SISTEMA DE MONITORAMENTO E QUALIDADE DO AR COM RASPBERRY PI

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "SISTEMA DE MONITORAMENTO E QUALIDADE DO AR COM RASPBERRY PI"

Transcrição

1 200 SISTEMA DE MONITORAMENTO E QUALIDADE DO AR COM RASPBERRY PI Angelo Pereira Bernardes - Bacharel em Ciência da Computação UNISEB; Danilo Ansaloni Azevedo - aluno de graduação em Ciência da Computação UNISEB; Thiago Wellington Joazeiro de Almeida - Professor do Centro Universitário UNISEB. RESUMO O aumento da urbanização e crescimento de cidades, contribuiu para o crescimento da contaminação do meio ambiente sendo mais grave a poluição do ar, que atinge uma grande quantidade de pessoas, causando diversos efeitos na saúde. Neste artigo será discutido uma forma de monitorar e quantificar a poluição do ar, utilizando Raspberry Pi. Dados foram coletados por meio de um equipamento capaz de construir uma base histórica que permita avaliar a qualidade do ar aferido em comparação aos parâmetros divulgados pela CETESB. Com base nos indicadores é possível verificar qual a classificação da qualidade do ar, no local onde foi realizada a aferição. Este artigo apresenta uma discussão sobre um único indicador aferido que é a concentração de gás carbônico, porém deve-se considerar também que a qualidade do ar apresenta outros indicadores que devem ser avaliados. Com o auxílio da base histórica e aferição em localizações estratégicas é possível tomar decisões mais eficazes para melhoria da qualidade do ar. O ponto discutido serve de informação para que sejam tomadas atitudes relacionadas à qualidade do ar. Palavras-chave: poluição do ar; efeitos na saúde; indicadores de qualidade do ar. 1 Introdução A poluição atmosférica é um grande problema de saúde publica, principalmente em áreas bastante urbanizadas (CASTRO, GOUVEIA E CEJUDO, 2003). Segundo Nakagawa, Comarú e Trigoso (2010), a poluição causa danos ao aparelho respiratório e não pode ser ignorada. Pesquisas realizadas na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) mostraram que em centros bastante urbanizados, a expectativa de vida é em média de um ano e meio menor do que em cidades do interior. O estudo também mostrou que para cada aumento de 100 µg/m³ na concentração de MP (Material Particulado) em 24 horas, aumentaram em 8,17 mortes de adultos por dia (NAKAGAWA, COMARÚ E TRIGOSO, 2010). Dessa maneira, foram realizados estudos para definirem e identificarem os principais poluentes atmosféricos, e a partir dai, vários países definiram padrões de qualidade do ar (SILVA, 2011). Segundo Silva (2011), temos fontes naturais e antropogênicas de poluição, que podemos lista-las dessa maneira: Naturais: - Cinzas e gases de emissões vulcânicas;

2 201 - Tempestades de areia e poeira; - Decomposição de animais e vegetais; - Partículas e gases de incêndios florestais; - Poeira cósmica; - Evaporação natural; - Odores e gases da decomposição de matéria orgânica; - Maresia dos mares e oceanos. Antropogênicas: - Fontes industriais; - Fontes móveis (veículos a gasolina, álcool, diesel e gnv); - Queima de lixo a céu aberto e incineração de lixo; - Comercialização e armazenamento de produtos voláteis; - Queima de combustíveis na indústria e termoelétricas; - Emissões de processos químicos. Segundo Saldiva (2007), nas ultimas décadas, com o aumento da quantidade da frota móvel, acabou se tornando o principal contribuinte para o aumento da carga de poluentes emitidos na atmosfera nas grandes cidades, até mesmo maior que as fontes fixas. Se a tecnologia disponível hoje em dia, fosse utilizada para reduzir o consumo de combustível fósseis, haveria uma redução de cerca de 65 mil mortes entre 2000 e 2020 nas maiores cidades do mundo (SALDIVA, 2007). Na cidade de São Paulo devido a isso, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), criou programas para controlar tais emissões como o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE), o Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares (PROMOT), além do rodizio de veículos de passeio e veículos pesados (NAKAGAWA, COMARÚ E TRIGOSO, 2010). 1.1 Objetivo Criar alternativa utilizando Raspberry PI, que permita coletar e apresentar dados inerentes a qualidade do ar. 2 FUndamentação teórica

3 202 Os conceitos sobre a qualidade do ar é foco de muitos estudos como os que foram encontrados e apresentados nos tópicos a seguir. Tais estudos necessitam de recursos tecnológicos para fazer medições e assim obter conclusões sobre a qualidade do ar bem como aprovar tais tecnologias para medições. 2.1 Qualidade e poluição do ar Segundo a CETESB (2012), os padrões de qualidade do ar (PQAr), são definidos na Resolução CONAMA nº 3 de 28/06/90 e no Decreto Estadual nº 8468/76, e na tabela 1 são demostrados os padrões de qualidade do ar assim como os critérios para alguns casos como de atenção, alerta e emergência. Para simplificar a demonstração dos dados de poluição do ar para população a CETESB (2012), utiliza o Índice de Qualidade do Ar (IQAr), que é obtido relacionando os padrões legais de qualidade do ar com as concentrações dos poluentes. Segundo a CETESB (2012), a qualidade do ar de uma estação é determinada pelo poluente que tenha o índice mais elevado. Na tabela 1 são demonstrados os índices de qualidade do e saúde.

4 203 Para um melhor entendimento a CETESB (2012) fornece um significado para cada índice listado na Tabela 2 - Índice de qualidade do ar e saúde, segue significados na tabela 3.

5 204 Segundo Silva (2011), existem agravantes da poluição do ar, que são eles: Inversão térmica, depleção da camada de Ozônio, efeito estufa e a chuva ácida Inversão Térmica Nos primeiros quilômetros de atmosfera, à medida que o ar se distancia da superfície da terra, o ar vai esfriando, dessa maneira o ar mais próximo da superfície, que é mais quente e mais leve pode ascender, favorecendo assim a dispersão de poluentes emitidos pelas fontes, segundo a CETESB (2013).

6 205 Além disso, a CETESB (2013) informa que a inversão térmica é uma condição que ocorre quando uma camada de ar quente se sobrepõe a uma camada de ar frio, impedindo o movimento ascendente do ar, uma vez que o ar abaixo dessa camada fica mais frio e pesado, fazendo com o que os poluentes se mantenham próximos à superfície. Em grandes centros urbanos, com uma grande frota automobilística e com indústrias, a inversão térmica pode ocasionar uma alta concentração de poluentes e por fim grandes problemas de saúde (CETESB, 2013) Depleção da Camada de Ozônio A CETESB (2013) apresenta que toda a vida na terra depende de um gás venenoso que existe na atmosfera da terra chamado de ozônio. Segundo a CETESB (2013), esse gás na forma de uma fina camada na atmosfera não permite que altos níveis de radiação UV-B atinjam a superfície da terra, protegendo assim as plantas e os animais de doses elevadas do UV-B, e da forma que vai o absorvendo, também cria uma fonte de calor desempenhando um papel na estrutura da temperatura do planeta. Porém, por volta dos anos 70 e 80 foi detectado um crescente afinamento dessa camada de ozônio, dessa forma aumentando a intensidade dos raios UV-B que atingem a superfície da terra e causam alterações na estrutura celular de organismos vivos podendo causar vários tipos de doenças. Este crescente afinamento vem sido causado pela poluição do ar, onde diversas substancias químicas que acabam destruindo o ozônio quando reagem com ele (CETESB, 2013) Efeito Estufa Segundo a CETESB (2013), o efeito estufa é causado pela emissão de gases na atmosfera pela queima de combustíveis fosseis como o carvão, o gás natural e os derivados de petróleo (gasolina, óleo diesel, óleos combustíveis, entre outros). Esses gases quando em grandes quantidades, formam um filtro na atmosfera, retendo o calor, provocando um aumento na temperatura média. A CETESB (2013) lista os principais gases do efeito estufa, que são eles: CO2: Ele é responsável por cerca de 60% do efeito estufa, e a sua duração na atmosfera é pelo menos algumas centenas de anos.

