Epidemiologia e Controle da Leptospirose Humana nas Regionais do município de Belo Horizonte, Minas Gerais. Matilde Cota Koury Valdemir da Silva

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Epidemiologia e Controle da Leptospirose Humana nas Regionais do município de Belo Horizonte, Minas Gerais. Matilde Cota Koury Valdemir da Silva"

Transcrição

1 Epidemiologia e Controle da Leptospirose Humana nas Regionais do município de Belo Horizonte, Minas Gerais. Matilde Cota Koury Valdemir da Silva Belo Horizonte, dezembro de

2 Epidemiologia e controle da Leptospirose Humana nas Regionais do município de Belo Horizonte, Minas Gerais. Professores responsáveis: Matilde Cota Koury 1 - Coordenadora - doze horas semanais. Valdemir da Silva 2 Auxiliar oito horas semanais Iniciação Científica : Alunos do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix : dois Bolsistas de Iniciação Científica -20 horas semanais e dois alunos voluntários Justificativas A leptospirose é uma doença infecciosa emergente, que está espalhando do seu ambiente rural para centros urbanos, como na região metropolitana de Belo Horizonte. 2

3 Existe uma lacuna entre a incidência dessa doença e os aspectos geográficos e a relação entre os aspectos físicos e sociais embutidos no espaço urbano como a presença de favelas e bolsões de pobreza, o crescimento populacional, os principais cursos de água e ausência de rede de esgoto, a população de animais nos lixões e terrenos baldios que propiciam o aparecimento dessa zoonose. O diagnóstico precoce da leptospirose é importante para o sucesso do tratamento que deverá iniciar na fase de leptospiremia, na primeira semana da doença. Se a doença não for tratada nos primeiros dias, pode progredir e o paciente chegar a óbito por insuficiência renal e hemorragias. Considerando que é de vital importância à integração das unidades de vigilância epidemiológica e as instituições de pesquisa para a detecção de casos de leptospirose e o direcionamento de ações de controle; que os métodos de diagnóstico da doença desenvolvidos nos laboratórios de pesquisa devem ser repassados para os laboratórios de rotina contribuindo para a melhoria do diagnóstico da doença na comunidade; que os resultados das pesquisas obtidos na área de diagnóstico das leptospiroses humana e animal e a experiência adquirida, pelo nosso grupo, durante anos de trabalho na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apontam para a necessidade de um direcionamento de uma pesquisa aplicada para diagnosticar casos da doença, definir o perfil epidemiológico da população exposta a risco, detectar as áreas de risco e implementar medidas de controle. Assim, apresentamos este projeto com o objetivo de mapear a regional nordeste (Bairro São Gabriel) e outras regionais onde a doença ocorre contribuindo para o diagnóstico, o controle da doença e a melhoria da saúde e qualidade de vida das comunidades do município de Belo Horizonte. O projeto contribuirá para a sensibilização da comunidade e dos alunos para os problemas sociais existentes, para a formação dos alunos como cidadãos a partir do momento em que suas habilidades didáticas e sua consciência crítica serão 3

4 desenvolvidas. Também permitirá uma formação mais completa e próxima da realidade do nosso país e promoverá possíveis mudanças no meio social. O projeto será desenvolvido em parceria com os nossos colaboradores na UFMG. As medidas de prevenção e controle propostas apresentadas neste trabalho contribuirão também para o controle de outras doenças como dengue, leishmaniose e raiva. Introdução A leptospirose é uma doença infecciosa sistêmica, aguda, febril, causada por espiroquetas do gênero Leptospira. Atualmente as leptospiras são classificadas em 13 espécies genônicas baseadas em estudos moleculares de hibridização DNA- DNA (YASUDA et al.,1987; RAMADASS et al., 1992; PEROLAT et al.,1998) Os principais reservatórios de leptospiras são os roedores. Os ratos (Rattus norvergicus, Rattus rattus e Mus musculus) são portadores assintomáticos universal. Em áreas metropolitanas o rato de esgoto, Rattus norvegicus, é considerado o mais importante transmissor de leptospiras para o homem. Animais domésticos como bovinos, suínos, ovinos, caprinos, eqüinos e caninos e animais silvestres são reservatórios de leptospiras. As leptospiras se localizam e se multiplicam nos túbulos renais dos animais infectados e são liberadas na urina durante semanas ou meses após a fase aguda contaminando água, solo e alimentos. A transmissão ao homem pode ocorrer por contacto direto com sangue, tecidos, órgãos ou urina de animais infectados ou por via indireta quando em contacto com água, solo úmido ou vegetação contaminada com a urina de animais infectados. Os homens são infectados pela penetração de leptospiras nas mucosas íntregas, na pele lesada ou íntrega quando imersa em água por longo tempo. O período de incubação varia de um a vinte dias, sendo em média de sete a quatorze dias. Após o período de incubação inicia-se a fase septicêmica que dura de quatro a sete dias, seguidos pela fase de localização da bactéria, caracterizada por leptospirúria e a 4

5 presença de anticorpos no soro. A doença pode apresentar nas formas subclínicas ou formas graves com alta letalidade. A doença, na maioria dos casos, se inicia abruptamente com febre, mal-estar geral e cefaléia. A forma anictérica aparece em 60% a 70% dos casos. A doença pode ser discreta, de inicio súbito com febre, cefaléia, dores musculares, anorexia, náuseas e vômitos. Dura de um a vários dias, sendo freqüentemente rotulada como síndrome gripal ou virose. Uma infecção mais grave pode ocorrer. Na forma ictérica, a fase septicêmica evolui para uma doença ictérica grave, disfunção renal, fenômenos hemorrágicos, alterações cardíacas e pulmonares, associadas a taxas de letalidade que variam de 5% a 20% (LEVETT, 2001, MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2005). A manutenção de leptospiras nas regiões urbanas e rurais do Brasil é favorecida pelo clima tropical úmido e uma vasta população de roedores. O crescimento urbano desordenado e a grande quantidade de lixo espalhado sobre as vias e terrenos baldios propiciam também um ambiente ideal para a proliferação da população murina. A leptospirose era considerada uma doença esporádica e rural. Casos de leptospirose urbana têm sido registrados e a doença passou a ser um problema de saúde pública, associada à alta mortalidade. No Brasil, alterações sociais ocorridas entre 1960 e 1996 causaram um aumento de 350% na população urbana favorecendo o aparecimento de favelas, onde as condições sanitárias são propicias para o aparecimento de ratos, principais reservatórios e transmissores de leptospiras (KO et al., 1999). Atualmente a leptospirose é considerada uma doença urbana e endêmica no Brasil, o que constitui um serio risco a saúde publica. Sua ocorrência aumenta nas épocas de chuva, quando ocorre o contato de pessoas com água de inundações urbanas, contaminada por leptospiras patogênicas eliminadas, principalmente por roedores. É uma zoonose de grande importância social e econômica e a sua ocorrência está freqüentemente relacionada a precárias condições de infra-estrutura sanitária e alta infestação de 5

6 roedores ( WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2003; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2005). O diagnóstico da leptospirose humana continua sendo um sério problema médico e saúde pública. Na maioria dos casos, a história epidemiológica, os sinais e sintomas clínicos da doença não permitem o diagnóstico, sendo necessária a confirmação laboratorial (Faine, 1982). A reação recomendada pela Organização Mundial da Saúde para o diagnóstico da leptospirose é a reação de soroaglutinação microscópica (Faine, 1982). Reações sorológicas e moleculares foram descritas para o diagnóstico das leptospiroses humana e animal (OOTEMAN et al., 2005, 2006; BOMFIM et al., 2006, 2007) No Brasil, durante o período de 1985 a 1993, foram notificados casos de leptospirose humana. Nesse período houve 2232 óbitos por leptospirose. Em 2004, entre janeiro a outubro, o total de casos foi de 2775, com 340 óbitos e entre janeiro a outubro de 2005 foram confirmados 2307 casos de leptospiroses em humanos, com 260 óbitos (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2005). Em Minas Gerais, poucos trabalhos epidemiológicos foram realizados. A Fundação Ezequiel Dias recebeu 411 amostras de sangue de pacientes suspeitos no período de 1998 a 1993 que foram examinados pela reação SAM obtendo-se 28,5% de positividade (OLIVEIRA et al., 1993). Em Uberaba verificou-se uma positividade de 46,7% nos soros dos indivíduos que tiveram maior contacto com animais em contraste com 19,3% nos soros dos pacientes com menor contacto (TAVARES NET0 et al.,1996). Um estudo realizado em Belo Horizonte mapeou os casos de leptospirose verificando um aumento destes nas áreas de favelas e bolsões de pobreza, áreas de maior carência e de infra - estrutura básica, com maior concentração de redes fluviais e nas partes altimétricas mais baixas da cidade (FIGUEIREDO et al., 2001). Em Minas Gerais, de acordo com o Sistema de informação e agravos de notificação (SINAN) no período de 1999 a 2004 foram confirmados 152 casos de 6

