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1 PORTUGAL NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO MCT MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E DA TECNOLOGIA 2001

2 Março exemplares editor: Observatório das Ciências e das Tecnologias autor: Ministério da Ciência e da Tecnologia depósito legal: /02 ISBN:

3 A política de desenvolvimento da sociedade da informação em Portugal iniciada em 1995 marca claramente o desenvolvimento do país. A sociedade da informação é consagrada como prioridade nacional, de importância estratégica, tendo-se apostado decisivamente na generalização do acesso de todos os portugueses aos modernos meios de informação e de transmissão do conhecimento: da Internet na Escola à liberalização do mercado de telecomunicações, passando pelo benefício fiscal para aquisição de computadores pelas famílias, pelo desenvolvimento de serviços públicos on-line, pela criação de condições de acessibilidade de todos, incluindo os cidadãos com necessidades especiais, pelo estímulo ao incremento do comércio electrónico o desenvolvimento da sociedade da informação teve, neste período como eixo condutor a massificação da utilização da Internet em Portugal,tendo-se adoptado um conjunto de medidas, metas e objectivos, já concretizados ou a concretizar até 2006, inscritos na Iniciativa Internet. Estes objectivos nacionais articulam-se com os do Plano de Acção eeurope 2002, na elaboração do qual a presidência portuguesa da União Europeia teve um papel determinante. O balanço aqui apresentado revela os enormes progressos registados nos vários sectores de intervenção e aponta o caminho que é necessário prosseguir para tornar Portugal um país em rede, mais moderno, mais inclusivo e mais desenvolvido. José Mariano Gago Ministro da Ciência e da Tecnologia

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5 págs índice A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO UMA APOSTA PORTUGUESA E EUROPEIA UM NOVO ENQUADRAMENTO INSTITUCIONAL A UNIVERSALIZAÇÃO DO ACESSO À INTERNET MENOS INFO-EXCLUSÃO, MELHOR DEMOCRACIA A APOSTA NAS FAMÍLIAS O BENEFÍCIO FISCAL PARA A AQUISIÇÃO DE MATERIAL INFORMÁTICO A APOSTA NAS ESCOLAS O PROGRAMA INTERNET NA ESCOLA O PAPEL DA RCTS O MECENATO PARA A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO A APOSTA NOS ESPAÇOS PÚBLICOS ESPAÇOS INTERNET PROJECTO NETPOST CIDADÃOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS REGISTO DE NOMES DE DOMÍNIOS.PT AQUISIÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS A UNIVERSALIZAÇÃO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO DIPLOMA DE COMPETÊNCIAS BÁSICAS EM TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO FORMAÇÃO EM TIC PARA FINS PROFISSIONAIS ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FORMAÇÃO SUPERIOR E FORMAÇÃO AVANÇADA A LIBERALIZAÇÃO DO MERCADO DE TELECOMUNICAÇÕES MELHORAR AS CONDIÇÕES ESTRUTURAIS DE ACESSO OFERTA DESAGREGADA DO LACETE LOCAL TARIFAS PLANAS SERVIÇO DE TELEVISÃO DIGITAL TERRESTRE PORTABILIDADE DO NÚMERO ATRIBUIÇÃO DE LICENÇAS PARA OPERADORES UMTS ABAIXAMENTO DOS CUSTOS ECONOMIA NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO OS NOVOS PADRÕES DO CONSUMO E A INTERNET A REGULAÇÃO DO COMÉRCIO ELECTRÓNICO A PROMOÇÃO DO COMÉRCIO ELECTRÓNICO AS EMPRESAS,AS TIC E O COMÉRCIO ELECTRÓNICO A INTERNET E AS NOVAS FORMAS DE PAGAMENTO

6 págs A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO AS TIC E A MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A PENETRAÇÃO DAS TIC NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A INTERNET E OS SERVIÇOS PÚBLICOS OFERTA E PROCURA DE EMPREGO A INTERNET,A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E A INFORMAÇÃO A INFORMAÇÃO RELATIVA AOS CIDADÃOS E ÀS EMPRESAS A INFORMAÇÃO DETIDA PELO SECTOR PÚBLICO A PARTICIPAÇÃO CÍVICA NOS SÍTIOS DOS ORGANISMOS PÚBLICOS A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E A DIMENSÃO ECOLÓGICA DAS TIC CONTEÚDOS PORTUGUESES NA INTERNET ESTIMULAR A MULTIPLICAÇÃO DE CONTEÚDOS OS CONTEÚDOS EDUCATIVOS,CIENTÍFICOS E CULTURAIS UMA APOSTA CENTRAL OS CONTEÚDOS EDUCATIVOS OS CONTEÚDOS CIENTÍFICOS OS CONTEÚDOS CULTURAIS O CONTRIBUTO DOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL A ESCRITA DE PÁGINAS DA INTERNET POR JOVENS OS CONTEÚDOS, AVALIAÇÃO E BOAS PRÁTICAS NOS SÍTIOS PÚBLICOS 59 ANEXO ESTATÍSTICO

