Análise para aplicação da terceirização na logística como estratégia competitiva de uma empresa de distribuição

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1 ISSN: Análise para aplicação da terceirização na logística como estratégia competitiva de uma empresa de distribuição DUARTE, A. L. B.1, MALHEIROS, W. P.1*, RODRIGUES, T. N.1, SOUZA, V. A.1 Resumo O processo logístico dentro de uma empresa facilita as relações entre a produção e a circulação de produtos. De maneira específica, os processos logísticos devem resolver muitos dos aspectos da produção, incluindo custos, tempo e qualidade. Deste modo, a terceirização deve ser utilizada de maneira a aperfeiçoar todos estes processos, fazendo com que seja um processo importante dentro de uma empresa. Este artigo tem como objetivo apresentar as vantagens e dificuldades diagnosticadas dentro dos processos de terceirização da logística, a partir da aplicação de um questionário qualitativo sobre o tema a uma empresa do ramo de distribuição, localizada na região do Vale do Mucuri na cidade de Teófilo Otoni/MG. Desta forma, foram encontrados diversos gargalos dentro deste processo, assim como, expostos todos os benefícios que esta estratégia promove. Palavras-chave: Terceirização, Logística, Empresa, Processo. Abstract The logistics process within an organization facilitates the relationship between the production and circulation of products. Specifically, the logistics processes must address many aspects of production, including cost, time and quality. Thus, the outsourcing should be used in order to optimize all these processes, making it an important process within a business. This article aims to present the advantages and difficulties diagnosed within the processes of outsourcing of logistics, from the application of a qualitative questionnaire on the topic to a company s distribution arm, located in the Valley Mucuri in the city of Teófilo Otoni / MG. Thus, we found several bottlenecks in this process, as well as exposed all the benefits that this strategy promotes. KEY-WORDS: Outsourcing, Logistics, Enterprise, Process. 1 Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri * Wallace Passos Malheiros,

2 DUARTE, A. L. B. et al 42 Introdução Atualmente o mercado requer estratégias competitivas e o processo de terceirização em uma empresa é alguma das estratégias relevantes, pois consegue substituir certas atividades que não são atividades fins dentro da própria empresa e que pode ser realizada por terceiros como uma canal de flexibilização. Vale ressaltar que o processo de terceirização pode ser um fator de otimização na cadeia de suprimentos dentro de uma empresa já que a mesma pode ser contratada por outras empresas que realizam determinado serviço. De acordo com de DIEESE (2007), ao se analisar a produção de bens e a prestação de serviços em sua totalidade e em termos nacionais ou internacionais, vê-se que a terceirização faz parte de um processo de mudança perceptível nas relações entre empresas. Tendo em vista as novas tendências do mercado globalizado é necessário destacar como a descentralização da produção pode ser uma estratégia competitiva vantajosa para uma empresa. A estratégia de crescimento de uma empresa via integração vertical consiste em agregar fases ao seu processo produtivo, aumentando o número de produtos ou processos intermediários para uso próprio que, anteriormente, eram manufaturados ou comercializados por terceiros (o que significa administrar um conjunto de operações que pode ir da produção da matéria-prima à distribuição ao consumidor final). Este, em questão, tem o intuito de analisar juntamente com o questionário respondido, a partir da perspectiva da colaboradora da empresa pesquisada, como a terceirização e sustentabilidade na logística pode ser uma estratégia competitiva dentro uma empresa de centro de distribuição de maneira a identificar as vantagens em adotar a sustentabilidade e a terceirização. Material e Métodos O presente artigo analisa os seguintes aspectos visualizados no questionário, onde a abordagem qualitativa, de modo geral, pode gerar discussões na medida em que normalmente não pode ser mensurada estatisticamente. No entanto, sua aplicabilidade pode auxiliar tanto no apoio às pesquisas quantitativas, quanto como elemento informativo em si. Por isso, se faz necessário à abordagem teórica de determinados conceitos como Logística, Cadeia de Suprimentos e a Terceirização como Estratégia Competitiva. Conceituações do processo logístico De acordo com as normas do Council of Logistics Management, logística é o processo de implantação, planejamento e controle do fluxo eficiente e eficaz de mercadorias, serviços e das informações relativas desde o ponto de origem até o ponto de consumo com o objetivo de atender às exigências dos clientes. Segundo Ballou (2006), a logística empresarial é um campo relativamente novo do estudo da gestão integrada, das áreas tradicionais, das finanças, marketing e produção. A logística ultimamente se tornou uma ferramenta que proporciona a indústria, quando bem usada, vantagens competitivas e consequentemente uma parcela

