PROPOSTA DE TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO EM AMBIENTE AQUÁTICO PARA PACIENTES COM FIBROSE CÍSTICA: UM ESTUDO DE CASO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PROPOSTA DE TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO EM AMBIENTE AQUÁTICO PARA PACIENTES COM FIBROSE CÍSTICA: UM ESTUDO DE CASO"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC CURSO DE FISIOTERAPIA SARA DA SILVA DE MATOS PROPOSTA DE TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO EM AMBIENTE AQUÁTICO PARA PACIENTES COM FIBROSE CÍSTICA: UM ESTUDO DE CASO CRICIÚMA, NOVEMBRO DE 2009

2 SARA DA SILVA DE MATOS PROPOSTA DE TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO EM AMBIENTE AQUÁTICO PARA PACIENTES COM FIBROSE CÍSTICA: UM ESTUDO DE CASO Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção de grau de Bacharel em Fisioterapia pela Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC. Orientador Técnico: MSc. Cláudio Sérgio da Costa Co-orientador: MSc. Rômulo Nolasco de Brito CRICIÚMA, NOVEMBRO DE 2009

3 2

4 3 Dedico com muito carinho essa conquista aos meus pais, Nilson e Elbia, por todo amor e dedicação prestados a mim em todos os momentos da minha vida, inclusive nessa jornada. Por terem me ensinado a importância dos estudos.

5 4 AGRADECIMENTOS A Deus pela presença em minha vida, dando força para alcançar os meus objetivos e por permitir essa conquista. A minha família, por serem essenciais na minha vida. Aos meus pais, em especial, que me doam amor incondicional, o que me dá segurança e força para enfrentar qualquer dificuldade. As minhas irmãs, que são minhas melhores amigas e estão sempre do meu lado em qualquer situação. Ao meu irmãozinho, que eu amo. Aos meus avós, pela preocupação e carinho atribuídos a mim em todas as fases da minha vida. Ao meu namorado, Rossano, pelo incentivo quando escolhi a fisioterapia, pela compreensão da distância, pelo amor e amizade que foram muito importantes para que eu conseguisse enfrentar essa etapa. Te amo muito. Às minhas colegas do curso, ou melhor, amigas, que compartilharam comigo muitas histórias e fizeram com que a minha estada em Criciúma fosse mais divertida. Vou sentir muitas saudades de cada uma. Ao meu paciente, que participou e fez com que fosse possível a realização desse estudo. Ao meu orientador, Cláudio Sérgio da Costa, pela amizade e por me auxiliar na realização desse trabalho. Ao meu co-orientador, Rômulo Nolasco de Britto, que foi meu orientador por dois semestres, me deu muitas idéias e ajudou na construção desse trabalho. Aos demais mestres, que me conduziram ao conhecimento e contribuíram para a minha formação. Obrigada a todos!

6 5 Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros. Che Guevara

7 6 RESUMO A Fibrose Cística é uma doença genética de envolvimento multissistêmico que ocorre por uma alteração nas glândulas exócrinas do organismo. Apesar de multissistêmica, é a doença pulmonar a principal responsável pela morbi-mortalidade desses pacientes. A progressão da doença conduz a lesões irreversíveis do trato respiratório, alterando a mecânica e a função pulmonar, gerando incapacidades funcionais, sendo preciso interferir nesse processo para proporcionar maior sobrevida a esses pacientes. Esta pesquisa teve como objetivo verificar os efeitos do tratamento fisioterapêutico em ambiente aquático em um paciente com Fibrose Cística. Foi realizado um estudo de caso com um paciente adulto, 31 anos, estatura 1,69m, peso 64,5Kg, do sexo masculino, raça branca, com diagnóstico da doença. O estudo compreendeu 14 sessões de fisioterapia em ambiente aquático, com duração de 60 minutos, duas vezes por semana, onde foram incluídos exercícios para tronco, membros superiores e inferiores e técnicas respiratórias. Antes e após o treinamento foram realizadas avaliações para posterior comparação. Após a aplicação do protocolo obteve-se aumento satisfatório da força muscular respiratória, da capacidade de tosse, da expansibilidade tóraco-abdominal e da tolerância ao exercício, mantendo a estabilização em relação à prova de função pulmonar. Com a pesquisa percebeu-se que a fisioterapia aquática é benéfica e pode ser um importante tratamento na melhora da sobrevida dos pacientes com FC, no entanto, devem ser realizados mais estudos com uma amostra maior e em longo prazo, para então serem comprovados os efeitos desse método no sistema respiratório desses pacientes. Palavras-chave: Fibrose Cística, Reabilitação Pulmonar, Fisioterapia aquática.

8 7 ABSTRACT Cystic Fibrosis is a genetic disease of multisystemic that occurs by a change in the exocrine glands of the body. This pulmonary disease is the main responsible for morbidity and mortality of these patients, although multisystemic. Disease progression leads to irreversible damage of the respiratory tract, altering the mechanics and lung function, causing functional disability, and must interfere with this process to provide better survival for these patients. This study aimed to verify the effects of physical therapy in the aquatic environment in a patient with Cystic Fibrosis. We conducted a case study of an adult patient, 31 years, height 1.69 m, weight 64.5 kg, male, white, with diagnosis of the disease. The study included 14 sessions of aquatic therapy, lasting for 60 minutes twice a week, which included exercises for the trunk, arms and legs and breathing techniques. Before and after training assessments were made for further comparison. After applying the protocol was obtained satisfactory growth in respiratory muscle strength, the ability to cough, chest and abdominal expansion and exercise tolerance while maintaining stability in relation to pulmonary function. Through research it was noted that the aquatic therapy is beneficial and can be an important treatment on the survival of patients with Cystic Fibrosis, however, should be further studies with larger samples and longer term to be challenged, then the effects this method in the respiratory system of these patients. Keywords: Cystic Fibrosis, Pulmonary Rehabilitation, Aquatic Therapy.

9 8 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 - Representação do padrão autossômico recessivo da Fibrose Cística...22 Figura 2 - Efeitos da pressão hidrostática sobre o sistema respiratório...49 Figura 3 - Espirometria computadorizada...52 Figura 4 - Equipamentos para a aferição dos sinais vitais...53 Figura 5 - Manuovacuômetro, clipe nasal, Peak Flow, fita métrica...54 Figura 6 - Materiais utilizados para o teste de caminhada...54 Figura 7 - Piscina terapêutica...55 Figura 8 - Máquina fotográfica digital...55

10 9 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Caracterização do Paciente Tabela 2 - Pimáx e Pemáx antes e após tratamento com fisioterapia aquática Tabela 3 - Expansibilidade tóraco-abdominal antes e após o tratamento com fisioterapia aquática...65 Tabela 4 - Espirometria, pré e pós broncodilatador, antes e após tratamento com fisioterapia aquática...66 Tabela 5 - Peak flow antes e após tratamento com fisioterapia aquática...67 Tabela 6 - Teste de caminhada de 6 minutos antes e após tratamento com fisioterapia aquática...68

11 10 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ACAM Associação Brasileira de Assistência ao Mucoviscidótico AFE Aumento de Fluxo Expiratório bpm Batimentos por Minuto ºC Graus Centígrados CFTR Cystic Fibrosis Transmembrane Regulator Protein Cl - Cloro cm Centímetros cmh₂o - Centímetros de Água cpm Ciclos por Minuto CVF Capacidade Vital Forçada DA Drenagem Autogênica DNA Ácido Desoxirribonucléico DP Drenagem Postural DP Distância Percorrida DPN Diferencial de Potencial Nasal DPOC Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica DVO Distúrbio Ventilatório Obstrutivo ELTGOL Expiração Lenta com a Glote Aberta em Decúbito Lateral EPAP Pressão Positiva Expiratória Final FC Fibrose Cística FC Freqüência Cardíaca FEF 25-75% Fluxo Expiratório Forçado entre 25 e 75% FR Frrqüência Respiratória IP Insuficiência Pancreática Kg Kilo Grama L Litros L/min litros por minuto LSD Lobo Superior Direito MEq/l Miliequivalente por Litros Mg Miligrama mmhg Milímetros de Mercúrio

12 11 Na + Sódio OMS Organização Mundial de Saúde OOAF Oscilação Oral de Alta Freqüência PA Pressão arterial Pemáx Pressão Expiratória Máxima PF Peak Flow PFE Pico de Fluxo Expiratório Pimáx Pressão Inspiratória Máxima PIP Ponto de Igual Pressão SMI Sustentação Máxima Inspiratória SBPT Sociedade Brasileira de Tisiologia e Pneumologia StO 2 Saturação de Oxigênio TC Tomografia Computadorizada TC6 Teste de Caminhada de Seis Minutos TCAR Técnicas do Ciclo Ativo da Respiração TEF Técnica de Expiração Forçada TEMP Terapia Manual Passiva TIR Tripsina Imunurreativa VA Vias Aéreas VC Volume Corrente VEF 1 Volume Expiratório Forçado no Primeiro Segundo VR Volume Residual VRF Volume Residual Funcional

13 12 LISTA DE APÊNDICES Apêndice A - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Apêndice B - Autorização para a Utilização da Piscina Terapêutica Apêndice C - Avaliação Fisioterapêutica Respiratória Apêndice D - Avaliação de Fisioterapia Aquática Apêndice E - Protocolo de Tratamento Fisioterapêutico em Ambiente Aquático

14 13 LISTA DE ANEXOS Anexo A - Aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa Anexo B Validações do instrumento de pesquisa Anexo C Ficha de registro do teste de caminhada

