A EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS PELO ESTADO FISCAL: FUNÇÃO SOCIAL DOS TRIBUTOS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS PELO ESTADO FISCAL: FUNÇÃO SOCIAL DOS TRIBUTOS"

Transcrição

1 PROGRAMA DE PÓS-GRADUÇÃO EM DIREITO MESTRADO ÁREA DE CONCENTRAÇÃO EM DIREITOS SOCIAIS E POLÍTICAS PÚBLICAS LINHA DE PESQUISA POLÍTICAS PÚBLICAS DE INCLUSÃO SOCIAL Daiana Malheiros de Moura A EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS PELO ESTADO FISCAL: FUNÇÃO SOCIAL DOS TRIBUTOS Santa Cruz do Sul, maio de 2011

2 Daiana Malheiros de Moura A EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS PELO ESTADO FISCAL: FUNÇÃO SOCIAL DOS TRIBUTOS Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação em Direito Mestrado e Doutorado Área de concentração em Políticas Públicas - da Universidade de Santa Cruz do Sul UNISC, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Direito. Orientador: Prof. Dr. Hugo Thamir Rodrigues Santa Cruz do Sul, RS, janeiro de 2011.

3 Daiana Malheiros de Moura A EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS PELO ESTADO FISCAL: FUNÇÃO SOCIAL DOS TRIBUTOS Esta Dissertação foi submetida ao Programa de Pós- Graduação em Direito Mestrado, na Área de Concentração em Direitos Sociais e Políticas Públicas, da Universidade de Santa Cruz do Sul UNISC, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Direito. Prof. Dr. Hugo Thamir Rodrigues Professor Orientador Prof. Dr. Clovis Gorczevski Prof. Dr. César Augusto Módena

4 Para minha família, em especial, para meu filho amado Lucas.

5 AGRADECIMENTOS Certo que o desenvolvimento desse trabalho só foi possível graças à ajuda de muitas pessoas, as quais não posso deixar de agradecer. Primeiramente, agradeço a minha mãe, Marina, que foi vó e mãe do meu pequeno Lucas, possibilitando, assim, que eu me dedica-se à elaboração desse estudo, com certeza sem o seu apoio não teria conseguido. Agradeço ao meu pai, Irineu, que contribuiu de várias formas para que essa realização fosse possível. Obrigada pela compreensão e pelo incentivo, sem os quais jamais poderia ter obtido êxito nessa caminhada. Ao meu esposo Marcelo pelo companheirismo e por todo o apoio, bem como por compreender e entender as horas que tive de abdicar de sua companhia para me dedicar à elaboração do meu trabalho. A todos os funcionários do Mestrado em Direito da Universidade de Santa Cruz do Sul que não mediram esforços para tornar essa caminhada mais fácil, meu muito obrigada. Agradeço a Coordenação do Mestrado e professores do Mestrado, os quais contribuíram para que eu crescesse intelectualmente, seja pela suas lições de vida, pelo conhecimento transmitido e pela dedicação. Agradeço ao meu orientador, Prof. Dr. Hugo Thamir Rodrigues, por todo o apoio e incentivo que recebi durante a elaboração do presente trabalho. Aos amigos, pelo carinho e pela confiança. Aos colegas do Mestrado, agradeço os bons momentos vividos juntos, o coleguismo, a parceria e a oportunidade de crescimento pessoal e profissional. A todos, meu sincero respeito e admiração.

6 Em todas as coisas, e especialmente nas mais difíceis, não se pode pretender que alguém, ao mesmo tempo, semeie e recolha, dada a necessidade de um estágio de preparação, a fim de que os frutos almejados possam amadurecer gradativamente. (Bacon)

7 RESUMO A presente Dissertação tem como objetivo fazer uma abordagem da função social do tributo, isto é, o tributo como instrumento de políticas públicas para a efetivação dos direitos fundamentais pelo Estado Contemporâneo. A função social do Estado consiste na busca do bem comum, que é representado pela soma dos direitos fundamentais, os quais se refletem na dignidade da pessoa humana. Pretende o presente estudo pensar nos tributos como mecanismos que possibilitem que ele atenda a sua função através da implementação de políticas públicas capazes de permitir aos cidadãos o alcance aos direitos fundamentais. Para tanto, num primeiro momento aborda-se a função social do Estado Contemporâneo, delimitando essa função e demonstrando seu conteúdo, posteriormente aborda-se as funções dos tributos, dando ênfase a função extrafiscal, demonstrando exemplos dessa função nos tributos, e por fim uma abordagem dos tributos como instrumentos de políticas públicas enquanto mecanismos capazes de garantir a efetivação dos direitos fundamentais. O trabalho foi desenvolvido em três capítulos e o método de abordagem foi o dedutivo, através de pesquisa bibliográfica. Palavras-chave: Função social, Políticas públicas, Tributos.

8 ABSTRACT The present dissertation has the purpose of doing an approach of the social function of the taxes, that is, the tax as an instrument of public policies to the effectiveness of the fundamental rights by the contemporary State. The social function of the State consists in the search for the common wellness, which is represented by the amount of fundamental rights, among them we emphasize the dignity of the human being. The presente study aims to think on the taxes as mechanisms that can make possible the accomplishment of its function through the implementation of public policies, which enable the citizens to reach their fundamental rights. Thus, a first time it is approached the social function of the State Contemporary, delimiting this function and demonstrating its content, subsequent approaches to the role of taxes, emphasizing the role extrafiscal, showing examples of this function in taxes, and finally an approach to taxes as instruments of public policies and mechanisms capable of ensuring the effectiveness of fundamental rights. The work was carried out in three chapters and the method of approach was the deductive, through literature search. Key-words: Social function, Public policies, Taxes.

9 LISTA DE ABREVIATURAS Art Artigo CF Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 CIDE Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico COFINS Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social CPMF Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos de Natureza Financeira CSLL Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CTN Código Tributário Nacional FGTS Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ICMS Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicações IE Imposto de Exportação II Imposto de Importação IOF Imposto sobre Operações Financeiras IPI Imposto sobre Produtos Industrializados IPTU Imposto Predial e Territorial Urbano IPVA Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor IR Imposto sobre a Renda ISS Imposto Municipal sobre Serviços ITBI Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis ITCD Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos ITR Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural PIS Programa de Integração Social

10 SUMÁRIO INTRODUÇÃO FUNÇÃO SOCIAL DO ESTADO CONTEMPORÂNEO Conceito e função social do Estado Contemporâneo Conteúdo do Bem Comum Conceito de dignidade da pessoa humana O Princípio da dignidade da pessoa humana como valor unificador dos Direitos e Garantias Fundamentais na Constituição Federal de O bem comum como a função social do Estado Contemporâneo representado pela soma dos direitos fundamentais FUNÇÃO SOCIAL DO TRIBUTO Tributos e suas funções Função fiscal Função Extrafiscal Função social dos tributos TRIBUTOS COMO INSTRUMENTOS DE POLÍTICAS PÚBLICAS Política Pública Conceito, características e tipos de Políticas Públicas Tributos como instrumentos de políticas públicas A efetivação dos direitos fundamentais pelo Estado Fiscal através dos tributos enquanto instrumentos de políticas públicas...91 CONCLUSÃO...94 REFERÊNCIAS...97

11 10 INTRODUÇÃO A presente dissertação tem como objetivo demonstrar a função social dos tributos, isto é, os tributos enquanto instrumentos de políticas públicas capazes de garantir a efetivação dos direitos fundamentais. O Estado Contemporâneo tem função eminentemente social, é o Estado das prestações, tem como função garantir aos seus cidadãos o bem comum, que consiste na efetivação dos direitos fundamentais, porém tal papel não vem sendo desempenhado de forma satisfatória, uma vez que constantemente o Estado, que deveria garantir a efetivação de tais direitos, os tem violado. Dentre os direitos fundamentais que o Estado tem o dever de garantir, destacamos o direito a dignidade da pessoa humana, que consiste no princípio maior do Estado Democrático de Direito, visto que a efetivação de tal princípio garante a pessoa o direito a uma vida digna que só se reflete diante de condições mínimas de subsistência, ou seja, através da efetivação de direitos fundamentais como o direito à vida, a saúde, a educação, a moradia, dentre outros imprescindíveis. O Estado tem o dever de garantir ao indivíduo o acesso aos direitos que lhe são concedidos, para tanto necessita de uma estrutura que lhe permita agir em defesa dos direitos dos seus cidadãos, conseqüentemente, para manter essa estrutura necessita de recursos financeiros e esses são obtidos pela imposição de tributos, assim manifesta-se o Estado Fiscal. É por meio da imposição de tributos que o Estado obtém recursos para atingir seus fins, a isso se denomina função fiscal dos tributos, entretanto a função fiscal não é a única função que pode ser exercida pelos tributos, não se limitam a amealhar recursos para o Estado, possuem uma função que vai além dos objetivos meramente arrecadatórios, a essa função dos tributos se denomina função extrafiscal, que consiste em o Estado fazer uso dos tributos para estimular ou inibir determinadas condutas, por meio de intervenção no domínio econômico e social.

