Confidencial (*) MS CARDIM & ASSOCIADOS. Data-Base: 30/09/2008 São Paulo, 17 de Novembro de MS 07

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1 Confidencial (*) MS 07 Data-Base: 30/09/2008 São Paulo, 17 de Novembro de MS 07 1 (*) Este laudo é para o uso exclusivo dos Diretores e acionistas da Parmalat

2 Índice 1 - Informações sobre o Avaliador Histórico Equipe Técnica Experiência do Avaliador Escopo do Laudo de Avaliação Econômica e Responsabilidade Declarações do Avaliador Sumário Executivo Dados Gerais da Empresa e Principais Atividades Breve Histórico Composição do Capital Social Informações Gerais O Mercado de Atuação A Economia Brasileira Setor de Laticínios Fontes de Informações Utilizadas Metodologias Utilizadas na Avaliação Formulação e a Determinação do Valor econômico da empresa e do Patrimônio Líquido dos acionistas A Valor do patrimônio líquido contábil por ação B Preço médio ponderado de cotação das ações da Empresa na Bolsa de Valores nos últimos 12 meses, discriminados por espécie e classes (cotações e volumes negociados) C - Modelo dos Fluxos de Caixa Descontados MS 07 2

3 8 - Anexos Anexo I Premissas utilizadas nas Projeções para o período de 10/2008 a 12/ Anexo II - Custo Médio Ponderado de Capital (WACC) Anexo III - Parâmetros adotados para Cálculo do Custo de Capital Anexo IV Demonstrativos Financeiros Retrospectivos (Histórico) 31/12/2006, 31/12/2007 e 30/09/ Anexo V - Demonstrativos Financeiros Projetados de 2008 a Anexo VI - Indicadores Financeiros Publicados pelo Professor Damodaran Anexo VII - Tabela do Indicador Risco-Brasil Anexo VIII - Tabela de Inflação nos Estados Unidos Anexo IX Levantamento Estatístico Junto a Bovespa Sobre as Cotações nos Últimos 12 Meses Anexo X Taxa Média Efetiva dos recursos já captados Anexo XI Glossário Técnico MS 07 3

4 1 - INFORMAÇÕES SOBRE O AVALIADOR HISTÓRICO A MS Cardim & Associados S/C Ltda. ( MS Cardim ) foi fundada em 1985, a partir da experiência pessoal adquirida em mais de 15 anos pelo Sr. Mario Sergio Cardim Neto, na Bolsa de Valores de São Paulo, em Instituições Financeiras e Empresas de Capital Aberto onde desenvolveu atividades executivas nas áreas de análise de investimentos, administração de carteiras, análise e avaliação de empresas. Posteriormente, a MS Cardim ampliou o seu escopo de serviços passando a atuar nas áreas de avaliação econômica de empresas de ativos tangíveis e intangíveis (goodwill e marcas). Atua, também na área de contabilidade financeira, no que se refere o valor de recuperação de ativos (Teste de Impairment ), justificativa econômica do ágio (goodwill) e comprovação de realização de créditos tributários para efeito de legislação fiscal. A qualidade dos serviços prestados pela MS Cardim está fundamentada em constante aprimoramento técnico e aplicação das mais modernas teorias econômico-financeiras, permitindo agregar valor aos seus clientes, prestando serviços especializados para Instituições Financeiras, Investidores Institucionais e Empresas de Capital Aberto e Fechado nas áreas econômico-financeiras e mercado de capitais. A equipe técnica é constituída por profissionais de alto nível, especializados tecnicamente em avaliação econômica de empresas e de negócios, de ativos tangíveis e intangíveis. A formação da equipe é multidisciplinar economistas, engenheiros, administradores de empresas, auditores e contadores, o que propicia um atendimento abrangente e eficaz aos clientes da MS Cardim. A MS Cardim mantém investimentos constantes em novas tecnologias e equipamentos. Conta também com um amplo banco de dados que permite acesso rápido a estudos estatísticos, previsões e projeções, análises macro-econômicas e setoriais, conjunturais e de empresas que dão suporte à avaliação de ativos. Mantêm, também, um arquivo contendo todo o tipo de informação quanto ao valor de máquinas, equipamentos (preços e especificações técnicas) MS 07 4

5 Para efeito da legislação societária é considerada uma empresa especializada. Está registrada junto ao Conselho Regional de Economia sob o n RE/2327 2ª Região São Paulo MS 07 5

6 1.2 EQUIPE TÉCNICA CONSULTOR ECONÔMICO-FINANCEIRO RESPONSÁVEL MARIO SERGIO CARDIM NETO Economista e Analista Financeiro CORECON nº ª Região - São Paulo Administrador de Empresas - EAESP / FGV - Pós Graduação e Mestrado Associado à APIMEC - SP (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos e Mercado de Capitais) EQUIPE TÉCNICA ENEDINO ALVES BARBOSA FILHO Contador / Analista Financeiro MARIO SERGIO CARDIM Economista / Engenheiro Mecânico/ Analista Financeiro CORECON nº ª Região - São Paulo CREA nº /D - SP RAQUEL MARTINS DE ARAÚJO Assistente Administrativa ANÁLIA RICARDO DA SILVA Analista Financeiro RAFAEL VERTUAN ALVES Analista Financeiro MS 07 6

7 1.3 - EXPERIÊNCIA DO AVALIADOR Conforme disposto nas Instruções da CVM nº 361 e 436/06, a MS CARDIM apresenta abaixo a relação dos trabalhos realizados na área de Avaliação Econômico-Financeira, para: * Empresas de pequeno, médio e grande porte; ** Empresas de Capital Aberto. a) Empresas de Capital Fechado Pequeno, Médio e Grande Porte SPL Construtora e Pavimentadora Ltda Lorenzetti God Line Imp. E Exp Representação Ltda Granja Planalto S/A Casa Pizza São Paulo IN VITRO Sirena Usina Sapucaia S/A Nova DW Ltda ALIT do Brasil S/A Tampas Click Tecscreen Drogaria Onofre Tyrolit S/A Netsuper Usina Coraci Destilaria de Açúcar e Álcool Ltda Fri-Ribe - Frigorifico Laboratórios Klinger do Brasil Ltda Adria Alimentos Henrique Lage Anhembi Ind de Borracha Ind. Alpe e Pegorari Cia. Manufatora (APOLLO) Lamesa Empresa Brasileira de Estanho S/A Leson Flag Distribuidora de Petróleo / Gasolina Molienda Pão de Açúcar unidade Aeroporto Ind. De Bebidas Mulher (Caninha 51) Petroplus Distribuidora de Petróleo / Gasolina REDE TV Realplus - Distribuidora de Petróleo / Gasolina São Roberto BRA Transportes Aéreos Usina Paineiras e Agropecuária TRIP Tranpostes Aéreos DPZ Duailibi Petit Zaragoza Propaganda MS 07 7

8 b) Empresasa de Capital Aberto Autel S/A Mococa S/A Produtos Alimentícios Buettner S/A Porcelana Shimidt S/A Cambuci S/A Cremer S/A Electro Aço Altona S/A S/A Industrial Chapecó ITSA Intercontinental Telecomunicações S/A Rimet S/A CBC Companhia Brasileira de Cartuchos ARTEB S/A Metisa S/A Parmalat Alimentos S/A MS 07 8

9 2 - ESCOPO DO LAUDO DE AVALIAÇÃO ECONÔMICA E RESPONSABILIDADE A MS CARDIM & ASSOCIADOS S/C LTDA. ( Avaliador ) foi contratada pela PARMALAT para preparar um laudo de avaliação econômico-financeira ( Laudo de Avaliação ) com data base de 30/09/2008 acerca do valor das ações de emissão da PARMALAT ( Companhia ), para os fins da Oferta Pública de Aquisição de Ações para Cancelamento de Registro de Companhia Aberta ( Oferta ou OPA ). Este Laudo de Avaliação foi elaborado para uso exclusivo da Ofertante e para os fins previstos nos artigos 8º e 16º da Instrução nº 361 da Comissão de Valores Mobiliários de 05 de março de 2002 e alteração pela Instrução da CVM nº 436/06 e do artigo 4º, 4º da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976 ( Lei das Sociedades por Ações ). As informações abaixo são relevantes e devem ser cuidadosa e integralmente observadas: O Laudo de Avaliação foi elaborado para os fins exclusivos da OPA, em conformidade com a Lei das Sociedades por Ações e com a Lei Nº 6.385/76, observados os termos das Instruções CVM 361/02 e 436/06. Este Laudo de Avaliação foi elaborado com base em: (i) análise de informações públicas relevantes, incluindo estudos setoriais, pesquisas, análises e critérios financeiros, econômicos e de mercado; (ii) análise das demonstrações financeiras da PARMALAT referentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2005, 2006 e 2007 e as demonstrações financeiras intermediárias para o período de 9 (nove) meses findos em 30 de setembro de 2008, auditadas pela Ernst & Young Auditores Independentes S.S. e (iii) análise e discussão de informações fornecidas pela administração da PARMALAT, incluindo projeções financeiras da PARMALAT preparadas pela MS CARDIM com o auxilio da administração da Companhia (em conjunto as Informações ). Para a conclusão deste Laudo de Avaliação, a MS CARDIM: 1. Analisou os demonstrativos financeiros contábeis (data-base em 30/09/2008) e o Plano Estratégico da empresa para o período de 2008 a 2017, bem como preparou e elaborou as projeções financeiras e operacionais da PARMALAT a partir daquele Plano e das informações e dados fornecidos pela administração da companhia; MS 07 9

