Estado do Bem Estar Social ou Estado Social?

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Estado do Bem Estar Social ou Estado Social?"

Transcrição

1 Estado do Bem Estar Social ou Estado Social? Vinício C. Martinez 1 RESUMO: o objetivo do artigo é distinguir o Estado Social do Estado do Bem Estar Social (Welfare State). Para efeito didático, há algumas ordens de diferenciação que serão destacadas: 1) Fato gerador; 2) Demarcação do processo histórico; 3) Relação espaço-temporal; 4) Orientação políticoideológica; 5) Objetivos ou teleologia; 6) Base jurídica; 7) Fundamentação e natureza jurídica; 8) Efeitos institucionais comuns; 9) Do Estado Social ao Estado Democrático. O texto seguirá a seqüência dos itens indicados. PALAVRAS-CHAVE: Estado do Bem Estar Social; Estado Social; história; política. 1) Matriz histórica: O Estado Social vem sendo gestado desde as revoltas e tentativas de revolução européias dos anos e ganhou um empuxo ainda maior com a Comuna de Paris, em Depois, já no século XX, afirmou-se com a Revolução Mexicana, de 1910, e com a Revolução Russa, de Portanto, o chamado New Deal (plano econômico de restauração da economia americana, abalada com a grave crise de 29) é apenas um marco econômico posterior do Estado Social. Isto é, de meados do século XIX até os anos de 1930, o Estado Social esteve consolidando suas bases históricas e matrizes ideológicas. O Estado do Bem Estar Social (Welfare State), por seu turno, terá o Plano Marshall (1947) como ponto de referência histórica: com o fim da Segunda Guerra, a Europa precisava ser restaurada. Assim, de 1917 a 1947 são 30 anos de separação histórica e geográfica entre esses dois tipos de Estado. 1 Bacharel em Direito e em Ciências Sociais, pela UNESP. Publicou livros e inúmeros artigos, é mestre e Doutor em Educação (USP), e mestrando em Direito (Faculdade Estadual de Direito Jacarezinho-PR). É professor de Teoria Geral do Estado (graduação) e Fundamentos Sociológicos do Direito (mestrado em direito), na Fundação/UNIVEM de Marília, e membro Pesquisador do NEPI (Núcleo de Estudos, Pesquisas, Integração e de Práticas Interativas), filiado ao CNPq. 2 Lembremo-nos de que o Manifesto do Partido Comunista data desse mesmo ano o que indica, mais uma vez, as reais intenções dos movimentos sociais de cunho socialista dessa época. Sem dúvida, um fermento ideológico para a geração do Estado Social e de sua base jurídica esta base muito mais palatável ao conjunto dos trabalhadores.

2 2 2) Processo histórico de formação: Neste tópico, analisaremos apenas o processo histórico de formação do Estado Social. Portanto, não há referência à continuidade desse percurso histórico até o final da década de 1980 quando o próprio Estado Social sucumbe diante da crise produzida pela lógica econômica do neoliberalismo ou neocapitalismo. Assim, desde 1848, quando ocorreram inúmeras tentativas de sublevação de trabalhadores por toda a Europa, além da formação de inúmeras entidades de representação sindical dos trabalhadores3 e de Partidos Políticos socialistas e também comunistas é o espectro do comunismo que ronda a Europa, como dizia Marx. Em 1850 deu-se início à 2ª Revolução Industrial e à formação de uma classe de proletários, famílias numerosas que foram expulsas do campo (grande êxodo rural) e se viram obrigadas a viver nas cidades nascentes, estimulando a urbanização e acirrando a industrialização. Como dizia Marx, estes são os marcos das contradições cidade X campo e burguesia X proletariado. A Comuna de Paris será uma síntese revolucionária do ponto de vista popular, com a tentativa de fixação de uma república-popular. Na Comuna, por exemplo, os juízes perderam as garantias de inamovibilidade e vitaliciedade. Na década de 1920, como terceira fase dessa gestação, a consciência do trabalhador acerca das condições do mundo do trabalho se transformou e passou a requerer por novos direitos: uma reivindicação tão presente que se converteu em matéria constitucional. O Estado Social, portanto, tem uma fase de adaptação/gestação que dura por volta de 80 anos (com três contrações entre as décadas de ), até que o processo culmina com seu nascimento: o New Deal ( ) do Presidente Franklin D. Roosevelt teve uma legislação proposta por políticos progressistas e administradores a serviço do presidente. A inspiração veio de economistas da escola de Keynes, e pregava-se a intervenção do Estado na economia a fim de diminuir os conflitos sociais. Já o Welfare State nasceu de imediato, em caráter de urgência, com o fim da Segunda Guerra, no período entre (Plano Marshall). Pode-se dizer que o Welfare State é um produto econômico americano, o resultado de uma criação de laboratório acadêmico, enquanto o Estado Social é um exemplo claro das modificações 3 Alguns socialistas e comunistas, outros anarquistas.

3 3 sociais, históricas e jurídicas. Deve-se ainda pontuar a importância histórica e ideológica do Dia Internacional da Mulher e do Dia do Trabalho. 3) Relação espaço-temporal (aspectos geográficos): o Welfare State é formulado nos EUA, seus engenheiros e ideólogos têm uma compreensão e padrão cultural único. Já o Estado Social conheceu realidades absolutamente distintas, como: México, Alemanha e Rússia. A Revolução Mexicana tinha uma forte base rural, camponesa, indígena, sem uma ideologia política totalmente definida, era conduzida por líderes também analfabetos e sem uma devida compreensão da própria relação entre Estado e sociedade, como Emiliano Zapata. No México, o Estado Social foi desvirtuado e acabou monopolizado pelo PRI (Partido Revolucionário Institucional) por mais de 70 anos e sem que houvesse alternância partidária no controle do poder. A Revolução Russa, apesar de reunir camponeses e proletários, tinha uma base ideológica muito clara, sendo de inspiração socialista marxista e dirigida por líderes autodidatas4 e com perfil político maduro. Ainda é preciso lembrar que a base econômica da Rússia era feudal e tinha a direção do Czarismo. Na Rússia, o Estado Social acabou se transformando em Estado Socialista, mas em 1924 já se via surgir o stalinismo5. A Alemanha de 1919, recém-saída da Primeira Guerra (uma guerra profundamente capitalista), lutava pela sua reconstrução física e moral. Deve-se ressaltar aqui que se tratava de um país capitalista, nos moldes permitidos naquele momento, e que já sofrera o processo de unificação territorial e de soberania, com Bismarck. Na Alemanha, além das injunções do Estado Capitalista, o povo ainda suportaria a formação do chamado Nacional-Socialismo: a estrutura político-partidária de Hitler. 4) Cunho ideológico: o Estado Social é um Estado quase-socialista, pois afirma direitos e políticas socializantes (a maioria das conquistas da classe 4 Lênin era Bacharel em Direito, e Trotsky e Rosa Luxemburgo eram dois dentre muitos dirigentes intelectualizados.