7 A SOCIEDADE DA INFOR MAÇÃO EM D E S E N VO LV I M E N TO UMA APOSTA PORTUGUESA E EUROPEIA Em 1999, o Programa do XIV Governo Constitucional reforçou o carácter prioritário da Sociedade da Informação (SI) e converteu-a na mais importante aposta transversal e o ri e n t a d o ra da acção gove rnativa [h t t p : / / w w w. p c m. gov. p t / p ro g gov / P ro g G ove r n o X I V. p d f]. No mesmo ano, o Quadro Comunitário de Apoio III (QCA III) [http://www.qca.pt] atribuiria à SI um lugar central no modelo de desenvolvimento sustentável prosseguido por Po rt u g a l. Uma centralidade revelada na importância ímpar da SI nos progra m a s operacionais sectoriais e regionais aprovados no âmbito do QCA III e consagrada na aprovação de um programa específico POSI (Programa Operacional para a Sociedade da Informação) [http://www.posi.mct.pt]. Este programa define como eixos prioritários de intervenção a formação e certificação de competências, o desenvolvimento da investigação científica e tecnológica para a Sociedade da Informação (Eixo 1 Desenvolver competências), a promoção de acessibilidades, a multiplicação de conteúdos, a promoção do funcionamento em rede à escala regional ou nacional (Eixo 2 Portugal Digital) e a modernização da Administração Pública (Eixo 3 Estado Aberto)..1 PORTUGAL NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO 2001

8 Em 2000,a Presidência Portuguesa da União Europeia ficaria indelevelmente marcada pela adopção do Plano de Acção eeurope 2002 Uma Sociedade da Informação para todos [http://www.si.mct.pt]. Pela primeira vez, os diversos Estados-Membros da Europa Comunitária comprometiam-se a trabalhar em conjunto no sentido de atingirem determinadas metas de forma a colocar a União numa posição de liderança a nível mundial. Pouco depois, e ra aprovada em Po rtugal a Iniciativa Internet [http://www.si.mct.pt], um programa de acção abrangente que visa massificar a utilização da Internet nas escolas,nas famílias, nas empresas e na Administração Pública. O documento aponta para a adopção de um conjunto vasto de medidas e acções concretas no que se refere sobretudo às condições estruturais de acesso e utilização das TIC e à generalização do incremento dos serviços e conteúdos disponibilizados. Para cada uma das áreas de acção são definidas metas e objectivos concretos. Metas da Iniciativa Internet: a) Atingir em 2003 taxas médias de penetração da Internet na população de 50%. b) Pelo menos metade das casas portuguesas com computadores ligados à Internet em 2003 através de: 1) acessos em banda larga e tarifas únicas ("flat rate") disponíveis por três meios concorrenciais: cable-modem (tv por cabo), adsl,internet móvel (umts); 2) acessos a baixa velocidade gratuitos ou a preço simbólico (acesso de cidadania). c) Postos públicos de acesso à Internet em todas as freguesias,em d) Todas as escolas com ligação à Internet no final de e) Todos os professores com acesso a computadores individuais em casa em f) Todos os estudantes do ensino secundário e superior com acesso a computadores individuais em g) Multiplicar pelo menos por 10 vezes ao ano os conteúdos portugueses na Internet nos próximos três anos. h) Multiplicar por 100 o volume do comércio electrónico das empresas portuguesas nos próximos 3 anos. i) Todos os formulários oficiais na Internet em Possibilidade de submissão electrónica generalizada em Todos os serviços públicos estarão on-line na Internet até j) Competências básicas de uso das tecnologias de informação:dois milhões em PORTUGAL NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

