Rede Celular: Avaliação da Transição de GSM/GPRS para 3G/UMTS

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1 Rede Celular: Avaliação da Transição de GSM/GPRS para 3G/UMTS O conteúdo deste tutorial foi obtido do artigo de autoria do Fábio Cunha Oliveira para a etapa de classificação do III Concurso Teleco de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) Este tutorial tem o objetivo de esclarecer e apontar soluções para a migração do sistema celular GSM (Global System for Mobiles) em vigor no país, para o sistema de terceira geração WCDMA (Wideband Code Division Multiple Acess) padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunications System). A abordagem mantém o foco principal sobre o processo de implementação no território nacional, abrangendo aspectos de cobertura e capacidade de acomodação, e avaliando a qualidade de serviço celular alcançada na pós-transição. Fábio Cunha Oliveira Formado em Engenharia Elétrica e de Telecomunicações, pela Universidade Federal de Uberlândia (2007). Atuou como Estagiário na Techcell Serviço Autorizado Motorola S/A, executando atividades de configuração de SW e manutenção de aparelhos celulares, e como Estagiário na CTBC Celular S/A, executando atividades de otimização de RF, de operação de Rede Celular GSM e de configuração de plataformas para Rede Celular NSS. Atualmente é Engenheiro de RF na Optimi Corporation, realizando atividades de otimização de Rede Celular. Categoria: Telefonia Celular Nível: Introdutório Enfoque: Técnico Duração: 15 minutos Publicado em: 28/04/2008 1

2 Rede Celular: Introdução Tomando como base a rede GPRS (General Packet Radio Service), considerada como tecnologia 2,75G, já instalada no Brasil, é necessário um estudo abrangente sobre a tecnologia WCDMA (Wideband Code Division Multiple Acess), e as características do padrão UMTS (Universal Mobile Telecommunications System), para efetivar a transição entre os sistemas. Este modelo está atualmente em operação ou em desenvolvimento em todo o mundo. No Brasil o padrão UMTS está na eminência de implementação, aguardando a finalização do processo de licitação e entrega pela ANATEL das licenças das faixas da freqüência adotadas, e já esteve em fase de testes por várias operadoras. Este tutorial irá abordar brevemente os aspectos teóricos da tecnologia, mantendo o foco principal na implementação da rede, com a preocupação de dar continuidade na qualidade de serviço alcançada no modelo GSM (Global System for Mobile), sobretudo na cobertura celular. 2

3 Rede Celular: Link Budget Link Budget O link budget é o cálculo final de potência em todo o percurso entre TX e RX, levando em consideração a potência de transmissão, as diversas perdas em equipamentos (da estação base e do usuário), ganhos de antena, de amplificadores, e efeitos da propagação. Essa análise tem o objetivo de determinar a perda máxima permitida em percurso ou Maximum Allowed Path Loss (MAPL), que permite avaliar o alcance prático de uma célula. Cálculos separados são feitos para downlink e uplink, dada à distinção dos parâmetros de cada sentido de transmissão. Isso é importante para balancear a potência e minimizar a diferença do alcance entre uplink e downlink. Considerações importantes para o link budget apresentado são: o ambiente tipicamente urbano, a utilização da codificação AMR (Adaptative Multirate) para o serviço de chamadas, e a homogeneidade dos parâmetros ao longo da célula. De uma forma geral, a perda máxima em percurso pode ser expressa pela equação: Onde: MAPL = Pot_TX Perdas_TX Perdas_RX Sens_RX Perdas_Propag + G_Ant_ERB Pot_TX: Potência de Transmissão; Perdas_TX: Perdas na Transmissão; Perdas_RX: Perdas na Recepção; Sens_RX: Sensibilidade de Recepção; Perdas_Propag: Perdas de Propagação; G_Ant_ERB: Ganho da Antena da ERB. Tanto no padrão GSM quanto no UMTS, o sentido de uplink é limitante no estabelecimento de comunicação entre o aparelho e o equipamento de RF. Por esse motivo o trabalho de análise irá focar estes casos, onde a alcance da cobertura é mais crítico. GSM 900 Uplink A tabela 1 apresenta o link budget em uplink no sistema GSM 900 MHz. Tabela 1: Link Budget GSM 900 em Uplink. Sentido Descrição Valor Unidade TX Potência máxima de transmissão 30 dbm TX Atenuações por cabo em TX 0 db TX Atenuações por conectores em TX 0 db TX Ganho da antena em TX 0 db TX Total de perdas e ganhos em TX 0 db 3

