Diretoria de Fabricação Produzindo Soberania! GESTÃO DO CONHECIMENTO

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1 GESTÃO DO CONHECIMENTO

2 I. INTRODUÇÃO

3 Por coincidência, o I FÓRUM DE GESTÃO/2009 iniciou-se no dia 28 de outubro, dia consagrado a São Judas Tadeu, o Santo das causas difíceis. O fato foi lembrado pelo coordenador do evento, Cel Souza, na abertura da apresentação.

4 Fica a sugestão para que São Judas Tadeu seja o padroeiro da Gestão no Exército ou do Sistema de Excelência no Exército Brasileiro (SE-EB).

5 FINALIDADE Proporcionar fundamentos para a elaboração do Trabalho Prático sobre MODELO DE GESTÃO DO CONHECIMENTO para o SCTEx. GALILEU GALILEI

6 OBJETIVO Implementar um Sistema de Gestão do Conhecimento para o SCTEx, a partir de um MODELO CONCEITUAL de Gestão do Conhecimento.

7 IMPORTÂNCIA DO ASSUNTO A PALESTRA TEM COMO FINALIDADE TÁCITA FAZER APOLOGIA DO CONHECIMENTO. Gestão do Conhecimento

8 O CONHECIMENTO É O MAIOR PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE. É imensurável, não tem valor numérico, é intangível. Vale muito, mas não conseguimos avaliar exatamente o quanto. Se o conhecimento é o maior patrimônio da humanidade, a Gestão do Conhecimento, por si só, justifica a sua importância, pois está gerenciando o maior patrimônio da humanidade.

9 A IMAGINAÇÃO É MAIS IMPORTANTE DO QUE O CONHECIMENTO. Albert Einstein Leonardo da Vinci Aristóteles Al

10 II. DESENVOLVIMENTO

11 PERGUNTORUM PARA O TRABALHO EM GRUPO

12 A Política de Pessoal do Exército contribui positivamente para a Gestão do Conhecimento? Que modelo poderia ser adotado pelo SCTEx para implantação da Gestão do Conhecimento? Que modelos de referência haveria: FAB, EMBRAER, PETROBRAS, MARINHA? Que ações poderiam ser adotadas para gerar motivações e incentivo na Área de Pesquisa Científica?

13 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Gestão do Conhecimento. Hirotaka Ikujiro. Takeuchi Nonaka O Voo da Humanidade. José Carlos do Amarante

14 José Carlos do Amarante O VOO DA HUMANIDADE e 101 tecnologias que mudaram a face da terra

15 POUSO DO HOMEM NA LUA 20 DE JULHO DE 1969

16 O Voo do 14-BIS 23 de outubro de 1906

17 EXEMPLO HISTÓRICO DE QUEIMA DO CONHECIMENTO: A BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA.

18 Uma Biblioteca é o melhor lugar mundo. É um lugar, quase sagrado. do

19 CAMPOS DO CONHECIMENTO Os vários campos do conhecimento: Arte, Pintura, Literatura, Poesia, Música, Ciência e Tecnologia, Filosofia, Religião, Guerra, Astrologia, Astronomia, Matemática, Física, Química, Biologia etc.

20 Por isso, avaliamos com palavras, com subjetividade, fugindo à objetividade pitagórica dos números. O conhecimento é importante, valioso, crítico e imprescindível.

21 Quem detém o conhecimento tem o poder. E o poder não se compra senão pela aquisição do conhecimento. Quando falamos em transferência do conhecimento, estamos falando em transferência do saber. Quem sabe é porque conhece.

22

23 A BUSCA DO CONHECIMENTO Albert Einstein

24 1. GESTÃO DO CONHECIMENTO A Gestão do Conhecimento é uma disciplina que tem suscitado cada vez mais atenção nas últimas décadas, tendo originado inúmeros trabalhos de investigação e investimentos cada vez mais significativos por parte das organizações que reconhecem a sua crescente importância.

25

26 A principal preocupação dos investigadores na área de Gestão do Conhecimento reside na busca da melhoria de desempenho das organizações através de condições organizacionais favoráveis, processos de localização, extração, partilha e criação de conhecimento, assim como por intermédio das ferramentas de Tecnologia da Informação e de Comunicações.

27 De forma geral, acredita-se que uma boa prática de gestão do conhecimento influencia direta e indiretamente o bom desempenho organizacional e financeiro de uma organização. A Gestão do Conhecimento possui ainda o objetivo de controlar, facilitar o acesso e manter um gerenciamento integrado sobre as informações em seus diversos meios.

