Produtos Brasileiros com Oportunidades de Exportação para o Canadá

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1 Produtos Brasileiros com Oportunidades de Exportação para o Canadá Setor de Promoção Comercial SECOM Consulado Geral do Brasil em Toronto 77 Bloor Street West, Suite 1105 Toronto, ON M5S 1M2 Adventus Research Inc. 35 Tanager Drive Guelph, ON, N1C 1B Market Research & Technology Alignment Solutions for Innovative Organizations

2 2 SUMÁRIO 1.0 RESUMO EXECUTIVO ECONOMIA CANADENSE PANORAMA GERAL INTRODUÇÃO TENDÊNCIAS E PERSPECTIVAS ECONÔMICAS FATORES-CHAVE DA ECONOMIA CANADENSE Habitação Perfil Demográfico Mudanças/Tendências Recentes nos Estilos de Vida CENÁRIO ECONÔMICO CANADENSE, SELEÇÃO DOS PRODUTOS SH 0201 CARNE DE BOVINOS, FRESCA SH 0202 CARNE DE BOVINOS - CONGELADA SH 0203 CARNE DE SUÍNOS SH 0207 CARNE DE AVES SH 0303 PEIXES CONGELADOS SH 0304 FILÉS DE PEIXES SH 0409 MEL NATURAL SH 0708 LEGUMES DE VAGEM SH 0709 OUTROS LEGUMES DE VAGEM SH 0803 BANANAS SH 0804 TÂMARAS, FIGOS, ABACAXIS ETC SH 0805 CÍTRICOS SH UVAS SH 0807 MELÕES E PAPAIAS SH MAÇÃS SH 0809 DAMASCOS, CEREJAS ETC SH 0810 OUTRAS FRUTAS SH CAFÉ, NÃO TORRADO SH CAFÉ, TORRADO SH 0902 CHÁ SH MATE SH 2009 SUCOS DE FRUTAS SH VINHO TINTO SH VINHO BRANCO SH VINHO ESPUMANTE SH 2206 BEBIDAS FERMENTADAS SH 3303 PERFUMES SH 3304 PRODUTOS DE BELEZA SH 4203 VESTUÁRIO E SEUS ACESSÓRIOS, DE COURO SH 6403 CALÇADOS DE COURO SH 6405 OUTROS CALÇADOS SH 6112 ROUPAS DE BANHO E ESPORTE SH 6104 CONFEÇÕES FEMININA SH 6106 CONFECÇÕES FEMININA SH 7103 PEDRAS PRECIOSAS E SEMIPRECIOSAS SH 7117 BIJUTERIAS SH 9403 MÓVEIS SH 9402 MÓVEIS PARA MEDICINA ETC

3 SH INSTRUMENTOS E APARELHOS: MÉDICOS ETC SH 4407 MADEIRA SERRADA ETC SH 4408 MADEIRA FOLHEADOS ETC SH 4412 MADEIRA COMPENSADOS ETC SH 4418 MADEIRA PAINÉIS ETC SH 6802 PEDRAS DE CANTARIA OU DE CONSTRUÇÃO SH 6907 PRODUTOS CERÂMICOS NÃO VIDRADOS NEM ESMALTADOS SH 6908 PRODUTOS CERÂMICOS VIDRADOS OU ESMALTADOS SH 6910 LOUÇA SANITÁRIA SH 8211 FACAS SOFTWARE SH 8501 MOTORES ELÉTRICOS ETC SH 8509 APARELHOS ELÉTRICOS SH 0603 FLORES FRESCAS EM RAMO ETC SH 0604 FOLHAGEM PARA BUQUÊS ETC CONCLUSÕES - RANKING DOS PRODUTOS ANEXOS

