COMÉRCIO INTERNACIONAL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "COMÉRCIO INTERNACIONAL"

Transcrição

1 Ano Lectivo: 2009/10 Disciplina: Técnicas de Secretariado Professora: Adelina Silva NOVEMBRO DE 2009 COMÉRCIO INTERNACIONAL Trabalho realizado por: Sara Gonçalves n.º16 12ºS

2 Importação Importação é o processo comercial e fiscal que consiste em trazer um bem, que pode ser um produto ou um serviço, do exterior para o país de referência. O procedimento deve ser efectuado via nacionalização do produto ou serviço, que ocorre a partir de procedimentos burocracia/burocráticos ligados à Receita do país de destino, bem como da alfândega, durante o descarregamento e entrega, que pode se dar por via transporte aéreo/aérea, transporte marítimo/marítima, transporte rodoviário/rodoviária ou transporte ferroviário/ferroviária. Quando mais de um tipo de transporte é utilizado para entrega, chamamos de transporte multimodal. Roteiro Básico para Importar Identificar as melhores condições comerciais em função dos vários vendedores disponíveis; Verificar se a importação é permitida ou se possui alguma exigência de ordem administrativa; Levantamento do custo da importação; Viabilidade da importação ou não; Negociar a operação; Verificar se o produto e/ou serviço está pronto para ser embarcado pelo exportador no exterior; Autorizar o embarque do produto e/ou serviço; Receber documentos e enviá-los ao despachante para que o mesmo avalie e inicie o processo de despacho aduaneiro de importação (nacionalização); Providenciar a internalização do produto e/ou serviço (Registo da operação de importação no SISCOMEX - Sistema Integrado de Comércio Exterior); Receber o produto e/ou serviço; Pagar a importação e fechar o câmbio. Página 2

3 Exportação Exportação é a saída de bens, produtos e serviços além das fronteiras do país de origem. Esta operação pode envolver pagamento (cobertura cambial), como venda de produtos, ou não, como nas doações. Exportação Indirecta A exportação pode ser caracterizada como 'directa' e 'indirecta'. A exportação directa ocorre quando a própria empresa faz a exportação, sem a utilização de intermediários no processo de introdução do produto no mercadoalvo. Exportação indirecta trata-se de uma alternativa disponível para empresas que desejam iniciar seu processo de internacionalização, porém não possuem experiência suficiente para fazê-lo de forma independente. Esta forma de provimento do mercado internacional é adoptada normalmente por companhias de pequeno ou médio porte, e pode ocorrer através de: Uma comercial exportadora; Uma "trading company": sociedade anônima, cujo papel é não só comprar produtos para exportar, mas assessorar uma empresa que deseja exportar seus produtos, mediante pagamento de comissão; Uma cooperativa (sector rural); Um consórcio de exportação: espécie de cooperativa que pressupõe a criação de uma marca sob a qual o produto será comercializado no (s) mercado (s) -alvo, não sendo necessário a criação de uma nova personalidade jurídica. Roteiro Básico para Exportar produtos Identificar possíveis compradores no mercado externo; Enquadrar a exportação às normas nacionais e internacionais; Registar e credenciar a sua empresa como exportadora junto ao DECEX/SECEX e Secretaria da Receita Federal; Constatar o possível comprador e apresentar a empresa e o produto; Página 3

4 Preparar o preço FOB ou FCA como básico (ou pelo INCOTERM que o importador solicitar); Definir condições de preço, forma de pagamento, entrega, embalagem, etc; Emitir e enviar a factura Pró-Forma para o importador analisar e confirmar negócio; Receber a formalização do negócio [pedido de compra (Purchase Order)] por parte do importador; Registar a Exportação no SISCOMEX (Sistema Integrado de Comércio Exterior); Produção da mercadoria para entregar no prazo; Contratar empresa para o transporte internacional; Efectuar ou contratar despachante aduaneiro para cumprir os transmites de despacho; Emitir documentos fiscais, comerciais e financeiros; Fechar o câmbio de exportação com o banco autorizador (Banco Negociador); Acompanhar a chegada da mercadoria no destino. Página 4

5 Diferença entre Importação/Exportação e Comércio Intracomunitário Comércio Exterior - é a relação comercial de um país especifico ou de um bloco economico com os demais países, já comércio internacional é o conjunto de operações de intercambio de bens e serviçosentre os diversos países ou blocos economicos amparado em regulamentações internacionais... Comércio Exterior = Venda de produtos de determinado país para outros países estrangeiros (Exportação). Comércio Internacional - é o comércio entre os países compreendem tanto exportaçao quanto importaçao, e comercio exterior que dizer o comércio fora do país de origem, ou seja, só serve para exportaçao. Comércio Internacional = Compra e venda de produtos entre países (importação e exportação). Comércio Extracomunitário é a exportação de mercadorias de Portugal para países terceiros e/ou importação por Portugal de mercadorias com origem em países terceiros. Comércio Intracomunitário é a expedição e/ou chegada de mercadorias transaccionadas entre Portugal e os restantes Estados-membros da União Europeia. Estrutura das Importações/Exportações é a repartição das saídas/entradas em grupos de produtos diferenciados, dando a conhecer a importância relativa de cada grupo em relação aos outros. Exportação é o envio de mercadorias comunitárias com destino a um país terceiro. É frequentemente utilizada em sentido lato, para designar as saídas e expedições. Importação é a recepção de mercadorias não comunitárias, exportadas de um país terceiro. É frequentemente utilizada em sentido lato, para designar as entradas e as chegadas. Página 5

6 Novos Estatutos da OES A Economia Social reúne as actividades económicas que não visam lucro e, embora sejam de carácter privado, compartilham seus objectivos com o sector público. A Economia Social constitui a esfera do chamado terceiro sector, sendo o primeiro sector, o privado capitalista com fins lucrativos; o segundo, o sector público, que visa satisfazer o interesse geral. Frequentemente, a Economia Social está ligada à economia solidária. Na esfera da Economia Social, estão o associativismo, o cooperativismo e o mutualismo, como formas de organização da actividade produtiva. Ao longo dos últimos 150 anos, a Economia Social vem ganhando expressão e seus objectivos passam necessariamente pela solidariedade e pelo desenvolvimento integrado da comunidade e do Homem. Nesta sequência de ideias, a Economia Social ou Terceiro Sector pode eventualmente substituir a acção do Estado ou ser um prolongamento deste na implementação de suas politica sociais. Basicamente inclui dois tipos de organizações: aquelas que funcionam como empresas, embora não visem o lucro (liminarmente relacionadas com o movimento cooperativo), e as organizações privadas mantidas por donativos, quotizações, trabalho voluntário e recursos públicos, tais como associações e fundações: Adesão voluntária e livre; Gestão democrática e participativa; Ausência de finalidades lucrativas; Autonomia face ao Estado e às pessoas jurídicas de direito público. Os eurodeputados defendem que é necessário reconhecer os estatutos europeus relativos às associações, às sociedades mútuas e às fundações, "a Página 6

7 fim de garantir um tratamento igual para as empresas da economia social em conformidade com as regras do mercado interno". "Embora as empresas da economia social sejam muitas vezes consideradas iguais às empresas de capitais, estão à partida limitadas pela falta de instrumentos jurídicos que lhes permitam agir a nível pan-europeu, pelo que têm de fazer face a uma concorrência injusta. Os estatutos europeus permitiriam fazer face à falta de visibilidade desses tipos de empresas", afirma a relatora. Página 7

8 Documentação das Trocas Internacionais Os documentos utilizados nas trocas comerciais com o exterior Os documentos utilizados são substancialmente diferentes, consoante estejamos face a uma importação/exportação, ou face a uma aquisição/venda. No caso das trocas extracomunitárias de bens (importações e exportações), destacam-se pela sua importância, as licenças, as declarações e os certificados, o documento administrativo único, a factura comercial e o certificado de origem. Relativamente à documentação que deverá acompanhar as aquisições ou vendas intracomunitárias de bens, referem-se a factura comercial, certificados de vária ordem, dependendo do tipo de bens, e a Declaração Intrastat. Os principais documentos utilizados exclusivamente no transporte internacional (intra e extracomunitário) são: Transporte Marítimo - Bill of Lading ou Conhecimento de Embarque emitido pela empresa de navegação, é o documento utilizado como comprovativo do contrato de transporte entre o armador e o carregador / empresa, servindo ainda, de título de crédito e de propriedade da mercadoria (autoriza o proprietário / importador a retirar os produtos) e recibo comprovativo das condições em que a mercadoria foi recebida a bordo. Transporte Rodoviário - Declaração de Expedição, Carta de Porte Rodoviário CMR/TIR ou CMR ( Convention Relative au Contrat de Transport International de Marchandise par Route ) é o documento comprovativo do contrato de transporte rodoviário entre o transportador e a empresa e regula o transporte internacional rodoviário entre dois países desde que, pelo menos um deles tenha ratificado a Convenção CMR. Evidencia as instruções fornecidas ao transportador e tem que acompanhar o envio da mercadoria. Página 8

