ESTUDO DE CATALISADORES Pt-In/Nb 2 O 5 NA CONVERSÃO DE HIDROCARBONETOS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ESTUDO DE CATALISADORES Pt-In/Nb 2 O 5 NA CONVERSÃO DE HIDROCARBONETOS"

Transcrição

1 INGRIDY SANTOS LOPES ESTUDO DE CATALISADORES Pt-In/Nb 2 O 5 NA CONVERSÃO DE HIDROCARBONETOS Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Química da Universidade Federal Fluminense como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre. Área de Concentração: Físico-Química. Orientador: Prof. Dr. Fabio Barboza Passos NITERÓI 2003

2 INGRIDY SANTOS LOPES ESTUDO DE CATALISADORES Pt-In/Nb 2 O 5 NA CONVERSÃO DE HIDROCARBONETOS Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Química da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial para obtenção do Título de Mestre em Química. SETEMBRO/2003 BANCA EXAMINADORA Prof. Dr. Fabio Barboza Passos - Orientador Departamento de Engenharia Química - UFF Prof. Dr. José Walkimar de Mesquita Carneiro Departamento de Química Inorgânica - UFF Prof. Dr. Donato Alexandre Gomes Aranda Departamento de Engenharia Química UFRJ

3 Esta dissertação é dedicada `as pessoas que sabem o valor que esta representa. Aos meus pais Edílson e Jacinta por terem me preparado a ser a pessoa que sou. À minha irmã Priscila e ao meu sobrinho Lucas por fazerem a minha vida muito feliz. Ao Marcelo que mesmo tão longe sempre esteve tão perto. Ao Fabio pela sua amizade e sua paciência em transmitir seus conhecimentos a mim.

4 Agradecimentos À Deus pela minha vida Aos meus pais pelo incentivo, pelo respeito às minhas escolhas, por acreditarem sempre em mim e na minha profissão, e por nunca desistirem de ambas. Sendo compreensíveis mediante minha dedicação a este trabalho. Meu agradecimento especial à minha irmã, uma das mulheres mais corajosas que já conheci, pelas palavras de incentivo nos momentos difíceis. Ao Marcelo por respeitar minhas escolhas e por ser meu bálsamo nas horas difíceis, meu incentivador e meu apoio quando a vontade de largar tudo foi maior. Ao Prof. Fabio pela orientação, pela paciência, pela confiança e amizade demonstrada a mim. Pela imensa ajuda nos momentos difíceis e principalmente por me proporcionar o privilégio de compartilhar seus conhecimentos comigo. À amiga Elaine pela companhia agradável e alegre, pela grande ajuda no início, meio e fim dessa dissertação e por ter me ensinado tudo sobre o RECAT. Ao pessoal do RECAT por fazerem o ambiente de trabalho muito prazeroso e agradável. Meu agradecimento especial à Mônica pela montagem do escritório, por emprestar sua casa e seu computador. À Marcela, ao Cadu e Thaís pela ajuda na realização dos experimentos e cálculos. Meu especial agradecimento também a Juliana, Nice, Carol, Priscila, Fernanda, Thiago, Silvio e Marcelo por suportarem meus momentos de stress. Aos meus avós, tios e tias, primos e primas, pelo apoio e incentivo. Meu agradecimento especial à tia Aparecida por me hospedar na sua casa nos primeiros meses. À tia Verônica por estar sempre pronta para me ouvir nas horas difíceis. E à tia Adriana, pelas sábias palavras nos momentos de indecisão e angústia. E por me emprestar seu computador, seu quarto, enfim me receber tão bem na sua casa. A todos os meus amigos de Minas e aos meus novos amigos aqui do Rio que sempre me incentivaram. Ao Prof Fabio Bellot pela realização das análises de DRS. À FAPERJ pela bolsa de estudos.

5 SUMÁRIO CAPÍTULO I 13 INTRODUÇÃO 13 CAPÍTULO II 15 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 15 II.1 Nb 2 O 5 15 II Introdução 15 II.1.2 Estrutura da nióbia 15 II.1.3 Efeito SMSI (Strong Metal-Support Interaction) 19 II.1.4 Pentóxido de nióbio utilizado como promotor e suporte 20 II.2 CARACTERIZAÇÃO DE CATALISADORES Pt/Nb 2 O 5 22 II.2.1 Redução à Temperatura Programada - TPR 22 II.2.2 Espectroscopia no UV-Visível com Refletância Difusa -DRS 25 II.2.3 Quimissorção 26 II.2.4 Dessorção à Temperatura Programada -TPD 29 II.3 - CONVERSÃO DE HIDROCARBONETOS 30 II.3.1 Desidrogenação do Cicloexano 30 II.3.2 Hidrogenólise do Metilciclopentano 33 II.3.4 Conversão do n-heptano 35 II.3.4 Coque 39 CAPÍTULO III 41 MATERIAIS E MÉTODOS 41 III. 1 - PREPARAÇÃO DE CATALISADORES 41 III Suporte 41 III Fase Ativa 41 III Promotor 42 III. 2 - ANÁLISES DE CARACTERIZAÇÃO 42 III Área BET 42 III Redução à Temperatura Programa 43 III Espectroscopia no UV-visível com Reflectância Difusa 45 III Quimissorção 45 III Dessorção à Temperatura Programada 46 III Oxidação do Coque à Temperatura Programada 46 III. 3 - REAÇÕES MODELOS 47 III Aparelhagem e condições experimentais 47

6 III Desidrogenação do Cicloexano 48 III.3.3 Hidrogenólise do Metilciclopentano 49 III Conversão do n-heptano 50 III Reforma do Metilciclopentano 51 CAPÍTULO IV 53 RESULTADOS E DISCUSSÃO 53 IV. 1 REDUÇÃO A TEMPERATURA PROGRAMADA 53 IV.2 ESPECTROSCOPIA NO UV-VISÍVEL COM REFLETÂNCIA DIFUSA 55 IV.3 QUIMISSORÇÃO DE H 2 E CO 56 IV.4 TPD DE H 2 58 IV.5 TPD DE CO 60 IV.6 DESIDROGENAÇÃO DO CICLOEXANO 68 IV.7 HIDROGENÓLISE DO METILCICLOPENTANO 70 IV.8 CONVERSÃO DO N-HEPTANO 71 IV.9 - OXIDAÇÃO A TEMPERATURA PROGRAMADA 73 IV.10 REFORMA DO METILCICLOPENTANO 74 CAPÍTULO V 76 CONCLUSÕES E SUGESTÕES 76 V.1 CONCLUSÕES 76 V.2 SUGESTÕES 77

7 ÍNDICE DE FIGURAS Figura II.1 Estrutura do Nb 2 O 5 na forma H. Octaedro NbO6, ( ) Nb no sítio tetraédrico 17 Figura II.2 Projeção da estrutura do Nb 2 O 5 na forma T. ( ) Oxigênio, (, ) Nióbio. 18 Figura II.3 Polimorfismo do Nb 2 O 5 19 Figura II.4 Perfil de TPR dos catalisadores Pt/Nb 2 O 5 24 Figura II.5 Espectro de DRS UV-Vis dos catalisadores Pt/Nb 2 O Figura II.6 - Mecanismo da desidrogenação do cicloexano. M é o metal da fase ativa. 31 Figura II.7 - Hidrogenólise do MCP. (A) Mecanismo não seletivo; (B) Mecanismo seletivo. 33 Figura II.8 - Mecanismo da Conversão do n-heptano 36 Figura III.1 Esquema da unidade multipropósito acoplada ao Espectrômetro de Massas. 43 Figura III.2 Quimissorção por pulsos 46 Figura III.3 Esquema da unidade experimental utilizada nas reações modelos. 47 Figura VI.1 - TPR do suporte e dos catalisadores. 53 Figura IV.2 Espectros de UV-visível dos catalisadores Pt/Nb 2 O 5 e Pt-In/Nb 2 O 5 55 Figura IV.3 - TPD de H 2 de catalisadores Pt/Nb 2 O 5 reduzidos a 300ºC 58 Figura IV.4 - TPD de H 2 de catalisadores Pt/Nb 2 O 5 reduzidos a 500ºC 59 Figura IV.5 - TPD de CO do catalisador 1%Pt/Nb 2 O 5 reduzido a 300ºC 60 Figura IV.6 - TPD de CO do 1%Pt - 0,2%In/Nb 2 O 5 reduzido a 300ºC 62 Figura IV.7 - TPD de CO do 1%Pt - 0,5%In/Nb 2 O 5 reduzido a 300ºC 62 Figura IV.8 - TPD de CO do 1%Pt - 0,7%In/Nb 2 O 5 reduzido a 300ºC 63 Figura IV.9 - TPD de CO do 1%Pt - 1%In/Nb2O5 reduzido a 300ºC 63 Figura IV.10 - TPD de CO do 1%Pt/Nb 2 O 5 reduzido a 500ºC 65 Figura IV.11 - TPD de CO do 1%Pt-0,2%In/Nb 2 O 5 após reduzido a 500ºC 66 Figura IV.12 - TPD de CO do 1%Pt-0,5%In/Nb 2 O 5 reduzido a 500ºC 66 Figura IV.13 - TPD de CO do 1%Pt-0,7%In/Nb 2 O 5 reduzido a 500ºC 67 Figura IV.14 - TPD de CO do 1%Pt-1%In/Nb 2 O 5 reduzido a 500ºC 67 Figura IV.15 Diagrama de Arrhenius para reação de desidrogenação do cicloexano para todos catalisadores após redução a 300ºC 69

8 Figura IV.16 Diagrama de Arrhenius para reação de desidrogenação do cicloexano para todos catalisadores após redução a 500ºC 70 Figura IV.17 Atividade e Estabilidade na Reação do n-heptano a 500ºC 72 Figura IV.18 Perfis de formação de CO 2 durante o TPO após conversão do n-heptano 74 Figura IV.19 Atividade e Estabilidade na reforma do MCP a 500ºC 74