3 Análise para aplicação da terceirização na logística como estratégia competitiva de uma empresa de distribuição 43 maior do mercado, onde somente os inovadores, conseguem alcançar os seus objetivos. Além de estar ligada à agilidade com que ela irá manusear, armazenar, deslocar, adquirir, controlar seus produtos e reduzir seus custos. Entende-se que, ações de integração de informações, transporte, estoque, armazenamento, manuseio de materiais e embalagem estão inseridas na logística. Todas essas áreas que envolvem o trabalho logístico e oferecem ampla variedade de tarefas estimulantes. Combinadas, estas tarefas tornam o gerenciamento integrado da logística uma profissão desafiante e compensadora. Portanto, pode-se dizer que estas atividades logísticas em sua grande maioria estão inseridas em operações que podem ser terceirizadas de acordo com a necessidade de uma indústria com o objetivo segundo Cloos & Bowersox (2007), de tornar disponíveis produtos e serviços no local onde são necessários, no momento em que são desejáveis. A maioria dos consumidores em nações industriais altamente desenvolvidas já está acostumada a um alto nível de competência logística. Logo, é necessário compreender a missão da logística, pois como descreve Cloos & Bowersox (2007), a logística existe para satisfazer ás necessidades do cliente, facilitando as operações relevantes de produção e marketing. Do ponto de vista estratégico, os executivos de logística procuram atingir uma qualidade predefinida de serviço ao cliente por meio de uma competência operacional que represente o estado da arte. O desafio é equilibrar as expectativas de serviços e os gastos de modo a alcançar os objetivos do negócio. Uma empresa bem renomeada sabe que um sistema logístico bem planejado e operado de maneira adequada pode ajudar a obter vantagem competitiva com características distintas que contribuem para que ela tenha um diferencial no mercado de trabalho. Um processo de criação de um sistema deste tipo não pode ser colocado em prática sem o comprometimento gerencial e financeiro considerável com treinamento e desenvolvimento em longo prazo. Geralmente uma empresa deste tipo ela estabelece alguns parâmetros de competência logística que favorecem o diferencial em relação a sua concorrência. Por fim, Segundo Bowersox e Closs (2001, p. 37), a competência logística é alcançada pela coordenação das atividades de um projeto de rede; informação; transporte; estoque; armazenagem; manuseio de materiais e embalagem, como apresentado na figura abaixo.

4 DUARTE, A. L. B. et al 44 Figura 1. Gestão Logística. Fonte: Bowersox e Closs (2001). Gestão da cadeia de suprimentos A cadeia de suprimento é o fluxo e transformações dos produtos englobando as atividades a serem geridas em um determinado processo, como por exemplo, transportes, controle de estoque, entre outros. Estes se repetem inúmeras vezes ao longo do canal, ao quais matérias-primas vão sendo convertidas em produtos acabados aos quais se agrega valor ao consumidor. Já que as fábricas, fontes de matérias-primas e pontos de venda em geral não possuem a mesma localização e o canal representa uma série de etapas de produção, as atividades logísticas podem ser repetidas várias vezes até que o produto chegue ao mercado. A GCS (Gestão da Cadeia de Suprimentos) segundo Pires (1998) tem se transformado rapidamente em uma fonte de vantagens competitivas para as empresas industriais. Cada vez mais as empresas têm procurado explorar seus elos com fornecedores e clientes, objetivando a obtenção de muitos dos benefícios da integração vertical, porém sem suas inerentes perdas em custo e flexibilidade. Ballou (2006) descreve que, o GCS é um termo surgido mais recentemente e que capta a essência da logística. O gerenciamento da cadeia de suprimento destaca as interações logísticas que ocorrem entre as funções de marketing, logística e produção no âmbito de uma empresa, e dessas mesmas interações entre as empresas legalmente separadas no âmbito do canal de fluxo de produtos. Quando a empresa faz um produto a partir de peças compradas de fornecedores, e esses produtos são vendidos aos clientes, então você tem uma cadeia de suprimentos. Algumas cadeias de suprimentos (ou abasteci-