4 TX ERP máximo do aparelho 30 dbm TX Temperatura 290 K TX Densidade de ruído térmico (background noise) -174 dbm/hz TX Taxa de informação 270 Kbit/s TX Taxa de informação [db] (10 x log(b)) 54,4 db RX Figura de ruído do receptor 7 db Carga relativa ao tráfego (50% para serviços de voz) 0,5 percentual (%) Margem de interferência (ou da carga) -3 db RX Relação sinal-ruído requerido (Eb/No) 8 db RX Sensibilidade da BTS -107,6 dbm RX Atenuações por cabos e conectores em RX -3 db RX Ganho da antenna em RX 15 dbi RX Total de perdas e ganhos em RX 12 db RX Potência recebida pela BTS -119,6 dbm RX Cell edge probability (ε) 0,9 percentual (%) Desvio padrão (σ) 7 db Desvanecimento Log-Normal -9 db TX Ganho de diversidade 0 db TX Perdas de penetração (edificações/ veicular) -10 db TX Perda corporal (relativa a cabeça) -3 db TX Total dos componentes de propagação -22 db Perda máxima permitida em percurso (MAPL) 127,6 db UMTS 2100 em Uplink A tabela 2 apresenta o link budget em uplink no padrão UMTS em 2100 MHz. Tabela 2: Link Budget UMTS 2100 em Uplink. Sentido Descrição Valor Unidade TX Máxima potência de transmissão 21 dbm TX Perdas físicas em TX 0 db TX Ganho da antena em TX 0 dbi 4

5 TX ERP máximo do aparelho 21 dbm TX Temperatura 290 K TX Densidade de ruído térmico -174 dbm/hz TX Taxa de informação (AMR) 12,2 kbit/s TX Taxa de informação [db] (10 x Log(B)) 40,9 db TX Figura de ruído do receptor 7 db TX Carga relativa ao tráfego (50% para serviço de voz) 0,5 percentual (%) TX Margem de interferência (ou da carga) -3 db TX Relação sinal-ruído requerido (Eb/Nt) 7,2 db TX Sensibilidade do Node B -115,9 dbm RX Ganho da antena em RX 15 dbi RX Perdas nos cabos feeder -3 dbm/100m RX Comprimento do cabo feeder 60 m RX Perdas nos conectores e Jumper -0,6 db RX Total das perdas e ganhos em RX 13,5 db RX Cell edge probability (ε) 0,9 percentual (%) Desvio padrão (σ) 8 db Desvanecimento Log-Normal -10,3 db TX Ganho de Handover (softhandover) 4,1 db TX Ganho de diversidade 0 db TX Atenuação por penetração (edificações/ veicular) -20 db TX Atenuação corporal (nível da cabeça) -3 db TX Total dos componentes de propagação -29,2 db Cálculo da Cobertura Perda máxima permitida em percurso (MAPL) 120,3 db Através da perda máxima permitida, é possível calcular o alcance máximo da cobertura de uma célula, utilizando a fórmula de Okumura-Hata COST 231. A fórmula matemática é apresentada a seguir na tabela 3. Tabela 3: Fórmula de Okumura-Hata COST 231. Okumura-Hata COST 231 model 5

6 L = 46,3+33,9*LOG(f)-13,82*LOG(ht)-Ch+(44,9-6,55*LOG(ht))*LOG(d*0,001)+C Ch = (1,1 log f 0,7) hr (1,56 log f 0,8) O fator C (dado em db) é considerado 0, relativo ao caso de cidades médias e áreas suburbanas. O alcance máximo da cobertura das células GSM é mostrado na tabelas 4. Tabela 4: Parâmetros de entrada e cálculo da distância máxima do link GSM. Freqüência de Transmissão Altura Efetiva da Estação Base Altura da Antena do Aparelho Celular MAPL Mínimo Distância de Atuação da BTS para o Mínimo MAPL 900 MHz 50 metros 1,6 metros 127,6 db 1399,7 metros Considerando os mesmos valores da altura da estação base, e altura do aparelho, a tabela 5 mostra o cálculo do alcance máximo da cobertura de uma célula UMTS. Tabela 5: Parâmetros de entrada e cálculo da distância máxima do link UMTS. Freqüência de Transmissão MAPL Mínimo Distância de Atuação do Node B para o Mínimo MAPL 2100 MHz 120,3 db 364,6 metros É importante deixar claro que este valor calculado representa apenas a cobertura máxima de uma célula. Porém os sites de uma rede celular em áreas urbanas são geralmente limitados pela capacidade de suportar a demanda de tráfego e também, no caso do WCDMA, pela interferência resultante. Desta forma, os artifícios como o downtilt elétrico e mecânico das antenas, e o controle de potência são utilizados para equilibrar estes parâmetros, e garantir a qualidade de serviço. 6

