LEI Nº 0883, DE 23 DE MARÇO DE 2005 Publicada no Diário Oficial do Estado n.º 3485, de

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1 LEI Nº 0883, DE 23 DE MARÇO DE 2005 Publicada no Diário Oficial do Estado n.º 3485, de Institui a Lei Orgânica da Polícia Civil do Estado do Amapá, dispõe sobre sua organização, atribuições e funcionamento, define o regime jurídico de seus servidores e dá outras providências. O GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAPÁ, Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Amapá aprovou e eu, nos termos do art. 107 da Constituição Estadual, sanciono a seguinte Lei: TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º. Esta Lei Orgânica da Polícia Civil do Estado do Amapá define sua competência, estrutura e o funcionamento de seus órgãos, bem como as carreiras e o regime jurídico dos servidores policiais civis, regula o provimento e a vacância de cargos, fixa os direitos, vantagens e deveres, critérios de progressão, promoção e remoção e dispõe sobre o processo disciplinar, nos termos do disposto nos artigos 76 e 80 da Constituição do Estado. 1º. Policial Civil é a pessoa legalmente investida de cargo público do Grupo Polícia Civil, em provimento efetivo, com denominação, função e subsídio próprio e número certo. 2º. É proibida a prestação de serviços gratuitos à Polícia Civil. Art. 2º. A Polícia Civil, órgão autônomo, permanente e essencial à administração da Justiça Criminal, orientada com base nos princípios da hierarquia, disciplina, legalidade, unidade, ética e respeito aos direitos humanos, integrante do Sistema de Segurança Pública do Estado do Amapá, vinculada operacionalmente a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública, incumbe, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária estadual e a apuração das infrações penais, exceto as estritamente militares. 1º. À Delegacia Geral de Polícia Civil DGPC é assegurada independência e plena autonomia administrativa e financeira. 2º. O cargo de Delegado Geral de Polícia Civil, de livre escolha, nomeação e exoneração pelo Governador do Estado, será exercido por Delegado de Polícia Civil, integrante da Carreira dentre os integrantes da Classe Especial. 3º. O Delegado Geral de Polícia Civil integrará o Comitê de Desenvolvimento da Defesa Social, como representante da Polícia Civil. Art. 3º. São policiais civis, para os efeitos desta Lei, os servidores ocupantes dos cargos de provimento efetivo que tenham como atribuição exclusiva e privativa o exercício da atividade policial.

2 1º. Excluída qualquer outra nomenclatura, as carreiras a que se refere este artigo são, exclusivamente, as seguintes: I - Delegado de Polícia; II - Agente de Polícia; III Oficial de Polícia Civil; 2º. Considera-se Autoridade Policial o Delegado de Polícia que, bacharel em Direito, concursado na carreira, integrante da carreira jurídica do Poder Executivo Estadual, e investido na forma da lei, exerce, em matéria de polícia judiciária, poder público para consecução dos fins do Estado. 3º. Considera-se Agente da Autoridade o policial civil encarregado da prática de atos investigatórios ou coativos para prevenir ou reprimir infrações penais, sob direção imediata do Delegado de Polícia. 4º. Considera-se Auxiliar da Autoridade o policial civil encarregado de apoio técnico e científico à atividade-fim de polícia-judiciária. 5º. O exercício de cargo de natureza policial civil é exclusivo e privativo dos servidores de que trata esta Lei. 6º. É proibida a prestação de serviços gratuitos por policial civil, salvo os casos expressamente previstos em Lei. 7º. É proibido aos integrantes das carreiras policiais civis o exercício de funções afetas a outros cargos da estrutura policial civil ou da estrutura do serviço público estadual, que não correspondam à respectiva carreira de ingresso. 8º. É vedada a cessão de servidores policiais civis para exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da União, do Estado e dos Municípios, ressalvados os casos de nomeação para cargo em comissão de direção superior. 9º. Pela transgressão ao disposto neste artigo, responde, solidariamente, nos termos desta Lei, a chefia à qual o servidor esteja subordinado. CAPÍTULO II DOS PRINCÍPIOS E FUNÇÕES INSTITUCIONAIS Art. 4º. A atividade policial, por suas características e finalidades, fundamenta-se nos seguintes princípios básicos: I hierarquia e disciplina; II respeito e promoção da dignidade e dos direitos humanos; III - unidade;