15 14 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO REFERENCIAL TEÓRICO Fibrose Cística Genética Fisiopatologia Manifestações Clínicas Manifestações Respiratórias Manifestações em Outros Sistemas Diagnóstico Tratamento Reposição Enzimática e Suporte Nutricional Tratamento da Doença Pulmonar Fisioterapia Respiratória na Fibrose Cística Fisioterapia Aquática Os Princípios e Propriedades Físicas e Terapêuticas da Água Efeitos Fisiológicos e Terapêuticos da Imersão e do Exercício em Água 47 3 MATERIAIS E MÉTODOS Caracterização do Estudo Caracterização da Amostra e Local de Estudo Instrumentos para Coleta de Dados Procedimentos para Coleta de Dados Procedimentos para Análise APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS Caracterização do Paciente Análise e Discussão dos Dados CONCLUSÃO REFERÊNCIAS APÊNDICES ANEXOS

16 15 1 INTRODUÇÃO A fibrose cística (FC) é a doença genética de padrão hereditário autossômico recessivo, letal, mais comum em indivíduos caucasóides (DETURK e CAHALIN, 2007). Trata-se de uma doença crônica, progressiva e grave, cuja evolução não permitia até pouco tempo atrás que o indivíduo chegasse à adolescência (DALCIN et al., 2007). Ela ocorre em conseqüência de mutações no gene responsável por codificar uma proteína que regula o transporte de íons através da membrana celular denominada CFTR (Cystic Fibrosis Transmembrane Condutance Regulator) (LEMOS et al., 2004). A ausência ou deficiência da atividade da proteína resulta em diminuição da excreção de cloro das células para a luz das glândulas exócrinas, ocorrendo um déficit de líquido luminal que provoca a desidratação das secreções, ocorrendo produção de muco viscoso, o qual acarreta a obstrução dos ductos dessas glândulas, com eventual destruição dos órgãos (POSTIAUX, 2004). Há mais de mutações descritas no gene da FC, entretanto, a mais comum é a F508 (ALVES et al., 2007). Em razão da diversidade de mutações existentes a expressão clínica da doença é muito variada e envolve diversos sistemas orgânicos. Em geral, caracteriza-se por doença pulmonar obstrutiva crônica, disfunção pancreática exócrina, doença hepática, problemas na motilidade intestinal, infertilidade masculina e concentrações elevadas de eletrólitos no suor acima de 60 meq/l (DALCIN e SILVA, 2008). O diagnóstico da fibrose cística ocorre normalmente no nascimento ou na infância, porém pode ser identificada em idade mais avançada quando os sintomas começam a interferir em sua qualidade de vida (DETURK e CAHALIN, 2007). Para a realização do diagnóstico é necessária a presença de pelo menos um achado fenotípico, história familiar de mucoviscidose ou triagem neonatal positiva, acompanhada de evidência laboratorial de disfunção da CFTR, teste de suor positivo ou diferença de potencial nasal positivo, ou ainda pela identificação de duas mutações conhecidas como causa de FC nos genes CFTR (DALCIN e SILVA, 2008). Apesar das conseqüências da doença em outros órgãos, a doença pulmonar é a causa principal de óbitos na FC. As manifestações clínicas pulmonares ocorrem, normalmente, em nível dos brônquios e bronquíolos. As glândulas

17 16 mucosas, presentes nessas regiões, produzem secreções muito viscosas e pouco elásticas que ficam retidas nas vias aéreas, favorecendo a inflamação e a infecção neste local (POSTIAUX, 2004). Os patógenos mais comuns nesse processo são o Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa e membros do complexo Burkholderia cepacia. A inflamação crônica, secundária ao processo infeccioso, acarreta lesões irreversíveis nas paredes brônquicas, determinando a degradação da função pulmonar (MAGALHÃES et al., 2004; FREIRE et al., 2008). O processo inicia normalmente na infância com obstrução progressiva ao fluxo aéreo, levando a infecção e inflamação crônica, bronquiectasias, hiperinsuflação pulmonar, hipertensão pulmonar e, até mesmo, falência respiratória. Os pacientes com FC podem ser relativamente assintomáticos antes das alterações irreversíveis, da colonização por bactérias, inflamação crônica e da progressiva destruição pulmonar (GALVÃO, 2006). Os principais sinais e sintomas são infecção respiratória de repetição, processo inflamatório crônico, tosse constante, produção excessiva de escarro mucoso, espesso e purulento, presença de sibilância e roncos na ausculta pulmonar, cianose, baqueteamento digital e tórax hiperinsuflado (OLIVEIRA, 2007). O desenvolvimento e o agravamento da hiperinsuflação pulmonar alteram o formato do tórax, deixando o diafragma em desvantagem mecânica, determinando a perda na pressão inspiratória, ou seja, da força muscular. Essa fraqueza muscular respiratória pode ser agravada pela desnutrição e quadro de infecção pulmonar, e pode levar o fibrocístico à fadiga muscular e, ainda, contribui para a dispnéia e intolerância ao exercício (GALVÃO, 2006). Os portadores de FC devem ser seguidos por uma equipe multidisciplinar, constituída principalmente por médico, fisioterapeuta e nutricionista. O tratamento consiste em ingestão de enzimas pancreáticas antes das refeições e nutrição adequada. Além da utilização de mucolíticos, antiinflamatórios, broncodilatadores e, sobretudo, antibioticoterapia para a doença pulmonar. A fisioterapia respiratória é de extrema importância, pois a insuficiência respiratória é a principal causa de morte nesses pacientes. O objetivo com o tratamento é a melhora da qualidade de vida e o aumento da expectativa de vida desses indivíduos, pois a cura para essa enfermidade ainda não foi descoberta (DETURK e CAHALIN, 2007; MARQUES et al.,2008).

18 17 Quanto às intervenções fisioterapêuticas, elas facilitam a remoção de secreções purulentas e melhoram a função pulmonar. A fisioterapia atua com diversas técnicas de higiene brônquica para manter a permeabilidade das vias aéreas e prevenir a inflamação das paredes dos brônquios, diminuindo a limitação ao fluxo aéreo, melhorando a distribuição da ventilação e prevenindo as lesões das vias aéreas (ALMEIDA et al., 2008). Existem muitas modalidades com o objetivo de favorecer a limpeza pulmonar, entre elas estão às convencionais Drenagem Postural (DP), Vibração, Compressão, Vibrocompressão e Tosse e as modernas, Drenagem Autógena (DA), Técnica do Ciclo Ativo da Respiração (TCAR), Expiração Lenta com a Glote Aberta em Decúbito Lateral (ELTGOL), Pressão Expiratória Positiva na Vias Aéreas (EPAP), Flutter ou Shaker e exercício físico. Antes de qualquer técnica deve ser feita aerossolterapia para a hidratação das secreções (POSTIAUX, 2004; AZEREDO, 2002). Além disso, os músculos respiratórios devem ser treinados objetivando o aumento da força e resistência dos mesmos, melhorando mecânica e a função pulmonar, prevenindo a fadiga respiratória, reduzindo a dispnéia e melhorando a capacidade funcional do indivíduo (AZEREDO, 2002; RODRIGUES, 2003). Em relação ao treinamento desses músculos, a fisioterapia aquática é um dos recursos utilizados para esse fim em pacientes pneumopatas. A melhora da força muscular inspiratória em ambiente aquático ocorre devido à influência das propriedades físicas da água, principalmente da pressão hidrostática. Quando o indivíduo fica imerso com água na altura do processo xifóide ocorre um aumento no trabalho respiratório de 60% a 65%, o qual é resultado da resistência à expansão da caixa torácica e do aumento de sangue central esses fatores são produzidos pela pressão hidrostática (IDE et al., 2005). Além de ser uma carga para o músculo diafragma, também auxilia a fase expiratória (FAGUNDES e SILVA, 2006). Os efeitos fisiológicos da água podem ser associados aos desencadeados pela prática do exercício físico e pela aplicação de outras técnicas, tornando as respostas mais complexas (HERNANDES, 2004). Os pacientes com fibrose cística necessitam de tratamento complexo e rotineiro que requerem a adesão desses para o resto da vida. Além disso, as doenças respiratórias crônicas estão associadas com aumento da incidência e prevalência de ansiedade e depressão, bem como de outras desordens

19 18 comportamentais (FOGAÇA, 2008). Sabendo disso, a fisioterapia na água beneficia esses pacientes proporcionando a interação com um ambiente agradável, além de outros efeitos psicológicos, contribuindo com a continuidade da terapia (HERNANDES, 2004). A partir da contextualização aqui apresentada formulou-se a seguinte questão problema: Quais os efeitos da fisioterapia aquática no tratamento das doenças pulmonares na fibrose cística? Nesse sentido foram elaboradas as seguintes questões a investigar: Quais as características dos sujeitos portadores de fibrose cística quanto à doença pulmonar? Os pacientes com fibrose cística apresentam manifestações sistêmicas, as quais ocorrem por disfunção das glândulas de secreções exócrinas. A manifestação mais importante ocorre no sistema respiratório, por meio de doença pulmonar obstrutiva crônica, que é a principal causa de morte nesses pacientes. (MARQUES et al., 2008). A doença tem seu curso clínico pulmonar agravado pela inflamação crônica e infecções bacterianas nas vias aéreas, que favorecem o aprisionamento de ar e alteram a complacência do sistema respiratório, ocorrendo aumento do trabalho respiratório e redução da força dos músculos inspiratórios (ZANCHET et al. 2006). A doença pulmonar, com o tempo, leva a diminuição da tolerância ao exercício, ocorrendo um círculo vicioso de inatividade e aumento da dispnéia (CHAVES et al., 2007). Quais os efeitos terapêuticos do exercício em água no sistema respiratório durante a imersão do paciente? Os resultados decorrentes do exercício em água no sistema respiratório estão em parte relacionados ao sistema circulatório, pelo fato de haver um aumento significativo no volume de sangue nos vasos pulmonares, no entanto, os efeitos são relacionados também a pressão hidrostática da água sobre a caixa torácica. O resultado de todos esses efeitos juntos é o aumento do trabalho respiratório, auxiliando na melhora da força da musculatura respiratória (SACCHELLI e et al., 2007). Além de levar ao aumento da troca gasosa pela melhora da mecânica ventilatória, elevando a saturação de oxigênio (CAROMANO et al., 2003). Quais os resultados da fisioterapia aquática na reabilitação pulmonar em sujeitos com fibrose cística? A fisioterapia aquática promove muitos benefícios, sendo que alguns são