10 2. Utilizou como base, dentre outras fontes, informações públicas sobre o setor de atuação da PARMALAT e da própria empresa fornecido pela sua administração; 3. Comparou a performance financeira da PARMALAT com empresas comparáveis que atuam no mesmo setor; 4. Conduziu discussões com a administração da PARMALAT em relação ao desempenho passado e futuro de seus negócios, operações e resultados operacionais e financeiros; 5. Com base nessas informações, a MS CARDIM preparou uma análise do fluxo de caixa descontado, juntamente com outros modelos de avaliação. 6. Considerou que todos os dados e fatos, fornecidos pela empresa analisada ou levantados pelos consultores, apresentados neste laudo são verdadeiros. Todas as considerações apresentadas são opiniões dos avaliadores / consultores, baseadas em dados e fatos contidos neste relatório; 7. Na preparação do laudo de Avaliação, a MS CARDIM não conduziu qualquer avaliação ou análise independente de quaisquer ativos ou passivos da companhia tendo assumido como exatas e verdadeiras as informações obtidas de fontes públicas e aquelas fornecidas pela companhia e sua administração. Para realizar este Laudo de Avaliação Econômica para a direção da PARMALAT, foram aplicados procedimentos baseados em fatos históricos, econômico-financeiros e de mercado. Os valores aqui apresentados são resultantes da análise de dados históricos, gerenciais e projeções de eventos futuros, merecendo os seguintes destaques: Todas as considerações apresentadas são opiniões dos consultores, baseadas em dados e fatos contidos neste relatório; Nenhum dos consultores, sócios ou profissionais da MS CARDIM têm qualquer interesse financeiro na empresa, caracterizando, assim, sua independência. Os honorários estimados para a execução deste trabalho não são baseados e não têm qualquer relação com os valores aqui reportados. Isto posto, o arbitramento de todos os valores aqui apresentados emanam da formação de opiniões técnicas, devidamente sustentadas e com toda independência; MS 07 10

11 Todos os documentos e ou recebidos pelos consultores após sua utilização serão devolvidos à direção da empresa; Este laudo está embasado em subsídios técnicos e foi elaborado com base em informações contábeis e econômico-financeiras fornecidas pelos executivos e funcionários da PARMALAT, que foram consideradas como verdadeiros uma vez que não faz parte do escopo de nosso trabalho qualquer tipo de procedimento de auditoria. Desta forma, a MS CARDIM não assume qualquer responsabilidade futura pela precisão das informações citadas acima; A MS CARDIM declara total sigilo e confidencialidade sobre todas as informações e dados fornecidos pelos acionistas, executivos e funcionários da PARMALAT; Algumas das considerações e premissas descritas neste relatório estão baseadas em eventos futuros que fazem parte da expectativa dos executivos da empresa analisada e dos consultores, à época deste laudo. Estes eventos futuros podem não ocorrer e os resultados apresentados neste relatório poderão sofrer alterações; Não foram efetuadas investigações sobre títulos de propriedade da empresa envolvidos neste relatório, nem verificação de existência de ônus ou gravames sobre a mesma; Este relatório não deve ser utilizado ou reproduzido parcial ou totalmente em propaganda, relações públicas, jornais, vendas ou qualquer mídia, sem a prévia autorização, por escrito, da MS CARDIM; A MS CARDIM não tem responsabilidade de atualizar este relatório para eventos e circunstâncias que ocorram após a data base do mesmo. O presente relatório em sua plenitude é considerado como documento sigiloso e absolutamente confidencial e de uso exclusivo dos Diretores e acionistas da PARMALAT, não podendo ser analisado parcialmente, só tendo validade, se apresentado no seu conteúdo total. Não deve ser utilizado para outra finalidade que não seja a estabelecida anteriormente MS 07 11

12 As informações financeiras históricas disponibilizadas pela administração da PARMALAT são de natureza contábil e gerencial. Todas as informações reais utilizadas neste laudo referem-se à data base de 30/09/2008. As estimativas e projeções aqui contidas, especialmente aquelas cujas ocorrências dependem de eventos futuros e incertos (incluindo, por exemplo, projeções de receitas, custos, despesas operacionais e margens de rentabilidade, crescimento do volume das operações), foram baseadas na opinião de membros da administração da PARMALAT, as quais a MS CARDIM assume que foram elaboradas de boa-fé, a partir de premissas capazes de refletir as melhores estimativas atualmente disponíveis. As informações aqui contidas refletem as condições financeiras e contábeis da PARMALAT, bem como as de mercado, projetadas a partir de 01/10/2008. Quaisquer alterações dessas condições poderão alterar os valores aqui apresentados. A MS CARDIM não realizou nenhuma avaliação independente dos ativos e passivos da PARMALAT e não verificou, de forma independente, as informações aqui contidas. Embora a MS CARDIM confie na veracidade, exatidão e suficiência das referidas informações, é certo que não assumirá quaisquer responsabilidades futuras pelas mesmas. Não há garantias de que quaisquer das estimativas ou projeções utilizadas no Laudo de Avaliação, poderão ser efetivamente alcançadas. Os resultados finais verificados poderão ser diferentes das projeções e estas diferenças podem ser significativas. Os resultados finais também podem ser impactados pelas condições da conjuntura econômica e do mercado em que a PARMALAT atua. A Companhia e seus administradores (i) não interferiram, nem limitaram ou dificultaram, de qualquer forma, nosso acesso e nossa capacidade de obter e utilizar as informações necessárias para produzir o Laudo de Avaliação, (ii) não determinaram as metodologias utilizadas para a elaboração da análise, ou (iii) não restringiram, de qualquer forma, nossa capacidade de determinar as conclusões apresentadas de forma independente nesse Laudo de Avaliação. A Avaliação foi preparada exclusivamente em português e, caso venha a ser traduzida para outro idioma, a versão em português deverá sempre prevalecer. A MS CARDIM não assume nenhuma obrigação e/ou responsabilidade pela atualização, revisão, ou reafirmação do resultado deste Laudo de Avaliação com base em circunstâncias, desenvolvimento e/ou fatos que ocorram após a data de sua conclusão, exceto pelas atualizações/alterações solicitadas pela Comissão de Valores Mobiliários ( CVM ) no âmbito da OPA MS 07 12

13 O presente laudo foi elaborado de acordo com as seguintes normas: Instruções da CVM n.º 361/02 e 436/06 (Comissão de Valores Mobiliários) Laudo de Avaliação Econômica. Anexo III Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT - Projeto NBR / Avaliação de Bens parte 4 - Empreendimentos item 7 - Anexo VIII USPAP = Uniform Standards of Professional Appraisal Practice USA (Padrões Uniformes de Práticas de Avaliação Profissional) USA MS 07 13

14 3 - DECLARAÇÕES DO AVALIADOR Conforme disposto na Instrução CVM nº 361/02 e 436/06, a MS CARDIM declara que: 1. A MS CARDIM & ASSOCIADOS S/C LTDA., assim como seu controlador e pessoas a eles vinculadas, não detêm nenhuma forma de participação acionária na PARMALAT não são titulares, nem detêm a administração discricionária de nenhuma ação de emissão da PARMALAT. 2. A MS CARDIM não tem qualquer conflito de interesses que lhe diminua a independência necessária ao desempenho de suas funções na elaboração deste Laudo de Avaliação. Conforme sugere o Artigo 8º da Instrução CVM n.º 361/02, este Laudo de Avaliação apresenta: Informações sobre a PARMALAT, com base nas últimas informações periódicas disponíveis. Descrição das metodologias e critérios aplicados na determinação do valor econômico da PARMALAT. Conclusões da avaliação econômica da empresa e do Patrimônio Líquido da PARMALAT segundo os critérios adotados; Quadros anexo com dados utilizados no cálculo de valores. As planilhas de cálculo e projeções utilizadas na determinação do valor econômico, com destaque para as principais premissas utilizadas e justificativa para cada uma delas. Fontes das informações. Além das informações recomendadas no parágrafo 3º, do artigo 8º, da Instrução CVM n.º 361/02, o presente Laudo de Avaliação fornece ainda, informações adicionais que visam complementar a análise aqui apresentada e suportar conclusão sobre o valor econômico da empresa MS 07 14