9 UM NOVO ENQUA D R A M E N TO INSTITUCIONAL No mesmo ano em que foi adoptado o Plano de Acção eeurope 2002 e aprovada a Iniciativa Internet, foi criada a Comissão Interministerial para a Sociedade da Informação (CISI), [http://www.si.mct.pt]. A CISI, que integra núcleos representantes de todos os ministérios que se reúnem periodicamente, assegura a articulação e o acompanhamento das acções do Governo em matéria de Sociedade da Informação. No âmbito da sua actividade, realizaram-se várias acções, de que se destacam: - o acompanhamento regular do estado de implementação da Iniciativa Internet e do Plano de Acção eeurope 2002; - a articulação entre o Programa Operacional Sociedade da Informação e outros programas, designadamente o Programa Operacional Economia; - a identificação de boas práticas no uso das tecnologias da informação na prestação de serviços públicos pela Administração; - o lançamento do processo de avaliação dos sítios dos organismos da Administração Directa e Indirecta do Estado, cujos resultados foram divulgados no final de Fevereiro de 2002; - a representação no grupo técnico para o acompanhamento das obrigações assumidas pelos operadores UMTS para o desenvolvimento da Sociedade da Informação e do Conhecimento. Ainda neste âmbito, está em funcionamento no Observatório das Ciências e das Tecnologias (OCT) [http://www.oct.mct.pt] uma unidade de produção de indicadores estatísticos e de acompanhamento dos desenvolvimentos da Sociedade da Informação em Portugal. Em colaboração com o Instituto Nacional de Estatística e outras entidades produtoras de informação, têm vindo a ser realizados inquéritos sectoriais à utilização das tecnologias da informação e da comunicação nos diferentes sectores da sociedade portuguesa (empresas, administração pública, famílias e escolas). Nesta unidade foram também elaborados relatórios de acompanhamento e de avaliação do impacto das medidas e acções do eeurope 2002 e da Iniciativa Internet e tem sido assegurada a representação nacional nos grupos de trabalho e de peritos para os vários exercícios de aferição (benchmarking) em curso junto da Comissão Europeia e do Conselho Europeu..3 PORTUGAL NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO 2001

10 A UNIVERSALIZAÇÃO DO ACESSO À INTERNET MENOS INFO-EXCLUSÃO, MELHOR DEMOCRACIA Os princípios que regem a acção pública no domínio da Sociedade da Informação têm como denominador comum o combate à info-exclusão, condição fundamental para que todos beneficiem das novas formas de comunicação e informação. A concretização destes princípios traduz-se na melhoria da infra-estrutura de suporte, na minimização dos diversos obstáculos de natureza económica e também na disseminação de postos de utilização que se pretendem cada vez mais próximos dos cidadãos. As famílias, as escolas e os espaços públicos são naturalmente os alvos preferenciais na estratégia de universalização. Por outro lado, os cidadãos com necessidades especiais são alvos de medidas específicas que visam tirar partido das TIC na melhoria das condições de integração social e profissional. Começam já a verificar-se profundas alterações no que diz respeito às taxas de utilização da Internet ou à penetração do computador nos mais variados meios.os dados do último inquérito à utilização das tecnologias da informação e comunicação pela população portuguesa revelam o crescimento de todos os indicadores em todas as classes etárias e níveis de escolaridade. PORTUGAL NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

11 Entre 2000 e 2001, a taxa de crescimento de utilizadores de computador cifrou-se em 26%; em 2001, um em cada dois portugueses era utilizador de computador. Também em relação à utilização da Internet ocorreram transformações paralelas: entre 2000 e 2001 registou-se uma forte taxa de crescimento na ordem dos 30%. Assim, em 2001, cerca de um quarto da população portuguesa era utilizadora da Internet. Gráfico 1 Utilizadores de Computador e da Internet % Internet Computador A utilização de computadores e de Internet é mais frequente nos escalões etários mais jovens e nas populações com maior nível de habilitações. Todavia,os dados dos inquéritos revelam que é muito significativo o número de indivíduos com mais de 50 anos que são utilizadores de Internet,como é também significativo o número de pessoas com o ensino básico que são utilizadores de computadores e de Internet.Aliás, entre 2000 e 2001,é na população menos escolarizada e com mais idade que é maior a taxa de crescimento do uso destas tecnologias. Estes dados apontam no sentido de se estarem a ultrapassar eventuais bloqueios à info-integração..5 PORTUGAL NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO 2001