20 19 decorrentes da temperatura da água e outros de suas propriedades físicas. Por esse motivo, os indivíduos que realizam exercícios terapêuticos nesse ambiente têm muitas vantagens como: ganho de força e resistência muscular em caso de fraqueza, inclusive da musculatura respiratória; melhora da mecânica ventilatória; e melhora da conscientização corporal (RUOTI et al., 2007). Além disso, a cinesioterapia realizada em ambiente aquático proporciona melhora da capacidade aeróbica, reeducação respiratória, auxílio no retorno venoso, melhora na irrigação tecidual e estabilidade da pressão arterial (SACCHELLI e cols., 2007). A hidrocinesioterapia na adaptação cardiorrespiratória em pacientes com FC mostrou aumento da tolerância ao exercício, frente a esforços submáximos em um estudo realizado por Santana e Penasso (2005). Acredita-se que com todos esses benefícios os pacientes fibrocísticos apresentariam melhora de sua expectativa de vida. Em relação aos objetivos da pesquisa, tem-se como objetivo geral analisar os efeitos do tratamento fisioterapêutico em ambiente aquático em um sujeito com fibrose cística. Já como objetivos específicos, caracterizar o sujeito portador de fibrose cística em estudo quanto à doença pulmonar; apontar os efeitos fisiológicos e terapêuticos da fisioterapia aquática sobre o sistema respiratório em um sujeito com Fibrose Cística; e verificar o quadro evolutivo por meio de avaliação pré e póstratamento fisioterapêutico na água em um sujeito com fibrose cística. A morbi-mortalidade dos pacientes com FC deve-se a infecções pulmonares e suas complicações em 90% dos casos (ALVES et al., 2007). Portanto, a fisioterapia é essencial no tratamento do paciente com Fibrose Cística. A descoberta de outras modalidades de tratamento que diminuam a intensidade dos sintomas e contribuam na terapêutica da doença pulmonar pode trazer grandes benefícios à saúde do paciente, principalmente quanto ao aumento e qualidade de sobrevida. A fisioterapia em ambiente aquático poderia ser um método de escolha para esse fim. No entanto, foi visto uma carência de estudos sobre o tratamento fisioterapêutico nesse ambiente, o qual pode proporcionar o treinamento da musculatura respiratória, melhora da capacidade funcional do indivíduo, além de auxiliar na remoção de secreções. Sendo assim, é uma modalidade de tratamento

21 20 que deve ser investigada e comprovada cientificamente em seus benefícios para melhora da sobrevida e qualidade de vida desses pacientes. Estudos apontam que na Europa e EUA a incidência da doença varia entre 1:2.000 e 1:8.000 nascidos vivos. Já no Brasil, a incidência da FC ainda é desconhecida. Existem estimativas de que 10% do total anual de afetados são diagnosticados, dando a impressão errônea de que no Brasil a incidência é baixa (ANTUNES, 2008; OLIVEIRA, 2007; DALLALANA, 1997). Uma das maiores barreiras existentes para o diagnóstico da FC no Brasil é o fato de a doença ser pouco conhecida, até mesmo pelos profissionais da área da saúde (LUDWIG NETO, 2008). Com base nisso, observa-se a necessidade de novos estudos e divulgação sobre a doença entre os profissionais da área da saúde, para que o diagnóstico precoce seja feito e o tratamento adequado realizado o mais cedo possível, adiando a progressão da doença. A melhora da qualidade de vida e, conseqüentemente, maior sobrevida dos pacientes com FC está ligada principalmente aos avanços terapêuticos. É de extrema importância a aderência dos pacientes ao tratamento para que essas intervenções sejam eficazes, proporcionando menor acometimento por patologias de origem infecciosa, melhora da função cardiopulmonar e, por conseguinte, redução do número de internações (FOGAÇA, 2008). Acredita-se que os indivíduos com Fibrose Cística serão beneficiados com o estudo por ser uma nova alternativa de tratamento fisioterapêutico, o qual pode propiciar uma acentuada melhora na função pulmonar. No ambiente aquático os benefícios do exercício e das técnicas da fisioterapia respiratória estarão associados aos benefícios fisiológicos da água sobre o corpo imerso, além de ser um ambiente agradável que contribui para a maior aderência dos pacientes ao tratamento.

22 21 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Fibrose Cística A Fibrose Cística (FC) foi descrita por Andersen em 1938 como fibrose cística do pâncreas e tinha até menos de 70 anos atrás um prognóstico quase que uniformemente fatal no primeiro ano de vida (DALCIN e SILVA, 2008). A FC é doença hereditária mais comum entre os caucasóides se comparada às doenças genéticas que levam a óbito ainda na infância. (ALVES et al., 2007; DALLALANA, 1997). Sua incidência na raça branca é de aproximadamente 1:2.000 nascidos vivos, enquanto que na raça negra é mais rara, ocorrendo em 1: nascimentos e em asiáticos ainda mais rara, 1: nascimentos. A doença incide em ambos os sexos igualmente (ANTUNES, 2008; ROSOV, 1999). Na região sul a incidência da FC é mais próxima da população caucasiana européia, enquanto em outras regiões diminui para aproximadamente 1: nascidos vivos, isso ocorre pela falta de estudos epidemiológicos ou de triagem neonatal nessas regiões (OLIVEIRA, 2007; ROZOV, 1999). Outro dado interessante é que o número de sujeitos com a doença vem aumentando. Nos Estados Unidos há 30 anos casos eram registrados, até 1991 já havia registros de fibrocísticos e em 2004 os números já aumentaram para Estima-se que 91% dos fibrocísticos nascidos vivos estejam diagnosticados (ANTUNES, 2008). Conforme estudo realizado com dados de 59 pacientes de Minas Gerais, a idade média ao diagnóstico era de 3,6 anos. Avanços vêm ocorrendo desde aproximadamente duas décadas atrás, principalmente no diagnóstico em idade precoce e a realização de tratamento adequado, o que possibilitou o aumento e qualidade de sobrevida (RASKIN e FAUCZ, 2001). Até pouco tempo atrás poucos sujeitos com FC chegavam à vida adulta, hoje a sobrevida desses aumentou, entretanto, ainda é baixa. Registros norteamericanos apontam que atualmente a idade média de sobrevida é 36,5 anos, e que 43% das pessoas com fibrose cística têm mais de 18 anos (DALCIN e SILVA, 2008).

23 22 Estudos estimam que pacientes nascidos depois de 2000 tenham a possibilidade de sobrevivência em mais de 50 anos (BUZZETTI et al., 2009) Genética A Fibrose Cística é uma doença genética, hereditária e de padrão autossômico recessivo (TARANTINO, 1999). Deste modo, para que a criança nasça com a patologia é preciso que ambos os pais tenham o gene para a Fibrose Cística (FC), existindo a probabilidade de nascer um filho com a doença (25%), ou saudável (25%) ou portador assintomático do gene da FC (50%), para cada gestação (RIBEIRO et al., 2002). Figura 1: Representação do padrão autossômico recessivo da Fibrose Cística. Fonte: gentica12aesob.blogspot.com/ O gene conhecido como CFTR (Cystic Fibrosis Transmembrane Regulator) é responsável pela Fibrose Cística quando está mutado (RASKIN e FAUCZ, 2001). Esse gene está localizado no braço longo do cromossomo 7, lócus 31q, exon 10, tendo sido identificado com base na análise seqüencial de DNA no ano de Existem mais de mutações descritas no gene da FC, as quais levam à alteração na codificação de uma proteína de aminoácidos, denominada CFTR, que é responsável por regular e participar do transporte de íons através das membranas celulares. O resultado é a ausência ou mau funcionamento

