Conclusões do V Fórum da ANTRAM Sobre Inovação Tecnológica no Sector dos Transportes Rodoviários de Mercadorias

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1 SLIDE 1 Conclusões do V Fórum da ANTRAM Sobre Inovação Tecnológica no Sector dos Transportes Rodoviários de Mercadorias Senhora Secretária de Estado dos Transportes Ilustres convidados, associados e participantes, Minhas senhoras e meus senhores,

2 SLIDE 2 Logo na abertura dos nossos trabalhos, o Senhor Presidente da Direcção Nacional da ANTRAM deixou-nos um mote do muito que haveríamos de debater: o impacto ambiental dos transportes rodoviários enfrenta-se com eficiência energética dos motores e combustíveis, da condução e da carga.

3 SLIDE 3 Em representação do Senhor Presidente do Governo Regional da Madeira, Santos Costa, Secretário Regional do Equipamento Social e Transportes, destacou o desenvolvimento económico da região nos últimos 30 anos e criticou o actual modelo orçamentalista que estrangula o desenvolvimento.

4 SLIDES 4 E 5 Ouvimos depois Zoltan Kazatsay, da Direcção Geral da Energia e Transportes da Comissão Europeia, dizer-nos que os Transportes estão no centro da agenda europeia, representando mais de 1,5% do PIB da União Europeia e cerca de 4,5 milhões de postos de trabalho. Foi-nos também destacado que o objectivo principal da política comunitária de transportes é a MOBILIDADE SUSTENTÁVEL. Nesse sentido, na Revisão do Livro Branco dos Transportes foram identificados 4 temas: Promoção da mobilidade Protecção dos cidadãos, do ambiente, dos utilizadores e dos recursos energéticos Apoio à inovação Sistemas Inteligentes de Transporte e investigação aplicada E Projecção das políticas europeias para o resto do mundo

5 Ouvimos também falar do transporte rodoviário como elemento da cadeia logística e do novo conceito da COMODALIDADE, significando o uso eficiente de todos os elementos, e ainda da importância da conclusão da Rede Transeuropeia de Transportes.

6 SLIDE 6 Paul Laeremans, Presidente da IRU, referiunos depois que a frota nacional continua a ser promovida e defendida por uma forte cooperação entre a ANTRAM e a IRU. A acção da IRU tem como prioridades, o Desenvolvimento Sustentável, das frotas, através da Inovação, de Incentivos e melhoria das Infra-Estruturas, e a Facilitação da actividade transportadora. A Remoção das barreiras físicas e não físicas aos transportadores é, neste segundo domínio, a questão fundamental.

7 SLIDE 7 No entanto, o desenvolvimento sustentável não é possível sem investimento e este também pode ser inovado. É importante que os fundos do novo quadro comunitário de apoio, disponíveis através do Quadro de Referência Estratégica Nacional e do Plano Nacional de Acção para o Crescimento e Emprego, sejam canalizados para a Inovação, Formação, Competitividade e Sustentabilidade dos Transportadores Rodoviários. Na verdade, o sector rodoviário é um dos pilares da coesão social.

8 SLIDES 8 E 9 O Eurodeputado Luís Queiró falou-nos de medidas de renovação e inovação do sector e de estímulo à cooperação entre os vários modos de transporte. Neste âmbito, destacou a rede transeuropeia de transportes, instrumento importante para a co-modalidade. Esta rede deverá ser complementada com gestão integrada de tráfego e de informação. A redução dos congestionamentos e o reforço da segurança foram também referidos, com particular destaque para algumas iniciativas como o sistema de bloqueio antiálcool, o esafety - Iniciativa Carro Inteligente e o número de emergência ecall.

9 No campo das novas soluções da logística, visando a competitividade da sustentabilidade, o Eurodeputado destacou o papel desempenhado pelo programa Marco Pólo. A terminar, referiu-se à protecção da segurança dos trabalhadores e dos utentes das estradas, lembrando a concretização do Pacote Social, o qual, do seu ponto de vista, atendeu às necessidades específicas dos países periféricos.

10 SLIDE 10 No entanto, o financiamento público não pode continuar a ser suportado pelo crescente peso dos impostos no preço dos combustíveis. O Imposto Sobre Produtos Petrolíferos atingiu, em 2006, cerca de 10% da colecta total de impostos pelo Estado. Na verdade, não pode ser exigido a um transportador rodoviário que pague, em cada litro de gasóleo, 52% de impostos.