9 Escola Secundária de Paços de Ferreira Transporte Ferroviário - Declaração de Expedição CIM ou Carta de Porte Ferroviário CIM/COTIF é o documento comprovativo do contrato de transporte ferroviário. Este documento regula o transporte internacional ferroviário entre pelo menos dois países com ligação através de uma das linhas ferroviárias inscritas numa lista anexa ao Convénio CIM/COTIF (Convénio Internacional relativo ao Transporte de Mercadorias por Caminho de Ferro). Contudo, actualmente, este tipo de transporte na modalidade de grupagem organizada pelos transitários não tem expressão, representando menos de 0,05% das operações com intervenção de transitários. Transporte Aéreo - Air Way Bill, Carta de Porte Aéreo ou Carta de Porte é o documento que comprova o contrato de transporte aéreo celebrado entre a companhia aérea e a empresa, sendo emitido pelo primeiro a favor do segundo ou por um agente de carga IATA autorizado. Por vezes, as empresas utilizam um outro documento, o Manifesto de Carga nos transportes marítimos e aéreos, contendo a identificação da transportadora, da nacionalidade do avião, portos ou aeroportos de origem e destino. É obrigatório para o despacho aduaneiro de entrada e saída de barcos e aeronaves. Relações entre Transitários e Clientes: Nas relações entre os transitários e os seus clientes utilizam-se os seguintes documentos: FBL ( Forwarder Bill of Lading ou Conhecimento Particular do Transitário é o documento que comprova o contrato de transporte entre o transitário e o seu cliente relativamente aos tráfegos de grupagem que utilizam mais de um modo de transporte. FCR ( Forwarder Certificate of Receipt ) ou Certificado de Recepção do Transitário é o documento emitido pelo transitário a pedido do seu cliente que atesta que o primeiro recebeu do segundo uma determinada mercadoria destinada a envio internacional e que, simultaneamente, recebeu ordens irrevogáveis deste para a fazer chegar a um destinatário identificado nesse documento ou de a ter à disposição desse destinatário. Página 9

10 É um documento muito importante, na medida em que permite ao seu detentor (a empresa) negociar o crédito documentário aberto num banco pelo destinatário da mercadoria a seu favor. FCT ( Forwarder Certificate of Transport ) ou Certificado de Transporte do Transitário é o documento de transporte emitido pelo transitário ao seu cliente, no que concerne a cargas de grupagem que utilizem um só modo de transporte. É emitido antes de o transitário celebrar o contrato de transporte da unidade completa com o transportador efectivo da mercadoria. Transporte Multimodal Existe uma Convenção de Transporte Multimodal ( United Nations Convention on International Multimodal Transport of Goods ), de 24 de Maio de 1980, que prevê uma responsabilidade única para toda a cadeia de transporte, através do recurso a um só documento a utilizar em todos os modos. Contudo, esta Convenção ainda não está em vigor no ordenamento jurídico internacional pois carece das necessárias ratificações. Assim, continua a ser aplicada a regra de cada modo de transporte, quer a nível de documentos necessários, quer no que respeita à responsabilidade inerente. Na medida em que hoje, naturalmente, não existem transportes unimodais, sendo o recurso a vários modos (transporte combinado) muito utilizado, já existe um conjunto de regras uniformes e consensualmente aceites a nível internacional aplicáveis a esta situação para suprir a lacuna da falta de Convenção e embora sem a sua força vinculativa. Estas regras foram aprovadas pela Câmara de Comércio Internacional (CCI), representada em Portugal pela Delegação Portuguesa da CCI e pela Associação Comercial de Lisboa. O documento a utilizar nestes casos, chamado FIATA FDL ou Conhecimento de Embarque Multimodal, regula o transporte internacional em regime multimodal organizado sob a responsabilidade de transitários que pertençam à FIATA (Federação Internacional de Transitários), cujo membro português é a APAT Associação de Transitários de Portugal e cujas coordenadas constam dos Contactos Úteis deste documento. Página 10

11 A Associação dos Transitários de Portugal recomenda moderação na emissão deste documento por envolver um substancial acréscimo de responsabilidades para as quais, nem sempre os transitários dispõem de seguros adequados. Outros Documentos Naturalmente que outros documentos poderão ser necessários: Apólice de Frete contrato de transporte marítimo no âmbito de um regime de contratação livre cuja finalidade é o transporte de grandes volumes de mercadoria em navios completos. Apólice de Seguro Contrato de Seguro mediante o qual, a empresa seguradora se obriga, contra cobrança de um prémio, a indemnizar um dano sofrido pelo segurado ou a satisfazer um capital, renda ou outras prestações convencionadas. De referir, neste contexto, que se o exportador solicitar ao transitário que este se encarregue de contratar os seguros marítimos, terrestres e aéreos dos produtos, esse serviço será prestado, eventualmente até em condições mais vantajosas do que se o exportador recorrer a uma companhia de seguros, por si próprio. De facto, muitos transitários dispõem de apólices flutuantes, o que, frequentemente, lhes permite a obtenção de condições mais favoráveis junto destas entidades. Embora o comércio livre com outros estados membros seja a regra geral na comunidade, e a emissão prévia dos documentos originais suponha agora um caráter excepcional para operações do importação ou da exportação, algumas situações existem ainda onde estas são necessárias. Estes documentos podem supor os seguintes formulários: Licenças (no caso de produtos que são objecto de limitações); Declarações (para mercadorias no regime de prévio controle estatístico); Certificados (sempre que a legislação obrigue, como é caso da maior parte dos produtos agrícolas). Página 11

12 Meios de pagamento utilizados no Comércio Internacional Dependendo do grau de conhecimento e confiança estabelecido entre as partes existem várias modalidades de pagamento aplicáveis às trocas com o exterior, que podem agrupar-se, em duas categorias distintas, dependendo da maneira como os documentos são transaccionados: Operações de Liquidação Directa - Os documentos são enviadas directamente ao comprador da mercadoria. Compreende dois meios de pagamento: O cheque e a Ordem de Pagamento. Operações Documentárias - A transmissão dos documentos é sempre realizada através de instituições bancárias. Incluem-se os seguintes meios de pagamento: Remessas Documentárias e os Créditos Documentários. Tendo em vista a segurança das suas operações, as partes podem optar pelas modalidades que melhor satisfaçam os interesses em presença. Considerando o desenvolvimento que as relações de comércio internacional têm vindo a adquirir e o número crescente de agentes económicos envolvidos nessa actividade, o crédito documentário tornou-se o meio de pagamento mais utilizado e seguro para garantir os interesses dos diferentes intervenientes nas operações de comércio internacional. O Franchising - é um sistema de distribuição/comercialização de produtos e/ou serviços e/ou tecnologias assente numa relação contratual entre dois parceiros distintos e independentes, o franchisador e o franchisado, através do qual o primeiro cede ao segundo (mediante contrapartidas) o direito de usufruir de uma série de atributos exclusivos (a experiência, o conhecimento do mercado, uma marca, uma fórmula comercial concretizada por um símbolo, etc.) que lhe permita explorar individualmente um determinado negócio, de acordo com regras previamente definidas. Página 12

13 Formalidades e Imposições Aduaneiras nos Mercados Em função do país de destino das mercadorias e do tipo de produtos que se pretende exportar, as formalidades podem ser substancialmente diferentes. Com o apoio da Rede Externa da aicep Portugal Global e com a colaboração de outras entidades (Embaixadas e Câmaras de Comércio), a aicep poderá recolher, a pedido dos interessados, informação específica (ex. sectorial) de natureza regulamentar, entre outras, designadamente no que concerne a: Formalidades de importação no país de destino. Restrições à importação (quotas/contingentes). Direitos aduaneiros e outras taxas. Regulamentação técnica de produtos. Formalidades de Importação As empresas podem ter acesso a informação sistematizada sobre os regimes de importação em vigor nos diferentes mercados, através da consulta da Livraria Digital do site da aicep Portugal Global, bem como da consulta à página deste site dedicada aos Mercados Externos. Relativamente a formalidades e documentação de importação, as empresas deverão consultar, para além do seu cliente no mercado alvo, este site no tema Exporter s Guide: Import Formalities. Direitos Aduaneiros e Outras Taxas A exportação de bens está normalmente sujeita ao pagamento de direitos de importação e outros impostos quando da entrada no país de destino. Página 13