9 ÍNDICE DE TABELAS Tabela II.1 - Espécies de nióbia aquoso na faixa de ph de 14,5 a 0,55 16 Tabela III. 1 Propriedades do ácido nióbico fornecido pela CBMM. 41 Tabela III. 2 Propriedades do Pentóxido de nióbio após etapa de calcinação. 43 Tabela III.3 Condições de análise cromatográficas para a Desidrogenação do Cicloexano. 49 Tabela III.4- Condições de análise cromatográficas para a Hidrogenólise do Metilciclopentano 50 Tabela III.5 Condições de análise cromatográficas para a Conversão do n-heptano 51 Tabela III.6 - Condições de análise cromatográficas para a Reforma do Metilciclopentano. 52 Tabela IV.1 Consumo de H 2 durante as análises de TPR. 54 Tabela IV.2 - Quimissorção irreversível de H 2 e CO após redução a 300ºC 56 Tabela IV.3 - Quimissorção irreversível de H 2 e CO após redução a 500ºC 57 Tabela IV.4 - Quantificação do H 2 total dessorvido durante TPD após redução a 500ºC 60 Tabela IV.5 Desidrogenação do Cicloexano a 270ºC após redução a 300 e a 500ºC 68 Tabela IV.6 Hidrogenólise do MCP do catalisador Pt/Nb 2 O 5 reduzido a 300ºC. 71 Tabela IV.7 Distribuição da Seletividade na Conversão do n-heptano a 500ºC. 72 Tabela IV.8 Distribuição da Seletividade na Reforma do MCP a 500ºC 75

10 LISTA DE ABREVIATURAS DRS UV-Vis Espectroscopia de Reflectância Difusa no UV-Visível. SMSI Forte Interação Metal Suporte TOF Freqüência de Reação TPD Dessorção à temperatura programada TPR Redução à temperatura programada TPO Oxidação à temperatura programada

11 RESUMO A desidrogenação de hidrocarbonetos é um importante processo industrial, devido à grande demanda de hidrocarbonetos insaturados para produtos e processos industriais. Hidrocarbonetos insaturados são utilizados na manufatura de vários produtos, tais como detergentes, gasolina de alta octanagem, produtos farmacêuticos e borrachas sintéticas. Na desidrogenação de hidrocarbonetos, o catalisador comercial utilizado é à base de platina suportado em alumina. A acidez intrínseca do suporte é neutralizada por um metal alcalino ou alcalino terroso, geralmente lítio. Índio e estanho são utilizados como promotores da fase metálica. O presente trabalho teve como objetivo principal o estudo das propriedades de catalisadores de Pt modificados com adição de In e suportados em nióbia, óxido redutível sujeito ao efeito da forte interação metal-suporte (SMSI). Catalisadores Pt/Nb 2 O 5 foram testados recentemente na desidrogenação de alcanos e apresentaram resultados promissores. Catalisadores Pt/Nb 2 O 5 e Pt-In/Nb 2 O 5 foram preparados por impregnação seca e caracterizados por redução à temperatura programada (TPR), espectroscopia no UV-Visível com reflectância difusa (DRS), quimissorção de H 2 e CO, dessorção à temperatura programada de H 2 e CO (TPD), além de oxidação à temperatura programada (TPO). A atividade catalítica desses catalisadores foi avaliada na desidrogenação do cicloexano, na hidrogenólise do metilciclopentano, na conversão do n-heptano e na reforma do metilciclopentano. A análise dos perfis de TPR permitiu concluir que há uma interação entre Pt e In nos catalisadores bimetálicos, que foi confirmada pelo decréscimo na capacidade de adsorção, medidas pelos consumos de H 2 e CO. A adição de In também inibiu o efeito da forte interação metal-suporte (SMSI) entre a platina e a nióbia. A desidrogenação do cicloexano para o catalisador Pt/Nb 2 O 5 mostrou a criação de novos sítios interfaciais. As reações de hidrogenólise foram suprimidas pela presença do efeito SMSI e pela presença do In, como foi observado na hidrogenólise do metilciclopentano. Na conversão do n-heptano, todos os catalisadores suportados em nióbia mostraram uma alta seletividade para a formação de olefinas. A presença do In suprimiu reações de hidrogenólise e favoreceu a atividade e a estabilidade do catalisador. Na reforma do metilciclopentano todos os catalisadores apresentaram boa seletividade para produtos de desidrogenação.

12 ABSTRACT Hydrocarbon dehydrogenation is an important industrial process, due to the high demand of unsatured hydrocarbons for industrial processes and products. Unsatured hydrocarbons are used in the manufacture of several products, such as detergents, high octanage gasoline, pharmaceutical products and synthetic rubber. The commercial catalysts employed in the hydrocarbon dehydrogenation process is based on platinum supported on alumina. The intrinsic acidity of the support is neutralized by an alkaline or alkali earth metal, usually lithium. Indium and tin are used as promoters of the metallic phase. The present work aimed to study the property of niobia supported Pt catalysts modified by In. Nióbia is a reductible oxide, able to promote a strong metal support interaction effect (SMSI). Pt/Nb 2 O 5 catalysts were investigated recently in the dehydrogenation of alkanes and they presented promissing results. Pt/Nb 2 O 5 and Pt-In/Nb 2 O 5 were prepared by incipient wetness and characterized by temperature-programmed reduction (TPR), UV-Vis diffuse reflectance spectroscopy (DRS), H 2 and CO chemisorption, H 2 and CO temperature-programmed desorption (TPD), besides temperature-programmed oxidation (TPO). The catalytic activity of these catalysts was evaluated in the cyclohexane dehydrogenation, methylcyclopentane hydrogenolysis, n-heptane conversion and methylcyclopentane reforming. The analysis of TPR profiles allowed to conclude that there is an interaction between Pt and In in the bimetallic catalysis, which was confirmed by the decrease in the adsorption capacity measured by the H 2 and CO uptakes. In addition it also inhibited the metal support effect (SMSI) between platinum and niobia. Cyclohexane dehydrogenation results demonstrated the creation of new interfacial sites for Pt/Nb 2 O 5 catalysts. Hydrogenolysis reactions were suppressed by the presence of the SMSI effect and by the presence of In, as observed in the methylcyclopentane hydrogenolysis. In the n-heptane conversion, all the niobia-supported catalysts displayed a high selectivity for the olefin formation. The presence of In decreased the formation of hydrogenolysis products and increased the stability of the catalyst. In the reforming methylcyclopentane all the catalysts displayed a high selectivity for the dehydrogenation products.

13 13 CAPÍTULO I INTRODUÇÃO A desidrogenação de hidrocarbonetos é um processo de importância comercial dada a demanda por hidrocarbonetos insaturados para o emprego em produtos e processos industriais (1). No caso da produção de detergentes o processo consiste em desidrogenar alcanos lineares para formação de α-olefinas, que são utilizadas posteriormente para alquilar o benzeno, mediante a reação de Friedel-Crafts para a produção de LAB (Alquil Benzeno Linear). Os catalisadores empregados neste processo são multicomponentes, contendo Pt, Sn e In suportados em alumina neutralizada por um metal alcalino, em geral Li. Assim, para que seja conseguida melhor eficiência do catalisador e regeneração eficaz, foram realizados estudos para conhecer os mecanismos de interação entre os diversos componentes (2). Catalisadores bimetálicos quando comparados aos respectivos sistemas monométalicos, apresentam melhores atividades, seletividades e estabilidade em conversões de hidrocarbonetos (3). Na conversão do n-heptano, catalisadores Pt-Sn/Al 2 O 3 foram mais resistentes à formação de coque, responsável pela desativação do catalisador. Além disso, apresentaram maior seletividade para aromáticos quando comparados aos sistemas monometálicos. Porém, no processo de desidrogenação de parafinas, a formação de aromáticos em competição com a formação de α- olefinas foi uma desvantagem (4). Um catalisador alternativo para a desidrogenação de parafinas foi proposto e vem sendo largamente estudado. Este é à base de Pt com mudança apenas do suporte, que emprega o pentóxido de nióbio (Nb 2 O 5 ). Em pesquisas anteriores, sobre catalisadores de Pt suportados em nióbia, observou-se maior seletividade para as reações de desidrogenação. Porém, a atividade catalítica inicial foi baixa, seguida de uma desativação rápida e conseqüentemente uma estabilidade menor (3-5). A nióbia é um óxido redutível sujeito a forte interação metal-suporte (SMSI- Strong Metal-Support Interaction ), explicado pela migração de espécies reduzidas do suporte para a superfície das partículas metálicas. A presença do efeito SMSI provoca uma modificação na atividade e seletividade de reações sensíveis à estrutura do catalisador, suprimindo produtos de hidrogenólise e diminuindo a capacidade de adsorção de várias moléculas (3)

14 14 Adicionalmente, a nióbia possui menor acidez em comparação com a alumina, assim na conversão de hidrocarbonetos, as reações de isomerização e craqueamento são minimizadas, favorecendo a seletividade para reações de desidrogenação. Estes resultados mostraram a possibilidade de otimizar a composição do catalisador Pt/Nb 2 O 5 de forma a se obter catalisadores mais estáveis. O presente trabalho tem como objetivo investigar a adição do In como promotor em catalisadores Pt/Nb 2 O 5. O In é um promotor utilizado na formulação comercial dos catalisadores para desidrogenação. Resultados anteriores (2) mostraram que o In modifica a Pt favorecendo a formação de olefinas. No capítulo II apresenta-se uma revisão bibliográfica a respeito do suporte e suas características. Ainda neste capítulo, faz-se uma revisão sobre as técnicas de caracterização realizadas no Pt/Nb 2 O 5, e também o uso de reações modelos para descrever a atividade, a seletividade e a estabilidade desses catalisadores. O método de preparação, as condições e equipamentos utilizados são apresentados no capítulo III, além das condições experimentais empregadas nas reações modelos. No capítulo IV são apresentados os resultados experimentais, discutidos e comparados com trabalhos disponíveis na literatura. As conclusões deste trabalho e algumas sugestões são apresentados no capítulo V.