7 leptospirose, e 22 óbitos, com letalidade de 14,5%, maior que a média nacional de 12% (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2005). Esses dados não correspondem à realidade, pois a doença é sub- notificada. As medidas de prevenção e controle da doença relativa à fonte de infecção são: controle dos roedores (desratização e anti-ratização), melhoria das condições higiênicas - sanitárias da população, armazenamento apropriado de alimentos, destino adequado do lixo, cuidados com a higiene, remoção e destino adequado de resíduos alimentares humanos e animais, manutenção de terrenos baldios murados e livres de mato e entulhos, limpeza e desinfecção de áreas domiciliares potencialmente contaminadas (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2003; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2005). Metas Estabelecidas: - Diminuir os casos leptospirose na população das regionais do município de Belo Horizonte. - Investigar os casos humanos da leptospirose - Reduzir a população de roedores - Educar a população sobre a doença e formas de prevenção e controle - Capacitar os agentes comunitários para atuarem no controle desta doença. - Capacitar dos alunos do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix para atuarem na área de educação em saúde junto às comunidades. - Contribuir para a formação dos alunos quanto a sua responsabilidade social e ética para a melhoria das condições de saúde da comunidade - Divulgar os resultados aos profissionais e instituições de saúde - Divulgar os dos resultados em congressos. - Publicar os trabalhos em periódicos nacionais ou internacionais. 7

8 Objetivo Geral Determinar a ocorrência de Leptospirose e os aspectos físicos e sociais na Regional Nordeste (Bairro São Gabriel) e nas outras regionais do Município de Belo Horizonte para implantar ações básicas de saúde e diminuir a incidência de casos da doença. Objetivos específicos - Determinar o título de aglutininas anti-leptospiras pela reação de soro aglutinação microscópica em amostras de soros humanos. - Isolar leptospiras dos casos suspeitos de leptospiroses - Utilizar o antígeno recommbinante rlipl32 no ensaio imunoenzimático ELISA IgM e IgG para diagnóstico sorológico de leptospirose humana. - Conhecer a incidência de casos de leptospirose salientando a variação sazonal. - Atuar para reduzir e/ou impedir a ocorrência de novos casos das doenças. - Identificar as áreas de risco das doenças para a priorização das medidas de controle. - Implantar as ações de educação em Saúde e envolver a comunidade nas medidas de prevenção e controle para uma mudança comportamental da população em relação a certos hábitos que favorecem a instalação e a proliferação de roedores. - Promover a capacitação dos alunos do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix em Educação e Saúde. - Incentivar e estimular os alunos para o compromisso social, os aspectos humanos e éticos, as atividades educativas e preventivas junto à comunidade. Material e Métodos 1. Incidência de casos das doenças 8

9 A determinação da incidência de casos da doença nos últimos cinco anos será feita por meio de uma análise retrospectiva, consulta aos prontuários de pacientes nos postos de saúde, hospitais e laboratórios da prefeitura e do Estado localizando a regional Nordeste, onde está situado o bairro São Gabriel, e as outras regionais do município de Belo Horizonte. Durante a execução do projeto, as amostras biológicas obtidas de indivíduos suspeitos de leptospirose serão analisadas em parceria com a UFMG ou com outras instituições de pesquisa. 2. Sorovares de Leptospira Os sorovares de leptospiras serão provenientes do laboratório de referência Royal Tropical Institute, Amsterdan, Holanda e cedidos pela Fundação Gonçalo Moniz (FIOCRUZ) de Salvador, BA. As amostras serão mantidas em meio semi-sólido EMJH ( Ellinghausen & Mccullough, 1965), repicadas de três em três meses e incubadas a 28-30C. Na tabela 1 estão relacionados os sorovares que serão utilizados na reação de soro aglutinação microscópica (SAM) agrupados de acordo com a classificação sensu lato. Tabela 1: Leptospiras utilizadas na reação de SAM (Classificação sensu lato) 9

10 Espécie Sorogrupo Sorovar Cepa Leptospira Australis Australis Ballico interrogans Autumnalis Autumnalis Akiyami Ballum Ballum Mus 127 Castellonis Castellon 3 Bataviae Bataviae Swart Canicola Canicola Hond Utrecht IV Celledoni Celledoni Celledoni Cynopteri Cynopteri 3522 C Grippothyphosa Grippothyphosa Moska 5 Hebdomadis Hebdomadis Hebdomadis Icterohaemorrhagiae Icterohaemorrhagiae RGA Copenhageni M 20 Javanica Javanica Veldrat Bataviae 46 Panama Panamá CZ 214 K Pomona Pomona Pomona Pyrogenes Pyrogenes Salinem Sejroe Hardjo hardjoprajtino Wolffi 3705 Shermani Shermani 1342 k Tarassovi Tarassovi Perepelitsin Leptospira bifexa Patoc 2. Isolamento de leptospiras 10

11 Leptospiras serão isoladas a partir do sangue de pacientes suspeitos de leptospirose. Amostras de sangue serão inoculadas em meio semi-sólido EMJH e incubadas a 28 0 C. Os cultivos serão observados semanalmente por microscopia de campo escuro por no mínimo 10 semanas. 3. Amostras de soros As amostras de soros serão obtidas de pacientes clinicamente suspeitos de leptospiroses, da regional Nordeste (onde o Bairro de São Gabriel está localizado) e das outras regionais do município de Belo Horizonte, nos postos de saúde e/ou nos laboratórios da prefeitura ou do estado, Figura 1. Uma ficha epidemiológica será preenchida contendo informações sobre cada paciente: nome, idade, profissão, data dos primeiros sintomas e da coleta de material, sexo, idade, moradia, contato com animais domésticos, com água contaminada, sintomas e sinais da doença: febre, icterícia, mialgias, dor de cabeça, náuseas e vômitos, distúrbios renais, diarréia, hemorragia (Ficha individual de investigação - Sistema de informações e agravos de notificação, SUS-MS-FNS). As amostras de soros serão analisadas por ELISA IgM e IgG com antígeno recombinante e pela reação de soro aglutinação microscópica (SAM). O projeto se aprovado será submetido ao Comitê de Ética do Centro Universitário Metodista Izabel Hendrix. 3. Reação de Soro Aglutinação Microscópica A reação de soro aglutinação microscópica será realizada segundo Faine (1982), utilizando como antígeno leptospiras vivas dos sorovares listado na tabela 1. As leptospiras serão mantidas em meio de cultura EMJH, a uma temperatura de 28ºC a 30ºC e repicadas a cada sete dias. As amostras de soro serão inicialmente diluídas a 1/50 em salina estéril. O título da reação de SAM final será dado pelo inverso da maior 11

12 diluição em que 50% das leptospiras se apresentarem aglutinadas em relação ao controle. De acordo como Ministério da Saúde serão considerados casos suspeitos de leptospirose, pessoas que apresentem sinais e sintomas sugestivos da doença, que estiveram expostas a enchentes ou outras coleções hídricas potencialmente contaminadas como córregos, fossas, lagos, e rios, e pessoas que estiveram expostas a esgoto, fossa, ou manilha de esgoto contaminada com urina de roedores, pessoas que exerçam atividades de risco ocupacional como coleta de lixo, limpeza de córregos, trabalhadores de água e esgoto e tratadores de animais e também a presença de animais infectados nos locais freqüentados pelo paciente (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 1998). O diagnóstico clínico de leptospirose será confirmado pela reação de SAM. Serão considerados casos confirmados de leptospirose os soros de pacientes que apresentarem um aumento de quatro vezes no título na reação SAM, em amostras pareadas de soro, ou um título maior ou igual a 800 em uma amostra. Amostras de soros que apresentarem títulos entre 100 e 400 serão consideradas casos prováveis de leptospirose. Casos não confirmados, os soros de pacientes que apresentarem reação de SAM negativa. 5. Ensaio Imunoenzimático ELISA IgM e IgG Para o ELISA será utilizado o antígeno recombinante (rlipl32) preparado a partir da lipoproteína de membrana externa de leptospiras patogênicas. Este antígeno será cedido pelo Dr. Albert Ko, da Fundação Gonçalo Moniz, FIOCRUZ, Salvador, Bahia. A concentração da proteína será determinada pelo método BRADFORD et al., (1976). As micro placas de poli estireno ELISA de baixa afinidade (CORNING) de 96 poços de fundo chato, serão sensibilizadas com 50 µl do antígeno rlipl32, previamente 12

13 diluído em tampão carbonato de sódio 0,06 mm ph 9,6 na concentração proteica final de 5 ng/poço (FLANNERY et al., 2001). Cada placa será incubada sobre a agitação constante de 200 rpm, por duas horas a temperatura ambiente. As placas serão lavadas por três vezes em água destilada estéril e secas por inversão sobre papel toalha. Em cada poço será adicionado 200 µl da solução bloqueadora. PBS-T (PBS 1x, 0,05% Tween 20, 1% de albumina bovina BSA- fração V Sigma). As placas serão incubadas á temperatura ambiente por 4 horas. Após este período, serão lavadas por três vezes com solução de PBS-T e estocadas -20ºC até o uso. Cada amostra de soro será diluída a 1:40 em PBS-T (PBS 1x, 0,05% Tween 20, 1% de albumina bovina BSA- fração V Sigma) e 100 µl desta solução será acrescentado por poço. As placas serão incubadas por 1 hora à temperatura ambiente lavadas por três vezes com PBS-T. Cada poço receberá 10 µl da solução de anticorpos de coelho anti IgM ou anti IgG humana conjugado a peroxidase (SIGMA), diluídos a 1: em PBS-T. Após incubação de 1 hora a temperatura ambiente as placas serão lavadas três vezes com PBS-T e duas vezes com PBS 1x. Em cada poço será colocada 50 µl do substrato cromógeno ortofenilenediamina (OPB) (SIGMA) e as placas serão incubadas por 20 minutos a temperatura ambiente, no escuro.a reação calorimétrica será parada acrescentando 25 µl de H 2 SO 4 2 M por poço. A leitura de densidade ótica será realizada a 492 nanômetros usando o aparelho leitor de ELISA. O ponto de corte será determinado e o soro que apresentar o mais alto valor de DO será escolhido como soro controle positivo. 5. Análise Estatística 13