12 11 A função extrafiscal dos tributos pode ocorrer através do aumento, diminuição ou progressividade de alíquotas, da concessão de isenção, incentivos e benefícios fiscais, bem como vários são os tributos usados com essa finalidade, dentre eles destacamos os impostos, nos quais a maior incidência do uso extrafiscal, uma vez que são tributos não vinculados, o que facilita o uso extrafiscal. Nesse contexto se busca a extrafiscalidade como mecanismo capaz de implementar políticas públicas tributárias que visem à efetivação dos direitos fundamentais. As políticas públicas são mecanismos de ação do governo e é por meio delas que ele atende as demandas da sociedade. Assim, os tributos surgem como instrumentos de políticas públicas que visam garantir os direitos fundamentais, ou seja, como meio de efetivação dos direitos fundamentais pelo Estado. Dessa forma, no primeiro capítulo o presente estudo trata sobre o que consiste a função social do Estado Contemporâneo, partindo-se de uma conceituação de Estado Contemporâneo na visão de Cezar Luiz Pasold, para posteriormente abordar o bem comum que consiste na sua função, e consequentemente qual o conteúdo do bem comum, o princípio da dignidade da pessoa humana, bem como os direitos fundamentais, uma vez que o princípio da dignidade da pessoa humana consiste na soma dos direitos fundamentais, para tanto se faz referência às quatro gerações de direitos fundamentais. No segundo capítulo, se faz uma abordagem dos tributos e suas espécies, sendo que tal abordagem é sucinta, para posteriormente abordar-se as funções dos tributos, a fiscal, extrafiscal e social, com maior ênfase na função extrafiscal, conceituando-a e exemplificando de que forma ela ocorre no sistema tributário brasileiro. Por fim, no terceiro e último capítulo, aborda-se as políticas públicas, estabelecendo um conceito de políticas públicas, classificando-as em três tipos: redistributivas, distributivas e regulatórias, bem como estabelecendo a necessidade da participação da sociedade, através da gestão pública compartilhada como um

13 12 dos meios de buscar políticas públicas efetivas, uma vez que permitem que a sociedade participe do processo de escolha, execução e avaliação das políticas públicas, deixando de ter um papel inerte, garantindo dessa forma que as políticas públicas desenvolvidas atendam as demandas dessa Sociedade. Definida as políticas públicas, passa-se ao estudo dos tributos como instrumento de políticas públicas, trazendo exemplos de tributos nos quais a função extrafiscal está presente, como o Imposto Predial e Territorial Urbano, o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, o Imposto sobre Produtos Industrializados, entre outros. Destacando que tais tributos não servem só como meio de arrecadação, mas também como instrumentos de políticas públicas que visem à efetivação dos direitos fundamentais. Para tal estudo, utilizou-se o método dedutivo, por importar na análise do geral para o particular, partindo-se de certas premissas, como que a função social do Estado Contemporâneo é o bem comum, que o bem comum é representado pela soma dos direitos fundamentais, que os tributos têm função fiscal e extrafiscal, para depois se deduzir que essa função extrafiscal permite que o Estado desenvolva políticas públicas com o objetivo de garantir os direitos fundamentais aos cidadãos. Sendo a técnica utilizada a pesquisa bibliográfica em livros, periódicos, publicações eletrônicas, leis etc.

14 13 1 FUNÇÃO SOCIAL DO ESTADO CONTEMPORÂNEO Pretende este capítulo tratar da função social do Estado Contemporâneo, para tanto, primeiramente presta-se a conceituá-lo, com base na posição defendida por Pasold, sendo que sua teoria servirá como embasamento para desenvoltura desse capítulo, para após se definir em que consiste a função social, e nos subtítulos seguintes tratar especificamente do conteúdo dessa função e onde está estabelecida no ordenamento jurídico. 1.1 Conceito e função social do Estado Contemporâneo Num primeiro momento cumpre destacar quando surgiu esta forma de Estado 1, ou seja, qual momento histórico contribuiu para que surgisse, para logo após estabelecer um conceito e por último constituir uma definição da sua função, fazendo referência ao seu conteúdo. Segundo Pasold o Estado Contemporâneo surgiu a partir da Constituição Mexicana de 1917, pelo fato de que foi a primeira Constituição a expressar os elementos que caracterizam o surgimento de tal Estado, os quais, nas palavras do autor são: 1) mantém consagrados os Direitos Individuais; 2) insere como Direitos Fundamentais também os Direitos Sociais e/ou os Direitos Coletivos; e 3) para assegurar a efetiva realização desses direitos estabelece e disciplina a intervenção do Estado nos domínios econômico e social. 2 1 DALLARI, Dalmo de Abreu. Elementos de teoria geral do Estado. 22. ed. São Paulo: Saraiva, 2001, p O termo Estado é usado no sentido que conceitua Dallari: como a ordem jurídica soberana que tem por fim o bem comum de um povo situado num determinado território. 2 PASOLD, Cezar Luiz. Função Social do Estado Contemporâneo. 3. ed. Florianópolis: OAB/SC Editora; Editora Diploma Legal, 2003, p. 57.

15 14 A partir da inserção desses elementos no texto constitucional, representados pelos artigos 25 e 26 da referida Constituição, para Pasold, resta caracterizado o Estado Contemporâneo, uma vez que se evidencia o reconhecimento dos direitos sociais como direitos fundamentais, bem como se estabelece a possibilidade de intervenção do Estado no domínio econômico e social, com uma conseqüente disciplina dessa intervenção com o intuito de assegurar que os direitos reconhecidos pelo texto constitucional possam ser efetivados. Assim, o Estado Contemporâneo é marcado por uma maior intervenção do Estado na Sociedade. Seguem os artigos: ART. 25. Corresponde ao Estado o compromisso com o desenvolvimento nacional para garantir que este seja integral, que fortaleça a soberania da Nação e sue regime democrático e que, mediante o fomento do crescimento econômico e o emprego de uma mais justa distribuição de ingresso e da riqueza, permita o pleno exercício da Liberdade e da dignidade dos indivíduos, grupos e classes sociais, cuja segurança protege esta Constituição O Estado planejará, conduzirá, coordenará e orientará a atividade econômica nacional, e levará a cabo a regulação e fomento das atividades que demandem o interesse geral no marco de Liberdades que outorga esta Constituição. Ao desenvolvimento econômico nacional concorrerão, com responsabilidade social, o setor público e o setor privado, sem menosprezo de outras formas de atividade econômica que contribuam ao desenvolvimento da Nação. ART. 26. O Estado organizará um sistema de planejamento democrático do desenvolvimento nacional que imprima solidez, dinamismo, permanência e equidade ao crescimento da economia para a independência e a democratização política, social e cultural da Nação. 3 Tais artigos, segundo Pasold, refletem o surgimento dessa forma de Estado, lecionando que é o Estado Contemporâneo compondo-se em suas características fundamentais. 4 Entende o autor ser possível dividir alguns aspectos relevantes sobre este Estado em duas dimensões, quais sejam a descritiva e prescritiva, do ponto de vista descritivo apresenta como características a conformação jurídica; a sua submissão a sociedade expressa nos discursos Constitucionais; o seu compromisso em atender 3 MÉXICO. Constitucion Política de los Estados Unidos Mexicanos. 75. ed. México: Editora Porrua, PASOLD, Cezar Luiz. Função Social do Estado Contemporâneo. 3. ed. Florianópolis: OAB/SC Editora; Editora Diploma Legal, 2003, p. 59.