24 23 dessa proteína, levando a um transporte anormal de íons e eletrólitos (GALVÃO, 2006). A proteína CFTR pode ter sua função prejudicada, com maior intensidade ou menor, por diversas formas: por não ser sintetizada; por ocorrer um defeito no processamento da proteína; por uma desordem na regulação da proteína; por redução na atividade de condutância de íons através do canal de cloro; por redução do número de proteínas transcritas; ou por um defeito na estabilidade da proteína na superfície celular (ROVEDDER, 2006). Devido a esse grande número de mutações no gene da FC, existe uma enorme variabilidade clínica da doença (ROSOV, 1999). Dentre as mutações, a mais comum é a F508, que ocorre pela deleção de três pares de base, acarretando a perda de um aminoácido fenilalanina na posição 508 da proteína. Esta mutação, F508, é identificada em 60-70% dos pacientes, e é correlacionada com o pior prognóstico, insuficiência pancreática exócrina e a maior gravidade da doença pulmonar (DALCIN e SILVA, 2008). Pacientes que são homozigotos para a mutação F508 ( F508 + F508) desenvolvem a forma mais severa da doença, já os heterozigotos ( F508 + outra mutação) apresentam sintomatologia moderada (TARANTINO, 1997) Fisiopatologia Quando há dois alelos com mutações no gene da FC ocorre ausência de atividade ou deficiência da função da CFTR, provocando redução na excreção do cloro (Cl) e, conseqüentemente, aumento da eletronegatividade intracelular. Com isso, ocorre maior fluxo de sódio (Na) para o interior das células epiteliais para preservar o equilíbrio eletroquímico, seguido de água, por ação osmótica (RIBEIRO et al., 2002). Devido a essas alterações no transporte de íons, ocorre a desidratação das secreções mucosas, tornando-as mais viscosas, o que favorece a obstrução progressiva de ductos e canalículos que é acompanhada por processo inflamatório crônico, posterior fibrose e perdas funcionais progressivas dos órgãos de secreção

25 24 exócrina (pulmões, pâncreas, fígado, intestinos e testículos) (ALVES et al., 2007; SUZAN, 2006). As conseqüências fisiológicas relacionadas ao defeito no transporte de eletrólitos vão ser variadas, dependendo da função exercida pelo epitélio afetado. Na maioria dos afetados pela FC ocorre a tríade de doença pulmonar obstrutiva crônica, insuficiência pancreática e eletrólitos elevados no suor (DALLALANA, 1997). Em relação à doença pulmonar, ela ocorre devido ao fluxo de sódio e de água para o interior da célula epitelial respiratória ser duas vezes maior que o normal, ocorrendo desidratação do meio justacelular dentro da luz dos brônquios. O resultado é a produção de secreções brônquicas excessivamente viscosas, seguida de diminuição do clearance mucociliar (devido à desidratação do muco) e tosse ineficaz, ocorrendo retenção das secreções, que obstruem as vias aéreas e favorecem a colonização por bactérias (POSTIAUX, 2004). Há grande suscetibilidade especialmente por alguns microorganismos: Staphilococus aureus, Haemophilus influenzae, Pseudomonas aeruginosa e Burkholderia cepacia (MAGALHÃES et al., 2004). O espessamento do muco é agravado pelo processo infeccioso (POSTIAUX, 2004). A infecção conduz à inflamação crônica da vias aéreas. O processo inflamatório endobrônquico leva a lesões irreversíveis, formação de bronquiectasias e declínio da função pulmonar, podendo chegar à insuficiência respiratória e morte (ANDRADE et al., 2001). Uma das hipóteses para a redução da resistência aos patógenos bacterianos é a inibição da ação das defensinas peptídeos bacterianos do trato respiratório, devido às alterações da concentração de sal na mucosa brônquica (ROVEDDER, 2006). Quanto ao envolvimento das glândulas sudoríparas, elas secretam suor normalmente, contudo, como ocorre impermeabilidade ao cloro pela membrana das células epiteliais também não acontece reabsorção de sódio, levando à eliminação de suor com alta concentração de sal, característica mais proeminente da doença. Já nos indivíduos normais, durante a transpiração insensível e incessante o sódio junto com o íon cloro são lentamente reabsorvidos nos ductos das glândulas sudoríparas, sendo eliminado suor com pouco sal (ROSOV, 1999). No nível do pâncreas há diminuição da secreção de cloro e água junto com redução da secreção de bicabornato (HCO 3 ), que é cloro-dependente,

Fibrose Cística. Triagem Neonatal

Fibrose Cística. Triagem Neonatal Fibrose Cística Triagem Neonatal Fibrose cística Doença hereditária autossômica e recessiva, mais frequente na população branca; Distúrbio funcional das glândulas exócrinas acometendo principalmente os

Leia mais

Dra Camila D B Piragine Pneumopediatria

Dra Camila D B Piragine Pneumopediatria TRIAGEM NEONATAL Fibrose Cística Dra Camila D B Piragine Pneumopediatria Fibrose Cística - Definição Mucoviscidose ou Doença do Beijo Salgado Doença genética mais comum em caucasianos Afeta sexo feminino

Leia mais

Imagem da Semana: Radiografia e Fotografia

Imagem da Semana: Radiografia e Fotografia Imagem da Semana: Radiografia e Fotografia Figura 1: Fotografia da mão esquerda do paciente Figura 2: Radiografia do tórax em PA Enunciado Paciente do sexo feminino, 8 anos, comparece ao PA do HC-UFMG

Leia mais

Bronquiectasia. Bronquiectasia. Bronquiectasia - Classificação

Bronquiectasia. Bronquiectasia. Bronquiectasia - Classificação Bronquiectasia Bronquiectasia É anatomicamente definida como uma dilatação e distorção irreversível dos bronquíolos, em decorrência da destruição dos componentes elástico e muscular de sua parede Prof.

Leia mais

Novidades e Perspectivas no Tratamento da Fibrose Cística

Novidades e Perspectivas no Tratamento da Fibrose Cística Novidades e Perspectivas no Tratamento da Fibrose Cística Dra. Fabíola Villac Adde Unidade de Pneumologia Instituto da Criança Hospital das Clínicas FMUSP APAM 23/06/12 Fibrose Cística Situação no Brasil

Leia mais

FARMACÊUTICOS DE FIBRA PRÊMIO PRIMEIROS PASSOS FARMACÊUTICOS - CRF-PR 2014 TEMA: DOENÇAS CRÔNICAS

FARMACÊUTICOS DE FIBRA PRÊMIO PRIMEIROS PASSOS FARMACÊUTICOS - CRF-PR 2014 TEMA: DOENÇAS CRÔNICAS FARMACÊUTICOS DE FIBRA PRÊMIO PRIMEIROS PASSOS FARMACÊUTICOS - CRF-PR 2014 TEMA: DOENÇAS CRÔNICAS A IMPORTÂNCIA DO FARMACÊUTICO PARA O PACIENTE COM FIBROSE CÍSTICA CURITIBA 2014 1 A IMPORTÂNCIA DO FARMACÊUTICO

Leia mais

INFERTILIDADE MASCULINA E FIBROSE CÍSTICA

INFERTILIDADE MASCULINA E FIBROSE CÍSTICA INFERTILIDADE MASCULINA E FIBROSE CÍSTICA A infertilidade pode ser definida como a inabilidade de um casal sexualmente ativo, sem a utilização de métodos contraceptivos, de estabelecer gravidez dentro

Leia mais

03/08/2014. Sistematização da assistência de enfermagem ao paciente portador de doença pulmonar obstrutiva crônica DEFINIÇÃO - DPOC

03/08/2014. Sistematização da assistência de enfermagem ao paciente portador de doença pulmonar obstrutiva crônica DEFINIÇÃO - DPOC ALGUNS TERMOS TÉCNICOS UNESC FACULDADES - ENFERMAGEM PROFª.: FLÁVIA NUNES Sistematização da assistência de enfermagem ao paciente portador de doença pulmonar obstrutiva crônica Ortopneia: É a dificuldade

Leia mais

Circulação sanguínea Intrapulmonar. V. Pulmonar leva sangue oxigenado do pulmão para o coração.

Circulação sanguínea Intrapulmonar. V. Pulmonar leva sangue oxigenado do pulmão para o coração. DOENÇAS PULMONARES Árvore Brônquica Circulação sanguínea Intrapulmonar V. Pulmonar leva sangue oxigenado do pulmão para o coração. A. Pulmonar traz sangue venoso do coração para o pulmão. Trocas Histologia

Leia mais

Pesquisador em Saúde Pública Prova Discursiva INSTRUÇÕES

Pesquisador em Saúde Pública Prova Discursiva INSTRUÇÕES Assistência Farmacêutica Pesquisador em Saúde Pública Prova Discursiva 1. Você recebeu do fiscal o seguinte material: INSTRUÇÕES a) Este Caderno de Questões contendo o enunciado das 2 (duas) questões da

Leia mais

FIBROSE QUÍSTICA (FQ) Guia para Pais e Família

FIBROSE QUÍSTICA (FQ) Guia para Pais e Família FIBROSE QUÍSTICA (FQ) Guia para Pais e Família INTRODUÇÃO O QUE É A FQ? Este folheto foi concebido de modo a proporcionar uma melhor compreensão da FQ, quer aos doentes em si, quer aos familiares mais

Leia mais

As disfunções respiratórias são situações que necessitam de intervenções rápidas e eficazes, pois a manutenção da função

As disfunções respiratórias são situações que necessitam de intervenções rápidas e eficazes, pois a manutenção da função As disfunções respiratórias são situações que necessitam de intervenções rápidas e eficazes, pois a manutenção da função respiratória é prioritária em qualquer situação de intercorrência clínica. O paciente

Leia mais

ENADE 2004 FISIOTERAPIA

ENADE 2004 FISIOTERAPIA ENADE 2004 FISIOTERAPIA QUESTÃO 38 Maurício Gomes Pereira. Epidemiologia teoria -- prática. Rio de Janeiro: Guanabra Koogan S.A., 1995, p. 31 (com adaptações). O gráfico acima demonstra os possíveis padrões

