PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO SECTOR DO CAFÉ (PRDC)

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO SECTOR DO CAFÉ (PRDC)"

Transcrição

1 1 INTRODUÇÃO Antes da proclamação da Independência em 1975, Angola satisfazia grande parte das necessidades do consumo alimentar da sua população com a produção interna e a sua economia, em rápido crescimento, contava com contribuições importantes da exportação de produtos agrícolas, que contribuíam para equilibrar a balança de pagamentos. Estes representavam cerca de 40% do valor total das exportações em 1973 (1) tendo o café o peso principal. Com efeito, em 1973 este produto representava 27% do valor total das exportações e 72% do valor das exportações dos produtos de origem agrícola. A importância que o sector do café adquiriu na economia de Angola durante a administração colonial levou ao estabelecimento de políticas e de incentivos que colocaram o País entre os principais produtores mundiais, com uma produção anual de cerca de 200 mil toneladas. A desarticulação das principais unidades de produção (as grandes, médias e pequenas empresas) que asseguravam cerca de 2/3 das exportações, a instabilidade devido à guerra nas principais regiões cafeícolas, a baixa dos preços do produto no mercado mundial, a falta de capacidade dos novos gestores das fazendas de café e a redução da força de trabalho provocaram a diminuição drástica da produção. A situação relativamente favorável do sector agrícola e o seu concurso para a economia do País e para as condições de vida da sua população inverteu-se drasticamente após a Independência Nacional em 1975, como resultado da guerra e da consequente instabilidade política e social que levou à deslocação de milhares de famílias camponesas e a perda por parte do Estado do controlo sobre muitas regiões, incluindo as regiões tradicionais da produção de café. Contribuiu também para a degradação da produção agrícola a adopção de políticas económicas desajustadas, que não equacionaram convenientemente os problemas do sector agrário. A cafeicultura não escapou a essa degradação e as exportações de café foram diminuindo progressivamente, atingindo nos últimos anos um patamar insignificante. A instauração de paz na sequência dos entendimentos de Luena, em Abril de 2002, restabeleceu a circulação de pessoas e de mercadorias e permitiu o retorno das populações rurais às suas áreas de origem, possibilitando a reabilitação e a reconstrução do meio rural dentro de um novo quadro de estabilidade política e de reconciliação nacional. 1

2 O relançamento da produção agrária começa a fazer-se sentir com algumas iniciativas empresariais e, fundamentalmente com o relançamento da produção camponesa, que alimenta actualmente já de forma sensível o fluxo de produtos para os centros urbanos. Contudo, esse relançamento não atingiu ainda de forma sensível o sector do café, salvo em poucas áreas e em casos muito restritos. A situação actual da cafeicultura angolana é caracterizada pelo abandono da maior parte das explorações agrícolas empresariais e também pelo abandono e desincentivo por parte da maioria das empresas agrícolas familiares das suas plantações, procedendo parte destas em muitas áreas à substituição do café por outras culturas. Contudo, são as empresas agrícolas familiares que actualmente mais contribuem para a reduzida produção de café. O principal problema para o relançamento da cafeicultura por parte das empresas agrícolas familiares decorre do pouco incentivo da cultura, comparativamente com outras produções agrícolas com colocação no mercado, o que não ajuda a melhorar o muito deficiente circuito de comercialização. As explorações agrícolas empresariais de café enfermam igualmente de problemas de preço e também da falta de mão-de-obra, dos custos de produção actualmente agravados com a subida dos preços dos equipamentos e das matérias primas e, para muitas a falta de incentivos financeiros que facilitem os investimentos e as despesas correntes de exploração. A desarticulação da estrutura produtiva de diferentes tipos de exploração do café reflectiu-se na operacionalidade das instituições oficiais que devem apoiar a reestruturação e o desenvolvimento do sector. O serviço destas instituições foi igualmente afectado por factores estruturais resultantes da guerra, limitando a sua acção a pouco mais do que às capitais de província e principalmente a Luanda. Esta estagnação reflectiu-se na falta de tomada de medidas de reestruturação que deveriam ser adaptadas ao novo contexto do País, diferente daquele em que a intervenção dessas instituições se dirigia principalmente para as grandes empresas estatais de café. Presentemente o (MINAGRI), no prosseguimento das políticas do Governo, procura incentivar a aplicação de medidas estruturais que criem a necessária operacionalidade dos serviços para ajudar a reorganizar o sector cafeícola. Com o presente programa procura-se retomar a produção do café, podendo esta ajudar a melhorar principalmente a economia das Empresas Agrícolas Familiares (EAF s) e contribuir para a diversificação das exportações. 2

3 2 CONTEXTO 2.1 Políticas do Governo Tendo em vista criar condições que permitam atrair os investimentos necessários ao desenvolvimento económico do País, o Governo prossegue com o estabelecimento de reformas, nomeadamente nas áreas da economia e finanças e da administração pública. Também a aplicação das políticas de desconcentração administrativa do Governo procura dar maior protagonismo aos órgãos locais do Estado, quer a nível provincial quer municipal, de forma a melhorar as respostas aos problemas da actividade produtiva da população e da sua condição de vida. As políticas do Governo que vinham sendo dirigidas às áreas rurais estavam principalmente consubstanciadas nos programas da educação e ensino e da saúde, que vêm sendo objecto de prioridade através do Programa de Investimentos Públicos (PIP), e na reabilitação das principais estradas e de pontes. Essas políticas envolveram também algumas acções de apoio ao sector produtivo da agricultura. Por outro lado, as recentes reformas fiscais que despenalizam os custos de importação dos equipamentos e de outros meios de produção para a agricultura, constituem um incentivo para o desenvolvimento do sector. O deficiente comércio das áreas rurais continua a ser um factor de limitação para o incentivo à produção agrária, incluindo a do café, bem como para o abastecimento da população. Algumas políticas de desburocratização vêm sendo tomadas pelo Governo, podendo a curto prazo melhorar a intervenção deste sector primordial para o desenvolvimento. Essas medidas podem ajudar a criar um melhor enquadramento do comércio informal que, na prática, é aquele que actualmente vai fazendo algum atendimento às necessidades das comunidades agrárias e que assegura parte do abastecimento das comunidades urbanas, representando por outro lado já um importante mercado de emprego. O Governo de Angola aprovou a Estratégia de Combate à Pobreza (2) que identifica a segurança alimentar e o desenvolvimento rural como uma das dez áreas de intervenção prioritária. A política actual do Governo procura apoiar a recuperação da produção agrária, através de políticas e incentivos à rede bancária para proporcionar melhores e maiores facilidades de crédito ao sector produtivo. Relativamente ao café, que foi já um produto importante de exportação com boa aceitação no mercado internacional e que tem boas condições ambientais em algumas regiões do País para a produção de qualidade, têm sido tomadas algumas medidas visando o relançamento da sua produção e exportação. Dentre essas disposições foram sendo criadas e adaptadas estruturas de apoio à produção e de 3

4 serviços, bem como um fundo para o apoio ao desenvolvimento do café, mas estas medidas não conseguiram suster a crise que se abateu sobre o sector. Mais recentemente o MINAGRI, que passou a tutelar o sector que antes estava enquadrado pela Secretaria de Estado do Café, procura implementar políticas que concorram para o relançamento com sustentabilidade da cafeicultura, especialmente do sector das empresas agrícolas familiares. Entre essas medidas cita-se a reorganização e redefinição da intervenção das instituições ligadas ao sector do café, nomeadamente do Instituto Nacional do Café (INCA), o estabelecimento de formas operativas mais adequadas do Fundo de Desenvolvimento do Café de Angola (FDCA) e medidas de incentivo à produção e à comercialização (3). As políticas do Governo no novo horizonte e referente à organização do Estado, vão ser orientadas para a melhoria da qualidade e eficácia dos serviços públicos, a formação e requalificação do capital humano, a gestão dos serviços com base em objectivos e resultados pré-definidos (16). A abordagem estratégica do crescimento económico do Programa de Governo estabelece que a prioridade absoluta nos próximos anos será atribuída à produção agrícola com vista ao alcance da auto-suficiência alimentar, ao mesmo tempo que serão relançadas algumas culturas que podem ser competitivas nos mercados externos (16). Entre os diferentes objectivos para o sector agrário inclui-se a reestruturação e recuperação da produção do café e do palmar Breve referência aos antecedentes da produção do café em Angola A PRODUÇÃO DO CAFÉ NO PERÍODO COLONIAL Durante o período da administração colonial o sector do café, a par da fácil ocupação de terras e do acesso a uma mão de obra barata, beneficiou de políticas e de incentivos que levaram a colocar Angola entre os principais produtores mundiais, com uma produção anual de cerca de 200 mil toneladas. Para apoiar a produção cafeícola a administração colonial criou em 1940 a Junta de Exportação do Café (Decreto-Lei nº30.714). Esta instituição deu posteriormente lugar ao Instituto do Café de Angola (ICA), criado em Agosto de 1961 (Decreto nº43.874). Competia a esta instituição a orientação e controlo das actividades relacionadas com a produção, comércio e exportação do café, a par de actividades de melhoramento técnico para apoiar a cultura. A concentração da exploração do café fazia-se nas zonas de transição para os planaltos a Norte (Uige, Kuanza Norte e Kuanza Sul), relativamente ao Rubusta (Coffea Canephora) e, para o Arábica (Coffea arabica), 4

5 nas zonas de desgaste do Planalto Central (Norte do Bié e Huambo e Sudeste de Benguela), conforme se pode deduzir dos dados referentes às produções de 1972 e de 1973 (quadro 1). Quadro1 - Produção de café comercial em 1972 e 1973 por província em toneladas Província Grande propriedade Produção 1972 Produção 1973 Totais Média propriedade Pequena propriedade Grande propriedade Média propriedade Pequena propriedade Benguela Bié Cabinda Kuanza Norte Kuanza Sul Huambo Huila Bengo Malange Uige Zaire TOTAIS Fonte: Instituto Nacional de Estatística (1). Foi também nestas zonas que os serviços oficiais procuraram relançar a produção de café após a Independência, dentro dos programas de reorganização das médias e grandes explorações e de recuperação da produção cafeícola. Cerca de 95% da produção de café distribuía-se principalmente pelas áreas de floresta, nas regiões de transição para os planaltos do Uige, Bengo, Kuanza Norte e Kuanza Sul ( quadro 2). Cerca de 5% correspondia às restantes províncias. As plantações foram aí instaladas aproveitando na maior parte dos casos as essências florestais naturais para sombreamento. Quadro 2 - Percentagens da produção de café das principais áreas produtoras Produção 1972 Produção 1973 Totais Província Grande propriedade Média propriedade Pequena propriedade Grande propriedade Média propriedade Pequena propriedade Uige 13,9% 12,9% 8,6% 13,7% 12,7% 8,9% 35,4% 35,3% Bengo 6,8% 5,5% 5,0% 6,8% 4,9% 4,8% 17,3% 16,5% Kuanza Norte 8,2% 8,5% 8,3% 8,1% 8,0% 7,9% 25,0% 24,0% Kuanza Sul 7,3% 6,6% 4,2% 7,9% 7,0% 4,5% 18,1% 19,4% totais 36,3% 33,4% 26,1% 36,4% 32,6% 26,1% 95,8% 95,1% Fonte: Instituto Nacional de Estatística (1). 5