7 206 CH4: Responsável por cerca de 15 a 20% do efeito estufa, ele é o componente primário do gás natural e é produzido por aterros sanitários, mineração, plantação de arroz, queima de biomassa e até mesmo por bactérias no aparelho digestivo do gado. N2O: Responsável por cerca 6% do efeito estufa, os clorofluorcarbonos são utilizados em aparelhos de ar condicionados, propelentes de aerossóis, geladeiras além de outros usos comerciais e industriais. Esses gases reagem com o ozônio, causando o afinamento na camada de ozônio. Além dos gases informados acima a CETESB (2013) lista também outros gases do efeito estufa: Dióxido de Carbono, Metano, Óxido Nitroso, Ozônio, HFC-23, HFC-32, HFC- 41, HFC-43-10mee, HFC-125, HFC-134, HFC-134a, HFC-152a, HFC-143, HFC-143a, HFC- 227ea, HFC-236fa, HFC-145ca, Hexafluorido de Enxofre, Perfluorometano, Perfluoroetano, Perfluoropropano, Perfluorociclobutano, Perfluoropentano, Perfluorohexano Chuva Ácida Segundo a USP (2013), indústrias e automóveis lançam para atmosfera óxidos de enxofre e nitrogênio que ao reagir com o vapor de agua, produzem ácido sulfúrico e acido nítrico dando origem a precipitações ácidas. O solo, plantas e animais são prejudicados se com frequência houver esse tipo de chuva, da mesma forma edificações podendo ocorrer corrosão nas suas estruturas Principais Poluentes Referente à poluição do ar, a CETESB (2012) apresentou uma lista com os principais poluentes, que estão listados abaixo como: Partículas Inaláveis Finas (MP2,5): São partículas de material sólido ou liquido suspensa no ar, como neblina, fumaça, poeira ou fuligem, e que por permanecerem no ar podem percorrer longas distancias, e tem uma faixa de tamanho menor que 2,5 micra. Têm como fonte principal os processos de combustão, tanto de veículos automotores como industrial, sulfato, nitrato e aerossol secundário formado na atmosfera. No meio ambiente pode causar danos a vegetação, contaminação do solo, contaminação da agua e deterioração da visibilidade. Partículas Inaláveis (MP10) e Fumaça: São partículas de material sólido ou liquido suspensa no ar, como neblina, fumaça, poeira ou fuligem, e tem uma faixa de tamanho

8 207 menor que 10 micra. Têm como fonte principal os processos de combustão, tanto de veículos automotores como industrial, poeira ressuspensa e aerossol secundário formado na atmosfera. No meio ambiente pode causar danos a vegetação, contaminação do solo, contaminação da agua e deterioração da visibilidade. Partículas Totais em Suspensão (PTS): São partículas de material sólido ou liquido suspensa no ar, como neblina, fumaça, poeira ou fuligem, e tem uma faixa de tamanho menor que 100 micra. Têm como fonte principal veículos automotores, processo industrial, poeira ressuspensa, queima de biomassa e também de fontes naturais como aerossol, pólen e solo. No meio ambiente pode causar danos à vegetação, contaminação do solo, contaminação da agua e deterioração da visibilidade. Dióxido de Enxofre (SO2): É um gás com forte odor, semelhante ao gás produzido na queima de palitos de fósforos e incolor, que pode ser transformado em SO2 e na presença de vapor de água, passa rapidamente a H2SO4. O Dióxido de Enxofre é um percursor dos sulfatos, que é um dos principais componentes das partículas inaláveis. Tem como fonte principal os processos que utilizam queima de combustível, queima de óleo, refinaria de petróleo, produção de polpa, produção de papel, produção de fertilizantes e refinarias de petróleo. O SO2 pode levar a formação de chuva ácida, causar danos devido à corrosão aos materiais e causar danos à vegetação. Dióxido de Nitrogênio (NO2): Um gás com um odor forte e irritante, marrom avermelhado, que pode levar a formação de nitratos, ácidos nítricos e compostos orgânicos tóxicos. Tem como fonte a combustão de veículos automotores, usinas térmicas que utilizam óleo e gás, incinerações e processos industriais. Pode ocasionar a chuva ácida e causar danos à vegetação e à colheita. Monóxido de Carbono (CO): É um gás incolor, inodoro e insípido, tem como principal fonte a combustão incompleta em veículos automotores. O Monóxido de carbono é um gás tóxico, incolor, inodoro, fruto da combustão de processos industriais, do escapamento de veículos automotores e do fumo de cigarro. A intoxicação desse gás pode levar a morte, pois quando absorvido pelo sangue, ele causa a diminuição de transporte de oxigênio até os tecidos. Ozônio (O3): Um gás incolor, o principal componente da névoa fotoquímica e inodoro nas concentrações ambientais. O ozônio não é emitido diretamente para a atmosfera, ele é produzido pela radiação solar atuando sobre os compostos orgânicos voláteis e sobre o óxidos de nitrogênio. Dessa maneira, causa danos à vegetação, plantações agrícolas,

9 208 plantas ornamentais e colheitas. 2.2 Tecnologias para medição Para o desenvolvimento do sistema utilizado para as medições de monóxido de carbono lançado na atmosfera, foi feito um levantamento bibliográfico de tecnologias que podem ser utilizadas para obter dados a fim de armazená-los e apresenta-los de maneira elegante através de uma aplicação web GertBoard GertBoard é uma placa de expansão para o Raspberry Pi, que foi desenvolvida por Gert van Loo. É uma placa desenvolvida para estudos e experimentações que se conecta diretamente com o Raspberry Pi. Nela é possível detectar e produzir tensões analógicas, ligar Leds e relés, além de sensores. Com cabos é possível ligar diferentes partes do circuito de maneiras diferentes, permitindo uma total flexibilidade, e tudo controlado pelo Raspberry Pi, ELEMENT14(2013). Características: Ligações diretas no GPIO socket no Raspberry PI. Capaz de controlar um motor bi direcionado, de 18v e 2A. Um duplo canal de conversão digital para analógica de 8 bits Conversor dual channel analógico para digital de 10 bits. MCU onboard atmel Atmega 328 para execução de programas off-board que são escritos, compilados e enviados da GertBoard para o Raspberry PI.

10 209 Seis saídas de coletor. Um indicador LED Três interruptores de pressão Software e manuais disponíveis para operar e aprender a utilizar a GertBoard, ELEMENT14 (2013) Win32Disk Imager Este programa é projetado para gravar uma imagem de disco cru para um dispositivo removível ou fazer backup de um dispositivo removível em um arquivo de imagem RAW. É muito útil para o desenvolvimento integrado, ou seja, projetos de desenvolvimento do braço (Android, o Ubuntu em dispositivos ARM etc). Qualquer um é livre para ramificar e modificar este programa por ser um software open source publicado sob a licença GPL v2, WIN32DISKIMAGER (2013) Raspberry PI

11 210

12 211 Apresentado por RICHARDSON, WALLACE (2013), Raspberry PI é um computador do tamanho de um cartão de crédito desenvolvido pela Fundação Raspberry PI que possui como principal objetivo de ensinar Ciências da Computação para alunos de qualquer idade e escolaridade Sensor ME2-CO ME2-CO é um sensor eletroquímico, isto porque que detecta a concentração do gás CO em sua medição através do princípio da eletroquímica, que consiste na utilização do processo de oxidação eletroquímica do gás alvo no eletrodo de trabalho no interior da célula eletrolítica, a corrente produzida na reação eletroquímica do gás alvo e diretamente proporcional à sua concentração e, utilização a lei de Faraday, desta forma pode-se obter a concentração atual da medição do gás CO, WINSENSOR (2013). Figura 3 Sensor ME2-CO Fonte: WINSENSOR (2013).

13 Linguagem Java Java é uma linguagem de programação e uma plataforma de desenvolvimento que permite o desenvolver para praticamente todos os tipos de aplicação. Com ferramental completo, um ecossistema maduro, e desempenho robusto, Java oferece portabilidade de plataforma o que inclui até as mais díspares permitindo assim que sejam desenvolvidas aplicações portáveis de alto desempenho, para a mais ampla gama de plataformas de computação. O Java foi desenvolvido pela Sun Microsystems que em 2007 tornou praticamente toda a plataforma em open-source (ORACLE (2013)).

14 Standard Widget Toolkit O Standard Widget Tool é um suíte de componentes para criação de interface gráfica para de aplicativos para desktop desenvolvidos na linguagem Java. Foi criado pela IBM e atualmente é mantido pela Eclipse Foundation associado à ambiente de desenvolvimento integrado Eclipse IDE. Foi concebido para ser uma alternativa para o Abstract Window Toolkit(AWT) e o Swing, ambos fornecidos pela Sun como parte da Java Platform Standard Edition (SWT (2013)) WiringPi WiringPi é uma biblioteca de acesso a GPIO escrita em C para o BCM2835 utilizado no Raspberry PI. Esta biblioteca é extensível e módulos são fornecidos para utilizá-la em dispositivos de interface analógica na Gertboard através dos protocolos SPI e I2C. A biblioteca foi escrita de maneira a facilitar o desenvolvimento de wrappers em diversas linguagens de programação, um exemplo disso é a biblioteca Pi4J. WiringPi é distribuída sobre a licença GNU LGPLv3. (WIRINGPI(2013)) Pi4J Pi4J é uma biblioteca que utiliza via JNI (Java Native Interface) a implementação da biblioteca WiringPi, criando assim wrappers que possibilitam o desenvolvimento de aplicativos Java para utilização da periféricos conectados à GPIO do Raspberry Pi e suas placas de expansão PiFace e GertBoard, facilitando e agilizando o desenvolvimento de aplicações de leitura de sensores, controle de motores, controles de leds e etc... A biblioteca Pi4J é mantida e desenvolvida por Robert Savage e Chris Walzl e é liberada sob a licença Apache Software License 2.0 (PI4J(2013)). 3. Materiais E Métodos Na realização deste estudo foi utilizado como base computacional o dispositivo Raspberry PI. Para a obtenção dos dados utilizou-se o sensor ME2-CO conectado à placa de expansão Gertboard anexada ao Raspberry PI. Através de uma aplicação desenvolvida em Java, os dados aferidos pelo sensor foram obtidos, armazenados e apresentados. Tal aplicação deve ser executada no Rasberry Pi para que possa acessar os periféricos conectados ao dispositivo.

