Corrida às pensões no Estado obriga a Orçamento rectificativo

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1 PUB SÁBADO, 21 DE NOVEMBRO 2009 Nº 1193 PREÇO (IVA INCLUÍDO): CONTINENTE 2,50 EUROS DIRECTOR ANTÓNIO COSTA DIRECTOR EXECUTIVO BRUNO PROENÇA DIRECTORA-ADJUNTA CATARINA CARVALHO SUBDIRECTORES FRANCISCO FERREIRA DA SILVA E PEDRO SOUSA CARVALHO Figo na África do Sul O ex-jogador que vai dar corpo à campanha da Woolworths sul-africana nega ter sido pago para apoiar Sócrates. P46 O Económico, a FNAC e a EMI oferecem hoje um vale de desconto na compra do novo disco de Norah Jones. OUTLOOK, P29 Corrida às pensões no Estado obriga a Orçamento rectificativo A subida inesperada das reformas na Função Pública no final de 2008 pesou nas contas da Caixa Geral de Aposentações. A corrida dos funcionários públicos às pensões obrigou o Governo a reforçar as verbas da Caixa Geral de Aposentações (CGA). Esta é mais uma razão que forçará o Executivo a apresentar um Orçamento rectificativo nos próximos dias. Parte dos 600 milhões que o Governo poupou em despesas com juros serão usados para tapar a derrapagem dos gastos com pensões. É que, em Novembro e Dezembro de 2008, registou-se um afluxo extraordinário de pedidos de aposentação, explicou o Ministério. P6 A 8 Os dados da execução orçamental de Outubro revelam uma quebra de 14,8% das receitas fiscais. Augusto Brázio PUB Henrique Granadeiro, chairman da PT. O país está doenteemuito afectado do ponto de vista moral Henrique Granadeiro, chairman da Portugal Telecom, diz em entrevista que o país não tem uma resposta coerente para sair da crise. OUTLOOK A Portugal Telecom tem um plano muito bem definido, estamos com metas de ter 100 milhões de clientes. Nunca se ouviu uma palavra de apoio do Presidente da República às medidas do Governo. E ainda No dia em que o Outlook faz um ano, saiba por que as grandes invenções já foram consideradas ideias loucas + António Costa Pinto e Viriato Soromenho Marques reflectem se Bin Laden é o homem da década + Será a crise uma destruição criativa? + Fiat Lux - a crónica de João Lobo Antunes Colaboração de Oliveira Costa deve ditar a sua libertação O Ministério Público já formalizou as acusações ao ex-banqueiro. P38 Últimas escutas a Sócrates são criminalmente irrelevantes O PGR anuncia hoje o destino a dar às escutas com Armando Vara. P20 Concorrência chumba compra da Groundforce pela TAP O regulador vai obrigar a TAP a vender a sua empresa de handling. P48 DINAMIZE O SEU NEGÓCIO 0-38 PÁGINAS EM 60 SEGUNDOS Para saber mais, visite

2 2 Económico Weekend Sábado 21 Novembro 2009 A NÃO PERDER SOCIEDADE ABERTA Raul Vaz Jornalista Wolfgang Münchau Editor associado do Financial Times Imposto negativo arrisca impacto nos salários baixos O Governo PS promete criar uma prestação social para as famílias trabalhadoras, com filhos, que vivem abaixo do limiar da pobreza: o conceito é virtuosos, mas também pode trazer subversões. ECONOMIA - P12 Últimas escutas a Sócrates consideradas criminalmente irrelevantes Pinto Monteiro deverá anunciar hoje que não há indícios criminais nas últimas cinco escutas telefónicas extraídas do processo Face Oculta, envolvendo o primeiro-ministro e que foram enviadas para a procudoriageral da república. POLÍTICA - P20 A 21 Martifer já factura 130 milhões a fabricar painéis solares O ritmo é alucinante. A cada dois minutos chega ao final da linha de produção da fábrica da Martifer Solar um painel fotovoltaico. Uma cadência que em breve será reduzida para um minuto com o reforço da actual produção. EMPRESAS - P30 A 31 Ampla colaboração de Oliveira Costa deve ditar a sua liberdade Um ano depois de ter sido preso, Oliveira Costa deverá ser notificado até segundafeira do despacho final do Ministério Público, que teve de concluir até hoje a acusação antes de expirar o prazo limite para o ex-banqueiro. FINANÇAS - P38 A 39 Luís Figo dá cor e carisma a marca de retalho sul-africana Já vestiu camisolas verdes, vermelhas, brancaseazuis.hojevesteacamisolada Woolworths, a cadeia de lojas sul-africana depois do convite para ser o protagonista da nova campanha publicitária da marca. PUBLICIDADE & MEDIA - P46 A 47 Como Paulo Bento? O Governo conclui que o Estado precisa urgentemente de 4,9 mil milhões de euros e, como pessoa de bem, pede autorização para se endividar. Trocado por miúdos, é assim: agora sim, estamos de tanga. Antes de ser da economia, a questão é política. Imaginese que a rectificação (expressão que o Governo rejeita) é chumbada no Parlamento o que obviamente levaria o país ao registo da demência terminal. Mas, por momentos, entremos no espaço ficcional, seguindo a argumentação do ministro: caso a pretensão fosse chumbada, todas as áreas de acção [executiva] ficam prejudicadas, incluindo as que têm a ver com o combate à crise. Todas, sublinhe-se. Quer dizer que o país ficaria, política, económica e socialmente, paralisado, estado que poderia atingir é possível deduzir os meios e o modo de sustentação do núcleo familiar, particularmente aquele que depende directamente do Estado. Estamos a pouco mais de um mês do fim do ano, tempo de salários suplementares e outras despesas sociais. Será que quando responsavelmente a oposição pedir explicações sobre a necessidade desta verba adicional o Governo esgrime bandeiras como o décimo terceiro mês? Se assim for, recuamos ao começo dos anos 80, agora sem a mão do FMI. E que mão temos? Deve-se exigir, no plano político, responsabilidades à cadeia de comando que chega naturalmenteaopresidentedarepública. Cavaco Silva que quer que este seja o tempo de o Parlamento exercer a sua nobre função de fiscalização sabe que o seu perfil, aquele que foi interiorizado pelos portugueses e provavelmente lhe valeu a eleição, se coaduna com o género do problema. Ou seja: o Presidente é visto como artífice da solução, facto que, responsabilizando-o em termos de expectativa, facilita a intervenção presidencial. O Estado precisa urgentemente de 4,9 mil milhões de euros. Trocado por miúdos, é assim: agora sim, estamos de tanga. Não sendo expectável que a corda parta em Belém, o quadro macroeconómico vamos na terceira revisão anual do défice, no segundo rectificativo e, sobretudo, num buraco sem fundo no endividamento responsabiliza indiscutivelmente o ministro das Finanças. Fernando Teixeira dos Santos fez um caminho ascendente, afirmando-se como um trunfo político no governo Sócrates. Poderá sempre argumentar que a crise internacional lhe tramou a receita e condicionou o plano. Mas seria uma pena que acabasse como Paulo Bento, sentindo queoerroseresumiaaotempodesaída. O que falta à Europa, diz-se com sentido, são lideranças fortes. É evidente que esta ideia conduziu a um resultado: Herman Van Rompuy e Catherine Ashton, figuras de dimensão planetária, são as escolhas dos 27 chefes para a cúpula dirigente da União. Os fracos temem sempre quem lhes possa fazer sombra. Expondo-lhes fragilidades. AFRASE Não criticamos a procura de compromissos..criticamos o conteúdo do acordo. Paulo Portas -presidente do CDS-PP Foi desta forma que o líder do CDS-PP reagiu ao acordo entre o PS e PSD relativo aos 30 dias dados pelos sociais democratas para o Governo chegar a um modelo de avaliação com os professores. POLÍTICA - P24 Casamento de conveniência Um fotógrafo cometeu a proeza de registar o mais fugaz dos momentos, pleno de simbolismo histórico, nas comemorações do armistício de 11 de Novembro em Paris: Angela Merkel e Nicolas Sarkozy de mãos dadas. Seria fácil criticar a forma ostensiva como exibiram a amizade franco-alemã quando se sabe que as relações entre ambos nos últimos dois anos e meio foram tudo menos cor-de-rosa. Confesso que sou daqueles que considera o simbolismo algo de extremamente importante, até porque pode inaugurar um novo período de cooperação entre os dois países. NãoseráareediçãodaamizadeentreHelmutKohleFrançois Mitterrand. No entanto, uma análise racional das opções políticas dos dois líderes leva-nos a concluir que é do seu interesse adoptarem, não uma entente cordiale, mas uma entente stratégique. Por três razões. A primeira, e a mais importante, pelo vazio de liderança no resto da Europa. A Comissão Europeia há muito que deixou de assegurar uma liderança eficaz. Herman van Rompuy, recém nomeado presidente do Conselho Europeu terá, sem dúvida, menos visibilidade do que Merkel e Sarkozy. E no que respeita aos líderes dos restante países grandes da Europa Reino Unido, Itália e Espanha -, não constituem alternativa. O recém nomeado presidente do Conselho Europeu terá menos visibilidade do que Merkel e Sarkozy. A segunda razão prende-se com o facto dos dois países terem mais em comum do que à primeira vista pode parecer. As suas economias são estruturalmente diferentes, porém, menos do que se diz. A visão política poderá também ser distinta, mas Merkel e Sarkozy terão, mais tarde ou mais cedo, de acordar uma estratégia orçamental credível para evitarem pressões que possam comprometer a moeda única. A terceira razão remete para a permanência no poder. Se ambos vencerem as próximas eleições, as relações bilaterais manter-se-ão por mais oito anos. Nem um nem outro deixará a sua inimizade pessoal interferir no processo de cooperação. Isto não significa que passarão a concordar com tudo aquilo que discordaram até aqui. Mas há pontos em comum como a visão sobre o futuro do capitalismo. Consideram-se liberais no respectivo contexto nacional, embora críticos da variante anglo-saxónica. Juntos, os dois países serão, talvez, as únicas potências na zona euro. Os interesses franceses e alemães raramente foram coincidentes nas décadas de 70, 80 e 90. O valor da sua relação residia na capacidade pontual de se unirem quando isso podia fazer a diferença. Se assim não fosse não teria havido sistema monetário europeu nos anos 70 nem tratado de Maastricht e moeda única nos anos 90. A amizade franco-alemã é vista actualmente como necessária, importante e desejável, mormente pelos cidadãos dos dois países. O contrário poderia levantar dúvidas sobre a coesãodazonaeuroalongoprazo. À laia de conclusão, cito o desejo expresso por Angela Merkel em Paris: Os nossos países precisam de melhorar a sua relação. Já não era sem tempo. Tradução de Ana Pina O NÚMERO MW O parque eólico Weadow Lake, em White Country, da EDP Renováveis será o maior dos EUA com mais de MW. Para já, está concluída a primeira parte do projecto, que garante 200 MW de energia geradas por 121 turbinas de vento e que dá para fornecer 60 mil casa. EMPRESAS 32