4 4 trabalhadora), a exemplo dos próprios direitos sociais e trabalhistas. Ocorre que o Estado Social não foi capaz de romper os limites e as barreiras do capitalismo, uma vez que se desenvolveu em países de economia capitalista. De qualquer forma, no entanto, tratava-se de um processo de intensas lutas operárias e sindicais anarquistas e socialistas6 que se iniciou nos anos , em países como França, Alemanha e Inglaterra e formou a base ideológica do Estado Social. Já o Estado do Bem Estar Social é uma resposta eminentemente capitalista ao desenvolvimento e avanço do socialismo que vinha do Leste Europeu (a Revolução Russa foi apenas o primeiro passo). Portanto, o núcleo do Welfare State sempre esteve permeado por um posicionamento conservador diante das propostas socialistas testadas na prática desde o início do século XX. Trata-se da articulação Constituição-Povo que tornará as Constituições Sociais/Socialistas mais do que Constituições de papel, de acordo com a acepção pejorativa de Lassalle. Essas Constituições irão orientar legislações especializadas em direitos trabalhistas, em diversos países, a exemplo da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) no Brasil, em Por isso, cabe perguntar se isso será uma demonstração efetiva da força normativa da Constituição, como afirmava Hesse: A concretização plena da força normativa constitui meta a ser almejada pela Ciência do Direito Constitucional. Ela cumpre seu mister de forma adequada não quando procura demonstrar que as questões constitucionais são questões do poder, mas quando envida esforços para evitar que elas se convertam em questões de poder. Em outros termos, o Direito Constitucional deve explicitar as condições sob as quais as normas constitucionais podem adquirir a maior eficácia possível (...) Portanto, compete ao Direito Constitucional realçar, despertar e preservar a vontade de Constituição (...) que, indubitavelmente, constitui a maior garantia de sua força normativa (1991, p. 27)7. 5 De 1917 a 1947, a ex-união Soviética saltou do feudalismo para o domínio da energia nuclear. 6 É preciso frisar aqui que a ideologia de base é proletária e revolucionária e, ainda que as Constituições Mexicana e Alemã não cheguem a tanto, havia um forte espírito de transformação radical da sociedade. 7 Porém, na ausência de mecanismos jurídicos progressistas, haverá sempre o recurso da prática alternativa da desobediência civil (Thoreau).

5 5 A Constituição, no âmbito do Estado Social, portanto, caracteriza um contrato político legítimo, com amplo respaldo popular: como se fora o ícone do próprio Império do Direito e não só o badalado Império da Lei de origem liberal. 5) Objetivos ou teleologia: O Estado Social foi propício ao desenvolvimento do processo de redirecionamento das funções do Estado e de reapropriação do Direito pelas camadas sociais populares, bem como estimulou a transformação progressiva do Direito-coerção em Direito/Liberdade ou autonomia. Na verdade, é o primeiro exemplo efetivo da transposição do Estado e do Direito opressor, em prol dos trabalhadores e dos demais oprimidos8. Os dois Estados, portanto, têm objetivos bem diversos, pode-se dizer que a teleologia política ou finalidade de ambos é contraditória ou avessa. Essa observação ainda faz lembrar que o Estado de Bem Estar Social tem semelhanças com o Estado de Direito: 1. Os dois modelos podem ser considerados como conservadores, uma vez que o objetivo era preservar as reservas econômicas do capitalismo, especialmente o europeu. 2. São produtos universitários, acadêmicos e abstratos e, portanto, não tinham por objetivo desenvolver uma práxis social, política e econômica transformadora da sociedade e nem do Direito por exemplo, não deveriam reformular seriamente o alcance do direito à propriedade e nem diminuir substancialmente a distância entre proprietários e não-proprietários. 6) Base jurídica: O Estado Social está assentado em três documentos históricos: Constituição Mexicana, de 1917; Constituição Alemã, de 1919; Declaração dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado, advinda da Rússia revolucionária (socialista) e datada de O Estado Social, desse modo, é um Estado que já nasceu pautado por pelo menos dois documentos históricos de cunho jurídico, ou seja, teve a garantia legal de duas Constituições (Mexicana e Alemã), além de uma Declaração de direitos proletários e socialistas. Portanto, um importante avanço do Estado Social foi ter conseguido constitucionalizar direitos sociais e trabalhistas. O Estado do Bem Estar Social não conheceu 8 Na verdade, esta é uma iniciativa que advém do período pós-revolução Francesa, sob a denominação de Estado Legal, e que já era de iniciativa popular.

6 6 documentos propriamente jurídicos, mas sim um programa de recuperação econômica: o Plano Marshall. 7) Fundamentação e natureza jurídica: O Estado Social criou uma base, uma referência, um padrão jurídico a partir dessas Constituições e Declarações de Direitos na década de 1920 e que depois serviram de referência para inúmeros outros países. Uma natureza jurídica que nos permite até mesmo denominá-lo de Estado de Direito Social, tal foi sua demarcação jurídica especializada nos direitos sociais (e que, por sua vez, englobam os direitos trabalhistas). O Welfare State, por sua vez, nunca formulou claramente a intenção de orientar a construção de uma nova ordem jurídica. Por isso, ainda se pode dizer que o Estado Social constitui uma nova fase do chamado Estado Constitucional. Como se sabe, na primeira fase do Estado Constitucional estão as primeiras requisições pelos direitos individuais (da Magna Carta, em 1215, ao Bill Of Rights, de 1689); na segunda, com as revoluções Americana e Francesa, o Estado conheceu uma estrutura jurídica diferenciada (afinal, era preciso resguardar o próprio direito à revolução, além de transformar em matéria constitucional os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade9); por fim, nesta terceira fase em que destacamos o Estado Social, além desses direitos já declarados ao longo dos séculos, o Estado Constitucional teve que se pautar pelos direitos sociais e trabalhistas, mas agora como garantias irrenunciáveis do trabalhador. Por isso, o Estado Social pode ser tratado como a terceira fase do chamado Estado Constitucional. Assim, até 1930, temos a somatória do Estado de Direito clássico aos direitos sociais e trabalhistas. 8) Efeitos institucionais comuns: a) são chamados de Estado Providência, porque desenvolvem políticas públicas populares; b) implementam cotas de democracia; c) declaram o direito à dignidade da pessoa humana; d) propõem a Federação; e) incentivam a sindicalização; 9 Basta imaginar como se tornou difícil e árdua a tarefa de erigir em texto de lei constitucional, o ideal revolucionário francês presente no slogan da solidariedade. O que é solidariedade? É um atributo do Estado ou um constructo social?

7 7 f) são chamados de Estado Interventor, porque há: Forte investimento na economia. Revitalização do capitalismo. Investimento da infra-estrutura (indústria de base ou de transformação). g) São considerados civilizadores, porque: a legislação social e trabalhista deve proteger o trabalho livre. Mas, não se deve esquecer que essa é a lógica do capital: - o trabalhador livre recebe salários porque deve consumir a com isso estimular a produção, ou seja, o próprio ciclo capitalista é quem mais se beneficia do assalariamento. 9) Do Estado Social ao Estado Democrático É possível estabelecer alguma conexão histórica ou principiológica entre o Estado Social e o Estado Democrático? Sim, pois o Estado Democrático é uma modalidade de Estado de Bem Estar. A democracia e a República deveriam propiciar o maior bem-estar social possível, e suas legislações não definem outro caminho. Veremos que, nesse sentido, o não-cumprimento das promessas democráticas é um problema ou fato social e político ou, então, de natureza econômica, mas não propriamente um obstáculo de ordem e natureza jurídica não se diz facilmente que o Direito prejudica a democracia10. Pode-se dizer que o Estado Democrático é uma espécie de segunda fase do Estado Social, que adveio das principais constituições do período entre 1940 e Para a Constituição Alemã de 1949, a chamada Lei Fundamental, por exemplo, o indivíduo será um sujeito de direitos, mas também um sujeito responsável pela participação social e política. Vejamos na própria Lei Fundamental (Alemã): Para a ordem constitucional da Lei Fundamental, o homem não é nem partícula isolada, indivíduo despojado de suas limitações históricas, nem sem realidade da massa moderna. Ele é entendido, antes, como pessoa : de valor próprio indisponível, destinado ao livre desenvolvimento, mas também simultaneamente membro de comunidades (...) grupos sociais e políticos (artigo 9º e 21 da Lei Fundamental),

