PROTOCOLO DE ROTINA EM ENFERMAGEM NA ÁREA DE SAÚDE PÚBLICA

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1 LEI Nº 288/2006 Autoriza a implantação do PROTOCOLO DE ROTINA EM ENFERMAGEM NA ÁREA DE SAÚDE PÚBLICA, através da consulta de enfermagem a ser realizada pelos servidores públicos ocupantes do cargo, emprego ou função de ENFERMEIROS, bem como ENFERMEIROS prestadores de serviços na área de saúde do município e quando necessário autoriza a prescrição de medicamentos, solicitação de exames de rotinas e complementares, nos casos em que especifica e dá outras providências. A CÂMARA MUNICIPAL DE FOZ DO JORDÃO, ESTADO DO PARANÁ, aprovou e eu, PREFEITO MUNICIPAL, sanciono a seguinte Lei: CONSIDERANDO o disposto na lei n.º 7498 de 25 de junho de 1986, principalmente em seu artigo 11, inciso I, alíneas c e i, inciso II alínea c, bem como o disposto no Decreto n.º /87, principalmente no artigo 8.º, inciso II, alínea c, que arrolam ao enfermeiro, como membro integrante da equipe de saúde, a competência para prescrição de medicamentos estabelecidos em programas de saúde e em rotina aprovada pela instituição de saúde. CONSIDERANDO o disposto nos artigos 42, 47, e 48 do Código de Ètica dos Profissionais de Enfermagem, que tratam das proibições a estes profissionais. CONSIDERANDO o disposto na Resolução COFEN n.º 195/97, que reconhece o enfermeiro como integrante de saúde a possibilidade de solicitar exames de rotina e complementares quando em exercício de suas atividades profissionais, sem prejuízo de sua responsabilidade integral pelos atos praticados. CONSIDERANDO o disposto na resolução COFEN n.º 271/2002, que regulamenta as ações do enfermeiro na consulta prescrição de medicações e requisição de exames, que tem como objetivo, conhecer/intervir, sobre os problemas/situações de saúde/doença, podendo inclusive diagnosticar e solucionar problemas de saúde detectados, integrando as ações de enfermagem ás ações multi-profissionais.

2 Art. 1º Ficam autorizados os servidores públicos municipais investidos em cargo, emprego ou função de ENFERMEIROS, bem como os demais profissionais ENFERMEIROS prestadores de serviços na área da saúde municipal, efetuar prescrição de medicamentos: I constantes do anexo I, desta lei, que define a relação de medicamentos nos programas de Saúde Pública e aprovados pelo Departamento de Saúde do. Parágrafo único. Os medicamentos de que se trata este artigo poderão ser utilizados nas vias oral, intramuscular, endovenosa, subcutânea, tópica, dentre as demais vias. Art. 2º. Ficam ainda os profissionais a que se refere o artigo anterior, no exercício das atribuições normativas definida, autorizados a: I Solicitarem exames de rotina e complementares, constantes do anexo II, desta lei, à presente instituição, em caráter eletivo ou de urgência, assegura a posterior avaliação e conduta do profissional e/ou de encaminhamento ao médico, se necessário; II Encaminhamento em caráter de urgência e emergência o cliente/paciente ao hospital de referencia no município de Candói para avaliação médicas. Art. 3.º Esta Lei não isenta nenhum profissional envolvido com o Programa de Saúde Pública de suas responsabilidades ético-legais, durante seu desempenho pessoal; Art. 4.º Ficam relatados os núcleos, campos e atribuições dos profissionais enfermeiros e auxiliar de enfermagem nos principais Programas de Saúde Pública, constantes no anexo III desta lei.

3 Art. 5.º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando as disposições em contrario. Gabinete do Prefeito Municipal de Foz do Jordão, em 10 de novembro de ANILDO ALVES DAS SILVA Prefeito Municipal