3 Sábado 21 Novembro 2009 Weekend Económico 3 EDITORIAL Daniel Proença de Carvalho Advogado Agentes da lei fora da lei? PUB Tinhaparacomigoassumidoocompromisso de resistir à tentação de expressar publicamente o que penso sobre o episódio das escutas em que interveio o primeiro-ministro; patrocinando eu como advogado o eng. José Sócrates em processos por ele instaurados por abuso de liberdade de imprensa, e nunca tendo comentado publicamente esses casos, entendi, até hoje, manter essa postura de prudente reserva. Quebro-a hoje, escrevendo o que penso sobre o episódio das escutas, obviamente sem o conhecimento e mesmo à revelia do primeiro-ministro, e tendo consciência dos riscos que corro. Acreditem ou não, faço-o por imperativo de consciência, como jurista ecidadãoqueseorgulhadesempre,desde muito jovem, antes e depois do 25 de Abril, ter lutado pela democracia, pelo respeito dos direitos humanos e pelo Estado de Direito. Faço-o porque não me é mais possível silenciar o desgosto com que assisto à total descredibilização do sistema de justiça que vem de longe pelo veneno da política que nele se instalou e que está a conduzir à sua italianização, com resultados devastadores para o nosso futuro. A verdade é que a polícia, o Ministério Público e o juiz de Instrução que participaram na intercepção, gravação e transcrição das escutas em que interveio o primeiro-ministro, agiram e continuam a agir na violação reiterada da Lei e contra os princípios do Estado de Direito. Deixemo-nos de rodriguinhos jurídicos com que alguns juristas disfarçam a sua militância política, citando a Lei: Compete ao Presidente do Supremo Tribunal de Justiça autorizar a intercepção, a gravação e a transcrição de conversações ou comunicações em que intervenham o Presidente da República, o presidente da Assembleia da República ou o primeiro-ministro e determinar a respectiva destruição (artigo 11º do Código de Processo Penal) Qualquer cidadão dotado de literacia mediana não terá dúvidas quanto ao sentido da lei,tãoclaraéasuaexpressão:nãoéapenasa colocação em escuta dos telefones dos titulares dos órgãos de soberania visados na lei que exige autorização do presidente do STJ. Essa autorização é exigida quanto à intercepção, gravação e transcrição de conversas em que intervenham o Presidente da República, o presidente da Assembleia da República e o primeiro-ministro. E não se pense que só estes titulares de órgãos de soberania estão sujeitos a regras especiais. Estão-no também os próprios magistrados. Resulta, portanto, da Lei, que logo que uma conversa em que intervenha o primeiro-ministro seja interceptada, não pode a mesma ser mantida, sendo proibida a sua transcrição, sem autorização do presidente do Supremo. Sendo também este magistrado o único competente para apreciar em definitivo se a conversa contém prova de crime imputável ao primeiro-ministro. Ora, as autoridades que dirigem o Inquérito, usurpando a competência do presidente do Supremo, permitiram-se manter em seu poder escutas em que interveio o primeiro-ministro, durante vários meses, continuando a gravá-las, sem o consentimento da autoridade competente. A lei é também clara ao considerar como crime a intercepção, gravação ou mera tomada de conhecimento do conteúdo de conversas telefónicas sem consentimento. (artº 194º Nº 2 do Código Penal). Tardeeamáshoras,asescutaschegaramao PGR e ao presidente do Supremo; ambos consideraram que não existem indícios de crime e o segundo considerou-as nulas e ordenou a sua destruição. Ao que diz a comunicação social, a ordem do presidente do Supremo continua por cumprir. Não é isto a subversão do Estado de Direito? Polícias, agentes do M.P. e um juiz que actuam contra a lei e não cumprem uma decisãodopresidentedosupremo? O sistema de justiça afundase no lamaçal arrastando naenxurradaajápouca credibilidade do regime. É claro que a prática destas ilegalidades conduziu a outro crime que diariamente é praticado na mais absoluta impunidade: o crime de violação do segredo de justiça. Os jornalistas cúmplices neste tipo de criminalidade já divulgaram alegados tópicos das conversas criminosamente guardadas e não tardará que apareçam as suas transcrições, obviamente por motivos de ordem política. O sistema de justiça afunda-se neste lamaçal arrastando na enxurrada a já pouca credibilidade do regime. Isto foi possível em resultado da opacidade do sistema de justiça. Todos nós conhecemos os actores políticos, os seus percursos, as ideias que professam, os seus comportamentos políticos; e, muito importante, exercem o poder com base no voto popular, que é a regra da democracia. Que sabemos nós dos detentores do poder judiciário? Por onde andaram, que ideias políticas professam? E a pergunta fatal: qual a raiz do seu poder soberano? Com que legitimidade o exercem? Esta é a questão crucial com que, mais dia, menos dia, teremos de confrontar-nos. Novo Orçamento rectifica ou redistribui? O Governo vai apresentar nos próximos dias um novo Orçamento rectificativo à Assembleia da República para fazer face ao aumento do défice orçamental. O ministro das Finanças vai pedir um aumento do tecto de endividamento do Estado em 4,9 mil milhões de euros. Teixeira dos Santos justifica esta alteração com a derrapagem na receita, ou seja na cobrança fiscal, cuja quebra estima em 13,2% no final do ano. Com efeito, até final de Outubro, as receitas fiscais caíram 14,8%, menos 4,288 milhões que em igual período do ano passado. A insuficiência de receitas obriga o Executivo a recorrer a outras fontes de financiamento para manter em funcionamento a máquina do Estado e para financiar as políticas sociais e económicas que promove. Se o Orçamento rectificativo for aprovado, o endividamento aumentará dos actuais 10,1 mil milhões para 15 mil milhões. O aumento da dívida significa também um aumento do défice que deverá subir dos 5,9% do PIB previstos pelo Governo em Maio para perto dos 8%. Mas, os partidos da oposição vão querer uma explicação completa desta alteração do nível de endividamento, bem como a respectiva justificação e base de análise. Para já fica a polémica da classificação do novo Orçamento. A oposição chama-lhe rectificativo, mas o Governo teima em rotulá-lo como redistributivo, porque transfere os 4,9 mil milhões da autorização de endividamento para as garantias à banca. O problema é que os 20 mil milhões para a banca só seriam dívida se os bancos recorressem às garantias e, neste caso, a autorização de endividamento deverá ser quase totalmente consumida. Reprivatização do BPN O Governo anunciou na quinta-feira a reprivatização do BPN. A oposição criticou de imediato o que considera um custo excessivo desta operação. Por isso, PCP e Bloco de Esquerda exigiram já a presença do ministro Teixeira dos Santos no Parlamento para explicar, entre outras coisas, qual é verdadeira dimensão do buraco financeiro do BPN. Só que o Governo quer vender o banco e os seus activos para atenuar as responsabilidades públicas. Ainda são conhecidos poucos pormenores da operação. Sabe-se apenas que 95% do capital será vendido através de concurso público reservado a bancos ou seguradoras. Sabe-se também que o comprador não poderá vender a maioria do capital (51%) durante cinco anos. A notícia da reprivatização é boa, falta saber se o produto da venda dos activos do BPN vai chegar para cobrir o buraco. Amelhor notícia da semana ANTÓNIO COSTA Director Numa semana em que o Governo reviu em alta o défice público para um valor em torno dos 8% e anunciou a necessidade de um orçamento rectificativo, o que corresponde, de uma maneira ou de outra, qualquer que seja o nome que lhe queiram dar, a uma desordem das contas públicas, é difícil escolher a melhor notícia da semana. Mas ela existe: a Autoeuropa precisa de recuperar o tempo perdido nos últimos meses à conta das paragens em situação de lay-off. E precisa de trabalhar mais. Ainda há meia dúzia de meses, estava em causa a deslocalização da fábricadavwdepalmela,porforçada crise internacional e por razões de ordem interna à própria fábrica e ao país que ameaçavam a capacidade competitiva face a outras unidades da empresa em outros países. Esta semana, o Diário Económico revelou que a administração da VW quer avançar com a semana de seis dias de trabalho. É mau?não.ébom.eébomquetodos os envolvidos, trabalhadores incluídos, percebam o desafio que está aqui em causa. E, é claro, a empresa deve estar preparada para partilhar com os seus quadros e trabalhadores os novos ganhos deste novo fôlego. O exemplo da Autoeuropa já foi utilizado até à exaustão, mas também porque é mesmo um dos bons exemplos do país, que produz bens de exportação que acrescentam valor. É, obviamente, um sector em transformação ebastaveroqueestáasuceder às construturas norte-americanas -, que pode ser protagonizado também aqui, em Palmela. A proposta da semana de seis dias visa compensar os períodos de paragem forçada realizados desde o início deste ano, porque o mercado internacional está a procurar mais carros produzidos por esta fábrica. Os trabalhadores não podem ser prejudicados, mas isso não pode corresponder simplesmente a uma rejeição desta proposta. Deve corresponder, antes, à necessidade de negociarem o melhor acordo possível, para si próprios e para a VW.