15 Em atendimento ao sugerido no Artigo 8º, inciso V, letra (b) da Instrução CVM n.º 361/02, declaramos que entre os critérios de avaliação apresentados neste documento, o método de apuração do valor econômico da empresa pelos fluxos de caixa descontados, pelas razões expostas no Sumário Executivo, é considerado pela MS CARDIM como o mais adequado à definição do valor econômico da empresa e do seu Patrimônio Líquido, para efeito da OPA. Os acionistas controladores ou os administradores da Companhia não direcionaram, limitaram, dificultaram ou praticaram quaisquer atos que tenham ou possam ter comprometido o acesso, a utilização ou o conhecimento de informações, bens, documentos ou metodologias de trabalho relevantes para a qualidade das respectivas conclusões; também não determinaram as metodologias utilizadas para a elaboração deste laudo de avaliação. O custo deste Laudo de Avaliação é de R$ ,00 (dezesseis mil reais) MS 07 15

16 4 - SUMÁRIO EXECUTIVO A Parmalat Brasil S.A. Indústria de Alimentos ( PARMALAT ) é atualmente empresa do Grupo LAEP. Em 26 de maio de 2006, o grupo Laep adquiriu o controle da PARMALAT, através da Lácteos do Brasil S/A, no âmbito do Plano de Recuperação Judicial. Nos anos de 2004 e 2005, a PARMALAT passou por uma crise decorrente da falência de sua então controladora localizada na Itália e buscou proteção nos termos da Lei de Recuperação de Empresas. A PARMALAT é uma das líderes no segmento de leite UHT no Brasil em termos de volume e valor (dados da Nielsen de outubro de 2008). Atua na produção, beneficiamento, comercialização e distribuição de leite e seus derivados e, para maximizar a estrutura, produz e distribui, ainda, biscoitos e bolos. A estimativa dos valores apresentados neste trabalho foi feita, considerando as seguintes condições gerais, premissas básicas e condições limitantes: NO PLANO MACROECONÔMICO As projeções para 2009 mostram o grau de incerteza no que tange à trajetória da economia e refletem uma desaceleração do ritmo de crescimento da atividade econômica. Esse movimento é reforçado pela manutenção de um patamar mais baixo para o saldo da Balança Comercial para aquele período (cerca de US$ 14,2 bilhões). A constatação é de que um possível incremento de competitividade dos produtos exportáveis com a desvalorização do real frente ao dólar seria contrabalançado pela redução do ritmo de crescimento da economia mundial. Por outro lado, a desaceleração da economia deve proporcionar uma queda dos índices de inflação, em função de um provável desaquecimento da demanda. As previsões de IPCA e IGP-M em níveis inferiores aos de 2008 (5,23% e 5,89%) são condicionadas à forma em que ocorreria o mecanismo de contaminação por meio do câmbio. A contínua redução da vulnerabilidade externa da economia brasileira ganha contornos ainda mais relevantes ao se considerar o processo de fragilização a que os mercados financeiros internacionais vêm sendo submetidos, que pode inclusive se intensificar. De fato, ainda permanece elevado o grau de incerteza MS 07 16

17 acerca dos desdobramentos da crise no mercado subprime sobre a confiança dos agentes, traduzido tanto em reduções adicionais na liquidez quanto em aumento na volatilidade dos preços de praticamente todos os ativos financeiros. NO PLANO FINANCEIRO E CONTÁBIL Foram preparados os demonstrativos financeiros projetados para 10 anos, a partir do balanço base de 30/ 09/ 2008, tendo em vista o Plano de Operações e consideradas as premissas e pressupostos adotados e apresentados no Anexo I e que envolvem as condições das operações da empresa com geração de receitas operacionais e não operacionais. O valor atribuível à rentabilidade futura, um dos elementos considerados na determinação dos valores de mercado e referidos no item anterior, foram apuradas com base no fluxo de caixa descontado para um período de 10 (dez) anos (de 2008 a 2017). A avaliação econômica da empresa PARMALAT, foi solicitada pelos seus administradores. Todos os valores foram calculados em função da situação patrimonial da empresa em 30/09/2008, considerando suas atividades atuais e futuras apresentadas nas projeções dos demonstrativos financeiros e de resultados, elaborados pela nossa equipe a partir dos dados fornecidos pela administração da empresa PARMALAT. Para a elaboração deste Laudo de Avaliação foram utilizadas as seguintes metodologias e critérios: a) Preço médio ponderado de cotação das ações nos últimos 12 meses (período de setembro de 2007 a abril de 2008 e de maio de 2008 até outubro de 2008). b) Valor do patrimônio líquido contábil das ações em 30/09/2008. c) Determinação do valor econômico da empresa e do Patrimônio Líquido dos acionistas, através do modelo dos fluxos de caixa descontados (DCF) MS 07 17

18 ou preferenciais. A seguir, apresentamos o resumo do valor econômico da empresa e do seu patrimônio líquido, bem como o preço justo das suas ações, sejam ordinárias As projeções, apresentadas no Anexo V, foram elaboradas em R$ (moeda constante), a partir das premissas fixadas e das informações levantadas na própria empresa, mas, que foram analisadas e criticadas pela nossa equipe técnica. Conclusão Após as pesquisas realizadas junto à empresa, à Bovespa, à CVM e a preparação dos demonstrativos financeiros projetados e considerando que: a. O valor patrimonial contábil por ação em 30/09/2008 é de R$ 0,00470, simulando-se a emissão de novas ações pela subscrição dos adiantamentos para futuro aumento de capital, feitos em caráter irrevogável, no montante de R$ ,00 em 30/09/08; b¹. O preço médio ponderado por ação (ações ordinárias nominativas) no período de setembro 2007 a abril de 2008 é de R$ 345,30 (trezentos e quarenta e cinco reais e trinta centavos) (preço com subscrição); b². O preço médio ponderado por ação (ações ordinárias nominativas) para o período de maio de 2008 a outubro é de R$ 21,41 (preço ex subscrição) c. A utilização do modelo dos Fluxos de Caixa descontados, com a subseqüente estimativa dos futuros fluxos de caixa e do valor residual, foram descontados a uma taxa de desconto real de 13,48% que representa o custo médio ponderado de capital (WACC) e que permitiram a determinação do valor econômico da empresa, conforme demonstramos abaixo: MS 07 18

19 WACC = 13,48% DISCRIMINAÇÃO R$ Mil (=) Valor Presente dos Fluxos de Caixa do Período Explícito (+) Valor Presente do Valor Residual (Perpetuidade) (=) VALOR DA EMPRESA (Corporate Value) (+) Aplicações financeiras (-) Passivo Financeiro curto prazo (-) Debêntures de curto prazo (-) Passivo financeiro longo prazo (-) Debêntures de longo prazo (-) Provisões com PIS/COFINS (-) Provisões para riscos trabalhistas, tributários e Cíveis (=) VALOR DO ACIONISTA (Stockholder Value) Quantidade de ações (mil) Valor por ação (R$) 0,021 Opinião do Avaliador: Considerando que: O valor das ações para subscrições anteriores foi considerado o valor patrimonial contábil por ação e o valor patrimonial contábil por ação em 30/09/2008 é de R$ 0,0047 O valor unitário pelas cotações de mercado (em 2 períodos distintos) não é confiável, em virtude de que não representa e não reflete a realidade da empresa (conforme exposto detalhadamente no item 7), pois o valor de mercado obtido por essas cotações caracterizaria uma capitalização muito elevada (R$ 120 bilhões) MS 07 19

20 O valor pelo modelo dos fluxos de caixa descontado está baseado em premissas de comportamento futuro e que levam em consideração os seguintes pontos: o A continuidade da empresa ( Going concern value ). o A elaboração dos demonstrativos financeiros projetados, incluindo os fluxos de caixa, com identificação detalhado das premissas utilizadas. o Determinação da taxa de desconto adequada ao risco das ações e da empresa. o Demonstração do Plano de Recuperação Econômica da empresa MS 07 20