3 IV legalidade; V ética profissional; VI interatividade, integração e participação comunitária; VII autonomia. Parágrafo Único. Nos serviços policiais em que intervier o trabalho em equipe ou conjunto, os servidores especializados, técnico-científico e administrativo ficarão subordinados, eventualmente e enquanto durar a tarefa, à autoridade policial competente. Art. 5º. São atribuições da Polícia Civil: I - exercer com exclusividade as funções de Polícia Judiciária, procedendo à investigação préprocessual e a formalização de atos investigatórios relacionados com a apuração de infrações penais, exceto as estritamente militares, especialmente inquéritos policiais, termos circunstanciados de ocorrência e outros procedimentos correlatos; II requisitar serviços de polícia técnico-científica através do órgão competente responsável, com relação a perícias e demais exames técnicos relacionados com a atividade de polícia judiciária necessários à instrução de procedimentos de sua competência e da justiça criminal; III - praticar atos necessários para assegurar a apuração de infrações penais, inclusive em relação à representação e ao cumprimento de mandados de prisão, a realização de diligências requisitadas pelo Poder Judiciário ou Ministério Público nos autos do inquérito policial, e o fornecimento de informações para a instrução processual; IV ter livre acesso aos bancos de dados dos órgãos de segurança pública, relativos à identificação civil, criminal, armas, veículos e objetos, observado o disposto na lei; V manter permanente integração e cooperação com a Polícia Militar, especificamente com relação às operações policiais, sistema de comunicações e inteligência, assim como quanto à formação, treinamento e capacitação técnico-profissional de seus integrantes; VI - organizar, executar e manter serviços de registro, cadastro, controle e fiscalização de armas, munições, explosivos e demais produtos controlados e expedir licença para aquisição e porte, na forma da legislação específica; VII - exercer a fiscalização de estabelecimentos de jogos e diversões públicas, mediante a concessão de alvará e cobrança de taxa de segurança, nos termos da legislação específica; VIII - organizar, executar e manter serviços de estudo, análise, estatística e pesquisa policial da criminalidade e da violência, inclusive mediante convênio com órgãos congêneres e entidades de ensino superior; IX - manter e garantir a integração e intercâmbio operacional e técnico-científico com instituições do sistema de segurança pública e justiça criminal, para cumprimento de diligências destinadas à apuração de infrações penais e instrução de inquérito e outros procedimentos formais;

4 X - manter nos atos investigatórios o sigilo necessário à elucidação do fato delitógeno de sua competência, quando autorizados por lei; XI supervisionar, controlar, fiscalizar os serviços privados de vigilância e segurança patrimonial, observada a legislação pertinente; XII realizar correições e inspeções, em caráter permanente ou extraordinário, na esfera de sua competência; XIII promover e participar de atividades ou campanhas educativas junto à comunidade para adoção de medidas cautelares, prestação de esclarecimentos sobre modalidades de crimes e condutas para sua prevenção; XIV - exercer outras atividades afins ou correlatas que legalmente lhe forem atribuídas. Parágrafo Único. São ainda atribuições da Polícia Civil: I manter permanente integração, cooperação e harmonia com os órgãos que compõem o Sistema de Segurança Pública do Estado do Amapá; II zelar pela ordem e segurança pública, promovendo ou participando de medidas de proteção à sociedade e ao indivíduo; III colaborar com a convivência harmoniosa da sociedade, respeitando a dignidade da pessoa humana e protegendo os direitos coletivos e individuais; e, IV adotar as providências necessárias para evitar perigo ou lesões às pessoas e danos aos bens públicos ou particulares. Art. 6º. As atribuições que forem reservadas, legalmente, à Polícia Civil são indelegáveis, e somente poderão ser exercidas por servidores do respectivo quadro de pessoal efetivo da carreira policial, sob pena de responsabilidades civil, penal e administrativa. Art. 7º. A função de investigação do fato criminal tem caráter técnico-científico, particularmente, no que se refira à análise e descrição de cenários, circunstâncias e condutas criminais no tempo e no espaço; sobretudo, na busca da perfeição técnica dos atos de escrituração próprios do inquérito policial ou outros instrumentos notariais previstos em norma jurídica ou protocolar, sendo, de tudo, competência privativa dos servidores policiais civis de cargo efetivo. CAPÍTULO III DOS SÍMBOLOS E DATA OFICIAIS Art. 8º. São símbolos oficiais da Polícia Civil, capazes de identificar a Instituição, o Hino, a Bandeira, o Brasão do Estado e o Distintivo, que serão estabelecidos por ato do Chefe do Poder Executivo. Art. 9º. O dia 21 de abril será consagrado à Polícia Civil do Estado do Amapá. TÍTULO II DA ORGANIZAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL

5 Art. 10. A Polícia Civil compreende: CAPÍTULO I DA ESTRUTURA DA POLÍCIA CIVIL I Órgãos Superiores de Deliberação Colegiada II Órgãos de Direção Superior III Órgão de Formação e Capacitação Profissional IV Órgão de Assessoramento e Apoio Técnico-Administrativo V Órgãos de Execução Programática CAPÍTULO II DOS ÓRGÃOS SUPERIORES DE DELIBERAÇÃO COLEGIADA Art. 11. Compõem os Órgãos Superiores de Deliberação Colegiada: I Conselho Superior da Polícia Civil II Câmaras Disciplinares SEÇÃO I CONSELHO SUPERIOR DA POLÍCIA CIVIL Art. 12. O Conselho Superior da Polícia Civil, órgão consultivo, normativo e deliberativo, para fins de controle do ingresso, estágio probatório, remoção, promoção, hierarquia e regime disciplinar das carreiras policiais civis, será integrado pelos seguintes membros, nomeados por ato do Governador do Estado: I Delegado Geral de Polícia Civil, que o presidirá; II Corregedor Geral de Polícia Civil, seu vice-presidente; III Diretores dos Departamentos de Polícia Civil; IV - Diretor do Órgão de Direção e Capacitação; V 01 (um) representante do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Amapá. Parágrafo Único Poderá participar das reuniões do Conselho Superior da Polícia Civil, na condição de colaborador e, na forma estabelecida no regimento interno do órgão, sem direito a voto, 01 (um) representante de cada uma das entidades representativas das categorias policiais civis, indicados pelas respectivas associações. Art. 13. Compete ao Conselho Superior de Polícia Civil:

