Período da manhã. 08:45h RECEPÇÃO DOS CONVIDADOS E ENTREGA DE DOCUMENTAÇÃO

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1 Programa Período da manhã 08:45h RECEPÇÃO DOS CONVIDADOS E ENTREGA DE DOCUMENTAÇÃO 09:15h SESSÃO DE ABERTURA Prof. Fernando Teixeira dos Santos Ministro de Estado e das Finanças Dr. Rui Leão Martinho Presidente do Conselho Directivo do Instituto de Seguros de Portugal 09:45h I PAINEL GESTÃO DE RISCOS E CONTROLO INTERNO NA ACTIVIDADE SEGURADORA Moderador: Dr. António Egídio Reis Director Geral de Supervisão do ISP ORADORES: Dra. Ana Salcedas Partner da Ernst & Young Financial Services Dr. Jaime d Almeida Presidente da Associação Portuguesa de Seguradores Dr. Presidente da Companhia de Seguros Açoreana, S.A. 11:00h INTERVALO / COFFEE-BREAK 11:30h II PAINEL NOVOS SISTEMAS DE SOLVÊNCIA NO SECTOR SEGURADOR Moderador: Dr. Gabriel Bernardino Director do Departamento de Desenvolvimento do ISP ORADORES: Solvência 2 O ponto de vista dos Chief Risk Officers (CRO) Dr. Raj Singh Allianz Group Swiss Solvency Test Dr. Phillip Keller Federal Office of Private Insurance

2 Programa 13:30h ALMOÇO Período da tarde 15:00h III PAINEL DESAFIOS DO NOVO REGIME DOS FUNDOS DE PENSÕES Moderador: Dra. Maria Amélia Vicente Directora do Departamento de Supervisão de Fundos de Pensões ORADORES: A gestão de riscos numa SGFP Dr. Valdemar Duarte PensõesGere Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. A transparência e a prestação de informação ponto de vista de um associado Dr. Miles Cunningham Membro do Conselho Directivo da Tabaqueira, S.A. Dra. Adélia Borges Compensations & Benefits Manager. Tabaqueira, S.A. A avaliação actuarial de responsabilidades com pensões na UE Dr. Gordon Pollock Partner da Mercer Human Resource Consulting 17:00h SESSÃO DE ENCERRAMENTO Dr. Rui Leão Martinho Presidente do Conselho Directivo do ISP

3 Risk Advisory Services Gestão de Riscos e Controlo Interno na actividade Seguradora 21 de Junho de 2006 Ana Salcedas Partner, Ernst & Young

4 A informação contida neste documento e a transmitida durante a apresentação é propriedade de Ernst & Young. Não poderá ser efectuada reprodução total ou parcial desta informação sem prévia autorização da Ernst & Young. Porque discutimos hoje este tema? Volatilidade das condições económicas e alterações na exposição a determinados riscos (tendências de longevidade, terrorismo, desastres naturais ) Pressão dos investidores, agências de rating, reguladores.. Nova legislação (Sarbanes-Oxley Act, VIII Directiva, Solvência II ) Abordagens tradicionais de gestão de risco insuficientes para gerir as complexas actuais necessidades de negócio 1

5 A informação contida neste documento e a transmitida durante a apresentação é propriedade de Ernst & Young. Não poderá ser efectuada reprodução total ou parcial desta informação sem prévia autorização da Ernst & Young. EY Global Risk Survey * principais conclusões "Closing The Gaps" 42% das empresas reconhecem a existência de "gaps" na mitigação dos riscos. Integração com Estratégia da Empresa quatro em cada dez empresas não considera formalmente a Gestão do Risco na definição da estratégia do negócio. Criação de "linhas de defesa" Necessidade de melhorar o alinhamento entre as funções da Gestão do Risco e a Gestão das unidades de negócio Aumento gastos em Gestão do Risco 60% das empresas planeia aumentar o nível de investimento no próximos 3 anos. O desafio para o futuro Gerir o Risco de forma mais coordenada e integrada 2 * EY Global Risk Survey 441 CEOs, CFOs e Directores Financeiros, Março de 2006

6 A informação contida neste documento e a transmitida durante a apresentação é propriedade de Ernst & Young. Não poderá ser efectuada reprodução total ou parcial desta informação sem prévia autorização da Ernst & Young. Ambiente Geral da Gestão do Risco O survey da Ernst & Young revela a percepção do aumento de responsabilidades dos CEO, CFO e membros das Administrações. Os entrevistados revelam os principais factores que resultam de uma Gestão do Risco de sucesso. 3 Inúmeros factores externos conduziram ao relevo do Risco, onde se inclui : nova regulamentação e a introdução de práticas de Corporate Governance, Compliance e Gestão do Risco. Há uma clara tendência para uma abordagem integrada de Gestão do Risco que esteja alinhada com o negócio e com os objectivos.