4 ANEXO I PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS POR ENFERMEIROS Medicamentos Indicações Doses Vias de Administração Paracetamol 1 ml = 200 mg T > 38 C em 1 gota por Kg de peso (máximo de 40 gotas por dose) Via oral Benzoato de Escabiose Aplicar conforme norma técnica tópico Benzila Pediculose por idade e indicação Nistatina oral Moniliase oral 1 conta-gotas Via oral Diclofenaco gts antiinflamatório 1 gts por kg de a cada 8 horas Via oral Nistatina vaginal Moniliase perineal Aplicar no períneo após troca de Local Creme fraldas com higiene prévia Sais de Doença diarréica Conforme norma técnica Via oral reidratação oral Sulfato ferroso Gotas 1 mg = 1 gota Profilático 1 mg/kg/dia a partir do 4º/6º mês, após inicio do desmame até 2 anos de idade Via oral Solução fisiológica nasal Polivitamínico gotas ou Vitaminas A + D Obstrução nasal Profilático Conforme norma técnica em peso e idade ½ conta-gotas em cada narina Local antes das mamadas Vitamina A-1500 a 2000 U/dia Vitamina D-400 U/dia Via oral Monosulfiran solução Mebendazol 100MG Permanganato de Potássio Permanganato de Potássio Permanganato de Potássio Permanganato de Potássio Posta d' gua ou oxido de zinco Escabiose Pediculose Diluir a 1/3 ou ½ e aplicar na pele, exceto no rosto e couro cabeludo (escabiose); no caso de pediculose, aplicar nas áreas comprometidas. Tópico Anti-helmíntico 5 ml /cp a cada 12H Via oral Secreção vaginal Intertrigo Infecção de pele com secreção com odor Impetingo Feridas com secreção com crosta purulenta Bálano postite Inflamação de prepúcio e glande Picado de inseto com bolha ou papula, prurido em pernas, mãos, rosto e tronco. Diluído em 1 litro de água fervida para (1/4000) Diluir 1 cp em 1 litro de água fervida Diluir 1 cp em 1 litro de água fervida 2 x ao dia Diluir 1 cp em 1 litro de água fervida 3x ao dia Passar de 2 a 3x ao dia no local Tópico Tópico Tópico Tópico Tópico Medicamentos Indicações Doses Vias de Administração

5 Captopril 25mg Antihipertensivo Interno USF 1 cp em crise hipertensiva, até avaliação médica Via oral Via sublingual Sulfato ferroso Profilático 1 drágea por dia a partir da 20º Via oral 300mg (Prénatal) Antianêmico Hemoglobina >11g/dl semana Metroclopramida êmese 1 cp 3 vezes ao dia (10mg) Via oral Via IM Fluconazol 150mg Acido fólico 5mg Metronidazol 250 mg e Metronidazol 500 mg creme ou Tinidazol 500mg e Tinidazol creme Candidíase Dose única Via oral Profiláti co Tricômoníase 1 cp. ao dia Via oral 1 cp. 3x ao dia, por 7 dias 1 aplicador diariamente por 10 dias. 4 comp. dose única. 1 aplicador diariamente por 10 dias Obs.: Tratar parceiro via oral Nistatina creme Candidíase 1 aplicador diariamente por dias Via oral Tópico Via oral Tópico Tópico ANEXO II EXAMES LABORATORIAIS SOLICITADOS PELO ENFERMEIRO NA ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE EXAMES TIG, Beta HCG Hb/Ht, Tipagem sanguínea e fator Rh, Glicemia de jejum, Urina I, VDRL, Anti-HbC, HbsAg Sorologia: HIV, rubéola e toxoplasmose IGM e IGG, Parasitológico de fezes Hemograma completo, Urina I e Parasitológico de fezes Glicemia de jejum, urina l uréia, creatinina, ácido úrico, triglicerídios, colesterol total, sódio, potássio, hemograma. Baciloscopia de linfa Baciloscopia de escarro, cultura de escarro. PROGRAMAS SISPRENATAL SISVAN, DO LEITE. HIPERDIA PSF HANSENIASE TUBERCULOSE. PROGRAMA