4 4 1.0 RESUMO EXECUTIVO Objetivos Este estudo tem como objetivo identificar as principais oportunidades de exportação de produtos brasileiros para o Canadá. Para sua realização, o Setor de Promoção Comercial SECOM do Consulado Geral do Brasil em Toronto contratrou a empresa de consultoria Adventus Research Inc., sediada em Guelph, Ontário, responsável pela condução da pesquisa de mercado no período de agosto a outubro de As principais etapas desta pesquisa foram as seguintes: 1. Avaliar e caracterizar o potencial de mercado nas regiões selecionadas abaixo para aproximadamente 50 produtos brasileiros preliminarmente identificados pelo SECOM como tendo potencial de mercado significativo no mercado canadense. 2. Ranquear os produtos identificados e selecionar as maiores oportunidades (cerca de 20) para produtos brasileiros no mercado canadense. A presente pesquisa abrange o mercado canadense dividido nas seguintes regiões: Canadá Ocidental (que abrange as províncias de Colúmbia Britânica, Alberta, Saskatchewan e Manitoba, além dos territórios setentrionais de Nunavut, Yukon e os Territórios do Noroeste); Ontário; e Quebec e áreas a leste (incluídas as províncias da Nova Escócia, Ilha do Príncipe Eduardo, Nova Brunswick e Terra Nova).

5 5 2.0 ECONOMIA CANADENSE PANORAMA GERAL 2.1 Introdução Esta seção apresenta um panorama geral da atual economia canadense, baseado em relatório publicado pelo Ministério da Fazenda do Governo Federal do Canadá em setembro de Após a pior recessão global desde a segunda guerra mundial, observam-se sinais positivos de recuperação econômica no Canadá a partir de outono de O Canadá exibia condições invejáveis no início do desaquecimento econômico provocado pela crise. A posição fiscal do Canadá era a mais saudável do G7 e o sistema financeiro um dos mais fortes do mundo. A solidez da posição fiscal do Canadá é resultado dos significativos esforços realizados pelo Governo para reduzir o endividamento antes do início da recessão global. No começo da crise, o Canadá tinha a menor dívida pública de todos os países do G7 em relação ao PIB (Gráficos 1 e 2). Desta forma, o Governo pôde responder à crise econômica rapidamente com um dos maiores pacotes de estímulo econômico do mundo (Gráfico 3). Gráfico 1 Dívida Pública Líquida Total como Proporção ao PIB Canadá e Média G7 Em % do PIB Canadá Média G7 (exceto Canadá) Fonte: OCDE (Economic Outlook no. 85, junho de 2009).

6 6 Gráfico 2 Projeção para Dívida Pública Líquida Total como Proporção do PIB em 2009 Países do G7 Em % do PIB Canadá Reino Unido França Alemanha EUA Japão Itália Fonte: OCDE (Economic Outlook no. 85, junho de 2009). Gráfico 3 Fluxo de Estímulos Fiscais em 2009 e 2010 Países do G7 Em % do PIB Canadá Japão EUA Alemanha França Reino Unido Itália Fonte: FMI, Update on Fiscal Stimulus and Financial Sector Measures, 26 de abril de 2009, p.5. As estimativas do FMI excluem empréstimos, inclusive aqueles feitos à indústria automotiva, para todos os países. O dado do Canadá inclui ações de estímulo adicionais para províncias e territórios, além daquelas projetadas no Plano de Ação Econômica, conforme estimativa do Ministério da Fazenda. A recuperação econômica foi reforçada pelo Plano de Ação Econômica. O Plano de Ação está no caminho certo, oferecendo incentivos fiscais, prorrogando os benefícios de segurodesemprego e aumentando oportunidades de treinamento para os desempregados, além de financiar os milhares de projetos de infraestrutura em todo o país, e apoiar os setores de ciência e tecnologia, bem como indústrias e comunidades afetadas. No total, o Plano de Ação está fornecendo mais de 62 bilhões de dólares em estímulo para a economia canadense por dois anos.