16 15 os anseios da sociedade; a estrutura tentacular e a primazia absoluta do econômico sobre as questões sociais e ecológicas. Já quanto à dimensão prescritiva as características são: as conformações jurídicas devem representar a realidade; a realização dos princípios que sustentam a sua submissão à sociedade; o reconhecimento constitucional e infra-constitucional de forma prática dos seus compromissos para com a sociedade; a submissão de todo o conjunto tentacular as demandas da sociedade e por fim a submissão do econômico à força do social. 5 Após a Constituição Mexicana segue-se o surgimento de outras constituições com esses elementos que caracterizam o Estado Contemporâneo, dentre elas a Constituição alemã de e a brasileira de Quanto à evolução do Estado Pasold, leciona que a sua participação evoluiu de uma mera tolerância, ou seja, de uma posição de inércia, até uma participação efetiva, representada por uma maior atuação na sociedade, que veio a se consolidar com a conformação da figura do Estado Contemporâneo: A participação maior do Estado na vida da Sociedade, historicamente, evoluiu de uma fase de tolerância crescente até a de exigência da participação, de modo que, hoje são poucos os que admitem um comportamento omissivo do Estado frente ao encaminhamento e à solução dos grandes problemas sociais. Em minha opinião, no século XXI que se inicia, a necessária relação entre Estado e Sociedade é, sem dúvida, a de um instrumento que deve ser utilizado para servir a sua mantenedora, ou seja, a própria Sociedade. 8 5 PASOLD, Cezar Luiz. Função Social do Estado Contemporâneo. 3. ed. Florianópolis: OAB/SC Editora; Editora Diploma Legal, 2003, p Cf. BERTI, Flávio de Azambuja. Impostos: extrafiscalidade e não-confisco. Curitiba: Juruá, 2003, p. 40. A indicação de Estado Contemporâneo é feita por Berti ao definir quatro fases distintas do processo de evolução do Estado enquanto forma de organização do poder político até sua atual configuração: Estado Antigo na Grécia e em Roma; o Estado Medieval; o Estado Moderno; e o Estado Pós-moderno ou Contemporâneo. O Estado Contemporâneo surgiu a partir da Constituição de Weimar (1919), com o fim do Império alemão, quando surge a segunda categoria de direitos, os direitos sociais e de representação, fase em que aparece o direito de exigir a garantia dos direitos. 7 Com a Constituição de 1934, a questão social passou a assumir grande destaque no país: direitos democráticos foram conquistados, a participação popular no processo político aumentou, foi instituída a Justiça Eleitoral (art. 82 e seguintes) e o voto secreto (art. 52, 1º), abrindo os horizontes do constitucionalismo brasileiro para os direitos econômicos, sociais e culturais (art. 115 e seguintes, art. 148 e seguintes). 8 PASOLD, op. cit., p

17 16 Desse modo, pode-se definir como uma das características do Estado Contemporâneo uma maior participação, ou seja, atuação na Sociedade, o Estado da situação de expectador passou a condição de agente, que deve agir no intuito de concretizar os direitos contidos na sua Carta Constitucional. Pasold define o Estado Contemporâneo como: [..] espectro de variações dos diversos Estados que se apresentam na contemporaneidade, os quais, independentemente da motivação ideológica de suas Constituições, têm alguns denotativos essenciais que lhe são comuns e, principalmente, possuem uma função que lhes é essencial. 9 Segundo o conceito do autor essa forma de Estado se caracteriza por possuir denotativos essenciais e principalmente uma função essencial, que é eminentemente social. A sua principal característica é agir no intuito de fornecer e garantir aos indivíduos acesso aos direitos fundamentais, assim se reflete no Estado das prestações, incumbe a ele garantir e preservar os direitos de seus cidadãos 10, bem como agir em favor de toda a Sociedade na busca do bem comum, entendido aqui conforme leciona Rodrigues a soma dos direitos fundamentais presentes na CF/ Nesse sentido, Moura leciona que a função precípua do Estado é zelar pelo bem estar social, que consiste tanto em fornecer aos seus cidadãos a prestação de 9 PASOLD, Cezar Luiz. Função Social do Estado Contemporâneo. 3. ed. Florianópolis: OAB/SC Editora; Editora Diploma Legal, 2003, p Cf. LEAL, Rogério Gesta. Estado, administração pública e sociedade: novos paradigmas. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2006, p. 19. Para efeito deste estudo cidadão deve ser entendido como ser que vive nos limites territoriais da cidade/estado e, dentro dele, tem direitos e obrigações. Importante referir à definição de cidadania elaborada por José Casalta Nabais: A cidadania pode ser definida como a qualidade dos indivíduos que, enquanto membros ativos e passivos de um Estadonação, são titulares ou destinatários de um determinado número de direitos e deveres universais e, por conseguinte, detentores de um específico nível de igualdade. Uma noção de cidadania, em que, como é fácil de ver, encontramos três elementos constitutivos, a saber: 1) a titularidade de um determinado número de direitos e deveres numa sociedade específica; 2) a pertença a uma determinada comunidade política (normalmente o Estado), em geral vinculada a idéia de nacionalidade; e 3) a possibilidade de contribuir para a vida pública dessa comunidade através da participação. Em GRECO, M. A.; GODOI, M. S. (Coordenadores). Solidariedade Social e tributação. São Paulo: Dialética, 2005, p RODRIGUES, Hugo Thamir, Políticas Tributárias e Federalismo: uma leitura possível do caso brasileiro. In: LEAL, Rogério Gesta (Org.) Direitos sociais & políticas públicas: desafios contemporâneos. Tomo 3. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2003, p. 890.

18 17 serviços que visam atender aos direitos fundamentais, como zelar pela segurança nacional do território. Essa função social do Estado Contemporâneo contribui para a redistribuição de renda através da implantação e o funcionamento de serviços públicos que visam atender as necessidades da Sociedade, os quais são desenvolvidos mediante organizações complexas que confiam a eficiência de tais serviços à responsabilidade coletiva, visando a confiança no bem público, na propriedade de todos e de ninguém. 12 Segundo Pasold o Estado Contemporâneo tem como principal característica o compromisso com o bem comum e a interferência na vida da Sociedade, ou seja, tem que agir em cumprimento dos direitos fundamentais e para tanto se possibilita que tenha uma atuação mais presente, intervenha objetivando propiciar a todos o alcance aos elementos necessários a uma vida digna. 13 Por este Estado deve se entender a existência de uma prevalência do social, onde se busca atender aos interesses do coletivo, privilegiando-se os direitos fundamentais expressos no texto constitucional, refletindo-se a sua função social. Assim, conceituado o Estado Contemporâneo é importante que se esclareça em que consiste essa função social. Primeiramente é importante que se defina o que se entende pelo termo função na expressão função social, segundo Pasold o termo função deve ser compreendido com uma ação e um dever de agir, nas palavras do autor: Para a minha concepção de FUNÇÃO SOCIAL aplicada ao Estado Contemporâneo, parto de um significado para a palavra função comprometido com dois elementos semânticos distintos entre si mas mutuamente complementares, quais sejam, a AÇÃO e o DEVER DE AGIR, este último resultante da natureza do agente MOURA, Carmem de Carvalho e Souza. O Estado contemporâneo. Disponível em: <http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=54>. Acesso em: 12 de abril de PASOLD, Cezar Luiz. Função Social do Estado Contemporâneo. 3. ed. Florianópolis: OAB/SC Editora; Editora Diploma Legal, 2003, p Ibidem, p. 92.

19 18 Os termos ação e dever de agir revelam a obrigação do Estado para com a Sociedade, sendo que este assume direções fundamentais e deverá executar as atividades necessárias para atingir os objetivos que devem refletir os anseios da Sociedade que representa. Assim, refere o autor que a causa da função social é, pois a necessária interação continuada entre Sociedade e Estado. 15 Também, segundo o autor o dever agir é elemento indispensável à compreensão de Estado Contemporâneo, se coloca como implícito a sua função social, assim, esse dever de agir deve ser compreendido como um compromisso que o Estado tem para com a Sociedade que o mantém, que deve se refletir numa atitude e não só num discurso por parte do Estado e dos detentores do Poder Governamental. 16 Definido o que se entende pelo termo função se passa a determinar o que se compreende pela função social, ou seja, ao se defender que o Estado tem uma função social é importante que a mesma seja identificada, bem como estabelecer de que forma ela deve ser desenvolvida. Para Pasold o Estado Contemporâneo deve ter e exercer uma função social: [...] a qual implica em ações que por dever para com a Sociedade o Estado tem a obrigação de executar, respeitando, valorizando e envolvendo o seu SUJEITO, atendendo o seu OBJETO e realizando os seus OBJETIVOS, sempre com a prevalência do social e privilegiando os Valores fundamentais do Ser Humano. 17 O conteúdo dos termos objeto, sujeito e objetivo dependerá da realidade social de cada Estado, uma vez que as realidades sociais é que vão definir o que cada Sociedade necessita, bem como de que forma o Estado vai atender essas necessidades, por óbvio que estes termos estarão sempre sujeitos a variações, as 15 PASOLD, Cezar Luiz. Função Social do Estado Contemporâneo. 3. ed. Florianópolis: OAB/SC Editora; Editora Diploma Legal, 2003, p Ibidem, p Ibidem, p