6 ANEXO III NÚCLEO, CAMPO E ATRIBUIÇÕES DOS PROFISSIONAIS ENFERMEIRO E AUXILIARES DE ENFERMAGEM 1 NÚCLEO E CAMPO DO ENFERMEIRO Entendendo núcleo como uma aglutinação de conhecimentos, que demarcaria a identidade de uma área de saber e de prática profissional (CAMPOS, 2000), e campo como um espaço de limites imprecisos onde cada disciplina e profissão, buscaria em outras, apoio para cumprir suas tarefas (CAMPOS, 2000), esta comissão define de maneira resumida o campo e núcleo do Enfermeiro. NÚCLEO E CAMPO DO ENFERMEIRO NÚCLEO CAMPO 1. Gerenciar, supervisionar, organizar e 1. Participar de ações de Educação em avaliar os serviços de Enfermagem. saúde realizando grupos educativos. 2. Planejar, organizar, coordenar, executar e avaliar a assistência de Enfer- vigilância à saúde. 2. Participar das atividades em magem. 3. Proporcionar educação continuada e em serviço à equipe de Enfermagem nas tarefas relativas à assistência de Enfermagem. 4. Realizar a SAE valorizando a consulta de Enfermagem ao longo do ciclo vital. 5. Realizar os Cuidados de Enfermagem de maior complexidade técnica, que exigem conhecimento científico ade-quado e capacidade de tomar decisões imediatas. 3. Participar do núcleo de saúde coletiva. 4. Integrar a equipe de acolhimento, recebendo, executando, resolvendo e realizando o encaminhamento necessário. 5. Apoiar a equipe de saúde. 6. Participar da discussão e elaboração de projetos terapêuticos. 7. Participar do processo de cadastramento e descrição de clientela. 8. Executar procedimentos básicos de enfermagem. 9. Participar de atendimentos programáticos prestando assistência integral à saúde individual e coletiva ao longo do ciclo vital. NÚCLEO E CAMPO DO ENFERMEIRO NÚCLEO CAMPO Rua Padre Emílio Barbieri, 339 CEP Foz do Jordão PR

7 10. Participar e estimular o controle social. 11. Promover a intersetorialidade. 12. Produzir conhecimentos técnicos através da realização de pesquisas e estudos da ação profissional e utilizá-los como subsídios nas intervenções em saúde. 13. Prescrever medicamentos e solicitar exames laboratoriais previstos em protocolos de saúde pública e estabelecidos pela instituição. (em anexo) 2 ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO NO PSF O atendimento a demanda e realizado dentro da Unidade de Saúde da Família (USF) na forma de triagem, na forma de triagem, procedimento médicos, de enfermagem. Alem de atender expectativas básicas da comunidade, abre caminho para a realização de busca ativa e educação continuada em saúde na forma individualizada ou coletiva, no caso a sala de espera. O acesso facilitado a população, auxilia na forma de identificar o problema e sua resolutividade. Na visita domiciliar permite uma serie de condições que nos são invisíveis na USF, ao avaliarmos o onde o individuo em seu meio, temos a real visão de sua problemática. A visita deve ser norteada por um objetivo de marcadores, devendo ficar claro a família o motivo desta. Na Atenção Primaria a Equipe de Saúde da Família deve ser direcionada holisticamente para o individuo e o meio de forma ampla ao ciclo vital. O PSF objetiva-se nesta Atenção, trabalhando com estratégias definidas junto à comunidade, abrindo aérea nova para o profissional enfermeiro na consulta de enfermagem com orientações individualizadas em fases importantes na vida do ser humano que permitirão maior co,preensão do Sistema de Atenção Primaria. A consulta de enfermagem possui embasamento teórico-cientifico estruturado no processo e diagnostico segundo NANDA, objetivando ao cliente melhor qualidade de seus serviços, sendo baseada no processo de WANDA HORTA e nas Teorias de Enfermagem que desta forma visam modificar estabelecendo métodos científicos para a avaliação do enfermeiro, utilizando-se holisticamente como instrumento de trabalho, podendo obter maiores dados do individuo, orienta-lo e avaliar o resultado dentro do processo de enfermagem. Orem já relatava que a Enfermagem ajuda o individuo a preencher os requisitos universais e para autotratamento de qualquer modificação de saúde. Portanto o processo de enfermagem objetivos individualizados e direcionados para a coletividade, constituindo uma abordagem de identificação e resolução de problemas para atender os cuidados de saúde e as necessidades de assistência de enfermagem a esta demanda.

8 ATRIBUIÇÃO AÇÂO - Atuar junto à equipe de referência. - Participando da organização do processo de trabalho. - Planejar, gerenciar, coordenar, executar e avaliar a USF. - Realizando o acolhimento. - Participar e promover ações de Educação continuada. ração de projetos terapêuticos, - Participando da discussão e elabo- individuais e coletivos. - Desenvolvendo a SAE ao longo do ciclo vital. - Realizar atividades de educação em saúde. - Atuar no núcleo de saúde coletiva. - Participando da adequação do projeto dentro da realidade do território. - Executar assistência básica e ações de vigilância e epidemiologia e sanitária. - Organizar e coordenar a criação de grupos de patologias especificas. - Supervisionar e coordenar ações para capacitar ACS e de auxiliares de enfermagem, com vistas ao desempenho de suas funções. - Buscando promover espaços coletivos de troca para trabalhar campo / núcleo, vínculo, responsabilização e ampliação de clínica. - Promovendo e buscando a realização de treinamento em serviço. - Realizando e/ou participando de grupos educativos. - Realizar consulta de enfermagem. - Realizando orientações individuais e coletivas. - Executar as ações de assistência integral em toda a fase do ciclo vital. - Realizar atividades correspondentes às áreas prioritária de intervenção na atenção básica (NOAS 2001). - Participando, desenvolvendo e executando atividades de vigilância à saúde (epidemiológica, ambiental e sanitária). - Apropriando-se e reconhecendo o território (áreas de risco, lideranças, equipamentos etc).