7 7 Resumo das Principais Contas do Governo Federal do Canadá Valores (bilhões de dólares canadenses) Receitas orçamentárias 233,1 216,6 233,1 250,9 268,7 284,7 298,2 Gastos com programas 207,9 241,9 244,7 240,6 246,8 253,9 261,4 Encargos da dívida pública 31,0 30,7 33,7 37,7 41,2 42,1 42,0 Despesas totais 238,8 272,5 278,4 278,3 288,1 296,0 303,4 Saldo fiscal -5,8-55,9-45,3-27,4-19,4-11,2-5,2 Dívida pública federal 463,7 519,6 564,9 592,3 611,7 622,9 628,1 % PIB Receitas orçamentárias 14,6 14,2 14,7 15,0 15,2 15,3 15,3 Gastos com programas 13,0 15,8 15,4 14,4 14,0 13,6 13,4 Encargos da dívida pública 1,9 2,0 2,1 2,3 2,3 2,3 2,1 Despesas totais -0,4-3,7-2,8-1,6-1,1-0,6-0,3 Saldo fiscal 29,0 34,0 35,5 35,4 34,6 33,5 32,1 Nota: Totais podem não somar devido ao arredondamento. A deterioração da economia canadense foi menos grave que as demais grandes economias do mundo industrializado. Em particular, a perda de empregos no Canadá foi consideravelmente menor do que nos Estados Unidos, seu maior parceiro comercial (Gráficos 4 e 5). A taxa de desemprego canadense está atualmente 1,5 ponto percentual abaixo da taxa americana. O Canadá entrou em recessão mais tarde e perdeu menos empregos Gráfico 4 Emprego Total Índice: janeiro de 2005 = 100 Canadá EUA EUA entram em recessão Canadá entra em recessão jan jul jan jul jan jul jan jul jan jul Fontes: Statistics Canada; U.S. Bureau of Labor Statistics (BLS).

8 8 A taxa de desemprego canadense está 1 ponto percentual abaixo da taxa dos EUA pela primeira vez numa geração Gráfico 5 Taxa de Desemprego Em % Canadá EUA jan jan jan jan jan jan jan Fontes: Statistics Canada; U.S. Bureau of Labor Statistics (BLS). Com a recente revisão das projeções econômicas do setor privado, a atual expectativa para o déficit é maior do que se antevia na época do orçamento de A deterioração do déficit canadense foi igual à de outros países, senão menor (Gráfico 6). Basicamente, a diminuição da atividade global e da renda levou à queda da arrecadação e ao crescimento do déficit público em todo o mundo. Governos e empresas ao redor do globo tiveram de rever suas previsões à medida que a situação econômica foi mudando. Com o Canadá não foi diferente. Gráfico 6 Resultados Fiscais Projetados dezembro de 2008 à junho de 2009 Em % do PIB 12/ /2009 Alemanha Canadá Itália Japão França Reino Unido EUA Fonte: OCDE, Economic Outlook no. 85 (jun/09) vs. no. 84 (dez/08).

9 9 Os déficits atualmente projetados resultam das perspectivas significativamente mais fracas para a economia global no médio prazo (Gráfico 7). Tais déficits são administráveis, chegando a apenas 0.3% do PIB em , e o impacto deles na dívida é também administrável. Gráfico 7 Déficit Fiscal Federal Em bilhões de dólares canadenses Fonte: Ministério da Fazenda do Canadá. O compromisso de retornar ao equilíbrio orçamentário resulta da crença fundamental do Governo que o setor privado é o motor do crescimento e da criação de riqueza. O papel do governo é proporcionar a infraestrutura, programas e serviços para uma economia e sociedade próspera em níveis de tributação que são competitivos e sustentáveis no longo prazo. Em geral, os orçamentos equilibrados e solidez das finanças públicas ajudam o país a apoiar programas sociais e de saúde no futuro. Como resultado dos investimentos que foram feitos no âmbito do Plano de Ação, e o plano do Governo para retornar ao equilíbrio, o Canadá sairá da recessão ainda mais forte do que quando entrou, com impostos ainda mais competitivos, infraestrutura e habilidades renovadas, uma vantagem tarifária significativa e uma voz mais proeminente como um líder global do setor financeiro. 2.2 Tendências e Perspectivas Econômicas A economia mundial continua a se recuperar da recessão global mais profunda e sincronizada desde a década de 1930, apoiado por políticas de estímulo significativas. A retração econômica global continua a ter um impacto significativo na economia canadense. A crise dos mercados financeiros globais, conjugada com a forte queda de demanda, levou à queda das exportações canadenses, do emprego e da confiança dos consumidores e empresários. A recuperação da economia mundial tem sido liderada pelas economias emergentes e em desenvolvimento, particularmente na Ásia. Em contraste, a recuperação tem sido mais moderada em muitas economias avançadas. De modo geral, o desempenho do Canadá no último ano foi bem melhor que o da maioria das

