UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS MBA EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS, NEGOCIAÇÃO E COMÉRCIO EXTERIOR

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1 UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS MBA EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS, NEGOCIAÇÃO E COMÉRCIO EXTERIOR O FORTALECIMENTO NA ULTIMA DÉCADA DAS RELAÇÕES COMERCIAIS BRASIL - CHINA Curitiba 2012

2 MARCELO CAETANO DE QUEIROZ BLEY O FORTALECIMENTO NA ULTIMA DÉCADA DAS RELAÇÕES COMERCIAIS BRASIL - CHINA Projeto do artigo apresentado como requisito para a conclusão do Curso de Pós-Graduação MBA em Relações Internacionais, Comercio Exterior e Negociação, da Faculdade de Ciências Humanas e Aplicadas da Universidade Tuiuti do Paraná. Professor Orientador: Dr. Uraci Bonfim Curitiba 2012

3 O FORTALECIMENTO NA ULTIMA DÉCADA DAS RELAÇÕES COMERCIAIS BRASIL - CHINA Marcelo Caetano de Queiroz Bley 1, Uraci Bonfim 2. RESUMO: Este artigo remete as relações recentes mantidas entre o Brasil e China, na ultima década, este texto ajuda a descortinar a dinâmica que norteou as diversas fases desse relacionamento e, sobretudo, analisa o momento atual, em que opinião pública, meios empresariais e academia brasileira exploram as diversas dimensões de uma relação que se tornou efetivamente estratégica para os dois países e que combina elementos de competição e cooperação, como não poderia, alias, deixar acontecer na relação entre dois grandes países. Utiliza-se a hipótese de que as relações de que as relações entre Brasil e China apresentaram avanço durante período graças, em especial, a maior liberdade de ação promovida pela interdependência crescente do sistema internacional. Foram analisadas neste artigo fases da relação bilateral da ultima década. A primeira foi a Aproximação do Brasil com a China ( ), a segunda fase foi o Cenário Comercia: A ameaça Chinesa ( ), a terceira fase a Recomposição do Relacionamento comercial ( ), quarta o Plano de ação conjunto ( ). Enquanto o Brasil hesitou entre uma política externa cooperativa e desenvolvimentista, a China reforçou o pragmatismo de seu comportamento internacional, ampliando o perfil logístico de sua política externa e a busca por oportunidades. Este texto surge, em momento particularmente importante do relacionamento Brasil-China, em que o país asiático se transforma no mais importante parceiro comercial do Brasil, desbanco um século de predomínio dos EUA, e também quando os investimentos chineses no Brasil crescem vertiginosamente. Palavras-chaves: Brasil, China, Relações Sino-Brasileira 1 Acadêmico do curso MBA em Relações Internacionais, Comercio Exterior e Negociação da Universidade Tuiuti do Paraná (Curitiba, PR); Endereço para correspondência: Marcelo Caetano de Queiroz Bley 2 Prof. Doutor da Universidade Tuiuti do Paraná. 3

4 1 INTRODUÇÃO A Parceria estratégica Sino-Brasileiro tem sido na última década e meia, um relacionamento que traduz uma aproximação pioneira entre os dois países em desenvolvimento de grandes proporções, cada qual uma liderança expressiva em seu respectivo âmbito regional. Representa, do ponto de vista brasileiro, uma importante tentativa de estabelecer uma relação estratégica com um importante ator internacional fora do eixo América Latina-Europa- Eua. Para a China, a aproximação com o Brasil sempre foi almejada pela importância do país dentro da América Latina, onde representa, dadas as dimensões físicas de sua economia e população, as quais se agrega um relativo avanço tecnológico, o maior e mais avançado da região. Para além de seu peso regional, reconheceu desde a China que o Brasil reunia, adicionalmente, pela sua disposição de atuar no cenário internacional com independência e determinação, os requisitos necessários para exercer liderança entre os países em desenvolvimento, na luta por uma ordem internacional mais justa. As relações Sino-Brasileiras encontram-se hoje em estagio crucial e que a evolução futura da China, bem como nossa parceria com ela, impactará diretamente o desenvolvimento futuro do Brasil como potência industrial. Neste esforço, o relacionamento bilateral será examinado sobretudo a partir do ângulo dos interesses brasileiros em jogo na relação com um ator internacional da expressão da China, que se encontra em processo de franca ascensão política econômica no cenário internacional. Se, no inicio dos anos noventa, a Parceria foi encarada pelo Governo Brasileiro como uma linha auxiliar de uma política asiática brasileira que tinha no Japão seu núcleo central e ancora da política asiática brasileira. Nesses anos, o relacionamento sino-brasileiro passou impactar decisivamente a própria evolução da economia brasileira. Assim, o surgimento a partir dos anos noventa, de um dinâmico e florescente mercado chinês para muitas commodities produzidas pelo Brasil, como o ferro e a soja, constitui um elemento importante para o excepcional crescimento nos últimos anos do setor primário e do agronegócio brasileiro. De forma semelhante, a crescente produtividade e eficiência do setor industrial chinês, com suas 4