7 Rede Celular: HSPA e Cobertura High Speed Packet Access (HSPA) é o termo adotado pelo UMTS Forum para se referir aos avanços realizados no domínio de PS dos padrões 3GPP Release 05 e 06. Para downlink, é conhecido como High Speed Downlink Packet Acess (HSDPA), e para uplink, é conhecido como High Speed Uplink Packet Acess (HSUPA). Os desenvolvimentos do HSDPA (Release 05) e do HSUPA (Release 06) definiram uma nova interface para envio de dados com a introdução de canais HS - high-speed., permitindo transmissões de dados a uma velocidade de até 14,4 Mbit/s. O aumento considerável da taxa de transferência foi possível com a implementação de algumas características de transmissão. Uma delas é a redução do TTI (Transmission Time Interval) de 10 ms (em média) no Release 99, para valores de 3 a 1 ms. O Release 05 também permite alocação de múltiplos códigos OVSF (Orthogonal Variable Spreading Factor) para cada usuário. São reservados de 1 a 15 códigos com diferentes tamanhos (chamado de code set), dando maior flexibilidade ao serviço de dados. O HSPA utiliza um esquema codificação e modulação mais apropriado para suportar maior capacidade celular, empregando a modulação 16-QAM (16 Quadrature Amplitude Modulation). O Release 05 ainda apresenta métodos de codificação em alta velocidade, chamados de turbo coding, além da implementação das transmissões rápidas baseadas nas técnicas de Hybrid Automatic Response request (HARQ) em que os pacotes corrompidos são retransmitidos em até 10 ms. Existem limitações na atuação desta tecnologia, dadas as características particulares (relativas à alta modulação e aos ganhos de codificação, principalmente), que merecem ser estudadas para efeito de cobertura celular final. Link Budget UMTS 2100/HSPA em Uplink Baseado nos cálculos de link budget feitos anteriormente para a o padrão UMTS no sentido crítico de uplink, um outro cálculo deve ser feito com a introdução da tecnologia HSPA com suas características típicas de operação. A tabela 6 exibe o link budget HSPA no sentido de uplink. Tabela 6: Link Budget UMTS/HSPA no sentido de uplink. Sentido Descrição Valor Unidade TX Máxima potência de transmissão 19 dbm TX Perdas nos cabos e nos conectores de TX 0 dbm/100m TX Ganho da antena em TX 0 dbi TX ERP máximo 19 db TX Temperatura 290 K TX Densidade de ruído térmico -174 dbm/hz TX Taxa de informação (serviço de dados - PS) 1200 Kbit/s TX Taxa de informação [db] (10 x Log(B)) 60,8 db TX Figura de ruído do receptor 7 db 7