7 A informação contida neste documento e a transmitida durante a apresentação é propriedade de Ernst & Young. Não poderá ser efectuada reprodução total ou parcial desta informação sem prévia autorização da Ernst & Young. Os investidores estão dispostos a pagar um prémio por uma boa Gestão do Risco To comply more and more with laws and regulations and still be able to see through the tangle of guidelines. Senior Portfolio Manager, Netherlands Deciding what risks to mitigate and what risks to leave exposed. Fund Director, UK Simply making sure that everything they say is the truth. Senior Investor, US As an investor I want the companies to truly commit themselves to change what is wrong when it comes to risk management. Senior Investor, Brazil To be more integrated and flexible and have the ability to change as the company s growth and profile change. Chief Investment Officer, USA Recognizing that their objectives actually do coincide with ours. Portfolio Manager, Netherlands 4 * Ernst & Young Risk Survey Key Investor Findings Novembro 2005 Survey realizado por Taylor Nelson Sofres, Londres, patrocinado pela Ernst & Young. Método utilizado: entrevistas telefónicas

8 A informação contida neste documento e a transmitida durante a apresentação é propriedade de Ernst & Young. Não poderá ser efectuada reprodução total ou parcial desta informação sem prévia autorização da Ernst & Young. Os investidores penalizam as empresas que têm insuficiências na Gestão de Risco Os investidores querem conhecer os Riscos e saber como se efectua a Gestão do Risco By declaring the risks, and quantifying them somehow, they give investors confidence in the company. Portfolio Manager, Sweden The company has to show in detail how it operates its current risk management. It has to show it has a clear knowledge of the difference between business risk and financial risk. Senior Investor, Brazil They can show what systems they have for risk management. Portfolio Manager, Sweden Demonstrating how the risk approach adds value; showing the benefits of protection through risk management. Chief Investment Officer, Australia 5 * Ernst & Young Risk Survey Key Investor Findings Novembro Survey realizado por Taylor Nelson Sofres, Londres, patrocinado pela Ernst & Young. Método utilizado: entrevistas telefónicas

9 A informação contida neste documento e a transmitida durante a apresentação é propriedade de Ernst & Young. Não poderá ser efectuada reprodução total ou parcial desta informação sem prévia autorização da Ernst & Young. Agências de Rating 6

10 A informação contida neste documento e a transmitida durante a apresentação é propriedade de Ernst & Young. Não poderá ser efectuada reprodução total ou parcial desta informação sem prévia autorização da Ernst & Young. Benefícios e Valor da Gestão do Risco Evitar Surpresas Atingir objectivos estratégicos Reduzir de Custos Melhorar o desempenho financeiro Optimizar a alocação de recursos humanos e de capital 7 Gerir os mesmos riscos de igual forma Identificar correlações entre diferentes riscos Aperfeiçoar o processo de tomada de decisões Melhorar a Corporate Governance

11 A informação contida neste documento e a transmitida durante a apresentação é propriedade de Ernst & Young. Não poderá ser efectuada reprodução total ou parcial desta informação sem prévia autorização da Ernst & Young. Os standards 8 Ferma, Coso 2.

12 A informação contida neste documento e a transmitida durante a apresentação é propriedade de Ernst & Young. Não poderá ser efectuada reprodução total ou parcial desta informação sem prévia autorização da Ernst & Young. Abordagem para a Gestão do Risco Melhorar o Negócio ABORDAGEM INTEGRADA PARA A GESTÃO DO RISCO Iniciativas e Business Drivers Riscos Abordagem Âmbito Intervenientes Conselho de Administração Estratégia do Negócio Proveitos e Quota de Mercado Marca e Reputação Gestão de Activos e Capital Margem Operacional Estratégicos Operacionais Financeiros Compliance Avaliar Aperfeiçoar Monitorizar Operações P&D Novos Produtos Novos Negócios Procurement Produção Logística Suporte Pós-Venda Funções de Suporte Transacções Tecnologias de Informação Fiscal Financeira Legal Recursos Humanos Funções Corporativas de Gestão do Risco Auditoria Interna Compliance Controlo Interno Outras Administração Directores Comité de Auditoria Comité de Risco PERFORMANCE COMPLIANCE Objectivos Organização Estratégia de Gestão do Risco Reporting e Comunicação Ferramentas e Tecnologia Cultura Componentes da Gestão do Risco ALINHADO COM OS BUSINESS DRIVERS 9 Evitar Problemas