12 Quadro 1 Utilizadores de Computador e da Internet por nível de escolaridade (%) Computador Internet Nível de escolaridadade º Ciclo do ensino básico 2.º Ciclo do ensino básico 3.º Ciclo e ensino secundário Curso médio/superior Total da População Fonte:Observatório das Ciências e das Tecnologias,Inquérito à Utilização das Tecnologias da Informação e da Comunicação pela População Portuguesa,2001 Quadro 2 Utilizadores de Computador e da Internet por escalão etário (%) Computador Internet Idades anos anos anos anos anos >50 anos Total da População Fonte:Observatório das Ciências e das Tecnologias,Inquérito à Utilização das Tecnologias da Informação e da Comunicação pela População Portuguesa,2001 PORTUGAL NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

13 A APOSTA NAS FAMÍLIAS O BENEFÍCIO FISCAL PARA A AQUISIÇÃO DE MATERIAL INFORMÁTICO Em 1998, foi introduzido um sistema de incentivos para a generalização do uso de computadores através do estabelecimento de um benefício fiscal para a aquisição de material informático. Nos anos fiscais de 1998 e 1999, beneficiaram deste regime cerca de famílias em cada ano. Em 2000, subiu para o número de famílias que beneficiaram do incentivo fiscal. Este regime foi reforçado em 2002.O Orçamento de Estado prevê um benefício fiscal de 25%, tendo o montante máximo da dedução aumentado de 174,58 euros para 179,38 euros. O n ú m e ro de computadores nos agregados familiare s p o rtugueses tem sofrido uma evo l u ç ã o positiva nos últimos anos. De 2000 para 2001, registou-se um fortíssimo crescimento, sendo que, em 2001, cerca de 40% dos agregados possuíam um computador (14% em 1997). Gráfico 2 Posse de Computadores e de Ligação à Internet nos Agregados Familiares % Internet Computador PORTUGAL NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO 2001

14 Junto das famílias a evolução registada na ligação à Internet foi também significativa. Em 2001,a taxa de crescimento registada mais do que duplicou (125%).Em 2000, apenas 8% dos agregados familiares possuíam ligação à internet, enquanto que em 2001 esse valor subia para próximo dos 20%. A respeito ainda das famílias,os operadores e empresas de computadores preparam,neste momento, e após conversações com o Governo, ofertas no sentido de estimular a associação entre a aquisição de computadores pelas famílias e o uso efectivo da Internet, através da oferta de "helpdesk",assistência técnica, actualização de software automática e serviços on-line. A APOSTA NAS ESCOLAS O PROGRAMA INTERNET NA ESCOLA Na sequência do compromisso assumido de levar a Internet a todas as escolas,tem vindo a ser desenvolvido o Programa Internet na Escola, concretizado pela uarte (Unidade de Apoio à Rede Telemática Educativa) e pela FCCN (Fundação para a Computação Científica Nacional), e envolvendo um conjunto de actores, designadamente os governos regionais, municípios e associações. Desde 1997, estão ligadas à Internet através da RCTS Rede Ciência, Tecnologia e Sociedade praticamente todas as escolas do 5º ao 12º ano e, desde Dezembro de 2001, todas as escolas do ensino básico e secundário, à excepção das escolas particulares e cooperativas com o 1.º ciclo do Ensino Básico. De referir, porém, que estas escolas beneficiarão também da ligação à Internet através da RCTS,na sequência de um protocolo assinado entre o Ministério da Ciência e da Tecnologia e a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo em Fevereiro de Com a criação desta infra- -estrutura de informação de alcance verdadeiramente nacional, tem-se vindo a favorecer as populações das regiões menos desenvolvidas e os jovens de classes sociais mais desfavorecidas, criando-se condições para a redução das assimetrias regionais e sociais. Também no que respeita ao número de computadores existentes nas escolas se registou uma evolução assinalável.o número total de computadores nas escolas de todos os níveis de ensino (do Pré-Escolar ao Secundário) ultrapassa os ,sendo que cerca de 53% se encontram ligados à Internet.Entre 2000 e 2001,passou-se de 1 computador por cada 53 alunos para 1 computador por cada 26 alunos. O rácio apurado para o corrente ano aproxima decisivamente Portugal de países como a Alemanha (1 computador por 20 alunos) e a Itália (1 computador por 18 alunos). O projecto PORTUGAL NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

