PALAVRAS-CHAVES: INTERVENÇÃO DO ESTADO CERTIFICAÇÕES DE SISTEMA GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL.

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1 A INTERVENÇÃO DO ESTADO SOBRE O DOMÍNIO ECONÔMICO POR MEIO DE FOMENTOS CONDICIONADOS AOS CRITÉRIOS DE CERTIFICAÇÕES DE SISTEMA DE GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL * ** THE INTERVENTION OF THE STATE IN FACE OF THE ECONOMICAL DOMINATION BY MEANS OF DEVELOPMENTS CONDITIONED TO CERTIFICATION CRITERIA OF MANAGEMENT SYSTEM OF SOCIAL RESPONSIBILITY RESUMO Marlene Kempfer Bassoli Sérgio Luiz Candil Os governos, por meio de políticas públicas econômicas de fomentos, entre eles os de crédito ou incentivos tributários, têm autorização constitucional para intervir sobre o domínio econômico nos termos do Art. 174 da CF/88. Esta intervenção terá respaldo constitucional se contribuir para vivenciar os valores e positivar as normas que compõem a ordem econômico-constitucional (Art. 170 CF/88), bem como os objetivos da República Federativa do Brasil (Art. 3º CF/88). As referidas políticas públicas representam investimentos públicos no domínio econômico, pois são iniciativas estatais que podem promover o desenvolvimento socioeconômico e interferir nas políticas das empresas. Em busca de uma interpretação jurídica para permitir o controle da qualidade destes fomentos públicos e para a efetividade da responsabilidade social das empresas, propõe-se que os referidos investimentos sejam direcionados para as empresas certificadas e àquelas cujas políticas internalizaram os paradigmas da responsabilidade social. Estes critérios serão de grande valia porque têm por fundamento a gestão empresarial eficiente. Assim, além do prestigiar-se o aspecto econômico deste valor acresce-se a vertente da sustentabilidade em sentido amplo. Priorizar a empresa que tem estes compromissos, por meio de fomentos públicos, é uma forma de aproximar os interesses públicos e privados que não podem mais ser vistos em espaços incomunicáveis. PALAVRAS-CHAVES: INTERVENÇÃO DO ESTADO CERTIFICAÇÕES DE SISTEMA GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL. ABSTRACT The government, through economic public politics of development, among which the credit or tax incentive ones have constitutional authorization to intervene on the economical control on terms of article 174 of CF/88. This intervention will have constitutional support if it contributes to experience the values and make the rules that * Trabalho publicado nos Anais do XVIII Congresso Nacional do CONPEDI, realizado em São Paulo SP nos dias 04, 05, 06 e 07 de novembro de ** Trabalho indicado pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade de Marília. 4040

2 compose the constitutional order positive (Article 170 CF/88) as well as the goal of República Federativa do Brasil (Article 3 CF/88). The referred public policies represent public investments in the economical domains, for they are state-owned initiatives that might cause socio-economic development and interfere in the policies of enterprises searching for legal interpretation to allow the quality control of these public developments and the effectiveness of the social responsibility of the company. It is proposed that the mentioned investments are directed toward certified companies and to those whose policies internalize the paradigm of social responsibility. These criteria will be great value because they have as a basis the efficient company management. So, besides giving prestige to the economical aspect of their value, the slope of sustainability is added in broad sense. Giving priority to the company that has these commitments, through public promotion, is a way to bring together public and private interests which can not be seen as separate spaces anymore. KEYWORDS: STATE INTERVENTION- SYSTEM CERTIFICATION- MANAGEMENT OF SOCIAL RESPONSIBILITY. 1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS As formas indicadas na Constituição Federal de 1988 para atuação dos governos junto à sociedade e ao domínio econômico indicam que no ordenamento jurídico nacional estão positivadas as idéias de um Estado Social, no aspecto de um Estado intervencionista. A abrangência desta intervenção está limitada às finalidades do Estado que podem ser sintetizadas, em última análise, em promover inclusões sociais e econômicas conforme é possível constar no Art. 3º CF/88: Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II- garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A responsabilidade para enfrentar as graves questões das exclusões sociais e econômicas não é mais exclusiva do Estado. É necessário que a sociedade civil e os 4041

3 agentes que atuam no mercado também se engajem neste desafio. Neste sentido, os governos têm autorização para, por meio da intervenção no domínio econômico, possibilitar fomentos aos setores econômicos de interesse público que se dispõe a serem partícipes desta empreitada. È o Estado interventor coordenador de políticas econômicosociais sem, no entanto, suprimir o mercado. O desafio que se propõe nesta pesquisa é analisar as formas de intervenção estatal no mercado, tendo em vista o regime jurídico econômico constitucional (Art. 170 e Art. 174 CF/88), para indicar que o nível de intervenção que está juridicamente autorizado poderá ter forte influência na gestão empresarial ao estabelecer suas políticas. Esta afirmação parte da premissa de que fomentos públicos interferem na racionalidade econômica e poderão atrair a iniciativa privada de modo que, junto com o Estado, possibilite-se concretizar políticas econômico-sociais em conformidade com o regime econômico constitucional. Faz-se necessário acrescentar ao exposto, que em um Estado Democrático de Direito, é dever dos governos executar suas atribuições conforme o que foi decidido de modo democrático e soberano pelo povo (preâmbulo da Constituição/88). O conjunto dessas decisões construiu o atual Estado brasileiro, portanto seus legítimos titulares (parágrafo único do Art. 1º CF/88) têm direito de promover o controle das políticas econômicosociais dos governos. Para tanto é importante que a Ciência do Direito, por meio de seus estudiosos, apresente à sociedade brasileira mecanismos que possibilitem este controle. É com este intuito que se sugere o controle dos fomentos públicos à iniciativa privada por meio de condições que promovam o engajamento das empresas para enfrentar, juntamente com os governos, as questões sócio-econômicas atuais e de longa data pendentes de solução. Entre tais exigências destaca-se aproveitar os critérios dos sistemas de certificações de gestão empresarial uma vez que têm nos seus fundamentos valores que compõem a ética da empresa cidadã, no sentido do cumprimento da sua função e responsabilidade social. É um caminho para o desenvolvimento cultural e sócio-econômico nos termos do Art. 219 da CF/ A INTERVENÇÃO DO ESTADO SOBRE O DOMÍNIO ECONÔMICO. A intervenção do Estado sobre a esfera privada é admitida desde as primeiras concepções de Estado, que para esta pesquisa, indica-se o Estado liberal. As divergências que se seguiram a partir deste marco foram em torno do grau desta intervenção bem como sobre as atribuições que se deveriam impor ao Estado: menores ou maiores possibilidades de intervenções nos diversos domínios das relações humanas em especial no econômico e maiores ou menores atribuições no que diz respeito à prestação de serviços públicos e às respectivas políticas públicas de natureza social 4042