5 enormes economias de escala e baixos custos de produção, vêm tendo efeitos negativos sobre o setor industrial brasileiro, que enfrenta crescentes dificuldades para concorrer com a produção da indústria chinesa não só dentro do mercado brasileiro, como também em terceiros mercados onde o Brasil sempre teve forte presença, como a América Latina e os Estados Unidos. As profundas modificações pelas quais passou a China na ultima década e meia esta o modelo de desenvolvimento econômico por ela adotado, perfeitamente adaptado ao aproveitamento das oportunidades propiciadas pela globalização, pois baseado num enorme esforço exportador. Nos últimos anos, como consequência, a economia chinesa multiplicou seus impactos, não apenas no mundo desenvolvido, qual o qual mantém maior parte do seu comercio, mas também com a Ásia, África e América Latina. 2 A APROXIMAÇÃO POLÍTICA DO BRASIL, COM A CHINA ( ) Abordara o processo de aproximação política deslanchado pelo Governo brasileiro a partir, da chegada do poder em 2003, do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que Dará nova ênfase a cooperação Sul-Sul e ao estabelecimento de uma teia de alianças com os principais países emergentes ( Rússia, Índia, China, África do Sul) em torno de iniciativas como G-20 ou o Grupo Índia-Brasil-África do Sul ( IBAS). Neste período, as relações sino-brasileiras voltam a recobrar prioridade dentro da política externa brasileira, não apenas no âmbito multilateral, em que ambos participam do G- 20, como também de uma ótica mais bilateral, pela perspectiva, que parecia próxima, de vir a China a constituir um mercado inesgotável para commodities brasileiras, bem como uma potencial fonte de vultosos investimentos no Brasil. Neste período, a parceria com a China não tem detratores e é encarada como uma política com resultados largamente positivos para todos os segmentos da sociedade brasileira. 5

6 2.1- CENÁRIO COMERCIAL: A AMEAÇA CHINESA ( ) No final de 2004, desentendimentos se dariam no plano comercial, a partir do aumento inesperado nas exportações chinesas de manufaturados para o Brasil. Segundo a FIESP (Federação de Indústrias do Estado de São Paulo) a Parceria Estratégica seria desequilibrada, pois se imporia essencialmente em detrimento dos interesses da indústria brasileira. Temerosos da concorrência chinesa e inconformados com a concessão pelo Governo Brasileiro do status de economia de mercado a China, no final de 2004, esses setores passaram a criticar a aproximação comercial com a China. Como resultado, chegaria a colocarem cheque perante opinião publica brasileiro o processo de intensificação de laços bilaterais que, paradoxalmente, havia ganhado impulso um ano antes, com a visita histórica do Presidente Lula a China em Setores industriais significativos, como relacionados a indústria têxtil e de brinquedos, já estavam preocupados com a concorrência chinesa desde o inicio de 2000, mas foi apenas em 2003 e 2004 que começaram a defender de forma mais contundente a adoção de restrições aos produtos chineses. Passaram a favorecer o recurso seja a mecanismos de salvaguardas especiais ou gerais, seja a abertura sistemática de processos antidumping contra exportações chinesas, ao amparo de regulamentação que considerava a China como uma economia de transição, ou seja, não de mercado. 2.2 A RECOMPOSIÇÃO DO RELACIONAMENTO COMERCIAL ( ) Examina criticamente um período de mudanças profundas e cruciais nas percepções de parte a parte com relação a parceria, fruto, em grande medida, de interesses divergentes que começaram a aflorar nas relações entre os dois países. A partir do final de 2004, tanto na esfera política quanto econômica, coloca-se em questão, pelo menos para parte da opinião pública brasileira, a conveniência do engajamento brasileiro com a China. A despeito dos desencontros assinalados, se mostrará como o Governo brasileiro e chinês souberam administrar aquelas dificuldades, 6

