Autores: Sérgio Sanches Marin (IMES/S.Caetano do Sul-SP e UMESP/S.Bernardo C.-SP) Daniel Galindo (IMES/S.Caetano do Sul-SP e UMESP/S.Bernardo C.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Autores: Sérgio Sanches Marin (IMES/S.Caetano do Sul-SP e UMESP/S.Bernardo C.-SP) Daniel Galindo (IMES/S.Caetano do Sul-SP e UMESP/S.Bernardo C."

Transcrição

1 INSTITUIÇÕES SEM FINS LUCRATIVOS Autores: Sérgio Sanches Marin (IMES/S.Caetano do Sul-SP e UMESP/S.Bernardo C.-SP) Daniel Galindo (IMES/S.Caetano do Sul-SP e UMESP/S.Bernardo C.-SP) RESUMO Através da comunicação as pessoas se relacionam, transformando-se mutuamente, como também a realidade que as rodeia. Na integração entre empresas e entidades filantrópicas, as duas partes teriam muito a ganhar. De um lado, as corporações transmitem conceitos como avaliação de resultados, estabelecimento de metas, foco, parcerias estratégicas. De outro, creches, abrigos e asilos podem dar uma aula de como fazer mais com menos, motivação, foco e trabalho em grupo. 1. O MARKETING SOCIAL E A COMUNICAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES SEM FINS LUCRATIVOS A cada ano as empresas americanas investem 11 bilhões de dólares em instituições sem fins lucrativos. Fazem parte desse grupo nomes como Microsoft, Avon, Coca-Cola, McDonald's e Johnson & Johnson, entre outras. A Microsoft, por exemplo, nos próximos cinco anos vai fazer uma doação de 200 milhões de dólares em softwares educacionais para bibliotecas públicas americanas. E milhares de revendedores Avon ajudam nas campanhas de prevenção de câncer de mama. Responsabilidade social é - ou deveria ser - um assunto estratégico para muitas empresas. Os americanos, conhecidos por seu espírito filantrópico, doam cerca de 150 bilhões de dólares por ano a instituições sem fins lucrativos. (Há delas espalhadas pelos Estados Unidos. Vão desde a Cruz Vermelha até a Dogs Against Drugs, uma entidade que usa cachorros para combater as drogas nas escolas.) Desse total, cerca de 11 bilhões saem das corporações. Segundo a Business & Community

2 Services, empresa de consultoria em filantropia corporativa sediada em Palo Alto, na Califórnia, as companhias americanas investem, em média, 1% de seus lucros brutos em ações sociais. Em 1997, as empresas pagaram cerca de meio bilhão de dólares apenas pelos direitos de patrocínio de campanhas que incluíram desde ação de combate à Aids até o financiamento de unidades do corpo de bombeiros. Estima-se que nos próximos três anos esse número dobre. Você não terá lucros decentes, a menos que seja socialmente responsável, disse Lesa Ukman, presidente da IEG, empresa de marketing de Chicago, numa recente entrevista à revista americana Time 1. Hoje, qualidade, serviços, preços de padrão mundial e marketing inteligente deixaram de ser diferenciais. É preciso possuir tudo isso e ainda fazer com que as pessoas gostem de sua empresa, se identifiquem com sua marca, tenham satisfação em trabalhar no seu negócio. Talvez isso explique por que a ação social tenha se tornado uma febre nos Estados Unidos nos últimos tempos. É errônea a noção de que o empresário brasileiro ainda não despertou para a cidadania. A Fundação Bradesco, maior entidade filantrópica ligada a uma corporação do país, conta atualmente com um patrimônio de 700 milhões de dólares. Suas 36 escolas abrigam alunos de primeiro e segundo graus. Este ano, a fundação vai investir 84 milhões de dólares no projeto. Há enormes oportunidades para as empresas que tiverem uma postura de integração com a comunidade, diz Luiz Carlos Merege, coordenador do Centro de Estudos do Terceiro Setor da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo. Os consumidores estão cada vez mais seletivos. Entre uma empresa engajada e outra voltada para si própria, eles vão ficar com a primeira 2. Você pode estar se perguntando agora quantos batons a Avon vendeu a mais por ajudar a prevenir o câncer de mama. Ou quanto as ações da Microsoft subiram nas bolsas devido ao programa de doações de softwares para bibliotecas públicas. Resposta: não é assim que as coisas funcionam. Filantropia não é promoção de vendas. É uma questão de postura e de valores da corporação. Você acha que é possível uma empresa pregar o bem e tratar a pontapé seus funcionários? O bem tem de ter um propósito verdadeiro. Não fazemos filantropia para vender mais camisetas, diz Antonio Carlos Martinelli, presidente do Instituto C&A de Desenvolvimento 1 VASSALLO, Cláudia. Fazer o bem compensa?. Revista Exame, São Paulo, p , abr VASSALLO, Cláudia. Supra.

3 Social. Mas temos certeza de que a imagem de nossa empresa sai fortalecida perante o consumidor e a sociedade 3. Peter Drucker é o mais importante pensador do século XX em matéria de administração. Para ele, uma administração esclarecida e, sobretudo, efetiva é a habilidade fundamental que é necessária em todas as partes de uma sociedade livre. A meta de Drucker é tornar a sociedade mais produtiva e também mais humana. A função primeira da administração de empresas não é obter lucros; é tornar a força humana produtiva e a fraqueza humana, irrelevante. A retórica da maximização dos lucros e do motivo lucro não é apenas anti-social, escreve Drucker. É imoral. Canalize suas energias no sentido de construir com base em seus pontos fortes, não no de remediar seus pontos fracos. Dê liberdade e responsabilidade às pessoas, dentro do contexto de objetivos claramente definidos: Faça com que possam trabalhar! 4 Um empreendimento comercial não é uma instituição meramente privada; é uma instituição social, que precisa exercer responsabilidade social em troca de sua liberdade do controle da sociedade. No entanto, a consciência social não é desculpa para o mau desempenho ou a incompetência; o fundamento necessário para fazer o bem é fazer bem feito. A Comunicação, o Marketing e a Administração servem como elo de ligação entre o Mercado, o Governo, a Sociedade e as Instituições Sem Fins Lucrativos. Para a busca da auto-suficiência, estas dirigem seu foco na obtenção de recursos aos mais variados mercados doadores da causa social. A captação de recursos exige uma metodologia específica. Investimentos em aperfeiçoamento/reciclagem profissional, administração, manutenção, etc., devem ser feitos com os recursos captados, com o objetivo de atingir a missão a que se propõe. As Instituições Sem Fins Lucrativos tem como produto um ser humano mudado, transformado e como grande desafio converter doadores em contribuintes. No envolvimento destes segmentos, é necessário a troca de informações - é a comunicação que se incumbe de efetivar e solidificar estas relações. As organizações podem ser observadas de vários ângulos, de acordo com a visão de cada especialista. O sociólogo avalia a organização como um 3 VASSALLO, Cláudia. Idem. 4 VASSALLO, Cláudia. Idem.

4 conjunto de pessoas ocupando posições e status. O cientista político observa a organização como um conjunto de relações de poder entre os indivíduos. O economista encara a organização como um grupo de pessoas procurando maximizar suas utilidades. O especialista de marketing, também, introduz uma perspectiva especial às organizações: está, primordialmente, interessado nas relações entre a organização e seus diversos mercados e públicos; interessado também em compreender o que a organização permuta com os públicos, isto é, o que cada parte dá e recebe; interessa-se pelas motivações que baseiam suas transações e a satisfação recebida. Um doador qualquer poderá experimentar a sensação de que algumas pessoas infelizes se sentirão em melhores condições como resultado de sua contribuição, ou de que a sociedade estará mais segura, ou de que ele é uma pessoa de valor e altruísta. Essas sensações são seu retorno de pagamento. A organização deve estar capacitada a proporcionar-lhe essas sensações. Se a organização fosse muito fraca no estímulo dessas sensações positivas nos doadores, logo os perderia. Porém, o doador, como um consumidor qualquer, observa se sua ação está tendo o efeito esperado. O marketing deve ter papel fundamental nas organizações de benefícios mútuos, já que essas organizações enfrentam problemas crescentes na atração e manutenção de seus membros doadores, relativamente aos usos cada vez mais competitivos do tempo e dos valores cambiantes de seus membros. Finalmente o marketing está penetrando no planejamento das organizações de bem estar público, à medida que cada vez mais reconhecem que a qualidade do serviço que prestam a seus públicos afeta a quantidade de apoio do público e o porte de seu orçamento. A administração moderna conceitua como Terceiro Setor atividades empresariais e institucionais voltadas para causas sociais, em que o lucro é substituído por outras vantagens, como conceito positivo junto à opinião pública ou simplesmente prestação de serviços de utilidade pública. Peter Drucker considera Igrejas, Fundações, Partidos Políticos, Grupos de Ação Social, Abrigos, etc., como tendo algo em comum. O seu produto é um ser humano mudado, um paciente curado, uma criança que aprende, um jovem que se transforma em um adulto com respeito próprio, isto é, toda a vida transformada. Difere-se do governo, que cumpre a missão quando sua política é