6 A estrutura das produções das explorações agrícolas empresariais de café das principais regiões de implantação da cultura apresentava valores para a grande empresa (a partir dos 300 hectares) ligeiramente superior ao das médias empresas, salvo na província do Kuanza Norte em que a produção destas era maior (figura 1). As pequenas empresas comerciais do sector do café tinham menor expressão no volume total das colheitas. Figura 1 Estrutu ra da produção das em presas com erciais da s principais áreas de café 14,0% % da produção de ,0% 10,0% 8,0% 6,0% 4,0% 2,0% 0,0% Uige B engo Kuanza N o rte Kuanza Sul províncias grande propriedade média propriedade pequena propriedade A grande maioria das áreas de plantação e da produção de café era e é da espécie Robusta (quadro 3). O café da espécie Arábica era cultivado principalmente pelas empresas agrícolas familiares (EAF s) no Norte das províncias do Bié e do Huambo e pelas médias e pequenas explorações agrícolas empresariais na província de Benguela (principalmente no município da Ganda) e no Noroeste da província da Huila. Quadro 3 - Tipo das produções de café na época colonial Espécies de café produção de 1972 produção de 1973 toneladas % toneladas % Robusta ,5% ,1% Arábica ,5% ,9% Totais ,0% ,0% Fonte: Instituto Nacional de Estatística (1). A produção nacional de café durante o período da administração colonial era assegurada em cerca de 70% pelas grandes e médias empresas, de acordo com os dados das colheitas de 1972 e 1973, conforme se indica no quadro 4. 6

7 Quadro 4 - Estrutura das produções de café na época colonial conforme o tipo de empresas Tipo de empresa produção de 1972 produção de 1973 toneladas % toneladas % grandes empresas ,3% ,4% médias empresas ,9% ,3% empresas familiares ,8% ,3% TOTAIS ,0% ,0% Fonte: Instituto Nacional de Estatística (1). A superfície total das plantações de café foi estimada em 1970 em cerca de hectares (4), correspondendo às empresas comerciais 64,3% dessa área e às empresas agrícolas familiares apenas 35,7%. Estas representavam 99% do número de explorações existentes, o que correspondia a uma muito forte distorção da estrutura agrária do sector cafeícola. Assim, enquanto a superfície média por exploração do sector comercial era de 164 hectares, no sector agrícola familiar a média por exploração era apenas de 0,79 hectares (quadro 5). Quadro 5 - Estrutura das explorações de café em 1970 conforme os tipos de exploração tipo de exploração nº de explorações superfície das explorações (Ha) total Média por exploração Produção de café comercial (Toneladas) TOTAL Média por exploração Explorações empresariais , ,53 empresas familiares , ,18 TOTAIS , ,74 Fonte: Missão de Inquéritos Agrícolas (4). No sector das explorações empresariais havia igualmente uma estrutura agrária distorcida, com a concentração de grande percentagem das áreas das plantações num número reduzido de grandes empresas. Relativamente às empresas agrícolas familiares a informação mais fiável do período colonial refere-se às estatísticas agrícolas da Missão de Inquéritos Agrícolas de Angola (MIAA), que no entanto eram pouco representativas para as áreas do Norte de Angola. Segundo as Estatísticas Correntes de 1970 (4), a produção das EAF s, que era dada por zonas agrícolas, quando ajustada às províncias repartia-se conforme os indicadores que se apresentam no quadro 6. 7

8 Quadro 6 Exploração de café pelas EAF s em 1970 Províncias Produção de café comercial Superfície das plantações equivalente a cultura extreme Toneladas % hectares % Cabinda (Zona 1) % % Uige (Zonas 3,5 e 6) % % Bengo (zona 3) % % Kuanza Norte (zona 3) % % Kuanza Sul (zonas 16 e 17) % % Bié (zona 24) % % Huambo (zona 24) % % Outras províncias (4,13/14, 17) % % Totais % % Fonte: Missão de Inquéritos Agrícolas (4). As produções referentes às províncias do Bié, Huambo e município de Cassongue do Kuanza Sul, eram de café Arábica, representando cerca de 12% da produção de café das EAF s, sendo as restantes plantações deste tipo de empresa de café Robusta. Estas distribuíam-se principalmente pelas províncias da região Norte (figura 2). Figura 2 distribuição das produções de café das empresas agrícolas familiares referente a % % da produção de % 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% Cabinda Uige Bengo Kuanza Norte Kuanza Sul Bié Huambo províncias A actividade produtiva do sector cafeícola das empresas agrícolas familiares beneficiava no período da administração colonial dos mecanismos de comercialização e de todo o circuito empresarial de recolha e beneficiamento do café adquirido, que culminava na exportação. A rede comercial então existente constituía o primeiro elo de contacto com as empresas agrícolas familiares e era esta que assegurava a compra do café, proporcionando também o abastecimento das famílias em bens de consumo e de uso. Essa rede tinha sido complementada com a 8

9 criação dos mercados rurais a partir da década de 60, tendo em vista regular os preços praticados pelo comércio retalhista e escoar a produção antes das grandes chuvas. No apoio às empresas agrícolas familiares o ICA estava a ensaiar junto das populações camponesas do Uige e do Kuanza Norte, entre 1971 e 1974, um projecto de promoção social, de valorização da produção cafeícola e de diversificação de culturas. Este projecto prestava assistência técnica às empresas agrícolas familiares, fornecia principalmente inputs sob a forma de crédito de campanha e, ainda em alguns casos, apoiava a organização associativa das EAF s. Foram proporcionados a estas cooperativas investimentos em meios fixos associados ao crédito (caso dos descasques de café). O programa procurava também incrementar a diversificação de culturas, de modo a suster o aumento crescente das áreas de produção, respondendo às políticas estabelecidas pela Organização Internacional do Café (OIC). Na região do Andulo-Nharea, província do Bié, foi criado em 1969 um projecto piloto de extensão rural na sequência de um estudo sobre a pequena propriedade cafeícola efectuado pelo IFO-Institut für Wirtschaftsforchung (Instituto de Pesquisa Económica de Munique) com a colaboração e apoio da Missão de Inquéritos Agrícolas de Angola. O projecto lançou uma filosofia de intervenção nova, baseada no ensino informal dos camponeses através da vulgarização, e criou mecanismos para o apoio material ao aumento das produções. Para além do apoio à produção de cereais e leguminosas, procurou criar condições para a melhoria da produção do café arábica das EAF s, inclusive com investimentos para beneficiamento por via húmida. O projecto lançou também o crédito agrícola com reembolso em dinheiro, gerido através de clubes agrícolas (pré-cooperativas) e fez investimentos em instalações de armazenagem para essas organizações associativas em algumas áreas. Este projecto deu depois lugar ao programa de Extensão Rural de Angola (ERA) e foi progressivamente alargado a áreas dos municípios de Catabola, na província do Bié e dos Municípios do Bailundo e Mungo, na província do Huambo, tendo paralisado em 1975 com o abandono da área de parte das equipas técnicas devido à agitação política e ao eclodir do conflito armado que antecedeu a proclamação da Independência Nacional A PRODUÇÃO DO CAFÉ PÓS INDEPENDÊNCIA Após a independência de Angola foi criada no início de 1976, em substituição do ICA, a Empresa Nacional do Café (ENCAFÉ UEE), sob tutela da então Secretaria de Estado da Agricultura (que posteriormente deu lugar ao Ministério da 9

10 Agricultura). Esta Empresa Estatal pretendia abarcar as áreas e as produções da cultura em todo o território. Deste modo, passou a responder pela gestão das empresas comerciais de café abandonadas, formando o sector estatal do café. A ENCAFÉ UEE tinha também como tarefas prestar serviços na área do abastecimento técnico-material às unidades de produção, assegurar a comercialização interna do café e o seu beneficiamento e ainda proceder à exportação. O sector das empresas agrícolas familiares passou a ter dificuldades com a comercialização do seu café devido à pouca eficiência do sistema instituído e da rede comercial. Em 1983 foi criada a Comissão de Reestruturação da ENCAFÉ (CRE) que assumiu a reorganização das principais fazendas agrícolas, estruturando estas em empresas territoriais (33 com hectares). Através do Decreto nº84/83 foi criada a Empresa de Rebeneficiamento e Exportação do Café de Angola (CAFANGOL UEE) e pelo Decreto nº43/89 o Instituto Nacional do Café de Angola (INCA). Em 1988, através da Lei n.º 2/88, é criada a Secretaria de Estado do Café (SECAFE), deixando o sector de estar sob dependência e tutela do. Foram entretanto criadas novas empresas para o abastecimento técnico-material do sector do café (a PROCAFÉ criada pelo Decreto Executivo Conjunto nº05/86) e para a comercialização interna na província do Uige (a UIGIMEX). Através do Decreto nº31/88 foi criado o Fundo de Desenvolvimento do Café de Angola (FDCA) destinado a financiar projectos de produção, preparação, transporte, armazenagem e comercialização interna e externa do café. As alterações à política agrícola do Governo resultaram no redimensionamento em 1986/87 da maior parte das antigas empresas territoriais, com a transferência para o sector privado do papel de principal produtor directo do café. Foram assim adjudicadas 685 unidades de produção (5), esperando-se que esta medida ajudasse a relançar o sector cafeícola. Mas se o Estado tinha pouca capacidade de gestão para fazer progredir o sector, os empresários emergentes também não tinham mais, acrescendo para uma parte considerável dos casos a falta ou carência de recursos financeiros e, para muitos outros, a pouca motivação para investir no relançamento dessa produção que se apresentava já pouco rentável. O agravamento da guerra nas regiões cafeícolas levou posteriormente ao abandono e degradação de grande parte dessas fazendas, tendo os cafezais sido invadidos pela mata e as instalações e equipamentos sido destruídos ou degradados. A produção de café do sector das EAF s sofreu também progressivamente um colapso após a Independência, inicialmente pela ausência do comércio rural 10