4 O maior grau de intervenção, no aspecto econômico, que caracteriza o Estado social significa reconhecer-se que o Estado é também responsável por promover o desenvolvimento com finalidade de viabilizar transformações econômico-sociais. Esta necessidade de intervir se torna muito importante especialmente em países subdesenvolvidos onde, constata-se que por meio da racionalidade econômica liberal e do capitalismo, não conseguiram proporcionar mudanças socioeconômicas inclusivas. Esta análise quer enaltecer que para modelo de Estado social é necessário a inclusão do aspecto político na racionalidade econômica. Impõe-se ao Estado o dever de compor entre seus objetivos e fundamentos a necessidade de intervenção para possibilitar, não somente nesta seara, a positivação dos valores que são os norteadores de condutas que vivenciem a igualdade material, entre eles cite-se: a fraternidade, a solidariedade, a harmonia, a dignidade, a paz e o desenvolvimento sócio-econômico. A transição do Estado liberal para o Estado social indica, também, a passagem de um conceito de justiça que priorizava os direitos individuais e a ideologia do merecimento para um conceito de justiça social que prestigia direitos sociais, transindividuais e a ideologia da oportunidade. A partir destas considerações é possível afirmar que o Estado brasileiro pretende ser considerado um Estado social, uma vez que ao se analisar a Constituição Federal/88, as características acima apontadas estão positivadas, inclusive quanto à intervenção no domínio econômico conforme se demonstrará. Alerte-se, conforme fez Bercovici (2003, p.54), que não existe somente um único modelo de Estado social e que "não podemos classificar como Estado social simplesmente porque ele se auto-denomina assim", é preciso analisar o Estado no seu conjunto, ou seja, desde sua estrutura, seus investimentos, suas prioridades e suas políticas públicas compreendendo as sociais e as econômicas. O fato é que o Brasil tem todo o arcabouço jurídico para vivenciar as conquistas do Estado social. Este é o marco inicial e fundamental necessário para orientar as ações dos governos, bem como oferecer os paradigmas para o controle de legalidade e de legitimidade das intervenções do Estado. No que diz respeito à intervenção, especificamente sobre o domínio econômico, tem-se no texto constitucional várias passagens de onde é possível extrair a autorização para a atuação do Estado como agente coordenador das ações de transformações econômicosociais. Esta competência deve ser direcionada a implementar o regime jurídicoeconômico estabelecido no Art. 170 CF/88. Assim, nos termos deste artigo, os governos ao intervirem sobre o domínio econômico bem como os agentes privados ao atuarem nesta seara devem, entre outras normas: valorizar o trabalho humano; garantir a livre iniciativa; promover a livre concorrência; respeitar o consumidor; atuar com respeito ao meio ambiente; promover o emprego; reduzir as desigualdades regionais e sociais; enfim, prestigiar sempre o uso de bens econômicos em prol de uma função social. Para os governos, os caminhos das intervenções sobre o domínio econômico estão indicados no Art. 174 CF/88: como agente que produz normas jurídicas determinando condutas; por meio de fiscalização; por meio de incentivos; e, por meio de planejamento. 4043

5 A intervenção normativa possibilita, por meio de normas, determinar condutas desejadas daqueles que atuam no domínio econômico bem como as competência para a intervenção. Assim, o Estado por meio do processo legislativo (leis) e da regulamentação em sentido estrito (atos administrativos) impõe, por exemplo, que: o consumidor seja respeitado, além de estabelecer a política nacional de defesa do consumidor, nos termos do Código de Defesa do Consumidor; que o trabalho humano seja valorizado, conforme está na Consolidação das Leis do Trabalho e demais direitos sociais do trabalho enumerados no Art. 7º CF/88; que a livre iniciativa possa coexistir com outros direitos exigindo para tanto "licenças" dos agentes econômicos para localização, funcionamento, segurança, higidez, salubridade (Art. 170, parágrafo único CF/88); que o meio ambiente saudável seja efetivamente um direito de todos, impondo restrições às atividades econômicas que provoquem externalidades negativas ambientais onde atuam, conforme Art.225 da CF/88 e, entre outras, a Lei 9985/00; que a livre concorrência seja um direito de todos os agentes econômicos e consumidores de forma que as condutas que possam diminuir ou inviabilizar tal direito sejam sancionadas, conforme está na Lei 8884/94; que a propriedade utilizada para fins econômicos cumpra sua função social conforme normas dos artigos 182 e 186 da CF/88, entre outras, a Lei 10257/01 conhecida como Estatuto das Cidades e a Lei 8629/83 que traz determinações para a política agrícola, fundiária e reforma agrária. Esta estrutura normativa expõe o grau de intervenção do Estado sobre o domínio econômico permitido pelo atual Estado social brasileiro. A Constituição Federal/88 dispõe ainda que é necessário construir uma estrutura administrativa (conjunto de órgãos que compõem a administração direta e indireta) para que as condutas disciplinadas pelas normas interventivas sejam efetivamente observadas. Para tanto, devem os governos promover a segunda forma de intervenção que é por meio da fiscalização. Atualmente, têm-se diversos sistemas de tutelas administrativas, além do sistema judicial. Entre os administrativos destaquem-se: o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC); o Sistema Nacional de Defesa da Concorrência (SNDC), onde se destaca a atuação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE); o Sistema Nacional de Defesa do Meio Ambiente (SISNAMA). A intervenção por meio do planejamento à que se refere o Art. 174 CF/88 será considerada, para este estudo, como um meio de racionalização das ações públicas que em um Estado social deve ser para promover o desenvolvimento sócio-econômico. Portanto, indicador das diretrizes, de caráter vinculatório para a construção e execução das políticas públicas sócio-econômicas. Tal planejamento poderá ser veiculado por diversos instrumentos introdutórios de normas (Art. 59 CF/88), também, por uma lei denominada de plano plurianual (Art. 165, I e 1º CF/88). A pormenorização do planejamento se dá por meio de políticas públicas que podem ser denominadas de políticas econômicas gerais, setoriais, conjunturais, fiscais, orçamentárias, monetárias, preços, cambiais, comércio exterior e outras. Embora o texto constitucional prescreva que o planejamento tem caráter vinculatório para os governos e indicativo para a iniciativa privada, é indiscutível que as diretrizes nele estabelecidas e detalhadas por meio das políticas sócio-econômicas têm reflexos na atividade econômica e podem influenciar em decisões na gestão das empresas. Quanto à intervenção por meio de incentivos será tratada no tópico seguinte uma vez que além do planejamento essa forma de intervenção pode ser qualificada como espécie 4044

