ANDRÉ LUIZ PEREIRA A GESTÃO FINANCEIRA NA PADARIA E SUPERMERCADO AMBROSIA: UM ESTUDO DE CASO

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1 ANDRÉ LUIZ PEREIRA A GESTÃO FINANCEIRA NA PADARIA E SUPERMERCADO AMBROSIA: UM ESTUDO DE CASO Vitória da Conquista 2004

2 2 II UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA CURSO DE ADMINISTRAÇÃO A GESTÃO FINANCEIRA NA PADARIA E SUPERMERCADO AMBROSIA: UM ESTUDO DE CASO André Luiz Pereira Monografia apresentada ao curso de ADMINISTRAÇÃO, estágio supervisionado II,para obtenção do grau de bacharel em administração, sob orientação do mestre Juvino Oliveira. Vitória da Conquista 2004

3 3 III A GESTÃO FINANCEIRA NA PADARIA E SUPERMERCADO AMBROSIA: UM ESTUDO DE CASO André Luiz Pereira BANCA EXAMINADORA: Jovino Moreira João Cláudio Eloy Maria Zilda Aprovada em / /

4 4 IV A Deus por ter me iluminado em sua infinita glória e misericórdia; A minha mãe Helena e os irmãos Sandra, Evandro e Andréa pelo apoio; A meus sobrinhos: Ananda, João Pedro, Vitor, Ana Cláudia e Dimitri. A Zizi e Higor (in memorian) que mesmo não estando mais aqui eu ainda os amo. A Sharlene, minha amada filha. A amiga de longa jornada: Mônia Aos amigos que conquistei na universidade: Bianca, João Dantas, Amanda e Celina.

5 5 V AGRADECIMENTO Um agradecimento especial a Elaine Batista Pereira, onde quer que esteja. Graças a tia Tuca eu descobri o mundo do conhecimento e a sonhar, me tornando aquilo que sou hoje.

6 6 VI Por que nos contentamos com viver rastejando, quando sentimos o desejo de voar? (Hellen Keller)

7 7 SUMÁRIO Resumo...10 Abstract...11 Introdução...12 Capítulo I Informações sobre a pesquisa...14 Problema...14 Objetivo...14 Geral...14 Específicos...14 Justificativa...14 Metodologia...15 Capítulo II Revisão da literatura...16 A empresa familiar...16 Tipificação das empresas familiares...16 Problemática da empresa familiar...17 Considerações pertinentes...18 Planejamento financeiro na empresa familiar...19 Capital de Giro...21 Avaliação de estoques a valores de entrada e de saída...25 Métodos de atribuir custos às unidades em estoques...25 Avaliação de estoques a valores de saída...31 Recebimentos Descontados de Caixa...32 Preços Correntes de Venda...32 Capítulo III Análise da empresa...34 Análises vertical e horizontal...35 Rotatividade de estoque...37 Ìndice de Liquidez Corrente...38 Índice de Liquidez seca...39 Capítulo IV Avaliação...42 Capítulo V Recomendações e conclusão...44 Bibliografia...45

8 8 LISTA DE QUADROS: Quadro 1 - Análise Vertical...35 Quadro 2 - Análise Horizontal...36 Quadro 3 - Rotatividade de estoque...38 Quadro 4 Índice de Liquidez seca...40

9 LISTA DE SIGLAS ABNT...Associação Brasileira de Normas Técnicas Sup... Supermercado PEPS:... Primeiro que Entra, Primeiro que Sai UEPS:... Último que entra, Primeiro que Sai IBQP:... Instituto Brasileiro de qualidade CCL:...Capital Circulante Líquido NIG:... Necessidade de Investimento de capital de Giro ACO:...Ativo Circulante Operacional PCO:...Passivo Circulante Operacional SD:... Saldo disponível ST:...Saldo tesouraria VP:...Valor presente R:...Recebimento TX:...taxa de Desconto N...Número de Períodos RE:... Rotatividade de estoque CPV:...Vendas EM:... Estoque médio ILC:... Índice de Liquidez Corrente ILS:...Índice de Liquidez Seca 9

10 10 Resumo Ha de se ter em conta que uma empresa familiar provoca uma situação complexa devido a existência de três sistemas inter-relacionados que são a propriedade, a gestão e a família e que habitualmente coincidem nas mesmas pessoas, a mesma pessoa é familiar, proprietário e gestor fazendo a situação realmente complexa. Por isso, requer compatibilizar os interesses dos instintos coletivos implicados na propriedade e gestão da empresa familiar, um processo que favorece a existência, muito latente, de tenções no seio destas empresas.este trabalho visa a análise do Supermercado e padaria Ambrosia, focando a ótica de empresa familiar e seu planejamento financeiro. A presente obra inicia com o estuda da problemática da empresa familiar, aliando sistemas de informações baseadas no diagrama de Porter para tentar superar os percalços. Em seguida, são traçados os estudos da empresa, com seus esquemas operacionais e como andará o projeto.o estoque é um item específico do ativo e envolve problemas de controle, administração e avaliação. Um dos aspectos mais complexos da Contabilidade prende-se à determinação dos custos dos estoques, não só pelo fato de ser um ativo significativo, mas também por sua determinação por outro valor refletir direto na determinação do resultado do exercício. O objetivo, ao tratar a mensuração dos estoques, foi fazer a distinção entre a avaliação de estoques a valores de entradas e de saídas e métodos de atribuir custos às unidades em estoques. Os ativos são avaliados com base numa das seguintes alternativas: custo histórico, custo histórico corrigido, custo corrente, custo corrente corrigido, custo futuro de reposição - valores de entradas - recebimentos descontados de caixa, preço corrente de venda e valor realizável líquido - valores de saída. Os estoques são ativos e, como tais, devem considerar as mesmas bases de avaliação. Considerou-se custo específico, PEPS, UEPS, custo médio mensal, média ponderada móvel e preço de venda a varejo como métodos de atribuição de custo às unidades em estoques. A diferença entre esses métodos consiste na maneira de agrupar os custos das unidades adquiridas em datas distintas e a preço unitário diferente. O Supermercado e Padaria Ambrosia carece de controle em suas entradas e saídas, bem como no seu controle de custos. Essa lacuna gera uma falta de base ao planejamento financeiro em geral, mas especialmente grave no planejamento financeiro de curto prazo, mais especificamente de capital de giro. A política de formação de estoques é meramente baseada na grande compra para obter descontos, mesmo que a demanda seja baixa. Ocorre uma grande imobilização de capital, vulnerabilizando os investimentos da empresa. Palavras-chave: empresa familiar, planejamento financeiro, padaria.