9 3 NÚCLEO E CAMPO DO AUXILIAR DE ENFERMAGEM Considerando que, apesar de ser facultado ao enfermeiro todas as ações de enfermagem, pela prática profissional e segundo legislação vigente, o auxiliar de enfermagem tem seu núcleo definido em atividades auxiliares de nível médio. Assim, para fins práticos, propomos: NÚCLEO CAMPO - Realizar procedimentos básicos de - Participar de ações de educação em enfermagem (verificação de sinais saúde. vitais, punção venosa periférica, curativo, administração de medicamento via oral, nasal, tópica, retal e parenteral, de inalação, oxigenoterapia, coleta de exames). - Executar e orientar ações do projeto - Participar no acolhimento. terapêutico. - Apoiar na realização de ações Educativas de promoção, prevenção e reabilitação - Realizar visitas domiciliares e convocação. na comunidade. - Efetuar controle de rede de frio. - Participar no processo de cadastro e adscrição de clientela. - Administrar imunobiológicos. - Realizar funções de apoio à equipe de saúde (recepção, procedimentos e ações educativas na comunidade). - Efetuar controle de pacientes e comunicantes em doenças transmissíveis. -Realizar visitas em domicilio conforme a necessidade de programas implantado o município. -Auxiliar profissionais de saúde de outros setores de acordo com o conhecimento técnico. - Realizar esterilização e desinfecção. - Participar de discussão e elaboração de projetos terapêuticos. - Atuar no Núcleo de Saúde Coletiva em ações de vigilância à saúde

10 4 ATRIBUIÇÕES DO AUXILIAR DE ENFERMAGEM ATRIBUIÇÔES AÇÕES OBSERVAÇÕES Realizando procedimentos básicos de enfermagem Prestar assistência de enfer-magem individual e coletiva aos usuários do serviço. Promover o vínculo com o paciente de forma a estimular a autonomia e autocuidado Participar do acolhimento e efetuar atendimento de enfermagem individual e/ou coletivo - Executar tarefas referentes a conservação e aplicação de imunobiológicos - Prestar cuidados de higiene e conforto na unidade e/ou no domicílio. - Realizando abordagem integral do usuário contextualizando-o na família e na comunidade - Utilizando-se da escuta ampliada - Observando, reconhecendo e descrevendo sinais e sintomas ao nível de sua qualificação - Executando tratamentos ou cuidados especificamente prescritos, planejados ou delegados pelo enfermeiro - Controlando rede de frio - Aplicando vacinas e orientando quanto ao tipo de imunobiológico, reações esperadas e efeitos adversos conforme manual de imunização - Participando de campanhas de vacinação. - Realizando visita domiciliar. - Executando cuidados de Enfermagem - Coletas de exames, - verificação sinais vitais, - curativos, - administração de medicamentos, - nebulização, - oxigenioterapia

11 ATRIBUIÇÕES AÇÕES OBSERVAÇÕES - Participar e integrar o núcleo de saúde coletiva. - Efetuando o controle de pacientes e comunicantes de doenças transmissíveis. - Comunicando as doenças de notificação compulsória. - Participando nas ações de educação em saúde, busca ativa de casos, realização de bloqueios, apropriando-se e conhecendo o território (características, equipamentos sociais, lideranças, recursos). Atuar na equipe de saúde e nos serviços de apoio. - Executar tarefas referentes à desinfecção e esterilização - Participando do processo de cadastramento familiar - Realizando atividades de recepção - Dispensando medicamentos prescritos - Realizando controle de estoque de materiais de enfermagem e medicamentos - Participando da discussão e elaboração de projetos terapêuticos. - Procedendo à lavagem de materiais, preparo e esterilização dos mesmos - Desinfecção de superfícies Nesta nova ótica de atendimento vê-se que as ações de saúde serão planejadas segundo as necessidades coletivas demandadas da comunidade e/ou as queixas apresentadas pelo indivíduo. No campo das ações coletivas, sedimentada nas experiências já vividas, as equipes de referência, manterão programas de puericultura (0-02 anos); atendimento integral a saúde de crônicos (Hipertenso/diabéticos); pré-natal; atenção no climatério PSF entre outros. Estes clientes serão agendados e atendidos em cronograma específico de cada grupo.