8 8 das sociedades políticas (artigo 28, alínea 2 da Lei Fundamental), não em último lugar, também do Estado, com isso, situado nas relações inter-humanas mais diversas, por essas relações em sua individualidade concreta essencialmente moldado, mas também chamado a coconfigurar responsavelmente convivência humana (Hesse, 1998, p. 110). Vê-se como, desde 1949, se trata de um sujeito de direitos focado na responsabilidade social e política, acentuando-se o processo de humanização constitucional que começara com o Estado Social. Daí que o Estado também deveria receber uma delimitação ou contornos políticos democráticos. Ainda de acordo com Hesse (1998), a Lei Fundamental:...determina, no artigo 28, alínea 1, que a ordem constitucional nos Estados deve corresponder aos princípios do Estado de direito republicano, democrático e social no sentido desta Lei Fundamental (p.111). Assim, visto que o Estado Social e o Estado Democrático devem ser agrupados, tratados como um conjunto orgânico, alguns de seus atributos também serão comuns ou compartilhados, como ocorre com esse princípio de humanização do Estado e do Direito. Para o Estado Social, o princípio da dignidade da pessoa humana é basilar, pois que a humanização do Estado, desde as revoltas e revoluções do início do século XX, significa respeitar os direitos dos trabalhadores e assistir os pobres. Pois bem, esse também será o primeiro princípio do Estado Democrático, que o tomará de empréstimo do Estado Social, para figurar dali em diante em todas as Constituições: na CF de 88, por exemplo, corresponde perfeitamente ao artigo 3º, III. Portanto, como princípio fundamental do Estado Social, o princípio da dignidade da pessoa humana será um importante princípio do Estado Democrático. Mas o Estado Democrático ainda terá mais dois princípios, agora genuínos e essenciais ao nascedouro da atual democracia representativa, uma vez que só foram proclamados constitucionalmente entre as décadas de 1940 e Os dois princípios são: Princípio da constitucionalização da política: trata-se de dizer, pela Constituição, o que é a política, quem a faz e como se faz. É um bom 10 Aqui se recoloca o antigo debate entre governo dos homens x governo das leis.

9 9 exemplo o artigo 28, I da Lei Fundamental e já citado por Hesse, bem como o caput do artigo 1º, e os artigos 14 e 15 da CF/88. Princípio da positivação das normas programáticas do Estado (todo o artigo 3º da CF/88, por exemplo). O princípio da positivação das normas programáticas do Estado, os objetivos, as metas ou as finalidades do Estado Democrático tudo dá na mesma constituem, portanto, um alargamento do já referido princípio da dignidade da pessoa humana (como se este estivesse contido naquele). De todo modo, esses princípios foram estruturados tendo em conta a limitação do poder do Estado e a satisfação de seus cidadãos. No aspecto político, esse conjunto de normas e de leis limitadoras do poder político constitui o cerne do governo das leis: controlar/limitar ao máximo o uso do chamado poder discricionário dos governantes e dos servidores públicos de forma geral. O maior problema, neste caso, é que, apesar de estabelecer essas imensas metas sociais e políticas do Estado brasileiro com força de mandamentos, a Constituição não trouxe de modo claro o caminho que nos conduziria a este norte. O norte, a referência ou ponto de chegada final, é a concretização fática do referido artigo 3º da CF/88, da mesma forma como a linha reta que nos levaria de onde estamos até este ponto é o que se vê no preâmbulo da Constituição. Mas, mesmo que a Lei Maior possa ser tratada como as margens de uma estrada que deveria evitar nossos desvios e acidentes involuntários, isso não pode ser encarado como sinônimo de sucesso. Com isso, também chegamos a um ponto crucial do Estado Democrático e que corresponde à passagem do princípio jurídico (dever ser) à ação política concreta: sem que a Política seja vista como efetivação do Direito, não há Estado Democrático de verdade. Ou seja, o princípio jurídico da constitucionalização da política (a responsabilidade pública pelo governo comum, a salus publica da República), por fim, deve transformar-se no princípio político do governo das leis, em oposição ao governo dos homens, pois só assim se tem um governo regido por leis gerais, populares, democráticas. No Estado Democrático, é óbvio, o governo deve estar pautado em leis democráticas do contrário, a própria democracia é apenas uma fachada. No governo das leis, percebe-se facilmente que não se produz um governo democrático que não seja por meios democráticos.

10 10 Bibliografia Básica COMPARATO, Fábio Konder. A afirmação histórica dos direitos humanos. 2ª ed. São Paulo : Saraiva, HESSE, Konrad. A força normativa da Constituição. Porto Alegre : Sergio Antonio Fabris Editor, HESSE, Konrad. Elementos de direito constitucional da República Federal da Alemanha. Porto Alegre : Sergio Antonio Fabris Editor, LASSALLE, Ferdinand. Que é uma Constituição.(2ª ed.). São Paulo : Kairós Livraria Editora LTDA, MARTINEZ, Vinício C. Garantias institucionais de controle do poder democrático. MARX, Karl. Manuscritos económico-filosóficos. Lisboa : Edições 70, THOREAU, Henry David. Desobediência Civil. Lisboa-Portugal : Edições Antígona, Em Internet: Defesa de John Brown. Lisboa-Portugal : Edições Antígona, Jus Navigandi, publicado em , em: Para o Espírito Público. Jus Vigilantibus, publicado em 23/11/2003, em: poder popular como afirmação do Estado democrático. Jus Navigandi, publicado em 11/2002, em: Democrático de Direito Social. Jus Navigandi, publicado em 16/12/2003, em: Funcional. Jus Navigandi, publicado em 23/04/2004, em: Pluralismo jurídico. Jus Vigilantibus, publicado em 3/5/2004, em: nome_categoria..estado de Direito Revolucionário.Jus Navigandi, publicado em 15/05/2204, em:

INTRODUÇÃO AO DIREITO CONSTITUCIONAL AULA 2 CONSTITUIÇÃO E CONSTITUCIONALISMO

INTRODUÇÃO AO DIREITO CONSTITUCIONAL AULA 2 CONSTITUIÇÃO E CONSTITUCIONALISMO INTRODUÇÃO AO DIREITO CONSTITUCIONAL AULA 2 CONSTITUIÇÃO E CONSTITUCIONALISMO QUESTÃO PARA DISCUSSÃO: EXPLIQUE A DEFINIÇÃO DE CONSTITUCIONALISMO POR CANOTILHO, como uma Técnica específica de limitação

Leia mais

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL THOMAS HOBBES LEVIATÃ ou MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL Thomas Hobbes é um contratualista teoria do contrato social; O homem natural / em estado de natureza para Hobbes não é