15 15 CAPÍTULO II REVISÃO BIBLIOGRÁFICA II.1 Nb 2 O 5 II Introdução Neste tópico, é realizada uma revisão sobre a nióbia e suas características, tais como estrutura e o efeito SMSI, característico de óxidos redutíveis. Trata-se também do emprego da nióbia em catalisadores, na forma de promotor ou suporte. A abundância da nióbia na Terra é de aproximadamente 20 ppm, e esta não ocorre no estado livre, sendo usualmente encontrada com tântalo presente no mineral (Fe, Mn)M 2 O 6 (M=Nb, Ta). Os principais países produtores de nióbia são o Brasil, com 60% da produção total, Canadá, Nigéria e Zaire (6). II.1.2 Estrutura da nióbia A estrutura da nióbia é complicada e apresenta um considerável polimorfismo. O pentóxido de nióbio está compreendido como uma estrutura que envolve um octaedro NbO 6 ligado pelas bordas e esquinas. Em alta temperatura de redução ( ºC) com H 2, o Nb 2 O 5 torna-se um dióxido NbO 2 preto azulado, que possui uma estrutura rutilo distorcida e diamagnética, sendo esta redução reversível. A estrutura NbO 2 só existe quando a razão do oxigênio é mantida próxima de 2. Assim, um óxido de composição NbO 2.99 apresenta linhas de difração de raios-x que são características do pentóxido mesmo que este contenha somente um pequeno excesso de oxigênio (6). Reduzindo novamente o Nb 2 O 5 ( ºC), produz-se o monóxido NbO, que é cinza, com uma estrutura cúbica que apresenta condutividade metálica. As linhas de difração de raios- X do NbO 2 começam aparecer no NbO 1.04, enquanto os óxidos NbO 0.94 a NbO 0.87 mostraram linhas de difração de raios-x que são características do metal (6). O pentóxido hidratado, conhecido como ácido nióbico, é obtido como um precipitado branco com uma quantidade de água indeterminada, quando os complexos solúveis do metal são hidrolisados ou quando a solução de nióbia é acidificada. O ácido nióbico é um óxido polimérico insolúvel e parece que essa polimerização ocorre através da eliminação intermolecular da água

16 16 entre unidades tais como: Nb(OH) 5 ou NbO(OH) 3. Diferentes tipos de espécies iônicas do óxido de nióbio estão presentes na solução aquosa, como (NbO 2 (OH) -3 4, Nb 6 O -8 19, H x Nb 6 O -(8-x) 19 (x = 1,2 ou 3). O ph da solução e a concentração do óxido de nióbio determinam as espécies iônicas específicas da nióbia, como mostra a Tabela II.1 (6-7). Tabela II.1 - Espécies de nióbia aquoso na faixa de ph de 14,5 a 0,55 ph da solução Espécies >14,5 NbO 2 (OH) ,5 Nb 6 O ,5 H x Nb 6 O (8-x)- 19 6,5 Nb 12 O 12-36,Nb 2 O 5. nh 2 O 3,65 Nb 12 O 12-36,Nb 2 O 5. nh 2 O 0,55 Nb 2 O 5. nh 2 O Os compostos de nióbia geralmente possuem uma estrutura coordenada octaédrica NbO 6 que é distorcida em diferentes dimensões, dependendo se seu poliedro é de esquina ou borda. Ocasionalmente as estruturas NbO 7 e NbO 8 podem ser observadas na fase óxido da nióbia (6). Jehng e Wachs (7) descobriram que a interação do óxido de nióbio com superfícies básicas de um suporte resulta na formação de uma estrutura altamente distorcida, enquanto que a interação com superfície ácidas resulta na formação de grupos NbO 6, NbO 7 e NbO 8 levemente distorcidos. O octaedro NbO 6 altamente distorcido possui ligações Nb=O e estão associados aos sítios de Lewis. Ao contrário, os grupos NbO 7 e NbO 8 possuem ligações Nb-O e estão associados aos sítios de Brönsted (8). Sítios de Lewis estão presentes em todos os sistemas suportados em óxidos de nióbio, mas os sítios de Brönsted são limitados aos sistemas Nb 2 O 5 /Al 2 O 3 e Nb 2 O 5 /SiO 2. O óxido de nióbio hidratado (Nb 2 O 5.nH 2 O, ácido nióbico) apresenta ambos os sítios sobre sua superfície, os sítios ácidos de Lewis (que aumentam com o aumento da temperatura de prétratamento acima de 500ºC) e os sítios ácidos de Brönsted (que são mais abundantes a 100ºC e diminuem em alta temperatura) (6). O óxido de nióbio amorfo começa a cristalizar em baixa temperatura e apresenta a chamada forma T, em aproximadamente 500ºC. A cristalização ainda pode ocorrer em alta temperatura, a 830ºC onde a forma apresentada é a forma M e por último a forma H em alta temperatura. Essas transições polimórficas acontecem lentamente e em temperaturas que ainda

17 17 não são bem definidas e são irreversíveis (6). Alguns autores (9) têm sugerido que embora estas três modificações cristalinas aconteçam (as quais tem sido chamada como γ=t, β=m e α=h), as forma β e α são essencialmente as mesmas, portanto as transições ocorrem a partir da γ para a α. A forma H da nióbia apresenta uma estrutura que consiste na formação de blocos de octaedro NbO 6 (3x4 e 3x5) que divide a esquina com o octaedro no seu próprio bloco e a borda com o octaedro em outro bloco. Um dos 28 átomos em cada célula unitária está presente em um sítio tetraédrico, onde ocorre a junção do bloco (6). A Figura II.1 apresenta a estrutura da forma H (10). Figura II.1 Estrutura do Nb 2 O 5 na forma H. Octaedro NbO 6, ( ) Nb no sítio tetraédrico A forma T apresenta uma estrutura inteiramente diferente. A célula unitária contém 42 átomos de oxigênio, onde oito íons da nióbia estão presentes em um octaedro distorcido, enquanto outros oito íons ocupam uma bipirâmide pentagonal. A estereoquímica do polimorfismo principal do Nb 2 O 5 descrito acima para a forma T é obtida como policristais a partir do tratamento térmico do pentóxido em contato com ar ou oxigênio, variando a temperatura. Esses cristais não podem ser obtidos do Nb 2 O 5 puro, no entanto, eles podem ser formados pelas reações químicas na presença de halogênios, geralmente o cloro (6). A estrutura da forma T é apresentada na Figura II.2 (11).

18 18 Figura II.2 Projeção da estrutura do Nb 2 O 5 na forma T. ( ) Oxigênio, (, ) Nióbio. Ko e Weissman (12) concluíram que muitas estruturas do pentóxido de nióbio mássico poderiam ser agrupadas dentro das formas de baixa e alta temperatura, sendo a última mais ordenada. O comportamento da cristalização do pentóxido de nióbio, no entanto, é influenciado pelo material de partida usado, impurezas que devem estar presentes e algumas interações com outros componentes. Essas interações são conhecidas e afetam ambas as propriedades, físicas (mobilidade) e químicas (redutibilidade e acidez) do sistema catalítico contendo nióbia. Apesar desta variabilidade, Nb 2 O 5 cristaliza dentro de uma forma de temperatura baixa (TT ou T) em 500ºC, uma temperatura média (M ou B) em 800ºC e uma forma em temperatura alta (H) em 1000ºC quando iniciada a partir de uma forma amorfa (12). A Figura II.3 apresenta as fases da nióbia a partir da espécie amorfa. As duas formas T ou TT de baixa temperatura da Nb 2 O 5 são as mesmas, porque elas possuem espectros de difração de raios-x (algumas reflexões que fazem parte da nióbia T, aparecem como um pico na nióbia TT) e a fase TT não é formada a partir de componentes puros como material de partida. Essas observações sugerem que a fase TT deve ser uma forma menos

19 19 cristalina da forma T, estabilizada por impurezas. A principal diferença é que alguns átomos de O na T são substituídos por espécies monovalentes (tais como Cl - ) ou vacâncias (estas são mostradas como impurezas) na TT, enquanto os átomos de Nb ocupam uma faixa de posição similar entre dois sítios cristalograficamente similares (12). Para resumir há várias fases polimórficas do Nb 2 O 5, isto é, TT, T, B, M, H, N e P. Figura II.3 Polimorfismo do Nb 2 O 5 II.1.3 Efeito SMSI (Strong Metal-Support Interaction) O efeito SMSI é atribuído a migração de espécies reduzidas do suporte para a superfície metálica. A presença desse efeito altera as propriedades do catalisador nas reações de hidrocarbonetos. A interpretação deste fenômeno é ainda discutida na literatura por dois modelos principais: o efeito geométrico e o efeito eletrônico (3-13). O efeito geométrico explica o fenômeno SMSI pela diluição das partículas metálicas pelas espécies reduzidas do suporte, influenciando as reações pela sua sensibilidade à estrutura de partículas metálicas (3). O efeito eletrônico envolve a transferência de elétrons dos óxidos reduzidos para o metal, alterando assim a energia de adsorção das moléculas hidrocarbônicas (3). Assim, os primeiros a evidenciarem a presença desse efeito foram Nehring e Dreyer (14) em 1960, quando apresentaram uma competição entre as reações de desidrogenação versus as reações de hidrogenólise do cicloexano. As reações de desidrogenação foram fortemente favorecidas pelo catalisador de Pt/TiO 2 quando comparado com outros catalisadores, como Pt/Al 2 O 3, Pt/MgO, Pt/SiO 2 ou Pt/C. Porém, os autores descreveram esse efeito como um efeito

