EXPEDIENTE. Jornalismo e sustentabilidade

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4 Jornalismo e sustentabilidade EXPEDIENTE Diretor: Odilon Luís Faccio Edição: Sara Caprario (MTe/Sc 625-JP) Redação: Sara Caprario, Vanessa Pedro (MTe/Sc 831-JP), Alessandra Mathyas Edição de Arte: Maria José H. Coelho (Mte/Pr930) Diagramação e arte: Sandra Werle (MTe/Sc 515-JP) Assistentes de diagramação e arte: Leo Brettas Fotografia: Sérgio Vignes Colaboradores: Carolina M. Vilalva, Clemente Ganz Lúcio, Larissa Barros, Michelle Lopes, Paulo Itacarambi, Pieter Sijbrandij, Raquel Sabrina, Ronaldo Baltar Secretaria : Lilian Franz Distribuição: Mônica Funfgelt Parceiros Institucionais!Banco do Estado de Santa Catarina (BESC)! Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese)! Fundação Vale do Rio Doce (FVRD)! Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora)! Instituto Observatório Social! Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social! Rede de Tecnologia Social (RTS) Abril de 2008 R. João Pinto, 30, Ed. Joana de Gusmão, s 803 Florianópolis - SC - Brasil F: (48) / Fax: Os artigos e reportagens assinados não representam, necessariamente, o ponto de vista das organizações parceiras e da revista Primeiro Plano. A divulgação do material publicado é permitida (e incentivada), desde que citada a fonte. Quando o Instituto Primeiro Plano decidiu investir tempo, força de trabalho e recursos financeiros numa publicação em parceria com importantes instituições, o objetivo era democratizar a informação sobre os temas da responsabilidade social e desenvolvimento sustentável para que discussões mais técnicas estivessem ao alcance de um público mais amplo. Estamos conseguindo. A Revista Primeiro Plano entra no terceiro ano de vida com boas perspectivas de trabalho. Além do reconhecimento pelos leitores, conquistamos a credibilidade das instituições com as quais nos relacionamos. Os membros do Instituto foram convidados a participar de eventos em todo o Brasil, em debates e premiações, e em maio passa fazer a parte do Comitê Consultivo da Rede Ethos de Jornalistas, cuja posse será realizada durante a Conferência Internacional do Ethos Esse grande evento é um dos momentos mais importantes no país para quem atua na área de responsabilidade social. Os profissionais convidados e o próprio público qualificado trazem à tona o que há de mais atual em relação aos temas debatidos e conseguem aprofundar as iniciativas em prol da sustentabilidade, difundindo-as e aperfeiçoando-as. Esse é o papel da Revista Primeiro Plano, que contribui para a conscientização das pessoas e instituições. O jornalismo diário ainda não abriu o espaço ideal para que haja transformação nas rotinas dos consumidores e mesmo das empresas. A sustentabilidade precisa deste espaço para tornar-se um assunto real e prático. Mantemos nossa linha editorial de aprofundar os temas com simplicidade, mas com fortes argumentos e exemplos para transformar a realidade que vivemos. Nesta edição inauguramos algumas alterações no projeto gráfico para tornar ainda mais prático o acesso aos temas, por isso dividimos as seções por cores. Vermelho é responsabilidade social, o azul está nas matérias e seções sobre desenvolvimento sustentável e o verde encerra a Revista com as seções da Entrevista, Soluções e Meu Mundo. Boa leitura!

5 REVISTA NOVE 10 FUSÕES E AQUISIÇÕES Como a concentração das marcas influencia na política de RSE ENERGIA SOLAR Pesquisas e alternativas domésticas dinamizam o uso desta fonte energética ENTREVISTA Diretora da Basf fala como o diálogo tem ajudado nas relações da empresa 06 POR EXEMPLO 24 PLANETA LIXO 64 SOLUÇÕES 14 ARTIGO Carolina Vilalva OIT 16 MUNDO DO TRABALHO 18 ARTIGO Clemente Ganz Lúcio DIEESE 20 AVALIAÇÃO DOS BANCOS 26 OPINIÃO Paulo Itacarambi ETHOS 38 INCLUIR 20 MUNDO DO TRABALHO 42 CIDADES 48 AGENDA GLOBAL 50 AMBIENTE 54 DESENVOLVIMENTO LOCAL 66 MEU MUNDO 5

