quanto mais próximo à musculatura (Behlau et al., 2001a). A camada superficial, ou espaço de Reinke é frouxa e flexível e vibra mais intensamente durante a fonação. A camada intermediária é formada principalmente por fibras elásticas e a camada profunda por fibras colágenas. A composição diferenciada destas camadas permite propriedades mecânicas diferentes possibilitando uma expressão vocal muito rica. As dimensões das pregas vocais variam de 6 a 8 mm na infância, de 12 a 15 mm na puberdade, de 12 a 17 mm no adulto do sexo feminino e de 17 a 23 mm no adulto do sexo masculino (Pinho, 1998). A voz ou vocalização é produzida pela vibração das pregas vocais, na qual cada ciclo vibratório pode ser resumido da seguinte forma: os adutores intrínsecos aproximam as pregas vocais quando a expiração inicia. A pressão subglótica aumenta. O fluxo de ar passa pela abertura glótica e separa as pregas vocais. A velocidade do ar aumenta ao longo da laringe, o que aproxima as pregas vocais, efeito conhecido como Bernoulli, as pregas vocais se aproximam inciando novamente o ciclo vibratório (Boone & McFarlane, 1994). A freqüência fundamental de um indivíduo é determinada fisiologicamente pelo número de ciclos vibratórios que as pregas vocais fazem em um segundo, ou seja, pelo número de ciclos glóticos que se repetem (Rehder & Behlau, 2001). Nos primeiros meses de vida o recém-nascido utiliza suas modificações vocais para se expressar. Com a aquisição da fala, a articulação dos sons se impõe à fonação. O ambiente determinará a aquisição de um código lingüístico específico, com regras morfossintáticas inerentes a esse código, passando a voz para um segundo plano (Behlau et al., 2001b). As duas principais diferenças entre vozes masculinas e femininas podem ser explicadas no plano anátomo-fisiológico. A primeira relaciona-se à dimensão das pregas vocais, que no adulto do sexo feminino é menor que no adulto do sexo masculino. Quanto mais longas forem as pregas vocais, mais massa terão, produzindo vozes mais graves. Outro fato é que o homem tem o trato vocal maior e as freqüências ressonantes são mais baixas, o que contribui também para abaixar a freqüência da voz (Pinho, 1998). Puberdade e Voz A muda ou mudança vocal faz parte do conjunto de modificações fisiológicas que se estabelece por ocasião da puberdade. A laringe é bastante semelhante em ambos os sexos até a adolescência. Nesta fase ocorre um crescimento corporal, mais acentuado no sexo masculino, que associado à ação de novos níveis hormonais, transformam a laringe infantil em adulta (Garcia & Behlau, 1998). A muda vocal nos homens ocorre ao redor dos 13 aos 15 anos, enquanto nas mulheres é ao redor dos 12 aos 14 anos. As pregas 736

3 vocais dos meninos podem alongar-se em até 1 cm, enquanto nas meninas esse crescimento dificilmente passa de 4 mm (Behlau et al., 2001b). O tamanho do trato vocal também aumenta na puberdade, sendo a magnitude desta mudança mais aparente em meninos do que em meninas (Amir & Biron-Shental, 2004). Na mulher, a atividade dos estrógenos e progestágenos promovem as modificações que conferem as características femininas da voz, com a freqüência fundamental um terço abaixo da criança. Nos homens, os andrógenos são responsáveis pela freqüência fundamental masculina, uma oitava - intervalo de oito graus entre duas notas musicais do mesmo nome (Ferreira, 2000) - menor que a freqüência fundamental criança (Abitbol et al., 1999). A voz adulta é aquela que se apresenta após o término da muda vocal. A partir deste período a voz é considerada estável apresentando-se diferente de acordo com características próprias do sexo do falante (Behlau et al., 2001b). Sabe-se que a voz feminina desenvolve características masculinas após a injeção de testosterona, sendo esta mudança irreversível. Por outro lado, homens castrados apresentam voz de padrão feminino quando a castração interrompe as mudanças fisiológicas associadas com a testosterona (Abitbol et al., 1999). O ciclo de vida da mulher é fortemente relacionado às alterações hormonais. Variações dinâmicas dos três hormônios sexuais revelam-se em diferentes fases da vida: iniciando na puberdade, flutuando durante os anos reprodutivos e caindo dramaticamente na menopausa. Tais oscilações dos níveis hormonais influenciam as atividades das pregas vocais e a produção da voz (Amir & Biron-Shental, 2004). Com o avançar da idade, transformações continuam a ocorrer e manifestações vocais variadas podem surgir. No idoso, pode-se observar a atrofia dos músculos intrínsecos da laringe, perdas teciduais (causando arqueamento das pregas vocais), deficiências hídricas, perda de elasticidade dos ligamentos e calcificação de cartilagens laríngeas. Entretanto, raramente, ocorre flacidez das estruturas, gerando quadro de hipotonia. Em mulheres, freqüentemente encontramos edema das pregas vocais, justificado pelas trocas hormonais da menopausa (Pinho, 2001). Hormônios e Voz A voz é uma característica sexual secundária influenciada pelos hormônios sexuais. O ambiente hormonal determina o sexo da voz (Abitbol, et al., 1999). A voz humana sofre influência de vários fatores, tanto orgânicos como funcionais. Um dos fatores orgânicos está relacionado à interferência hormonal. Tanto homens quanto mulheres apresentam modificações na voz em decorrência das variações de produção hormonal em diferentes fases da vida (Molina et al., 2000). Os estímulos endócrinos não se limitam somente ao período da puberdade ou menopausa, mas atuam de maneira constante durante toda a vida do indivíduo. A ação hormonal também se faz sentir na laringe, sendo a freqüência fundamental da voz humana extremamente sensível à ação hormonal (Tonisi, 2000). Boone & McFarlane, 1994, também relatam que os distúrbios endócrinos exercem um impacto importante sobre a laringe e causam modificações na freqüência fundamental. Laringe: Um Alvo Hormonal Sataloff et al., 1997, afirmam que a laringe é um alvo hormonal como a mucosa da vagina e relatam semelhanças entre o esfregaço epitelial da laringe e da vagina durante o ciclo ovariano. Mudanças na voz na puberdade e no dimorfismo sexual são baseadas em evidências de que a laringe é um órgão alvo dos esteróides sexuais. Aufdemorte et al., 1983, utilizando uma técnica autoradiográfica, mostraram que a laringe é rica em receptores estrogênicos e androgênicos e que há um padrão específico de distribuição de receptores positivos nas células, sendo o maior número de receptores localizados no tecido mesenquimal, incluindo o músculo vocal, fibroblastos da lâmina própria e tecidos mesenquimais perivocais. Nos epitélios escamoso estratificado e colunar da lâmina própria não foi revelada evidência de receptores específicos para estradiol ou 5 -di-hidro testosterona. Epitélio escamoso estratificado e epitélio escamoso colunar da lâmina própria (Fergunson et al., 1987). No estudo de Newman et al., 2000, foi identificada a presença de receptores de estrógeno, progesterona e andrógeno na prega vocal humana, sugerindo que os hormônios agem ou influenciam as células das pregas vocais e que mudanças na voz podem ser relacionadas aos hormônios. Este estudo também sugere que homens, dentro de uma faixa etária, apresentam mais receptores hormonais que mulheres para a mesma faixa etária, e que esta discrepância de receptores de hormônio nos sexos feminino e masculino pode explicar as diferenças nas vozes. 737