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Direito agrário: função social da propriedade; sua evolução e história Paula Baptista Oberto A Emenda Constitucional Nº. 10 de 10/11/64 foi o grande marco desta recente ciência jurídica

Leia mais

Juristas Leigos - Direito Humanos Fundamentais. Direitos Humanos Fundamentais

Juristas Leigos - Direito Humanos Fundamentais. Direitos Humanos Fundamentais Direitos Humanos Fundamentais 1 PRIMEIRAS NOÇÕES SOBRE OS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 1. Introdução Para uma introdução ao estudo do Direito ou mesmo às primeiras noções de uma Teoria Geral do Estado

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br DISCIPLINA : Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA:06/02/2012 O que é Sociologia? Estudo objetivo das relações que surgem e se reproduzem, especificamente,

Leia mais

Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho. Direitos Autorais: Faculdades Signorelli

Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho. Direitos Autorais: Faculdades Signorelli Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho Direitos Autorais: Faculdades Signorelli "O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo-nos dele. A cobiça envenenou a alma dos homens,

Leia mais

RELAÇÕES DE TRABALHO DICIONÁRIO

RELAÇÕES DE TRABALHO DICIONÁRIO RELAÇÕES DE TRABALHO Conjunto de normas e princípios que regem a relação entre aquele que detém o poder de contratar outro para desenvolver determinada atividade e aquele que mobilizado para tal executa

Leia mais

CONCEITO DIREITO CONSTITUCIONAL: é o ramo do Direito Público que estuda, sistematiza e interpreta as normas fundamentais de organização de um Estado.

CONCEITO DIREITO CONSTITUCIONAL: é o ramo do Direito Público que estuda, sistematiza e interpreta as normas fundamentais de organização de um Estado. CONCEITO DIREITO CONSTITUCIONAL: é o ramo do Direito Público que estuda, sistematiza e interpreta as normas fundamentais de organização de um Estado. CONCEITO CONSTITUIÇÃO: é a lei fundamental e suprema

Leia mais

3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola

3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola 3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola João Ferreira de Oliveira - UFG Karine Nunes de Moraes - UFG Luiz

Leia mais

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA ENSINO MÉDIO ÁREA CURRICULAR: CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS DISCIPLINA: HISTÓRIA SÉRIE 1.ª CH 68 ANO 2012 COMPETÊNCIAS:. Compreender

Leia mais

Espaço Geográfico (Tempo e Lugar)

Espaço Geográfico (Tempo e Lugar) Espaço Geográfico (Tempo e Lugar) Somos parte de uma sociedade, que (re)produz, consome e vive em uma determinada porção do planeta, que já passou por muitas transformações, trata-se de seu lugar, relacionando-se

Leia mais

Direitos Fundamentais i

Direitos Fundamentais i Direitos Fundamentais i Os direitos do homem são direitos válidos para todos os povos e em todos os tempos. Esses direitos advêm da própria natureza humana, daí seu caráter inviolável, intemporal e universal

Leia mais

uma realidade de espoliação econômica e/ou ideológica. No mesmo patamar, em outros momentos, a negação da educação disseminada a todas as classes

uma realidade de espoliação econômica e/ou ideológica. No mesmo patamar, em outros momentos, a negação da educação disseminada a todas as classes 1 Introdução A ascensão do sistema capitalista forjou uma sociedade formatada e dividida pelo critério econômico. No centro das decisões econômicas, a classe proprietária de bens e posses, capaz de satisfazer

Leia mais

Francisco José Carvalho

Francisco José Carvalho 1 Olá caro leitor, apresento a seguir algumas considerações sobre a Teoria da Função Social do Direito, ao qual considero uma teoria de direito, não apenas uma teoria nova, mas uma teoria que sempre esteve

Leia mais

AULA 04 CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES

AULA 04 CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES AULA 04 CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES 1. Introdução. Diversas são as formas e critérios de classificação uma Constituição. O domínio de tais formas e critérios mostra-se como fundamental à compreensão

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Formação do bacharel em direito Valdir Caíres Mendes Filho Introdução O objetivo deste trabalho é compreender as raízes da formação do bacharel em Direito durante o século XIX. Será

Leia mais

GRUPO DE PESQUISA EM TRABALHO, EDUCAÇÃO E HISTÓRIA - GETEH

GRUPO DE PESQUISA EM TRABALHO, EDUCAÇÃO E HISTÓRIA - GETEH GRUPO DE PESQUISA EM TRABALHO, EDUCAÇÃO E HISTÓRIA - GETEH MELO, Alessandro de (Orientador/UNICENTRO) BATISTA, Viviane Silveira (UNICENTRO) SIGNORI, Zenira Maria Malacarne (UNICENTRO) Trabalhos realizados

Leia mais

IDEOLOGIA, EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO HUMANA EM MARX, LUKÁCS E MÉSZÁROS

IDEOLOGIA, EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO HUMANA EM MARX, LUKÁCS E MÉSZÁROS IDEOLOGIA, EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO HUMANA EM MARX, LUKÁCS E MÉSZÁROS Maria Teresa Buonomo de Pinho * O objetivo deste artigo é examinar o caráter de ideologia da práxis educativa e o papel relativo que

Leia mais

Economia popular solidária: Uma perspectiva anticapitalista

Economia popular solidária: Uma perspectiva anticapitalista Economia popular solidária: Uma perspectiva anticapitalista Sérgio Kapron A Economia Popular Solidária, e todo universo ainda não muito preciso que ela envolva, tem ocupado um espaço crescente entre militantes

Leia mais

A ideologia alemã. Karl Marx e Friedrich Engels

A ideologia alemã. Karl Marx e Friedrich Engels A ideologia alemã Karl Marx e Friedrich Engels Percurso Karl Marx (1817-1883) Filho de advogado iluminista Formou-se em Direito, Filosofia e História pela Universidade de Berlim; não seguiu carreira acadêmica

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER HUMANO

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER HUMANO 1 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER RESUMO HUMANO Luísa Arnold 1 Trata-se de uma apresentação sobre a preocupação que o homem adquiriu nas últimas décadas em conciliar o desenvolvimento

Leia mais

Tarefa Net 9º ano História. 2º Bimestre

Tarefa Net 9º ano História. 2º Bimestre Tarefa Net 9º ano História 2º Bimestre 1. Há 70 anos o mundo assistiu ao começo da Guerra Civil Espanhola, cujo saldo de 600 mil mortos provocou comoção internacional, mas não evitou a instalação de uma

Leia mais

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO 1 - INTRODUÇÃO Séc. XIX consolidação da burguesia: ascensão do proletariado urbano (classe operária) avanço do liberalismo.

Leia mais

História dos Direitos Humanos

História dos Direitos Humanos História dos Direitos Humanos Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Os direitos humanos são o resultado de uma longa história, foram debatidos ao longo dos séculos por filósofos e juristas. O início

Leia mais

HISTÓRIA - 1 o ANO MÓDULO 55 O CONGRESSO DE VIENA E A SANTA ALIANÇA

HISTÓRIA - 1 o ANO MÓDULO 55 O CONGRESSO DE VIENA E A SANTA ALIANÇA HISTÓRIA - 1 o ANO MÓDULO 55 O CONGRESSO DE VIENA E A SANTA ALIANÇA Fixação 1) Em perfeita sintonia com o espírito restaurador do Congresso de Viena, a criação da Santa Aliança tinha por objetivo: a)

Leia mais

Durante. Utilize os conteúdos multimídia para ilustrar a matéria de outras formas.