Leia mais

Insuficiência respiratória aguda. Prof. Claudia Witzel

Insuficiência respiratória aguda. Prof. Claudia Witzel Insuficiência respiratória aguda O que é!!!!! IR aguda Incapacidade do sistema respiratório de desempenhar suas duas principais funções: - Captação de oxigênio para o sangue arterial - Remoção de gás carbônico

Leia mais

Prova do Suor no. Fibrose Quistica

Prova do Suor no. Fibrose Quistica Prova do Suor no Diagnóstico Laboratorial da Fibrose Quistica Unidade de Diagnóstico Laboratorial e Referência, Departamento de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças Não Transmissíveis (DPS), INSA,

Leia mais

Doenças Respiratórias Crônicas. Caderno de Atenção Básica 25

Doenças Respiratórias Crônicas. Caderno de Atenção Básica 25 Doenças Respiratórias Crônicas Caderno de Atenção Básica 25 PREVALÊNCIA O Asma (acomete cerca de 300 milhões de indivíduos no mundo) O Rinite Alérgica (afeta cerca de 20 25% da população) O DPOC (afeta

Leia mais

MISCELÂNIA FISIOTERAPIA CARDIORRESPIRATÓRIA

MISCELÂNIA FISIOTERAPIA CARDIORRESPIRATÓRIA MISCELÂNIA FISIOTERAPIA CARDIORRESPIRATÓRIA CONTEÚDO FUNDAMENTOS DE FISIOTERAPIA MÉTODOS & TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO, TRATAMENTO & PROCEDIMENTOS EM FISIOTERAPIA PROVAS DE FUNÇÃO MUSCULAR, CINESIOLOGIA & BIOMECÂNICA

Leia mais

RESOLUÇÃO SS nº 73, 29 de julho de 2015

RESOLUÇÃO SS nº 73, 29 de julho de 2015 RESOLUÇÃO SS nº 73, 29 de julho de 2015 Institui o novo Protocolo Clínico, de Diretrizes Terapêuticas e de Diagnóstico Laboratorial da Fibrose Cística (FC) na Fase III do Programa Nacional de Triagem Neonatal

Leia mais

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA DPOC.

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA DPOC. DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA DPOC. Objetivos Ao final desta aula o aluno deverá: Ser capaz de definir a DPOC, e seus dois tipos: enfisema pulmonar e bronquite crônica. Reconhecer os sintomas e sinais

Leia mais

A Criança com Insuficiência Respiratória. Dr. José Luiz Cardoso

A Criança com Insuficiência Respiratória. Dr. José Luiz Cardoso Dr. José Luiz Cardoso CARACTERÍSTICAS DA CRIANÇA A CRIANÇA NÃO É UM ADULTO EM MINIATURA O nariz é responsável por 50 % da resistência das vias aéreas Obstrução nasal conduz a insuficiência respiratória

Leia mais

Anatomia e Fisiologia Humana

Anatomia e Fisiologia Humana Componentes Vias Respiratórias A) Cavidades ou Fossas Nasais; B) Boca; C) Faringe; D) Laringe; E) Traqueia; F) Brônquios; G) Bronquíolos; H) Pulmões Cavidades ou Fossas Nasais; São duas cavidades paralelas

Leia mais

TRATAMENTO FISIOTERÁPICO NA ASMA

TRATAMENTO FISIOTERÁPICO NA ASMA TRATAMENTO FISIOTERÁPICO NA ASMA Meiry Alonso Rodrigues Pereira DEFINIÇÃO Distúrbio caracterizado pelo aumento da reatividade da traquéia e dos brônquios à vários estímulos, resultando na constrição difusa

Leia mais

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes.

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pâncreas Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pancreatite aguda Pancreatite crônica Cistos pancreáticos Câncer de Pancrêas Pancreatite aguda O pâncreas é um órgão com duas funções básicas:

Leia mais

Idade, ela pesa 07/07/ 2015. Minhavida.com.br

Idade, ela pesa 07/07/ 2015. Minhavida.com.br Todo mundo quer viver muitos anos, não é mesmo? Mas você já se questionou se está somando mais pontos contra do que a favor na busca pela longevidade? Por isso mesmo, um estudo da Universidade da Califórnia,

Leia mais

Avaliação da função respiratória; fisiopatologia das doenças respiratórias

Avaliação da função respiratória; fisiopatologia das doenças respiratórias Avaliação da função respiratória; fisiopatologia das doenças respiratórias Propriedades Estáticas do Sistema A ventilação pulmonar consiste no fluxo de ar para dentro e para fora dos pulmões a cada ciclo

Leia mais

VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA I. Lígia Maria Coscrato Junqueira Silva Fisioterapeuta HBP/SP

VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA I. Lígia Maria Coscrato Junqueira Silva Fisioterapeuta HBP/SP VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA I Lígia Maria Coscrato Junqueira Silva Fisioterapeuta HBP/SP INTERFACES * Máscaras Nasais * Plugs Nasais * Máscaras Faciais * Capacete * Peça Bucal VENTILADORES E MODOS USADOS NA

Leia mais

O fígado e a deficiência de alfa-1. antitripsina (Alfa-1) 1 ALPHA-1 FOUNDATION

O fígado e a deficiência de alfa-1. antitripsina (Alfa-1) 1 ALPHA-1 FOUNDATION O fígado e a deficiência de alfa-1 antitripsina (Alfa-1) 1 ALPHA-1 FOUNDATION O que é deficiência de alfa-1 antitripsina? Alfa-1 é uma condição que pode resultar em graves doenças pulmonares em adultos

Leia mais

Perguntas e respostas sobre imunodeficiências primárias

Perguntas e respostas sobre imunodeficiências primárias Perguntas e respostas sobre imunodeficiências primárias Texto elaborado pelos Drs Pérsio Roxo Júnior e Tatiana Lawrence 1. O que é imunodeficiência? 2. Estas alterações do sistema imunológico são hereditárias?

Leia mais

ANÁLISE COMPARATIVA DA APLICABILIDADE DA FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA EM CRIANÇAS HOSPITALIZADAS COM PNEUMONIA NOSOCOMIAL

ANÁLISE COMPARATIVA DA APLICABILIDADE DA FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA EM CRIANÇAS HOSPITALIZADAS COM PNEUMONIA NOSOCOMIAL Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 23 a 26 de outubro de 2007 ANÁLISE COMPARATIVA DA APLICABILIDADE DA FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA EM CRIANÇAS HOSPITALIZADAS COM PNEUMONIA NOSOCOMIAL Gabriela

Leia mais

CPAP Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas

CPAP Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas 1 CPAP Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas Olívia Brito Cardozo Turma Glória I CAPS Curso de Especialização em Fisioterapia Respiratória com Ênfase em Traumato-Cirúrgico São Paulo 2004 2 Sumário

Leia mais

GH EM NEONATOLOGIA GH EM NEONATOLOGIA GH EM NEONATOLOGIA GH EM NEONATOLOGIA HIPOGLICEMIA NEONATAL HIPOGLICEMIA NEONATAL DOENÇA DA HIPÓFISE

GH EM NEONATOLOGIA GH EM NEONATOLOGIA GH EM NEONATOLOGIA GH EM NEONATOLOGIA HIPOGLICEMIA NEONATAL HIPOGLICEMIA NEONATAL DOENÇA DA HIPÓFISE Nice Testa Rezende HIPOGLICEMIA NEONATAL DOENÇA DA HIPÓFISE INSUFICIÊNICA ADRENAL PRIMÁRIA HIPERINSULINISMO DOENÇA METABÓLICA HIPOGLICEMIA NEONATAL HIPOPITUITARISMO OU DEFICIÊNCIA ISOLADA DE GH 1 DOENÇA

Leia mais

A pneumonia é uma doença inflamatória do pulmão que afecta os alvéolos pulmonares (sacos de ar) que são preenchidos por líquido resultante da

A pneumonia é uma doença inflamatória do pulmão que afecta os alvéolos pulmonares (sacos de ar) que são preenchidos por líquido resultante da 2 A pneumonia é uma doença inflamatória do pulmão que afecta os alvéolos pulmonares (sacos de ar) que são preenchidos por líquido resultante da inflamação, o que dificulta a realização das trocas gasosas.

Leia mais

PNEUMONIAS E BRONCOPNEUMONIAS

PNEUMONIAS E BRONCOPNEUMONIAS PNEUMONIAS E BRONCOPNEUMONIAS UNISA Universidade de Santo Amaro Faculdade de Fisioterapia Estágio Supervisionado: Fisioterapia em Pediatria Profa. Ms. Dalva M. A. Marchese Acadêmica: Andreza Viviani Suzuki

Leia mais

TÍTULO: AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PILATES NA CAPACIDADE RESPIRATÓRIA FUNCIONAL EM PACIENTES COM DPOC

TÍTULO: AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PILATES NA CAPACIDADE RESPIRATÓRIA FUNCIONAL EM PACIENTES COM DPOC TÍTULO: AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PILATES NA CAPACIDADE RESPIRATÓRIA FUNCIONAL EM PACIENTES COM DPOC CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: FISIOTERAPIA INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO

Leia mais

PROVA ESPECÍFICA Cargo 48. Na reação de hipersensibilidade imediata do tipo I, qual dos seguintes mediadores é neoformado nos tecidos?