15 Quadro 3 Escolas ligadas à Internet Escolas 1.º CEB Escolas 5.º-12.º ano Ano civil Por ano Total acumulado Por ano Total acumulado Fonte:Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) [http://www.fccn.pt] de apetrechamento das escolas prevê que até 2006 se atinja um rácio de 1 computador por 10 alunos, para o que contribuirá o apetrechamento informático em larga escala dos estabelecimentos de ensino previsto no PRODEP III (Programa Operacional Educação) [http://www.prodep.min-edu.pt]. Até Dezembro de 2001, tinham sido aprovados, no quadro do PRODEP III,projectos que contemplavam a aquisição de computadores. A uarte [http:www.uarte.mct.pt] tem vindo a desenvolver vários programas de acção e de formação junto das escolas ligadas à Internet visando o estímulo à criação, desenvolvimento e melhoria da qualidade das páginas WWW nestas escolas, envolvendo os alunos. Destaque-se, pela sua dimensão e êxito, o trabalho apresentado por centenas de escolas no pavilhão português da exposição de Hannover [h t t p :// w w w. h a n ve n or m c t. p ], t / projecto cuja continuação e ampliação estão em curso. Serão multiplicadas as experiências de disponibilização de espaço na web a título gratuito para a criação de conteúdos portugueses na Internet com formação telemática à distância para a escrita em hipertexto. Com vista a reforçar o acompanhamento da utilização educativa da Internet pelos professores e alunos das escolas públicas do 1.º ciclo do Ensino Básico, foram assinados, em Fevereiro de 2002, protocolos entre o Ministério da Ciência e da Tecnologia e as Escolas Superiores de Educação de Beja, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Algarve, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal,Viana do Castelo e Viseu e as Universidades de Aveiro, Évora, Minho e Trás-os-Montes e Alto Douro..9 PORTUGAL NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO 2001

16 O PAPEL DA RCTS É através da RCTS Rede Ciência Tecnologia e Sociedade que se tem vindo a concretizar a ligação das escolas à Internet, com a instalação de uma infra-estrutura digital de rede (RDIS). Para além das escolas, beneficiam também da RCTS bibliotecas, centros de formação de professores e entidades de natureza associativa,cultural,científica e educativa espalhadas por todo o território nacional. A Rede tem suportado o crescente desenvolvimento das comunicações entre as comunidades científica, tecnológica, social e cultural. Foi assim criada uma oportunidade para que os estudantes e professores de diversas escolas, bem como os utilizadores das bibliotecas municipais, possam hoje ter acesso à Internet. Para além do fornecimento de equipamento e do suporte logístico, foram também fornecidos sub-domínios na Internet,disponibilizando-se desta forma endereços de c o rr e i o electrónico e condições para a criação de redes internas nas escolas, bem como espaço para a publicação de páginas na World Wide Web a todas as instituições ligadas à rede. Actualmente, muitas são as instituições ligadas a uma velocidade de acesso que atinge, em vários casos, os 20 Mbps. Nas ligações internacionais, que tinham uma velocidade de 80 Mbps no final de 2000, entrou em funcionamento uma nova ligação de 622 Mbps em Janeiro de Quadro 4 Largura de Banda das Comunicações Internacionais (RCTS) ,5 Mbps 1 Mbps 10 Mbps 10 Mbps 34 Mbps 80 Mbps 622 Mbps Fonte:Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) [http://www.fccn.pt] Entretanto, entrou em funcionamento a RCTS 2, uma nova rede de alta velocidade para fins científicos,no quadro do desenvolvimento e especialização da RCTS.Beneficiam desta rede as Universidades,laboratórios de Estado, Institutos Politécnicos e associações sem fins lucrativos (estas últimas por concurso), para além de outras instituições com elevados PORTUGAL NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

