Rastreamento e prevenção de morte súbita por miocardiopatia hipertrófica em jovens praticantes de atividades físicas.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Rastreamento e prevenção de morte súbita por miocardiopatia hipertrófica em jovens praticantes de atividades físicas."

Transcrição

1 1º Ten AL CRISTIANO MATOS SOUTO DA ROCHA Rastreamento e prevenção de morte súbita por miocardiopatia hipertrófica em jovens praticantes de atividades físicas. RIO DE JANEIRO 2008

2 1º TEN AL CRISTIANO MATOS SOUTO DA ROCHA Rastreamento e prevenção de morte súbita por miocardiopatia hipertrófica em jovens praticantes de atividades físicas. Trabalho de conclusão de curso apresentado à Escola de Saúde do Exército, como requisito para aprovação no Curso de Formação de Oficiais do serviço de saúde, especialização em aplicações complementares ás ciências militares. Orientador: Dr. JOSÉ CARLOS JUCÁ POMPEU FILHO. Rio de janeiro 2008

3 R672r ROCHA, Cristiano Matos Souto da. Rastreamento e prevenção de morte súbita por miocardiopatia hipertrófica em jovens praticantes de atividades físicas /. Cristiano Matos Souto da Rocha. - Rio de Janeiro, f. ; 30 cm. Orientador: José Carlos Pompeu Filho Trabalho de Conclusão de Curso (especialização) Escola de Saúde do Exército, Programa de Pós-Graduação em Aplicações Complementares às Ciências Militares.) Referências: f Miocardiopatia hipertrófica. 2. Morte súbita. 3. Atividades físicas. I. Pompeu Filho, José Carlos. II. Escola de Saúde do Exército. III. Título. CDD

4 1º Ten AL CRISTIANO MATOS SOUTO DA ROCHA Rastreamento e prevenção de morte súbita por miocardiopatia hipertrófica em jovens praticantes de atividades físicas. Trabalho de conclusão de curso apresentado à Escola de Saúde do Exército, como requisito parcial para aprovação no Curso de Formação de Oficiais do Serviço de Saúde, especialização em Aplicações Complementares às Ciências Militares. COMISSÃO DE AVALIAÇÃO MÁRCIO MAURO DE SOUZA OLIVEIRÁ Cap Med ANDRÉ ROLIM DA SILVA 1º Ten Cav Co-orientador Dr. OSWALDO SOUTO DA ROCHA FILHO Médico CRM - AL 694 Rio de Janeiro, de de 2008

5 Dedico este trabalho primeiramente a Deus; A minha família, instrutores e, especialmente ao meu colega médico e amigo Dr. Pompeu Filho, que aceitou a responsabilidade de ser meu orientador neste trabalho, além das inestimáveis orientações a mim prestadas como preceptor da emergência do Hospital de Cardiologia de Messejana na minha época de residente. AGRADECIMENTOS A minha amada esposa pela compreensão da ausência necessária em prol do auto aperfeiçoamento que norteia a evolução intelectual, alicerce do pensamento crítico. Aos meus colegas de curso, que mesmo diante da concorrência, souberam com respeito e lealdade, contribuir para evolução de todos.

6 RESUMO As cardiomiopatias constituem um grupo de desordens em que a característica dominante é o envolvimento do músculo cardíaco propriamente dito. Dentre elas, tem a miocardiopatia hipertrófica, doença cardíaca geneticamente transmissível mais comum, reconhecida pela hipertrofia ventricular esquerda inapropriada, muitas vezes com o comprometimento assimétrico do septo interventricular, e função contrátil preservada ou aumentada até o curso tardio da doença, como principal causa de morte súbita em jovens assintomáticos ou oligossintomáticos (pouco sintomas) praticantes de atividades físicas que podem ser admitidos no exército brasileiro por uma deficiência atual no rastreamento dessa patologia na seleção médica militar, necessitando assim, de maiores cuidados no diagnóstico através do exame clínico inicial bem feito e exames complementares (principalmente a ecocardiografia) para prevenção de morte súbita por arritmias malignas graves em adultos jovens, previamente sedentários ou não, que são submetidos a atividades físicas inerente a profissão militar, independente do quadro, arma ou serviço que o militar venha a fazer parte.

7 Palavras chaves: Miocardiopatia hipertrófica. Morte súbita. Atividades físicas. ABSTRACT The cardiomyopathies constitute a group of clutters where the dominant characteristic is the involvement of the cardiac muscle properly said. Amongst them, it has the hypertrophic cardiomyopathy, more common, genetically recognized transmissible illness cardiac for the inappropriate left ventricular hypertrophy, many times with the anti-symmetrical compromentiment of septum to interventricular, and preserved or increased contractile function until the delayed course of the illness, as main cause of sudden death in young symptomatic or oligossyntomatic (few symptoms) practicing of physical activities that can be admitted in the Brazilian army for a current deficiency in the tracking of this pathology in the medical election to militate, thus needing, of well-taken care of greaters in the diagnosis (through clinical examination initial e, mainly, echocardiography) in the prevention of sudden death for arrhythmias malignant serious in young, sedentary adults or not, that the physical activities are submitted inherent the military profession, independent of the picture, it sets or service that the military man comes to be part. Words keys: Hypertrophic cardiomyopathy. Sudden death. Physical activities.

8 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO CONCEITOS ETIOLOGIA FISIOPATOLOGIA...13 OBSTRUÇÃO DA VIA DE SAÍDA DO VENTRÍCILO ESQUERDO...13 DISFUNÇÃO DIASTÓLICA DO VENTRÍCULO ESQUERDO...13 ISQUEMIA MIOCÁRDICA MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DIAGNÓSTICO E RASTREAMENTO HISTÓRIA NATURAL TRATAMENTO E PREVENÇÃO DE MORTE SÚBITA ATIVIDADES FÍSICAS CONCLUSÃO REFERÊNCIAS... 20

9 1 INTRODUÇÃO A morte súbita, principalmente em indivíduos jovens e aparentemente saudáveis, apesar de evento raro, tende a gerar repercussões desastrosas tanto do ponto de vista emocional, como também do ponto de vista social, econômico e jurídico. Cerca de 90% das vítimas de morte súbita possuem cardiopatia conhecida ou não diagnosticada. Na maioria dos casos, a morte súbita relacionada ao exercício ocorre por causas que podem ser detectáveis através de um exame clínico minucioso e/ou de exames complementares e, conseqüentemente, muitas vezes a morte súbita é um evento que pode ser evitado. (WEVER, 2004). É estratégia fundamental para sua prevenção, além de uma minuciosa avaliação médica prévia sempre que possível, uma boa infra-estrutura do ponto de vista médico nos locais onde serão realizadas atividades físicas desportivas, para um pronto atendimento em situações emergenciais, incluindo a parada cardiorrespiratória. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte. A miocardiopatia hipertrófica é a causa mais comum de morte inesperada em indivíduos atletas previamente assintomáticos antes dos 35 anos de idade, ocorrendo geralmente durante ou logo após uma atividade física, sendo a manifestação mais temível dessa doença. É a doença cardíaca geneticamente transmissível mais comum. (SÁNCHEZ et al. 2005). Coube a Teare, em 1958, descrever a miocardiopatia hipertrófica em oito jovens, dos quais sete morreram subitamente (BREGAGNOLLO e CARVALHO, 2005). A incidência de morte cardíaca súbita em pacientes com miocardiopatia hipertrófica é de 2% a 4% por ano nos adultos e de 4% a 6% em crianças e adolescentes (BHARGAVA e SCHWEIKERT, 2007). O presente trabalho tem o objetivo de revisar a literatura internacional sobre miocardiopatia hipertrófica como principal causa de morte súbita por arritmias malignas em adultos jovens que são submetidos a esforços físicos extenuantes, atividade inerente ás atribuições da profissão militar, aonde os jovens muitas vezes chegam ao limite de sua capacidade física. Dando ênfase no rastreamento diagnóstico ao exame clínico e, principalmente, através de exames complementares fundamentais para o diagnóstico naqueles casos assintomáticos ou com discretos sintomas, antes da incorporação dos candidatos aprovados nos concursos das diversas escolas de formação militar e todos os selecionados para o serviço militar inicial obrigatório ou em caráter voluntário.