8 TX Carga (35 a 40% para serviço de dados) 0,4 percentual (%) TX Margem de interferência (ou da carga) -2,2 db TX Relação Sinal-Ruído requerida (Eb/Nt) 3,4 db TX Sensibilidade do Node B -100,6 dbm RX Ganho da antena em RX 15 dbi RX Perdas nos cabos, combiner e nos conectores de RX -3 db Total de perdas e ganhos em RX 12 db Cell edge probability (ε) 0,9 percentual (%) TX Desvio padrão (σ) 8 db Desvanecimento Log-Normal -10,3 db Ganho de Handover (softhandover) 4,1 db TX Ganho de diversidade 0 db TX Atenuação por penetração (edificações/ veicular) -20 db TX Atenuação corporal (aparelho não fica junto ao corpo) 0 db Comportamento da Rede UMTS/HSPA Total dos componentes de propagação -26,2 Perda máxima permitida em percurso (MAPL) 105,4 db As condições de operação do HSDPA se diferenciam do Release 99 ao ponto que este emprega forte controle de potência mantendo a taxa de envio com a modulação e codificação fixa, enquanto que os canais HS empregam uma potência de transmissão relativamente estável e taxa de codificação e esquemas de modulação variáveis. Em função disto, existem três principais características que alteram o link final. A primeira é a redução da potência de transmissão do aparelho de 21 dbm para 19 dbm. Isto porque agora com três diferentes códigos OVSF empregados, a média final da potência oscila com maior freqüência podendo superar os limites definidos para interferência. A segunda característica é o aumento da taxa de informação que influencia diretamente no ruído térmico, diminuindo a sensibilidade do receptor. Para ilustrar, o serviço de chamadas, de 12,2 Kbit/s resulta numa sensibilidade final do Node B de -115,9 db. No domínio de transferência de pacotes, para uma taxa de 384 Kbit/s, a sensibilidade final é de -105,7 db, e para o máximo teórico de 5,76 Mbit/s (com a tecnologia HSUPA), a sensibilidade resultante cai para 93,8 db. A última característica que também irá afetar a sensibilidade do receptor é a relação sinal-ruído requerida que diminui bastante em função da taxa de informação, inicialmente de 7,2 db na comutação de circuitos (AMR) para 3,2 db na comutação de pacotes com taxas maiores ou igual a 384 Kbit/s. Essa redução é uma vantagem em termos de cobertura, porém considerando os demais fatores, a introdução do HSPA implica em 8

9 uma redução de no mínimo 66% da cobertura original UMTS. Somando a esses fatores pode-se considerar ainda que para o serviço de dados o aparelho geralmente é mantido a uma altura mais baixa do que ao nível da cabeça, em torno de 1,3 metros, o que de acordo com a fórmula de Okumura-Hata também contribui para degradação da cobertura final, como é mostrado da tabela 7. Tabela 7: Cálculo da cobertura HSPA (uplink) pela fórmula de Okumura-Hata. Parâmetro Freqüência de Transmissão Altura Efetiva da Estação Base Altura da Antena do Aparelho Celular Valor 2100 MHz 50 metros 1,3 metros Fator de Correção da Antena da Estação Base (Ch) -0,6 MAPL Mínimo (caso limitante em uplink) Distância de Atuação do Node B para o Mínimo MAPL 105,4 db 123,8 metros Pode-se concluir então que embora seja possível obter taxas altíssimas, é necessário primeiramente avaliar como serão aproveitados estes recursos, já que a cobertura celular é inversamente proporcional à taxa de informação. Por isso é importante saber quais são as aplicações, e como atender os requisitos da qualidade de serviço do público alvo, para cobrir determinada área com eficiência. O gráfico da figura 1 demonstra a degradação da cobertura em função do aumento da taxa de transferência requerida. Figura 1: Degradação da cobertura com o aumento da taxa de transmissão. 9

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11 Rede Celular: Simulações Foi feita uma simulação computacional, com base nos dados utilizados nos cálculos de link budget, para avaliar a qualidade de serviço em termos de cobertura para uma rede UMTS, e comprovar os resultados obtidos. O trabalho de predição foi realizado pelo software Celplan Celsite, da Cellplan Technologies Inc. utilizado na CTBC Telecom S/A. Projeto GSM 1800 A partir da rede GSM da CTBC em operação atualmente, foram selecionados três sites localizados no centro de Uberlândia, chamados de ULCE (Uberlândia Centro), ULCF (Uberlândia Condomínio Fabiana) e ULCM (Uberlândia Cícero Macedo). Todos estes são sites externos, instalados no topo de edificações (rooftop), tipicamente com três setores, e com uma alta demanda de tráfego. Para adequar a simulação aos cálculos realizados anteriormente, o mesmo link budget definido anteriormente foi utilizado como parâmetro de entrada na simulação para todos os setores de todas as células. O software faz a predição da cobertura, levando em consideração as informações reais de topologia e morfologia. A figura 2 a seguir mostra a cobertura indoor de cada site em uma predição composta. A área de cobertura a ser considerada é a representada pela cor verde, onde o nível de sinal é maior que 75 dbm. Projeto UMTS 2100 Figura 2: Cobertura dos sites ULCE, ULCM e ULCF no sistema GSM Com o propósito de analisar e comparar a cobertura final da atual rede GSM foi definido um novo projeto UMTS, utilizando os mesmos sites adotados na simulação anterior. A configuração do Node B determina que a potência seja definida através do cálculo de link budget, cujos parâmetros de entrada foram definidos seguindo o cálculo teórico feito anteriormente. Esta simulação ilustra a redução da cobertura celular UMTS 2100 quando comparada com o projeto GSM 1800, como mostra a figura 3. 11

