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1 Professor José Alves Aula pocii Aula 3,4 Custeio por Absorção Custeio significa apropriação de custos. Métodos de Custeio é a forma como são apropriados os custos aos produtos. Assim, existe Custeio por Absorção e Custeio Variável. Custeio por Absorção é o método derivado da aplicação dos princípios de contabilidade geralmente aceitos. Consistem na apropriação de todos os custos de produção aos bens elaborados, e só os de produção; todos os gastos relativos ao esforço de produção são distribuídos para todos os produtos ou serviços feitos. Este método de custeio é adotado pela Contabilidade Financeira; portanto, válido para fins de Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado. Apesar de não ser totalmente lógico e de muitas vezes falhar como instrumento gerencial, é obrigatório para fins de avaliação dos estoques (para apuração do resultado e para o balanço patrimonial). No Brasil, o Imposto de Renda também obriga sua utilização, com pequenas exceções. Além do custeio por Absorção, existem outros métodos de apropriação de custos, que serão tratados mais adiante. 1.1 O problema dos encargos financeiros O registro dos encargos financeiros (juros) é tratado na contabilidade como despesa

2 e não como custos. O principal motivo é que os encargos não são itens operacionais, já que não derivam da atividade da empresa e não provêm dos ativos trabalhados e utilizados nas suas operações; são antes, decorrência dos passivos, representando muito mais a remuneração de capital de terceiros, do que custo. Portanto, os encargos não são custos de produção, mesmo que facilmente identificados com financiamentos de matérias primas ou outros fatores de produção. São gastos de falta de capital próprio e não gastos de produção (custos). São tratados diretamente como despesas. 1.2 A difícil separação, na prática, de custos e despesas Teoricamente, a separação é fácil: os gastos relativos ao processo de produção são custos, e os relativos à administração, às vendas a aos financiamentos são despesas. Na prática, entretanto, uma série de problemas aparece pelo fato de não ser possível a separação de forma clara e objetiva. Por exemplo, é comum encontrarmos uma única administração, sem a separação da que realmente pertence à fábrica; surge daí a prática de se ratear (distribuir) o gasto geral da administração, parte para despesa e parte para custo, rateio esse sempre arbitrário, pela dificuldade prática de uma divisão científica. Normalmente a divisão é feita em função da proporcionalidade entre o número de pessoas na fábrica e fora dela, com base nos demais custos, ou simplesmente em porcentagens fixadas pela diretoria. 1.3 Onde terminam os custos de produção É bastante fácil a visualização onde começam os custos de produção, mas nem sempre é da mesma maneira simples a verificação de onde eles terminam. É relativamente comum a existência de problemas de separação entre custos e despesas de venda. A regra é simples, bastando definir-se o momento em que o produto está pronto para a venda. Até aí, todos os gastos são custos. A partir desse momento, despesas. Por exemplo, os gastos com embalagens podem tanto estar numa categoria como noutra, dependendo de sua aplicação; quando um produto é colocado para venda tanto a granel quanto em pequenas quantidades, seu custo terminou quando do término de sua produção. Como a embalagem só é aplicada após as vendas, deve ser tratada como despesa. Isso implica a contabilização do estoque de produtos acabados sem a embalagem, e esta é ativada num estoque à parte.

3 Se, por outro lado, os produtos já são colocados à venda embalados de forma diferente, então seu custo total inclui o de seu acondicionamento, ficando ativados por esse montante. 1.4 Gastos dentro da produção que não são custos, Inúmeras vezes ocorre o uso de instalações, equipamentos e mão-de-obra da produção para elaboração de bens ou execução de serviços não destinados à venda. São exemplos disso os serviços de manutenção do prédio, reforma e pintura de equipamentos não fabris, etc., com uso do pessoal da manutenção da fábrica. Também a produção de máquinas ou dispositivos e moldes para a produção de outros bens ou uso próprio da empresa encontram-se nesse problema. Se a empresa faz uso do seu departamento de manutenção para também fazer reparos em máquinas do departamento de contabilidade, por exemplo, ou se usa pessoal ocioso da produção para ampliar as instalações do seu departamento de vendas, não pode incluir esses gastos nos custos de produção desse período. Deve ser feito um apontamento de mão-de-obra e dos materiais utilizados, e esse montante será tratado como despesas ou imobilização, dependendo do que tiver sido realizado. Dentro desse mesmo esquema estariam as fabricações de máquinas para uso próprio ou então elaboração de dispositivos, ferramentas e outros itens de uso fabril, mas não de consumo imediato. 2 ALGUMAS CLASSIFICAÇÕES E NOMENCLATURAS DE CUSTOS 2.1Classificações de Custos Quanto ao produto (diretos e indiretos) Custos Diretos Custos diretos são os custos que podem ser apropriados diretamente aos produtos e variam com a quantidade produzida. Ex.: Material direto (MD) e Mãode-obra direta (MOD). Os custos diretos são os que podem ser diretamente (sem rateio) apropriados aos produtos, bastando existir uma medida de consumo (quilos, horas de mão-de-obra ou de máquina, quantidade de força consumida, etc.). São os custos diretos com relação aos produtos. Custos Indiretos Custos indiretos são os que não podem ser identificados diretamente com os produtos e necessitam de rateios para fazer a apropriação. Todos os produtos que não oferecem condição de uma medida exata, e qualquer