5 eficaz, da Empresa, que busca o cliente, vende o produto, recebe, faz com que o Cliente fique satisfeito e o indique a terceiros. Hoje as instituições deste setor enfrentam grandes e diversos desafios. O principal é converter doadores em contribuintes, significando ver aquilo que se deseja ao olhar-se no espelho pela manhã. Assumir sua responsabilidade como cidadão 5. A participação do governo na economia e na sociedade brasileira é notória; cabe a ele administrar diversos negócios e atividades inclusive os que visam lucro. Embora atenda alguns mercados competindo com a iniciativa privada, não se dá conta da concorrência e a dependência que tem de seus mercados e respectivos consumidores, não aplicando as regras básicas de marketing que além de atender tem que satisfazer e surpreender. Poucas são as organizações sem fins lucrativos que se preocupam em entender, identificar e principalmente comunicar-se com seus vários mercados de forma organizada e planejada. Para a continuidade e sobrevivência dessas organizações são necessárias campanhas de difusão e catequese, doutrinação, sobre a importância social de suas causas, a fim de sensibilizar e persuadir seus doadores. O fato é que essas instituições no decorrer do tempo, ficam na dependência de um ou alguns poucos mercados, não buscando interação com vários outros mercados ao seu redor 6. Os investidores exigem que a empresa dê lucro, para reparti-lo. Do contrário devem suprir o prejuízo. Por outro lado as Instituições Sem Fins Lucrativos buscam o superávit, obrigando-se a reinvesti-lo na própria Instituição. A Instituição precisa insistir nas pessoas, nos bons resultados de suas ações. Ela deve vender uma satisfação palpável, um bem espiritual, algo único e inovador, números de benfeitores e histórias que ilustrem o êxito da casa e a influência positiva que ela exerce na vida dessas pessoas. 5 DRUKER, Peter F. Administração de Organizações Sem Fins Lucrativos: Princípios e Práticas. São Paulo: Pioneira, 1994, capa. 6 KOTLER, Philip. Marketing Para Instituições Que Não o Visam Lucro. São Paulo: Atlas, p. 12.

6 Dudley Hofre, define doador como sendo uma pessoa física ou jurídica que a Instituição deseja cultivar e manter em seu programa e não simplesmente alguém de quem coletar 7. Os grupos de doadores que mais se destacam dividem-se em pessoas físicas e jurídicas, grupos religiosos e convênios com os órgãos governamentais nas três instâncias, Federal, Estadual e Municipal. O tipo de doação é variado, sempre as ofertas em espécie são em maior volume. A doação em dinheiro é evitada pela maioria de doadores porque, muitas vezes, são desviadas ou usadas indevidamente, não atendendo as necessidades dos assistidos. As doações vão desde materiais de consumo do dia a dia das Instituições, como material de limpeza, higiene pessoal, remédios e material escolar. Gêneros de primeira necessidade, como roupas e alimentos. Doações em contrato de comodato são realizadas para trabalho em parceria, consistem em empréstimo de equipamentos a serem explorados pela Instituição por um determinado período. Financiamentos de projetos para manutenção e reforma da casa fazem parte da lista de doações. As doações em dinheiro são obtidas através de convênios celebrados entre as partes, sempre acompanhados de uma prestação de conta dos recursos recebidos e sua aplicação, por empresas e doadores voluntários, geralmente cadastrados pela entidade como sócios contribuintes. Portanto, no conceito do terceiro setor a prática da doação é semelhante a da relação de compra na empresa comercial, devendo as Instituições desenvolverem uma administração de marketing compatível com esta estrutura. No rastro deste sistema de troca interpõe-se a comunicação, que, como será observado adiante, assume papel estratégico para que as Instituições se auto-sustentem. 2. O MARKETING COMO FERRAMENTAS DAS INSTITUIÇÕES SEM FINS LUCRATIVOS 7 DRUKER, Peter F. Administração de Organizações Sem Fins Lucrativos: Princípios e Práticas. São Paulo: Pioneira, 1994.

7 A implementação e um plano de Melhoria da Qualidade nos Serviços requer uma cuidadosa reflexão sobre a Administração de Organizações Sem Fins Lucrativos, de prestação de serviços de proteção à criança e ao adolescente, à família e à comunidade, a partir do seu produto: Pessoas Transformadas. Assim vários aspectos como: Gerência, Marketing, Liderança, Qualidade, Desempenho, Produtividade, Clientes, Fornecedores etc, até então exclusivos da área empresarial, estão sendo assimilados pelas Entidades Sociais. Sob pena dessas Organizações perderem sua identidade, as Entidades Sociais devem buscar o equilíbrio entre uma administração empresarial de serviços sociais - as formas históricas de gerenciamento baseadas no compromisso, no envolvimento, na ação comunitária e na organização popular - as conquistas legais de cidadania, como exemplo, as alcançadas pela Lei Orgânica da Assistência e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, tais como: participação, articulação dos serviços em rede, defesa de direitos etc. A Instituição deve ter uma Missão claramente definida, devendo ser viável operacionalmente, caso contrário não passa de boas intenções. Os fatores essenciais de uma missão são: oportunidades, competência e compromisso. Portanto, para fixar e cumprir a missão empresarial é necessário liderança, organização e atuação competente na esfera social e mercadológica. Comprova-se que boas intenções não movem montanhas, tratores sim. Na gerência de uma instituição sem fins lucrativos, a missão e o plano são as boas intenções. As ações são os tratores. As estratégias levam a trabalhar por resultados. Elas convertem intenções em ações e a atividade em trabalho. É necessário, assim, definir recursos e pessoas, para obter os resultados. As estratégias determinam o plano de ação. Nas Instituições Sem Fins Lucrativos, como é o caso dos Abrigos é necessário fixar metas, definir resultados, construir a organização ao redor da informação e da comunicação, ao invés da hierarquia. Todos devem ter responsabilidade pela informação, ao mesmo tempo que estipulam um grau de relacionamento baseado na confiança. Confiança é saber esperar das pessoas; confiança é compreensão mútua. Isto é muito mais importante na organização sem fins lucrativos, porque ela tipicamente depende do trabalho de muitos voluntários e de muitas pessoas que não pode controlar. Toda organização é uma aglutinação proposital de pessoas, materiais e instalações, procurando alcançar algum propósito no mundo exterior.

8 Para sobreviver e ser bem sucedida, a organização deve atrair recursos suficientes; converter esses recursos em produtos, serviços e idéias e distribuir esses produtos a vários públicos consumidores. Essas três tarefas, são normalmente realizadas numa estrutura voluntária pelas partes co-participantes. A organização não utiliza a força para atrair recursos, convertê-los ou distribuí-los. Nem pede doações desinteressadas. Ela depende principalmente da oferta e da troca de valores entre as diferentes partes, e de incentivos suficientes para obter a cooperação entre elas. O marketing é a análise, o planejamento, a implementação e o controle de programas cuidadosamente formulados e projetados para propiciar trocas voluntárias de valores com mercados-alvo, no propósito de atingir os objetivos organizacionais. Depende, portanto, intensamente do projeto da oferta da organização em termos das necessidades e desejos dos mercados-alvo, e no uso eficaz da determinação de preço, da propaganda e da distribuição, a fim de informar, motivar e servir os mercados 8. A razão básica que faz uma organização que não visa lucro interessarse pelos princípios formais de marketing é que eles permitem que ela se torne mais eficaz na obtenção de seus objetivos. As organizações numa sociedade livre dependem das trocas voluntárias para que possam realizar seus objetivos; os recursos devem ser atraídos, os empregados devem ser estimulados, os clientes devem ser encontrados. O planejamento de incentivos apropriados é um passo importante no estímulo dessas trocas. O marketing é a ciência que mais se preocupa com o controle eficaz e eficiente das trocas. Assim como o Marketing Social é o instrumento da Administração do Terceiro Setor, a Comunicação Social é ferramenta estratégica do Marketing Social. O Marketing Social é o projeto, a implementação e o controle de programas que procuram aumentar a aceitação de uma idéia ou prática social num grupo-alvo. Utiliza conceitos de segmentação de mercado, de pesquisa de 8 KOTLER, Philip. Marketing Para Instituições Que Não Visam o Lucro. São Paulo: Atlas, p. 20.