6 I deliberar sobre as questões que lhe forem submetidas pelo Delegado Geral de Polícia Civil; II zelar pela observância dos princípios e funções da Polícia Civil do Estado do Amapá; III aprovar regimentos internos das unidades polícias civis e outros atos normativos que definam a atuação da Instituição; IV Julgar o estágio probatório de policial civil; V propor medidas de aprimoramento técnico-profissional, visando ao desenvolvimento e a eficiência da organização policial civil; VI pronunciar-se sobre a matéria relevante, concernente a funções, princípios, diretrizes e condutas funcionais ou particulares do policial civil que resultem em reflexos à Instituição; VII examinar e avaliar as propostas das unidades administrativas da Polícia Civil do Estado do Amapá, em função dos planos e programas de trabalhos previstos para cada exercício financeiro; VIII analisar e avaliar programas e projetos atinentes à expansão de recursos humanos; IX deliberar sobre a remoção de servidores policiais, no interesse do serviço policial, observadas as disposições desta Lei; X encaminhar ao Secretário Especial de Desenvolvimento da Defesa Social proposta de criação e extinção de cargos e de unidades administrativas no âmbito da Polícia Civil do Estado do Amapá; XI deliberar sobre a promoção por merecimento do policial, por ato de bravura e post mortem e para proposição de honrarias previstas em lei, conforme dispuser o regulamento; XII deliberar, conclusivamente, sobre a indenização, promoção ou pensão especial decorrente de enfermidade ou morte em virtude do serviço ou do exercício da função; XIII compor, mediante sorteio, as Câmaras Disciplinares; XIV aprovar seu regimento interno; XV exercer outras atribuições previstas em lei. 1º. Constituem, ainda, atribuições do Conselho Superior de Polícia Civil: I Reunir-se como tribunal de ética, para emitir parecer sobre conduta ou ato de policial civil, com a finalidade de instruir processo disciplinar instaurado para apurar transgressões previstas em lei; II Examinar, julgar e encaminhar ao Delegado Geral, os casos de concessão de honrarias a oliciais civis e outras personalidades, quando apresentadas por proposta de órgãos da Polícia Civil; III Analisar e emitir parecer conclusivo sobre matéria relativa a:

7 a) sindicâncias e processos administrativos contra policial civil, cuja conclusão indique a imposição das penas de afastamento ou destituição da função, suspensão por mais de 30 (trinta) dias, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e demissão; b) pedidos de reconsideração e recursos de ordem disciplinar interpostos por policial civil junto ao Delegado Geral ou ao Secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública; c) pedidos de revisão de processos administrativos, de reintegração, readmissão, reversão e aproveitamento em cargos e funções policiais; d) adoção de manuais de serviços, visando a racionalização, eficiência e padronização de procedimentos da atividade policial civil; e) examinar e aprovar lista de integrantes das carreiras policiais civis à promoção, inclusive os recursos interpostos ao processamento do merecimento e da antiguidade. 2º. As deliberações do Conselho Superior de Polícia Civil serão adotadas pelo voto da maioria simples de seus membros e serão consignadas através de resoluções. 3º. O regimento interno do Conselho Superior de Polícia Civil disporá sobre sua composição, competências, atribuições e definirá a forma de seu funcionamento. SEÇÃO II CÂMARAS DISCIPLINARES Art. 14. As Câmaras Disciplinares, compostas, cada uma delas, por 05 (cinco) membros, todos designados mediante sorteio, serão presididas por um membro titular do Conselho Superior, às quais não concorrerão os seus presidente e vice-presidente, competindo-lhes apreciar e emitir parecer conclusivo quanto aos procedimentos administrativos disciplinares instaurados contra policiais civis. 1º. As deliberações das Câmaras Disciplinares serão aprovadas por maioria simples de votos, nominais e justificados, em sessões abertas aos integrantes da Polícia Civil. 2º. Os mandatos dos presidentes e membros das Câmaras Disciplinares serão de um ano, podendo ser reconduzidos por igual período. 3º. Sempre que houver proposta da autoridade disciplinar pela aplicação das penas de demissão, cassação de aposentadoria e disponibilidade, os autos serão levados a julgamento em sessão plenária do Conselho Superior da Polícia Civil. 4º. Quando a Câmara entender pela aplicação das penas de demissão, cassação de aposentadoria e disponibilidade, divergindo da proposição da autoridade disciplinar, encaminhará recurso ex-offício ao Conselho Superior da Polícia Civil. 5º. Os procedimentos administrativos disciplinares serão distribuídos eqüitativamente entre as Câmaras por sorteio, perante os seus respectivos presidentes, em sessão aberta.

8 Art. 15. São Órgãos de Direção Superior: I Delegacia Geral de Polícia DGPC II Corregedoria Geral da Polícia Civil CAPÍTULO III DOS ÓRGÃOS DE DIREÇÃO SUPERIOR SEÇÃO I DA DELEGACIA GERAL DE POLÍCIA CIVIL - DGPC Art. 16. À Delegacia Geral de Polícia Civil - DGPC compete a direção, organização, planejamento e execução das atividades de Polícia Judiciária na sua área de competência, observadas as diretrizes e políticas públicas traçadas pelo Conselho Estadual de Segurança Pública e coordenadas pelo Comitê de Desenvolvimento da Defesa Social. Parágrafo Único. A Estrutura administrativa da Delegacia Geral de Polícia Civil - DGPC, seus órgãos de assessoramento, de apoio técnico-administrativo e de execução programática, respectivas atribuições, competências e demais normas de serviços, constarão de regulamento próprio, estabelecido por ato do Chefe do Poder Executivo Estadual. Subseção I Do Delegado Geral Art. 17. Ao Delegado Geral de Polícia Civil, vinculado, operacionalmente, ao Secretário de Justiça e Segurança Pública, compete: I - Dirigir a Delegacia Geral de Polícia Civil; II - Ocupar privativamente a presidência do Conselho Superior de Polícia Civil; III - Auxiliar imediata e diretamente o Secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública na condução das políticas de Segurança Pública; IV - Representar, supervisionar, coordenar, controlar e fiscalizar as funções institucionais da DGPC; V - Zelar pelo cumprimento sistemático e uniforme das funções institucionais da Polícia Civil pertinentes à sua área de competência; VI - Manter o Secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública permanentemente informado das atividades e necessidades da DGPC, apresentando relatórios com os indicativos das carreiras de servidores, recursos financeiros e materiais; VII - Promover a lotação, designação e remoção dos integrantes dos quadros de pessoal de apoio, operacional e auxiliar da Delegacia Geral de Polícia Civil; VIII - Avocar, excepcional e fundamentadamente, inquérito policial, termo circunstanciado e procedimento especial instaurado, para exame e redistribuição;