10 2 CONCEITOS Clinicamente, a morte súbita é definida pela OMS como uma parada cardíaca inesperada (que geralmente leva a morte biológica), onde a maioria dos casos de morte cardíaca súbita acontece de forma praticamente instantânea e sem sintomas premonitórios. (BHARGAVA e SCHWEIKERT, 2007) A miocardiopatia hipertrófica (CMH) é uma doença cardíaca primária, genética, autossômica dominante, definida pela presença de hipertrofia do ventrículo esquerdo, sem dilatação ventricular em sua fase precoce, função ventricular hiperdinânica e disfunção diastólica que ocorre na ausência de qualquer outra doença cardíaca ou sistêmica suficiente para justificar a hipertrofia miocárdica. (BREGAGNOLLO e CARVALHO, 2005) Pode ser classificada como obstrutiva ou não-obstrutiva, com base na presença e na localização (medioventricular ou do trato de saída) da obstrução intraventricular. Outras classificações podem se

11 relacionar com a distribuição da hipertrofia: hipertrofia septal assimétrica, espessamento desproporcional do septo superior, hipertrofia assimétrica apical e outras. (SHAH, 2005) Em quase um quarto dos familiares de primeiro grau de pacientes com CMH são encontradas evidências morfológicas da doença; em muitos familiares, a doença é mais discreta, o grau de hipertrofia é menor e mais localizado e, na maioria dos casos, não há gradiente pressórico. Sintomas são ausentes ou mínimos, e a doença é detectada apenas por ecocardiografia. (WYNNE e BRAUNWALD, 2006) A prevalência da CMH é baixa: 0,2% da população geral e 0,5% dos pacientes não selecionados encaminhados ao exame ecocardiográfico. (WYNNE e BRAUNWALD, 2006) A diferença entre a hipertrofia fisiológica que ocorre em atletas de nível profissional e a hipertrofia observada na CMH pode ser muito complicada. Atletas de elite podem demonstrar espessura da parede ventricular de até 16mm na ausência de CMH (normal<12mm), associada a anormalidade eletrocardiográfica. Achados que podem permitir a diferenciação dessas duas situações é a resposta anormal ao ecodoppler, a identificação de familiares com essa doença ou a demonstração da capacidade funcional dos atletas quando submetidos ao teste cardiopulmonar. (WYNNE e BRAUNWALD, 2006) A apresentação fenotípica é extremamente heterogênea, variando desde pacientes portadores assintomáticos até aqueles com sintomas incapacitantes. A morte súbita cardíaca é a manifestação mais temível, acometendo geralmente indivíduos jovens, após esforço físico, sendo a causa mais comum de morte cardíaca súbita em atletas. (BREGAGNOLLO e CARVALHO, 2005) A hipertrofia miocárdica, presente na miocardiopatia hipertrófica, possui grande diversidade de apresentações e está associada a graus variados de alterações funcionais, podendo ou não haver obstrução funcional ao fluxo sanguíneo. Quando essa ocorre, é causado pela aproximação do folheto anterior da valva mitral durante a sístole em direção á porção superior hipertrofiada do septo interventricular. (VIEGAS, 2004)

12 3 ETIOLOGIA A CMH ocorre como doença de herança autossômica dominante em pelo menos 50% dos casos. Especula-se que algumas, senão todas as formas esporádicas da doença, sejam decorrentes de mutações espontâneas. Pelo menos 10 genes estão associados a CMH. Mutações nas proteínas sarcoplasmáticas causam a doença em muitos pacientes. (WYNNE e BRAUNWALD, 2006). Postulou-se uma resposta anormal do miocárdio ás catecolaminas normais como sendo o mecanismo patogênico. Estudos mais recentes relacionam a CMH familial com os genes de cadeia pesada da miosina cardíaca no cromossomo 14 em algumas famílias, indicando a heterogeneidade genética. (SHAH, 2005)

13 4 FISIOPATOLOGIA 4.1 OBSTRUÇÃO DA VIA DE SAÍDA DO VENTRÍCULO ESQUERDO O que mais chama a atenção é o gradiente pressórico na via de saída do ventrículo esquerdo(ve). Considera-se que esse gradiente esteja relacionado com um estreitamento da via de saída do VE (devida a acentuada hipertrofia septal e localização anormal da valva mitral) pelo movimento anterior anormal da valva mitral, que se encontra muitas vezes alongada. (WYNNE e BRAUNWALD, 2006) 4.2 DISFUNÇÃO DIASTÓLICA DO VENTRÍCULO ESQUERDO É a principal responsável pelos sinais e sintomas de insuficiência cardíaca nos pacientes com CMH. Os dois principais mecanismos responsáveis pela disfunção diastólica são as anormalidades denominadas relaxamento miocárdico (devida a hipertrofia e ao desarranjo dos miócitos, anormalidades do ciclo do cálcio intra-celular, distorções da geometria ventricular, isquemia miocádica e alteração da velocidade e sincronia da repolarização) e diminuição da complacência muscular (indica as propriedades diastólicas passivas do VE). (BREGAGNOLLO e CARVALHO, 2005) 4.3 ISQUEMIA MIOCÁRDICA É comum e multifatorial, as maiores causas são reserva miocardica diminuída (relacionada com o espessamento intramurais e estreitamento das artérias coronárias); aumento da demanda de oxigênio (especialmente em paciente com gradiente da via de saída); e pressões de enchimento elevadas com isquemia subendocárdica resultante. (WYNNE e BRAUNWALD, 2006) 5 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

14 A maioria dos pacientes com CMH é assintomática ou apresenta sintomas leves. Infelizmente, a primeira manifestação clínica da doença nesses indivíduos pode ser a morte súbita. (BREGAGNOLLO e CARVALHO, 2005) As manifestações clínicas mais freqüentes incluem: dispnéia, dor torácica, síncope e/ou présíncope, palpitações ou morte cardíaca súbita. A dispnéia é o sintoma mais comum (90% dos casos), a dor torácica se manifesta como dor anginosa, pode ocorrer em repouso ou precipitada por esforço físico. A pré-síncope e a síncope ocorrem mais comumente em pacientes jovens durante episódio de taquicardia ventricular não sustentada ou atividade física. (BREGAGNOLLO e CARVALHO, 2005) O exame físico pode ser normal (a não ser pela presença de B4), principalmente em pacientes assintomático sem gradiente pressórico, naqueles com hipertrofia discreta e naqueles com a forma apical da CMH. (WYNNE e BRAUNWALD, 2006) 6 DIAGNÓSTICO E RASTREAMENTO Uma vez que a síncope e a morte súbita têm sido associadas a esportes competitivos e esforço físico intenso em pacientes com CMH, é importante o diagnóstico dessa situação para que essas atividades sejam proscritas. (WYNNE e BRAUNWALD, 2006) Os achados na radiografia de tórax são variáveis; a silhueta cardíaca pode estar normal ou apresentar aumento acentuado, e, na maioria dos casos de aparente cardiomegalia, o aumento da

15 silhueta cardíaca é resultado da hipertrofia ventricular esquerda ou atrial esquerda, ou ambas. (WYNNE e BRAUNWALD, 2006) O ECG completamente normal é observado em apenas 15 a 25% dos pacientes e é geralmente encontrado na presença de hipertrofia localizada do ventrículo esquerdo. Outras alterações que podem ser encontradas são: anormalidades do segmento ST e ondas T, seguidas pelas evidências de hipertrofia ventricular esquerda. Infelizmente, estes achados são inespecíficos e podem ser observados em pacientes normais, especialmente atletas altamente treinados em que as anormalidades podem apenas refletir o condicionamento atlético. (WYNNE e BRAUNWALD, 2006) O ecocardiograma constitui o principal método de investigação para o diagnóstico e avaliação da CMH, pois combina atributos de alta resolução com nenhum risco conhecido e permite identificar e quantificar características anatômicas e funcionais. Anormalidades ecocardiográficas podem ser observadas em pacientes geneticamente afetados, mesmo na ausência de HVE, o que torna esse método de extrema valia para diagnóstico, avaliação e acompanhamento desses pacientes. (BREGAGNOLLO e CARVALHO, 2005) 7 HISTÓRIA NATURAL A CMH pode manifestar-se clinicamente em qualquer fase da vida. A ocorrência mais temida da história natural da CMH é a morte cardíaca súbita, que acontece com mais freqüência em adultos jovens, pacientes assintomáticos ou com sintomas leves, geralmente antes ou imediatamente após atividade física vigorosas. (BREGAGNOLLO e CARVALHO, 2005) Os pacientes considerados de alto risco para morte súbita estão associados aos seguintes marcadores: parada cardíaca prévia ou taquicardia ventricular sustentada espontânea, história familiar de morte súbita relacionada a CMH prematura, síncope aos esforços ou repetida, salvas múltiplas de taquicardia ventricular não sustentada na monitorização Holter, hipertrofia ventricular esquerda maior que 30mm e resposta hipotensiva á prova de esforço. (SÁNCHEZ et al. 2005). O principal problema é a morte súbita, que é freqüentemente a primeira manifestação da doença em adolescentes e adultos jovens. (SHAH, 2005)