14 Para análise estatística dos resultados será utilizado o teste do Qui-quadrado X 2 programa SAS Statistics Programme. A sensibilidade será definida como a capacidade do ELISA IgM ou IgG para identificar amostras de soros positivas que também foram positivas na reação de MAT. A especificidade será definida como a capacidade do ELISA IgM ou IgG para identificar amostras de soros negativos que também fora negativas na reação de MAT. As análises da avaliação estatística e epidemiológica de leptospirose definirão o direcionamento das ações e controle nas diferentes regionais. 6. Mapeamento geográfico O local de mapeamento dos casos de leptospirose será o município de Belo Horizonte, situado na zona metalúrgica do estado de Minas Gerais, com área de 335Km 2 e dividido em regionais que servirão como guias na localização de casos suspeitos e confirmados da doença. Para o mapeamento serão utilizados os dados contidos nas fichas epidemiológicas. Um recurso de geoprocessamento, a cartografia digital, permitirá a elaboração de bancos de dados cartográficos para construção de cartas temáticas (FIGUEIREDO et al. 2001). 7. Capacitação dos alunos do Centro Universitário Izabela Hendrix sobre a leptospirose e educação em saúde A capacitação será por meio de mini curso sobre leptospirose e educação em saúde. Preparação de material didático como jogos educativos, cartilhas e produção de material para as feiras que serão realizadas nas escolas; 8. Palestras e Cursos: 14

15 Nas comunidades serão proferidas palestras e ministrados cursos sobre educação em saúde e ambiente para capacitar e reciclar profissionais e agentes comunitários em saúde e ambiente. Tema: Leptospirose: serão enfatizados a importância e os fatores que predispõem a doença; sintomas clínicos, modos de transmissão, medidas de prevenção e controle; aspectos da doença em atividades ocupacionais e na saúde pública; importância dos animais como agentes transmissores de doenças ao homem; integração dos profissionais que realizam o diagnóstico e a investigação epidemiológica dos casos; importância do diagnóstico e do tratamento adequado e notificação ágil dos casos; importância do profissional de saúde agindo como multiplicador de informações junto ao paciente e a comunidade. Conscientizar os alunos e como conseqüência a comunidade sobre as medidas de prevenção e controle das doenças: a importância do rato como transmissor de leptospiras e as ações de desratização empregadas e anti-ratização, medidas para evitar a instalação dos ratos no local. Identificar os focos de roedores e estimular a população a denunciar a presença de roedores, lixo e esgoto. Desratizar os locais que apresentem infestação de roedores. Esclarecer como a leptospirose está ligada à ocorrência das enchentes e como minimizar o seu efeito, através de medidas de proteção pessoal, cuidados com alimentos e uso e tratamento de água utilizadas nas residências pósenchentes; informar os locais para encaminhamento dos casos suspeitos; as formas de participação da população envolvida nas ações de controle da doença, principalmente em relação às medidas de anti-ratização e de prevenção. A reciclagem dos professores das escolas municipais, agentes de saúde e a distribuição de material de divulgação como folhetos, cartilhas e cartazes para a população estimulará a adoção de medidas profiláticas para evitar a contaminação por leptospiras. Previsão de Recursos Materiais 15

16 O projeto poderá ser submetido a agências financiadoras como FAPEMIG e CNPQ para obtenção de recursos para aquisição de equipamentos para o Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix (Microscópio de campo escuro, leitor de ELISA, pipetas automáticas e outros materiais). Enquanto isso a parte experimental do projeto será desenvolvida em parceria com a UFMG ou outra instituição de pesquisa como a FUNED ou FIOCRUZ Cronograma de Execução 16

17 ANO SEMESTRE 1º 2º 1º 2º X Contato com as Regionais da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. Seleção dos alunos. x Visitas às áreas de risco x x x Capacitação dos alunos selecionados x Análise dos prontuários de pacientes em postos de x x saúde, laboratórios e hospitais da prefeitura e do estado de Minas Gerais. Produção de material pedagógico x x.trabalho junto à comunidade x x x Palestras, cursos e feiras. x x x Coleta de soros de pacientes suspeitos. x x x Reação de SAM x x ELISA IgM e IgG Análise estatística e mapeamento x x x Apresentação em congresso x x Redação dos trabalhos para publicação x Orçamento 17

18 Material de Consumo ITENS Material didático: cartazes, cartilhas, maquetes, pincel e outros materiais QUANT. CUSTO UNITÁRIO pedagógicos. R$ 600,00 Vidrarias, seringas descartáveis, luvas de procedimento. R$ 1 000,00 Transporte para os alunos bolsistas e voluntários R$ 1 000,00 Meios de Cultura R$ 1 000,00 Total R$ Nacional Contra partida do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix. - Recursos humanos- Equipe responsável: professores e alunos. Produção de material didático, cartilhas, cartazes, jogos, maquetes. O material produzido fará parte do acervo da Instituição e poderá ser usado em eventos como Izabela na Praça, Izabela com Vida e outros. - Deslocamento da equipe para as locais onde serão desenvolvidas as atividades. - Combustível. Referências Bibliográficas 18

19 1. BRADFORD, M.M. A rapid and sensitive method for quantification of microgram quanties of protein utilizing the principle of protein-dye binding. Anal. Biochem. 7, p , BOMFIM, M. R.; and KOURY, M. C. Evaluation of LSSP-PCR for identification of leptospira spp. In urine of cattle with clinical suspicion of leptospirosis. Vet. Microbiol. in press. 3. BOMFIM, M. R.; KO, A.; KOURY, M. C. Evaluation of the recombinant Lipl32 in enzyme linked immunosorbent assay for the serodiagnosis of bovine leptospirosis. Vet. Microbiol. 109(1-2): p.89-94, ELLINGHAUSEN, H. C. JR.; MCCULLOGH, W.G. Nutrition of Leptospira pomona and growth of 13 others serotypes: a serum-free medium employing oleic albumin complex. Amer. J. Vet. Res. 16, p FAINE, S. Guideline for leptospirosis control. World Health Organization. Geneva, Offset publication, 67, p.161, FIGUEIREDO, C.M., MOURÃO, A. C., OLIVEIRA, M.A. A.O., ALVES, W. R., OOTEMAN, M.C., CHAMONE, C.B., KOURY, M.C. Leptospirose Humana no Município de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil: uma Abordagem Geográfica. Rev. Soc. Brasil. Med. Trop. 34, p , FLANNERY, B,; COSTA, D.; CARVALHO, F. P.; GUERREIRO, H.; MATSUNAGA, J.; SILVA,E. D.; FERREIRA, A.G. P.; RILEY, W.; REIS, G. M.; HAAKE, D. A.; KO, A. Evaluation of recombinant Leptospira antigen-based enzymelinked immunosorbent assays for the serodiagnosis of leptospirosis. J. Clin. Microbiol. 39, p , LEVETT, P. N. Leptospirosis. Clinical Microbiology Reviews, 14: , KO, A.I., GALVÃO, R.M., RIBEIRO, C.D.M., JOHNSON,W.D.Jr., RILEY, L.W. Urban Epidemic of severe leptospirosis in Brazil. Lancet 354, p ,

20 10. OLIVEIRA, M.A.A., CHAMONE, C. B., LEOCÁDIO G. Avaliação sorológica de leptospirose em Minas Gerais Anais do 3 0 Encontro Nacional em Leptospirose. Fundação Oswaldo Cruz, Ministério da Saúde, Rio de Janeiro. P.112, MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde.Doenças Infecciosas e Parasitárias. Guia de Bolso. 5ed. amp. Brasilia, MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Brasília MINISTÉRIO DA SAÚDE. Fundação Nacional de Saúde. Manual de Leptospirose. Brasília, OOTEMAN, M. C.; VAGO, A. R.; KOURY, M. C. Potencial application of lowstringency single specific-pcr in the identification of leptospira in serum of patients with suspected of leptospirosis. Can. J. Microbiol. 50: , OOTEMAN, M. C.; VAGO, A. R.; KOURY, M. C. Evaluation of MAT, IgM ELISA and PCR methods for the diagnosis of human leptospirosis. J. Microbiol. Methods. 65: , PEROLAT, P.; CHAPPEL, R. J.; ADLER, B.; BARANTON, G.; BULACH, D. M.; BILLINGHURST, M. J.; LETOCART, M.; MERIEN, F.; SERRANO, M. S. Leptospira fanei sp nov. isolated from pigs in Austrália. Int. J. Syst. Bact. 48, p , RAMADASS, P.; JARVIS, B. D. W. ; CORNER, R. J.; PENNY, D.; MARSHALL, R. B. Genetic characterization of pathogenic Leptospira species by DNA hybridization. Int. J. Syst. Bact. 42, p , TAVARES NETO, J., ANDRADE, J., HOFER, E., OLIVEIRA, G.F., COUTO JUNIOR, A. Freqüência de aglutininas para leptospira, observadas em habitantes de Uberaba, Minas Gerais. Rev. Soc. Brasil. Med. Trop. 29, p , WORLD HEALTH ORGANIZATION. Human leptospirosis: Guidance for diagnosis, surveilance and control. WHO,

21 18. YASUDA, P. H.; STEIGERWALT, A. G.; SULZER, K. R.; KAUFMAN, A. F.; ROGERS, F.; BRENNER, D. J. Deoxyribonucleic acid relatedness between serogroups and serovars in the family Leptospiraceae with proposals for 7 new Leptospira species. Int. J. Syst. Bact. 37, p ,

22 Figura 1- Regionais do Município de Belo Horizonte 22

Mal estar, febre de início súbito, cefaléia, dores musculares e, em casos graves, alterações hepáticas, renais e vasculares.

