DIAGNÓSTICO RÁPIDO SOCIOECOLÓGICO DAS COMUNIDADES DA BACIA HIDROGRÁFICA DO OKAVANGO NA PROVÍNCIA DO KUANDO-KUBANGO, ANGOLA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DIAGNÓSTICO RÁPIDO SOCIOECOLÓGICO DAS COMUNIDADES DA BACIA HIDROGRÁFICA DO OKAVANGO NA PROVÍNCIA DO KUANDO-KUBANGO, ANGOLA"

Transcrição

1 DIAGNÓSTICO RÁPIDO SOCIOECOLÓGICO DAS COMUNIDADES DA BACIA HIDROGRÁFICA DO OKAVANGO NA PROVÍNCIA DO KUANDO-KUBANGO, ANGOLA Março de 2006 A presente publicação foi produzida para apreciação pela Comissão Permanente da Água da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango (OKACOM) e pela Agência dos Estados Unidos da América para o Desenvolvimento Internacional. Foi elaborado por ARD, Inc., Private Bag 351, Unit # 469, Gaborone, Botswana. A informação contida no presente relatório não constitui informação oficial do Governo dos Estados Unidos da América e não representa os pontos de vistas ou posições adoptados pela Agência para dos Estados Unidos da América para o Desenvolvimento Internacional ou pelo Governo dos Estados Unidos da América.

2 ÍNDICE Prefácio 3 Abreviaturas 4 Introdução 5 Objectivos, Pressupostos e Processo do Diagnóstico Rápido 5 Metodologia\Abordagem e Resumo das Fases 5 Fase 1: Reconhecimento Fase 2: Formação em PRA Fase 3: Diagnóstico Rápido Constrangimentos/Problemas 7 Conclusão e Recomendações 8 Fotografias/Ilustrações 10 Anexos 12 Anexo 1: Relatório da Fase de Reconhecimento Anexo 2: Relatório da Formação em Diagnóstico Rápido Participativo Anexo 3: Avaliação através do PRA em dez (10) comunidades Página 2 de 16

3 PREFÁCIO O Projecto da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango da USAID/OKACOM é uma iniciativa para quatro anos, coordenada pela Comissão Permanente da Água da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango (OKACOM) e financiada pela USAID/África Austral. O Projecto colabora com a OKACOM, com o seu comité de aconselhamento técnico, o Comité Directivo da Bacia do Okavango (OBSC), assim como com os ministérios dos respectivos governos, as organizações não-governamentais activas na bacia, as comunidades, as instituições académicas e de investigação regionais, as instituições de negócios e de governo local que usam e gerem os recursos da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango. A ARD, Inc. Implementa esta iniciativa. O presente relatório apresenta-nos o resumo do processo de um levantamento rápido socioecológico na Província do Kuando Kubango. O referido exercício constituíu um esforço conjunto empreendido pelo IRBM e pelo Projecto Cada Rio tem o seu Povo (Every River Has Its People Project) - (ERP), com apoio técnico e com a colaboração da Visão Mundial Internacional Angola (WVI). Estes três parceiros apoiaram a Associação para a Conservação do Ambiente e o Desenvolvimento Rural (ACADIR) a realizar este diagnóstico rápido das condições socioecológicas da Província, de Agosto a Dezembro de Portanto, o presente relatório, preparado pela WVI e IRBM, apresenta a abordagem e os resultados dos levantamentos rápidos em dez comunidades seleccionadas. Página 3 de 16

4 ACRÓNIMOS/ABREVIATURAS ACADIR Associação da Conservação do Ambiente e de Desenvolvimento Rural Integrado Angola ARD ARD, Inc. ASDI Agência Sueca de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional BWF Fórum alargado da Bacia CBNRM Gestão Comunitária dos Recursos Naturais CBO Organização Comunitária CDS Especialista em Desenvolvimento Comunitário DNA Direcção Nacional de Águas, Angola ERP Cada Rio tem o seu Povo - Every River Has Its People Project EPSMO Projecto da Protecção do Ambiente e de Gestão Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango PNUD/GEF Fundo Global para o Ambiente IDP Pessoas deslocadas internamente IRBM Projecto de Gestão Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango KCS Sociedade de Conservação do Kalahari NBSAP Estratégia e Plano de Acção Nacionais para a Biodiversidade Angola OBSC Comité Directivo da Bacia do Okavango OIM Organização Internacional da Migração ONG Organização Não-governamental ORB Bacia Hidrográfica do Okavango OKACOM Comissão Permanente da Água da Bacia Hidrográfica do Okavango PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PRA Diagnóstico Rural Participativo SADC Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral WVI Visão Mundial Internacional Página 4 de 16

5 1.0. Introdução A escassez de água na África Austral constitui uma preocupação crescente. O crescimento demográfico na África Austral e a procura de água para fins domésticos, agrícolas e industriais que lhe é associada, aumentam a pressão nos limitados recursos hídricos. A maioria das bacias hidrográficas da região são compartilhadas por dois ou mais países. O que acontece a montante dos rios e das bacias hidrográficas afecta as populações, a vida selvagem e os ecossistemas a jusante. As respostas e a coordenação regionais devem garantir a distribuição e o uso equitativos dos recursos hídricos no território das bacias hidrográficas. Em 1994, Angola, o Botswana e a Namíbia acordaram em estabelecer a Comissão Permanente da Água da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango (OKACOM), visando objectivos concertados de desenvolvimento dos recursos hídricos regionais na bacia do rio Okavango, e de forma a superar, simultaneamente, as necessidades sociais e económicas dos referidos Estados Ribeirinhos. A abordagem lógica da gestão dos recursos da bacia, com base na alocação equitativa, na gestão ambiental saudável e na utilização sustentável da Bacia são vertentes de um objectivo chave dos esforços da OKACOM. A USAID/África Austral, reconhecendo o compromisso da OKACOM, acordou em apoiar o desenvolvimento institucional da Comissão através do Projecto de Gestão Integrada da Bacia Hidrográfica do Okavango (IRBM). A OKACOM e o seu organismo de assessoria técnica, o Comité Directivo da Bacia do Okavango (OBSC), implementará o IRBM em colaboração com os ministérios governamentais, as organizações não-governamentais no território da bacia, as comunidades, as instituições académicas e de investigação a nível regional, as empresas e os governos locais que utilizam e gerem os recursos da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango. O IRBM colabora com outras iniciativas da bacia, tais como o Projecto de Conservação do Ambiente e Gestão Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango (EPSMO), financiado pelo Fundo Global para o Ambiente a cargo do PNUD (PNUD-GEF) e o Projecto Cada Rio tem o seu Povo (Every River Has Its People - (ERP), apoiado pela Agência Sueca de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional (ASDI), na implementação de actividades de gestão melhorada da Bacia hidrográfica. O IRBM estará ligado e actuará em concertação com várias iniciativas e programas nacionais. O IRBM integra três componentes: Melhorar a capacidade das organizações para gerirem os recursos da bacia hidrográfica; Página 5 de 16

6 Melhorar os sistemas de informação para a gestão da biodiversidade e dos recursos naturais, e; Melhorar a gestão dos recursos naturais pelas comunidades e pelos governos locais. As referidas componentes combinam-se para reforçar a capacidade regional de modo a que haja uma gestão melhorada das bacias hidrográficas seleccionadas. Inseridas nestas três componentes estão três questões transversais dando ênfase à problemática do HIV e SIDA na Bacia, garantindo a participação das mulheres e dos grupos em desvantagem, e promovendo a participação do sector privado. O, o Projecto Cada Rio tem o seu Povo e o Projecto de Conservação do Ambiente e de Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango, financiado pela PNUD-GEF (EPSMO), necessitaram de um levantamento das condições socioecológicas do território Angolano da Bacia, dando ênfase, inicialmente, à Província do Kuando Kubango. Até recentemente, pouco tinha sido publicado sobre a Província mas, através de entrevistas com os funcionários do governo local ficou a saber-se que, devido à guerra, o desenvolvimento social e económico foi mínimo, senão inexistente, e que, em resultado do reordenamento de refugiados na área as pressões ambientais são crescentes. Tomando em conta a vastidão da Bacia no território de Angola, e as lacunas na informação, foi considerado essencial um diagnóstico da situação socioeconómica e ambiental, especialmente para que se determinassem as estratégias comunitárias para o ERP e o IRBM e para apoiar o desenvolvimento do Programa de Acção Estratégico no âmbito do EPSMO. Assim, o ERP e o IRBM, em consulta com o EPSMO, decidiram e acordaram em colaborar na realização do diagnóstico rápido na Província de Kuando Kubango em Angola. O objectivo foi usar os resultados do diagnóstico como apoio ao desenho dos três projectos e providenciar intervenções com base nos recursos naturais, associadas à gestão sustentável da bacia hidrográfica, e que fossem as mais necessárias às comunidades de Angola. Também é importante que haja uma melhor compreensão das abordagens que podem ser usadas, de forma a garantir a participação activa das comunidades ribeirinhas no processo de gestão de recursos. O presente diagnóstico rápido foi uma das cinco prioridades identificadas pelos actores intervenientes no Seminário de Planificação Estratégica das Actividades, realizado em Fevereiro de Especificamente, os actores intervenientes orientaram todos os projectos no âmbito da OKACOM, de forma a adoptarem a avaliação da participação comunitária na gestão dos recursos naturais e na identificação de possíveis abordagens à gestão comunitária dos recursos naturais (CBNRM) em Angola. Página 6 de 16