9 consumidores, de configuração de idéias, de comunicações, de facilitação de incentivos e a teoria da troca, a fim de maximizar a reação do grupo-alvo 9. É indispensável identificar a percepção da população sobre os assuntos que se pretende abordar e responder a essa percepção. Pode-se acrescentar a estas afirmativas, que o material de comunicação para os diversos públicos-alvo deve ser eficiente no aspecto afetivo e cognitivo. Somente assim pode-se obter uma mudança racional permanente, em vez de ser apenas induzida e transitória, como na publicidade tradicional. 10. Hoje em dia se considera que a comunicação é um dos aspectos dos direitos humanos, mas esse direito é cada vez mais concebido como o direito de comunicar, ultrapassando o direito de receber comunicação ou ser informado. Acredita-se que a comunicação seja um processo bidirecional, cujos participantes, individuais, ou coletivos, mantém um diálogo democrático e equilibrado. Essa idéia de diálogo contraposta ao monólogo é a própria base de muitas idéias que levam ao conhecimento de novos direitos humanos. O direito a comunicação constitui o prolongamento lógico do processo constante em direção à liberdade e à democracia. Todo o mundo tem o direito de comunicar 11. Se de um lado é justificável admitir que os programas e campanhas de marketing social são ineficazes, quando a realidade sócio-econômica for contrária ao público/mercado, de outro lado é também notório observar que a comunicação só terá validade ou eficácia se os demais instrumentos do marketing social tiverem êxito; ocorre que mesmo assim, a comunicação e os meios a seu dispor, têm sido mal utilizados na luta pela garantia das condições mínimas de vida do povo brasileiro. A abordagem dos problemas da população brasileira, através dos meios de comunicação tem sido caracterizada por : a) Prioridade ao atendimento das demandas institucionais, em detrimento das demandas da população-alvo por abordagens pontuais (emergências, campanhas) de teor propagandista com evidente benefício para o Estado por Ações verticais e não participativas; 9 KOTLER, Philip. Marketing Para Instituições Que Não Visam o Lucro. São Paulo: Atlas, p BOIANOVSKY, D. Informação, educação e comunicação em programas de atenção à criança de 0 a 6 anos. Ver. Bras. Cresc. Desenv. Hum. - III (1). São Paulo: Iglu Editora, 1991, p. 189.

10 b) Mudanças das imagens negativas e estigmatizadas das pessoas, sobretudo daqueles indivíduos mais desfavorecidos por um flagrante desrespeito às diferenças regionais, sejam culturais, sociais ou econômicas; c) Obstáculo ao livre intercâmbio de informações entre os vários segmentos sociais e pela setorização das ações dirigidas à população em compartimentos estanques (saúde, educação e direitos sociais). A comunicação pode representar uma ferramenta estratégica indispensável para se lograr objetivos relacionados à educação, à saúde, à promoção de políticas públicas, à cooperação intersetorial e à participação comunitária. A eficiência da comunicação social, enquanto instrumento de participação rumo à autogestão, vai depender de sua capacidade de mobilizar múltiplos meios, atingir múltiplos alvos (institucionais e não institucionais, família, comunidade e especialistas) e múltiplos objetivos. Vale ressaltar que a qualidade da comunicação depende, também, de se evitar a unilateralidade vertical na necessidade de interação, na mútua informação, no intercâmbio de experiências e conhecimentos. O que será considerado como atividade social é a parte mais estratégica do índice. Investimentos e patrocínios nas áreas de meio ambiente, saúde, educação, esportes e lazer entram nesta contabilidade. A transparência das empresas junto aos meios de comunicação, a prática do preço justo, iniciativas geradoras de emprego ou benefícios oferecidos aos funcionários também podem ser considerados. Foi na década de 70 que se começou a conceber uma importância concreta ao fato do homem ser ao mesmo tempo o produto e o criador de sua cultura; foi descoberto o homem social. A transformação de uma sociedade liberal representativa numa sociedade participativa passa forçosamente pela participação pessoal, e esta passa forçosamente pela comunicação. A participação social se consubstancia na decisão e atuação dos grupos populares para as transformações de sua condição de vida e a construção de uma nova sociedade mais justa e igualitária. A comunicação está presente no estádio de futebol, na feira livre, na escola, nas Instituições Sem Fins Lucrativos. A comunicação não existe por si mesma, 11 CARVALHO, E. Comunicação Social em Saúde e Educação - Relato de Experiência. Ver. Cresc. Desenv. Hum. - III (1). São Paulo: Iglu Editora, 1991, p.195.

11 como algo separado da vida e da sociedade. Sociedade e comunicação são uma coisa só. A comunicação é o processo por meio do qual o indivíduo (o comunicador) transmite estímulos para modificar o comportamento de outros indivíduos (receptores). Através dela as pessoas se relacionam, transformado-se mutuamente e a realidade que as rodeia. Sem a comunicação cada pessoa seria um mundo fechado em si mesmo. Pela comunicação as pessoas compartilham experiências, idéias e sentimentos, influenciam-se mutuamente e, juntas, modificam a realidade onde estão inseridas 12. As pessoas não se comunicam num vazio, mas dentro de um ambiente, como parte de uma história. Desejam partilhar alguma coisa: conhecimentos, emoções, informações. É próprio da comunicação contribuir para a modificação dos significados que as pessoas atribuem às coisas. Através da modificação de significados, a comunicação colabora na transformação das crenças, dos valores e dos comportamentos. Se a comunicação pode definir-se como a interação social através de mensagens 13, se os meios de comunicação são verdadeiras extensões do homem, por que não usá-los no sentido de se construir uma nova sociedade mais justa e solidária? Daí o imenso poder da comunicação. Aproveitando-se a comunicação para a expressão, o relacionamento e a participação, dentro de um projeto geral de transformação social, implicam a tomada de uma série de medidas pela sociedade, começando pela procura de novas formas de capacitação dos meios até melhores formas de capacitação das pessoas no uso da comunicação. Na comunicação social, de caráter participativo, os comunicadores devem estar aptos a participarem da seleção temática dos conteúdos da comunicação; da geração e uso da informação, que intervém no processo de comunicação; do processo e codificação da informação; da confecção da mensagem; da emissão e recepção alternada de mensagens do processo de comunicação; da crítica das mensagens emitidas e recebidas; da programação do desenvolvimento e uso dos meios de comunicação; da avaliação dos processos de comunicação; da propriedade, administração e controle dos meios e instrumentos de comunicação que intervêm nos processos educativos, onde seja possível e pertinente. 12 BORDENAVE, Juan E. Diaz. O que é comunicação. Coleção Primeiros Passos. São Paulo: Brasiliense, 1991, p BORDENAVE, Op. Cit. P. 93.

12 O povo que não tem experiência de participação, de intervenção na coisa pública, de exercitação da sua capacidade de influir nas decisões nacionais, é um povo condenado a marginalidade social e política, a permanecer mudo, silencioso e apático 14. As pessoas são refratárias às mudanças, à implantação de novos paradigmas. A comunicação social tem o poder e função de causar essas mudanças, algo virtual para conduzir os trabalhos com Instituições Sem Fins Lucrativos e com as posturas tradicionalistas dos doadores, principalmente pessoas físicas. Para isso, a comunicação tem que ser competente, sabendo conduzir o universo cultural evolutivo do assistido e dos doadores. Caso contrário poderá fracassar, já que as pessoas e comunidades fazem uma leitura crítica da comunicação. Trabalhando-se a comunicação de conteúdo emocional, destinando-se ao mercado-alvo correto, pode-se incentivar doações, permutas ou engajamentos. 3. CONCLUSÃO A sociedade brasileira está se tornando fragilizada pelo aumento exponencial dos excluídos sociais: os pais precocemente estão desempregados; seus filhos não conseguem fixar-se na escola, consequentemente, nada se faz para minimizar a evasão escolar e muito menos consegue-se formar um indivíduo. Outro fator é a omissão da sociedade diante dos problemas da infância e da juventude, tornando-se cada vez mais segregacionista, culpando tão somente as famílias miseráveis pela própria pobreza, esquecendo-se das políticas sociais ineficientes, concentração de renda etc. A vida, independente de classe social, não pode perder o seu valor para que o indivíduo não seja tratado como um produto descartável e sim como um cidadão de Direitos e Deveres. A empresa moderna conscientizou-se de que para manter o seu papel lucrativo, precisa atender interesses sociais, complementando o papel que deveria ser 14 SIQUEIRA, A A F; CORREA, M.E.G. (orgs). Propostas para Capacitação de Agentes Institucionais e Comunitários para o Atendimento da Criança de 0 a 6 anos no Brasil. Rev. Bras.Cresc. Desenv. Hum. III (1). São Paulo: Iglu Editora, 1993, p. 210.