11 11 Abstract It s necessary to see in accounting that the family company provokes a complex situation, done by the existence of three interrelated systems: property, management and the family. They habitually coincide in the same person. The same person is family, owner and manager, turning into a real complex situation. Therefore, it requires to make compatible the interests of collective instincts implied in the property and management above familiar company, a process that favors the existence, very latent, of intentions in the middle of this companies. This paper aims at the analysis of the Ambrosia Supermarket and bakery, focusing the optics of familiar company and its financial planning. The present paper also initiates with studies of the problematic situation of familiar company, uniting information systems based on Porter s diagram trying to surpass the profits. After that, the company studies are traced, with its operational projects and as it will go therefore. The supply is a specific item of the asset and involves problems of control, administration and evaluation. One of the most complex aspects in Accounting arrests the determination of supplies costs, not only for the fact of being a significant asset, but also for its determination to another value reflecting direct in the determination of the year-end results. The objective, when dealing with the supplies measuring, make the distinction enters the evaluation of supplies the values of entrances and exits and methods to attribute costs to the units in supplies. The assets are evaluated with base in one of the following alternatives: historical cost, corrected historical cost, current cost, corrected current cost, spare future cost - values of entrances - deducted acts of receiving of box, market price of selling and liquid realizable value - values of exit. The active supplies are, as such, commonly considered the same bases of evaluation. One considered specific cost, FIFO, LIFO, monthly average cost, mobile weighed mean and price of venda the retail as methods of attribution of cost to the units in supplies. The difference between these methods consists on the way the units costs group acquired in distinct dates and the different unitary price. The Ambrosia Supermarket and Bakery s lack of control in its entrances and exits, as well as in its control of costs. This gap generates a lack of base to the financial planning in general, but especially serious in the financial planning of short term, more specifically of fast capital. The politics of supplies buy is based on the great purchase focused on discountings, even when the demand is low. The great immobilization of capital occurs, vulnerably the company investments. Key words: family company, financial planning, bakery

12 12 Introdução O presente trabalho foi elaborado visando a análise do planejamento financeiro do Supermercado e Padaria Ambrosia. Para se chegar aos resultados foi usado principalmente informações secundárias (estudos realizados) e informações primarias focus group e uma pesquisa, a partir destes estudos fez-se a análise dos resultados, e chego-se as conclusões respectivas. A gerencia de uma empresa é a responsável de conduzir-la até a obtenção do objetivo que ela persegue, sem que varie a responsabilidade pelo feito de que ela seja propriedade de uma pessoa o de acionistas o do seu tamanho, pequena, media o grande. Sua função é dirigir e sem extremar o significado das palavras, pode dizer que os gerentes não devem trabalhar, mas que se entenda por trabalhar como a concentração da atenção e a ação em uma tarefa definida e concreta que forma parte de um todo e obedecer instruções. As responsabilidades da gerencia, podem ser: Estar em observância para observar todos as frentes do planejamento ecológico e antecipar as mudanças à elas pertinentes; Acompanhar o caminho do cumprimento de metas; Observar se os objetivos mantêm sua validez; Supervisionar seus dependentes imediatos; Manter viva a vinculação com os donos do capital; Ter conhecimento do que se passa na empresa e também de fora, incluindo neste meios os empregados e supervisores. A importância da análise de estoque surgiu em virtude das diversas alternativas encontradas para avaliar os estoques das organizações e com ela nos propusemos a analisar a avaliação de estoques a valores de entrada e de saída. O estoque é um item específico do ativo e envolve problemas de controle, administração e avaliação. Um dos aspectos mais complexos da Contabilidade prende-se à determinação dos custos dos estoques, não só pelo fato de ser um ativo significativo, mas também por sua determinação por outro valor refletir direto na determinação do resultado do exercício. Dentre os problemas que envolvem os estoques, esse trabalho se

13 13 propõe a analisar a avaliação de estoques. Buscou-se sistematizar pela primeira vez a distinção entre os métodos de atribuir custos às unidades em estoques e a avaliação de estoques a valores de entrada e de saída. Para fins do trabalho, o custo específico, o peps, o ueps, o custo médio mensal, o custo médio ponderado móvel e o preço de venda a varejo são considerados como métodos de atribuir custos às unidades em estoques; e, quando nos reportarmos à avaliação de estoques, estaremos nos referindo aos valores de entrada e de saída. As principais alternativas de avaliação a valores de entrada são: custo histórico, custo histórico corrigido, custo corrente, custo corrente corrigido, custo futuro de reposição e custo ou mercado dos dois o menor. Para os valores de saída existem três alternativas para avaliação de estoques: 1) recebimentos descontados de caixa; 2) preços correntes de vendas e o 3) valor realizável líquido. A avaliação de estoques pelas diversas alternativas de avaliação a valores de entradas e de saídas apresentou vantagens e desvantagens; a escolha da alternativa depende das condições de mercado e do objetivo da análise.