Mal estar, febre de início súbito, cefaléia, dores musculares e, em casos graves, alterações hepáticas, renais e vasculares. LEPTOSPIROSE Nomes populares Doença de Weil, Icterícia Infecciosa Agente causador Bactérias patogênicas do gênero Leptospira Espécies acometidas Roedores sinantrópicos (principal reservatório natural).

Leia mais

LEPTOSPIROSE X ENCHENTES

LEPTOSPIROSE X ENCHENTES LEPTOSPIROSE X ENCHENTES Durante os temporais e inundações, a bactéria leptospira, presente na urina do rato, se espalha nas águas, invade as casas e pode contaminar, através da pele, os que entram em

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE SAUDE PÚBLICA XIV CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE SAUDE PÚBLICA XIV CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE PÚBLICA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE SAUDE PÚBLICA XIV CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE PÚBLICA IONARA BERNARDI LEPTOSPIROSE E SANEAMENTO BÁSICO FLORIANÓPOLIS

Leia mais

Centro de Epidemiologia. Período de chuvas pode colaborar para aumentar os casos de Leptospirose

Centro de Epidemiologia. Período de chuvas pode colaborar para aumentar os casos de Leptospirose SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE Centro de Epidemiologia Data: 23/12/2014 Nome do agravo: Leptospirose Semana epidemiológica: 52 1-Introdução: Período de chuvas pode colaborar para aumentar os casos de Leptospirose

Leia mais

Informe Epidemiológico CHIKUNGUNYA N O 03 Atualizado em 24-11-2014, às 11h.

Informe Epidemiológico CHIKUNGUNYA N O 03 Atualizado em 24-11-2014, às 11h. Informe Epidemiológico CHIKUNGUNYA N O 03 Atualizado em 24-11-2014, às 11h. Vigilância Epidemiológica de Febre Chikungunya No Brasil, a febre chikungunya é uma doença de notificação compulsória e imediata,

Leia mais

Nota Técnica N.º 29 /14 Recife, 09 de outubro de 2014. Assunto: Notificação dos casos suspeitos da Febre Chikungunya

Nota Técnica N.º 29 /14 Recife, 09 de outubro de 2014. Assunto: Notificação dos casos suspeitos da Febre Chikungunya Nota Técnica N.º 29 /14 Recife, 09 de outubro de 2014 Assunto: Notificação dos casos suspeitos da Febre Chikungunya 1. Características da doença A Febre do Chikungunya (CHIKV) é uma doença causada por

Leia mais

L E P T O S P I R O S E

L E P T O S P I R O S E L E P T O S P I R O S E Elaborado por: Francisco Pinheiro Moura Médico Veterinário E-mail: bergson.moura@saude.ce.gov.br bergson.moura@live.com Definição Leptospirose é uma doença infecciosa que causa

Leia mais

BOLETIM DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE NOVEMBRO/2011 Ano I - Nº 11

BOLETIM DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE NOVEMBRO/2011 Ano I - Nº 11 A Vigilância em Saúde tem por objetivo a análise permanente da situação de saúde da população para a proposição, planejamento e execução de medidas para responder oportunamente a eventos de importância

Leia mais

1. O que é leptospirose? É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina do rato.

1. O que é leptospirose? É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina do rato. LEPTOSPIROSE - O que saber e o que fazer 1. O que é leptospirose? É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina do rato. 2. Como se pega a leptospirose? Em situações

Leia mais

NOTA TÉCNICA 2. Investigação de casos de Encefalite Viral de Saint Louis, notificados no município de São José do Rio Preto SP, agosto de 2006.

NOTA TÉCNICA 2. Investigação de casos de Encefalite Viral de Saint Louis, notificados no município de São José do Rio Preto SP, agosto de 2006. SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Prof. Alexandre Vranjac NOTA TÉCNICA 2 Investigação de casos de Encefalite Viral de Saint Louis, notificados

Leia mais

Boletim Epidemiológico

Boletim Epidemiológico Página 1 / 8 1. Situação Epidemiológica do Sarampo Diferentes regiões do mundo estão definindo metas para a eliminação do sarampo e da rubéola até o ano de 2015. No entanto, surtos recentes de sarampo

Leia mais

INFORME TÉCNICO FEBRE MACULOSA BRASILEIRA

INFORME TÉCNICO FEBRE MACULOSA BRASILEIRA SUBSECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA E AMBIENTAL COORDENAÇÃO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DIVISÃO DE TRANSMISSÍVEIS E IMUNOPREVINÍVEIS GERENCIA DE DOENÇAS

Leia mais

Informe Epidemiológico EBOLA Atualizado em 26-09-2014, às 10h

Informe Epidemiológico EBOLA Atualizado em 26-09-2014, às 10h Informe Epidemiológico EBOLA Atualizado em 26-09-2014, às 10h Em 08 de agosto de 2014 a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto pela Doença do Vírus Ebola no Oeste da África, uma Emergência

Leia mais

Diretoria de Vigilância Epidemiológica FEBRE DO CHIKUNGUNYA NOTA TÉCNICA 01/2014

Diretoria de Vigilância Epidemiológica FEBRE DO CHIKUNGUNYA NOTA TÉCNICA 01/2014 FEBRE DO CHIKUNGUNYA NOTA TÉCNICA 01/2014 Assunto: Informações e procedimentos para a vigilância da Febre do Chikungunya na Bahia. I. A Febre do Chikungunya é uma doença causada por um vírus do gênero

Leia mais

TEXTO BÁSICO PARA SUBSIDIAR TRABALHOS EDUCATIVOS NA SEMANA DE COMBATE À DENGUE 1

TEXTO BÁSICO PARA SUBSIDIAR TRABALHOS EDUCATIVOS NA SEMANA DE COMBATE À DENGUE 1 TEXTO BÁSICO PARA SUBSIDIAR TRABALHOS EDUCATIVOS NA SEMANA DE COMBATE À DENGUE 1 A Dengue A dengue é uma doença infecciosa de origem viral, febril, aguda, que apesar de não ter medicamento específico exige

Leia mais

PROTOCOLO PARA INVESTIGAÇÃO DE SURTOS

PROTOCOLO PARA INVESTIGAÇÃO DE SURTOS PROTOCOLO PARA INVESTIGAÇÃO DE SURTOS Proposta Final Salvador, Agosto de 2011 1 PROTOCOLO DE AÇÃO PARA AS SITUAÇÕES DE SURTOS CLASSIFICADOS COMO EMERGÊNCIA EM SAÚDE PÚBLICA O conceito de emergência de

Leia mais

Ações de Vigilância Epidemiológica, Perspectivas e Desafios para o enfrentamento de uma nova epidemia

Ações de Vigilância Epidemiológica, Perspectivas e Desafios para o enfrentamento de uma nova epidemia Superintendência de Vigilância em Saúde Gerência de Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis Coordenação de Dengue e Febre Amarela Ações de Vigilância Epidemiológica, Perspectivas e Desafios

Leia mais

INFORME TÉCNICO Nº 01, de 05/11/2010

INFORME TÉCNICO Nº 01, de 05/11/2010 Superintendência de Políticas de Atenção Integral à Saúde Gerência de Vigilância Epidemiológica Área Técnica de Endemias Coordenação Estadual do Programa de Hantavirose INFORME TÉCNICO Nº 1, de 5/11/1

Leia mais

COMPOSIÇÃO DE MAPA DE ENDEMIAS COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO EM POLÍTICA PÚBLICA EM SAÚDE E VIGILÂNCIA EM MEIO AMBIENTE: O CASO MUNICÍPIO DE PARACAMBI/RJ

COMPOSIÇÃO DE MAPA DE ENDEMIAS COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO EM POLÍTICA PÚBLICA EM SAÚDE E VIGILÂNCIA EM MEIO AMBIENTE: O CASO MUNICÍPIO DE PARACAMBI/RJ COMPOSIÇÃO DE MAPA DE ENDEMIAS COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO EM POLÍTICA PÚBLICA EM SAÚDE E VIGILÂNCIA EM MEIO AMBIENTE: O CASO MUNICÍPIO DE PARACAMBI/RJ Duarte, Maria Aparecidade (*), Domiciano, Giselli

Leia mais

PROVA FORMAÇÃO DE AGENTE DE COMBATE A ENDEMIAS Prefeitura Municipal de Ouro Preto 1- Assinale a alternativa que define o que é epidemiologia.

PROVA FORMAÇÃO DE AGENTE DE COMBATE A ENDEMIAS Prefeitura Municipal de Ouro Preto 1- Assinale a alternativa que define o que é epidemiologia. 1- Assinale a alternativa que define o que é epidemiologia. a) Estudo de saúde da população humana e o inter relacionamento com a saúde animal; b) Estudo de saúde em grupos de pacientes hospitalizados;

Leia mais

Febre Amarela Silvestre, Brasil, 2009.

