DIAGNÓSTICO RÁPIDO SOCIOECOLÓGICO DAS COMUNIDADES DA BACIA HIDROGRÁFICA DO OKAVANGO NA PROVÍNCIA DO KUANDO-KUBANGO, ANGOLA

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1 DIAGNÓSTICO RÁPIDO SOCIOECOLÓGICO DAS COMUNIDADES DA BACIA HIDROGRÁFICA DO OKAVANGO NA PROVÍNCIA DO KUANDO-KUBANGO, ANGOLA Março de 2006 A presente publicação foi produzida para apreciação pela Comissão Permanente da Água da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango (OKACOM) e pela Agência dos Estados Unidos da América para o Desenvolvimento Internacional. Foi elaborado por ARD, Inc., Private Bag 351, Unit # 469, Gaborone, Botswana. A informação contida no presente relatório não constitui informação oficial do Governo dos Estados Unidos da América e não representa os pontos de vistas ou posições adoptados pela Agência para dos Estados Unidos da América para o Desenvolvimento Internacional ou pelo Governo dos Estados Unidos da América.

2 ÍNDICE Prefácio 3 Abreviaturas 4 Introdução 5 Objectivos, Pressupostos e Processo do Diagnóstico Rápido 5 Metodologia\Abordagem e Resumo das Fases 5 Fase 1: Reconhecimento Fase 2: Formação em PRA Fase 3: Diagnóstico Rápido Constrangimentos/Problemas 7 Conclusão e Recomendações 8 Fotografias/Ilustrações 10 Anexos 12 Anexo 1: Relatório da Fase de Reconhecimento Anexo 2: Relatório da Formação em Diagnóstico Rápido Participativo Anexo 3: Avaliação através do PRA em dez (10) comunidades Página 2 de 16

3 PREFÁCIO O Projecto da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango da USAID/OKACOM é uma iniciativa para quatro anos, coordenada pela Comissão Permanente da Água da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango (OKACOM) e financiada pela USAID/África Austral. O Projecto colabora com a OKACOM, com o seu comité de aconselhamento técnico, o Comité Directivo da Bacia do Okavango (OBSC), assim como com os ministérios dos respectivos governos, as organizações não-governamentais activas na bacia, as comunidades, as instituições académicas e de investigação regionais, as instituições de negócios e de governo local que usam e gerem os recursos da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango. A ARD, Inc. Implementa esta iniciativa. O presente relatório apresenta-nos o resumo do processo de um levantamento rápido socioecológico na Província do Kuando Kubango. O referido exercício constituíu um esforço conjunto empreendido pelo IRBM e pelo Projecto Cada Rio tem o seu Povo (Every River Has Its People Project) - (ERP), com apoio técnico e com a colaboração da Visão Mundial Internacional Angola (WVI). Estes três parceiros apoiaram a Associação para a Conservação do Ambiente e o Desenvolvimento Rural (ACADIR) a realizar este diagnóstico rápido das condições socioecológicas da Província, de Agosto a Dezembro de Portanto, o presente relatório, preparado pela WVI e IRBM, apresenta a abordagem e os resultados dos levantamentos rápidos em dez comunidades seleccionadas. Página 3 de 16

4 ACRÓNIMOS/ABREVIATURAS ACADIR Associação da Conservação do Ambiente e de Desenvolvimento Rural Integrado Angola ARD ARD, Inc. ASDI Agência Sueca de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional BWF Fórum alargado da Bacia CBNRM Gestão Comunitária dos Recursos Naturais CBO Organização Comunitária CDS Especialista em Desenvolvimento Comunitário DNA Direcção Nacional de Águas, Angola ERP Cada Rio tem o seu Povo - Every River Has Its People Project EPSMO Projecto da Protecção do Ambiente e de Gestão Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango PNUD/GEF Fundo Global para o Ambiente IDP Pessoas deslocadas internamente IRBM Projecto de Gestão Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango KCS Sociedade de Conservação do Kalahari NBSAP Estratégia e Plano de Acção Nacionais para a Biodiversidade Angola OBSC Comité Directivo da Bacia do Okavango OIM Organização Internacional da Migração ONG Organização Não-governamental ORB Bacia Hidrográfica do Okavango OKACOM Comissão Permanente da Água da Bacia Hidrográfica do Okavango PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PRA Diagnóstico Rural Participativo SADC Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral WVI Visão Mundial Internacional Página 4 de 16