15 214 Para utilizar o Raspberry PI é necessário instalar o seu sistema operacional em um cartão SD de no mínimo 4GB. É necessário ter a imagem do sistema operacional, o cartão SD e o software Win32 Disk Imager que é responsável por gravar a imagem do sistema operacional no cartão SD. A imagem do Raspbian Wheezy, sistema operacional baseado no Debian preparado para o Raspberry PI, pode ser obtida em O Win32 Disk Imager que foi utilizado para gravar a imagem do sistema operacional no cartão SD pode ser obtido em Com o Win32 Disk Imager foi selecionada a imagem do Raspbian Wheezy, após selecionar a imagem do Wheezy devese ser selecionada a unidade onde está conectado o cartão SD e para iniciar a gravação no cartão clicar em gravar. Após o processo de gravação da imagem no cartão SD ser concluído, são conectados no Rapsberry PI, teclado, mouse, interface de rede e monitor. Antes de ligar o Raspberry PI à energia, o cartão de memória com o sistema operacional já gravado deve estar inserido no slot de cartões que existe na placa. Conectando o Raspberry PI à fonte de energia, são iniciados os procedimentos de boot do sistema operacional. Após a conclusão da inicialização será solicitado, via linha de comandos, o usuário e a senha para realizar login no sistema operacional. O usuário pré-configurado é pi e a senha é pi. Logado no sistema é necessário realizar a instalação das bibliotecas utilizadas no desenvolvimento dos sistemas que obterão os dados dos sensores e apresentarão os resultados em uma aplicação Web, que será instalado no próprio Raspberry PI. Através da linha de comando sudo apt-get install openjdk-7-jdk openjdk-7-jre serão instaladas Java Virtual Machine e o Software Develpment Kit para Java. Para instalar a biblioteca WiringPi o código para compilação e instalação da mesma deverá ser obtido no repositório oficial do projeto, localizado em git://git.drogon.net/wiringpi. Após obter o código fonte, navegue até a pasta onde foi feito o clone da biblioteca, execute o comando./build para que o fonte seja compilado e instalado no sistema operacional, disponibilizando assim as interfaces que serão acessadas via a biblioteca Pi4J que será utilizada no projeto Java.

16 215 Para obter a leitura do sensor ME2-CO foi montado o circuito básico de exemplo que é disponibilizado no datasheet do sensor apresentado na Figura 4. Este circuito é responsável por traduzir em variação de tensão a corrente obtida através do processo eletroquímico que ocorre no interior do sensor.

17 216 O circuito apresentado na Figura 4 é utilizado ligado à Gertboard como assinalado na Figura 5. A fim de obter a quantidade de CO em partículas por milhão, ppm, era necessário obter uma função matemática que traduza a tensão lida do circuito apresentado na Figura 4 novamente em corrente. Para definir a função que traduzirá a tensão obtida em corrente, de forma empírica, foi ligado ao circuito dois multímetros, um posicionado para aferir tensão e outro posicionado para aferir a corrente do circuito. Após analisar várias leituras foi obtida a função, através desta equação obtemos y amperes em função da leitura de x volts de tensão, para que possa ser convertida em função dos dados apresentados na Tabela 5 onde cada 0,0015±0,005µA representa uma unidade de ppm de CO aferida pelo sensor ME2-CO. A coleta dos dados do experimento deu-se em uma avenida de média circulação de veículos na cidade de Ribeirão Preto estado de São Paulo. Durante o período de vinte e quatro horas a quantidade de CO presente no ar foi aferida três vezes por minuto.

18 217 4 Resultados Foram realizadas medições durante um período de vinte e quatro horas na cidade de Ribeirão Preto, em uma avenida de média circulação diária de veículos, inclusive de transporte coletivo de pessoas e caminhões. Os dados obtidos através desta aferição são apresentados no gráfico abaixo, que apresenta a concentração de monóxido de carbono em PPM (Partículas por milhão) aferidas três vezes por minuto. Analisando o gráfico 1 é possível notar um sensível aumento do nível de CO (monóxido de carbono) nos horários de maior circulação de veículos, tendo picos em vários minutos do horário comercial, principalmente no horário de entrada e saída do expediente comercial. Nos horários de baixa movimentação, o nível de CO retorna para níveis baixos. 5 Conclusão Os resultados preliminares sugerem a necessidade de acompanhamento em relação à qualidade do ar na cidade de Ribeirão Preto, pois em alguns horários foram observadas concentrações de CO que atingem um nível de qualidade indicado como ruim (15 30 PPM)

19 218 segundo CETESB (2012). Uma exposição continuada de 6 a 8 horas nestes níveis pode gerar dores de cabeça, tonturas, apresentar quadros de falta de ar, podendo ainda causar efeitos mais graves em crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios e cardíacos, de acordo com a CETESB (2012). O presente estudo mostrou-se promissor na criação de uma tecnologia para facilitar a aferição coletando dados que justificam a necessidade de um melhor acompanhamento da qualidade do ar. 6 Melhorias Futuras Além de implementar a leitura dos demais sensores que compõe a aferição da qualidade do ar, devem ser definidos parâmetros de aferição utilizando meios controlados de calibragem, garantindo assim dados fiéis nas aferições. Também poderão ser adicionados outros tipos de periféricos que auxiliarão na obtenção de mais informações sobre o ambiente e a localização das leituras como sensores de temperatura, humidade e um módulo de GPS que informará com exatidão a localização onde os dados foram coletados. Para um monitoramento mais amplo, vários equipamentos como este podem ser construídos e equipados com um módulo GPRS para facilitar o acompanhamento em tempo real e a aferição em diversos pontos da cidade através de conexão de dados móveis. Para uma melhor visualização deverá ser desenvolvida uma interface web. 7 REFERÊNCIAS SALDIVA, P.H.N. Transporte, sustentabilidade e cidadania. In: Instituto Ethos Disponível em: <http://www.ethos.org.br/desktopdefault.aspx?tabid=3345&lang=ptb&alias=ethos&item NotID=8334> Acesso em: 5 mar SILVA, Cláudio Nissel de Carvalho. Qualidade do ar Disponível em: <http://ambientes.ambientebrasil.com.br/urbano/artigos_urbano/qualidade_do_ar.html> Acesso em: 5 fev CASTRO, Hermano Albuquere; GOUVEIA, Nelson; CEJUDO, José A. Escamilla Questões metodológicas para a investigação dos efeitos da poluição do ar na saúde, Rev. Bras. Epidemiol, Vol. 6, Nº 2, 2003.

20 219 NAKAGAWA, Louise; COMARÚ, Francisco de Assis; TRIGOSO, Frederico Bernardino Morante Impactos na Qualidade do Ar e na Saúde Humana da Poluição Atmosférica na Região Metropolitana de São Paulo SP. Florianópolis - SC Brasil, CETESB Inversão térmica Disponível em: Acesso em: 5 fev CETESB. A destruição do ozônio Disponível em: <http://www.cetesb.sp.gov.br/mudancas-climaticas/prozonesp/fundamentos-dapreservacao/190-a-destruicao-do-ozonio> Acesso em: 5 fev CETESB Efeito Estufa Disponível em: < Acesso em: 5 fev CETESB Principais Poluentes Disponível em: <http://www.cetesb.sp.gov.br/userfiles/file/ar/operacao-inverno/relatorio-op-inverno pdf> Acesso em: 5 abril USP. Universidade de São Paulo. Chuva Ácida Disponível em: <http://www.usp.br/qambiental/chuva_acidafront.html> Acesso em: 5 fev RICHARDSON, M.; WALLACE, S. Primeiros passos com Raspberry PI. 1ª edição. São Paulo: Novatec, p. WINSENSOR Sensor ME2-CO. Disponível em: <http://www.winsensor.com> Acesso em: 5 nov PI4J. The Pi4J Project. Disponível em: <http://www.pi4j.com/> Acesso em: 5 nov ELEMENT14 GertBoard PI. Disponível em: <http://www.element14.com/community/docs/doc-51727/l/assembled-gertboard-usermanual-with-schematics?icid=gertboard-techdoc&z=i6hsre> Acesso em: 8 mar SWT The Standard Widget Toolkit. Disponível em: <http://www.eclipse.org/swt/> Acesso em: 8 nov ORACLE. Java. Disponível em: <http://www.oracle.com/us/technologies/java/overview/index.html > Acesso em: 8 mar. 2013