11 permanente e da pouca eficiência da comercialização, depois pela baixa dos preços no mercado internacional e pelo alastramento da guerra às regiões cafeícolas. Grande parte das plantações das comunidades rurais foram abandonadas, mesmo as das antigas fazendas que tinham sido transferidas do sector estatal para o sector familiar e, em muitos casos, essas plantações foram substituídas por campos de culturas anuais (mandioca, milho, etc.), mais rentáveis e com comercialização assegurada. A degradação do sector cafeícola teve naturalmente reflexos na exportação deste produto, que se reduziu progressivamente (quadro 7). Quadro 7 Exportações de café médias por quinquénio quinquénios 1970/ / / / / /99 200/04 Toneladas em média/ano EUR (1.000)em média/ano EUR em média/ton 898, , , ,08 879, ,51 694,62 Fonte: FAO - Statistiques Principales du Commerce Extérieur Agro-Alimentaire (14). Nos primeiros anos após a Independência, e devido à progressiva redução das colheitas, a exportação foi alimentada principalmente pelos stocks que se encontravam em armazém. O esgotamento desses stocks e as baixas drásticas das produções traduziram-se na quebra quase total das exportações de café nos últimos anos (figura 3). Figura 3 Exportação de café por quinquénios toneladas / / / / / /99 200/ /07 quinquénios média anual Fonte: FAO - Statistiques Principales du Commerce Extérieur Agro-Alimentaire (14). 11

12 2.3 Situação actual das empresas agrícolas familiares (EAF s) Após a Independência de Angola, o sector das empresas agrícolas familiares viu reduzido o seu principal incentivo para a produção de café: a comercialização regular, oportuna e generalizada. Este factor foi agravado pela perda de valor do café no mercado internacional que motivou o pagamento ao produtor de preços comparativamente menos compensadores do que os das outras culturas. Actualmente, à semelhança do sector das empresas agrícolas comerciais, grande parte das áreas de plantação de café das EAF s estão abandonadas ou foram eliminadas para dar lugar a outras culturas. Esta situação é também extensiva às áreas de plantação de parte das fazendas que foram distribuídas ao sector familiar. As plantações que estão a ser exploradas actualmente ou aquelas que começam a ser parcialmente restabelecidas (roçadas) na expectativa da melhoria de comercialização e do preço, apresentam frequentemente outras espécies em consociação, nomeadamente o palmar e a banana, não raro com densidades que reduzem o espaço do café. A empresa agrícola familiar é uma unidade formada pela família nuclear que conta principalmente com a participação dos membros activos do seu agregado para realizar as actividades de produção. Os membros desse agregado são por outro lado os beneficiários dos resultados dessa actividade. Esta empresa agrícola (6) tem como estratégia a satisfação das necessidades alimentares do seu agregado, a par da necessária produção de excedentes para comercialização. Esta visa a satisfação das necessidades familiares em bens e serviços do mercado, sendo a sua participação na economia familiar variável de região para região. Esta unidade produtiva caracteriza-se assim por ser simultaneamente uma unidade de produção e uma célula de consumo de bens e serviços, dependente directamente da sua actividade produtiva e da contrapartida da comercialização das suas produções. No contexto actual do País as EAF s já não são unidades puras de auto subsistência, como muitas vezes são ainda encaradas, pois as necessidades de bens e serviços do mercado obrigam-nas a comercializar pelo menos parte das suas produções. Elas estão directamente envolvidas por factores decorrentes do sistema económico regional, nacional e, actualmente por influências da globalização à escala internacional, factores estes que condicionam a sua actividade produtiva e que acarretam a readaptação dos critérios de funcionamento da sociedade local. O principal capital de investimento das EAF s é constituído pelo trabalho do seu agregado familiar e pelos recursos naturais disponíveis, sendo o usufruto destes assegurado pela comunidade de base a que pertence e à qual está 12

13 estruturalmente ligada. A exploração das culturas e a criação dos animais insere-se por outro lado numa lógica de adaptação ao ambiente. O recurso por parte destas empresas a meios de produção exteriores à comunidade, que envolvam valores monetários, está em grande medida ligado à possibilidade de obterem produções que entrem na circulação mercantil e que possam desse modo repor o custo desse investimento. As EAF s inscrevem-se numa dinâmica social que envolve não só a família restrita, como também a comunidade em que está inserida e que determina em grande medida as regras de solidariedade e da interajuda, dos direitos e dos deveres. Em síntese, na sociedade camponesa os factores ambientais, económicos e sociais interligam-se e interactuam, concorrendo para moldar em cada contexto económico e social o sistema de produção e os elementos que concorrem para a sua sobrevivência e para o seu desenvolvimento. Contrariamente à exploração agrícola empresarial, a empresa agrícola familiar conta com poucos recursos em capital fixo, em meios técnicos e em financiamento. Ela corresponde a um sistema de produção diversificado e complexo (7), diferente do da exploração agrícola empresarial que representa um sistema de exploração relativamente simples e muitas vezes baseado na monocultura. Contudo, a estrutura das empresas agrícolas familiares não é estática. Ela transforma-se sob influência da economia mercantil e do desenvolvimento da economia do País. A sua actividade produtiva tem uma dinâmica própria de desenvolvimento e é capaz de absorver inovações, desde que estas estejam em consonância com o seu contexto económico e social. Por outro lado, o envolvimento na economia de mercado concorre para o surgimento de tendências que conduzem à possível proletarização e ao afastamento dos seus emigrantes, levando à reconversão progressiva da empresa agrícola familiar tradicional em empresa agrícola comercial (8). A caracterização geral das EAF s nas principais províncias tradicionalmente produtoras de café não foge à caracterização acima referida, aparecendo a exploração da cultura do café como um dos elementos da componente mercantil da economia das unidades familiares. Do levantamento efectuado obtiveram-se os indicadores que se apresentam no quadro 8 quanto ao objectivo da exploração das principais culturas nas quatro províncias. 13

14 Quadro 8 - Caracterização geral do objectivo das culturas das EAF's só autoconsumo Percentagem da produção destinada à comercialização menos de 50% cerca de 50% mais de 50% Uige K. Norte K.Sul Bengo Uige K. Norte K.Sul Bengo Uige K. Norte K.Sul Bengo Uige K. Norte K.Sul Bengo café 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 100% 100% 100% 100% mandioca 6% 24% 27% 0% 50% 51% 0% 0% 44% 22% 18% 100% 0% 3% 55% 0% amendoim 29% 19% 0% 0% 7% 52% 22% 100% 64% 23% 44% 0% 0% 6% 34% 0% banana 18% 0% 0% 0% 12% 17% 0% 0% 41% 42% 20% 0% 29% 41% 80% 100% palmar 0% 0% 37% 0% 0% 0% 25% 0% 100% 100% 0% 0% 0% 0% 38% 0% hortícolas 0% 0% 0% 0% 0% 0% 33% 0% 0% 0% 0% 0% 100% 100% 67% 0% milho 25% 74% 62% 0% 8% 9% 38% 0% 67% 17% 0% 100% 0% 0% 0% 0% feijão 20% 59% 73% 0% 13% 22% 0% 100% 60% 8% 0% 0% 7% 11% 27% 0% abacaxi 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 100% 0% A produção do café nas províncias referidas no quadro anterior e a do abacaxi no Kuanza Sul, são naturalmente voltadas exclusivamente para o mercado e não representam indicadores de diferenciação significativos. Já as restantes culturas, que são simultaneamente para o auto-consumo das famílias e para a comercialização, traduzem o grau da sua participação na componente monetária do agregado familiar que, sem dúvida é importante e que na fase actual, perante a pouca expressão da produção cafeícola, formam o suporte das economias dos agregados familiares. A pouca importância dos objectivos destas culturas exclusivamente para o auto-consumo pode ser melhor visualizada na figura 4. Figura 4 Percentagem das comunidades segundo o grau de comercialização dos produtos 120% 100% 80% 60% 40% 20% 0% Uige K. Norte K.Sul Bengo Uige K. Norte K.Sul Bengo Uige K. Norte K.Sul Bengo Uige K. Norte K.Sul Bengo só autoconsumo menos de 50% cerca de 50% mais de 50% proporções da comercialização por província café mandioca amendoim banana palmar hortícolas milho feijão abacaxi 14

15 A economia das EAF s é complementada pela criação de animais que representam um capital de reserva e cujo propósito é também em parte para a comercialização. Esses objectivos estão espelhados nos indicadores do quadro 9. Quadro 9 Percentagem das EAF s segundo o propósito da criação de animais bovinos pequenos ruminantes suínos animais de capoeira Província p/trabalho p/venda p/consumo p/venda p/consumo p/venda p/consumo p/venda p/consumo Uige 0% 0% 0% 100% 100% 100% 100% 72% 78% K.Norte 0% 0% 0% 89% 78% 70% 59% 89% 76% K.Sul 15% 8% 0% 100% 69% 85% 54% 100% 85% Bengo 0% 0% 0% 100% 100% 100% 100% 100% 100% A criação de bovinos pelas EAF s nos municípios de intervenção do INCA na província do Kuanza Sul é feita apenas nas áreas de savana a Norte, com vista à tracção animal para as lavouras de cereais. Também nas províncias do Bié e Huambo a criação de bovinos está generalizada com vista à tracção. Nas restantes províncias em que se explora o café Robusta, esta criação não tem tradição. Os pequenos ruminantes, os suínos e os animais de capoeira são criados principalmente para comercialização, embora se destinem também para o autoconsumo em situações sociais específicas (óbitos, casamentos, etc.) e não como uma componente regular do consumo da família. Esta actividade concorre para a diversificação da componente monetária das receitas do agregado familiar. As unidades familiares muitas vezes não se limitam nestas regiões apenas a actividades agrícolas, recorrendo também a outras actividades, quer para aumentar e melhorar os recursos de consumo, quer para a obtenção de receitas monetárias adicionais. Essas actividades são mais frequentes e diversificadas nas províncias do Uige e do Kuanza Norte (quadro 10). Quadro 10 - Outras actividades das comunidades rurais província comércio artesanato pesca % de comunidades que registam: exploração de madeira exploração de carvão exploração de malavu/dondi Uige 17% 50% 50% 75% 67% 42% 0% Kuanza Norte 7% 0% 43% 0% 0% 0% 50% K.Sul 0% 0% 0% 0% 75% 38% 63% Bengo 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% caça 15