21 Dessa forma: QUADRO RESUMO 1) Valor patrimonial por ação em 30/09/2008 R$ 0, ) Preço médio ponderado dos últimos 12 meses - Período setembro de 2007 a abril de 2008 (preço com ) R$ 345,30 - Valor provável para lote de ações R$ 0, Período maio de 2008 até outubro de 2008 (preço ex ) R$ 21,41 - Valor provável para lote de ações R$ 0, ) Fluxo de caixa descontado - Valor econômico do acionista por ação R$ 0,021 Desta forma, somos de opinião que o valor por ação para efeito de aquisição de ações (OPA) seja de R$ 0,021, obtido pelo modelo dos fluxos de caixa descontados é o mais adequado considerando: o A continuidade da empresa ( Going concern value ). o A elaboração dos demonstrativos financeiros projetados, incluindo os fluxos de caixa, com identificação detalhado das premissas utilizadas. o Determinação da taxa de desconto adequada ao risco das ações e da empresa MS 07 21

22 o Demonstração do Plano de Recuperação Econômica da empresa. Ressaltamos que os valores estimados neste estudo estão vinculados às condições econômicas da empresa e aos cenários construídos e desenvolvidos para esta simulação, devendo o decisor analisar estes resultados em conjunto com os pressupostos, condições e premissas fixadas nos modelos de projeção dos demonstrativos financeiros e que fazem parte integrante deste trabalho. É importante esclarecer também, que este relatório é formado por estimativas e projeções estruturadas pela MS CARDIM, adotando-se um modelo de análise econômico-financeira, baseado em dados fornecidos pela direção da PARMALAT, apresentados no seu Plano de Operações, além de levantamentos e pesquisas efetuados pela nossa equipe técnica, a respeito da provável performance futura da empresa. Esses demonstrativos, estimativas e projeções refletem significativamente premissas e julgamentos, em relação aos futuros resultados esperados, incluindo pressupostos dos planos de operação da empresa, de eventos da conjuntura econômica, entre outras premissas das quais dependem os resultados projetados. Desta forma, ratificamos que a MS Cardim não está por meio deste relatório, fornecendo qualquer garantia de que os valores projetados aqui contidos são verdadeiros e representam resultados e performances assegurados. A performance efetiva da empresa está sujeita a inúmeros fatores não controláveis pela MS Cardim ou pela própria administração atual, incluindo principalmente a conjuntura econômica, a evolução do equilíbrio de oferta e demanda de produtos e ativos no mercado, evolução dos concorrentes, evolução da taxa de juros e de câmbio, política de impostos, custos das operações e outras variáveis relevantes MS 07 22

23 São Paulo, 17 de Novembro de 2008 MARIO SERGIO CARDIM NETO ECONOMISTA CORECON n.º a Região - SP MS CARDIM & ASSOCIADOS S/C LTDA CORECON n. º RE/ ª Região - SP MS 07 23

24 5 DADOS GERAIS DA EMPRESA E PRINCIPAIS ATIVIDADES 5.1 BREVE HISTÓRICO A Parmalat Brasil S.A. Indústria de Alimentos ( PARMALAT ) é atualmente empresa do Grupo LAEP. Em 26 de maio de 2006, o grupo Laep adquiriu o controle da PARMALAT, através da Lácteos do Brasil S/A, no âmbito do Plano de Recuperação Judicial. Nos anos de 2004 e 2005, a PARMALAT passou por uma crise decorrente da falência de sua então controladora localizada na Itália e buscou proteção nos termos da Lei de Recuperação de Empresas. A PARMALAT é uma das líderes no segmento de leite UHT no Brasil em termos de volume e valor (dados da Nielsen de outubro de 2008). Atua na produção, beneficiamento, comercialização e distribuição de leite e seus derivados e, para maximizar a estrutura, produz e distribui, ainda, biscoitos e bolos. A PARMALAT possui a marca mais reconhecida nacionalmente no setor lácteo, fruto de uma bem sucedida estratégia de investimentos em marketing ao longo de muitos anos. A marca PARMALAT foi considerada Top of Mind na categoria leite por dez vezes, inclusive no ano de 2008, e é a única marca com presença em todo território nacional. Produz e comercializa uma linha diversificada de produtos na área de lácteos, tais como leite UHT, leites funcionais, creme de leite, leite condensado, leite em pó, bebidas lácteas, molhos lácteos e doces, além de bolachas, biscoitos e bolos industrializados. Devido à sua capacidade de inovação e à força de suas marcas, acredita possuir um grande potencial para aproveitar o crescimento esperado no consumo de alimentos no Brasil, especialmente dos alimentos funcionais, os quais possuem maior valor agregado. A PARMALAT firmou, em 22 de dezembro de 2004, contrato de licenciamento de marcas em que a antiga controladora Parmalat SpA licencia as marcas mistas Parmalat, o símbolo da rosácea e a marca mista Santal (tanto radicais marcários quanto derivados) para uso da Companhia, sendo que para leite UHT, dentro outros produtos, tal uso da marca é exclusivo da Companhia no território nacional (exceção feita a exportação). O prazo deste licenciamento prolonga-se até 30 de dezembro de 2017, podendo ser renovado por períodos adicionais. Há uma carência no pagamento de royalties por 3 anos, sendo devidos pagamentos dos mesmos, nos termos do contrato, equivalentes a 0,5% das vendas líquidas durante o 4º ano de vigência do mesmo, 1,0% no 5º ano e 1,5% a partir do 6º ano MS 07 24

25 5.2 - COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL O capital autorizado da PARMALAT em 31 de março de 2008 e 31 de dezembro de 2007 era de ações ordinárias ou preferenciais. O capital subscrito e integralizado, naquelas datas, era de R$ , representado por ações escriturais, sem valor nominal, sendo ações ordinárias e ações preferenciais. Conforme aprovado na Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária, realizada em 30 de abril de 2008, foram convertidos para capital social, R$ Mil, antes registrados como adiantamentos para futuro aumento de capital, mediante a emissão de ações ordinárias, sem valor nominal, com preço de integralização de R$ 0,05, correspondente ao valor patrimonial das ações da PARMALAT em 31 de dezembro de Em função desta capitalização, o capital subscrito e integralizado passou para R$ ,36, representado por ações escriturais, sem valor nominal, sendo ações ordinárias e ações preferenciais. As ações preferenciais não têm direito a voto, mas gozam da prioridade no reembolso do capital, sem prêmio, em caso de liquidação da PARMALAT e terão direito a dividendos de, no mínimo, 10% maiores que aqueles atribuídos às ações ordinárias MS 07 25

26 5.3 - INFORMAÇÕES GERAIS Parmalat Brasil S.A. Indústria de Alimentos É uma empresa privada nacional e que tem como principal setor de atividade a indústria e comércio de leite e derivados. Está localizada em (dados da Matriz): Avenida Brigadeiro Faria Lima, º andar CNPJ / São Paulo/SP MS 07 26

27 5.4 O MERCADO DE ATUAÇÃO A Economia Brasileira A economia brasileira apresentou em 2007, pelo segundo ano consecutivo, intensificação do ritmo de seu crescimento. O resultado anual, que se constituiu no terceiro melhor dos últimos 20 anos, seguiu evidenciando o maior dinamismo da demanda interna, expresso tanto na aceleração significativa dos investimentos como na manutenção do crescimento do consumo das famílias. O Produto Interno Bruto brasileiro cresceu 5,4% e chegou a R$ R$ 2,6 trilhões em Segundo as informações apuradas pelas Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, a taxa do PIB resultou da elevação de 4,8% do valor adicionado a preços básicos e de 9,1% nos impostos sobre produtos. O PIB per capita é a divisão do total do PIB pela população residente. Em 2007 a população brasileira atingiu aproximadamente 189,3 milhões de habitantes, e que apresentou um crescimento populacional de 1,4% em relação ao ano anterior. De acordo com as estimativas da Coordenação de População e Indicadores Sociais (Copis) do IBGE, o PIB per capita cresceu 4,0% em termos reais, em relação a 2006, atingindo R$ ,00. Esse crescimento ratificou a importância que a demanda interna vem tendo como principal elemento propulsor da atividade econômica nos últimos anos. De fato, o fortalecimento da demanda doméstica, ao ampliar a resistência da economia a desenvolvimentos externos, cria ambiente favorável à expansão dos investimentos, mesmo em cenário de desaceleração moderada no crescimento de economias maduras. Sob a ótica da demanda interna, destacou-se o consumo das famílias (5,8%). A despesa de consumo da administração pública apresentou uma variação positiva de 0,2 p.p. para (4,6%). Pelo lado do setor externo, as contribuições seguem negativas, as exportações apresentaram crescimento de 3%. Já as importações cresceram em um ritmo mais elevado (21,1%). Por outro lado, o persistente descompasso entre o ritmo de expansão da demanda doméstica e da oferta, ratificado pelas Contas Nacionais recentemente divulgadas, apresenta risco relevante para o panorama inflacionário, o que requer o atento monitoramento por parte da autoridade monetária MS 07 27