7 2.0. Objectivos do Diagnóstico Rápido, Hipóteses e Procedimentos Conexos A finalidade da presente actividade foi recolher informações em Kuando-Kubango, Angola, que possam ser integradas com os exíguos dados secundários já existentes de modo a que se possa compreender esta porção da bacia hidrográfica e que sejam relevantes às condições de base das comunidades e ao seu impacto no ambiente ribeirinho imediato. O IRBM e o ERP usarão os resultados do presente diagnóstico para formular as estratégias do projecto que apoia a gestão comunitária dos recursos naturais, para incrementar a participação na gestão da bacia hidrográfica, e aumentar a sensibilização em relação a questões ambientais críticas no território da Bacia. A informação produzida pelo diagnóstico será ainda útil ao EPSMO na finalização dos levantamentos diagnósticos transfronteiriços (TDAs) que contribuirão para a elaboração final do programa de acções estratégicas do projecto (SAP) Metodologia\Abordagem e Resumo das Fases Os três projectos trabalharam em uníssono para realizarem o presente levantamento em Angola com a assistência da Visão Mundial Internacional (WVI), que está familiarizada com as técnicas participativas. A WVI, conjuntamente com o IRBM, desenvolveu uma ferramenta analítica para determinar e recolher as informações necessária. O processo do diagnóstico rápido socioecológico no Kuando-Kubango foi direccionado, principalmente, ao trabalho no terreno seguindo uma abordagem participativa e de transferência de conhecimentos a uma organização nãogovernamental local, a Associação para a Conservação do Ambiente e para o Desenvolvimento Rural (ACADIR). A referida abordagem envolveu as seguintes três fases: Fase 1: Reconhecimento/Exploração Numa primeira parte do diagnóstico rápido, os técnicos do IRBM e da Visão Mundial Internacional (WVI), acompanhados pelo Engenheiro Isidro Pinheiro, Comissário da Comissão Permanente da Água da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango (OKACOM) visitaram Menongue, na Província do Kuando-Kubango, a 3 de Agosto de 2005, para realizarem o exercício de reconhecimento, que foi um exercício com o objectivo de compreender o Kuando Kubango através da análise dos programas do governo já existentes, das ONGs e dos doadores internacionais; e, igualmente, para identificar as preferências e os locais mais interessantes de Kuando-Kubango que podem servir como locais de levantamentos no terreno; e, também, para se identificarem os possíveis constrangimentos logísticos na implementação do Diagnóstico Rápido no terreno. Uma equipa de reconhecimento, integrando a ACADIR, o IRBM e a WVI, teve um encontro e discussões com o Governador, os seus delegados, técnicos de vários departamentos do governo e ONGs em Menongue a fim de: Página 7 de 16

8 Caracterizar, de modo abrangente, as questões ambientais e socioeconómicas; Identificar as áreas prioritárias, tais como as áreas onde os residentes possuem, ou se assume que possuam, capacidades de auto-organização e de governação e de gestão de recursos, as áreas de elevada prioridade do governo local ou nacional, ou as áreas de importância ecológica; Identificar as áreas onde a existência de minas terrestre não tornem o trabalho impossível de se realizar; e Identificar as áreas com as variedades mais interessantes de recursos naturais renováveis. O exercício de reconhecimento revelou que a principal questão na cidade de Menongue, talvez na parte restante da província de Kuando Kubango é a falta de sistemas de abastecimento de água potável e de saneamento básico. Na maioria das áreas, a água para fins domésticos é tirada directamente dos rios. Assim, não é tratada trazendo consigo todos os riscos que daí advêm para a saúde das comunidades. Depois do abastecimento de água e do saneamento, uma das prioridades do governo local é o melhoramento da subsistência dos indivíduos. Sendo o caso de uma área a ressurgir depois da guerra, a maioria das famílias do Kuando-Kubango é pobre, com poucos bens. Conjuntamente com a falta de tecnologias agrícolas melhoradas e de alfaias agrícolas, na maioria dos casos as famílias não têm com que se alimentar. A equipa de reconhecimento, em consulta com a OKACOM e alguns departamentos do governo, identificou dez áreas na Província onde se poderia levar a cabo os diagnósticos rápidos no terreno. 1. Lumeta e Kangamba no Rio Kambumbe (cerca de 5 km de Menongue) 2. Bairro Pandeira, uma zona dentro de Menongue 3. Bairro Azul, uma localidade em Menongue, ao longo do Rio Kwebe 4. São José na antiga Missão Católica (10 km de Memongue, ao longo do Rio Luahuka) 5. Liapeka (cerca de 30 km de Menongue) 6. Kaiundo (cerca de 140km de Menongue) 7. Dirico (município a cerca de 850km de Menongue) 8. Kuangar (município a cerca de 400km de Menongue) 9. Kalai (cerca de 600km a sul de Menongue) 10. Savate (cerca de 210km de Menongue) O Anexo 1 contém um resumo do exercício de reconhecimento. Fase 2: Formação em Diagnóstico Rural Participativo Após o exercício de reconhecimento foi desenhada e realizada uma actividade de formação de uma semana, para quinze (15) participantes (seis de ACADIR, 3 Página 8 de 16

9 membros da Acadir, 3 técnicos de ERP), sete do Fórum da Bacia Alargada, 1 e dois da Visão Mundial Internacional. O Dr. Christophe Asanzi e o Senhor Miguel Kassule, da Visão Mundial, Angola, realizaram a formação. A formação teve como objectivo equipar a comunidade e os representantes da ACADIR com as competências e as técnicas de diagnóstico rural participativo (PRA). As referidas técnicas incluem: triangulação, perfis históricos, diagramas de Venn, calendários sazonais, entrevistas semi-estruturadas, definições de prioridades e de hierarquia, modelos e mapeamento, diagramas de receitas e despesas, e a matriz dos recursos naturais. No fim desta formação aplicada e interactiva, os participantes tiveram a oportunidade de se envolverem numa sessão prática durante a qual tiveram de aplicar e testar as habilidades adquiridas numa sessão de PRA realizada nas comunidades vizinhas de Kangamba e Lumeta. Como preparativo do diagnóstico no terreno, os participantes foram divididos em duas equipas. O Anexo 2 contém o relatório completo do workshop de formação. Fase 3: Diagnóstico Rápido A Visão Mundial Internacional e o IRBM orientaram uma equipa de 15 inquiridores assistentes na realização de inquéritos em dez comunidades na Província de Kuando Kubango. As comunidades foram seleccionadas e acordadas pela ACADIR, IRBM, ERP e WVI. Não havia acesso a algumas das áreas seleccionadas devido à alegada presença de minhas terrestres, de acordo com a Halo Trust International 2. Foram então seleccionadas comunidades alternativas. Os inquéritos foram realizados durante duas semanas e ficaram finalizados a 26 de Agosto de Foram seguidos por uma sessão de feedback (comentários/informação) para que as constatações fossem validadas em Dezembro de 2005 e Janeiro de As equipas de levantamento usaram as técnicas de diagnóstico participativas (PRA) para recolher as informações das comunidades seleccionadas como amostra. As constatações deste levantamento oferecem a orientação sobre possíveis intervenções comunitárias do projecto em Angola. Os resultados dos levantamentos no terreno, combinados com as entrevistas semiestruturadas tidas com funcionários chave do governo central e local, com os representantes de outros projectos regionais, com os técnicos de gestão de organizações voluntárias privadas e ONGs internacionais e nacionais, revelaram o seguinte: A maioria das comunidades vivem com carência dos serviços básicos: água potável, alimentação e serviços de saúde; 1Um grupo da comunidade estabelecida pelo Projecto Cada Rio tem o seu Povo, para representar as comunidades ribeirinhas de Kuando Kubango em Angola 2 Uma ONG Internacional envolvida nas operações de desminagem em Angola Página 9 de 16