14 14 Capítulo I Informações sobre a pesquisa 1.1 Problema Como o planejamento financeiro se processa no sistema familiar da Padaria e supermercado Ambrosia? 1.2 Objetivo Geral Investigar o modelo de gestão financeira adotado na padaria e supermercado Ambrosia Específicos Estudar a forma de planejamento financeiro praticado, sob a ótica de empresa familiar. Analisar custos totais e lucratividade Avaliar o controle de mercadorias 1.3 Justificativa A literatura na área de administração financeira enuncia que o objetivo principal da empresa, e, por conseguinte, de seus administradores é o de maximizar a riqueza dos acionistas, maximizando o valor da empresa. Decisões de planejamento financeiro são de vital importância, pois produzem efeitos no risco, nos resultados e no valor das empresas que, para manter o seu equilíbrio financeiro devem adequar a maturidade dos passivos à capacidade de geração de caixa dos ativos. Decisões de investimento em capital de giro devem também, promover a atratividade econômica da empresa, favorecendo sua solvência, sua continuidade e valorização. A definição da política de investimento em capital de giro da empresa, portanto, deve considerar qual a quantidade de capital de giro necessária para o adequado funcionamento da empresa, ou seja, qual é a melhor relação entre ativos circulantes e ativos totais, a fim de alcançar um equilíbrio entre lucratividade e risco que contribua positivamente para o valor da empresa.

15 15 Em teoria, um investimento em ativo circulante sobre ativo total alto demais, reduz a lucratividade da empresa, enquanto um investimento baixo demais, aumenta o risco da empresa não conseguir honrar seus compromissos nos respectivos vencimentos. Estas duas situações levam a uma redução do valor da empresa. 1.4 Metodologia Este trabalho, no concernente a pesquisa desenvolvida, quanto à tipologia foi bibliográfica e documental. Bibliográfica, pois como salienta Eduardo de Oliveira Leite (1997, p. 59), paras as ciências sociais aplicadas, pesquisa bibliográfica é o método por excelência de que dispõe o pesquisador, sem com isso esgotar as outras manifestações metodológicas. Documental, pois não se pode bem fundamentar um trabalho sem a apresentação[...]do que regem o tema. Tratou-se, ademais, de uma investigação de caráter exploratório-descritivo, com uma metodologia de tipo qualitativo, baseada fundamentalmente na análise de caso, permita-se dizer, no estudo profundo e exaustivo dos poucos objetos de investigação, no afã de obter um conhecimento amplo e detalhado dos mesmos. O estudo de caso é, segundo Antônio Chizzotti (1995, p. 102): [...] uma caracterização abrangente para designar uma diversidade de pesquisas que coletam e registram dados de um caso particular ou de vários casos [...] o caso é tomado como unidade significativa do todo, e, por isso, suficiente tanto para fundamentar um julgamento fidedigno quanto propor uma intervenção.

16 A empresa familiar Capítulo II Revisão da literatura A empresa familiar pode ser perfeitamente viável. Analisando casos de sucesso, como o grupo Sul América Seguros, e de fracasso, como os Matarazzo, Vidigal defende a idéia de se profissionalizar a família, preparando os herdeiros, com décadas de antecedência, para assumir os principais cargos das organizações (VIDIGAL, p.47). As próprias características da propriedade e gestão na empresa familiar fazem que estas empresas tenham elementos claramente diferenciados das empresas não familiares. Obviamente, não é a mesmo com que a complexidade de uma empresa não familiar, habitualmente sem relações diretas nem com os proprietários nem com os membros do conselho de administração, que ser diretivo na própria empresa familiar e membros da família, freqüentemente membros do conselho de administração e tendo relações de sangue com boa parte dos restantes proprietários. Esta situação provoca uma situação particular com tantas vantagens como inconvenientes. Dentro das vantagens, a básica é o maior compromisso dos integrantes familiares da empresa com a empresa devido a seus próprios laços familiares. Este conceito faz que muitas organizações comecem seu andadura sendo familiares devido a escassez de recursos com que domina a maioria dos negócios. 2.2 Tipificação das empresas familiares A taxa de mortalidade das microempresas e empresas de pequeno porte chega a 39% do total de empresas no 1º ano de atividade. (Sebrae);. O resto, ou fecham ou são vendidas, em muitas ocasiões, por problemas de familia o a falta de competitividade. Segundo pesquisa elaborada em 37 países, os quais, juntos, representavam quase 2/3 da população mundial, em 2002 o Brasil figurava em sétimo lugar no ranking dos países com maior nível geral de empreendedorismo. A taxa brasileira de atividade empreendedora total, que indica a proporção de empreendedores na população de 18 a 64 anos de idade, foi de 13,5%, estimando-se em 14,4 milhões o número de empreendedores no País, dos quais 42% eram mulheres. Além disso, o Brasil apresentou a maior taxa de empreendedorismo por necessidade, 7,5% do total, enquanto a média foi inferior a 2%. Isto é, 55,4% dos que abriram um negócio próprio em 2002 o fizeram

17 17 por dificuldade em encontrar trabalho. (GEM - Global Entrepreneurship Monitor, projeto criado pela London Business School (GB) e pela Babson School (EUA) e coordenado no Brasil pelo IBQP/PR em parceria com o Sebrae). Noventa e nove por cento das empresas não estatais brasileiras são familiares. Com uma dinâmica própria e problemas específicos, elas convivem com um prognóstico preocupante: só 30% das empresas bem sucedidas sob a gestão de seu fundador, sobrevivem à mudança para a segunda geração. E, dessas, só metade passa da segunda para a terceira geração.(cantú, 2004,p.68) 2.3 Problemática da empresa familiar Os grandes problemas das empresas familiares se resumem em: Continuidade. Devido a habitualmente as empresas familiares terem um claro fundador que costuma ser o proprietário, gerente e cabeça da familia, a sucessão é muito complexa devido a os naturais temores a morte, perda do poder e da atividade laboral, depois de décadas na empresa, que levam a normalmente resistir a sucessão. Estrutura organizativa. Em muitas empresas familiares, a estrutura organizativa não evolucionado, mantendo-se a mesma estrutura que em seu inicio com os importantes problemas que são gerados quando o tamanho da empresa aumenta e a estrutura não sabe amoldar-se a nova situação. Conflitos internos no interior da família e com os membros da família. Esta e uma serie de problemas que acontecem devido a não existir uma clara distinção entre a empresa e a família, herdando costumes e normas familiares ao entorno da empresa. Isto provoca problemas tanto entre familiares como com os membros não familiares da empresa. Alguns casos típicos e não cumprimento de funções e responsabilidades, no cumprimento de horários, retribuição não alinhada com o restantes dos integrantes da empresa, etc. Profissionalização. O baixo grau de profissionalização em muitas empresas familiares fazem com que se eleja as diretivas entre os membros da família, o que conserva em muitas ocasiões a más eleições. Como dizia um diretivo e proprietário de uma importante empresa familiar, "si e difícil encontrar uma boa diretiva, que seja de minha família é que quase impossível".