16 Os elementos atrás referidos sobre as diversas actividades que conformam a economia das EAF s servem para demonstrar que nestas regiões elas não dependem apenas da produção do café. Os programas e projectos para o relançamento da cultura do café junto das comunidades rurais devem necessariamente ter em atenção estes factores. Em algumas comunidades rurais das províncias principais em que é cultivado o café Robusta, constatou-se que algumas EAF s começam agora a roçar parte das suas parcelas de café com a perspectiva da melhoria dos preços e da comercialização, mas a percentagem que actualmente trabalha esta cultura é ainda muito reduzida, salvo nas comunidades que exploram as antigas fazendas de café da área do Amboim no Kuanza Sul. Deste modo, os indicadores que se apresentam no quadro 11 que segue referem-se à percentagem das EAF s que possui parcelas de café, mas não à percentagem das unidades que actualmente exploram efectivamente a cultura. Quanto às superfícies médias das plantações por EAF, a informação parte de uma estimativa a partir de referências estatísticas. Quadro 11 - Presença do café nas comunidades rurais em 2008 Província nº de aldeias % de da área de intervenção com café aldeias com café nº de EAF's totais % de EAF's explorando café Média de há/eaf Produção de café comercial Kg/EAF Produção de café comercial em 2008 ton Cabinda x x 60% % Uige % % 3, Kuanza Norte % % 3, Kuanza Sul % % 2, Bengo X X 50% % 3, TOTAIS % % 3, Fonte: Departamentos Provinciais do INCA e Serviços da Administração Provincial. No que diz respeito às províncias tradicionalmente menos importantes na produção de café, o panorama é idêntico ao das províncias anteriormente referenciadas. A actividade é inexpressiva nas zonas em que anteriormente as comunidades faziam algum café Robusta (províncias do Zaire, Malange). Nas zonas planálticas onde se cultivava o café Arábica (municípios do Norte das províncias do Bié e do Huambo), parte das plantações perderam-se durante a guerra. Nesta zona as plantações são instaladas nas parcelas de quintal (otchumbu) e há actualmente ainda algumas pequenas parcelas de café nas aldeias que não foram obrigadas a deslocar-se durante a guerra, especialmente na bordadura Nharea-Andulo- -Calucinga. 16

17 Os dados referentes à comercialização do café das comunidades rurais não correspondem só às colheitas do ano, mas também e principalmente ao café de varias colheitas que foi sendo acumulando nas aldeias. A possibilidade de vender com oportunidade a colheita de cada ano a preços minimamente compensadores é um factor determinante para que as EAF s retomem a produção de café de forma mais alargada. Contudo, o comércio local também enfrenta problemas que limitam as possibilidades da sua eficiência, como sejam a falta de meios de transporte para recolha do café nas aldeias, o mau estado das estradas e especialmente das picadas que dão acesso às comunidades e também a redução do número de descasques que existiam anteriormente em resultado da destruição durante a guerra ou do envelhecimento dos equipamentos. Esta actividade, que era exercida durante a administração colonial por uma rede bastante extensa de comerciantes e por mercados rurais, conta agora com poucos operadores. A comercialização do café das comunidades efectuada de 2005 a 2007 é indicada no quadro 12 e confirma não só a pouca eficiência do sistema como a redução das produções. Quadro 12 - Café mabuba comercializado com as EAF's nas principais províncias produtoras Ano por província Cabinda: Uige: Kuanza Norte: Kuanza Sul: Bengo: TOTAIS: Café mabuba comercializado às EAF s e preços médios de compra por comprador: PROCAFÉ** BT do INCA* Privados mercado informal Total Ton Kz/Kg Ton Kz/Kg Ton Kz/Kg Ton Kz/Kg Ton Kz/Kg ,4 30, x x 32,4 30, ,7 30, x x 53,7 30, ,9 30, x x 71,9 30, ,5 15, X X x x 250,5 15, ,0 20, x x x x 329,0 20, ,6 30,00 45,3 30,00 75,0 30,00 x x 364,9 30, ,1 15, ,6 20,00 x x 116,7 17, ,2 20, ,4 20,00 x x 58,6 20, ,3 30,00 29,0 30,00 59,7 30,00 x x 162,0 30, ,1 20, ,0 20,00 79,0 25,00 377,1 21, ,0 30, ,0 25,00 85,0 30,00 458,0 26, ,1 32, ,0 40,00 148,0 40, ,1 39, ,9 15, x x 30,9 15, ,2 20, x x 20,2 20, ,3 30,00 31,5 25,00 32,0 30,00 x x 64,8 27, ,6 15,6 32,4 30,0 323,6 20,0 79,0 25,0 807,6 18, ,4 21,3 53,7 30,0 357,4 24,5 85,0 30,0 919,5 23, ,3 30,1 177,7 29, ,7 38,6 148,0 40, ,7 33,6 Fonte: Departamentos Provinciais do INCA. * A comercialização de Cabinda tem sido feita pelo Governo Provincial.**Dados da PROCAFÉ UEE. 17

18 Os volumes de comercialização dos três anos referidos são insignificantes, quando comparados com o volume das compras de café feitas pelos mercados rurais em 1973, que se reportava à compra das produções das EAF s. Naquele ano tinham sido adquiridos por essa via toneladas de café em côco e toneladas de café comercial (10). A comercialização de 2007 representa em relação à dos mercados rurais daquele ano menos de 3%. Os preços do café pagos ao produtor têm sido muitas vezes inferiores ao preço mínimo de referência para a campanha estabelecido anualmente pelo INCA, o que reduz as possibilidades de mobilização da comercialização com as comunidades rurais. Esse aspecto, mais do que uma intenção de especulação por parte dos compradores, é muitas vezes justificado pelos altos custo de transporte e o mau estrado das estradas e picadas. Em 2007 foram o comércio privado e o comércio informal quem praticou os melhores preços de compra. Embora o através das suas estruturas do sector cafeícola tenha procurado incentivar nos últimos dois anos a comercialização do café das comunidades rurais, os resultados obtidos continuam a ser insignificantes conforme documenta o quadro anterior. A PROCAFÉ, que reconverteu a sua vocação anterior de abastecedora de equipamentos e de bens de consumo ao sector do café para a da comercialização rural deste produto, embora esteja implantada nas diferentes províncias, apenas assegurou para os municípios com intervenção do INCA durante os anos em referência uma pequena percentagem das compras de café mabuba (1,5%, 5,3% e 13% respectivamente de 2005 a 2007). O maior volume de comercialização com as EAF s vem sendo assegurado durante estes anos pelo comércio privado, que adquiriu 79%, 76,5% e 71,5% do café mabuba comercializado. Salvo para a província do Kuanza Sul, na qual as estruturas do INCA estimaram o volume de comercialização do mercado informal, nas restantes províncias não se conhece a importância desses agentes na comercialização do café. Os serviços oficiais de apoio à produção das EAF s que tiveram alguma expressão inicialmente, após a Independência, desarticularam-se durante o período de guerra, acabando a sua acção por ser na década de noventa já muito exígua ou mesmo nula. Apenas as ONG s e as Agencias das Nações Unidas (PAM, FAO, etc.) estabeleceram algumas acções de apoio à produção das comunidades rurais, em complemento da ajuda de emergência, em substituição das instituições estatais do sector agrícola que deveriam actuar no campo. Mas a acção dessas instituições foi pontual e, muitas vezes feita mais para justificar os financiamentos do que para criar resultados com sustentabilidade à actividade produtiva das comunidades. 18

19 Após o restabelecimento da paz essas organizações reduziram muito a sua acção e a maior parte delas deixou mesmo de prestar apoio às comunidades rurais. O Governo, através das suas instituições, passou a executar alguns programas de apoio ao relançamento da actividade produtiva das EAF s, com o fornecimento de meios de produção e especialmente de inputs agrícolas. Relativamente às províncias cafeícolas esse tipo de apoio tem sido reduzido conforme se pode observar pela figura 6. Figura 5 Percentagem de comunidades que beneficiaram do fornecimento de inputs agrícolas 60% 50% Percentagem de comunidades 40% 30% 20% 10% 0% gratuito crédito gratuito crédito gratuito crédito gratuito crédito gratuito crédito sementes geral sementes café ferramentas fertilizantes sacos juta tipo de input e forma de fornecimento O acesso aos inputs agrícolas nas áreas cafeícolas de intervenção do INCA segue dois padrões: um caracterizado pela venda com pagamento na altura da aquisição ou a crédito para os fornecimentos feitos pelas Estações de Desenvolvimento Agrário (EDA) do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) e pelo comércio privado. O outro com a entrega gratuita dos meios fornecidos através das Brigadas Técnicas do INCA. O FDCA, para além da cobertura com fundos para os fornecimentos de inputs feitos pelo INCA, apoiou também a campanha de comercialização de 2008 com o disponibilização de microcrédito para a colheita do café de cerca de EAF s, com o valor médio por cada uma de Kz/EAF. Os beneficiários devem reembolsar 50% desse financiamento após a colheita e o restante no ano seguinte. Foi também elaborado um plano para o fornecimento de fundos de apoio à comercialização no valor de 77 milhões de Kuanzas, correspondente a cerca de toneladas de café mabuba. 19

20 Na fase de reinstalação e de reabilitação da actividade das comunidades rurais, que iniciou-se após os acordos de paz de 2002, as necessidades mais prementes das EAF s para relançar a sua produção foram e em muitos casos ainda são o acesso de forma regular e a preços normais aos inputs agrícolas. As orientações técnicas agrárias só por si e no actual contexto não mobilizam os produtores, uma vez que elas pouco servem quando lhes faltam os meios de produção. Para a reinstalação das suas actividades e para os actuais níveis de produção, as comunidades rurais detêm conhecimentos mínimos suficientes de como recuperar e tratar as culturas, inclusive o café. As necessidades efectivamente sentidas pelas EAF s e a priorização que estas estabelecem sobre a solução dos seus problemas devem servir de base aos serviços de extensão. Para as quatro províncias com maior importância histórica na produção de café, a síntese dessa priorização relativamente à actividade produtiva é apresentada no quadro 13. Quadro 13 - Prioridade dos problemas da produção segundo as EAF's Tipo de problemas Percentagem das comunidades por ordem de prioridade a por província: Uige Kuanza Norte Kuanza Sul Bengo 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª Falta de fertilizantes % 22% - 23% 8% Falta de sementes % 38% Falta de ferramentas 39% 17% 28% - 19% 11% 15% 8% 15% - 8% - Meios de fitossanidade - 28% % - 8% 15% Insuficiência de terra % Picadas em mau estado - 22% - 59% 5% % - 20% - Serviços mecanização 6% 6% 6% 3% - 3% - 15% Faltam descasques 17% 22% 6% % Faltam motobombas % Fraca comercialização 22% - 17% 24% 19% 11% - 8% 70% 10% - Baixo preço do café % 5% - 23% 8% - 10% - Falta transportação % 14% 5% % - Falta de crédito 17% 6% - 8% 3% % 30% - Na província de Cabinda as EAF s estabelecem como principal prioridade a comercialização do café de forma regular e após as colheitas. Um outro problema é a falta de mão de obra e o aumento do custo desta. As EAF s da província do Uige indicam como a primeira prioridade que deve ser resolvida o fornecimento de ferramentas a pronto pagamento ou a crédito, a comercialização, a falta de crédito e a falta de descasques. 20

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS À PROMOÇÃO DO INVESTIMENTO PRIVADO NA AGRICULTURA. Lisboa, 20-21 de Janeiro de 20111