9 IX - Apreciar, em grau de recurso, o indeferimento de requerimento de instauração de inquérito policial; X - Expedir carteira de identidade funcional aos servidores policiais civis; XI - Determinar a instauração de inquéritos policiais e procedimentos administrativos disciplinares; XII - Apreciar, em grau de recurso, as sanções de transgressões disciplinares; XIII - Aplicar sanções disciplinares, mediante apuração conduzida pela Corregedoria Geral de Polícia Civil, observadas as disposições da legislação pertinente; XIV - Determinar, previamente, ouvido o Conselho Superior de Polícia Civil, o afastamento de policial civil quando necessário para a apuração de transgressão disciplinar ou penal; XV - Ordenar o emprego de verbas orçamentárias, de créditos abertos e recursos recebidos de quaisquer fontes em favor da Delegacia Geral de Polícia Civil; XVI - Firmar convênio e celebrar contratos de interesses da DGPC, com entidades de direito público e privado; XVII Encaminhar à Secretaria de Segurança Pública a proposta anual de orçamento para a Delegacia Geral de Polícia Civil; XVIII - Expedir portarias, atos normativos e recomendações sobre a organização administrativa interna da DGPC que não contrarie ato normativo superior, sobre aplicação de lei, decreto ou regulamento; XIX - Exercer, dentro de suas atribuições, todos os demais atos necessários à eficaz administração da DGPC. 1º. O Delegado Geral será substituído em suas ausências, afastamentos e impedimentos eventuais por Delegado de Polícia de Carreira. SEÇÃO II DA CORREGEDORIA GERAL DA POLÍCIA CIVIL Art. 18. À Corregedoria Geral da Polícia Civil, órgão de controle interno da atividade policial, compete: I promover a apuração das infrações penais e transgressões disciplinares atribuídas a policiais civis, na forma desta Lei; II determinar a instauração de investigações preliminares e sindicâncias, com a designação de autoridade ou da comissão para apuração dos requisitos para a confirmação ou não do servidor policial civil no cargo para o qual foi nomeado, durante o estágio probatório; III receber queixas ou representações sobre faltas cometidas por servidores policiais civis. IV designar, sempre que necessário, e em caráter especial, autoridades policiais para instauração de inquéritos policiais, visando a apuração de infrações penais imputadas a servidores policiais civis, com posterior comunicação do ato ao Delegado Geral de Polícia

10 Civil. V orientar e coordenar as atividades das autoridades disciplinares; VI centralizar o cadastro e o controle dos procedimentos disciplinares que envolvam polícias civis, fiscalizando o cumprimento de prazos e avaliando os trabalhos das autoridades disciplinares; VII proceder a inspeções administrativas nos órgãos da Polícia Civil; VIII avocar e realizar os serviços de correição em caráter permanente e extraordinário, nos procedimentos penais e administrativos, de competência da Polícia Civil; IX apresentar ao Conselho Superior da Polícia Civil os aspectos negativos e positivos de que tenha ciência, relativos aos integrantes das carreiras e que possuam influência na aplicação do mérito e para fins de promoção; X prestar informações e emitir pareceres sobre assuntos de sua competência; XI promover a atualização e a divulgação de matéria de caráter jurídico-doutrinário e jurisprudencial de interesse da Polícia Civil; XII dirimir os conflitos de competência entre unidades policiais; XIII orientar as unidades de polícia judiciária na interpretação e no cumprimento da legislação para assegurar a uniformidade de procedimentos; XIV manter contato com as autoridades do Poder Judiciário e do Ministério Público, para tratar de assuntos vinculados ao exercício da atividade de polícia judiciária; XV velar pelo cumprimento das leis, regulamentos e atos normativos relacionados às atividades de polícia judiciária e disciplinar; XVI elaborar instruções normativas orientadoras das atividades de polícia judiciária; XVII expedir provimentos necessários e convenientes ao bom e regular funcionamento dos serviços cuja fiscalização lhe compete; XVIII exercer outras atribuições previstas em lei. XIX - a instauração de investigação preliminar para a apuração e a produção de provas de transgressões disciplinares atribuídas à policial civil. XX - proceder sobre o comportamento ético social dos candidatos ao ingresso em cargos de natureza efetiva da Polícia Civil. Parágrafo Único. Todos os procedimentos administrativos e criminais, instaurados contra servidores policiais civis serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Superior de Polícia Civil, quando da instauração e da conclusão dos respectivos procedimentos. Subseção I Do Corregedor-Geral de Polícia Civil