Durante. Utilize os conteúdos multimídia para ilustrar a matéria de outras formas. Olá, Professor! Assim como você, a Geekie também tem a missão de ajudar os alunos a atingir todo seu potencial e a realizar seus sonhos. Para isso, oferecemos recomendações personalizadas de estudo, para

Leia mais

DIREITO DE ACESSIBILIDADE NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA

DIREITO DE ACESSIBILIDADE NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA 1 DIREITO DE ACESSIBILIDADE NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA Cezar E. Martinelli 1 RESUMO: O artigo fala sobre o Direito de Acessibilidade e sua importância, ligado aos movimentos sociais que promovem

Leia mais

MULTICULTURALISMO E UNIVERSALIDADE DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS

MULTICULTURALISMO E UNIVERSALIDADE DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS MULTICULTURALISMO E UNIVERSALIDADE DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS Amanda Juncal Prudente Mariana Tavares Pedi UENP 1. Direitos fundamentais e humanos: conceito e evolução. 2. Os direitos fundamentais no panorama

Leia mais

ASPECTOS DO DIREITO CONSTITUCIONAL SUA EVOLUÇÃO ATRAVÉS DO TEMPO

ASPECTOS DO DIREITO CONSTITUCIONAL SUA EVOLUÇÃO ATRAVÉS DO TEMPO ASPECTOS DO DIREITO CONSTITUCIONAL SUA EVOLUÇÃO ATRAVÉS DO TEMPO Woille Aguiar Barbosa 1 1. RESUMO Neste trabalho, é apresentado um panorama das diversas concepções do constitucionalismo, através de um

Leia mais

Sociologia - Resumo Romero - 2014

Sociologia - Resumo Romero - 2014 Sociologia - Resumo Romero - 2014 [imaginação Sociológica] Ao utilizar este termo Giddens refere-se a uma certa sensibilidade que deve cercar a análise sociológica. As sociedades industriais modernas só

Leia mais

SOCIOLOGIA GERAL E DA EDUCAÇÃO

SOCIOLOGIA GERAL E DA EDUCAÇÃO SOCIOLOGIA GERAL E DA EDUCAÇÃO Universidade de Franca Graduação em Pedagogia-EAD Profa.Ms.Lucimary Bernabé Pedrosa de Andrade 1 Objetivos da disciplina Fornecer elementos teórico-conceituais da Sociologia,

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda DISCIPLINA: Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA: 06/02/2012. CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br QUESTÕES DE VESTIBULAR e-mail: especifico@especifico.com.br Av. Rio Claro nº 615 Centro

Leia mais

CRITÉRIOS ESPECÍFICOS DE AVALIAÇÃO

CRITÉRIOS ESPECÍFICOS DE AVALIAÇÃO CRITÉRIOS ESPECÍFICOS DE AVALIAÇÃO ( Aprovados em Conselho Pedagógico de 15 outubro de 2013 ) No caso específico da disciplina de História e Geografia de Portugal, do 6ºano de escolaridade, a avaliação

Leia mais

DIPLOMACIA E CHANCELARIA CONCURSOS DA. 2 a EDIÇÃO COMENTADAS. 1 a FASE 1.200 QUESTÕES NOS. Renan Flumian Coordenador da obra

DIPLOMACIA E CHANCELARIA CONCURSOS DA. 2 a EDIÇÃO COMENTADAS. 1 a FASE 1.200 QUESTÕES NOS. Renan Flumian Coordenador da obra 2 a EDIÇÃO Renan Flumian Coordenador da obra NOS CONCURSOS DA DIPLOMACIA E CHANCELARIA 1 a FASE 1.200 QUESTÕES COMENTADAS Wander Garcia coordenador da coleção SUMÁRIO SUMÁRIO COMO USAR O LIVRO? 15 01.

Leia mais

Democracia ou Socialismo? Resumo

Democracia ou Socialismo? Resumo 1 Democracia ou Socialismo? Estudantes de graduação do 6 o. período do curso de História da UFV 1 Gustavo Bianch, Paulo Santana, Bolívar Dias Jr., Carlos Henrique de Oliveira, Luiz Fernando Lopes, João

Leia mais

O nascimento da sociologia. Prof. Railton Souza

O nascimento da sociologia. Prof. Railton Souza O nascimento da sociologia Prof. Railton Souza Áreas do Saber MITO RELIGIÃO ARTES FILOSOFIA CIÊNCIA SENSO COMUM CIÊNCIAS NATURAIS OU POSITIVAS ASTRONOMIA FÍSICA QUÍMICA BIOLOGIA MATEMÁTICA (FERRAMENTA

Leia mais

Análise Sociológica do Filme -Notícias de Uma Guerra Particular [1999], (de Katia Lund e João Moreira Salles)

Análise Sociológica do Filme -Notícias de Uma Guerra Particular [1999], (de Katia Lund e João Moreira Salles) FACULDADE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE Curso de Bacharel em Direito Turma A Unidade: Tatuapé Ana Maria Geraldo Paz Santana Johnson Pontes de Moura Análise Sociológica do Filme -Notícias de Uma Guerra Particular

Leia mais

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre 01-O homo sapiens moderno espécie que pertencemos se constitui por meio do grupo, ou seja, sociedade. Qual das características abaixo é essencial para

Leia mais

BREVES EXPOSIÇÕES SOBRE OS DIREITOS HUMANOS

BREVES EXPOSIÇÕES SOBRE OS DIREITOS HUMANOS BREVES EXPOSIÇÕES SOBRE OS DIREITOS HUMANOS Kelen Campos Benito 1 Bruno Souza Garcia 2 Resumo: O presente trabalho tem por finalidade discutir os Direitos Humanos que são os Direitos Fundamentais do homem.

Leia mais

Direitos dos povos e comunidades tradicionais na Constituição Federal como direitos fundamentais

Direitos dos povos e comunidades tradicionais na Constituição Federal como direitos fundamentais Direitos dos povos e comunidades tradicionais na Constituição Federal como direitos fundamentais Paulo Gilberto Cogo Leivas Procurador Regional da República. Mestre e Doutor em Direito pela UFRGS. Coordenador

Leia mais

EDUCAÇÃO BÁSICA DICIONÁRIO

EDUCAÇÃO BÁSICA DICIONÁRIO EDUCAÇÃO BÁSICA A educação básica, presumida no texto original da Constituição da República de 1988, tornou-se manifesta por meio da Emenda Constitucional n o 59/2009. O art. 208, incisos I e VII, ora

Leia mais

AS ONG(D) E A CRISE DO ESTADO SOBERANO

AS ONG(D) E A CRISE DO ESTADO SOBERANO A 350404 Rui Pedro Paula de Matos AS ONG(D) E A CRISE DO ESTADO SOBERANO UM ESTUDO DE CIÊNCIA POLÍTICA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS COLECÇÃO TESES Universidade Lusíada Editora Lisboa 2001 As ONGD e a crise

Leia mais

DOS DIREITOS SOCIAIS NA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL (*)