7 reafirmando a validade da Parceria Estratégica. No âmbito comercial, as concessões que permitiram encontrar solução para as inquietações de importantes setores industriais brasileiros partiram fundamentalmente do chinês, que aceitou esquemas de redução de suas exportações para o Brasil, primeiramente na área têxtil, em seguida no setor de brinquedos. Esse primeiro entendimento, formalizado em fevereiro de 2006, desanuviou o horizonte a ponto de viabilizar a visita a China, um mês depois, do Vice Presidente José Alencar, cuja a principal missão era a de implementar uma Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível iniciativa brasileira que se revelava, e assim foi entendida pelo lado chinês, como símbolo da disposição brasileira de comparti mentalizar a discordância bilateral em matéria de reforma da ONU, para com isso preservar a Parceria Estratégica. 2.3 O PLANO DE AÇÃO CONJUNTO ( ) O Plano de Ação Conjunto, ou seja, investimentos conjuntos são elevado numero de acordos assinados entre os dois países, tratando das mais diversas áreas e temas, faltaram a relação bilateral planejamentos conjuntos voltados para a programação e execução de metas comuns. É certo que algumas ferramentas de gestão foram criadas recentemente, e exemplo da Agenda China e das reuniões da Cosban, porem com resultados ainda pouco visíveis. Da parte brasileira, ademais, há ainda grande carência de coordenação entre os diferentes órgãos governamentais e destes com setores empresariais com vistas, sobretudo, a fortalecer posições e priorizar determinadas ações. Apesar do aumento da corrente comercial entre os dois países, há conhecimento mutuo insuficiente nessa área, dificultando a ampliação da cooperação internacional e da pauta comercial entre ambos A Distância lingüística e a incompreensão cultural são apenas dois dos mais evidentes obstáculos ainda não superados entre Brasil e China. A qualidade do intercâmbio comercial, por sua vez, não foi satisfatória, sendo que em 2009, os produtos básicos representaram 77% das exportações e os produtos industrializados, 95% das importações. 7

8 3 A APROXIMAÇÃO POLÍTICA DO BRASIL COM A CHINA ( ) A perspectiva de estabelecer uma aliança geopolítica com a China foi aspecto relevante, embora não decisivo, na iniciativa brasileira de estabelecer uma parceria estratégica no inicio dos anos noventa com aquele país. A prioridade brasileira no relacionamento com a China, no decorrer da década de noventa, estaria concentrada na cooperação cientifica e na defesa de interesses econômicas específicos, em particular a participação de empreiteiras brasileiras na construção de usinas hidrelétricas na China. Houve, ainda, no inicio do primeiro mandato do então presidente Fernando Henrique Cardoso, uma visível preocupação em estabelecer relações estratégicas entre Brasil e alguns países emergentes, como a China e a Índia, mas essas iniciativas de política externa foram sendo gradualmente abandonadas ao longo de sua segunda administração. A diminuição na ênfase conferida a China no segundo mandato de seu governo deu-se principalmente pela eclosão de crises financeiras que atingiram em cheio do Sudeste Asiático, reflexos na China e no próprio Brasil. Essas crises sucessivas, ao reduzir os fluxos de comercio do Brasil com a Ásia, diminuíram compreensivelmente o brilho dos mercados asiáticos aos olhos dos empresariado brasileiro. A chegada ao poder do Presidente Lula, em meados de 2002, mudou esse cenário, decidido como estava ele em promover uma política de intensificação do dialogo e da coordenação Sul-Sul e a criação do Grupo Ibas( constituído por Índia, Brasil e África do Sul, Implicava estabelecer arcos de alianças estratégicas com as principais potencias emergentes do mundo em desenvolvimento, sobretudo a China, Índia e Rússia, como também conhecido como BRICS. A implementação dessa concertação política estratégica apresentava desafios novos. De um lado, envolvia a valorização do peso dos países em desenvolvimento emergentes, em negociações internacionais com os países desenvolvidos. Seria a base de apoio para formar um movimento em favor de uma ordem internacional multipolar, favorável aos interesses dos países em desenvolvimento e apoiada no fortalecimento dos organismos multilaterais, como a ONU e a OMC. A 8

9 heterogeneidade do grupo, que incluíam grandes potências políticas e militares, como a China, Rússia e Índia, muitas vezes com rivalidades estratégicas próprias, era um empecilho ao estabelecimento e um agrupamento estreito e coeso, que pudesse ser visto como um contrapeso e rival do grupo dos ( G-7) das principais economias industrializadas ( EUA, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Japão, Itália). A própria Rússia ingressara gradualmente no G-7 a partir de 1994, em estágios, vindo a participar de forma mais integrada a partir de 1997, quando surge o Grupo dos Oito ( G-8). A China, por sua vez, seria constantemente citada como candidata em potencial a ingressar no G-8, tendo recebida repetidas manifestações informais de apoio, mas enfrentou a resistência dos EUA, que não a viam como pais aliado. A reaproximação política nos anos 2000 entre Brasil e China decorre, portanto, dessa prioridade do Presidente Lula em fortalecer alianças estratégicas bilatérias com os BRICS 3, seja China, Rússia, Índia e África do Sul. Já estava presente no discurso de posse, em que o Presidente Lula atribuía alta prioridade a China no âmbito de política externa de seu governo. A visita do Presidente Lula a China, em maio de 2004, marcou o ápice do processo de aproximação bilateral Brasil- China. A visita de retribuição do Presidente Hu Jintao ao Brasil, em novembro de 2004, coincidiu, entretanto, com o surgimento de dificuldades bilaterais inesperadas, concentradas em duas frentes: No cenário político internacional, gradualmente ampliar-se-iam as discordâncias entre Governo Brasileiro e chinês quanto aos rumos a dar a reforma da ONU e, no âmbito comercial, aumentariam os temores externados por setores industriais brasileiros com o crescente impacto negativo das dinâmicas exportações chineses no mercado brasileiro. Este capitulo se debruçará sobre o esfriamento nas relações bilaterais que resultou em 2005 dessa conjunção de fatores. Avaliará os efeitos negativos que tiveram tais fatores no relacionamento bilateral e explicará as contramedidas e 3 A categoria de países emergentes foi adotada de Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de certos inconvenientes formais, para designar os países em desenvolvimento de maior peso especifico. O principal desses inconvenientes era ignorar importantes diferenças de desenvolvimento e enfoque político entre seus integrantes. A Rússia, por exemplo, sequer poderia ser formalmente considerada um país de desenvolvimento. Na verdade o termo países emergentes surgira como uma adaptação do termo mercado emergente ou BRICS). 9