Febre Amarela Silvestre, Brasil, 2009. Febre Amarela Silvestre, Brasil, 2009. BOLETIM DE ATUALIZAÇÃO Dezembro/2009 Emergências em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) de Febre Amarela Silvestre em São Paulo e no Rio Grande do Sul e

Leia mais

EBOLA FEBRE HEMORRÁGICA - FICHA TÉCNICA. O que é a febre hemorrágica - Ebola?

EBOLA FEBRE HEMORRÁGICA - FICHA TÉCNICA. O que é a febre hemorrágica - Ebola? 1 EBOLA FEBRE HEMORRÁGICA - FICHA TÉCNICA O que é a febre hemorrágica - Ebola? Febre hemorrágica Ebola (Ebola HF) é uma doença grave, muitas vezes fatal em seres humanos e primatas não-humanos (macacos,

Leia mais

PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES DENGUE

PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES DENGUE DENGUE O que é? A dengue é uma doença febril aguda, causada por vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti (Brasil e Américas) e Aedes albopictus (Ásia). Tem caráter epidêmico, ou seja, atinge um grande

Leia mais

Raiva humana VS Componente Epidemiológico

Raiva humana VS Componente Epidemiológico GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal Subsecretaria de Vigilância à Saúde Diretoria de Vigilância Epidemiológica Gerência de Vigilância Epidemiológica e Imunização

Leia mais

PRÁTICAS DE BIOSSEGURANÇA ADOTADAS POR MANICURES/PEDICURES NA PREVENÇÃO DE HEPATITE B E C

PRÁTICAS DE BIOSSEGURANÇA ADOTADAS POR MANICURES/PEDICURES NA PREVENÇÃO DE HEPATITE B E C PRÁTICAS DE BIOSSEGURANÇA ADOTADAS POR MANICURES/PEDICURES NA PREVENÇÃO DE HEPATITE B E C Renato Nelson Sasso 1, Lauyze Dall"ago Barbosa 2, Janete Lane Amadei 3 RESUMO: As hepatites emergem com problema

Leia mais

Sistema de Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmitidas por Água e Alimentos ROTINA OPERACIONAL

Sistema de Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmitidas por Água e Alimentos ROTINA OPERACIONAL SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE SES/SP COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS - CCD CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA - CVE DIVISÃO DE DOENÇAS DE TRANSMISSÃO HÍDRICA E ALIMENTAR DDTHA Av. Dr. Arnaldo, 351

Leia mais

Reassentamento Urbano: Freqüência de anticorpos para Leptospirose canina em comunidade proveniente de área sem saneamentoresultados

Reassentamento Urbano: Freqüência de anticorpos para Leptospirose canina em comunidade proveniente de área sem saneamentoresultados Reassentamento Urbano: Freqüência de anticorpos para Leptospirose canina em comunidade proveniente de área sem saneamentoresultados preliminares Marilise Mesquita 1 ; Márcia Monks Jantzen 2 ; Rogério Oliveira

Leia mais

II Simpósio Gestão Empresarial e Sustentabilidade 16, 17 e 18 de outubro de 2012, Campo Grande MS

II Simpósio Gestão Empresarial e Sustentabilidade 16, 17 e 18 de outubro de 2012, Campo Grande MS DIAGNÓSTICO SÓCIOAMBIENTAL E MONITORIZAÇÃO DA DOENÇA DIARREICA AGUDA EM MORADORES DE UMA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA CAMPO GRANDE/MS RESUMO: Sabrina Piacentini O presente trabalho

Leia mais

ANTI IgG (Soro de Coombs)

ANTI IgG (Soro de Coombs) ANTI IgG (Soro de Coombs) Soro Anti Gamaglobulinas Humanas PROTHEMO Produtos Hemoterápicos Ltda. PARA TESTES EM LÂMINA OU TUBO SOMENTE PARA USO DIAGNÓSTICO IN VITRO Conservar entre: 2º e 8ºC Não congelar

Leia mais

Ecologia da Febre Maculosa

Ecologia da Febre Maculosa Ecologia da Febre Maculosa Depois dos mosquitos, carrapatos hematófagos estão em segundo lugar como fonte de trasmissão de patógenos aos seres humanos, mas estão em primeiro lugar como fonte de transmissão

Leia mais

Resumo. Palavras chaves: Animal silvestre. Cativeiro. Zoológico. Leptospirose. Zoonose.

Resumo. Palavras chaves: Animal silvestre. Cativeiro. Zoológico. Leptospirose. Zoonose. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science (2004) 41:189-193 ISSN printed: 1413-9596 ISSN on-line: 1678-4456 189 Epidemiologia da Leptospirose em animais silvestres na Fundação Parque

Leia mais

CARTILHA DE ORIENTAÇÃO PARA CONTROLE E PREVENÇÃO DE DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA

CARTILHA DE ORIENTAÇÃO PARA CONTROLE E PREVENÇÃO DE DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA Estado do Rio de Janeiro PREFEITURA MUNICIPAL DE MACAÉ Secretaria Municipal Especial de Saúde Coordenação de Saúde Coletiva Divisão de Educação e Programas em Saúde CARTILHA DE ORIENTAÇÃO PARA CONTROLE

Leia mais

Vacinação em massa contra febre amarela na África 4.

Vacinação em massa contra febre amarela na África 4. Publicação Científica do Curso de Bacharelado em Enfermagem do CEUT. Ano 2010 (1). Edição 17 Shirley da Luz Gomes 1 Rômulo Luis de Oliveira Bandeira 2 Selonia Patrícia Oliveira Sousa 3 Otacílio Batista

Leia mais

IMUNO ENSAIOS USANDO CONJUGADOS

IMUNO ENSAIOS USANDO CONJUGADOS IMUNO ENSAIOS USANDO CONJUGADOS REAÇÕES USANDO REAGENTES MARCADOS Conjugado: molécula constituída por duas substâncias ligadas covalentemente e que mantêm as propriedades funcionais de ambas Ex: globulina

Leia mais

Assunto: Nova classificação de caso de dengue OMS

Assunto: Nova classificação de caso de dengue OMS Assunto: Nova classificação de caso de dengue OMS 1. A partir de janeiro de 2014 o Brasil adotará a nova classificação de caso de dengue revisada da Organização Mundial de Saúde (detalhamento anexo I):

Leia mais

1. Aspectos Epidemiológicos

1. Aspectos Epidemiológicos 1. AspectosEpidemiológicos A influenza é uma infecção viral que afeta principalmente o nariz, a garganta, os brônquiose,ocasionalmente,ospulmões.sãoconhecidostrêstiposdevírusdainfluenza:a,b e C. Esses

Leia mais

INDICAÇÕES BIOEASY. Segue em anexo algumas indicações e dicas quanto à utilização dos Kits de Diagnóstico Rápido Bioeasy Linha Veterinária

INDICAÇÕES BIOEASY. Segue em anexo algumas indicações e dicas quanto à utilização dos Kits de Diagnóstico Rápido Bioeasy Linha Veterinária INDICAÇÕES BIOEASY Segue em anexo algumas indicações e dicas quanto à utilização dos Kits de Diagnóstico Rápido Bioeasy Linha Veterinária 1- ANIGEN RAPID CPV AG TEST BIOEASY PARVOVIROSE Vendas de Filhotes:

Leia mais

Investigação de caso suspeito de doença por vírus Ebola (DVE), Cascavel/PR, 2014

Investigação de caso suspeito de doença por vírus Ebola (DVE), Cascavel/PR, 2014 Investigação de caso suspeito de doença por vírus Ebola (DVE), Cascavel/PR, 2014 Secretaria de Estado da Saúde do Paraná Superintendência de Vigilância em Saúde Centro de Informações Estratégicas e Resposta

Leia mais

Encerramentos de Casos de Hepatites Virais no SINAN. Lucia Mardini DVAS

Encerramentos de Casos de Hepatites Virais no SINAN. Lucia Mardini DVAS Encerramentos de Casos de Hepatites Virais no SINAN Lucia Mardini DVAS Programa Estadual para a Prevenção e o Controle das Hepatites Virais/RS CEVS Rua Domingos Crescêncio Nº 132 sala 310 hepatites@saude.rs.gov.br

Leia mais

Dengue NS1 Antígeno: Uma Nova Abordagem Diagnóstica

Dengue NS1 Antígeno: Uma Nova Abordagem Diagnóstica Dengue NS1 Antígeno: Uma Nova Abordagem Diagnóstica Dengue é uma doença endêmica que afeta mais de 100 países, incluindo as regiões de clima tropical e subtropical da África, Américas, Leste do Mediterrâneo,

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA Secretaria da Saúde do Estado da Bahia Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA Secretaria da Saúde do Estado da Bahia Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA Secretaria da Saúde do Estado da Bahia Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde NOTA TÉCNICA Nº 03/2015 DIVEP/LACEN/SUVISA/SESAB Assunto: Casos de ZIKA Vírus e de Doença

Leia mais

PESQUISA DE AGLUTININAS ANTILEPTOSPIRA EM DIFERENTES GRUPOS PROFISSIONAIS NA CIDADE DE LONDRINA, PARANÁ

PESQUISA DE AGLUTININAS ANTILEPTOSPIRA EM DIFERENTES GRUPOS PROFISSIONAIS NA CIDADE DE LONDRINA, PARANÁ Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 25(4):251~255, out-dez, 1992 PESQUISA DE AGLUTININAS ANTILEPTOSPIRA EM DIFERENTES GRUPOS PROFISSIONAIS NA CIDADE DE LONDRINA, PARANÁ L.M. Vasconcelos,

Leia mais

Centro de Prevenção e Controle de Doenças CCD Núcleo Municipal de Controle de Infecção Hospitalar - NMCIH

Centro de Prevenção e Controle de Doenças CCD Núcleo Municipal de Controle de Infecção Hospitalar - NMCIH Centro de Prevenção e Controle de Doenças CCD ALERTA EPIDEMIOLÓGICO I Influenza Suína ABRIL 2009 Definição de caso 1-Caso suspeito de infecção humana pelo vírus da influenza suína A (H1N1). Apresentar

Leia mais

Ebola. Vírus. Profissional da Saúde. O que saber. Notificação. sintomas. O que saber. Doença do Vírus Ebola Oeste Africano. Febre.