20 20 eletrônico da interação metal-suporte, não deixando claro o papel que o suporte exercia sobre os catalisadores. Em 1978, Tauster et al. (15) apresentaram um trabalho promissor em relação à presença do efeito SMSI em TiO 2. Este foi explicado como a migração de espécies reduzidas do suporte para a superfície metálica, que ocorreria principalmente após redução em alta temperatura, afetando os experimentos de quimissorção de forma dramática. O efeito SMSI foi investigado intensivamente sobre metais do grupo VIII suportados em TiO 2. A superfície metálica foi coberta por TiO x produzido por uma redução parcial do suporte em redução a alta temperatura e foi recuperado pela oxidação em baixa temperatura. A mudança entre estes dois estados é totalmente reversível. O SMSI não ocorre somente sobre TiO 2, mas também em óxidos redutíveis como V 2 O 5, Nb 2 O 5, MnO, Al 2 O 3 (contendo uma pequena quantidade de S), La 2 O 3, CeO 2 (16). II.1.4 Pentóxido de nióbio utilizado como promotor e suporte O pentóxido de nióbio tem aplicações em vários processos catalíticos. Como promotor possuindo a função de interagir com outros metais e como suporte para catalisadores metálicos, tais como: Ru, Rh, Pt, Re, Ni,Cr, W, Co, V, P, Ge, Mo, Sb, Pb, Bi e Fe (6-12). A nióbia é um óxido típico do efeito SMSI. As atividades catalíticas de reações sensíveis à estrutura, tais como hidrogenólise de hidrocarbonetos, são fortemente suprimidas pelo SMSI, mas a supressão foi moderada em reações insensíveis à estrutura, tais como desidrogenação de hidrocarbonetos (6). Uchijima (16) estudou o efeito da temperatura de redução em catalisadores Rh/Nb 2 O 5, empregando reações de hidrogenólise de etano, uma reação sensível à estrutura e hidrogenação de etileno, uma reação insensível à estrutura. O comportamento deste catalisador foi similar ao Rh/TiO 2, porém ocorreu uma drástica supressão na atividade a hidrogenólise. A presença do efeito SMSI em reações sensíveis ou insensíveis à estrutura foi aceito como efeito geométrico em sistemas à base de TiO 2. Em sistemas à base de Nb 2 O 5 o mesmo modelo foi utilizado, ou seja, a migração de espécies parcialmente reduzidas de NbO x para a superfície de Rh. A interação entre o Rh e NbO x depende das condições de preparação, isto é, da impregnação, da razão atômica e da temperatura de calcinação. Uma pequena interação ocorre após calcinação em baixa temperatura. O efeito SMSI torna-se forte após calcinação a 700ºC,

21 21 significando que a etapa de calcinação em alta temperatura é importante para uma melhor interação entre Rh e Nb 2 O 5 (16). Sabe-se que a atividade e a seletividade de um catalisador metálico, para a produção de hidrocarbonetos a partir de CO e H 2 são muito sensíveis ao suporte óxido. Assim Tanabe (17) estudou o pentóxido de nióbio como suporte, que foi acrescentado a vários catalisadores metálicos e utilizado em diversas reações. O catalisador Rh/Nb 2 O 5 usado na reação de produção de hidrocarbonetos a partir de CO e H 2 apresentou maior atividade e seletividade para a formação de hidrocarbonetos de maior peso molecular do que o Rh/Al 2 O 3 convencional. Para formação de olefinas a partir de CO e H 2, o catalisador Ni/Nb 2 O 5 mostrou maior seletividade quando comparado ao Ni/SiO 2. Essa maior seletividade foi explicada pelo efeito SMSI. Na síntese da metilisobutilcetona a partir da acetona, o catalisador Pd/Nb 2 O 5 apresentou maior atividade e seletividade do que o catalisador Pd/Al 2 O 3 (17). Tanabe descobriu que em reações para a remoção do NO através de sua decomposição, usando NH 3 como agente redutor, a presença da nióbia aumentou a estabilidade do catalisador e a resistência mecânica, quando comparado ao catalisador V 2 O 5 /TiO 2 (17). Hoffer e Guczi (18) estudaram a aplicação da nióbia como promotor para catalisadores suportados em metais nobres. Verificaram que o óxido puro é difícil de reduzir, mas na presença de metais nobres uma parte do Nb 2 O 5 forma um subóxido de nióbio que migra para a superfície metálica proporcionando o SMSI. Após a redução à temperatura mais alta há supressão na quimissorção de H 2, e diminuição da taxa de hidrogenólise do etano e da hidrogenação do CO. O NbO x parcialmente reduzido migra para o metal durante o tratamento a 500ºC. Hoffer et al. (19) verificaram que o efeito promotor parece originar a partir de duas características principais da nióbia. Primeiro sua redutibilidade parcial resultante da migração para a superficie metálica, pelo subóxido de nióbio móvel que causa uma mudança significativa na quimissorção e na reatividade do metal. Uma segunda característica, é que a nióbia perde sua acidez de Brönsted e a maioria da acidez de Lewis quando aquecida a 500ºC. No entanto, após um tratamento similar no catalisador Nb 2 O 5 /Al 2 O 3 a concentração dos sítios ácidos de Lewis sobre a superfície Al 2 O 3 aumenta, com um máximo de 5% de nióbia. Simultaneamente, os sítios ácidos de Brönsted são também gerados com o aumento da quantidade de nióbia, comprovando o aumento na eficiência das reações de craqueamento.

ESTUDO DE CATALISADORES Pt-In/Nb 2 O 5 NA CONVERSÃO DE HIDROCARBONETOS

ESTUDO DE CATALISADORES Pt-In/Nb 2 O 5 NA CONVERSÃO DE HIDROCARBONETOS INGRIDY SANTOS LOPES ESTUDO DE CATALISADORES Pt-In/Nb 2 O 5 NA CONVERSÃO DE HIDROCARBONETOS Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Química da Universidade Federal Fluminense como requisito

Leia mais

5. Conclusões e Sugestões

5. Conclusões e Sugestões 185 5. Conclusões e Sugestões 5.1. Conclusões Os resultados obtidos através das diversas técnicas de caracterização dos suportes HMS (DDA), HMS (TDA) e SBA-15, assim como das diversas amostras de cobalto

Leia mais

Obtenção de benzeno a partir do gás natural utilizando catalisadores Fe-Mo/ZSM-5

Obtenção de benzeno a partir do gás natural utilizando catalisadores Fe-Mo/ZSM-5 Obtenção de benzeno a partir do gás natural utilizando catalisadores Fe-Mo/ZSM-5 L. P. MALLMANN 1 e O. W. P. LOPEZ 1 1 Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Departamento de Engenharia Química E-mail

Leia mais

LUCIENE SANTOS CARVALHO

LUCIENE SANTOS CARVALHO UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA INSTITUTO DE QUÍMICA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM QUÍMICA LUCIENE SANTOS CARVALHO AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE CATALISADORES DO TIPO Pt-Re-Sn/Al 2 O 3 NA REFORMA DO n-octano

Leia mais

EQUILÍBRIO QUÍMICO 1

EQUILÍBRIO QUÍMICO 1 EQUILÍBRIO QUÍMICO 1 1- Introdução Uma reação química é composta de duas partes separadas por uma flecha, a qual indica o sentido da reação. As espécies químicas denominadas como reagentes ficam à esquerda

Leia mais

Degradação Fotoquímica

Degradação Fotoquímica Degradação de Polímeros e Corrosão Prof. Hamilton Viana Prof. Renato Altobelli Antunes 1. Introdução Os efeitos da radiação em polímeros de engenharia, tornaram-se objeto de consideração de importância

Leia mais

2 o CONGRESSO BRASILEIRO DE P&D EM PETRÓLEO & GÁS

2 o CONGRESSO BRASILEIRO DE P&D EM PETRÓLEO & GÁS 2 o CONGRESSO BRASILEIRO DE P&D EM PETRÓLEO & GÁS REFORMA AUTOTÉRMICA DO METANO UTILIZANDO CATALISADORES DE PLATINA SUPORTADOS Mariana de Mattos V. M. Souza 1, Martin Schmal 1,2 1 NUCAT/PEQ/COPPE/UFRJ,

Leia mais

DECOMPOSIÇÃO DO ÓXIDO NITROSO SOBRE CATALISADORES ZEOLÍTICOS

DECOMPOSIÇÃO DO ÓXIDO NITROSO SOBRE CATALISADORES ZEOLÍTICOS DECOMPOSIÇÃO DO ÓXIDO NITROSO SOBRE CATALISADORES ZEOLÍTICOS A. J. S. Mascarenhas; R. S. da Cruz; S.M. O. Brito e H.M.C. Andrade* Universidade Federal da Bahia, Instituto de Química, Campus Universitário

Leia mais

ANO LETIVO 2013/2014 PROVAS DE ACESSO AO ENSINO SUPERIOR PARA CANDIDATOS MAIORES DE 23 ANOS EXAME DE QUÍMICA CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS

ANO LETIVO 2013/2014 PROVAS DE ACESSO AO ENSINO SUPERIOR PARA CANDIDATOS MAIORES DE 23 ANOS EXAME DE QUÍMICA CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS ANO LETIVO 2013/2014 PROVAS DE ACESSO AO ENSINO SUPERIOR PARA CANDIDATOS MAIORES DE 23 ANOS EXAME DE QUÍMICA CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS 1. MATERIAIS: DIVERSIDADE E CONSTITUIÇÃO 1.1 Materiais 1.1.1 Materiais

Leia mais

LIGAÇÕES QUÍMICAS TEORIA CORPUSCULAR

LIGAÇÕES QUÍMICAS TEORIA CORPUSCULAR LIGAÇÕES QUÍMICAS 5 TEORIA CORPUSCULAR 1 INTRODUÇÃO O fato de os gases nobres existirem na natureza como átomos isolados, levou os cientistas KOSSEL e LEWIS a elaborar um modelo para as ligações químicas.