4 4 Económico Weekend Sábado 21 Novembro 2009 OPINIÃO O que Obama devia ter dito ao presidente chinês MARTIN WOLF Colunista do Financial Times Na terça-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, e o presidente da República Popular da China, Hu Jintao, mantiveram um encontro privado. A agenda foi longa, abarcando desde a economia mundial às alterações climáticas e à não proliferação de armas nucleares. As duas últimas são as mais importantes a longo prazo, no entanto, a primeira é a mais urgente. Se não alcançarmos uma retoma económica robusta, a esperança numa relação colaborativa será totalmente vã. Porém, essa retoma está longe de garantida. Pior. Uma retoma robusta é cada vez mais improvável devido a certas circunstâncias do presente, como a decisão de Pequim de acompanhar a desvalorização do dólar. O encontro dos dois líderes foi, pois, uma oportunidade para Obama dizer ao seu homólogo algumas duras verdades. Espero que tenhacolocadoodedonaferidanosseguintes aspectos após ponderado briefing com o seu staff. Sr. Presidente, tal como já referi na minha visita ao Japão, os EUA não pretendem limitar a China nem desejam que uma relação mais profunda entre os dois países contribua para o enfraquecimento das nossas alianças bilaterais. Pelo contrário, a emergência de umachinaforteeprósperaseráumpilarde solidez para a comunidade das nações. No futuro, os nossos dois países serão os protagonistas no palco mundial. Devemos aproximar os nossos desafios num espírito de cooperação e compromisso. Infelizmente, isso não acontece no que respeita às vossas políticas cambiais. As autoridades chinesas mostraram-se, compreensivelmente, preocupadas com as políticas orçamental e monetária dos EUA. Mais recentemente, Liu Mingkang, presidente da autoridade de regulação bancária, afirmou que o dólar fraco e as taxas de juro baixas serviram de incentivo ao carry trade que, por sua vez, exerceu forte impacto nos preços globais dos activos. Altos dignitários chineses também se queixaram dos nossos défices orçamentais elevados, além de se mostraram preocupados com a segurança dos investimentos chineses em obrigações do Tesouro americano. Partilho destas mesmas preocupações, no entanto, as actuais políticas monetárias e orçamentais têm razão de ser: há um ano estávamos à beira do abismo. Mesmo hoje, a retoma é demasiado frágil para podermos reduzir os níveis intoleráveis de desemprego. A Reserva Federal (Fed) e a minha administração, ao serem confrontadas com estes riscos, agiram no sentido de sustentar a procura. Mas reconheço que aqueles que afirmaram que o nosso pacote de estímulo seria insuficiente tinham razão. A crise que enfrentamos tem uma explicação muito simples: a crise financeira que herdámos deu origem, nos EUA, a uma forte quebra no consumo privado e a um aumento significativo da poupança privada. Segundo pude apurar, nos EUA, o saldo entre o rendimentoprivadoeadespesapassou,entreo quarto trimestre de 2007 e o segundo trimestre de 2009, de um défice de 2,1% do PIB para um excedente de 6,2% - um movimento no sentido de uma nova frugalidade: 8,3% do PIB. O colapso da nossa posição orçamental reflecte, pois, esta mudança no saldo entre o rendimentoprivadoeadespesa.oalívio quantitativo levado a cabo pela Fed deve igualmente ser enquadrado neste contexto. Sou presidente dos EUA. Não vou sujeitar a nossa economia a uma depressão para proteger o valor das poupanças chinesas. Ninguém nos EUA vos pediu para intervirem em larga escala nos mercados monetários nem para acumularem reservas elevadíssimas em moeda estrangeira, mais concretamente 2,275 mil milhões de dólares, até finais de Setembro de 2009, grande parte das quais em moeda americana. A política que a China aparentemente nos recomenda seguir jamais poderia dar resultado nos termos em que foi formulada. Vamos supor que a Fed suspendia o alívio quantitativo e aumentava as taxas de juro para fortalecer o dólar, e que a administração decidia restringir a política orçamental. A economia mergulharia de novo numa crise e os défices orçamentais voltariam a agravar-se significativamente. O director-geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, referiu em Pequim que o aumento da procura interna na China e das poupanças nos EUA ajudaria a reequilibrar a procura mundial e a garantir uma economia global mais robusta para todos. Reconheço que a China desempenhou um papel inestimável ao estimular a procura interna que, por sua vez, facilitou os necessários ajustamentos globais. O FMI prevê uma forte descida no excedente da balança de transacções correntes da China ainda este ano. Infelizmente, poderá ser apenas temporária. Primeiro, o vosso pacote de estímulo fortemente dependente da expansão massiva do crédito afigura-se insustentável. Segundo, a quebra no excedente da balança comercial chinesa resulta, em grande parte, do colapso no comércio mundial induzido pela crise. Terceiro, e mais importante, a China decidiu-se pela desvalorização do yuan acompanhando a queda do dólar. Num contexto de fraca procura global, esta é uma política beggar thy neighbour, ou seja, uma tentativa de empobrecer o vizinho. Queixam-se das medidas proteccionistas que tenho implementado, porém, o seu impacto será seguramente menor quando comparado com o proteccionismo cambial Uma retoma robusta é cada vez mais improvável devido a certas circunstâncias, como a decisão de Pequim de acompanhar a desvalorização do dólar. A China, a manterse o rumo actual, poderá registar um excedente até 2020, face ao PIB mundial, maior do que o excedente combinado da Alemanha, Japão e países do Médio Oriente em chinês. Esta política vai transferir os custos do ajustamento para os parceiros comerciais da China. No entanto, e citando novamente Strauss-Kahn, uma moeda mais forte é parte integrante do pacote de reformas. A valorização do yuan e de outras moedas asiáticas ajudaria a aumentar o poder de compra e a percentagem do rendimento disponível das famílias, providenciando os incentivos certos para reorientar o investimento. Estou certo de que, no vosso entender, estas prelecções não têm qualquer significado. Talvez não compreendam o ritmo a que as democracias podem mudar de atitude, passando da mão aberta ao punho fechado. Se nos próximos dois anos, o vosso défice na ba-

5 Sábado 21 Novembro 2009 Weekend Económico 5 Jason Reed/Reuters YUAN CHINÊS Pequim decidou acompanhar a desvalorização do dólar. Índice ponderado do Paridade yuan-dólar comércio real - JP Morgan 6,5 7,0 7,5 8, , Fonte: Thomson Reuters Datastream; FMI; Baldwin and Taglioni 95 DESVALORIZAÇÃO DO YUAN* Face às moedas seleccionadas (%) Dólar neozelandês Dólar australiano Won sul-coreano 25.3 Rupia indonésia 21.7 Libra esterlina 17.2 Euro 15.7 Rupia indiana 10.7 Dólar de Singapura 10.4 Iene japonês 9.5 Ringuitt malaio 9 Baht tailandês 7.5 Peso filipino 3.8 Dólar 0.2 Fonte: Thomson Reuters Datastream; FMI; Baldwin and Taglioni * Desde o pico do dólar a 9 de Março de 2009 BALANÇA DE PAGAMENTOS, CHINA Milhares de milhões de dólares 400 Balança de transacções correntes IDE líquido Outros fluxos de capital** Reservas acumuladas Na viagem à China, o presidente Obama terá pressionado Pequim a valorizar a sua moeda, o yuan, e não excluiu tomar medidas de retaliação como o aumento dos direitos aduaneiros aos produtos chineses Fonte: Thomson Reuters Datastream; FMI; Baldwin and Taglioni. ** Inclui erros e omissões VARIAÇÕES TRIMESTRAIS NA BALANÇA COMERCIAL Milhares de milhões de dólares 09 A valorização do yuan e de outras moedas asiáticas ajudaria a aumentar o poder de compra e a percentagem do rendimento disponível das famílias. lança de transacções correntes disparasse e o nosso défice acompanhasse essa tendência, não poderíamos ignorar a situação. Isto é particularmente verdade quando analistas sóbrios e refiro-meaquiaosdagoldmansachs estimamque a China, a manter-se o rumo actual, poderá registar o maior excedente, face ao PIB mundial, até 2020 do que o excedente combinado da Alemanha, Japão e países do Médio Oriente em Ora, não temos assim tanto tempo. Se a economia americana se mantiver fraca e o desemprego elevado, e se, paralelamente, o nosso défice comercial disparar em particular o défice bilateral com a China a pressão para agirmos tornar-seia incontrolável. Numa circunstância como essa teria de ponderar medidas semelhantes às adoptadas por Richard Nixon em Para forçar a AlemanhaeoJapãoavalorizaremassuasmoedas,Nixon ameaçou taxar as importações em 10%. Por muito que o lamentasse, poderia ser obrigado a fazer o mesmo. Tal como poderia alegar que a oposição da China a ajustamentos nas taxas de câmbio atingira níveis intoleráveis. Os EUA têm o direito de se proteger contra esse tipo de mercantilismo. O sistema de comércio sofreria duramente, porém, a alternativa seria inaceitável. Será que Obama foi assim tão directo? Provavelmente não. Será que não deveria tê-lo sido? Já perdemos muito tempo a discutir as políticas cambiais da China. É tempo de agir. Exclusivo Financial Times Tradução de Ana Pina Previsões China Alemanha Japão Comércio externo UE 27 EUA 2011 Fonte: Thomson Reuters Datastream; FMI; Baldwin and Taglioni