12 Qualquer cliente poderá servir-se dos procedimentos técnicos oferecidos pelo CS, mediante prescrição médica e/ ou de enfermagem, considerado demanda espontânea e referendando para seu núcleo de atenção de saúde. O indivíduo ou núcleo familiar que traz uma demanda ao PSF tem seu escuta (acolhimento) realizada por um membro da equipe de referência (enfermeiro / médico / auxiliar de enfermagem), que, mediante essa escuta, solicita e discute com os profissionais da área específica para melhor encaminhamento do paciente. Ressaltamos que não é competência do Auxiliar de Enfermagem avaliar e decidir encaminhamentos. Haverá também a demanda comunitária de problemas e agravos à saúde diagnosticados na comunidade, que demandarão ações de promoção, prevenção e reabilitação de saúde dentro da comunidade, com a integralização e intersetoriarização que dispõe o meio desta região. 5 PROTOCOLO DE AÇÕES PARA ENFERMAGEM NO PROJETO DE SAÚDE DA FAMÍLIA 5.1 ACOLHIMENTO Entendendo acolhimento como receber bem, ouvir a demanda, buscar formas de compreendê-la e solidarizar-se com ela", deve ser realizado por toda a equipe de saúde em toda relação entre profissional de saúde pessoa em cuidado. Sendo assim, o Auxiliar de Enfermagem pode, dentro de suas atribuições legais (decreto , art II inciso I da lei do exercício profissional): Utilizar uma escuta ampliada do motivo da procura ao serviço, levando em consideração o contexto em que o usuário está inserido; Observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas ao nível de sua qualificação; Comunicar ao enfermeiro ou médico quando o motivo for uma queixa, sinal ou sintoma para que, junto com a equipe responsável, o atendimento seja direcionado no sentido de responder as necessidades humanas básicas afetadas; Referenciar o paciente à equipe responsável por ele; Agendar retornos a partir de solicitação da equipe de saúde e/ou de acordo com o atendimento programático; Responder às demandas de vigilância à saúde e encaminhar queixas ou denúncias de cunho ambiental/social às instâncias pertinentes (Núcleo de Saúde Coletiva, Vigilância à Saúde distrital) e realizar as orientações de saneamento.

13 Cabe ao enfermeiro: Supervisionar o acolhimento realizado pelo auxiliar e/ou técnico de enfermagem; Receber os pacientes que procuraram o serviço com queixa, sinal ou sintoma, realizar acolhimento e, quando necessário, consulta de enfermagem, assim como proceder aos encaminhamentos necessários. 5.2 CICLO GRAVÍDICO PUERPERAL A assistência de enfermagem, nesta fase do ciclo vital, deve traduzir uma abordagem integral à gestante, com o objetivo de desenvolver ações Voltadas à detecção precoce da gestação, bem como seu acompanhamento regular e orientações gerais que se fazem necessárias para esta fase. Realizado pelo médico ou enfermeiro em consulta para investigação, com solicitação de teste de gravidez a partir de 6 semanas de amenorréia, se negativo encaminhar para avaliação medica. Se positivar iniciar com acompanhamento no pré-natal, após 12 semanas de amenorréia. (Manual de Assistência ao Pré-natal, Parto, e Puerperio, Governo do Paraná, SESA, 2004). Ao enfermeiro compete: Consulta de enfermagem na Investigação da amenorréia pré-natal de baixo e médio risco individual ou grupal, segundo cronograma e protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde (intervalo de 4 semanas entre as consultas, alternadas com consultas médicas). O pré-natal de baixo risco pode ser inteiramente realizado pelo enfermeiro, após avaliação de risco feita pelo médico ou enfermeiro obstétrico. 1. º atendimento com TIG, Beta HCG ou BCF positivo: realizando adscrição desta gestante ao programas referidos no município (sisprenatal, psf,vigilância nutricional, kit do bebe) cartão de gestante e nomograma, agendando para avaliação medica após a primeira consulta e sempre que for necessário. A consulta de enfermagem deve conter: Histórico. Identificação. Dados sócio-econômicos (condições de vida). Antecedentes familiares e pessoais (agravos à saúde). Antecedentes ginecológicos e obstétricos.