16 8 TRATAMENTO E PREVENÇÃO DE MORTE SÚBITA O tratamento de pacientes com CMH é direcionado para alívio dos sintomas, prevenção de complicações e redução do risco de morte. A maioria dos pacientes deve ser submetida a uma estratificação de risco que inclui completa anamnese, ecocardiograma bidimensional, Holter de 24 a 48 horas e teste ergométrico em esteira ou bicicleta. (WYNNE e BRAUNWALD, 2006) A terapia farmacologia é o tratamento de primeira linha nos pacientes sintomáticos. Os betabloqueadores e os antagonistas do cálcio são muitas vezes utilizados em pacientes sem gradiente na VSVE (forma não-obstrutiva), e os betabloqueadores e a disopiramida em pacientes com gradiente. (WYNNE e BRAUNWALD, 2006) Os tratamentos não farmacológicos (invasivos) são: ablação septal percutânea alcoólica, cardiomiectomia transvalvar aórtica (padrão ouro em pacientes com obstrução grave), marca-passo bicameral e, quando o risco de morte súbita é inaceitavelmente elevado, necessitando de intervenção, o cardiodesfibrilador implantável (CDI) é o tratamento mais seguro e eficiente para modificar a história natural da doença, sendo um dispositivo seguro para prevenção secundária de morte cardíaca súbita em pacientes com antecedentes de parada cardíaca e taquicardia ventricular sustentada ocorrendo espontaneamente. (BREGAGNOLLO e CARVALHO, 2005)

17 9 ATIVIDADES FÍSICAS Foram desenvolvidas diretrizes para a participação em esportes competitivos: esforço físico extenuante deve provavelmente ser proscrito (evitado) em todos os pacientes com CMH, sintomáticos ou não, especialmente na presença de características de alto risco. A CMH não suspeitada é a anormalidade mais comum encontrada na autopsia de atletas jovens que morreram subitamente. A avaliação inicial cardiovascular antes da participação em esportes competitivos pode identificar pacientes assintomáticos com CMH e parece reduzir a freqüência de morte súbita não esperada, embora não esteja certo se essa avaliação cardiológica inicial em larga escala de atletas seja administrativamente viável ou custo-benefício. (WYNNE e BRAUNWALD, 2006)

18 10 CONCLUSÃO A prática de atividades físicas como atribuição militar, muitas vezes extenuantes, a qual os jovens são submetidos durante sua formação e aperfeiçoamento, levanta a questão da necessidade de uma investigação de patologias que podem evoluir com morte cardíacas súbita, decorrente do esforço físico, em jovens adultos previamente assintomáticos ou com sintomas leves. Dentre as doenças que podem causar morte inesperada, sem sintomas premonitórios, temos a miocardiopatia hipertrófica como principal causa de morte súbita por arritmias ventriculares malignas nesse tipo de paciente que, muitas vezes, desconhecem ser portador. É fundamental que seja realizado uma boa anamnese em todos os jovens, sejam eles candidatos selecionados para as escolas de formação de oficiais ou sargentos de carreira, convocados ao serviço militar obrigatório ou de caráter voluntário, em qualquer quadro, arma ou serviço, bem como, uma estrutura médica pré-hospitalar adequada em manobras, instrução ou eventos esportivos. Dentre os exames complementares fundamentais, que devem ser inicialmente realizados temos: o eletrocardiograma e a radiografia de tórax, onde poderão evidenciar alterações cardiovasculares sugestivas, contudo é o ecocardiograma que dará o diagnóstico definitivo com respaldo técnico e legal. Embora em termos de custo seja inviável a sua aplicação para avaliar grandes grupos, o ecocardiograma, em alguns casos selecionados, pode ser útil na avaliação da origem de sopros cardíacos e naqueles indivíduos com suspeita de cardiopatias congênitas potencialmente perigosas, sendo assim, o exame complementar de escolha nos casos selecionados.

19 REFERÊNCIAS: BHARGAVA M & SCHWEIKERT R.A. Morte súbita cardíaca. In: Manual de Medicina Cardiovascular. 2º ed. Rio de Janeiro, Guanabara, Págs BREGAGNOLLO E, A & CARVALHO F.C. Cardiomiopatia hipertrófica.in: SOCESP Tratado de cardiologia. 1 ed. São Paulo, Manole, Págs SÁNCHEZ J.M & CRAWFORD P. Avaliação e tratamento das miocardiopatias dilatadas restritivas e hipertróficas. In: The Washington manual Cardiology Rio de Janeiro, Guanabara, Págs SHAH P.M. Miocardiopatia hipertrófica.in: Currente cardiologia: Diagnóstico e tratamento, 2 ed. Rio de Janeiro, McGraw Hill, Págs WEVER, E.F.D, et al. JACC vol. 43 No. 7, April 7, 2004: WYNNE, J & BRAUNWALD, E. Cardiomiopatias. In: Tratado de doenças cardiovasculares. 7 ed. Rio de Janeiro, W.B. Saunders, Págs VIEGAS R.F.M Tratamento da miocardiopatia hipertrófica. In: Guia de medicina ambulatorial e hospitalar UNIFESP/ Escola Paulista de Medicina. São Paulo, Manole, Págs

Curso Nacional de Reciclagem em Cardiologia da Região Sul. Cardiomiopatia Hipertrófica e Restritiva. Dr. Jamil Mattar Valente

Curso Nacional de Reciclagem em Cardiologia da Região Sul. Cardiomiopatia Hipertrófica e Restritiva. Dr. Jamil Mattar Valente 2006 Curso Nacional de Reciclagem em Cardiologia da Região Sul Cardiomiopatia Hipertrófica e Restritiva Dr. Jamil Mattar Valente 1 Cardiomiopatia Hipertrófica Primária Secundária 2 Introdução Doença hereditária

Leia mais

Miocardiopatia Hipertrófica: Casuística da ULS da Guarda. Anexo 1: Tabela 1- Distribuição da população de doentes identificada com o

Miocardiopatia Hipertrófica: Casuística da ULS da Guarda. Anexo 1: Tabela 1- Distribuição da população de doentes identificada com o ANEXOS INDÍCE DE ANEXOS ANEXOS Anexo 1: Tabela 1- Distribuição da população de doentes identificada com o código diagnóstico do ICD-9...pág.3 Anexo 2: Questionário aplicado aos doentes com MCH..pág.3 Anexo

Leia mais

2. HIPERTENSÃO ARTERIAL

2. HIPERTENSÃO ARTERIAL TESTE ERGOMETRICO O teste ergométrico serve para a avaliação ampla do funcionamento cardiovascular, quando submetido a esforço físico gradualmente crescente, em esteira rolante. São observados os sintomas,

Leia mais

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc Insuficiência Cardíaca Conceito É a incapacidade do coração em adequar sua ejeção às necessidades metabólicas do organismo, ou fazê-la

Leia mais

TES TE T S E ER GOMÉTRIC GOMÉTRIC (Te ( ste de esforço ç )

TES TE T S E ER GOMÉTRIC GOMÉTRIC (Te ( ste de esforço ç ) TESTE ERGOMÉTRICO (Teste de esforço) Definição - um dos exames mais importantes de diagnóstico, avaliação clínica e prognóstico dos pacientes com doença arterial coronariana (DAC). - método rápido, barato,

Leia mais

CARDIOLOGIA ORIENTAÇÃO P/ ENCAMINHAMENTO À ESPECIALIDADE

CARDIOLOGIA ORIENTAÇÃO P/ ENCAMINHAMENTO À ESPECIALIDADE CARDIOLOGIA ORIENTAÇÃO P/ ENCAMINHAMENTO À ESPECIALIDADE DOR TORÁCICA CARDÍACA LOCAL: Precordio c/ ou s/ irradiação Pescoço (face anterior) MSE (interno) FORMA: Opressão Queimação Mal Estar FATORES DESENCADEANTES:

Leia mais

Marco Aurélio Nerosky Hospital Cardiológico. Costantini

Marco Aurélio Nerosky Hospital Cardiológico. Costantini Caso Clínico 1 Módulo: DAC Métodos Diagnósticos Marco Aurélio Nerosky Hospital Cardiológico Costantini Caso 01 IFV, 59 anos, feminino Assintomática Fatores de Risco: história familiar Pressão arterial

Leia mais

INSTITUTO DE DOENÇAS CARDIOLÓGICAS

INSTITUTO DE DOENÇAS CARDIOLÓGICAS Página: 1/7 1- CONSIDERAÇÕES GERAIS 1.1- As doenças cardiovasculares são, ainda hoje, as principais responsáveis pela mortalidade na população geral, no mundo ocidental. Dentre as inúmeras patologias que