21 220 WIN32DISKIMAGER. Win32DiskImager para Windows versão 0.8. Disponível em: <http://sourceforge.net/projects/win32diskimager/> Acesso em: 8 mar WIRINGPI. WiringPi. Disponível em: <http://wiringpi.com/> Acesso em: 8 nov RASPBERRYPI. Rapsberry PI. Disponível em: <http://www.raspberrypi.org/wpcontent/uploads/2011/07/ _9a6ef2feb8_o.jpeg> Acesso em: 8 mar. 2013

INTRODUÇÃO AO CONTROLE DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA Fonte: CETESB

INTRODUÇÃO AO CONTROLE DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA Fonte: CETESB INTRODUÇÃO AO CONTROLE DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA Fonte: CETESB 1 INTRODUÇÃO A poluição do ar é um fenômeno recorrente principalmente da atividade humana em vários aspectos. Dentre os quais podemos destacar:

Leia mais

Emissões Atmosféricas e Mudanças Climáticas

Emissões Atmosféricas e Mudanças Climáticas CONCURSO PETROBRAS TÉCNICO(A) AMBIENTAL JÚNIOR Emissões Atmosféricas e Mudanças Climáticas Questões Resolvidas QUESTÕES RETIRADAS DE PROVAS DA BANCA CESGRANRIO DRAFT Produzido por Exatas Concursos www.exatas.com.br

Leia mais

1.1 Poluentes atmosféricos. 1.2 Principais Poluentes Atmosféricos

1.1 Poluentes atmosféricos. 1.2 Principais Poluentes Atmosféricos 18 1. Introdução Nos últimos anos, o crescimento econômico dos países desenvolvidos provocou o aumento da demanda mundial por energia. Com esta também veio um forte aumento da dependência do petróleo e

Leia mais

Questões ambientais em regiões urbanas. Mônica Yukie Kuwahara Eraldo Genin Fiore

Questões ambientais em regiões urbanas. Mônica Yukie Kuwahara Eraldo Genin Fiore Questões ambientais em regiões urbanas Mônica Yukie Kuwahara Eraldo Genin Fiore Objetivos Apresentar os contornos gerais dos principais problemas ambientais de regiões urbanas, com foco para a cidade de

Leia mais

Poluição do ar. Segundo o pesquisador Paulo Saldiva, coordenador. Deu no jornal. Nossa aula

Poluição do ar. Segundo o pesquisador Paulo Saldiva, coordenador. Deu no jornal. Nossa aula A UU L AL A Poluição do ar Segundo o pesquisador Paulo Saldiva, coordenador do laboratório de poluição atmosférica experimental da Faculdade de Medicina da USP, a relação entre o nível de poluição e a

Leia mais

Impactos na Qualidade do Ar e na Saúde Humana da Poluição Atmosférica na Região Metropolitana de São Paulo - SP

Impactos na Qualidade do Ar e na Saúde Humana da Poluição Atmosférica na Região Metropolitana de São Paulo - SP V Encontro Nacional da Anppas 4 a 7 de outubro de 2010 Florianópolis - SC - Brasil Impactos na Qualidade do Ar e na Saúde Humana da Poluição Atmosférica na Região Metropolitana de São Paulo - SP Louise

Leia mais

TEXTO DE APOIO I PERCURSO AR

TEXTO DE APOIO I PERCURSO AR TEXTO DE APOIO I PERCURSO AR Todas as atividades econômicas humanas geram poluição Quem vive nas grandes cidades, às vezes, enfrenta dias de pele irritada ou um incômodo nos olhos, sem uma razão aparente.

Leia mais

PROBLEMAS AMBIENTAIS INVERSÃO TÉRMICA INVERSÃO TÉRMICA 14/02/2014. Distribuição aproximada dos principais poluentes do ar de uma cidade (SP)

PROBLEMAS AMBIENTAIS INVERSÃO TÉRMICA INVERSÃO TÉRMICA 14/02/2014. Distribuição aproximada dos principais poluentes do ar de uma cidade (SP) PROBLEMAS AMBIENTAIS Distribuição aproximada dos principais poluentes do ar de uma cidade (SP) Liga-se com a hemoglobina impedindo o O2 de ser conduzido INVERSÃO TÉRMICA *Inversão térmica é um fenômeno

Leia mais

PRESERVAR O MEIO AMBIENTE UMA MISSÃO DE TODOS NÓS

PRESERVAR O MEIO AMBIENTE UMA MISSÃO DE TODOS NÓS PRESERVAR O MEIO AMBIENTE UMA MISSÃO DE TODOS NÓS Meio Ambiente Tudo que está a nossa volta: todas as formas de vida e todos os elementos da natureza. Ecologia Ciência que estuda a relação dos seres vivos

Leia mais

Aula 16 DESEQUILÍBRIO ECOLÓGICO

Aula 16 DESEQUILÍBRIO ECOLÓGICO Aula 16 DESEQUILÍBRIO ECOLÓGICO DESEQUILÍBRIO ECOLÓGICO I Ocorre de maneira natural; Atividade humana; Década de 1970 preocupação com a biodiversidade e poluição; Esforço global... Substituir civilização

Leia mais

Emissões de poluentes e gases de efeito estufa por veículos automotores e motores de combustão. Paulo Romeu Moreira Machado Panambí, RS - 2010

Emissões de poluentes e gases de efeito estufa por veículos automotores e motores de combustão. Paulo Romeu Moreira Machado Panambí, RS - 2010 3:22:03 1 Emissões de poluentes e gases de efeito estufa por veículos automotores e motores de combustão Paulo Romeu Moreira Machado Panambí, RS - 2010 Roteiro 1 Introdução 2 O motor de combustão interna

Leia mais

Matéria: Biologia Assunto: Problemas Ambientais Prof. Enrico Blota

Matéria: Biologia Assunto: Problemas Ambientais Prof. Enrico Blota Matéria: Biologia Assunto: Problemas Ambientais Prof. Enrico Blota Biologia Ecologia Problemas ambientais Em ecologia, POLUIR é contaminar um ecossistema ou parte dele com fatores prejudiciais ao equilíbrio

Leia mais

Unidade IV Ser Humano e saúde. Aula 17.1

Unidade IV Ser Humano e saúde. Aula 17.1 Unidade IV Ser Humano e saúde. Aula 17.1 Conteúdo: O efeito estufa. Habilidade: Demonstrar uma postura crítica diante do uso do petróleo. REVISÃO Reações de aldeídos e cetonas. A redução de um composto

Leia mais

DATA: 17/11/2015. 2. (ENEM) Discutindo sobre a intensificação do efeito estufa, Francisco Mendonça afirmava:

DATA: 17/11/2015. 2. (ENEM) Discutindo sobre a intensificação do efeito estufa, Francisco Mendonça afirmava: EXERCÍCIOS REVISÃO QUÍMICA AMBIENTAL (EFEITO ESTUFA, DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO E CHUVA ÁCIDA) e EQUILÍBRIO QUÍMICO DATA: 17/11/2015 PROF. ANA 1. Na década de 70, alguns cientistas descobriram quais

Leia mais

Problemas Ambientais Urbanos

Problemas Ambientais Urbanos Problemas Ambientais Urbanos INVERSÃO TÉRMICA É comum nos invernos, principalmente no final da madrugada e início da manhã; O ar frio, mais denso, é responsável por impedir a dispersão de poluentes (CO,

Leia mais

POLUIÇÃO DO AR. Composição Atmosférica. Nitrogênio Oxigênio Vapor de água Argônio Dióxido de Carbono Neon Hélio Metano

POLUIÇÃO DO AR. Composição Atmosférica. Nitrogênio Oxigênio Vapor de água Argônio Dióxido de Carbono Neon Hélio Metano PLUIÇÃ Composição Atmosférica Gases % em Volume D AR Nitrogênio xigênio Vapor de água Argônio Dióxido de Carbono Neon Hélio Metano 78.1% 21% varia de 0-4% 0.93% por volta de 0.3% abaixo dos 0.002% 0.0005%

Leia mais

Combate à poluição: importante como o ar que você respira.