17 requisitos de comunicações. Trata-se de uma rede informática que utiliza o protocolo IP para garantir uma plataforma de comunicação e colaboração entre as instituições do sistema de ensino, ciência, tecnologia e cultura. Constitui-se como uma infra-estrutura de experimentação para aplicações e serviços avançados de comunicações. É composta por dois nós principais,um em Lisboa e outro no Porto, aos quais se ligam todas as instituições. A Fundação para a Computação Científica Nacional entidade que tem a seu cargo o planeamento e gestão da RCTS integra um consórcio liderado pela empresa DANTE, que implementará o projecto GEANT [http://www.dante.net/geant/], financiado ao abrigo do 5.º Programa Quadro programa IST. O projecto tem como objectivo estender e desenvolver a actual rede de interligação das redes nacionais de investigação: a rede transeuropeia TEN 155, cuja capacidade será de pelo menos 10 Gbps em O MECENATO PARA A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO Com a alteração do artigo 3.º do Estatuto do Mecenato, foi introduzido um artigo que consagra o mecenato para a Sociedade da Informação. Este artigo considera como custos ou perdas do exercício, até ao limite de 8/1000 do volume de vendas ou de serviços prestados, em valor correspondente a 130% para efeitos de IRC, os donativos de equipamento informático, programas de computadores, formação e consultoria na área da informática, designadamente a escolas, museus, bibliotecas, instituições de solidariedade social,assim como a autarquias e instituições científicas. No contexto desta iniciativa, a TMN cedeu 900 computadores usados a 200 escolas com software actualizado. A APOSTA NOS ESPAÇOS PÚBLICOS Lançado em 1998, o Programa Cidades Digitais integrou um conjunto articulado de projectos na área da Sociedade da Informação centrado, numa primeira fase, em apenas algumas cidades e hoje aberto a todas as cidades do país. Estes projectos têm como objectivos a melhoria da vida urbana, o combate à exclusão social,o combate à interioridade e a melhoria da competitividade de sectores económicos integrados na economia global..11 PORTUGAL NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO 2001

18 Entretanto, foi publicado o edital que abre o concurso para financiamento de projectos integrados que visem os objectivos do eixo 2 do POSI "Portugal Digital" nas medidas 2.3 Das Cidades Digitais ao Portugal Digital e 2.4 Acções integradas de formação. Os projectos aprovados no âmbito do Programa Cidades e Regiões Digitais devem contribuir para: A prossecução dos objectivos da Iniciativa Internet e de outras iniciativas nacionais ou da União Europeia do mesmo âmbito; A melhoria da qualidade e eficácia do sistema de ensino, incluindo a ligação de escolas à Rede Ciência, Tecnologia e Sociedade (RCTS), a ligação e criação de redes entre universidades e institutos politécnicos,a ligação de centros de formação de professores; A criação de conteúdos didácticos suportados em programas educativo s mu l t i d i s c i p l i n a r e s, i n c l u i n d o, p r e fe r e n c i a l m e n t e, actividades de colaboração entre agentes do sistema de ensino; A disponibilização, em formato digital, de conteúdos de interesse público ou cultural; A modernização dos serviços da administração local, em especial pelo uso de meios electrónicos de relação entre os serviços municipais e os munícipes, substituindo os processos baseados em papel pelos totalmente automatizados; O aumento da acessibilidade à sociedade da informação de todos os estratos sociais, designadamente a criação de Espaços Internet com apoio de monitores; A utilização da telemedicina para a melhoria dos meios de diagnóstico e da cobertura geográfica dos serviços de saúde, desde que se integrem nos objectivos nacionais ou regionais da política de saúde; A modernização do tecido económico, c o n t ri buindo para o aumento de competitividade das empresas nacionais e criação de novos postos de trabalho com mais elevados níveis de qualificação; A integração dos cidadãos com necessidades especiais na sociedade da informação. Neste momento, encontram-se já aprovados projectos relativos ao reforço e extensão dos programas Aveiro Digital, Trás-os-Montes e Alto Douro Digital, Tavira Digital e Projecto Com as Minorias (área da Grande Lisboa e Setúbal), e estão em vias de aprovação os projectos Lezíria do Tejo, Gaia Digital,Évora Digital e Braga Digital. PORTUGAL NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