Leia mais

Protocolo de Dor Torácica / Doença Arterial Coronariana (DAC)

Protocolo de Dor Torácica / Doença Arterial Coronariana (DAC) Protocolo de Dor Torácica / Doença Arterial Coronariana (DAC) 1 - Epidemiologia No Brasil, as doenças cardiovasculares (DCV) representam a principal causa de mortalidade. Calcula-se que existam 900.000

Leia mais

PROGRAMA TEÓRICO E PRÁTICO PARA ESTÁGIO EM CARDIOLOGIA 2014 Credenciado e reconhecido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia

PROGRAMA TEÓRICO E PRÁTICO PARA ESTÁGIO EM CARDIOLOGIA 2014 Credenciado e reconhecido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia HOSPITAL SÃO FRANCISCO RIBEIRÃO PRETO ESTADO DE SÃO PAULO PROGRAMA TEÓRICO E PRÁTICO PARA ESTÁGIO EM CARDIOLOGIA 2014 Credenciado e reconhecido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia Início 28 de Fevereiro

Leia mais

08h30-08h45 Analise das novas diretrizes de CRM da ESC 2014. Indicaçao e procedimento na CRM em pacientes com FE diminuída

08h30-08h45 Analise das novas diretrizes de CRM da ESC 2014. Indicaçao e procedimento na CRM em pacientes com FE diminuída PROGRAMA CIENTÍFICO Quinta-feira 13 de agosto de 2015 SALA A MESA REDONDA - DAC CRÔNICA Analise das novas diretrizes de CRM da ESC 2014 Indicaçao e procedimento na CRM em pacientes com FE diminuída Quando

Leia mais

Coração do Atleta é Anormal? ABORDANDO O TEMA... ABORDANDO O TEMA... Conceito de normalidade. Clássica Alternativa e talvez possa contribuir mais

Coração do Atleta é Anormal? ABORDANDO O TEMA... ABORDANDO O TEMA... Conceito de normalidade. Clássica Alternativa e talvez possa contribuir mais Coração do Atleta: o que há de novo para interpretarmos o fisiológico e o patológico? Dr. Claudio Gil Araújo ABORDANDO O TEMA... Clássica Alternativa e talvez possa contribuir mais Congresso do DERC Rio

Leia mais

AVALIAÇÃ ÇÃO ECOCARDIOGRAFICA DA FUNÇÃ. José Flávio Sette de Souza jflavioss@uol.com.br

AVALIAÇÃ ÇÃO ECOCARDIOGRAFICA DA FUNÇÃ. José Flávio Sette de Souza jflavioss@uol.com.br AVALIAÇÃ ÇÃO ECOCARDIOGRAFICA DA FUNÇÃ ÇÃO O DIASTÓLICA DO VE José Flávio Sette de Souza jflavioss@uol.com.br Funçã ção o Diastólica Normal... A capacidade de enchimento ventricular esquerdo o suficiente

Leia mais

REDE D Or de Hospitais Instituto D Or de Pesquisa e Ensino

REDE D Or de Hospitais Instituto D Or de Pesquisa e Ensino REDE D Or de Hospitais Instituto D Or de Pesquisa e Ensino Serviço de Arritmia, Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca Artificial CURSO DE APERFEIÇOAMENTO EM ARRITMIA CLÍNICA E MÉTODOS DIAGNÓSTICOS NÃO

Leia mais

Palpitações Arritmias Síncope Fibrilação atrial Sintomas, causas, cuidados

Palpitações Arritmias Síncope Fibrilação atrial Sintomas, causas, cuidados Palpitações Arritmias Síncope Fibrilação atrial Sintomas, causas, cuidados - O que são palpitações cardíacas? A palpitação ocorre quando passamos a perceber os batimentos cardíacos ECG demonstrando batimento

Leia mais

Semiologia Cardiovascular. Estenose Aórtica. Por Gustavo Amarante

Semiologia Cardiovascular. Estenose Aórtica. Por Gustavo Amarante Semiologia Cardiovascular Estenose Aórtica Por Gustavo Amarante 1- Etiologia A obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo na maioria das vezes localizase na valva aórtica. Mas pode haver obstrução

Leia mais

Estenose Mitral. Definição e Etiologia

Estenose Mitral. Definição e Etiologia Estenose Mitral Definição e Etiologia A estenose da válvula mitral é um estreitamento da abertura da válvula mitral que aumenta a resistência ao fluxo da corrente sanguínea do átrio esquerdo para o ventrículo

Leia mais

SERVIÇO DE CARDIOLOGIA - IRMANDADE SANTA CASA DE MISERICÓRDIA SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP

SERVIÇO DE CARDIOLOGIA - IRMANDADE SANTA CASA DE MISERICÓRDIA SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP SERVIÇO DE CARDIOLOGIA - IRMANDADE SANTA CASA DE MISERICÓRDIA SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP EDITAL/ REGULAMENTO INTERNO ESTÁGIO MÉDICO EM CARDIOLOGIA CLÍNICA 1. CORPO CLÍNICO. A disciplina de Cardiologia

Leia mais

Identificação do Risco de Morte Súbita

Identificação do Risco de Morte Súbita Texto de apoio ao curso de especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Identificação do Risco de Morte Súbita Resumo adaptado da referencia A identificação de indivíduos

Leia mais

SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA

SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA www.gerenciamentoetreinamento.com Treinamentos Corporativos Contato: XX 12 9190 0182 E mail: gomesdacosta@gerenciamentoetreinamento.com SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA Márcio

Leia mais

PROGAMAÇÃO V CURSO TEÓRICO RESIDENTE CARDIOLOGIA SMC

PROGAMAÇÃO V CURSO TEÓRICO RESIDENTE CARDIOLOGIA SMC PROGAMAÇÃO V CURSO TEÓRICO RESIDENTE CARDIOLOGIA SMC MÓDULO AVANÇADO: 2º Semestre de 2013 LOCAL: ASSOCIAÇÃO MÉDICA DE MINAS GERAIS ESTRUTURA DAS AULAS: - Participantes: Um palestrante + Um debatedor +

Leia mais

HOSPITAL SÃO FRANCISCO RIBEIRÃO PRETO ESTADO DE SÃO PAULO PROGRAMA TEÓRICO E PRÁTICO PARA ESTÁGIO EM CARDIOLOGIA EM 2016

HOSPITAL SÃO FRANCISCO RIBEIRÃO PRETO ESTADO DE SÃO PAULO PROGRAMA TEÓRICO E PRÁTICO PARA ESTÁGIO EM CARDIOLOGIA EM 2016 HOSPITAL SÃO FRANCISCO RIBEIRÃO PRETO ESTADO DE SÃO PAULO PROGRAMA TEÓRICO E PRÁTICO PARA ESTÁGIO EM CARDIOLOGIA EM 2016 Credenciado e reconhecido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia Início 2 de Fevereiro

Leia mais

Semiologia Cardiovascular. B3, B4, Cliques, Estalidos e Atrito Pericárdico. Por Gustavo Amarante

Semiologia Cardiovascular. B3, B4, Cliques, Estalidos e Atrito Pericárdico. Por Gustavo Amarante Semiologia Cardiovascular B3, B4, Cliques, Estalidos e Atrito Pericárdico Por Gustavo Amarante 1 Bulhas Acessórias (B3 e B4) A) Revisão do Ciclo Cardíaco e Posição das Bulhas Para entender as bulhas acessórias,

Leia mais

Avaliação da dor torácica no serviço de urgência. Carina Arantes Interna de formação específica de cardiologia

Avaliação da dor torácica no serviço de urgência. Carina Arantes Interna de formação específica de cardiologia Avaliação da dor torácica no serviço de urgência Carina Arantes Interna de formação específica de cardiologia Introdução Dor torácica constitui a 2ª causa mais comum de admissão no serviço de urgência

Leia mais

MIOCARDIOPATIAS- LIMITES E INSUFICIÊNCIA NA EVIDÊNCIA CIENTÍFICA

MIOCARDIOPATIAS- LIMITES E INSUFICIÊNCIA NA EVIDÊNCIA CIENTÍFICA MIOCARDIOPATIAS- LIMITES E INSUFICIÊNCIA NA EVIDÊNCIA CIENTÍFICA QUAL O PAPEL DA IMAGEM CARDÍACA? DA DETEÇÃO DE FENÓTIPOS PRECOCES À ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO Emanuel Correia Albufeira, 29 de Abril 2014

Leia mais

Ivan da Costa Barros Pedro Gemal

Ivan da Costa Barros Pedro Gemal Semiologia Abordagem ao paciente cardiopata Ivan da Costa Barros Pedro Gemal DESAFIO!! 2011 Universidade Federal Fluminense 1. Paciente idoso procura PS à noite queixando- se de falta de ar, taquicárdico

Leia mais

Imagem da Semana: Radiografia de tórax

Imagem da Semana: Radiografia de tórax Imagem da Semana: Radiografia de tórax Figura: Radiografia de tórax em PA. Enunciado Paciente masculino, 30 anos, natural e procedente de Belo Horizonte, foi internado no Pronto Atendimento do HC-UFMG

Leia mais

CONCEITO: PRC. (Moraes RS, et al. Diretriz de Reabilitação Cardíaca. Arq Bras Cardiol 2005; 84: 431-40.)