28 A projeção de continuidade da trajetória expansionista dos investimentos no final de 2008 e em 2009 envolve aspectos como o fortalecimento dos fundamentos da economia brasileira e da disponibilidade de crédito no mercado externo. Adicionalmente, a forte volatilidade da taxa de câmbio desfavorece as importações de bens de capital, relevantes para o reaparelhamento do parque industrial, atualmente operando com alto nível de utilização da capacidade instalada com conseqüências negativas sobre a produtividade. Em linha com o desempenho do consumo das famílias nas contas nacionais, as vendas no varejo registraram crescimento disseminado por todas as regiões do país. A expansão se verificou no segmento de bens duráveis, mais sensíveis as condições do crédito, bem como no segmento de semi e não duráveis, mais sensível à evolução da renda. É factível supor que haverá acomodação acentuada nos próximos trimestres, em particular nas vendas de bens duráveis, reflexo do cenário internacional e redução do crédito. A demanda por credito bancário continua aquecida, principalmente com relação às empresas, em parte devido às condições desfavoráveis para captação no mercado internacional e doméstico. Parte dessa demanda é destinada a manutenção do capital de giro, com crescimento relativo das empresas de pequeno e médio porte. Já as concessões de crédito para pessoa física sinalizam arrefecimento, em particular no que se refere-se ao crédito consignado, ainda praticado com altas taxas de juros. No que se diz respeito ao setor público, a geração de superávits primários encontra-se dentro das metas estabelecidas para Isso decorre-se dos recentes recordes de arrecadação tributária, que segue fortemente impulsionada pelo nível de atividade econômica. A razão entre dívida líquida do setor público e PIB encontra-se em trajetória declinante. O crescimento econômico aliado as metas estabelecidas no processo orçamentário, reforça as perspectivas de melhora dos indicadores fiscais. O país voltou a registrar déficit em conta corrente em 2008, depois de 5 anos seguidos de superávits. Esse resultado é decorrente da redução no saldo da balança comercial e pelo aumento nas remessas líquidas de serviços e rendas, principalmente lucros e dividendos. Esse déficit foi financiado com ingressos líquidos na conta financeira, especialmente de investimentos diretos em carteira. O fato que destaca-se é que os ingressos líquidos de investimento direto têm superado as remessas de lucros e dividendos, mantendo os indicadores de liquidez e solvência da economia sólidos. O nível da reservas internacionais supera US$ 200 bilhões, com baixa participação da dívida externa proporcionando estabilidade em termos absolutos. A expressiva acumulação de reservas, dentre outros MS 07 28

29 desenvolvimentos, segue reduzindo a exposição do país a riscos associados a choques de origem externa. Nesse contexto, é razoável concluir que, mantida a consistência das políticas macroeconômicas, traduzida no fortalecimento da demanda interna, mesmo em cenário de desaceleração global, a economia brasileira deve manter o ciclo expansivo iniciado em O IPCA (IBGE) atingiu 4,48% no acumulado do ano até agosto, ante 2,8% de A taxa acumulada desde o inicio do ano encontra-se acima do valor central para a meta. Essa dinâmica deve-se ao descompasso entre o ritmo de expansão da demanda domestica e o da oferta, em contexto de pressões observadas em escala global. O fenômeno de overshooting na taxa de câmbio do 2 trimestre de 2008 deve ser outro fator que irá contribuir para o aumento das pressões inflacionárias, uma vez que o taxa de câmbio elevou-se rapidamente e deverá acomodar-se em um patamar acima do 1 semestre de Outro fator que contribuiu para aumento da inflação foi aumento nos preço das commodities, o recente arrefecimento dos preços, ainda mantém os preços em patamares historicamente elevados. A previsão central associada ao cenário de referencia indica inflação de 6,1% no ano de 2008, marcadamente superior ao valor central de 4,5% estabelecido pelo conselho monetário nacional (CMN). Em 2009 as projeções apontam para 4,8% no fim do ano, portanto acima do valor central de meta de 4,5%. Cabe destacar, ainda, a mudança na dinâmica dos preços administrados, que desde a implantação do Regime de Metas, em 1999, pela primeira vez registraram variação (1,65%) inferior à dos preços livres (5,73%). Neste início de ano, enquanto os preços livres continuam mostrando alguma aceleração, os preços monitorados permanecem contidos, seguindo trajetória de desaceleração, mas, no agregado, o IPCA também registra leve aceleração. O crescente dinamismo da atividade econômica também encontra respaldo nos desdobramentos positivos, em termos quantitativos e qualitativos, que se observam no mercado de trabalho. Nesse ambiente, as contratações no mercado formal seguem em expansão e generalizam-se nos diversos setores da economia; a taxa de desemprego situa-se nos menores patamares da série histórica A contínua redução da vulnerabilidade externa da economia brasileira ganha contornos ainda mais relevantes ao se considerar o processo de fragilização a que os mercados financeiros internacionais vêm sendo submetidos, que pode inclusive se intensificar. De fato, ainda permanece elevado o grau de incerteza MS 07 29

30 acerca dos desdobramentos da crise no mercado subprime sobre a confiança dos agentes, traduzido tanto em reduções adicionais na liquidez quanto em aumento na volatilidade dos preços de praticamente todos os ativos financeiros. Em outra perspectiva, as incertezas predominantes nos mercados financeiros internacionais impactaram negativamente o setor real das principais economias maduras, em especial da norte-americana. Nesse cenário, a evolução das demandas domésticas na Europa e no Japão, assim como na China e nas demais economias emergentes de grande porte, passa a ter maior importância para o crescimento econômico global e, em particular, para o comércio internacional. As perspectivas relativas à evolução da economia mundial seguem indefinidas, mas com viés negativo. As incertezas do ambiente internacional podem impactar os cenários projetados para os preços internacionais das commodities, os fluxos de capitais, bem como para o crescimento do comércio e do produto mundial. Ainda assim, as perspectivas para 2008 incorporam a permanência das condições favoráveis de financiamento do balanço de pagamentos, expectativa fundamentada, em parte, pela experiência vivenciada pela economia brasileira na segunda metade de 2007, quando a volatilidade nos mercados financeiros internacionais, decorrente da inadimplência no mercado subprime, exerceu impacto residual sobre a economia brasileira. As projeções para 2009 mostram o grau de incerteza no que tange à trajetória da economia e refletem uma desaceleração do ritmo de crescimento da atividade econômica. Esse movimento é reforçado pela manutenção de um patamar mais baixo para o saldo da Balança Comercial para aquele período (cerca de US$ 14,2 bilhões). A constatação é de que um possível incremento de competitividade dos produtos exportáveis com a desvalorização do real frente ao dólar seria contrabalançado pela redução do ritmo de crescimento da economia mundial. Por outro lado, a desaceleração da economia deve proporcionar uma queda dos índices de inflação, em função de um provável desaquecimento da demanda. As previsões de IPCA e IGP-M em níveis inferiores aos de 2008 (5,23% e 5,89%) são condicionadas à forma em que ocorreria o mecanismo de contaminação por meio do câmbio. Outros dois aspectos relevantes devem ser considerados nessa piora de cenário: uma redução do superávit primário, fruto de uma política crescente de aumento de gastos por parte do governo e que se tornou mais premente em face da necessidade de medidas de estímulo a determinados segmentos da MS 07 30