5 1.0. Introdução A escassez de água na África Austral constitui uma preocupação crescente. O crescimento demográfico na África Austral e a procura de água para fins domésticos, agrícolas e industriais que lhe é associada, aumentam a pressão nos limitados recursos hídricos. A maioria das bacias hidrográficas da região são compartilhadas por dois ou mais países. O que acontece a montante dos rios e das bacias hidrográficas afecta as populações, a vida selvagem e os ecossistemas a jusante. As respostas e a coordenação regionais devem garantir a distribuição e o uso equitativos dos recursos hídricos no território das bacias hidrográficas. Em 1994, Angola, o Botswana e a Namíbia acordaram em estabelecer a Comissão Permanente da Água da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango (OKACOM), visando objectivos concertados de desenvolvimento dos recursos hídricos regionais na bacia do rio Okavango, e de forma a superar, simultaneamente, as necessidades sociais e económicas dos referidos Estados Ribeirinhos. A abordagem lógica da gestão dos recursos da bacia, com base na alocação equitativa, na gestão ambiental saudável e na utilização sustentável da Bacia são vertentes de um objectivo chave dos esforços da OKACOM. A USAID/África Austral, reconhecendo o compromisso da OKACOM, acordou em apoiar o desenvolvimento institucional da Comissão através do Projecto de Gestão Integrada da Bacia Hidrográfica do Okavango (IRBM). A OKACOM e o seu organismo de assessoria técnica, o Comité Directivo da Bacia do Okavango (OBSC), implementará o IRBM em colaboração com os ministérios governamentais, as organizações não-governamentais no território da bacia, as comunidades, as instituições académicas e de investigação a nível regional, as empresas e os governos locais que utilizam e gerem os recursos da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango. O IRBM colabora com outras iniciativas da bacia, tais como o Projecto de Conservação do Ambiente e Gestão Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango (EPSMO), financiado pelo Fundo Global para o Ambiente a cargo do PNUD (PNUD-GEF) e o Projecto Cada Rio tem o seu Povo (Every River Has Its People - (ERP), apoiado pela Agência Sueca de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional (ASDI), na implementação de actividades de gestão melhorada da Bacia hidrográfica. O IRBM estará ligado e actuará em concertação com várias iniciativas e programas nacionais. O IRBM integra três componentes: Melhorar a capacidade das organizações para gerirem os recursos da bacia hidrográfica; Página 5 de 16

6 Melhorar os sistemas de informação para a gestão da biodiversidade e dos recursos naturais, e; Melhorar a gestão dos recursos naturais pelas comunidades e pelos governos locais. As referidas componentes combinam-se para reforçar a capacidade regional de modo a que haja uma gestão melhorada das bacias hidrográficas seleccionadas. Inseridas nestas três componentes estão três questões transversais dando ênfase à problemática do HIV e SIDA na Bacia, garantindo a participação das mulheres e dos grupos em desvantagem, e promovendo a participação do sector privado. O, o Projecto Cada Rio tem o seu Povo e o Projecto de Conservação do Ambiente e de Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango, financiado pela PNUD-GEF (EPSMO), necessitaram de um levantamento das condições socioecológicas do território Angolano da Bacia, dando ênfase, inicialmente, à Província do Kuando Kubango. Até recentemente, pouco tinha sido publicado sobre a Província mas, através de entrevistas com os funcionários do governo local ficou a saber-se que, devido à guerra, o desenvolvimento social e económico foi mínimo, senão inexistente, e que, em resultado do reordenamento de refugiados na área as pressões ambientais são crescentes. Tomando em conta a vastidão da Bacia no território de Angola, e as lacunas na informação, foi considerado essencial um diagnóstico da situação socioeconómica e ambiental, especialmente para que se determinassem as estratégias comunitárias para o ERP e o IRBM e para apoiar o desenvolvimento do Programa de Acção Estratégico no âmbito do EPSMO. Assim, o ERP e o IRBM, em consulta com o EPSMO, decidiram e acordaram em colaborar na realização do diagnóstico rápido na Província de Kuando Kubango em Angola. O objectivo foi usar os resultados do diagnóstico como apoio ao desenho dos três projectos e providenciar intervenções com base nos recursos naturais, associadas à gestão sustentável da bacia hidrográfica, e que fossem as mais necessárias às comunidades de Angola. Também é importante que haja uma melhor compreensão das abordagens que podem ser usadas, de forma a garantir a participação activa das comunidades ribeirinhas no processo de gestão de recursos. O presente diagnóstico rápido foi uma das cinco prioridades identificadas pelos actores intervenientes no Seminário de Planificação Estratégica das Actividades, realizado em Fevereiro de Especificamente, os actores intervenientes orientaram todos os projectos no âmbito da OKACOM, de forma a adoptarem a avaliação da participação comunitária na gestão dos recursos naturais e na identificação de possíveis abordagens à gestão comunitária dos recursos naturais (CBNRM) em Angola. Página 6 de 16