PROVA ESPECÍFICA Cargo 48. Na reação de hipersensibilidade imediata do tipo I, qual dos seguintes mediadores é neoformado nos tecidos? 11 PROVA ESPECÍFICA Cargo 48 QUESTÃO 26 Na reação de hipersensibilidade imediata do tipo I, qual dos seguintes mediadores é neoformado nos tecidos? a) Heparina. b) Histamina. c) Fator ativador de plaquetas

Leia mais

Fibrose cística ARTIGO DE REVISÃO. Cystic fibrosis. Francisco J. C. Reis 1, Neiva Damaceno 2. Resumo. Abstract

Fibrose cística ARTIGO DE REVISÃO. Cystic fibrosis. Francisco J. C. Reis 1, Neiva Damaceno 2. Resumo. Abstract S76 Jornal de Pediatria - Vol. 74, Supl. 1, 1998 0021-7557/98/74 - Supl.1/S76 Jornal de Pediatria Copyright 1998 by Sociedade Brasileira de Pediatria ARTIGO DE REVISÃO Fibrose cística Cystic fibrosis Francisco

Leia mais

Protocolo Clínico. 2. CLASSIFICAÇÃO CID 10 Classificação segundo a CID10 da situação clínica 3. DIAGNÓSTICO

Protocolo Clínico. 2. CLASSIFICAÇÃO CID 10 Classificação segundo a CID10 da situação clínica 3. DIAGNÓSTICO Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal Subsecretaria de Atenção à Saúde Diretoria de Assistência Especializada Comissão Permanente de Protocolos de Atenção à Saúde Protocolo Clínico 1. INTRODUÇÃO

Leia mais

03/07/2012. Mônica Corso Pereira. Ação: organizando um ambulatório para acompanhamento de pacientes portadores de bronquectasias

03/07/2012. Mônica Corso Pereira. Ação: organizando um ambulatório para acompanhamento de pacientes portadores de bronquectasias Ação: organizando um ambulatório para acompanhamento de pacientes portadores de bronquectasias Mônica Corso Pereira Unicamp e PUC Campinas (SP) Ambulatório para acompanhamento de pacientes portadores de

Leia mais

XIII Reunião Clínico - Radiológica Dr. RosalinoDalazen. www.digimaxdiagnostico.com.br/

XIII Reunião Clínico - Radiológica Dr. RosalinoDalazen. www.digimaxdiagnostico.com.br/ XIII Reunião Clínico - Radiológica Dr. RosalinoDalazen www.digimaxdiagnostico.com.br/ CASO CLÍNICO NC, sexo masculino, 66 anos, realiza TC de tórax por suspeita de fibrose pulmonar. Queixa-se de falta

Leia mais

Palavras-chave: Fibrose Cística, Fisioterapia Respiratória, Avaliação pneumológica.

Palavras-chave: Fibrose Cística, Fisioterapia Respiratória, Avaliação pneumológica. CARACTERIZAÇÃO E AVALIAÇÃO FISIOTERAPEUTICA EM PACIENTES PORTADORES DE FIBROSE CÍSTICA CHARACTERIZATION AND EVALUATION PHYSIOTHERAPEUTIC IN PATIENTS BEARERS OF CYSTIC FIBROSE Jean Carlo Gonçalves*, Kellen

Leia mais

USO DA VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA NO TRATAMENTO DE PORTADORES DE DOENÇA OBSTRUTIVA CRÔNICA DURANTE O EXERCÍCIO FÍSICO

USO DA VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA NO TRATAMENTO DE PORTADORES DE DOENÇA OBSTRUTIVA CRÔNICA DURANTE O EXERCÍCIO FÍSICO USO DA VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA NO TRATAMENTO DE PORTADORES DE DOENÇA OBSTRUTIVA CRÔNICA DURANTE O EXERCÍCIO FÍSICO Autoria: Inácia Regina Barbosa Leal (FCM-CG) Rosa Suênia da Camara Melo (Orientadora)

Leia mais

Rinorréia Posterior: Diagnóstico Diferencial e Condutas Mesa Redonda

Rinorréia Posterior: Diagnóstico Diferencial e Condutas Mesa Redonda Rinorréia Posterior: Diagnóstico Diferencial e Condutas Mesa Redonda, Antônio Carlos Cedin,, Luiz Vicente Ferreira da Silva Filho e A associação entre a presença de secreção na cavidade nasal ou na parede

Leia mais

-.BORDETELOSE CANINA "TOSSE DOS CANIS"

-.BORDETELOSE CANINA TOSSE DOS CANIS -.BORDETELOSE CANINA "TOSSE DOS CANIS" A bactéria Bordetella bronchiséptica é a causa primária da traqueobronquite infecciosa canina (tosse dos canis).embora a tosse dos canis seja a manifestação clínica

Leia mais

DEGUSTAÇÃO ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO RECÉM-NASCIDO COM FIBROSE CÍSTICA INTRODUÇÃO

DEGUSTAÇÃO ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO RECÉM-NASCIDO COM FIBROSE CÍSTICA INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO RECÉM-NASCIDO COM FIBROSE CÍSTICA GEISA DOS SANTOS LUZ ELLEN DAYANE CARGNIN PIMENTEL SANDRA MARISA PELLOSO MARIA DALVA DE BARROS CARVALHO A fibrose cística (FC),

Leia mais

Tome uma injeção de informação. Diabetes

Tome uma injeção de informação. Diabetes Tome uma injeção de informação. Diabetes DIABETES O diabetes é uma doença crônica, em que o pâncreas não produz insulina em quantidade suficiente, ou o organismo não a utiliza da forma adequada. Tipos

Leia mais

IMUNODEFICIÊNCIA COMUN VARIÁVEL

IMUNODEFICIÊNCIA COMUN VARIÁVEL IMUNODEFICIÊNCIA COMUN VARIÁVEL Esta brochura é para ser usada pelos pacientes e pelas suas famílias e não deve substituir o aconselhamento de um imunologista clínico. 1 Também disponível: AGAMAGLOBULINEMIA

Leia mais

Introdução. Metabolismo dos pigmentos biliares: Hemoglobina Biliverdina Bilirrubina Indireta (BI) ou nãoconjugada

Introdução. Metabolismo dos pigmentos biliares: Hemoglobina Biliverdina Bilirrubina Indireta (BI) ou nãoconjugada Introdução Metabolismo dos pigmentos biliares: Hemoglobina Biliverdina Bilirrubina Indireta (BI) ou nãoconjugada BI + Albumina Hepatócitos Bilirrubina Direta (BD) ou conjugada Canalículos biliares Duodeno

Leia mais

GASOMETRIA ARTERIAL GASOMETRIA. Indicações 11/09/2015. Gasometria Arterial

GASOMETRIA ARTERIAL GASOMETRIA. Indicações 11/09/2015. Gasometria Arterial GASOMETRIA ARTERIAL Processo pelo qual é feita a medição das pressões parciais dos gases sangüíneos, a partir do qual é possível o cálculo do PH sangüíneo, o que reflete o equilíbrio Ácido-Básico 2 GASOMETRIA

Leia mais

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS.

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Laura S. W ard CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Nódulos da Tiróide e o Carcinoma Medular Nódulos da tiróide são um

Leia mais

47 Por que preciso de insulina?

47 Por que preciso de insulina? A U A UL LA Por que preciso de insulina? A Medicina e a Biologia conseguiram decifrar muitos dos processos químicos dos seres vivos. As descobertas que se referem ao corpo humano chamam mais a atenção

Leia mais

SISTEMA RESPIRATÓRIO. Afecções do Sistema Respiratório 08/06/2015 08/06/2015

SISTEMA RESPIRATÓRIO. Afecções do Sistema Respiratório 08/06/2015 08/06/2015 SISTEMA RESPIRATÓRIO Afecções do Sistema Respiratório 1 2 Rinite Rinite Inflamação das membranas mucosas do nariz. Sintomas: Congestão nasal; Coriza (purulenta na rinite bacteriana); Prurido e espirros.

Leia mais

Actualizado em 28-09-2009* Definição de caso, de contacto próximo e de grupos de risco para complicações

Actualizado em 28-09-2009* Definição de caso, de contacto próximo e de grupos de risco para complicações Definição de caso, de contacto próximo e de grupos de risco para complicações 1. Introdução A evolução da epidemia causada pelo vírus da gripe pandémica (H1N1) 2009 implica que as medidas sejam adaptadas

Leia mais

Pulmozyme. (alfadornase) Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A. Solução para inalação 1,0 mg/ml

Pulmozyme. (alfadornase) Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A. Solução para inalação 1,0 mg/ml Pulmozyme (alfadornase) Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A. Solução para inalação 1,0 mg/ml PULMOZYME alfadornase (rhdnase) Roche Outros produtos para o aparelho respiratório APRESENTAÇÃO Pulmozyme

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel DIABETES MELLITUS Diabetes mellitus Definição Aumento dos níveis de glicose no sangue, e diminuição da capacidade corpórea em responder à insulina e ou uma diminuição ou ausência de insulina produzida

Leia mais

Reabilitação Pulmonar. Ft. Andréa Carvalho Centro de Reabilitação Pulmonar - EPM

Reabilitação Pulmonar. Ft. Andréa Carvalho Centro de Reabilitação Pulmonar - EPM Reabilitação Pulmonar Ft. Andréa Carvalho Centro de Reabilitação Pulmonar - EPM Reabilitação Pulmonar Definição Programa multiprofissional de cuidados a pacientes com alteração respiratória crônica, que

Leia mais

Formadora: Dr.ª Maria João Marques Formandas: Anabela Magno; Andreia Sampaio; Paula Sá; Sónia Santos