31 economia; e uma maior dificuldade de financiamento das contas de Transações Correntes (previsão de déficit de 2,1% do PIB em 2009), resultado da já mencionada queda na Balança Comercial. Nível de atividade O desempenho, na margem e nas comparações com iguais períodos de 2007, tanto na atividade industrial quanto das vendas do comercio varejista e do Produto Interno Bruto PIB, ainda não evidencia a redução do ritmo de crescimento da economia brasileira. O crescimento da atividade continua traduzindo o dinamismo da demanda interna e a contribuição negativa do setor externo, em linha com as incertezas nos mercados financeiros internacionais e com a perda do dinamismo das economias maduras. No âmbito interno, o aumento do consumo reflete o crescimento da massa salarial, sustentada, pelo desempenho do emprego. O crescimento do PIB atingiu 6% no primeiro semestre de 2008, com relação ao mesmo período de Ressalta-se sob a ótica do produto, a evolução positiva generalizada dos componentes do produto agregado, considerando a perspectiva da demanda, a contribuição negativa do setor externo atingiu 2,5 p.p e o dinamismo da demanda interna proporcionou impacto positivo de 8,5 p.p.. As projeções para a expansão do PIB por componente da demanda ratificam a continuidade da importância crescente dos investimentos para a consolidação da demanda interna para a sustentabilidade desse crescimento. O exame da composição do PIB pela ótica da demanda evidencia a intensidade do crescimento dos investimentos, traduzido pela elevação de 14,3% da FBCF. Tal confiança é condicionada pela manutenção da estabilidade econômica, mesmo em um ambiente global turbulento. O crescimento esperado para o consumo das famílias recuou de 6,6% para 5,8%, enquanto o associado ao consumo do governo foi elevado em 0,2 p.p., para 4,6%. O crescimento da demanda tem apresentado desdobramentos favoráveis sobre as condições do mercado de trabalho. Nesse ambiente, as contratações no mercado formal seguem em expansão e generalizam-se nos diversos setores da economia; a taxa de desemprego situa-se nos menores patamares da série histórica; e persistem os sinais de escassez de mão-de-obra qualificada em segmentos específicos da economia. Fonte das informações: - Banco Central do Brasil (BACEN) MS 07 31

32 Cenário para a Economia Brasileira BRASIL CONTAS NACIONAIS PIB Real (% acum. ano) - crescimento PIB Nominal - US$ bilhões PIB Formação Bruta de Capital Fixo Produção Industrial (variação anual) INDICADORES MONETÁRIOS IPCA (% acum. ano) IGP - M (% acum. ano) Taxa de Câmbio (final de período) Taxa de Selic (acum. ano) INDICADORES FISCAIS Resultado Primário - % PIB Dívida Líquida do Governo - % PIB INDICADORES INTERNACIONAIS Crescimento do PIB - EUA CPI - EUA Taxa do Fed Funds - EUA (final do período) Risco - Brasil - EMBI (pontos) BALANÇA COMERCIAL Balança Comercial - US$ bilhões Exportação (acum. ano) Importação (acum. ano) Saldo em transações em contas correntes - US$ bilhões Investimento Direto Externo - US$ bilhões Reservas Internacionais - US$ bilhões Projeção Projeção * 2009* 2,66 1,15 5,71 2,94 3,80 5,40 5,01 3,60-507,2 605,7 795,8 795,5 881, ,23-4,59 9,12 3,59 10,00 13,40 12,81 10,45 2,73 0,05 8,30 3,09 2,82 6,01 5,33 4,52 12,53 9,30 7,60 5,69 3,14 4,46 5,19 4,99 25,31 8,71 12,41 1,21 3,83 7,76 5,39 5,40 3,53 2,89 2,65 2,34 2,14 1,77 1,65 1,75 25,00 16,50 17,75 18,00 13,25 11,25 14,25 13,75 3,55 3,89 4,18 4,35 3,86 3,98 3,48 3,25 50,46 52,36 46,99 46,47 44,72 42,83 40,45 38,92 1,60 2,51 3,91 3,22 3,30 2,25 1,08 1,35 2,48 1,87 3,29 3,40 2,53 4,10 3,90 2,75 1,25 1,00 2,25 4,25 5,25 4,25 2,08 2, ,12 24,79 33,65 44,70 46,46 40,04 23,43 15,48 60,36 73,08 96,48 118,31 137,81 160,65 186,55 200,00 47,24 48,29 62,83 73,61 91,35 120,61 163,12 184,52-7,67 4,18 11,74 14,16 13,95 3,55-22,05-29,80 16,59 10,14 18,15 15,07 18,78 34,62 33,93 31,49 37,82 49,30 52,94 53,80 85,84 180,33 211,76 224,28 Fontes: - Relatório de Mercado - Banco Central do Brasil/FOCUS em 12 de Setembro de IBGE - FEBRABAN - Expectativas de mercado - 10 de Setembro de 2008 (*) Estimativas MS 07 32

33 Setor de Laticínios Introdução O leite, tido como um dos produtos agropecuários mais importantes do mundo desempenha papel fundamental na economia de um país, o que é claramente percebido por meio da geração de empregos e de renda que o setor lácteo agrega, além de desempenhar papel importante na alimentação humana, por ser rico em proteínas e nutrientes considerados básicos para uma dieta alimentar rica e equilibrada. Atualmente, não existem produtos alternativos capazes de concorrer com o leite e seus derivados. O leite de soja, por exemplo, possui minerais, carga energética e nutricional muito mais baixas do que o leite animal, não tendo sido ainda superada a discussão em torno do impacto dos agrotóxicos e dos produtos geneticamente modificados na saúde humana. Segundo a Euromonitor International, hoje o leite de soja representa 2% do mercado de lácteos nos Estados Unidos e 3% no caso da União Européia. Fonte: USDA Componentes (por 100 gr) Unidade Leite Vaca Leite Soja Energia kcal Proteína gm Carboidratos gm Cálcio Ca mg Fósforo P mg Sódio Na mg Zinco Zn mg Em 2006, foram produzidos cerca de 550 bilhões de litros de leite de vaca mundo, dos quais o Brasil foi responsável pela produção de cerca de 25 bilhões de litros, segundo estimativas da FAO, sendo considerado o sexto maior produtor de leite de vaca do mundo. O maior produtor de leite de vaca no mundo em 2006 foi os Estados Unidos, com 82,4 bilhões de litros. O Brasil detém a posição de maior produtor de leite da América Latina MS 07 33

34 Classificação mundial dos principais países produtores de leite de vaca MS CARDIM & ASSOCIADOS Países Produção de Leite (mil t) 2006 Total Percentual do Acumulado 1º Estados Unidos º Índia º China º Rússia º Alemanha º Brasil º França º Reino Unido º Nova Zelândia º Ucrânia º Polônia º Itália º Países Baixos º Austrália º México º Turquia º Paquistão º Japão º Argentina º Canadá Outros Países ,0 TOTAL ,0 Fonte: FAO Elaboração: R.Zoccal - Embrapa Gado de Leite Atualização: outubro/ MS 07 34

35 A tabela abaixo demonstra o consumo per capita de leite por ano nos países que indica: Países Consumo per capita (litros/ano) Estados Unidos 276 Índia 36 China 22 Brasil 134 Nova Zelândia 890 Ucrânia 298 Fonte: FAO (média ). O consumo mundial de produtos lácteos vem crescendo fortemente, especialmente na Ásia, Oceania e Europa (principalmente no Leste Europeu). Estas regiões concentram 64% do consumo mundial de produtos lácteos e cresceram em valor de vendas a taxas superiores a 5% ao ano nos últimos sete anos MS 07 35

36 Regiões de maior crescimento no consumo mundial de leite País/Região Participação de mercado (consumo) CAGR venda lácteos Oceania (1) 2% 8% Ásia Pacífico 16% 7% Leste Europeu 5% 6% Europa Ocidental 40% 6% Total 64% (1) Excluindo Polinésia e Micronesia. Fonte: Euromonitor. Por outro lado, conforme dados da tabela abaixo, alguns dos grandes produtores de produtos lácteos possuem limitações para atender ao crescente aumento de demanda por tais produtos MS 07 36

37 Participação na Totalidade de Produtos País/Região Lácteos no Comércio Exterior Projeções (1) Plantel de gado declinará 10% até 2014 (2), pressão pelo União Européia 28% término dos subsídios. Nova Zelândia 25% Área restrita e aumento de produtividade limitado. Austrália 15% Limitações ambientais (terra e água). Estados Unidos 5% Produtividade maior apenas com custos maiores, pressão pelo término dos subsídios. Total 73% (1) Estimativas da Companhia, exceto conforme nota (2). (2) De acordo com a Comissão Européia, Diretoria de Desenvolvimento Agrícola e Rural. Fonte: FAO, Fonterra, IFCN, FAPRI e Euromonitor MS 07 37