6 6 você sabia? A Ticket, em parceria com o projeto Click Árvore da Fundação SOS Mata Atlântica, iniciou o plantio de sete mil árvores das espécies ipê, peroba, ingá, palmito juçara, jequitibá-rosa, aroeira, cedro, entre outras. Grande parte (6.700) será plantada na região de Presidente Prudente, interior de São Paulo, recuperando uma área de mata ciliar nativa de 3.89 hectares, equivalente a quatro campos de futebol. Além disso, em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo, a Ticket destinará outras 300 mudas para plantio no Parque Nabuco, em Cidade Ademar, zona sul de São Paulo. A iniciativa é resultado da campanha Ser Ticket é Ser Fundamental: plante votos para a Ticket e colha árvores para o mundo, na qual a empresa se comprometeu a agradecer com a plantação de uma árvore cada voto recebido no Prêmio Top of Mind, categoria fornecedores de RH. O desenvolvimento das sete mil árvores será acompanhado pela empresa nos próximos cinco anos. Sobre a empresa - Em 32 anos de atuação no Brasil, a empresa também ampliou seu leque de atuação, com o lançamento de produtos inovadores como o Ticket Alimentação, Ticket Car e Ticket Transporte. Com abrangência nacional, a Ticket atende a 50 mil empresas-clientes e 4,5 milhões de usuários por meio de uma rede de 280 mil estabelecimentos credenciados nos 4,8 mil municípios brasileiros. A Ticket é uma empresa Accor Services que integra as empresas Ticket, Ticket Seg, Accentiv e Build Up - braço de serviços do grupo Accor no Brasil, grupo mundial e líder europeu no segmento de hotéis e serviços. Referências num só lugar Lançado no Brasil um guia com o levantamento das várias ferramentas desenvolvidas por centros de pesquisa e organizações na área de gestão de responsabilidade socioambiental A publicação Gestão do Conhecimento Compêndio para a Sustentabilidade - Ferramentas de Gestão de Responsabilidade Socioambiental, organizada por Anne Louette, reúne ferramentas de 33 países com o objetivo de ampliar a adoção de práticas de responsabilidade social à cultura e sistemas de gestão de pequenas, médias e grandes organizações de vários portes, incluindo os três setores - esferas públicas, privadas e organizações não-governamentais. Estas ferramentas atendem às necessidades dessas organizações em diversas etapas de gestão, contribuindo para processos de aprendizagem, auto-avaliação, prestação de contas e incorporação de princípios de responsabilidade socioambiental nas suas atividades. Anne Louette é formada em administração, diretora estatutária e voluntária do Reciclar desde 1998, trabalhou no Instituto Ethos de Empresa e Responsabilidade Social como coordenadora de um novo projeto que era o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, e aceitou o desafio de criar a área de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) da Fiesp - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo com o objetivo de incluir a RSE na agenda dos seus milhares de associados. Na Funap (Fundação de Amparo ao Preso, vinculada a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de SP) era Diretora de Atendimento e Promoção Humana. Com patrocínio da Petrobras e da Comgas, além do patrocínio cultural (Lei Rouanet) da Anglo American e da Aes Tietê, a autora diz que esta publicação não tem a pretensão de abranger a totalidade de ferramentas existentes. Não estão contemplados no guia, por exemplo, os Bancos de Práticas e Códigos de Ética e Conduta, que merecem a atenção das organizações. Trata-se de uma visão estratégica da responsabilidade socioambiental como um dos elementos de base para garantir concretamente a evolução sustentável das atividades humanas, diz Anne. O Compêndio mostra que RSE é um processo que demanda pos-

7 tura, princípios, valores, DNA: uma forma de ser, pensar, decidir, agir, conduzir e reagir diante de todas as atividades. NA INTERNET O Compêndio para a Sustentabilidade On-line disponibiliza o conteúdo da publicação na Internet,no site de modo que seja constantemente atualizado. E esta atualização poderá ser feita pelas próprias organizações que criaram as ferramentas a partir de credenciamento realizado on-line. Além disso, será possível a inclusão de novas ferramentas, que ainda não constam da publicação impressa, e o intercâmbio de experiências e procedimentos bem-sucedidos entre as várias organizações, usuárias das ferramentas, potencializando soluções efetivas na adoção de práticas de responsabilidade socioambiental e desenvolvimento sustentável. ORGANIZAÇÕES APOIADORAS *Centro de Estudo em Sustentabilidade da FGV (Ces) *Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds) *Fundação Instituto de Desenvolvimento Empresarial e Social (Fides) *Grupo de Instituto Fundações e Empresas (Gife), *Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social (Ethos) *Núcleo AG de Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa da Fundação Dom Cabral (FDC), *Instituto Akatu pelo Consumo Consciente (Akatu) *Willis Harman House (WHH) Estação da reciclagem O Wal-Mart Brasil e a Coca-Cola Brasil, por meio de seus institutos socioambientais, lançaram no final de março, em São Paulo, programa conjunto de coleta e reciclagem de resíduos. A Estação de Reciclagem representa um novo modelo para a preservação do meio ambiente, com a associação entre uma empresa varejista, o Wal-Mart, e um de seus fornecedores, a Coca- Cola Brasil, para promover a coleta e o correto processamento de resíduos sólidos. A iniciativa deve ajudar a aumentar o valor econômico dos materiais coletados. A Estação de Reciclagem vai instalar postos de coleta de metal, plástico, papel, vidro e óleo de cozinha em mais de 300 lojas da rede Wal- Mart em todo o Brasil até O diferencial do programa é que, além da oportunidade de geração de renda, a Estação de Reciclagem vai oferecer capacitação profissional e treinamento às cooperativas, além de melhorias em sua infraestrutura de coleta e processamento de materiais. Para garantir a infra-estrutura adequada, o Instituto Wal-Mart e o Instituto Coca- Cola Brasil fizeram um convênio com o CEMPRE (Compromisso Empresarial para Reciclagem), uma associação sem fins lucrativos dedicada à promoção da reciclagem dentro do conceito de gerenciamento integrado do lixo. O Wal-Mart Brasil já implementa estações de reciclagem em suas lojas desde 2005, sempre com ações de apoio ao desenvolvimento das cooperativas parceiras. Em 2007, a empresa ampliou para 40 o número de estações de coleta e passou a separar também os resíduos de 38 lojas na Bahia, além de envolver todos os escritórios. Apoio à comunidade A Alcoa está entre os 50 casos bem-sucedidos de aplicação de esforços corporativos em iniciativas positivas, que merecem ser reconhecidas e replicadas, segundo a revista Dinheiro, edição de março último. A Alcoa é reconhecida na categoria Apoio à Comunidade, que destaca as ações voluntárias da Empresa, por meio do Programa BRAVO!. Meg McDonald, presidente da Alcoa Foundation, declarou que os brasileiros são exemplos por usarem tecnologia, comunicação e integração pessoal para garantir que o voluntariado seja parte importante e integral do comprometimento com a comunidade. Por meio do Programa BRAVO!, mais de quatro mil funcionários (67%) da Alcoa no Brasil realizaram atividades voluntárias no ano passado, o que demonstra o compromisso dos funcionários com as comunidades onde suas unidades estão instaladas. Os voluntários da Empresa somaram um total de 202 mil horas de dedicação às entidades. O Programa Bravo! foi lançado em 2002 em todas as unidades da Alcoa no mundo e destina o equivalente a US$ 250 para cada instituição na qual o funcionário realiza, pelo menos, 50 horas de trabalho voluntário, fora do expediente de trabalho. Sobre a Alcoa - Há 43 anos no Brasil, a Alcoa Alumínio S.A. é subsidiária da Alcoa Inc., líder mundial na produção e transformação do alumínio, que atua nos mercados aeroespacial, automotivo, embalagens, construção, transportes comerciais e no mercado industrial. DIVULGAÇÃO COCA-COLA 7 POR EXEMPLO