6 do gênero de ações públicas de fomento, que poderão estar dirigidas, também, para as atividades econômicas de interesse público. Entre as possíveis modalidades têm-se subsídios, isenções, financiamentos diferenciados, estímulos à exportação. 2.1 POLÍTICAS PÚBLICAS DE FOMENTO PARA O DOMÍNIO ECONÔMICO Para a análise da intervenção do Estado sobre o domínio econômico por meio de fomentos, conforme autoriza o Art. 174 CF/88, é preciso considerar que as relações entre o Estado, a sociedade e o mercado sofreram profundas transformações desde as primeiras constituições sociais, passando pela crise econômica de 1929, pela segunda guerra mundial e outros fatores importantes que abaixo serão apontados. Sendo assim, tais relações não podem mais ser analisadas à luz dos pilares do Estado moderno, apontados por Marques Neto (2002, p.29-55), como sendo a soberania e a separação das esferas públicas e privadas. A soberania no sentido de respeito da comunidade internacional à autodeterminação plena do Estado. Quanto à separação entre as esferas referidas, confere-se à vida privada o reduto das ações individuais e da vida econômica, enquanto à pública, o campo onde está o exercício do poder político (em caráter unilateral) para realizar os interesses públicos indicados em lei (separação dos poderes). A noção de interesse público neste momento histórico foi construída com termos indeterminados (adequado à discricionariedade do administrador) e definida em lei, sendo fruto da manifestação da vontade geral considerando-se uma sociedade homogênea. O Estado moderno com fundamentos em tais pilares não foi suficiente para enfrentar as transformações sociais, econômicas e políticas que ao longo dos dois últimos séculos foram se mostrando. Assim, a crise do Estado moderno, pede redefinições das atribuições do Estado bem como um novo regime jurídico a reger as relações com o mercado e com a sociedade civil. É importante identificar alguns dos fatores que levaram à crise do Estado moderno para que se possa compreender o papel do Estado, da sociedade e do mercado na busca de novos caminhos, mais eficientes, para atingir os objetivos e vivenciar os fundamentos constitucionais do Estado brasileiro idealizado a partir de Conforme Marques Neto (2002,p ) os fatores que influenciaram a crise acima referida podem ser sistematizadas em três aspectos: i) O econômico, cuja racionalidade construída sob fundamentos do liberalismo e capitalismo foi testada frente aos seguintes principais fatos: a evolução tecnológica (meios de comunicação, virtualismo financeiro, empresas supranacionais); a atuação de organismos multilaterais quanto a temas ambientais, terrorismo, imigração; o processo 4045

7 de integração econômica; a disseminação dos valores e do discurso de direitos humanos; ii) O social, onde é possível indicar como fatores internos: a fragmentação social, entendida como a formação de grupos com interesse comuns não satisfeitos pelo Estado, reivindicando-os por meio de mecanismos próprios; surgimento de neocorporativismos; movimentos sociais unidos por pleitos com unidade temática; pluralismo social decorrente da marginalização cultural, ética, social, religiosa; iii) O político apontando-se a crise do Estado nacional a partir, especialmente, dos fatores acima mencionados e da globalização. Estes aspectos interferiram, diretamente, sobre a racionalidade pública construída a partir dos pilares referidos. Assim ficaram fragilizados: o conceito tradicional de soberania plena e absoluta do Estado; a legitimidade do sistema político representativo; a formação das decisões políticas em um único núcleo centralizado estatal e pelo critério da maioria; a separação entre a esfera pública e a privada. Diante destas análises e tendo em vista o foco do tema ora proposto para investigação, importa destacar as questões sobre a dicotomia público-privada e o conceito de interesse público face aos atuais desafios do Estado. Quanto à dicotomia público-privada, escreve Marques Neto (2002, ), que não mais podem ser analisadas como se permanecessem em esferas isoladas. Há sim forte intervenção do Estado sobre a esfera privada, cujo exemplo emblemático é a interferência estatal na propriedade privada, ou, a publicização do direito de propriedade. A presença de valores e princípios antes reclusos ao campo privado atualmente permeiam o âmbito público, a exemplo: transferência da prestação de serviços públicos para a iniciativa privada por meio das concessões; as relações entre usuários e concessionários de serviços públicos passam a ser regidos por regime não exclusivamente público; privatizações de empresas estatais que atuavam no domínio econômico; a racionalidade empresarial privada fundamentando as reformas do Estado, especialmente, quanto à administração pública para o exercício da função pública que passa a se apresentar como administração pública gerencial e regida pelo valor maior da eficiência. Enfim, é preciso reconhecer que há maior intimidade entre as esferas públicas e privadas. Estas constatações, certamente, têm reflexos na configuração do Estado, no regime jurídico de suas relações e na necessidade de se buscar novos parâmetros para a noção do que seja interesse público. Afirma Marques Neto (2002), que não é mais possível considerar-se a noção moderna, singular e monolítica de interesse público. É necessária uma reconstrução deste conceito reconhecendo-se que a sociedade não é mais homogênea e sim heterogênea e que é necessário administrar, não mais interesses construídos pela vontade geral e sim considerar uma pluralidade de interesses divergentes, especiais e transindividuais. Segue o professor no sentido de que esta dinâmica está a exigir a presença de um Estado interventor, basicamente em duas vertentes: 4046