28 Entende-se por conhecimento a informação interpretada, ou seja, o que cada informação significa e que impactos pode causar no meio de modo que possa ser utilizada para importantes ações e tomadas de decisões. Sabendo como o meio reage às informações, podemos antever as mudanças e nos posicionar de forma a obter vantagens e sermos bem sucedidos nos objetivos propostos.

29 Em uma definição resumida, pode-se dizer que Gestão do Conhecimento é um processo sistemático, articulado, intencional, apoiado na geração, codificação, disseminação e apropriação de conhecimentos, com objetivo de atingir a excelência organizacional.

30 VANTAGENS OFERECIDAS Vários autores (Drucker, 1993; Davenport et al., 1996; Stáples et al., 2001; Holsapple, 2008; etc.) afirmam que boas iniciativas e práticas de Gestão do Conhecimento contribuem para a sustentabilidade das vantagens competitivas das organizações que as empreendem.

31 Entre as diversas vantagens de uma boa Gestão de Conhecimento, reconhecem-se as seguintes: Vantagem competitiva em concorrência; relação à Redução dos custos e tempo de produção e desenvolvimento de produtos;

32 Aumento do valor das ações; Maximização do capital intelectual/ativos intelectuais; Melhoria dos processos internos e maior fluidez nas operações; Processos de tomada de decisões mais eficientes e melhores resultados; Melhoria na coordenação de esforços entre unidades de negócios; Melhoria da prestação de serviços (agilidade), da qualidade dos produtos e da qualidade do serviço ao cliente.

33 OBJETIVOS A Gestão do Conhecimento tem como objetivos: Tornar acessíveis grandes quantidades de informação organizacional, compartilhando as melhores práticas e tecnologias; Permitir a identificação (mapeamento) dos ativos de conhecimento e informações ligados a qualquer organização, seja ela com ou sem fins lucrativos (Memória organizacional);

34 Apoiar a geração de novos conhecimentos, propiciando o estabelecimento de vantagens competitivas; Dar vida aos dados, tornando-os utilizáveis e úteis, transformando-os em informação essencial ao nosso desenvolvimento pessoal e comunitário; Organizar e acrescentar lógica aos dados de forma a torná-los compreensíveis;

35 Aumentar a competitividade da organização através da valorização de seus bens intangíveis.

36 O conhecimento pode ser implícito (tácito) ou explícito. Segundo Larry Pusak [1], a unidade análise do conhecimento não deve a organização, nem o indivíduo, mas grupos comuns. de ser sim

37 Gestão do Conhecimento e Capital Humano nas Organizações A economia da sociedade globalizada e interdependente traz mudanças radicais em termos do surgimento de uma nova sociedade, a sociedade da Era da Informação, que coloca o conhecimento como o ativo de produção mais importante do Terceiro Milênio.

38 Os Recursos Intangíveis em Cena A partir da década de 80, surge uma intensa busca por uma nova concepção e visão da organização. Nasce, então, o conceito de Capital Intelectual, como forma de evidenciar e potencializar a força dos recursos intangíveis.

39 Essa emergência fundamental traz uma consequência fundamental para as organizações: a necessidade da valorização do capital humano. A necessidade de mudança de paradigmas e enfoques.

40 Estratégia de capital humano As mudanças acontecendo, os recursos adicionais apenas proporcionam vantagens temporárias. O local do escritório perde importância na era digital.

41 As organizações estão reconhecendo que o último recurso da vantagem competitiva duradoura é o capital humano. Para elaborar a melhor estratégia de capital humano é preciso considerar três fatores: Sistemas Os fatos certos Foco do valor

42 Sistemas - compreender como várias práticas e programas de capital humano (remuneração, treinamento, gestão de carreiras e supervisão) trabalham em conjunto para produzir os retornos esperados.

43 Os fatos certos - contabilidade precisa e detalhada dos atributos da força de trabalho, assim como das práticas de capital humano assim que elas são realmente implementadas. Foco no valor - um foco inflexível em como o capital humano impulsiona importantes resultados de negócio faturamento, lucros, retenção do cliente e qualidade.

44 Organizações que começam a agir cedo na identificação e na medição dos fatores importantes de capital humano podem delinear vantagens competitivas significativas e duradouras às vezes, questão de meses.

45 SISTEMAS DE GERENCIAMENTO DO CONHECIMENTO Os Sistemas de Gerenciamento do Conhecimento (Knowledge Management Systems) são soluções de TI que amparam as iniciativas organizacionais típicas de Gestão do Conhecimento, como identificação, criação, apresentação e distribuição do conhecimento dentro do contexto corporativo.