7 2.0. Objectivos do Diagnóstico Rápido, Hipóteses e Procedimentos Conexos A finalidade da presente actividade foi recolher informações em Kuando-Kubango, Angola, que possam ser integradas com os exíguos dados secundários já existentes de modo a que se possa compreender esta porção da bacia hidrográfica e que sejam relevantes às condições de base das comunidades e ao seu impacto no ambiente ribeirinho imediato. O IRBM e o ERP usarão os resultados do presente diagnóstico para formular as estratégias do projecto que apoia a gestão comunitária dos recursos naturais, para incrementar a participação na gestão da bacia hidrográfica, e aumentar a sensibilização em relação a questões ambientais críticas no território da Bacia. A informação produzida pelo diagnóstico será ainda útil ao EPSMO na finalização dos levantamentos diagnósticos transfronteiriços (TDAs) que contribuirão para a elaboração final do programa de acções estratégicas do projecto (SAP) Metodologia\Abordagem e Resumo das Fases Os três projectos trabalharam em uníssono para realizarem o presente levantamento em Angola com a assistência da Visão Mundial Internacional (WVI), que está familiarizada com as técnicas participativas. A WVI, conjuntamente com o IRBM, desenvolveu uma ferramenta analítica para determinar e recolher as informações necessária. O processo do diagnóstico rápido socioecológico no Kuando-Kubango foi direccionado, principalmente, ao trabalho no terreno seguindo uma abordagem participativa e de transferência de conhecimentos a uma organização nãogovernamental local, a Associação para a Conservação do Ambiente e para o Desenvolvimento Rural (ACADIR). A referida abordagem envolveu as seguintes três fases: Fase 1: Reconhecimento/Exploração Numa primeira parte do diagnóstico rápido, os técnicos do IRBM e da Visão Mundial Internacional (WVI), acompanhados pelo Engenheiro Isidro Pinheiro, Comissário da Comissão Permanente da Água da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango (OKACOM) visitaram Menongue, na Província do Kuando-Kubango, a 3 de Agosto de 2005, para realizarem o exercício de reconhecimento, que foi um exercício com o objectivo de compreender o Kuando Kubango através da análise dos programas do governo já existentes, das ONGs e dos doadores internacionais; e, igualmente, para identificar as preferências e os locais mais interessantes de Kuando-Kubango que podem servir como locais de levantamentos no terreno; e, também, para se identificarem os possíveis constrangimentos logísticos na implementação do Diagnóstico Rápido no terreno. Uma equipa de reconhecimento, integrando a ACADIR, o IRBM e a WVI, teve um encontro e discussões com o Governador, os seus delegados, técnicos de vários departamentos do governo e ONGs em Menongue a fim de: Página 7 de 16