38 A tabela abaixo apresenta a evolução do preço do leite em pó: Evolução do Preço do Leite em Pó (em USD por tonelada) Evolução do Preço do Leite em Pó (Em USD por tonelada) % S-03 2S-03 1S-04 2S-04 1S-05 2S-05 1S-06 2S-06 1S-07 2S-07* * Até agosto de Fonte: Euromonitor International * Até agosto de Fonte: USDA. O Brasil possui vantagens competitivas e um forte potencial de crescimento na produção de produtos lácteos, pois (i) possui condições climáticas favoráveis, com chuvas regulares na maior parte do País e energia solar abundante, (ii) detém aproximadamente 13% de toda a água doce disponível no planeta, (iii) conta com 388 milhões de hectares de terras agricultáveis não exploradas, (iv) tem ampla disponibilidade de grãos e outras alternativas alimentares vegetais a baixo custo para criação de gado de leite, (v) apresenta baixo custo trabalhista nas regiões rurais, quando comparado com outros grandes produtores de leite e MS 07 38

39 (vi) conta com comprovadas ferramentas genéticas, tecnológicas e de gerência na produção de leite, desenvolvidas e aplicadas ao solo brasileiro. Estas condições favoráveis permitem o pastejo dos animais na maior parte do ano, diminuindo os custos de alimentação, mão-de-obra e de capital empregado. A cadeia produtiva do leite é uma das mais importantes do complexo agroindustrial brasileiro, movimentando anualmente mais de US$30 bilhões, segundo nossas estimativas baseadas no volume de venda e preços de leite. A cadeia produtiva do leite no Brasil emprega três milhões de pessoas, das quais, mais de um milhão são produtores responsáveis por aproximadamente 25 bilhões de litros de leite por ano. O Brasil possui o segundo maior rebanho de gado de leite do mundo, com grande potencial para abastecer o mercado interno e externo (dados da R.Zoccal Embrapa Gado de Leite de 2005). Produção e Consumo de Leite no Brasil Produtividade Apesar de ser o sexto maior produtor mundial de leite, o Brasil possui índices de produtividade e qualidade muito baixos, quando comparados a outros grandes países produtores de leite, especialmente em razão da fragmentação e falta de integração do setor lácteo. A estrutura do mercado de produtos lácteos no Brasil é bastante complexa em virtude do elevado número de agentes econômicos que atuam no sistema e da multiplicidade de canais de comercialização. O gráfico abaixo demonstra o número de animais em produção nos maiores países produtores de leite e a produtividade de cada animal por ano Fonte: R. Zoccal Embrapa Gado de Leite EUA Canada Holanda Inglaterra França Argentina Brasil India Vacas ordenhadas (x animais) Produtividade (lts/vaca/ano) MS 07 39

40 A despeito da baixa produtividade, o custo de produção de leite do Brasil está entre os mais baixos do mundo, em função das vantagens competitivas que possui na produção de commodities em geral, inclusive o leite. Quando comparado com outros países produtores de leite, tanto produtores de leite sobre a base da criação extensiva (pastejo) como sobre a base de criação intensiva (confinamento e complemento alimentar), o Brasil está entre os países com o menor custo de produção por litro. Custo versus Produtividade Custo/Lt Potencial baixo-custo extensivo Baixo-custo extensivo França Alemanha Alto-custo intensivo UK EUA Índia Brasil China Nova Zelândia Ucrânia Mundo Mondo Fonte: IFCN e FAO (2005). Lt./vaca/dia Nos últimos dez anos, a produção brasileira aumentou 41,6%, passando de 18,6 bilhões de litros de leite em 1997 para 26,4 bilhões de litros de leite em 2007 (dados estimados pela Embrapa), em razão do aumento do número de vacas ordenhadas e da melhora no índice de produtividade por vaca ordenhada, de 26,0% e 12,4%, respectivamente, no mesmo período. A tabela abaixo mostra a evolução da produção de leite, do número de vacas ordenhadas e da produtividade no Brasil, nos últimos 10 anos MS 07 40

41 Produção de Leite, Vacas Ordenhadas e Produtividade Animal no Brasil 1997/2007*. MS CARDIM & ASSOCIADOS Ano Produção de Leite (milhões litros/ano) Vacas Ordenhadas (mil cabeças) Produtividade (litros/vaca/ano) (*) (*) Estimativa Embrapa Gado de Leite. Fonte: IBGE (PPM) Elaboração: R.Zoccal - Embrapa Gado de Leite Atualizado em fevereiro/ As áreas de maior concentração da produção de leite no Brasil estão nos estados de Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, São Paulo e Santa Catarina, que respondem por aproximadamente 72% da produção nacional de leite. A tabela abaixo demonstra a produção de leite e a produtividade por estado MS 07 41

42 Ranking da Produção Anual Leite por Estado no Brasil, Estados Produção de Leite (milhões de litros) Produtividade (Litros/vaca) Produtividade (litros/hab.) 1º Minas Gerais º Paraná º Rio Grande do Sul º Goiás º São Paulo º Santa Catarina º Bahia º Pará º Rondônia º Pernambuco º Mato Grosso º Mato Grosso do Sul º Rio de Janeiro º Espírito Santo º Ceará º Maranhão º Sergipe º Rio Grande do Norte º Alagoas º Tocantins MS 07 42

43 21º Paraíba º Acre º Piauí º Amazonas º Distrito Federal º Roraima º Amapá BRASIL Fonte: IBGE Pesquisa da Pecuária Municipal Elaboração: R.ZOCCAL - Embrapa Gado de Leite Atualizado em fevereiro/ 2008 A tabela abaixo indica o percentual de produtores em determinadas categoria de produtividade de leite: Produtividade Produtores % da Produção de Leite do Brasil >10 litros/dia 1% 29% 5 10 litros/dia 5% 39% < 5 litros/dia 94% 32% Total 100% 100% Fonte: IFCN de 2005/Embrapa Gado de Leite MS 07 43

44 Os produtores de leite brasileiros são caracterizados, em sua maioria, como pequenos produtores que não possuem capital de giro, têm acesso restrito à tecnologia e produzem em pequenas áreas com emprego de mão-de-obra familiar. Apenas 1% dos produtores detém 9% do rebanho brasileiro e representam 30% da produção nacional, demonstrando a importância da produtividade (dados da IFCN). O leite in natura é primordialmente comprado dos produtores locais de leite e compras suplementares são feitas no mercado spot, dependendo das condições de preço de mercado e níveis de demanda. O preço do leite é determinado pelo mercado de acordo com a oscilação da oferta e da demanda. A tabela abaixo demonstra o custo de produção do leite no mundo: Custo de produção de leite no mundo (US$/litro) < 0,18 US$ Ucrânia, Belarus, Argentina, Paquistão, Pequenas fazendas no Chile, Grandes fazendas do Oeste Australiano e da Índia. 0,18 0,23 US$ Bangladesh, China, Brasil, Grandes fazendas da Nova Zelândia, Oeste Australiano, Pequenas fazendas na Índia e Oeste Australiano. 0,23 0,30 US$ Polônia, Bulgária, Estados unidos, pequenas fazendas na República Tcheca e Nova Zelândia, Fazendas de custo elevado no Chile e Austrália. 0,30 0,37 US$ Reino Unido, Irlanda, Israel, Grandes fazendas na Áustria, Alemanha, Espanha, Dinamarca, Suécia e república Tcheca. > 0,37 US$ Suíça, Holanda, Luxemburgo, França, Itália, Finlândia, Noruega, Hungria e Canadá. Pequenas fazendas na Alemanha, Áustria, Espanha, Dinamarca, Suécia e Camarões. Fonte: IFCN (2006). Em 2005, a Câmara dos Deputados aprovou a isenção de PIS e COFINS sobre o leite, o que trouxe benefícios aos produtores, ao setor industrial e, conseqüentemente, aos consumidores finais que passaram a ter um leite mais barato. O preço de leite pago ao produtor no Brasil cresceu cerca de 30% em Isso ocorreu, do lado da demanda, pelo forte crescimento do consumo doméstico de lácteos como efeito do aumento de renda e também, do lado da oferta, pela forte estiagem no período de inverno. Além disso, também contribuiu MS 07 44