14 Comércio Internacional O comércio internacional é a troca de bens e serviços através de fronteiras internacionais ou territórios. Na maioria dos países, ele representa uma grande parcela do PIB. O comércio internacional está presente em grande parte da história da humanidade (ver rota da seda), mas a sua importância económica, social e política se tornou crescente nos últimos séculos. O avanço industrial, dos transportes, a globalização, o surgimento das corporações multinacionais, e o outsourcing tiveram grande impacto no incremento deste comércio. O aumento do comércio internacional pode ser relacionado com o fenómeno da globalização. O comércio internacional é uma disciplina da teoria económica, que, juntamente com o estudo do sistema financeiro internacional, forma a disciplina da economia internacional. Comércio Internacional Português O comércio internacional português tem sido um dos principais factores de crescimento da economia portuguesa, apesar da respectiva balança manifestar um défice crónico ao longo dos anos, que se situa actualmente em cerca de 7,6% do PIB. A seguir ao desempenho menos conseguido das exportações de bens e serviços nos primeiros anos desta década, devido, entre outros factores, à quebra nos preços de exportação, ao vigor do euro e à perda de competitividade de algumas indústrias, particularmente nas tradicionais, a actividade económica nacional ficou marcada, em 2006, pelo dinamismo evidenciado por esta componente, agregado da procura global que registou naquele período um crescimento real de 9,1% (8,3% na componente de bens e 11,3% na de serviços), contribuindo a procura externa líquida com 1,0 pontos percentuais para o crescimento do PIB e elevando-se a 31,0% o peso das exportações de bens e serviços no Produto. Trata-se dum desempenho extremamente positivo, que corresponde a um dos ritmos mais elevados observados desde 1996, do que terá resultado uma interrupção na tendência de perdas de quotas das empresas exportadoras Página 14

15 nacionais nos mercados internacionais, registadas particularmente em 2004 e Esta evolução é ainda reforçada pelo facto de ter sido conseguida num período de crescente integração no comércio mundial de países de mercados emergentes com baixos custos unitários de produção e com uma especialização particularmente concorrencial com a estrutura das exportações nacionais. Quanto às importações de bens e serviços, o ritmo de crescimento das compras ao exterior abrandou no início dos anos 2000 em virtude da quebra na procura interna e da redução dos preços de importação, para a partir de 2004 voltarem a subir, devido aos elevados preços de petróleo e aos acréscimos nalguns grupos de produtos, nomeadamente veículos e outro material de transporte e maquinaria. Em 2006, esta componente observou também uma aceleração real de 4,2%, que compara com um crescimento real de 2,2% no ano anterior. Em termos nominais, e no que respeita às trocas comerciais de mercadorias, as respectivas exportações aumentaram 12,4%, em 2006, face ao ano anterior, destacando-se o aumento de 26,8% nas vendas de bens para os mercados extra comunitários, os quais contribuíram com 5,4 pontos percentuais para o crescimento global das exportações. Do lado das importações, esta componente cresceu 8,0%. Como resultado, o défice comercial português aumentou 0,7%, registando-se um coeficiente de cobertura das importações pelas exportações de 65%, que significa um acréscimo de 2,5 pontos percentuais relativamente ao ano anterior. Principais Produtos Transaccionados Quanto à composição por grupos de produtos, nota-se que o crescimento das exportações é presentemente impulsionado mais por novos sectores do que pelos tradicionais, reflectindo os efeitos estruturais do investimento estrangeiro e o dinamismo de sectores com maior incorporação tecnológica e de maior valor acrescentado, o que confere à actividade exportadora uma maior resistência às vulnerabilidades dos mercados externos. Os têxteis, o vestuário e o calçado (representando 15,6% das vendas ao exterior em 2006, contra 17,6% no ano anterior) são as exportações Página 15

16 tradicionais portuguesas mais relevantes, mas apresentam uma clara tendência de aumento do valor acrescentado, fruto do investimento prosseguido em qualidade e design. As máquinas e aparelhos mecânicos e eléctricos (19,8% do total em 2006, face a 18,7% em 2005) constituem outro grupo significativo nas vendas ao exterior, em que empresas modernas e produtos certificados e de tecnologias avançadas têm crescente preponderância, destacando-se, entre outros, os moldes para a indústria de plásticos e as máquinas ferramentas, bem como fios e cabos eléctricos, transformadores e micro conjuntos electrónicos. A madeira, a cortiça, o papel e a pasta de papel detiveram, em conjunto, 8,7% das exportações totais, em 2006, menos 0,4 pontos percentuais que em Portugal é o líder no mercado da cortiça, com uma quota superior a 60% das exportações mundiais daquele produto. Os veículos e outro material de transporte representaram 13,2% do total exportado, em 2006 (contra 14,0% no ano anterior), reflectindo as tendências da indústria e a influência do investimento estrangeiro, que se repercutiram, também, nos subsectores subsidiários (componentes e acessórios para veículos). Em matéria de contribuição para o crescimento total das exportações globais no ano passado (12,4%), as máquinas e aparelhos mecânicos e eléctricos foram responsáveis por 3,6 pontos percentuais, os metais comuns 2,0 pontos percentuais e os combustíveis minerais 1,9 pontos percentuais. Os metais comuns, que representaram 8,4% das nossas exportações registaram a maior taxa de crescimento em percentagem (26,6%), face a Quanto às importações, refira-se que Portugal é muito dependente em produtos energéticos (15,3% do total em 2006, enquanto em 2005 o peso foi de 14,7%), máquinas e aparelhos (19,9% em 2006 e 2005), equipamento de transporte (11,7% em 2005, contra 12,5% no ano anterior) e agro-alimentares (11,8% em 2006 e 2005). A exemplo do sucedido com as exportações, também nas compras ao exterior os metais comuns ocupam um lugar importante, Página 16

17 representando 9,6% das importações totais e a maior taxa de crescimento relativamente a 2005 (23,3%), bem como a principal contribuição para o crescimento total das importações (2,0 pontos percentuais em 8,0%). De referir que a rubrica combustíveis minerais tem aumentado de peso no total, acompanhando a evolução do preço do petróleo nos mercados internacionais. De salientar, também, que a alta tecnologia representou, em 2006, 11,7% das exportações portuguesas de produtos industriais transformados (10,4% em 2002), enquanto a baixa tecnologia viu a sua quota reduzida de 43,7% para 35,3% no mesmo período. Página 17

18 Incoterms A expressão Incoterms corresponde ao nome pelo qual se designam as regras oficiais da CCI (Câmara de Comércio Internacional / International Chamber of Commerce site para a interpretação de termos comerciais utilizados nos contratos sobre transacções internacionais. Foram criados com o objectivo de facilitar o comércio internacional, através da uniformização das regras internacionais para a interpretação dos termos e expressões comerciais mais frequentemente utilizados, tendo a grande vantagem de reduzir os riscos de litígios emergentes de eventuais interpretações contraditórias neste âmbito. Assim, o conjunto de siglas, de três letras cada, aprovadas pela CCI e designadas de Incoterms (Termos Internacionais de Comércio) são os termos utilizados nas trocas comerciais, através dos quais se define, dentro da estrutura de um contrato de compra e venda internacional, os direitos e obrigações recíprocos do exportador e do importador, desde que exista acordo entre as partes para a sua utilização. Um bom domínio dos Incoterms é indispensável nas operações de comércio internacional, sobretudo no que concerne aos custos com a actividade exportadora. Estas regras imparciais, objectivas e de caracteres uniformizadores que constituem a base dos negócios internacionais, são válidas apenas no âmbito das relações contratuais (contrato de compra e venda) estabelecidas entre exportadores e importadores, não produzindo efeitos em relação às demais partes envolvidas (despachantes, seguradoras, transportadores, etc.). Criado pela CCI em 1936, este modelo contratual, internacionalmente aceite, tem vindo a ser regularmente actualizado no que concerne às regras internacionais para interpretação dos termos comerciais, com o objectivo de acompanhar as práticas comerciais actuais a nível internacional. A última actualização destas condições standard que se reportam à entrega, ao transporte e ao risco associado à venda de mercadorias no âmbito das Página 18

19 transacções internacionais é de 2000 e teve em conta a recente expansão das zonas francas, o aumento da utilização de comunicações electrónicas nas transacções comerciais e as transformações ocorridas nas práticas de transporte. Os Incoterms e os Contratos de Compra e Venda Internacionais O âmbito de aplicação dos Incoterms é restrito aos direitos e obrigações das partes nos contratos de compra e venda no que respeita à entrega das mercadorias vendidas (bens corpóreos ), não se aplicando aos incorpóreos. Também não se substitui a outros contratos específicos (de transporte, de seguro, de financiamento), tendo, no entanto, reflexos nos mesmos, se as entidades contratantes acordarem sobre a utilização de um determinado Incoterm. De facto e não obstante a importância dos Incoterms para a execução de contratos de compra e venda internacionais, os mesmos não são exaustivos, ou seja, não contemplam muitas das obrigações e problemas jurídicos que podem surgir, designadamente no que respeita à transferência da propriedade e outros direitos reais, incumprimentos contratuais e suas consequências, exclusão da responsabilidade em certas situações, etc. O tratamento destes aspectos exige a inclusão de outras cláusulas nos contratos. Os Incoterms sempre se destinaram a ser utilizados nos casos em que as mercadorias são vendidas para serem entregues para além das fronteiras nacionais, daí serem termos de comércio internacionais. A inclusão dos Incoterms em contratos de compra e venda deve mencionar expressamente a versão actual dos mesmos, sob pena de poderem resultar litígios quanto à vontade das partes no que respeita às várias versões existentes. Se as partes quiserem utilizar os Incoterms 2000 deverão especificar no contrato que o mesmo se rege pelos Incoterms Aplicação dos Incoterms 2000 Os Incoterms não são de aplicação obrigatória e sim facultativa, dependendo a sua utilização da manifestação da vontade e acordo entre as partes contratantes. No entanto, frequentemente, o sucesso dos negócios internacionais depende da prévia definição, tão clara e precisa quanto possível, Página 19