20 19 quais sofrerão influência direta da realidade enfrentada pela sociedade em dado momento histórico. 18 Ainda, refere o autor que para que se possa compreender melhor essa relação quatro pontos importantes devem ser destacados, são eles: a) a Função Social em abstrato para o Estado Contemporâneo, conforme exposto, diz respeito a uma fórmula doutrinária que conecta a condição instrumental do Estado com o compromisso com o Bem Comum ou Interesse Coletivo, e principalmente, com a dignidade do Ser Humano; b) em concreto, a Função Social haverá de consolidar-se conforme cada Sociedade e seu Estado, de acordo com a realidade, e através de ações que cumpram a sua destinação; c) a Função Social do Estado Contemporâneo não é concebida com uma dádiva dele mesmo; antes, constitui-se numa dinâmica que supões e requer a cooperação social, a mobilização solidária dos componentes da Sociedade considerada, sustentando, verificando e participando do dever de agir e do agir do próprio Estado; d) a Função Social pressupõe uma conveniente administração da oposição entre a atividade livre e a atividade regulada na Sociedade e, entre a atividade Autoritária e a atividade social no Estado. 19 Desse modo, a função social do Estado Contemporâneo consiste em uma busca pela realização do bem comum da Sociedade, que será concretizado através de ações que serão executadas de acordo com a realidade de cada Sociedade, respeitando as necessidades dos indivíduos que a compõe, os quais deverão contribuir para tanto atuando como fiscalizadores da ação e do dever de agir do Estado. Nesse sentido Dallari leciona que a Sociedade humana tem como finalidade o bem comum de todos os seus indivíduos, isso significa dizer que ela busca permitir que cada cidadão busque a consecução de seus fins particulares. Uma Sociedade que atende apenas os fins de parte de seus integrantes é mal organizada, visto que está afastada da sua finalidade, ou seja, daquilo que justifica a sua existência PASOLD, Cezar Luiz. Função Social do Estado Contemporâneo. 3. ed. Florianópolis: OAB/SC Editora; Editora Diploma Legal, 2003, p Ibidem, p DALLARI, Dalmo de Abreu. Elementos de teoria geral do Estado. 22. ed. São Paulo: Saraiva, 2001, p. 24.

21 20 Rodrigues, ao tratar especificamente da função social do Município, que pode perfeitamente ser inserida nesse contexto, uma vez que o mesmo faz parte do Estado na acepção usada para fins desse estudo, leciona que: Entende-se, respeitados os pressupostos acima, bem como a idéia de que o conjunto de munícipes não pode ser visto com uma massa amorfa e sem individualidades, mas, sim, aceitando-se a posição de Pasold de que o homem deve ser individualmente considerado enquanto ente inserido em uma sociedade, bem como a idéia, retirada também do mesmo autor, de que se deve objetivar a eliminação da injustiça econômica e a falta de participação social, que a Função Social do Município busca seu melhor sentido na expressão Bem Comum. 21 Para Pasold o Estado tem um compromisso intrínseco com o bem comum, consistindo em fundamento da existência do mesmo, não sendo sua criação justificável senão para busca do bem comum. Assim, deve haver por parte da criatura um compromisso com a sua criadora, a Sociedade, sob pena de se perder a razão pela qual o Estado foi criado, isso se configura na sua dedicação à consecução do bem comum. 22 Em outra passagem da obra refere o autor que diante dessa perspectiva o Estado deve ser entendido como um conjunto de ações legítimas efetivamente comprometidas com uma função social, a qual deve ser entendida como ações que praticadas por dever para com a Sociedade o Estado executa, as quais valorizam e envolvem o sujeito e correspondem ao seu objeto, cumprindo assim, o seu objetivo, qual seja, o bem comum. 23 Menciona Pasold que para que a função social possa existir devem estar presentes dois requisitos básicos, são eles: 21 RODRIGUES, Hugo Thamir. O Município (ente federado) e sua Função Social. In: LEAL, R. G.; REIS, J. R. dos (Org.) Direitos sociais & políticas públicas: desafios contemporâneos. Tomo 4. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2004, p PASOLD, Cezar Luiz. Função Social do Estado Contemporâneo. 3. ed. Florianópolis: OAB/SC Editora co-edição Editora Diploma Legal, 2003, p Ibidem, p. 111.

Sumário. Coleção Sinopses para Concursos... 13 Guia de leitura da Coleção... 15 Apresentação... 17 Prefácio... 19. Parte I TRIBUTOS EM ESPÉCIE

Sumário. Coleção Sinopses para Concursos... 13 Guia de leitura da Coleção... 15 Apresentação... 17 Prefácio... 19. Parte I TRIBUTOS EM ESPÉCIE Sumário Coleção Sinopses para Concursos... 13 Guia de leitura da Coleção... 15 Apresentação... 17 Prefácio... 19 Parte I TRIBUTOS EM ESPÉCIE Capítulo I IMPOSTO... 25 1. Imposto... 27 1.1. Sínteses das

Leia mais

PREPARATÓRIO RIO EXAME DA OAB COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA RIA DIREITO TRIBUTÁRIO. RIO 2ª parte. Prof. JOSÉ HABLE www.josehable.adv.br johable@gmail.

PREPARATÓRIO RIO EXAME DA OAB COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA RIA DIREITO TRIBUTÁRIO. RIO 2ª parte. Prof. JOSÉ HABLE www.josehable.adv.br johable@gmail. PREPARATÓRIO RIO EXAME DA OAB DIREITO TRIBUTÁRIO RIO 2ª parte COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA RIA Prof. JOSÉ HABLE www.josehable.adv.br johable@gmail.com SISTEMA TRIBUTÁRIO RIO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL 2. Competência

Leia mais

Francisco José Carvalho

Francisco José Carvalho 1 Olá caro leitor, apresento a seguir algumas considerações sobre a Teoria da Função Social do Direito, ao qual considero uma teoria de direito, não apenas uma teoria nova, mas uma teoria que sempre esteve

Leia mais

Unidade I DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES. Prof. Luís Fernando Xavier Soares de Mello

Unidade I DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES. Prof. Luís Fernando Xavier Soares de Mello Unidade I DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES Prof. Luís Fernando Xavier Soares de Mello Direito nas organizações Promover uma visão jurídica global do Sistema Tributário Nacional, contribuindo para a formação do

Leia mais

Tributos em orçamentos

Tributos em orçamentos Tributos em orçamentos Autores: Camila de Carvalho Roldão Natália Garcia Figueiredo Resumo O orçamento é um dos serviços mais importantes a serem realizados antes de se iniciar um projeto. É através dele

Leia mais

Planejamento Tributário Empresarial

Planejamento Tributário Empresarial Planejamento Tributário Empresarial Aula 03 Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho Este material é parte integrante da disciplina, oferecida pela UNINOVE. O acesso às atividades,

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA PRIMEIRA REGIÃO SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA PRIMEIRA REGIÃO SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL Decisão: / 2015 RCB_GAC 20ª Vara Federal Processo nº 54133-84.2015.4.01.3400 Classe: 1100 Ação Ordinária / Tributária Autor : Fauvel e Moraes Sociedade de Advogados Rés : União (Fazenda Nacional) Juiz

Leia mais

Questões Dissertativas (máximo 15 linhas)

Questões Dissertativas (máximo 15 linhas) Questões Dissertativas (máximo 15 linhas) 1) O que é tributo? Considerando a classificação doutrinária que, ao seguir estritamente as disposições do Código Tributário Nacional, divide os tributos em "impostos",

Leia mais

ASPECTOS GERAIS DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL

ASPECTOS GERAIS DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL 01452-002 SP ASPECTOS GERAIS DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL Fábio Tadeu Ramos Fernandes ftramos@almeidalaw.com.br I) INTRODUÇÃO Para a compreensão do Sistema Tributário Nacional, é preciso recorrer à Constituição

Leia mais

PLANO DE ENSINO 1- IDENTIFICAÇÃO

PLANO DE ENSINO 1- IDENTIFICAÇÃO PLANO DE ENSINO 1- IDENTIFICAÇÃO 1.1 Curso: Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial 1.2 Disciplina: Legislação e Tributação Comercial 1.3 Carga Horária: 36 1.3.1 Encontros: 1.4 Período: 3º 1.5

Leia mais

Antes de saber o que é Administração Pública e de falar sobre a estrutura da Administração Pública brasileira, é importante que sejam dados conceitos

Antes de saber o que é Administração Pública e de falar sobre a estrutura da Administração Pública brasileira, é importante que sejam dados conceitos DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO Prof.ª Kênia Rodrigues de Oliveira Prof. Genival Santos Oliveira GESTÃO PÚBLICA Necessidades Captação COLETIVAS de Recursos: e do ESTADO Próprios Transferências GESTÃO

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS CÃMPUS JATAÍ PLANO DE ENSINO

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS CÃMPUS JATAÍ PLANO DE ENSINO PLANO DE ENSINO I. IDENTIFICAÇÃO Unidade Acadêmica: Câmpus Jataí Curso: Direito Disciplina: Direito Tributário II Carga horária semestral: 64 horas Semestre/ano: 2º semestre de 2013 Turma/Turno: 2798/A

Leia mais

Imposto. Como esse assunto foi cobrado em concurso? A ESAF/AFTE/PA considerou correto: Tem por fato gerador uma situação