13 do Estado, com a função de minimizar o problema sócio-econômico, contribuindo material e financeiramente, direta ou indiretamente através de ONGs, para que os Abrigos, Creches e outras instituições sem fins lucrativos possam cumprir a sua missão. As Instituições Sem Fins Lucrativos são agentes de mudança; há nisso um grande desafio. Embora não busquem o lucro, necessitam de um gerenciamento administrativo, mercadológico e de uma política de comunicação adequada às suas necessidades, ressalte-se que a maioria precise aprender como fazer isso. E nestas políticas as empresas privadas estão colaborando para o crescimento e melhoria no desempenho profissional. Não existe uma receita pronta, mas uma postura baseada na profissionalização do setor facilitará a tarefa. O trabalho é árduo, mas a constante busca de novos caminhos administrativos, mercadológicos e comunicacionais indicarão o percurso mais rápido para atingir a missão Institucional. O grande desafio da comunicação para as Instituições Sem Fins Lucrativos é o de criar situações de envolvimento nos mais diversos públicos, internos, externos, órgãos governamentais e empresas modernas com consciência na participação e desenvolvimento social.

14 BIBLIOGRAFIA AUTORES DIVERSOS. Tudo O Que Você Queria Saber Sobre Propaganda e Ninguém Teve Paciência de Explicar. São Paulo: Atlas, ARANGUREN, J. L. Comunicação Humana. São Paulo: Zahar, BOIANOVSKY, David. Informação, educação e comunicação em programas de atenção à criança de 0 a 6 anos. Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano - III - N 1, p. 187 até 191. São Paulo: BORDENAVE, Juan E. Diaz. O que é comunicação. São Paulo: Brasiliense, BOTÃO, Paulo Roberto. Comunicação comunitária e cidadania: uma experiência de ensino. Revista Brasileira de Comunicação. - XVII - 1. São Paulo: jan./jun CARVALHO, Everardo. Comunicação Social em Saúde e Educação - Relato de Experiência. Revista Brasileira De Crescimento e Desenvolvimento Humano - III (1), p.192 até 196. São Paulo: Centro de Estudos do Terceiro Setor (CETS)/ Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (Eaesp - FGV) - I Jogos Sociais, p. 04 até 12. São Paulo: DRUKER, Peter F. Administração de Organizações Sem Fins Lucrativos: Princípios e Práticas. São Paulo: Pioneira, KELLEY, Daniel Q. Dinheiro para sua causa: como obter fundos de particulares, empresas e instituições filantrópicas para o seu projeto benficente, cultural ou ecológico. São Paulo: Textonovo, 1995.

15 KOTLER, Philip. Administração de Marketing: Análise, planejamento, implementação e controle. São Paulo: Atlas, KOTLER, Philip. Marketing Para Instituições Que Não Visam o Lucro. São Paulo: Atlas, MARCONDES FILHO, Ciro. Quem Manipula Quem. Petrópolis: Vozes, NEIVA, Jr. Eduardo. Comunicação Teoria e Prática Social. São Paulo: Brasiliense, 1991 O terceiro Setor. Folha de São Paulo. São Paulo, 09 out PINHO, José Benedito. Propaganda Institucional. São Paulo: Summus, SIQUEIRA, Arnaldo Augusto Franco; CORREA, Maria Elena G. (orgs). Propostas para Capacitação de Agentes Institucionais e Comunitários para o Atendimento da Criança de 0 a 6 anos no Brasil. Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano III (1), p. 200 até 210 São Paulo:1993. VASSALLO, Cláudia. Fazer o bem compensa?. Revista Exame, São Paulo, p , abr

Glossário do Investimento Social*

Glossário do Investimento Social* Glossário do Investimento Social* O IDIS Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social é uma organização da sociedade civil de interesse público, que tem como missão promover e estruturar o investimento

Leia mais

Programa de Capacitação em Gestão da Responsabilidade Social Empresarial e Desenvolvimento PETROBRÁS

Programa de Capacitação em Gestão da Responsabilidade Social Empresarial e Desenvolvimento PETROBRÁS Programa de Capacitação em Gestão da Responsabilidade Social Empresarial e Desenvolvimento PETROBRÁS OFICINA 2 Professora: Izabel Portela izabel@institutoiris.org.br Novembro - 2007 1 M A R K E T I N G

Leia mais

O desenvolvimento do Terceiro Setor e a profissionalização

O desenvolvimento do Terceiro Setor e a profissionalização O desenvolvimento do Terceiro Setor e a profissionalização Cristiane dos Santos Schleiniger * Lise Mari Nitsche Ortiz * O Terceiro Setor é o setor da sociedade que emprega aproximadamente 1 milhão de pessoas.

Leia mais

I - Marketing social e societal

I - Marketing social e societal I - Marketing social e societal Professor Reginaldo Braga LUCAS 2 SEMESTRE 2010 Definições de marketing social Marketing social é a modalidade de ação mercadológica institucional que tem como objetivo

Leia mais

PROJETOS SOCIAIS E OS OBJETIVOS DO MILÊNIO

PROJETOS SOCIAIS E OS OBJETIVOS DO MILÊNIO PROJETOS SOCIAIS E OS OBJETIVOS DO MILÊNIO DIFERENCIANDO OS TRÊS SETORES Primeiro Setor A origem e a destinação dos recursos são públicos. Segundo Setor Corresponde ao capital privado, sendo a aplicação

Leia mais

FÓRUM EMPRESARIAL SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE CORPORATIVA: UM PASSO ADIANTE

FÓRUM EMPRESARIAL SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE CORPORATIVA: UM PASSO ADIANTE AMCE NEGÓCIOS SUSTENTÁVEIS www.amce.com.br PROJETOS ESPECIAIS FÓRUM EMPRESARIAL SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE CORPORATIVA: UM PASSO ADIANTE 10º EVENTO TEMA: Investimento Social Privado: é possível

Leia mais

Marketing de Causas Sociais

Marketing de Causas Sociais Marketing de Causas Sociais Denilson Motta denilson.motta@yahoo.com.br AEDB Lúcia Maria Aparecido Vieira lucivie3@hotmail.com UBM Vanderléia Duarte potter_van@yahoo.com.br AEDB Rayanna Mattos Viana rayannamviana@gmail.com

Leia mais

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009 03/08/2010 Pág.01 POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009 1. INTRODUÇÃO 1.1 A Política de Comunicação da CEMIG com a Comunidade explicita as diretrizes que

Leia mais

visitas às instituições sociais. Os colaboradores voluntários também foram consultados, por meio da aplicação de um questionário.

visitas às instituições sociais. Os colaboradores voluntários também foram consultados, por meio da aplicação de um questionário. 1. Apresentação O Voluntariado Empresarial é um dos canais de relacionamento de uma empresa com a comunidade que, por meio da atitude solidária e proativa de empresários e colaboradores, gera benefícios

Leia mais

Responsabilidade na Gestão do Relacionamento com os Clientes. Política de comunicação Comercial; Excelência do atendimento;

Responsabilidade na Gestão do Relacionamento com os Clientes. Política de comunicação Comercial; Excelência do atendimento; Responsabilidade na Gestão do Relacionamento com os Clientes Política de comunicação Comercial; Excelência do atendimento; Danos potenciais dos produtos e serviços. PNQ 2007 - critérios: clientes e sociedade.