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS À PROMOÇÃO DO INVESTIMENTO PRIVADO NA AGRICULTURA. Lisboa, 20-21 de Janeiro de 20111 CONDIÇÕES FAVORÁVEIS À PROMOÇÃO DO INVESTIMENTO PRIVADO NA AGRICULTURA Lisboa, 20-21 de Janeiro de 20111 Por: António Prata, Director do Departamento de Informação e Relações Internacionais Objectivos

Leia mais

MINISTÉRIO DO COMÉRCIO (PALÁCIO DE VIDRO LUANDA AV. 4 DE FEVEREIRO, 7 ) 0 BEM VINDOS A CONFERÊNCIA E EXPOSIÇÃO IPAD ANGOLA 1 PALESTRA SOBRE PROGRAMA DE CONEXÃO DAS ZONAS REMOTAS COM AS GRANDES CIDADES-

Leia mais

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Características Agropecuárias A sociedade brasileira viveu no século XX uma transformação socioeconômica e cultural passando de uma sociedade agrária para uma sociedade

Leia mais

NTRODUÇÃO ======================================= 1. 1 Considerações Iniciais

NTRODUÇÃO ======================================= 1. 1 Considerações Iniciais ------------------ NTRODUÇÃO ======================================= 1. 1 Considerações Iniciais A ANIP Agência Nacional para o Investimento Privado é o órgão do Governo encarregue da execução, coordenação,

Leia mais

Potencialidades e oportunidades no subsector do café e do palmar

Potencialidades e oportunidades no subsector do café e do palmar REPÚBLICA DE ANGOLA MINISTÉRIO DA AGRICULTURA INSTITUTO NACIONAL DO CAFÉ Potencialidades e oportunidades no subsector do café e do palmar (Diagnostico e guia/propostas para um programa de investimentos)

Leia mais

Dossier documentaire

Dossier documentaire DCL PO 06/12 02 Dossier documentaire Page 1 sur 8 DCL PORTUGAIS Diplôme de Compétence en Langue Session du vendredi 1 juin 2012 Dossier documentaire Support de la phase 1 Document 1 Document 2 E mail Carte,

Leia mais

MERCADO ECONÓMICO EM ANGOLA PERSPECTIVA DE EVOLUÇÃO

MERCADO ECONÓMICO EM ANGOLA PERSPECTIVA DE EVOLUÇÃO MERCADO ECONÓMICO EM ANGOLA PERSPECTIVA DE EVOLUÇÃO Mercado Economico em Angola - 2015 Caracterização Geográfica de Angola Caracterização da economia Angolana Medidas para mitigar o efeito da redução do

Leia mais

De acordo com os objectivos previamente definidos para esta investigação, apresentamos de seguida as respectivas conclusões:

De acordo com os objectivos previamente definidos para esta investigação, apresentamos de seguida as respectivas conclusões: 7.1 Conclusões De acordo com os objectivos previamente definidos para esta investigação, apresentamos de seguida as respectivas conclusões: 1 - Descrever os instrumentos/modelos de gestão e marketing estratégicos

Leia mais

MISSÃO EMPRESARIAL. ANGOLA - BENGUELA E MALANGE 8 a 16 de Novembro de 2014

MISSÃO EMPRESARIAL. ANGOLA - BENGUELA E MALANGE 8 a 16 de Novembro de 2014 MISSÃO EMPRESARIAL ANGOLA - BENGUELA E MALANGE 8 a 16 de Novembro de 2014 ANGOLA Com capital na cidade de Luanda, Angola é um país da costa ocidental de África, cujo território principal é limitado a norte

Leia mais

Província de Cabinda

Província de Cabinda Província de Cabinda Conselho de Ministros Decreto-Lei n.º 1/07 De 2 de Janeiro Considerando a necessidade da aprovação do Estatuto Especial para a Província de Cabinda estabelecido nos termos do Memorando

Leia mais

Benefícios Fiscais. Incentivos em regime contratual

Benefícios Fiscais. Incentivos em regime contratual Benefícios Fiscais O Estatuto dos Benefícios Fiscais consagra um conjunto de medidas de isenção e redução da carga fiscal para diversos tipos de projectos e investimentos. Os incentivos e benefícios fiscais

Leia mais

PORTUCEL SOPORCEL. INVESTIGAÇÃO NAS ÁREAS DA FLORESTA E DO PAPEL Uma renovação de raiz EMPRESA

PORTUCEL SOPORCEL. INVESTIGAÇÃO NAS ÁREAS DA FLORESTA E DO PAPEL Uma renovação de raiz EMPRESA PORTUCEL SOPORCEL INVESTIGAÇÃO NAS ÁREAS DA FLORESTA E DO PAPEL Uma renovação de raiz EMPRESA Com uma posição de grande relevo no mercado internacional de pasta e papel, o Grupo Portucel Soporcel é uma

Leia mais

LEI DE INCENTIVOS E BENEFÍCIOS FISCAIS AO INVESTIMENTO PRIVADO Lei nº 17 / 03 de 25 de Julho

LEI DE INCENTIVOS E BENEFÍCIOS FISCAIS AO INVESTIMENTO PRIVADO Lei nº 17 / 03 de 25 de Julho LEI DE INCENTIVOS E BENEFÍCIOS FISCAIS AO INVESTIMENTO PRIVADO Lei nº 17 / 03 de 25 de Julho a) Critérios de Aplicação sector de actividade zonas de desenvolvimento zonas económicas especiais b) Objectivos

Leia mais

DIÁLOGO NACIONAL SOBRE EMPREGO EM MOÇAMBIQUE

DIÁLOGO NACIONAL SOBRE EMPREGO EM MOÇAMBIQUE DIÁLOGO NACIONAL SOBRE EMPREGO EM MOÇAMBIQUE CRIAÇÃO DE EMPREGO NUM NOVO CONTEXTO ECONÓMICO 27-28 demarço de 2014, Maputo, Moçambique A conferência de dois dias dedicada ao tema Diálogo Nacional Sobre

Leia mais

www.sodepacangola.com

www.sodepacangola.com EDITAL PARA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇO DE CONSULTORIA Título do projecto: PROJECTO KUKULA KU MOXI, NO ÂMBITO DO PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DAS CADEIAS DE DISTRIBUIÇÃO PARA O AGRONEGÓCIO (ASDP) 1. Introdução

Leia mais

O RISCO SEMPRE EXISTIU E ESTAMOS TODOS SUJEITOS A ELE

O RISCO SEMPRE EXISTIU E ESTAMOS TODOS SUJEITOS A ELE 64 CAPA ENTREVISTA AMÍLCAR SILVA, PRESIDENTE, E NÍRIA ORAMALU, COORDENADORA DO NÚCLEO DE ESTUDOS E ESTATÍSTICAS DA ABANC O RISCO SEMPRE EXISTIU E ESTAMOS TODOS SUJEITOS A ELE Na sede da Associação Angolana

Leia mais

SISTEMA DE PROTECÇÃO SOCIAL EM ANGOLA

SISTEMA DE PROTECÇÃO SOCIAL EM ANGOLA SISTEMA DE PROTECÇÃO SOCIAL EM ANGOLA I- CONTEXTO 1- A assistência social é uma abordagem que visa proteger os grupos mais vulneráveis tendo em conta critérios rigorosos para uma pessoa se habilitar a

Leia mais

SEGUNDO PILAR DA PAC: A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO RURAL

SEGUNDO PILAR DA PAC: A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO RURAL SEGUNDO PILAR DA PAC: A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO RURAL A última reforma da política agrícola comum (PAC) manteve a estrutura em dois pilares desta política, continuando o desenvolvimento rural a representar

Leia mais

Mercados. informação de negócios. Angola Oportunidades e Dificuldades do Mercado

Mercados. informação de negócios. Angola Oportunidades e Dificuldades do Mercado Mercados informação de negócios Angola Oportunidades e Dificuldades do Mercado Dezembro 2011 Índice 1. Oportunidades 03 1.1 Pontos Fortes 03 1.2 Áreas de Oportunidade 03 2. Dificuldades 04 2.1 Pontos Fracos

Leia mais

Investimento Privado em Angola

Investimento Privado em Angola Abril 2013 Investimento Privado em Angola Sectores Económicos Prioritários Investimento Privado em Angola Sectores Económicos Prioritários Sectores económicos prioritários Agricultura e Pecuária Indústria

Leia mais

Lei sobre os Incentivos Fiscais e Aduaneiros ao Investimento Privado. LEI No.17/03 de 25 de JULHO

Lei sobre os Incentivos Fiscais e Aduaneiros ao Investimento Privado. LEI No.17/03 de 25 de JULHO Lei sobre os Incentivos Fiscais e Aduaneiros ao Investimento Privado LEI No.17/03 de 25 de JULHO Artigo 1.º Âmbito da aplicação A presente lei regula os procedimentos, os tipos e modalidades de concessão

Leia mais

PROPOSTAS DE ALGUMAS MEDIDAS CONCRETAS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL

PROPOSTAS DE ALGUMAS MEDIDAS CONCRETAS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL PROPOSTAS DE ALGUMAS MEDIDAS CONCRETAS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL 1 São muitas e variadas as soluções e medidas de apoio à competitividade empresarial. Na intervenção de abertura o Presidente da

Leia mais

PROGRAMA DESENVOLVIMENTO RURAL CONTINENTE 2014-2020. DESCRIÇÃO DA AÇÃO Versão: 1 Data: 28-10-2013

PROGRAMA DESENVOLVIMENTO RURAL CONTINENTE 2014-2020. DESCRIÇÃO DA AÇÃO Versão: 1 Data: 28-10-2013 PROGRAMA DESENVOLVIMENTO RURAL CONTINENTE 2014-2020 DESCRIÇÃO DA AÇÃO Versão: 1 Data: 28-10-2013 M3. VALORIZAÇÃO DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA AÇÃO 3.1 JOVENS AGRICULTORES NOTA INTRODUTÓRIA O desenvolvimento das

Leia mais

Situação da Armazenagem no Brasil 2006

Situação da Armazenagem no Brasil 2006 Situação da Armazenagem no Brasil 2006 1. Estática de Armazenagem A capacidade estática das estruturas armazenadoras existentes no Brasil, registrada em dezembro de 2006 é de até o mês de novembro de 2006

Leia mais

Promoção da actividade resineira em Portugal no âmbito da PAC pós 2013

Promoção da actividade resineira em Portugal no âmbito da PAC pós 2013 Promoção da actividade resineira em Portugal no âmbito da PAC pós 2013 Francisco Avillez (Professor Emérito do ISA, UTL e coordenado científico da AGR.GES) 16 de Abril de 2013 1. Evolução do pinheiro bravo

Leia mais

Enquadramento Turismo Rural

Enquadramento Turismo Rural Enquadramento Turismo Rural Portugal é um País onde os meios rurais apresentam elevada atratividade quer pelas paisagens agrícolas, quer pela biodiversidade quer pelo património histórico construído o

Leia mais

adaptados às características e expectativas dos nossos Clientes, de modo a oferecer soluções adequadas às suas necessidades.

adaptados às características e expectativas dos nossos Clientes, de modo a oferecer soluções adequadas às suas necessidades. A Protteja Seguros surge da vontade de contribuir para o crescimento do mercado segurador nacional, através da inovação, da melhoria da qualidade de serviço e de uma política de crescimento sustentável.

