Maquiavel ( )

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1 Maquiavel ( ) Maquiavel tentou ir ao cerne da questão e tratar a política não como uma parte da filosofia moral ou ética, mas simplesmente em termos práticos e realistas. Ao colocar a utilidade acima da moralidade, suas ideias para as qualidades desejáveis de um líder bem-sucedido se baseavam na eficiência e na prudência em vez de qualquer ideologia ou retidão moral. OBS: Partindo desse concepção temos uma visão renascentista que via a sociedade humana em termos terrenos, separada dos ideais religiosos.

2 O bem-estar do Estado é responsabilidade do Governante. A moralidade própria do governo é menos importante que o bem do Estado.... e deve ser buscado por todos os meios possíveis inclusive o engano e a intriga.... e ele será julgado pelos resultados mais do que pelos meios que usou. Um governante prudente não Pode e não deve manter sua palavra. Os fins justificam os meios.

3 Separação entre Ética e Política: O ponto de partida da política para Maquiavel é quando ocorre a separação entre quem esta no poder e o povo, jamais podendo unir estas duas classes novamente. Com isso ocorre a inversão de valores de poder: o direito ético e moral existente para o cidadão é transferido para o Estado, em benefício da sobrevida do Estado.

4 O Príncipe (realismo político) Visão realista da teoria política. Marco da filosofia política: manual técnico de como se deve governar uma nação. Não podemos misturar uma moral individual com a administração pública da nação. Construção terrena do Estado não mais religioso, desenvolvendo uma analise da visão real do homem e de seu mundo: sendo este, egocêntrico, individualista, centrado somente no poder, basicamente sendo mau por natureza. ( Visão natural do Homem ).

5 Dois conceitos importantes Virtú Virtude : é a capacidade do governante de lidar com os acontecimentos, existe a necessidade de moldar suas ações segunda as transformações existentes, isto é, adaptar as alterações, para manter o poder. Fortuna Sorte: é o conjunto de tudo o que acontece aos seres humanos e que eles não podem controlar. OBS: O governante tem que saber usar a virtude para agir perante a fortuna, isto é, tirar proveito de certas situações, saber agir diante de situações conflituosas, para impor uma ordem, aliando os dois conceitos.

6 Os fins Justificam os meios Visão negativa, construída por uma leitura errada: para atingir o poder devemos fazer qualquer coisa. Na verdade ele queria afirmar que em função do objetivo dentro do campo da administração de uma nação teríamos que escolher os melhores meios para atingirmos o objetivo, que é a organização, lógico que para atingir estes objetivos, a autoridade em caso, deveria abrir mão de uma verdade ou de conceitos morais.

7 Reflexões Afirmação de um poder Absolutista. O Príncipe: como manter o poder (e não como fazer o bem). O livro não começa com uma digressão (desvio de rumo, o afastamento de algo) sobre a natureza humana, a moral, Deus, o bem ou o mal. Mas diretamente com a natureza dos regimes políticos. Autonomia da esfera política sobre a vida social.

8 Algumas Teses Não existe poder sem um Estado nacional forte. O verdadeiro Deus da Política não é religioso nem moral: é a correlação de forças. Maquiavel é um autor materialista. A política é uma disciplina positiva não normativa.

9 Questões para pensar Alguém pode ser acusado pelas ações que cometeu, quando o resultado for Bom? Ser maquiavélico é agir sem nenhuma ética ou ter uma ética particular que destoa da moral vigente? Maquiavel seria promotor de uma Dupla Moral : uma para os poderosos e outra para as pessoas comuns? Será Maquiavel um maquiavélico ou um realista?

10 Obs: Referencia para estudo livro unidade 04 cap. 01, 02 e 03 pag- 176 a 237. Prof. Alexandre R. Bernardes Disciplina - Filosofia CPMG: Hugo de Carvalho Ramos Referencia Bibliográfica: O livro da Política / ( texto e edição )Paul Kelly... Tradução Rafael longo. 1. ed. São Paulo: 2013 GALLO, Silvio. Filosofia experiência do pensamento. 1 ed. São Paulo: 2014

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