6 6 Económico Weekend Sábado 21 Novembro 2009 DESTAQUE CONTAS PÚBLICAS Poupança nos juros serve para pagar corrida às pensões do Estado O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, deverá apresentar nos próximos dias um Orçamento rectificativo e um défice em torno dos8%dopib. O Ministério das Finanças justifica o erro no cálculo das verbas necessárias para a CGA pagar pensões com um afluxo extraordinário de pedidos no final de Margarida Peixoto A corrida dos funcionários públicos às pensões obrigou o Governo a reforçar as verbas da Caixa Geral de Aposentações (CGA), confirmou o Ministério das Finanças ao Económico. Esta é mais uma razão que obrigará o Executivo a apresentar um Orçamento rectificativo nos próximos dias. Parte dos 600 milhões de euros que o Governo poupou em despesas com juros serão usados para tapar a derrapagem dos gastos com pensões da CGA. É que, em Novembro e Dezembro do ano passado, registou-se um afluxo extraordinário de pedidos de aposentação, explicou o Ministério. Estes pedidos reflectem-se no número de pensionistas a receber uma reforma em 2009 que ascende a pessoas fazendo aumentar gastos do Estado. O Ministério lembrou que o Orçamento do Estado é elaborado em Setembro e apresentado até 15 de Outubro, razão pela qual, na altura, não terá sido acautelado um montante suficiente para pagar todas as pensões já existentes, mais aquelas que viriam a ser aprovadas ao longo deste ano. A corrida às pensões no final do ano passado deveu-se ao facto de a legislação ter previsto queoanode2008eraumano onde ainda não se aplicavam as regras mais restritivas, acrescentam ainda as Finanças. A diferença é que, no ano passado, a idade legal da reforma era de 61,5 anos, enquanto a partir de Janeiro de 2009 passou para os 62 anos. É certo que os funcionários públicos se podem reformar mesmo não tendo atingido a idade legal, mas por cada ano em falta sofrem uma penalização de 4,5% no valor final da pensão. Durante o ano de 2008 foi ainda introduzida outra regra que terá contribuído para o aumento dos pedidos de aposentação: os funcionários públicos passaram a poder reformar-se apenas com 33 anos de serviço, em vez de terem de esperar pelos 37,5 anos otempolegalestabelecido.o único contra é que não cumprir o ONDE SOBROU João Bilhim, presidente do ISCSP da Universidade Técnica, defende que o aumento do número de pensionistas eramaisdoque previsível. 600 milhões Afinal, a despesa com juros foi mais baixa do que o Executivo tinha previsto. Sobraram 600 milhões de euros. ONDE FALTOU É o número de novos aposentados da Função Pública este ano. Este valor ficou acima da expectativa do Governo, exigindo mais verbas. tempo legal implica também ter um corte no valor da pensão. Ainda assim, para quem estivesse na eminência de se reformar, poderia compensar, já que em 2009 o tempo de serviço exigido para a pensão completa subiu para 38 anos. Objectivo era facilitar saídas As regras foram criadas com um duplo objectivo: por um lado, aproximar progressivamente os requisitos exigidos no sector público aos do sector privado. Por outro, facilitar a saída dos funcionários públicos do activo, já que o Governo tinha assumido como meta da anterior legislatura uma redução de 75 mil trabalhadores do Estado. É por isso que João Bilhim, presidente do ISCSP e responsável pelo Programa de Restruturação da Administração do Estado (PRACE) não admite que o Governo possa ter sido apanhado de surpresa. O aumento do número de pedidos era mais do que previsível, defende. Este era o grande instrumento de redução do número de funcionários públicos, explica. Bilhim avança outra razão para a subestimação das despesas da CGA: Significa que o Orçamento do Estado deveria ter sido reforçado mais cedo e mostrar mais despesa há mais tempo. Uma exigência que a oposição não se cansou de repetir durante a campanha para as eleições legislativas. Até quinta-feira passada o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, negou sempre a necessidade de uma nova alteração à lei orçamental. Mas a pouco mais de um mês do final do ano o Executivo revelou que afinal precisava de redistribuir despesas. Além de aumentar as verbas da CGA, é preciso reforçar as verbas para a vacina da Gripe A e da dotação provisional. As quebras acentuadas nas receitas exigem ainda que o limite de endividamento para efeitos do défice seja alargado em 4,9 mil milhões de euros. Se a oposição não aprovar esta alteração orçamental, Teixeira dos Santos já garantiuqueaacçãodoestado fica paralisada. com D.F. RECTIFICAÇÃO À LEI Governo precisa que Parlamento autorize transacção de verbas Mesmo que as receitas não tivessem sofrido um trambolhão 13,2% face ao estimado no Relatório de Orientação da Política Orçamental ou que não fosse necessário aumentar os limites de endividamento do Estado para efeitos de défice, a subestimação das despesas da Caixa Geral de Aposentações com reformas dos funcionários públicos obrigaria sempre o Governo a aprovar uma alteração ao Orçamento do Estado na Assembleia da República. É que os montantes de despesa são aprovados para finalidades específicas, ficando o Governo obrigado a pedir a aprovação do Parlamento mesmo que não queira gastar mais e se trate apenas de passar verbas de um lado para o outro. M.P. DÉFICE HISTÓRICO O défice vai derrapar para um valor próximo dos 8% devido à queda mais acentuado do que o esperado da receita Fonte: Comissão Europeia * Projecções 2011* Receita fis Colecta de impostos piorou e despesa acelerou. Défice do Estado já vai nos milhões de euros. Pedro Romano O Orçamento do Estado (OE) está pressionado por quase todos os lados. A Execução Orçamental de Outubro, revelada ontem pela Direcção Geral do Orçamento (DGO), mostra que as despesas aceleraram e que a receita fiscal inverteu a tendência de melhoria registada nos últimos meses, recuando 14,8%. Contas feitas, o défice do subsector Estado disparou para milhões de euros, mais 2,5 mil milhões do que no mês anterior. Ainda antes de serem conhecidos estes números, o Governa-

7 Sábado 21 Novembro 2009 Weekend Económico 7 PONTOS-CHAVE A corrida às pensões no final de 2008 obrigou o Governo a reforçarasverbasdacga,eé uma das razões que obrigará o Executivo a apresentar um Orçamento rectificativo. As Mhghghk receitas dffiscais gdjkfhg do subsector sdfhglkhsdlfjgh Estadosdjfgh caíram 14,8% sjdfh gpara hsdfkjgh os 24,7 mil milhões de eurosnosprimeirosdezmesesdo ksdfjgsjdfhkgjh sdfjkgh ksjdfh ano, gkj shdfkjgh menos sdjkfhgk milhões jsdhfkgjh de euros skdfjgdo sdfg. que em AMhghghk despesadf está df gdjkfhg a crescer sdfhglkhsdlfjgh a 5,8%, mais 0,8sdjfgh pontos sjdfh percentuais g hsdfkjgh do que em Setembro. ksdfjgsjdfhkgjh Os gastos com investimento, sdfjkgh ksjdfh onde gkj se inclui shdfkjgh o esforço sdjkfhgk de combate à jsdhfkgjh crise explicam skdfjg parte sdfg. desta subida. Paulo figueiredo cal inverte recuperação a dois meses do fim do ano dor do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, alertou para o estado das contas públicas e frisou que será necessário tomar medidas do lado das receitas e do lado da procura. O governador admitiu que pessoalmente esperava um pouco menos em termos de projecção de défice, que deverá rondar os 8%, e acrescentando que não ficaria admirado se as previsões do Banco de Portugal sobre o défice, que serão lançadas em Dezembro, alinhassem com as da Comissão Europeia. Estes eram os dados que o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, disse estar à espera para anunciar a revisão em alta do défice orçamental. Teixeira dos Santos confirmou quinta-feira que o Executivo vai apresentar um novo Orçamento rectificativo a que chama redistributivo porque a quebra da receita fiscal foi superior ao esperado. Ora, nos dados da execução orçamentaldeoutubroodado maisreveladoréacolectadeimpostos. A receita fiscal tinha vindo a cair ao longo do ano, mas o Ministério das Finanças sempre disse que as quebras acabariam por ser amortecidas até ao final do ano, até por via da diluição do efeito da antecipação de reembolsos de IVA e IRS. A previsão O excedente da Segurança Social também está a diminuir e já ronda os 999 milhões de euros. concretizou-se até Setembro, quando o recuo acumulado atingiu os 13,4%, mas em Outubro voltaram as más notícias e a quebra voltou a ganhar dimensão. Por seu lado, a despesa está a crescer a 5,8%, mais 0,8 pontos percentuais do que em Setembro. Os gastos com investimento umarubricanaqualseincluio esforço de combate à crise, sem contar com os estabilizadores automáticos explicam uma boa parte desta subida mas as despesas correntes também estão a aumentar: 4,2%, mais 0,8 pontos percentuais face ao mês anterior. E o registo até poderia ser mais negativo se o pacote anticrise tivesse sido executado de forma mais rápida. Os dados, contudo, mostram que, a dois meses do fim do ano, apenas 46% dos valores previstos para o pacote foram de facto injectados na economia. O excedente da Segurança Social também está a diminuir e já ronda os 999 milhões de euros, menos dois milhões do que no mês anterior. Uma boa parte do buraco é resultado do subsídio de desemprego, cuja despesa está acrescera29%. Finalmente, a execução orçamental também revelou que a Administração Local apresentava, nos primeiros três trimestres do ano, um défice de 334 milhões de euros. Recorde-se que, na última comunicação a Bruxelas, o Governo previa que este subsector obtivesse um excedente de 41 milhões de euros (apesar de os dois valores não serem completamente comparáveis, por serem apurados em ópticas distintas). EXECUÇÃO Receita fiscal é a rubrica que maispesanaexecução. Rubrica Variação Despesa corrente 4,2% Despesa de capital 32,3% Receita fiscal -14,8% Sub. de desemprego 29,3% RSI 19,2% Contribuições da SS 0,3% Fonte: DGO