20 dos diversos deveres e obrigações que impendem sobre cada uma das partes no âmbito dos contratos (ex. saber quem é responsável pelo desalfandegamento das mercadorias na exportação/importação; pela embalagem das mercadorias; por conta de quem correm os custos do transporte; do seguro e do frete; qual o momento em que as mercadorias passam a ser da responsabilidade do comprador; quem é responsável pela perda, extravio, ou defeito dos bens, etc.). Por outro lado, a utilização dos vários Incoterms não é estanque, sendo possível o recurso a vários ou até, a criação de um novo através da junção das características de vários, desde que haja acordo entre as partes e tal procedimento esteja devidamente estipulado nos documentos que titulam a operação de comércio. Grandes Categorias dos Incoterms e Respectivos Termos A actual versão dos Incoterms (2000) é composta por 13 Incoterms, agrupados por maior facilidade de compreensão em 4 categorias: Grupo E Partida o vendedor só tem a responsabilidade de colocar as mercadorias ao dispor do comprador nas suas próprias instalações: EXW Na Fábrica ( lugar designado). Grupo F Transporte principal por pagar o vendedor assume a responsabilidade de entregar as mercadorias a um transportador designado pelo comprador: FCA Franco Transportador ( lugar designado). FAS Franco ao Lado do Navio ( porto de embarque designado). FOB Franco a Bordo ( porto de embarque designado). Grupo C Transporte principal pago o vendedor tem a obrigação de contratar o transporte, mas sem assumir os riscos de perda ou dano da mercadoria, nem encargos adicionais devidos a ocorrências supervenientes ao embarque ou à expedição: Página 20

Escola Secundária de Paços de Ferreira. Módulo 21 Comércio Internacional

Escola Secundária de Paços de Ferreira. Módulo 21 Comércio Internacional Escola Secundária de Paços de Ferreira Módulo 21 Comércio Internacional Trabalho realizado por: Mafalda Neves 12ºS 2009/2010 Importação É o processo comercial e fiscal que consiste em trazer um bem, que

Leia mais

Módulo 21 Comércio Internacional

Módulo 21 Comércio Internacional Escola Secundária de Paços de Ferreira 2009/2010 Módulo 21 Comércio Internacional Exportação e Importação Trabalho realizado por: Tânia Leão n.º19 12.ºS Importação e Exportação A Exportação é a saída de

Leia mais

INCONTERMS 2010. Grupo E (Partida) EXW EX Works A partir do local de produção ( local designado: fábrica, armazém, etc.)

INCONTERMS 2010. Grupo E (Partida) EXW EX Works A partir do local de produção ( local designado: fábrica, armazém, etc.) Numa negociação internacional, é muito importante que o gestor comercial esclareça com o seu cliente quais serão as condições de entrega a praticar para a mercadoria que vai ser transacionada, ou seja,

Leia mais

Termos Internacionais de Comércio EXW FCA FAS FOB CFR CIF CPT CIP DAP DAT DDP

Termos Internacionais de Comércio EXW FCA FAS FOB CFR CIF CPT CIP DAP DAT DDP Termos Internacionais de Comércio EXW FCA FAS FOB CFR CIF CPT CIP DAP DAT DDP Aspectos Gerais Cada vez mais as empresas recorrem às potencialidades do mercado global. Neste contexto é necessária a perfeita

Leia mais

Escola Secundária Paços de Ferreira. Curso Profissional Técnico de Secretariado. Ano Lectivo: 2009/2010. Disciplina: Técnicas de Secretariado

Escola Secundária Paços de Ferreira. Curso Profissional Técnico de Secretariado. Ano Lectivo: 2009/2010. Disciplina: Técnicas de Secretariado Escola Secundária Paços de Ferreira Curso Profissional Técnico de Secretariado Ano Lectivo: 2009/2010 Disciplina: Técnicas de Secretariado Professora: Adelina Silva Trabalho Realizado: Diana Coelho nº7

Leia mais

Exportar e Internacionalizar, Como?

Exportar e Internacionalizar, Como? Exportar e Internacionalizar, Como? WORKSHOP Ferramentas de Apoio à Internacionalização de Empresas 13 de Junho 2012 1 António Trigueiros de Aragão Uma moda? Uma tendência? Uma estratégia? Um novo mundo?

Leia mais

MÓDULO 5 Termos Internacionais de Comércio (INCOTERMS)

MÓDULO 5 Termos Internacionais de Comércio (INCOTERMS) MÓDULO 5 Termos Internacionais de Comércio (INCOTERMS) Os INCOTERMS são regras criadas pela Câmara de Comércio Internacional (CCI) para administrar conflitos que possam existir através da interpretação

Leia mais

Aula 11 TERMOS INTERNACIONAIS DE COMÉRCIO - (INTERNATIONAL COMMERCIAL TERMS - INCO- TERMS). MAIA (2007) apresenta a Convenção de Genebra

Aula 11 TERMOS INTERNACIONAIS DE COMÉRCIO - (INTERNATIONAL COMMERCIAL TERMS - INCO- TERMS). MAIA (2007) apresenta a Convenção de Genebra Aula 11 TERMOS INTERNACIONAIS DE COMÉRCIO - (INTERNATIONAL COMMERCIAL TERMS - INCO- TERMS). MAIA (2007) apresenta a Convenção de Genebra Em 1931, os países membros da Liga das Nações (Órgão, naquela época,

Leia mais

GUIA PRÁTICO DE APOIO ÀS EXPORTAÇÕES

GUIA PRÁTICO DE APOIO ÀS EXPORTAÇÕES GUIA PRÁTICO DE APOIO ÀS EXPORTAÇÕES 1. Aspectos operacionais 1.1 Roteiro para exportação 1º Passo Efetuar o registro de exportador na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento,

Leia mais

Glossário Alfandega. Apólice. Balança comercial. Cobrança documentaria

Glossário Alfandega. Apólice. Balança comercial. Cobrança documentaria Glossário Alfandega Alfândega (do árabe al-fundaq, "hospedaria", "estalagem") ou aduana (do árabe addīwān, "registro", "escritório") é uma repartição governamental oficial de controlo do movimento de entradas

Leia mais

O Uso dos Incoterms na Exportação

O Uso dos Incoterms na Exportação O Uso dos Incoterms na Exportação Por JOSÉ ELIAS ASBEG Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil Belém - Pará Nas exportações brasileiras, são aceitas quaisquer condições de venda praticadas no comércio

Leia mais

VISÃO GERAL - INCOTERMS COMÉRCIO INTERNACIONAL. Contratos e Termos Internacionais de Comércio: INCOTERMS 2000

VISÃO GERAL - INCOTERMS COMÉRCIO INTERNACIONAL. Contratos e Termos Internacionais de Comércio: INCOTERMS 2000 COMÉRCIO INTERNACIONAL VISÃO GERAL - INCOTERMS Contratos e Termos Internacionais de Comércio: INCOTERMS 2000 Prof.Nelson Guerra Concurso Receita Federal EXW Ex Works Tradução: Na Origem Exemplo: EXW-Curitiba

Leia mais

SEMINÁRIO TEMÁTICO VII: COMÉRCIO EXTERIOR EXEMPLO 1 EXEMPLO 2 AULA 02: OS FLUXOS COMERCIAIS BRASILEIROS

SEMINÁRIO TEMÁTICO VII: COMÉRCIO EXTERIOR EXEMPLO 1 EXEMPLO 2 AULA 02: OS FLUXOS COMERCIAIS BRASILEIROS SEMINÁRIO TEMÁTICO VII: COMÉRCIO EXTERIOR AULA 02: OS FLUXOS COMERCIAIS BRASILEIROS TÓPICO 04: TERMOS INTERNACIONAIS DE COMÉRCIO No tópico anterior você teve a oportunidade de conhecer os órgãos responsáveis

Leia mais

O SEBRAE E O QUE ELE PODE FAZER PELO SEU NEGÓCIO : COMPETITIVIDADE PERENIDADE SOBREVIVÊNCIA EVOLUÇÃO

O SEBRAE E O QUE ELE PODE FAZER PELO SEU NEGÓCIO : COMPETITIVIDADE PERENIDADE SOBREVIVÊNCIA EVOLUÇÃO O SEBRAE E O QUE ELE PODE FAZER PELO SEU NEGÓCIO : COMPETITIVIDADE PERENIDADE SOBREVIVÊNCIA EVOLUÇÃO orienta na implantação e desenvolvimento do seu negócio de forma estratégica e inovadora O QUE SÃO PALESTRAS

Leia mais

SEGUROS E RISCOS EM TRANSPORTE INTERNACIONAL. Profª MSc Cristiana Rennó D Oliveira Andrade