4 alocação de custo têm que ser feita de maneira estimada e muitas vezes arbitrária (como o aluguel, a supervisão, as chefias, etc.), são os Custos Indiretos, com relação aos produtos. Sempre que for necessário utilizar qualquer base de rateio para a apropriação, ou cada vez que há o uso de estimativas e não de medição direta, o custo é indireto. Na prática, a separação de custos em diretos e indiretos, além de sua natureza, leva em conta a relevância e o grau de dificuldade de medição. Por exemplo, o gasto de energia elétrica é, por sua natureza, um custo direto, porém, devido às dificuldades de medição de consumo por produto e ao fato de que o valor obtido por meio do rateio, em geral, pouco difere daquele que seria obtido com uma medição rigorosa, quase sempre é considerado como custo indireto de fabricação Quanto ao volume de produção (fixos e variáveis) Além de Diretos e Indiretos, os custos podem ser classificados em Fixos e Variáveis, que leva em consideração a relação entre os custos e o volume de produção. Custos Fixos Custos fixos são aqueles que não variam proporcionalmente ao volume produzido. Ex: aluguel, seguros da fábrica, etc. Um aspecto importante a ressaltar é que os custos são fixos dentro de determinada faixa de produção e, em geral, não são sempre fixos, podendo variar em função de grandes oscilações no volume de produção. Custos Variáveis Custos variáveis são os que variam proporcionalmente ao volume produzido. Eles ocorrem somente se houver produção. Para realizar essa classificação é preciso verificar como o custo reage a alterações no volume de produção. Se o volume se alterar e o custo também, ele será variável, caso contrário, será fixo. Por exemplo, o valor total de consumo da matéria prima num determinado período depende do volume de produção, quanto maior a quantidade fabricada, maior será seu consumo; logo; este é um custo chamado de Custo Variável. Por outro lado, o valor do aluguel da fábrica num determinado período de tempo, independe da quantidade de produtos elaborados no período, é constante. Esse custo é chamado de Custo Fixo. Um aspecto importante a ressaltar é que todos os custos podem ser classificados em fixos ou variáveis e em diretos ou indiretos ao mesmo tempo. Assim, a matéria prima é um custo variável e direto; o seguro è fixo e indireto assim por diante. A classificação em fixos e variáveis é aplicável também às despesas, enquanto diretos

5 e indiretos são uma classificação aplicável só a custos Outras nomenclaturas de custos Custos primários: soma da matéria-prima com a mão-de-obra direta. Não são a mesma coisa que custos diretos, já que nos primários só estão incluídos aqueles dois. Assim, a embalagem é um custo direto, mas não primário. Custos de transformação (ou de conversão): soma de todos os custos de produção, exceto os relativos à matérias-primas e outros eventuais adquiridos e empregados sem nenhuma modificação pela empresa (componentes adquiridos prontos, embalagens compradas, etc.). Representam esses custos de transformação o valor do esforço da própria empresa no processo de elaboração de um determinado item (mão-de-obra direta e indireta, energia, materiais de consumo industrial, etc.). Exercícios 1)Defina custo fixo. 2)Defina custo variável. 3)Defina custos primários. 4)Defina custos de transformação. 5)Defina custos diretos. 6)Defina custos indiretos. 7)Defina o ponto que separa os custos de produção das despesas.

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