8 i) em prol dos interesses dos não protegidos (hipossuficientes) e não representados nesta configuração social e econômica, por meio de políticas públicas de defesa e de inclusão; e, ii) por meio de agências reguladoras, órgãos públicos independentes, sendo mediadores dos interesses dos usuários e da sociedade perante os serviços públicos concedidos ou setores de interesse público econômico onde estão presentes, predominantemente, interesses supra-individuais. Estas duas importantes, mas não únicas vertentes, devem ser os referenciais para as novas dimensões dos interesses públicos. Contribui Medauar (2001, p.211) no sentido de que "a atividade de consenso/negociação entre o poder público e particular, mesmo informal, passa a assumir papel importante no processo de identificação e definição de interesses públicos e privados, tutelados pela administração". Desta forma reforça-se o pensamento de que as dimensões de interesse público devem ser reconstruídas a partir de novas bases em que a administração deixa de deter a "exclusividade no estabelecimento do interesse público; a discricionariedade se reduz, atenua-se a prática de imposição unilateral e autoritária de decisões" (MEDAUR, 2001, p.211). Para esta pesquisa e com a intenção de delimitar a noção contemporânea de interesse público toma-se a vertente das atribuições do Estado dirigidas aos não protegidos e não representados nesta configuração social e econômica. A consecução destes deveres deve ser capitaneada pelo Estado, não somente como executor, mas como agente coordenador de iniciativas privadas que se disponha a tal intento. O papel do Estado passa a tomar novos rumos, destacando-se o de aproximar as esferas públicas e privadas em direção à concretização dos objetivos e fundamentos do Estado social brasileiro projetado no texto constitucional. Este é um dos sentidos que se pode atribuir ao que seja interesse público. Aos governos não mais é possível uma posição de neutralidade diante das transformações sociais e econômicas. Até mesmo diante do domínio econômico a interação entre os interesses públicos e os privados deve seguir este novo pensar. Isto já está registrado no texto constitucional, especialmente, no Art. 170 da CF/88 ao estabelecer o regime jurídico econômico constitucional, onde estão explicitados vários deveres dos governos e dos agentes econômicos diante do mercado. Analisando tal dispositivo pode-se afirmar que tanto para um quanto para o outro os deveres, em síntese, são de primazia aos direitos sociais, aos transindividuais e à igualdade material. O caput deste artigo destaca que também no domínio econômico não se deve mais buscar somente justiça e sim justiça social. Este valor é o fundamento de intervenção estatal para viabilizar, portanto, um alcance social e não mais individual de justiça. No entanto, é preciso considerar que a racionalidade econômica está estruturada em valores hedônicos e do utilitarismo, portanto, para promover a aproximação com esta esfera é preciso que, aos governos, seja possível intervir por meio de instrumentos compatíveis e atraentes a esta racionalidade, abrindo canais de participação e de adesão, para atingir de modo eficiente aos objetivos constitucionais. Aponta-se, então, a intervenção por meio de políticas públicas de fomento conforme está autorizado no Art. 174 da CF/

9 Admite-se a complexidade do temas das políticas públicas, conceito, regime jurídico.para esta pesquisa faz-se um corte para excluir esta discussão e tomar políticas públicas em dois aspectos, com o objetivo de diferenciar políticas públicas de Estado e políticas públicas de governo. O primeiro como sendo o conjunto de normas constitucionais que têm por conteúdo atribuições (competências) do Estado em setores de interesse público e que devem ser implementadas no plano fático, da vida, ao longo dos mandatos dos governos. Neste sentido a fonte primeira das políticas públicas deve ser a Constituição Federal. As ações dos governos, especialmente por meio da função administrativa, serão legítimas se planejadas e executadas conforme as determinações constitucionais. Por terem nível constitucional, portanto, políticas do Estado brasileiro, aos governos são permitidas estabelecer algumas prioridades no nível de planejamento e execução. No segundo aspecto, políticas públicas é o conjunto das diretrizes e ações escolhidas por determinado governo, no campo da discricionariedade permitida pela Constituição, para implementação enquanto for governo. Algumas destas políticas públicas poderão pautar-se diretamente nas normas constitucionais, outras dependem do percurso do processo legislativo. De qualquer forma no nível de ação, de execução, serão regidas pelo regime jurídico administrativo. Neste sentido os estudos de Breus (2007, p. 222) ao enaltecer que " As linhas gerais das políticas públicas[...]","[...]devem estar na Constituição. O Poder Legislativo pode organizá-las na forma das leis, para que o Poder Executivo possa realizá-las de modo mais adequado[...]." Diante do Estado social brasileiro conforme CF/88, a discricionariedade acima referida é reduzida face às seguintes políticas públicas constitucionais: dever do Estado diante dos direitos sociais e econômicos enumerados nos artigos 6º e 170, respectivamente. Assim, além do compromisso democrático de cumprir com o programa políticopartidário, aqueles que alcançarem a posição de governo, têm dever constitucional de implementá-las. Podem escolher os meios, mas não se afastar dos fins constitucionais. Poderão ser definidas políticas públicas de governos para intervirem no domínio econômico por meio de fomento, assim entendido, conforme Souto (2007, p.15), "um incentivo ao desempenho de determinada função de interesse do agente fomentador", registrando que o "estímulo positivo" promove sim um ambiente favorável àqueles que têm interesse nos projetos do fomentador. Decidir pela intervenção no domínio econômico por meio do fomento é a primeira etapa desta política pública. Segue-se para definir o tipo de fomento, bem como a área de interesse do agente fomentador, no caso, área de interesse do governo e, finalmente, decidir sobre estabelecer ou não condições e quais seriam para o acesso a este incentivo positivo. Entre as principais intervenções por meio do fomento, sistematiza Souto (2007), indicando: no campo da tributação as isenções, redução de base de cálculo ou de alíquotas, tratamento especial às micro e pequenas empresas, ao setor onde há atos ou sociedades cooperativas; os subsídios ou subvenções para manutenção de preços políticos; empréstimos em condições favoráveis para setores ou atividades de interesse governamental; assistência técnica ou orientações garantidas pelo governo às empresas que atuem em setor considerado estratégico para o desenvolvimento sócioeconômico; 4048

10 Privilégios especiais sendo que um dos possíveis sentidos poderia ser políticas de proteção mercadológica à produção em setores estratégicos para o governo; desenvolvimento do mercado de títulos de modo que as empresas possam buscar capitais sem ter que recorrer a empréstimos; protecionismo temporário à produção nacional desde que imprescindíveis ao desenvolvimento nacional; pólos industriais e comerciais oferecendo infra-estrutura e apoios operacionais. A intervenção do Estado por meio do fomento deve ser de interesse dos agentes econômicos para que possam ser partícipes do processo de desenvolvimento. Em um Estado de ideologia social de direito, este desenvolvimento deve ser interpretado, como "politização do processo de desenvolvimento", ou seja, como processo de mudança sociológica, "inter-relacionado de fatores, que seja processo dentro do universo social" (VILANOVA, 2003, p ). Sendo assim, o Estado e os agentes econômicos devem buscar interesses sociais comuns, o que não é simples. Para enfrentar este desafio deve-se conhecer a racionalidade econômica de modo a atrair os seus agentes às propostas incitativas de fomento, mas elas devem ser condicionadas. Isto é imperioso, pois toda a intervenção do Estado é regida pela racionalidade constitucional que exige o cumprimento de finalidades de interesse público. Assim, o fomento pode representar para as empresas uma estratégia de negócios e para os governos gerar oportunidades para incluir a força econômica em suas políticas públicas. Planejar e executar fomentos sem objetivo transformador de realidades sociais ou econômicas transforma-se em oportunidades para privilégios. 3. GESTÃO EMPRESARIAL, POLÍTICAS EMPRESARIAIS E INTERVENÇÃO DO ESTADO POR MEIO DO FOMENTO. A partir da sistematização construída pelos cientistas da Ciência da Administração de Empresas é possível apontar evoluções e tendências na gestão empresarial. A empresa por estar inserida no convívio social, fazendo parte do aspecto econômico da vida, influencia e recebe influências que ocorrem no plano social, governamental e econômico, local, regional e global. Neste sentido, ao apresentar uma síntese desta evolução desde Taylor até a contemporaneidade, Ferreira, Reis e Pereira (2002, p.239) apontam que entre os diversos modelos e teoria de gestão construída, há dois elementos constantes: i) a contextualização, no sentido de que é preciso sempre considerar a realidade na qual a teoria ou o modelo de gestão foi considerada. Não é possível analisá-la sem considerar a dinâmica do seu tempo. Enaltece que qualquer empreendimento é um espelho da sociedade em que está inserido, que expõe as limitações tecnológicas, o nível cultural, os anseios de consumo da sociedade, o grau de interferência do Estado na vida econômica, a austeridade da administração pública; 4049