CONCEITO: PRC. (Moraes RS, et al. Diretriz de Reabilitação Cardíaca. Arq Bras Cardiol 2005; 84: 431-40.) CONCEITO: PRC OMS: é o somatório das atividades necessárias para garantir aos pacientes portadores de cardiopatia as melhores condições física, mental e social, de forma que eles consigam, pelo seu próprio

Leia mais

Curso Nacional de Reciclagem em Cardiologia Região Sul 20 a 24 de setembro de 2006 ACM - Florianópolis

Curso Nacional de Reciclagem em Cardiologia Região Sul 20 a 24 de setembro de 2006 ACM - Florianópolis Curso Nacional de Reciclagem em Cardiologia Região Sul 20 a 24 de setembro de 2006 ACM - Florianópolis Dr. José Carlos Moura Jorge Laboratório de Eletrofisiologia de Curitiba Bradicardia Sinusal. Doença

Leia mais

Semiologia Cardiovascular. Insuficiência Mitral. Por Matheus Vieira Gonçalves

Semiologia Cardiovascular. Insuficiência Mitral. Por Matheus Vieira Gonçalves Semiologia Cardiovascular Insuficiência Mitral Por Matheus Vieira Gonçalves 1- Etiologia O aparelho da valva mitral consiste dos folhetos valvares, da cordoalha tendínea, dos músculos papilares e do anel

Leia mais

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM RESSONÂNCIA E TOMOGRAFIA CARDIOVASCULAR

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM RESSONÂNCIA E TOMOGRAFIA CARDIOVASCULAR CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM RESSONÂNCIA E TOMOGRAFIA CARDIOVASCULAR Coordenadores: Drs. Clerio Azevedo e Marcelo Hadlich 1. Objetivos do Programa Proporcionar, aos pós-graduandos, formação especializada

Leia mais

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO Dr. Wilton César Eckert Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul Residência Médica em Clínica Médica, Cardiologia e Ecocardiografia na Santa Casa de Misericórdia

Leia mais

EXERCÍCIO FÍSICO: ESTRATÉGIA PRIORITÁRIA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE E DA QUALIDADE DE VIDA.

EXERCÍCIO FÍSICO: ESTRATÉGIA PRIORITÁRIA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE E DA QUALIDADE DE VIDA. 1 EXERCÍCIO FÍSICO: ESTRATÉGIA PRIORITÁRIA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE E DA QUALIDADE DE VIDA. Tales de Carvalho, MD, PhD. tales@cardiol.br Médico Especialista em Cardiologia e Medicina do Esporte; Doutor em

Leia mais

DISCIPLINA DE CARDIOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE ARRITMIAS CARDÍACAS

DISCIPLINA DE CARDIOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE ARRITMIAS CARDÍACAS DISCIPLINA DE CARDIOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE ARRITMIAS CARDÍACAS Prof. Humberto Villacorta Arritmias Cardíacas Ritmo Sinusal, taquicardia e bradicardia sinusais Bradiarritmias Extra-sístoles

Leia mais

Histórico Diagnóstico Indicações Tratamento cirúrgico Resultados e Complicações

Histórico Diagnóstico Indicações Tratamento cirúrgico Resultados e Complicações Valvulopatias Cardíacas II - Visão Cirúrgica Insuficiência Mitral Histórico Diagnóstico Indicações Tratamento cirúrgico Resultados e Complicações Prof. Dr. Jehorvan L. Carvalho História Existem relatos

Leia mais

Arritmias Cardíacas e Morte Súbita

Arritmias Cardíacas e Morte Súbita Arritmias Cardíacas e Morte Súbita SOBRAC Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas www.sobrac.org (Marco Paulo Tomaz Barbosa) Qual o órgão mais importante do corpo humano? Claro que EU sou o mais Importante!!!

Leia mais

CARDIOMIOPATIA ARRITMOGÊNICA DO BOXER RELATO DE CASO

CARDIOMIOPATIA ARRITMOGÊNICA DO BOXER RELATO DE CASO CARDIOMIOPATIA ARRITMOGÊNICA DO BOXER RELATO DE CASO JULIANA APARECIDA CERQUEIRA 1, LUIZ EDUARDO DUARTE DE OLIVEIRA 2,TATIANA SCHULIEN 3, CAROLINE RIBEIRO DE ANDRADE 4, RODRIGO BERNARDES NOGUEIRA 5 RESUMO:

Leia mais

Cardiologia Hemodinâmica

Cardiologia Hemodinâmica 1 Concurso Público 2011 Cardiologia Hemodinâmica Questão 1: Homem de 40 anos de idade, brasileiro (RJ), solteiro e comerciante, apresentou dor precordial intensa, acompanhada de palpitações e desencadeada

Leia mais

2 O CORAÇÃO E A ATIVIDADE ELÉTRICA CARDÍACA

2 O CORAÇÃO E A ATIVIDADE ELÉTRICA CARDÍACA 26 2 O CORAÇÃO E A ATIVIDADE ELÉTRICA CARDÍACA O coração normal (Figura 2), é um órgão predominantemente muscular que funciona como uma bomba de ejeção pulsante. A sua função é ejetar o sangue para o sistema

Leia mais

COORDENADOR: PROF. LUIZ F. SALAZAR DISCIPLINA: SEMIOLOGIA CARDIOVASCULAR

COORDENADOR: PROF. LUIZ F. SALAZAR DISCIPLINA: SEMIOLOGIA CARDIOVASCULAR PROCAPE / - CURSO ESPECIALIZAÇÃO EM CARDIOLOGIA ANO: 0 HORÁRIO: 07:30 HS. ( em ponto) COORNADOR: PROF. LUIZ F. SALAZAR DISCIPLINA: SEMIOLOGIA CARDIOVASCULAR 07.0 ª A ANAMNESE EM CARDIOLOGIA SINTOMAS Dr.Luiz

Leia mais

DICAS DE SEMIOLOGIA. Digite para introduzir texto. séricos e um ou mais testes confirmatórios de função cardíaca.

DICAS DE SEMIOLOGIA. Digite para introduzir texto. séricos e um ou mais testes confirmatórios de função cardíaca. failure? (Charlie S Wang, J. Mark Fitzgerald, Michael Schulzer, Edwin Mak, Najib T. Ayas) O paciente dispneico no departamento de emergência tem insuficiência cardíaca congestiva? P or que esta questão

Leia mais

TOMOGRAFIA E RESSONÂNCIA CARDIOVASCULAR. Renato Sanchez Antonio Santa Casa RP

TOMOGRAFIA E RESSONÂNCIA CARDIOVASCULAR. Renato Sanchez Antonio Santa Casa RP TOMOGRAFIA E RESSONÂNCIA CARDIOVASCULAR Renato Sanchez Antonio Santa Casa RP Tomografia Técnica baseada em radiografia com uso colimadores para restringir feixes Realizada na mesma fase do ciclo cardíaco

Leia mais

:: Taquicardia ventricular catecolaminérgica

:: Taquicardia ventricular catecolaminérgica :: Taquicardia ventricular catecolaminérgica Formas específicas: Síndrome de Andersen (forma específica da síndrome de QT longo congénito com taquicardia ventricular bidireccional) Definição: A taquicardia

Leia mais

Avaliação cardiológica na triagem da doença coronariana em pacientes assintomáticos

Avaliação cardiológica na triagem da doença coronariana em pacientes assintomáticos Avaliação cardiológica na triagem da doença coronariana em pacientes assintomáticos Caso Clínico: Uma mulher de 35 anos procura seu médico para submeter-se à avaliação clínica exigida pela academia de

Leia mais

CARDIOPATIAS CONGÉNITAS CIA

CARDIOPATIAS CONGÉNITAS CIA CARDIOPATIAS CONGÉNITAS CIA A CIA consiste num tipo de cardiopatia congénita do tipo não cianótica, em que há um defeito do septo inter-auricular originando uma comunicação anómala que proporciona a passagem

Leia mais

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO CARDIOLOGISTA

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO CARDIOLOGISTA 12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO CARDIOLOGISTA QUESTÃO 21 Em relação aos métodos diagnósticos não invasivos utilizados para rastreamento de doença cardíaca, é CORRETO afirmar: a) O valor preditivo

Leia mais

Costa, V. y Col. - O Impacto da Hipertensão Arterial...