10 A maioria dos residentes são camponeses agricultores mas devido à falta de sementes de boa qualidade de variedades agrícolas melhoradas, aos solos pobres e à falta de tecnologias agrícolas modernas, as comunidades estão a atravessar períodos de carências alimentares. Em resultado desta situação exercem grande pressão no ambiente para compensarem a falta de alimentos. Os residentes das comunidades abatem as florestas para terem lenha e carvão de madeira (para fins de subsistência e comerciais); caçam os animais selvagens para obterem carne; colhem o mel e outros frutos silvestres nas florestas; Os rios são os recursos que sofrem mais pressão visto que dão a água para todas as espécies de necessidades; A maioria dos residentes das comunidades possuem capacidades e competências limitadas em termos da gestão dos recursos naturais; Com a sua grande variedade de recursos naturais, a Província oferece um elevado potencial na área do turismo. O maior impedimento tem sido a guerra, que deixou muitos locais com minas terrestres, populações deslocadas e que interrompeu vários programas de desenvolvimento na Província; As normas e a legislação ambientais estão em vigor mas as populações têm uma fraca sensibilização e compreensão da legislação. Por outro lado, a aplicação da legislação e das normas ambientais deve ser reforçada; e Parece não haver pontos centrais para a destruição do lixo; o lixo é destruído de modo desordenado. Os municípios estão frustrados pela falta de recursos para a recolha e a destruição do lixo. O Anexo 3 contém os detalhes do diagnóstico rápido nas dez comunidades Constrangimentos A equipa teve de superar vários constrangimentos durante o exercício de reconhecimento e dos diagnósticos PRA, incluindo: Alguns funcionários e representantes das ONGs, embora essenciais para o exercício não estiveram disponíveis durante a visita; As barreiras impostas pela língua constituem um enorme impedimento para os membros da equipa que não falam Português. Por outro lado, a equipa teve de realizar os inquéritos nas línguas locais (não em Português) no caso de algumas das comunidades; Não há acesso a certas áreas devido ao mau estado das estradas e/ou minas terrestres; e A maioria das pessoas treinadas não tinha quaisquer conhecimentos em matéria de levantamentos/investigação, o que fez com que a sua compreensão e aplicação fossem mais lentas. Página 10 de 16

11 5.0. Conclusão e Recomendações As recomendações esboçadas abaixo têm como fundamento as constatações do Diagnóstico Rápido Participativo nas comunidades, o exercício de reconhecimento, e as observações feitas pela equipa de levantamento durante a visita ao Kuando- Kubango. A diversificação das opções económicas deve ser uma prioridade na elaboração dos programas, talvez dando apoio ao desenvolvimento de empresas. Devem, igualmente, ser desenvolvidos os projectos de desenvolvimento comunitário. Em vista das condições prevalecentes em termos do abastecimento de água, do saneamento básico, e da dependência total dos rios no Kuando-Kubango, um projecto comunitário integrado deve ser direccionado à gestão da bacia hidrográfica com sistemas de abastecimento de água e saneamento, e com uma actividade de geração de rendimentos. A capacitação de todos os departamentos do governo local deve ser uma prioridade, a fim de garantir o desempenho eficaz e a assistência técnica adequada às comunidades. A criação e o reforço das instituições comunitárias tais como comissões de desenvolvimento da aldeia e associações de agricultores apoiarão os residentes locais a gerir os projectos de desenvolvimento nas suas comunidades. Os esforços positivos devem ser apoiados e reforçados. Por exemplo, o Departamento do Ambiente deu início a um programa de conservação da biodiversidade. As acções no domínio ambiental e a legislação relativa ao ambiente estão a ser introduzidas nalgumas escolas, igrejas e comunidades. Vinte e seis grupos e vários jovens já receberam formação sobre o modo de gerir efectivamente o ambiente. Trabalham com estudantes, professores e líderes tradicionais. Recomenda-se ao IRBM e ao ERP o apoio a iniciativas relevantes. Os programas para o estabelecimento e a reabilitação de reservas florestais, utilizando o envolvimento da comunidade necessitam de apoio. Espécies específicas de madeiras, tais como Girassonde, estão à beira de extinção e necessitam de abordagens de gestão e de conservação sustentáveis. O Kuando-Kubango (Menongue, em particular) necessita de um sistema de água potável e de um plano urbanístico adequado. O Departamento do Ambiente local, responsável por conceder licenças para a construção de casas em Menongue, deu início a um programa de reordenamento das populações afastando-as do rio. As pessoas recebem talhões para a construção das suas casas noutra área da cidade, onde a administração local já está estabelecida e o reflorestamento está planeado. Esta iniciativa podia ser apoiada e reforçada. Página 11 de 16

12 Devem ser introduzidos programas direccionados a mudanças de comportamento, associados com o melhoramento das condições de saúde. Deve-se ter em atenção a compreensão das atitudes que limitam o uso de técnicas e tecnologias melhoradas, tais como a introdução de latrinas melhoradas e a gestão do lixo. A agricultura é a principal fonte de rendimentos para a população do Kuando Kubango. Os pequenos agricultores devem ser apoiados para que se organizem em associações de forma a poderem receber os benefícios dos serviços de extensão e da assistência técnica. A Organização Internacional para a Migração, em parceria com a ACADIR tem planos de assistência aos agricultores por meio de crédito (dinheiro) para a compra de motobombas, e, para assim poderem produzir produtos hortícolas. O Kuando-Kubango necessita de instalações vocacionadas para o combate ao HIV e SIDA. Um centro de aconselhamento e de testagem seria ideal como um ponto de início. Devia ser realizada uma sessão de informação (feedback) com as comunidades inquiridas para se validar as constatações, preencher lacunas de informação e construir um relacionamento estreito com as comunidades. Esta actividade poderia ter a duração de uma semana e podia ser realizada pela ACADIR com o apoio da WVI. Diversos comentários úteis O IRBM deve providenciar em Menongue, um escritório-sede do projecto com as necessárias facilidades tais como, computadores, internet, e telefones. O ERP já tem uma sede embora o escritório ainda não esteja completamente equipado. A ACADIR possui somente uma viatura que foi adquirida através do ERP. A referida viatura está sobre-utilizada. O IRBM precisa de examinar as possibilidades de providenciar uma viatura para a implementação dos seus projectos e actividades. Terá de ser uma viatura de tracção a quatro rodas. (4x4). A Província é caracterizada pelas suas infra-estruturas inadequadas: estradas extremamente más (especialmente quando nos afastamos de Menongue). As minas terrestres são um dos maiores constrangimentos e perigos para quem viaja na Província. Uma ONG internacional, Halo Trust, é responsável pelas actividades de desminagem na província de Kuando Kubango. Possuem mapas que ilustram a situação geral das estradas e de outros locais onde se suspeita, ou se conhece, que existam campos de minas. Têm relatórios sobre Página 12 de 16

13 áreas específicas com mapas que indicam a localização das zonas minadas na Província. O sistema de telecomunicações não oferece confiança. Em Menongue, a Angola Telecom (o serviço de telefones nacional) está presente mas não é eficiente. Os telefones muitas vezes não funcionam. A rede de telemóveis Unitel opera em Menongue mas é muito cara. A maioria das ONGs internacionais e de outras organizações presentes na área usam o sistema de rádio com unidades móveis instaladas nas respectivas viaturas. A electricidade em Menongue e noutros locais da província é produzida através de geradores. Menongue é a sede da maioria das ONGs. Tem um hospital principal, algumas escolas, dois bancos em funcionamento, um hotel, algumas casas de hóspedes e uma variedade limitada de restaurantes. Página 13 de 16

14 6.0. Fotografias 1. A equipa de reconhecimento 2. Formação em PRA, Miguel Kassule 3. Lazer, Kuebe River 4. Actividades comunitárias do dia a dia,liapeka 5. Processo de reconhecimento, Tracy Molefi - IRBM 6. Queimadas, Liapeka Página 14 de 16

15 7. Poço de construção manual, Bairro Azul 8. Problema do lixo, à volta do rio Kuebe 9. Agricultura em pequena escala, ao longo do rio Kuebe 10. Actividades de geração de rendimentos, produção de tijolos e recolha de pedra Página 15 de 16

16 7.0. Anexos Anexo 1: Relatório do exercício de Reconhecimento Anexo 2: Relatório da Formação em PRA Anexo 3: Levantamento através de PRA em dez (10) comunidades, nomeadamente, Bairro Azul, São José, Lumeta, Kangamba, Pandeira, Liapeka, Dirico, Kalei, Kaiundu e Kuangar. Página 16 de 16