11 Art. 19. O Corregedor-Geral de Polícia Civil, cargo privativo de Delegado de Polícia da Classe Especial da respectiva carreira, é de livre escolha, nomeação e exoneração do Governador do Estado. CAPÍTULO IV DO ÓRGÃO DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL Art. 20. A capacitação e formação profissional serão realizadas por Academia Especializada, pertencente à estrutura da Secretaria de Justiça e Segurança Pública, sendo o órgão responsável pelo desenvolvimento dos recursos humanos da Polícia Civil, na forma de legislação específica. CAPÍTULO V DO ÓRGÃO DE ASSESSORAMENTO E APOIO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO SEÇÃO I DO GABINETE DA DELEGACIA GERAL DE POLÍCIA CIVIL Art. 21. O Gabinete da DGPC tem por incumbência assessorar permanentemente seu titular no desempenho de suas atribuições, coordenando ainda as atividades de comunicação social da respectiva Instituição. Art. 22. O cargo de Chefe de Gabinete é privativo de Policial Civil da Classe Especial ou 1ª Classe da respectiva carreira, de livre nomeação e exoneração pelo Governador do Estado. Art. 23. São atribuições básicas do Chefe de Gabinete: I - Auxiliar o Delegado Geral no cumprimento das atribuições que lhe forem afetas; II - Assessorar o titular da DGPC no exercício de suas atribuições, como representação e relações públicas e atividades afetas à comunicação social; III - Promover a divulgação coordenada das atividades da DGPC; IV - Manter sob seu controle, organizado e atualizado, o arquivo de correspondência da Delegacia Geral, assim como todos os documentos submetidos ao despacho de seu titular; V - Organizar a agenda de trabalho do Delegado Geral; VI - Secretariar o Conselho Superior de Polícia Civil; VII - Cumprir outras funções que lhe forem atribuídas pelo Delegado Geral. CAPÍTULO VI DOS ÓRGAÕS DE EXECUÇÃO PROGRAMÁTICA Art. 24. Os Órgãos de Execução Programática ficam compreendidos no âmbito da Delegacia Geral da Polícia Civil - DGPC e compreendem: I Órgãos de Funções Estratégicas:

12 a) Departamento de Inteligência b) Departamento de Polícia Administrativa II Órgãos de Funções Tático-Operacionais: a) Departamento de Ações Especializadas b) Departamentos das Centrais Integradas de Operações em Segurança Pública e Unidades de Polícia da Capital e do Interior SEÇÃO I DOS ÓRGÃOS DE FUNÇÕES ESTRATÉGICAS Subseção I Do Departamento de Inteligência Art. 25. Ao Departamento de Inteligência, dirigido por Delegado de Polícia de Classe Especial ou 1ª Classe, nomeado pelo Governador do Estado, compete a integralização e consolidação permanente, em tempo real, de todos os dados relevantes na esfera da ação policial investigativa, servindo de suporte para ações operativas, mediatas e imediatas, e, ainda, a análise conjuntural e estrutural da criminalidade no Estado, devendo realizar toda a respectiva política de captação, tratamento e difusão de dados e informações, e particularmente: I executar a política de telemática da Delegacia Geral de Polícia Civil, operando e coordenando os serviços estratégicos veiculados por instrumento de telecomunicações e informática; II supervisionar e coordenar a atividade operacional finalística da Delegacia Geral no Estado do Amapá, caracterizando-se como centro de planejamento e monitoração das funções típicas da investigação criminal e outras ações operativas; III estabelecer o elo e a lógica de funcionamento entre os órgãos de execução programática da Delegacia Geral; IV zelar pela unidade tático-operativa dos órgãos de execução programática da Delegacia Geral, mantendo a unidade de procedimentos coerente com a normatização técnico-científica dinamicamente homologada pelas instâncias superiores da Polícia Civil; V - Manter a unidade procedimental entre os diversos órgãos operacionais da Delegacia Geral, zelando pela harmonia de princípios no curso das ações técnico-científicas da investigação criminal; VI contribuir com a Polícia Técnico-Científica POLITEC, através de convênio específico para este fim, na manutenção e normatização técnica dos métodos de identificação criminal de pessoas, criminalística e medicina-legal, explicitando demandas da dinâmica investigativa; VII manter, em convênio com a POLITEC, estrutura física e outros meios ou tecnologias de identificação de pessoas ou cenários criminais, especialmente os bancos de dados e aplicativos automatizados para cruzamento de informações próprias da investigação criminal;