5 Análise para aplicação da terceirização na logística como estratégia competitiva de uma empresa de distribuição 45 mento) são simples, enquanto outros são bastante complicadas. A complexidade da cadeia de fornecimento irá variar com o tamanho do negócio e a complexidade e número de artigos que são fabricados. Do mesmo modo, é necessário observar que a GCS introduz uma interessante mudança no paradigma competitivo, na medida em que considera que a competição no mercado ocorre, de fato, no nível das cadeias produtivas, e não apenas no nível das unidades de negócios (isoladas), como estabelecia o tradicional trabalho de Porter. Essa mudança então resulta em novo modelo competitivo, no qual as efetivas práticas da GCS visam a obter os benefícios da integração vertical, sem as desvantagens comuns em termos de custo e perda de flexibilidade inerentes a ela (Pires, 1998). As atividades a serem geridas que compõem a logística empresarial variam de acordo com as empresas, dependendo entre outros fatores, da estrutura organizacional, das diferentes conceituações dos respectivos gerentes sobre o que constitui a cadeia de suprimentos nesse negócio da importância das atividades específicas para as suas operações. No setor industrial, em geral, pode-se destacar algumas atividades que ocorrerão em todos os canais de logística como transporte e manutenção, enquanto outras só se darão, de acordo com as circunstâncias, em empresas específicas. Em uma indústria o transporte é essencial, pois, dificilmente uma empresa moderna será capaz de operar sem adotar as providências necessárias para a movimentação de suas matérias-primas ou produtos acabados ou semiacabados. O sistema logístico toma valor quando se manifesta em tempo e lugar certo, pois produtos e serviços não têm valor se não estiverem em alcance dos clientes quando e onde eles pretendem consumi-los. A logística sendo bem gerida identifica cada atividade na cadeia de suprimentos como contribuinte do processo de agregação de valor. Analisando os conceitos de logística e cadeia de suprimentos, há grandes dificuldades em termos práticos de separá-las. Ocorre que, em um número muito grande de aspectos, as duas têm missão idêntica. Entretanto, entende-se que, gestão da cadeia de suprimentos é a gestão de uma rede de empresas interligadas envolvidas na prestação final de embalagens de produtos e serviços exigidos pelos clientes finais. Em última análise, o objetivo de gerenciar a cadeia de suprimentos é oferecer excelência aos clientes por transportar o produto até o destino final e tornando-se uma prioridade para atender a todos os requisitos estabelecidos pelos clientes. Isto faz com que seja possível que os detalhes da empresa a ser monitorizados a partir de uma profundidade total.

6 DUARTE, A. L. B. et al 46 Figura 2. Supply Chain Management. Fonte: PICS (2013). De acordo com a figura acima, a GCS (Supply Chain Management) é uma gestão funcional transversal do movimento de matérias-primas em uma organização e serviços da organização para os clientes finais. Ela compreende a cadeia de valor desde a origem (Sourcing), aquisição (Procurement), conversão de peças (Crossreferencing), gestão de logística (Logistics management) para a colaboração e coordenação com os fornecedores e clientes (Coordination and Collaboration of Channelpartners). Consequentemente, a GCS pode ser definida como, colocar produtos ou serviços certos nos lugares certos, e nas condições desejadas, dando ao mesmo tempo a melhor contribuição possível para a indústria, segundo Ballou (2006). Terceirização como estratégia competitiva Segundo Neto (1995), o termo terceirização, bastante em voga atualmente nos círculos empresariais, refere-se ao ato de transferir a responsabilidade por um determinado serviço ou operação/ fase de um processo de produção ou de comercialização, de uma empresa para outra(s), neste caso conhecida(s) como terceira(s). Nesta forma, a empresa contratante deixa de realizar alguma ou várias atividades cumpridas com seus próprios recursos (pessoal, instalações, equipamentos, etc.) e passa-as para empresa(s) contratada(s). Uma das maiores vantagens da terceirização inserida em um sistema logístico bem organizado é a focaliza-