8 UM É POUCO O RITMO DAS FUSÕES E AQUISIÇ ÕES DE ORGANIZAÇ ÕES PELO MUNDO INTEIRO ESTÁ ACELERADO. RESTA SABER SE É POSSÍVEL C ONSTRUIR IMPÉRIOS C OM RESPONSABILIDADE E C ONSOLIDAR AS POLÍTICAS DE SUSTENTABILIDADE Afusão das duas maiores empresas do mundo em siderurgia é um exemplo de como o mercado globalizado pode reunir em poucas organizações o domínio de um setor inteiro no planeta. A siderurgia de Luxemburgo se uniu ao conglomerado britânico-indiano e a Arcelor-Mittal passou a ser a líder do mercado de aço. Em relação às empresas que 8 não lidam com o consumidor final as uniões parecem algo indiferente e até mesmo saudável, já que as competências se consolidam. Mas como em qualquer transação que foca em primeiro lugar o aspecto econômico, há impactos negativos e alguns pontos positivos. Imagine que dentro do limite da sua cidade todas as lojas ou supermercados sejam do mesmo dono ou pertençam à mesma organização. O comprometimento da diversidade pode resultar em monopólio, políticas de exclusão e até desigualdade social. O respeito à pluralidade é um dos princípios da cidadania e no mundo corporativo isso pode ser restringido pela velocidade de fusões e aquisições entre as organizações. Exceto nos casos onde as empresas conseguem manter suas políticas estabelecidas e assim ga-

9 DOIS É BOM TRÊS É MELHOR AINDA rantem a identidade, abrangendo apenas o que é bom da empresa incorporadora ou da incorporada. No Brasil, o ano de 2007 foi recorde no número de fusões e aquisições. Foram 548 operações que movimentaram um volume de US$ 46 bilhões. No ano anterior, foram registradas 264 transações. De acordo com estudo da Thomson Financial, as fusões e aquisições em todo mundo atingiram o volume recorde de US$ 4,5 trilhões no ano passado, contra US$ 3,6 trilhões em Ao todo, foram 42,5 mil operações. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL A Arcelor-Mittal detém quase 10% da produção de aço mundial, o que corresponde a 110 milhões de toneladas. É mais que a soma dos principais concorrentes: Nippon Steel, Posco e JFE. O faturamento soma cerca de 60 bilhões de euros. Com 360 mil funcionários, o conglomerado tem sede em Luxemburgo. A promessa é que as diretrizes empresariais da Arcelor seriam mantidas após a fusão. Isso significa, por exemplo, que qualidade e rentabilidade mantêm-se fatores mais importantes que quantidade. A Mittal também se comprometeu a garantir um desenvolvimento sustentável e a integração dos funcionários. Em relação ao Brasil, a fusão acabou atraindo compradores para o que é produzido nas usinas daqui. Apontadas como possíveis alvos de grupos estrangeiros, as brasileiras Gerdau, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Usiminas se mantêm firmes na estratégia defensiva de internacionalização. O que estas empresas fazem é comprar pequenas unidades lá 9