Combate à poluição: importante como o ar que você respira. Combate à poluição: importante como o ar que você respira. Ar A poluição do ar e a sua saúde O que é poluente atmosférico? É toda e qualquer forma de matéria ou energia em quantidade, concentração, tempo

Leia mais

América Latina Logística Malha Sul ALL

América Latina Logística Malha Sul ALL América Latina Logística Malha Sul ALL Capítulo 21. Gerenciamento de Emissões e Imissões Atmosféricas Rio Grande do Sul Junho/2010 Revisão 0 21.1 INTRODUÇÃO O presente documento visa a elaboração de um

Leia mais

CONTROLE DA POLUIÇÃO AMBIENTAL

CONTROLE DA POLUIÇÃO AMBIENTAL CONTROLE DA POLUIÇÃO AMBIENTAL Prof. Eduardo Lucena Cavalcante de Amorim Qual a diferença entre poluição e contaminação? Poluição é qualquer fator que altera o aspecto do sistema original; seja água, ar,

Leia mais

O AR QUE RESPIRAMOS. Desequilíbrios no Ar Atmosférico

O AR QUE RESPIRAMOS. Desequilíbrios no Ar Atmosférico O AR QUE RESPIRAMOS O homem respira cerca de 8 litros de ar por minuto quando em repouso e morre se ficar aproximadamente 5 minutos sem respirar. Isto bem demonstra como é importante esse material na vida

Leia mais

ESTUDO DA EMISSÃO DE GASES DE VEÍCULOS DO CICLO OTTO NO MUNICÍPIO DE LAJEADO/RS

ESTUDO DA EMISSÃO DE GASES DE VEÍCULOS DO CICLO OTTO NO MUNICÍPIO DE LAJEADO/RS ESTUDO DA EMISSÃO DE GASES DE VEÍCULOS DO CICLO OTTO NO MUNICÍPIO DE LAJEADO/RS Ronei Tiago Stein (*), Roberta Karinne Mocva Kurek, Marcelo Pozzagnolo * Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), mestrando

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO PRÉ-VESTIBULAR RUMO À UNIVERSIDADE CAMPUS JOÃO MONLEVADE QUÍMICA AMBIENTAL

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO PRÉ-VESTIBULAR RUMO À UNIVERSIDADE CAMPUS JOÃO MONLEVADE QUÍMICA AMBIENTAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO PRÉ-VESTIBULAR RUMO À UNIVERSIDADE CAMPUS JOÃO MONLEVADE QUÍMICA AMBIENTAL ORIENTADORA: PROF.ª DRA. KARLA VIEIRA P R OF. LUCAS SIQUEIRA O QUE É Parte da química que estuda

Leia mais

Divisão de Questões Globais PROCLIMA Programa de Prevenção às Mudanças Climáticas CETESB Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental

Divisão de Questões Globais PROCLIMA Programa de Prevenção às Mudanças Climáticas CETESB Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental João Wagner Alves 1 Divisão de Questões Globais PROCLIMA Programa de Prevenção às Mudanças Climáticas CETESB Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental Agradecimentos: Prof. Dr. Ronaldo Balassiano

Leia mais

O clima está diferente. O que muda na nossa vida?

O clima está diferente. O que muda na nossa vida? O clima está diferente. O que muda na nossa vida? 06/2011 Esta obra foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada. 2 SUMÁRIO

Leia mais

HUMANIDADE E AMBIENTE. Profª Janaina Q. B. Matsuo

HUMANIDADE E AMBIENTE. Profª Janaina Q. B. Matsuo HUMANIDADE E AMBIENTE Profª Janaina Q. B. Matsuo POLUIÇÃO AMBIENTAL POLUIÇÃO: É a presença concentrada de poluentes (substâncias ou agentes físicos no ambiente), em geral produzidos pelas atividades humanas.

Leia mais

QUÍMICA QUESTÃO 41 QUESTÃO 42

QUÍMICA QUESTÃO 41 QUESTÃO 42 Processo Seletivo/UNIFAL- janeiro 2008-1ª Prova Comum TIPO 1 QUÍMICA QUESTÃO 41 Diferentes modelos foram propostos ao longo da história para explicar o mundo invisível da matéria. A respeito desses modelos

Leia mais

Estudo da emissão veicular de Gases de Efeito Estufa (GEE) em veículos movidos à DIESEL. Prof. Dr. Ariston da Silva Melo Júnior

Estudo da emissão veicular de Gases de Efeito Estufa (GEE) em veículos movidos à DIESEL. Prof. Dr. Ariston da Silva Melo Júnior Estudo da emissão veicular de Gases de Efeito Estufa (GEE) em veículos movidos à DIESEL Prof. Dr. Ariston da Silva Melo Júnior INTRODUÇÃO Durante milhões de anos a Terra passou por ciclos naturais de aquecimento

Leia mais

Noções de Cidadania. Profª Karin

Noções de Cidadania. Profª Karin Noções de Cidadania Profª Karin Meio Ambiente e Saúde Ecologia: estudo seres vivos, ambiente, solo, água, ar, animais e vegetais. Equilíbrio entre o homem e meio ambiente. Avaliar as atitudes e consequências

Leia mais

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CURSO DE BIOLOGIA (EAD)

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CURSO DE BIOLOGIA (EAD) UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CURSO DE BIOLOGIA (EAD) TRABALHO DE BIOLOGIA GERAL RAQUEL ALVES DA SILVA CRUZ Rio de Janeiro, 15 de abril de 2008. TRABALHO DE BIOLOGIA GERAL TERMOELÉTRICAS

Leia mais

Geografia. Professor: Jonas Rocha

Geografia. Professor: Jonas Rocha Geografia Professor: Jonas Rocha Questões Ambientais Consciência Ambiental Conferências Internacionais Problemas Ambientais Consciência Ambiental Até a década de 1970 o homem acreditava que os recursos

Leia mais

Cartilha informativa

Cartilha informativa Cartilha informativa CONSTRUINDO A CIDADANIA A necessidade de estabelecer a relação entre cidadania e meio ambiente está expressa no direito do indivíduo ter um meio ambiente saudável e no dever que cada

Leia mais

3 MONITORAMENTO DA QUALIDADE DO AR 3.1 OBJETIVO 3.2 PARÂMETROS DE QUALIDADE DO AR 3.3 PADRÕES DE QUALIDADE DO AR 3.4 ÍNDICE DE QUALIDADE DO AR 3.

3 MONITORAMENTO DA QUALIDADE DO AR 3.1 OBJETIVO 3.2 PARÂMETROS DE QUALIDADE DO AR 3.3 PADRÕES DE QUALIDADE DO AR 3.4 ÍNDICE DE QUALIDADE DO AR 3. 3 MONITORAMENTO DA QUALIDADE DO AR 3.1 OBJETIVO 3.2 PARÂMETROS DE QUALIDADE DO AR 3.3 PADRÕES DE QUALIDADE DO AR 3.4 ÍNDICE DE QUALIDADE DO AR 3.5 REDES DE AMOSTRAGEM 3.5.1 Rede Automática 3.5.2 Redes

Leia mais

ENXOFRE: UM POLUENTE EM POTENCIAL NA COMPOSIÇÃO DO ÓLEO DIESEL BRASILEIRO.

ENXOFRE: UM POLUENTE EM POTENCIAL NA COMPOSIÇÃO DO ÓLEO DIESEL BRASILEIRO. Salvador/BA 25 a 28/11/2013 ENXOFRE: UM POLUENTE EM POTENCIAL NA COMPOSIÇÃO DO ÓLEO DIESEL BRASILEIRO. Thiago Emanoel Pereira da Silva (*), David Oliveira de Carvalho, Michelle Juliana Pereira da Silva,

Leia mais

Inventário de Emissão de Gases de Efeito Estufa

Inventário de Emissão de Gases de Efeito Estufa Inventário de de Gases de Efeito Estufa Projeto Coral Vivo Priscila G. C. Sette Moreira CREA 49.354/D Inventário de de Gases de Efeito Estufa 1 Introduça o A variação do clima é um fenômeno natural que

Leia mais

Disciplina: Introdução à Engenharia Ambiental. 6 - Poluição do Ar. Professor Sandro Donnini Mancini. Setembro, 2015.

Disciplina: Introdução à Engenharia Ambiental. 6 - Poluição do Ar. Professor Sandro Donnini Mancini. Setembro, 2015. Instituto de Ciência e Tecnologia de Sorocaba Disciplina: Introdução à Engenharia Ambiental Graduação em Engenharia Ambiental 6 - Poluição do Ar Professor Sandro Donnini Mancini Setembro, 2015. POLUIÇÃO

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA GERADOR DE HIDROGÊNIO GASOSO PARA UTILIZAÇÃO COMO COMBUSTÍVEL ALTERNATIVO EM VEÍCULOS AUTOMOTORES

DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA GERADOR DE HIDROGÊNIO GASOSO PARA UTILIZAÇÃO COMO COMBUSTÍVEL ALTERNATIVO EM VEÍCULOS AUTOMOTORES DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA GERADOR DE HIDROGÊNIO GASOSO PARA UTILIZAÇÃO COMO COMBUSTÍVEL ALTERNATIVO EM VEÍCULOS AUTOMOTORES Luis Thiago Panage Conelheiro 1, Arquimedes Luciano 2 RESUMO: Uma grande

Leia mais

SUBPROGRAMA DE CONTROLE E MONITORAMENTO DE EMISSÕES ATMOSFÉRICAS

SUBPROGRAMA DE CONTROLE E MONITORAMENTO DE EMISSÕES ATMOSFÉRICAS SUBPROGRAMA DE CONTROLE E MONITORAMENTO DE EMISSÕES ATMOSFÉRICAS OBJETIVOS DO PROGRAMA O Programa de Controle e Monitoramento de Emissões Atmosféricas da Ferrovia Norte- Sul parte da premissa que as questões