Formadora: Dr.ª Maria João Marques Formandas: Anabela Magno; Andreia Sampaio; Paula Sá; Sónia Santos Formadora: Dr.ª Maria João Marques Formandas: Anabela Magno; Andreia Sampaio; Paula Sá; Sónia Santos 1 O que é? A bronquiolite é uma doença que se carateriza por uma inflamação nos bronquíolos e que, geralmente,

Leia mais

TB - TUBERCULOSE. Prof. Eduardo Vicente

TB - TUBERCULOSE. Prof. Eduardo Vicente TB - TUBERCULOSE Prof. Eduardo Vicente A História do TB A tuberculose foi chamada antigamente de "peste cinzenta", e conhecida também em português como tísica pulmonar ou "doença do peito" - é uma das

Leia mais

Circular 258/2015 São Paulo, 30 de Julho de 2015. GABINETE DO SECRETÁRIO Resolução SS - 73, de 29-7-2015

Circular 258/2015 São Paulo, 30 de Julho de 2015. GABINETE DO SECRETÁRIO Resolução SS - 73, de 29-7-2015 Circular 258/2015 São Paulo, 30 de Julho de 2015. PROVEDOR(A) ADMINISTRADOR(A) PROTOCOLO CLÍNICO, DE DIRETRIZES TERAPÊUTICAS E DE DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA FIBROSE CÍSTICA (FC) Diário Oficial do Estado

Leia mais

Plano Individual de Gestão da Saúde. Guia de Longo Prazo para Alfas com Doença Pulmonar

Plano Individual de Gestão da Saúde. Guia de Longo Prazo para Alfas com Doença Pulmonar Plano Individual de Gestão da Saúde Guia de Longo Prazo para Alfas com Doença Pulmonar Este documento é um guia que pretende ajudar a construir um plano colaborativo entre você e o seu médico. O objetivo

Leia mais

Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES

Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES 5.5.2009 Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES Introdução Diabetes Mellitus é uma doença metabólica, causada pelo aumento da quantidade de glicose sanguínea A glicose é a principal fonte de energia

Leia mais

PICO DO FLUXO EXPIRATÓRIO ANTES E APÓS UTILIZAÇÃO DA MÁSCARA DE EPAP NA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA: ESTUDO DE CASO

PICO DO FLUXO EXPIRATÓRIO ANTES E APÓS UTILIZAÇÃO DA MÁSCARA DE EPAP NA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA: ESTUDO DE CASO 68 PICO DO FLUXO EXPIRATÓRIO ANTES E APÓS UTILIZAÇÃO DA MÁSCARA DE EPAP NA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA: ESTUDO DE CASO Josiane Manzo Lamoso 1,2, Flávia Letícia dos Santos 1,2, João Paulo Manfré

Leia mais

FISIOTERAPIA FMRP/USP. Ft. Daniella Vento Prof. Paulo Roberto Barbosa Evora

FISIOTERAPIA FMRP/USP. Ft. Daniella Vento Prof. Paulo Roberto Barbosa Evora FISIOTERAPIA FMRP/USP Ft. Daniella Vento Prof. Paulo Roberto Barbosa Evora Doenças Obstrutivas Enfisema Bronquite Asma Doenças Restritivas Sarcoidose Pneumonia Mucovicidose Doenças Mistas Fibrose Cística

Leia mais

Doenças Obstrutivas DPOC. Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. Epidemiologia. DOENÇAS OBSTRUTIVAS Pode ser causada pôr alterações:

Doenças Obstrutivas DPOC. Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. Epidemiologia. DOENÇAS OBSTRUTIVAS Pode ser causada pôr alterações: DOENÇAS OBSTRUTIVAS Pode ser causada pôr alterações: A- No interior da luz brônquica: secreções, líquido, corpo estranho. Doenças Obstrutivas B- Na parede da via aérea: contração do músculo liso (asma),

Leia mais

Infecção Bacteriana Aguda do Trato Respiratório Inferior

Infecção Bacteriana Aguda do Trato Respiratório Inferior ESPECIALIZAÇÃO EM MICROBIOLOGIA APLICADA CASCAVEL - 2009 Infecção Bacteriana Aguda do Trato Respiratório Inferior Profa. Vera Lucia Dias Siqueira Bacteriologia Clínica DAC - UEM Sistema Respiratório Pneumonias

Leia mais

DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL. Profª. Thais de A. Almeida Aula 21/05/13

DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL. Profª. Thais de A. Almeida Aula 21/05/13 DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL Profª. Thais de A. Almeida Aula 21/05/13 Doença Inflamatória Intestinal Acometimento inflamatório crônico do TGI. Mulheres > homens. Pacientes jovens (± 20 anos). Doença

Leia mais

[251] 114. AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA DE RADIOGRAFIAS DO TÓRAX

[251] 114. AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA DE RADIOGRAFIAS DO TÓRAX [251] 114. AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA DE RADIOGRAFIAS DO TÓRAX a. CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS Exposição A aquisição adequada da radiografia de tórax é mais difícil que a de outras partes do corpo devido ao contraste

Leia mais

PROTOCOLO MÉDICO. Assunto: Infecção do sítio cirúrgico. Especialidade: Infectologia. Autor: Cláudio de Cerqueira Cotrim Neto e Equipe GIPEA

PROTOCOLO MÉDICO. Assunto: Infecção do sítio cirúrgico. Especialidade: Infectologia. Autor: Cláudio de Cerqueira Cotrim Neto e Equipe GIPEA PROTOCOLO MÉDICO Assunto: Infecção do sítio cirúrgico Especialidade: Infectologia Autor: Cláudio de Cerqueira Cotrim Neto e Equipe GIPEA Data de Realização: 29/04/2009 Data de Revisão: Data da Última Atualização:

Leia mais

Pós Operatório. Cirurgias Torácicas

Pós Operatório. Cirurgias Torácicas Pós Operatório Cirurgias Torácicas Tipos de Lesão Lesões Diretas fratura de costelas, coluna vertebral ou da cintura escapular, hérnia diafragmática, ruptura do esôfago, contusão ou laceração pulmonar.

Leia mais

Protocolo de tratamento de influenza - 2011

Protocolo de tratamento de influenza - 2011 Protocolo de tratamento de influenza - 2011 Depois de definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a fase pós- pandêmica, a partir de agosto de 2010, o vírus da influenza pandêmica A (H1N1) 2009 continuou

Leia mais

COLÉGIO ALEXANDER FLEMING SISTEMA RESPIRATÓRIO. Profª Fernanda Toledo

COLÉGIO ALEXANDER FLEMING SISTEMA RESPIRATÓRIO. Profª Fernanda Toledo COLÉGIO ALEXANDER FLEMING SISTEMA RESPIRATÓRIO Profª Fernanda Toledo RECORDAR Qual a função do alimento em nosso corpo? Por quê comer????? Quando nascemos, uma das primeiras atitudes do nosso organismo

Leia mais

FISIOTERAPIA QUESTÕES DISCURSIVAS

FISIOTERAPIA QUESTÕES DISCURSIVAS ENADE-2007- PADRÃO DE RESPOSTA FISIOTERAPIA QUESTÕES DISCURSIVAS QUESTÃO 37 a) O início da resposta inflamatória é determinado por uma vasoconstrição originada de um reflexo nervoso que lentamente vai

Leia mais

PRINCÍPIOS DE GENÉTICA MÉDICA

PRINCÍPIOS DE GENÉTICA MÉDICA PRINCÍPIOS DE GENÉTICA MÉDICA Conceitos Genética / Genômica Doença genética Hereditariedade Congênito DNA / Gene / Locus / Alelo Homozigoto / Heterozigoto Cromossomos Autossomos Sexuais Dominante / Recessivo

Leia mais

CÂNCER DE PULMÃO: TUMORES CARCINÓIDES

CÂNCER DE PULMÃO: TUMORES CARCINÓIDES CÂNCER DE PULMÃO: TUMORES CARCINÓIDES Escrito por: Dr. Carlos Augusto Sousa de Oliveira 01. INTRODUÇÃO Os tumores carcinóides são incluídos em um grupo maior de neoplasias, os carcinomas neuroendócrinos

Leia mais

DIAGNÓSTICO DA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC)*

DIAGNÓSTICO DA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC)* DIAGNÓSTICO DA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC)* DIAGNÓSTICO De acordo com a Sociedade Americana do Tórax (American Toraxic Society), os elementos diagnósticos para a DPOC são a história clínica,

Leia mais

SISTEMA RESPIRATÓRIO. Prof. Me. Leandro Parussolo

SISTEMA RESPIRATÓRIO. Prof. Me. Leandro Parussolo SISTEMA RESPIRATÓRIO Prof. Me. Leandro Parussolo SISTEMA RESPIRATÓRIO Permite o transporte de O2 para o sangue (a fim de ser distribuído para as células); Remoção de do CO2 (dejeto do metabolismo celular)

Leia mais

Sistema Digestivo - Função

Sistema Digestivo - Função Sistema Digestivo Fome Saciedade Sistema Digestivo - Função O organismo humano recebe os nutrientes através dos alimentos. Estes alimentos têm de ser transformados em substâncias utilizáveis, envolvendo

Leia mais

www.cpsol.com.br TEMA 003 CONHEÇA E PREVINA AS DOENÇAS DO INVERNO

www.cpsol.com.br TEMA 003 CONHEÇA E PREVINA AS DOENÇAS DO INVERNO TEMA 003 CONHEÇA E PREVINA AS DOENÇAS DO INVERNO 1/8 O inverno chegou e junto com ele maiores problemas com as doenças respiratórias entre outras Isso não ocorre por acaso já que pé nesta estação onde