13 A informação contida neste documento e a transmitida durante a apresentação é propriedade de Ernst & Young. Não poderá ser efectuada reprodução total ou parcial desta informação sem prévia autorização da Ernst & Young. Uma visão para a Gestão do Risco Objectivos de Negócio 10 Riscos Típicos do Sector Como Avaliar o Risco? Normas e Legislação Resolução de problemas Avaliar Estratégia Riscos Processos Aperfeiçoar Alinhamento e Alavancage m Monitorizar Análise de Actividades Como melhorar a mitigação dos Riscos Segregação Testes aos Controlos Control Self Assessment Análise de eventos de perda Como monitorizar o Risco? Monitorização Contínua

14 A informação contida neste documento e a transmitida durante a apresentação é propriedade de Ernst & Young. Não poderá ser efectuada reprodução total ou parcial desta informação sem prévia autorização da Ernst & Young. Uma abordagem integrada 1 Risk 2 Risk Governance Framework Measurement Metodologias e métricas para quantificar os riscos 3 Risk Management Processos e actividades usados para monitorar os riscos 11

15 A informação contida neste documento e a transmitida durante a apresentação é propriedade de Ernst & Young. Não poderá ser efectuada reprodução total ou parcial desta informação sem prévia autorização da Ernst & Young. Uma abordagem faseada Abordagem pragmática: Inicia-se com a avaliação do risco e pela revisão dos actuais níveis de competência para a Gestão do Risco. Com base nos resultados das fases anteriores, foca-se nas áreas de melhoria que podem proporcionar maior valor. 1 Avaliação 2 dos Riscos da Organização Avaliar e classificar os riscos Analisar o ambiente interno para a Gestão do Risco Avaliar a capacidade da organização para gerir os riscos 3 Melhorar a Gestão do Risco Melhorar as capacidades para a Gestão do Risco, através: Integração das actividades de Gestão do Risco nas funções e processos da organização Desenho e implementação de ferramentas para suportar uma Gestão do Risco alinhada, coordenada e integrada Desenvolvimento de planos de mitigação dos riscos mais significativos 12

16 A informação contida neste documento e a transmitida durante a apresentação é propriedade de Ernst & Young. Não poderá ser efectuada reprodução total ou parcial desta informação sem prévia autorização da Ernst & Young. Resumo Produtos Resultantes Step s Avaliar Monitorizar Melhorar Etapa 1 Etapa 2 Etapa 3 Etapa 4 Etapa 5 Etapa 6 Desenvolver Expectativas e Adaptar a Abordagem Ligar Estratégia, Riscos e Processos Desenvolver a Avaliação dos Riscos Validar Avaliação do Risco Desenvolver um Plano de Monitorização Desenvolver um Plano de Acções Produtos Resultantes Factores Criticos de Sucesso Customized RiskUniverse Perfil de Risco Modelo de Processos Critérios de Avaliação de Riscos Modelo de Riscos Matriz Riscos / Organização Template de Avaliação dos Riscos Questionário de avaliação do Risco Perfil de Risco Prioritização dos Riscos Avaliação dos Riscos Avaliação dos Riscos validada pela Gestão Estabelecer protocolo com Auditoria Interna (e Qualidade) Plano de Monitorização Plano de Acções Pessoas Metodologia Conhecimento Tecnologia 13

17 A informação contida neste documento e a transmitida durante a apresentação é propriedade de Ernst & Young. Não poderá ser efectuada reprodução total ou parcial desta informação sem prévia autorização da Ernst & Young. Algumas indicações (1) Nada acontece "por mágica" Envolvimento do topo, assegurar suporte ao nível adequado Um projecto, depois um processo e uma equipa com os recursos adequados Definição de Objectivos e forma de organização, Cultura para o risco Avaliação do Risco Os gestores do negócio são mais que especialistas Abordagem transversal (aos problemas ou na implementação de best practices) Hoje e amanhã ("olhar para o desconhecido") Implementação progressiva, depois uma actividade integrada 14