CURSO DE PARTICIPAÇÃO DE GRUPOS DE INTERESSE

CURSO DE PARTICIPAÇÃO DE GRUPOS DE INTERESSE CURSO DE PARTICIPAÇÃO DE GRUPOS DE INTERESSE CASO DE ESTUDO D: GESTÃO REGIONAL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO OKAVANGO Ligando a Governação a Alto Nível com as Comunidades Locais TÓPICOS PRINCIPAIS Este caso

Leia mais

Termos de Referência

Termos de Referência MAPEAMENTO DE PARTES INTERESSADAS (PARCEIROS E DOADORES) Termos de Referência 1. Contexto O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) tem vindo a trabalhar em Moçambique desde os meados dos anos 90 em áreas-chave

Leia mais

Consultoria Para Mapeamento os Actores e Serviços de Apoio as Mulheres Vitimas de Violência no País 60 dias

Consultoria Para Mapeamento os Actores e Serviços de Apoio as Mulheres Vitimas de Violência no País 60 dias TERMO DE REFERÊNCIA Consultoria Para Mapeamento os Actores e Serviços de Apoio as Mulheres Vitimas de Violência no País 60 dias 1. Contexto e Justificação O Programa conjunto sobre o Empoderamento da Mulher

Leia mais

6º Fórum Mundial da Água

6º Fórum Mundial da Água 6º Fórum Mundial da Água A gestão integrada de recursos hídricos e de águas residuais em São Tomé e Príncipe como suporte da segurança alimentar, energética e ambiental Eng.ª Lígia Barros Directora Geral

Leia mais

Integração de uma abordagem de género na gestão de recursos hídricos e fundiários Documento de Posição de organizações e redes dos PALOPs

Integração de uma abordagem de género na gestão de recursos hídricos e fundiários Documento de Posição de organizações e redes dos PALOPs Integração de uma abordagem de género na gestão de recursos hídricos e fundiários Documento de Posição de organizações e redes dos PALOPs Isabel Dinis, ACTUAR Lisboa, 3 de Junho de 2010 ACTUAR - ASSOCIAÇÃO

Leia mais

ALIANÇA ESTRATÉGICA DA SAÚDE E AMBIENTE PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE LIBREVILLE

ALIANÇA ESTRATÉGICA DA SAÚDE E AMBIENTE PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE LIBREVILLE ALIANÇA ESTRATÉGICA DA SAÚDE E AMBIENTE PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE LIBREVILLE Projecto IMCHE/2/CP2 1 ALIANÇA ESTRATÉGICA DA SAÚDE E AMBIENTE PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE LIBREVILLE

Leia mais

TERMOS DE REFERÊNCIA PARA A CONTRATAÇÃO DE UM CONSULTOR PARA PRESTAR APOIO ÀS ACTIVIDADES ELEITORAIS EM MOÇAMBIQUE

TERMOS DE REFERÊNCIA PARA A CONTRATAÇÃO DE UM CONSULTOR PARA PRESTAR APOIO ÀS ACTIVIDADES ELEITORAIS EM MOÇAMBIQUE TERMOS DE REFERÊNCIA PARA A CONTRATAÇÃO DE UM CONSULTOR PARA PRESTAR APOIO ÀS ACTIVIDADES ELEITORAIS EM MOÇAMBIQUE Local de trabalho: Maputo, Moçambique Duração do contrato: Três (3) meses: Novembro 2011

Leia mais

MINISTÉRIO DO TRABALHO, FORMAÇÃO PROFISSIONAL E SOLIDARIEDADE SOCIAL

MINISTÉRIO DO TRABALHO, FORMAÇÃO PROFISSIONAL E SOLIDARIEDADE SOCIAL MINISTÉRIO DO TRABALHO, FORMAÇÃO PROFISSIONAL E SOLIDARIEDADE SOCIAL PROGRAMA NACIONAL DE LUTA CONTRA A POBREZA (PNLP) PROGRAMA DE LUTA CONTRA A POBREZA NO MEIO RURAL(PLPR) C.P. 236, Praia, Tel.: 238/61-36-50,

Leia mais

Capítulo 10 ABORDAGEM INTEGRADA DO PLANEJAMENTO E DO GERENCIAMENTO DOS RECURSOS TERRESTRES

Capítulo 10 ABORDAGEM INTEGRADA DO PLANEJAMENTO E DO GERENCIAMENTO DOS RECURSOS TERRESTRES Capítulo 10 ABORDAGEM INTEGRADA DO PLANEJAMENTO E DO GERENCIAMENTO DOS RECURSOS TERRESTRES Introdução 10.1. A terra costuma ser definida como uma entidade física, em termos de sua topografia e sua natureza

Leia mais

REDE LUTA CONTRA POBREZA URBANA RLCPU PLANO ESTRATÉGICO,2015-2017

REDE LUTA CONTRA POBREZA URBANA RLCPU PLANO ESTRATÉGICO,2015-2017 REDE LUTA CONTRA POBREZA URBANA RLCPU PLANO ESTRATÉGICO,2015-2017 Adão Augusto, Consultor 12-02-2015 1. Contextualização. Os projectos sociais fazem parte de um sistema complexo de relações que envolvem

Leia mais

(2006/C 297/02) considerando o seguinte: constatando que:

(2006/C 297/02) considerando o seguinte: constatando que: C 297/6 Resolução do Conselho e dos Representantes Governos dos Estados-Membros, reunidos no Conselho, relativa à realização dos objectivos comuns em matéria de participação e informação dos jovens para

Leia mais

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS Resumo da Agenda 21 CAPÍTULO 1 - Preâmbulo Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS CAPÍTULO 2 - Cooperação internacional para acelerar o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento e políticas

Leia mais

TERMOS DE REFERÊNCIA

TERMOS DE REFERÊNCIA TERMOS DE REFERÊNCIA REALIZAÇÃO DE UM ESTUDO DE MERCADO PARA IDENTIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE POSSÍVEIS ACTIVIDADES GERADORAS DE RENDIMENTO NOS MUNICIPIOS DE KUITO E ANDULO, PROVINCIA DE BIÉ, ANGOLA

Leia mais

Addis Ababa, ETHIOPIA P. O. Box 3243 Telephone 517 Fax: 517844

Addis Ababa, ETHIOPIA P. O. Box 3243 Telephone 517 Fax: 517844 SA11715 AFRICAN UNION UNION AFRICAINE UNIÃO AFRICANA Addis Ababa, ETHIOPIA P. O. Box 3243 Telephone 517 Fax: 517844 MECANISMO REVISTO DE ACOMPANHAMENTO DA IMPLEMENTAÇÃO, MONITORIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DO PLANO

Leia mais

Mapeando uma Estratégia de Advocacia

Mapeando uma Estratégia de Advocacia Mapeando uma Estratégia de Advocacia Tomando em consideração os limites de tempo e recursos dos implementadores, as ferramentas da série Straight to the Point (Directo ao Ponto), da Pathfinder International,

Leia mais

AS ENERGIAS RENOVÁVEIS EM ANGOLA: DESAFIOS E OPORTUNIDADES

AS ENERGIAS RENOVÁVEIS EM ANGOLA: DESAFIOS E OPORTUNIDADES AS ENERGIAS RENOVÁVEIS EM ANGOLA: DESAFIOS E OPORTUNIDADES Engª Sandra Cristóvão Directora Nacional de Energias Renováveis Ministério da Energia e Águas Luanda, 24 a 27 de Setembro de 2013 CONFERÊNCIA

Leia mais

Estratégia de parceria global da IBIS 2012. Estratégia de parceria global da IBIS

Estratégia de parceria global da IBIS 2012. Estratégia de parceria global da IBIS Estratégia de parceria global da IBIS Aprovada pelo conselho da IBIS, Agosto de 2008 1 Introdução A Visão da IBIS 2012 realça a importância de estabelecer parcerias com diferentes tipos de organizações

Leia mais

As trabalham directamente com as questões de saúde ambiental e podem disponibilizar formação, materiais e outros tipos de apoio.