10 estratégias, adotadas no final de 2005 e inicio de 2006, para recuperar e estabilizar a Parceria Estratégica 4. 4 CENARIO COMERCIAL: A AMEAÇA CHINESA ( ) Quadro de desentendimento se daria no plano comercial, em fins de 2004, a partir do aumento inesperado nas exportações chinesas de manufaturados para o Brasil. Uma aliança informal de setores industriais brasileiros, sob a liderança da Federação de Indústria do Estado de São Paulo (FIESP), passou a argumentar que a Parceria Estratégica seria desequilibrada, pois se imporia essencialmente em detrimento dos interesses da indústria brasileira. Temerosos da concorrência chinesa e inconformados com a concessão pelo Governo Brasileiro do status de economia de mercado a China, no final de 2004, esses setores passaram a criticar a aproximação comercial com a China. Como resultados, chegariam a colocar em cheque perante a opinião publica brasileiro o processo de intensificação dos laços bilaterais que, paradoxalmente, havia ganhado impulso um ano antes, com a histórica visita do Presidente Lula a China em Entre 2000 e 2003, houve acentuado crescimento das exportações brasileiras a China. O mercado chinês passou de 2% para 6% do total de exportações brasileiras, tornando a China o terceiro maior parceiro comercial brasileiro. Já as importações brasileiras China foram menos dinâmicas, o que permitiu ao Brasil reverter uma tendência de modestos, porem sucessivos, déficits em seu comercio com a China. A reversão desse quadro começou a partir de 2003, com a aceleração das exportações chinesas ao Brasil, as taxas superiores as das exportações brasileiras a China, reduziu o superávit comercial brasileiro em um terço. Como agravante, esse aumento concentrava-se cada vez mais em insumos industriais e bens de consumo final chineses. Conjugadas com a sérias dificuldades que alguns setores industriais brasileiras vinham sofrendo com a redução de sua própria competitividade internacional, essas tendências 4 Biato Junior, Oswaldo, A parceria estratégica Sino-Brasileira: origens, evolução, e perspectivas ) 10

11 negativas no comercio com a China era inerentemente injusta, por não ter aquele país custos trabalhistas e ambientais comparáveis aos do Brasil. Exemplo dessa visão especifica é articulada pelo Sr. Thomaz Zanoto, Vice-Presidente do Departamento de Relações Internacionais da FIESP e responsável pela elaboração da política daquela entidade para China, o qual argumenta que o Governo brasileiro não deveria sacrificar a sobrevivência dos setores industriais intrinsecamente competitivos no altar da Parceria Estratégica Brasileira. Para ele, o Brasil, ao se privar de mecanismos de defesa comercial legítimos contra o comercio desleal chinês, estaria assegurando apenas a liberdade de vender commodities ao exterior. Zanotto ainda contra-argumenta que o fato da China comprar fundamentalmente apena commodities do Brasil retira ela qualquer capacidade de retaliação. No que se refere ao tema do status de economia de mercado, a imposição de direitos antidumpings contra produtos estrangeiros exige a abertura prévia de investigação pela Secretaria de Comercio Exterior (SECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio( MDIC), que precisa comprovar simultaneamente a existência de: (a) dumping, ou seja a exportação ao Brasil, pela empresa estrangeira em questão, de produtos com valor inferior ao praticado em seu mercado interno;(b) a existência de dano a indústria brasileira concorrente do exportador estrangeiro; e finalmente, (c) a existência de nexo casual entre o alegado dumping estrangeiro e prejuízos a indústria nacional. Estava consciente também o Governo brasileiro de que não havia, dentro do empresariado nacional, consenso sobre a existência de um efetivo risco de invasão de produtos chineses no Brasil, ou sobre o desejo de restringir importações da China, seja por meio da aplicação pouco criteriosa de medidas antidumping, seja por meio da aplicação de salvaguardas especiais, contra exportações chinesas, como solicitado pela FIESP. Ao contrario, ao longo de 2004 e 2005, um grupo de medias e grandes empresas brasileiras com interesse permanentes na China ( como a CVRD, a Petrobrás, Banco do Brasil, Bolsa Mercantil e de Futuros, entre outros), frisavam a importância crescente do mercado chinês para a economia brasileira. Argumentavam que a China era uma mistura complexa de 11