18 18 Perda de competitividade. As próprias características da empresa familiar, com diretivas familiares, tensões internas, etc. em muitas vezes não ajudam a competitividade da empresa familiar em um entorno em mudanças e complexo. 2.4 Considerações pertinentes Ainda que as recomendações particulares sejam distintas para cada caso e requeiram uma análise individual, a experiência demonstra que existem uma serie de práticas que servem para facilitar o funcionamento da empresa familiar sem por em perigo a continuidade da empresa. Uma das mais importante é adotar um protocolo familiar que regule internamente os aspectos sensíveis além de ajudar a solucionar distintos problemas na relação empresafamilia. O protocolo familiar deve tratar desde a sucessão até os órgãos de governo, passando por outros muitos aspectos como as políticas de remuneração dos familiares, o intercambio de ações, as características exigíveis para a entrada dos membros da família e outros muitos. Planificar a sucessão do fundador. Deve ser planificada com muito tempo para poder eleger tanto o melhor sucessor como o melhor momento para a sucessão. É crítico identificar o sucessor mais preparado, poder dota-lo da formação e experiência necessárias. Além disso, a sucessão deve ser realizada no momento oportuno e que em muitas ocasiões despende muito tempo provocando importantes problemas. Em gerações posteriores, a sucessão, uma vez elaborado o protocolo, deve ser mais rotineira. Profissionalizar a gestão: captar e reter os melhores profissionais para a empresa familiar é um ponto fundamental para sua competitividade e para que ajudem o desenvolvimento da empresa, tanto sejam familiares como não. Sólidos órgãos de governo. Uma iniciativa a ser criada, uma vez que não há setor do governo brasileiro dirigido especificamente as empresas familiares. 2.5 Planejamento financeiro na empresa familiar

19 19 O planejamento financeiro estabelece o modo pelo qual os objetivos financeiros podem ser alcançados. Um plano financeiro é, portanto, uma declaração do que deve ser feito no futuro. Em sua maioria, as decisões numa empresa demoram bastante para ser implantadas. Numa situação de incerteza, devem ser analisadas com grande antecedência. Definindo os planos financeiros e orçamentos ele estará fornecendo roteiros para atingir objetivos da empresa. Além disso, esses instrumentos oferecem uma estrutura para coordenar as diversas atividades da empresa e atuam como mecanismos de controle, estabelecendo um padrão de desempenho contra o qual é possível avaliar os eventos reais (GITMAN, 1997). CRUZ JUNIOR (1998, p.90) evidencia que: Modelos gerenciais mais adequados aos dias de hoje já vêm sendo utilizados por grandes empresas, e caracterizam-se, na maioria das vezes, pela prática do planejamento a longo prazo, que permite fixar realisticamente os objetivos da empresa e, ainda, traçar as grandes linhas da estratégia que conduzirá ao de identidade se acentua, pois cresce a luta pelo poder; a incompatibilidade entre os membros (primos, sobrinhos, tios), em função de diferentes relações de parentesco, além de pai, filhos e netos, se intensifica. A empresa torna-se um instrumento de auto-afirmação de alguns membros da família, numa tentativa de dominar um maior número de pessoas envolvidas. A curto prazo o plano financeiro preocupa-se principalmente com a análise de decisões que afetam os ativos e passivos circulantes. A ausência de planejamento financeiro eficaz a longo prazo é uma razão freqüentemente citada para a ocorrência de dificuldades financeiras e a falência de empresas. O plano financeiro permite determinar o tipo e a natureza das necessidades de financiamento. O uso eficiente de um plano financeiro é resumido por CHERRY (1977, p.35) Como estreitamente associado com a aquisição eficiente de fundos e seu uso adequado está o planejamento da função financeira. O planejamento financeiro ajuda a garantir a disponibilidade de fundos suficientes quando necessários, informa com antecedência as necessidades de fundos de maneira que as negociações sejam eficientes e aumentem as possibilidades de rendimento. Em sua maioria, os modelos de planejamento financeiro exigem que seu usuário especifique algumas hipóteses a respeito do futuro. Os modelos podem ser muito diferentes em termos de complexidade, mas quase declaração do que deve ser feito no futuro. E a longo prazo é uma forma de reflexão sistemática sobre o futuro da empresa, podendo antecipar os possíveis

20 20 problemas antes que eles possam acontecer, bem como ser um procedimento lógico e organizado de investigação do desconhecido. O planejamento financeiro estabelece diretrizes de mudança e crescimento numa empresa, preocupando-se com uma visão global, com os principais elementos de políticas de investimento e financiamento da empresa. Com relação ao crescimento da empresa, ele está diretamente ligado à política financeira adotada pela empresa. Assim, o planejamento financeiro estabelece o modo pelo qual os objetivos financeiros podem ser alcançados; é, portanto, um plano para o futuro. O planejamento auxilia ainda na implantação de projetos que exijam análises com antecedência de todas as variáveis a serem analisadas e a situação de incerteza (ROSS et al., 1995). A empresa, mediante o planejamento financeiro, poderá ter diferentes oportunidades de desenvolvimento, além da possibilidade de analisar e comparar diversos cenários. Uma das finalidades do planejamento financeiro é evitar surpresas e desenvolver planos alternativos de providências a serem tomadas caso ocorram imprevistos. O objetivo precípuo perseguido numa projeção financeira não é acertar com precisão o valor futuro da variável projetada (ROXO, 1985, p.71); antes, o verdadeiro propósito dos instrumentos de análise prospectiva é fornecer elementos válidos de convicção para a tomada de decisão, no momento em que se tem que decidir. Se planejar é estabelecer com antecedência as opções a serem executadas, justifica-se a elaboração de orçamentos, que deve resultar em benefícios, definidos e tangíveis, diretamente relacionados com as funções básicas da administração. Um programa orçamentário apropriadamente formulado e executado possui um longo caminho a seguir até a realização das funções básicas de planejamento e controle. O plano financeiro é uma tentativa de quantificar os resultados financeiros prováveis da agregação de objetivos, estratégias, planos e políticas da administração para um período específico, partindo, portanto, de um planejamento orçamentário. Se as previsões e estimativas indicarem que os níveis de desempenhos considerados desejáveis não poderão ser alcançados devido a limitações de recursos, então será preciso examinar a possibilidade de apelar para outras fontes de recursos ou rever os planos e orçamentos de desempenho para refletir o que poderá ser conseguido com os meios disponíveis. (MEYER, 1972)