12 Figura 3: Cobertura dos sites ULCE, ULCM e ULCF no sistema UMTS Uma solução para o problema de cobertura do sistema 3G é a adoção da portadora de 850 MHz. Para ilustrar tal efeito, um novo projeto foi criado com a mesma configuração UMTS anterior, mantendo os três sites e o link budget. A figura 4 mostra o resultado da simulação do projeto UMTS 850. Figura 4: Cobertura dos sites ULCE, ULCF e ULCM no sistema UMTS

13 Rede Celular: Considerações Finais Modelos de Transição Como já foi discutido anteriormente, o WCDMA foi desenvolvido para interagir intimamente com a rede GSM, aproveitando toda a plataforma já implantada. É claro que a transição deve ser feita (e está sendo feita mundialmente) de forma gradual, justificando esta relação de compatibilidade entre os dois padrões. Desta forma seria natural imaginar a simples sobreposição 1:1 da rede, economizando gastos em estruturas físicas, e aproveitando todo o planejamento da cobertura celular GSM. Este modelo de implementação não é recomendável porque as opções de otimização de um sistema ficam limitadas às do outro sistema, criando-se uma interdependência de projeto, que é prejudicial para ambas as redes. Como pode ser observado a partir da análise do link budget, o padrão UMTS/HSPA possui características distintas que influenciam no planejamento celular, tanto em termos de cobertura quanto em termos de capacidade. Outro fator importante é a portadora adotada, que na freqüência de 2100 MHz é responsável por uma redução na área de atuação da célula, e perdas de penetração indoor. Por isso, outra maneira de se estabelecer uma transição entre os modelos é a criação de um novo plano de rede WCDMA de sobreposição, porém de forma independente, definindo ilhas de atuação chamadas de hotspots em locais estratégicos onde há demanda por tráfego e por serviços de banda larga. É importante deixar claro que nesta discussão do modelo de implementação, a rede GSM continua em operação atendendo aos usuários que são exclusivos do sistema. Pelas diferenças de propagação entre as portadoras de 900 MHz e de 2100 MHz, e os demais fatores apontados ao longo do tutorial, a cobertura GSM tende a ser dominante em relação ao UMTS. As características de penetração das ondas eletromagnéticas também priorizam o sistema GSM em edificações fechadas. Sendo assim, aproveitando do fato de que os aparelhos recém lançados são dual mode, ou seja, operam sobre os dois sistemas, os clientes UMTS não estarão fora de área de serviço em locais sem cobertura pelos Node Bs, já que é possível e praticável o handover entre os sistemas 3G e 2,5G. O handover entre sistemas é conhecido como Inter-System Handover (ISHO) para o caso de chamadas, e Inter-System Cell Reselection (ISCR) no caso de serviços de dados. Nas suas especificações é determinado que estes sejam pelo menos tão eficientes quanto um handover ou re-seleção de células GSM. Portadora para o UMTS O WCDMA foi originalmente desenvolvido para a banda de MHz em uplink e MHz em downlink, sendo definido pelo IMT-2000 como o padrão europeu para atuar em conjunto com a rede GSM 900/1800. No WRC-2000 (World Radiocommunication Conference do ano de 2000) foram adicionadas novas faixas espectrais para o IMT-2000, incluindo 1900 MHz, 1800 MHz, 850 MHz e 800 MHz. As operadoras de serviço celular demonstraram o interesse junto a ANATEL, em implementar a tecnologia 3G do padrão UMTS na portadora de 850 MHz. Essa preferência tem dois motivos principais como justificativa: primeiramente a questão burocrática do licenciamento do espectro. Desta forma, não haveria a necessidade de aguardar o leilão de nova faixa espectral feito pela ANATEL, pagar pela utilização da banda, e novamente aguardar a autorização para oferecer o serviço. 13