10 10 economias avançadas. Isso ocorreu apesar dos fortes laços comerciais com os Estados Unidos, que foram duramente atingidos pela recessão. O Canadá foi a última grande economia a entrar em recessão. A queda do PIB no Canadá desde o início da recessão global foi uma das menores dos países do G7. Os analistas do setor privado cobertos pelo levantamento de agosto de 2009 prevêem que a economia canadense entre em recuperação no segundo semestre deste ano e que o crescimento ganhe impulso em 2010 (Gráfico 8). Tais expectativas são coerentes com as tendências econômicas recentes. O PIB real do Canadá cresceu 1,2% em termos anuais em junho, que foi o primeiro mês de crescimento em dez meses. A confiança e os gastos do consumidor, ao lado da atividade do mercado imobiliário residencial, também continuaram a melhorar nos últimos meses. Gráfico 8 Projeção para o Crescimento do PIB Real Em % Projeção do setor privado janeiro de 2009 Projeção do setor privado agosto de T 1T 2T 3T 4T 1T 2T 3T 4T 1 Efetivo para 4T08, 1T09 e 2T09. Fontes: Statistics Canada; Ministério da Fazenda do Canadá (levantamento das projeções do setor privado). Embora as perspectivas sejam animadoras, a recuperação econômica ainda não está assegurada. Além disso, há bastante incerteza quanto ao vigor da recuperação, e quanto às perspectivas de médio prazo para as economias globais e norte-americana. Essas preocupações quanto à trajetória futura da economia global estão na raíz das recentes revisões para baixo das projeções do setor privado para o PIB do Canadá no médio prazo. Isso está refletido na tabela abaixo, onde se apresenta a média das projeções do setor privado em 17 de agosto de Projeção Média do Setor Privado (em por cento)

11 11 17 de agosto de 2009 Indicador Crescimento real do PIB -2,3 2,3 3,2 3,3 3,0 2,7 2,7 2,9 Inflação do PIB -2,3 1,8 2,0 2,3 2,2 2,2 2,2 2,1 Crescimento nominal do PIB -4,6 4,1 5,3 5,6 5,3 5,0 4,9 5,1 PIB nominal (bilhões de dólares) Juros: nota do Tesouro 3 meses 0,4 0,8 2,5 3,9 4,2 4,3 4,3 3,1 Juros: título do governo 10 anos 3,3 3,8 4,4 4,9 5,1 5,2 5,2 4,7 Taxa de desemprego 8,5 9,0 8,5 7,8 7,1 6,8 6,5 7,8 Inflação ao consumidor (CPI) 0,5 1,8 2,0 2,1 2,1 2,1 2,0 2,0 EUA: crescimento real do PIB -2,6 2,0 3,2 3,8 3,5 3,2 3,0 3,2 Fonte: Ministério da Fazenda do Canadá (levantamentos de projeções do setor privado). Todavia, as diferentes interpretações de como essas questões serão resolvidas resultaram em grande dispersão nas projeções do setor privado para a economia canadense. Por exemplo, a diferença entre a média das três maiores e três menores projeções na pesquisa de agosto para o PIB nominal de 2013 é de cerca de CDN$100 bilhões (Gráfico 9). Trata-se da maior dispersão nas projeções desde que o Ministério da Fazenda começou a fazer esse levantamento, correspondendo a uma variação potencial de CDN$15 bilhões no nível das receitas orçamentárias anuais. É provável que a incerteza persista por um período considerável, até que as ramificações do maior choque econômico global desde a segunda guerra mundial comecem a ser melhor compreendidas. Gráfico 9 Distribuição das Projeções para o PIB Nominal em 2013 Em bilhões de dólares canadenses média das 3 maiores projeções: $ média das 3 menores projeções: $1.811 média: $1.862 Diferença de quase $100 bilhões ou $15 bilhões em receitas Fonte: Ministério da Fazenda do Canadá (levantamento das projeções do setor privado em agosto de 2009). Outro elemento importante do cenário econômico é o comportamento dos preços das commodities. O Canadá é um importante exportador de commodities e os movimentos dos preços das commodities influenciam significativamente o PIB nominal e as receitas do Governo. A média das projeções do setor privado para o PIB nominal é coerente com a