18 A informação contida neste documento e a transmitida durante a apresentação é propriedade de Ernst & Young. Não poderá ser efectuada reprodução total ou parcial desta informação sem prévia autorização da Ernst & Young. Algumas indicações (2) Gestão do Risco: Consistência linguagem comum, respostas comuns, metodologia, ferramentas Ligação à visão estratégica e aos processos assegura foco e alinhamento Ligar o risco, propensão para o risco e gestão de oportunidades Identificar oportunidades de melhoria transversais Implementar o processo Uma equipa central que funciona como facilitador, um hub, Aportar valor com a definição dos processos e ferramentas de suporte Compilar, organizar e disseminar conhecimento Contemplar actividades especificas: seguros, gestão de crise, "Autoavalie-se e meça a sua contribuição" Evitar a burocracia 15

19 A informação contida neste documento e a transmitida durante a apresentação é propriedade de Ernst & Young. Não poderá ser efectuada reprodução total ou parcial desta informação sem prévia autorização da Ernst & Young. Requisitos da Norma 14 do ISP Corporate Governance Informação financeira Auditoria Interna Órgãos e políticas de bom governo Nível de tolerância e política geral de gestão de riscos Risco Operacional Gestão de Riscos Controlo Interno Compliance Prevenção de branqueamento de capitais Prevenção de outras fraudes Ambiente de controlo Avaliação Monitorização Melhoria Risco de Subscrição Risco de Mercado /ALM Risco de Crédito Risco de Liquidez 16

20 A informação contida neste documento e a transmitida durante a apresentação é propriedade de Ernst & Young. Não poderá ser efectuada reprodução total ou parcial desta informação sem prévia autorização da Ernst & Young. Framework de ERM A competência de uma organização para gerir a incerteza minimizando as ameaças e maximizando as oportunidades O ERM é constituído por um conjunto de práticas para avaliar, monitorizar e melhorar a forma como o risco é gerido suportado por um framework adequado à Gestão do Risco Integrad a INFRAESTRUTURA Probabilidade de sucesso e criação de valor do ERM Framework ERM Nova Académica ABORDAG EM Prática 17

21 A informação contida neste documento e a transmitida durante a apresentação é propriedade de Ernst & Young. Não poderá ser efectuada reprodução total ou parcial desta informação sem prévia autorização da Ernst & Young. Go for the reward... but manage your risk 18

22 A informação contida neste documento e a transmitida durante a apresentação é propriedade de Ernst & Young. Não poderá ser efectuada reprodução total ou parcial desta informação sem prévia autorização da Ernst & Young. Mais informações Ana Salcedas, E&Y Portugal

23 GESTÃO DE RISCOS E CONTROLO INTERNO NA ACTIVIDADE SEGURADORA Jaime d Almeida Presidente APS

24 CONTEXTO Evolução profunda do mercado financeiro e, em particular, do mercado segurador nos últimos anos: produtos e serviços riscos ferramentas de gestão objectivos operadores globalização Com alguns casos concretos que abalaram confiança na solidez do sistema

25 CONTEXTO (continuação) Reorientação das preocupações dos supervisores e reforço da sua intervenção em áreas como: gestão do risco e solvência controlo interno corporate governance compliance e branqueamento de capitais conduta de mercado

26 CONTEXTO (continuação) No sector segurador, orientações concretas em matéria de controlo interno e gestão de riscos: Insurance Core Principles do IAIS Relatório de Madrid do CEIOPS mas sobretudo projecto Solvência II

27 CONTEXTO (continuação) Regras de controlo interno e gestão de riscos serão parte integrante do modelo Solvência II: função crucial da gestão de riscos, num modelo de risk based capital reconhecimento da relação entre qualidade do controlo interno e perfil de risco da companhia importância de uma adequada estrutura organizacional

28 CONTEXTO (continuação) Recente regulamentação do ISP nesta área foi, por isso, oportuna: antecipa requisitos do Pilar II do Solvência II impõe preocupações salutares para a gestão incute uma cultura de risco nas companhias

29 IMPACTOS Mas a regulamentação terá impactos consideráveis: na estrutura organizacional nos processos e sistemas na gestão técnica