4 Alterações Hormonais e Impacto na Voz Mudanças nas estruturas, nos tecidos ou no controle motor resultantes de disfunções neurológicas, traumas ou anomalias congênitas poderão comprometer a fisiologia normal de forma relativamente previsível. Estas modificações se refletem nas características acústicas da voz, comprovando assim uma interdependência entre anatomia, fisiologia, neurologia e acústica (Colton & Casper, 1996). Por toda a literatura médica, obstétrica e foniátrica uma grande variedade de sintomas vocais tem sido relatada subseqüentemente à administração de medicamentos hormonais contendo agentes virilizantes. Estes sintomas incluem o senso subjetivo de insegurança no uso da voz, instabilidade vocal que é revelada nas quebras de intensidade ou quebra vocal, timbre vocal alterado, dificuldade de gritar, queda das altas notas na fala e/ou canto, queda da energia vocal com rápida fadiga vocal e vários abaixamentos nas freqüências da voz (Baker, 1999). Spencer, 1988, referiu que nos transexuais femininos com a administração de andrógeno a voz ficava mais grave. Nos transexuais masculinos, a administração de estrógeno resultava em alguma feminilização do corpo porém, sem modificação da voz. Colton & Casper, 1996, reforçam que nas mudanças de mulher para homem, com a administração de hormônios masculinos, há um aumento da massa laríngea, reduzindo a freqüência fundamental, aproximando-a do padrão masculino. Porém, não há droga disponível para reduzir a massa das pregas vocais, de modo que um homem mudando para mulher não experimentará elevação de freqüência secundária à terapia com hormônios. A testosterona é conhecida pelo seu importante papel no desenvolvimento da voz masculina, provocando hipertrofia da mucosa da laringe e aumento global desse órgão. A princípio, os efeitos causam voz relativamente discordante, rachada, porém ela se transforma gradualmente na voz grave, típica do adulto masculino (Guyton & Hall, 2002). Desta forma, quando administrada ao sexo feminino, a testosterona acarreta virilização, termo utilizado para referir-se a um aumento no tamanho e na massa das pregas vocais, com modificação do timbre da voz, resultando em redução da freqüência fundamental, perdas das altas freqüências, instabilidade vocal e aspereza, geralmente irreversíveis após longos períodos de exposição (King et al., 2001). Em um estudo realizado por Garcia & Behlau, 1998, 56 adolescentes do sexo masculino de idades entre 12 e 18 anos, foram divididos em dois grupos: 31 adolescentes com desenvolvimento puberal normal, que procuraram o atendimento por queixas não relacionadas ao atraso na puberdade ou problemas de comunicação oral, chamado grupo-controle, e outro grupo, de 25 adolescentes com atraso puberal. Após a avaliação e comparação da freqüência fundamental de cada grupo, o estudo concluiu que a freqüência fundamental na fala correlaciona-se com o desenvolvimento puberal. A interrupção do desenvolvimento da voz na puberdade pela castração de homens jovens cantores foi uma prática bem conhecida, especialmente na Itália no início do século 16. O castrati era conhecido pela sua voz clara e aguda, o que provavelmente tenha sido atribuído às dimensões reduzidas da laringe e pregas vocais, além de produzir uma ressonância distinta que não pode ser encontrada nos tenores de hoje (King et al., 2001). Tal prática, utilizada para manter a beleza da voz agudizada, foi uma excentricidade da Igreja Católica no século 15, a qual preconizava vozes femininas de alta intensidade nos corais das capelas, porém sem a participação de mulheres. Para se obter tal padrão de voz, a castração deveria ser realizada na fase puberal ou pré-puberal, antes de qualquer indício de elevação dos níveis de testosterona. O castrado teria então o poder da voz cristalina com um padrão excepcional. A voz do nascimento era de alguém do sexo masculino, mas que nunca havia sido influenciada pela testosterona e, portanto, não tinha adaptado a características vocais típicas masculinas (Abitbol et al., 1999). Os cantores, quando castrados, eram da idade de 7 ou 8 anos, o que precedia a laringe do crescimento puberal, permanecendo os tons da voz agudos. Esta perda na voz castrada era atribuída à perda dos níveis de testosterona na puberdade. Em alguns cantores o nível circulante de testosterona era extremamente baixo e até os pêlos pubianos eram ausentes (Sataloff et al., 1997). Homens com hipogonadismo não apresentam desenvolvimento sexual normal e nem a masculinização da laringe. Akcam et al., 2004, mensuraram a média da freqüência fundamental da voz, avaliando o impacto dos andrógenos na laringe e na função vocal destes pacientes. Os autores verificaram que após o tratamento, a média da freqüência fundamental no grupo de homens tratados com testosterona se aproximou dos homens normais. King et al., 2001, relatam o caso de um jovem cantor classificado como tenor que foi submetido à terapia de reposição de testosterona por hipogo- 738

5 nadismo. Após início da terapia o paciente relatou que sua nova voz cantada era instável para o rigor de uma performance de canto clássico. Esta instabilidade vocal foi confirmada pela análise acústica, principalmente devido à perturbação da freqüência. A voz cantada foi mais sensível às alterações em relação à voz falada. O paciente relatou que nas duas primeiras semanas de tratamento percebeu mudanças na sua voz cantada, e em torno de um mês houve alteração na voz falada. A relação entre voz e hormônios sexuais femininos foi estabelecida por diversos estudos. A literatura é vasta, há desde relatos subjetivos das mudanças vocais até modificações comprovadas pela análise acústica da voz (Amir & Biron- Shental, 2004). Os hormônios sexuais femininos têm ação principal sobre os tecidos conjuntivos e vasculares. A administração prolongada de estrógenos pode causar hipotonia, edemas e congestões na laringe (Tonisi, 2000). Sataloff et al.,1997, alertam que sob nenhuma circunstância, andrógenos deveriam ser administrados a mulheres cantoras, mesmo em pequenas quantidades, pelo efeito potencial de causarem inconstância na voz, mudanças rápidas de timbre e abaixamento da freqüência fundamental, sendo estas mudanças irreversíveis. Derman, 1995, relata que o hiperandrogenismo na mulher acarreta agravamento da voz, além das características clínicas clássicas que podem incluir hirsutismo, acne, obesidade central, calvície, alargamento do dorso superior, aumento da proporção cintura/quadril e hipertrofia do clitóris. Em seu artigo, Baker, 1999, traz o relato de quatro mulheres que apresentavam disfonias com etiologia desconhecida iniciadas logo após o início da terapia com suplementos hormonais contendo agentes virilizantes. Os possíveis efeitos colaterais destas medicações hormonais não eram conhecidos e o súbito efeito virilizante em suas vozes foi traumático. A terapia de voz e abandono das medicações hormonais reduziram os efeitos virilizantes em alguma extensão, no entanto, certas características mantiveram-se como mudanças permanentes, sugerindo alterações na fisiologia vocal, incluindo mudanças no tecido muscular, disfunção da coordenação muscular e disfunção proprioceptiva. A produção da voz normal depende da integridade das camadas conectivas da prega vocal. A falta de estrogênios encontrada na pós-menopausa causa degradação dos tecidos conectivos (Amir & Biron-Shental, 2004). Abitbol et al., 1999, concordam que a voz da mulher se modifica ao longo dos anos, sob constante influência hormonal. Os autores examinam 197 mulheres, 97 com síndrome pré-menstrual e 100 com síndrome vocal menopausal, e verificaram a relação entre os padrões hormonais e a voz feminina. As conclusões foram que a síndrome vocal pré-menstrual começa cerca de 4-5 dias antes da menstruação e afeta 33% das mulheres caracterizando-se por fadiga vocal, diminuição da extensão vocal, e energia em certos harmônicos. Estes sinais são freqüentemente associados a outros sintomas pré-menstruais bem relatados, como aumento do nervosismo, irritabilidade, dor pélvica, sensação de inchaço e fraqueza. A exploração dinâmica pela videolaringoscopia mostrou congestão, microvarizes, edema no terço posterior da prega vocal e diminuição da amplitude de vibração. A síndrome vocal menopausal é caracterizada por diminuição da intensidade vocal, fadiga vocal, extensão vocal diminuída com queda dos tons agudos e da qualidade vocal. A maioria dos efeitos negativos da voz, como redução da altura vocal e alguma rouquidão, está relacionada a mudanças hormonais durante o período menstrual, pois neste período ocorre um leve espessamento das pregas vocais. Algumas cantoras de ópera evitam obrigações árduas de canto dias antes e dias após sua menstruação (Boone & Macfarlane, 1994). Sataloff et al., 1997, caracterizaram a disfunção vocal pré-menstrual como uma laringopatia, com uma disfunção vocal caracterizada por diminuição da eficiência vocal e dos tons agudos, fadiga vocal, leve rouquidão e algum abafamento da voz. A causa de disfonia pré-menstrual está relacionada à combinação da atividade estrógeno/progesterona que causa vasodilatação pelo relaxamento dos músculos lisos, aumentando o volume sanguíneo. Molina et al., 2000, nomeiam como laringite pré-menstrual, a qual é causada por alterações fisiológicas, anatômicas e psicológicas secundárias às mudanças endócrinas. Onde há uma diminuição da freqüência fundamental da voz, que altera a qualidade vocal, porém nem todas as mulheres observam esta ocorrência. O climatério corresponde a um período em que algumas mulheres experimentam mudanças da voz, particularmente uma redução da freqüência fundamental. Após a menopausa, a borda glótica torna-se mais espessa, aumentando o tamanho/ massa das pregas vocais e produzindo uma redução da altura da voz e, às vezes, aspereza vocal (Boone & Mcfarlane, 1994). Boulet & Oddens, 1996, investigaram as mudanças na voz de homens e mulheres na quinta década de vida. Ambos os sexos relataram rouquidão, mas as mulheres pareciam apresentar problemas mais freqüentes com a emissão e controle da voz e em alcançar altos registros. A voz é o veículo de nossa inter-relação, de comunicação, um meio de atingir o outro (Behlau 739