10 fora para reduzir a dependência do mercado brasileiro e escapar de eventuais barreiras tarifárias. Jorge Gerdau, o principal executivo do grupo, foi enfático ao ser perguntado se estava preocupado com os novos rumos do setor: A Gerdau é uma consolidadora de empresas, disparou. Hoje, 20 de suas 31 unidades estão situadas fora do Brasil. Apesar disso, ele não deixa de reconhecer o impacto da fusão da Arcelor-Mittal foi um divisor de águas no setor. Apesar da fusão ter ocorrido em 2006, ainda é cedo para comprovar quais os resultados que a incorporação promoveram em prol da política de sustentabilidade. A preocupação ambiental no Brasil é um dos focos que mais transparecem nas negociações realizadas. As Empresas ArcelorMittal Brasil mantêm programas de educação ambiental conduzidos internamente e para as comunidades onde se localizam suas instalações. Nos Centros de Educação Ambiental promovem a visita de estudantes e da comunidade, envolvidos em ações com o objetivo de despertar a consciência crítica e a mudança do comportamento ambiental. A Política de Gestão Ambiental contempla, entre outros aspectos, o 10 desenvolvimento de programas de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Mas os grandes projetos globais das duas empresas agora unidas parecem ser mantidos e em alguns casos aperfeiçoados. C OMUNICAÇÃO COM NOVELA Em fevereiro deste ano a ArcelorMittal estreou o "Inside Transforming Tomorrow" (Por Dentro do Transformando o Amanhã), a segunda temporada da sua Web TV no site A nova temporada monitora a performance e o progresso da companhia após a fusão, enquanto busca cumprir com a promessa do seu lema de 'transformar o amanhã'. Ela também se concentra nos desafios enfrentados como a maior companhia siderúrgica do mundo, mas também como uma das 50 maiores companhias do mundo, com negócios em mais de 60 países. O principal objetivo da primeira temporada da Web TV foi oferecer um canal de comunicação eficaz para os 320 mil funcionários da ArcelorMittal em todo o mundo durante a fase delicada de integração após a fusão da Arcelor com a Mittal Steel em Este foi comprovadamente um exercício de comunicação de sucesso feito pela companhia, tanto interna quanto externamente, com 15 episódios, visitantes únicos, visualizações de páginas e quase visualizações dos episódios de vídeo. "O Web TV foi criado com uma das ferramentas em separado para o processo de integração", disse Nicola Davidson, vice presidente de Comunicação Corporativa. "No entanto, tivemos um retorno positivo principalmente de dentro da empresa que reconhecemos o seu valor como uma forma transparente de permitir que os funcionários compartilhassem suas opiniões sobre a companhia e compartilhassem dos desafios e dos sucessos globais da empresa para a qual eles trabalham. Realizamos uma fusão de sucesso mas isso não quer dizer que não tenhamos nenhum desafio à frente. No ano passado, lançamos o novo lema 'transforming tomorrow' com os valores de 'Sustentabilidade, Qualidade e Liderança'. Consideramos estes valores o centro para o nosso sucesso contínuo como um novo release comercial e a Web TV é uma ferramenta importante que nos permite acompanhar a nossa performance diante desta promessa". Aditya Mittal, CFO e membro da Diretoria do Grupo, e também responsável pela comunicação, disse: "A Temporada II tem uma abordagem pessoal e mais humana, onde o telespectador é convidado a compartilhar os momentos das vidas dos homens e das mulheres que são a essência da ArcelorMittal. Em todo o mundo o telespectador viverá os desafios e as aspirações da nossa vida diária, e fará

11 parte das comunidades que constróem esta próspera companhia". O primeiro episódio mostra o projeto Libéria da companhia. Com a aquisição dos direitos de mineração de um principal depósito de minério de ferro em 2006, o projeto Libéria é uma parte importante da ambição divulgada do Grupo de aumentar a sua auto-suficiência em minério de ferro para 75%. O episódio acompanha os desafios que a companhia enfrenta em um país que passou por muitos anos de instabilidade civil e cujo progresso ainda está em andamento. BANCO E C ONSÓRCIO A recente venda do banco ABN Amro para o consórcio formado pelo britânico Royal Bank of Scotland (RBS), o espanhol Santander e o belga-holandês Fortis, em outubro do ano passado, é outro exemplo de concentração de um setor. Apesar das regulamentações dos setores governamentais, a ingerência não pode interferir nas leis de livre mercado. A transação foi aprovada pelo governo holandês e depois passou por uma comissão européia. Segundo o Financial Times, no comunicado da autorização da venda do ABN, o ministro de Finanças da Holanda, Wouter Bos, incluiu recomendações do banco central (BC) local. Uma delas era a apresentação de um plano detalhado da aquisição. Além disso, os bancos não poderão fazer mudanças fundamentais na organização, divisão de tarefas e responsabilidades do ABN antes da compra. Em fevereiro último, o superintendente de desenvolvimento sustentável do ABN Amro Real, Carlos Nomoto, disse em entrevista à Primeiro Plano que "por enquanto, MUITOS EXEMPLOS PELO MUNDO A The Body Shop foi fundada em 1976 pelo casal Anita e Gordon Roddick com um investimento de US$ 6,5 mil. A empresa era uma pequena loja que vendia xampus, maquiagens, cremes e outros produtos naturais em Brighton, na Inglaterra. Era uma conhecida e diferente loja que tinha até acordos de fornecimento de insumos com aldeias indígenas do Brasil. Tornou-se uma rede mundial, com mais de 2 mil lojas em 53 países e a francesa L'Oréal abocanhou por US$ 1,14 bilhão em 2006, ficando com o casal Roddick 18% das ações. Um ano e meio depois a fundadora faleceu, talvez tranquila com a venda, porque seus ideais já não conseguiam mais ser mantidos com tanta força pela dimensão que a empresa ganhou. Eram muitas lojas, muitos fornecedores, muitos ingredientes. A poderosa organização francesa certamente ganhou com a compra de uma marca ligada ao verde. A pressão da concorrência era grande em torno da marca de Anita, que ficou conhecida pelo empenho em manter seus princípios de cidadania, valorização de extratos naturais e de respeito ao meio ambiente. A empresa é contra o teste em animais e manteve o foco de oferecer produtos 100% ecológicos. Anita Roddick participou da entrevista à imprensa para anunciar a venda e disse que estava "surpresa", mas também "feliz" pelo casamento com a maior empresa de cosméticos do mundo. Para ela, a L'Oréal entendeu muito bem a originalidade demonstrada pela Body Shop no mundo dos negócios e a que ponto contribuiu para mudar as regras, nos aspectos de "direitos do Homem, da proteção dos animais, do meio ambiente e do comércio eqüitativo". No anúncio ficou acertado que a Body Shop continuaria sendo uma entidade independente dentro do grupo. Sua rede de distribuição vende somente produtos da marca Body Shop. Para a L'Oréal a decisão marcou um momento importante para a distribuição de produtos. No Brasil a Fundação Body Shop instalou na Amazônia, através da AmazonCoop, cooperativa com índios, a Farmácia Verde e um resort ecoturístico (Tataquara Lodge). Todas as iniciativas ainda estão mantidas. Escreveu em seu blog uma mensagem para os novos executivos que passaram a ter direitos sobre "aquela louca e complicada companhia que eu fundei": "Seja bravo, seja corajoso, seja diferente. E se ouvirem de alguém que alguma coisa não pode ser feita e que os consumidores não dão a mínima para nada mais que não seja o produto em si, não dêem ouvidos". 11