11 ii) a necessidade de mudanças no sentido de que mudança contínua é a única constante nos modelos de gestão empresarial e que a velocidade maior das mudanças é uma peculiaridade contemporânea em relação a outros tempos. Alertam Ferreira, Reis e Pereira (2002, p.240) que a partir destas influências há mudanças de maior ou de menor impacto para as empresas e que elas reagem de formas diferentes. Algumas construtivamente, construindo gestões mais pautadas pelos "princípios de flexibilidade e desprendimento", outras, resistindo às mudanças como é típico daquelas em que há maior rigidez nas ações. O fato é que diante da dinâmica contemporânea a gestão empresarial deve prestigiar a gestão de mudança. É certo que há os fatores internos ou externos à empresa que têm maior força para sensibilizar para as mudanças e que a velocidade das opções pelo novo é diferente, uma vez que as empresas têm diferentes graus de flexibilidade e de realidades econômico-financeiras. No entanto, o elemento em comum nestas diferenças é a convicção de que o contexto histórico-social-político-econômico deve ser considerado na construção das políticas da empresas, onde estão registrados os objetivos a serem alcançados. Estes, por sua vez, norteiam as estratégias que irão compor os planos empresariais onde estão elencadas as efetivas ações. Este é o processo, apontado por Milton Leontides (cf. UMEDA; TRINDADE, 1982, p.3), para a tomada das decisões nas empresas. Face ao exposto, para nortear a gestão da empresa, confirma-se a importância das políticas empresariais, em vários aspectos: i) São importantes para a empresa e seus stakeholders[1], uma vez que apontam para as estratégias que irão compor os planos empresarias; ii) Elas permitem analisar se foram construídas a partir da contextualização acima referida; iii) Por meio de seus objetivos expressos ou implícitos permite-se identificar a ética empresarial (valores e normas morais). O aspecto da ética empresarial ou dos negócios é absolutamente importante para julgar as políticas empresarias[2] É a partir desta análise que será possível concluir se a empresa compreendeu que, na contemporaneidade, seu papel não é mais somente de produtor de bens e serviços típico de uma atuação empresarial tradicional (privativista), mas, que tem atribuições de sujeito político. Esta é uma concepção social da empresa. Neste sentido deve ser agente de direitos e obrigações na vida social. Suas políticas devem adequar-se a esta mudança para vivenciar a cultura de que "sem ética não há negócios". [...] infere-se que os desafios que a empresa enfrenta neste momento lhe convidam a assumir um ethos determinado, um caráter específico, se deseja sobreviver, de tal modo 4050

12 que se pode dizer que 'sem ética não há negócio'[3]. (CORTINA, 2001, p.276, tradução nossa). As empresas que trazem em suas políticas objetivos que demonstram a internalização da ética jurídico-econômica constitucional registrada no Art. 170 da CF/88 estão em sintonia no sentido daquela contextualidade e de mudanças referidas no início deste tópico. Tais empresas podem ser qualificadas como cumpridoras de sua função social. Sabe-se que, para vivenciar esta racionalidade econômica constitucional é preciso trazer à racionalidade econômica tradicional o valor da solidariedade e da justiça social. Assim, ao valor da eficiência econômica tradicional devem-se acrescer estes dois valores. De forma simples pode-se dizer que a empresa deve destacar em suas políticas que o objetivo do lucro continua, mas, alertar que poderá não atingir o nível da eficiência puramente econômica. Deve indicar que terá, também, por objetivo buscar o lucro medido pelo nível de oportunidades que pretende gerar de modo voluntário, especialmente, no processo de inclusão social. É uma forma de avaliar a eficiência a partir de outros parâmetros, ou seja: Na busca de eficiência e excelência empresarial, parece não ser mais satisfatória a tradicional alquimia do cálculo custo-benefício com o aumento da produtividade e a ampliação das vendas no mercado. Os critérios de avaliação do sucesso começam a incorporar dimensões que vão além da organização econômica e que dizem respeito à vida social, cultural e à preservação ambiental. Pode-se dizer que a eficiência não é só fazer as coisas bem, segundo as regras de mercado, mas é 'fazer as coisas boas' segundo princípios éticos (CAPPELLIN; GIULIANI, 1999, p.10-11). É neste sentido que o papel social da empresa pode ser denominado de responsabilidade social: Quando uma empresa potencializa vetores legais atinentes à sua atividade, quando suas opções estratégicas dirigem-se a produzir ou prestar serviço de maneira a trazer melhor desempenho social, ambiental ou adotando práticas econômicas que promovam a concorrência saudável e leal, está-se diante de uma atuação imbuída de responsabilidade social: a lei brasileira não obriga a que a empresa se responsabilize por todo o ciclo de vida do seu produto. Mas, se a própria empresa assume esta responsabilidade, trata-se de uma expressão de responsabilidade social (BESSA, 2006, p ). Há empresas que são flexíveis às mudanças e aceitam mudar a gestão da empresa para esta nova cultura, ou seja, já estão contextualizadas no momento histórico em que vivem. Compreenderam que tanto o Estado, quanto a sociedade civil e o mercado são 4051