6 et al., 2001b). Assim, qualquer alteração na qualidade da voz é algo que interfere na relação com o meio e com o outro comprometendo, por conseguinte, a qualidade de vida. voice when submitted to fluctuations in the levels of sex steroid hormones. KEYWORDS: Voice. Hormones. Phonation. Considerações Finais Diante do exposto, fica claro que os hormônios esteróides (estrogênios e androgênios) exercem papéis determinantes no desenvolvimento anatômico da laringe e na fisiologia vocal. Inicialmente, os estudos exploravam a relação da voz e hormônios esteróides baseado em impressões subjetivas. Nos estudos recentes, ferramentas mais objetivas para examinar esta relação são usadas, incluindo análises histológicas, estroboscópicas, eletroglotografia (EGG) e análise acústica computadorizada. Assim, compreendendo melhor estes mecanismos, poderemos estabelecer programas preventivos específicos para cada sexo e faixa etária, visando preservar a qualidade vocal dentro de um contexto amplo de qualidade de vida. Abstract The fluctuations of sex steroid hormone levels along human life lead to modifications in the target organs and/or tissues. These hormones, estrogens and androgens in particular, play determinant roles in the anatomical development of the larynx and in vocal physiology. Differentiation of the voice of boys and girls occurs in puberty, with voice being a secondary sex trait. Several studies have documented the presence and, more specifically, the localization of sex steroid hormone receptors in the larynx, vocal muscle and mesenchymal tissues. Thus, changes in the basal levels of these hormones have consequences mainly for the connective tissue of the vocal folds. In the woman an aggravation of the voice, known occurs as virilization, that happens when of the treatment with androgens or the hipoestrogenism in the menopause. In the men the lack of androgens makes with that the vocal larynx and folds acquire a feminine standard, becoming the acute voices. This because, any alteration in the vibratory mass will influence the opening and closing cycles of the vocal folds, thus changing what is defined as Fundamental frequency (F0). F0 is a reflex of the biodynamic characteristics of the vocal folds and of their integration with subglottic pressure. In the present study, we performed a bibliographic review of the changes suffered by the Leituras Suplementares 1. Abitbol J, Abitbol P, Abitbol B. Sex hormones and the female voice. Journal of Voice 1999; 13: Akcam T, Bolu E, Merati AL et al. Voice changes after androgen therapy for hypogonadotrophic hypogonadism. Laryngoscope 2004; 114: Amir O, Biron-Shental T. The impact of hormonal fluctuations on female vocal folds. Current Opinion in Otolaryngology & Head and Neck Surgery 2004; 12: Aufdemorte TB, Holt GR, Sheridan PJ. Autoradiographic evidence of sex steroid receptors in laryngeal tissues of the baboon (Papio cynocephalus). Laryngoscope 1983; 93: Baker JA. Report on alterations to the speaking and singing voices of four women following hormonal therapy with virilizing agents. Journal of voice 1999; 13: Behlau M, Tosi O, Pontes PAL. Determinação da freqüência fundamental e suas variações em altura (jitter) e intensidade (shimmer), para falantes do português brasileiro. Acta Awho 1985; Behlau M, Azevedo R, Madazio G. Anatomia da laringe e fisiologia da produção vocal. In: Behlau M. Voz: o livro do especialista Volume I. Rio de Janeiro: Revinter; 2001a. p Behlau M, Azevedo R, Pontes P. Conceito de voz normal e classificação das disfonias. In: Voz: o livro do especialista Volume I. Rio de Janeiro: Revinter; 2001b. p Boone DR, Mcfarlane SC. A voz e a terapia vocal. Tradução Sandra Costa. 5ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas; Boulet MJ, Oddens BJ. Female voice changes around and after the menopause: an initial investigation. Maturitas: Journal of the Climateric & Postmenopause 1996; 23: Colton RH, Casper JK. Compreendendo os problemas de voz: uma perspectiva fisiológica ao diagnóstico e ao tratamento. Tradução Sandra Costa. Porto Alegre: Artes Médicas; Derman CJ. Effects of sex steroids on women s health: implications for practitioners. The American Journal of Medicine 1995; 98: Fergunson BJ, Hudson WR, Mccarty KS. Sex steroid receptor distribuition in the human 740

7 larynx and laryngeal carcinoma. Arch Otolaryngol Head Neck Surgery 1987; 113: Ferreira ABH. Miniaurélio Século XXI Escolar: O minidicionário da língua portuguesa. 4ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; p Garcia LC, Behlau M. Muda vocal e desenvolvimento puberal: a comparação de dois grupos de adolescentes. In: Behlau M. Laringologia e voz hoje: temas do IV congresso brasileiro de laringologia e voz. Rio de Janeiro: Revinter; p Guyton AC, Hall JE. Tratado de fisiologia médica. 10ª ed. Tradução Charles Alfred Esbérard. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; King A, Ashby J, Nelson C. Effects of testosterone replacement on a male professional singer. Journal of Voice 2001; 15: Molina KL, Brasolotto AG, Berretin-Felix G, Cristovam LS. Modificação na freqüência fundamental da voz associada a manifestações de tensão pré-menstrual. Fonoaudiologia Brasil. Brasília 2000; 4: Newman SR, Butler J, Hammond EH, Gray SD. Preliminary report on hormone receptors in the human vocal fold. Journal of Voice 2000; 14: Pinho SMR. Avaliação e Tratamento da Voz. In:. Fundamentos em fonoaudiologia: Tratando os distúrbios da voz. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; p Pinho SMR. Terapia Vocal. In: Tópicos em voz. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; p Rehder MIBC, Behlau M. Avaliação vocal de gestantes no pré e pós-parto. In: Behlau M. A voz do especialista Volume I. Rio de Janeiro: Revinter; p Sataloff RT, Emerich KA, Hoover CA. Endocrine dysfunction. In: Sataloff RT. Professional voice: the science and art of clinical care. 2 nd ed. London: Singular Publishing Group; p Spencer LE. Speech characteristics of male-tofemale transsexuals: a perceptual and acoustic study. Folia Phoniatrica 1988; 40: Tonisi GAB. Efeitos do climatério na freqüência fundamental. Revista Cefac: Atualização Científica em Fonoaudiologia 2000; 2: a 15 de abril de 2007 XIII Congresso de G&O da Região Sudeste da FEBRASGO XXXI Congresso Estadual de G&O Local: Hotel Sofitel Rio de Janeiro Realização: SGORJ Tel.: 55(21) Fax: 55(21) da SGORJ 741

TREINAMENTO VOCAL PODE SER FATOR PROTETOR CONTRA DORES

TREINAMENTO VOCAL PODE SER FATOR PROTETOR CONTRA DORES TREINAMENTO VOCAL PODE SER FATOR PROTETOR CONTRA DORES Autores: Thays Vaiano, Mara Behlau, Ana Cláudia Guerrieri Palavras Chave: Dor, Voz, canto Introdução: Dor pode ser definida como "experiência sensitiva

Leia mais

Ídolos de diferentes gerações, a cantora Ivete Sangalo e o cantor Roberto Carlos encantam seus fãs pelo timbre único que possuem

Ídolos de diferentes gerações, a cantora Ivete Sangalo e o cantor Roberto Carlos encantam seus fãs pelo timbre único que possuem Vozes Humanas Cada pessoa possui uma voz única e especial. É como se fosse uma impressão digital. É claro que existem vozes parecidas. Algumas pessoas cantam num registro sonoro mais agudo, outras num