Ebola. Vírus. Profissional da Saúde. O que saber. Notificação. sintomas. O que saber. Doença do Vírus Ebola Oeste Africano. Febre. EPI Fluxo 1 dias Profissionais da Saúde O que Saber sintomas Vírus Contatos GRAU Fluídos secreção Letalidade Febre Triagem Ebola O que saber Central/CIEVS/SP Emílio Ribas Profissional da Saúde Contato

Leia mais

ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS

ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS O Agente etiológico da Febre Maculosa Brasileira (FMB) é a Rickettsia rickettsii, uma bactéria gram-negativa que pode ser encontradas nas glândulas salivares e ovários dos artrópodes

Leia mais

Sistema Nacional de Vigilância Ambiental em Saúde. Ministério da Saúde Fundação Nacional de Saúde

Sistema Nacional de Vigilância Ambiental em Saúde. Ministério da Saúde Fundação Nacional de Saúde Sistema Nacional de Vigilância Ambiental em Saúde Ministério da Saúde Fundação Nacional de Saúde 1 FLUXO DA VIGILÂNCIA SISTEMAS SETORIAIS RELACIONADOS COM SAÚDE E AMBIENTE (Saúde, Educação, Des. Urbano,

Leia mais

ALERTA SARAMPO Atualização da Situação Epidemiológica, Setembro 2014:

ALERTA SARAMPO Atualização da Situação Epidemiológica, Setembro 2014: ALERTA SARAMPO Atualização da Situação Epidemiológica, Setembro 2014: O Estado de São Paulo reforça a recomendação para que todos os GVE mantenham os municípios de sua área de abrangência em TOTAL ALERTA

Leia mais

Palavras- chave: Vigilância epidemiológica, Dengue, Enfermagem

Palavras- chave: Vigilância epidemiológica, Dengue, Enfermagem ANÁLISE DAS NOTIFICAÇÕES DE DENGUE APÓS ATUAÇÃO DO SERVIÇO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA HOSPITALAR INTRODUÇÃO: A Dengue é uma doença infecciosa febril aguda de amplo espectro clínico e de grande importância

Leia mais

OBSERVAÇÃO DOS CONHECIMENTOS E PRÁTICAS DA POPULAÇÃO, DE UMA MICROÁREA DE UM BAIRRO DO RECIFE-PE SOBRE DENGUE

OBSERVAÇÃO DOS CONHECIMENTOS E PRÁTICAS DA POPULAÇÃO, DE UMA MICROÁREA DE UM BAIRRO DO RECIFE-PE SOBRE DENGUE OBSERVAÇÃO DOS CONHECIMENTOS E PRÁTICAS DA POPULAÇÃO, DE UMA MICROÁREA DE UM BAIRRO DO RECIFE-PE SOBRE DENGUE TEIXEIRA, A.Q. (¹) ; BRITO, A.S. (²) ; ALENCAR, C.F. (2) ; SILVA, K.P. (2), FREITAS, N.M.C.

Leia mais

Taxa de incidência da dengue, Brasil e regiões, 1998-2001

Taxa de incidência da dengue, Brasil e regiões, 1998-2001 1 reintrodução da dengue no Brasil em 1986 pelo Estado do Rio de Janeiro um sério problema de Saúde Pública, com 8 epidemias associadas aos sorotipos 1, 2 e 3 taxas de incidência: novo aumento a partir

Leia mais

ALBUMINA BOVINA 22% PROTHEMO. Produtos Hemoterápicos Ltda. PARA TESTES EM LÂMINA OU TUBO SOMENTE PARA USO DIAGNÓSTICO IN VITRO

ALBUMINA BOVINA 22% PROTHEMO. Produtos Hemoterápicos Ltda. PARA TESTES EM LÂMINA OU TUBO SOMENTE PARA USO DIAGNÓSTICO IN VITRO ALBUMINA BOVINA 22% PROTHEMO Produtos Hemoterápicos Ltda. PARA TESTES EM LÂMINA OU TUBO SOMENTE PARA USO DIAGNÓSTICO IN VITRO Conservar entre: 2º e 8ºC Não congelar Conservante: Azida de Sódio 0,1 % Responsável

Leia mais

MANEJO AMBIENTAL PARA O CONTROLE DA DENGUE. Lucia Mardini

MANEJO AMBIENTAL PARA O CONTROLE DA DENGUE. Lucia Mardini MANEJO AMBIENTAL PARA O CONTROLE DA DENGUE Lucia Mardini MANEJO AMBIENTAL PARA O CONTROLE DA DENGUE DENGUE É A MAIS IMPORTANTE ARBOVIROSE URBANA, PERIURBANA E RURAL SÓ EXISTE PELA PRESENÇA DO Aedes aegypti

Leia mais

FLUXO PARA ACOMPANHAMENTO, ENCERRAMENTO E DIGITAÇÃO DOS CASOS DE DENGUE

FLUXO PARA ACOMPANHAMENTO, ENCERRAMENTO E DIGITAÇÃO DOS CASOS DE DENGUE Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil Subsecretaria de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde Superintendência de Vigilância em Saúde Coordenação

Leia mais

Vigilância Epidemiológica de casos suspeitos de Doença do Vírus Ebola DVE e Atividades do CIEVS/Goiás

Vigilância Epidemiológica de casos suspeitos de Doença do Vírus Ebola DVE e Atividades do CIEVS/Goiás Vigilância Epidemiológica de casos suspeitos de Doença do Vírus Ebola DVE e Atividades do CIEVS/Goiás Definição dos Casos de DVE segundo OMS Caso Suspeito: Indivíduos procedentes, nos últimos 21 dias,

Leia mais

Ocorrências de casos humanos de influenza suína no México e EUA Informe do dia 26.04.09, às 13h

Ocorrências de casos humanos de influenza suína no México e EUA Informe do dia 26.04.09, às 13h Ministério da Saúde Gabinete Permanente de Emergências em Saúde Pública ALERTA DE EMERGÊNCIA DE SAÚDE PÚBLICA DE IMPORTÂNCIA INTERNACIONAL Ocorrências de casos humanos de influenza suína no México e EUA

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Informe Técnico nº 1 MERCÚRIO METÁLICO Diante da exposição por Mercúrio metálico de moradores do Distrito de Primavera, Município de Rosana, SP, a DOMA/CVE presta o seguinte Informe Técnico. Breve histórico

Leia mais

LEPTOSPIROSE?? Bruna Coelho

LEPTOSPIROSE?? Bruna Coelho LEPTOSPIROSE?? Bruna Coelho M. V. do Serviço de Clínica Médica de Pequenos Animais HOVET FMVZ USP Residência em Clínica e Cirurgia de Pequenos animais HOVET FMVZ USP Especialização em Clínica Médica FMVZ

Leia mais

Estado do Rio Grande do Sul Secretaria de Estado da Saúde. DOENÇA PELO VÍRUS EBOLA (DVE) Marilina Bercini 23/10/14

Estado do Rio Grande do Sul Secretaria de Estado da Saúde. DOENÇA PELO VÍRUS EBOLA (DVE) Marilina Bercini 23/10/14 Estado do Rio Grande do Sul Secretaria de Estado da Saúde DOENÇA PELO VÍRUS EBOLA (DVE) Marilina Bercini 23/10/14 DVE - Histórico Vírus Ebola foi identificado em 1976 em 2 surtos: no Zaire (atual República

Leia mais

VIROLOGIA. 1. Ebola 2. Febre Chikungunya

VIROLOGIA. 1. Ebola 2. Febre Chikungunya Instituto Federal de Santa Catarina Curso Técnico em Biotecnologia Unidade Curricular: Microbiologia VIROLOGIA 1. Ebola 2. Febre Chikungunya Prof. Leandro Parussolo Família: Filoviridae Gênero: Filovirus

Leia mais

ANTI HUMANO. Anti IgG Anti C 3 d Poliespecífico

ANTI HUMANO. Anti IgG Anti C 3 d Poliespecífico ANTI HUMANO Anti IgG Anti C 3 d Poliespecífico PROTHEMO Produtos Hemoterápicos Ltda. PARA TESTES EM LÂMINA OU TUBO SOMENTE PARA USO DIAGNÓSTICO IN VITRO Conservar entre: 2º e 8ºC Não congelar Conservante:

Leia mais

Dengue grave. Diagnóstico laboratorial da dengue em seres humanos

Dengue grave. Diagnóstico laboratorial da dengue em seres humanos Prefeitura Municipal de Curitiba - Secretaria Municipal da Saúde Centro de Epidemiologia - Vigilância Epidemiológica DENGUE (CID A90 ou A91) CHIKUNGUNYA (CID A92) ZIKA (CID A92.8) Definição de caso suspeito

Leia mais

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE E DEFESA CIVIL SUBSECRETARIA DE PROMOÇÃO, ATENÇÃO BÁSICA E VIVILÂNCIA COORDENADORIA DE SAÚDE DA AP 5.