Leia mais

CONHEÇA OS NOSSOS PROJETOS

CONHEÇA OS NOSSOS PROJETOS CONHEÇA OS NOSSOS PROJETOS APRESENTAÇÃO Em Dezembro de 2004 por iniciativa da Federação das Indústrias do Estado do Paraná o CPCE Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial nasceu como uma organização

Leia mais

Profa. Ligia Vianna. Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA

Profa. Ligia Vianna. Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA Profa. Ligia Vianna Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO Num passado não muito distante, a ordem sociopolítica compreendia apenas dois setores, ou seja, um público e outro privado. Esses setores

Leia mais

Francisco Chaves, Presidente Ibolyka Elizabeth, Diretora Executiva. www.iaap.org.br Lorena-SP

Francisco Chaves, Presidente Ibolyka Elizabeth, Diretora Executiva. www.iaap.org.br Lorena-SP Diretoria Francisco Chaves, Presidente Ibolyka Elizabeth, Diretora Executiva. www.iaap.org.br Lorena-SP O Terceiro Setor no Brasil Sumário: Histórico e Legislação Bandeira: a figura da Filantropia (do

Leia mais

ESTA PARA NASCER UM MODELO INOVADOR DE INCLUSIVA EM CURITIBA. Solicitação de doação por incentivo fiscal COMTIBA Prefeitura Municipal de Curitiba

ESTA PARA NASCER UM MODELO INOVADOR DE INCLUSIVA EM CURITIBA. Solicitação de doação por incentivo fiscal COMTIBA Prefeitura Municipal de Curitiba ESTA PARA NASCER UM MODELO INOVADOR DE EDUCACAO INFANTIL INCLUSIVA EM CURITIBA VEJA COMO SUA EMPRESA PODE TRANSFORMAR ESTA IDEIA EM REALIDADE { Solicitação de doação por incentivo fiscal COMTIBA Prefeitura

Leia mais

VOLUNTÁRIO TIME ESPERANÇA HUMANO CARIDADE UNIÃO AJUDA AMIZADE TIME CUIDADO FELICIDADE UNIÃO MANUAL DO SERVIÇO PESSOAS PESSOAS AJUDA DOAÇÃO DOAÇÃO

VOLUNTÁRIO TIME ESPERANÇA HUMANO CARIDADE UNIÃO AJUDA AMIZADE TIME CUIDADO FELICIDADE UNIÃO MANUAL DO SERVIÇO PESSOAS PESSOAS AJUDA DOAÇÃO DOAÇÃO MANUAL DO VOLUNTÁRIO CARIDADE T I M E C O M U N I D A D E UNIÃO GRUPO AMIZADE PESSOAS G R U P O AJUDA T I M E TRABALHO FELICIDADEPESSOAS GRUPO SERVIÇO UNIÃO ESPERANÇA A J U D ASERVIÇO COMUNIDADE G R U

Leia mais

MANUAL DO VOLUNTÁRIO

MANUAL DO VOLUNTÁRIO MANUAL DO VOLUNTÁRIO Dentre todas as coisas que se pode doar a alguém, existe uma que é a mais valiosa: o tempo. E é isso que um voluntário faz. Disponibiliza seu tempo e sua energia para ajudar o próximo,

Leia mais

O CONTADOR E O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NO TERCEIRO SETOR

O CONTADOR E O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NO TERCEIRO SETOR O CONTADOR E O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NO TERCEIRO SETOR RESUMO A informação é a mais poderosa ferramenta de gestão das organizações. Diante dessa constatação, o objetivo deste artigo é demonstrar a importância

Leia mais

A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável

A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável Felipe de Oliveira Fernandes Vivemos em um mundo que está constantemente se modificando. O desenvolvimento de novas tecnologias

Leia mais

visão, missão e visão valores corporativos Ser uma empresa siderúrgica internacional, de classe mundial.

visão, missão e visão valores corporativos Ser uma empresa siderúrgica internacional, de classe mundial. visão, missão e valores corporativos visão Ser uma empresa siderúrgica internacional, de classe mundial. MISSÃO O Grupo Gerdau é uma Organização empresarial focada em siderurgia, com a missão de satisfazer

Leia mais

POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA

POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA 23 de julho de 2015 ÍNDICE Pág. Introdução... 3 Objetivos... 3 Princípios gerais de atuação... 4 Princípios específicos de atuação... 7 Mecanismos de desenvolvimento,

Leia mais

Gestão Ambiental e Responsabilidade Social. Responsabilidade Social Empresarial. Aula 6. Contextualização. Definições, Conceitos e Terminologia

Gestão Ambiental e Responsabilidade Social. Responsabilidade Social Empresarial. Aula 6. Contextualização. Definições, Conceitos e Terminologia Gestão Ambiental e Responsabilidade Social Aula 6 Responsabilidade Social Empresarial Prof. Esp. Felipe Luiz Contextualização Instrumentalização Definições, Conceitos e Terminologia Responsabilidade obrigação

Leia mais

Doar Faz Bem. Capa. Ações que reverberam. Manual de Doações. nazareuniluz.org.br. Nazaré Uniluz

Doar Faz Bem. Capa. Ações que reverberam. Manual de Doações. nazareuniluz.org.br. Nazaré Uniluz Capa Doar Faz Bem Ações que reverberam Manual de Doações www. - (11) 4597-7109 / 4597-7103 / 96473-2851 www. - (11) 4597-7109 / 4597-7103 / 96473-2851 Este Manual foi criado com o intuito de inspirar,

Leia mais

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Adm.Walter Lerner 1.Gestão,Competência e Liderança 1.1.Competências de Gestão Competências Humanas e Empresariais são Essenciais Todas as pessoas estão, indistintamente,

Leia mais

Doações por Terceiros - Pessoa Física e Pessoa Jurídica João Paulo Vergueiro presidente@captacao.org

Doações por Terceiros - Pessoa Física e Pessoa Jurídica João Paulo Vergueiro presidente@captacao.org Doações por Terceiros - Pessoa Física e Pessoa Jurídica João Paulo Vergueiro presidente@captacao.org Objetivo Doações por terceiros (pessoa física e pessoa jurídica): Desafios e possibilidades de uma organização

Leia mais

Ambiente destruído...

Ambiente destruído... Voluntariado Ambiente destruído... A qualidade do ar e o aquecimento global ameaçam a vida no planeta Ritmo acelerado Violência nas ruas... Pobreza... MILHÕES DE CRIANÇAS ESTÃO FORA DA ESCOLA Um bilhão

Leia mais

GLOSSÁRIO DO TERCEIRO SETOR

GLOSSÁRIO DO TERCEIRO SETOR GLOSSÁRIO DO TERCEIRO SETOR (Fonte: artigo do Professor Mário Aquino Alves, da Fundação Getúlio Vargas) Quais são e o que significam os termos mais usados no Terceiro Setor A Altruísmo - "Amor ao próximo";

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local 1 Por: Evandro Prestes Guerreiro 1 A questão da Responsabilidade Social se tornou o ponto de partida para o estabelecimento

Leia mais

Escola de Políticas Públicas

Escola de Políticas Públicas Escola de Políticas Públicas Política pública na prática A construção de políticas públicas tem desafios em todas as suas etapas. Para resolver essas situações do dia a dia, é necessário ter conhecimentos

Leia mais

Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global

Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global Este Tratado, assim como a educação, é um processo dinâmico em permanente construção. Deve portanto propiciar a reflexão,

Leia mais

PROGRAMA EMBRAER DE VOLUNTARIADO Fazer o bem faz bem!

PROGRAMA EMBRAER DE VOLUNTARIADO Fazer o bem faz bem! MAIS INFORMAÇÕES Entre em contato com a equipe do Instituto Embraer: Ramais 2766, 5701 ou 3611 (SJK) E-mail institutoembraer@embraer.com.br Envio de mensagens pelo Fale Conosco do site www.institutoembraer.com.br

Leia mais

- Terceiro Setor e Sociedade Civil Organizada -

- Terceiro Setor e Sociedade Civil Organizada - - Terceiro Setor e Sociedade Civil Organizada - 1 Terceiro Setor Denominação de um setor além governo e do privado/empresas. Define a atuação de organizações não estatais e sem fins lucrativos. Divisão

Leia mais

MICRO E PEQUENAS EMPRESAS E A SUSTENTABILIDADE

MICRO E PEQUENAS EMPRESAS E A SUSTENTABILIDADE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS E A SUSTENTABILIDADE JULIANA APARECIDA DE SOUZA REIS MAIARA NATALIA MARINHO DUARTE SUSELI SANTOS DIAS RESUMO Neste artigo temos por objetivo apresentar que as micros e pequenas

Leia mais

Unidade IV. Marketing. Profª. Daniela Menezes

Unidade IV. Marketing. Profª. Daniela Menezes Unidade IV Marketing Profª. Daniela Menezes Comunicação (Promoção) Mais do que ter uma ideia e desenvolver um produto com qualidade superior é preciso comunicar a seus clientes que o produto e/ ou serviço

Leia mais

Gestão de Negócios. Unidade III FUNDAMENTOS DE MARKETING

Gestão de Negócios. Unidade III FUNDAMENTOS DE MARKETING Gestão de Negócios Unidade III FUNDAMENTOS DE MARKETING 3.1- CONCEITOS DE MARKETING Para a American Marketing Association: Marketing é uma função organizacional e um Marketing é uma função organizacional