8 Caracterizar, de modo abrangente, as questões ambientais e socioeconómicas; Identificar as áreas prioritárias, tais como as áreas onde os residentes possuem, ou se assume que possuam, capacidades de auto-organização e de governação e de gestão de recursos, as áreas de elevada prioridade do governo local ou nacional, ou as áreas de importância ecológica; Identificar as áreas onde a existência de minas terrestre não tornem o trabalho impossível de se realizar; e Identificar as áreas com as variedades mais interessantes de recursos naturais renováveis. O exercício de reconhecimento revelou que a principal questão na cidade de Menongue, talvez na parte restante da província de Kuando Kubango é a falta de sistemas de abastecimento de água potável e de saneamento básico. Na maioria das áreas, a água para fins domésticos é tirada directamente dos rios. Assim, não é tratada trazendo consigo todos os riscos que daí advêm para a saúde das comunidades. Depois do abastecimento de água e do saneamento, uma das prioridades do governo local é o melhoramento da subsistência dos indivíduos. Sendo o caso de uma área a ressurgir depois da guerra, a maioria das famílias do Kuando-Kubango é pobre, com poucos bens. Conjuntamente com a falta de tecnologias agrícolas melhoradas e de alfaias agrícolas, na maioria dos casos as famílias não têm com que se alimentar. A equipa de reconhecimento, em consulta com a OKACOM e alguns departamentos do governo, identificou dez áreas na Província onde se poderia levar a cabo os diagnósticos rápidos no terreno. 1. Lumeta e Kangamba no Rio Kambumbe (cerca de 5 km de Menongue) 2. Bairro Pandeira, uma zona dentro de Menongue 3. Bairro Azul, uma localidade em Menongue, ao longo do Rio Kwebe 4. São José na antiga Missão Católica (10 km de Memongue, ao longo do Rio Luahuka) 5. Liapeka (cerca de 30 km de Menongue) 6. Kaiundo (cerca de 140km de Menongue) 7. Dirico (município a cerca de 850km de Menongue) 8. Kuangar (município a cerca de 400km de Menongue) 9. Kalai (cerca de 600km a sul de Menongue) 10. Savate (cerca de 210km de Menongue) O Anexo 1 contém um resumo do exercício de reconhecimento. Fase 2: Formação em Diagnóstico Rural Participativo Após o exercício de reconhecimento foi desenhada e realizada uma actividade de formação de uma semana, para quinze (15) participantes (seis de ACADIR, 3 Página 8 de 16

9 membros da Acadir, 3 técnicos de ERP), sete do Fórum da Bacia Alargada, 1 e dois da Visão Mundial Internacional. O Dr. Christophe Asanzi e o Senhor Miguel Kassule, da Visão Mundial, Angola, realizaram a formação. A formação teve como objectivo equipar a comunidade e os representantes da ACADIR com as competências e as técnicas de diagnóstico rural participativo (PRA). As referidas técnicas incluem: triangulação, perfis históricos, diagramas de Venn, calendários sazonais, entrevistas semi-estruturadas, definições de prioridades e de hierarquia, modelos e mapeamento, diagramas de receitas e despesas, e a matriz dos recursos naturais. No fim desta formação aplicada e interactiva, os participantes tiveram a oportunidade de se envolverem numa sessão prática durante a qual tiveram de aplicar e testar as habilidades adquiridas numa sessão de PRA realizada nas comunidades vizinhas de Kangamba e Lumeta. Como preparativo do diagnóstico no terreno, os participantes foram divididos em duas equipas. O Anexo 2 contém o relatório completo do workshop de formação. Fase 3: Diagnóstico Rápido A Visão Mundial Internacional e o IRBM orientaram uma equipa de 15 inquiridores assistentes na realização de inquéritos em dez comunidades na Província de Kuando Kubango. As comunidades foram seleccionadas e acordadas pela ACADIR, IRBM, ERP e WVI. Não havia acesso a algumas das áreas seleccionadas devido à alegada presença de minhas terrestres, de acordo com a Halo Trust International 2. Foram então seleccionadas comunidades alternativas. Os inquéritos foram realizados durante duas semanas e ficaram finalizados a 26 de Agosto de Foram seguidos por uma sessão de feedback (comentários/informação) para que as constatações fossem validadas em Dezembro de 2005 e Janeiro de As equipas de levantamento usaram as técnicas de diagnóstico participativas (PRA) para recolher as informações das comunidades seleccionadas como amostra. As constatações deste levantamento oferecem a orientação sobre possíveis intervenções comunitárias do projecto em Angola. Os resultados dos levantamentos no terreno, combinados com as entrevistas semiestruturadas tidas com funcionários chave do governo central e local, com os representantes de outros projectos regionais, com os técnicos de gestão de organizações voluntárias privadas e ONGs internacionais e nacionais, revelaram o seguinte: A maioria das comunidades vivem com carência dos serviços básicos: água potável, alimentação e serviços de saúde; 1Um grupo da comunidade estabelecida pelo Projecto Cada Rio tem o seu Povo, para representar as comunidades ribeirinhas de Kuando Kubango em Angola 2 Uma ONG Internacional envolvida nas operações de desminagem em Angola Página 9 de 16