DOS DIREITOS SOCIAIS NA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL (*) DOS DIREITOS SOCIAIS NA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL (*) Carlos Mário da Silva Velloso (**) SUMÁRIO: 1. As primeiras Declarações de Direitos: direitos de cunho individual. 2. A constitucionalização dos direitos

Leia mais

POLÍTICA SOCIAL E SERVIÇO SOCIAL: ABORDAGENS TEÓRICAS PARA A COMPREENSÃO DA RELAÇÃO ESTADO/SOCIEDADE CIVIL NA PERSPECTIVA DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL

POLÍTICA SOCIAL E SERVIÇO SOCIAL: ABORDAGENS TEÓRICAS PARA A COMPREENSÃO DA RELAÇÃO ESTADO/SOCIEDADE CIVIL NA PERSPECTIVA DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL POLÍTICA SOCIAL E SERVIÇO SOCIAL: ABORDAGENS TEÓRICAS PARA A COMPREENSÃO DA RELAÇÃO ESTADO/SOCIEDADE CIVIL NA PERSPECTIVA DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL Vera Lúcia Martins 1 Resumo: O trabalho apresenta, sinteticamente,

Leia mais

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO P á g i n a 1 PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO 1. Na teoria contratualista, o surgimento do Estado e a noção de contrato social supõem que os indivíduos abrem mão de direitos (naturais)

Leia mais

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo História baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo 1 PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA Middle e High School 2 6 th Grade A vida na Grécia antiga: sociedade, vida cotidiana, mitos,

Leia mais

Principais Sociólogos

Principais Sociólogos Principais Sociólogos 1. (Uncisal 2012) O modo de vestir determina a identidade de grupos sociais, simboliza o poder e comunica o status dos indivíduos. Seu caráter institucional assume grande importância

Leia mais

A crítica à razão especulativa

A crítica à razão especulativa O PENSAMENTO DE MARX A crítica à razão especulativa Crítica a todas as formas de idealismo Filósofo, economista, homem de ação, foi o criador do socialismo científico e o inspirador da ideologia comunista,

Leia mais

Um forte elemento utilizado para evitar as tendências desagregadoras das sociedades modernas é:

Um forte elemento utilizado para evitar as tendências desagregadoras das sociedades modernas é: Atividade extra Fascículo 3 Sociologia Unidade 5 Questão 1 Um forte elemento utilizado para evitar as tendências desagregadoras das sociedades modernas é: a. Isolamento virtual b. Isolamento físico c.

Leia mais

1º ano. A reconquista ibérica e as grandes navegações Capítulo 10: Item 2 A revolução comercial Capítulo 12: Item 3 O Novo Mundo Capítulo 10: Item 2

1º ano. A reconquista ibérica e as grandes navegações Capítulo 10: Item 2 A revolução comercial Capítulo 12: Item 3 O Novo Mundo Capítulo 10: Item 2 1º ano O absolutismo e o Estado Moderno Capítulo 12: Todos os itens A reconquista ibérica e as grandes navegações Capítulo 10: Item 2 A revolução comercial Capítulo 12: Item 3 O Novo Mundo Capítulo 10:

Leia mais

II A realização dos direitos fundamentais nas cidades

II A realização dos direitos fundamentais nas cidades DIREITO À CIDADE UM EXEMPLO FRANCÊS Por Adriana Vacare Tezine, Promotora de Justiça (MP/SP) e Mestranda em Direito Urbanístico na PUC/SP I Introdução A determinação do governo francês de proibir veículos

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Erika Cristina Pereira Guimarães (Pibid-UFT- Tocantinópolis) Anna Thércia José Carvalho de Amorim (UFT- Tocantinópolis) O presente artigo discute a realidade das

Leia mais

Sociologia Movimentos Sociais. Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750

Sociologia Movimentos Sociais. Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750 Sociologia Movimentos Sociais Visão Geral Ações sociopolíticas Atores sociais coletivos diferentes classes e camadas sociais Interesses em comum Atuação explícita Consciência organização política cultura

Leia mais

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS CURSO DE DIREITO VESTIBULAR 2009 PROVA DE HISTÓRIA. Fase 1

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS CURSO DE DIREITO VESTIBULAR 2009 PROVA DE HISTÓRIA. Fase 1 FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS CURSO DE DIREITO VESTIBULAR 2009 PROVA DE HISTÓRIA Fase 1 Novembro 2008 INTRODUÇÃO Na prova de História de 2009 foi possível concretizar vários dos objetivos do programa do Vestibular.

Leia mais

TUTORIAL 13R. Data: Aluno (a): Equipe de História HISTÓRIA. Colégio A. LIESSIN Scholem Aleichem - 1 - NANDA/SET/2014 1195

TUTORIAL 13R. Data: Aluno (a): Equipe de História HISTÓRIA. Colégio A. LIESSIN Scholem Aleichem - 1 - NANDA/SET/2014 1195 Aluno (a): Série: 3ª Turma: TUTORIAL 13R Ensino Médio Equipe de História Data: HISTÓRIA Colégio A. LIESSIN Scholem Aleichem - 1 - NANDA/SET/2014 1195 EXERCÍCIOS: 1. Desde a metade do século XVIII, os primeiros

Leia mais

Direitos laborais inespecíficos dos trabalhadores

Direitos laborais inespecíficos dos trabalhadores 1 Direitos laborais inespecíficos dos trabalhadores Renato Rua de Almeida (*) O Direito do Trabalho distinguiu-se do Direito Civil, porque, enquanto o Direito Civil regulou de forma igual e recíproca os

Leia mais

O CURSO DE GESTÃO PÚBLICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS: UMA CONCEPÇÃO AMPLIADA DE GESTÃO PÚBLICA

O CURSO DE GESTÃO PÚBLICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS: UMA CONCEPÇÃO AMPLIADA DE GESTÃO PÚBLICA O CURSO DE GESTÃO PÚBLICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS: UMA CONCEPÇÃO AMPLIADA DE GESTÃO PÚBLICA Vera Alice Cardoso SILVA 1 A origem: motivações e fatores indutores O Curso de Gestão Pública

Leia mais

MUNICIPIO DE ALMADA. Assembleia Municipal MOÇÃO/DELIBERAÇÃO. (Cooperativas em Almada: A Alternativa para o Consumo e Economia Locais)

MUNICIPIO DE ALMADA. Assembleia Municipal MOÇÃO/DELIBERAÇÃO. (Cooperativas em Almada: A Alternativa para o Consumo e Economia Locais) MOÇÃO/DELIBERAÇÃO (Cooperativas em Almada: A Alternativa para o Consumo e Economia Locais) Uma cooperativa é uma associação autónoma de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações

Leia mais

CONSTITUCIONALIZAÇÃO DOS DIREITOS TRABALHISTAS: O PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO AO TRABALHADOR

CONSTITUCIONALIZAÇÃO DOS DIREITOS TRABALHISTAS: O PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO AO TRABALHADOR CONSTITUCIONALIZAÇÃO DOS DIREITOS TRABALHISTAS: O PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO AO TRABALHADOR Luciana Santos Trindade Capelari Advogada trabalhista e empresarial, Especialista em Direito Processual, e em Direito

Leia mais

CP/ECEME/2007 1ª AVALIAÇÃO FORMATIVA FICHA AUXILIAR DE CORREÇÃO HISTÓRIA. 1ª QUESTÃO (Valor 6,0)