11 SLIDE 11 Falámos depois sobre mecanismos de financiamento empresarial, tendo concluído que o Plano de Desenvolvimento Económico e Social da Madeira 2007/2013 visa concretizar o Sistema de Incentivos Financeiros à Base Produtiva Regional, a Consolidação e alargamento das formas de financiamento às empresas, o Estímulo à Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, a Melhoria da Envolvente Empresarial e a Compensação dos Sobrecustos da Ultraperifericidade.

12 SLIDE 12 Outra forma de financiar a renovação das frotas e a gestão da tesouraria é o recurso à banca, podendo beneficiar de protocolo de cooperação com a ANTRAM. Este protocolo abrange o financiamento das mais diversas necessidades do sector.

13 SLIDE 13 Falámos também sobre as novas opções ao nível dos contratos de manutenção de pneus. Estas permitem que o transportador se especialize no que faz melhor: o Transporte. Assim se alcança a redução dos custos, simplificando, fornecendo-se o produto e serviços complementares, minimizando-se falhas e aumentando-se a segurança.

14 SLIDE 14 Na área da Inovação de Negócios foi-nos mostrado, pela CP, que a logística na mobilidade é e deve ser influenciada pelas novas tecnologias, reduzindo o processo burocrático da movimentação de cargas, melhorando a ligação dos modos e o seguimento da carga ao longo da sua viagem.

15 SLIDE 15 A apresentação seguinte mostrou-nos que a inovação não é, por si só, o objectivo, mas sim um meio para atingir o que realmente importa: mudar a rentabilidade do sector do transporte de mercadorias que padece de um baixo volume e baixa criação e captação de valor. Inovar deve, portanto, ser uma resposta estratégica dos transportadores para estes problemas. Como é evidente, nenhuma estratégia está isenta de uma agenda temporal. É na clarificação desta que a ANTRAM e o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, devem agir como transmissores de uma visão estratégica para o sector.

16 SLIDE 16 Outro factor essencial na inovação é a formação nas competências logísticas, com especial atenção aos conteúdos, ao envolvimento dos agentes, à certificação, às áreas estratégicas e à promoção/divulgação da oferta formativa.

17 SLIDE17 E, no seguimento desta formação, é essencial que os novos talentos, sejam integrados rapidamente no sector, permitindo, não só inovar, mas também renovar.

18 SLIDE 18 Falámos depois sobre a Evolução tecnológica no sector maritimo-portuário, tendo ficado a conhecer um pouco sobre a sua Arquitectura Tecnológica. Esta manifesta uma visão integrada, intermodal e sistemática, composta por 3 elementos: A JANELA ÚNICA PORTUÁRIA, significando a Normalização de Informação, a Simplificação e Harmonização de Procedimentos em todos os portos e o Balcão Único Electrónico. A JANELA ÚNICA LOGÍSTICA, Projecto Integrador dos Portos Portugueses na Rede Transeuropeia de Transportes. E o CONTROLE TOTAL DO TRÁFEGO, através do sistema VTS.

19 SLIDES 19 a 21 Inserido no tema GlobalNet Inovação, vimos que os grandes temas que preocupam a indústria transportadora são o ambiente e a energia. Em matéria de Inovações tecnológicas destacam-se as normas Euro5 em 2009, as Euro 6, previstas para 2012 e os veículos híbridos, na próxima década. De referir também os dispositivos de segurança - anti choque e sistema inteligente de travagem, as transmissões manuais de comando automático e os sistemas de informação de transportes. No plano das Energias alternativas existem o Gás Natural, a Hídrica, a Eólica, a Biomassa e a Energia nuclear.

20 Porém, há que não descurar as soluções alternativas como melhor racionalidade nos gastos, melhor redistribuição dos recursos e práticas mais conscientes. Foi chamada a atenção para o PIAMB - Programa de Abate de Veículos Pesados de Tecnologia Agressiva para o Ambiente e de melhoria da Eficiência Energética no Transporte Rodoviário, lembrando-se a ineficiência do sector rodoviário português com excesso de frota privada -, a qual poderá custar a Portugal 49 milhões de euros. É, por isso, urgente e de interesse público, a adopção das medidas preconizadas no PIAMB.