12 12 expectativa de estabilidade dos preços de commodities ao longo dos próximos cinco anos. Isso é algo mais prudente do que sugerem os contratos futuros atuais, que apontam para aumentos substanciais dos preços de petróleo bruto e gás natural até Abordagem de Planejamento Orçamentário O Governo adota uma abordagem de planejamento orçamentário fundamentada nos princípios de transparência, prestação de contas à opinião pública e forte gestão de despesas. Para assegurar a objetividade e transparência das previsões, o Governo baseia suas projeções fiscais na média das projeções do setor privado para o desempenho da economia canadense. Esse processo vem sendo adotado há mais de uma década. Os analistas do setor privado cobertos pelo levantamento de agosto são os das seguintes empresas: Bank of America Merrill Lynch, BMO Capital Markets, Caisse de Dépôt et Placement du Québec, The Centre for Spatial Economics, CIBC World Markets, The Conference Board of Canada, Desjardins, Deutsche Bank of Canada, Laurentian Bank Securities, Global Insight, National Bank Financial, Royal Bank of Canada, Scotiabank, TD Bank Financial Group, UBS Warburg e University of Toronto (Policy and Economic Analysis Program). 2.3 Fatores-Chave da Economia Canadense Esta seção está baseada em informações de várias fontes, que incluem o Relatório de Perspectivas Industriais (Industrial Outlook Report) do TD Financial Group para janeiro de 2010, além de Statistics Canada e The Nielsen Company. Habitação O mercado imobiliário residencial do Canadá foi surpreendentemente forte nos últimos seis meses de 2009, em grande parte graças às taxas de juros muito baixas. Todavia, o dinamismo desse mercado resultou principalmente das vendas de casas existentes, que não só se recuperaram plenamente após a recessão, mas já ultrapassaram o pico anterior atingido em Os preços médios também já recuperaram as perdas e estão previstos subir entre 9%- 10% em 2010, segundo as expectativas. Essas perspectivas positivas influenciaram apenas parcialmente o mercado de casas novas, levando a atividade da construção residencial para mais de 165 mil residências em início de construção (housing starts) no quarto trimestre de 2009, bem acima do nível observado no início de É provável que essa tendência persista em 2010, mas apenas no primeiro semestre. Por isso, a expectativa atual é de que a construção residencial volte a se enfraquecer a partir de meados do ano e de que o número de residências em início de construção caia ao longo de Além disso, se o Governo permitir que o benefício de crédito fiscal para renovação de casas (Federal Home Renovations Tax Credit) expire em fevereiro de 2010, conforme programado, a atividade de renovação será enfraquecida. O setor não residencial tipicamente fica atrasado em relação ao restante da economia durante uma recuperação, porque as empresas não costumam tomar decisões de investimento até que a recuperação econômica seja mais nítida. A atividade de construção civil, puxada pelos gastos governamentais com infraestrutura, continuará a influenciar positivamente o setor não residencial em 2010, mas é provável que desacelere em No setor comercial, as altas taxas de vacância em prédios de escritórios nas áreas nobres dos centros urbanos, taxas essas que aumentaram nacionalmente de 6% para mais de 9% desde o segundo trimestre de 2008, continuarão a frear a atividade. De modo geral, o setor não residencial crescerá