7 Análise para aplicação da terceirização na logística como estratégia competitiva de uma empresa de distribuição 47 ção dos negócios da empresa na sua área de atuação, sendo que, um dos cuidados que se deve ter ao terceirizar é não atribuir serviços de terceirização às atividades fins da empresa. Em termos gerais, pode-se traçar um paralelo entre as vantagens e desvantagens da terceirização. É visível observar as vantagens da preferência de prestação de serviços por uma indústria. Como exemplo destaca-se, a diminuição dos desperdícios, redução das atividades meio, aumento da qualidade, ganhos de flexibilidade, aumento da especialização do serviço, aprimoramento do sistema de custeio, maior esforço de treinamento e desenvolvimento profissional; maior agilidade nas decisões, menor custo, maior lucratividade e crescimento, favorecimento da economia de mercado, otimização dos serviços, redução dos níveis hierárquicos, aumento da produtividade e competitividade, redução do quadro direto de empregados e diminuição da ociosidade das máquinas, maior poder de negociação, ampliação do mercado para as pequenas e médias empresas, possibilidade de crescimento sem grandes investimentos, economia de escala, diminuição do risco de obsolência das máquinas, durante a recessão. Nota-se que é um processo muito vantajoso para uma empresa, pois, fornece certos parâmetros otimizadores dentro dos processos da indústria. Por outro lado, a terceirização também apresenta riscos onde as atividades são reduzidas e há possibilidade de desemprego e não absorção da mão de obra na mesma proporção e ainda tem custo das demissões. Não obstante, observam-se as seguidas desvantagens da terceirização apresentadas por Giosa (1994) como destaque as desvantagens onde a empresa pode correr risco de desemprego e não absorção da mão de obra na mesma proporção; resistências e conservadorismo; risco de coordenação dos contratos; falta de parâmetros de custos internos; demissões na fase inicial; custo de demissões; dificuldade de encontrar a parceria ideal; falta de cuidado na escolha dos fornecedores; aumento do risco a ser administrado; conflito com os sindicatos; mudanças na estrutura do poder; aumento da dependência de terceiros; perca do vínculo para com o empregado; desconhecimento da legislação trabalhista; dificuldade de aproveitamento dos empregados já treinados e perda da identidade cultural da empresa, em longo prazo por parte dos funcionários. O desemprego como consequência terceirização reflete uma realidade da qual nem sempre se pode escapar, e também, refletem uma característica própria de nossa cultura que é uma situação que, às vezes, acaba tornando-se difícil de contornar. Segundo Soares e Abrahão (2007) a elevada participação dos custos logísticos no faturamento fez com que muitas empresas buscassem, na terceirização dos serviços dessa área, oportunidades de redução de custos. Acompanha-se no Brasil a tendência tanto dos EUA como da Europa. Nesses locais, as empresas buscam também uma redução de custos logísticos ao terceirizarem suas atividades. Já na China, o principal motivador de terceirização seria melhorar o nível de serviço ao cliente. Para os chineses, a redução de custos aparece apenas em oitavo lugar, o que é compreensível, devido aos baixos custos envolvidos em suas operações. A terceirização tem como uma das características genéricas a focalização da produção em busca do aumento da produtividade e da qualidade como fatores diferenciais para a competitividade.