21 SLIDE 22 Falámos também de novos produtos e aplicações em Sistemas de informação para as empresas, tendo ficado conscientes das potencialidades do ERP para o Serviço Logístico Global.

22 SLIDE 23 e 24 No âmbito das tecnologias, algumas já estão disponíveis no mercado, mostrando-se rentáveis e fiáveis. Apreciámos soluções que reduzem, não só o tempo dispendido na gestão da frota, mas também as distâncias e os consumos, permitindo ao transportador optimizar da melhor forma as cargas e respectivas rotas. No entanto, as informações em tempo real da localização e do estado de cada veículo, não devem ser usadas para controlar o motorista, mas sim para valorizar as suas boas práticas, corrigir os seus erros, através da formação e da informação, e, no fim, incentivar aquilo que é realmente importante: uma condução segura e económica.

23 SLIDE 25 Sobre Sistemas de informação ficámos conscientes de que a Internet está a gerar uma mudança na economia mundial geradora de novas perspectivas para o negócio empresarial. Também as Empresas de serviços logísticos estão em mudança: Virtualização e deslocalização são as palavras-chave da nova realidade.

24 SLIDE 26 Igualmente as infra-estruturas estão a sofrer inovações tecnológicas. Ouvimos falar do Telepagamento das portagens francesas e ficámos conscientes de importantes inovações e directivas europeias sobre pagamento electrónico, as quais introduzem + eficiência, + segurança e + controlo. Porém, a interoperabilidade dos sistemas ainda não existe. Em França, vai iniciar-se, em 2007, a transição do cartão para a teleportagem, o sistema TIS/TL. Face às novas regras comunitárias, os descontos terão que baixar dos 30 para os 13% e serão definidos por cada caixa e não por empresa. Em conclusão, foi referido que este sistema é prejudicial para os Transportadores.

25 SLIDE 27 No âmbito das novas atitudes empresariais na gestão de recursos, falámos de Factores decisivos para um melhor desempenho ambiental e competitividade empresarial. Concluímos pela importância do Sistema de Gestão Ambiental, o qual permite reduções de custos e melhorias de organização.

26 SLIDE 28 Vimos também como se podem obter poupanças substanciais a partir das evoluções tecnológicas. A influência dos pneus no consumo de combustível foi outro testemunho que registámos nestas conclusões. Concluímos que + de 33% do consumo de combustível se deve à resistência ao rolamento dos pneus, sendo que, se a pressão de enchimento for inferior em 20% há 2% de consumo adicional. No entanto, só 40% dos transportadores conhece a importância dos pneus no consumo de combustível e são poucos os que concretizam acções sobre os pneus para reduzir o consumo.

27 SLIDE 29 Sobre o Biogás natural, vimos tratar-se de uma solução limpa para o transporte urbano. Enquanto o Petróleo já só tem 40 anos de existência, o Gás natural tem 20 anos adicionais. A União Europeia pretende que, até 2020, haja 10% de consumo de Gás Natural, consciente das vantagens em termos de menores emissões e ruído. Em síntese, trata-se de uma alternativa real, viável, económica e barata.

28 SLIDE 30 É preciso, portanto, criar novas atitudes na gestão dos combustíveis. O aumento exponencial do seu preço tornou o gás natural um recurso apetecível e de opção imediata. No entanto, é necessário que se reúnam algumas condições: a utilização de veículos movidos a gás natural, por parte dos transportadores, a criação de postos de abastecimento e medidas concretas do Governo para apoiar a renovação das frotas.

29 SLIDE 31 Existem ainda outras opções passíveis de serem utilizadas pelos transportadores, como os combustíveis alternativos (etanol, biodiesel e hidrogénio) e os novos sistemas de propulsão a pilhas de combustível e sistemas híbridos. No entanto, ainda não é possível considerar estas energias alternativas como vector de desenvolvimento e de melhoria da qualidade de vida. Mas, independentemente da tecnologia escolhida, o objectivo final deve ser sempre, Retirar o Transporte Rodoviário de Mercadorias da lista negra de KIOTO sem prejudicar a competitividade dos Transportadores.

30 SLIDE 32 Falámos ainda de que as novas atitudes empresariais contribuem para a responsabilidade social do sector. Neste âmbito, analisámos a importância de uma nova visão da empresa, em que esta deve criar um valor global, assegurando, não apenas a sua existência, mas também a sua Responsabilidade Social.

31 SLIDE 33

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