Leia mais

UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE CURSO DE FISIOTERAPIA

UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE CURSO DE FISIOTERAPIA UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE CURSO DE FISIOTERAPIA BRENDA DE FIGUEIREDO PINHEIRO MARIANA BARBOSA TURIEL DO NASCIMENTO AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM PACIENTES PORTADORES

Leia mais

PERFIL PANCREÁTICO. Prof. Dr. Fernando Ananias. MONOSSACARÍDEOS Séries das aldoses

PERFIL PANCREÁTICO. Prof. Dr. Fernando Ananias. MONOSSACARÍDEOS Séries das aldoses PERFIL PANCREÁTICO Prof. Dr. Fernando Ananias MONOSSACARÍDEOS Séries das aldoses 1 DISSACARÍDEO COMPOSIÇÃO FONTE Maltose Glicose + Glicose Cereais Sacarose Glicose + Frutose Cana-de-açúcar Lactose Glicose

Leia mais

Discussão para Prova ENADE/2007

Discussão para Prova ENADE/2007 Discussão para Prova ENADE/2007 Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva Erikson Custódio Alcântara Resposta correta: letra c 1 Comentários letra a Não é apenas após uma inspiração

Leia mais

OBJETIVO DA AULA. PULMÕES sistema respiratório RESUMO. PULMÕES sistema respiratório Fluxo laminar. PULMÕES sistema respiratório

OBJETIVO DA AULA. PULMÕES sistema respiratório RESUMO. PULMÕES sistema respiratório Fluxo laminar. PULMÕES sistema respiratório PÓS-GRADUAÇÃO EM ATIVIDADE FÍSICA ADAPTADA E SAÚDE OBJETIVO DA AULA - Definir DPOC; DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC) PROF. DRD. CLÓVIS ARLINDO DE SOUSA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE SAÚDE

Leia mais

TESTE DO PEZINHO. Informações sobre as doenças pesquisadas no teste do pezinho:

TESTE DO PEZINHO. Informações sobre as doenças pesquisadas no teste do pezinho: TESTE DO PEZINHO Informações sobre as doenças pesquisadas no teste do pezinho: 1) FENILCETONÚRIA Doença causada por falta de uma substância (enzima) que transforma a fenilalanina (aminoácido) em tirosina.

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA DISCIPLINA: FISIOLOGIA HUMANA EXERCÍCIO FÍSICO PARA POPULAÇÕES ESPECIAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA DISCIPLINA: FISIOLOGIA HUMANA EXERCÍCIO FÍSICO PARA POPULAÇÕES ESPECIAIS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA DISCIPLINA: FISIOLOGIA HUMANA EXERCÍCIO FÍSICO PARA POPULAÇÕES ESPECIAIS Prof. Mestrando: Marcelo Mota São Cristóvão 2008 POPULAÇÕES ESPECIAIS

Leia mais

ASMA. Dr. Ivan Paredes

ASMA. Dr. Ivan Paredes 1 ASMA Dr. Ivan Paredes Objetivos 1.Saber o que é asma. 2.Identificar os principais sintomas e sinais 3.Saber como diagnosticar 4.Diferenciar outras doenças com manifestações semelhantes geralmente se

Leia mais

Terapia de Reposição. Tratamento Específico para a Doença Pulmonar por Alfa-1

Terapia de Reposição. Tratamento Específico para a Doença Pulmonar por Alfa-1 Terapia de Reposição Tratamento Específico para a Doença Pulmonar por Alfa-1 INTRODUÇÃO As agências reguladoras de vários países já aprovaram a utilização da proteína alfa-1 antitripsina (AAT) derivada

Leia mais

DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO SONO OBJETIVOS CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DOS DISTÚRBIOS DO SONO AASM 2006 CARLOS A A VIEGAS UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO SONO OBJETIVOS CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DOS DISTÚRBIOS DO SONO AASM 2006 CARLOS A A VIEGAS UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO SONO CARLOS A A VIEGAS UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA OBJETIVOS Classificação dos distúrbios do sono Classificação dos distúrbios respiratórios do sono Definições: ronco, ravas (rera),

Leia mais

FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II. Nutrição Enteral Profª.Enfª:Darlene Carvalho

FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II. Nutrição Enteral Profª.Enfª:Darlene Carvalho FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II Nutrição Enteral Profª.Enfª:Darlene Carvalho NUTRIÇÃO ENTERAL INDICAÇÕES: Disfagia grave por obstrução ou disfunção da orofaringe ou do esôfago, como megaesôfago chagásico,

Leia mais

USO INTRATRAQUEAL OU INTRABRONQUIAL EM AMBIENTE HOSPITALAR

USO INTRATRAQUEAL OU INTRABRONQUIAL EM AMBIENTE HOSPITALAR IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO Curosurf alfaporactanto (fração fosfolipídica de pulmão porcino) Surfactante de origem porcina. APRESENTAÇÕES Suspensão estéril disponibilizada em frasco-ampola de dose unitária.

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS DIABETES MELLITUS Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS Segundo a Organização Mundial da Saúde, existem atualmente cerca de 171 milhões de indivíduos diabéticos no mundo.

Leia mais

DIVERTÍCULO DIVERTÍCULO VERDADEIRO FALSO Composto por todas as camadas da parede intestinal Não possui uma das porções da parede intestinal DIVERTICULOSE OU DOENÇA DIVERTICULAR Termos empregados para

Leia mais

Avaliação funcional do doente respiratório crónico. Testes de Exercício.

Avaliação funcional do doente respiratório crónico. Testes de Exercício. Avaliação funcional do doente respiratório crónico. Testes de Exercício. XX Congresso Português de Pneumologia Hermínia Brites Dias Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa Avaliação funcional

Leia mais

MARIA JOSÉ SANCHES MARIN MARIA PAULA FERREIRA RICARDO MARILIA SIMON SGAMBATTI UNIDADE 6 ABORDAGEM DA CRIANÇA COM ANEMIA FALCIFORME E FIBROSE CÍSTICA

MARIA JOSÉ SANCHES MARIN MARIA PAULA FERREIRA RICARDO MARILIA SIMON SGAMBATTI UNIDADE 6 ABORDAGEM DA CRIANÇA COM ANEMIA FALCIFORME E FIBROSE CÍSTICA 1 MARIA JOSÉ SANCHES MARIN MARIA PAULA FERREIRA RICARDO MARILIA SIMON SGAMBATTI UNIDADE 6 ABORDAGEM DA CRIANÇA COM ANEMIA FALCIFORME E FIBROSE CÍSTICA São Luís 2013 3 UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO Reitor

Leia mais

Veículo: Jornal da Comunidade Data: 24 a 30/07/2010 Seção: Comunidade Vip Pág.: 4 Assunto: Diabetes

Veículo: Jornal da Comunidade Data: 24 a 30/07/2010 Seção: Comunidade Vip Pág.: 4 Assunto: Diabetes Veículo: Jornal da Comunidade Data: 24 a 30/07/2010 Seção: Comunidade Vip Pág.: 4 Assunto: Diabetes Uma vida normal com diabetes Obesidade, histórico familiar e sedentarismo são alguns dos principais fatores

Leia mais

RESPOSTA RÁPIDA 355/2014 Informações sobre Questran Light

RESPOSTA RÁPIDA 355/2014 Informações sobre Questran Light RESPOSTA RÁPIDA 355/2014 Informações sobre Questran Light SOLICITANTE Drª. Mônika Alessandra Machado Gomes Alves, Juíza de Direito do Juizado Especial de Unaí NÚMERO DO PROCESSO 0049989-72.2014 DATA 07/06/2014

Leia mais

1 ALPHA-1. O que é alfa-1? Uma história familiar... de doença pulmonar? de doença do fígado? FOUNDATION

1 ALPHA-1. O que é alfa-1? Uma história familiar... de doença pulmonar? de doença do fígado? FOUNDATION O que é alfa-1? Uma história familiar... de doença pulmonar? de doença do fígado? O que você precisa saber sobre Alfa-1 Antitripsina 1 ALPHA-1 FOUNDATION O que é alfa-1? Alfa-1 Antitripsina(Alfa-1) é uma

Leia mais

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc Insuficiência Cardíaca Conceito É a incapacidade do coração em adequar sua ejeção às necessidades metabólicas do organismo, ou fazê-la

Leia mais

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA Propedêutica no Processo de Cuidar na Saúde do Adulto Profª Daniele Domingues Zimon Profª Adriana Cecel Guedes DPOC DPOC é um estado patológico caracterizado pela limitação

Leia mais

FIBROSE CÍSTICA: estudo de caso

FIBROSE CÍSTICA: estudo de caso UNIÃO EDUCACIONAL DO NORTE UNINORTE EMANUEL DE ALBUQUERQUE CARVALHO EUGÊNIO SCHICOUSKI FIBROSE CÍSTICA: estudo de caso Rio Branco 2011 EMANUEL DE ALBUQUERQUE CARVALHO EUGÊNIO SCHICOUSKI FIBROSE CÍSTICA:

Leia mais

DIABETES E GRAVIDEZ 1. CONCEITO

DIABETES E GRAVIDEZ 1. CONCEITO DIABETES E GRAVIDEZ 1. CONCEITO Diabete é uma síndrome caracterizada por elevação crônica da glicemia de jejum e/ou das pós-prandiais, devido a defeito absoluto ou relativo da produção de insulina, ou

Leia mais