8 DUARTE, A. L. B. et al 48 Entretanto, a redução dos custos de produção por meio de sua transformação em custos variáveis é tão expressiva que, em grande parte dos processos, acaba se transformando - ou transparece ser - o principal objetivo da terceirização como se pode observar na figura 3: Figura 3. Ênfase do Modelo da Terceirização. Fonte: Dieese (2007). Metodologia aplicada O estudo de caso foi elaborado a partir da coleta de dados formatada a partir de um questionário, onde as perguntas foram contextualizadas ao longo de estudos realizados sobre logística e cadeia de suprimentos, com conceitos voltados para a terceirização. A visita técnica para a aplicação do questionário foi em um centro de distribuição, localizado na zona norte da cidade de Teófilo Otoni - MG. A indústria atualmente é referência na atividade de centro de distribuição mercado. Segundo a colaboradora que auxiliou na aplicação do questionário, a indústria foi fundada em 1964 e atuava no ramo de cerealista, porém com o passar dos anos e consequentemente acompanhando as tendências de mercado, alterou sua atividade para o ramo de distribuidor. Atualmente possui cerca de cem colaboradores presentes em único centro de distribuição. O questionário qualitativo foi desenvolvido para identificar as dificuldades encontradas na aplicação da Terceirização dentro de um processo logístico, bem como avaliar por meio das perguntas-chave, a situação em que a empresa se encontra diante da necessidade de se aplicar a terceirização dentro de suas atividades de meio (Transporte e Armazenagem). São estas as perguntas 05, 06, 18 e 21, como as mais relevantes para a análise teórica da problemática que a empresa enfrenta para o desenvolvimento da atividade terceirizada dentro do ramo logístico.

9 Análise para aplicação da terceirização na logística como estratégia competitiva de uma empresa de distribuição 49 Resultados e Discussão O entrevistado apresentava pleno conhecimento de logística, como pode ser observado na resposta da pergunta 05, onde o mesmo definiu o processo logístico da empresa como: a movimentação da mercadoria no processo que vai desde o recebimento até a expedição, assim como a entrega e devolução dentre outros atributos no decorrer da cadeira. Assim como, paralelamente, o entrevistado soube definir a cadeia de suprimentos da empresa na questão seguinte do questionário, como: A integração de vários processos visando à movimentação de mercadoria de bens de matéria-prima, desde a entrega de uma ordem de pedido até a sua entrega (Distribuição). De acordo com a resposta da pergunta 18 do questionário, em que se questionavam os serviços logísticos que já foram ou ainda terceirizados pela empresa, o entrevistado respondeu que ainda está em fase de levantamento de dados e que futuramente haverá estudo de terceirização da frota. No entanto, as dificuldades na gestão dos serviços terceirizados na logística, como no caso do transporte, foram relatadas, de acordo com a pergunta 21: ainda faltam empresas especializadas na prestação de serviço dentro dos padrões exigidos de um distribuidor na região de atuação da empresa. Não é recomendado que a terceirização ocorresse sobre condições adversas que prejudicam a parceria, pois o não comprometimento gerencial do setor terceirizado pode acarretar uma série de problemas cruciais para qualquer empresa que solicite este serviço. Por isso, se faz necessário ao terceirizar alguma atividade, agregar valor à empresa e ao processo, consolidando uma parceria estratégica competitiva. Conclusão Este artigo tem como objetivo apresentar as principais dificuldades diagnosticadas dentro dos processos de terceirização da logística, a partir da aplicação de um questionário qualitativo sobre o tema a uma empresa do ramo de distribuição, localizada na região do Vale do Mucuri na cidade de Teófilo Otoni/MG. Segundo os dados coletados, é notória a dificuldade encontrada para aplicação da terceirização, que mesmo se encontrando em fase de levantamento de dados, o setor de transporte (frota) da indústria sofre um grande entrave, que é a falta de empresas especializadas na prestação de serviços que se encaixam com os padrões exigidos de um centro de distribuição na região local.