Leia mais

EFEITO DA TEMPERATURA DE CALCINAÇÃO NAS PROPRIEDADES TEXTURAIS DE ÓXIDO DE NIÓBIO

EFEITO DA TEMPERATURA DE CALCINAÇÃO NAS PROPRIEDADES TEXTURAIS DE ÓXIDO DE NIÓBIO EFEITO DA TEMPERATURA DE CALCINAÇÃO NAS PROPRIEDADES TEXTURAIS DE ÓXIDO DE NIÓBIO Cristine Munari Steffens 1, Simoní Da Ros 2, Elisa Barbosa-Coutinho 2, Marcio Schwaab 3 1 Apresentador; 2 Co-autor; 3 Orientador.

Leia mais

Mary Santiago Silva 05/05/2010

Mary Santiago Silva 05/05/2010 Espectrometria de Massas Interpretação do Espectro de Massas Prof. Marcelo da Rosa Alexandre Departamento de Química - UFS Introdução Fragmentação em espectro de massas por EI oferece importante informação

Leia mais

Espectroscopia Óptica Instrumentação e Aplicações. CQ122 Química Analítica Instrumental II 2º sem. 2014 Prof. Claudio Antonio Tonegutti

Espectroscopia Óptica Instrumentação e Aplicações. CQ122 Química Analítica Instrumental II 2º sem. 2014 Prof. Claudio Antonio Tonegutti Espectroscopia Óptica Instrumentação e Aplicações CQ122 Química Analítica Instrumental II 2º sem. 2014 Prof. Claudio Antonio Tonegutti Classificação dos métodos de análises quantitativas Determinação direta

Leia mais

PROVA DE QUÍMICA - 1998 Segunda Etapa

PROVA DE QUÍMICA - 1998 Segunda Etapa PROVA DE QUÍMICA - 1998 Segunda Etapa QUESTÃO 01 Num laboratório químico, havia três frascos que continham, respectivamente, um alcano, um álcool e um alqueno. Foram realizados experimentos que envolviam

Leia mais

Processo de Avaliação Seriada

Processo de Avaliação Seriada QUÍMICA Considera-se importante que o ensino da Química não promova a necessidade de uma excessiva memorização, mas possibilite ao estudante adquirir a capacidade de observar e descrever fenômenos, de

Leia mais

QUÍMICA Disciplina A Disciplina B Código Disciplina C/H Curso Disciplina C/H Código Curso Ano do Currículo 1ª período

QUÍMICA Disciplina A Disciplina B Código Disciplina C/H Curso Disciplina C/H Código Curso Ano do Currículo 1ª período QUÍMICA Código Disciplina C/H Curso Disciplina C/H Código Curso Ano do Conclusão 74471 Química Estrutural 34 Química Química Inorgânica para Ciências Farmacêuticas OU 68 68977 Ciências Farmacêuticas 2008

Leia mais

PROCESSO SELETIVO 2006 QUESTÕES OBJETIVAS

PROCESSO SELETIVO 2006 QUESTÕES OBJETIVAS 3 PROCESSO SELETIVO 2006 QUESTÕES OBJETIVAS QUÍMICA 01 - O dispositivo de segurança que conhecemos como air-bag utiliza como principal reagente para fornecer o gás N 2 (massa molar igual a 28 g mol -1

Leia mais

CONCURSO DE ADMISSÃO AO CURSO DE FORMAÇÃO E GRADUAÇÃO QUÍMICA CADERNO DE QUESTÕES 2014/2015

CONCURSO DE ADMISSÃO AO CURSO DE FORMAÇÃO E GRADUAÇÃO QUÍMICA CADERNO DE QUESTÕES 2014/2015 Informações de Tabela Periódica CONCURSO DE ADMISSÃO AO CURSO DE FORMAÇÃO E GRADUAÇÃO QUÍMICA CADERNO DE QUESTÕES 2014/2015 Folha de Dados Elemento H C N O F Al Cl Zn Sn I Massa atômica (u) 1,00 12,0 14,0

Leia mais

Elementos do bloco p

Elementos do bloco p Elementos do bloco p Características gerais principais Estados de oxidação e tipos de ligações Inicialmente, para efeitos didáticos, serão utilizados os elementos do grupo 13 (B, Al, Ga, In Tl), que apresentam

Leia mais

As questões de 31 a 34 referem-se ao texto abaixo.

As questões de 31 a 34 referem-se ao texto abaixo. QUÍMICA As questões de 31 a 34 referem-se ao texto abaixo. Em diversos países, o aproveitamento do lixo doméstico é quase 100%. Do lixo levado para as usinas de compostagem, após a reciclagem, obtém-se

Leia mais

RESOLUÇÃO DA PROVA DE QUÍMICA DA UFRGS 2011

RESOLUÇÃO DA PROVA DE QUÍMICA DA UFRGS 2011 RESOLUÇÃO DA PROVA DE QUÍMICA DA UFRGS 2011 Questão 26 Como a questão pede a separação do sólido solúvel do líquido, o único processo recomendado é a destilação simples. Lembrando que filtração e decantação

Leia mais

INFORMAÇÃO EXAME DA PROVA DE INGRESSO PARA AVALIAÇÃO DE CAPACIDADE PARA FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS 2015/2016

INFORMAÇÃO EXAME DA PROVA DE INGRESSO PARA AVALIAÇÃO DE CAPACIDADE PARA FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS 2015/2016 INFORMAÇÃO EXAME DA PROVA DE INGRESSO PARA AVALIAÇÃO DE CAPACIDADE PARA FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS 2015/2016 Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) Componente Específica de

Leia mais

2 Deposição por PVD. 2.1. Introdução. 2.2. Processos de erosão

2 Deposição por PVD. 2.1. Introdução. 2.2. Processos de erosão 2 Deposição por PVD 2.1. Introdução Pretendemos fazer uma pequena revisão da física da erosão induzida por íons energéticos (sputtering), os processos físicos que acontecem nas interações na superfície

Leia mais

Introdução. Princípios da corrosão: reações de oxiredução potencial de eletrodo - sistema redox em equilíbrio - Diagrama de Pourbaix

Introdução. Princípios da corrosão: reações de oxiredução potencial de eletrodo - sistema redox em equilíbrio - Diagrama de Pourbaix Introdução Princípios da corrosão: reações de oxiredução potencial de eletrodo - sistema redox em equilíbrio - Diagrama de Pourbaix Introdução Conceitos de oxidação e redução 1 - Ganho ou perda de oxigênio

Leia mais

QUESTÕES DE QUÍMICA DA UNICAMP PROVA DE 2014.

QUESTÕES DE QUÍMICA DA UNICAMP PROVA DE 2014. QUESTÕES DE QUÍMICA DA UNICAMP PROVA DE 2014. 1- Prazeres, benefícios, malefícios, lucros cercam o mundo dos refrigerantes. Recentemente, um grande fabricante nacional anunciou que havia reduzido em 13

Leia mais

ATENÇÃO: O DESENVOLVIMENTO TEÓRICO DAS QUESTÕES É OBRIGATÓRIO

ATENÇÃO: O DESENVOLVIMENTO TEÓRICO DAS QUESTÕES É OBRIGATÓRIO IX Olimpíada Capixaba de Química 2011 Prova do Grupo II 2 a série do ensino médio Fase 02 Aluno: Idade: Instituição de Ensino: Coordenador da Instituição de Ensino: ATENÇÃO: O DESENVOLVIMENTO TEÓRICO DAS

Leia mais

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ PRISE/PROSEL- 1ª ETAPA DISCIPLINA QUIMICA EIXO TEMÁTICO: MATÉRIA, TRASFORMAÇÕES QUÍMICAS E AMBIENTE

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ PRISE/PROSEL- 1ª ETAPA DISCIPLINA QUIMICA EIXO TEMÁTICO: MATÉRIA, TRASFORMAÇÕES QUÍMICAS E AMBIENTE PRISE/PROSEL- 1ª ETAPA EIXO TEMÁTICO: MATÉRIA, TRASFORMAÇÕES QUÍMICAS E AMBIENTE COMPETÊNCIA HABILIDADE CONTEÚDO - Compreender as transformações químicas em linguagem discursivas. - Compreender os códigos

Leia mais

química FUVEST ETAPA Resposta QUESTÃO 1 QUESTÃO 2 c) Determine o volume adicionado da solução

química FUVEST ETAPA Resposta QUESTÃO 1 QUESTÃO 2 c) Determine o volume adicionado da solução Química QUESTÃO 1 Um recipiente contém 100 ml de uma solução aquosa de H SO 4 de concentração 0,1 mol/l. Duas placas de platina são inseridas na solução e conectadas a um LED (diodo emissor de luz) e a

Leia mais

MECANISMOS BÁSICOS DE CORROSÃO

MECANISMOS BÁSICOS DE CORROSÃO Centro Universitário de Brasília Disciplina: Química Tecnológica Geral Professor: Edil Reis MECANISMOS BÁSICOS DE CORROSÃO No estudo dos processos corrosivos devem ser sempre consideradas as variáveis

Leia mais

INTERAÇÃO DOS RAIOS-X COM A MATÉRIA

INTERAÇÃO DOS RAIOS-X COM A MATÉRIA INTERAÇÃO DOS RAIOS-X COM A MATÉRIA RAIOS-X + MATÉRIA CONSEQUÊNCIAS BIOLÓGICAS EFEITOS DAZS RADIAÇÕES NA H2O A molécula da água é a mais abundante em um organismo biológico, a água participa praticamente

Leia mais

TIPOS DE MÉTODOS ELETROANALÍTICOS

TIPOS DE MÉTODOS ELETROANALÍTICOS CONDUTOMETRIA TIPOS DE MÉTODOS ELETROANALÍTICOS CONDUTOMETRIA Baseia-se em medições de condutância das soluções iônicas (seio da solução). A condução de eletricidade através das soluções iônicas é devida

Leia mais

UFJF CONCURSO VESTIBULAR 2011-2 GABARITO DA PROVA DISCURSIVA DE QUÍMICA

UFJF CONCURSO VESTIBULAR 2011-2 GABARITO DA PROVA DISCURSIVA DE QUÍMICA UFJF CNCURS VESTIBULAR 2011-2 GABARIT DA PRVA DISCURSIVA DE QUÍMICA Questão 1 Sabe-se que compostos constituídos por elementos do mesmo grupo na tabela periódica possuem algumas propriedades químicas semelhantes.