13 VIII gerenciar todo o serviço de informações criminais no âmbito da Delegacia Geral, responsabilizando-se pela política de captação, tratamento e difusão de dados necessários à quaisquer investigações, especialmente no âmbito dos procedimentos policiais; IX articular-se, prioritariamente, com os setores próprios da Academia de Polícia Civil, para o desenvolvimento técnico-científico dos métodos de investigação da historicidade e autoria dos eventos criminais, naquilo que se refere à execução das funções de campo, registro e escrituração dos respectivos atos, atuando no desenvolvimento e elaboração dinâmica das Normas Gerais de Ação e Operações Técnico-Científicas da Polícia Civil; X ter acesso aos dados oriundos do serviço de identificação criminal, registro de veículos e cadastro de condutores, para fins notariais e de composição das informações relevantes para os atos de investigação criminal e de polícia judiciária; XI captar e consolidar todos os tipos de dados policialmente relevantes no tempo e no espaço; XII administrar o arcabouço de organização e métodos de todos os sistemas automatizados da Polícia Civil; XIII consolidar dados para a definição do quadro setorial da Polícia Civil, adotando critérios técnicos de proporcionalidade entre os efetivos e a dinâmica criminal das regiões onde se localizem unidades policiais. Parágrafo Único. O Departamento de Inteligência integra, de forma sistêmica e normativa, a Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública. Subseção II Do Departamento de Polícia Administrativa Art. 26. Ao Departamento de Polícia Administrativa, dirigido por Delegado de Polícia da Classe Especial ou 1ª Classe, nomeado pelo Governador do Estado, compete coordenar, supervisionar, controlar, fiscalizar e gerenciar as atividades de diversões públicas, o comércio e o uso de armas, munições e explosivos e os serviços de vigilância e segurança privados, conforme disposições estabelecidas em lei. Parágrafo Único. A estrutura administrativa, atribuições, normas de serviços, e competência do Departamento de Polícia Administrativa constarão de regulamento próprio. SEÇÃO II DOS ÓRGÃOS DE FUNÇÕES TÁTICO-OPERACIONAIS DA DELEGACIA GERAL Subseção I Do Departamento de Ações Especializadas Art. 27. Ao Departamento de Ações especializadas, dirigido por Delegado de Polícia de Classe Especial ou 1ª Classe, nomeado pelo Governador do Estado, compete: I coordenar, supervisionar e monitorar as ações especializadas de investigação criminal praticadas pela Polícia Civil em todo o Estado, dentro das competências específicas determinadas pela direção superior;

14 II aprimorar dinamicamente o padrão técnico das ações especializadas, fomentando procedimentos iguais nas centrais integradas e demais unidades policiais; III manter, com competência plena no Estado do Amapá, as unidades policiais de ação especializada, destinadas a executar extraordinariamente, de ofício, a requerimento de qualquer do povo ou requisição de autoridade competente, a investigação criminal especializada, ou, ordinariamente, monitorar e dar suporte às unidades desconcentradas de ação territorial, delegacias de polícia, naquilo que se refere à respectiva especialização. 1º. Consideram-se ações especializadas, as referentes ao tipo criminal ou relativas ao tipo de operações táticas, em que se dá o emprego direto da força legítima e proporcional ao ato de violência que se enfrenta. 2º. Decreto do Chefe do Poder Executivo criará as delegacias de ação especializada, segundo competências determinadas, adotando nomenclatura que obedeça a tipologia criminal ou a tipologia das ações especiais a que se refere o parágrafo anterior. Subseção II Dos Departamentos das Centrais Integradas de Operações em Segurança Pública e Unidades de Polícia da Capital e do Interior Art. 28. Aos Departamentos das Centrais Integradas de Operações em Segurança Pública CIOSP e Unidades de Polícia, da Capital e do Interior, dirigidos por Delegado de Polícia de Classe Especial ou 1ª Classe, nomeados pelo Governador do Estado, competem chefiar, supervisionar e coordenar os serviços policiais civis no âmbito das Centrais Integradas de Operações em Segurança Pública e respectivas unidades policiais à eles subordinadas, separadamente, na Capital e no Interior, e particularmente: I - articular-se, permanentemente, com as chefias dos demais órgãos integrantes do Sistema, visando à efetividade dos serviços atinentes ao ciclo completo da ação policial civil nas áreas integradas existentes no Estado; II - articular-se, permanentemente, com o Departamento de Ações especializadas, visando à harmonia de procedimentos técnico-científicos no curso da ação especializada que se praticar na sua respectiva Central Integrada. Parágrafo Único. As Centrais Integradas de Operações em Segurança Pública CIOSP, unidades policiais com competência em determinada área territorial, coordenadas por Delegados de Polícia da Classe Especial ou 1ª Classe, são instâncias de atuação comunitária em que funcionam, sob regime sistêmico, de caráter ético e técnico, todos os órgãos do Sistema Integrado de Segurança Pública Cidadã do Estado do Amapá. TÍTULO III DO PROVIMENTO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 29. São requisitos básicos para investidura em cargo policial civil: I - ser brasileiro;

15 II estar no gozo dos direitos políticos; III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais; IV - a idade mínima de dezoito anos; V gozar de boa saúde física e mental, comprovada em inspeção médica oficial; VI - ter conduta social irrepreensível, comprovada idoneidade moral e não possuir antecedentes criminais. 1º. O cargo de Delegado de Polícia é privativo de possuidor de diploma de curso superior de Bacharel em Direito, exigindo-se no ato da inscrição no concurso a apresentação do respectivo diploma de conclusão do curso, expedido por estabelecimento reconhecido pelo Ministério da Educação. 2º. Os cargos de Agente de Polícia e Oficial de Polícia Civil só poderão ser exercidos por pessoas portadoras de diploma de conclusão de nível superior, exigindo-se no ato da posse no concurso a apresentação do respectivo certificado de conclusão, expedido por estabelecimento de ensino reconhecido pelo Ministério da Educação. 3º. À critério da Administração e considerando as atribuições do cargo, poderá ser exigido outro requisito a ser estabelecido no edital normativo do respectivo concurso. Art. 30. Compete ao Chefe do Poder Executivo prover os cargos públicos da Polícia Civil. Art. 31. São formas de provimento de cargo público, constante desta lei, respeitado o disposto no Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Amapá, consubstanciado na Lei nº de 03 de maio de 1993 e suas respectivas alterações: I - Nomeação; II - Promoção; III - Readaptação; IV - Reversão; V - Reintegração; VI Recondução; VII Aproveitamento. CAPÍTULO II DO CONCURSO PÚBLICO Art. 32. O concurso público para o ingresso nas classes e padrões iniciais das carreiras policiais civis será de provas ou de provas e títulos, realizado em duas etapas, todas de caráter eliminatório e classificatório, condicionado a inscrição do candidato ao pagamento de taxa, em valor fixado no edital, quando indispensável ao seu custeio, ressalvadas as hipóteses de isenção nele expressamente previstas, sendo: I Primeira Etapa - prova preambular de conhecimentos gerais;