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº... /LEGISLATIVO 2011

PROJETO DE LEI Nº... /LEGISLATIVO 2011 PROJETO DE LEI Nº... /LEGISLATIVO 2011 Dispõe sobre a afixação nas Academias de Ginástica, Centros Esportivos e Estabelecimentos Comerciais de Nutrição Esportiva e produtos correlatos à atividade física,

Leia mais

Amenorréia Resumo de diretriz NHG M58 (março 2007)

Amenorréia Resumo de diretriz NHG M58 (março 2007) Amenorréia Resumo de diretriz NHG M58 (março 2007) Leusink GL, Oltheten JMT, Brugemann LEM, Belgraver A, Geertman JMA, Van Balen JAM traduzido do original em holandês por Luiz F.G. Comazzetto 2014 autorização

Leia mais

MUDA VOCAL REFLETINDO SOBRE A IMAGEM VOCAL DO ADOLESCENTE

MUDA VOCAL REFLETINDO SOBRE A IMAGEM VOCAL DO ADOLESCENTE CEFAC Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica Voz MUDA VOCAL REFLETINDO SOBRE A IMAGEM VOCAL DO ADOLESCENTE Monografia de conclusão do curso de Especialista em Voz Orientadora: Mirian Goldenberg

Leia mais

PUBERDADE E SUAS MUDANÇAS CORPORAIS

PUBERDADE E SUAS MUDANÇAS CORPORAIS PUBERDADE E SUAS MUDANÇAS CORPORAIS Texto extraído do artigo: FERRIANI, M. G. C. & SANTOS, G. V. B. Adolescência: Puberdade e Nutrição. Revista Adolescer, Cap. 3 (http://www.abennacional.org.br/revista/cap3.2.html.

Leia mais

PERFIL VOCAL DA PESSOA COM DISFONIA: ANÁLISE DO ÍNDICE DE DESVANTAGEM VOCAL.

PERFIL VOCAL DA PESSOA COM DISFONIA: ANÁLISE DO ÍNDICE DE DESVANTAGEM VOCAL. PERFIL VOCAL DA PESSOA COM DISFONIA: ANÁLISE DO ÍNDICE DE DESVANTAGEM VOCAL. Marina Bizigato Faculdade de Fonoaudiologia Centro de Ciências da Vida mabizi19@hotmail.com Iara Bittante de Oliveira Grupo

Leia mais

MENOPAUSA TERAPIA HORMONAL - TRH UMA CONQUISTA DA MULHER MODERNA - CONHEÇA UM POUCO MAIS!

MENOPAUSA TERAPIA HORMONAL - TRH UMA CONQUISTA DA MULHER MODERNA - CONHEÇA UM POUCO MAIS! MENOPAUSA TERAPIA HORMONAL - TRH UMA CONQUISTA DA MULHER MODERNA - CONHEÇA UM POUCO MAIS! A expectativa de vida de homens e mulheres está aumentando por diversos fatores, principalmente aos avanços da

Leia mais

QUEIXAS E SINTOMAS VOCAIS PRÉ FONOTERAPIA EM GRUPO

QUEIXAS E SINTOMAS VOCAIS PRÉ FONOTERAPIA EM GRUPO QUEIXAS E SINTOMAS VOCAIS PRÉ FONOTERAPIA EM GRUPO [ALMEIDA, Anna Alice Figueirêdo de; SILVA, Priscila Oliveira Costa; FERNANDES, Luana Ramos; SOUTO, Moama Araújo; LIMA-SILVA, Maria Fabiana Bonfim] Centro

Leia mais

PUBERDADE. Fase fisiológica com duração de 2 a 5 anos, durante a qual ocorre a maturação sexual

PUBERDADE. Fase fisiológica com duração de 2 a 5 anos, durante a qual ocorre a maturação sexual Puberdade PUBERDADE Transição entre a infância e a vida adulta Transformações físicas e psíquicas complexas Fase fisiológica com duração de 2 a 5 anos, durante a qual ocorre a maturação sexual Desenvolvimento

Leia mais

Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira O que é a Menopausa?

Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira O que é a Menopausa? Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira O que é a Menopausa? Menopausa é a parada de funcionamento dos ovários, ou seja, os ovários deixam

Leia mais

O GUIA COMPLETO TIRE TODAS SUAS DÚVIDAS SOBRE ANDROPAUSA

O GUIA COMPLETO TIRE TODAS SUAS DÚVIDAS SOBRE ANDROPAUSA O GUIA COMPLETO TIRE TODAS SUAS DÚVIDAS SOBRE ANDROPAUSA O QUE É ANDROPAUSA? Problemas hormonais surgidos em função da idade avançada não são exclusivos das mulheres. Embora a menopausa seja um termo conhecido

Leia mais

Palavras-chave: criança de rua; distúrbios da comunicação; voz profissional.

Palavras-chave: criança de rua; distúrbios da comunicação; voz profissional. Distúrbios da comunicação e audição entre escolares com queixas vocais, com e sem história de situação de rua, em Aracaju, Brasil. Autor: Neuza Josina Sales, Ricardo Queiroz Gurgel. Instituição: Universidade

Leia mais

Posso fazer a barba?

Posso fazer a barba? A UU L AL A Posso fazer a barba? Você estudou na Aula 6 as transformações que acontecem durante a puberdade feminina. Agora chegou a hora de falarmos da puberdade masculina. Para os meninos, a puberdade

Leia mais

Relação do exame citológico com a utilização de hormônios

Relação do exame citológico com a utilização de hormônios 13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE (X) SAÚDE

Leia mais

Minha filha está ficando uma moça!

Minha filha está ficando uma moça! Minha filha está ficando uma moça! A UU L AL A O que faz as meninas se transformarem em mulheres? O que acontece com seu corpo? Em geral, todos nós, homens e mulheres, somos capazes de lembrar muito bem

Leia mais

SIMONE SANTOS CÂNDIDO AS MODIFICAÇÕES DA LARINGE NA MUDA VOCAL

SIMONE SANTOS CÂNDIDO AS MODIFICAÇÕES DA LARINGE NA MUDA VOCAL 1 SIMONE SANTOS CÂNDIDO AS MODIFICAÇÕES DA LARINGE NA MUDA VOCAL Monografia apresentada ao CEFAC CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA para a obtenção do título de ESPECIALISTA EM VOZ Curitiba

Leia mais

During the premenstruation period dysphonia often can

During the premenstruation period dysphonia often can Rev Bras Otorrinolaringol. V.70, n.3, 331-9, mai./jun. 2004 ARTIGO ORIGINAL ««««ORIGINAL ARTICLE Estudo do comportamento vocal no ciclo menstrual: avaliação perceptivo-auditiva, acústica e auto-perceptiva

Leia mais

Amenorréia Induzida: Indicações. XIX Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte XVI Jornada da Maternidade Escola Januário Cicco

Amenorréia Induzida: Indicações. XIX Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte XVI Jornada da Maternidade Escola Januário Cicco Amenorréia Induzida: Indicações XIX Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte XVI Jornada da Maternidade Escola Januário Cicco I. Amenorréia Amenorréia secundária é um distúrbio que se

Leia mais

Hipogonadismo. O que é Hipogonadismo? Causas 25/02/ 2015. Minhavida.com.br

Hipogonadismo. O que é Hipogonadismo? Causas 25/02/ 2015. Minhavida.com.br Hipogonadismo O que é Hipogonadismo? Hipogonadismo é uma doença na qual as gônadas (testículos nos homens e ovários nas mulheres) não produzem quantidades adequadas de hormônios sexuais, como a testosterona

Leia mais

TREINAMENTO EM SAÚDE DA MULHER DRA ANA CRISTINA GEHRING

TREINAMENTO EM SAÚDE DA MULHER DRA ANA CRISTINA GEHRING TREINAMENTO EM SAÚDE DA MULHER DRA ANA CRISTINA GEHRING QUATRO SEMANAS DE PRAZER COMO INSTRUIR MEU CLIENTE NA COMPRA? MONTANHA RUSSA HORMONAL: O ciclo feminino define qual o tipo de preliminar e sexo que