13 responsáveis por mudanças sociais. No entanto, outras resistem a fazer parte desta realidade e nem sequer cumprem sua função social de respeitar o regime econômico constitucional do Art. 170 CF/88. Mas, tanto para aquela que já se antecipou às mudanças, quanto para esta que ainda não está preparada, é importante a intervenção do Estado especialmente para estimular a cultura da responsabilidade social. Conforme estudos de Martinelli (1997, p.191) é possível ordenar as empresas em diferentes estágios diante deste tema: No patamar mais baixo, há o que chamamos de negócio, no qual o centro de interesses é o investidor e o lema implícito pode ser assim resumido: 'o lucro a qualquer custo'. (...) Num estágio acima, podemos conceituar a empresa como um ente intrinsecamente social, por ser formada de grupos de pessoas, numa relação de interdependência com ela, chamados stakeholders ou grupos de interesses. No estágio de empresa-cidadã passa a ter ações diferenciadas: A empresa passa a adquirir uma característica inédita. Opcionalmente pode agir pela criação de uma fundação ou instituto, contribuindo de maneira transformadora para a elevação do meio social em que se insere. Assume compromisso e define políticas em relação a cada um de seus parceiros. Cultiva e pratica livremente um conjunto de valores, muitas vezes explicitados num código de ética, que formata consensualmente a cultura interna, funcionando como referência de ação para todos os seus dirigentes nas relações com os parceiros (MARTINELLI, 1997, p.192). Diante das condutas das empresas tradicionais (lucro a qualquer custo) o Estado deve intervir em um primeiro momento, por meio da fiscalização para determinar o cumprimento das leis que positivaram os valores e normas constitucionais previstas no Art. 170 CF/88. Em um segundo momento, ou mesmo simultaneamente, a intervenção deve ocorrer por meio de políticas públicas de fomento tanto para estas empresas de modo a se engajarem na tarefa de realizar transformações sociais, como para aquelas que já internalizaram este desafio. Para tanto, os governos têm autorização constitucional conforme o Art. 174 CF/88. Conforme já se expôs, há varias formas de fomento, a maioria delas envolve alguma forma de dinheiro público, portanto, é necessário estabelecer objetivos e critérios para acesso a estas políticas públicas. Entre os possíveis critérios estão aqueles que permitem selecionar ou prestigiar as empresas a partir das suas diferentes políticas e ações dirigidas à responsabilidade social 4052

14 4. AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE FOMENTOS CONDICIONADAS AOS CRITÉRIOS DE CERTIFICAÇÕES DE SISTEMA DE GESTÃO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL A competitividade exige que as empresas incluam em suas políticas o objetivo de alcançar melhores níveis de qualidade e por isto se preocupam em buscar estratégias eficientes para tal intento: [...] qualquer empresa deve oferecer produtos e serviços que, além de atender necessidades bem definidas, expectativas dos consumidores e normas e especificações aplicáveis a eles, satisfaçam, também, exigências da empresas, e sejam colocados à venda com preços competitivos, para que possam ser vendidos e gerar lucros. Lembrese que lucro não é só dinheiro (CERQUEIRA NETO, 1993, p.98). Para tanto, as empresas devem promover mudanças não somente a partir de sua estrutura organizacional, mas sim considerar o conjunto empresarial (procedimentos, recursos, competências, fornecedores), para que possam projetar ações alinhadas para a qualidade. Com vistas a orientar esta necessidade de qualidade, em 1946, na Suíça, com sede em Genebra, foi fundada a ISO- International Organization for Standardization, voltada para a criação de normas técnicas que sirvam de parâmetro mundial para gestão e garantia de qualidade. Vários países são membros desta organização, entre eles, o Brasil por meio da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Além da ISO, outras organizações de nível internacional indicam padrões de qualidade bem como órgãos nacionais adaptam suas normas internas a partir destas referências. O fato é que há inúmeras normas que cumprem o objetivo de mostrar paradigmas de qualidade para vários setores econômicos em vários aspectos da gestão empresarial. Constata-se que há uma evolução normativa que reflete as transformações (sociais, jurídicas, ambientais, econômicas, tecnológicas) captadas no plano da vida. Conforme já exposto no tópico anterior, as empresas são sensíveis a estas mudanças (contextualização) e passam a ser influenciadas por estas referências normativas Considerando-se as primeiras normas para o sistema de qualidade da atividade empresarial, pode-se afirmar que avanços importantes aconteceram neste sentido. Conforme relata Chelegon (2008), inicialmente existe a fase da gestão da "produtividade", seguindo-se para gestão da "qualidade" (que deu origem à série ISO 9000), em seguida a preocupação com a gestão do "meio-ambiente" (série ISO 14000), a preocupação com a gestão de segurança e saúde ocupacional (série ISO 18000), sobre a segurança de alimentos ( série ISSO 22000), sobre a segurança da informação (série ISO 27000), além de outras, alcançando, atualmente, assuntos emergentes como o de responsabilidade social. Citem-se como exemplo a iniciativa da ABNT ao apresentar a normalização NBR e aquelas em construção identificadas como ISO

15 Observa-se que ao longo do tempo o conceito de qualidade foi ampliado para aceitar, além dos valores da racionalidade econômica (eficiência, excelência, com a série ISO 9000), os valores da esfera socioambiental, como são os valores que fundamentam os diretos sociais (a saúde, com a série ISO 18000) e direitos transindividuais ( a recuperação e preservação ambiental, com a série ISO 14000). Assim, confirma-se que tem razão Cortina (2001, p.283) ao afirmar que "não é imoral a ética com rentabilidade". [...] que a atividade empresarial é uma atividade humana com uma finalidade social, de modo que as atitudes necessárias para alcançar sua meta (busca da qualidade, solidariedade em alta, excelência, competência, etc.) são atitudes morais [...], [...] a ética marco de um Estado de direito, com seu princípio 'uma norma apenas será correta se todos os afetados por ela estejam dispostos a dar seu consentimento após um diálogo celebrado em condições de simetria'[4] (CORTINA, 2001, p.283, tradução nossa) Tais normas gerenciais de sistemas de qualidade interferem em diferentes graus e velocidades nos negócios e na competitividade empresarial mas, tomá-las por paradigmas para a gestão empresarial muitas vezes é imperioso para que a empresa continue sendo bem-sucedida. Esta é uma das importantes razões para que se submetam aos processos de Certificações do Sistema de Qualidade[5]. Percorrido todo o processo de certificação, obtido o selo e o seu registro, a empresa certificada poderá retornar ao ciclo de certificação. Significa que estará submetida a constantes supervisões, assim, a empresa transforma a busca pela qualidade em uma rotina, construindo a cultura da qualidade. Os efeitos positivos da opção pelo sistema de gestão de qualidade alcançam as relações internas e externas da empresa e culminam por contribuir de modo significativo para o desenvolvimento nacional. Desenvolvimento este que nos termos da atual Constituição é também responsabilidade do Estado conforme registra o Art. 3º, II, ao enumerá-lo como um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil. Esta integração entre as esferas privada e pública fica fortalecida quando se identificam objetivos comuns. Nesta análise admite-se que ambos querem o desenvolvimento nacional, no entanto, é necessário definir o conteúdo deste desenvolvimento. Nos termos constitucionais, Art. 219, se aceita somente o desenvolvimento cultural e sócioeconômico: Art. 219 O mercado interno integra o patrimônio nacional e será incentivado de modo a viabilizar o desenvolvimento cultural e sócio-econômico, o bem-estar da população e a autonomia tecnológica do País, nos termos de lei federal. 4054