14 Informações sobre a sexualidade e dados da gestação atual (DUM, DPP, percepção dos movimentos fetais, sinais e sintomas, se a gestação foi desejada). Hábitos de vida (tabagismo, alcoolismo, drogadição, exercícios físicos). Medicamentos em uso. Ocupação habitual (esforço físico, exposição a agentes químicos, estresse). Cadastramento e manutenção dos programas específicos de ciclo vital para esta fase, (sisprenatal, PSF) e outro de acordo com a realidade da comunidade. Exame físico: Geral: Peso e estatura /estado nutricional. Verificação de sinais vitais (FC, FR, T, PA). Inspeção de pele e mucosas. Palpação da tireóide e de gânglios. Ausculta cardiopulmonar. Exame do abdome. Exame de MMII (pesquisa de edema e lesões). Específico: Inspeção de mamas (orientando para o aleitamento materno). Medidas de altura uterina. Ausculta de BCF. Identificação da situação e apresentação fetal (3º trimestre). Exame especular (inspecionar: paredes vaginais, conteúdo vaginal e colo uterino e colher citologia oncótica). Diagnósticos de enfermagem/levantamento de problemas. Prescrição de enfermagem (individual). Solicitar os exames de rotina no pré-natal no primeiro atendimento da gestante: Hb/Ht, Tipagem sanguínea e fator Rh, Glicemia de jejum, VDRL, Sorologia para HIV, rubéola e toxoplasmose IGM e IGG. Anti-HbC, HbsAg, Urina I, Parasitológico de fezes. Encaminhar ao atendimento odontológico. Rua Padre Emílio Barbieri, 339 CEP Foz do Jordão PR

15 Encaminhar ao grupo de orientações à gestante. Realizar orientações dietéticas (fracionamento, ingestão de proteínas, fibras, hipossódica, hipogordurosa). E usar antiemético já prescrito pelo médico, caso a gestante não responda a orientação dietética. Compete ao profissional médico e ou o enfermeiro, assistir a puérpera em consulta, agendando avaliação para a equipe interdisciplinar se necessário. Ao auxiliar de enfermagem compete: Ações de vigilância à saúde. Cadastramento das gestantes. Vacinação antitetânica. Convocação no caso de exames alterados que foram avaliados por profissionais de nível universitário. Controle de faltosos. Realização de visita domiciliar de acordo com o projeto terapêutico estabelecido e Sistematização Ações de Enfermagem feita pelo enfermeiro. gestante. Participar junto com a equipe de grupos de orientação à Busca ativa precoce da puérpera e do RN. Verificação da carteirinha de vacinação e se necessário encaminhar para vacinação de rotina. A prevenção e tratamento de anemia gestacional seguirão o proposto no citado manual. Seguir criteriosamente o Manual já referido para a caracterização do risco gestacional, encaminhando para atendimento especializado. Em relação ás queixas comuns à gestação (falta de ar, dores nas costas, desmaios, fraquezas, mal estar matinal, sialorreia, pirose, constipação intestinal, hemorróidas, cefaléias, edemas em membros, etc), seguir as orientações contidas no Manual de Assistência ao Pré-natal, Parto, e Puerperio, Governo do Paraná, SESA-PR, 2004, detalhar para a usuária toda a rotina a ser realizada, encaminhando para consulta medica sempre que necessário.

16 5.3 PUERPÉRIO A puérpera deverá ser encaminhada pelo agente comunitário saúde para consulta de enfermagem ou medica ou em visita domiciliar após o retorno do hospital, de acordo com a necessidade, para reforçar orientações e avaliar fatores de riscos de acordo com a situação e encaminhar para inscrever-se e acompanhamento no planejamento familiar. Na consulta de enfermagem o enfermeiro deve: Levantar dados sobre o parto. Verificar PA, temperatura, peso, loqueis, incisão cirúrgica ou episiorrafia, involução uterina, mamas. Orientar consulta medica, se necessário.levantar queixas e intercorrências, assim como dados do puerpério. Reforçar orientações para aleitamento materno como vantagens, técnicas de amamentação; (Palestra/material disponível na USF). Orientar planejamento familiar. Reforçar orientações sobre o Teste do Pezinho, calendário vacinal, higiene corporal, prevenção de câncer ginecológico, entre outras informações para a situação. 5.4 SAÚDE DA MULHER Planejamento familiar Desenvolvidas por profissionais capacitados, com o objetivo de oferecer a clientela os conhecimentos necessários para a escolha e posterior utilização do método anticoncepcional mais adequado. Estruturar, desenvolver e realizar ações educativas a população interessada. Como citado, algumas estratégias de atenção são específicas segundo o gênero. A mulher tem suas peculiaridades além do fato, de que como adulto necessita de avaliação das condições de saúde periodicamente. A enfermagem tem fundamental importância na atenção à mulher, desde a realização do acolhimento até a resolutividade (orientação, educação e saúde etc). O atendimento dessa demanda e fundamental a saúde da mulher, desenvolvendo ações individuais e coletivas voltadas ao planejamento familiar e a detecção do câncer de colo uterino e detecção precoce do câncer de mama, para isso propomos: Cabe ao enfermeiro:

17 Rua Padre Emílio Barbieri, 339 CEP Foz do Jordão PR Realizar consulta de enfermagem, orientando e realizando a coleta citopatológica e o exame de mamas, tratando infecções vaginais. Orientando quanto aos métodos de concepção e anticoncepção (planejamento familiar), indicando métodos naturais de barreira e estimulando o uso de preservativos. Atenção à mulher no climatério (incluir segmento do tratamento terapêutico, dieta e exercícios). Promover ações educativas individuais e coletivas em DST/ AIDS e aconselhamento pré e pós-teste HIV. Realizar consulta de enfermagem com adstrição da demanda em grupo ou individual. Agendamento para a avaliacão medica se necessário, distribuindo e orientando de acordo com o método prescrito. ROTINAS DE ATENDIMENTO E AGENDAMENTO DE RETORNO ANTICONCEPCIONAL ORAL 1.º ATENDIMENTO: consulta médica para a avaliação e prescrição do contraceptivo, desde que não exista nenhuma condição clinica que possa contraindicar seu uso, e com o exame de prevenção de câncer ginecológico em dia, precedida e sucedida pela consulta de enfermagem para que a paciente possa receber todo e qualquer esclarecimento que julgue necessário. 2.º ATENDIMENTO: deverá ser realizado pelo enfermeiro, no prazo máximo de 25 dias com o objetivo de verificar uso correto, efeitos colaterais e reforçar as orientações iniciais, transcrevendo e acompanhando mensalmente. RETORNOS SUBSEQUENTES: serão realizados trimestralmente, durante o primeiro ano de uso, desde que usado corretamente e verificado o aparecimento de condições clinicas que contra-indiquem a continuidade do uso. Orientações á usuária: além das praticas educativas, pré-consultas, a paciente deve ser claramente instruída em relação ao esquema de uso. ANTICONCEPCIONAL INJETÁVEL:

18 ATENDIMENTO INICIAL: Consulta médica para avaliação e prescrição, respeitando os critérios de riscos, precedida e sucedida pela consulta de enfermagem para as orientações que se fazem necessárias. ATENDIMENTOS SUBSEQUENTES: Serão realizados a cada 3 meses observando efeitos colaterais (amenorréia, spotting sangramento intermestrual, aumento de peso, diminuição do libido) e reforço para orientações necessárias. PRESERVATIVOS ATENDIMENTO INICIAL: atendimento com profissional capacitado na consulta de enfermagem para reforçar as orientações sobre a técnica de uso (Manual técnico de Assistência ao Planejamento familiar, MS., 2002). ATENDIMENTO SUBSEQUENTE: periodicidade mensal, com o fornecimento de preservativos, conforme a disponibilidade e programação da instituição. DIU 1.º ATENDIMENTO: Consulta de enfermagem para reforço nas orientações quanto aos cuidados e orientações necessárias a serem observados, e coleta de citologia oncótica (Papanicolau) se necessário. Agendar consulta medica para avaliação e prescrição. 2.º ATENDIMENTO: Deve ser realizado pelo médico, realizar anamnese e exame ginecológico completo para detectar as contra-indicações. Se necessária avaliação e tratamento do exame de citologia oncótica. 3.º ATENDIMENTO: inserção do DIU, realizado pelo médico e agendamento da primeira revisão a critério do mesmo. 4.º ATENDIMENTO: a primeira revisão realizada pelo médico e o agendamento dos retornos subseqüentes após 30 dias, 3 meses e posteriormente a cada 6 meses. O enfermeiro deverá realizar consulta de enfermagem em quadro clinico de queixas e encaminhara para avaliação médica, se necessário. MÉTODOS NATURAIS: 1.º ATENDIMENTO: poderá ser realizado por médico ou enfermeiro, com o objetivo de orientar preferencialmente o casal quanto aos métodos: tabela, Billings, temperatura basal; observando por 6 meses a fisiologia do aparelho reprodutor (ciclo menstrual Manual técnico de Assistência ao Planejamento Familiar, MS., 2002)