Leia mais

ECOLOGIA IMPACTOS ANTRÓPICOS (AR E ÁGUA) - AR

ECOLOGIA IMPACTOS ANTRÓPICOS (AR E ÁGUA) - AR ECOLOGIA IMPACTOS ANTRÓPICOS (AR E ÁGUA) é uma das áreas da biologia que mais cai no ENEM, sendo que, dentro da ecologia, impactos ambientais são pontos bem cobrados. Nessa aula, iremos estudar alguns

Leia mais

Composição da atmosfera terrestre. Fruto de processos físico-químicos e biológicos iniciados há milhões de anos Principais gases:

Composição da atmosfera terrestre. Fruto de processos físico-químicos e biológicos iniciados há milhões de anos Principais gases: Poluição do ar Composição da atmosfera terrestre Fruto de processos físico-químicos e biológicos iniciados há milhões de anos Principais gases: Nitrogênio 78% Oxigênio 21% Argônio 0,9% Gás Carbônico 0,03%

Leia mais

PLANO DE CONTROLE DE POLUIÇÃO VEICULAR PCPV ESTADO DO PARANÁ

PLANO DE CONTROLE DE POLUIÇÃO VEICULAR PCPV ESTADO DO PARANÁ PLANO DE CONTROLE DE POLUIÇÃO VEICULAR PCPV ESTADO DO PARANÁ MAIO/2011 2 GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ Carlos Alberto Richa SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE E RECURSOS

Leia mais

Ar condicionado: Ar que foi aquecido, arrefecido, humidificado ou desumidificado para manter os espaços interiores dentro dos parâmetros de conforto.

Ar condicionado: Ar que foi aquecido, arrefecido, humidificado ou desumidificado para manter os espaços interiores dentro dos parâmetros de conforto. A Aerossol: Liquido ácido ou partículas sólidas que são suficientemente pequenas para ficarem suspensas no ar. Elevadas concentrações destes aerossóis podem ser irritantes para os pulmões e têm sido associados

Leia mais

Impactos ambientais do uso das terras. Poluição do AR

Impactos ambientais do uso das terras. Poluição do AR Impactos ambientais do uso das terras Poluição do AR O ser humano consome cerca de: 15,0 Kg de ar por dia 2,0 Kg de água e 1,5 Kg de alimentos. Ele pode viver 5 ou mais semanas sem alimento, 5 dias sem

Leia mais

Combustão Industrial

Combustão Industrial Combustão Industrial JOSÉ EDUARDO MAUTONE BARROS Professor Adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais Coordenador do Laboratório de Combustíveis e Combustão Doutor em Engenharia Mecânica - Térmica

Leia mais

Por: Marco Lassen. Diesel

Por: Marco Lassen. Diesel Por: Marco Lassen Diesel Óleo Diesel e a Evolução do Teor de Enxofre Evolução do Teor de Enxofre 3 Legislação e Teor de Enxofre 2000 ppm 350 ppm 500 ppm 10 ppm 50 ppm 10 ppm EUROPA EURO III EURO IV EURO

Leia mais

Efeitos da poluição do ar

Efeitos da poluição do ar Efeitos da poluição do ar Por: Vânia Palmeira Campos UFBA IQ -Dpto Química Analítica - LAQUAM (Laboratório de Química Analítica Ambiental) Campus Universitário de Ondina, s/n, CEP:40-170-290, Salvador-BA

Leia mais

1 INTRODUÇÃO 1.1 Conceitos gerais

1 INTRODUÇÃO 1.1 Conceitos gerais 1 INTRODUÇÃO 1.1 Conceitos gerais A atmosfera da Terra é fruto de processos físico-químicos e biológicos iniciados há milhões de anos. Evoluiu, a partir do gás carbônico (CO 2 ) e vapor d água (H 2 O),

Leia mais

Divirta-se com o Clube da Química

Divirta-se com o Clube da Química Divirta-se com o Clube da Química Produzido por Genilson Pereira Santana www.clubedaquimica.com A idéia é associar a Química ao cotidiano do aluno usando as palavras cruzadas, o jogo do erro, o domino,

Leia mais

Q UA L I DA D E D0 AR NO ESTADO DE SÃO PAULO

Q UA L I DA D E D0 AR NO ESTADO DE SÃO PAULO SÉRIE R E L AT Ó R I O S Q UA L I DA D E D0 AR NO ESTADO DE SÃO PAULO 2 0 1 4 G O V E R N O D O E S TA D O D E S Ã O PA U L O S E C R E T A R I A D O M E I O A M B I E N T E CETESB - C O M PA N H I A A

Leia mais

Emissão Veicular de Gases de Efeito Estufa (GEE) Em Automotivos Movidos a Diesel

Emissão Veicular de Gases de Efeito Estufa (GEE) Em Automotivos Movidos a Diesel Emissão Veicular de Gases de Efeito Estufa (GEE) Em Automotivos Movidos a Diesel *MELO JUNIOR, A. S a.;gatti, L. b.; FERREIRA, P. G c.; FRUGOLLI, A. d a.universidade de São Paulo (USP)/Universidade Paulista,

Leia mais

XVII Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva SIMEA 2009 VEÍCULOS ELÉTRICOS HÍBRIDOS E A EMISSÃO DE POLUENTES

XVII Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva SIMEA 2009 VEÍCULOS ELÉTRICOS HÍBRIDOS E A EMISSÃO DE POLUENTES XVII Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva SIMEA 2009 VEÍCULOS ELÉTRICOS HÍBRIDOS E A EMISSÃO DE POLUENTES Sílvia Velázquez São Paulo, 17 de setembro de 2009. Resíduos Urbanos e Agrícolas Briquetes

Leia mais

DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DE ALAGOAS - DETRAN/AL QUESTÕES SOBRE MEIO AMBIENTE

DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DE ALAGOAS - DETRAN/AL QUESTÕES SOBRE MEIO AMBIENTE A falta de conservação e a desregulagem dos veículos: 1 apenas contribuem para a poluição do solo. 2 não agridem o meio ambiente. 3 acarretam, única e exclusivamente, o desgaste do veículo. 4 contribuem,

Leia mais

3 Emissões de Gases de Efeito Estufa

3 Emissões de Gases de Efeito Estufa 3 Emissões de Gases de Efeito Estufa 3.1. Metodologia Neste capítulo, com base na Matriz Energética do Estado do Rio de Janeiro, é apresentada a metodologia utilizada para as estimativas de emissões de

Leia mais

Filtro Automotivo Separador de Poluentes Controle da emissão de poluentes

Filtro Automotivo Separador de Poluentes Controle da emissão de poluentes Ricardo Castro de Aquino Filtro Automotivo Separador de Poluentes Controle da emissão de poluentes Trabalho desenvolvido com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Transporte do Tribunal Superior do Trabalho

Leia mais

Poluição nas grandes Cidades

Poluição nas grandes Cidades Poluição nas grandes Cidades Para quem mora na cidade, falar de poluição não é nenhuma novidade: a fumaceira dos veículos e das fábricas; os rios mal cheirosos e cheios de resíduos; o lixo posto nas ruas

Leia mais

XII Semana CIESP/FIESP de Meio Ambiente

XII Semana CIESP/FIESP de Meio Ambiente XII Semana CIESP/FIESP de Meio Ambiente Tema: As questões ambientais da Região Metropolitana de São Paulo Palestra: Estratégias de Proteção da Qualidade do Ar na RMSP Debatedor: Nelson Nefussi Consultor

Leia mais

Sequência Didática: Poluição Atmosférica

Sequência Didática: Poluição Atmosférica UFS Mestrado em Ensino de Ciências e matemática Disciplina: O Ensino Experimental em Ciências Naturais Autores: Thisciane Ismerim Silva Santos e Leiliane Docente: Luiz Adolfo de Mello Sequência Didática:

Leia mais

O zono. B uraco do ozono

O zono. B uraco do ozono O zono O ozono (O 3 ) é um gás cuja molécula é formada por três átomos de oxigénio; existente na atmosfera numa percentagem mínima (tem efeitos prejudiciais para os seres vivos quando se encontra junto

Leia mais

ESTUDO DE CASO DA INFLUÊNCIA DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA NA QUALIDADE DO AR EM UMA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO

ESTUDO DE CASO DA INFLUÊNCIA DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA NA QUALIDADE DO AR EM UMA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO ESTUDO DE CASO DA INFLUÊNCIA DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA NA QUALIDADE DO AR EM UMA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO Edvan Casagrande dos Santos¹; Alice César Fassoni de Andrade¹; Rita de Cássia Marques Alves¹ Norton