21 21 As empresas sempre dependeram das análises financeiras (LEITNER,1999); hoje elas esperam que os administradores também assumam o papel de estrategistas corporativos, com a preocupação de garantir que as decisões empresariais estratégicas sejam otimizadas. Segundo), o tema orçamento de capital é o mais importante em administração financeira (ROSS et al,1995). O modo pelo qual uma empresa decide financiar suas operações e administra suas atividades operacionais de curto prazo (a administração do capital de giro) certamente é questão fundamental, mas são os ativos permanentes que definem o negócio da empresa. Alguns dos problemas mais complicados em toda a área de orçamento de capital são aqueles que lidam com estimação de riscos e preferência de risco. Por causa das dificuldades de prever e tornar explícitas as preferências, os administradores têm contado com maneiras práticas e grosseiras de proceder ou deixado o manejo destes problemas para as regiões implícitas da mente julgamento, pressentimento, intuição e instinto. A avaliação da magnitude, da distribuição no tempo e do risco dos fluxos de caixa futuros é a essência do orçamento de capital. Na verdade, sempre que se avalia uma decisão numa empresa, a magnitude, a distribuição temporal e o risco dos fluxos de caixa representarão, de longe, as coisas mais importantes a serem consideradas. A importância dessas decisões requer um processo específico para determinar onde, quando e quanto investir. Este processo está compreendido no orçamento de capital, cujo escopo é a seleção de um conjunto de investimentos que seja vantajoso em termos de retorno e risco. 2.6 Capital de Giro A expressão capital de giro diz respeito aos ativos a curto prazo da empresa, tais como estoques, duplicatas a receber, bem como a seus passivos de curto prazo, como quantias devidas a fornecedores. A administração do capital de giro é uma atividade diária que visa assegurar que a empresa tenha recursos suficientes para continuar suas operações e evitar interrupções muito caras. Em qualquer tipo de empresa, é preciso se aprofundar no acompanhamento e na análise de capital de giro, que é um princípio básico da administração e finanças. O capital de giro alavanca ou impede o crescimento da empresa, consoante sua composição e os prazos de realização das contas. Examinar detidamente cada um dos itens que o

22 22 compõem, de forma contínua (e não esporádica), é prioritário para o administrador. O ideal é que seja composto prioritariamente por itens a receber de rápida conversão em moeda; quanto aos itens a pagar, o raciocínio é inverso, isto é, é preciso que os prazos sejam os maiores, começando por fornecedores e terminando com bancos. O instrumento mais utilizado dentro das empresas para gerenciar o capital de giro é o fluxo de caixa, tanto estrategicamente, quando suporta tomada de decisões, quanto taticamente, quando ligado ao horizonte mais restrito. Estrutura de capital é a forma pela qual a empresa obtém o financiamento de que necessita para sustentar seus investimentos a longo prazo. A estrutura financeira de uma empresa é a combinação específica de capital de terceiros de longo prazo e capital próprio que a empresa utiliza para financiar suas operações. A empresa deve se preocupar em primeiro lugar com quanto deve tomar emprestado. Em segundo lugar, deve identificar quais são as fontes menos dispendiosas de fundos para a empresa. A definição da combinação de recursos, de como e onde os recursos devem ser captados é fundamental. As despesas associadas à captação de financiamento de longo prazo podem ser consideráveis, o que significa que possibilidades diferentes devem ser avaliadas cuidadosamente. Além disso, as empresas tomam recursos emprestados de uma variedade de fontes e de uma série de maneiras distintas. A escolha da fonte e do tipo apropriado de recurso deve estar sempre vinculada ao planejamento financeiro. Provavelmente, o campo que gera mais controvérsia dentro da administração financeira é o estudo de custo e estrutura de capital. O custo de capital constitui uma função do montante de financiamentos e da composição das fontes de recursos, os quais refletem determinado nível de risco financeiro. A estrutura ótima de capital é aquela que equilibra os fatores de retorno e risco num contexto que maximiza a riqueza do proprietário (GITMAN, 1997). Tradicionalmente, o termo Capital de Giro de uma empresa é definido como os investimentos realizados em ativos circulantes (curto prazo), o que inclui basicamente os valores em caixa, aplicações financeiras, contas a receber, estoques, entre outros; ou, como definiram ASSAF; MARTINS (1993:p.276), Capital de giro ou capital circulante identificam os recursos que giram (ou circulam) várias vezes em determinado período. Ou seja, corresponde à parcela do capital aplicada pela empresa em seu ciclo operacional.