Costa, V. y Col. - O Impacto da Hipertensão Arterial... QCVC Autoridades Atividade Científica Hall Central Informação Geral FAC Areas Temáticas Arritmias e Eletrofisiologia Bioengenharia e Informática Médica Cardiologia do Exercício Cardiologia Nuclear Cardiologia

Leia mais

Abordagem da reestenosee. Renato Sanchez Antonio

Abordagem da reestenosee. Renato Sanchez Antonio Abordagem da reestenosee oclusões crônicas coronárias Renato Sanchez Antonio Estudos iniciais de seguimento clínico de pacientes com angina estável demonstraram que o percentual de mortalidade aumentou

Leia mais

Sugestões para o rol. Núcleo Amil de Avaliação de Tecnologias em Saúde. Suzana Alves da Silva Maria Elisa Cabanelas Pazos

Sugestões para o rol. Núcleo Amil de Avaliação de Tecnologias em Saúde. Suzana Alves da Silva Maria Elisa Cabanelas Pazos Sugestões para o rol Núcleo Amil de Avaliação de Tecnologias em Saúde Suzana Alves da Silva Maria Elisa Cabanelas Pazos S Procedimentos selecionados Cardiologia AngioTC de coronárias Escore de cálcio Cintilografia

Leia mais

PÔSTERES DIA 13/11/2015-08:00 ÀS 12:00 TÍTULO

PÔSTERES DIA 13/11/2015-08:00 ÀS 12:00 TÍTULO 1 PÔSTERES DIA 13/11/2015-08:00 ÀS 12:00 A CIRCULAÇÃO EXTRACORPOREA NA CIRURGIA CARDÍACA BRASILEIRA: HISTÓRICO, AVANÇOS E DESAFIOS. 2 A DISSECÇÃO AÓRTICA E O TRATAMENTO ENDOVASCULAR 3 A IMPORTÂNCIA DA

Leia mais

DOENÇAS INFECCIOSAS DO CORAÇÃO

DOENÇAS INFECCIOSAS DO CORAÇÃO UNESC ENFERMAGEM SAÚDE DO ADULTO PROFª: : FLÁVIA NUNES DOENÇAS INFECCIOSAS DO CORAÇÃO ENDOCARDITE REUMÁTICA O desenvolvimento da endocardite reumática é atribuído diretamente à febre reumática, uma doença

Leia mais

Bulhas e Sopros Cardíacos

Bulhas e Sopros Cardíacos O conceito de pressão máxima e pressão mínima Quando se registra uma pressão de 120 mmhg por 80 mmhg, indica-se que a pressão sistólica é de 120 mmhg e a pressão diastólica é de 80 mmhg, ou seja, que estas

Leia mais

INTERVALO E VISITA À EXPOSIÇÃO PARALELA - TEMA LIVRE PÔSTER GRUPO I

INTERVALO E VISITA À EXPOSIÇÃO PARALELA - TEMA LIVRE PÔSTER GRUPO I XXII CONGRESSO NACIONAL DO DEPARTAMENTO DE ERGOMETRIA, EXERCÍCIO, REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR, CARDIOLOGIA NUCLEAR E CARDIOLOGIA DO ESPORTE. PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA QUINTA-FEIRA 29 DE OUTUBRO DE 2015 07:30H

Leia mais

Fibrilação atrial Resumo de diretriz NHG M79 (segunda revisão parcial, agosto 2013)

Fibrilação atrial Resumo de diretriz NHG M79 (segunda revisão parcial, agosto 2013) Fibrilação atrial Resumo de diretriz NHG M79 (segunda revisão parcial, agosto 2013) grupo de estudos NHG-fibrilação atrial traduzido do original em holandês por Luiz F.G. Comazzetto 2014 autorização para

Leia mais

ASSOCIAÇÃO MÉDICA DA PARAÍBA RISCO CIRÚRGICO. 9/7/2003 Dr. José Mário Espínola - AMPB 1

ASSOCIAÇÃO MÉDICA DA PARAÍBA RISCO CIRÚRGICO. 9/7/2003 Dr. José Mário Espínola - AMPB 1 ASSOCIAÇÃO MÉDICA DA PARAÍBA 1 I- CONCEITO: avaliação realizada por cardiologista, com fortes bases epidemiológicas, objetivando determinar classificação funcional do paciente, e risco de complicações

Leia mais

Isquemia Lesão e Necrose Miocárdica

Isquemia Lesão e Necrose Miocárdica Isquemia Lesão e Necrose Miocárdica Curso de Eletrocardiografia Rogério Braga Andalaft Seção Médica de Eletrofisiologia Clínica e Arritmias Cardíacas Isquemia Lesão e Necrose Miocárdica Aula disponível

Leia mais

7º Imagem da Semana: Radiografia de Tórax

7º Imagem da Semana: Radiografia de Tórax 7º Imagem da Semana: Radiografia de Tórax Legenda da Imagem 1: Radiografia de tórax em incidência póstero-anterior Legenda da Imagem 2: Radiografia de tórax em perfil Enunciado: Homem de 38 anos, natural

Leia mais

6/1/2014 DEFINIÇÃO CHOQUE CARDIOGÊNICO. Perfusão sanguínea

6/1/2014 DEFINIÇÃO CHOQUE CARDIOGÊNICO. Perfusão sanguínea DEFINIÇÃO CHOQUE CARDIOGÊNICO Lilian Caram Petrus, MV, Msc Equipe Pet Cor de Cardiologia Doutoranda FMVZ-USP Vice- Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia Veterinária Estado de baixa perfusão

Leia mais

CURSO NACIONAL DE RECICLAGEM EM CARDIOLOGIA DA REGIÃO SUL ANGINA ESTÁVEL ABDOL HAKIM ASSEF

CURSO NACIONAL DE RECICLAGEM EM CARDIOLOGIA DA REGIÃO SUL ANGINA ESTÁVEL ABDOL HAKIM ASSEF CURSO NACIONAL DE RECICLAGEM EM CARDIOLOGIA DA REGIÃO SUL ANGINA ESTÁVEL ABDOL HAKIM ASSEF Maringá - Paraná ANGINA ESTÁVEL DEFINIÇÃO Síndrome clínica caracterizada por dor ou desconforto em tórax, epigástrio,

Leia mais

ELETROCARDIOGRAMA AS BASES FISIOLÓGICAS DA ELETROCARDIOGRAFIA. Grupo de Fisiologia Geral da Fundação Universidade de Caxias do Sul

ELETROCARDIOGRAMA AS BASES FISIOLÓGICAS DA ELETROCARDIOGRAFIA. Grupo de Fisiologia Geral da Fundação Universidade de Caxias do Sul ELETROCARDIOGRAMA AS BASES FISIOLÓGICAS DA ELETROCARDIOGRAFIA Grupo de Fisiologia Geral da Fundação Universidade de Caxias do Sul Grupo de Fisiologia Geral da Universidade de Caxias do Sul AS BASES FISIOLÓGICAS

Leia mais

Indicações e Resultados do Tratamento Percutâneo de Obstruções à Via de Saída do VD

Indicações e Resultados do Tratamento Percutâneo de Obstruções à Via de Saída do VD Indicações e Resultados do Tratamento Percutâneo de Obstruções à Via de Saída do VD Carlo B Pilla e Cardiologia Intervencionista SBHCI 2012 Obstruções à VSVD Estenose subvalvar pulmonar* Estenose valvar

Leia mais

FISIOLOGIA CARDÍACA, VALVOPATIAS E A ATUAÇÃO DO NUTRICIONISTA

FISIOLOGIA CARDÍACA, VALVOPATIAS E A ATUAÇÃO DO NUTRICIONISTA FISIOLOGIA CARDÍACA, VALVOPATIAS E A ATUAÇÃO DO NUTRICIONISTA Heloísa C. Del Buono* Renata Silingardi * Maria Silvia Bergo Guerra*** Mari Uyeda**** RESUMO De acordo com a Organização Mundial de Saúde OMS,

Leia mais

Fellowship em Ecocardiografia 2014. Grupo Fleury Hospital São Luiz

Fellowship em Ecocardiografia 2014. Grupo Fleury Hospital São Luiz Fellowship em Ecocardiografia 2014 Grupo Fleury Hospital São Luiz 1. OBJETIVOS Treinar habilidades Avançadas, Nível 3 em ecocardiografia transtorácica em Adultos Treinar e desenvolver corretamente a indicação,