Imposto. Como esse assunto foi cobrado em concurso? A ESAF/AFTE/PA considerou correto: Tem por fato gerador uma situação Imposto 1. IMPOSTO O imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte (art. 16, do CTN). Como esse assunto

Leia mais

Administração Pública. Prof. Joaquim Mario de Paula Pinto Junior 1

Administração Pública. Prof. Joaquim Mario de Paula Pinto Junior 1 Administração Pública Prof. Joaquim Mario de Paula Pinto Junior 1 Planejamento da Gestão Pública Planejar é essencial, é o ponto de partida para a administração eficiente e eficaz da máquina pública, pois

Leia mais

ANEXO PROPOSTA DE REFORMA TRIBUTÁRIA

ANEXO PROPOSTA DE REFORMA TRIBUTÁRIA ANEXO PROPOSTA DE REFORMA TRIBUTÁRIA QUADROS RESUMO DAS COMPETÊNCIAS TRIBUTÁRIAS, PARTILHAS E TRANSFERÊNCIAS INTERGOVERNAMENTAIS VIGENTES E PROPOSTAS RESUMO DAS COMPETÊNCIAS TRIBUTÁRIAS UNIÃO, ESTADOS

Leia mais

Direitos Humanos - Direitos Econômicos e Sociais -

Direitos Humanos - Direitos Econômicos e Sociais - Direitos Humanos - Direitos Econômicos e Sociais - 1. Conceituação a) condição de pessoa como requisito único para ser titular de direitos humanos. b) dignidade humana. 2. Histórico Declaração americana

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DE 1988 ART. 156. COMPETE AOS MUNICÍPIOS INSTITUIR IMPOSTO SOBRE: I- PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA

CONSTITUIÇÃO DE 1988 ART. 156. COMPETE AOS MUNICÍPIOS INSTITUIR IMPOSTO SOBRE: I- PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA ART. 32. O IMPOSTO, DE COMPETÊNCIA DOS MUNICÍPIOS, SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA TEM COMO FATO GERADOR A PROPRIEDADE, O DOMÍNIO

Leia mais

Direito Constitucional 3º semestre Professora Ilza Facundes. Organização do Estado Federação na Constituição de 1988

Direito Constitucional 3º semestre Professora Ilza Facundes. Organização do Estado Federação na Constituição de 1988 Direito Constitucional 3º semestre Professora Ilza Facundes Organização do Estado Federação na Constituição de 1988 a) CARACTERÍSTICAS I. Órgãos representativos: Câmara dos Deputados Representa o Povo

Leia mais

Super Simples Indícios da Reforma Tributária Brasileira

Super Simples Indícios da Reforma Tributária Brasileira Super Simples Indícios da Reforma Tributária Brasileira 1. Introdução O dia 7 de agosto do corrente ano entrou para a história como uma das mais importantes datas para a possível concretização da reforma

Leia mais

1. RESUMO. na Constituição Federal, portanto, a análise do tema deve ser estudada à luz

1. RESUMO. na Constituição Federal, portanto, a análise do tema deve ser estudada à luz 1. RESUMO Os direitos fundamentais trabalhistas estão inseridos na Constituição Federal, portanto, a análise do tema deve ser estudada à luz do Direito do Trabalho e dos princípios que orientam o Direito

Leia mais

Direitos Humanos - Direitos Econômicos e Sociais -

Direitos Humanos - Direitos Econômicos e Sociais - Direitos Humanos - Direitos Econômicos e Sociais - Apresentação Direitos sociais e econômicos Desafios Dados Distribuição renda Exemplo mundo Situação Brasil Conceituação a) condição de pessoa como requisito

Leia mais

ENTENDENDO A PREFEITURA

ENTENDENDO A PREFEITURA EDUCAÇÃO FISCAL Sensibilizar o cidadão para a função socioeconômica do Tributo; Facilitar e estimular o cumprimento da obrigação tributária pelo cidadão; Incentivar a sociedade a acompanhar e fiscalizar

Leia mais

REPARTIÇÃO DE RECEITA TRIBUTÁRIA

REPARTIÇÃO DE RECEITA TRIBUTÁRIA A forma de Estado adotada pela Constituição Federal é a Federação, e esta só estará legitimada se cada ente da Federação gozar de autonomia administrativa e fiscal. A CF estabelece percentuais a serem

Leia mais

Analisaremos o tributo criado pela Lei 10.168/00 a fim de descobrir se realmente se trata de uma contribuição de intervenção no domínio econômico.

Analisaremos o tributo criado pela Lei 10.168/00 a fim de descobrir se realmente se trata de uma contribuição de intervenção no domínio econômico. &RQWULEXLomRGH,QWHUYHQomRQR'RPtQLR(FRQ{PLFR XPDDQiOLVHGD/HLQž /XFLDQD7ULQGDGH)RJDoD &DUOD'XPRQW2OLYHLUD A Lei 10.168/2000 criou uma contribuição de intervenção no domínio econômico para financiar o Programa

Leia mais

Direitos Fundamentais i

Direitos Fundamentais i Direitos Fundamentais i Os direitos do homem são direitos válidos para todos os povos e em todos os tempos. Esses direitos advêm da própria natureza humana, daí seu caráter inviolável, intemporal e universal

Leia mais

ENTENDA OS IMPOSTOS. Impostos Diretos ou Indiretos, Progressivos ou Regressivos

ENTENDA OS IMPOSTOS. Impostos Diretos ou Indiretos, Progressivos ou Regressivos Página 1 de 10 ENTENDA OS IMPOSTOS As pessoas nem imaginam quão antiga é a origem dos tributos, estudos supõem que as primeiras manifestações tributárias foram voluntárias e feitas em forma de presentes

Leia mais

Módulo Contábil e Fiscal

Módulo Contábil e Fiscal Módulo Contábil e Fiscal Escrita Fiscal Objetivo O objetivo deste artigo é dar uma visão geral sobre o Módulo Contábil e Fiscal Escrita Fiscal. Todas informações aqui disponibilizadas foram retiradas no

Leia mais

Comentários às questões de Direito Tributário da Prova de Analista de Planejamento e Orçamento APO /2010 Professor Alex Sandro.

Comentários às questões de Direito Tributário da Prova de Analista de Planejamento e Orçamento APO /2010 Professor Alex Sandro. 1 Saudações, caros alunos. Seguem abaixo os comentários sobre as questões de Direito Tributário abordadas na Prova de Analista de Planejamento e Orçamento aplicada no último dia 28/02/2010. 56- A lei que

Leia mais

CAPÍTULO 1 - TRIBUTOS 1.1 CONCEITO DE TRIBUTO...16 1.2 ESPÉCIES DE TRIBUTOS...20 1.3 COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA...22

CAPÍTULO 1 - TRIBUTOS 1.1 CONCEITO DE TRIBUTO...16 1.2 ESPÉCIES DE TRIBUTOS...20 1.3 COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA...22 CAPÍTULO 1 - TRIBUTOS 1.1 CONCEITO DE TRIBUTO...16 1.2 ESPÉCIES DE TRIBUTOS...20 1.3 COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA...22 1.3.1 CARACTERÍSTICAS DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA...25 1.3.1.1 INDELEGABILIDADE...25 1.3.1.2

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FACULDADE DE DIREITO COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO GFSJ08 - LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FACULDADE DE DIREITO COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO GFSJ08 - LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FACULDADE DE DIREITO COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA DISCIPLINA Departamento / Setor ADMINISTRAÇÃO Nome da Disciplina GFSJ08

Leia mais

Tributos em espécie. Impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais

Tributos em espécie. Impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais Tributos em espécie Impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais 1 Espécies tributárias Impostos Taxas De polícia De serviço Contribuição de melhoria Empréstimo

Leia mais

Investimento Direto Estrangeiro e Tributação de Bens e Serviços no Brasil. Setembro 2015

Investimento Direto Estrangeiro e Tributação de Bens e Serviços no Brasil. Setembro 2015 Investimento Direto Estrangeiro e Tributação de Bens e Serviços no Brasil Setembro 2015 Investimento Direto Estrangeiro e Tributação de bens e serviços 1. Investimento Direto Estrangeiro Constituição de

Leia mais

2. (CESPE/MMA/2009) O modelo de federalismo brasileiro é do tipo segregador.