46 Ligações Externas Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC) (em português) Deks Sistema de Gestão de Conhecimento Online (em português)

47 2. GESTÃO DO CONHECIMENTO NAS ORGANIZAÇÕES Nesta segunda fase da palestra, vamos enfatizar alguns conceitos sobre a Gestão do Conhecimento.

48 O que é o conhecimento? O conhecimento pode ser visto como um conjunto de informações reconhecidas e integradas pela pessoa dentro de um esquema pré-existente. Isto significa que as informações são transformadas em conhecimento por meio de intervenção de pessoas, seja reconhecendo estas informações, seja integrando-as. O conhecimento está mais próximo da ação e está relacionado ao uso inteligente da informação (Davenport e Prusak).

49 A origem do conhecimento é o trabalho humano, pois é construído socialmente com algum tipo de problema, à medida que o homem com ele se depara em suas atividades cotidianas. Só há aprendizagem quando o homem, em suas interações com o mundo, supera desafios e transforma esta realidade. O conhecimento é obtido pela interpretação, combinação e integração de várias informações que levam à compreensão da situação estudada. Em outras palavras, o conhecimento é o que é e porque é.

50 O QUE É CAPITAL INTELECTUAL? Capital intelectual é qualquer coisa valorizada pela organização que esteja contida nas pessoas, ou seja, derivada de processos, de sistemas e da cultura organizacional conhecimento e habilidade individuais, normas e valores, bases de dados, metodologias, softwares, know-how, licenças, marcas e segredos comerciais etc.

51 CONHECIMENTO TÁCITO E CONHECIMENTO EXPLÍCITO O conhecimento tácito é subjetivo, é o conhecimento individual não articulado e não codificado. Este conhecimento resulta da representação mental interna de modelos mentais, esquemas e roteiros, crenças, percepções, sentimentos, categorizações e protótipos.

52 Ele é construído com a prática, na história do próprio indivíduo, a partir do seu olhar cognitivo sobre a realidade na qual se insere. Dessa maneira, é único, pessoal, difícil de transmitir e compartilhar. Esse conhecimento reflete seu entendimento do que é a realidade e a sua visão de futuro.

53 O conhecimento explícito é objetivo, ele é o conhecimento que foi transformado de individual em algo mais concreto, ou seja, em impressos ou eletrônicos, conjunto de regras ou um código.

54 O conhecimento explícito resulta da representação externa a partir da explicitação formal dos saberes coletivizados, que serão traduzidos em figuras e fotos, intranet, mapas de aprendizagem, textos e toda e qualquer produção de conhecimento fisicamente exteriorizada.

55 Entretanto, transformar o conhecimento tácito em explícito, tornando-o reutilizável por outras pessoas, não é uma tarefa simples, pois o conhecimento tácito é pessoal e difícil de ser articulado em uma linguagem formal, já que envolve fatores intangíveis como as crenças pessoais, as experiências anteriores e o sistema de valor (NONAKA, TAKEUCHI, 1995).

56 O conhecimento explícito é produzido pelo conjunto da troca de conhecimento tácito.

57 Quanto maior for a troca entre os indivíduos interagentes, maior produção de conhecimento explícito, o que vai significar a possibilidade de construção de um conhecimento coletivo, compartilhado, que circula pela organização por meio da comunicação formal, das informações processadas pelo computador, arquivadas no banco de dados, enfim, toda a informação divulgada na organização.

58 Conforme observa Grotto (2002), o conhecimento explícito é formal e sistemático e pode ser facilmente comunicado e partilhado. Na visão japonesa ou oriental, que enfatiza as pessoas e o conhecimento tácito, a empresa é vista como um organismo vivo e o conhecimento é visto como uma criação social.

59 Entre as principais abordagens da literatura destaca-se a Teoria da Criação do Conhecimento, de Nonaka e Takeuchi (1997), que busca examinar os mecanismos e processo pelos quais o conhecimento é criado. Os autores suportaram a sua teoria na obra de Platão, na qual o conhecimento é definido como: crença verdadeira justificada.

60 O conhecimento é considerado uma criação individual, que se expande pela organização, através de uma espiral do conhecimento, formando uma rede de conhecimento da organização. A partir de processos de interações dinâmicas entre as pessoas, o conhecimento é criado e se expande pela organização, extrapolando níveis e fronteiras entre organizações.