Leia mais

Insuficiência Cardíaca Aguda e Síndrome Coronária Aguda. Dois Espectros da Mesma Doença

Insuficiência Cardíaca Aguda e Síndrome Coronária Aguda. Dois Espectros da Mesma Doença Insuficiência Cardíaca Aguda e Síndrome Coronária Aguda Dois Espectros da Mesma Doença Carlos Aguiar Reunião Conjunta dos Grupos de Estudo de Insuficiência Cardíaca e Cuidados Intensivos Cardíacos Lisboa,

Leia mais

Índice Remissivo do Volume 89-2007

Índice Remissivo do Volume 89-2007 Por Assunto A Ablação por cateter Ácidos pteroilpoliglutâmicos Adiposidade - Associação entre Perfil lipídico e Adjuvantes imunológicos Adolescente Escolares...73 Teste Ergométrico em Crianças e Adulto

Leia mais

Cardiologia NOÇÕES DE ELETROCARDIOGRAFIA

Cardiologia NOÇÕES DE ELETROCARDIOGRAFIA NOÇÕES DE ELETROCARDIOGRAFIA O ELETROCARDIOGRAMA É O REGISTRO DA ATIVIDADE ELÉTRICA DO CORAÇÃO Aplicações do Cardiologia Eletrocardiograma Isquemia miocárdica e infarto Sobrecargas (hipertrofia) atriais

Leia mais

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA E EDEMA AGUDO DE PULMÃO. Prof. Dr. José Carlos Jucá Pompeu Filho Cardiologista- Ecocardiografista

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA E EDEMA AGUDO DE PULMÃO. Prof. Dr. José Carlos Jucá Pompeu Filho Cardiologista- Ecocardiografista INSUFICIÊNCIA CARDÍACA E EDEMA AGUDO DE PULMÃO Prof. Dr. José Carlos Jucá Pompeu Filho Cardiologista- Ecocardiografista CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA I CURSO DE CONDUTAS MÉDICAS NAS INTERCORRÊNCIAS EM

Leia mais

Nº.11. Dr. Carlos Morais [CARDIOLOGISTA] REVISÃO CIENTÍFICA: fundação portuguesa de cardiologia COLABORAÇÃO E APOIO: AMIGOS do Coração

Nº.11. Dr. Carlos Morais [CARDIOLOGISTA] REVISÃO CIENTÍFICA: fundação portuguesa de cardiologia COLABORAÇÃO E APOIO: AMIGOS do Coração TUDO O QUE DEVE SABER SOBRE MAIO 2009 fundação portuguesa de cardiologia ARRITMIAS Uma arritmia é um problema relacionado com o ritmo dos batimentos cardíacos. Se o ritmo cardíaco for demasiado lento (inferior

Leia mais

Vascularização cardíaca

Vascularização cardíaca Universidade de Rio Verde UniRV Faculdade de Medicina de Rio Verde Famerv Liga de Acadêmica de Anatomia Humana - LiAAna Vascularização cardíaca Alunos: João Pedro Soares Nunes Janayna Matumoto Mota Orientador:

Leia mais

Boletim Informativo 6-2006

Boletim Informativo 6-2006 PEETT IMAGEEM I DIAGNÓSSTTI ICOSS VEETTEERRI INÁRRI IOSS NNOVVI IIDDAADDEESS NNO SS IITTEE I Estamos constantemente disponibilizando em nosso site novidades em serviços, dowloads e notícias, visite-o e

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA DISCIPLINA: FISIOLOGIA HUMANA EXERCÍCIO FÍSICO PARA POPULAÇÕES ESPECIAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA DISCIPLINA: FISIOLOGIA HUMANA EXERCÍCIO FÍSICO PARA POPULAÇÕES ESPECIAIS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA DISCIPLINA: FISIOLOGIA HUMANA EXERCÍCIO FÍSICO PARA POPULAÇÕES ESPECIAIS Prof. Mestrando: Marcelo Mota São Cristóvão 2008 POPULAÇÕES ESPECIAIS

Leia mais

Definição. Febre Reumática. Introdução. Introdução. Epidemiologia 24/08/2011

Definição. Febre Reumática. Introdução. Introdução. Epidemiologia 24/08/2011 Definição Febre Reumática Doença inflamatória, sistêmica, deflagrada pelo agente infeccioso Streptococcus β-hemolítico do grupo A, que ocorre em pessoas geneticamente predispostas ; Professor Leonardo

Leia mais

Reabilitação Cardíaca A reabil

Reabilitação Cardíaca A reabil Reabilitação Cardíaca Reabilitação Cardíaca A reabilitação cardiovascular (RCV) pode ser conceituada como um ramo de atuação da cardiologia que, implementada por equipe de trabalho multiprofissional, permite

Leia mais

Arritmias Cardíacas Classificação e Tratamento Emergencial. Classificação das Arritmias (Segundo a Freqüência Cardíaca Associada)

Arritmias Cardíacas Classificação e Tratamento Emergencial. Classificação das Arritmias (Segundo a Freqüência Cardíaca Associada) Arritmias Cardíacas Classificação e Tratamento Emergencial Prof. Dr. Luiz F. Junqueira Jr. Universidade de Brasília Departamento de Clínica Médica - Laboratório Cardiovascular Hospital Universitário de

Leia mais

Curso de Revisão para Enfermagem em Intervenção Cardiovascular 2012

Curso de Revisão para Enfermagem em Intervenção Cardiovascular 2012 Serviço de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista Hospital São Paulo Hospital do Rim e Hipertensão UNIFESP - EPM Curso de Revisão para Enfermagem em Intervenção Cardiovascular 2012 Eduardo Rodrigues

Leia mais

Tamponamento Cardíacodefinição. Pericárdio. Pericárdio. Pericárdio. Pericárdio 6/1/2014 TAMPONAMENTO CARDÍACO- COMO DIAGNOSTICAR E TRATAR

Tamponamento Cardíacodefinição. Pericárdio. Pericárdio. Pericárdio. Pericárdio 6/1/2014 TAMPONAMENTO CARDÍACO- COMO DIAGNOSTICAR E TRATAR TAMPONAMENTO CARDÍACO- COMO DIAGNOSTICAR E TRATAR Lilian Caram Petrus, MV, Msc Equipe Pet Cor de Cardiologia Doutoranda FMVZ-USP Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia Veterinária Tamponamento

Leia mais

Resumo da Tese CARACTERIZAÇÃO DOS COMPARTIMENTOS DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS, MESENQUIMAIS E ENDOTELIAIS EM PACIENTES

Resumo da Tese CARACTERIZAÇÃO DOS COMPARTIMENTOS DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS, MESENQUIMAIS E ENDOTELIAIS EM PACIENTES Resumo da Tese CARACTERIZAÇÃO DOS COMPARTIMENTOS DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS, MESENQUIMAIS E ENDOTELIAIS EM PACIENTES COM CARDIOPATIA ISQUÊMICA OU VALVULAR. Autora: Carine Ghem Orientadora: Dra. Melissa

Leia mais

RESOLUÇÃO No- 454, DE 25 DE ABRIL DE 2015

RESOLUÇÃO No- 454, DE 25 DE ABRIL DE 2015 RESOLUÇÃO No- 454, DE 25 DE ABRIL DE 2015 Reconhece e disciplina a Especialidade Profissional de Fisioterapia Cardiovascular. O Plenário do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO),

Leia mais

Detecção precoce de cardiotoxicidade em Oncologia

Detecção precoce de cardiotoxicidade em Oncologia Congresso Novas Fronteiras em Cardiologia Detecção precoce de cardiotoxicidade em Oncologia Andreia Magalhães Fevereiro/2013 Cardiotoxicidade Lesão cardíaca induzida por fármacos utilizados no tratamento

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CONCURSO PÚBLICO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CONCURSO PÚBLICO UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CONCURSO PÚBLICO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ALCIDES CARNEIRO DIA - 20/12/2009 CARGO: CIRURGIÃO CARDÍACO C O N C U R S O P Ú B L I C O - H U A C / 2 0 0 9 Comissão de

Leia mais

TEMAS LIVRES PÔSTERS APROVADOS DO XII CONGRESSO SERGIPANO DE CARDIOLOGIA. Observação:

TEMAS LIVRES PÔSTERS APROVADOS DO XII CONGRESSO SERGIPANO DE CARDIOLOGIA. Observação: TEMAS LIVRES PÔSTERS APROVADOS DO XII CONGRESSO SERGIPANO DE CARDIOLOGIA Observação: Exposição dos temas livres TL 01 a TL 21 sexta de 08h as 12h, com apresentação 09:45h Exposição dos temas livres TL

Leia mais

Programa Científico. ESC in Rio 2015

Programa Científico. ESC in Rio 2015 Programa Científico ESC in Rio 2015 8:30h - 9:30h 32º CONGRESSO DE CARDIOLOGIA DA SOCERJ COLÓQUIO: MANUSEIO DA DOR TORÁCICA NA SALA DE EMERGÊNCIA Em que ordem e quais os biomarcadores que devem ser empregados?