30 IMPACTOS (continuação) Estrutura organizacional definição expressa de cadeias de responsabilidades segregação de deveres garantia de competência dos colaboradores eventuais códigos de conduta funções específicas de gestão de riscos e de auditoria interna modelos de comunicação cultura organizacional

31 IMPACTOS (continuação) Processos e sistemas sistemas de informação e comunicação modelos de análise qualitativa e quantitativa e regras explícitas de gestão de riscos mecanismos de monitorização reporte, orientações e recomendações controlo do branqueamento de capitais e compliance sistemas e relatórios de auditoria

32 IMPACTOS (continuação) Gestão Técnica políticas de mitigação de riscos subscrição e tarifação baseadas na análise de risco investimentos baseados na análise de risco

33 IMPACTOS (continuação) Representará um enorme esforço para a generalidade das seguradoras: na definição e implementação de novas políticas na reformulação da estrutura organizacional, dos processos e dos sistemas na adaptação cultural de toda a organização na formalização/documentação de todas estas políticas, estratégias, processos, funções, sistemas, regras

34 IMPACTOS (continuação) Por isso, solução de implementação faseada da Norma foi opção adequada: com produção de efeitos a mas com exigências de planeamento prévias

35 PREOCUPAÇÕES Requisitos mínimos e orientações: ISP estabelecerá a posteriori requisitos mínimos e orientações técnicas para implementação dos sistemas de gestão de riscos e de controlo interno dadas as exigências prévias de planeamento, as seguradoras começarão a estruturar sistemas com base em critérios próprios, que podem não obedecer depois aos requisitos mínimos ou orientações é fundamental conhecer atempadamente estes requisitos mínimos e orientações, pelo menos nas suas linhas gerais

36 PREOCUPAÇÕES (Cont.) Tratamento das pequenas seguradoras: Norma adopta um princípio de proporcionalidade entre os meios e a dimensão, natureza e complexidade da actividade da empresa assume para empresas de reduzida dimensão flexibilidade no cumprimento de requisitos quanto à segregação de deveres e à função de gestão de riscos para a função de auditoria interna, assume soluções alternativas para estruturas organizacionais onde a sua existência não é exequível ou apropriada. considerados, e bem, estes princípios, há que salvaguardar que o processo de supervisão terá em conta, de facto, as naturais limitações destas organizações e o esforço relativo que para elas representa o cumprimento de todos estes requisitos

37 PREOCUPAÇÕES (Cont.) Articulação com o projecto Solvência II: para que o cumprimento destes requisitos seja integralmente reconhecido nas exigências do Solvência II para que represente, de facto, um impulso na adopção de uma verdadeira cultura de risco nas companhias sendo que a qualidade da gestão de risco estará, em breve, directamente associada aos requisitos de capital

38 Gestão de Riscos e Controlo Interno na Actividade Seguradora

39 Gestão de Riscos e Controlo Interno na Actividade Seguradora SOLVÊNCIA II Origem, Desenvolvimento e Objectivos Controlo Interno e Gestão de Riscos Abordagem CSA Conclusões 2

40 Fonte: APS 3

41 Objectivo nuclear O objectivo básico da Solvência II é estabelecer uma combinação de medidas e instrumentos que possibilitem garantir que os direitos dos tomadores de seguros e segurados estão salvaguardados. 4

42 Elementos mais relevantes i. A solvência da empresa deve ser avaliada numa óptica prospectiva e orientada para os riscos e deve incorporar os elementos quantitativos e os elementos qualitativos que possam influenciar o perfil de risco da empresa de seguros; ii. iii. iv. As seguradoras tem de constituir provisões suficientes para os riscos que assumem Os activos de investimento devem gozar de níveis óptimos de segurança, diversificação e qualidade; As companhias tem de dispor de capitais próprios não comprometidos para fazer face a eventos inesperados e proteger os interesses dos segurados. 5

43 O Sistema de três pilares Pilar I Pilar II Pilar III Requisitos Quantitativos Requisitos Qualitativos e Processo de Supervisão Disclosure de Informação Normas Contabilísticas - IAS/IFRS 6

44 Vectores principais do SOLVÊNCIA II encorajar e incentivar as seguradoras para a avaliação e gestão dos respectivos riscos; clarificar os requisitos para o cálculo das necessidades de capital e os conceitos de capital económico (SCR) e de capital mínimo absoluto (MCR) proporcionar uma supervisão mais eficiente dos grupos seguradores e dos conglomerados financeiros e a cooperação e coordenação entre autoridades prudenciais conduzir a uma maior harmonização dos métodos de supervisão quantitativos e qualitativos promover uma maior convergência do processo de normalização prudencial garantir uma Gestão fit and proper 7