Leia mais

Campanha promocional Doutores da Alegria - Voluntáriado 1

Campanha promocional Doutores da Alegria - Voluntáriado 1 Campanha promocional Doutores da Alegria - Voluntáriado 1 Alexandre COELHO 2 Catarina CARVALHO 3 Danielle RIBEIRO 4 Leoni ROCHA 5 Paloma HADDAD 6 Professor/Orientador: Daniel CAMPOS 7 Universidade Fumec,

Leia mais

Relatório Anual. CADI Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral de SC

Relatório Anual. CADI Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral de SC Resumo da ONG O CADI Palhoça é uma instituição não governamental cujo objetivo é executar, articular e fomentar ações e projetos que facilitem o desenvolvimento de comunidades. Desenvolve projetos em 6

Leia mais

LEI Nº 445 DE 07 DE JUNHO DE 2004. O GOVERNADOR DO ESTADO DE RORAIMA: Faço saber que a Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

LEI Nº 445 DE 07 DE JUNHO DE 2004. O GOVERNADOR DO ESTADO DE RORAIMA: Faço saber que a Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 445 DE 07 DE JUNHO DE 2004 Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental, cria o Programa Estadual de Educação Ambiental e complementa a Lei Federal nº 9.795/99,

Leia mais

A Sustentabilidade nos Sistemas Associativistas de Produção

A Sustentabilidade nos Sistemas Associativistas de Produção IV SIMPÓSIO BRASILEIRO DE AGROPECUÁRIA SUSTENTÁVEL IV SIMBRAS I CONGRESSO INTERNACIONAL DE AGROPECUÁRIA SUSTENTÁVEL A Sustentabilidade nos Sistemas Associativistas de Produção Prof. José Horta Valadares,

Leia mais

Rafael Vargas Presidente da SBEP.RO Gestor de Projetos Sociais do Instituto Ágora Secretário do Terceiro Setor da UGT.RO

Rafael Vargas Presidente da SBEP.RO Gestor de Projetos Sociais do Instituto Ágora Secretário do Terceiro Setor da UGT.RO Abril/2014 Porto Velho/Rondônia Rafael Vargas Presidente da SBEP.RO Gestor de Projetos Sociais do Instituto Ágora Secretário do Terceiro Setor da UGT.RO Terceiro Setor É uma terminologia sociológica que

Leia mais

DIREITOS DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES: O QUE ISTO TEM A VER COM SUSTENTABILIDADE? 1

DIREITOS DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES: O QUE ISTO TEM A VER COM SUSTENTABILIDADE? 1 DIREITOS DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES: O QUE ISTO TEM A VER COM SUSTENTABILIDADE? 1 O conceito de sustentabilidade Em 1987, o Relatório Brundtland, elaborado pela Comissão Mundial do Ambiente e Desenvolvimento,

Leia mais

TRABALHO COMO DIREITO

TRABALHO COMO DIREITO Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 419 CEP: 05403-000 São Paulo SP Brasil TRABALHO COMO DIREITO () 04/12/2013 1 O direito ao trabalho no campo da Saúde Mental: desafio para a Reforma Psiquiátrica brasileira

Leia mais

Gestão e Sustentabilidade das Organizações da Sociedade Civil. Alfredo dos Santos Junior Instituto GESC

Gestão e Sustentabilidade das Organizações da Sociedade Civil. Alfredo dos Santos Junior Instituto GESC Gestão e Sustentabilidade das Organizações da Sociedade Civil Alfredo dos Santos Junior Instituto GESC QUEM SOMOS? INSTITUTO GESC - IGESC Fundação da AMBA, pelos alunos do primeiro curso de MBA. Serviços

Leia mais

APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL. 02/01/2013 rev. 00

APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL. 02/01/2013 rev. 00 APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL 02/01/2013 rev. 00 PAUTA INSTITUCIONAL Sobre a Harpia OUTRAS INFORMAÇÕES Clientes Parceiros SERVIÇOS Responsabilidade Social Consultoria & Gestão Empresarial Planejamento Estratégico

Leia mais

Módulo IV. Delegação e Liderança

Módulo IV. Delegação e Liderança Módulo IV Delegação e Liderança "As pessoas perguntam qual é a diferença entre um líder e um chefe. O líder trabalha a descoberto, o chefe trabalha encapotado. O líder lidera, o chefe guia. Franklin Roosevelt

Leia mais

São distintos os conteúdos expostos pela comunicação interna e externa:

São distintos os conteúdos expostos pela comunicação interna e externa: 31 6 COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL Um dos principais objetivos da comunicação institucional é o estabelecimento de relações duradouras com os seus públicos. Isso é possível através de ações personalizadas

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL NO CENÁRIO EMPRESARIAL ¹ JACKSON SANTOS ²

RESPONSABILIDADE SOCIAL NO CENÁRIO EMPRESARIAL ¹ JACKSON SANTOS ² RESPONSABILIDADE SOCIAL NO CENÁRIO EMPRESARIAL ¹ JACKSON SANTOS ² A Responsabilidade Social tem sido considerada, entre muitos autores, como tema de relevância crescente na formulação de estratégias empresarias

Leia mais

CURSO FERRAMENTAS DE GESTÃO IN COMPANY

CURSO FERRAMENTAS DE GESTÃO IN COMPANY CURSO FERRAMENTAS DE GESTÃO IN COMPANY Instrumental e modular, o Ferramentas de Gestão é uma oportunidade de aperfeiçoamento para quem busca conteúdo de qualidade ao gerenciar ações sociais de empresas

Leia mais

Saiba como gerir uma equipe com essas dicas REALIZAÇÃO

Saiba como gerir uma equipe com essas dicas REALIZAÇÃO Comunicação empresarial eficiente: Saiba como gerir uma equipe com essas dicas REALIZAÇÃO Sumário 01 Introdução 02 02 03 A comunicação dentro das empresas nos dias de hoje Como garantir uma comunicação

Leia mais

Estratégias em Tecnologia da Informação. Missão, Visão e Objetivo Organizacional (Cultura Organizacional)

Estratégias em Tecnologia da Informação. Missão, Visão e Objetivo Organizacional (Cultura Organizacional) Estratégias em Tecnologia da Informação Capítulo 2 Missão, Visão e Objetivo Organizacional (Cultura Organizacional) Material de apoio 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina

Leia mais

DIRETOR(A) DE SEDE ESCRITÓRIO TETO BRASIL BAHIA

DIRETOR(A) DE SEDE ESCRITÓRIO TETO BRASIL BAHIA DIRETOR(A) DE SEDE ESCRITÓRIO TETO BRASIL BAHIA Identificação do Cargo Departamento / Área Cargo a que reporta (Liderança direta) Cargos sob sua dependência (Liderança direta) Organograma Diretoria de

Leia mais

Redes sociais no Terceiro Setor

Redes sociais no Terceiro Setor Redes sociais no Terceiro Setor Prof. Reginaldo Braga Lucas 2º semestre de 2010 Constituição de redes organizacionais Transformações organizacionais Desenvolvimento das organizações articuladas em redes

Leia mais

4 O CASO PETROBRAS 4.1 HISTÓRICO DA PETROBRAS

4 O CASO PETROBRAS 4.1 HISTÓRICO DA PETROBRAS 4 O CASO PETROBRAS 4.1 HISTÓRICO DA PETROBRAS A Petrobras foi criada em 3 de outubro de 1953, pela Lei 2.004, assinada pelo então presidente Getúlio Vargas, em meio a um ambiente de descrédito em relação

Leia mais

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 1 2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Fundamentos da Vantagem Estratégica ou competitiva Os sistemas de informação devem ser vistos como algo mais do que um conjunto de tecnologias que apoiam

Leia mais

Política de Sustentabilidade

Política de Sustentabilidade Política de Sustentabilidade Sul Mineira 1 Índice Política de Sustentabilidade Unimed Sul Mineira Mas o que é Responsabilidade Social? Premissas Básicas Objetivos da Unimed Sul Mineira Para a Saúde Ambiental

Leia mais

Roteiro para elaboração de projetos 1

Roteiro para elaboração de projetos 1 1 Roteiro para elaboração de projetos 1 O objetivo aqui é que vocês exercitem a criatividade, a atitude empreendedora, a inteligência emocional (liderar e ser liderado) e a responsabilidade (individual

Leia mais

1. APRESENTAÇÃO 2. OBJETIVO E FOCO TEMÁTICO INSCRIÇÕES 14º DIA DO VOLUNTARIADO 2015.

1. APRESENTAÇÃO 2. OBJETIVO E FOCO TEMÁTICO INSCRIÇÕES 14º DIA DO VOLUNTARIADO 2015. REV.: 03 Pág.: 1 de 6 A Manaus Ambiental torna público que estão abertas as inscrições para a seleção de Instituições e Projetos Sociais para o 14º Dia do Voluntariado. A empresa realizará o processo de

Leia mais

O PAPEL DO GESTOR COMO MULTIPLICADOR

O PAPEL DO GESTOR COMO MULTIPLICADOR Programa de Capacitação PAPEL D GESTR CM MULTIPLICADR Brasília 12 de maio de 2011 Graciela Hopstein ghopstein@yahoo.com.br Qual o conceito de multiplicador? Quais são as idéias associadas a esse conceito?