Leia mais

ARRITMIAS FETAIS EPIDEMIOLOGIA E FISIPATOLOGIA

ARRITMIAS FETAIS EPIDEMIOLOGIA E FISIPATOLOGIA ARRITMIAS FETAIS INTRODUÇÃO O coração humano pode desenvolver arritmias ou distúrbios de condução em resposta à isquemia, distúrbios hidroeletrolíticos, alterações de pós e pré-carga, defeitos estruturais,

Leia mais

FACULDADE DE MEDICINA DA UFMG DEPARTAMENTO DE CIRURGIA

FACULDADE DE MEDICINA DA UFMG DEPARTAMENTO DE CIRURGIA 1 FACULDADE DE MEDICINA DA UFMG DEPARTAMENTO DE CIRURGIA Av. Prof. Alfredo Balena 190-2 0 andar Caixa postal 340 - CEP 30130-100 031-3409-9759 e 3409-9760 cirurgia@medicina.ufmg.br CIR TÓPICOS CLÍNICA

Leia mais

A síndrome ocorre em cerca de um para cada 100 a 160 mil nascimentos. Especialistas atribuem o acidente genético à idade avançada dos pais.

A síndrome ocorre em cerca de um para cada 100 a 160 mil nascimentos. Especialistas atribuem o acidente genético à idade avançada dos pais. Síndrome de Apert O que é Síndrome de Apert? A síndrome de Apert é uma desordem genética que causa desenvolvimento anormal da caixa craniana. Bebês com síndrome de Apert nascem com a cabeça e a face com

Leia mais

Estimulação Cardíaca Artificial Marcapasso. Sammylle Gomes de Castro

Estimulação Cardíaca Artificial Marcapasso. Sammylle Gomes de Castro Estimulação Cardíaca Artificial Marcapasso Sammylle Gomes de Castro Catharina Serafin e Hugo von Ziemssen 1950 primeiros marcapassos móveis com fonte de energia elétrica Auxilio dos experimentos com hipotermia

Leia mais

[297] 136. MONITORIZAÇÃO CARDÍACA

[297] 136. MONITORIZAÇÃO CARDÍACA Parte VI P R O T O C O L O S D E P R O C E D I M E N T O S [297] Avançar o guia através da agulha. Monitorizar o ECG, devido a risco de produção de arritmias. Remover a agulha deixando o fio guia. Empregar

Leia mais

Eventos mecânicos do ciclo cardíaco

Eventos mecânicos do ciclo cardíaco O músculo cardíaco Introdução As variedades de músculos cardíacos O músculo cardíaco como um sincício O longo potencial de ação e o seu platô no músculo cardíaco Introdução O coração pode ser considerado

Leia mais

DICIONÁRIO DE TERMOS DA HEMODINÂMICA

DICIONÁRIO DE TERMOS DA HEMODINÂMICA DICIONÁRIO DE TERMOS DA HEMODINÂMICA Aneurisma: dilatação e protusão localizada da parede de um vaso (principalmente artéria) ou do coração, decorrente de uma fragilidade estrutural local. Angina: também

Leia mais

Batendo Papo sobre Holter. Bradiarritmias. Editor. Dr. José Luiz B. Cassiolato. Colaboradores

Batendo Papo sobre Holter. Bradiarritmias. Editor. Dr. José Luiz B. Cassiolato. Colaboradores Bradiarritmias Editor Dr. José Luiz B. Cassiolato Colaboradores Dr. Ivan G. Maia Dra. Fátima Dumas Cintra Dr. João Pimenta Norman Holter, pai da eletrocardiografia dinâmica, não poderia imaginar a fantástica

Leia mais

A. Cardiopatia Isquêmica B. Cardiopatia Hipertensiva C. Cardiopatia Valvular. 2 Letícia C. L. Moura

A. Cardiopatia Isquêmica B. Cardiopatia Hipertensiva C. Cardiopatia Valvular. 2 Letícia C. L. Moura Cardiopatias Profa. Letícia Coutinho Lopes Moura Tópicos da aula A. Cardiopatia Isquêmica B. Cardiopatia Hipertensiva C. Cardiopatia Valvular 2 A. Cardiopatia Isquêmica Manifestações Clínicas Patogenia

Leia mais

Dissociação atrioventricular

Dissociação atrioventricular ELETROCARDIOGRAMA Antonio Américo Friedmann I Clínica Geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Professor Milton de Arruda Martins) não é um diagnóstico de arritmia

Leia mais

CONTROLE DA SAÚDE DO TRABALHADOR NAS EMPRESAS

CONTROLE DA SAÚDE DO TRABALHADOR NAS EMPRESAS CONTROLE DA SAÚDE DO TRABALHADOR NAS EMPRESAS Dr. Ailton Luis da Silva www.healthwork.com.br ailton@healthwork.com.br Tel: (11) 5083-5300 Modelos de Serviços de Saúde Ocupacional existentes. A Convenção

Leia mais

Dr. Rafael Souto de O. Giuberti 18.10.2012

Dr. Rafael Souto de O. Giuberti 18.10.2012 Curso SBHCI Curso de Revisão em Intervenção Cardiovascular Dr. Rafael Souto de O. Giuberti 18.10.2012 Doença da Artéria Coronária e Métodos Diagnósticos I. Fisiopatologia da Placa e Formação do trombo

Leia mais

Índice Remissivo do Volume 102

Índice Remissivo do Volume 102 Por assunto Palavra-chave A Ablação por Cateter Nome e página do artigo Ablação de Fibrilação Atrial por Mapeamento, 30 Ablação Epicárdica de Taquicardia Ventricular, 524 Denervação Renal com Cateter Irrigado,

Leia mais

Dúvidas do dia-a-dia em casos do mundo real. Arritmia. Raquel Landeiro Dra. Teresa Vale USF Vale do Sorraia- Coruche

Dúvidas do dia-a-dia em casos do mundo real. Arritmia. Raquel Landeiro Dra. Teresa Vale USF Vale do Sorraia- Coruche Dúvidas do dia-a-dia em casos do mundo real Arritmia Raquel Landeiro Dra. Teresa Vale USF Vale do Sorraia- Coruche IDENTIFICAÇÃO F.M.C.N.B Sexo feminino 43 anos Caucasiana 9ºano Casada Fajarda Empregada

Leia mais

Sistema circulatório

Sistema circulatório Texto de apoio ao professor T3 Nesta aula irá estudar-de o ciclo cardíaco (diástole, sístole, pressão sanguínea e arterial) e os meios utilizados para o diagnóstico e prevenção de anomalias que possam

Leia mais

COLÉGIO AMERICANO DE MEDICINA ESPORTIVA Posicionamento Oficial Exercício para Pacientes com Doença Arterial Coronariana

COLÉGIO AMERICANO DE MEDICINA ESPORTIVA Posicionamento Oficial Exercício para Pacientes com Doença Arterial Coronariana COLÉGIO AMERICANO DE MEDICINA ESPORTIVA Posicionamento Oficial Exercício para Pacientes com Doença Arterial Coronariana RESUMO Posicionamento Oficial do Colégio Americano de Medicina Esportiva: Exercise

Leia mais

Title : Cardiac Arrhythmias. Exercise and Exercise Stress Testing

Title : Cardiac Arrhythmias. Exercise and Exercise Stress Testing O Teste Ergométrico na Avaliação das Arritmias Cardíacas Fabio Sandoli de Brito Este artigo foi a base para o Capitulo 3 item 6 na III Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia Sobre Teste Ergométrico

Leia mais

Hemodinâmica. Cardiovascular. Fisiologia. Fonte: http://images.sciencedaily.com/2008/02/080226104403-large.jpg

Hemodinâmica. Cardiovascular. Fisiologia. Fonte: http://images.sciencedaily.com/2008/02/080226104403-large.jpg Fonte: http://images.sciencedaily.com/2008/02/080226104403-large.jpg Fisiologia Cardiovascular Hemodinâmica Introdução O sistema circulatório apresenta várias funções integrativas e de coordenação: Função

Leia mais