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE E DEFESA CIVIL SUBSECRETARIA DE PROMOÇÃO, ATENÇÃO BÁSICA E VIVILÂNCIA COORDENADORIA DE SAÚDE DA AP 5. SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE E DEFESA CIVIL SUBSECRETARIA DE PROMOÇÃO, ATENÇÃO BÁSICA E VIVILÂNCIA COORDENADORIA DE SAÚDE DA AP 5.2 DIVISÃO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE DIVISÃO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE BETI BRISSE

Leia mais

IMPACTO DA VACINAÇÃO CONTRA ROTAVÍRUS NO ATENDIMENTO DE DIARRÉIAS NO MUNICÍPIO DE CURITIBA Autores: Cléa Elisa Lopes Ribeiro, Lílian Yuriko Uratani, Marion Burger, Angela Kikomoto Instituição: Secretaria

Leia mais

NOTA INFORMATIVA - SVS/MS. Assunto: Procedimentos a serem adotados para a vigilância da Febre do Chikungunya no Brasil

NOTA INFORMATIVA - SVS/MS. Assunto: Procedimentos a serem adotados para a vigilância da Febre do Chikungunya no Brasil MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE Departamento de Vigilância Epidemiológica Esplanada dos Ministérios, Edifício Sede, 1º andar, Ala Sul 70.058-900 Brasília-DF Tel. 3315 2755 NOTA INFORMATIVA

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PREFEITURA MUNICIPAL DE MOSSORÓ SECRETARIA MUNICIPAL DA CIDADANIA

ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PREFEITURA MUNICIPAL DE MOSSORÓ SECRETARIA MUNICIPAL DA CIDADANIA 1 ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PREFEITURA MUNICIPAL DE MOSSORÓ SECRETARIA MUNICIPAL DA CIDADANIA GERÊNCIA EXECUTIVA DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE VIGILÂNCIA À SAÚDE ASSUNTOS DESTE INFORME Agravos notificados

Leia mais

1.1. PROTOCOLO DE IDENTIFICAÇÃO E MONITORAMENTO DE CONTACTANTES DE CASOS DE DOENÇA PELO VÍRUS EBOLA (DVE)

1.1. PROTOCOLO DE IDENTIFICAÇÃO E MONITORAMENTO DE CONTACTANTES DE CASOS DE DOENÇA PELO VÍRUS EBOLA (DVE) 1.1. PROTOCOLO DE IDENTIFICAÇÃO E MONITORAMENTO DE CONTACTANTES DE CASOS DE DOENÇA PELO VÍRUS EBOLA (DVE) ATUALIZAÇÃO: VERSÃO 11-27 DE OUTUBRO DE 2014 7.2.1. Introdução A detecção de casos suspeitos de

Leia mais

Hepatite C Grupo Vontade de Viver

Hepatite C Grupo Vontade de Viver Hepatite C Grupo Vontade de Viver De apoio aos Portadores de Hepatite C Apresentação Data de Fundação : 19 Maio de 2002 Formação do Grupo: Portadores e ex-portadores do vírus C Trasplantados de fígado

Leia mais

Protocolo para Implantação de Unidades Sentinelas para Zika vírus

Protocolo para Implantação de Unidades Sentinelas para Zika vírus Protocolo para Implantação de Unidades Sentinelas para Zika vírus Antecedentes e justificativa O Zika vírus (ZIKAV) é um arbovírus do gênero Flavivírus, família Flaviviridae. Este vírus foi isolado pela

Leia mais

Informação pode ser o melhor remédio. Hepatite

Informação pode ser o melhor remédio. Hepatite Informação pode ser o melhor remédio. Hepatite HEPATITE A hepatite é uma inflamação do fígado provocada na maioria das vezes por um vírus. Diferentes tipos de vírus podem provocar hepatite aguda, que se

Leia mais

CONTROLE DE COPIA: PT-LB-IM-006 DENGUE IGG E IGM 22/10/2015

CONTROLE DE COPIA: PT-LB-IM-006 DENGUE IGG E IGM 22/10/2015 1/5 1. INTRODUÇÃO / FINALIDADE DO MÉTODO A Dengue é uma arbovirose causada por um Flavivirus, pertencente à família Flaviviridae, e transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, apresentando quatro sorotipos

Leia mais

Caso tenha dúvidas entre em contato conosco através do e-mail Biologia.sem.duvidas@gmail.com ou

Caso tenha dúvidas entre em contato conosco através do e-mail Biologia.sem.duvidas@gmail.com ou Professor Fernanda & Suellen Disciplina Biologia Lista nº 2 Assuntos Biomédicas Lista ENEM complemento do projeto UERJ Caso tenha dúvidas entre em contato conosco através do e-mail Biologia.sem.duvidas@gmail.com

Leia mais

Monitoramento das Doenças Diarréicas icas Agudas

Monitoramento das Doenças Diarréicas icas Agudas SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE Gerência de Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis Coordenação de Controle das Doenças Hídricas e Alimentares Monitoramento das Doenças Diarréicas

Leia mais

LEPTOSPIROSE. Deise Galan. Consultora - Departamento de Doenças Transmissíveis e Análise de Saúde Organização Pan-Americana da Saúde

LEPTOSPIROSE. Deise Galan. Consultora - Departamento de Doenças Transmissíveis e Análise de Saúde Organização Pan-Americana da Saúde LEPTOSPIROSE Deise Galan Consultora - Departamento de Doenças Transmissíveis e Análise de Saúde Organização Pan-Americana da Saúde Falso Apenas os ratos transmitem a leptospirose Os ratos são os principais

Leia mais

Febre amarela no Brasil: recomendações para a vigilância, prevenção e controle doi: 10.5123/S1679-49742011000100011

Febre amarela no Brasil: recomendações para a vigilância, prevenção e controle doi: 10.5123/S1679-49742011000100011 Nota Técnica Febre amarela no Brasil: recomendações para a vigilância, prevenção e controle doi: 10.5123/S1679-49742011000100011 Yellow Fever in Brazil: Recommendations for Surveillance, Prevention and

Leia mais

Elaborado por: Karina Salvador Revisado por: Hilda Helena Wolff Aprovado por: Andréa Cauduro

Elaborado por: Karina Salvador Revisado por: Hilda Helena Wolff Aprovado por: Andréa Cauduro ANTI- 1 Manual CAMBRIDGE BIOTECH -1 POP: BM 05 Página 1 de 7 1. Sinonímia ANTI, TESTE CONFIRMATÓRIO. 2. Aplicabilidade Aos bioquímicos e técnicos do setor de imunologia. 3. Aplicação clínica Os testes

Leia mais

INSTITUTO ADOLFO LUTZ CENTRO DE VIROLOGIA NÚCLEO DE DOENÇAS DE TRANSMISSÃO VETORIAL

INSTITUTO ADOLFO LUTZ CENTRO DE VIROLOGIA NÚCLEO DE DOENÇAS DE TRANSMISSÃO VETORIAL INSTITUTO ADOLFO LUTZ CENTRO DE VIROLOGIA NÚCLEO DE DOENÇAS DE TRANSMISSÃO VETORIAL LABORATÓRIO DE RIQUÉTSIAS Fabiana Cristina Pereira dos Santos Pesquisador Científico D) Qual é a previsão para otimizar

Leia mais

NOTA TÉCNICA EBOLA SITUAÇÃO NA ÁFRICA E CONDUTAS PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE

NOTA TÉCNICA EBOLA SITUAÇÃO NA ÁFRICA E CONDUTAS PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDMEIOLÓGICA PROF. ALEXANDRE VRANJAC NOTA TÉCNICA EBOLA SITUAÇÃO NA ÁFRICA E CONDUTAS PARA PROFISSIONAIS

Leia mais

Apresentação. O que é Dengue Clássica?

Apresentação. O que é Dengue Clássica? Apresentação É no verão que acontecem as maiores epidemias de dengue devido ao alto volume de chuva. O Santa Casa Saúde, por meio do Programa Saúde Segura, está de olho no mosquito aedes aegypti e na sua

Leia mais

INVESTIGAÇÃO DE FOCOS DE LEGIONELA NO SISTEMA DE AR CONDICIONADO EM DOIS HOSPITAIS DA GRANDE FLORIANÓPOLIS - SC

INVESTIGAÇÃO DE FOCOS DE LEGIONELA NO SISTEMA DE AR CONDICIONADO EM DOIS HOSPITAIS DA GRANDE FLORIANÓPOLIS - SC I CONGRESSO BAIANO DE ENGENHARIA AMBIENTAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental INVESTIGAÇÃO DE FOCOS DE LEGIONELA NO SISTEMA DE AR CONDICIONADO EM DOIS

Leia mais

Influenza A (H1N1): Perguntas e Respostas

Influenza A (H1N1): Perguntas e Respostas Influenza A (H1N1): Perguntas e Respostas Para entender a influenza: perguntas e respostas A comunicação tem espaço fundamental na luta contra qualquer doença. Um exemplo é o caso do enfrentamento da influenza

Leia mais

RAIVA. A raiva é um doença viral prevenível de mamíferos, que geralmente é transmitida através da mordida de uma animal infectado.