As trabalham directamente com as questões de saúde ambiental e podem disponibilizar formação, materiais e outros tipos de apoio. Apresentamos aqui uma selecção de organizações, materiais impressos e recursos da internet que podem fornecer alguma informação útil sobre saúde ambiental. Listámos as organizações e os materiais que são

Leia mais

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 3 COMBATE À POBREZA ÁREA DE PROGRAMAS

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 3 COMBATE À POBREZA ÁREA DE PROGRAMAS CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 3 COMBATE À POBREZA ÁREA DE PROGRAMAS Capacitação dos pobres para a obtenção de meios de subsistência sustentáveis Base para

Leia mais

Como elaborar um plano de divulgação para a expansão das abordagens de MIFS

Como elaborar um plano de divulgação para a expansão das abordagens de MIFS Como elaborar um plano de divulgação para a expansão das abordagens de MIFS Um bom plano de divulgação deverá assegurar que todos os envolvidos estão a par do que está a ser proposto e do que irá acontecer

Leia mais

PROJECTO DESENVOLVENDO NEGÓCIOS SUSTENTÁVEIS

PROJECTO DESENVOLVENDO NEGÓCIOS SUSTENTÁVEIS Projecto do PNUD financiado pela Cooperação Espanhola Ministério da Hotelaria e Turismo República de Angola Angola PROJECTO DESENVOLVENDO NEGÓCIOS SUSTENTÁVEIS SEMINÁRIO PNUD / CNUCED "GESTÃO DE PROJECTOS

Leia mais

COMISSÃO DA BACIA DO ZAMBEZE OPORTUNIDADES DE EMPREGO

COMISSÃO DA BACIA DO ZAMBEZE OPORTUNIDADES DE EMPREGO COMISSÃO DA BACIA DO ZAMBEZE OPORTUNIDADES DE EMPREGO Instituição: Comissão da Bacia do Zambeze (ZAMCOM) Local de Trabalho: Harare, Zimbabwe Duração: Inicialmente um ano com possibilidade de renovação

Leia mais

Excelência Senhor presidente da COP 19 Excelências distintos chefes de delegações aqui presentes Minhas senhoras e meus senhores (1)

Excelência Senhor presidente da COP 19 Excelências distintos chefes de delegações aqui presentes Minhas senhoras e meus senhores (1) Excelência Senhor presidente da COP 19 Excelências distintos chefes de delegações aqui presentes Minhas senhoras e meus senhores (1) Permitam que em nome do Governo de Angola e de Sua Excelência Presidente

Leia mais

ALIANÇA ESTRATÉGICA DA SAÚDE E AMBIENTE PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE LIBREVILLE

ALIANÇA ESTRATÉGICA DA SAÚDE E AMBIENTE PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE LIBREVILLE ALIANÇA ESTRATÉGICA DA SAÚDE E AMBIENTE PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE LIBREVILLE Adoptada pelos Ministros da Saúde e Ministros do Ambiente na Segunda Conferência Interministerial sobre Saúde e

Leia mais

CARTA DAS ONGD EUROPEIAS

CARTA DAS ONGD EUROPEIAS CARTA DAS ONGD EUROPEIAS Princípios Básicos do Desenvolvimento e da Ajuda Humanitária das ONGD da União Europeia O Comité de Liaison das ONG de Desenvolvimento da UE O Comité de Liaison ONGD-UE representa,

Leia mais

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO PARA A COORDENAÇÃO DA ACÇÃO AMBIENTAL

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO PARA A COORDENAÇÃO DA ACÇÃO AMBIENTAL REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO PARA A COORDENAÇÃO DA ACÇÃO AMBIENTAL Relatório dos seminários de definição das prioridades do GEF 5 para Moçambique 1. INTRODUÇÃO Moçambique beneficiou- se dos fundos

Leia mais

I.INTRODUÇÃO 1.1 CONTEXTO E JUSTIFICAÇÃO

I.INTRODUÇÃO 1.1 CONTEXTO E JUSTIFICAÇÃO TERMO DE REFERÊNCIA PARA RECRUTAMENTO DE UM CONSULTOR INDIVIDUAL A CARGO DE REALIZAÇÃO DO PERFIL DE GÉNERO EM AGRICULTURA DAS ZONAS DE INTERVENÇÃO DO PRIASA I.INTRODUÇÃO 1.1 CONTEXTO E JUSTIFICAÇÃO O Projeto

Leia mais

2º Fórum Lusófono de Mulheres em Postos de Tomada de Decisão Luanda, 17-18 de Julho 2002

2º Fórum Lusófono de Mulheres em Postos de Tomada de Decisão Luanda, 17-18 de Julho 2002 2º Fórum Lusófono de Mulheres em Postos de Tomada de Decisão Luanda, 17-18 de Julho 2002 Tema: A Situação Actual da Educação das Jovens e Mulheres Leontina Virgínia Sarmento dos Muchangos Direcção Nacional

Leia mais

1. Promover a melhoria das condições de vida das população das áreas susceptíveis

1. Promover a melhoria das condições de vida das população das áreas susceptíveis CNCCD -PROPOSTA DE PROGRAMA DE ACÇÃO NACIONAL DE COMBATE À DESERTIFICAÇÃO 2011 / 2020 1. Promover a melhoria das condições de vida das população das áreas susceptíveis 1- Promover a melhoria das condições

Leia mais

Apresentado por: Miquelina Menezes Maputo, 17 de Novembro de 2011

Apresentado por: Miquelina Menezes Maputo, 17 de Novembro de 2011 Energia Para Moçambique Análise do potencial do país no âmbito da geração de energias renováveis e revisão dos projectos de energia solar, eólica, hídrica, biomassa e biodiesel Apresentado por: Miquelina

Leia mais

Contribuição de Hidroeléctricas e Barragens para o Desenvolvimento Sustentável em África

Contribuição de Hidroeléctricas e Barragens para o Desenvolvimento Sustentável em África Contribuição de Hidroeléctricas e Barragens para o Desenvolvimento Sustentável em África Madalena Dray Consultora Socio-Ambiental Luanda, 24 a 27 de Setembro de 2013 CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE ENERGIA

Leia mais

Projetos Internacionais

Projetos Internacionais Projetos Internacionais Projetos Nacionais de Desenvolvimento Nacional de Água (I e II) - Banco Mundial (IDA) Cerca de 130 milhões USD (1998-2007) para a produção de água em zonas rurais e urbanas e para

Leia mais

CARTA DE OTTAWA. PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986

CARTA DE OTTAWA. PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986 CARTA DE OTTAWA PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986 A Primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, realizada em Ottawa, Canadá, em novembro

Leia mais

TORs da Avaliação do CCF Julho, 2014

TORs da Avaliação do CCF Julho, 2014 1. CONTEXTO AVALIAÇÃO DO CENTRO CRIANÇA FELIZ Termos de Referência O projecto Centro Criança Feliz é uma iniciativa da IBIS Moçambique, concebida e por si implementada desde 2008. O projecto surgiu no

Leia mais

Nos estúdios encontram-se um entrevistador (da rádio ou da televisão) e um representante do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural

Nos estúdios encontram-se um entrevistador (da rádio ou da televisão) e um representante do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural Guião de Programa de Rádio e Televisão Tema: Redução de Emissões de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) Nos estúdios encontram-se um entrevistador (da rádio ou da televisão) e um representante

Leia mais

A PROMOÇÃO DA SAÚDE A CARTA DE OTTAWA

A PROMOÇÃO DA SAÚDE A CARTA DE OTTAWA A PROMOÇÃO DA SAÚDE A CARTA DE OTTAWA A primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, realizada em Ottawa em 21 de Novembro de 1986, aprovou a presente Carta, que contém as orientações para

Leia mais

Temas: Recomendações: Observações:

Temas: Recomendações: Observações: TI12653 CONFERÊNCIA DA UA DOS MINISTROS DA INDÚSTRIA (CAMI) Recomendações da 18 a Sessão Ordinária da Conferência dos Ministros da Indústria da UA (CAMI 18) a Nível de Altos Funcionários Durban, República

Leia mais

CONFERÊNCIA: O futuro dos territórios rurais. - Desenvolvimento Local de Base Comunitária. Painel 1: Coesão e Sustentabilidade Territorial

CONFERÊNCIA: O futuro dos territórios rurais. - Desenvolvimento Local de Base Comunitária. Painel 1: Coesão e Sustentabilidade Territorial Painel 1: Coesão e Sustentabilidade Territorial 5 Augusto Ferreira Departamento Técnico - CONFAGRI MINHA TERRA - Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local 20.Set.2013 Hotel da Estrela

Leia mais

Os principais constrangimentos, recomendações e sinergias emanados do Annual Review mee9ng

Os principais constrangimentos, recomendações e sinergias emanados do Annual Review mee9ng Os principais constrangimentos, recomendações e sinergias emanados do Annual Review mee9ng CONSTRANGIMENTOS (i) Coordenação A não sistematização dos encontros de concertação entre as instituições do governo

Leia mais

O que é a adaptação às mudanças climáticas?

