APROVEITAMENTO DAS CASCAS DE COCO VERDE PARA PRODUÇÃO DE BRIQUETE EM SALVADOR - BA

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1 MONICA SILVA SILVEIRA APROVEITAMENTO DAS CASCAS DE COCO VERDE PARA PRODUÇÃO DE BRIQUETE EM SALVADOR - BA Dissertação apresentada ao Programa de Pós graduação em Gerenciamento e Tecnologias Ambientais no Processo Produtivo Ênfase em Produção Limpa, Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, como requisito para obtenção do grau de Mestre. Orientador: Prof. Dr. Sandro Fábio César Salvador 2008

2 S5871 Silveira, Monica Silva Aproveitamento das cascas de coco verde para produção de briquetes em Salvador- BA. / Monica Silva Silveira Salvador-BA, p.; il. Orientador: Dr. Sandro Fábio César Dissertação (Mestrado em Gerenciamento e Tecnologias Ambientais no Processo Produtivo). Universidade Federal da Bahia. Escola Politécnica, Coco. 2. Resíduos orgânicos reaproveitamento. 3. Energia fontes alternativas. 4. Briquetes. I. Universidade Federal da Bahia. Escola Politécnica. II. César, Sandro Fábio. III. Título. CDD

3 TERMO DE APROVAÇÃO MONICA SILVA SILVEIRA APROVEITAMENTO DAS CASCAS DE COCO VERDE PARA PRODUÇÃO DE BRIQUETE EM SALVADOR - BA Dissertação aprovada como requisito para obtenção do grau de Mestre em Gerenciamento e Tecnologias Ambientais no Processo Produtivo Ênfase em Produção Limpa, Universidade Federal da Bahia, pela seguinte banca examinadora: Sandro Fábio César - Orientador Doutor em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC Santa Catarina, Viviana Maria Zanta Doutora em Hidráulica e Saneamento, Universidade de São Paulo - USP São Carlos, Ricardo Fernandes Carvalho Doutor em Ciência e Engenharia de Materiais, Universidade de São Paulo - USP São Carlos, Salvador, 14 de março de 2008.

4 Dedico este trabalho aos meus pais, Francisca e Benedito e ao meu irmão, Flávio. Minha família o meu maior bem.

5 AGRADECIMENTOS A Deus, pela companhia inseparável em todos os dias da minha vida. Aos meus pais, Francisca e Benedito, e ao meu irmão, Flávio, pelos ensinamentos, amor, apoio e dedicação. A Marcos José, companheiro de todas as horas, pelo amor, incentivo e compreensão. Ao Centro de Recursos Ambientais CRA, pela oportunidade de realização deste mestrado. Ao professor orientador, Sandro, pela atenção, incentivo e dedicação. A Empresa de Limpeza Urbana do Salvador Limpurb, pela disponibilidade dos dados e atenção, em especial François Prudhomme, Fátima Sampaio, Pedro Rabello e Euvaldo Nunes. A Luiz Veras, da Embrapa Agroindústria Tropical, pela atenção e informações. Aos meus familiares e padrinhos, pelo carinho, em especial a Kiko, Dina, Juciene, Aládia, Iracy, Thiago, Jaqueline, Katy, Laécio, Lourdes, Carmelito e Alice. Aos meus amigos e colegas do CRA, pelo incentivo, ajuda e carinho, em especial a Cláudia, Rosana, Andréa, Verônica, Neuracy, Rosileide, Anderson, Marcelo, Letícia, Joselita, Sílvio, Jeizon, Luís Cláudio, Ana Cristina, Tatiana, Carlos, Ana Cláudia, Rita Góes, Lúcia de Fátima, Ilton, Artur Wilson e Luiz Paulo. Aos meus amigos, pelo incentivo, ajuda e compreensão, em especial Cilene, Alessandro, Patrícia, Railda, Francis, Rita Dione, Jorge Urpia, Antonio José, Jacira, Ângela, Edenildes, Jorge, Maura, Rita, Vera, Cleide, Natalino e Katy. A Fabriciano, João Paulo, Thiago e Linda Carla, pelo apoio na formatação deste trabalho. A Maria Antoanette, colega de trabalho e de mestrado, pela divisão das aflições, incentivo e orações. A todos os vendedores de água de coco verde, barraqueiros e ambulantes, localizados do Porto da Barra a Ondina, pelas informações prestadas durante a realização deste trabalho, em especial Ary, Alagoas, Marco Pólo, Diego, Luiz, Jorge, Alex, Antonio, Agnaldo e Conceição. A todos, os meus sinceros agradecimentos.