8 8 Económico Weekend Sábado 21 Novembro 2009 DESTAQUE CONTAS PÚBLICAS UMA SEMANA EM REVISTA Desemprego A taxa de desemprego atingiu os 9,8% no terceiro trimestre deste ano. Contas feitas, isto representa qualquer 547 mil desempregados em solo nacional. O aumento espantou muitos economistas, que esperavam um crescimento mais moderado da taxa de desemprego, e parece agora certo que o ao longo do ano de 2009 o ritmo será bastante superior à fasquia dos 9%. 9,8% Nova previsão do PIB O Banco de Portugal já tinha anunciado a intenção de rever as estimativas macroeconómicas para Na terça-feira, o organismo liderado por Vítor Constâncio, publicou os novos números, nos quais aponta para uma contracção do Produto Interno Bruto (PIB) em torno dos 2,7%, menos 0,8 pontos percentuais do que o avançado na última estimativa. A melhoria deve-se, sobretudo, a uma pequena melhoria do consumo privado e a uma queda relativamente menos profunda das exportações portuguesas. -2,7% Crescimento potencial A OCDE também reviu as previsões e, apesar de acreditar numa contracção em linha com os números do Banco de Portugal, lançou o alerta: o crescimento potencial da economia portuguesa ao longo da próxima década não vai ultrapassar os 1% ao ano. Pior entre as economias da organização só mesmo o Japão. Este desempenho é, sobretudo, resultado de uma produtividade fraca que não revela qualquer tendência para acelerar nos próximos anos e de uma taxa de desemprego que vai continuar relativamente elevada. Conclusão: entre 2010 e 2017, Portugal vai continuar a divergir da União Europeia e da zona euro. 1% Semana das surpresas Em cinco dias soube-se que o PIB vai cair menos do que o esperado em 2009, mas vai ficar em banho maria na próxima década. Desemprego e défice vão subir. Pedro Romano A semana que termina hoje devedeixarumsaboragridoce na boca dos analistas da economia nacional. De facto, em cinco dias úteis houve tempo para tudo: revisão em alta do défice, melhoria do consumo privado, novas previsões da OCDE e o crescimentodoendividamentoexterno. Contas feitas, a conclusão só pode ser uma: a economia nacional está melhor do que se esperaria há poucos meses, mas o futuro é mais negrodoqueoprevisto. A primeira boa notícia veio da parte do Banco de Portugal: o Produto Interno Bruto (PIB) vai afinal contrair bastante menos do que o esperado: apenas 2,7%. Na última previsão, relembre-se, o organismo liderado por Vítor Constâncio tinha apontado para uma recessão na casa dos 3,5%. O pior vem a seguir: apesar de Portugal ter um crescimento menos mau do que o resto da zona euro em 2009, a vantagem esbate-se em A partir de 2011, a economia nacional perde definitivamente o fôlego e, segundo a OCDE, vai divergir do resto da União Europeia pelo menos até Culpa de um mercado de trabalho estagnado e de um crescimento anémico da produtividade. O impacto nas contas públicaséóbvio:adívidapública, por exemplo, vai aproximar-se dos 100% do PIB em E em 2017 já terá mesmo ultrapassado esse valor, numa alturaemqueazonaeuro, pressionada pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento, já obrigará os parceiros europeus a alguma consolidação orçamental. Mas não é preciso esperar por2011paraverascontaspúblicas a soçobrar. Segundo o Governo, o défice orçamental deverá atingir já este ano um valor próximo de 8%, um valor que ainda não foi oficializado. Restaodesemprego.OINE divulgou os números e ficou a saber-se que no terceiro trimestre Portugal já tinha quase 550 mil desempregados, um valor que deverá subir até finaldoano. Défice orçamental O Governo anunciou finalmente a intenção de rever em alta o valor do défice orçamental para O valor de referência é 8%, conforme o número apontado por Bruxelas. O Diário Económico, contudo, sabe que o Governo vai tentar terminar o ano com um défice público ligeiramente mais baixo. 8% Endividamento externo O Banco de Portugal revelou que o endividamento do país junto do exterior - ou seja, o acumular sucessivo de défices externos - já atingiu os 105,2% do PIB no primeiro semestre deste ano. O aumento do endividamento do Estado explica praticamente metade do desequilíbrio entre activos e passivos sobre o exterior, o que pode ter impacto no rating não apenas da república mas também das empresas nacionais. 105,2% Consumo privado O indicador coincidente do consumo privado, calculado pelo Banco de Portugal, melhorou em Outubro, subindo pelo sexto mês consecutivo. Mais importante, já está em terreno positivo há dois meses, o que estará a ajudar a apoiar a economia, num momento em que a procura externa tarda em reanimar. Os próximos meses dirão se a tendência se vai manter. 1,5% Previsão para dívida pública Nos números da OCDE, a dívida pública portuguesa vai atingir os 97% do PIB já em 2011, como resultado de défices elevados e de um crescimento económico anémico. A situação deverá mesmo piorar até 2017, altura em que as responsabilidades do Estado junto dos credores vão ascender a 106% do PIB. Este desempenho terá, seguramente, consequências junto das agências de rating que vão penalizar a emissão de dívida portuguesa. 97% do PIB Actividade Económica O indicador de actividade económica, do Instituto Nacional de Estatística (INE), aumentou significativamente no terceiro trimestre de 2009, contrariando o forte movimento descendente que já se verificava desde o início do ano anterior. A evolução tem eco noutros indicadores, como a confiança dos consumidores ou indicador de clima económico. Este indicador não excluí, contudo, a possibilidade de a economia registar um abrandamento no quarto trimestre, tal como faz prever a estimativa de contracção de 2,7%, este ano, avançada pelo Banco de Portugal. -2,7%

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10 10 Económico Weekend Sábado 21 Novembro 2009 ECONOMIA Constâncio admitiu ontem estar a ponderar concorrer à vice-presidência do BCE. Constâncio entra na corrida à vice- Governador admite deixar o Banco de Portugal para ocupar o cargo de Lucas Papademos em Frankfurt, no final Luís Reis Pires Tem gerado controvérsia em Portugal devido aos casos de supervisão bancária, mas é cada vez mais respeitado em Frankfurt. Vítor Constâncio admite mesmoentrarnacorridaàvicepresidência do Banco Central Europeu (BCE). A meio de Novembro soube-se que Constâncio estava entre os favoritos, mas na altura, o governador do Banco de Portugal recusou comentar o assunto. Ontem quebrou o silêncio e admitiu essa hipótese. Constâncio garante que não há ainda uma decisão nem a apresentação de uma candidatura para a vice-presidência da autoridade monetária do euro, mas que esse é um assunto que está a ponderar neste momento. O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, afirmou que o Governo vai apoiar a candidatura do governador, caso este decida avançar para o cargo. Quando falta pouco mais de um ano para terminar o seu mandato à frente do Banco de Portugal, Constâncio assume-se como um dos membros mais antigos e respeitados pelo Conselho de Governadores do BCE. Não é a primeira vez que o seu nome aparece para integrar os quadros da autoridade monetária. No passado, esteve à beira de aceitar um cargo na administração do Banco, mas acabou por recusar, alegando motivos pessoais. O cargo de vice-presidente, que o grego Lucas Papademos vai deixar em Maio de 2010, pode ser ocupado por governantes de qualquer país do euro. Mas, tal como o Económico já noticiou, Portugal, Luxemburgo, Irlanda e Bélgica são os países com maior probabilidade de sucesso, porque são os únicos membros fundadores da zona euro que ainda não foram representados no comité. E Teixeira dos Santos já afirmou ter conhecimento que várias individualidades a nível europeu têm incentivado o Vítor Constâncio a candidatar-se ao lugar de vice-presidente. Ex-governadores elogiam O apoio ao governador não surge só do Governo, que querendo tem de defender a sua colocação Silva Lopes defende que não é fácil encontrar um candidato com mais competência técnicas que Constâncio, que considera um macroeconomista de grande reputação. Jacinto Nunes acredita que Vítor Constâncio tem mais competências para desempenhar o cargodeviceno BCE que para fazer supervisão no Banco de Portugal. no BCE. Silva Lopes, economista e ex-governador do Banco de Portugal, diz que não é fácil encontrar um candidato com mais competências técnicas que Constâncio, que considera um macroeconomista de grande reputação e com uma visão mais moderada emtermosdepolítica monetária. Outro antigo governador do BdP, Jacinto Nunes, aplaude a eventual candidatura e diz que o governador até tem mais competências para desempenhar o cargo de vice no BCE, do que para fazer supervisão no BdP. Na corrida ao cargo, Constâncio tem como principais adversários Peter Praet, director do Banco Nacional belga, e YvesMersch, governador do