16 O desenvolvimento, compreendendo os ingredientes culturais e sociais, ao ser referência para a esfera privada na atividade econômica, deve fundamentar as políticas empresarias. A partir dos objetivos nelas expostos ter-se-á o arcabouço necessário para implementar o sistema de gestão com alcance sociocultural. Nos termos das normas de qualidade, significa prover de condições para incluir nas organizações um sistema de gestão de responsabilidade social. Neste sentido por meio da NBR 16001:2004 (ABNT) estabeleceu-se requisitos mínimos para este sistema, que está assentado em três dimensões: econômica, social e ambiental. As empresas ao organizarem suas políticas, estratégias e ações a partir destas referências normativas devem promover a cidadania, o desenvolvimento sustentável e a transparência nas suas atividades. Esta NBR (BRASIL, 2004) ao estabelecer requisitos para sistema de gestão de responsabilidade social, especificamente no item que se refere aos objetivos e metas para as empresas que pretendem esta certificação, orienta que devem ser compatíveis com as políticas de responsabilidade social e devem contemplar, não exclusivamente: a) boas práticas de governança; b) combate à pirataria, sonegação, fraude e corrupção; c) práticas leais de concorrência; d) direitos da criança e do adolescente, incluindo o combate ao trabalho infantil; e) direitos do trabalhador, incluindo o de livre associação, de negociação, a remuneração justa e benefícios básicos, bem como o combate ao trabalho forçado; f) promoção da diversidade e combate à discriminação (por exemplo: cultural, de gênero, de raça/etnia, idade, pessoa com deficiência); g) compromisso com o desenvolvimento profissional; h) promoção da saúde e segurança; i) promoção de padrões sustentáveis de desenvolvimento, produção, distribuição e consumo, contemplando fornecedores, prestadores de serviço, entre outros; j) proteção ao meio ambiente e aos direitos das gerações futuras; e k) ações sociais de interesse público. Ao definir o que sejam ações sociais indica: 4055

17 Atividade voluntária realizada pela organização em áreas tais como assistência social, alimentação, saúde, educação, esporte, cultura, meio ambiente e desenvolvimento comunitário. Abrange desde pequenas doações a pessoas ou instituições até ações estruturadas com uso planejado e monitorado de recursos Ao analisar a NBR e compará-la com outras normalizações (ISO 14001, ISO 9001 e OHSAS 18001), destacam Cazajeira e Barbieiri (2009, p.183) que a importante inovação "foi a de incluir um requisito específico para que a política seja discutida com a sociedade". Esta norma possibilita transformar as ações de responsabilidade social utilizadas com fins ou agir instrumentais em ações ou agir comunicativo na perspectiva habermasiana. Esclarece Tenório (2000, apud FABIÃO, 2003, p.57) que: [...] a gestão estratégica é um tipo de ação utilitarista, fundada no cálculo de meios e fins, e implementada pela interação de duas ou mais pessoas na qual uma delas tem autoridade formal sobre a(s) outra(s). Por extensão, este tipo de ação gerencial é aquele no qual o sistema-empresa determina suas condições de funcionamento. [...] a gestão social contrapõe-se à gestão estratégica na medida em que tenta substituir a gestão tecnoburocrática, monológica, por um gerenciamento mais participativo, dialógico, no qual o processo decisório é exercido por diferentes sujeitos sociais [...] (grifos do autor). Além deste aspecto de gestão social, anote-se que esta norma traz a definição para as ações sociais em caráter voluntário, permitindo distinguir as empresas que assim agem daquelas que, ao cumprir as normas constitucionais e legais, concluem que já estão de acordo com seu dever cívico. Não deve ser assim. Cumprir as normas do ordenamento jurídico é função social, ou seja, condição jurídica mínima de permanência da empresa no domínio econômico. Espera-se que elas compreendam e estabeleçam políticas e ações para ir além destes deveres. A partir desta postura empresarial pode-se afirmar que têm responsabilidade social. O sistema de gestão de responsabilidade social estabelecido pela NBR já está preparado para ser comparado e avaliado à luz da ISO 26000, previsto inicialmente para 2008, mas deverá ser publicado somente em Diferentemente das ISOs anteriores, não será uma norma para certificação. Ela servirá, tão somente, como um "guia de diretrizes" e não como base para obtenção de selos e certificados pelas empresas e outras organizações. A sua construção está norteada por três Princípios: 1º) Gerais - se aplicam todas as circunstâncias, como por exemplo, respeito à lei, a convenções e a declarações reconhecidas internacionalmente; 4056

18 2º) Substantivos - são voltados a resultados e avanço de critérios internacionalmente reconhecidos nas diversas áreas da responsabilidade social; 3º) Operacionais: dizem respeito à natureza e qualidade do processo, englobando inclusividade, accountability, transparência, materialidade e responsabilidade, entre outros aspectos. (CREDIDIO, 2007) A futura ISO será fruto de um amplo debate, transparente e participativo, pelas partes interessadas. Dará novo impulso às políticas e práticas de responsabilidade social no mundo, estimulando processos de mudanças de comportamento da sociedade, demonstrando às empresas que é possível aliar desenvolvimento sustentável com a manutenção do lucro. Enfatizará, dentre outras, as seguintes questões relacionadas à responsabilidade social empresarial: governança organizacional; direitos humanos; práticas do trabalho; meio ambiente; práticas leais (justas) de operação; questões do consumidor; envolvimento e desenvolvimento da Comunidade. (INMETRO) Vislumbra-se que as éticas culturais, sociais e econômicas podem conviver. No entanto, é necessário avançar mais rapidamente uma vez que as conquistas que tais normalizações pretendem enfatizar devem ser de alcance universal e de acesso mais o eficiente possível. Para estes objetivos os governos têm à sua disposição importantes instrumentos jurídicos. Entre eles, a possibilidade de intervenção sobre o domínio econômico por meio não somente de regulação normativa, mas, especialmente, com os fomentos públicos. Estas políticas públicas podem ser norteadas de modo a condicionar o acesso às empresas e aos dinheiros públicos àquelas certificadas ou, mesmo que ainda não certificadas, que tenham alguma forma de sistema de gerenciamento social (políticas sociais). Este critério se justifica uma vez que as certificações acima referidas estão em consonância com a definição de desenvolvimento cultural e sócio-econômico referido pela Constituição de Assim, possibilita-se, especialmente: i) Concretizar o valor jurídico da igualdade material, no sentido de que as empresas comprometidas com seu papel neste desenvolvimento devem ter direito a usufruir diferente tratamento jurídico pelos governos, sem que se configure forma de privilégio. Elas estão em sintonia com a contemporânea configuração de Estado que objetiva superar a dicotomia público-privada uma das causas da crise do Estado moderno; ii) Orientar por meio de critérios objetivos as políticas públicas de fomento, estreitando a discricionariedade dos governos, em cujo campo, muitas vezes, optam por incentivos a empresas, organizações, instituições, que continuam com condutas completamente em desacordo com o regime jurídico econômico indicado nos artigos 3º, 170, 219, 225 e outros da CF/88 e, claramente, na contra-mão do sentido constitucional de desenvolvimento nacional. Todos estes argumentos para que alcancem efetividade em uma concepção jurídica (plano pragmático) é preciso percorrer o processo de positivação. O Estado por meio de seus órgãos Legislativo, Executivo e Judiciário, cada um nos limites de suas funções 4057