SEGUROS E RISCOS EM TRANSPORTE INTERNACIONAL. Profª MSc Cristiana Rennó D Oliveira Andrade SEGUROS E RISCOS EM TRANSPORTE INTERNACIONAL Profª MSc Cristiana Rennó D Oliveira Andrade TRANSPORTE INTERNACIONAL Transporte Internacional: comercial e global progresso e desenvolvimento troca e circulação

Leia mais

Luanda, 30.Março.2015. SEMINÁRIO Frete Marítimo e Seguro de Importação de Mercadoria Francisco Agostinho Itembo 1

Luanda, 30.Março.2015. SEMINÁRIO Frete Marítimo e Seguro de Importação de Mercadoria Francisco Agostinho Itembo 1 Luanda, 30.Março.2015 SEMINÁRIO Frete Marítimo e Seguro de Importação de Mercadoria Francisco Agostinho Itembo 1 EXW DTA FAS FOB CFR CIF VANTAGENS NA IMPORTAÇÃO DA MODALIDADE FOB 2 ÍNDICE 1. Introdução

Leia mais

INCOTERMS A importância da ferramenta no comércio internacional (revisão de 2010)

INCOTERMS A importância da ferramenta no comércio internacional (revisão de 2010) Universidade Tuiuti do Paraná Artigo de conclusão de curso MBA em Relações internacionais, negociação e comércio exterior INCOTERMS A importância da ferramenta no comércio internacional (revisão de 2010)

Leia mais

9. INCOTERMS. CURSO: Administração DISCIPLINA: Comércio FONTES: Exterior. São Paulo: Aduaneiras, 2010.

9. INCOTERMS. CURSO: Administração DISCIPLINA: Comércio FONTES: Exterior. São Paulo: Aduaneiras, 2010. 9. INCOTERMS CURSO: Administração DISCIPLINA: Comércio FONTES: SILVA, Luiz Augusto Tagliacollo. Logística no Comércio Exterior. São Paulo: Aduaneiras, 2010. SOUZA, José Meireles de Sousa. Gestão do Comércio

Leia mais

A SUA EMPRESA PRETENDE EXPORTAR? - CONHEÇA O ESSENCIAL E GARANTA O SUCESSO DA ABORDAGEM AO MERCADO EXTERNO

A SUA EMPRESA PRETENDE EXPORTAR? - CONHEÇA O ESSENCIAL E GARANTA O SUCESSO DA ABORDAGEM AO MERCADO EXTERNO A SUA EMPRESA PRETENDE EXPORTAR? - CONHEÇA O ESSENCIAL E GARANTA O SUCESSO DA ABORDAGEM AO MERCADO EXTERNO PARTE 01 - FORMALIDADES A CUMPRIR Introdução É consensual, hoje em dia, que as empresas atuam

Leia mais

Contratos Internacionais de Compra e Venda & Incoterms

Contratos Internacionais de Compra e Venda & Incoterms Contratos Internacionais de Compra e Venda & Incoterms O contrato internacional é formal, bilateral, consensual, oneroso e comutativo, o que pressupõe agentes autônomos, livre formação de suas vontades

Leia mais

COMÉRCIO EXTERIOR. Incoterms 2000 PROF. NORBERTO RODRIGUES

COMÉRCIO EXTERIOR. Incoterms 2000 PROF. NORBERTO RODRIGUES COMÉRCIO EXTERIOR Incoterms 2000 PROF. NORBERTO RODRIGUES Histórico 1936 - Câmara de Comércio Internacional - CCI, publicou série de normas para interpretação dos mais importantes termos utilizados no

Leia mais

GRUPO C Transporte principal pago pelo exportador (riscos do importador)

GRUPO C Transporte principal pago pelo exportador (riscos do importador) Na última aula, estudamos os INCOTERMS dos grupos E e F. Agora, discutiremos os INCOTERMS dos grupos C e D. Claro que nosso objetivo é identificar quais despesas (custos) e quais riscos (responsabilidade

Leia mais

Escola Secundária de Paços de Ferreira

Escola Secundária de Paços de Ferreira Cândida Raquel Brandão Carneiro Nº4 12ºS 11-11-2009 1 Importação e Exportação Importação é o processo comercial e fiscal que consiste em trazer um bem, que pode ser um produto ou um serviço, do exterior

Leia mais

Faculdade Salesiana Dom Bosco de Piracicaba

Faculdade Salesiana Dom Bosco de Piracicaba Faculdade Salesiana Dom Bosco de Piracicaba Ana Paula Haypas Olvera Gabriela Itália Sartori Lucas Selles Marina Feo Luís Henrique João Comércio Exterior Contrato de Compra e Venda Internacional Piracicaba

Leia mais

Termos Internacionais de Comércio (INCOTERMS 2010)

Termos Internacionais de Comércio (INCOTERMS 2010) PUCGO 2014 Termos Internacionais de Comércio (INCOTERMS 2010) Convenção das Nações Unidas sobre Contratos de Compra e Venda Internacional de Mercadorias (Convenção de Viena) Regras estándar internacionalmente

Leia mais

Agenciamento de Cargas Importação Marítima

Agenciamento de Cargas Importação Marítima Agenciamento de Cargas Importação Marítima Jailson de Souza Agenciamento de Cargas Definição Sistemática, como trabalha, intermediários, contratação de serviços Vantagens do Agenciamento de Cargas O que

Leia mais

Glossário. Alfândega (do árabe al-fundaq, "hospedaria", "estalagem") ou aduana (do

Glossário. Alfândega (do árabe al-fundaq, hospedaria, estalagem) ou aduana (do Glossário Alfandega Alfândega (do árabe al-fundaq, "hospedaria", "estalagem") ou aduana (do árabe ad-dīwān, "registro", "escritório") é uma repartição governamental oficial de controle do movimento de

Leia mais

Escola Secundária de Paços de Ferreira. Curso Profissional Técnicas de Secretariado. Ano Lectivo: 2009/10. Disciplina: Técnicas de Secretariado

Escola Secundária de Paços de Ferreira. Curso Profissional Técnicas de Secretariado. Ano Lectivo: 2009/10. Disciplina: Técnicas de Secretariado Ano Lectivo: 2009/10 Disciplina: Técnicas de Secretariado Professora: Adelina Silva Novembro de 2009 Trabalho realizado por: Sara Gonçalves n.º16 12ºS. Meios de Pagamento utilizados no Comércio Internacional

Leia mais

Serviços em Comércio Exterior

Serviços em Comércio Exterior INCOTERMS Os Incoterms (International Commercial Terms / Termos Internacionais de Comércio) foram instituídos em 1936 pela Câmara Internacional do Comércio com o intuito de fornecer regras internacionais

Leia mais

Joana Nunes Coelho 19.11.2014

Joana Nunes Coelho 19.11.2014 Joana Nunes Coelho 19.11.2014 1 INDICE TEMÁTICO 1. Contrato de compra e venda internacional 2. Incoterms 2010 que diferenças? 3. Análise das regras Incoterms 2010 a. Para qualquer modo ou modos de transporte;

Leia mais

INCOTERMS 2000-2010. samir keedi. samir@aduaneiras.com.br

INCOTERMS 2000-2010. samir keedi. samir@aduaneiras.com.br INCOTERMS 2000-2010 samir keedi samir@aduaneiras.com.br INCOTERMS 2000-2010 PUBLICAÇÃO Nº 560 / 715E VIGOR A PARTIR DE 01.01.2000 / 2011 CÂMARA DE COMÉRCIO INTERNACIONAL CCI - PARIS O QUE É E O OBJETIVO

Leia mais

COMÉRCIO INTERNACIONAL

COMÉRCIO INTERNACIONAL COMÉRCIO INTERNACIONAL 01. Sobre regimes aduaneiros, marque a opção incorreta: a) Regimes Aduaneiros Atípicos são criados para atender a determinadas situações econômicas peculiares, de pólos regionais

Leia mais

International Commercial Terms. Incoterms e Procedimentos Para o Comércio Exterior Conceitos Básicos. Eduardo Leoni Machado Junho/2012

International Commercial Terms. Incoterms e Procedimentos Para o Comércio Exterior Conceitos Básicos. Eduardo Leoni Machado Junho/2012 International Commercial Terms Incoterms e Procedimentos Para o Comércio Exterior Conceitos Básicos Eduardo Leoni Machado Junho/2012 Incoterms Definição e Conceito International Commercial Terms (Termos

Leia mais

Financiamento á exportação

Financiamento á exportação Financiamento á exportação Crédito seguro/pagamento Garantido É um meio de pagamento internacional que consiste na emissão de uma carta de crédito na qual o Banco Emitente se compromete a pagar, aceitar

Leia mais

Desembarque no local de entrega no destino Marco da transferência de risco da mercadoria negociada

Desembarque no local de entrega no destino Marco da transferência de risco da mercadoria negociada INCOTERMS Definições para interpretar as fórmulas contratuais Elaboradas pelas Câmara de Comércio Internacional (CCI) São termos facilitadores na redação do contrato de compra e venda, mas não são obrigatórios

Leia mais

Seguros de Mercadorias Transportadas

Seguros de Mercadorias Transportadas Seguros de Mercadorias Transportadas Via Marítima, Aérea ou Terrestre Índice Introdução Parte 1 - Breve Resumo Histórico Parte 2 - O Seguro de Mercadorias O Tráfego de Mercadorias O Seguro de Mercadorias

Leia mais

www.commex.com.br cursos@commex.com.br

www.commex.com.br cursos@commex.com.br CURSO DE INICIAÇÃO À EXPORTAÇÃO Módulo I www.commex.com.br cursos@commex.com.br 1 SUMÁRIO 1 DRAWBACK... 03 1.1 Formas de Classificação... 03 1.2 Mercadorias Admitidas no Regime... 04 1.3 Modalidades de

Leia mais

GUIA DE APOIO À INTERNACIONALIZAÇÃO

GUIA DE APOIO À INTERNACIONALIZAÇÃO GUIA DE APOIO À INTERNACIONALIZAÇÃO para mais informações: Responsável: 913232522 Indice: 244 850 430 Acsia: 262 598 449 1 ÍNDICE Enquadramento Com tantos mercados, quais é que eu vou escolher e como?