12 INCORPORAÇÃO ESTATAL Desde o ano 2000 o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) estava no Programa Nacional de Desestatização (PND) para ser privatizado. Em 2003 o governo federal concedeu ao banco a possibilidade de flexibilizar suas operações e assim mostrar sua viabilidade econômico-financeira. Este ano o Besc foi incorporado ao Banco do Brasil, saindo do PND e, portanto, fugindo da privatização. Um dos trunfos da instituição financeira que tem 45 anos de história é estar presente em todos os municípios do Estado, o que lhe permite contribuir para o desenvolvimento de todas as regiões. São 441 pontos de atendimento que agora unem-se à estrutura do Banco do Brasil. Segundo a administração do banco, isso significa uma dinamização das iniciativas e ações voltadas à inclusão e sustentabilidade. nada mudou por lá. Ele confirmou o que a assessoria de imprensa já havia nos informado, de que a fonte oficial para falar da fusão é o consórcio. Nomoto apenas reafirmou que "acredita que todo o trabalho que o Real tem feito, reconhecido pelos muitos prêmios e por tantas pesquisas, deve ser valorizado pelo Santander". Uma das pesquisas a que ele se referiu é a do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), que avaliou o discurso dos oito maiores bancos de atuação nacional (com mais de 1 milhão de clientes, exceto os estaduais) e o resultado foi de que os melhores colocados (ABN Amro Real e Bradesco), obtiveram apenas a classificação "regular"; os piores (Santander e Unibanco), ficaram pouco acima da pior classificação, "péssimo", no limiar da nota "ruim"; já no bloco intermediário, na faixa "ruim", estão, pela ordem, Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica e HSBC Pelo jeito o ABN tem muito mais a ensinar do que aprender quando o assunto é responsabilidade social. Sergio Midlin, presidente da Fundação Telefônica e membro do conselho curador do Instituto Ethos, acredita que "a importância das lideranças nesse processo da sustentabilidade é fundamental, como o trabalho excelente que o Fábio Barbosa (presidente do ABN Amro Real) realiza. A nossa expectativa é que os espanhóis reconheçam o diferencial do banco. Se não ocorrer isso, que ele leve essa excelência para onde ele for". Mas Fábio Barbosa ficou. O presidente do ABN Amro Real foi escolhido para para comandar o processo de fusão no país, e o consórcio colocou o colombiano Gabriel Jaramillo, presidente do Santander no Brasil, no posto de diretor do banco para a América Latina. Na prática essa decisão abre espaço para Barbosa assumir o comando da operação brasileira e fincar no novo banco sua política de responsabilidade social e res- 12

13 peito ao meio ambiente. E apesar da decisão surpreender o mercado, já que os espanhóis do Santander é que adquiriram o controle do Real, revela uma boa perspectiva para que o trabalho de sustentabilidade seja mantido. Afável e apelidado de banqueiro verde por conta dos programas de responsabilidade social e respeito ao meio ambiente que desenvolveu no Real, Fábio Barbosa lançou antes da concorrência uma carteira de produtos sócio-ambientais que inclui de contas para universitários a créditos de carbono, além de financiamento para projetos de energia alternativa, fundos de investimento em empresas comprovadamente éticas e microcrédito. O banco não autoriza financiamento a companhias e projetos potencialmente danosos ao meio ambiente, como madeireiras não certificadas. NEGÓCIOS A compra do ABN Amro pelo consórcio formado pelo espanhol Santander vai provocar uma reviravolta no ranking do setor bancário brasileiro. Os dois bancos juntos formam a terceira maior instituição financeira do País, atrás apenas do Banco do Brasil e do Itaú. Segundo levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating, com a aquisição, o Santander passará a contar com ativos da ordem de R$ 277 bilhões, valor superior aos R$ 255 bilhões do Itaú e menor que os R$ 290 bilhões do Bradesco. Com números tão próximos, as três instituições devem travar uma briga acirrada por fatias do mercado nacional e espera-se que isso reflita em benefícios aos clientes. As mudanças recentemente anunciadas no sistema financeiro já mostram uma preocupação do governo com o futuro que as fusões podem proporcionar. Outros bancos podem adotar estratégias mais agressivas de crescimento e isso significa comprar outras instituições. Outro efeito da aquisição do ABN será o aumento de concentração do setor bancário brasileiro. Levantamento da Austin Rating mostrou que as cinco maiores instituições do País (Banco do Brasil, Bradesco, Santander + ABN, Itaú e Caixa) passam a deter 66% dos ativos totais dos bancos no País ante 60,5%, no desenho anterior. Em relação ao volume de depósitos, a concentração subirá de 65,8% para 70%. Já no total de crédito, subirá de 61,5% para 66,9%. Para os funcionários dos dois bancos, essa concentração deve trazer demissões e tarifas altas. Segundo informações da Federação dos Bancários do Rio de Janeiro e Espírito Santo desde o início das negociações de venda do ABN, muitos executivos de médio e alto escalão da operação brasileira do banco holandês já deixaram a empresa. Estes profissionais preferem pedir demissão a serem demitidos. Para os bancários comuns, o futuro pode ser ainda mais incerto, já que são anunciadas 19 mil demissões em todo o mundo. Tanto o presidente atual do ABN Amro quanto os presidentes dos três bancos que formam o consórcio já escreveram comunicados aos funcionários avisando que as oportunidades de crescimento do novo negócio são grandes e que isto é bom para todos. Em relação à responsabilidade social, os bancários acreditam que por não ter construído uma identidade forte, o Santander nunca chegou a se destacar nacionalmente. Já o Real é visto como um banco que se preocupa com o patrocínio a projetos de preservação do patrimônio histórico, com o meio ambiente e com as manifestações culturais. Na Holanda, ainda durante as negociações, um acordo entre o Conselho Europeu dos Trabalhadores do ABN Amro e consórcio garantiu que não haveria dispensa de muitos funcionários ao mesmo tempo e que os que fossem desligados de suas funções seriam recolocados dentro da própria empresa ou receberiam orientação e treinamento para conseguirem novo emprego. Para o movimento sindical brasileiro, o momento é delicado e vai exigir muito empenho. 13