Leia mais

Quem precisa de metas afinal? Por que ter metas?

Quem precisa de metas afinal? Por que ter metas? Metas e Objetivos Muito se confunde a respeito destes dois conceitos quando se faz um planejamento estratégico do negócio. A diferença entre Meta e Objetivo, no entanto, é bastante clara como será apresentada

Leia mais

Sustentabilidade: Hoje ou Amanhã?

Sustentabilidade: Hoje ou Amanhã? Sustentabilidade: Hoje ou Amanhã? Sustentabilidade O que isto significa? Tem implicações nas vidas das pessoas e organizações? Os cidadãos e os executivos estão comprometidos com isto? Surgem muitas organizações

Leia mais

Aquecimento para o 3º Seminário Internacional de BPM

Aquecimento para o 3º Seminário Internacional de BPM Aquecimento para o 3º Seminário Internacional de BPM É COM GRANDE PRAZER QUE GOSTARÍAMOS DE OFICIALIZAR A PARTICIPAÇÃO DE PAUL HARMON NO 3º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE BPM!! No ano passado discutimos Gestão

Leia mais

ENDOMARKETING: Utilização como ferramenta de crescimento organizacional

ENDOMARKETING: Utilização como ferramenta de crescimento organizacional ENDOMARKETING: Utilização como ferramenta de crescimento organizacional Carlos Henrique Cangussu Discente do 3º ano do curso de Administração FITL/AEMS Marcelo da Silva Silvestre Discente do 3º ano do

Leia mais

Responsabilidade Social Empresarial

Responsabilidade Social Empresarial Responsabilidade Social Empresarial Henry Ford: produto e preço - Gestão de Produto e Processo. Jerome McCarty e Philip Kotler: produto, preço, praça (ponto de venda) e promoção. - Gestão de Marketing.

Leia mais

CIEDS, Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável Missão:

CIEDS, Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável Missão: O CIEDS, Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável, é uma Instituição Social Sem Fins Lucrativos, de Utilidade Pública Federal, fundada em 1998, com sede na cidade do Rio de

Leia mais

4º Período Ciências Contábeis Aulas 13 e 14 25.03.2014 Semana 7. Contabilidade e Responsabilidade Socioambiental

4º Período Ciências Contábeis Aulas 13 e 14 25.03.2014 Semana 7. Contabilidade e Responsabilidade Socioambiental 4º Período Ciências Contábeis Aulas 13 e 14 25.03.2014 Semana 7 Contabilidade e Responsabilidade Socioambiental 1 Objetivos do Milênio 1. Acabar coma fomee a miséria Eduardo, Jessé, Ederson 2. Educação

Leia mais

1 Revista LIBERDADE e CIDADANIA Ano I n. 4 abril / junho, 2009 www.flc.org.br

1 Revista LIBERDADE e CIDADANIA Ano I n. 4 abril / junho, 2009 www.flc.org.br 1 Revista LIBERDADE e CIDADANIA Ano I n. 4 abril / junho, 2009 www.flc.org.br TEMA EM DEBATE Cidadania e Solidariedade Por Marina Klamas Tanigushi * Quando iniciamos nosso trabalho na Prefeitura de Curitiba,

Leia mais

HSM Management Update nº 28 - Janeiro 2006

HSM Management Update nº 28 - Janeiro 2006 Em entrevista exclusiva, a consultora de marketing estratégico Kavita Hamza conta o que descobriu sobre a capacidade de comunicação de organizações não-governamentais brasileiras em um estudo com 35 delas

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL

RESPONSABILIDADE SOCIAL RESPONSABILIDADE SOCIAL Universidade de Brasília Faculdade de Ciência da Informação Profa. Lillian Alvares TODO COMPORTAMENTO TEM SUAS RAZÕES. A ÉTICA É SIMPLESMENTE A RAZÃO MAIOR DAVID HUME DEFINIÇÕES

Leia mais

AS ENTIDADES NÃO GOVERNAMENTAIS E O ATENDIMENTO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE: A EXPERIÊNCIA DO GAFAM/AE

AS ENTIDADES NÃO GOVERNAMENTAIS E O ATENDIMENTO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE: A EXPERIÊNCIA DO GAFAM/AE AS ENTIDADES NÃO GOVERNAMENTAIS E O ATENDIMENTO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE: A EXPERIÊNCIA DO GAFAM/AE Amália Madureira Paschoal Anna Débora Fritzen Marcante Jaqueline Nadir da Silva Patrícia Ortigosa Chaves

Leia mais

ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos!

ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos! ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos! Documento final aprovado por adolescentes dos Estados do Amazonas, da Bahia, do Ceará, do Mato Grosso,

Leia mais

Resumo Aula-tema 01: As relações com as grandes empresas e com o Estado e as relações com a contabilidade e com os empregados.

Resumo Aula-tema 01: As relações com as grandes empresas e com o Estado e as relações com a contabilidade e com os empregados. Resumo Aula-tema 01: As relações com as grandes empresas e com o Estado e as relações com a contabilidade e com os empregados. Todos nós já vivenciamos casos de empreendedores, na família ou no grupo de

Leia mais

Roteiro para orientar o investimento social privado na comunidade 1

Roteiro para orientar o investimento social privado na comunidade 1 Roteiro para orientar o investimento social privado na comunidade 1 O IDIS Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social é uma organização da sociedade civil de interesse público, que tem como

Leia mais

Atendimento pós-venda: gestão estratégica da ex...

Atendimento pós-venda: gestão estratégica da ex... Atendimento pós-venda: gestão estratégica da ex... (/artigos /carreira/comopermanecercalmosob-pressao /89522/) Carreira Como permanecer calmo sob pressão (/artigos/carreira/como-permanecer-calmosob-pressao/89522/)

Leia mais

ENDOMARKETING COMO FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO COM O PÚBLICO INTERNO

ENDOMARKETING COMO FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO COM O PÚBLICO INTERNO 1 ENDOMARKETING COMO FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO COM O PÚBLICO INTERNO Por Regina Stela Almeida Dias Mendes NOVEMBRO 2004 UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 2 ENDOMARKETING COMO FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA DA GSIME TECNOLOGIA E INFORMÁTICA LTDA Nome Fantasia: GTI Solution

CÓDIGO DE ÉTICA DA GSIME TECNOLOGIA E INFORMÁTICA LTDA Nome Fantasia: GTI Solution CÓDIGO DE ÉTICA DA GSIME TECNOLOGIA E INFORMÁTICA LTDA Nome Fantasia: GTI Solution GTI Solution Código de Ética: GSIME TECNOLOGIA E INFORMÁTICA LTDA 1. INTRODUÇÃO A GSIME TECNOLOGIA E INFORMÁTICA LTDA

Leia mais

Política de. [ comunicação] Forluz

Política de. [ comunicação] Forluz Política de [ comunicação] Forluz Índice Apresentação...4 Missão da Forluz...5 Condições para aplicação deste documento...6 Objetivos da Política de Comunicação...7 Diretrizes da Política de Comunicação...8

Leia mais

Somando forças até o fim da pobreza. CARE Brasil Relatório Anual

Somando forças até o fim da pobreza. CARE Brasil Relatório Anual Somando forças até o fim da pobreza CARE Brasil Relatório Anual 2012 CARE Internacional Em 2012, a CARE apoiou 997 projetos de combate à pobreza em 84 países, beneficiando estimadamente 84 milhões de pessoas.