O que é a adaptação às mudanças climáticas? Síntese da CARE Internacional sobre Mudanças Climáticas O que é a adaptação às mudanças climáticas? As mudanças climáticas colocam uma ameaça sem precedentes a pessoas vivendo nos países em desenvolvimento

Leia mais

Plano Municipal de Promoção das Acessibilidades (PMPA)

Plano Municipal de Promoção das Acessibilidades (PMPA) Plano Municipal de Promoção das Acessibilidades (PMPA) Definições O Plano Municipal de Promoção das Acessibilidades irá conter um programa das intenções necessárias para assegurar a acessibilidade física

Leia mais

ANÚNCIO DE VAGA DESCRIÇÃO DO POSTO. Junho de 2012.

ANÚNCIO DE VAGA DESCRIÇÃO DO POSTO. Junho de 2012. ANÚNCIO DE VAGA DESCRIÇÃO DO POSTO Posição: Director Executivo Programa Inter Religioso Contra a Malária (PIRCOM) Projecto Academy for Educational Development/Communication for Change (C Change) Supervisor:

Leia mais

Processo nº2-responsável de Projetos (2 vagas Empresas diferentes)

Processo nº2-responsável de Projetos (2 vagas Empresas diferentes) Processo nº1-project Manager Construction Company Engenheiro Civil para ser Gerente de Projetos - Experiência de 5 anos em empresas relevantes (construção); Alto nível de habilidades organizacionais e

Leia mais

ACORDO DE PLANEAMENTO ESTRATÉGICO PARA O DESENVOLVIMENTO ENTRE O GOVERNO DE TIMOR-LESTE O GOVERNO DA AUSTRÁLIA. Novembro de 2011

ACORDO DE PLANEAMENTO ESTRATÉGICO PARA O DESENVOLVIMENTO ENTRE O GOVERNO DE TIMOR-LESTE O GOVERNO DA AUSTRÁLIA. Novembro de 2011 ACORDO DE PLANEAMENTO ESTRATÉGICO PARA O DESENVOLVIMENTO ENTRE O GOVERNO DE TIMOR-LESTE E O GOVERNO DA AUSTRÁLIA Novembro de 2011 Acordo de planeamento estratégico para o desenvolvimento Timor-Leste Austrália

Leia mais

ARTIGO TÉCNICO. Os objectivos do Projecto passam por:

ARTIGO TÉCNICO. Os objectivos do Projecto passam por: A metodologia do Projecto SMART MED PARKS ARTIGO TÉCNICO O Projecto SMART MED PARKS teve o seu início em Fevereiro de 2013, com o objetivo de facultar uma ferramenta analítica de confiança para apoiar

Leia mais

PRINCÍPIOS DO RIO. Princípio 1

PRINCÍPIOS DO RIO. Princípio 1 PRINCÍPIOS DO RIO António Gonçalves Henriques Princípio 1 Os seres humanos são o centro das preocupações para o desenvolvimento sustentável. Eles têm direito a uma vida saudável e produtiva em harmonia

Leia mais

O Programa de Desenvolvimento Municipal de Maputo e a ESTÃO MUNICIPAL DO SOLO URBANO

O Programa de Desenvolvimento Municipal de Maputo e a ESTÃO MUNICIPAL DO SOLO URBANO Painel 2: Serviço público de excelência casos de sucesso na Administração Pública O Programa de Desenvolvimento Municipal de Maputo e a ESTÃO MUNICIPAL DO SOLO URBANO 08 de Outubro de 2010 Visão da Cidade

Leia mais

Programa de Desenvolvimento Social

Programa de Desenvolvimento Social Programa de Desenvolvimento Social Introdução A Portucel Moçambique assumiu um compromisso com o governo moçambicano de investir 40 milhões de dólares norte-americanos para a melhoria das condições de

Leia mais

Elaboração de Planos Estratégicos gerais de Formação de quadros de funcionarios municipais

Elaboração de Planos Estratégicos gerais de Formação de quadros de funcionarios municipais TERMOS DE REFERÊNCIA Elaboração de Planos Estratégicos gerais de Formação de quadros de funcionarios municipais 1. ANTECEDENTES A Fundação IEPALA tem assinado com a Agencia Espanhola de Cooperação Internacional

Leia mais

APÊNDICE C DIRETRIZES VOLUNTÁRIAS PARA A INTEGRAÇÃO DA BIODIVERSIDADE NAS POLÍTICAS, PROGRAMAS E PLANOS DE AÇÃO NACIONAIS E REGIONAIS DE NUTRIÇÃO

APÊNDICE C DIRETRIZES VOLUNTÁRIAS PARA A INTEGRAÇÃO DA BIODIVERSIDADE NAS POLÍTICAS, PROGRAMAS E PLANOS DE AÇÃO NACIONAIS E REGIONAIS DE NUTRIÇÃO APÊNDICE C DIRETRIZES VOLUNTÁRIAS PARA A INTEGRAÇÃO DA BIODIVERSIDADE NAS POLÍTICAS, PROGRAMAS E PLANOS DE AÇÃO NACIONAIS E REGIONAIS DE NUTRIÇÃO Objetivo O objetivo das Diretrizes é apoiar os países a

Leia mais

Estabelecendo Prioridades para Advocacia

Estabelecendo Prioridades para Advocacia Estabelecendo Prioridades para Advocacia Tomando em consideração os limites de tempo e recursos dos implementadores, as ferramentas da série Straight to the Point (Directo ao Ponto), da Pathfinder International,

Leia mais

O VALOR DAS VERDADEIRAS PARCERIAS PARA O REFORÇO DAS CAPACIDADAES LOCAIS: A EXPERIÊNCIA DO FOJASSIDA. Pretoria Africa du Sul

O VALOR DAS VERDADEIRAS PARCERIAS PARA O REFORÇO DAS CAPACIDADAES LOCAIS: A EXPERIÊNCIA DO FOJASSIDA. Pretoria Africa du Sul O VALOR DAS VERDADEIRAS PARCERIAS PARA O REFORÇO DAS CAPACIDADAES LOCAIS: A EXPERIÊNCIA DO FOJASSIDA Pretoria Africa du Sul Conteúdo 1. Apresentação da FOJASSIDA 2. Introdução 3. Diferentes formas de parcerias

Leia mais

Ministério da Ciência e Tecnologia

Ministério da Ciência e Tecnologia Ministério da Ciência e Tecnologia Conselho de Ministros DECRETO nº.../07 de... de... Considerando que as aplicações pacíficas de energia atómica assumem cada vez mais um papel significativo no desenvolvimento

Leia mais

GOVERNO. Orçamento Cidadão 2015

GOVERNO. Orçamento Cidadão 2015 REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE GOVERNO Orçamento Cidadão 2015 Os recursos públicos do Estado são recursos públicos do povo e para o povo, condição que dá ao cidadão o direito de saber como

Leia mais

1.1. Antecedentes do Estudo

1.1. Antecedentes do Estudo CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO 1.1. Antecedentes do Estudo 1.1.1. Antecedentes do Estudo A estrutura básica do Programa de Cooperação Triangular para o Desenvolvimento Agrícola da Savana Tropical em Moçambique

Leia mais

Projecto de Apoio Institucional aos Sectores de Águas e Saneamento no âmbito do 10º Fundo Europeu de Desenvolvimento (10.ACP.ANG.

Projecto de Apoio Institucional aos Sectores de Águas e Saneamento no âmbito do 10º Fundo Europeu de Desenvolvimento (10.ACP.ANG. Projecto de Apoio Institucional aos Sectores de Águas e Saneamento no âmbito do 10º Fundo Europeu de Desenvolvimento (10.ACP.ANG.01) PAISAS VISÃO GERAL - 1 COMPONENTES - Informação Chave do Projecto ConMngências

Leia mais

Testes de Diagnóstico

Testes de Diagnóstico INOVAÇÃO E TECNOLOGIA NA FORMAÇÃO AGRÍCOLA agrinov.ajap.pt Coordenação Técnica: Associação dos Jovens Agricultores de Portugal Coordenação Científica: Miguel de Castro Neto Instituto Superior de Estatística

Leia mais

Uma agenda para a mudança: conseguir acesso universal à água, ao saneamento e à higiene (WASH) até 2030.