12 oportunidades e desafios e que forte ascensão econômica exigia a definição de estratégias adequadas de empresas de todo o mundo. 5 RECOMPOSIÇÃO DO RELACIONAMENTO COMERCIAL ( ) Parcialmente superadas as tensões de 2005, o relacionamento Sino- Brasileiro entraria, em 2006, em nova fase. Nesta, ambos os países deixariam para trás as certezas do passado, período em que as coincidências de pontos de vista eram frequentes e quase automáticas, pelo menos no âmbito multilateral. Divergências sobre a reforma da ONU em geral, e de seu Conselho de Segurança em particular, apontariam para um gradual distanciamento entre as visões geopolíticas dos dois países. Enquanto o Brasil continuaria fiel ao conceito clássico de multipolaridade e da necessidade de se reformar a ordem política e econômica internacional, em beneficio dos países em desenvolvimento, a China comporta-se crescentemente como uma grande potência, ao favorecer a manutenção do status quo internacional e privilegiar o bom entendimento com os EUA. Suas relações com a maior parte dos países em desenvolvimento hoje deixaram de ter os contornos de parcerias igualitárias de anos anteriores, para assumir cada vez mais as feições de relacionamento de tipo centro-periferia, como os que mantêm a China atualmente com a maior parte dos países da África e da Ásia Central. Para o futuro, o forte aumento do comercio bilateral e o crescente entrelaçamento das economias chinesas e brasileiras certamente continuarão a gerar atritos localizados e discordâncias conjunturais que seguirão demandando uma administração cuidadosa. Cresce hoje o reconhecimento, tanto da parte de empresários quanto de líderes políticos brasileiros, de que o relacionamento com a China constitui um desafio complexo que mescla oportunidades e perigos. Matizam-se tanto a visão romântica de uma China cuja demanda por matérias-primas e produtos agroindustriais faria a fortuna do Brasil, quanto à visão pessimista de que a China poderia, no futuro, provocar a desindustrialização do Brasil. 5 5 (Biato Junior, Oswaldo A PARCERIA ESTRATÉGICA SINO-BRASILEIRA) 12

13 Entre os anos de 2006 e 2008, apesar de não ter ocorrido diminuição nas exportações brasileiras para a China (que chegaram quase a dobrar, passando de U$ 8,4 bilhões para U$ 16,4 bilhões no período indicado), foram decrescentes os saldos comerciais brasileiros, atingindo U$ 3,6 bilhões negativos em Porém a expectativa dos dois governos de alcançar o índice de U$ 30 bilhões na corrente de negocio de comercio em 2010 foi ultrapassada em 2008 (U$ 36,5 bilhões) graças tanto ao aumento das exportações brasileiras para China quanto ao aumento das exportações Chinesas vindas para o Brasil Mesmo com todos esses desafios e temores em 2008, a China tornou-se o segundo parceiro comercial do Brasil, após os EUA. As exportações brasileiras para china mantiveram-se, porem, ainda mais modestas comparadas com as de outros parceiros comerciais chineses. Ao final da primeira do século XXI, a principal critica que se faz a relações comerciais Sino-Brasileiras é a dificuldade brasileira em diversificar a pauta de exportações e agregar valor as vendas realizadas a China, compostas principalmente por matérias primas e alimentos, fato que contrasta com o perfil global das exportações brasileiras. Em 2007 apenas 8% dos produtos brasileiros exportados para a China foram manufaturados, sendo que em insumos como o aço, minério de ferro, como e soja representam as maiores exportações brasileiras. Do restante exportado em 2007, 18% eram de bens semimanufaturados e 74%de produtos primários. Já em 2008, 7% dos produtos exportados eram manufaturados, 16% semimanufaturados e 77% básicos 6. Neste sentido, mantiveram como fortes causas para o baixo dinamismo das exportações brasileiras para a China a falta de conhecimento do mercado chinês, os autos custos de transporte e logística, a excessiva carga tributaria brasileira, infraestrutura brasileira deficitária, alem da carência de um planejamento de médio e longo prazo de inserção no mercado chinês. Nos últimos anos o interesse da China em aprofundar as relações com o Brasil esteve baseado nas seguintes metas: 6 ( SISCOMEX, 2009) 13