Leia mais

Revisão: Química inorgânica Soluções aquosas

Revisão: Química inorgânica Soluções aquosas QUÍMICA è Revisão: Química inorgânica Hidróxidos fortes família 1A e 2A (exceto Ca e Mg) Ácidos fortes nº de oxigênios nº de hidrogênios > 2, principalmente nítrico (HNO 3 ), clorídrico (HCl) e sulfúrico

Leia mais

4. RESULTADOS & DISCUSSÃO

4. RESULTADOS & DISCUSSÃO 6 4. RESULTADOS & DISCUSSÃO 4. Estudo do comportamento da decomposição total para o precursor na fase (Bi, Pb)- Obs. As amostras desta seção foram as resultantes de tratamento feito por DTA/TGA, e foram

Leia mais

Reações Químicas Reações Químicas DG O QUE É UMA REAÇÃO QUÍMICA? É processo de mudanças químicas, onde ocorre a conversão de uma substância, ou mais, em outras substâncias. A + B REAGENTES C +

Leia mais

A resposta correta deve ser a letra B.

A resposta correta deve ser a letra B. ITA - 1999 1- (ITA-99) Assinale a opção CORRETA em relação à comparação das temperaturas de ebulição dos seguintes pares de substâncias: a) Éter dimetílico > etanol; Propanona > ácido etanóico; Naftaleno

Leia mais

QUÍMICA. 01. A Coréia do Norte realizou, recentemente, um teste. 03. A Tabela abaixo apresenta a variação da pressão de

QUÍMICA. 01. A Coréia do Norte realizou, recentemente, um teste. 03. A Tabela abaixo apresenta a variação da pressão de QUÍMIA 01. A oréia do Norte realizou, recentemente, um teste nuclear subterrâneo, que foi condenado pelo onselho de Segurança da ONU. Sabe-se que as armas em desenvolvimento por aquele país estão baseadas

Leia mais

Testando Nanotubos de Carbono : Sensores de Gás

Testando Nanotubos de Carbono : Sensores de Gás 5 Testando Nanotubos de Carbono : Sensores de Gás Nos últimos anos a investigação da estrutura eletrônica de nanotubos de carbono têm atraído crescente interesse, e recentemente a síntese de nanotubos

Leia mais

Resolução da Prova de Química Vestibular UFRGS 2006 Prof. Emiliano Chemello

Resolução da Prova de Química Vestibular UFRGS 2006 Prof. Emiliano Chemello Níveis de dificuldade das Questões Fácil 11 questões Médio 14 questões Difícil 5 questões Resolução da Prova de Química Vestibular UFRGS 2006 Prof. Emiliano Chemello www.quimica.net/emiliano chemelloe@yahoo.com.br

Leia mais

QUÍMICA PRIMEIRA ETAPA - 1997 - TARDE

QUÍMICA PRIMEIRA ETAPA - 1997 - TARDE QUÍMICA PRIMEIRA ETAPA - 1997 - TARDE QUESTÃO 01 Um estudante listou os seguintes processos como exemplos de fenômenos que envolvem reações químicas: I adição de álcool à gasolina. II fermentação da massa

Leia mais

APÊNDICE A. Laboratory of Separation and Reaction Engineering

APÊNDICE A. Laboratory of Separation and Reaction Engineering APÊNDICE A Laboratory of Separation and Reaction Engineering LCM Laboratory of Catalysis and Materials Associate Laboratory LSRE/LCM, Faculdade de Engenharia, Universidade do Porto, Rua Dr. Roberto Frias,

Leia mais

QIE0001 Química Inorgânica Experimental Prof. Fernando R. Xavier. Prática 09 Síntese do cloreto de pentaaminoclorocobalto(iii)

QIE0001 Química Inorgânica Experimental Prof. Fernando R. Xavier. Prática 09 Síntese do cloreto de pentaaminoclorocobalto(iii) UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS CCT DEPARTAMENTO DE QUÍMICA DQMC QIE0001 Química Inorgânica Experimental Prof. Fernando R. Xavier Prática 09 Síntese do cloreto

Leia mais

ESPECTROSCOPIA VISÍVEL E ULTRAVIOLETA

ESPECTROSCOPIA VISÍVEL E ULTRAVIOLETA ESPECTROSCOPIA VISÍVEL E ULTRAVIOLETA Princípios básicos A espectrofotometria visível e ultravioleta é um dos métodos analíticos mais usados nas determinações analíticas em diversas áreas. É aplicada para

Leia mais

Ensino Médio Unidade Parque Atheneu. Professor (a): Me. DIOGO LOPES Aluno (a): Série: 3ª Data: / / 2015. LISTA DE QUÍMICA I

Ensino Médio Unidade Parque Atheneu. Professor (a): Me. DIOGO LOPES Aluno (a): Série: 3ª Data: / / 2015. LISTA DE QUÍMICA I Ensino Médio Unidade Parque Atheneu Professor (a): Me. DIOGO LOPES Aluno (a): Série: 3ª Data: / / 2015. LISTA DE QUÍMICA I OBS: Sua lista semanal deverá ser respondida em folha de papel almaço, copiando

Leia mais

DECOMPOSIÇÃO DO METANO EM CATALISADORES Co/SiO 2, Co/Al 2 O 3 e Co/Nb 2 O 5

DECOMPOSIÇÃO DO METANO EM CATALISADORES Co/SiO 2, Co/Al 2 O 3 e Co/Nb 2 O 5 Ana Carolina Prieto Fernandes Guarino DECOMPOSIÇÃO DO METANO EM CATALISADORES Co/SiO 2, Co/Al 2 O 3 e Co/Nb 2 O 5 Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Química da Universidade Federal

Leia mais

TC Revisão 2 Ano Termoquímica e Cinética Prof. Alexandre Lima

TC Revisão 2 Ano Termoquímica e Cinética Prof. Alexandre Lima TC Revisão 2 Ano Termoquímica e Cinética Prof. Alexandre Lima 1. Em diversos países, o aproveitamento do lixo doméstico é quase 100%. Do lixo levado para as usinas de compostagem, após a reciclagem, obtém-se

Leia mais

Apostila de Química Geral

Apostila de Química Geral Cursinho Vitoriano UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Câmpus de São José do Rio Preto Apostila de Química Geral Período noturno Ligações químicas interatômicas Vanessa R.

Leia mais

CPV o cursinho que mais aprova na fgv gv 04/12/2005

CPV o cursinho que mais aprova na fgv gv 04/12/2005 33 QUÍMICA 106. Compostos hidratados são sólidos que apresentam moléculas de água em sua estrutura e são mais comuns do que se imagina. Um exemplo disso são os tetos dos cômodos de nossas casas, que podem

Leia mais

SÍNTESE E CARACTERIZAÇÃO DA ZEÓLITA MCM-22

SÍNTESE E CARACTERIZAÇÃO DA ZEÓLITA MCM-22 SÍNTESE E CARACTERIZAÇÃO DA ZEÓLITA MCM-22 1 Pedro dos Santos Dias de Pinho, 2 Maria Isabel Pais da Silva 1 Química Aluno de Engenharia Química, PUC-Rio, Departamento de Química 2 Professora, Doutora do

Leia mais

Química Geral I. Experimento 3 Tendências Periódicas

Química Geral I. Experimento 3 Tendências Periódicas Universidade Estadual do Norte Fluminense Centro de Ciência e Tecnologia Laboratório de Ciências Químicas Química Geral I Experimento 3 Tendências Periódicas 1 - OBJETIVOS Relacionar a reatividade química

Leia mais

B) (até três pontos) Para os pares de espécies apresentados em i, ii e iii, tem-se, respectivamente, Al +, F - e Li.

B) (até três pontos) Para os pares de espécies apresentados em i, ii e iii, tem-se, respectivamente, Al +, F - e Li. Química 1. O raio atômico (ou iônico) é uma propriedade periódica que exerce grande influência na reatividade dos átomos (ou dos íons). A) Explique, em termos de carga nuclear efetiva, a variação apresentada

Leia mais

Grupo de Catálise e Polímeros da UFBA

Grupo de Catálise e Polímeros da UFBA Grupo de Catálise e Polímeros da UFBA O Grupo de Catálise e Polímeros (GCP) iniciou suas atividades em 1998, a partir de um projeto PADCTIII/CNPq para grupos emergentes. Desde então, vem desenvolvendo

Leia mais

REMOÇÃO DE MANGANÊS DE ÁGUAS E EFLUENTES INDUSTRIAIS UTLIZANDO PRCESSOS DE OXIDAÇÃO AVANÇADA.

REMOÇÃO DE MANGANÊS DE ÁGUAS E EFLUENTES INDUSTRIAIS UTLIZANDO PRCESSOS DE OXIDAÇÃO AVANÇADA. REMOÇÃO DE MANGANÊS DE ÁGUAS E EFLUENTES INDUSTRIAIS UTLIZANDO PRCESSOS DE OXIDAÇÃO AVANÇADA. Aluno: Rosana Maria de Oliveira Silva Orientador: Luiz Alberto Cesar Teixeira Introdução Nos últimos anos tem-se

Leia mais

Questão 1. Questão 2. Resposta

Questão 1. Questão 2. Resposta Questão 1 Água pode ser eletrolisada com a finalidade de se demonstrar sua composição. A figura representa uma aparelhagem em que foi feita a eletrólise da água, usando eletrodos inertes de platina. a)

Leia mais

Recursos para Estudo / Atividades

Recursos para Estudo / Atividades COLÉGIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE Programa de Recuperação Final Disciplina: Química Ano: 2012 Professor (a): Elisa Landim Turma: 1º FG Caro aluno, você está recebendo o conteúdo de recuperação. Faça a lista

Leia mais

Coeficientes de distribuição de metais pesados em solos de São Paulo. Luís Reynaldo F. Alleoni ESALQ/USP Dep. de Ciência do Solo

Coeficientes de distribuição de metais pesados em solos de São Paulo. Luís Reynaldo F. Alleoni ESALQ/USP Dep. de Ciência do Solo Coeficientes de distribuição de metais pesados em solos de São Paulo Luís Reynaldo F. Alleoni ESALQ/USP Dep. de Ciência do Solo Definição de metais pesados Química - grande grupo de elementos com: densidade

Leia mais

Como o material responde quando exposto à radiação eletromagnética, e em particular, a luz visível.