23 23 A administração do capital de giro abrange as contas dos ativos e passivos circulantes. Desta forma calcula-se o Capital de Giro Líquido, ou Capital Circulante Líquido (CCL), ou seja, ativos circulantes menos passivos circulantes, que pode ser positivo ou negativo, e evidencia qual é a parcela do ativo circulante, também chamado por alguns autores de capital de giro bruto, que está sendo financiada com recursos de longo prazo, e que excedem as necessidades de financiamento do ativo permanente e do ativo realizável de longo prazo. Os balanços patrimoniais fornecem os dados para o cálculo da necessidade de investimento em capital de giro (NIG) de uma empresa. Segundo HOJI (2000) e em conformidade com BRASIL (1999), a necessidade de investimento em capital de giro é a diferença entre o ativo circulante operacional (ACO) e o passivo circulante operacional (PCO). Portanto, NIG = ACO PCO. Sendo o ativo circulante operacional, a parcela do ativo circulante que decorre automaticamente das atividades operacionais de compra / produção / estocagem / venda, enquanto o passivo circulante operacional é o financiamento, também automático, que decorre destas mesmas atividades. Ativo e passivo circulantes operacionais são também chamados de contas cíclicas, pois giram, ou se renovam, várias vezes ao longo de um exercício social. Desta forma, se ACO > PCO, a empresa tem uma necessidade permanente de capital de giro, e, portanto, deve encontrar fontes adequadas para financiá-la. Porém, se ACO < PCO, significa que esta empresa tem financiamentos operacionais maiores do que investimentos operacionais, sobrando recursos das atividades operacionais, que poderão ser aplicados no mercado financeiro ou em outros investimentos. Os demais itens que compõem o ativo e passivo circulantes, e que não possuem estreita relação com o ciclo operacional da empresa, são chamados de financeiros. ASSF (1995:p.53) acrescentou, A distinção entre ativos e passivos circulantes em itens operacionais e financeiros, além de propiciar uma avaliação mais analítica da posição financeira da empresa, o critério permite, ainda, de maneira relativamente simples e dinâmica, que se identifiquem às efetivas necessidades de capital de giro da empresa, ou seja, o volume de investimento operacional em giro adequado a seu equilíbrio financeiro. Quando uma empresa possui uma necessidade de investimentos em capital de giro (NIG) menor do que seu capital de giro líquido (CCL), pode-se afirmar que esta empresa possui um saldo disponível (SD), também chamado de saldo de tesouraria (ST). Este saldo de tesouraria,

24 24 quando positivo, é considerado uma folga financeira para a empresa. Se a empresa, porém, tem seu NIG maior do que seu CCL, o saldo de tesouraria é negativo, ou seja, recursos financeiros de terceiros de curto prazo estão financiando as atividades e necessidades operacionais da empresa. Assim, CCL = NIG + ST. Se a empresa convive por vários exercícios seguidos com NIG > CCL, ela enfrenta o chamado Efeito Tesoura, ou seja, um ST negativo, e à medida que as necessidades de capital de giro são financiadas por dívidas de curto prazo, revela que essa empresa é incapaz de financiar adequadamente seus investimentos operacionais, pois opera fontes de financiamento incompatíveis com suas efetivas necessidades, operando com alto grau de risco financeiro..4 Outra importante definição consiste na segmentação entre capital de giro fixo, ou permanente e capital de giro variável, ou sazonal. Considera-se capital de giro permanente, o volume mínimo necessário de ativo circulante para manter a empresa em condições normais de funcionamento. Já o capital de giro sazonal é aquele necessário em funções das variações temporais dos itens que compõem o circulante. A análise dos ciclos empresariais é uma importante variável na decisão de investimento em capital de giro da empresa. Para tanto, deve-se analisar os seguintes ciclos: Ciclo Operacional: Inicia-se na aquisição da matéria-prima para produção, no caso de uma empresa industrial e na aquisição de mercadorias no caso de uma empresa comercial e finaliza-se no recebimento pela venda do produto final. O ciclo operacional varia em função do setor de atividades, das características, estratégias e produtividade da própria empresa. Ciclo Econômico: Inicia-se na compra dos materiais e encerra-se nas respectivas vendas, considerando-se apenas as transações de natureza econômica. Ciclo Financeiro: Considera apenas as movimentações financeiras. Inicia-se no primeiro desembolso de caixa e encerra-se no recebimento efetivo das vendas, representando, portanto, o intervalo de tempo que a empresa irá necessitar efetivamente de financiamento para suas atividades. Empresas com ciclos financeiros muito curtos ou até negativos, requerem menores investimentos em capital de giro, enquanto empresas que possuem maiores ciclos financeiros, com menor rotação de seus elementos, possuem uma maior necessidade de investimentos em capital de giro. Como escreveu ASSAF (1995:p.20) Alterações que venham a produzir-se nas fases operacionais também modificam o volume de capital necessário ao giro. Ao se verificarem reduções

25 25 nos prazos de pagamentos a fornecedores, ou acréscimos nos prazos de estocagem e cobrança, para citar alguns exemplos, o investimento necessário em capital de giro eleva-se, indicando maior demanda por recursos permanentes de financiamento. BRIGHAM; HOUSTON (2000:p.562) apresentam 3 políticas teóricas distintas de investimento em capital de giro. São elas: 1. Política Liberal política na qual são mantidas quantias relativamente grandes em caixa, títulos negociáveis e estoques e em que as vendas são estimuladas por uma política de crédito liberal, resultando em um alto nível de contas a receber. 2. Política Agressiva política na qual os volumes de caixa, títulos, estoques e contas a receber são minimizados. 3. Política Moderada política que está entre as políticas Liberal e Agressiva. 2.7 Avaliação de estoques a valores de entrada e de saída Nos estoques encontram-se itens de natureza material ou tangível: mercadorias destinadas à venda, no caso das empresas comerciais; matérias-primas e demais insumos indispensáveis à elaboração dos produtos, nas indústrias; e os materiais necessários à prestação de serviços, nas empresas prestadoras de serviços. Ao vender mercadorias, qualquer entidade deve baixar dos estoques o custo do item vendido, transferindo-o para o resultado no final de cada período contábil. Geralmente, para determinar o custo de cada item em estoque utiliza-se um dos seguintes métodos: a) custo específico; b) primeiro a entrar, primeiro a sair; c) último a entrar, primeiro a sair; d) custo médio mensal; e) custo médio ponderado móvel e f) preço de venda a varejo. No que se refere aos valores de saída, Iudícibus (1993a; 181p) apresenta três tipos principais de avaliação a valores de saídas para estoques: recebimentos descontados de caixa, preços correntes de venda e valores realizáveis líquidos. 2.8 Métodos de atribuir custos às unidades em estoques Iudícibus (1993b; p. 180) se refere às bases e métodos de avaliação de estoques como valores de entrada e de saída (ou output), não fazendo nenhuma referência ao custo específico, ao