45 Pilar III Disclosure requirements Incremento da transparência e qualidade da informação divulgada Reforço dos mecanismos de mercado Melhoria da supervisão das Companhias 8

46 Pilar II Requisitos qualitativos e processo de supervisão Estruturas e mecanismos de governação Controlo Interno Gestão de Risco Processo de supervisão 9

47 good governance adds value 10

48 ICP 9 The corporate governance framework recognizes and projects rights of all interested parties. The supervisory authority requires compliance with all applicable governance standards 11

49 ICP 7 The significant owners, board members, senior management, auditors and actuaries of an insurer are fit and proper to fulfill their roles. This requires that they possess the appropriate integrity, competency, experience and qualifications 12

50 Supervisão Define as obrigações e competências do supervisor Estabelece um marco comum para avaliar o boa gestão empresarial Estabelece critérios mínimos para determinadas inspecções/auditorias Alarga competências de âmbito cautelar e prudencial Avalia numa base contínua, o perfil de risco das seguradoras Reforça os mecanismos de intervenção e cooperação. 13

51 Pilar I Cálculo das provisões técnicas Regulação dos investimentos e gestão activo-passivo Novos requisitos de capital Capital objectivo (SCR) e capital mínimo (MCR) Estudos preparatórios e em curso PFS Preparatory field study QIS 1 Quantitative impact study 1 QIS 2 Quantitative impact study 2 14

52 Riscos que afectam a actividade Riscos de Subscrição Riscos de Mercado Riscos de Crédito Riscos de Liquidez Riscos Operacionais 15

53 SOLVÊNCIA II Origem, Desenvolvimento e Objectivos Controlo Interno e Gestão de Riscos Abordagem CSA Conclusões 16

54 Controlo interno Controlo interno é um processo contínuo, realizado pelo board of directors, senior management e todo o pessoal, projectado para assegurar que as estratégias, políticas e procedimentos são implementadas e aplicadas efectiva e eficientemente, que a informação financeira e não financeira é de confiança e que se encontra em conformidade com a regulamentação. CEIOPS Internal Control is a process, effected by an entity s board of directors, management, other personnel, designed to provide reasonable assurance regarding the achievement of objectives in the following categories: Effectiveness and efficiency of operations; Reliability of financial reporting; Compliance with applicable laws and regulations. COSO 17

55 Mecanismos de controlo interno O board of directors tem a responsabilidade final e total por assegurar o estabelecimento, manutenção e monitorização de um sistema adequado e eficaz de controlo interno. O senior management é responsável pela implementação do sistema de controlo interno, integrando a sua cultura e princípios, de acordo com as estratégias e políticas estabelecidas pelo board of directors. Um adequado sistema de controlo interno requer a implementação de controlos efectivos e eficientes a todos os níveis, incluindo actividades em outsourcing. O board of directors deverá assegurar a atribuição apropriada de responsabilidades funcionais e individuais, incluindo uma segregação adequada de funções. O sistema de controlo interno deverá assegurar que o reporte é exacto, completo, atempado e consistente; 18

56 SOLVÊNCIA II Origem, Desenvolvimento e Objectivos Controlo Interno e Gestão de Riscos Abordagem CSA Conclusões 19

57 Iniciativas CSA Criação de um sistema de controlo interno Gestão do risco operacional Arquitectura organizacional Plano de continuidade de operações 20

58 Sistema de controlo interno e gestão de riscos i. Documentar e evidenciar o sistema de controlo interno vigente, face aos riscos associados aos processos da Companhia; ii. Assegurar a consistência do sistema de controlo interno e decidir sobre as melhores oportunidades para mitigar riscos latentes; iii. Dotar a Companhia de uma metodologia de monitorização e revisão permanente do sistema de controlo interno iv. Assegurar a conformidade das práticas da Companhia no âmbito do controlo interno e na gestão de risco com os princípios emanados pelas entidades reguladoras e de supervisão. 21