Como o material responde quando exposto à radiação eletromagnética, e em particular, a luz visível. Como o material responde quando exposto à radiação eletromagnética, e em particular, a luz visível. Radiação eletromagnética componentes de campo elétrico e de campo magnético, os quais são perpendiculares

Leia mais

Distribuição esquemática de íons de um sal dissolvido em água

Distribuição esquemática de íons de um sal dissolvido em água UNESP 2011/2 1-Soluções são misturas homogêneas de duas ou mais substâncias. A água é um solvente muito eficaz para solubilizar compostos iônicos. Quando um composto iônico se dissolve em água, a solução

Leia mais

10/02/2014. O Processo de Dissolução. Solução: é uma mistura homogênea de soluto e solvente. Solvente: Componente cujo estado físico é preservado.

10/02/2014. O Processo de Dissolução. Solução: é uma mistura homogênea de soluto e solvente. Solvente: Componente cujo estado físico é preservado. Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri Bacharelado em Ciência e Tecnologia Diamantina - MG Solução: é uma mistura homogênea de soluto e solvente. Solvente: Componente cujo estado físico

Leia mais

CONTEÚDOS DE QUÍMICA POR BIMESTRE PARA O ENSINO MÉDIO COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO

CONTEÚDOS DE QUÍMICA POR BIMESTRE PARA O ENSINO MÉDIO COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO DE QUÍMICA POR BIMESTRE PARA O ENSINO MÉDIO COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO GOVERNADOR DE PERNAMBUCO Paulo Henrique Saraiva Câmara SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO E ESPORTES Frederico

Leia mais

EXAME GERAL EM QUÍMICA EDITAL N 118/2009. Seleção para o 1º Semestre de 2010 07 de Dezembro de 2009 CANDIDATO: Assinatura: INSTRUÇÕES

EXAME GERAL EM QUÍMICA EDITAL N 118/2009. Seleção para o 1º Semestre de 2010 07 de Dezembro de 2009 CANDIDATO: Assinatura: INSTRUÇÕES UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM QUÍMICA R. José Moreira Sobrinho, s/n, CEP: 45506-191 Jequié-BA Tel / FAX: 73 3528-9630 e-mail: mestrado.quimica@uesb.br Reservado

Leia mais

Questão 61. Questão 63. Questão 62. alternativa B. alternativa B. alternativa D

Questão 61. Questão 63. Questão 62. alternativa B. alternativa B. alternativa D Questão 61 A limpeza de pisos de mármore normalmente é feita com solução de ácido clorídrico comercial (ácido muriático). Essa solução ácida ataca o mármore, desprendendo gás carbônico, segundo a reação

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DE MATERIAIS CATALÍTICOS

CARACTERIZAÇÃO DE MATERIAIS CATALÍTICOS INPE-15252-PUD/198 CARACTERIZAÇÃO DE MATERIAIS CATALÍTICOS Janiciara Botelho Silva José Augusto Jorge Rodrigues Maria do Carmo de Andrade Nono Qualificação de Doutorado do Curso de Pós-Graduação em Engenharia

Leia mais

Polaridade de moléculas

Polaridade de moléculas Polaridade de moléculas 01. (Ufscar) É molécula polar: a) C 2 H 6. b) 1,2-dicloroetano. c) CH 3 Cl. d) p-diclorobenzeno. e) ciclopropano. 02. (Mackenzie) As fórmulas eletrônicas 1, 2 e 3 a seguir, representam,

Leia mais

MONITORAÇÃO DE CORROSÃO NA UNIDADE DE REFORMA CATALÍTICA DA REFINARIA PRESIDENTE BERNARDES CUBATÃO

MONITORAÇÃO DE CORROSÃO NA UNIDADE DE REFORMA CATALÍTICA DA REFINARIA PRESIDENTE BERNARDES CUBATÃO MONITORAÇÃO DE CORROSÃO NA UNIDADE DE REFORMA CATALÍTICA DA REFINARIA PRESIDENTE BERNARDES CUBATÃO Alfredo Herculano Santana, Marcos Rodrigues e Vilmar Guedes da Silva Setor de Tecnologia de Equipamentos,

Leia mais

ÁCIDOS E BASES. + (aq) + OH - (aq)

ÁCIDOS E BASES. + (aq) + OH - (aq) ÁCIDOS E BASES O conhecimento sobre termodinâmica, particularmente sobre as constantes de equilíbrio é de grande importância na discussão quantitativa das forças de ácidos e bases o que permite desenvolver

Leia mais

b) Calcule o número de oxidação do fósforo e as cargas formais dos átomos de fósforo, oxigênio e hidrogênio na estrutura.

b) Calcule o número de oxidação do fósforo e as cargas formais dos átomos de fósforo, oxigênio e hidrogênio na estrutura. QUÍMICA 01. ácido sulfúrico, assim como o íon hidrogenossulfato, reage com bases fortes, como hidróxido de sódio, liberando calor para as vizinhanças. Dados: M (g.mol-1) H = 1,008; = 15,999; S = 32,06;

Leia mais

química 2 Questão 37 Questão 38 Questão 39 alternativa C na alternativa B. Sabendo-se que a amônia (NH 3)

química 2 Questão 37 Questão 38 Questão 39 alternativa C na alternativa B. Sabendo-se que a amônia (NH 3) química 2 Questão 37 Questão 38 abendo-se que a amônia (N 3) é constituída por moléculas polares e apresenta boa solubilidade em água. o diclorometano (2 2) não possui isômeros. ua molécula apresenta polaridade,

Leia mais

VI OLIMPÍADA BAIANA DE QUÍMICA 2011

VI OLIMPÍADA BAIANA DE QUÍMICA 2011 VI OLIMPÍADA BAIANA DE QUÍMICA 2011 RESPONDA AS QUESTÕES DE 1 a 30, MARCANDO UMA DAS ALTERNATIVAS DE ACORDO COM O QUE SE PEDE QUESTÃO 1 Peso 2 A dissolução do cloreto de amônio, NH 4 Cl(s), em água ocorre

Leia mais

TEEE: Colheita de Energia Termogeração

TEEE: Colheita de Energia Termogeração TEEE: Colheita de Energia Termogeração Prof. Protásio Laboratório de Microengenharia/DEE/CEAR/UFPB Conversão de Energia Termoelétrica Energia termoelétrica é aquela gerada a partir da conversão de calor

Leia mais

Corrosão e Protecção

Corrosão e Protecção Corrosão e Protecção Capítulo 1.2 Fundamentos Docente: João Salvador Fernandes Lab. de Tecnologia lectroquímica Pavilhão de Minas, 2º Andar xt. 1964 Princípios de lectroquímica Quando se imerge uma placa

Leia mais

Profa Fernanda Galante Fundamentos de Química e Biologia Molecular/ Nutrição Material 3 1 LIGAÇÕES QUIMICAS

Profa Fernanda Galante Fundamentos de Química e Biologia Molecular/ Nutrição Material 3 1 LIGAÇÕES QUIMICAS Profa Fernanda Galante Fundamentos de Química e Biologia Molecular/ Nutrição Material 3 1 LIGAÇÕES QUIMICAS REGRA DO OCTETO Cada átomo tem um número de elétrons diferente e estes e - (elétrons) estão distribuídos

Leia mais

ESTRUTURA CRISTALINA DOS METAIS

ESTRUTURA CRISTALINA DOS METAIS ESTRUTURA CRISTALINA DOS METAIS Estrutura cristalina dos metais 1 DEFINIÇÃO DE CRISTAL - Sólidos cristalinos: Uma substância pode ser considerada cristalina quando os átomos (ou moléculas) que a constitui

Leia mais

COLÉGIO SANTA TERESINHA R. Madre Beatriz 135 centro Tel. (33) 3341-1244 www.colegiosantateresinha.com.br

COLÉGIO SANTA TERESINHA R. Madre Beatriz 135 centro Tel. (33) 3341-1244 www.colegiosantateresinha.com.br PLANEJAMENTO DE AÇÕES DA 2 ª ETAPA 2015 PERÍODO DA ETAPA: 01/09/2015 á 04/12/2015 TURMA: 9º Ano EF II DISCIPLINA: CIÊNCIAS / QUÍMICA 1- S QUE SERÃO TRABALHADOS DURANTE A ETAPA : Interações elétricas e

Leia mais

MASSA ATÔMICA. 1u corresponde a 1,66.10-24 g, que equivale aproximadamente à massa de um próton ou de um nêutron.

MASSA ATÔMICA. 1u corresponde a 1,66.10-24 g, que equivale aproximadamente à massa de um próton ou de um nêutron. Cálculos Químicos MASSA ATÔMICA Na convenção da IUPAC (União Internacional de Química Pura e Aplicada) realizada em 1961, adotou-se como unidade padrão para massa atômica o equivalente a 1/12 da massa

Leia mais

UFMG - 2004 3º DIA QUÍMICA BERNOULLI COLÉGIO E PRÉ-VESTIBULAR

UFMG - 2004 3º DIA QUÍMICA BERNOULLI COLÉGIO E PRÉ-VESTIBULAR UFMG - 2004 3º DIA QUÍMICA BERNOULLI COLÉGIO E PRÉ-VESTIBULAR Química Questão 01 Os metais alcalinos, ao reagirem com água, produzem soluções dos respectivos hidróxidos e gás hidrogênio. Esta tabela apresenta

Leia mais

A) a existência do oceano líquido é uma hipótese possível, pois um sal solúvel só forma uma mistura homogênea com a água, quando ela está líquida.