16 II Segunda Etapa - Curso de Formação Policial Profissional ministrado, exclusivamente, pelo Órgão de Formação e Capacitação Profissional, de que trata o art. 20 desta Lei; 1º. A matrícula no Curso de Formação Policial está condicionada à aprovação, na ordem, nos seguintes exames, todos de caráter eliminatório: a) Exame de higidez e aptidão física; b) Exame psicológico, de caráter objetivo; c) Exame de Investigação Social. 2º. A apuração da conduta ilibada na vida pública e privada será constante em todas as etapas do concurso e se estenderá até a data da nomeação dos candidatos aprovados, sendo excluídos do ato de nomeação o candidato que tiver demonstrada a sua inidoneidade. 3º. O exame de higidez física será realizado por Corpo Técnico Especializado, que avaliará no conjunto, as condições do candidato, objetivando a verificação de deformidades estruturais e anomalias morfológicas incompatíveis com o exercício da função policial civil. 4º. O exame de aptidão física tem por fim, a avaliação das condições de agilidade e destreza nos movimentos deambulares, composto por testes de impulsão vertical. Art. 33. O concurso para ingresso nos cargos da Carreira Policial Civil será planejado, organizado e executado com a participação do Órgão de Formação e Capacitação Profissional de que trata o art. 20 e da Procuradoria Geral do Estado, observado o art. 60 desta Lei, e acompanhado por comissão da qual poderão participar 01 (um) representante do Ministério Público Estadual, 01 (um) representante da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB, 01 (um) representante do Conselho Superior de Polícia Civil e 01 (um) representante do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Amapá. Art. 34. O concurso público terá validade de até 2 (dois) anos podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período. CAPÍTULO III DO CURSO DE FORMAÇÃO POLICIAL PROFISSIONAL Art. 35. O candidato aprovado na primeira etapa do concurso público será convocado pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública e submetido a Curso de Formação Policial mencionado no art. 34 desta Lei, com currículo e duração variáveis, de acordo com as atribuições e responsabilidades inerentes à respectiva categoria de ingresso. 1º. Na convocação a que se refere este artigo será considerado o número de cargos a serem providos na categoria funcional, obedecendo-se rigorosamente a classificação obtida na primeira etapa do respectivo concurso. 2º. Será objeto de legislação específica a fixação das normas que regerão a apuração dos requisitos de que trata este artigo.

17 Art. 36. A contar da matrícula no Curso de Formação Policial Profissional, após ser aprovado em todas as fases da primeira etapa do concurso para ingresso na carreira policial civil, o aluno fará jus a título de bolsa mensal, de valor correspondente a 50% (cinqüenta por cento) do subsídio inicial da respectiva carreira. Parágrafo único. O aluno contribuirá para o Sistema de Previdência do Estado, para efeito de aposentadoria, pensão e demais benefícios. Art. 37. O candidato que for servidor do Estado ficará afastado do exercício do respectivo cargo, durante o curso, caso em que poderá optar pela bolsa ou pelo subsídio e vantagens do seu cargo, emprego ou função. Parágrafo único. O candidato que vier a ser nomeado, em face de aprovação nas fases de seleção, contará, para todos os efeitos legais da respectiva carreira, o tempo correspondente à duração do curso. Art. 38. Observada rigorosamente a ordem de classificação, serão nomeados somente os candidatos aprovados em todas as fases do curso. Art. 39. A falta a dia-aula nos Cursos a que esteja matriculado o servidor policial civil, equivalerá, para todos os efeitos, à ausência ao serviço. Art. 40. A nomeação dar-se-á: CAPÍTULO IV DA NOMEAÇÃO I - em caráter efetivo, quando se tratar de provimento efetivo de carreira; II - em comissão, para cargos de confiança, de livre nomeação e exoneração. CAPÍTULO V DE POSSE E DO EXERCÍCIO Art. 41. A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as atribuições, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado, que não poderão ser alterados unilateralmente por qualquer das partes, ressalvados os atos de ofício previstos em lei. 1º. A posse ocorrerá no prazo de 30 (trinta) dias contados da publicação do ato de provimento, prorrogável por igual período, a pedido do interessado. 2º. Em se tratando de candidato que, na data de publicação do ato de provimento esteja em licença ou afastado, o prazo será contado do término de qualquer um dos seguintes impedimentos: I licença prevista em lei, regularmente concedida; II férias; III júri e outros serviços obrigatórios previstos em lei;