CP/ECEME/2007 1ª AVALIAÇÃO FORMATIVA FICHA AUXILIAR DE CORREÇÃO HISTÓRIA. 1ª QUESTÃO (Valor 6,0) CP/ECEME/2007 1ª AVALIAÇÃO FORMATIVA FICHA AUXILIAR DE CORREÇÃO HISTÓRIA 1ª QUESTÃO (Valor 6,0) O mundo que se esfacelou no fim da década de 1980 foi o mundo formado pelo impacto da Revolução Russa de

Leia mais

Curso de Especialização em Saúde da Pessoa Idosa

Curso de Especialização em Saúde da Pessoa Idosa Curso de Especialização em Saúde da Pessoa Idosa Módulo Unidade 01 Tópico 01 Políticas na Atenção do Idoso Introdução as Políticas Públicas Políticas Públicas Ao longo do tempo o papel do Estado frente

Leia mais

DIREITOS HUMANOS E UNIVERSALIDADE Gisele Aparecida Pereira da Silva (Advogada, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Bauru/SP)

DIREITOS HUMANOS E UNIVERSALIDADE Gisele Aparecida Pereira da Silva (Advogada, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Bauru/SP) DIREITOS HUMANOS E UNIVERSALIDADE Gisele Aparecida Pereira da Silva (Advogada, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Bauru/SP) A concepção contemporânea dos direitos humanos fundamentais nasceu

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO LINHA DE PESQUISA TEORIA E PRÁTICA PEDAGÓGICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PROJETO IDENTIDADE E A PRÁTICA PEDAGÓGICA

Leia mais

DIREITO SOCIAL A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA NA LUTA PELO DIREITO

DIREITO SOCIAL A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA NA LUTA PELO DIREITO DIREITO SOCIAL A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA NA LUTA PELO DIREITO Autora: Ludmila Carla Campello Jorge 1 Coautores: Aniele Soares Alves 2 Mônica Ferreira dos Santos 3 Letícia Costa Barros 4 Annielly da Silva

Leia mais

Do contrato social ou Princípios do direito político

Do contrato social ou Princípios do direito político Jean-Jacques Rousseau Do contrato social ou Princípios do direito político Publicada em 1762, a obra Do contrato social, de Jean-Jacques Rousseau, tornou-se um texto fundamental para qualquer estudo sociológico,

Leia mais

A REVOLUÇÃO RUSSA DE 1917

A REVOLUÇÃO RUSSA DE 1917 A REVOLUÇÃO RUSSA DE 1917 Escola Secundária de Cascais Disciplina : Sociologia -12º H Guilherme Alves, nº 13 Fevereiro de 2014 Mafalda Borges, nº 18 Introdução 1. A Rússia dos Czares 2. A Revolução - 2.1

Leia mais

PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE

PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE - Sistemas sociais e culturais de notação de tempo ao longo da história, - As linguagens das fontes históricas; - Os documentos escritos,

Leia mais

NEOCONSTITUCIONALISMO E PLURALIDADE DEMOCRÁTICA

NEOCONSTITUCIONALISMO E PLURALIDADE DEMOCRÁTICA NEOCONSTITUCIONALISMO E PLURALIDADE DEMOCRÁTICA Shirlene Marques Velasco * RESUMO: O objetivo do trabalho é abordar alguns questionamentos que se apresentam na relação entre Constituição e democracia.

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NO DIREITO POSITIVO Cíntia Cecília Pellegrini

A INFLUÊNCIA DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NO DIREITO POSITIVO Cíntia Cecília Pellegrini A INFLUÊNCIA DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NO DIREITO POSITIVO Cíntia Cecília Pellegrini RESUMO: Após a Segunda Guerra Mundial, a sociedade internacional passou a ter como principal objetivo a criação de acordos

Leia mais

Sociologia Organizacional. Aula 1. Contextualização. Organização da Disciplina. Aula 1. Contexto histórico do aparecimento da sociologia

Sociologia Organizacional. Aula 1. Contextualização. Organização da Disciplina. Aula 1. Contexto histórico do aparecimento da sociologia Sociologia Organizacional Aula 1 Organização da Disciplina Aula 1 Contexto histórico do aparecimento da sociologia Aula 2 Profa. Me. Anna Klamas A institucionalização da sociologia: August Comte e Emile

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br O direito à saúde na Constituição Federal de 1988: caracterização e efetividade Alexandre Gonçalves Lippel* 1. Caracterização do direito à saúde O direito à saúde emerge no constitucionalismo

Leia mais

Apoio didático de Geografia 2º ano

Apoio didático de Geografia 2º ano Nome: Nº: Turma: Geografia 2º ano Apoio didático Silvia fev/09 Apoio didático de Geografia 2º ano 1º Semestre I. Formação da Economia Mundo 1. Explique resumidamente as ideias do socialismo. 2. Diferencie

Leia mais

REVOLUÇÃO AMERICANA (1776-1781) - LISTA DE EXERCÍCIOS

REVOLUÇÃO AMERICANA (1776-1781) - LISTA DE EXERCÍCIOS 1. (Upe 2014) A passagem do século XVIII para o XIX foi marcada por um desequilíbrio nas relações entre a Europa e o Novo Mundo. As lutas políticas na América estavam ligadas à resistência contra a colonização

Leia mais

CENTRO EDUCACIONAL CHARLES DARWIN

CENTRO EDUCACIONAL CHARLES DARWIN HISTÓRIA CONTEÚDOS: 1ª GUERRA MUNDIAL REVOLUÇÃO RUSSA CRISE DE 1929 O FASCISMO O NAZISMO. 1. "O fascismo rejeita na democracia o embuste convencional da igualdade política, o espírito de irresponsabilidade

Leia mais

AINDA AS COOPERATIVAS DE TRABALHO!

AINDA AS COOPERATIVAS DE TRABALHO! AINDA AS COOPERATIVAS DE TRABALHO! Jorge Luiz Souto Maior (*) Tenho percebido que a discussão em torno das cooperativas de trabalho possui dois momentos: o primeiro, pelo qual o intérprete se posiciona

Leia mais

A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM MATÉRIA DE POLÍTICA INTERNACIONAL. Fábio Konder Comparato *

A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM MATÉRIA DE POLÍTICA INTERNACIONAL. Fábio Konder Comparato * A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM MATÉRIA DE POLÍTICA INTERNACIONAL Fábio Konder Comparato * Dispõe a Constituição em vigor, segundo o modelo por nós copiado dos Estados Unidos, competir

Leia mais

3. Autonomia frente aos partidos e parlamentares e Independência em relação aos patrões e governos

3. Autonomia frente aos partidos e parlamentares e Independência em relação aos patrões e governos Eixo III: Programa de trabalho para a direção do SISMMAC Continuar avançando na reorganização do magistério municipal com trabalho de base, organização por local de trabalho, formação política e independência

Leia mais

GRANDE DEPRESSÃO (1929)

GRANDE DEPRESSÃO (1929) GRANDE DEPRESSÃO (1929) A Grande Depressão, ou Crise de 1929, foi uma grave crise econômica iniciada nos Estados Unidos, e que teve repercussões no mundo inteiro. Considerada o mais longo e grave período

Leia mais

TEORIA SOCIAL CRÍTICA: DO QUE SE TRATA?