Leia mais

Aula Nº 15 Contratos Mercantis

Aula Nº 15 Contratos Mercantis Aula Nº 15 Contratos Mercantis Objetivos da aula: Nesta aula, vamos conhecer os contratos mercantis mais usuais, suas características e as normas que os disciplinam. 1. NOÇÕES GERAIS Contrato é um negócio

Leia mais

AQUILES VIEIRA. Teoria e Prática Cambial. Exportação e importação. 2ª edição. Editora Lex

AQUILES VIEIRA. Teoria e Prática Cambial. Exportação e importação. 2ª edição. Editora Lex AQUILES VIEIRA Teoria e Prática Cambial Exportação e importação 2ª edição Editora Lex São Paulo 2005 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Vieira,

Leia mais

Informações INCOTERMS 2010 - versão 1.0-19/08/2015 1/7. Informa

Informações INCOTERMS 2010 - versão 1.0-19/08/2015 1/7. Informa Informações INCOTERMS 2010 - versão 1.0-19/08/2015 1/7 Informa INCOTERMS 2010 Tendo em vista a publicação do Incoterms 2010 pela Câmara de Comércio Internacional (International Chamber of Commerce - ICC)

Leia mais

Exportação de mercadorias do país de origem para países terceiros e/ou importação pelo país de mercadorias com origem em países terceiros.

Exportação de mercadorias do país de origem para países terceiros e/ou importação pelo país de mercadorias com origem em países terceiros. ÁREA TEMÁTICA DESIGNAÇÃO CONTEÚDO COMÉRCIO ESPECIAL Sistema de comércio que inclui nas entradas, as chegadas, as importações em regime normal e as mercadorias importadas para aperfeiçoamento activo e após

Leia mais

EXERCÍCIOS DE ECONOMIA INTERNACIONAL E COMEX. 1 - Ao se eleger um Incoterm para uma operação comercial, as partes definem

EXERCÍCIOS DE ECONOMIA INTERNACIONAL E COMEX. 1 - Ao se eleger um Incoterm para uma operação comercial, as partes definem EXERCÍCIOS DE ECONOMIA INTERNACIONAL E COMEX 1 - Ao se eleger um Incoterm para uma operação comercial, as partes definem a) a modalidade de transporte e a forma de contratação e liquidação de câmbio b)

Leia mais

CHAVES CONTRATUAIS DA EXPORTAÇÃO

CHAVES CONTRATUAIS DA EXPORTAÇÃO CHAVES CONTRATUAIS DA EXPORTAÇÃO AIMINHO - CHAVES CONTRATUAIS DA EXPORTAÇÃO I.- Contratos de compra e venda II.- Contratos de agência e distribuição III.- Factuar para cobrar 2 I.- CONTRATOS DE COMPRA

Leia mais

Comércio Exterior no Brasil

Comércio Exterior no Brasil Comércio Exterior no Brasil Comércio Exterior Fluxograma para empresa brasileira exportar Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, http://www.mdic.gov.br/sistemas_web/aprendex/default/index/conteudo/id/235

Leia mais

Mercados. informação regulamentar. São Tomé e Príncipe Condições Legais de Acesso ao Mercado

Mercados. informação regulamentar. São Tomé e Príncipe Condições Legais de Acesso ao Mercado Mercados informação regulamentar São Tomé e Príncipe Condições Legais de Acesso ao Mercado Abril 2010 Índice 1. Regime Geral de Importação 3 2. Regime de Investimento Estrangeiro 3 3. Quadro Legal 6 2

Leia mais

BANCO POPULAR. Parceiro na Internacionalização

BANCO POPULAR. Parceiro na Internacionalização BANCO POPULAR Parceiro na Internacionalização Um Banco Ibérico com Presença Internacional Escritórios de representação Banco Popular Genebra Milão Munique Santiago do Chile Xangai Banco Pastor Buenos Aires

Leia mais

O MUNDO ESPERA PELA SUA EMPRESA

O MUNDO ESPERA PELA SUA EMPRESA O MUNDO ESPERA PELA SUA EMPRESA MILLENNIUM TRADE SOLUTIONS MILLENNIUM. É PARA AVANÇAR. MILLENNIUM TRADE SOLUTIONS CONQUISTE NOVOS MERCADOS PARA A SUA EMPRESA A Exportação e Importação, bem como a Internacionalização

Leia mais

Disciplina: Comércio Internacional

Disciplina: Comércio Internacional COORDENADORIA DE TRANSPORTES Sumário 2 Disciplina: Comércio Internacional CONCEITOS FUNDAMENTAIS DE COMÉRCIO INTERNACIONAL Exportação e Importação Conceitos Cambiais, Aduaneiros e Comerciais Formas de

Leia mais

Sistematização das exportações e pagamentos internacionais

Sistematização das exportações e pagamentos internacionais Introdução Sistematização das exportações e pagamentos internacionais Fundamentos de Comércio Exterior Prof. Marco A. Arbex As exportações geram entrada de divisas para o país exportador e saída de divisas

Leia mais

CONTRATOS E INCOTERMS. Sobre contratos que regulamentam as importações e as exportações, é possível afirmar que

CONTRATOS E INCOTERMS. Sobre contratos que regulamentam as importações e as exportações, é possível afirmar que CONTRATOS E INCOTERMS 01 - (CODESP/2011) Um contrato internacional de compra e venda de mercadorias é um instrumento complexo, pois inclui não somente as condições de compra e venda, mas também acordos

Leia mais

E XPORTAÇÃO. Dica: o dossiê com as informações sobre o produto deve ser preparado antes do contato com o importador.

E XPORTAÇÃO. Dica: o dossiê com as informações sobre o produto deve ser preparado antes do contato com o importador. EXPORTAÇÃO E XPORTAÇÃO Antes de fornecer o preço, é importante analisar os preços de produtos similares praticados no mercado onde está o potencial cliente, exigências técnicas, barreiras tarifárias e

Leia mais

CONTRATO DE COMPRA E VENDA

CONTRATO DE COMPRA E VENDA CONTRATO DE COMPRA E Contrato de compra e venda É um acordo pelo qual o vendedor se obriga a transmitir a propriedade e a entregar um bem/serviço ao comprador mediante um preço, originando direitos e obrigações

Leia mais

Comércio Internacional Saídas aumentam 15,1% e Entradas diminuem 3,6%

Comércio Internacional Saídas aumentam 15,1% e Entradas diminuem 3,6% 09 de janeiro de 2012 Estatísticas do Comércio Internacional Novembro de 2011 Comércio Internacional Saídas aumentam 15,1% e Entradas diminuem 3,6% No período de setembro a novembro de 2011, as saídas

Leia mais

CAPÍTULO 3 SISCOMEX SISTEMA INTEGRADO DE COMÉRCIO EXTERIOR... 29...32 Questões de Provas...34

CAPÍTULO 3 SISCOMEX SISTEMA INTEGRADO DE COMÉRCIO EXTERIOR... 29...32 Questões de Provas...34 Sumário CAPÍTULO 1 VISÃO GERAL DE UMA IMPORTAÇÃO BRASILEIRA... 1 1.1. Escolha da Mercadoria...1 1.2. Licenciamento das Importações...1 1.3. Siscomex e Habilitação...2 1.4. Deferimento da Licença de Importação

Leia mais

DOCUMENTOS UTILIZADOS NA EXPORTAÇÃO

DOCUMENTOS UTILIZADOS NA EXPORTAÇÃO 1 DOCUMENTOS UTILIZADOS NA EXPORTAÇÃO Introdução D. Maria de Lourdes tem uma indústria de brindes que se tornou bastante conhecida no Brasil, principalmente pela criatividade com que desenvolve seus produtos.