11 Sábado 21 Novembro 2009 Weekend Económico 11 Portugal tem de acelerar reformas, diz Roubini Portugal tem de acelerar a implementação das reformas estruturais, reduzir a administração pública e actuar pelo lado da despesa para que o crescimento da economia acompanhe o ritmo da Europa, considerou ontem o economista Nouriel Roubini. É a única solução que vocês têm, afirmou Nouriel Roubini, explicando que a melhoria da economia portuguesa passa pela redução do tamanho do Governo e da despesa, para além das reformas estruturais necessárias ao nível da Educação. Paulo Figueiredo Trichet alerta para risco do vício de liquidez presidência do BCE de Maio de Governo vai apoiar uma eventual candidatura. Banco Central do Luxemburgo. Se o governador decidir mesmo avançar, o Governo tem até Março do próximo ano - altura em que o candidato é escolhido por maioria qualificada - para fazer campanha por Constâncio e entrar nos jogos de bastidores, uma vez que este tipo de cargos está sempre condicionado por critérios políticos. Mas Marco Annunziata, economista-chefe do Unicredit e conselheiro do BCE, diz que as condicionantes políticas contam mais para o cargo de presidente. Para o lugar de número dois, diz, contam mais as competências técnicas e os anos de experiência. E nesse campo, garante, Constâncio é um candidato válido e com peso. M.R. Governador preferido em Frankfurt A 12 de Novembro, o Diário Económico noticiava que o governador do Banco de Portugal era uma das personalidades favoritas para assumir a vicepresidência do Banco Central Europeu (BCE). Vítor Constâncio substituiria assim o grego Lucas Papademos, que abandona o cargo no final de Maio de Entre a lista de nomes citados por várias fontes figuram ainda o belga Peter Praet e o governador luxemburguês Yves Mersch. Caso Constâncio não aceite, o português Vítor Gaspar, ex-director-geral de Investigação no BCE e actualmente conselheiro de Durão em Bruxelas, está também bem posicionado. Diário Económico noticiou que Constâncio está entre os favoritos. Banco Mundial diz que apoios podem levar à alta dos preços das matérias-primas e alimentos. Luís Reis Pires A crise ainda não acabou e é cedo para retirar os apoios ao sistema financeiro e à economia, que foram medicamentos essenciais para combater a doença da recessão. Mas há que ter cuidado e estar vigilante, porque o doente também pode morrer da cura. Foi esta a mensagem que Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu (BCE), passou ontem num congresso financeiro em Frankfurt. O presidente da autoridade monetáriadoeurorecorreuao exemplo da medicina para explicar o problema. A experiência médica mostra que, ao longo do tempo, o uso continuado de analgésicos fortes pode ser perigoso, considera Trichet, porque tais medicamentos podem causar dependência ou até mesmo vício. Por isso é necessário estar alerta e retirar de forma rápida e inequívoca qualquer medida extraordinária cuja continuidade possa colocar emcausaaquelequeéomandato único do BCE: a estabilidade de preços. Isto não signifca que Trichet esteja a planear restringir a política monetária antes de tempo. A mensagem não tem esse significado, garante Marco Annunziata, economista-chefe do Unicredit e conselheiro do BCE. Eles [BCE] já tinham dito que estão a planear a melhor forma de retirar os apoios e os mercados estão à espera, inclusive, de saber mais detalhes sobre o assunto na reunião de Dezembro, conclui. O próprio Trichet garante que ainda é muito cedo para declarar o fim da crise e que a retirada dos apoios não pode ser feita tão cedo, sob pena de os mercadoseaeconomiaseressentirem, atirando o mundo de novo para o caos económico que se viveu entre o final do ano passadoeoinício deste. O presidente do BCE tem defendido constantemente uma retirada gradual das medidas monetárias e não pensa subir os juros tão cedo. Antes ainda, deverá começar a retirar outro tipo de medidas extraordinárias de apoio. Como os leilões de liquidez ilimitada, quedevemterminarjáemdezembro, de acordo com as indicações que foram dadas na reunião de Novembro. Os perigos do excesso de liquidez também foram ontem tema central no discurso de Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial. Na conferência de Frankfurt, Zoellick avisou que a continuidade de certas medidas expansionistas de política monetária pode contribuir ainda mais para a alta dos preços das matérias-primas e dos alimentos. No entanto, também ele considerou prematuro, para já, retirar os apoios à economia, sobretudo por causa da escalada do desemprego, que vai continuar a verificar-se duranteopróximoano. PRINCIPAIS MEDIDAS DO BCE O Banco cortou a taxa de referência para o mínimo histórico de 1%. Criou um programa de compra de dívida privada, no valor de 60 mil milhões de euros. A compra foi alargada ao mercado secundário. Alargou diferencial entre a taxa de facilidade permanente de depósito e a taxa de cedência de liquidez. Fez vários leilões de liquidez ilimitada para os bancos a doze meses, ao invés dos habituais seis meses.

12 12 Económico Weekend Sábado 21 Novembro 2009 ECONOMIA Imposto negativo arrisca impacto nos salários baixos Os patrões recordam que nas grandes empresas não haverá tendência para conter os salários e assim beneficiar do imposto mínimo. O apoio proposto pelo Governo para famílias trabalhadoras pobres tem virtudes, mas também há riscos associados. Cristina Oliveira da Silva PALAVRA-CHAVE A CGTP, liderada por Carvalho da Silva, teme que o apoio anunciado pelo Estado possa ser utilizado pelos patrões como justificação para não aumentarem os salários. Para Francisco Van Zeller, o imposto negativo só poderá influenciar os salários em empresas muito pequenas, onde, por norma, não há tabela salarial. Imposto negativo (IN) O apoio proposto pelo Governo pode ser considerado um imposto negativo na medida em que o objectivo é evitar rendimentos abaixo de determinado limiar, explica Hugo Mendes. Ainda assim, avança Farinha Rodrigues, o conceito costuma estar associado a alterações fiscais e, para já, ainda não há nada no discurso oficial que aponte nesse sentido uma vez que os detalhes não são conhecidos. O Governo PS promete criar uma prestação social para as famílias trabalhadoras, com filhos, que vivem abaixo do limiar da pobreza: o conceito é virtuoso, mas também pode trazer subversões, que, dizem os especialistas, terão de ser acauteladas. Uma delas é o perigo de o salário mínimo poder estagnar, outra, a possibilidade de atrasar a reconversão do tecido empresarial. Este incentivo, na prática, funciona como um imposto negativo, com o objectivo de combater a pobreza num grupo específico, à semelhança do que já acontece com o Complemento Solidário para Idosos ou do RendimentoSocialdeInserção. As experiências internacionais (ver texto ao lado) demonstram que o imposto negativo deve ser aliado com o salário mínimo.senãofor,poderáser aproveitado pelos empregadores para baixar os salários, explica Hugo Mendes, autor do capítulo dedicado ao imposto negativo do livro Onde pára o Estado? Políticas Públicas em Tempos de Crise, lançado em Setembro. O receio também é assumido pelos sindicatos. Maria do Carmo Tavares, da CGTP, acredita que um apoio destes pode dar alento aos patrões e perpetuar um regime de salários baixos. Isto porque é o Estado que assume a responsabilidade de transferir a diferença entre o rendimento das famílias e o limiar de pobreza (que em 2008 correspondia a 406 euros mensais). Já do lado do patronato, Francisco Van Zeller, da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), recorda que esse risco só de coloca nas empresas mais pequenas,onde nãohácontrolo nenhum e onde, normalmente, não existe uma tabela salarial pré-definida. Mas é possível compatibilizar este apoio com um salário mínimo minimamente decente eaumnívelquenãoproduzaum impacto excessivamente negativo na criação de emprego, continua Hugo Mendes. Seja como for, acrescenta, o risco pode ser contornado através da concertação social e de eventuais acordos como o que já foi conseguido até 2011, que situa o salário mínimo nos 500 euros. Ao mesmo tempo que pode incentivar baixos salários, a medida também pode atrasar a reconversão do tecido empresarial? É que acabam por ser os sectores mais competitivos a subsidiar os menos produtivos, perpetuando assim a sua existência, bem como a de trabalhadores pouco qualificados. Paraoautordolivroeinvestigador do Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa, se houver vontade das empresas em modernizarem,oaumentogradualdosalário mínimo, juntamente com o auxílio de outros incentivos, pode reduzir o risco de multiplicação excessiva de empregos com salários muito baixos. Seja como for, é de esperar que este apoio se aplique a sectores indispensáveis e com tendência a multiplicarem-se, como é o caso da restauração ou alojamento. Aqui, também há grande incidência de salários baixos. Apoio pode cair na armadilha da inactividade? Uma medida que pretende beneficiar um grupo específico também pode fomentar as desigualdades. Mas o risco diminui quando se trata de iniciativas amigas do emprego, explica o especialista. É o caso deste apoio, desenhadocontraaarmadilhadainactividade. Primeiro, porque só é atribuído a quem trabalha e depois porque se a pessoa perceber quetemumganhonoseurendimento no final do mês, isso é um incentivo a manter-se activo. Seja como for, alerta o professor do ISEG, Carlos Farinha Rodrigues, é preciso ter atenção, no caso desta medida como noutros apoios sociais, aos montantes em causa uma vez que pode haver a tendência para os beneficiários se acomodarem à situação. Por isso mesmo, diz, é preciso tomar medidas complementares que reforcem a capacidade de os indivíduos deixarem de ter necessidade daqueles apoios. O professor, apesar de defender a necessidade de uma progressividade acrescida no sistema de impostos, acredita antes que os mínimos sociais devem ser assegurados sempre com base em condições de recursos.