10 A maioria dos residentes são camponeses agricultores mas devido à falta de sementes de boa qualidade de variedades agrícolas melhoradas, aos solos pobres e à falta de tecnologias agrícolas modernas, as comunidades estão a atravessar períodos de carências alimentares. Em resultado desta situação exercem grande pressão no ambiente para compensarem a falta de alimentos. Os residentes das comunidades abatem as florestas para terem lenha e carvão de madeira (para fins de subsistência e comerciais); caçam os animais selvagens para obterem carne; colhem o mel e outros frutos silvestres nas florestas; Os rios são os recursos que sofrem mais pressão visto que dão a água para todas as espécies de necessidades; A maioria dos residentes das comunidades possuem capacidades e competências limitadas em termos da gestão dos recursos naturais; Com a sua grande variedade de recursos naturais, a Província oferece um elevado potencial na área do turismo. O maior impedimento tem sido a guerra, que deixou muitos locais com minas terrestres, populações deslocadas e que interrompeu vários programas de desenvolvimento na Província; As normas e a legislação ambientais estão em vigor mas as populações têm uma fraca sensibilização e compreensão da legislação. Por outro lado, a aplicação da legislação e das normas ambientais deve ser reforçada; e Parece não haver pontos centrais para a destruição do lixo; o lixo é destruído de modo desordenado. Os municípios estão frustrados pela falta de recursos para a recolha e a destruição do lixo. O Anexo 3 contém os detalhes do diagnóstico rápido nas dez comunidades Constrangimentos A equipa teve de superar vários constrangimentos durante o exercício de reconhecimento e dos diagnósticos PRA, incluindo: Alguns funcionários e representantes das ONGs, embora essenciais para o exercício não estiveram disponíveis durante a visita; As barreiras impostas pela língua constituem um enorme impedimento para os membros da equipa que não falam Português. Por outro lado, a equipa teve de realizar os inquéritos nas línguas locais (não em Português) no caso de algumas das comunidades; Não há acesso a certas áreas devido ao mau estado das estradas e/ou minas terrestres; e A maioria das pessoas treinadas não tinha quaisquer conhecimentos em matéria de levantamentos/investigação, o que fez com que a sua compreensão e aplicação fossem mais lentas. Página 10 de 16

11 5.0. Conclusão e Recomendações As recomendações esboçadas abaixo têm como fundamento as constatações do Diagnóstico Rápido Participativo nas comunidades, o exercício de reconhecimento, e as observações feitas pela equipa de levantamento durante a visita ao Kuando- Kubango. A diversificação das opções económicas deve ser uma prioridade na elaboração dos programas, talvez dando apoio ao desenvolvimento de empresas. Devem, igualmente, ser desenvolvidos os projectos de desenvolvimento comunitário. Em vista das condições prevalecentes em termos do abastecimento de água, do saneamento básico, e da dependência total dos rios no Kuando-Kubango, um projecto comunitário integrado deve ser direccionado à gestão da bacia hidrográfica com sistemas de abastecimento de água e saneamento, e com uma actividade de geração de rendimentos. A capacitação de todos os departamentos do governo local deve ser uma prioridade, a fim de garantir o desempenho eficaz e a assistência técnica adequada às comunidades. A criação e o reforço das instituições comunitárias tais como comissões de desenvolvimento da aldeia e associações de agricultores apoiarão os residentes locais a gerir os projectos de desenvolvimento nas suas comunidades. Os esforços positivos devem ser apoiados e reforçados. Por exemplo, o Departamento do Ambiente deu início a um programa de conservação da biodiversidade. As acções no domínio ambiental e a legislação relativa ao ambiente estão a ser introduzidas nalgumas escolas, igrejas e comunidades. Vinte e seis grupos e vários jovens já receberam formação sobre o modo de gerir efectivamente o ambiente. Trabalham com estudantes, professores e líderes tradicionais. Recomenda-se ao IRBM e ao ERP o apoio a iniciativas relevantes. Os programas para o estabelecimento e a reabilitação de reservas florestais, utilizando o envolvimento da comunidade necessitam de apoio. Espécies específicas de madeiras, tais como Girassonde, estão à beira de extinção e necessitam de abordagens de gestão e de conservação sustentáveis. O Kuando-Kubango (Menongue, em particular) necessita de um sistema de água potável e de um plano urbanístico adequado. O Departamento do Ambiente local, responsável por conceder licenças para a construção de casas em Menongue, deu início a um programa de reordenamento das populações afastando-as do rio. As pessoas recebem talhões para a construção das suas casas noutra área da cidade, onde a administração local já está estabelecida e o reflorestamento está planeado. Esta iniciativa podia ser apoiada e reforçada. Página 11 de 16