14 Explorar matérias-primas e recursos energéticos considerados necessários para dar prosseguimento a expansão da economia chinesa; Aumentar o lucro dos negócios chineses, seja por meio da venda de produtos com maior valor agregado, seja por meio do fornecimento de empréstimos a brasileiros; Garantir a presença chinesa no mercado brasileiro e, por meio deste, no mercado sul-americano, considerado cada vez mais competitivo, restritivo e protegido por altas tarifas de importação; Trocar informações na área de ciência e tecnologia e adquirir tecnologias de ponta; Utilizar a parceria como forma de diversificar os negócios chineses e aumentar o poder de barganha do país no cenário internacional, evitando dependência e assimetrias frente a outros parceiros. Fez igualmente parte dos interesses da China aumentar seus investimentos diretos, com vistas a garantir segurança energética, sustentabilidade de recursos e expansão de mercados externos. No Brasil, os setores mais proeminentes nesse movimento de internacionalização foram petróleo e mineração, seguidos por portos, energias alternativas, automotivo, bancário, telecomunicações e indústria eletrônica 7 O plano quinquenal chinês de estabeleceu a meta de direcionar US$ 60 bilhões para os investimentos externos. No Brasil, os investimentos chineses cresceram de maneira continua desde 2004, alcançando US$ 24,3 milhões em 2007, com concentração de investimentos no setor de comercio (56,7%). 7 BRASIL. MINISTERIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES.2009.Comunicado conjunto entre Brasil e China sobre o continuo fortalecimento da parceria estratégica). 14

15 6 O PLANO DE AÇÃO CONJUNTA ( ) Na comemoração dos 35 anos das relações sino-brasileiras, o então Presidente Lula realizou a sua segunda visita oficial China, em maio de Naquela visita foi emitido um documento assinado pelos dois governos. O fortalecimento das relações bilaterais foram enumeradas, dentre todas algumas com maior destaque como: A agenda China, na área comercial; A comissão Sino-Brasileira de 2006; O dialogo estratégico, criado em 2007; O dialogo estratégico, criado em 2007; O dialogo financeiro, criado em 2008; Para o período de , foi estabelecido um Plano de Ação Conjunta contemplando todas as áreas de cooperação bilateral, aprovado em abril de No plano global, tornou-se notória a cooperação mútua em foros multilaterais, a exemplo da estreita comunicação mantida no G5, no grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China). Transformado em BRICS, com a entrada da África do Sul a partir de 2010, na cúpula do G-20 financeiro e no G-20 da Organização Mundial do Comercio (OMC). Em particular, cabe destacar que, nos últimos anos, com vistas a aumentar a competitividade do Brasil na China, o governo brasileiro buscou criar políticas de criação de novas oportunidades comerciais e de incentivo a participação de empresas brasileiras no mercado chinês. Assim com o lançamento, do governo brasileiro, da agenda China em 2008, os objetivos econômico-comerciais brasileiros frente a China foram melhor identificados. A Agenda China objetivou tanto aprofundar a reflexão sobre a parceria sino-brasileira quanto traçar estratégias para dominar o comercio bilateral e ampliar investimentos mútuos, além de fomentar estudos técnicos e ações de promoção do potencial produtor e exportador brasileiro no mercado chinês.9 8 Brasil. Ministério das Relações Exteriores, 2010 Plano de ação conjunta Brasil China. 9 Amorim,C Importância estratégica de uma agenda positiva com a China. 15

16 A cooperação bilateral cientifica e tecnológica, foi outro ponto que se desenvolveu muito, através do Programa de Construção de Satélites Sino- Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers). Lançado em 1988, representa, nos dias de hoje, não apenas o maior projeto de cooperação conjunta na área de ciência e tecnologia entre o Brasil e a China, mas também entre todos os países em desenvolvimento, este projeto ainda representa a quebra do monopólio das grandes potencias na produção e uso de imagens fornecidas por satélites, o conhecimento a baixo custo das áreas de sensoriamento remoto além de promover o desenvolvimento sustentável por meio do uso de tecnologia de ponta da área espacial. Quatro satélites já foram colocados em orbita, os Cbers-1 (1999), Cbers-2 (2003), Cbers-2B (2007) e Cbers -3 (2011) e ainda pretende lançar o Cbers 4, que esta previsto para Através destes satélites desde 2004 o Brasil já forneceu gratuitamente, pela internet, mais de meio milhão de imagens para cerca de 20 mil usuários, tornando-se assim o maior distribuidor de imagens de satélite do mundo. A china seguiu o exemplo brasileiro e também disponibilizou, gratuitamente mais de 200 mil imagens de satélite do Cbers-2. A partir de 2007, Brasil e China passaram a fornecer imagens do Cbers também aos países africanos. Com relação a cooperação da China com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) também surgiram bastante resultados. Inúmeros pesquisadores chineses participaram de seminários e treinamentos sobre tecnologia agropecuária nos campos experimentais da Embrapa. Funcionários da Embrapa e pesquisadores chineses desenvolveram álcool a partir da mandioca, em particular, deverá promover avanços na utilização das variedades mutantes de mandioca na produção de etanol. Para a Embrapa, Brasil e China encontram-se em estagio de desenvolvimento cientifico similar em diversas áreas, o que, na prática, pode traduzir-se em ganhos para a pesquisa agropecuária de ambos os países. Assim, no médio prazo, visam os parceiros construir bases para o intercambio permanente e continuo de pesquisa agropecuária. A visita que a Presidente Dilma Rousseff (cujo o governo iniciou-se em janeiro de 2011) realizou a China entre os dias 11 e 15 de abril de 2011, mesmo que modelada por um caráter eminente econômico, buscou, em 16