19 AVEIRO CIDADE DIGITAL O Programa Aveiro-Cidade Digital impôs-se como iniciativa modelo das melhores práticas de desenvolvimento e introdução das TIC à escala de uma cidade e pela demonstração dos benefícios que elas podem proporcionar. Este programa constituiu-se como motor de um processo de desenvolvolvimento auto- -sustentado, por exigência da sociedade. Uma vez conseguido o efeito de demonstração, Aveiro Digital pode funcionar como pólo difusor das melhores práticas para outras regiões, numa perspectiva de alargamento progressivo da Sociedade da Informação em Portugal. Mais do que disponibilizar infra-estruturas e sistemas,a construção da Cidade Digital passa por uma transformação das rotinas dos cidadãos e das instituições que fazem a cidade. Neste contexto são objectivos gerais do Programa: - Promover o bem-estar dos cidadãos; - Encorajar a participação no exercício da cidadania e da democracia; - Incrementar e melhorar o acesso à informação e aos serviços; - Aumentar a eficácia da administração pública local e central; - Reforçar o crescimento sustentado; - Contribuir para a igualdade de oportunidades; - Promover o emprego, a justiça social e a aprendizagem ao longo da vida; - Favorecer a inclusão das pessoas com necessidades especiais e de grupos socialmente desfavorecidos; - Identificar as melhores práticas de introdução das TIC no desenvolvimento de cidades sustentadas; - Conseguir o efeito de difusão das melhores práticas para outras regiões. Tendo em conta estes objectivos, foram aprovados os seguintes projectos: 1 - Construir a Comunidade Digital 2 - Autarquia e Serviços de âmbito concelhio 3 - Escola e Comunidade Educativa 4 - Universidade e Comunidade Educativa 5 - Serviços de Saúde 6 - Solidariedade Social 7 - Tecido Produtivo 8 - Informação, Cultura e Lazer.13 PORTUGAL NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO 2001

20 Este programa levou igualmente à criação da Intranet Aveiro Cidade Digital, que disponibiliza os seguintes serviços IP: - Servidor WWW (páginas institucionais e pessoais) - Serviços de Correio Electrónico (Acesso tradicional SMTP/POP/IMAP ou por WWW) - Serviços de armazenagem e transferência de Ficheiros - Serviços de difusão de vídeo de baixa largura de banda (webcast) - Servidor de Jogos em rede - Serviço de Video-telefonia e Directório de Uilizadores - Serviço de "chat" (irc) e "MS Comic Chat" - Serviço de fórum electrónico de discussão, com possível moderador - Acesso à Internet [http://www.aveiro-digital.pt] ESPAÇOS INTERNET De forma a estimular o uso extensivo das tecnologias da informação e da comunicação como instrumentos de desenvolvimento social, cultural e económico, foi aberto em Fevereiro de 2001 o concurso para criação de Espaços Internet de acesso público em todos os municípios do país. Os Espaços Internet, distribuídos por todo o país, correspondem à criação de uma das mais importantes redes de acessibilidade à Internet em Portugal,já que, na sua concepção, os Espaços Internet são instituições abertas que funcionam em horário alargado e contam com a presença de monitores especializados para apoio e formação básicos. O acesso à Internet é gratuito para o utilizador e os espaços são dotados de condições de acesso para cidadãos com necessidades especiais. Com esta iniciativa, pretende-se estender a todo o país a oferta de espaços públicos de socialização dos cidadãos com as tecnologias de informação, e em particular com a Internet,com o apoio de monitores, à semelhança do que acontece com a Montra Digital de Aveiro ou com o do Pavilhão do Conhecimento em Lisboa. Foram já aprovados cerca de 150 Espaços Internet. No Programa Operacional Sociedade da Informação e na Iniciativa Internet, está previsto, até 2003,a criação de postos públicos de acesso à Internet em todas as Freguesias do País (cerca de 4250). Tendo em vista o cumprimento deste objectivo, foi já assinado, em Fevereiro de 2002, um protocolo que estabelece uma parceria entre o Ministério da Ciência e da Tecnologia e a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE).Na mesma data, foram ainda assinados os termos de concessão do financiamento do Projecto 2001 Associações, através do qual a Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio se propõe também criar 51 postos p ú blicos de acesso à Intern e t, e ainda do PORTUGAL NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

21 Projecto Ponte Digital, da Associação CAIS Círculo de Apoio à Integração dos Sem Abrigo, através do qual serão criadas 5 Oficinas Internet. Neste momento, existem em Portugal cerca de 800 postos públicos de acesso à Internet, localizados designadamente nos Espaços Internet, bibliotecas públicas, estações dos correios e museus. Gráfico 3 Número de Postos Públicos de Acesso à Internet por habitantes nos países da UE em 2001 nº IRL FIN* S NL DK P I UK A D B F E EL L PROJECTO NETPOST Foram instalados,em 2000, 223 Quiosques Postais Internet Netpost. Este projecto permite a qualquer cidadão aceder, mediante a utilização do cartão Netpost, do cartão PMB ou do cartão Multibanco, a diversos serviços, como a navegação na Internet, a criação de uma caixa de correio electrónico, a utilização do quiosque Netpost como telefone e a impressão de documentos. No quadro de alargamento deste projecto, está prevista a instalação de mais 70 quiosques Netpost..15 PORTUGAL NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO 2001

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