26 26 PEPS, ao UEPS, ao custo médio mensal, à média ponderada móvel e ao preço de venda a varejo. Já em Iudícibus et alii. (1992a, p. 144 a 151), o mesmo autor refere-se ao custo específico, ao PEPS, ao UEPS, ao custo médio mensal, à média ponderada móvel e ao preço de venda a varejo como métodos de atribuir valor às unidades em estoque, porém, não faz referências aos estoques avaliados a valores de entrada e de saída. Para Osni (1992; p. 82 a 88) os critérios mais conhecidos para avaliação de estoques são: o preço específico, o PEPS, o UEPS e o preço médio. O preço específico, o PEPS, o UEPS, o custo médio mensal, a média ponderada móvel e o preço de venda a varejo, no desenvolvimento deste trabalho, serão tratados como métodos de atribuição de custos às unidades em estoques, bem como determinantes do custo das mercadorias vendidas Custo Específico Esse método consiste em identificar o custo de aquisição de cada unidade em estoque. A cada unidade são identificados os custos de aquisição, sendo tais custos comparados com os preços de venda das unidades que são transferidas para os clientes. O uso do preço específico é um tanto restrito, sendo mais adequado para mercadorias de pouca rotatividade. Para tanto, é necessário fazer-se um controle individual para cada item estocado, tendo por base de avaliação o custo de aquisição Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair - PEPS ou First In First Out FIFO Pelo método PEPS as mercadorias vendidas ou consumidas serão valorizadas pelos preços das primeiras compras, obtendo-se dessa forma o valor do custo das vendas. Esse método tem o seguinte efeito: os estoques finais são avaliados pelo preço das últimas compras e o CMV (Custo das Mercadorias Vendidas) é avaliado pelo preço das primeiras. Em caso de elevação de preço, os estoques ficam avaliados pelo valor das compras mais recentes, enquanto o lucro poderá ser maior em função da dedução dos custos valorizados ao preço das primeiras compras. Esse efeito tende a ser diminuído quando as mercadorias têm alta rotatividade (pouco tempo de permanência

27 27 no estoque) e caso não haja muita diferença de preço entre as mercadorias mais antigas e as mais novas em estoque Último a Entrar, Primeiro a Sair - UEPS ou Last In First Out LIFO O UEPS pode ser considerado como um método oposto ao PEPS. Consiste em utilizar o custo unitário das últimas compras para avaliar as quantidades vendidas ou consumidas. Tem o seguinte efeito: os estoques finais são avaliados pelos preços das primeiras compras e o CMV (Custo das Mercadorias Vendidas) é avaliado pelo preço das últimas compras. A adoção do UEPS sugere uma comparação dos custos correntes com a receita corrente, e os estoques no ativo ficam avaliados pelas compras mais antigas Custo Médio Mensal Este método avalia as unidades em estoque pela média mensal das compras. Consiste em somar o valor do estoque inicial adicionado às compras do mês, sendo o total resultante dividido pelo somatório das quantidades iniciais mais as quantidades adquiridas, encontrando-se, dessa forma, o preço médio mensal. O CMV e o estoque ficam avaliados por este preço médio Custo Médio Ponderado Móvel Obtém-se o preço médio por meio da divisão do total das unidades disponíveis pelo valor total do estoque. O preço médio ponderado é modificado com a aquisição de novas unidades cujos preços unitários sejam diferentes das unidades disponíveis. Assim, o custo médio ponderado é intermediário entre o valor determinado pelo PEPS e pelo UEPS Preço de Venda a Varejo Iudícibus, et alii (1992a; p. 149) diz que O método consiste na apuração do estoque a preço de venda, quer através da contagem física ou de controles permanentes valorizados aos preços unitários de

28 28 venda, que são então convertidos a valores de entrada mediante a sua multiplicação por quociente médio do custo com relação aos preços de venda a varejo para o período. Uma vez apresentados os métodos de atribuir valores as unidades em estoques, quando os avaliamos por preços diferentes, passaremos a analisar as várias metodologias de avaliação de ativos a valores de entradas Custo Histórico É o valor pelo qual determinado ativo é adquirido, ou o valor nominal dos insumos necessários para fabricá-lo e colocá-lo em condições de gerar benefícios para a organização. A avaliação de estoque a custo histórico não é totalmente desprezível, pois serve como parâmetro básico para se efetuarem as correções dos custos e torná-los comparáveis com valores atuais. Tais valores são correntes hoje e históricos amanhã. O que o mensurador deve ser capaz de reconhecer são as limitações dessa alternativa de avaliação. Mercadorias adquiridas em datas diferentes possivelmente podemos no deparar com preços diferentes. E como devemos proceder a avaliação dos estoques, neste caso, necessitamos de algum método para determinar o valor unitário, principalmente se trabalha com um grande variedade e quantidade de bens. Neste caso, sim, precisamos recorrer algum método para determinar o valor dos estoques, ou seja, as mercadorias são registradas pelo valor original, mas segregadas em estoque por meio do PEPS, UEPS, preço médio específico, etc Custo Histórico Corrigido O custo histórico corrigido tem como ponto de partida os custos históricos, ou seja, essa alternativa de avaliação tem por finalidade restaurar ou atualizar os custos históricos pela variação de um índice escolhido. Portanto, esse índice consiste em trazer os ativos adquiridos em datas diferentes a uma moeda de mesma data. Esta metodologia é descrita por Martins (1972; p.22) como sendo o custo histórico que seja objeto de uma correção, quer por um coeficiente derivado do Índice Geral de Preços (IGP), quer por um derivado da variação de um outro índice mais específico. Assim tem-se sempre a possibilidade de se