17 grande medida, fazer face aos diversos desafios anteriormente citados. Em linhas gerais, os objetivos da viagem a China estiveram concentrados nos seguintes pontos: 1) Abrir novas oportunidades de negócios para empresas brasileiras; 2) Ampliar a diversificar o comércio bilateral, em especial com vistas a incluir exportações com maior valor agregado; 3) incentivar a realização de investimentos recíprocos; 4) promover a cooperação bilateral, sobretudo na área de pesquisa cientifica, tecnológica, e inovação; 5) propiciar transferência de tecnologia. Alguns ganhos imediatos obtidos pelo governo Dilma por meio de sua primeira visita oficial a China podem ser relacionadas a seguir: 1) abertura de novas oportunidades de negócios para empresas brasileiras, a exemplo da concessão de autorização para que três empresas brasileiras vendam carne suína a China, com estimativa de vendas de 200 mil toneladas de carne por ano; da venda de 20 jatos modelo 190 da Embraer para as companhias chinesas CDB Leasing, e Hebei Airlines; da instalação do banco chinês Industrial and Commercial Bank of China Ltda. No Brasil, com capital inicial de US$ 100 milhões, a ser utilizado por empresas brasileiras e chinesas em suas atividades de comercio exterior, 2) proposta de investimentos chineses em Campinas de US$ 300 milhões na construção de um centro de pesquisa em tecnologia, a serem realizados pela empresa Huawei; de investimentos chineses de US$ 300 milhões na cidade de Barreiras (BA) para a implantação de uma fabrica de processamento de soja; US$ 300 milhões em uma planta de produção e equipamentos de informação em Goiás; US$ 12 Bilhões para a construção de telas de cristal liquido em Manaus pela Foxconn; investimentos brasileiros na China para construção de uma linha de produção de jatos Legacy; 3) promoção de cooperação bilateral na área de inovação por meio da criação do Centro China-Brasil de Mudança Climática e Tecnologias Inovadoras em Energia na Universidade de Tsinghua de Pequim, vinculada a Universidade Federal do Rio de Janeiro. O centro também deverá permitir o desenvolvimento de projetos bilaterais em energia eólica e biodiesel com a Academia de Ciências da China. 17

18 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS E CONCLUSÃO Ao final da primeira década do século XXI, não restam dúvidas de que o crescimento chinês propiciou a abertura de diversos negócios para os Sulamericanos, sobretudo nas áreas de energia, minérios e produtos agropecuários. Os investimentos chineses no Brasil nessas áreas, em especial, tornaram-se cada vez mais numerosos e diversificados, mesmo quando desenvolvidos com bases aquém do esperado ou anunciado. Em 2010, a China foi o principal mercado para as exportações brasileiras e o principal investidor no Brasil. Enquanto as exportações atingiram US$ 30 bilhões, as importações elevaram-se a US$ 26 bilhões 10. Debatia-se se a China representaria apenas uma competidora comercial do Brasil, como alegavam certos setores industriais brasileiros, ou se ela, seria sobretudo, um mercado natural para o Brasil, como defendiam o setor agro industrial e importantes empresas multinacionais brasileiras. Alguns receavam que sua competitividade na área industrial terminasse por deslocar importantes empresas e investimentos do Brasil para a China, condenando significativos setores da indústria brasileira a perda de mercados internos e externos para seus concorrentes chineses. Outros afirmariam que a crescente importações de insumos industriais chineses, a baixo custo, poderia ajudar importantes setores da indústria nacional, como os de automóveis, vestuário e eletrodomésticos, a compensar seus altos custos internos e manter sua competitividade nacional e internacional. No âmbito político, as seguidas recusas chinesas a apoiar o ingresso do Brasil como membros permanentes no CSNU levaram muitos a questionar a extensão real dos interesses estratégicos em comum. Afinal nenhum dos dois lados questionava a Parceria Estratégica, enquanto expressão da importância crescente dos vínculos comerciais e do tradicional bom relacionamento político bilateral, sobretudo no contexto da liderança regional e internacional que ambos países exerciam. A instalação formal da Comissão Sino- Brasileira de Alto Nível de Concertação, em março de 2006 foi gesto decisivo para desfazer a sombra sobre o relacionamento. 10 AMARAL, S O desafio da China. Estado de São Paulo, 23.janeiro. 18