RAIVA. A raiva é um doença viral prevenível de mamíferos, que geralmente é transmitida através da mordida de uma animal infectado. RAIVA A raiva é um doença viral prevenível de mamíferos, que geralmente é transmitida através da mordida de uma animal infectado. RAIVA PRINCIPAIS VETORES - Furão (ferrets) - Raposas - Coiotes - Guaxinins

Leia mais

DOENÇA DIARREICA AGUDA. Edição nº 9, fevereiro / 2014 Ano III. DOENÇA DIARRÉICA AGUDA CID 10: A00 a A09

DOENÇA DIARREICA AGUDA. Edição nº 9, fevereiro / 2014 Ano III. DOENÇA DIARRÉICA AGUDA CID 10: A00 a A09 NOME DO AGRAVO CID-10: DOENÇA DIARRÉICA AGUDA CID 10: A00 a A09 A doença diarreica aguda (DDA) é uma síndrome clínica de diversas etiologias (bactérias, vírus e parasitos) que se caracteriza por alterações

Leia mais

Informe Técnico - Vigilância de Primatas não humanos

Informe Técnico - Vigilância de Primatas não humanos SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE MINAS GERAIS SUPRINTENDÊNCIA DE EPIDEMIOLOGIA GERÊNCIA DE VIGILÃNCIA AMBIENTAL COORDENADORIA DE CONTROLE DE ZOONOSES Informe Técnico - Vigilância de Primatas não humanos

Leia mais

PROGRAMAS DE SAÚDE ANIMAL E SAÚDE PÚBLICA - AÇÕES MUNICIPAIS. Resumo de aula ministrada dia 14 de setembro de 2012

PROGRAMAS DE SAÚDE ANIMAL E SAÚDE PÚBLICA - AÇÕES MUNICIPAIS. Resumo de aula ministrada dia 14 de setembro de 2012 PROGRAMAS DE SAÚDE ANIMAL E SAÚDE PÚBLICA - AÇÕES MUNICIPAIS Resumo de aula ministrada dia 14 de setembro de 2012 CENTROS DE CONTROLE DE ZOONOSES Sua implantação e capacidade de ação dependem de diversos

Leia mais

Lílian Maria Lapa Montenegro Departamento de Imunologia Laboratório rio de Imunoepidemiologia

Lílian Maria Lapa Montenegro Departamento de Imunologia Laboratório rio de Imunoepidemiologia XVIII Congresso Mundial de Epidemiologia e VII Congresso Brasileiro de Epidemiologia Avaliação do desempenho da técnica de nested- PCR em amostras de sangue coletadas de pacientes pediátricos com suspeita

Leia mais

PROTOCOLO DE COLETA DE AMOSTRAS BIOLÓGICAS

PROTOCOLO DE COLETA DE AMOSTRAS BIOLÓGICAS 1 SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA PROF. ALEXANDRE VRANJAC DIVISÃO DE DOENÇAS DE TRANSMISSÃO RESPIRATÓRIA INSTITUTO ADOLFO LUTZ PROTOCOLO

Leia mais

DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA (LVC)

DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA (LVC) DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA (LVC) 1 Quando é que se deve suspeitar de leishmaniose visceral num cão? Sempre que o cão apresentar o conjunto de sintomas da doença, ou seja, emagrecimento,

Leia mais

Medidas de Controle e Prevenção da Infecção

Medidas de Controle e Prevenção da Infecção Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro Protocolos Influenza A (H1N1) Medidas de Controle e Prevenção da Infecção Porta

Leia mais

EBOLA. Informe técnico e orientações para as ações de vigilância e serviços de saúde de referência

EBOLA. Informe técnico e orientações para as ações de vigilância e serviços de saúde de referência EBOLA Informe técnico e orientações para as ações de vigilância e serviços de saúde de referência FEBRE HEMORRÁGICA DO EBOLA O vírus Ebola foi identificado pela primeira vez em 1976, no Zaire (atual República

Leia mais

PROCEDIMENTOS SEQUENCIADOS PARA O DIAGNÓSTICO, INCLUSÃO E MONITORAMENTO DO TRATAMENTO DA INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE C.

PROCEDIMENTOS SEQUENCIADOS PARA O DIAGNÓSTICO, INCLUSÃO E MONITORAMENTO DO TRATAMENTO DA INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE C. PROCEDIMENTOS SEQUENCIADOS PARA O DIAGNÓSTICO, INCLUSÃO E MONITORAMENTO DO TRATAMENTO DA INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE C. A) DIAGNÓSTICO ETAPA I - TRIAGEM SOROLÓGICA ( ANTI-HCV ) ETAPA II CONFIRMAÇAO

Leia mais

Gripe A (H1N1) de origem suína

Gripe A (H1N1) de origem suína Gripe A (H1N1) de origem suína A gripe é caracterizada como uma doença infecciosa com alto potencial de contagio causado pelo vírus Influenza. Este vírus apresenta três tipos, sendo eles o A, B e C. Observam-se

Leia mais

IMPACTOS DOS AGROTÓXICOS NA SAÚDE DA POPULAÇÃO E SAÚDE AMBIENTAL

IMPACTOS DOS AGROTÓXICOS NA SAÚDE DA POPULAÇÃO E SAÚDE AMBIENTAL ATUALMENTE O BRASIL É O 1º CONSUMIDOR MUNDIAL DE AGROTÓXICOS E A BAHIA OCUPA O 7º LUGAR ENTRE OS ESTADOS DA FEDERAÇÃO IMPACTOS DOS AGROTÓXICOS NA SAÚDE DA POPULAÇÃO E SAÚDE AMBIENTAL Vamos conhecer mais

Leia mais

Profissional da Saúde

Profissional da Saúde Profissional da Saúde Qual a sua responsabilidade frente a essa prática? Figura 1: abate de ovino na propriedade Se você ficou em dúvida sobre a resposta, então leia as informações a seguir sobre HIDATIDOSE.

Leia mais

Diante da pandemia de influenza A (H1N1) e com base no conhecimento atual sobre a disseminação mundial deste novo vírus, o Comitê Estadual de

Diante da pandemia de influenza A (H1N1) e com base no conhecimento atual sobre a disseminação mundial deste novo vírus, o Comitê Estadual de Diante da pandemia de influenza A (H1N1) e com base no conhecimento atual sobre a disseminação mundial deste novo vírus, o Comitê Estadual de Enfrentamento da Influenza A H1N1 elaborou esta cartilha com

Leia mais

Vanguard HTLP 5/CV-L Vacina contra Cinomose, Adenovírus Tipo 2, Coronavírus, Parainfluenza, Parvovirose e Leptospirose Canina

Vanguard HTLP 5/CV-L Vacina contra Cinomose, Adenovírus Tipo 2, Coronavírus, Parainfluenza, Parvovirose e Leptospirose Canina Uso Veterinário Usar exclusivamente em cães Indicações: É indicado para vacinação de cães de 6 semanas de idade ou mais velhos como prevenção da cinomose canina, da hepatite infecciosa canina (causada

Leia mais

Proposta de Vigilância Epidemiológica da Paracoccidioidomicose

Proposta de Vigilância Epidemiológica da Paracoccidioidomicose MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE DEPARTAMENTO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA CORDENAÇÃO GERAL DE DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS UNIDADE DE VIGILÂNCIA DAS DOENÇAS DE TRANSMISSÃO RESPIRATÓRIAS

Leia mais

Gestão da dengue no município de Niterói

Gestão da dengue no município de Niterói Gestão da dengue no município de Niterói Fundação Municipal de Saúde de Niterói Veronica Alcoforado de Miranda Coordenação do Núcleo de Educação Permanente e Pesquisa A questão da reemergência da dengue

Leia mais

Orientações para a prevenção de transmissão da influenza nas escolas de Belo Horizonte. Secretaria Municipal de Saúde Belo Horizonte.

Orientações para a prevenção de transmissão da influenza nas escolas de Belo Horizonte. Secretaria Municipal de Saúde Belo Horizonte. Orientações para a prevenção de transmissão da influenza nas escolas de Belo Horizonte Secretaria Municipal de Saúde Belo Horizonte Agosto 2009 O vírus da influenza Os vírus influenza são subdivididos

Leia mais

Vigilância Epidemiológica das Hepatites Virais Programa Estadual para a Prevenção e o Controle das Hepatites Virais/RS

Vigilância Epidemiológica das Hepatites Virais Programa Estadual para a Prevenção e o Controle das Hepatites Virais/RS Vigilância Epidemiológica das Hepatites Virais Programa Estadual para a Prevenção e o Controle das Hepatites Virais/RS Lucia Mardini DVAS Hepatites Virais Hepatite: inflamação do fígado. As hepatites podem

Leia mais

Vigilância Epidemiológica de Agravos Transmissíveis de Notificação Sistema de Informação de Agravos de Notificação SINAN

Vigilância Epidemiológica de Agravos Transmissíveis de Notificação Sistema de Informação de Agravos de Notificação SINAN INFORMATIVO EPIDEMIOLÓGICO AGRAVOS AGUDOS TRANSMISSÍVEIS 23 de fevereiro de 2015 Vol. 01/2015 NESTA EDIÇÃO INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA NOS CASOS DE CONTATO COM MORCEGO SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE CENTRO

Leia mais