29 29 colocar diversos custos de diferentes datas em termos de uma moeda de capacidade aquisitiva (geral ou específica) de uma outra data qualquer; isso melhora indubitavelmente a possibilidade de comparações, tão necessárias à Administração e à Economia. O economista Irving Fisher é conhecido por formular o conceito do valor presente, tornando-o atrativo para os contadores como ferramenta de mensuração. Foi Canning quem realmente demonstrou a sua relação com os conceitos contábeis. Canning demonstrou ao menos o que era na teoria o valor de um ativo ou passivo a valor presente (Kam, 1984; p.90). Sefundo Canning (Canning apud Kam, 1984; p.92): o procedimento do valor presente de um método de avaliação direta, porque no cálculo do valor de um ativo ele distribui diretamente a origem do valor associada à futura receita de caixa líquida com os futuros benefícios ou serviços de ativos. Kam ainda afirma que o método do valor presente deve ser empregado para itens de longo prazo, tais como pagamentos e recebimentos de longo prazo. A adoção do custo histórico corrigido está de acordo com o princípio do custo histórico como base de valor. O ajuste consiste em atualizar, em termos de poder aquisitivo, o valor dos bens anteriormente adquiridos, bem como aqueles bens que foram comprados a prazo são trazidos para a moeda do dia em que se estão elaborando as informações contábeis Custo Corrente É o preço corrente da compra que, na data de aquisição de bens e/ou serviços, equivale ao custo histórico. O custo corrente de um ativo já em uso é o valor de mercado do mesmo ativo em estado novo, deduzido da depreciação ou da parcela que gerou benefício para a entidade. Para Martins (1972; 3p): é o custo corrente de aquisição dos inputs que a firma utilizou para possuir o elemento do ativo. O fato de ser a soma dos custos correntes dos inputs nos leva à situação de diferenciarmos: a) quando a empresa fabricou o ativo, o seu custo corrente é a soma dos custos correntes dos fatores que entraram na sua produção; b) quando a empresa comprou o ativo, é o custo corrente de adquiri-lo.

30 30 Desse modo, o custo corrente pode ser considerado como preço de troca para obter um bem com o mesmo potencial de serviços. Hendriksen (1982; 265p) faz o seguinte comentário a respeito do custo corrente: Este preço de troca corrente é o preço de custo que é obtido de cotações num mercado no qual a firma adquiriria seus ativos ou serviços; não pode ser obtido em cotações de mercado em que a firma realmente vende seus ativos ou serviços Custo Corrente Corrigido Por este critério os ativos são avaliados pelos preços correntes de compra e corrigidos pela variação de um índice que represente a flutuação de preços, podendo mesmo ser utilizado o valor presente. Para exemplificar, suponhamos que um bem em 199x é avaliado a valor de mercado, e em 199(x+1) esse mesmo bem tem um outro valor no mercado. Para comparar o valor do bem entre esses dois anos, corrige-se o custo do bem no ano x para a moeda de (x+1) e compara-se com o novo valor de mercado do ano (x+1). Caso o valor do bem no ano (x+1) seja a prazo, deverá ser trazido a valor presente. Iudícibus, (1993b; 116p) diz que O custo corrente corrigido é talvez o mais completo conceito de avaliação de ativos a valores de entrada, pois combina as vantagens do custo corrente com a do custo corrigido Por meio do custo corrente corrigido pode-se determinar o valor máximo pelo qual a firma pode adquirir o ativo; por conseguinte, o valor possível para ser realizável no mercado, à vista Custo Futuro de Reposição Este critério está relacionado com as mercadorias que seriam adquiridas no futuro. É também conhecido como NIFO - Next In First Out. Segundo Barbieri, dado a decisão da empresa em continuar suas operações com os mesmos tipos de produtos ou serviços, o verdadeiro lucro consiste na diferença entre a receita obtida e o custo futuro de substituição da unidade vendida. Entretanto, esse custo futuro de substituição não se reporta à data de ocorrência da venda do bem e sim à data que for realizada a próxima compra (Barbieri, et alii; 23p).

31 31 Partindo-se do pressuposto de que a empresa é constituída para sobreviver por um longo período de tempo, é desejável que se tenham em mente as compras e serviços futuros. Avaliar, porém, os estoques com bases em preços futuros pode-se constituir em arbitragem. Por necessitarmos de um pouco mais de realismo, será preferível avaliarmo-los por bases mais concretas. Além disso devem ser consideradas as mudanças tecnológicas por que os produtos normalmente passam. Para eliminar o efeito futuro utiliza-se da técnica do valor presente. Conhecidas as metodologias de avaliação de ativos a valores de entradas faz-se necessário fazermos uma explanação em relação aos valores de saídas inclusive apresentarmos alguns dos seus partidários, assim como, analisar as metodologias mais usadas a valores de saída. 2.9 Avaliação de estoques a valores de saída Os valores de saída estão ligados ao mercado onde a organização vende seus bens e serviços e se baseiam na avaliação de ativos de modo que estes ativos venham refletir os benefícios futuros. kam, (1984; p.282), a contabilidade a valores de saída tem sido associada principalmente aos nomes de Raymond Chambers e Robert Sterling, e um defensor antigo desse conceito foi Keneth MacNeal, cuja proposta não foi levada a sério na época em que ele a apresentou. MacNeal entende que os princípios contábeis não servem bem a um típico investidor da empresa. Os acionistas de uma empresa com capital pulverizado não conseguem ter acesso à verdade sobre os ativos da companhia em que investiram, ficando em posição desvantajosa em relação aos que têm informações internas. Desse modo MacNeal propõe que a Contabilidade reporte todos os lucros, perdas e valores determinados em mercados competitivos. Como nem todos possuem um mercado pronto, MacNeal sugere que os ativos negociáveis em mercados sejam avaliados a preço de mercado (preço de saída), ativos não negociáveis e produtivos pelo custo de reposição e outros ativos não negociáveis e não produtivos pelo custo original. Os resultados deveriam incluir todos os lucros e perdas, realizados ou não A validade dos valores de saída para estoques depende de estes valores serem relevantes em permitir que mensurações de inventários sejam efetuadas como um valor representativo da firma, principalmente se a empresa puder vender esses estoques.

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