Leia mais

Voz: Atuação do Fonoaudiólogo e do Preparador Vocal

Voz: Atuação do Fonoaudiólogo e do Preparador Vocal Voz: Atuação do Fonoaudiólogo e do Preparador Vocal Apresentação: Millena Vieira (Fonoaudióloga) Joel Pinheiro (Preparador Vocal) Bárbara Camilo (3ºano) Daniele Istile (2º ano) Orientação: Profª Drª Kelly

Leia mais

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo CAPÍTULO 3 CÂnCER DE EnDOMéTRIO O Câncer de endométrio, nos Estados Unidos, é o câncer pélvico feminino mais comum. No Brasil, o câncer de corpo de útero perde em número de casos apenas para o câncer de

Leia mais

UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL - UNISC DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA DISCIPLINA DE FISIOLOGIA GERAL HORMÔNIOS MASCULINOS

UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL - UNISC DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA DISCIPLINA DE FISIOLOGIA GERAL HORMÔNIOS MASCULINOS UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL - UNISC DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA DISCIPLINA DE FISIOLOGIA GERAL HORMÔNIOS MASCULINOS Andiara Onizzolo Marques Isadora Schmachtenberg Manoela Zaccani Maristela Ullrich

Leia mais

O Ouvido Humano e a Audição

O Ouvido Humano e a Audição 36 Capítulo 4 O Ouvido Humano e a Audição Neste capítulo faremos um estudo sobre o ouvido humano, a fisiologia da audição e a sensibilidade do nosso sistema auditivo. 1. Conceitos básicos sobre a anatomia

Leia mais

A INTERVENÇÃO DA FISIOTERAPIA NA QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES NO CLIMATÉRIO RESUMO

A INTERVENÇÃO DA FISIOTERAPIA NA QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES NO CLIMATÉRIO RESUMO A INTERVENÇÃO DA FISIOTERAPIA NA QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES NO CLIMATÉRIO Bruna de Moraes Perseguim - bruna_kimi@yahoo.com.br Fernanda Aline de Alencar - fernandinha24_aline@hotmail.com Ana Cláudia

Leia mais

ESPECIAL 2014. SAÚDE da Mulher

ESPECIAL 2014. SAÚDE da Mulher ESPECIAL 2014 SAÚDE da Mulher ESPECIAL 2014 SAÚDE da MULHER APRESENTAÇÃO A mulher redefiniu seu papel na sociedade e tem hoje grandes desafios e variadas demandas que terminam por impactar no seu estilo

Leia mais

SAUDE MENTAL DA MULHER NOS CICLOS DE VIDA

SAUDE MENTAL DA MULHER NOS CICLOS DE VIDA SAUDE MENTAL DA MULHER NOS CICLOS DE VIDA ENCONTRO MULHER DE ATITUDE Campanha de Prevenção do Câncer Cérvico C Uterino Março o 2013 Maristela C Sousa - Médica Psiquiatra DVSAM/DACC/SAS/SESA Dados Epidemiológicos

Leia mais

Motivações para se Tornar Sexualmente Ativo

Motivações para se Tornar Sexualmente Ativo Motivações para se Tornar Sexualmente Ativo Atividade Sexual Desejo de engravidar Sentir-se mulher ou homem Sentir-se desejável Intimidade / Cumplicidade Desejo de ter filho Expressão/ Afirmação Excitação/

Leia mais

Rejeição de Transplantes Doenças Auto-Imunes

Rejeição de Transplantes Doenças Auto-Imunes Rejeição de Transplantes Doenças Auto-Imunes Mecanismos da rejeição de transplantes Envolve várias reações de hipersensibilidade, tanto humoral quanto celular Habilidade cirúrgica dominada para vários

Leia mais

Quais hormônios regulam a ovogênese?

Quais hormônios regulam a ovogênese? Controle Endócrino da Ovogênese Ciclo Sexual Feminino Prof. Dr. Wellerson Rodrigo Scarano Departamento de Morfologia 1 Quais hormônios regulam a ovogênese? 2 1 CONTROLE HORMONAL DA OVOGÊNESE A ovogênese

Leia mais

Hormônio do Crescimento

Hormônio do Crescimento Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Hormônio do Crescimento O Hormônio do Crescimento Humano é um dos muitos hormônios que tem sua produção

Leia mais

Reposição hormonal também é coisa de homem

Reposição hormonal também é coisa de homem Reposição hormonal também é coisa de homem Ondas de calor, suor intenso, sensação repentina de frio, náusea, palpitações, irritabilidade, mudanças de humor. Os sintomas são de uma mulher na menopausa.

Leia mais

QUAIS SÃO OS TIPOS MAIS COMUNS DE ANABOLIZANTES DO MERCADO?

QUAIS SÃO OS TIPOS MAIS COMUNS DE ANABOLIZANTES DO MERCADO? O QUE SÃO? Os anabolizantes ou esteróides anabólicos são produzidos a partir do hormônio masculino testosterona, potencializando sua função anabólica, responsável pelo desenvolvimento muscular. QUAIS SÃO

Leia mais

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES FONOAUDIOLOGIA E PSICOMOTRICIDADE JUNTOS NA TERCEIRA IDADE. AUTORA: Claudia Mara de Souza Ribeiro de Carvalho

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES FONOAUDIOLOGIA E PSICOMOTRICIDADE JUNTOS NA TERCEIRA IDADE. AUTORA: Claudia Mara de Souza Ribeiro de Carvalho UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES FONOAUDIOLOGIA E PSICOMOTRICIDADE JUNTOS NA TERCEIRA IDADE AUTORA: Claudia Mara de Souza Ribeiro de Carvalho RIO DE JANEIRO, JUNHO DE 2002 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES DIRETORIA

Leia mais

Amenorréia. Profª. Keyla Ruzi

Amenorréia. Profª. Keyla Ruzi Amenorréia Profª. Keyla Ruzi Amenorréia Conceito: ausência de menstruação em uma época na qual ela deveria ocorrer. Exclui-se períodos de amenorréia fisiológica, como na gravidez e lactação, antes da menarca

Leia mais

LAUDO MÉDICO PERICIAL.

LAUDO MÉDICO PERICIAL. 1 Preâmbulo. LAUDO MÉDICO PERICIAL. Aos vinte e um dias do mês de maio do ano de 2009, o Perito Dr. OSCAR LUIZ DE LIMA E CIRNE NETO, designado pelo MM Juiz de Direito da 5.ª Vara Cível da Comarca de São

Leia mais

ROUQUIDÃO. Prevenção e Tipos de Tratamento

ROUQUIDÃO. Prevenção e Tipos de Tratamento ROUQUIDÃO Prevenção e Tipos de Tratamento O que é Rouquidão? Quais são as causas da rouquidão? Como a rouquidão é avaliada? Quando devo procurar uma avaliação especializada? Como tratar as desordens vocais?

Leia mais

O Efeito da Idade sobre a Freqüência Fundamental da Voz na Baixa Estatura com Deficiência do Hormônio do Crescimento (DGH)

O Efeito da Idade sobre a Freqüência Fundamental da Voz na Baixa Estatura com Deficiência do Hormônio do Crescimento (DGH) 1 O Efeito da Idade sobre a Freqüência Fundamental da Voz na Baixa Estatura com Deficiência do Hormônio do Crescimento (DGH) 1.INTRODUÇÃO Uma nova mutação autossômica recessiva no gene do receptor do Hormônio

Leia mais

Crescimento CINEANTROPOMETRIA. Elementos do Crescimento. Desenvolvimento

Crescimento CINEANTROPOMETRIA. Elementos do Crescimento. Desenvolvimento Crescimento CINEANTROPOMETRIA CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO Prof. Paulo Sergio Chagas Gomes, Ph.D. O ser humano gasta em torno de 30% da sua vida crescendo Dificuldades em analisar o crescimento dificuldade

Leia mais

O que é o câncer de mama?