Uma agenda para a mudança: conseguir acesso universal à água, ao saneamento e à higiene (WASH) até 2030. Uma agenda para a mudança: conseguir acesso universal à água, ao saneamento e à higiene (WASH) até 2030. O acordo sobre uma meta do Objectivo de Desenvolvimento Sustentável relativamente ao acesso universal

Leia mais

SERVIÇOS BÁSICOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E SANEAMENTO

SERVIÇOS BÁSICOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E SANEAMENTO SERVIÇOS BÁSICOS DE ABASTECIMENTO ASSUNTOS-CHAVE DE ÁGUA E SANEAMENTO Princípios Institucionais e de Gestão RESPOSTAS POSSIVEIS As alterações dos objectivos políticos e dos factores económicos ocorridos

Leia mais

Introdução 02. CRER Metodologia Integrada de Apoio ao Empreendedor 04. Passos para criação do CRER Centro de Recursos e Experimentação 05

Introdução 02. CRER Metodologia Integrada de Apoio ao Empreendedor 04. Passos para criação do CRER Centro de Recursos e Experimentação 05 criação de empresas em espaço rural guia metodológico para criação e apropriação 0 Introdução 02 O que é o CRER 03 CRER Centro de Recursos e Experimentação 03 CRER Metodologia Integrada de Apoio ao Empreendedor

Leia mais

CURSO SOBRE PARTICIPAÇÃO DE GRUPOS DE INTERESSE

CURSO SOBRE PARTICIPAÇÃO DE GRUPOS DE INTERESSE CURSO SOBRE PARTICIPAÇÃO DE GRUPOS DE INTERESSE CENÁRIO: GESTÃO COLABORATIVA DE PESCAS Este caso de estudo é largamente fictício e foi baseado em Horrill, J.C., n.d. Collaborative Fisheries Management

Leia mais

TCP/INT/3201 Termos de Referência Consultoria Nacional São Tomé

TCP/INT/3201 Termos de Referência Consultoria Nacional São Tomé TCP/INT/3201 Termos de Referência Consultoria Nacional São Tomé Essa consultoria nacional enquadra-se no âmbito do Projecto de Cooperação Técnica CPLP/FAO TCP/INT/3201 para assessorar o Comité Nacional

Leia mais

Entrevista à Coordenadora Nacional do PAR Programa de Apoio à Reconstrução Por Pedro Cardoso (Jornalista), 2004

Entrevista à Coordenadora Nacional do PAR Programa de Apoio à Reconstrução Por Pedro Cardoso (Jornalista), 2004 Entrevista à Coordenadora Nacional do PAR Programa de Apoio à Reconstrução Por Pedro Cardoso (Jornalista), 2004 Podíamos estar muito mais longe do que estamos, revela a Coordenadora Nacional do PAR em

Leia mais

Plano de Atividades 2014. www.andonicanela.com

Plano de Atividades 2014. www.andonicanela.com Plano de Atividades 2014 (Revisão) www.andonicanela.com PROGRAMA DE ACTIVIDADES 2014 REVISTO INTRODUÇÃO e VERTENTE ESTRATÉGICA A LPN como a mais antiga e mais consistente organização não governamental

Leia mais

Capítulo 15. Impactos Cumulativos

Capítulo 15. Impactos Cumulativos Capítulo 15 Impactos Cumulativos ÍNDICE 15 IMPACTOS CUMULATIVOS 15-1 15.1 INTRODUÇÃO 15-1 15.1.1 Limitações e Mitigação 15-1 15.1.2 Recursos e Receptores Potenciais 15-3 15.2 IMPACTO CUMULATIVO DA ZONA

Leia mais

TERMOS DE REFERÊNCIA PARA INTEGRAR POOL DE VOLUNTÁRIOS INTERNACIONAIS PARA MISSÕES DE EMERGÊNCIA

TERMOS DE REFERÊNCIA PARA INTEGRAR POOL DE VOLUNTÁRIOS INTERNACIONAIS PARA MISSÕES DE EMERGÊNCIA TERMOS DE REFERÊNCIA PARA INTEGRAR POOL DE VOLUNTÁRIOS INTERNACIONAIS PARA MISSÕES DE EMERGÊNCIA A AMI é uma Organização Não Governamental (ONG) portuguesa, privada, independente, apolítica e sem fins

Leia mais

Plataforma de Cooperação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) na Área Ambiental

Plataforma de Cooperação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) na Área Ambiental Plataforma de Cooperação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) na Área Ambiental I. Contexto Criada em 1996, a reúne atualmente oito Estados Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique,

Leia mais

Dinamização das Zonas Rurais

Dinamização das Zonas Rurais Dinamização das Zonas Rurais Dinamização das Zonas Rurais A Abordagem LEADER A Europa investe nas Zonas Rurais As zonas rurais caracterizam-se por condições naturais e estruturais que, na maioria dos

Leia mais

Nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 200.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte: Artigo único

Nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 200.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte: Artigo único Decreto n.º 18/97 Acordo de Cooperação no Domínio do Turismo entre o Governo da República Portuguesa e o Governo dos Estados Unidos Mexicanos, assinado na Cidade do México em 6 de Novembro de 1996 Nos

Leia mais

ANÚNCIO DE VAGA SECERTÁRIO DA COMISSÃO DA UNIÃO AFRICANA PARA O DIREITO INTERNACIONAL -10000517

ANÚNCIO DE VAGA SECERTÁRIO DA COMISSÃO DA UNIÃO AFRICANA PARA O DIREITO INTERNACIONAL -10000517 AFRICAN UNION UNION AFRICAINE UNIÃO AFRICANA Addis-Abeba (ETHIOPIE) P. O. Box 3243 Téléphone (251-11) 5517 700 Fax : 551 78 44 Website : www.au.int ANÚNCIO DE VAGA SECERTÁRIO DA COMISSÃO DA UNIÃO AFRICANA

Leia mais

Secretaria de Estado para o Desenvolvimento Rural

Secretaria de Estado para o Desenvolvimento Rural Secretaria de Estado para o Desenvolvimento Rural Decreto-Lei n.º 1/09 de 28 de Abril Tendo em conta a nova orgânica do Governo que de entre outros órgãos institui a Secretaria de Estado para o Desenvolvimento

Leia mais

UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE FACULDADE DE AGRONOMIA E ENGENHARIA FLORESTAL (FAEF) DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL (DEF)

UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE FACULDADE DE AGRONOMIA E ENGENHARIA FLORESTAL (FAEF) DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL (DEF) UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE FACULDADE DE AGRONOMIA E ENGENHARIA FLORESTAL (FAEF) DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL (DEF) MINISTÉRIO PARA A COORDENAÇÃO DA ACÇÃO AMBIENTAL (MICOA) CENTRO TERRA VIVA

Leia mais

Desenvolvimento Local nos Territórios Rurais: desafios para 2014-2020

Desenvolvimento Local nos Territórios Rurais: desafios para 2014-2020 Desenvolvimento Local nos Territórios Rurais: desafios para 2014-2020 Seminário Turismo Sustentável no Espaço Rural: Experiências de Sucesso em Portugal e na Europa Castro Verde - 06 de Março 2013 Joaquim

Leia mais

A importância dos Bancos de Desenvolvimento

A importância dos Bancos de Desenvolvimento MISSÃO PERMANENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA JUNTO AO OFÍCIO DAS NAÇÕES UNIDAS REPRESENTAÇÃO COMERCIAL GENEBRA - SUÍÇA NOTA DE TRABALHO A importância dos Bancos de Desenvolvimento G E NEBRA A OS 5 DE Segundo

Leia mais

REPÚBLICA DE ANGOLA MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA

REPÚBLICA DE ANGOLA MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA REPÚBLICA DE ANGOLA MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA INTERVENÇÃO DE SUA EXCIA, MINISTRA DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA, PROFª. DOUTORA, MARIA CÂNDIDA PEREIRA, DURANTE A SESSÃO DE ABERTURA DO WORKSHOP SOBRE

Leia mais

REMAx u m d e s a f i o a ç o r i a n o GT 4 REDES E PARCERIAS

REMAx u m d e s a f i o a ç o r i a n o GT 4 REDES E PARCERIAS REMAx u m d e s a f i o a ç o r i a n o GT 4 REDES E PARCERIAS Apresentações: Sub-Grupos de trabalho 1. Redes e parcerias no contexto da abordagem global da Terra como bem comum; 2. A relação entre o

Leia mais

Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento. (2010-2015) ENED Plano de Acção

Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento. (2010-2015) ENED Plano de Acção Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (2010-2015) ENED Plano de Acção Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (2010-2015) ENED Plano de Acção 02 Estratégia Nacional de

Leia mais

A investigação participada de base comunitária na construção da saúde PROCAPS Resultados de um estudo exploratório

A investigação participada de base comunitária na construção da saúde PROCAPS Resultados de um estudo exploratório A investigação participada de base comunitária na construção da saúde PROCAPS Resultados de um estudo exploratório Carta de Ottawa Promoção da saúde: Carta de Ottawa (1986) Processo que visa criar condições

Leia mais

Cooperação científica e técnica e o mecanismo de intermediação de informações

Cooperação científica e técnica e o mecanismo de intermediação de informações Página 144 VIII/11. Cooperação científica e técnica e o mecanismo de intermediação de informações A Conferência das Partes, Informando-se sobre o relatório do Secretário Executivo sobre as atividades do

Leia mais

Enquadramento Turismo Rural

Enquadramento Turismo Rural Enquadramento Turismo Rural Portugal é um País onde os meios rurais apresentam elevada atratividade quer pelas paisagens agrícolas, quer pela biodiversidade quer pelo património histórico construído o

Leia mais

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA PLANIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO. SÍNTESE DA 15 a SESSÃO PLENÁRIA DO OBSERVATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA PLANIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO. SÍNTESE DA 15 a SESSÃO PLENÁRIA DO OBSERVATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA PLANIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO SÍNTESE DA 15 a SESSÃO PLENÁRIA DO OBSERVATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO Maputo, Abril de 2014 ÍNDICE I. INTRODUÇÃO... 3 II. TEMAS APRESENTADOS...