19 O objetivo maior deste atendimento em consulta de enfermagem é elucidação aos pacientes todos os métodos disponíveis, detalhados no citado Manual do Ministério da Saúde e a possibilidade de escolha pelos usuários. PREVENÇAO DE CÂNCER GINECOLÓGICO Realizado pelo médico ou enfermeiro nas técnicas de coleta de Papanicolau e auto-exame das mamas de acordo com o Manual de procedimentos técnicos e administrativos da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná. (Manual de Prevenção e controle do câncer ginecológico SESA 2005). É ideal que as usuárias tenham acesso a todas as informações relativas a realização de tais exames, bem como a importância á consulta medica para a avaliação do resultado e a periodicidade da realização do exame. Atendimento de enfermagem para coleta de C. O. Data. Identificar o paciente (nome e idade). Data da última coleta de C. O. e resultado. DUM. Início da atividade sexual, se tem vida sexual ativa. Indagar sobre os Métodos Anticoncepcionais e uso de preservativo. Orientar o auto-exame de mama e inquirir se ela o realiza e se percebeu alguma alteração. Avaliação ginecológica (ciclo, DUM, último C.O., prurido e desconforto). Realizar coleta de C. O. conforme protocolo do Manual do Programa de Prevenção e Controle do Câncer ginecológico MS Transcrever o método prescrito em avaliação medica, seguindo com acompanhamento mensal. Ao enfermeiro cabe realizar atenção integral a saúde da mulher, realizando consulta de enfermagem, visando à detecção precoce de DST, prescrevendo medicamentos previstos no protocolo de enfermagem deste município dentro da necessidade e ou agendar para avaliação médica. Atenção no Climatério

20 O climatério é um período da vida feminina caracterizado pelo esgotamento dos folículos ovarianos e tendo como resultado a queda dos níveis de estrogênio e progesterona. Resulta disto alterações sobre a pele, as mucosas, o esqueleto, o metabolismo lipoprotéico e a função emocional. A menopausa é um episódio dentro do climatério e representa a última menstruação da vida da mulher. O climatério inicia-se ao redor dos 40 anos e se estende até os 65 anos de idade (conforme Manual do Ministério da Saúde/2000). As ações de enfermagem, para este período de vida da mulher estão baseadas am três vertentes: 1. Acompanhamento clínico, que deve ser realizado através do oferecimento de consultas médicas intercaladas com consultas de enfermagem. 2. Atividades educativas para a comunidade. 3. Grupos interativos e de qualidade de vida. Para a mulher desta faixa etária será oferecida uma primeira consulta médica, a fim de identificar a situação do climatério, o rastreamento das condições de risco e a adequação terapêutica destas pacientes. Após estas consultas propomos que sejam agendadas para o grupo educativo sobre o climatério, o qual poderá contar com o enfermeiro e o auxiliar de enfermagem. Neste encontro o enfermeiro aborda as alterações presentes nesta fase da vida e esclarece dúvidas. As próximas consultas médicas serão para avaliações de exames e monitoramento. 5.5 CRIANÇA Criança de 0 a 2 anos A assistência de Enfermagem estará subdividida: Atendimento integral a criança de 0 a 2 anos. A todo RN será garantida uma primeira consulta pediátrica, onde o médico estabelecerá o risco propondo uma rotina de atendimento, de acordo com o projeto terapêutico individual ou coletivo, bem como consulta de enfermagem, onde será elaborada a SAE. O enfermeiro realizará novas consultas de Enfermagem para evoluir e adequará as prescrições para atendimento de enfermagem posterior. Para tanto propomos um modelo de Prescrição padrão de Enfermagem para crianças eutróficas de baixo risco de 0 a 6 meses, de 6 a 12 meses e de 12 a 24 meses, e também uma sugestão de primeira consulta de enfermagem. Primeira consulta de enfermagem na puericultura: Rua Padre Emílio Barbieri, 339 CEP Foz do Jordão PR

ALEITAMENTO MATERNO. I Introdução

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