61 A gestão da informação é a gestão do conhecimento explicitado em documentos, sejam em papel, sejam digitais ou ainda digitalizados, imagens, vídeos etc. Nesta gestão, os documentos são selecionados e classificados considerando os que são úteis à empresa para apoio estratégico na tomada de decisões, para orientar suas operações, atender questões legais, preservar a memória corporativa etc.

62 Entre as principais ferramentas de negócio e de tecnologia que dão apoio à Gestão do Conhecimento, podemos citar: Intranet, internet, balanced scorecard, benchmarking, brainstorm, groupware (workgroup e workflow), ERP, GED, CRM, data mining, text mining, inteligência competitiva, agentes inteligentes, data warehouse etc.)

63 PRINCIPAIS OBJETIVOS DA GESTÃO DO CONHECIMENTO Compartilhar melhores práticas em gestão; Compartilhar melhores práticas em projeto; Acelerar a inovação; Reduzir silos de informação; Mapear o conhecimento; Valorizar o capital intelectual; Reter talentos; Mapear as competências individuais; Facilitar a contribuição individual;

64 Organizar a informação; Alinhar a organização; e outros. Como objetivos organizacionais, temos as seguintes abordagens: Reter o conhecimento; Garantir a sustentabilidade da organização; Melhorar o processo decisório;

65 Acelerar a geração de novos conhecimentos; Reduzir custo e retrabalho; Descobrir o capital intelectual já existente na organização; Gerar novas receitas com base na utilização do capital intelectual existente na organização; Proteger o capital intelectual existente na organização; Servir melhor os clientes.

66 OUTROS OBJETIVOS DE ÁREAS AFINS (RECURSOS HUMANOS E MARKETING) Acelerar o aprendizado e aumentar o conhecimento dos colaboradores; e Capturar o conhecimento do cliente.

67 O QUE É NECESSÁRIO GERENCIAR? A resposta a esta questão é fundamental para a organização, pois nem toda a informação e/ou conhecimento é útil e nem tudo precisa ser gerenciado. A organização deve considerar aquilo que é útil, ou seja, que vai ter impacto na operação e que servirá de apoio na tomada de decisões, levando em conta sua real necessidade.

68 Cada caso é um caso e cada organização tem suas peculiaridades, mas em todos os casos uma triagem deve ser considerada na busca de uma solução economicamente viável.

69 Gestão do Conhecimento Devemos lembrar que boa parte do conhecimento organizacional está explicitado como informação e distribuído em documentos, procedimentos políticos etc.

70 Documentos legais, tributários, fiscais e comerciais com certeza também devem ser considerados, mas lembremos que é muito comum os funcionários perderem tempo para recuperar um documento armazenado justamente porque não havia nenhum critério adequado de indexação e armazenamento (Koch, 1998; Terra, 2001).

71 Enfim, as Organizações, cada vez mais, precisam de organização diferenciada para se tornarem ágeis, competitivas e inovadoras, utilizando ao máximo os seus recursos de capital intelectual que incluem conhecimento humano tácito e o corporativo explícito.

72 3. MODELO CONCEITUAL PALESTRA COMPLEMENTAR PARA O TRABALHO EM GRUPO.

73 FILOSOFIA DO MODELO Do livro Quem somos nós? As perguntas são mais importantes do que as respostas.

74 MODELO PRÁTICO Banco de Idéias Banco de Pessoas Que Detenham Conhecimento

75

76 Seleção dos conhecimentos Sistemas existentes Modelo Simplificado, Eficiente, Funcional, Prático, Informatizado, acesso via Internet/Intranet.

77 CONSIDERAÇÕES FINAIS Por fim, entende-se por gestão do conhecimento científico o planejamento e controle de ações (políticas, mecanismos, ferramentas, estratégias e outros) que governam o fluxo do conhecimento científico em sua vertente tácita e explícita, tendo como substratos os processos de comunicação científica, com o fim de apoiar e maximizar a criação de novos conhecimentos e o ensino.

78 CONCLUSÃO A EDUCAÇÃO É O CAMINHO PARA O CONHECIMENTO.

79

80 SÓ O ENTUSIASMO PELA EDUCAÇÃO E PELO CONHECIMENTO É CAPAZ DE CONDUZIR O HOMEM PARA A CONQUISTA DE TODOS OS SEUS SONHOS.

81 O ENTUSIASMO É O FOGO QUE ACENDE A VONTADE NA CONQUISTA DE UM SONHO. (Valmir Sodré 28/10/2010)

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