Leia mais

ANGOLA FICHA DE MERCADO BREVE CARACTERIZAÇÃO

ANGOLA FICHA DE MERCADO BREVE CARACTERIZAÇÃO FICHA DE MERCADO ANGOLA BREVE CARACTERIZAÇÃO Situa-se na região da África Subsariana, apresentando uma economia em forte crescimento, que converge para uma economia de mercado. É um país extremamente rico

Leia mais

Programa de Desenvolvimento Rural do Continente para 2014-2020

Programa de Desenvolvimento Rural do Continente para 2014-2020 Programa de Desenvolvimento Rural do Continente para 2014-2020 Medida 2 CONHECIMENTO Ação 2.1 CAPACITAÇÃO E DIVULGAÇÃO Enquadramento Regulamentar Regulamento (UE) n.º 1305/2013, do Conselho e do Parlamento

Leia mais

Organizações portuguesas lançam rede temática para a soberania e segurança alimentar

Organizações portuguesas lançam rede temática para a soberania e segurança alimentar Rede Portuguesa pela Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional Organizações portuguesas lançam rede temática para a soberania e segurança alimentar Coimbra, 16 de Abril de 2012 Preocupados com as políticas

Leia mais

Entrevista à Coordenadora Nacional do PAR Programa de Apoio à Reconstrução Por Pedro Cardoso (Jornalista), 2004

Entrevista à Coordenadora Nacional do PAR Programa de Apoio à Reconstrução Por Pedro Cardoso (Jornalista), 2004 Entrevista à Coordenadora Nacional do PAR Programa de Apoio à Reconstrução Por Pedro Cardoso (Jornalista), 2004 Podíamos estar muito mais longe do que estamos, revela a Coordenadora Nacional do PAR em

Leia mais

Distintos Membros dos Órgãos Sociais da Banca Comercial; Chegamos ao final de mais um ano e, por isso, é oportuno, fazer-se um

Distintos Membros dos Órgãos Sociais da Banca Comercial; Chegamos ao final de mais um ano e, por isso, é oportuno, fazer-se um Sr. Vice-Governador do BNA; Srs. Membros do Conselho de Administração do BNA; Distintos Membros dos Órgãos Sociais da Banca Comercial; Sr Representante das Casas de Câmbios Srs. Directores e responsáveis

Leia mais

Reabilitação experimental de lavouras de café abandonadas como pequenas unidades de produção familiar em Angola CFC/ICO/15 (AEP: INCA)

Reabilitação experimental de lavouras de café abandonadas como pequenas unidades de produção familiar em Angola CFC/ICO/15 (AEP: INCA) PJ 29 fevereiro 2012 Original: inglês 29/12 Add. 1 (P) P Comitê de Projetos/ Conselho Internacional do Café 5 8 março 2012 Londres, Reino Unido Resumo dos relatórios de andamento apresentados pelas Agências

Leia mais

Empreendedorismo: Experiências de Angola

Empreendedorismo: Experiências de Angola Empreendedorismo: Experiências de Angola Globalização Resulta Redução do emprego formal Esbarra Visão Empreendedora Exige Necessidade de mudança Mecanismos de Incentivo ao Empreendedorismo Programas do

Leia mais

Dignos Presidentes dos Conselhos de Administração e das Comissões Executivas dos bancos comerciais

Dignos Presidentes dos Conselhos de Administração e das Comissões Executivas dos bancos comerciais Exmo Senhor Presidente da Associação Angolana de Bancos Sr. Amílcar Silva Dignos Presidentes dos Conselhos de Administração e das Comissões Executivas dos bancos comerciais Estimados Bancários Minhas Senhoras

Leia mais

REDE LUTA CONTRA POBREZA URBANA RLCPU PLANO ESTRATÉGICO,2015-2017

REDE LUTA CONTRA POBREZA URBANA RLCPU PLANO ESTRATÉGICO,2015-2017 REDE LUTA CONTRA POBREZA URBANA RLCPU PLANO ESTRATÉGICO,2015-2017 Adão Augusto, Consultor 12-02-2015 1. Contextualização. Os projectos sociais fazem parte de um sistema complexo de relações que envolvem

Leia mais

DECLARAÇÃO INICIAL DO GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL NA APRESENTAÇÃO DO BOLETIM ECONÓMICO DA PRIMAVERA (2009)

DECLARAÇÃO INICIAL DO GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL NA APRESENTAÇÃO DO BOLETIM ECONÓMICO DA PRIMAVERA (2009) Conferência de Imprensa em 14 de Abril de 2009 DECLARAÇÃO INICIAL DO GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL NA APRESENTAÇÃO DO BOLETIM ECONÓMICO DA PRIMAVERA (2009) No contexto da maior crise económica mundial

Leia mais

PESGRU - Plano Estratégico para a Gestão de Resíduos Urbanos em Angola

PESGRU - Plano Estratégico para a Gestão de Resíduos Urbanos em Angola PESGRU - Plano Estratégico para a Gestão de Resíduos Urbanos em Angola 1º CONGRESSO DOS ENGENHEIROS DE LÍNGUA PORTUGUESA 18 de Setembro de 2012 Agenda da apresentação do PESGRU I. Enquadramento do PESGRU

Leia mais

República de Angola MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. Uma experiência de Gestão da Qualidade pelo Normativo Internacional ISO 9001 num Organismo Público

República de Angola MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. Uma experiência de Gestão da Qualidade pelo Normativo Internacional ISO 9001 num Organismo Público República de Angola MINISTÉRIO DA JUSTIÇA Uma experiência de Gestão da Qualidade pelo Normativo Internacional ISO 9001 num Organismo Público Depois de inflação de 3 dígitos em 2002 Consolidação Macroeconómica

Leia mais

Republica de Angola Ministério da Agricultura Instituto dos Serviços de Veterinária

Republica de Angola Ministério da Agricultura Instituto dos Serviços de Veterinária Republica de Angola Ministério da Agricultura Instituto dos Serviços de Veterinária REUNIÃO DOS DIRECTORES DE PRODUÇÃO ANIMAL, RECURSOS ANIMAIS EM AFRICA de 14 15 de Abril de 2013 - ABIDJAN, CÔTE D IVOIRE

Leia mais

O Desenvolvimento Rural na Região. Carlos Pedro Trindade

O Desenvolvimento Rural na Região. Carlos Pedro Trindade O Desenvolvimento Rural na Região de Lisboa e Vale do Tejo Carlos Pedro Trindade O Desenvolvimento Rural na Região de Lisboa e Vale do Tejo 1. A Agricultura da região de LVT 2. O apoio ao Sector Agrícola

Leia mais

Metodologia de compilação das contas nacionais

Metodologia de compilação das contas nacionais Metodologia de compilação das contas nacionais A referência metodológica das Contas Nacionais de Cabo Verde é o Sistema de Contas Nacionais (SCN) das Nações Unidas de 1968. O Produto Interno Bruto (PIB)

Leia mais

Mercados informação de negócios

Mercados informação de negócios Mercados informação de negócios Angola Oportunidades e Dificuldades do Mercado Novembro 2008 Índice 1. Oportunidades 03 1.1 Pontos Fortes 03 1.2 Áreas de Oportunidade 03 2. Dificuldades 04 2.1 Pontos Fracos

Leia mais

Imobiliário: estudo conclui que é preciso apostar em novos segmentos

Imobiliário: estudo conclui que é preciso apostar em novos segmentos Re-Search Angola Imobiliário: estudo conclui que é preciso apostar em novos segmentos Está a emergir em Angola uma classe média, com maior poder de compra e interesse em adquirir casa própria. Esta é uma

Leia mais

Microfinancas e Desafios da Habitação em Angola

Microfinancas e Desafios da Habitação em Angola Microfinancas e Desafios da Habitação em Angola Allan Cain DEVELOPMENT WORKSHOP Fórum Urbano Nacional Huambo, 05 Otubro 2009 Desafio da Pobreza Urbana O mercado informal foi a principal forma de subsistência

Leia mais

Políticas públicas e o financiamento da produção de café no Brasil

Políticas públicas e o financiamento da produção de café no Brasil Políticas públicas e o financiamento da produção de café no Brasil Organização Internacional do Café - OIC Londres, 21 de setembro de 2010. O Sistema Agroindustrial do Café no Brasil - Overview 1 Cafés

Leia mais

APRESENTAÇÃO DA NOVA POLÍTICA DE INCENTIVOS 2014-2020 SISTEMA DE INCENTIVOS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL COMPETIR +

APRESENTAÇÃO DA NOVA POLÍTICA DE INCENTIVOS 2014-2020 SISTEMA DE INCENTIVOS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL COMPETIR + APRESENTAÇÃO DA NOVA POLÍTICA DE INCENTIVOS 2014-2020 SISTEMA DE INCENTIVOS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL COMPETIR + Ponta Delgada, 28 de Abril de 2014 Intervenção do Presidente do Governo Regional

Leia mais

OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTO NO AGRONEGÓCIO EM MOÇAMBIQUE

OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTO NO AGRONEGÓCIO EM MOÇAMBIQUE REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E SEGURANÇA ALIMENTAR OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTO NO AGRONEGÓCIO EM MOÇAMBIQUE ABRIL, 2015 Estrutura da Apresentação 2 I. Papel do CEPAGRI II. III. IV.