A) a existência do oceano líquido é uma hipótese possível, pois um sal solúvel só forma uma mistura homogênea com a água, quando ela está líquida. TEXTO PARA A QUESTÃO 1. Sonda espacial detecta sal de cozinha em lua de Saturno A análise da composição química do anel mais externo de Saturno revelou a presença de 98% de água, 1% de cloreto de sódio,

Leia mais

P2 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 11/10/08

P2 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 11/10/08 P2 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 11/10/08 Nome: Gabarito Nº de Matrícula: Turma: Assinatura: Questão Valor Grau Revisão 1 a 2,5 2 a 2,5 3 a 2,5 4 a 2,5 Total 10,0 Constantes: R 8,314 J mol -1 K -1 0,0821

Leia mais

X -2(3) X -2 x (4) X - 6 = -1 X 8 = -1 X = 5 X = 7

X -2(3) X -2 x (4) X - 6 = -1 X 8 = -1 X = 5 X = 7 2001 1. - Uma camada escura é formada sobre objetos de prata exposta a uma atmosfera poluída contendo compostos de enxofre. Esta camada pode ser removida quimicamente envolvendo os objetos em questão com

Leia mais

Universidade Estadual de Londrina Centro de Ciências Exatas Departamento de Química GASOLINA EM ÁGUA SUBTERRÂNEA E SUPERFICIAL

Universidade Estadual de Londrina Centro de Ciências Exatas Departamento de Química GASOLINA EM ÁGUA SUBTERRÂNEA E SUPERFICIAL Universidade Estadual de Londrina Centro de Ciências Exatas Departamento de Química DEGRADAÇÃO DE FRAÇÃO AROMÁTICA DA GASOLINA EM ÁGUA SUBTERRÂNEA E SUPERFICIAL Aluno: Luciano Vetorasso Corbucci Orientadora

Leia mais

INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE) - NÍVEL SUPERIOR CARGO:

INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE) - NÍVEL SUPERIOR CARGO: INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE) Concurso Público - NÍVEL SUPERIOR CARGO: Tecnologista da Carreira de Desenvolvimento Tecnológico Classe: Tecnologista Junior Padrão I (TJ14) CADERNO DE

Leia mais

Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer

Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer A DIFERENÇA ENTRE GASOLINA E DIESEL HISTÓRICO Gasolina e diesel são produtos do refino de petróleo cru, achado no seu estado natural no subsolo em várias partes do mundo. Já o petróleo cru é um fluído

Leia mais

REFORMA A VAPOR DO METANO EM CATALISADORES À BASE DE NÍQUEL PROMOVIDOS COM NIÓBIA.

REFORMA A VAPOR DO METANO EM CATALISADORES À BASE DE NÍQUEL PROMOVIDOS COM NIÓBIA. NICE DE VASCONCELOS REFORMA A VAPOR DO METANO EM CATALISADORES À BASE DE NÍQUEL PROMOVIDOS COM NIÓBIA. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Química da Universidade Federal Fluminense

Leia mais

b) explique duas medidas adotadas pelo poder público para minimizar o problema da poluição atmosférica na cidade de São Paulo.

b) explique duas medidas adotadas pelo poder público para minimizar o problema da poluição atmosférica na cidade de São Paulo. 1. (Fuvest 2013) Observe a imagem, que apresenta uma situação de intensa poluição do ar que danifica veículos, edifícios, monumentos, vegetação e acarreta transtornos ainda maiores para a população. Trata-se

Leia mais

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1. O hidrogênio Nos últimos anos fontes alternativas de energia vêm sendo estudadas para substituir as fontes fósseis que são limitadas e não-renováveis. E o hidrogênio é uma

Leia mais

Tecnologias de Produção de Hidrogênio

Tecnologias de Produção de Hidrogênio Programa de Pós-Graduação em Bioenergia Tecnologias de Produção de Hidrogênio Prof. Helton José Alves Palotina, 19/05/14 O HIDROGÊNIO - Elemento mais abundante do universo (95% em número de átomos e 75%

Leia mais

A limpeza de pisos de mármore normalmente é feita com solução de ácido clorídrico comercial (ácido muriático).

A limpeza de pisos de mármore normalmente é feita com solução de ácido clorídrico comercial (ácido muriático). 61 b A limpeza de pisos de mármore normalmente é feita com solução de ácido clorídrico comercial (ácido muriático). Essa solução ácida ataca o mármore, desprendendo gás carbônico, segundo a reação descrita

Leia mais

nome de Química do C1. De uma maneira geral é possível dividir estes produtos em três categorias:

nome de Química do C1. De uma maneira geral é possível dividir estes produtos em três categorias: ,1752'8d 2 O gás natural é composto, principalmente, de metano (até 98%) e por alguns hidrocarbonetos de maior peso molecular (de C 2 a C 6 ) além dos diluentes N 2 e CO 2. Com o uso crescente de petróleo

Leia mais

MÓDULO 4 Estudo Físico dos Gases... 13 Transformações Gasosas Equação de Estado Hipótese de Avogrado

MÓDULO 4 Estudo Físico dos Gases... 13 Transformações Gasosas Equação de Estado Hipótese de Avogrado Química SUMÁRIO Química 1 MÓDULO 3 Ligações Químicas... 3 Ligações Iônica, ovalente, ovalente Dativa e Metálica Eletrólitos e não Eletrólitos Soluções Eletrolíticas e Soluções não Eletrolíticas Química

Leia mais

5 Utilização de grafeno em domínio óptico

5 Utilização de grafeno em domínio óptico 84 5 Utilização de grafeno em domínio óptico 5.1 Introdução O presente capítulo descreve como o grafeno interage com o meio optico e destaca os procedimentos realizados para a introdução de grafeno em

Leia mais

U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D E M I N A S G E R A I S SÓ ABRA QUANDO AUTORIZADO.

U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D E M I N A S G E R A I S SÓ ABRA QUANDO AUTORIZADO. U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D E M I N A S G E R A I S QUÍMICA Prova de 2 a Etapa SÓ ABRA QUANDO AUTORIZADO. Leia atentamente as instruções que se seguem. 1 - Este Caderno de Prova contém cinco

Leia mais

Princípios e Aplicaçõ

Princípios e Aplicaçõ Técnicas de Análises Térmicas: T Princípios e Aplicaçõ ções Jair C. C. Freitas Laboratório de Materiais Carbonosos e Cerâmicos (LMC) Departamento de Física - UFES Sinopse Introdução Generalidades sobre

Leia mais

UNESP- 2013- Vestibular de Inverno

UNESP- 2013- Vestibular de Inverno UNESP- 2013- Vestibular de Inverno 1-Compostos de crômio têm aplicação em muitos processos industriais, como, por exemplo, o tratamento de couro em curtumes e a fabricação de tintas e pigmentos. Os resíduos

Leia mais

Interacção da Radiação com a Matéria

Interacção da Radiação com a Matéria Interacção da Radiação com a Matéria Já sabemos que: As radiações eletromagnéticas têm comportamento ondulatório e corpuscular. Cada radiação apresenta as suas características individuais; Os corpúsculos

Leia mais

Materiais cerâmicos e vítreos vítreos

Materiais cerâmicos e vítreos vítreos Materiais cerâmicos e vítreos Materiais inorgânicos e não-metálicos processados e / ou usados a elevadas temperaturas Cerâmicas / argilas / silicatos das mais velhas indústrias humanas (15000 AC) resistentes

Leia mais

COMPOSTOS ORGANOMETÁLICOS

COMPOSTOS ORGANOMETÁLICOS Universidade Federal de Sergipe Pró-Reitoria de Pós Graduação e Pesquisa Programa de Pós Graduação em Química Química Inorgânica Avançada COMPOSTOS ORGANOMETÁLICOS Mestranda: Tarciane Greyci dos Santos

Leia mais

GOIÂNIA, / / 2015. PROFESSORA: Núbia de Andrade. DISCIPLINA:Química SÉRIE: 3º. ALUNO(a):

GOIÂNIA, / / 2015. PROFESSORA: Núbia de Andrade. DISCIPLINA:Química SÉRIE: 3º. ALUNO(a): GOIÂNIA, / / 2015 PROFESSORA: Núbia de Andrade DISCIPLINA:Química SÉRIE: 3º ALUNO(a): Lista de Recuperação Semestral No Anhanguera você é + Enem Antes de iniciar a lista de exercícios leia atentamente

Leia mais

Fração. Página 2 de 6

Fração. Página 2 de 6 1. (Fgv 2014) De acordo com dados da Agência Internacional de Energia (AIE), aproximadamente 87% de todo o combustível consumido no mundo são de origem fóssil. Essas substâncias são encontradas em diversas

Leia mais

Assunto: Contempla os itens VIII e XI do programa de química do vestibular.

Assunto: Contempla os itens VIII e XI do programa de química do vestibular. 6RXomR&RPHQWDGD3URYDGH4XtPLFD 01. Uma das ações desejadas para contribuir com a diminuição dos níveis de C 2 da atmosfera terrestre consiste em promover sua utilização em processos limpos. Nesse sentido,

Leia mais

Baterias de Chumbo. A A bateria de chumbo-ácido cido foi inventada por. período que remonta aos primórdios rdios das células galvânicas.

Baterias de Chumbo. A A bateria de chumbo-ácido cido foi inventada por. período que remonta aos primórdios rdios das células galvânicas. UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA - UFPB CENTRO DE CIENCIAS EXATAS E DA NATUREZA-CCEN DEPARTAMENTO DE QUIMICA Disciplina: FísicoF sico-química II Professora: Claudia Braga BATERIAS DE CHUMBO ALUNO: RONALDO

Leia mais