O que é o câncer de mama? O que é o câncer de mama? As células do corpo normalmente se dividem de forma controlada. Novas células são formadas para substituir células velhas ou que sofreram danos. No entanto, às vezes, quando células

Leia mais

REPRODUÇÃO HUMANA. Profª Fernanda Biazin

REPRODUÇÃO HUMANA. Profª Fernanda Biazin REPRODUÇÃO HUMANA Profª Fernanda Biazin Puberdade: período de transição do desenvolvimento humano, correspondente à passagem da fase da infância para adolescência. Alterações morfológicas e fisiológicas

Leia mais

Ciclo Menstrual. Ciclo Menstrual. Ciclo ovariano. Ciclo ovariano 17/08/2014. (primeira menstruação) (ausência de menstruação por 1 ano)

Ciclo Menstrual. Ciclo Menstrual. Ciclo ovariano. Ciclo ovariano 17/08/2014. (primeira menstruação) (ausência de menstruação por 1 ano) CICLO MENSTRUAL Ciclo Menstrual A maioria das mulheres passará por 300 a 400 ciclos menstruais durante sua vida Os ciclos variam entre 21 a 36 dias, em média 28 dias O sangramento dura de 3 a 8 dias A

Leia mais

Sistema Endócrino Sistema Endócrino Sistema Endócrino Sistema Endócrino Sistema Endócrino Sistema Endócrino Mensagem Química: Hormônios Os hormônios são substâncias químicas liberadas na corrente sanguínea

Leia mais

DOENÇAS DO SISTEMA MUSCULAR ESQUELÉTICO. Claudia de Lima Witzel

DOENÇAS DO SISTEMA MUSCULAR ESQUELÉTICO. Claudia de Lima Witzel DOENÇAS DO SISTEMA MUSCULAR ESQUELÉTICO Claudia de Lima Witzel SISTEMA MUSCULAR O tecido muscular é de origem mesodérmica (camada média, das três camadas germinativas primárias do embrião, da qual derivam

Leia mais

ANOMALIAS CROMOSSÔMICAS SEXUAIS

ANOMALIAS CROMOSSÔMICAS SEXUAIS ANOMALIAS CROMOSSÔMICAS SEXUAIS As anomalias cromossômicas sexuais ocorrem em virtude de meioses atípicas durante o processo da gametogênese, isto é, a produção de gametas (espermatozoide e óvulo). Especificamente

Leia mais

PRURIDO VULVAR DIFÍCIL ABORDAGEM

PRURIDO VULVAR DIFÍCIL ABORDAGEM PRURIDO VULVAR DE DE DIFÍCIL DIFÍCIL ABORDAGEM ABORDAGEM Diretora Administrativa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) Conselheira do Conselho Regional de Medicina

Leia mais

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS 1. MÉTODOS COMPORTAMENTAIS Os métodos contraceptivos são utilizados por pessoas que têm vida sexual ativa e querem evitar uma gravidez. Além disso, alguns

Leia mais

BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 42 APARELHO REPRODUTOR FEMININO

BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 42 APARELHO REPRODUTOR FEMININO BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 42 APARELHO REPRODUTOR FEMININO Fixação 1) (UERJ) O gráfico abaixo ilustra um padrão de níveis plasmáticos de vários hormônios durante o ciclo menstrual da mulher. a) Estabeleça

Leia mais

Climatério Resumo de diretriz NHG M73 (primeira revisão, abril 2012)

Climatério Resumo de diretriz NHG M73 (primeira revisão, abril 2012) Climatério Resumo de diretriz NHG M73 (primeira revisão, abril 2012) Bouma J, De Jonge M, De Laat EAT, Eekhof H, Engel HF, Groeneveld FPMJ, Stevens NTJM, Verduijn MM, Goudswaard AN, Opstelten W, De Vries

Leia mais

Classificação dos Sítios Anatômicos (Revisão AJC-UICC 2002)

Classificação dos Sítios Anatômicos (Revisão AJC-UICC 2002) Classificação dos Sítios Anatômicos (Revisão AJC-UICC 2002) 1. Supraglote a. Epiglote suprahióidea (inclui ponta da epiglote, superfícies lingual e laríngea) b. Prega ariepiglótica, face laríngea c. Aritenóide

Leia mais

Débora Abreu Aulas de Canto www.debora.mus.br (41) 35247665/88622074

Débora Abreu Aulas de Canto www.debora.mus.br (41) 35247665/88622074 O CANTOR E SEU INSTRUMENTO Um bom cantor é aquele que conhece bem sua voz, até aonde pode ir, e sabe controlá-la. Para isso, é de fundamental importância que se conheça o seu instrumento e como ele se

Leia mais

Ouvir melhor é viver melhor. Descobrindo sua audição

Ouvir melhor é viver melhor. Descobrindo sua audição Ouvir melhor é viver melhor Descobrindo sua audição O mundo o está chamando A capacidade de ouvir é uma parte tão importante da nossa vida e a maioria das pessoas nem se dá conta disso. Ouvir é um dom,

Leia mais

CONSEQÜÊNCIAS DA HISTERECTOMIA LEIOMIOMA UTERINO - METÁSTESE MÓRBIDA

CONSEQÜÊNCIAS DA HISTERECTOMIA LEIOMIOMA UTERINO - METÁSTESE MÓRBIDA CONSEQÜÊNCIAS DA HISTERECTOMIA LEIOMIOMA UTERINO - METÁSTESE MÓRBIDA Protocolo de Pesquisa Joselma Lira Alves Maisa Homem de Mello Romeu Carillo Jr Clínica de Homeopatia do HSPM-SP LEIOMIOMA UTERINO Sinonímia

Leia mais

Enfermagem 7º Semestre. Saúde da Mulher. Prof.ª Ludmila Balancieri.

Enfermagem 7º Semestre. Saúde da Mulher. Prof.ª Ludmila Balancieri. Enfermagem 7º Semestre. Saúde da Mulher. Prof.ª Ludmila Balancieri. Menstruação. É a perda periódica que se origina na mucosa uterina, caracterizada por sangramento uterino, que ocorre na mulher desde

Leia mais

MÉTODOS HORMONAIS. São comprimidos que contêm estrogênio e progestogênio associados.

MÉTODOS HORMONAIS. São comprimidos que contêm estrogênio e progestogênio associados. MÉTODOS HORMONAIS 1 - ANTICONCEPCIONAIS HORMONAIS ORAIS (PÍLULAS) É o método mais difundido e usado no mundo. As pílulas são consideradas um método reversível muito eficaz e o mais efetivo dos métodos

Leia mais

Orientações e Dicas para a Saúde Vocal do Docente

Orientações e Dicas para a Saúde Vocal do Docente Orientações e Dicas para a Saúde Vocal do Docente Prezado (a) Professor (a), A sua voz é um instrumento indispensável para o seu trabalho; por isso, atenção e cuidados especiais devem ser dados a ela.

Leia mais

Professor Fernando Stuchi

Professor Fernando Stuchi REPRODUÇÃO Aulas 2 a 5 1º Bimestre Professor Fernando Stuchi Seres Vivos Segundo a Teoria Celular, todos os seres vivos (animais e vegetais) são constituídos por células (exceção dos vírus que não possuem

Leia mais

(www.gineco.com.br) Com relação às alterações hormonais que ocorrem no ciclo menstrual, é correto afirmar que

(www.gineco.com.br) Com relação às alterações hormonais que ocorrem no ciclo menstrual, é correto afirmar que 01 - (Unicastelo SP) O gráfico representa os níveis de concentração dos diferentes hormônios femininos, no organismo, durante o ciclo menstrual. (www.gineco.com.br) Com relação às alterações hormonais

Leia mais

EFEITOS DO CLIMATÉRIO NA FREQÜÊNCIA FUNDAMENTAL EFFECTS OF THE CLIMACTERIUM ON THE FUNDAMENTAL FREQUENCY

EFEITOS DO CLIMATÉRIO NA FREQÜÊNCIA FUNDAMENTAL EFFECTS OF THE CLIMACTERIUM ON THE FUNDAMENTAL FREQUENCY EFEITOS DO CLIMATÉRIO NA FREQÜÊNCIA FUNDAMENTAL EFEITOS DO CLIMATÉRIO NA FREQÜÊNCIA FUNDAMENTAL EFFECTS OF THE CLIMACTERIUM ON THE FUNDAMENTAL FREQUENCY Gislene A. Barros Rodrigues Tonisi* RESUMO A proposta

Leia mais

SISTEMA REPRODUTOR FEMININO. Professor: João Paulo

SISTEMA REPRODUTOR FEMININO. Professor: João Paulo SISTEMA REPRODUTOR FEMININO Professor: João Paulo SISTEMA REPRODUTOR FEMININO É constituído por: uma vulva (genitália externa), uma vagina, um útero, duas tubas uterinas (ovidutos ou trompas de Falópio),