Leia mais

DOCUMENTO DE REFERÊNCIA. Zig Koch

DOCUMENTO DE REFERÊNCIA. Zig Koch DOCUMENTO DE REFERÊNCIA Zig Koch O Programa E-CONS, Empreendedores da Conservação, é uma iniciativa idealizada pela SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental e implementada em

Leia mais

PROJETO FAZENDO ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA DO ORIENTADOR NO COMPROMISSO DA CAPACITAÇÃO DOCENTE

PROJETO FAZENDO ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA DO ORIENTADOR NO COMPROMISSO DA CAPACITAÇÃO DOCENTE PROJETO FAZENDO ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA DO ORIENTADOR NO COMPROMISSO DA CAPACITAÇÃO DOCENTE Sérgio Dal-Ri Moreira Pontifícia Universidade Católica do Paraná Palavras-chave: Educação Física, Educação, Escola,

Leia mais

Política de Patrocínios e Doações da Volvo do Brasil

Política de Patrocínios e Doações da Volvo do Brasil Política de Patrocínios e Doações da Volvo do Brasil Data de publicação: 10/07/2007 Última atualização: 10/07/2007 APRESENTAÇÃO Os patrocínios exercem um importante papel na estratégia de comunicação e

Leia mais

Coleção Caminhos para o desenvolvimento de Organizações da Sociedade Civil

Coleção Caminhos para o desenvolvimento de Organizações da Sociedade Civil Coleção Caminhos para o desenvolvimento de Organizações da Sociedade Civil Avaliar o desempenho financeiro da organização.5 Fazer uso inteligente do que se tem à disposição Durante anos, foi comum acreditar

Leia mais

PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS

PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS ENCONTRO DE GRUPOS REGIONAIS DE ARTICULAÇÃO- ABRIGOS - SÃO PAULO O QUE É UMA REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL? sistemas organizacionais capazes de reunir indivíduos e instituições,

Leia mais

Lançamento. 25/agosto/2009

Lançamento. 25/agosto/2009 Lançamento Programa de Voluntariado Empresarial Sabesp 25/agosto/2009 Cenário externo Modelo de desenvolvimento insustentável; Desequilíbrio ambiental e escassez de recursos naturais; Aumento da pobreza,

Leia mais

Norma Permanente 4.1. GOVERNANÇA E GESTÃO 4.2. PRINCÍPIOS 4.3. INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO E INCENTIVADO

Norma Permanente 4.1. GOVERNANÇA E GESTÃO 4.2. PRINCÍPIOS 4.3. INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO E INCENTIVADO Resumo: Reafirma o comportamento socialmente responsável da Duratex. Índice 1. OBJETIVO 2. ABRANGÊNCIA 3. DEFINIÇÕES 3.1. PARTE INTERESSADA 3.2. ENGAJAMENTO DE PARTES INTERESSADAS 3.3. IMPACTO 3.4. TEMAS

Leia mais

A PRÁTICA DO MARKETING SOCIETAL PELAS ORGANIZAÇÕES DO SÉCULO XXI

A PRÁTICA DO MARKETING SOCIETAL PELAS ORGANIZAÇÕES DO SÉCULO XXI A PRÁTICA DO MARKETING SOCIETAL PELAS ORGANIZAÇÕES DO SÉCULO XXI Saulo Ribeiro dos Santos 1 Rafael Cezar Souza Reis 2 1 INTRODUÇÃO Com o crescimento do terceiro setor e sua profissionalização, as modernas

Leia mais

Experiências Locais: Situação Atual e Futuro do ISP no Brasil

Experiências Locais: Situação Atual e Futuro do ISP no Brasil Experiências Locais: Situação Atual e Futuro do ISP no Brasil Marcos Kisil idis@idis.org.br 3 de abril de 2008 5º Congresso GIFE de Investimento Social Privado 1 Contexto do Investimento Social na América

Leia mais

Capítulo 19 - RESUMO

Capítulo 19 - RESUMO Capítulo 19 - RESUMO Considerado como sendo um dos principais teóricos da área de marketing, Philip Kotler vem abordando assuntos referentes a esse fenômeno americano chamado marketing social, desde a

Leia mais

CESA Comitê Advocacia Solidária ISO 26.000 e Manual do Advogado Sustentável

CESA Comitê Advocacia Solidária ISO 26.000 e Manual do Advogado Sustentável CESA Comitê Advocacia Solidária ISO 26.000 e Manual do Advogado Sustentável Julho 2010 O que é ISO 26000? A ISO 26000 é uma norma internacional de Responsabilidade Social, um guia de diretrizes que contribui

Leia mais

Página 1 de 8. Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Página 1 de 8. Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Página 1 de 8 LEI Nº 3325, de 17 de dezembro de 1999 Dispõe sobre a educação ambiental, institui a política estadual de educação ambiental, cria o Programa estadual de Educação Ambiental e complementa

Leia mais

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS Versão 2.0 09/02/2015 Sumário 1 Objetivo... 3 1.1 Objetivos Específicos... 3 2 Conceitos... 4 3 Princípios... 5 4 Diretrizes... 5 4.1

Leia mais

Conceitos e tarefas da administração de marketing DESENVOLVIMENTO DE ESTRATEGIAS E PLANOS DE MARKETING

Conceitos e tarefas da administração de marketing DESENVOLVIMENTO DE ESTRATEGIAS E PLANOS DE MARKETING Sumário Parte um Conceitos e tarefas da administração de marketing CAPITULO I MARKETING PARA 0 SÉCULO XXI A importância do marketing O escopo do marketing 0 que é marketing? Troca e transações A que se

Leia mais

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT Myrian Lucia Ruiz Castilho André Luiz Castilho ** A educação é um direito

Leia mais

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO SECRETARIA DO DESENVOLVIMENTO, TRABALHO E SOLIDARIEDADE

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO SECRETARIA DO DESENVOLVIMENTO, TRABALHO E SOLIDARIEDADE LEI nº, de de (Projeto de Lei nº 00/04, do Executivo) Institui o Programa Oportunidade Solidária, estabelece princípios fundamentais e objetivos da Política de Fomento à Economia Popular Solidária do Município

Leia mais

NOSSOS PRINCÍPIOS ORIENTADORES

NOSSOS PRINCÍPIOS ORIENTADORES NOSSOS PRINCÍPIOS ORIENTADORES Por cerca de 50 anos, a série Boletim Verde descreve como a John Deere conduz os negócios e coloca seus valores em prática. Os boletins eram guias para os julgamentos e as

Leia mais

Trabalho voluntário: o cidadão em ações sociais

Trabalho voluntário: o cidadão em ações sociais Trabalho voluntário: o cidadão em ações sociais O trabalho voluntário vem assumindo um papel expressivo na sociedade. Adeptos da prática vêm de todas as classes sociais. Por Mayara Kelly Há seis anos,

Leia mais

ANEXO B CONTEXTUALIZAÇÃO DA PROMOÇÃO DA SAÚDE EM MODELO DE GESTÃO ORGANIZACIONAL DE ALTO DESEMPENHO

ANEXO B CONTEXTUALIZAÇÃO DA PROMOÇÃO DA SAÚDE EM MODELO DE GESTÃO ORGANIZACIONAL DE ALTO DESEMPENHO ANEXO B CONTEXTUALIZAÇÃO DA PROMOÇÃO DA SAÚDE EM MODELO DE GESTÃO ORGANIZACIONAL DE ALTO DESEMPENHO Autoria: Elaine Emar Ribeiro César Fonte: Critérios Compromisso com a Excelência e Rumo à Excelência

Leia mais

Desenvolvimento em Questão ISSN: 1678-4855 davidbasso@unijui.edu.br. Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.

Desenvolvimento em Questão ISSN: 1678-4855 davidbasso@unijui.edu.br. Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. Desenvolvimento em Questão ISSN: 1678-4855 davidbasso@unijui.edu.br Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul Brasil Formentini, Marcia Responsabilidade social e marketing social

Leia mais

GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS

GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS SEÇÃO 7 Desenvolvimento de É importante pensar sobre como desenvolver os funcionários a fim de melhorar o trabalho da organização. O desenvolvimento de poderia consistir em ensino, oportunidades para adquirir

Leia mais

Carta Aberta aos candidatos e candidatas às prefeituras e Câmaras Municipais

Carta Aberta aos candidatos e candidatas às prefeituras e Câmaras Municipais Carta Aberta aos candidatos e candidatas às prefeituras e Câmaras Municipais Estatuto da Criança e do Adolescente: 18 anos, 18 Compromissos A criança e o adolescente no centro da gestão municipal O Estatuto

Leia mais

Planejamento estratégico e gestão nas organizações sociais

Planejamento estratégico e gestão nas organizações sociais CAPACITAÇÃO CASA/PSO Planejamento estratégico e gestão nas organizações sociais Graciela Hopstein ghopstein@yahoo.com.br Conteúdos 1. O conceito de planejamento estratégico como estratégia de fortalecimento

Leia mais