TEORIA SOCIAL CRÍTICA: DO QUE SE TRATA? TEORIA SOCIAL CRÍTICA: DO QUE SE TRATA? 1 Ivo Tonet* 1. Introdução Costuma-se associar o termo teoria crítica à Escola de Frankfurt. Contudo, no presente texto, nosso objetivo não é discorrer sobre a teoria

Leia mais

A DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS 1948

A DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS 1948 Sentido histórico A DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS 1948 Durante a sessão de 16 de fevereiro de 1946 do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, ficou assentado que a Comissão de Direitos

Leia mais

PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE NA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA

PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE NA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE NA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA Carlos Eduardo Queiroz Pessoa Bacharel em Filosofia e Direito; Mestrando em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Campina Grande

Leia mais

Universidade Federal do Ceará Coordenadoria de Concursos - CCV Comissão do Vestibular

Universidade Federal do Ceará Coordenadoria de Concursos - CCV Comissão do Vestibular Universidade Federal do Ceará Coordenadoria de Concursos - CCV Comissão do Vestibular Data: 08.11.2009 Duração: 05 horas Conhecimentos Específicos: Matemática: 01 a 05 Redação História: 06 a 10 Coloque,

Leia mais

HISTÓRIA - 1 o ANO MÓDULO 58 ANARQUISMO E CATOLICISMO SOCIAL

HISTÓRIA - 1 o ANO MÓDULO 58 ANARQUISMO E CATOLICISMO SOCIAL HISTÓRIA - 1 o ANO MÓDULO 58 ANARQUISMO E CATOLICISMO SOCIAL Fixação 1) Leia com atenção as proposições abaixo: I) A história de qualquer sociedade até aos nossos dias foi apenas a história da luta

Leia mais

COLÉGIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE. Programa de Recuperação Paralela. 2ª Etapa 2012

COLÉGIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE. Programa de Recuperação Paralela. 2ª Etapa 2012 COLÉGIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE Programa de Recuperação Paralela 2ª Etapa 2012 Disciplina: HISTÓRIA Professora: ALESSANDRA PRADA Ano: 2012 Turma: 3º FG/TI Caro aluno, você está recebendo o conteúdo de

Leia mais

A CONSTRUÇÃO DO MODELO SOVIÉTICO E O SEU IMPACTO NO MUNDO

A CONSTRUÇÃO DO MODELO SOVIÉTICO E O SEU IMPACTO NO MUNDO A CONSTRUÇÃO DO MODELO SOVIÉTICO E O SEU IMPACTO NO MUNDO Império russo (início do século a 1917) Território * Governo Maior império da Europa, estendendo-se da Ásia ao pacífico * Monarquia absoluta e

Leia mais

Surgimento e Evolução do Direito do Trabalho

Surgimento e Evolução do Direito do Trabalho 1 Surgimento e Evolução do Direito do Trabalho 1 - Surgimento e Evolução do Direito do Trabalho 1.1 Introdução 1.2 - Os Escravos 1.3 - Os Servos 1.4 - As corporações de ofício 1.5 - A revolução industrial

Leia mais

O Mundo industrializado no século XIX

O Mundo industrializado no século XIX O Mundo industrializado no século XIX Novas fontes de energia; novos inventos técnicos: Por volta de 1870, deram-se, em alguns países, mudanças importantes na indústria. Na 2ª Revolução Industrial as indústrias

Leia mais

UMA RESPOSTA ESTRATÉGICA AOS

UMA RESPOSTA ESTRATÉGICA AOS UMA RESPOSTA ESTRATÉGICA AOS DESAFIOS DO CAPITALISMO GLOBAL E DA DEMOCRACIA Luiz Carlos Bresser-Pereira A Reforma Gerencial ou Reforma à Gestão Pública de 95 atingiu basicamente os objetivos a que se propunha

Leia mais

Revolução Industrial e Socialismo. A Revolução Industrial.

Revolução Industrial e Socialismo. A Revolução Industrial. Aula 11 Revolução Industrial e Socialismo Nesta aula, iremos tratar da Revolução Industrial e de suas conseqüências para o mundo contemporâneo. Entre as conseqüências, destaque para o desenvolvimento de

Leia mais

CLASSES SOCIAIS E LUTA DE CLASSES

CLASSES SOCIAIS E LUTA DE CLASSES Secretaria Nacional de Formação Política do Partido Comunista Brasileiro Introdução CURSO DE INICIAÇÃO PARTIDÁRIA CLASSES SOCIAIS E LUTA DE CLASSES A definição de classe social fornecida por Lênin deixa

Leia mais

11º GV - Vereador Floriano Pesaro PROJETO DE LEI Nº 128/2012

11º GV - Vereador Floriano Pesaro PROJETO DE LEI Nº 128/2012 PROJETO DE LEI Nº 128/2012 Altera a Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007, com a finalidade de incluir no Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo o Dia Municipal de Combate a Homofobia, a

Leia mais

CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES.

CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES. CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES. Como é uma questão muito exigida em provas objetivas, resolvi resumir diversos livros sobre o tema e postar no site para vocês. Aí vai: 1. Quanto ao conteúdo: Constituição

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 11 Discurso na cerimónia de posse

Leia mais

História- 2 ano/ Ensino Médio Revolução Francesa

História- 2 ano/ Ensino Médio Revolução Francesa História- 2 ano/ Ensino Médio Revolução Francesa 1 A Revolução Francesa representou uma ruptura da ordem política (o Antigo Regime) e sua proposta social desencadeou a) a concentração do poder nas mãos

Leia mais

II - O DEBATE TEÓRICO E CONCEITUAL DA COOPERAÇÃO E A CONCEPÇÃO DO MST

II - O DEBATE TEÓRICO E CONCEITUAL DA COOPERAÇÃO E A CONCEPÇÃO DO MST TÍTULO: Elementos para um debate histórico e conceitual da cooperação no contexto das relações de produção capitalistas e a concepção do MST. NOME DO AUTOR: Michelly Ferreira Monteiro Elias. CONDIÇÃO:

Leia mais

Educação, Deficiência e Cidadania (*)

Educação, Deficiência e Cidadania (*) SEM REVISÃO Educação, Deficiência e Cidadania (*) Luiz Antonio Miguel Ferreira Promotor de Justiça SP 1. As Constituições do Brasil e o deficiente Segundo dados da ONU, cerca de 10% da população é constituída

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA PORTARIA Nº 221, DE 26 DE JULHO DE 2011

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA PORTARIA Nº 221, DE 26 DE JULHO DE 2011 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA PORTARIA Nº 221, DE 26 DE JULHO DE 2011 O Presidente, Substituto, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas

Leia mais

CADERNO DE EXERCÍCIOS 2F

CADERNO DE EXERCÍCIOS 2F CADERNO DE EXERCÍCIOS 2F Ensino Fundamental Ciências Humanas Questão Conteúdo Habilidade da Matriz da EJA/FB 1 Movimento operário e sindicalismo no Brasil H43 2 Urbanização nas regiões brasileiras H8,

Leia mais

Eficácia dos direitos fundamentais nas relações de trabalho

Eficácia dos direitos fundamentais nas relações de trabalho Eficácia dos direitos fundamentais nas relações de trabalho RENATO RUA DE ALMEIDA, advogado trabalhista, professor de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito da PUC-SP, doutor em Direito do Trabalho

Leia mais