14 OPINIÃO CAROLINA M. VILALVA 14 Coordenadora de Responsabilidade Social na OIT Brasil Financiar com responsabilidade AOIT tem alocado recursos técnicos para identificar mecanismos de apoio às instituições do mercado financeiro para a aplicação efetiva das normas internacionais do trabalho nas suas políticas de investimento. O motivo é simples: empresas de todos os tipos e tamanhos precisam do acesso ao crédito. Portanto, as instituições financeiras podem ser um dos veículos mais eficazes para promover o trabalho decente. Quando os mercados financeiros investem com responsabilidade social, a gama de oportunidades que as empresas têm para crescer, obter mais investimentos e aumentar sua produtividade de maneira sustentável, e assim, contribuir para a criação de novos empregos decentes, é automaticamente ampliada. No que se refere às políticas de inclusão para melhorar o acesso ao crédito para as micros, pequenas e médias empresas, o Brasil tem adotado uma postura ativa, por meio de ações afirmativas e incentivos à criação de fundos como a Criatec do BNDES para apoiar o crescimento dessas empresas com empregos decentes. Embora há muito ainda a se fazer no âmbito das micro, pequenas e médias empresas no país, existe uma brecha ainda maior quando o assunto é a responsabilidade social relacionada com a gestão de risco na concessão de crédito e investimentos em geral. Hoje não basta somente cobrar o QUE os bancos e outras instituições financeiras nacionais fazem em termos de responsabilidade social, é preciso também saber AONDE e COMO elas estão aplicando as suas linhas de crédito. Os grandes seminários de responsabilidade social organizados pelos bancos e outras instituições financeiras no Brasil demonstram que o setor está bem conscientizado sobre as questões ambientais. Sem desmerecer a importância que se deve dar a responsabilidade ambiental no Brasil, não há como falar em sustentabilidade sem tratar das questões propriamente sociais. A primeira grande iniciativa global que considerou a dimensão trabalhista foi a adoção dos Princípios do Equador em Com mais de 40 bancos signatários (Banco Real, Unibanco, Itaú e o Banco do Brasil, entre eles), os Princípios do Equador são um marco voluntário que estabelece normas de performance para administrar os riscos sociais e ambientais associados com financiamento de projetos acima de US$ 10 milhões (o que no Brasil, representa 1% dos financiamentos privados). Para cumprir com os Princípios, basta verificar se os clientes financeiros estão tomando medidas reais para cumprir com as normas internacionais do trabalho e do meio ambiente nos seus negócios. Como difusora do trabalho decente, essa cadeia tem um potencial imenso, mas a idéia iria bem mais longe se considerasse escalas menores de crédito financeiro. Para isso, a OIT vem consultando o setor bancário para entender como instituições financeiras poderiam inserir claúsulas ou questões sobre trabalho decente em seus contratos de capital. A BOVESPA, o Ministério do Trabalho e outros bancos privados já estão discutindo a possibilidade de sediar uma Conferência Regional da América Latina sobre Trabalho Decente e finanças sustentáveis em Certamente, isso seria um grande passo rumo a consolidação do compromisso do setor financeiro com o trabalho decente.