13 13 apenas moderadamente nos próximos anos. Perfil Demográfico A tabela a seguir resume o perfil demográfico do Canadá, com o número de habitantes total e por província e território, no período entre 2005 e 2009 inclusive: População do Canadá: por ano, província e território (milhares) Cresc, Médio Anual Canadá , , , , ,9 1,15% Terra Nova e Labrador 514,4 510,3 506,5 506,4 508,9-0,3% Ilha do Príncipe Eduardo 138,1 137,9 138,1 139,5 141,0 0,6% Nova Escócia 937,9 938,0 935,9 936,6 938,2 0,0% Nova Brunswick 748,0 745,7 745,6 747,1 749,5 0,0% Quebec 7.581, , , , ,9 0,8% Ontário , , , , ,2 1,1% Manitoba 1.178, , , , ,0 0,9% Saskatchewan 993,6 992, , , ,1 0,9% Alberta 3.322, , , , ,7 2,6% Colúmbia Britânica 4.196, , , , ,2 1,5% Yukon 31,9 32,3 32,6 33,2 33,7 1,4% Territórios do Noroeste 43,4 43,2 43,5 43,7 43,4 0,0% Nunavut 30,3 30,8 31,3 31,6 32,2 1,5% Fonte: Statistics Canada, jan/2010 Mudanças/Tendências Recentes nos Estilos de Vida As informações a seguir foram preparadas por Statistics Canada com base nos dois mais recentes recenseamentos demográficos do Canadá conduzidos em 2001 e 2006 e medem as mudanças entre esses dois anos. Trata-se das informações sociais mais atualizadas que foram disponibilizadas por Statistics Canada. Panorama das Mudanças na Força de Trabalho Canadense Entre 2001 e 2006, o emprego total no Canadá cresceu 1,7% ao ano em média. Essa foi a maior taxa de crescimento do emprego entre os países do Grupo dos Sete (G7). Segundo dados da Pesquisa da Força de Trabalho (Labour Force Survey), o forte crescimento do emprego no Canadá continuou desde O emprego aumentou em todas as regiões, mas o crescimento foi mais forte no Oeste, especialmente em Alberta e na Colúmbia Britânica. Indústrias de Bens Dentre as indústrias de bens, a de mineração e extração de petróleo e gás cresceu a taxas mais rápidas entre 2001 e O emprego chegou a 222,7 mil em 2006, crescendo 7,5% ao ano em média, ou quase quatro vezes a média nacional de 1,7%. Alberta sozinho respondeu por 70% do crescimento do emprego nesta indústria. O emprego também cresceu bastante no setor de construção, subindo 4,5% ao ano em média e elevando o número total de empregos a 991,2 mil em O emprego no setor de construção cresceu mais em Alberta e Colúmbia Britânica do que em Ontário e Quebec. Maior Queda Foi na Indústria de Transformação

14 14 A indústria de transformação perdeu 136,7 mil empregos entre 2001 e 2006, o que equivale a uma queda de 1,4% ao ano. O emprego total caiu cerca de para aproximadamente Essas perdas foram concentradas em Ontário (77,7 mil empregos na indústria de transformação) e Quebec (56,6 mil). A indústria de confecções e vestuário perdeu quase 33 mil empregos no período, o que equivale a uma queda média de 9.3% ao ano. O emprego no setor de tecnologia da informação e comunicação caiu em 28,2 mil, com queda mais forte em Ottawa Gatineau. As indústrias de papel, papelão e celulose perderam 14,4 mil empregos no período de cinco anos. A de serrarias e conservação de madeira perdeu 14,2 mil empregos, com mais da metade da queda ocorrendo na Colúmbia Britânica. Setor de Serviços Ao contrário das indústrias de bens, no setor de serviços o emprego aumentou em todos os segmentos. Os dados do censo mostram que o emprego no comércio varejista, maior segmento do setor de serviços canadense, chegou perto da paridade com o da indústria de transformação. O emprego cresceu 1,8% ao ano em média no comércio varejista entre 2001 e 2006, acrescentando um total de 155,8 mil trabalhadores. Com isso, o número de empregos no comércio varejista atingiu pouco mais de Os supermercados, depósitos de materiais de construção e concessionárias de veículos automotores geraram a maior parte desse grande aumento do emprego. Provavelmente em consequência do boom no mercado habitacional, o emprego no setor imobiliário e de locação e leasing cresceu com força, alcançando a média anual de 3,3% no período. Esse setor empregava pouco mais de 293 mil pessoas em O crescimento foi forte também em serviços profissionais, científicos e técnicos, acrescentando 142,3 mil empregos e alcançando a média anual de 2,9%. Um dos vetores do crescimento nesse setor foi a procura por trabalhadores nos serviços de arquitetura, engenharia e correlatos, provavelmente em consequência do crescimento da procura por esses serviços nas indústrias de construção e petróleo e gás. O segundo maior segmento do setor de serviços canadense, o de assistência médica e social, acrescentou 199,9 mil trabalhadores, alcançando um total de em O crescimento foi maior em Ontário, Quebec e Alberta. O crescimento do emprego nos serviços educacionais somou 123,6 mil, o que equivale a uma taxa média anual de 2,4%, elevando o total para em O emprego nas universidades cresceu muito para acompanhar o aumento do número de alunos. Na administração pública, o emprego chegou a 943,7 mil em 2006, crescendo a uma taxa média de 1,7% ao ano (idêntica à taxa média nacional de crescimento do emprego total). De modo geral, o aumento veio em grande medida da administração pública local, municipal e regional. Taxa de Desemprego Foi Menor entre Graduados em Pedagogia Em 2006, as taxas de desemprego entre pessoas com os níveis completo de escolaridade foram relativamente baixas em comparação com anos anteriores. Todavia, a economia canadense continua a valorizar mais os trabalhadores com maior escolaridade. Segundo o censo, a taxa de desemprego foi de 9,4% entre trabalhadores canadenses com idades de 25 a 54 anos e com ensino médio incompleto. Isso é mais de duas vezes a taxa de desemprego entre