13 Sábado 21 Novembro 2009 Weekend Económico 13 João Paulo Dias Incentivo já foi utilizado como moeda de troca Nos EUA, a criação do apoio travou a subida do salário mínimo. Os Estados Unidos e o Reino Unido podem ser dois bons exemplos das vantagens e desvantagens da introdução de um imposto negativo. No caso norte-americano, a criação de um crédito de imposto, em 1975, acabou por servir como uma espécie de moeda de troca, limitando a evolução do salário mínimo, explica o investigador Hugo Mendes. O que aconteceu ao longo dos últimos 30 anos mostra como isso não foi eficaz porque as desigualdades cresceram, nãosóporqueossaláriosde topo subiram muito, mas também porque houve uma perda de poder de compra muito assinalável entre os trabalhadores com salários mais baixos, continua o especialista. Já no Reino Unido, a experiên- A introdução de um imposto negativo acentuou as desigualdades nos Estados Unidos, mas reduziu-as no Reino Unido. ciaédiferente.équeaqui,ocré- dito de imposto acabou por se aliar ao salário mínimo, impedindo que este caísse. E o resultado foi positivo: nos últimos 10 anos, as desigualdades de rendimento no Reino Unido entre a base e o rendimento mediano foram reduzidas, acrescenta. Ainda assim, a qualidade da informação distribuída pelo Estado e pelo próprio empregador no acesso a esta prestação é essencial em qualquer país onde venha a ser introduzido. No caso dos Estados Unidos, por exemplo, uma percentagem significativa dos potenciais beneficiários não sabem que têm direito a este apoio e acabam por não ter acesso. É um problema importanteparaquemdesenhaamedida, para evitar que se desperdicem recursos e que a medida tenha uma eficácia menor daquela que pode ter, conclui Hugo Mendes. C.O.S. PUB Arte Moderna e Contemporânea Rua Miguel Lupi 12 D Lisboa Portugal Tel: (+351) Fax: (+351) Lote 123 JORGE VIEIRA Máscara Escultura em terracota com engobes, assinada e datada de 1948 Dim.: 22x17x13 cm Leilão 23 de Novembro de h30 Exposição 18, 19, 20, 21 e 22 de Novembro 18 e 19: 10h-20h; 20 e 21: 10h-24h; 22: 15h- 20h Entrada livre Catálogos on line e disponíveis na leiloeira

14 14 Económico Weekend Sábado 21 Novembro 2009 ECONOMIA A SEMANA Agenda > ELEVADOS NÚMEROS DO DESEMPREGO SURPREENDEM HELENA ANDRÉ Paula Nunes > Encontro de sindicalistas econselheirosdaeuropa A CGTP e a OGB-L (Confederação Sindical Independente do Luxemburgo) organizam o II Encontro de Sindicalistas, Conselheiros das Comunidades e Dirigentes Associativos na Europa. Em debate vão estar questões políticas, consulares e associativas bem como de segurança social. Termina no domingo. > Legislação sobre venda forçada de casas entra em vigor Entra em vigor a legislação que define que compete aos proprietários assegurar a reabilitação do edifício e à entidade gestora da operação de reabilitação a imposição ao proprietário da execução da obra num determinado prazo. Em caso de incumprimento, esta entidade pode tomar posse administrativa dos edifícios ou facções. Em caso de incapacidade do proprietário, este pode chegar a um acordo com a entidade gestora para a realização das obras, mas, uma vez concluídas, o proprietário tem quatro meses para pagar as despesas ou entregar o prédio para arrendamento, como forma de pagamento. Neste caso, o dono pode opor-se ao arrendamento e requerer a venda forçada. > Conferência em Lisboa sobre energia nuclear A Sociedade de Geografia de Lisboa promove a conferência Energia Nuclear. Uma opção para Portugal?, proferida por Pedro Sampaio Nunes. > Mercadolaboralnocontexto da crise em conferência O OJE Conferências e o Portal VER organizam a conferência Mercado laboral: responsabilidade das empresas em contexto de crise. A conferência realiza-se no auditório João Morais Leitão, Rua Castilho 165, Lisboa. > INE dá a conhecer regiões de Portugal O INE publica os anuários estatísticos regionais de Nesta publicação, o instituto estatístico faz uma caracterização económico-social exaustiva das regiões de Portugal. > Estatísticas do retalho e taxas de juro divulgadas Está prevista a divulgação pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) relativa aos dados sobre o comércio a retalho e taxas de juro. INE e Comissão Europeia revelam como anda a confiança As duas instituições publicam os indicadores de confiança dos vários agentes económicos referentes a Novembro. A ministra do Trabalho, Helena André, tem em mãos um dos maiores problemas que se vive em Portugal e esta semana não escondeu a surpresa com os números do desemprego.oineeoiefprevelaramnovosrecordesnonúmerodedesempregados. A FIGURA ANGEL GURRÍA secretário-geral da OCDE A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) fechou esta semana o ciclo de revisões em alta das previsões de crescimento económico publicadas no Outono. Para Portugal, a OCDE prevê agora uma recessão de 2,8% para este ano, em linha com os cálculos das outras instituições internacionais. A organização liderada por Angel Gurría revelou ainda que o desemprego vai chegar aos 10,1%. A inflação deverá ficar-se pelos -0,9%. OFACTO ORÇAMENTO REDISTRIBUTIVO O Parlamento vai ser chamado a votar a segunda alteração ao Orçamento do Estado de O Governo aprovou no Conselho de Ministros um reforço do endividamento do Estado em 4,9 mil milhões de euros. O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, preferiu chamar ao novo documento, que será apresentado dentro de dias, Orçamento Redistributivo já que apesar de alterar os limites do endividamento transfere verbas de um dos limites para outro. Qual o concelho com mais poder de compra O INE publica o Estudo do Poder de Compra Concelhio com dados referentes a Estes indicadores servem para saber qual dos 308 municípios de Portugal tem mais poder de compra.

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16 16 Económico Weekend Sábado 21 Novembro 2009 DESTAQUE PROJECTO COOL CITY HUNT Espírito de Natal ajuda sem-abrigo A beleza da chegada da neve à ruas britânicas está a servir de campanha.??? 13º Terry V Carlos Caldeira Gosta da chegada da neve? Agora experimente dormir sobre ela, alerta a A noite de Natal aproxima-se a passos largos. A sociedade consumista apressa-se a escolher a melhor prenda para dar a quem mais gosta. É a transformação do verdadeiro espírito de Natal no acto descontrolado de comprar. No entanto, há que reconhecer que a melhor prenda pode não ser a mais cara. Como disse José Jorge Letria, no seu loivro A Árvore das Histórias de Natal, o espírito do Natal é aquilo que nos vai na alma nesta altura do ano e que está muito para além dos presentes que damos. Para muitas pessoas, o melhor presente pode ser um telefonema, uma carícia ou um telefonema quando se está só. E foi isso mesmo que a ao aperceber-se que o problema dos sem abrigo na Inglaterranãopáradecrescereficamaisgraveàmedida que o tempo frio se instala. É tal o número de pessoas a dormirem nas ruas que já se tornaram parte da paisagem e por isso mais difíceis ainda de serem notados para poderem, então serem ajudados. Assim, a criou uma brilhante campanha de consciencialização, onde a mensagem sobre o problema dos sem-abrigo no Inverno é posta e ambientada onde ela realmente acontece: sobre as caixas de papelão que eles usam para obter um mínimo de protecção contra o frio das calçadas. Trata-se de uma campanha realmente provocante, que faz acordar os consumistas para o espírito de natal: Gosta da chegada da neve? Agora experimente dormir sobre ela. Mas, parece que o espírito consumista vence sempre. Repare-se no sucesso da água mineral Eau de Pussy. Basta aceder ao site e escolher uma das muitas beldades anunciadas e que se dispõem a banhar-se na água mineral que, depois é engarrafada e entregue, em lotes mínimos de meio litro, a quem deseje depois beber a água da mulher desejada. Lisboa no roteiro cool Lisboa continua a ser uma cidade de braços abertos ao Tejo, cidade de muitas caras, de muitos povos, de muitas heranças, de muitas vidas. Lisboa é indivisível, una na multiplicidade, onde se encontram emigrantes, imigrantes e, com sorte, alguns alfacinhas de gema. Lisboa é ecléctica por herança e sedutora por vocação. Lisboa é de luz e sombra. Lisboa é uma janela aberta para o futuro a dar para um pátio onde ecoam os passos de séculos de história. Daí que o Económico WeekendeaAyrtenham lançado o Lisbon Cool City Hunt. Porque Lisboa é considerada uma cidade emergente no seio do Cool Hunting mundial. Conheça o projecto Cool City Hunters em e scienceofthetime.com

17 Sábado 21 Novembro 2009 Weekend Económico 17 PONTOS-CHAVE A apercebeu-se que o problema dos sem abrigo na Inglaterra não pára de crescer e que fica mais grave à medida que o tempo frio se instala. AMhghghk campanha df df nãogdjkfhg se trata apenas sdfhglkhsdlfjgh de uma ajuda, sdjfghmas de sjdfh saber g hsdfkjgh como canalizar a necessidade ksdfjgsjdfhkgjh da ajuda sdfjkgh noksjdfh ponto egkj noshdfkjgh local onde sdjkfhgk o problema jsdhfkgjh mais skdfjgse sdfg. manifesta. Bastaacederao site daeau Mhghghk df df gdjkfhg sdfhglkhsdlfjgh de Pussy e escolher sdjfgh uma sjdfh das beldades g hsdfkjgh anunciadas e que ksdfjgsjdfhkgjh se dispõem a banhar-se sdfjkgh na ksjdfh água gkj mineral shdfkjgh que, depois sdjkfhgk é engarrafada jsdhfkgjh e entregueskdfjg ao cliente. sdfg. ine /GettyImages 15º DR CINCO IDEIAS COOL PELO MUNDO 11º Um porta-fraldas para os pais OQUEÉ: Nada mais do que uma versão masculina mesmo dos porta-fraldas para os pais, com motivos claramente masculinos e compartimentos extras para telefone móvel ou carteira, entre outros. PORQUE É COOL : Porque tira dos pais em serviço a sensação ligeiramente embaraçosa de carregar um implemento crucial à função, mas também indiscutivelmente feminino. E ainda porque os faz mais notados e admirados pelas mulheres que os vêem em servico, já que isto indica que eles sao pais participantes mesmo, até o ponto de comprarem equipamento especializado para tal. COOL HUNTERS: Anouk Coolen 12º WC público para ver sem ser visto OQUEÉ: Trata-se de um WC público cujas paredes são inteiramente feitas de espelhos one way, o que permite a quem esta lá dentro ver o que está do lado de fora, e quem está do lado de fora usá-los como espelhos. PORQUE É COOL : Para além da função prática que desempenham, não deixam de ser um elemento decorativo clean dos locais onde estão instalados. E, principalmente, subvertem inteiramente o conceito de um toalete e transformam o cumprimento de funçõoes fisiologicas necessárias em um momento de observacao totalmente vedada, protegida e ate picaresca - do mundo e das pessoas ao nosso redor. COOL HUNTERS: Dragan Saldziev 13º DIY feminino com estilo 11º DR 12 DR OQUEÉ: A Girlgear Industries surgiu para criar e produzir equipamentos e roupas para as mulheres que gostam (ou simplesmente precisam) de fazer elas mesmas os consertos, reformas e melhorias na casa ou jardinagem. Disponibilizam uma linha completa de implementos, roupas e acessorios, todos eles 100% desenhados e testados para cumprirem as suas funcionalidades, mas com um estilo e cores indiscutivelmente elegantes e femininos. PORQUE É COOL : É o reconhecer da igualdade feminina na sociedade, sem lhes retirar o estilo e a beleza que sempre as diferenciou dos homens. E dar a coisas tão banais um toque de cor e alegria. COOL HUNTERS: Kelvin Ko 14º Água da mulher desejada 14º DR OQUEÉ: Muita gente pode pensar que já não há como inovar em águas minerais, mas os holandeses conseguiram, com a Eau de Pussy. Basta ir a e escolher uma das muitas beldades anunciadas no site, e que se dispõem a banhar-se na água mineral que, depois é engarrafada e entregue, em lotes mínimos de meio litro, a quem deseje depois beber a água da mulher desejada. PORQUE É COOL : É dar à água mineral a propriedade erótica ou afrodisíaca que ainda lhe faltava. COOL HUNTERS: Cool Editorial Staff 15º Salvar os sem abrigo do Inverno OQUEÉ: O problema dos sem abrigo em Inglaterra não pára de crescer. Por isso, a criou uma campanha de consciencialização onde a mensagem aparece em caixas de papelão iguais às que os sem-abrigo usam para obter um mínimo de protecção contra o frio. Gosta da chegada da neve? Agora experimente dormir sobre ela. PORQUE É COOL : Não é só a ajuda, mas o como canalizar a necessidade da ajuda no ponto e no local onde o problema mais se manifesta. Para além de ser barata e simples de replicar onde quer que seja, é uma lição de comunicação em meios exteriores. COOL HUNTERS: Yvan Tezzo