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16 Satisfação entre bancários você sabia? PESQUISA REALIZADA ENTRE QUATRO CATEG ORIAS PROFISSIONAIS REVELA QUE 60% DOS BAN CÁRIOS ESTÃO DE BEM COM A VIDA...que para participar da pesquisa sobre salário e condições de trabalho, basta acessar o site O questionário é fácil, rápido e sigiloso. 16 O site MeuSalário (meusalario.com.br) fez uma pesquisa com trabalhadores de quatro categorias profissionais e o resultado mostrou que os bancários são os que estão mais satisfeitos com a vida. O questionário, respondido pelos visitantes da página, mostra que 60,9% dos bancários se declararam satisfeitos ou muito satisfeitos com a vida, de um modo geral. Em segundo lugar na sondagem apareceram os profissionais da área de tecnologia de informação, com índice de satisfação de 57,2%. Do outro lado do estudo, os segmentos cujos profissionais se declararam mais insatisfeitos ou muito insatisfeitos com a vida foram o comércio e o setor de saúde, com 18% e 17,7% dos respondentes, respectivamente. A pesquisa, respondida de forma on line, considerou as quatro categorias profissionais que apresentaram maior expressividade em número de questionários respondidos. A tabulação dos resultados do questionário revelou o índice de satisfação dos internautas em relação a sua própria vida como um todo, incluindo aspectos profissionais, pessoais, familiares, financeiros etc. Os resultados aferidos alimentam um banco de dados que serve de base para uma comparação internacional de salários e mercados de trabalho. Eles se destinam a todos os que buscam informações sobre o tema, como trabalhadores, sindicalistas, negociadores, comunidades científicas, organizações internacionais e outros. Sobre o website MeuSalário é um site gerido pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e faz parte de um projeto internacional coordenado pela Wage Indicator Foundation (Fundação Indicador Salarial), com apoio do Instituto de Estudos Avançados sobre o Trabalho de Amsterdã e a Universidade Erasmus de Rotterdã/Escola de Administração de Rotterdã (EUR/ RSM). A Wage Indicator Foundation coordena e supervisiona o projeto e os websites em 20 países, o que ga-

17 Projeto internacional MeuSalário nasceu em 2000, na Holanda, para comparar salários de homens e mulheres e hoje reúne informações sobre mais de ocupações nos países participantes. rante que todos os países utilizem a mesma metodologia e que os dados obtidos sejam integrados para a realização de pesquisas e estudos o mundo do trabalho. Atualmente, além do Brasil, o projeto é desenvolvido na Holanda, Bélgica, Finlândia, Hungria, Dinamarca, Itália, Polônia, Espanha, Inglaterra, Alemanha, EUA, Coréia do Sul, África do Sul, Índia, China, Argentina, Rússia, Suécia e México. A idéia é, no futuro, cruzar as informações destes países a fim de obter um panorama global e propiciar comparações regionais. MeuSalário nasceu em 2000, na Holanda, para comparar salários de homens e mulheres e hoje reúne informações sobre mais de ocupações nos países que se integraram ao projeto. O site tem como finalidade básica fornecer informações e subsídios relativos a salários, emprego e condições de trabalho. O objetivo é aumentar a transparência do mercado de trabalho ao tornar pública informação atualizada sobre salários no Brasil e em outros países. Ao navegar pelo MeuSalário, o internauta vai encontrar matérias sobre mercado de trabalho, legislação e direitos trabalhistas, comportamento, tendências, emprego, renda, saúde e segurança no trabalho, entre outras. Há também reportagens voltadas especialmente para a mulher trabalhadora, com temas como pausa para amamentação e licença-maternidade, por exemplo. Outra ferramenta gratuita de grande utilidade para o trabalhador e que merece destaque é a comparação salarial. Por meio dela, o internauta pode obter uma referência sobre os salários pagos para sua ocupação no mercado. É necessário que o usuário responda algumas perguntas sobre seu perfil profissional para que a ferramenta indique a faixa salarial média para a ocupação. PERFIS DAS CATEGORIAS E AUTO-SUSTENTABILIDADE Desde o lançamento no Brasil, em 2006, MeuSalário tem passado por um constante processo de aprimoramento que envolve uma série de iniciativas, entre elas, uma parceria firmada com o portal Uol, que garantiu ainda maior visibilidade ao site e favoreceu a visitação por parte do público. Segundo o coordenador do projeto MeuSalário no Brasil, o economista do DIEESE, Paulo Roberto Arantes do Valle, uma iniciativa que merece destaque é uma pesquisapiloto com os empregados do setor bancário de São Paulo, realizada recentemente. A pesquisa com os bancários é importante para aprimorar o questionário como instrumento para realização de perfis de categoria, afirmou. Apesar das grandes possibilidades de gerar conhecimento e dados acerca do mercado de trabalho e dos trabalhadores dos diversos setores, o site tem um desafio a enfrentar a partir deste ano. Até 2007, a sustentabilidade era garantida pelo projeto internacional, ou seja, pela Fundação Wage Indicator. Agora, MeuSalário terá que, por conta própria, gerar recursos para garantir sua continuidade. 17 MUNDO DO TRABALHO