14 Outro motivo é a facilidade do planejamento de rede, já que na freqüência mais baixa, a propagação tem maior alcance e maior penetração. Como esta freqüência é utilizada no TDMA (já ultrapassado), este sistema seria então descontinuado, e aproveitado este espectro para o sistema 3G. Em relação a essa questão, primeiramente deve-se atentar para o fato de que o padrão GSM adotado no Brasil segue o modelo europeu e asiático com a portadora de 900 e 1800 MHz. Seria natural manter a orientação inicial e alinhar a rede nacional com a tendência mundial de implementação do novo modelo em 2100 MHz. O handover entre sistemas 2G em 900/1800 MHz e 3G em 850 MHz é praticável embora seja incomum. Um exemplo é a operadora TELSTRA, líder no mercado australiano, que também adotou a banda 850 MHz para o UMTS, em uma sobreposição da rede GSM 900/1800 MHz. A inter-operação entre sistemas é um fator decisivo que poderia inviabilizar o projeto da rede 3G. Portanto, a disponibilidade de aparelhos diferenciados adaptados especificamente para a atuação em 850 MHz merece toda a atenção, já que hoje a maior parte dos celulares dual mode oferece o serviço de rede GSM 900/1800 e UMTS De acordo com o Diretor de Desenvolvimento Técnico da QUALCOMM, Paulo Breviglieri: Existem combinações de freqüências regionais muito particulares. No Brasil e na Austrália, por exemplo, encontramos a combinação de faixas UMTS tipicamente utilizadas nas Américas (850 MHz) e faixas GSM tipicamente utilizadas na Europa, Ásia e África (900, 1800 MHz). A oferta de aparelhos com suporte a estas combinações de faixas já é muito extensa. A título de ilustração, segundo a GSA (The Global Mobile Suppliers Association, 88 dispositivos operando na faixa de 850 MHz eram oferecidos ao mercado em abril de O universo de modelos disponíveis já é significativo e não deve representar problema para operadoras que implementem redes nestas freqüências. (BREVIGLIERI, Paulo Também em relação à compatibilidade de atuação entre os sistemas, deve-se observar a questão de roaming nacional. Uma vez adotada uma portadora de freqüência, esta deve ser padronizada em escala nacional para garantir a cobertura em todo o território brasileiro. Já existem também aparelhos 3G quadri-band UMTS 850/2100 GSM 900/1800, possibilitando o roaming entre operadoras que adotam diferentes freqüências. Mas, da mesma forma que o handover entre sistemas, o roaming estaria refém da disponibilidade de oferta destes modelos diferenciados. A definição sobre a portadora deve ser conjunta com as operadoras que atuam no território nacional para maior compatibilidade entre elas podendo inclusive optar por uma operação com as duas freqüências como foi feito no sistema GSM. Referências CHEVALLIER, C. (edit.) et al. WCDMA (UMTS) Deployment Handbook England: John Wiley & Sons Ltd, HALONEN, T. (edit.) et al. GSM, GPRS and EDGE Performance Evolution Towards 3G/UMTS England: John Wiley & Sons Ltd, KORHONEN, Juha. Introduction to 3G Mobile Communications 2a Edição EUA, Artech House Inc., TS Handover Requirements between UMTS and GSM or other Radio Systems. 3GPP;

15 Rede Celular: Teste seu Entendimento 1. O que é representa o cálculo do Link Budget? Representa o cálculo de todas as despesas para o projeto de transição 2G / 3G. Representa o cálculo de todas as componentes do sistema de alimentação elétrica do enlace. Representa o cálculo do fluxo de dados entre a estação base e o equipamento do usuário. Representa o cálculo final de potência em todo o percurso entre TX e RX, considerando a potência de transmissão, as diversas perdas em equipamentos (da estação base e do usuário), ganhos de antena, de amplificadores, e efeitos da propagação. 2. Como ficou conhecido o padrão High Speed Packet Access (HSPA), no que se refere aos tráfegos de downlink e uplink? Para downlink é conhecido como High Speed Direct Packet Acess (HSDPA), e para uplink é conhecido como High Speed Indirect Packet Acess (HSIPA). Para downlink é conhecido como High Speed Downlink Packet Acess (HSDPA), e para uplink é conhecido como High Speed Uplink Packet Acess (HSUPA). Para downlink é conhecido como High Speed Foward Packet Acess (HSFPA), e para uplink é conhecido como High Speed Reverse Packet Acess (HSRPA). Em ambos os casos o nome é o mesmo. 3. Qual é a principal diferença para o uso do UMTS nas faixas de 2100 MHz e 850 MHz? A faixa de 850 MHz permite abranger uma área maior de cobertura da ERB. A faixa de 850 MHz permite abranger uma área menor de cobertura da ERB. A faixa de 2100 MHz permite abranger uma área maior de cobertura da ERB. Não existe diferença entre as áreas de cobertura para as duas faixas de freqüências. 15

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