19 típicas, podem atuar intervindo com os instrumentos que o Direito oferece: ao Legislativo criar leis, condicionando a intervenção dos governos por meio dos fomentos já referidos e outros mais, aos critérios das certificações ou de gerenciamentos empresariais sociais (políticas sociais empresariais) quando não certificadas; ao Executivo, na intervenção por meio implementação e fiscalização, promover controle de acesso das empresas nos termos da lei, bem como vigilância contínua para constatar o retorno ao ciclo de certificação ou manutenção de políticas sociais; ao Judiciário o controle da legalidade dos atos administrativos concessivos e de controle de fomentos, mas considerando fundamentos hermenêuticos de que a independência e harmonia entre os poderes não será quebrada se o mérito de tais atos (nos limites da discricionariedade) for julgado. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS. A intervenção do Estado sobre o domínio econômico por meio de fomentos está autorizada nos termos do Art. 174 da CF/88. Com esta competência garantida aos governos, novas relações poderão se instalar com a sociedade e especialmente com o mercado interno. Novas no sentido da interação entre as esferas privadas e públicas em busca de viabilizar o objetivo comum que é o de promover o desenvolvimento cultural e sócio-econômico, conforme determina a Constituição em seus artigos 170 e 219. O sentido prescritivo deste conceito de desenvolvimento, em que se agregaram os aspectos culturais e sociais, precisa ser compreendido e aceito pela racionalidade econômica. Reconhece-se que não será uma tarefa fácil uma vez que ainda reina, fortemente, a cultura da eficiência no sentido tradicional em que tais aspectos não integravam o conteúdo deste valor. Diferentemente de momentos anteriores da história do papel do Estado nas relações privadas, na contemporaneidade, cabe a ele o dever, por meio de políticas públicas, planejar e executar ações que estimulem condutas empresariais engajadas ou a se engajar nesta nova cultura política e ética para o desenvolvimento nacional Entre inúmeras políticas públicas de fomento pode-se destacar: isenções; redução de base de cálculo ou de alíquotas; tratamento especial às micro e pequenas empresas; os subsídios ou subvenções para manutenção de preços políticos; empréstimos em condições favoráveis para setores ou atividades de interesse governamental; assistência técnica ou orientações garantidas pelo governo às empresas que atuem em setor considerado estratégico para o desenvolvimento socioeconômico. Todas estas opções, de forma direta ou indireta, implicam em utilizar dinheiro público, portanto, é preciso que o Direito ofereça mecanismos de controle destes gastos para que possam ser qualificados como investimentos em favor do Estado social brasileiro. Este disciplinamento, no entanto, deve levar em consideração que na cultura empresarial contemporânea ainda predomina a gestão estratégica da qualidade na concepção tradicional, construída na época da dicotomia público-privada. Nesta 4058

20 acepção uma empresa bem sucedida cumpre com seu dever ao auferir lucro por oferecer à sociedade produtos de qualidade satisfazendo as necessidades materiais. Cada vez mais estas empresas procuram títulos pelos sistemas de certificações de qualidade de gestão com vistas ao progresso puramente econômico. Estes objetivos são importantes e esta cultura não pode ser desconsiderada. É preciso a ela acrescentar os aspectos da responsabilidade social. Para tanto é imperioso que as empresas tomem decisões em vista da implementação de políticas empresarias que melhorem a vida das pessoas tanto nas relações internas quanto externas. Além de que cumprir as leis elas devem inserir-se na vida no sentido mais pleno possível: incluir-se nos desafios humanos, especialmente os culturais e sociais, para que sejam promotoras de oportunidades emancipatórias. O Brasil por meio da NBR 16001(ABNT) reuniu valores, condutas, princípios que possibilitam um sistema de gestão da responsabilidade social e que gera a possibilidade das certificações de qualidade com os componentes ético-social. Inclusive esta NBR está na mesma direção da normalização da futura ISO de responsabilidade social quando tais padrões serão internacionais. Diante deste panorama, os governos por meio da intervenção sobre o domínio econômico, devem acelerar as mudanças em favor da responsabilidade social empresarial. As políticas públicas de fomento podem ser norteadas de modo a condicionar o acesso das empresas e aos dinheiros públicos àquelas certificadas ou, mesmo que ainda não certificadas tenham algum sistemas de gerenciamento social (políticas sociais). Este critério se justifica uma vez que as certificações acima referidas estão em absoluta consonância com a definição de desenvolvimento cultural e sócioeconômico referido pela Constituição de Para a efetividade jurídica do que ora se propõe e com vista, também, a superar as crises do Estado moderno apresentadas neste artigo, há um caminho a seguir: que o processo de positivação seja deflagrado por meio do Legislativo produzindo leis que condicionem as políticas públicas de fomento aos critérios referidos; a participação do Executivo na implementação e fiscalização desta política; e o controle do Judiciário para conformar a atuação do Legislativo, do Executivo e das empresas às determinações constitucionais e legais em favor de vivenciar as conquistas de um Estado social e democrático em uma sociedade solidária. REFERÊNCIAS: BARBIERI, José Carlos; CAJAZEIRA, Jorge Emanuel Reis. Responsabilidade Social Empresarial e Empresa Sustentável: da teoria à prática. São Paulo: Saraiva, BERCOVICI, Gilberto. Desigualdades Regionais, Estado e Constituição. São Paulo: Max Limonad, BESSA, Fabiane Lopes Bueno Netto. Responsabilidade Social das Empresas - práticas sociais e regulação jurídica. Rio de Janeiro: Editora Lumen Júris,

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