15 15 trabalhadores com ensino superior completo, que foi de 4,2%. O tipo de curso concluído pelas pessoas também pode afetar suas chances de obter emprego. Entre pessoas com escolaridade pós-secundária, as que estudaram pedagogia tiveram a menor taxa de desemprego em 2006 (3,0%). Outras disciplinas cujos graduados tiveram taxas baixas de desemprego foram estudos bíblicos (3,2%), agricultura, serviços de saúde e estudos de parques, recreação e lazer (todos com 3,6%). Mobilidade do Trabalho Foi Maior no Norte e em Alberta De acordo com os dados sobre a mobilidade do trabalho em 2006, o número de trabalhadores que mudaram de província ou território entre 2001 e aquele ano foi de 562,8 mil, ou 3,4% da força de trabalho total. A região de maior mobilidade foi a dos Territórios do Noroeste, onde mais de um quinto (21,5%) da força de trabalho tinham morado em outra região do Canadá em 2001, seguida de Nunavut (15,7%) e Yukon (14,1%). Dentre as províncias, Alberta tinha a força de trabalho com a maior mobilidade: 8,6% havia morado em outra província ou território cinco anos antes. Cerca de 160,5 mil pessoas que compunham a força de trabalho de Alberta tinham mudado de outras partes do Canadá para a província desde A mobilidade foi maior em dois setores: extração mineral e de petróleo e gás; e administração pública. No setor de mineração, petróleo e gás, nada menos do que 8,1% da força de trabalho, ou cerca de 17,7 mil trabalhadores, haviam morado em outra província ou território há cinco anos atrás. Na administração pública, era o caso de cerca de 51,4 mil pessoas, ou 5,5% da força de trabalho. Envelhecimento da Força de Trabalho Os dados do censo mostraram que em 2006, trabalhadores de 55 anos ou mais responderam por 15,3% da força de trabalho total, ante 11,7% em Em consequência do crescimento dessa faixa etária, a idade mediana da força de trabalho ultrapassou a marca dos 40 anos pelo primeira vez, subindo de 39,5 anos em 2001 para 41,2 anos em Segundo o censo, pouco mais de 2 milhões de indivíduos com idades entre 55 e 64 anos estavam empregados em 2006, ou 43,0% a mais do que em Ao mesmo tempo, a participação desse grupo na força de trabalho subiu de 54,0% a 59,7%. Os agricultores tinham a maior idade mediana (52 anos) entre todas as ocupações em 2006 ( 51 anos em 2001), seguidos dos corretores de imóveis e administradores imobiliários (51 anos). As outras ocupações com idade mediana de cerca de 50 anos incluíam pastores, motoristas de ônibus e demais trabalhadores no setor de transporte coletivo, gerentes seniores nos setores de saúde, educação e serviços sociais e comunitários e gestores graduados da administração pública. Imigrantes Aumentam Participação na Força de Trabalho Das pessoas que compunham a força de trabalho total em 2006, cerca de haviam nascido em outros países. Isso equivalia a pouco mais de um quinto (21,2%) da força de trabalho canadense em 2006, ante 19,9% em As taxas de emprego de imigrantes subiram entre 2001 e 2006 para aqueles com idade entre 25 e 54, de 76,4% a 77,5%. (A taxa de emprego dos canadenses nativos em idade de trabalhar subiu de 80,9% a 82,4% no mesmo período.)