18 O que revela o mercado de trabalho em 2007 OPINIÃO 18 CLEMENTE GANZ LÚCIO Diretor técnico do DIEESE O crescimento econômico do Brasil, medido pelo PIB, acumulará mais de 18% de aumento entre 2004 e Poderíamos se as opções de política econômica fossem outras, e precisávamos, para superar as desastrosas desigualdades existentes ter crescido mais. Porém, a novidade é que o país cresceu de forma continuada em todos os trimestres. Esse resultado econômico trouxe reflexos sobre as relações sociais presentes no mercado de trabalho que contestam as teses propugnadas de que: o emprego acabou; a precariedade do trabalho é crescente; os direitos trabalhistas e encargos sociais só fazem aumentar a informalidade; cada um é responsável pela sua empregabilidade; o aumento do salário mínimo aumentará a informalidade e quebrará a Previdência Social. Os resultados anuais da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) realizada pelo DIEESE, Fundação SEADE, Ministério do Trabalho e Emprego e parceiros regionais em cinco regiões metropolitanas (Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo) e no Distrito Federal, revelam que a taxa de desemprego, em 2007, foi de 15,5%, o menor patamar desde Desde 2004, a taxa de desemprego tem continuadamente caído, acompanhando o movimento de crescimento econômico. Em 2007, foram criadas 553 mil ocupações. Nos últimos quatro anos, mais de 770 mil pessoas deixaram a situação de desemprego nessas regiões metropolitanas. Há ainda um contingente de mais de três milhões de desempregados que, para poderem estar ocupados, dependem da sustentabilidade econômica do crescimento. Os resultados revelam que a queda no desemprego veio por meio do crescimento da ocupação em todos os segmentos. Nesse último ano, a maior taxa de crescimento da ocupação ficou com a Construção Civil impulsionada pelo crédito, pelo aumento da renda e, mais recentemente, pelo PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), seguida pelo comércio. Esses dois setores são responsáveis pela incorporação no mercado de trabalho de boa parcela da população com menor qualificação profissional. Predomina nesse crescimento da ocupação a formalização da relação de trabalho, pois a maior parte das ocupações geradas no mercado de trabalho metropolitano possui carteira de trabalho assinada em 2007 foram geradas 443 mil novos postos com essa característica e diminuíram em 20 mil as ocupações sem carteira. Mas há outros resultados interessantes como: a redução da participação de crianças e adolescentes no mercado de trabalho; a contratação de pessoas de 40 anos e mais; a busca pelo trabalho qualificado, a maior queda no desemprego pelo trabalho precário e no desemprego pelo desalento (aquele em que o indivíduo desiste de procurar emprego). O resultado para o mercado de trabalho foi a geração de empregos, lembrando sempre que, como dizia Celso Furtado, este é o melhor instrumento para inserção social e para a cidadania econômica nesta sociedade. Um projeto de sociedade justa deve encarar três desafios: 1) gerar emprego de qualidade para os trabalhadores; 2) promover desenvolvimento econômico que gere bem-estar social a todos; 3) fazer com que este desenvolvimento seja sustentável, ou seja, capaz de renovar e preservar o mundo em todas suas dimensões. Os resultados de 2007 revelam que esses três desafios podem ser perseguidos, pois aquelas teses do apocalipse não se confirmam em um ambiente de crescimento econômico. Porém, não cabem simplificações. É necessário observar que para se avançar nesses desafios há exigências de altíssima capacidade política para articular um projeto estratégico de longo prazo, uma competência econômica diferenciada para conceber uma economia de dinâmica produtiva para a preservação sócio-ambiental e não do consumo desenfreado e a necessidade de construção de outra relação entre Estado e mercado.

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20 INDICADORES: bancos evoluem devagar Em escala de 1 a 5, as instituições não chegaram à média 3 em indicadores de sustentabilidade Os bancos que operam no Brasil ainda deixam a desejar quando o assunto é sustentabilidade, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). As instituições com os melhores desempenhos foram classificadas como "regulares", ficando a média do setor em 2 pontos. Realizada entre maio e dezembro de 2007, a pesquisa focou indicadores de responsabilidade social, em 69 questões respondidas pelos próprios bancos. O Idec divulgou os resultados da "Avaliação Comparativa da Responsabilidade Socioambiental dos Bancos no Brasil" em evento realizado na Fundação Getúlio Vargas, em fevereiro. Foram pesquisados os oito maiores bancos de atuação nacional, com mais de 1 milhão de clientes: Bradesco, Itaú, ABN AMRO Real, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Unibanco, HSBC e Santander. Segundo o Instituto, o principal objetivo da avaliação é proporcionar um instrumento que permita aos consumidores compreender o signi- Raquel Sabrina ficado prático da responsabilidade socioambiental e também fazer uma comparação entre as diferentes empresas. "Os bancos hoje possuem um discurso forte de responsabilidade social, ainda não incorporado às ações cotidianas", diz Marilena Lazzarini, coordenadora-executiva do Idec. Os melhores desempenhos apresentados foram do ABN AMRO Real (2,75) e do Bradesco (2,60). Na classificação ruim ficou o Itaú, com nota 2,4, seguido pelo Banco do Brasil (2,21), a Caixa Econômica Federal (1,93) e o HSBC (1,73). Por último, mais perto da avaliação de péssimo ficaram o Santander e Unibanco, ambos com 1,51. Segundo o Instituto de Defesa do Consumidor, o resultado da pesquisa não surpreendeu: em uma escala de 1 a 5 pontos, nenhuma das instituições chegou a 3 pontos, e a média do setor ficou abaixo do considerado razoável. No tema relações com consumidores, por exemplo, os bancos tiveram as notas mais baixas. O discurso e a prática O estudo se baseou na resposta das próprias instituições, mas o indicador sobre as relações com consumidores teve as respostas comparadas com a prática vivenciada nas agências bancárias. Para checar as informações prestadas pelos bancos, os técnicos do Idec abriram contas nas empresas. O principal foco de avaliação foi o cumprimento do código de defesa do consumidor, que segundo o Instituto foi ignorado na maioria das solicitações realizadas. Como exemplo de problemas encontrados, foi citada a solicitação de entrega de contrato, reforçada pelos pesquisadores na abertura das contas e requisito cumprido apenas pela Caixa Econômica Federal. O Instituto ressaltou que as tarifas precisam ser previstas em contrato, para que o consumidor conheça as regras do jogo. Outras questões importantes foram levantadas, como a necessidade de critérios transparentes para aumento de tarifas, exigência não apresentada por nenhum dos bancos avaliados. Segundo os técnicos do Idec, nenhum dos bancos indicou políticas consistentes para redução de filas em suas agências ou apresentou resposta satisfatória às reclamações recebidas. Um outro indicador que evidencia a diferença entre os discursos comunicados pelas instituições na mídia e as práticas internas diz res- 20

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