Leia mais

As PME. No comércio internacional português

As PME. No comércio internacional português As PME No comércio internacional português Novembro de 2008 1 Índice Nota Introdutória... 2 Caracterização geral das exportações nacionais... 3 Os grandes números... 3 Os principais mercados das empresas

Leia mais

REPÚBLICA DE ANGOLA MINISTÉRIO DO COMÉRCIO GABINETE DA MINISTRA DESPACHO N.º 404/11

REPÚBLICA DE ANGOLA MINISTÉRIO DO COMÉRCIO GABINETE DA MINISTRA DESPACHO N.º 404/11 REPÚBLICA DE ANGOLA MINISTÉRIO DO COMÉRCIO GABINETE DA MINISTRA DESPACHO N.º 404/11 Na sequência da aprovação do Decreto Presidencial n.º 265/10, de 26 de Novembro, sobre os procedimentos administrativos

Leia mais

LOGÍSTICA, TRANSPORTE E SEGURO INTERNACIONAL. Professor: Ms. Adm. Antônio Maria E-mail: antoniomaria@outlook.com.br

LOGÍSTICA, TRANSPORTE E SEGURO INTERNACIONAL. Professor: Ms. Adm. Antônio Maria E-mail: antoniomaria@outlook.com.br LOGÍSTICA, TRANSPORTE E SEGURO INTERNACIONAL Professor: Ms. Adm. Antônio Maria E-mail: antoniomaria@outlook.com.br EMENTA Introdução ao transporte internacional. INCOTERM s. Transporte marítimo, aéreo,

Leia mais

CONDIÇÕES GERAIS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PELAS EMPRESAS TRANSITÁRIAS

CONDIÇÕES GERAIS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PELAS EMPRESAS TRANSITÁRIAS CONDIÇÕES GERAIS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PELAS EMPRESAS TRANSITÁRIAS A actividade transitária só pode ser exercida por empresas legalmente constituídas, com o objecto social adequado e que obtenham junto

Leia mais

UNIVERSIDADE DE SOROCABA PRÓ-REITORA DE GRADUAÇÃO CURSO DE GESTÃO FINANCEIRA

UNIVERSIDADE DE SOROCABA PRÓ-REITORA DE GRADUAÇÃO CURSO DE GESTÃO FINANCEIRA UNIVERSIDADE DE SOROCABA PRÓ-REITORA DE GRADUAÇÃO CURSO DE GESTÃO FINANCEIRA Roseli de Fátima Nogueira Tatiane Santiago Cerqueira Barbosa Jefferson da Silva Pinheiro Gonçalves Alex Couto Carlos Eduardo

Leia mais

Cursos in company CIA. LIBRA Formação Básica em Comércio Exterior Carga horária: 36h/aula

Cursos in company CIA. LIBRA Formação Básica em Comércio Exterior Carga horária: 36h/aula CIA. LIBRA Formação Básica em Comércio Exterior Carga horária: 36h/aula PROGRAMA Preparando-se para exportar 6 hs Procedimentos básicos na exportação 6 hs Procedimentos básicos na importação 6 hs Câmbio

Leia mais

Unidade IV LOGÍSTICA PARA IMPORTAÇÃO. Prof. Márcio Antoni

Unidade IV LOGÍSTICA PARA IMPORTAÇÃO. Prof. Márcio Antoni Unidade IV LOGÍSTICA PARA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO Prof. Márcio Antoni Seguros O seguro é uma operação comercial na qual o segurado (exportador ou importador) e segurador (companhia de seguro) formalizam

Leia mais

Roteiro Básico para Exportação

Roteiro Básico para Exportação Roteiro Básico para Exportação As empresas interessadas em efetuar exportações deverão, em primeiro lugar, inscrever-se no RADAR, que corresponde ao Registro de Exportadores e Importadores da Inspetoria

Leia mais

SISCOMEX, DOCUMENTOS e FORMAS DE PAGAMENTOS

SISCOMEX, DOCUMENTOS e FORMAS DE PAGAMENTOS CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO ESPÍRITO SANTO SISCOMEX, DOCUMENTOS e FORMAS DE PAGAMENTOS Prof.: Leonardo Ribeiro 1 Siscomex O Sistema Integrado de Comércio Exterior - SISCOMEX, é um instrumento

Leia mais

Modalidades de Pagamento

Modalidades de Pagamento Modalidades de Pagamento Remessa / Pagamento antecipado: Nesta modalidade, o importador realiza o pagamento ao exportador antes do envio da mercadoria. Trata-se da opção mais interessante para o exportador,

Leia mais

IMPORTAÇÕES Definição e Tratamento Administrativo

IMPORTAÇÕES Definição e Tratamento Administrativo IMPORTAÇÕES Definição e Tratamento Administrativo CURSO: Administração DISCIPLINA: Logística Internacional FONTES: DIAS, Reinaldo; RODRIGUES, Waldemar. Comércio Exterior Teoria e Gestão. São Paulo: Atlas,

Leia mais

SISTEMÁTICA DAS EXPORTAÇÕES

SISTEMÁTICA DAS EXPORTAÇÕES SISTEMÁTICA DAS EXPORTAÇÕES CURSO: Administração DISCIPLINA: Comércio Exterior FONTES: DIAS, Reinaldo; RODRIGUES, Waldemar. Comércio Exterior Teoria e Gestão. São Paulo, Atlas, 2004. SILVA, Luiz Augusto

Leia mais

Mercados. informação regulamentar. Alemanha Condições Legais de Acesso ao Mercado

Mercados. informação regulamentar. Alemanha Condições Legais de Acesso ao Mercado Mercados informação regulamentar Alemanha Condições Legais de Acesso ao Mercado Setembro 2012 Índice 1. Regime Geral de Importação 3 2. Regime de Investimento Estrangeiro 4 3. Quadro Legal 5 2 1. Regime

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: alínea c) no n.º 1 do artigo 18.º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: alínea c) no n.º 1 do artigo 18.º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA alínea c) no n.º 1 do artigo 18.º Exclusão da aplicação ao "Contrato de Gestão Discricionária de Valores Mobiliários" da alínea e) do n.º 27 do artigo 9.º

Leia mais

O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA

O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA PARECER SOBRE O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA (Proposta de Regulamento sobre o Estatuto da AE e Proposta de Directiva que completa o estatuto da AE no que se refere ao papel dos

Leia mais

Termos e Condições de Utilização da Plataforma ComprasPT

Termos e Condições de Utilização da Plataforma ComprasPT Termos e Condições de Utilização da Plataforma ComprasPT 1. Âmbito, objecto e legitimidade de acesso 1.1. A Infosistema, Sistemas de Informação S.A. é uma consultora de sistemas de informação que gere

Leia mais

Caminhos para Exportar

Caminhos para Exportar NIEx NÚCLEO DE INTEGRAÇÃO PARA EXPORTAÇÃO Caminhos para Exportar 33º AgroEx Marco-CE ADILSON OLIVEIRA FARIAS Assessor técnico JULIANA CAETANO JALES Assistente técnico FASES DO PROCESSO EXPORTADOR Fase

Leia mais

Ministério do Comércio

Ministério do Comércio Ministério do Comércio DECRETO /07 Havendo necessidade de se proceder a actualização da regulamentação da Lei nº.5/97 de Junho, relativamente às operações de mercadorias, em conformidade com o consignado

Leia mais

Manual de Exportação e Formação de Preço

Manual de Exportação e Formação de Preço Manual de e Formação de Preço. Sumário FASE 1ª 1 - Planejamento de 2 - Planejamento Estratégico 3 - Canais de Distribuição FASE 2ª 4 - Procedimentos Operacionais de FASE 3ª 5 - Formação de Preço O sumário

Leia mais

SISTEMAS DE INCENTIVOS ÀS EMPRESAS

SISTEMAS DE INCENTIVOS ÀS EMPRESAS SISTEMAS DE INCENTIVOS ÀS EMPRESAS Sistema de Incentivos às Empresas O que é? é um dos instrumentos fundamentais das políticas públicas de dinamização económica, designadamente em matéria da promoção da

Leia mais

NOVAS REGRAS DE OPERAÇÕES CAMBIAIS IMPORTAÇÃO, EXPORTAÇÃO E REEXPORTAÇÃO DE MERCADORIAS

NOVAS REGRAS DE OPERAÇÕES CAMBIAIS IMPORTAÇÃO, EXPORTAÇÃO E REEXPORTAÇÃO DE MERCADORIAS NOVAS REGRAS DE OPERAÇÕES CAMBIAIS IMPORTAÇÃO, EXPORTAÇÃO E REEXPORTAÇÃO DE MERCADORIAS O Aviso n.º 19/2012, de 19.04., do Banco Nacional de Angola estabelece o novo regime para as operações cambiais referentes

Leia mais

Conheça os seus direitos em caso de: Recusa de embarque Cancelamento de voo Atrasos prolongados Colocação em classe inferior Viagens organizadas

Conheça os seus direitos em caso de: Recusa de embarque Cancelamento de voo Atrasos prolongados Colocação em classe inferior Viagens organizadas OS DIREITOS DOS PASSAGEIROS DE TRANSPORTE AÉREO AS NOVAS REGRAS Dia 17 de Fevereiro entra em vigor o Regulamento (CE) n.º 261/2004, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de Fevereiro de 2004, que

Leia mais

ESTATUTOS DA APL - ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DE LISBOA, S. A.