10 DUARTE, A. L. B. et al 50 REFERÊNCIAS ABRAHÃO, Fábio; SOARES, Nilton. Estratégia de terceirização de serviços de transporte - Parte 1, Disponível em: <http://www2.coppead.ufrj.br>. Acesso em: 09 abr BALLOU, Ronald H. - Gerenciamento da cadeia de suprimentos/logística empresarial - 5. ed. Porto Alegre: Bookman, BARTHOLO, R. J. Os Labirintos do silêncio: cosmovisão e tecnologia na modernidade. Rio de BLUMENSCHEIN, R. N. A sustentabilidade na cadeia produtiva da Indústria da construção. São Paulo. Tese de doutorado. p. 10, BOWERSOX, Donald J. - Logística Empresarial: o processo de integração da cadeia de suprimento - 1. ed. São Paulo: Atlas, CAPRA, F. As conexões ocultas. São Paulo: Editora Cultrix p. CHERQUES, Hermano Roberto Thiry; Responsabilidade moral e identidade empresarial. Janeiro; Revista de Administração Contemporânea RAC, vol. 7, edição especial, CORREA, Lindanalva da V. P, et al. Responsabilidade social: voluntariado na Alumar gestão da participação cidadã. Monografia de conclusão de curso (graduação em administração, habilitação em análise de sistemas). São Luís: FAMA, GIOSA, Lívio A. Terceirização: Uma Abordagem Estratégica. Livraria Pioneira Editora, Janeiro: Editora Marco Zero/Coppe/UFRJ, MANAGEMENT, Council of Logistics. Disponível em: <http://www.clm1.org/mission.html>. Acesso em 12 abr MELO NETO, Francisco Paulo de; FROES, César. Responsabilidade social e cidadania empresarial: a administração do terceiro setor. 2. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, IBAMA, CONSÓRCIO CDS/UnB ABIPTI. Ciência e tecnologia para desenvolvimento sustentável: subsídios à elaboração da Agenda 21 Brasileira. NETO, João Amato. Reestruturação Industrial, Terceirização e Redes de Subcontratação. Revista de Administração de Empresas. São Paulo, v. 35, n. 2, p Mar. /Abr PETERAF, Margaret A., The Cornerstones of Competitive Advantage: A Resource-Based View, Strategic Management Journal, v.14 p , 199. PICS. The Contractors Choice Disponível em: <http://www.picsauditing.com/2012/09/supply-chain -management-and-the-technology-it-uses/>. Acesso em: 08 abr PIRES, S. R. I. Gestão da cadeia de suprimentos e o modelo de consórcio modular, p. 1,1998. PROJETO BRA/94/016. Brasília, SACC-DIEESE. Sistema de Acompanhamento de Contratações Coletivas. O processo de terceirização e seus efeitos sobre os trabalhadores no Brasil, p. 5, 2007.

11 Análise para aplicação da terceirização na logística como estratégia competitiva de uma empresa de distribuição 51 Anexo A Questionário Qualitativo 1. Qual o ramo de atividade desta empresa? 2. Quando a empresa foi fundada? 3. Qual é o histórico da empresa? 4. Regionalmente ou até mesmo nacionalmente, quantas filiais existem nesta empresa? 5. Como é o processo logístico da empresa? 6. Como funciona a cadeia de suprimentos dentro da empresa? 7. Quais são os problemas encontrados na gestão da cadeia de suprimentos? 8. Quais os gargalos, ou seja, as falhas existentes nos componentes da cadeia de suprimentos? 9. Quais são os contatos ou empresas que se correlacionam com a cadeia de suprimentos da empresa? 10. Como a logística e a gestão da cadeia de suprimento influenciam no processo produtivo? E como é realizada a gestão e o funcionamento do processo produtivo? Cite pontos positivos e negativos. 11. Existe prática ou gestão de algum carrossel automatizado ou semi-automatizado?

12 DUARTE, A. L. B. et al Os fabricantes de matéria-prima proporcionam facilidades de negociações? Como? 18. Quais os serviços de logística já foram ou ainda são terceirizados pela empresa? 19. Quanto aos serviços que já foram terceirizados, quais os motivos? 20. Quais os benefícios da terceirização obtida pela empresa? 21. Explique quais são as principais dificuldades na gestão dos serviços terceirizados da logística?

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