Leia mais

Arimide. Informações para pacientes com câncer de mama. Anastrozol

Arimide. Informações para pacientes com câncer de mama. Anastrozol Informações para pacientes com câncer de mama. AstraZeneca do Brasil Ltda. Rod. Raposo Tavares, km 26,9 CEP 06707-000 Cotia SP ACCESS net/sac 0800 14 55 78 www.astrazeneca.com.br AXL.02.M.314(1612991)

Leia mais

Conteúdo: - Puberdade e adolescência: A maturidade sexual - Os sistemas genitais masculinos e femininos - O que é menstruação CIÊNCIAS DA NATUREZA

Conteúdo: - Puberdade e adolescência: A maturidade sexual - Os sistemas genitais masculinos e femininos - O que é menstruação CIÊNCIAS DA NATUREZA CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Conteúdo: - Puberdade e adolescência: A maturidade sexual - Os sistemas genitais masculinos e femininos - O que é menstruação 2 CONTEÚDO E HABILIDADES

Leia mais

EXTENSÃO VOCAL DE IDOSOS CORALISTAS E NÃO CORALISTAS

EXTENSÃO VOCAL DE IDOSOS CORALISTAS E NÃO CORALISTAS 248 Rocha TF, Amaral FP, Hanayama EM EXTENSÃO VOCAL DE IDOSOS CORALISTAS E NÃO CORALISTAS Vocal range in aged choristers and non-choristers Tatiana Fernandes Rocha (1), Flávia Pinto Amaral (2), Eliana

Leia mais

GUIA PARA PACIENTES. Anotações

GUIA PARA PACIENTES. Anotações Anotações ENTENDENDO DO OS MIOMAS MAS UTERINOS GUIA PARA PACIENTES 1620641 - Produzido em maio/2010 AstraZeneca do Brasil Ltda. Rodovia Raposo Tavares, km 26,9 CEP 06707-000 - Cotia/SP ACCESS net/sac 0800

Leia mais

Deposteron cipionato de testosterona

Deposteron cipionato de testosterona Deposteron cipionato de testosterona EMS SIGMA PHARMA LTDA Solução I.M. 100 mg/ ml MODELO DE BULA - PACIENTE Deposteron cipionato de testosterona APRESENTAÇÕES Solução oleosa injetável 100 mg/ml em embalagem

Leia mais

Nome Nº Turma Data / /20. Avaliação NS S SB EX

Nome Nº Turma Data / /20. Avaliação NS S SB EX Teste Avaliação Ciências Naturais 9º Ano Nome Nº Turma Data / /20 Classificação Competências Conhecimento Raciocínio Comunicação (Língua Materna) Avaliação NS S SB EX Cotação % Professor(a) Enc. de Educação

Leia mais

Olhar fisiológico, patológico e funcional da SEXOLOGIA CLÍNICA FEMININA E MASCULINA

Olhar fisiológico, patológico e funcional da SEXOLOGIA CLÍNICA FEMININA E MASCULINA Olhar fisiológico, patológico e funcional da SEXOLOGIA CLÍNICA FEMININA E MASCULINA SEXOLOGIA CLÍNICA Rafaela Prado M. Fleury Fisioterapeuta em Urologia, Ginecologia, Obstetrícia e recuperação pós retirada

Leia mais

7ª série / 8º ano 2º bimestre U. E. 10

7ª série / 8º ano 2º bimestre U. E. 10 7ª série / 8º ano 2º bimestre U. E. 10 Tipos de reprodução Reprodução é a capacidade que os seres vivos têm de gerar descendentes da mesma espécie. A união dos gametas é chamada fecundação, ou fertilização,

Leia mais

ANATOMIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO. Curso Inicial & Integração Novos Representantes

ANATOMIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO. Curso Inicial & Integração Novos Representantes ANATOMIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO Curso Inicial & Integração Novos Representantes 1 SISTEMA REPRODUTOR FEMININO O conjunto de órgãos do sistema reprodutor feminino tem como função principal

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA REABILITAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA NA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR EM CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO.

A IMPORTÂNCIA DA REABILITAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA NA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR EM CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO. A IMPORTÂNCIA DA REABILITAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA NA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR EM CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO. Méssia Pádua Almeida Bandeira Orientadora NOVAFAPI Raquel Martins Maia - NOVAFAPI Thayse Cardoso

Leia mais

Universidade Federal de Pernambuco Disciplina de Ginecologia. Amenorréia Primária. Diagnóstico Etiológico

Universidade Federal de Pernambuco Disciplina de Ginecologia. Amenorréia Primária. Diagnóstico Etiológico Universidade Federal de Pernambuco Disciplina de Ginecologia Amenorréia Primária Diagnóstico Etiológico Prof. Sabino Pinho Otto Dix (1891 1969) Amenorréia Conceito: É a ausência temporária ou definitiva

Leia mais

Guia de orientação e aconselhamento para contracepção hormonal com Sistema Intrauterino (SIU)

Guia de orientação e aconselhamento para contracepção hormonal com Sistema Intrauterino (SIU) Guia de orientação e aconselhamento para contracepção hormonal com Sistema Intrauterino (SIU) Material distribuído exclusivamente por profissionais de saúde às pacientes usuárias de SIU, a título de orientação.

Leia mais

AQUECIMENTO E DESAQUECIMENTO VOCAL

AQUECIMENTO E DESAQUECIMENTO VOCAL CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA VOZ AQUECIMENTO E DESAQUECIMENTO VOCAL ANDRÉA COELHO GAGLIARDI MOTA SÃO PAULO 1998 CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA VOZ

Leia mais

HSPM-SP. Projeto de Pesquisa

HSPM-SP. Projeto de Pesquisa HSPM-SP Projeto de Pesquisa HSPM-SP Conseqüências da Histerectomia Leiomioma uterino-metástase mórbida Dra Joselma Lira Alves Dra Maisa L. H. de Mello Prof. Dr Romeu Carillo Jr Associação Brasileira de

Leia mais

FISIOTERAPIA VESTIBULAR E TONTURAS NO ESPORTE

FISIOTERAPIA VESTIBULAR E TONTURAS NO ESPORTE FISIOTERAPIA VESTIBULAR E TONTURAS NO ESPORTE André Luís dos Santos Silva, D.Sc. Doutor em Fisioterapia Universidad de Buenos Aires/UFRJ Diretor do Instituto Brasileiro de Fisioterapia Vestibular e Equilíbrio

Leia mais

Ruído. 1) Introdução. 2) Principais grandezas e parâmetros definidores do som

Ruído. 1) Introdução. 2) Principais grandezas e parâmetros definidores do som 1) Introdução A movimentação mecânica de cargas pode ser definida como o conjunto de ações, de materiais e de meios que permitem, de um modo planeado e seguro, movimentar cargas de um determinado local

Leia mais

Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Departamento de Cirurgia Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Departamento de Cirurgia Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Departamento de Cirurgia Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço D I R E T R I Z E S 2 0 07 Antonio Jose Gonçalves A Disciplina de Cirurgia de

Leia mais

SAÚDE VOCAL PROFISSIONAIS DA VOZ

SAÚDE VOCAL PROFISSIONAIS DA VOZ SAÚDE VOCAL PROFISSIONAIS DA VOZ GABRIELA RODRIGUES, VANESSA PEDROSA VIEIRA E MARA BEHLAU 2011 O s profissionais da voz são todas as pessoas que utilizam a voz como seu principal instrumento de trabalho.

Leia mais

CONSIDERAÇÕES SOBRE A HIDRATAÇÃO DAS PREGAS VOCAIS

CONSIDERAÇÕES SOBRE A HIDRATAÇÃO DAS PREGAS VOCAIS CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA VOZ CONSIDERAÇÕES SOBRE A HIDRATAÇÃO DAS PREGAS VOCAIS MAKY LEILA KUBOTA SÃO PAULO 1997 CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA

Leia mais

DIRETRIZES PARA O HIPOGONADISMO MASCULINO

DIRETRIZES PARA O HIPOGONADISMO MASCULINO DIRETRIZES PARA O HIPOGONADISMO MASCULINO Dohle GR, Arver S, Bettocchi C, Kliesch S, Punab M, de Ronde W. Introdução O hipogonadismo masculino é uma síndrome clínica causada por deficiência androgênica.