2. (CESPE/MMA/2009) O modelo de federalismo brasileiro é do tipo segregador. 1. (CESPE/SEJUS-ES/2009) A CF adota o presidencialismo como forma de Estado, já que reconhece a junção das funções de chefe de Estado e chefe de governo na figura do presidente da República. 2. (CESPE/MMA/2009)

Leia mais

Direitos laborais inespecíficos dos trabalhadores

Direitos laborais inespecíficos dos trabalhadores 1 Direitos laborais inespecíficos dos trabalhadores Renato Rua de Almeida (*) O Direito do Trabalho distinguiu-se do Direito Civil, porque, enquanto o Direito Civil regulou de forma igual e recíproca os

Leia mais

O papel do Ministério Público na Implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos

O papel do Ministério Público na Implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos PROGRAMAÇÃO ETAPA BELÉM 18 DE SETEMBRO DE 2014 O papel do Ministério Público na Implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos Raimundo Moraes Ministério Público do Pará CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES

Leia mais

PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA EFICIÊNCIA E O PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO DO ICMS

PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA EFICIÊNCIA E O PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO DO ICMS UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ UNIVALI PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO, EXTENSÃO E CULTURA PROPPEC CENTRO DE EDUCAÇÃO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E JURÍDICAS CEJURPS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU

Leia mais

PAULO HENRIQUE PÊGAS Contador. Mestre em Ciências Contábeis pela UERJ - Professor de Contabilidade Tributária cursos de graduação e pós-graduação.

PAULO HENRIQUE PÊGAS Contador. Mestre em Ciências Contábeis pela UERJ - Professor de Contabilidade Tributária cursos de graduação e pós-graduação. PAULO HENRIQUE PÊGAS Contador. Mestre em Ciências Contábeis pela UERJ - Professor de Contabilidade Tributária cursos de graduação e pós-graduação. MANUAL DE CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Freitas Bastos Editora

Leia mais

Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo

Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo LEONARDO COSTA SCHÜLER Consultor Legislativo da Área VIII Administração Pública ABRIL/2013 Leonardo Costa Schüler 2 SUMÁRIO O presente trabalho aborda

Leia mais

CONTABILIDADE E PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

CONTABILIDADE E PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO Prof. Cássio Marques da Silva 2015 TRIBUTOS Modalidades 1 MODALIDADES DE TRIBUTOS Como vimos tributo seria a receita do Estado, que pode estar ou não vinculada a uma contra-prestação. Entretanto existem

Leia mais

2º Debate sobre Mineração

2º Debate sobre Mineração 2º Debate sobre Mineração AUDIÊNCIAS PÚBLICAS NO PROCESSO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL DE PROJETOS DE MINERAÇÃO E ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO Raimundo Moraes Ministério Público do Pará Belém, 30 de setembro

Leia mais

Comentários da prova ISS-SJC/SP Disciplina: Direito Tributário Professora: Aline Martins

Comentários da prova ISS-SJC/SP Disciplina: Direito Tributário Professora: Aline Martins Comentários da prova ISS-SJC/SP Prof. Aline Martins 1 de 7 ANÁLISE DAS QUESTÕES DE DIREITO TRIBUTÁRIO ISS-SJC/SP Oi pessoal! Vou comentar abaixo as quatro questões de Direito Tributário da prova do concurso

Leia mais

PREPARATÓRIO RIO EXAME DA OAB

PREPARATÓRIO RIO EXAME DA OAB PREPARATÓRIO RIO EXAME DA OAB DIREITO TRIBUTÁRIO RIO 4ª PARTE CARACTERÍSTICAS CONSTITUCIONAIS DOS IMPOSTOS Prof. JOSÉ HABLE www.josehable.adv.br johable@gmail.com DOS IMPOSTOS DA UNIÃO Art. 153. Compete

Leia mais

Finanças Públicas. Aula 1

Finanças Públicas. Aula 1 Finanças Públicas Aula 1 Finanças Públicas Teoria do bem estar social Finanças Públicas Conceito de ponto Ótimo de Pareto Finanças Públicas As Falhas de mercado Falhas de mercado Existência de Bens públicos

Leia mais

DIREITO TRIBUTÁRIO Parte II. Manaus, abril de 2013 Jorge de Souza Bispo, Dr. 1

DIREITO TRIBUTÁRIO Parte II. Manaus, abril de 2013 Jorge de Souza Bispo, Dr. 1 DIREITO TRIBUTÁRIO Parte II Manaus, abril de 2013 Jorge de Souza Bispo, Dr. 1 TRIBUTO Definido no artigo 3º do CTN como sendo toda prestação pecuniária compulsória (obrigatória), em moeda ou cujo valor

Leia mais

BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE O ELO ENTRE O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO E OS DIREITOS FUNDAMENTAIS TRABALHISTAS

BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE O ELO ENTRE O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO E OS DIREITOS FUNDAMENTAIS TRABALHISTAS 1 BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE O ELO ENTRE O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO E OS DIREITOS FUNDAMENTAIS TRABALHISTAS Fábio Lucas Telles de Menezes Andrade Sandim ( * ) O art. 1º da Constituição Federal dispõe

Leia mais

Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDEs)

Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDEs) Curso de Atualização de Direito Tributário 2010 Módulo II 21 de agosto de 2010 Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDEs) Ricardo Maitto ricardomaitto@gmail.com Visão geral Base Constitucional

Leia mais

SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR

SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR Consiste na forma como as diferentes Pessoas Jurídicas atuam no desenvolvimento de atividades econômicas e sociais no âmbito da sociedade. De acordo com o

Leia mais

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1 PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Democracia na escola Ana Maria Klein 1 A escola, instituição social destinada à educação das novas gerações, em seus compromissos

Leia mais

Nova ética emergindo de crises mudança no sistema de emprego exclusão/marginalização social aumento das demandas sociais concentração de poder e

Nova ética emergindo de crises mudança no sistema de emprego exclusão/marginalização social aumento das demandas sociais concentração de poder e PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO FISCAL - PNEF A EDUCAÇÃO FISCAL COMO EXERCÍCIO DE CIDADANIA CONTEXTO Nova ética emergindo de crises mudança no sistema de emprego exclusão/marginalização social aumento das

Leia mais

Sabe or que? Porque você sempre o persegue. O Homem abre o caminho da vida com o poder da mente

Sabe or que? Porque você sempre o persegue. O Homem abre o caminho da vida com o poder da mente Alegre esperança, atrai futuro feliz. Sabe or que? Porque você sempre o persegue. O Homem abre o caminho da vida com o poder da mente Do mesmo modo que o escritor elabora o enredo de um romance. E constrói

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO MILTON CAMPOS Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Regime Jurídico dos Recursos Minerais

FACULDADE DE DIREITO MILTON CAMPOS Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Regime Jurídico dos Recursos Minerais FACULDADE DE DIREITO MILTON CAMPOS Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Regime Jurídico dos Recursos Minerais Tópicos em Direito Constitucional Carga Horária: 28 h/a 1 - Ementa Poder Constituinte e a Constituição

Leia mais

DIREITO FINANCEIRO JULIANA BRAGA

DIREITO FINANCEIRO JULIANA BRAGA DIREITO FINANCEIRO JULIANA BRAGA CONCEITO DE DIREITO FINANCEIRO CONCEITO DE DIREITO FINANCEIRO Ciência das Finanças: estuda o fenômeno financeiro em geral, seus aspectos econômico,social; trata-se de uma

Leia mais

CONCEITO DE RENDA DO PONTO DE VISTA JURÍDICO-TRIBUTÁRIO, PRESSUPÕE SER RENDA;

CONCEITO DE RENDA DO PONTO DE VISTA JURÍDICO-TRIBUTÁRIO, PRESSUPÕE SER RENDA; DOS IMPOSTOS (CONTINUAÇÃO) IMPOSTO SOBRE RENDA E PROVENTOS DE QUALQUER NATUREZA ENCONTRA-SE PREVISTO NO ARTIGO 153, INCISO III, DA C.F.. CONCEITO DE RENDA DO PONTO DE VISTA JURÍDICO-TRIBUTÁRIO, PRESSUPÕE

Leia mais

06) Precisa atender o princípio da noventena: 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo?

06) Precisa atender o princípio da noventena: 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo? 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo? a) União b) Estado c) Território Federal d) Distrito Federal 02) Qual diploma normativo é apto para estabelecer normas gerais em matéria de legislação

Leia mais

ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA

ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA Marconi Pequeno * * Pós-doutor em Filosofia pela Universidade de Montreal. Docente do Programa de Pós-Graduação em Filosofia e membro do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos

Leia mais

TRIBUTAÇÃO ECOLÓGICA Autor: Dr. Reinaldo Martins Ferreira OAB-RJ 61.460 e OAB-MG 923-A

TRIBUTAÇÃO ECOLÓGICA Autor: Dr. Reinaldo Martins Ferreira OAB-RJ 61.460 e OAB-MG 923-A TRIBUTAÇÃO ECOLÓGICA Autor: Dr. Reinaldo Martins Ferreira OAB-RJ 61.460 e OAB-MG 923-A Para se compreender a tributação ecológica é necessário que se tenha uma noção ampla da necessidade e importância

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA 1 - JUSTIFICATIVA

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA 1 - JUSTIFICATIVA PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA 1 - JUSTIFICATIVA Atualmente, com a expansão de mercados e forte aumento da concorrência, vê-se a necessidade cada vez maior de promover

Leia mais

PIS/PASEP e COFINS A definição de insumos e as recentes decisões sobre o tema

PIS/PASEP e COFINS A definição de insumos e as recentes decisões sobre o tema PIS/PASEP e COFINS A definição de insumos e as recentes decisões sobre o tema Fabio Rodrigues de Oliveira Sócio-diretor da SYSTAX; Advogado; Contabilista; Mestre em Ciências Contábeis; Autor, coautor e

Leia mais

Primeiras Linhas de Direito Tributário

Primeiras Linhas de Direito Tributário Aldemario Araujo Castro Mestre em Direito Professor da Universidade Católica de Brasília (UCB) Coordenador da Especialização a distância em Direito do Estado da UCB Membro do Conselho Consultivo da Associação

Leia mais

CÂMARA DOS DEPUTADOS Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira

CÂMARA DOS DEPUTADOS Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira Estudo Técnico n.º 17/2013 CÂMARA DOS DEPUTADOS OBRIGATORIEDADE DE APLICAÇÃO DO EXCESSO DE ARRECADAÇÃO DOS RECURSOS QUE COMPÕEM O FUNDEB E DAQUELES DESTINADOS À MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ENSINO.