Leia mais

Heitor Remigio Guerra

Heitor Remigio Guerra Poluição do Ar Heitor Remigio Guerra Atmosfera A Atmosfera é uma fina camada que envolve alguns planetas, composta basicamente por gases e poeira, retidos pela ação da força da gravidade. Atmosfera AS

Leia mais

Poluição do Ar e a Saúde Respiratória no Município de Duque de Caxias

Poluição do Ar e a Saúde Respiratória no Município de Duque de Caxias Poluição do Ar e a Saúde Respiratória no Município de Duque de Caxias Felipe Sodré felipe.b4rros@gmail.com ( PUC-Rio) Felipe Fraifeld felipefrai@gmail.com (PUC-Rio) Leonardo Novaes - Objetivo geral: O

Leia mais

Exercícios de Problemas Ambientais

Exercícios de Problemas Ambientais Exercícios de Problemas Ambientais Material de apoio do Extensivo 1. Observe a imagem, que apresenta uma situação de intensa poluição do ar que danifica veículos, edifícios, monumentos, vegetação e acarreta

Leia mais

V I S Ã O GERAL D AS DIRETRIZES DO IPCC

V I S Ã O GERAL D AS DIRETRIZES DO IPCC V I S Ã O GERAL D AS DIRETRIZES DO IPCC Este documento é um dos volumes das Diretrizes Revisadas do IPCC de 1996 para Inventários Nacionais de Gases de Efeito Estufa. A série é composta por três livros:

Leia mais

Estudo da Emissão Veicular de Gases de Efeito Estufa (GEE) em Veículos Movidos à Gasolina

Estudo da Emissão Veicular de Gases de Efeito Estufa (GEE) em Veículos Movidos à Gasolina Estudo da Emissão Veicular de Gases de Efeito Estufa (GEE) em Veículos Movidos à Gasolina *MELO JÚNIOR, A. S a.; GATTI, L b.; SEVEGNANI, F c.; SATIE,I. d ; IZIDRO, J. e ; IANNUZZI, A. f a.universidade

Leia mais

Padrões de produção e consumo

Padrões de produção e consumo INDICADORES AMBIENTAIS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO 113 Padrões de produção e consumo Recicloteca da COMLURB - Gávea 114 INDICADORES AMBIENTAIS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO ÁGUA ATMOSFERA SOLO BIODIVERSIDADE

Leia mais

ENERGIA, MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO

ENERGIA, MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO ENERGIA, MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO JOSÉ GOLDEMBERG LUZ DONDERO VILLANUEVA Arqª Simara Callegari INTRODUÇÃO O PROBLEMA Consumo diferenciado de energia Classes sociais Degradação do meio ambiente PNB

Leia mais

4. O Ciclo das Substancias na Termoelétrica Convencional De uma maneira geral todas as substâncias envolvidas na execução do trabalho são o

4. O Ciclo das Substancias na Termoelétrica Convencional De uma maneira geral todas as substâncias envolvidas na execução do trabalho são o 1.Introdução O fenômeno da corrente elétrica é algo conhecido pelo homem desde que viu um raio no céu e não se deu conta do que era aquilo. Os efeitos de uma descarga elétrica podem ser devastadores. Há

Leia mais

Coordenação Nacional da Norma - ABNT NBR 14.787, publicada em Dezembro de 2001; Membro do GT Tripartite da NR-33, publicada em 27/12/2006.

Coordenação Nacional da Norma - ABNT NBR 14.787, publicada em Dezembro de 2001; Membro do GT Tripartite da NR-33, publicada em 27/12/2006. Coordenação Nacional da Norma - ABNT NBR 14.787, publicada em Dezembro de 2001; Membro do GT Tripartite da NR-33, publicada em 27/12/2006. Al. Iraé, 620 conjunto 56 Indianópolis São Paulo SP Tel: (11)

Leia mais

Fração. Página 2 de 6

Fração. Página 2 de 6 1. (Fgv 2014) De acordo com dados da Agência Internacional de Energia (AIE), aproximadamente 87% de todo o combustível consumido no mundo são de origem fóssil. Essas substâncias são encontradas em diversas

Leia mais

COMO OS LIVROS DIDÁTICOS DE ENSINO MÉDIO ABORDAM O EFEITO ESTUFA

COMO OS LIVROS DIDÁTICOS DE ENSINO MÉDIO ABORDAM O EFEITO ESTUFA COMO OS LIVROS DIDÁTICOS DE ENSINO MÉDIO ABORDAM O EFEITO ESTUFA Elizabeth Cristina Tavares Veloso 1, Juracy Regis de Lucena Junior 2. 1 Departamento de Química, Universidade Estadual da Paraíba -UEPB,

Leia mais

O capitalismo e a sociedade de consumo

O capitalismo e a sociedade de consumo O capitalismo e a sociedade de consumo Sociedade de consumo As sociedades dos países capitalistas desenvolvidos que usufruem intensamente dos bens e serviços existentes no mundo moderno. O consumismo contribui

Leia mais

ESTIMATIVA DA EMISSÃO DE POLUENTES POR VEÍCULOS PESADOS A DIESEL, MINAS GERAIS, BRASIL 2007

ESTIMATIVA DA EMISSÃO DE POLUENTES POR VEÍCULOS PESADOS A DIESEL, MINAS GERAIS, BRASIL 2007 ESTIMATIVA DA EMISSÃO DE POLUENTES POR VEÍCULOS PESADOS A DIESEL, MINAS GERAIS, BRASIL 2007 Edwan Fernandes Fioravante 1, Elisete Gomides Dutra 1, Leonardo Victor Pita Figueiredo 1 1 Fundação Estadual

Leia mais

PROVA DE QUÍMICA - 1998 Segunda Etapa

PROVA DE QUÍMICA - 1998 Segunda Etapa PROVA DE QUÍMICA - 1998 Segunda Etapa QUESTÃO 01 Num laboratório químico, havia três frascos que continham, respectivamente, um alcano, um álcool e um alqueno. Foram realizados experimentos que envolviam

Leia mais

Conceito. são os diversos tipos de materiais ou processos dos quais se podem obter energia. Podem ser divididos em dois grandes grupos:

Conceito. são os diversos tipos de materiais ou processos dos quais se podem obter energia. Podem ser divididos em dois grandes grupos: Conceito são os diversos tipos de materiais ou processos dos quais se podem obter energia. Podem ser divididos em dois grandes grupos: Renováveis renovação em um curto período de tempo; Não renováveis

Leia mais

Perigo no ar Apesar dos avanços nos últimos 20 anos, a poluição atmosférica continua a ser um problema grave de saúde pública em São Paulo

Perigo no ar Apesar dos avanços nos últimos 20 anos, a poluição atmosférica continua a ser um problema grave de saúde pública em São Paulo Fonte: Scientific American Brasil edição 54 - Novembro 2006 Perigo no ar Apesar dos avanços nos últimos 20 anos, a poluição atmosférica continua a ser um problema grave de saúde pública em São Paulo por

Leia mais

Guia do Professor do Objeto Poluição Atmosférica

Guia do Professor do Objeto Poluição Atmosférica 1 Guia do Professor do Objeto Poluição Atmosférica Unidade Curricular: Comportamento dos gases / funções inorgânicas - óxidos Módulo: Poluição atmosférica Atividade: Óxido e poluição atmosférica 1. Introdução

Leia mais

Indicadores de Sustentabilidade Ambiental. Roberta Bruno S. Carneiro Monsanto Mariana R. Sigrist - BASF

Indicadores de Sustentabilidade Ambiental. Roberta Bruno S. Carneiro Monsanto Mariana R. Sigrist - BASF Indicadores de Sustentabilidade Ambiental Roberta Bruno S. Carneiro Monsanto Mariana R. Sigrist - BASF Indicadores de Sustentabilidade Ambiental Grupo de Trabalho: Fernanda - Solvay Lorena Oxiteno Luis

Leia mais

Aula 24 Poluição. Poluição do ar. Os principais poluentes do ar são: compostos sulfurosos, nitrogenados e monóxido de carbono.

Aula 24 Poluição. Poluição do ar. Os principais poluentes do ar são: compostos sulfurosos, nitrogenados e monóxido de carbono. Aula 24 Poluição A poluição é a alteração do equilíbrio ecológico devido à presença de resíduos em quantidade que o ambiente tem de absorver provocando danos ao seu funcionamento. Os resíduos podem ser

Leia mais

Estimativa de emissões de poluentes e GEE em frotas: Aplicação Prática.