Leia mais

1.1. DEFINIÇÃO DE PROJECTO DE INVESTIMENTOS

1.1. DEFINIÇÃO DE PROJECTO DE INVESTIMENTOS 1 INTRODUÇÃO 1.1. DEFINIÇÃO DE PROJECTO DE INVESTIMENTOS Ao abordarmos o conceito de projecto de investimento começaremos por citar algumas definições propostas por alguns autores e instituições de reconhecido

Leia mais

FICHA DE INTERNACIONALIZAÇÃO AZEITE

FICHA DE INTERNACIONALIZAÇÃO AZEITE FICHA DE INTERNACIONALIZAÇÃO AZEITE CENÁRIO DE ANTECIPAÇÃO BREVE CARATERIZAÇÃO DIAGNÓSTICO O ANÁLISE INTERNA - PONTOS FORTES O ANÁLISE INTERNA - PONTOS FRACOS O ANÁLISE EXTERNA - OPORTUNIDADES OU OPORTUNIDADES

Leia mais

Programa de Desenvolvimento Rural

Programa de Desenvolvimento Rural Programa de Desenvolvimento Rural PDR 2020 do Continente Terra no Horizonte 2014-2020 Tavira, 13 Março 2014 1 2 Panorama Principais constatações Atuação Constrangimentos e Necessidades 3 Arquitetura 4

Leia mais

LEI N.º /03. de de. Nestes termos, ao abrigo da alínea f) do artigo 90º da Lei Constitucional, a Assembleia Nacional aprova a seguinte:

LEI N.º /03. de de. Nestes termos, ao abrigo da alínea f) do artigo 90º da Lei Constitucional, a Assembleia Nacional aprova a seguinte: LEI N.º /03 de de A existência de uma Lei Geral Tributária é hoje corrente em muitos Estados, representando um instrumento de racionalização, de estruturação e de estabilidade dos sistemas tributários.

Leia mais

Regulamento Interno PREÂMBULO

Regulamento Interno PREÂMBULO Regulamento Interno PREÂMBULO O Município de Beja enquanto promotor local de políticas de protecção social, desempenha um papel preponderante na elaboração de estratégias de desenvolvimento social e na

Leia mais

Breve síntese sobre os mecanismos financeiros de apoio à internacionalização e cooperação

Breve síntese sobre os mecanismos financeiros de apoio à internacionalização e cooperação Breve síntese sobre os mecanismos financeiros de apoio à internacionalização e cooperação 1 Incentivos financeiros à internacionalização Em 2010 os incentivos financeiros à internacionalização, não considerando

Leia mais

Departamento Comercial e Marketing. Escola Secundaria de Paços de Ferreira 2009/2010. Técnicas de Secretariado

Departamento Comercial e Marketing. Escola Secundaria de Paços de Ferreira 2009/2010. Técnicas de Secretariado Escola Secundaria de Paços de Ferreira 2009/2010 Técnicas de Secretariado Departamento Comercial e Marketing Módulo 23- Departamento Comercial e Marketing Trabalho realizado por: Tânia Leão Departamento

Leia mais

II Convenção Sou de Peniche

II Convenção Sou de Peniche II Convenção Sou de Peniche Apresentação Junho 2008 1 ÍNDICE APRESENTAÇÃO 1. Caso de Peniche 2. Avaliação e Diagnóstico 3. Factores Críticos 4.Recomendações de Politicas e Acções II Convenção Sou de Peniche

Leia mais

São igualmente tidas em conta situações de pobreza e de exclusão social que necessitam um tratamento específico no âmbito do PRODESA.

São igualmente tidas em conta situações de pobreza e de exclusão social que necessitam um tratamento específico no âmbito do PRODESA. 1. Medida 3.4: Apoio ao desenvolvimento do Emprego e da Formação Profissional 2. Descrição: A Medida Apoio ao desenvolvimento do Emprego e Formação Profissional do PRODESA visa criar as condições para

Leia mais

Mecanismos e modelos de apoio à Comunidade Associativa e Empresarial da Indústria Extractiva

Mecanismos e modelos de apoio à Comunidade Associativa e Empresarial da Indústria Extractiva centro tecnológico da cerâmica e do vidro coimbra portugal Mecanismos e modelos de apoio à Comunidade Associativa e Empresarial da Indústria Extractiva Victor Francisco CTCV Responsável Unidade Gestão

Leia mais

MODIFICAÇÕES MAIS RELEVANTES INTRODUZIDAS PELA NOVA LEI DO INVESTIMENTO PRIVADO

MODIFICAÇÕES MAIS RELEVANTES INTRODUZIDAS PELA NOVA LEI DO INVESTIMENTO PRIVADO MODIFICAÇÕES MAIS RELEVANTES INTRODUZIDAS PELA NOVA LEI DO INVESTIMENTO PRIVADO Sofia Vale Agosto de 2015 Foi publicada recentemente a nova Lei do Investimento Privado 1 (doravante A Nova LIP ), que contém

Leia mais

6º Fórum Mundial da Água

6º Fórum Mundial da Água 6º Fórum Mundial da Água A gestão integrada de recursos hídricos e de águas residuais em São Tomé e Príncipe como suporte da segurança alimentar, energética e ambiental Eng.ª Lígia Barros Directora Geral

Leia mais

Maputo, 7 de Novembro 2013

Maputo, 7 de Novembro 2013 Maputo, 7 de Novembro 2013 Agenda Este seminário tem por objectivo apresentar o estudo sobre a situação do acesso a finanças rurais e agrícolas em Moçambique 1. Introdução 2. Perfil da População Rural

Leia mais

Porquê que a Guiné-Bissau necessita de uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento de Estatística

Porquê que a Guiné-Bissau necessita de uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento de Estatística Porquê que a Guiné-Bissau necessita de uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento de Estatística Como podem as estatísticas nacionais contribuir aos avanços direccionados a satisfação das necessidades

Leia mais

Auxílio estatal N 254/2002 Portugal Linha de crédito bonificada a investimentos do sector turístico.

Auxílio estatal N 254/2002 Portugal Linha de crédito bonificada a investimentos do sector turístico. COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 26.07.2002 C (2002) 2943 Assunto: Auxílio estatal N 254/2002 Portugal Linha de crédito bonificada a investimentos do sector turístico. Excelência, PROCEDIMENTO Por carta n.º

Leia mais

1 Criação de uma bolsa anual de árvores para oferta

1 Criação de uma bolsa anual de árvores para oferta Floresta Comum, Qual o objectivo principal do Floresta Comum? O objectivo? O Floresta Comum, é um programa de incentivo à reflorestação com a floresta autóctone portuguesa. Para a concretização deste objectivo,

Leia mais

Projecto de Apoio à. Implementação da ENSAN

Projecto de Apoio à. Implementação da ENSAN Projecto de Apoio à Implementação da ENSAN Estudo sobre o Crédito Agrícola de Campanha Luanda, 18/2/15 Índice 1. Enquadramento do Estudo 2. Constatações 3. Reflexões sobre as Constatações 4. Conclusões

Leia mais

Parcerias para a investigação e inovação no âmbito da Programação para o Desenvolvimento Rural 2014-2020

Parcerias para a investigação e inovação no âmbito da Programação para o Desenvolvimento Rural 2014-2020 Parcerias para a investigação e inovação no âmbito da Programação para o Desenvolvimento Rural 2014-2020 PDR 2014-2020 do Continente Cláudia Costa Diretora Adjunta do Gabinete de Planeamento e Políticas

Leia mais

1. Aumentar o conhecimento sobre a fileira (dimensão, valor, intervenientes);

1. Aumentar o conhecimento sobre a fileira (dimensão, valor, intervenientes); SUMÁRIO EXECUTIVO Enquadramento do Estudo O Estudo Económico de Desenvolvimento da Fileira do medronho enquadra-se na estratégia de valorização da floresta do, procurando estudar a dinamização da fileira

Leia mais

Principais observações, conclusões e recomendações

Principais observações, conclusões e recomendações Síntese Principais observações, conclusões e recomendações 1.1 Política comunitária das oleaginosas A União Europeia é um dos principais operadores do mercado mundial das oleaginosas. Trata-se, com efeito,

Leia mais

Análise SWOT. Área: Território. Rede Social. - Novo Acesso Rodoviário - Qualidade do Ambiente - Recursos Naturais

Análise SWOT. Área: Território. Rede Social. - Novo Acesso Rodoviário - Qualidade do Ambiente - Recursos Naturais Área: Território - Novo Acesso Rodoviário - Qualidade do Ambiente - Recursos Naturais - Dinamização da Exploração dos Recursos Naturais para Actividades Culturais e Turísticas - Localização Geográfica

Leia mais

POLÍTICAS DE COMPETITIVIDADE PARA O SECTOR AGRO-ALIMENTAR

POLÍTICAS DE COMPETITIVIDADE PARA O SECTOR AGRO-ALIMENTAR POLÍTICAS DE COMPETITIVIDADE PARA O SECTOR AGRO-ALIMENTAR Prioridades Estratégicas Indústria Portuguesa Agro-Alimentar Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares XI LEGISLATURA 2009-2013 XVIII

Leia mais

SESSÃO DE ENCERRAMENTO DO VENTURE CAPITAL IT 2006

SESSÃO DE ENCERRAMENTO DO VENTURE CAPITAL IT 2006 SESSÃO DE ENCERRAMENTO DO VENTURE CAPITAL IT 2006 Jaime Andrez Presidente do CD do IAPMEI 10 de Maio de 2006 Minhas Senhoras e meus Senhores, 1. Em nome do Senhor Secretário de Estado Adjunto, da Indústria

Leia mais

WP Board No. 980/05 Rev. 1

WP Board No. 980/05 Rev. 1 WP Board No. 980/05 Rev. 1 International Coffee Organization Organización Internacional del Café Organização Internacional do Café Organisation Internationale du Café 12 janeiro 2006 Original: inglês Projetos/Fundo

Leia mais

Sem figuras nem imagens, Entrelinha 1,5. Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.

Sem figuras nem imagens, Entrelinha 1,5. Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Exame Nacional do Ensino Secundário Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/2.ª Fase 12 Páginas Sem figuras nem imagens, Entrelinha

Leia mais

Programa Operacional Plurifundos da Região Autónoma da Madeira 2000-2006 MEDIDA 2.2. Pescas e Aquicultura CONTROLO DO DOCUMENTO

Programa Operacional Plurifundos da Região Autónoma da Madeira 2000-2006 MEDIDA 2.2. Pescas e Aquicultura CONTROLO DO DOCUMENTO MEDIDA 2.2 Pescas e Aquicultura CONTROLO DO DOCUMENTO Versão Data Descrição N. de Página 1 06.12.04 Elaboração do novo texto completo e consolidado Todas 2 25.11.05 Adequação dos indicadores físicos 2;

Leia mais

Agricultura Presente, um Projecto com Futuro

Agricultura Presente, um Projecto com Futuro Direcção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo Agricultura Presente, Agricultura Presente, um Projecto com Futuro um Projecto com Futuro (LVT) 4.878 projetos aprovados Investimento

Leia mais

MINISTÉRIO DA PLANIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO RURAL

MINISTÉRIO DA PLANIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO RURAL República de Moçambique MINISTÉRIO DA PLANIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO RURAL Maputo, 06 de Outubro de 2006 1 PORQUE INSISTIR NO MEIO RURAL? Representa mais de 95% do território