Leia mais

AGRITEC ID - EMRC International Business Forum 2011

AGRITEC ID - EMRC International Business Forum 2011 AGRITEC ID - EMRC International Business Forum 2011 Lisboa, Portugal 20 21 de Janeiro de 2011 Contribuição do Comité Nacional para Promoção da Mulher Rural, no Trabalho com as Comuinidades Rurais em Angola

Leia mais

Os "fundos de confiança" como mecanismo de financiamento para a agricultura urbana participativa

Os fundos de confiança como mecanismo de financiamento para a agricultura urbana participativa Os "fundos de confiança" como mecanismo de financiamento para a agricultura urbana participativa César Jaramillo Avila - aurbana@quito.gov.ec Coordenador do Programa Municipal de Agricultura Urbana da

Leia mais

Ficha Técnica. Título: Educação Pré-Escolar e Avaliação

Ficha Técnica. Título: Educação Pré-Escolar e Avaliação Ficha Técnica Título: Educação Pré-Escolar e Avaliação Edição: Região Autónoma dos Açores Secretaria Regional da Educação e Ciência Direcção Regional da Educação Design e Ilustração: Gonçalo Cabaça Impressão:

Leia mais

ESPECIAL PMEs. Volume III Fundos europeus 2ª parte. um Guia de O Portal de Negócios. www.oportaldenegocios.com. Março / Abril de 2011

ESPECIAL PMEs. Volume III Fundos europeus 2ª parte. um Guia de O Portal de Negócios. www.oportaldenegocios.com. Março / Abril de 2011 ESPECIAL PMEs Volume III Fundos europeus 2ª parte O Portal de Negócios Rua Campos Júnior, 11 A 1070-138 Lisboa Tel. 213 822 110 Fax.213 822 218 geral@oportaldenegocios.com Copyright O Portal de Negócios,

Leia mais

AdministrAção de infra-estruturas de AguAs e saneamento

AdministrAção de infra-estruturas de AguAs e saneamento AdministrAção de infra-estruturas de AguAs e saneamento nampula As três PrioridAdes do namwash ProgrAmA de ÁguA, saneamento e Higiene nas ViLAs da ProVÍnCiA de nampula o programa de Água, saneamento e

Leia mais

www.tese.org.pt www.facebook.com/tese.ongd www.linkedin.com/in/teseongd

www.tese.org.pt www.facebook.com/tese.ongd www.linkedin.com/in/teseongd www.tese.org.pt www.facebook.com/tese.ongd www.linkedin.com/in/teseongd Energias Renováveis e o Desenvolvimento Social 1. Apresentação da Instituição 2. Projectos da Área das Energias Renováveis e Impactes

Leia mais

DESCRIÇÃO DO TRABALHO. Directora Nacional, WWF Moçambique

DESCRIÇÃO DO TRABALHO. Directora Nacional, WWF Moçambique DESCRIÇÃO DO TRABALHO Título de posição: Responde a: Supervisiona: Localização: Gestor de Comunicação Directora Nacional, WWF Moçambique Todo pessoal de comunicações Maputo, Moçambique Data: 19 de Agosto

Leia mais

das Portugal, 19/05/2009

das Portugal, 19/05/2009 O Mecanismo Mundial da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação Portugal, 19/05/2009 CONTEUDO 1. Introdução à UNCCD e ao Mecanismo Mundial (MM) 2. Apoio do MM à mobilização de recursos no

Leia mais

AFRICAN UNION UNION AFRICAINE

AFRICAN UNION UNION AFRICAINE Conferência Internacional sobre a Saúde Materna, Neonatal e Infantil em África 01 a 03 de agosto de 2013, Joanesburgo, África do Sul Comunicado Primeiras Consultas Ministeriais Multisetoriais sobre a Saúde

Leia mais

Ministério do Comércio

Ministério do Comércio Ministério do Comércio DECRETO EXECUTIVO Nº / DE DE O Governo da República de Angola e a Assembleia Nacional aprovaram o quadro jurídico legal, que define um conjunto de iniciativas e acções de alcance

Leia mais

PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO

PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO ÍNDICE 11. PRESSUPOSTO BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO 25 NO ALENTEJO pág. 11.1. Um sistema regional de inovação orientado para a competitividade

Leia mais

ICC 110-13 Rev. 1. 23 março 2015 Original: inglês. Termos de referência para Comitês e órgãos consultivos. Antecedentes

ICC 110-13 Rev. 1. 23 março 2015 Original: inglês. Termos de referência para Comitês e órgãos consultivos. Antecedentes ICC 110-13 Rev. 1 23 março 2015 Original: inglês P Termos de referência para Comitês e órgãos consultivos Antecedentes O presente documento contém os termos de referência atualizados para os seguintes

Leia mais

QUESTIONÁRIO Percepção de Risco

QUESTIONÁRIO Percepção de Risco O documento em PDF está pronto a ser utilizado. Por favor, lembre-se de guardar as alterações após responder à totalidade do questionário, enviando em seguida para o seguinte endereço eletrónico maria.carmona@hzg.de

Leia mais

1. INTRODUÇÃO 2. ANÁLISE ESTRATÉGICA

1. INTRODUÇÃO 2. ANÁLISE ESTRATÉGICA CADERNO FICHA 11. RECUPERAÇÃO 11.4. OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS O presente documento constitui uma Ficha que é parte integrante de um Caderno temático, de âmbito mais alargado, não podendo, por isso, ser interpretado

Leia mais

Partilha de informação com as comunidades

Partilha de informação com as comunidades Briefing da CAFOD sobre : Nível 1 (Básico) com as comunidades Este Briefing apresenta um guia básico passo-a-passo para os parceiros da CAFOD sobre a partilha de informação com as comunidades que apoiam

Leia mais

Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia e, nomeadamente, o n. o 1 do seu artigo 175. o,

Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia e, nomeadamente, o n. o 1 do seu artigo 175. o, 25.6.2003 L 156/17 DIRECTIVA 2003/35/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 26 de Maio de 2003 que estabelece a participação do público na elaboração de certos planos e programas relativos ao ambiente

Leia mais

FORMULÁRIO DE PROPOSTA DE PROJECTO

FORMULÁRIO DE PROPOSTA DE PROJECTO FORMULÁRIO DE PROPOSTA DE PROJECTO ESPAÇO RESERVADO AO TI: PROPOSTA Nº DATA DA ENTRADA: / / RECEBIDO POR: I. IDENTIFICAÇÃO DO PROMOTOR NOME: Nº DE SÓCIO: MORADA: CÓDIGO POSTAL - LOCALIDADE: CONCELHO: TELEFONE:

Leia mais

EXPERIÊNCIA DE MOÇAMBIQUE NA IMPLEMENTAÇÃO DA SEGURANÇA SOCIAL BÁSICA

EXPERIÊNCIA DE MOÇAMBIQUE NA IMPLEMENTAÇÃO DA SEGURANÇA SOCIAL BÁSICA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA MULHER E DA ACÇÃO SOCIAL EXPERIÊNCIA DE MOÇAMBIQUE NA IMPLEMENTAÇÃO DA SEGURANÇA SOCIAL BÁSICA 16 DE OUTUBRO DE 2013 1 CONTEXTO DE MOÇAMBIQUE Cerca de 23 milhões de

Leia mais

Relatório da. Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59.

Relatório da. Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59. Relatório da Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59 Resumo Novembro de 2009 Avaliação intercalar da execução do Plano de

Leia mais