12 Devem ser introduzidos programas direccionados a mudanças de comportamento, associados com o melhoramento das condições de saúde. Deve-se ter em atenção a compreensão das atitudes que limitam o uso de técnicas e tecnologias melhoradas, tais como a introdução de latrinas melhoradas e a gestão do lixo. A agricultura é a principal fonte de rendimentos para a população do Kuando Kubango. Os pequenos agricultores devem ser apoiados para que se organizem em associações de forma a poderem receber os benefícios dos serviços de extensão e da assistência técnica. A Organização Internacional para a Migração, em parceria com a ACADIR tem planos de assistência aos agricultores por meio de crédito (dinheiro) para a compra de motobombas, e, para assim poderem produzir produtos hortícolas. O Kuando-Kubango necessita de instalações vocacionadas para o combate ao HIV e SIDA. Um centro de aconselhamento e de testagem seria ideal como um ponto de início. Devia ser realizada uma sessão de informação (feedback) com as comunidades inquiridas para se validar as constatações, preencher lacunas de informação e construir um relacionamento estreito com as comunidades. Esta actividade poderia ter a duração de uma semana e podia ser realizada pela ACADIR com o apoio da WVI. Diversos comentários úteis O IRBM deve providenciar em Menongue, um escritório-sede do projecto com as necessárias facilidades tais como, computadores, internet, e telefones. O ERP já tem uma sede embora o escritório ainda não esteja completamente equipado. A ACADIR possui somente uma viatura que foi adquirida através do ERP. A referida viatura está sobre-utilizada. O IRBM precisa de examinar as possibilidades de providenciar uma viatura para a implementação dos seus projectos e actividades. Terá de ser uma viatura de tracção a quatro rodas. (4x4). A Província é caracterizada pelas suas infra-estruturas inadequadas: estradas extremamente más (especialmente quando nos afastamos de Menongue). As minas terrestres são um dos maiores constrangimentos e perigos para quem viaja na Província. Uma ONG internacional, Halo Trust, é responsável pelas actividades de desminagem na província de Kuando Kubango. Possuem mapas que ilustram a situação geral das estradas e de outros locais onde se suspeita, ou se conhece, que existam campos de minas. Têm relatórios sobre Página 12 de 16

13 áreas específicas com mapas que indicam a localização das zonas minadas na Província. O sistema de telecomunicações não oferece confiança. Em Menongue, a Angola Telecom (o serviço de telefones nacional) está presente mas não é eficiente. Os telefones muitas vezes não funcionam. A rede de telemóveis Unitel opera em Menongue mas é muito cara. A maioria das ONGs internacionais e de outras organizações presentes na área usam o sistema de rádio com unidades móveis instaladas nas respectivas viaturas. A electricidade em Menongue e noutros locais da província é produzida através de geradores. Menongue é a sede da maioria das ONGs. Tem um hospital principal, algumas escolas, dois bancos em funcionamento, um hotel, algumas casas de hóspedes e uma variedade limitada de restaurantes. Página 13 de 16

14 6.0. Fotografias 1. A equipa de reconhecimento 2. Formação em PRA, Miguel Kassule 3. Lazer, Kuebe River 4. Actividades comunitárias do dia a dia,liapeka 5. Processo de reconhecimento, Tracy Molefi - IRBM 6. Queimadas, Liapeka Página 14 de 16

15 7. Poço de construção manual, Bairro Azul 8. Problema do lixo, à volta do rio Kuebe 9. Agricultura em pequena escala, ao longo do rio Kuebe 10. Actividades de geração de rendimentos, produção de tijolos e recolha de pedra Página 15 de 16

16 7.0. Anexos Anexo 1: Relatório do exercício de Reconhecimento Anexo 2: Relatório da Formação em PRA Anexo 3: Levantamento através de PRA em dez (10) comunidades, nomeadamente, Bairro Azul, São José, Lumeta, Kangamba, Pandeira, Liapeka, Dirico, Kalei, Kaiundu e Kuangar. Página 16 de 16

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