ESTATUTOS DA APL - ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DE LISBOA, S. A. ESTATUTOS DA APL - ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DE LISBOA, S. A. CAPÍTULO I Denominação, duração, sede e objecto Artigo 1.º Denominação e duração 1 - A sociedade adopta a forma de sociedade anónima de capitais

Leia mais

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/2.ª Fase 14 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

ANTEPROJECTO DE COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO EXEMPLO DE DECLARAÇÃO RELACIONADA COM AS INFORMAÇÕES RELATIVAS

ANTEPROJECTO DE COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO EXEMPLO DE DECLARAÇÃO RELACIONADA COM AS INFORMAÇÕES RELATIVAS ANTEPROJECTO DE COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO EXEMPLO DE DECLARAÇÃO RELACIONADA COM AS INFORMAÇÕES RELATIVAS AO ESTATUTO DE PME DE UMA EMPRESA A presente comunicação tem por objectivo incentivar a aplicação

Leia mais

COM SUCESSO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO 2014 NOVIDADE

COM SUCESSO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO 2014 NOVIDADE INTERNACIONALIZAR COM SUCESSO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO 2014 NOVIDADE Agora pode frequentar apenas os módulos que pretende aprofundar! Introdução à Internacionalização Transporte Rodoviário Transporte Aéreo

Leia mais

INSTRUTIVO N.08/99. de 21 de Maio

INSTRUTIVO N.08/99. de 21 de Maio ASSUNTO: POLITICA CAMBIAL Operações de mercadorias INSTRUTIVO N.08/99 de 21 de Maio Com vista a estabelecer os procedimentos operacionais decorrentes das operações de mercadorias, em conformidade com o

Leia mais

Contrato que transmite propriedade de algo por um preço sem fins lucrativos

Contrato que transmite propriedade de algo por um preço sem fins lucrativos Acto Acto Civil Contrato que transmite propriedade de algo por um preço sem fins lucrativos Importancia do registo comercial na constituição do registo comercial Art. 874 e ss C. Civ Acto Comercial Contrato

Leia mais

Manual do Revisor Oficial de Contas. Directriz de Revisão/Auditoria 310 ÍNDICE

Manual do Revisor Oficial de Contas. Directriz de Revisão/Auditoria 310 ÍNDICE Directriz de Revisão/Auditoria 310 CONHECIMENTO DO NEGÓCIO Outubro de 1999 ÍNDICE Parágrafos Introdução 1-7 Obtenção do Conhecimento 8-13 Uso do Conhecimento 14-18 Apêndice Matérias a Considerar no Conhecimento

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 14º;29º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 14º;29º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 14º;29º Exportações - Comprovativo da isenção nas operações bens em segunda mão Processo: nº 3092, despacho do SDG dos Impostos, substituto legal do Director

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA; RITI. Artigo: 14º do RITI. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA; RITI. Artigo: 14º do RITI. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA; RITI 14º do RITI TICB s Transmissão de bens para outros EM s, os quais são entregues em território nacional Processo: nº 2475, despacho do SDG dos Impostos,

Leia mais

PROJECTO DE FUSÃO. Marinha Grande, 24 de Abril de 2007

PROJECTO DE FUSÃO. Marinha Grande, 24 de Abril de 2007 Este documento, apresentado como Modelo de Projecto de Fusão, resulta de um caso (processo de fusão) real. Na conjuntura actual, em que as entidades empresariais cada vez mais encaram processos de reorganização

Leia mais

SEMINÁRIO. JJ Cerveira Afonso-JCA. Frete Marítimo e Seguro de Importação de Mercadoria

SEMINÁRIO. JJ Cerveira Afonso-JCA. Frete Marítimo e Seguro de Importação de Mercadoria SEMINÁRIO JJ Cerveira Afonso-JCA Frete Marítimo e Seguro de Importação de Mercadoria Luanda, 30.Março.2015 O CONTRATO DE TRANSPORTE E AS OBRIGAÇÕES DAS PARTES Índice O Contrato de Transporte e as obrigações

Leia mais

Colóquio: As Empresas de Serviços Energéticos em Portugal

Colóquio: As Empresas de Serviços Energéticos em Portugal Colóquio: As Empresas de Serviços Energéticos em Portugal Lisboa, 30 de Dezembro Miguel Matias Presidente da APESE Vice-Presidente Self Energy A Eficiência Energética na Cidade oportunidade na Reabilitação

Leia mais

NIEx. 30º AgroEx Manaus. 26 de novembro de 2009

NIEx. 30º AgroEx Manaus. 26 de novembro de 2009 NIEx NÚCLEO DE INTEGRAÇÃO PARA EXPORTAÇÃO Caminhos para Exportar 30º AgroEx Manaus 26 de novembro de 2009 FASES DO PROCESSO EXPORTADOR Fase Mercadológica Fase Comercial Fase Administrativa Fase Aduaneira

Leia mais

CURSOS ON-LINE COMÉRCIO INTERNACIONAL CURSO REGULAR PROFESSORES: RODRIGO LUZ E MISSAGIA AULA 09 INCOTERMS (INTERNATIONAL COMMERCIAL TERMS)

CURSOS ON-LINE COMÉRCIO INTERNACIONAL CURSO REGULAR PROFESSORES: RODRIGO LUZ E MISSAGIA AULA 09 INCOTERMS (INTERNATIONAL COMMERCIAL TERMS) AULA 09 INCOTERMS (INTERNATIONAL COMMERCIAL TERMS) Olá pessoal. Hoje falaremos sobre o tema Incoterms, que tanto cai nas provas. É a nossa última aula. As próximas serão ministradas pelo professor Rodrigo

Leia mais

Termos de entrega, Incoterms 2000, compra e venda internacional de mercadorias, termos marítimos, termos de uso geral

Termos de entrega, Incoterms 2000, compra e venda internacional de mercadorias, termos marítimos, termos de uso geral DECISÃO D SOBRE OS TERMOS DE ENTREGA DAS MERCADORIAS NAS TRANSAÇÕES INTERNACIONAIS SEGUNDO AS REGRAS DOS INCOTERMS 2000 DA CÂMARA DE COMÉRCIO INTERNACIONAL Wagner Botelho Godinho Victor Aurélio Antunes

Leia mais

Linha de Crédito PME Crescimento 2015 - Respostas a questões das Instituições de Crédito - Versão v.1

Linha de Crédito PME Crescimento 2015 - Respostas a questões das Instituições de Crédito - Versão v.1 1. Condições a Observar pelas Empresas Beneficiárias Condições genéricas: 1.1. Localização (sede social) em território nacional; inclui Regiões Autónomas da Madeira e Açores, bem como Portugal Continental.

Leia mais

ORA newsletter. Nº 62 MARÇO/2012 (circulação limitada) Assuntos LEGISLAÇÃO FISCAL/LEGAL FEVEREIRO DE 2012

ORA newsletter. Nº 62 MARÇO/2012 (circulação limitada) Assuntos LEGISLAÇÃO FISCAL/LEGAL FEVEREIRO DE 2012 Assuntos Resumo Fiscal/Legal Fevereiro de 2012 1 As Instituições Particulares de Solidariedade Social: Regime Contabilístico e Novo Quadro Normativo (Parte II) 2 Revisores e Auditores 6 LEGISLAÇÃO FISCAL/LEGAL

Leia mais

Unidade II LOGÍSTICA PARA. Prof. Márcio Antoni

Unidade II LOGÍSTICA PARA. Prof. Márcio Antoni Unidade II LOGÍSTICA PARA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO Prof. Márcio Antoni Termos comerciais internacionais: Incoterms 2000 São regras que limitam os direitos e as obrigações de compradores e vendedores no

Leia mais

Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME CONDIÇÕES DE ENQUADRAMENTO

Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME CONDIÇÕES DE ENQUADRAMENTO Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME CONDIÇÕES DE ENQUADRAMENTO Aviso para apresentação de candidaturas Nº 07/SI/2010 1 Índice Condições de Elegibilidade do Promotor... 3 Condições

Leia mais

Curso Analista de Importação

Curso Analista de Importação Curso Analista de Importação (Curso Presencial em Belo Horizonte) Objetivo: Capacitar o aluno para planejar e gerenciar os processos de importação de uma empresa, atuando como analista de importação ou

Leia mais

CONDIÇÕES DE VENDA. 1. Prazo de entrega O prazo de entrega é o referido na confirmação da encomenda, salvo acordo em contrário.

CONDIÇÕES DE VENDA. 1. Prazo de entrega O prazo de entrega é o referido na confirmação da encomenda, salvo acordo em contrário. CONDIÇÕES DE VENDA A venda de produtos da Portucel Soporcel Fine Paper S.A. ( vendedor ) é regulada pelas condições abaixo descritas, em conformidade com as práticas em vigor na indústria e comércio de

Leia mais