Leia mais

ASSISTÊNCIA EMPRESARIAL DO IAPMEI NA ÁREA DA INTERNACIONALIZAÇÃO E DA EXPORTAÇÃO

ASSISTÊNCIA EMPRESARIAL DO IAPMEI NA ÁREA DA INTERNACIONALIZAÇÃO E DA EXPORTAÇÃO ASSISTÊNCIA EMPRESARIAL DO IAPMEI NA ÁREA DA INTERNACIONALIZAÇÃO E DA EXPORTAÇÃO Como fazemos 1. Através do Serviço de Assistência Empresarial (SAE), constituído por visitas técnicas personalizadas às

Leia mais

XX CONGRESSO ENGENHARIA 2020 UMA ESTRATÉGIA PARA PORTUGAL 17 a 19 de outubro de 2014 ALFÂNDEGA DO PORTO

XX CONGRESSO ENGENHARIA 2020 UMA ESTRATÉGIA PARA PORTUGAL 17 a 19 de outubro de 2014 ALFÂNDEGA DO PORTO XX CONGRESSO ENGENHARIA 2020 UMA ESTRATÉGIA PARA PORTUGAL 17 a 19 de outubro de 2014 ALFÂNDEGA DO PORTO Desenvolvimento Rural, Agricultura, Florestas e Sustentabilidade 17 de outubro de 2014 / GPP Eduardo

Leia mais

SISTEMA DE INCENTIVOS À

SISTEMA DE INCENTIVOS À SISTEMA DE INCENTIVOS À INOVAÇÃO AVISOS PARA APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS INOVAÇÃO PRODUTIVA EMPREENDEDORISMO QUALIFICADO Elisabete Félix Turismo de Portugal, I.P. - Direcção de Investimento PRIORIDADE

Leia mais

ED 2059/09. 9 fevereiro 2009 Original: inglês. A crise econômica mundial e o setor cafeeiro

ED 2059/09. 9 fevereiro 2009 Original: inglês. A crise econômica mundial e o setor cafeeiro ED 2059/09 9 fevereiro 2009 Original: inglês P A crise econômica mundial e o setor cafeeiro Com seus cumprimentos, o Diretor-Executivo apresenta uma avaliação preliminar dos efeitos da crise econômica

Leia mais

BENEFÍCIOS DA PARTICIPAÇÃO NO ACORDO INTERNATIONAL DO CAFÉ DE 2007

BENEFÍCIOS DA PARTICIPAÇÃO NO ACORDO INTERNATIONAL DO CAFÉ DE 2007 BENEFÍCIOS DA PARTICIPAÇÃO NO ACORDO INTERNATIONAL DO CAFÉ DE 2007 O Acordo Internacional do Café (AIC) de 2007 é um instrumento chave para a cooperação internacional em matéria de café, e participar dele

Leia mais

ORGANOGRAMA DO SISTEMA EDUCATIVO - ANGOLA (reforma educativa - fase de transição. ão) 12ª 11ª 10ª 12ª 11ª 10ª 9ª 8ª 7ª 9ª 8ª 7ª 6ª 5ª 4ª 3ª 2ª 1ª

ORGANOGRAMA DO SISTEMA EDUCATIVO - ANGOLA (reforma educativa - fase de transição. ão) 12ª 11ª 10ª 12ª 11ª 10ª 9ª 8ª 7ª 9ª 8ª 7ª 6ª 5ª 4ª 3ª 2ª 1ª Prosseguimento de estudos 12ª 11ª 10ª 12ª 11ª 10ª 9ª 8ª 7ª 9ª 8ª 7ª 6ª 5ª 4ª 3ª 2ª 1ª 9ª Classe (Transição) Mercado de trabalho Formação Média-Técnica Mercado de trabalho Ensino Ensino Secundário (1º Ciclo)

Leia mais

INVESTIMENTO ESTRANGEIRO

INVESTIMENTO ESTRANGEIRO INVESTIMENTO ESTRANGEIRO 1 Operações de investimento estrangeiro (%) Outros investimentos 2 Processo de investimento externo Reinvestimento externo ETAPAS DE INVESTIMENTO 3 INCENTIVOS E BENEFÍCIOS FISCAIS

Leia mais

Nota introdutória. PME em Números 1 IAPMEI ICEP

Nota introdutória. PME em Números 1 IAPMEI ICEP PME em Números PME em Números 1 Nota introdutória De acordo com o disposto na definição europeia 1, são classificadas como PME as empresas com menos de 250 trabalhadores cujo volume de negócios anual não

Leia mais

PROJECTO DE LEI N.º 311/XI CRIA O BANCO PÚBLICO DE TERRAS AGRÍCOLAS PARA ARRENDAMENTO RURAL

PROJECTO DE LEI N.º 311/XI CRIA O BANCO PÚBLICO DE TERRAS AGRÍCOLAS PARA ARRENDAMENTO RURAL Em Grupo Parlamentar PROJECTO DE LEI N.º 311/XI CRIA O BANCO PÚBLICO DE TERRAS AGRÍCOLAS PARA ARRENDAMENTO RURAL Exposição de motivos Ao longo das últimas décadas tem-se assistido ao abandono das terras

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 13/XIII/1ª PREFERÊNCIA PELA PRODUÇÃO ALIMENTAR LOCAL NAS CANTINAS PÚBLICAS

PROJETO DE LEI N.º 13/XIII/1ª PREFERÊNCIA PELA PRODUÇÃO ALIMENTAR LOCAL NAS CANTINAS PÚBLICAS PROJETO DE LEI N.º 13/XIII/1ª PREFERÊNCIA PELA PRODUÇÃO ALIMENTAR LOCAL NAS CANTINAS PÚBLICAS Nota justificativa A dependência alimentar do exterior é bastante acentuada no nosso país, ultrapassando os

Leia mais

Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural PROJETO DE PARECER. da Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural

Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural PROJETO DE PARECER. da Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural PARLAMENTO EUROPEU 2009-2014 Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural 2012/0295(COD) 5.2.2013 PROJETO DE PARECER da Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural dirigido à Comissão do Emprego

Leia mais

SUMÁRIO EXECUTIVO. Valores

SUMÁRIO EXECUTIVO. Valores SUMÁRIO EXECUTIVO O Plano Estratégico da Província de Inhambane para o período 2011-2020 (PEP II) é parte integrante do processo provincial de planificação do Governo, com a finalidade de promover o desenvolvimento

Leia mais

Relatório da. Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59.

Relatório da. Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59. Relatório da Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59 Resumo Novembro de 2009 Avaliação intercalar da execução do Plano de

Leia mais

Potencial de Desenvolvimento e o Plano de Desenvolvimento Económico da Província de Cabinda

Potencial de Desenvolvimento e o Plano de Desenvolvimento Económico da Província de Cabinda GOVERNO PROVINCIAL DE CABINDA Fórum Empresarial Angola- USA Potencial de Desenvolvimento e o Plano de Desenvolvimento Económico da Província de Cabinda GOVERNO PROVINCIAL DE CABINDA Agenda Sociedade Angolana

Leia mais

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DAS FINANÇAS REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DAS FINANÇAS Assunto: Integração das Transferências Sociais directas e indirectas no Orçamento do Estado: O Caso de Moçambique 1. A economia moçambicana registou nos

Leia mais

MINISTÉRIO DO ENSINO SUPERIOR PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO DE QUADROS

MINISTÉRIO DO ENSINO SUPERIOR PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO DE QUADROS MINISTÉRIO DO ENSINO SUPERIOR PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO DE QUADROS O PNFQ E O MINISTÉRIO DO ENSINO SUPERIOR Ministério do Ensino Superior é responsável pela formação de quadros superiores altamente especializados

Leia mais

O CONTRIBUTO DA PEQUENA AGRICULTURA FAMILIAR PARA A COESÃO DOS TERRITÓRIOS

O CONTRIBUTO DA PEQUENA AGRICULTURA FAMILIAR PARA A COESÃO DOS TERRITÓRIOS O CONTRIBUTO DA PEQUENA AGRICULTURA FAMILIAR PARA A COESÃO DOS TERRITÓRIOS ANTÓNIO REALINHO, ADRACES LISBOA 27-10-2014 2 PESO DA AGRICULTURA FAMILIAR EM PORTUGAL 80% da mão-de-obra agrícola é assegurada

Leia mais

GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2011

GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2011 GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2011 1. Análise do Plano Plurianual de Investimentos (PPI) Neste orçamento, o Município ajustou, as dotações para despesas de investimento, ao momento de austeridade que o país

Leia mais

AGRITEC ID - EMRC International Business Forum 2011

AGRITEC ID - EMRC International Business Forum 2011 AGRITEC ID - EMRC International Business Forum 2011 Lisboa, Portugal 20 21 de Janeiro de 2011 Contribuição do Comité Nacional para Promoção da Mulher Rural, no Trabalho com as Comuinidades Rurais em Angola

Leia mais

Nos estúdios encontram-se um entrevistador (da rádio ou da televisão) e um representante do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural

Nos estúdios encontram-se um entrevistador (da rádio ou da televisão) e um representante do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural Guião de Programa de Rádio e Televisão Tema: Redução de Emissões de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) Nos estúdios encontram-se um entrevistador (da rádio ou da televisão) e um representante

Leia mais

INTRODUÇÃO O QUE É O PLANO «SALATIA»?

INTRODUÇÃO O QUE É O PLANO «SALATIA»? INTRODUÇÃO O QUE É O PLANO «SALATIA»? No actual cenário económico-financeiro do Mundo e do País, é obrigação de todas as entidades públicas, à sua escala, promoverem medidas de apoio às empresas e às famílias

Leia mais

CAPÍTULO 7 EVOLUÇÃO DA ÁREA NA AUSÊNCIA DO PROJECTO

CAPÍTULO 7 EVOLUÇÃO DA ÁREA NA AUSÊNCIA DO PROJECTO CAPÍTULO 7 EVOLUÇÃO DA ÁREA NA AUSÊNCIA DO PROJECTO ÍNDICE DE TEXTO VII. EVOLUÇÃO DA ÁREA NA AUSÊNCIA DO PROJECTO...219 217 218 VII. EVOLUÇÃO DA ÁREA NA AUSÊNCIA DO PROJECTO O presente capítulo tem como

Leia mais

1. Promover a melhoria das condições de vida das população das áreas susceptíveis

1. Promover a melhoria das condições de vida das população das áreas susceptíveis CNCCD -PROPOSTA DE PROGRAMA DE ACÇÃO NACIONAL DE COMBATE À DESERTIFICAÇÃO 2011 / 2020 1. Promover a melhoria das condições de vida das população das áreas susceptíveis 1- Promover a melhoria das condições

Leia mais

No rescaldo da crise, fase mais difícil parece ultrapassada

No rescaldo da crise, fase mais difícil parece ultrapassada Angola Setembro 2009 No rescaldo da crise, fase mais difícil parece ultrapassada I.- Evolução recente das reservas cambiais 1. O dado mais relevante a assinalar na evolução da conjuntura económica e financeira

Leia mais