Leia mais

Qual é a função do Sistema Nervoso Central?

Qual é a função do Sistema Nervoso Central? Câncer de SNC Qual é a função do Sistema Nervoso Central? O Sistema Nervoso Central (SNC) é constituído pelo cérebro, cerebelo e tronco cerebral. O cérebro é dividido em quatro lobos que controlam funções

Leia mais

FISIOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO

FISIOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO 1 UNIVERSIDADE DE CUIABÁ Atividade Presencial: estudo através de Textos e Questionários realizado em sala de aula SOBRE A FISIOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO CADA ESTUDANTE DEVERÁ IMPRIMIR E LEVAR

Leia mais

A Moda do Bronzeado... Entre as duas grandes Guerras inicia-se a liberação feminina. Coco Chanel lança a moda do bronzeado.

A Moda do Bronzeado... Entre as duas grandes Guerras inicia-se a liberação feminina. Coco Chanel lança a moda do bronzeado. Histórico A Moda do Bronzeado... Entre as duas grandes Guerras inicia-se a liberação feminina. Coco Chanel lança a moda do bronzeado. A pele bronzeada tornou-se moda, sinal de status e saúde. Histórico

Leia mais

Paralisia facial periférica Resumo de diretriz NHG M93 (agosto 2010)

Paralisia facial periférica Resumo de diretriz NHG M93 (agosto 2010) Paralisia facial periférica Resumo de diretriz NHG M93 (agosto 2010) Klomp MA, Striekwold MP, Teunissen H, Verdaasdonk AL traduzido do original em holandês por Luiz F.G. Comazzetto 2014 autorização para

Leia mais

Avaliação da Criança Disfônica

Avaliação da Criança Disfônica Avaliação da Criança Disfônica Guillermo Campos Introdução A disfonia no paciente pediátrico é um desafio constante para o especialista, e seu diagnóstico e tratamento dependem de uma avaliação apropriada

Leia mais

AMENORRÉIA Cynthia Salgado Lucena Caso Clínico/ Abril- 2011

AMENORRÉIA Cynthia Salgado Lucena Caso Clínico/ Abril- 2011 AMENORRÉIA Cynthia Salgado Lucena Caso Clínico/ Abril- 2011 ASPECTOS GERAIS: Mamas presentes/ FSH nl/ útero ausente: Agenesia mülleriana e sínd de resistência completa aos androgênios. Dosar testosterona.

Leia mais

PROJETO ONG PEDRA BRUTA Lapidando talentos: A sexualidade e a integração do grupo para adolescentes.

PROJETO ONG PEDRA BRUTA Lapidando talentos: A sexualidade e a integração do grupo para adolescentes. MARCELA GARCIA MANOCHIO PROJETO ONG PEDRA BRUTA Lapidando talentos: A sexualidade e a integração do grupo para adolescentes. Projeto de Estágio extracurricular em Processos Educativos, desenvolvido para

Leia mais

Voz do Professor A prevenção e Preservação da Saúde Vocal do Docente

Voz do Professor A prevenção e Preservação da Saúde Vocal do Docente Voz do Professor A prevenção e Preservação da Saúde Vocal do Docente Profa. Flávia Viegas Profa. Assistente do Curso de Fonoaudiologia da UFF (área: voz) Fonoaudióloga especialista em Voz e Motricidade

Leia mais

AUMENTO DRAMÁTICO DO INTERESSE E PARTICIPAÇÃO DE CRIANÇAS NO ESPORTE DE ALTO NÍVEL

AUMENTO DRAMÁTICO DO INTERESSE E PARTICIPAÇÃO DE CRIANÇAS NO ESPORTE DE ALTO NÍVEL AUMENTO DRAMÁTICO DO INTERESSE E PARTICIPAÇÃO DE CRIANÇAS NO ESPORTE DE ALTO NÍVEL NECESSIDADE DO MELHOR CONHECIMENTO EM ÁREAS COMO: CRESCIMENTO NORMAL, DESENVOLVIMENTO, EFEITOS DO EXERCÍCIO EM CRIANÇAS

Leia mais

FAZER EXERCÍCIOS NA GRAVIDEZ PREJUDICA O BEBÊ? QUAIS TIPOS DE EXERCÍCIO SÃO INDICADOS?

FAZER EXERCÍCIOS NA GRAVIDEZ PREJUDICA O BEBÊ? QUAIS TIPOS DE EXERCÍCIO SÃO INDICADOS? A gestação é um período em que a mulher passa por diversas emoções e é natural surgirem dúvidas principalmente quando se trata do primeiro filho. Segundo o Ginecologista e Obstetra do Hospital e Maternidade

Leia mais

AS TRANSIÇÕES FEMININAS DA PUBERDADE E DA MENOPAUSA: ASPECTOS CLÍNICOS E DE PESQUISA Coordenadora: Carmen Lúcia Souza (USP) clucia@uol.com.

AS TRANSIÇÕES FEMININAS DA PUBERDADE E DA MENOPAUSA: ASPECTOS CLÍNICOS E DE PESQUISA Coordenadora: Carmen Lúcia Souza (USP) clucia@uol.com. MESA 4 AS TRANSIÇÕES FEMININAS DA PUBERDADE E DA MENOPAUSA: ASPECTOS CLÍNICOS E DE PESQUISA Coordenadora: Carmen Lúcia Souza (USP) clucia@uol.com.br Relatores: Carmen Lúcia Souza Izilda Malta Torres Ruth

Leia mais

Mas por que só pode entrar um espermatozóide no óvulo???

Mas por que só pode entrar um espermatozóide no óvulo??? Mas por que só pode entrar um espermatozóide no óvulo??? Lembre-se que os seres humanos só podem ter 46 cromossomos, sendo um par sexual, por exemplo: se dois espermatozóides com cromossomo sexual X e

Leia mais

DISTÚRBIOS URINÁRIOS DO CLIMATÉRIO : Bethania Rodrigues Maia Orientadora : Ana Luisa

DISTÚRBIOS URINÁRIOS DO CLIMATÉRIO : Bethania Rodrigues Maia Orientadora : Ana Luisa DISTÚRBIOS URINÁRIOS DO CLIMATÉRIO : Avaliação clínica e urodinâmica Bethania Rodrigues Maia Orientadora : Ana Luisa INTRODUÇÃO CLIMATÉRIO : Fase da vida da mulher na qual ocorre a transição do período

Leia mais

A EFICÁCIA DA FISIOTERAPIA NO TRATAMENTO DAS COMPLICAÇÕES FÍSICO-FUNCIONAIS DE MEMBRO SUPERIOR NA MASTECTOMIA UNILATERAL TOTAL: ESTUDO DE CASO

A EFICÁCIA DA FISIOTERAPIA NO TRATAMENTO DAS COMPLICAÇÕES FÍSICO-FUNCIONAIS DE MEMBRO SUPERIOR NA MASTECTOMIA UNILATERAL TOTAL: ESTUDO DE CASO A EFICÁCIA DA FISIOTERAPIA NO TRATAMENTO DAS COMPLICAÇÕES FÍSICO-FUNCIONAIS DE MEMBRO SUPERIOR NA MASTECTOMIA UNILATERAL TOTAL: ESTUDO DE CASO GUIZELINI, L.H.; PEREIRA, N.T.C. RESUMO A mastectomia pode

Leia mais

SISTEMA REPRODUTOR. Prof. André Maia

SISTEMA REPRODUTOR. Prof. André Maia SISTEMA REPRODUTOR Denomina-se reprodução a capacidade que os seres vivos possuem de produzir descendentes. Ocorre a reprodução sexuada no homem, ou seja, para que esta reprodução aconteça é necessário

Leia mais

18º Imagem da Semana: Tomografia Computadorizada de Crânio

18º Imagem da Semana: Tomografia Computadorizada de Crânio 18º Imagem da Semana: Tomografia Computadorizada de Crânio Enunciado Paciente masculino, 78 anos, hipertenso, com fibrilação atrial, admitido no PA com queixa de dificuldade para deambular e confusão mental

Leia mais

Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS:

Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS: Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS: As mamas (ou seios) são glândulas e sua função principal é a produção de leite. Elas são compostas de lobos que se dividem em porções menores, os lóbulos, e ductos, que

Leia mais