Estimativa de emissões de poluentes e GEE em frotas: Aplicação Prática. Estimativa de emissões de poluentes e GEE em frotas: Aplicação Prática. Marcelo Pereira Bales (1) ; Cristiane Dias (1) ; Silmara Regina da Silva (1) (1) CETESB Companhia Ambiental do Estado de São Paulo

Leia mais

GT CONAMA Fontes Fixas limites emissões fontes existentes

GT CONAMA Fontes Fixas limites emissões fontes existentes GT CONAMA Fontes Fixas limites emissões fontes existentes Proposta REFINARIAS Subgrupo : CETESB, PETROBRAS Visão do Setor 12 Refinarias PETROBRAS: REMAN AM RPCC - RN RLAM BA LUBNOR CE REGAP MG REDUC RJ

Leia mais

Impactos ambientais das queimadas de cana-de-açúcar Expansão da cana-de-açúcar

Impactos ambientais das queimadas de cana-de-açúcar Expansão da cana-de-açúcar Impactos ambientais das queimadas de cana-de-açúcar Expansão da cana-de-açúcar Desde o advento do carro flex, o setor agrícola brasileiro vem sendo marcado por um novo ciclo no plantio da cana-de-açúcar

Leia mais

ACOMPANHAMENTO DA VARIAÇÃO DO ÍNDICE DE QUALIDADE DO AR: ANÁLISE DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ-MT (2011/2012)

ACOMPANHAMENTO DA VARIAÇÃO DO ÍNDICE DE QUALIDADE DO AR: ANÁLISE DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ-MT (2011/2012) ACOMPANHAMENTO DA VARIAÇÃO DO ÍNDICE DE QUALIDADE DO AR: ANÁLISE DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ-MT (2011/2012) Mariane Xavier Duarte(*), Juliano Bonatti * IFMT, e-mail: marianexadu@gmail.com RESUMO Poluentes atmosféricos

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS 1) Geração e Transferência de Tecnologia 1.1) Estudo de viabilidade técnico-econômica de projetos Princípios fundamentais de aplicação de capital. Mecanismos de aplicação. Investimentos.

Leia mais

AQUECIMENTO GLOBAL E MUDANÇAS CLIMÁTICAS. João Paulo Nardin Tavares

AQUECIMENTO GLOBAL E MUDANÇAS CLIMÁTICAS. João Paulo Nardin Tavares AQUECIMENTO GLOBAL E MUDANÇAS CLIMÁTICAS João Paulo Nardin Tavares INTRODUÇÃO Já podemos sentir o aquecimento global No último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão

Leia mais

SP 06/93 NT 165/93. Emissão de gases poluentes / curvas tipo. Engº José Tadeu Braz (GPC/SPR) 1. Introdução

SP 06/93 NT 165/93. Emissão de gases poluentes / curvas tipo. Engº José Tadeu Braz (GPC/SPR) 1. Introdução SP 06/93 NT 165/93 Emissão de gases poluentes / curvas tipo Engº José Tadeu Braz (GPC/SPR) 1. Introdução As questões ambientais requisitam de maneira crescente mais espaço dentro da engenharia de tráfego,

Leia mais

Entre no Clima, Faça sua parte por. um MUNDO melhor.

Entre no Clima, Faça sua parte por. um MUNDO melhor. Entre no Clima, Faça sua parte por um MUNDO melhor. Aquecimento Global Conheça abaixo os principais gases responsáveis pelo aquecimento global: MUDANÇAS CLIMÁTICAS E O AQUECIMENTO GLOBAL Desde a revolução

Leia mais

O DESAFIO ENERGÉTICO NOS GRANDES CENTROS:

O DESAFIO ENERGÉTICO NOS GRANDES CENTROS: O DESAFIO ENERGÉTICO NOS GRANDES CENTROS: CIDADES SUSTENTÁVEIS OU COLAPSO ANUNCIADO? Mudanças Climáticas e o Papel das Cidades Mudanças Climáticas e o Papel das Cidades Cidades são parte do Problema Atividades

Leia mais

Confederação Nacional do Transporte - CNT Diretoria Executiva da CNT. DESPOLUIR Programa Ambiental do Transporte

Confederação Nacional do Transporte - CNT Diretoria Executiva da CNT. DESPOLUIR Programa Ambiental do Transporte Confederação Nacional do Transporte - CNT Diretoria Executiva da CNT DESPOLUIR Programa Ambiental do Transporte Promoção SEST / SENAT Conteúdo Técnico ESCOLA DO TRANSPORTE JULHO/2007 Queimadas: o que

Leia mais

JUSTIFICATIVAS PROPOSTA de LIMITES DE EMISSÕES FONTES EXISTENTES REFINARIAS

JUSTIFICATIVAS PROPOSTA de LIMITES DE EMISSÕES FONTES EXISTENTES REFINARIAS JUSTIFICATIVAS PROPOSTA de LIMITES DE EMISSÕES FONTES EXISTENTES REFINARIAS 1. Objetivo: Considerando os limites estabelecidos pela CONAMA 382 como referências para as fontes existentes, este documento

Leia mais

GESTÃO AMBIENTAL E GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS

GESTÃO AMBIENTAL E GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS ESTADO DE MATO GROSSO UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL GESTÃO AMBIENTAL E GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS

Leia mais

De onde veio e para onde vai o carbono que faz parte do nosso corpo?

De onde veio e para onde vai o carbono que faz parte do nosso corpo? De onde veio e para onde vai o carbono que faz parte do nosso corpo? 07/2011 Esta obra foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não

Leia mais

DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE O DIESEL S-50

DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE O DIESEL S-50 DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE O DIESEL S-50 1) O que são os Diesel S-50 e S-10? Significa Diesel de Baixo Teor de Enxofre. Aqui no Brasil são dois os tipos que serão utilizados em veículos: o S-50 e o S-10.

Leia mais

PROCONVE. As Fases Passadas e Futuras

PROCONVE. As Fases Passadas e Futuras PROCONVE (PROGRAMA DE CONTROLE DA POLUIÇÃO DO AR POR VEÍCULOS AUTOMOTORES) As Fases Passadas e Futuras Henry Joseph Jr Comissão de Energia e Meio Ambiente ANFAVEA Seminário sobre Emissões de Veículos Diesel

Leia mais

14 COMBUSTÍVEIS E TEMPERATURA DE CHAMA

14 COMBUSTÍVEIS E TEMPERATURA DE CHAMA 14 COMBUSTÍVEIS E TEMPERATURA DE CHAMA O calor gerado pela reação de combustão é muito usado industrialmente. Entre inúmeros empregos podemos citar três aplicações mais importantes e frequentes: = Geração

Leia mais

EMISSÃO VEICULAR E O OZÔNIO TROPOSFÉRICO NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS, BRASIL

EMISSÃO VEICULAR E O OZÔNIO TROPOSFÉRICO NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS, BRASIL EMISSÃO VEICULAR E O OZÔNIO TROPOSFÉRICO NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS, BRASIL Elisete Gomides Dutra 1, Edwan Fernandes Fioravante 1, Flávio Daniel Ferreira 1 1 Fundação Estadual

Leia mais

DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE O DIESEL S-50. Fonte: Metalsinter

DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE O DIESEL S-50. Fonte: Metalsinter DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE O DIESEL S-50 1) O que são os Diesel S-50 e S-10? Significa Diesel de Baixo Teor de Enxofre. Aqui no Brasil são dois os tipos que serão utilizados em veículos: o S-50 e o S-10.

Leia mais

ALTO POTENCIAL DE RISCOS DE ACIDENTES

ALTO POTENCIAL DE RISCOS DE ACIDENTES 1 O QUE É ESPAÇO CONFINADO? CARACTERÍSTICAS VOLUME CAPAZ DE PERMITIR A ENTRADA DE EMPREGADOS LIMITAÇÕES E RESTRIÇÕES PARA ENTRADA E SAIDA DE PESSOAL NÃO E PROJETADO PARA OCUPAÇÃO CONTÍNUA POSSUI, EM GERAL,

Leia mais

CICLOS BIOGEOQUÍMICOS

CICLOS BIOGEOQUÍMICOS CICLOS BIOGEOQUÍMICOS O fluxo de energia em um ecossistema é unidirecional e necessita de uma constante renovação de energia, que é garantida pelo Sol. Com a matéria inorgânica que participa dos ecossistemas

Leia mais

SUGESTÃO PARA REDUÇÃO GLOBAL DA EMISSÃO DE POLUENTES DOS AUTOMOVEIS José Góes de Araujo Prof. Aposentado Abstract Comments about the reduction possibility of CO² on the atmosphere by the limitation of

Leia mais

1 DIFERENCIAIS. de CO do forno são até 200% menores do que exige a legislação.

1 DIFERENCIAIS. de CO do forno são até 200% menores do que exige a legislação. FORNO CREMATŁRIO JUNG - CR270012 1 2 Obs.: As imagens acima são meramente ilustrativas. O equipamento das fotos é semelhante ao modelo cotado, entretanto, sua aparência, acessórios e funcionalidade podem

Leia mais

ANÁLISE DE QUALIDADE DO AR EM AÇAILÂNDIA MA

ANÁLISE DE QUALIDADE DO AR EM AÇAILÂNDIA MA ANÁLISE DE QUALIDADE DO AR EM AÇAILÂNDIA MA Rayane Brito Milhomem (IC); Karla Regina R. Soares (IC); Ewerton G. Cabral (IC); Suzenilde Costa Maciel(PQ) Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia

Leia mais