Leia mais

PLANO DE ENSINO- CURSO SEMESTRAL - 2015

PLANO DE ENSINO- CURSO SEMESTRAL - 2015 21/02/2011 Página 1 de 5 PLANO DE ENSINO- CURSO SEMESTRAL - 2015 Disciplina DIREITO TRIBUTÁRIO II Curso Graduação Período 7º Período Eixo de Formação Eixo de Formação Profissional Turmas A, B e D Código

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br O direito à saúde na Constituição Federal de 1988: caracterização e efetividade Alexandre Gonçalves Lippel* 1. Caracterização do direito à saúde O direito à saúde emerge no constitucionalismo

Leia mais

Méritos. Tutor Orientador: Professor Francisco Mauro de Sousa. Autora: Poetisa Professora Vera Sousa Fortaleza

Méritos. Tutor Orientador: Professor Francisco Mauro de Sousa. Autora: Poetisa Professora Vera Sousa Fortaleza Méritos Tutor Orientador: Professor Francisco Mauro de Sousa Autora: Poetisa Professora Vera Sousa Fortaleza Idéia da capa: Professora Vera Sousa Fortaleza Revisão Textual: Prof. Napoleão Gomes de Sousa

Leia mais

TÍTULO: O PODER JUDICIÁRIO NA PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

TÍTULO: O PODER JUDICIÁRIO NA PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 TÍTULO: O PODER JUDICIÁRIO NA PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: DIREITO INSTITUIÇÃO: CENTRO

Leia mais

LEGISLAÇÃO COOPERATIVISTA E TRIBUTÁRIA Curso: Administração em Agronegócios 4º. Período Carga Horária 36 h Créditos: 02 Faculdade Uniessa

LEGISLAÇÃO COOPERATIVISTA E TRIBUTÁRIA Curso: Administração em Agronegócios 4º. Período Carga Horária 36 h Créditos: 02 Faculdade Uniessa LEGISLAÇÃO COOPERATIVISTA E TRIBUTÁRIA Curso: Administração em Agronegócios 4º. Período Carga Horária 36 h Créditos: 02 Faculdade Uniessa Direito Tributário: desenvolvimento nacional Objetivo CF art. 3º

Leia mais

DIREITO TRIBUTÁRIO Técnico TRF

DIREITO TRIBUTÁRIO Técnico TRF SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL 1. Conceito de Direito Tributário 1 É ramo do Direito Público, uma vez que presente o Poder de Império do Estado na relação jurídica, prepondera o interesse da coletividade.

Leia mais

Controle da Gestão Orçamentária e Financeira na Educação

Controle da Gestão Orçamentária e Financeira na Educação Controle da Gestão Orçamentária e Financeira na Educação PROFESSORA: Iza Angélica Carvalho da Silva CONTROLE DO GASTO PÚBLICO Controle é a fiscalização e o acompanhamento de todos os atos e fatos da execução

Leia mais

Coleção Caminhos para o desenvolvimento de Organizações da Sociedade Civil

Coleção Caminhos para o desenvolvimento de Organizações da Sociedade Civil Coleção Caminhos para o desenvolvimento de Organizações da Sociedade Civil Minicartilha jurídica: imunidades e isenções.1 Aprofundar a compreensão da dinâmica de uma OSC 1. Aprofundar a compreensão da

Leia mais

Sumário. Parte I - CAP 01 - Tributo Conceitos e Espécies Parte I - CAP 02 - Competência Tributária 2.1 Repartição das receitas tributárias 18

Sumário. Parte I - CAP 01 - Tributo Conceitos e Espécies Parte I - CAP 02 - Competência Tributária 2.1 Repartição das receitas tributárias 18 Parte I - CAP 01 - Tributo Conceitos e Espécies Parte I - CAP 02 - Competência Tributária 2.1 Repartição das receitas tributárias 18 2.2 Exercício da competência tributária 20 Parte I - CAP 03 - Princípios

Leia mais

PIS/COFINS E NÃO-CUMULATIVIDADE: ABRANGÊNCIA DO TERMO INSUMOS E A POSSIBILIDADE DE CREDITAMENTO:

PIS/COFINS E NÃO-CUMULATIVIDADE: ABRANGÊNCIA DO TERMO INSUMOS E A POSSIBILIDADE DE CREDITAMENTO: PIS/COFINS E NÃO-CUMULATIVIDADE: ABRANGÊNCIA DO TERMO INSUMOS E A POSSIBILIDADE DE CREDITAMENTO: O PIS e a COFINS são contribuições sociais, cujo fato gerador é a obtenção de faturamento pela pessoa jurídica.

Leia mais

ESTADO DE SERGIPE TRIBUNAL DE CONTAS

ESTADO DE SERGIPE TRIBUNAL DE CONTAS PROCESSO 001858/2011 ORIGEM Prefeitura Municipal de Umbaúba NATUREZA Consulta INTERESSADO Anderson Fontes Farias RELATOR Conselheiro REINALDO MOURA FERREIRA AUDITOR Parecer nº 204/2011 Alexandre Lessa

Leia mais

CARTA DO CONTRIBUINTE BRASILEIRO OS TRIBUTOS COMO INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL

CARTA DO CONTRIBUINTE BRASILEIRO OS TRIBUTOS COMO INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL CARTA DO CONTRIBUINTE BRASILEIRO OS TRIBUTOS COMO INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL Recomendações para a construção de um sistema tributário mais justo, que aumente a competitividade do

Leia mais

II A realização dos direitos fundamentais nas cidades

II A realização dos direitos fundamentais nas cidades DIREITO À CIDADE UM EXEMPLO FRANCÊS Por Adriana Vacare Tezine, Promotora de Justiça (MP/SP) e Mestranda em Direito Urbanístico na PUC/SP I Introdução A determinação do governo francês de proibir veículos

Leia mais

DIREITOS HUMANOS E OUVIDORIAS Prof. Carlos Guimarães Professor da Universidade Estadual da Paraíba Doutorando e Mestre em Ética e Filosofia Política Ex-Ouvidor Público da Assembléia Legislativa -PB O que

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO LINHA DE PESQUISA TEORIA E PRÁTICA PEDAGÓGICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PROJETO IDENTIDADE E A PRÁTICA PEDAGÓGICA

Leia mais

Olá, pessoal! Neste ponto, trago uma pequena noção sobre alguns conceitos 1.4.5. CONCEITOS IMPORTANTES

Olá, pessoal! Neste ponto, trago uma pequena noção sobre alguns conceitos 1.4.5. CONCEITOS IMPORTANTES Olá, pessoal! Neste ponto, trago uma pequena noção sobre alguns conceitos importantes para um melhor entendimento de temas futuros, ok! 1.4.5. CONCEITOS IMPORTANTES 1. FATO GERADOR/ HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA

Leia mais

Atividade de Verificação: Direito Tributário Capítulo 16

Atividade de Verificação: Direito Tributário Capítulo 16 1 Atividade de Verificação: Direito Tributário Capítulo 16 COTRIM, Gilberto Vieira. Direito e legislação: introdução ao direito. 16 a ed. São Paulo: Saraiva, 1994. p. 265-270 1. Qual o objetivo fundamental

Leia mais

ÍNDICE. Introdução que também muito importa ler... XVII. Tributos Federais. Tema XIII... 5

ÍNDICE. Introdução que também muito importa ler... XVII. Tributos Federais. Tema XIII... 5 ÍNDICE Introdução que também muito importa ler... XVII Tributos Federais Tema XIII... 5 AS OPERAÇÕES DE FACTORING E O IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES FINANCEIRAS Sumário: 1. Metodologia de aproximação. 2. Operações

Leia mais

Limitações Constitucionais. Princípios Constitucionais Tributários. do Poder de Tributar. CAPÍTULO 2 QUESTÕES DO CAPÍTULO 2

Limitações Constitucionais. Princípios Constitucionais Tributários. do Poder de Tributar. CAPÍTULO 2 QUESTÕES DO CAPÍTULO 2 CAPÍTULO 2 Limitações Constitucionais do Poder de Tributar. Princípios Constitucionais Tributários. QUESTÕES DO CAPÍTULO 2 1. (FCC/Procurador de Contas/TCE/MG/2007) Obedece ao princípio da anterioridade

Leia mais

II - Fontes do Direito Tributário

II - Fontes do Direito Tributário II - Fontes do Direito Tributário 1 Fontes do Direito Tributário 1 Conceito 2 - Classificação 3 - Fontes formais 3.1 - principais 3.2 complementares 4 Doutrina e jurisprudência 2 1 - Conceito As fontes

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br ICMS no Contrato de Demanda Reservada de Potência de Energia Elétrica Tenille Gomes Freitas* 1. ICMS O ICMS (imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre

Leia mais

Institui a chamada isonomia horizontal para que as pessoas que estejam na mesma situação, sejam tratadas de forma similar.