18 18 Económico Weekend Sábado 21 Novembro 2009 DESTAQUE1 PROJECTO COOL CITY HUNT LISBOA COOL NA CRISE 1 Stefan Wermuth / Reuters 1º Viajar a preço acessível O couchsurfing é mais que um negócio, é uma forma de viajar por um preço muito acessível. A funcionar na Internet, a comunidade couchsurfing põe em contacto viajantes, que trocam um quarto de hotel por um simples sofá. Se descodificarmos o termo couchsurfing percebemos a ideia. Couch quer dizer sofá, sofá- -cama, chão da sala, espacinho no corredor. Surfing quer dizer que ninguém deve aquecer o lugar, ou seja ninguém deve ficar muito tempo no mesmo sofá. Este conceito tem como principal objectivo a poupança dinheiro no que diz respeito as dormidas, pois os anfitriões disponibilizam o seu sofá a custo zero. É cool porque se trata de uma forma barata de se viajar, além do facto de conhecer novas pessoas e a cultura, o povo, os hábitos de um país. 2º Os pequenos carros amarelos descapotáveis 2 DR DR A mais recente sensação turística são uns pequenos carros amarelos descapotáveis designados por GoCar, que podem ser definidos como um guia turístico. Este veículo possui dois lugares e está equipado com uma avançada tecnologia GPS, a qual permite escolher rotas prédefinidas tendo em conta o que se pretende visitar (dando todas as indicações em diferentes línguas), disponibiliza toda a informação turística, histórica, cultural e paisagística da cidade de Lisboa, dando ainda sugestões aos seus utilizadores, como por exemplo, parar numa esplanada com miradouro para tomar um café enquanto se aprecia a excelente vista sobre Lisboa. Estas informações são todas dadas num formato áudio, indicando várias curiosidades. Não é preciso licença de condução para dirigir os GoCar. 3 Daniel Munoz / Reuters 3º Fazer ginástica dentro de casa O Fit Yourmind é um novo conceito de ginástica praticada dentro do próprio lar ou no local de trabalho. Este novo conceito tem como principal objectivo promover a melhoria da qualidade de vida, o aumento do bem-estar e da longevidade do indivíduo. Para quem tem problemas de disciplina e falta de tempo, a Fit YourMind é a opção. A sua sala, escritório ou jardim podem transformar-se num verdadeiro ginásio num abrir efechardeolhos.emcasa ou na empresa, pode optar por aulas individuais, para dois ou para um grupo. Basta querer e a Fit Yourmind descola-se a sua casa um personal trainer e todos os acessórios para a realização dos exercícios.

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20 20 Económico Weekend Sábado 21 Novembro 2009 POLÍTICA Últimas escutas a Sócrates consideradas criminalmente irrelevantes As primeiras seis escutas foram anuladas pelo Supremo e já terminou o prazo legal para recorrer da decisão. PGR anuncia hoje o destino a dar às últimas cinco escutas. Susana Represas Vou decidir Sábado aquilo que me compete decidir, anunciou estasemanao PGR, Pinto Monteiro, sobre o processo Face Oculta. Pinto Monteiro deverá anunciar hoje que não há indícios criminais nas últimas cinco escutas telefónicas extraídas do processo Face Oculta, envolvendo o primeiro-ministro e que foram enviadas para a procuradoria-geral da República pelo DIAP de Aveiro a2denovembro. O PGR garantiu que a decisão seráconhecidahojeeoeconómico Weekend sabe que, tal como aconteceu com as primeiras seis escutas entre José Sócrates e Armando Vara, arguido da Face Oculta, o conteúdo das conversas no entender de Pinto Monteiro não tem relevância criminal. O passo seguinte deverá ser o envio dessas escutas para o Supremo Tribunal de Justiça, para que o seu presidente, Noronha de Nascimento, decida sobre a sua destruição. Para já o Supremo (que intervém neste caso, apenas, porque envolve o primeiroministro) não se pronuncia sobre o assunto, e não revela quando será tomada a decisão sobre esta segunda leva de cinco escutas. Noronha considerou nulas as primeiras certidões extraídas do processo que está a decorrer no DIAPdeAveiro,emqueoprimeiro-ministro foi gravado por onze vezes durante conversas telefónicas mantidas com o socialista, Armando Vara. O processo principal, que investiga uma rede de tráfico de influências entre vários representantes de empresas com participação do Estado, e um empresário de Aveiro, continua a decorrer, com as audições dos 15 arguidos (ver texto ao lado), sendo certoqueainvestigaçãojáprovocou cinco baixas: três quadros da Refer, um da EDP, e o chefe de uma repartição de Finanças foram suspensos de funções. Em Lisboa, todas as atenções estão concentradas no conteúdo dasconversasentresócratese Vara. Em causa, neste segundo conjunto de escutas, segundo o magistrado titular do processo, estará a alegada prática de um crime de difamação. No entanto, não é este o entendimento de Pinto Monteiro que considera tratar-se de uma conversa privada entre Sócrates e Vara, sem qualquer relevância criminal. A conta gotas, as decisões vão sendo públicas, mas o caso já deixou marcas negativas na imagem dos altos cargos da Justiça. Apesar dos esclarecimentos que PGR epresidentedosupremotêmdivulgado, há ainda dúvidas no ar, nomeadamente, sobre o destino dado às primeiras escutas que Noronha de Nascimento pediu para serem destruídas. Apesar de já ter sido ultrapassado o prazo para ser apresentado um recurso contra a decisão do presidente do Supremo, existem dúvidas sobre a sua execução. Por um lado, o juiz titular do processo mantém o silêncio e não se sabe se já executouodespachodopresidentedo Supremo. A questão divide os juristas. Uns consideram que a destruição deve ser imediata, outros defendem que os documentos devem ser mantidos até ao final do processo, uma vez que foram obtidos enquanto meio de prova de um inquérito que está, ainda, a decorrer. Com L.S. Trabalhadores do BCP criticam administração A decisão da suspensão das funções de Armando Vara peca por ter sido tardia. É desta forma que a comissão de trabalhadores comentaosúltimos acontecimentos que envolvem o vice-presidente do banco. Numa cartaentregueacarlossantos Ferreira, presidente do banco, e a Luís Champalimaud, presidente do Conselho Geral e de Supervisão da instituição, a comissão de trabalhadores do Millennium bcp refere: A suspensão das funções de Armando Vara ainda que tardia foi, no mínimo, uma decisão acertada e necessária. Ao mesmo tempo, a Comissão de Trabalhadores relembra que quando um trabalhador do banco é acusado de ter praticado uma irregularidade que possa ter violado as regras de conduta é prática corrente suspender preventivamente esse trabalhador. Como tal, a comissão considera coerente que Vara tenha pedido a suspensão de funções. A permanência e continuidade do Dr. Armando Vara na vice-presidência do conselho de administração, na condição de arguido por motivo de corrupção fragilizaria naturalmente a imagem da instituição, mesmo que venha mais tarde a provar a sua inocência, refere a comissão de trabalhadores no comunicado enviado no passado dia 6 de Novembro e ao qual o Económico teve acesso. A.B. OPROCESSOFACEOCULTAEMNÚMEROS 12 certidões O DIAP de Aveiro, que lidera a investigação do processo Face Oculta, extraiu doze certidões ao processo, por considerar que continham indícios criminais, envolvendo o primeiro-ministro. 11 conversas São onze as escutas em que o primeiro-ministro, José Sócrates, foi interceptado. Seis já foram consideradas nulas pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça. 146 escutas No total, segundo um comunicado divulgado no último Sábado pelo procurador-geral da República, foram feitas 146 escutas durante a investigação do processo Face Oculta.

07/01/2009 OJE Economia contrai 0,8% este ano e terá entrado em recessão em 2008 A crise financeira e a recessão mundial vão provocar este ano uma contracção de 0,8% na economia nacional, penalizada pela

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