45 para a alta o aumento nos preços da alimentação dos animais, principalmente dos nutrientes concentrados, a partir de outubro, e os reajustes do sal mineral no início do ano. Segundo a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil, os concentrados representam 64,4% dos custos de alimentação do gado leiteiro no país. Consumo A demanda por leite e derivados no Brasil é afetada por diversos fatores, principalmente o crescimento vegetativo da população, a distribuição de renda e os hábitos alimentares. As mudanças do início da década de 90 no Brasil, com a abertura da economia, liberação de preços e o plano de estabilização, trouxeram modificações importantes para toda a cadeia agroindustrial do leite, aumentando os investimentos no setor. O novo cenário foi reforçado com a implementação do Plano Real em 1994, aumentando o mercado consumidor e viabilizando aumentos de produção. Os programas sociais de complementação de renda e inclusão social aportam novos consumidores, fazendo da região Nordeste do Brasil o mercado que mais cresce no consumo de lácteos. Como conseqüência dos programas sociais de complementação de renda, o consumo de leite no Norte e no Nordeste brasileiro cresceu 32% de 2004 para 2005, e também houve um aumento do consumo de leite UHT, que cresceu 42,5% no mesmo período (dados da LatinPanel/ABLV/Tetra Pak). Uma das mais significativas mudanças ocorridas no mercado de lácteos foi a importância assumida pelos supermercados como pontos de distribuição, a partir principalmente da entrada do leite UHT no mercado, que veio atender às exigências de comodidade e conveniência do consumidor, além de vantagens sanitárias. De 1994 a 1996, a produção brasileira de leite cresceu 17,3%, e o consumo per capita saltou de 110 litros/habitante/ano (em 1994) para 133,5 litros/habitante/ano (em 1996), que em grande parte foi abastecido pelas importações (dados da SECEX/MDIC). Contudo, desde 1996, o consumo nacional manteve-se em torno de 131 litros/habitante/ano, abaixo do nível recomendado pela Organização Mundial de Saúde, que é de 175 litros ao ano, e bem inferior ao recomendado pelo Guia Alimentar do Ministério da Saúde, que recomenda um consumo de aproximadamente 200 litros per capita por ano MS 07 45

46 O gráfico abaixo demonstra a evolução da produção e do consumo de leite de 1980 a Nos últimos dois anos, o Brasil atingiu o equilíbrio entre a produção e o consumo de leite. Produção e Consumo per capita Fonte: Banco de Dados Embrapa Gado de Leite (2006). De acordo com pesquisa realizada pela agência África em 2006, aproximadamente 44% do leite consumido no Brasil é o leite do tipo UHT, seguido do leite cru (in natura), com 22%, do leite em pó, com 19%, e do leite pasteurizado, com 15%. Ainda, conforme a mesma pesquisa, o leite UHT representa 77% do consumo de leite no Estado de São Paulo, enquanto nas regiões Norte e Nordeste se concentra 40% do consumo de leite em pó no Brasil. O mercado de leite UHT é bastante pulverizado, dadas as baixas barreiras de entrada para atuação regional MS 07 46

47 Mercado de Leite Fluido e Em Pó (R$ %) 44% 15% 19% 22% Pasteurizado Pó In-Natura UHT Fonte: Pesquisa agência África (2006). Do total de empresas atuantes no mercado de leite, somente a Parmalat Brasil tem atuação nacional. A dificuldade de se tornar uma empresa com cobertura nacional encontra-se nas barreiras de entrada, cujas principais são: (i) necessidade de construir uma marca nacional, que requer grandes investimentos, (ii) capacidade de captação de leite nas diferentes bacias leiteiras espalhadas pelo território nacional, que por sua extensão territorial remete à necessidade de uma plataforma de produção com fábricas próximas às bacias e aos principais mercados, visto o alto impacto do frete no preço do produto (a distância recomendada de transporte do leite in natura é de no máximo 250km), (iii) capacidade de distribuição e logística e (iv) capacidade gerencial e empresarial. Desde 1995, as vendas de leite UHT têm crescido a uma média de 12,7% ao ano em termos de valor e de 16,4% ao ano em termos de volume. Em 2006, as vendas de leite UHT no Brasil, exclusivamente nos pontos de venda monitorados pela Nielsen, movimentaram R$4,5 bilhões e 3,4 bilhões de litros, um aumento de 4,4% e 8,9% em relação a 2005, que foi de R$4,3 bilhões e 3,1 bilhões de litros, respectivamente. Até maio de 2007, nestes mesmos pontos de venda monitorados pela Nielsen, as vendas de leite UHT no Brasil movimentaram R$2,3 bilhões e 1,6 bilhões de litros, em termos anualizados sobre a base de informação semestral da Nielsen MS 07 47

48 Produtos Derivados do Leite Outros produtos derivados do leite compõem vasta e significativa parcela do mercado alimentício brasileiro, estando presentes no dia-a-dia da vida dos brasileiros e gerando faturamentos importantes para as indústrias lácteas. Consideram-se produtos derivados do leite, ou à base de leite: queijos, manteiga, creme de leite, leite condensado, requeijão, iogurtes e todos os demais produtos alimentícios, sejam ou não industrializados, feitos à base de leite. A tabela a seguir mostra a estimativa de utilização do leite por produto derivado no Brasil em 2005 de acordo com dados da PENSA. Produto Final/Destino Quantidade Produção (em R$ mil) Consumo (em mil litros) % Queijos mil kg ,7% Leite UHT mil litros ,7% Leite em Pó mil kg ,6% Leite Fluído A, B, C mil litros ,8% Produtos Lácteos Frescos mil kg ,8% Manteiga mil kg ,3% Outros (1) ,8% Auto-consumo (2) mil litros ,2% Fonte: PENSA MS 07 48

49 (1) Creme de leite, leite condensado, sorvetes, doce de leite, exportação e outros derivados. (2) Leite in natura. Exportação Nos últimos três anos, a produção e o consumo de leite no País se mantiveram nos mesmos patamares, ou seja, praticamente todo o leite produzido no Brasil foi consumido internamente, de acordo com dados da Embrapa Gado de Leite. Porém, devido ao fato de o Brasil ser auto-suficiente na produção de leite e de possuir um baixo custo de produção, o que o torna competitivo mundialmente, o Brasil possui boas oportunidades de se tornar um grande exportador de lácteos. Desde o ano de 2000, o Brasil vem aumentando os volumes exportados de leite, sendo que, de 2000 a 2005, o volume de leite exportado pelo País cresceu 1.326%, de acordo com dados da Embrapa Gado de Leite. Em 2005, o Brasil exportou aproximadamente 2,4% da produção nacional de leite. A tabela abaixo indica o volume de produção, importação e exportação de 1996 a 2005 (em peso líquido, kg). Fonte: SECEX/MDIC. Ano Importação Brasileira Exportação Brasileira Peso Líquido (Kg) MS 07 49

50 Além da exportação do leite em pó, o Brasil também exporta outros produtos derivados do leite, como queijos, requeijão, iogurte e manteiga e derivados. O volume total exportado de produtos derivados do leite ou à base de leite cresceu 491% de 2000 a A tabela abaixo mostra a evolução das exportações de produtos derivados do leite ou à base de leite de 2000 a Produto Quantidade (mil kg) * Leite em pó Queijos e Requeijão Leite in natura Iogurte Manteiga e derivados Soro de leite Total * Dados correspondentes aos meses de janeiro a julho de Elaboração: Embrapa Gado Leite/ CNA/ CBCL. Fonte: Sistema Alice/ SECEX/MDIC. A tendência é que a demanda mundial por produtos lácteos cresça mais que a produção, conforme mostra o gráfico abaixo. Acreditamos que, sanadas ou reduzidas às ineficiências do setor apontadas acima, o Brasil pode estar bem posicionado para se tornar um exportador de leite em larga escala, a exemplo do que aconteceu com as demais commodities, onde o Brasil é líder mundial MS 07 50

51 Demanda Mundial de Leite (Bilhões de Litros de Leite Fluído) Fonte: FAO/Fonterra Co-Operative Group, Nova Zelândia. Outros Setores Alimentos Funcionais Atualmente, existe uma tendência mundial de produção e consumo de alimentos que produzem efeitos metabólicos ou fisiológicos por meio da atuação de um nutriente ou não nutriente no crescimento, desenvolvimento, manutenção e em outras funções normais do organismo humano, conhecidos como alimentos funcionais. São alimentos voltados especialmente para nutrição, saúde e estética. Como exemplo de tais produtos, encontramos os leites enriquecidos com ômega-3 ou cálcio, leites com baixo teor de lactose, leites com 0% de gordura e leites com alto teor de ferro para crianças. De acordo com dados da Euromonitor International, 34% dos produtos lácteos consumidos no mundo em 2005 eram funcionais. Acreditamos que esse é um mercado com grande potencial de crescimento no Brasil nos próximos anos e que apresenta maiores margens de lucro por ser um produto de maior valor agregado MS 07 51

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