Institui a chamada isonomia horizontal para que as pessoas que estejam na mesma situação, sejam tratadas de forma similar. Princípio da Isonomia Tributária Primeiramente, cabe demarcar toda a difícil compreensão do princípio isonomia no Direito, vez que a mera sintetização tratamento pela igualdade, demanda a estipulação de

Leia mais

Faculdade de Direito Milton Campos Reconhecida pelo Ministério da Educação Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Direito Tributário.

Faculdade de Direito Milton Campos Reconhecida pelo Ministério da Educação Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Direito Tributário. Faculdade de Direito Milton Campos Reconhecida pelo Ministério da Educação Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Direito Tributário Tributos Federais Carga Horária: 56 h/a 1- Ementa Repartição de competência

Leia mais

É devido o IPI na importação?

É devido o IPI na importação? É devido o IPI na importação? Kiyoshi Harada* Sumário: 1 Introdução. 2 O exame do fato gerador do IPI. 3 Interpretação do fato gerador do IPI a partir da matriz constitucional do imposto 1 Introdução Grassa

Leia mais

SOARES & FALCE ADVOGADOS

SOARES & FALCE ADVOGADOS SOARES & FALCE ADVOGADOS ASPECTOS LEGAIS DA CAPTAÇÃO DE RECURSOS VIA BAZARES E VENDA DE PRODUTOS NAS ORGANIZAÇÕES Michael Soares 03/2014 BAZAR BENEFICENTE E VENDA DE PRODUTOS NAS ORGANIZAÇÕES Quais os

Leia mais

Este Plano de Curso poderá sofrer alterações a critério do professor e/ou da Coordenação.

Este Plano de Curso poderá sofrer alterações a critério do professor e/ou da Coordenação. Este Plano de Curso poderá sofrer alterações a critério do professor e/ou da Coordenação. PLANO DE CURSO 2013/1 DISCIPLINA: DIREITO TRIBUTÁRIO I PROFESSOR: JOÃO CLAUDIO GONÇALVES LEAL TURMA: 5º A INTEGRAL

Leia mais

Contribuinte x Responsável Regulamento do Imposto de Importação e Exportação

Contribuinte x Responsável Regulamento do Imposto de Importação e Exportação Contribuinte x Responsável Regulamento do Imposto de Importação e Exportação Guilherme Ehlers Farias é sócio do escritório Rodrigues, Ehlers & Neves. Formado em Ciências Contábeis no Centro Universitário

Leia mais

Fiscal - quando seu principal objetivo é a arrecadação de recursos financeiros para o Estado.

Fiscal - quando seu principal objetivo é a arrecadação de recursos financeiros para o Estado. TRIBUTO Conceito: É toda prestação pecuniária, compulsória, em moeda ou cujo valor nela possa se exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa

Leia mais

PRINCIPAIS TRIBUTOS PÁTRIOS E SEUS FUNDAMENTOS

PRINCIPAIS TRIBUTOS PÁTRIOS E SEUS FUNDAMENTOS PRINCIPAIS TRIBUTOS PÁTRIOS E SEUS FUNDAMENTOS Thiago Figueiredo de Lima Cursando o 9º Semestre do Curso de Direito A Constituição Federal, como lei fundamental de organização do Estado, determina a competência

Leia mais

Aula 04 IMPOSTOS FEDERAIS

Aula 04 IMPOSTOS FEDERAIS IMPOSTOS FEDERAIS 1- IMPOSTO SOBRE IMPORTAÇÃO (II) É um tributo extrafiscal, pois sua finalidade principal não é arrecadar, mas sim controlar o comércio internacional (intervenção no domínio econômico)

Leia mais

Processo Legislativo. Aula 2. Prof. Jorge Bernardi. A federação brasileira. A Federação Brasileira. O positivismo. Conceito de lei.

Processo Legislativo. Aula 2. Prof. Jorge Bernardi. A federação brasileira. A Federação Brasileira. O positivismo. Conceito de lei. Processo Legislativo Aula 2 Contextualização Prof. Jorge Bernardi A federação brasileira Conceito de lei O direito O jus naturalis O positivismo Validade da lei Tipologia das normas Decreto autônomo A

Leia mais

O TERCEIRO SETOR Breves considerações. Nelson R. Bugalho Promotor de Justiça e Professor Universitário Mestrando em Direito

O TERCEIRO SETOR Breves considerações. Nelson R. Bugalho Promotor de Justiça e Professor Universitário Mestrando em Direito O TERCEIRO SETOR Breves considerações Nelson R. Bugalho Promotor de Justiça e Professor Universitário Mestrando em Direito SUMÁRIO: I- Introdução; II- A ética da responsabilidade social; III- O Terceiro

Leia mais

Evolução do fenômeno da tributação

Evolução do fenômeno da tributação Evolução do fenômeno da tributação COM A GRADATIVA EVOLUÇÃO DAS DESPESAS PÚBLICAS, PARA ATENDER ÀS MAIS DIVERSAS NECESSIDADES COLETIVAS, TORNOU-SE IMPRESCINDÍVEL AO ESTADO LANÇAR MÃO DE UMA FONTE REGULAR

Leia mais

O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO E A ECONOMIA DE MERCADO. Antônio Fernando Guimarães Pinheiro

O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO E A ECONOMIA DE MERCADO. Antônio Fernando Guimarães Pinheiro O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO E A ECONOMIA DE MERCADO Antônio Fernando Guimarães Pinheiro INTRODUÇÃO O Estado de direito veio consagrar o processo de afirmação dos direitos humanos que constitui um dos

Leia mais

- Imposto com função regulatória, também chamado de imposto aduaneiro de importação.

- Imposto com função regulatória, também chamado de imposto aduaneiro de importação. 1. DIREITO TRIBUTÁRIO 1.5. Imunidade Tributária - Nenhum ente federativo pode criar impostos sobre: a) Patrimônio, renda ou serviços uns dos outros; b) Templos de qualquer culto; c) Partidos políticos,

Leia mais

Ministério Público do Trabalho Procuradoria Regional do Trabalho da Nona Região. www.prt9.mpt.gov.br

Ministério Público do Trabalho Procuradoria Regional do Trabalho da Nona Região. www.prt9.mpt.gov.br Ministério Público do Trabalho Procuradoria Regional do Trabalho da Nona Região www.prt9.mpt.gov.br A realidade Fundamentos Jurídicos Declaração Universal dos Direitos do Homem, que diz que o reconhecimento

Leia mais

Competência Tributária.

Competência Tributária. Competência Tributária. PONTO 1 RESUMO FUNDAMENTAL 1. A competência tributária é o poder conferido à União, aos Estados-membros, ao Distrito Federal e aos Municípios de instituir tributos por meio do processo

Leia mais

Reconhecer as diversas espécies de tributos cobrados pela União, pelos Estados e pelos Municípios;

Reconhecer as diversas espécies de tributos cobrados pela União, pelos Estados e pelos Municípios; 1. IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DA DISCIPLINA: D-45 PERÍODO: 9 CRÉDITO: 04 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO TRIBUTARIO II NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60 Impostos.

Leia mais

Quadro-Resumo da Competência Privativa

Quadro-Resumo da Competência Privativa Quadro-Resumo da Competência Privativa DA UNIÃO SIGLA NOME FATO GERADOR BASE DE CÁLCULO CONTRIBUINTE II importação de produtos estrangeiros Entrada no território nacional A unidade de medida adotada pela

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER HUMANO

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER HUMANO 1 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER RESUMO HUMANO Luísa Arnold 1 Trata-se de uma apresentação sobre a preocupação que o homem adquiriu nas últimas décadas em conciliar o desenvolvimento

Leia mais