16 16 A maioria dos imigrantes recentes em idade de trabalhar foram para o mercado de trabalho em Ontário (51,1%), seguido de Quebec (19,2%) e Colúmbia Britânica (15.9%). Em Ontário, a taxa de emprego para esse contingente foi de 68,5%; em Quebec, foi de 58,2%; e na Colúmbia Britânica, 67,1% estavam trabalhando em As condições do mercado de trabalho melhoraram em 2006 em comparação com 2001 para imigrantes recentes masculinos e femininos do principal grupo, aquele que estava em idade de trabalhar. No entanto, as taxas de emprego para imigrantes recentes continuaram a ser inferiores às dos canadenses nativos. As taxas de emprego entre imigrantes recentes do sexo masculino e canadenses nativos, também masculinos, estavam mais próximas em 2006 do que em Cerca de 78,6% dos imigrantes recentes masculinos com idade entre 25 e 54 anos estavam empregados em ,1 pontos percentuais acima da proporção de No mesmo período, a taxa de emprego dos homens nascidos no Canadá subiu apenas 0,6 p.p. para 86,3%. A diferença entre imigrantes recentes do sexo feminino e mulheres nascidas no Canadá também diminuiu. A taxa de emprego das primeiras subiu 3,6 p.p. de 53,2% a 56,8% entre 2001 e 2006, enquanto a das segundas subia apenas 2,2 p.p. de 76,3% a 78,5%. 2.4 Cenário Econômico Canadense, O Governo considera a média das projeções econômicas do setor privado como base prudente para o planejamento fiscal. Os analistas do setor privado pesquisados em agosto projetam queda de 4,6% do PIB nominal canadense em 2009, ante a queda de 2,7% prevista no planejamento orçamentário para o Orçamento de Portanto, a previsão atual do setor privado para o PIB nominal está CDN$33 bilhões abaixo do previsto no planejamento orçamentário de 2009, com projeção de queda de CDN$76 bilhões até Em linha com a expectativa de recuperação econômica sustentada no médio prazo, os analistas do setor privado prevêem uma recuperação gradual do mercado de trabalho. Todavia, dada a debilidade maior do que esperada da economia em fins de 2008 e início de 2009, os analistas do setor privado esperam que a taxa de desemprego chegue a 9% em média em 2010, ou 1,3 p.p. acima da projeção feita no Orçamento. Em seguida, projeta-se uma queda gradual da taxa de desemprego, chegando a 6,5% em De acordo com as projeções dos analistas do setor privado, as taxas de juros de curto prazo ficarão abaixo dos níveis vistos na época do Orçamento de Entretanto, os analistas prevêem que essas taxas subirão rapidamente no decorrer de 2011, chegando a 4% em média até 2012, ou aproximadamente o nível esperado na época do Orçamento de Para as taxas de juro de longo prazo a projeção é de 4,7 por cento em média entre 2010 e 2014, praticamente igual à média projetada no Orçamento para esse mesmo período. Além disso, a partir de 2010 a inflação dos preços ao consumidor subirá dos níveis mais baixos em 15 anos para atingir as taxas de inflação projetadas no Orçamento de 2009, de acordo com os analistas do setor privado. A projeção para a inflação ao consumidor entre 2010 e 2014 é de 2% em média, taxa idêntica à projetada pelo setor privado na época do Orçamento de 2009.

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