19 Essa disposição expressou-se na esfera comercial, no empenho conjunto em desmontar contenciosos relacionados ao surto de exportações chinesas, sobretudo no setor têxtil e de brinquedos. Lançaram as autoridades competentes mão de soluções setoriais, por meio de acordos de autolimitação de exportações, de modo a evitar a aplicação, pelo Brasil, de medidas de defesa comercial que pudesse gerar inconformidade na China. Além de preservar a Parceria Estratégica, com o imperativo de evitar uma escalada das tensões comerciais prendia-se ao desejo brasileiro de preservar seus interesses comerciais de caráter ofensivo na China. O precário equilíbrio referido acima, que foi estabelecido dos últimos anos, reflete fundamentalmente uma acomodação instável e temporária entre grupos empresariais brasileiros com interesses conflitantes: de um lado, há setores industriais pouco competitivos desejosos de introduzir barreiras protecionistas contra os produtos industriais chineses e, de outro, setores interessados em expandir suas exportações para a China, caso do agronegócio e de grandes empresas multinacionais brasileiras, como a Embraer, entre outras, Dificilmente se resolverão essas tensões, enquanto não reverter a perda da competitividade da indústria brasileira face a sua concorrente chinesa, que é causada essencialmente por fatores como: sobrevalorização do câmbio, alta carga tributária, mau estado da infraestrutura de transportes, sufocantes e custosas legislações trabalhistas e ambiental. Na ausência da correção de tais problemas, é de se prever que continue a aumentar a participação de manufaturados chineses dentro mercado brasileiro e, consequentemente, o sentido de vulnerabilidade de importantes setores industriais em relação aquele pais. Caso isso ocorra, aumentarão as pressões conflitantes em torno da questão da regulamentação efetiva do Status de economia de mercado concedido à China como demonstra a decisão do Ministério do Desenvolvimento, Comercio e Indústria, tomada em 2006.Afetarão esse debate as inevitáveis pressões da China para que se proceda a esse passo em algum momento futuro, tendo em vista já ter o Governo chinês implementado as obrigações que assumiria em troca daquele gesto. Caso o Governo brasileiro adie indefinidamente a aplicação efetiva daquela clausula, entretanto, correra o risco de atrair retaliações da parte da China, sem falar na perda da credibilidade, dando margem a 19

20 interpretação por parte do Governo e empresariado chinês de que o Brasil não seria um ator confiável. Além de propor novos projetos de cooperação setoriais capazes de redinamizar a cooperação cientifica e tecnológica bilateral, conviria definir o que o Brasil espera do seu relacionamento econômico-comercial com a China. Para tanto, cumpre elaborar estratégias de longo prazo, da qual participariam Governo e empresariado nacionais, para a articulação de metas claras e objetivas a atuação conjunta na China. O Brasil já tem quase assegurado o papel de fornecedor cada vez mais expressivo de matériasprimas minerais e agroindustriais a China, o setor indubitavelmente mais competitivo da economia nacional em anos recentes, responsável por parcela substancial das exportações brasileiras. O inexorável aumento da demanda chinesa por commodities nos próximos anos e as crescentes limitações que enfrentará aquele país para suprir internamente desses produtos asseguram para Brasil e China a oportunidade histórica para estabelecer uma parceria efetivamente estratégica nesse campo. O Brasil, sobretudo se auxiliado por investimentos chineses, disporia de condições privilegiadas para aumentar cada vez mais sua produção de matérias-primas e alimentos, dirigindo parte substancial delas ao mercado chinês. Neste sentido, é necessário aposentar a crença de que o surgimento de uma parceria nesse sentido subordinaria o Brasil a uma relação neocolonial com a China. A transformação do Brasil numa potência exportadora agrícola resulta de longo a laborioso processo de agregação de valor e qualidade, resultado de intensos investimentos tecnológicos, e não apenas da exploração de uma eventual vantagem comparativa. Apesar disto, há muito espaço para que o Brasil explore outras possibilidades comerciais na China. Hoje, a presença oficial brasileira na China limita-se a uma embaixada com lotação apenas mediana e um consulado de dimensões reduzidas em Xangai, perfazendo um contingente funcional inferior aos que o Brasil mantém em países muito menores, de complexidade inferior ao que os quais mantêm relacionamento já consolidado. Resta finalmente um ultimo desafio a ser vencido para melhor defesa dos interesses brasileiros na China. Trata-se da imagem projetada por nosso país para largas parcelas da sociedade chinesa. 20

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