59 Sistema de controlo interno e gestão de riscos 1ª Fase 2ª Fase 3ª fase Relatório de avaliação do sistema de controlo interno Manualização de alguns dos processos seleccionados Desenho do mapa de riscos Road map de implementação. Concluída Reavaliação dos resultados da 1ª Fase Manualização dos processos não cobertos 1ª Fase Definição dos requisitos do modelo de dados e da solução que irá suportar o cálculo das necessidades de capital. Em curso Até 1º Trim Selecção e implementação da solução que irá suportar o cálculo das necessidades de capital

60 Avaliação do sistema de controlo interno Controlo Interno Relatório de Avaliação do Sistema de Controlo Interno Objectivos do processo; o Descrição das principais actividades; Mapeamento de processos Principais riscos e controlos associados; Indicadores Chave do Processo Questionário de Avaliação de Controlos * Avaliação da Qualidade do Desenho dos controlos Avaliação do Desenho dos Controlos Classificação do Grau de Exposição ao Risco; Inventário de oportunidades de melhoria. Prioritização de oportunidades de melhoria Oportunidades de Melhoria reveladas pelo SCI, prioritizadas em função do grau de exposição ao risco 23

61 Metodologia de abordagem (avaliação dos riscos) Grau de cobertura extensiva dos controlos existentes (considerando os riscos associados) Grau de sistematização dos controlos Grau de adequação da frequência média dos controlos Grau de formalização dos controlos no normativo interno Grau de automatização dos controlos 24

62 Processos seleccionados O âmbito do projecto aprovado para esta primeira vaga endereçou os seguintes processos: Gestão de Activos: Estratégia de investimentos e ALM Gestão de instrumentos financeiros Ramo Vida Produto Multi-Plano Universal Ramos Reais Acidentes de Trabalho e Multiriscos Macro-Processos / Produtos: Gestão de Investimentos Acidentes de Trabalho Multi-Riscos Vida / Multi-Plano Universal Riscos Principais no Âmbito da Gestão de Produtos Pesquisa e Desenvolvimento Subscrição / Gestão da Carteira Gestão de Sinistros 25

63 Manual de controlo interno Documento de natureza, sobretudo, descritiva, que visa sistematizar de forma razoavelmente exaustiva o sistema de controlo interno vigente num dado momento ao nível dos processos de organização. Ficha de Processo Identificação do processo Objectivos do processo Descrição das principais actividades Principais riscos e controlos associados Indicadores chave do processo 26

64 Mapeamento de processos Core Processes Vendas Support Processes Gestão de Cobranças Support Processes Gestão de Tesouraria Unidades Orgânicas Processos Pesquisa, Desenvolvimento e Modificação de Produtos Subscrição de Apólices Novas Alteração de Apólices / Renovação Serviço a Clientes Produção Gestão de Sinistros Cobranças, Anulações e Estormos de Prénios Conta-Corrente e Conta-Efectivo (Mediadores) Gestão de Orçamento de Tesouraria Recebimentos Pagamentos Direcção de Serviços Jurídicos Pré-Contencioso S S S Serviços Contencioso S S S Núcleo Açores S S S Direcção de Estudos de Actuariado Núcleo de Desenvolvimento de Produtos Núcleo de Estudos e Actuariado Departamento de Marketing Núcleo de Produtos e Research Núcleo de Comunicação e Apoio de Canais de Distribuição Núcleo de Apoio Admin. de Suporte de Redes Comerciais P S P S S Núcleo de Gestão de Investimentos S Direcção Operacional do Norte Apoio Administrativo Apoio Técnico S S Núcleo de Regularização de Sinistros Norte P Zonas de Coordenação Comercial P P P P S S Direcção Comercial do Sul Apoio Administrativo Núcleo Técnico de Subscrição Sul S S Zonas de Coordenação Comercial P P P P S S Direcção Regional da Madeira P P P P P S S Direcção Geral dos Açores Direcção Comercial dos Açores P P P P S S Direcção de Produção dos Açores Gabinete de Apoio à Produção dos Açores S S S Núcleo de Emissão de Contratos em Massa S S S Núcleo de Emissões Especiais e Cauções S Direcção de Sinistros dos Açores Núcleo Clínico P Núcleo Automóvel P Núcleo Graves e Pessoais P Núcleo Patrimonial e Outros P Gabinete de Peritagem P Gabinete Técnico Administrativo S S S Núcleo de Auditoria, Análise e Prevenção dos Açores S Núcleo de Subscrições dos Açores S S Ilustrativo 27

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