18 3º. A posse poderá dar-se mediante procuração específica. 4º. No ato da posse, o servidor apresentará declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio e declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo, emprego ou função pública. 5º. A declaração de bens e valores de que trata o parágrafo anterior, deve ser obrigatoriamente renovada de 5 (cinco) em 5 (cinco) anos, sob pena de responder o servidor sob o aspecto disciplinar. 6º. Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo previsto no 1º deste artigo, observando o disposto no 2º. Art. 42. A posse será solene, compreendendo a prestação do juramento policial, assinatura do termo, o recebimento da carteira e do distintivo policial, do colete identificador, da arma e demais equipamentos de uso característicos e exclusivos da atividade policial. 1º. O ato de posse será presidido pelo Secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública. 2º. O termo de juramento a ser proferido na ocasião da posse será do seguinte teor: "Juro observar e fazer observar rigorosa obediência à Constituição Federal e à Constituição do Estado do Amapá, bem como às demais leis e regulamentos; desempenhar minhas funções com lealdade, respeito aos direitos humanos, desprendimento e probidade e considerar como sendo da minha própria pessoa a reputação e a honorabilidade do órgão policial que passo agora a servir". 3º. A carteira, o distintivo, o colete identificador, a arma e demais equipamentos de uso estritamente policial serão entregues ao servidor policial civil, imediatamente após tomar posse no cargo, mediante cautela pessoal de caráter permanente e intransferível, na forma do regulamento próprio pertinente. 4º. Não poderá ser empossado em cargo de provimento efetivo da carreira policial civil, quem deixar de apresentar declaração que não exerce outro cargo ou função pública ou que não comprovar que solicitou exoneração ou dispensa. Art. 43. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança. 1º. É de 15 (quinze) dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício, contados da data da posse. 2º. O servidor será exonerado do cargo ou será tornado sem efeito o ato de sua designação para função específica, se não entrar em exercício nos prazos previstos neste artigo, observado o disposto no 1º deste artigo. 3º. À autoridade competente do órgão ou entidade para onde for designado o servidor compete dar-lhe exercício. Art. 44. O início, a suspensão, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento individual do servidor. Parágrafo Único. Ao entrar em exercício, o servidor apresentará ao órgão competente os elementos necessários ao seu assentamento individual.

19 Art. 45. A promoção não interrompe o tempo de exercício, que é contado no novo posicionamento na carreira a partir da data da publicação do ato que promover o servidor. Art. 46. O servidor que deva ter exercício em outro município em razão de ter sido removido, requisitado, cedido ou posto em exercício provisório, terá, no mínimo dez e no máximo, trinta dias de prazo, contados da publicação do ato, para a retomada do efetivo desempenho das atribuições do cargo, incluído nesse prazo o tempo necessário para o deslocamento para a nova sede. Parágrafo Único. Na hipótese de o servidor encontrar-se em licença ou afastado legalmente, o prazo a que se refere este artigo será contado a partir do término do impedimento. Art. 47. Respeitados os casos previstos nesta lei, a interrupção intencional do exercício por mais de 30 (trinta) dias consecutivos, sujeita o servidor à demissão por abandono de cargo, caracterizado em regular processo disciplinar, assegurada ampla defesa. CAPÍTULO VI DO ESTÁGIO PROBATÓRIO Art. 48. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por um período de 36 (trinta e seis) meses, durante o qual serão apurados os requisitos necessários à confirmação ou não do policial civil no cargo de provimento efetivo para o qual foi nomeado. 1º. Os requisitos de que trata este artigo, são: I - Conduta ilibada na atuação pública e na vida privada; II - Disciplina; III Assiduidade e pontualidade; IV Dedicação às atividades policiais; V Fidelidade às instituições e lealdade a seus superiores; VI Desempenho e alcance de metas profissionais que lhe forem estabelecidas. 2º. Será submetida à homologação do Conselho Superior de Polícia Civil a avaliação de desempenho do servidor, realizada de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento do sistema de carreira, sem prejuízo da continuidade de apuração dos requisitos constantes do parágrafo anterior. 3º. Preenchidos todos os requisitos do 1º deste artigo, o policial civil será automaticamente confirmado no cargo. 4º. O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado do cargo, após regular procedimento administrativo em que se assegurará ampla defesa, ou, se estável, reconduzido ao cargo anteriormente ocupado, obedecidas as disposições previstas no Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado.

20 5º. O boletim de avaliação sobre a conduta do servidor policial civil durante o estágio probatório deve ser elaborado, periodicamente, a contar do início do exercício, na forma do regulamento próprio. 6º. Quando o servidor policial em estágio probatório não preencher qualquer dos requisitos enumerados no 1º deste artigo, caberá à autoridade avaliadora, sob pena de responsabilidade funcional, provocar a instauração de sindicância para sua confirmação ou não no cargo. 7º. Para os fins previstos no parágrafo anterior, será especialmente designada Comissão de Sindicância da Corregedoria Geral da Polícia Civil, para apurar o descumprimento dos requisitos do estágio probatório, na forma prevista no art. 145 desta lei. CAPÍTULO VII DA ESTABILIDADE Art. 49. O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de provimento efetivo adquirirá estabilidade no serviço público após completar 3 (três) anos de efetivo exercício. 1º. O servidor policial civil estável só perderá o cargo: I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; II - Mediante regular processo administrativo disciplinar que haja concluído pela sua demissão, depois de lhe haver sido assegurada ampla defesa; III - Mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma da lei complementar federal, assegurada à ampla defesa; 2º. Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. 3º. Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão constituída pelo Conselho Superior da Polícia Civil para essa finalidade. CAPÍTULO VIII DA REMOÇÃO DO SERVIDOR Art. 50. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede. 1º. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades de remoção: I - De ofício, no interesse da Administração: a) pela necessidade de aumentar o efetivo das unidades de polícia com servidores de qualquer categoria, em decorrência do incremento da incidência criminal na região, município ou comarca;

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