6 RESUMO O presente trabalho consiste no aproveitamento das cascas de coco verde para a produção de briquetes. O Estado da Bahia é o maior produtor de coco do Brasil. A avaliação do potencial de aproveitamento do resíduo do coco verde pode ser uma alternativa para diminuir o espaço ocupado por estes resíduos no aterro sanitário, e desta forma aumentar a vida útil do mesmo, como as melhorias na saúde pública com a redução da proliferação de vetores. O briquete produzido com este resíduo surge também como alternativa para fornecimento de energia preservando as florestas nativas ou plantadas com espécies exóticas e como incremento na cadeia produtiva do coco verde por meio de agregação de valor e geração de emprego e renda para uma classe social menos favorecida e profissionais com mão-de-obra qualificada que estejam desempregados. A área onde foram feitos os levantamentos da quantidade de cascas geradas pelas barracas e ambulantes, além de como é realizado o fluxo do coco verde, da produção até o destino final, foi o trecho da Orla de Salvador-BA do Porto da Barra a Ondina. Os fatores que influenciaram na escolha desta área foram o impacto visual causado pela disposição destes resíduos, a zona turística, a concentração de um comércio específico, barracas, para venda de água de coco verde in natura e o consumo durante todo o ano. O levantamento foi realizado no período de outubro de 2006 a outubro de A média do volume ocupado por 300 cascas de coco, com peso médio de 1,5 kg, foi 1m 3, sendo a média diária de cascas de coco verde geradas na alta estação de unidades e na baixa estação de unidades. São necessárias a média de 25,18 t de cascas de coco verde na alta estação e 12,37 t na baixa estação para atender a demanda mínima da usina de briquetagem. Com isso, o custo anual da Limpurb para coletar e dispor estes resíduos, que poderão ser aproveitados, no aterro sanitário é de R$ ,00. Palavras-chave: cascas de coco verde, aproveitamento, impactos, energia, briquetes.

7 ABSTRACT This paper concerns about the utilization of the green coconut husk for the briquettes production. The State of Bahia is the biggest producer of coconut in Brazil. The evaluation of the utilization potential of the green coconut residues means a path to reduce the gap taken by these residues on the sanitary landfill, in order to increase their useful life, such as the public health improvement because of the decrease of the vectors proliferation. The briquettes which are produced from these residues take form as an alternative for the energy generation, preserving so the native as the planted forests with exotic species, and also as a development of the green coconut trade chain through the value aggregation and the generation of employment and income to poor people and qualified professionals who are unemployed. The area where the surveys of the amount of husks discarded by the tents and vendors and also the way how the green coconut trade chain, from the production through the final destination, was a location along the shore of Salvador-BA, between Porto da Barra and Ondina. The reasons that influenced the choice of that area were the visual impact caused by the disposal of the residues, the tourist zone, the concentration of a specific trade market, the sum of tents to sell green coconut natural water and its consumption during all the year. The research took course from 2006 (October) through 2007 (October). The diary average of the volume taken by 300 green coconut husks, with average weight of 1,5 kg, was 1m 3, and the diary average of green coconut husks discarded during the high season was 2,798 unities and 1,375 unities during the low season. It s necessary an average of tons of green coconut husks on the high season and tons on the low season to satisfy the lowest demand of the briquettes manufacturing plant. Because of this, the annual costs of collecting and disposal in the landfill of residues which can be used by Limpurb is R$ ,00. Keywords: green coconut husk, utilization, impacts, energy, briquettes.

8 LISTA DE FIGURAS FIGURA 01 DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DA PRODUÇÃO DE CARVÃO VEGETAL, DA LENHA E DE MADEIRA EM TORA DA EXTRAÇÃO VEGETAL E SILVICULTURA NO BRASIL NOS ANOS DE 2004 E FIGURA 02 COMPORTAMENTO DA OFERTA E DEMANDA DE MADEIRA DE EUCALIPTO E PINUS NO BRASIL NO PERÍODO DE 2000 A FIGURA 03 COQUEIRO COM DESTAQUE PARA OS FRUTOS E INFLORESCÊNCIA FIGURA 04 CASCAS DE COCO VERDE, OBJETO DE ESTUDO DESTE TRABALHO FIGURA 05 DESENHO ESQUEMÁTICO DAS PARTES QUE COMPÕEM O COCO, COM DESTAQUE PARA O ENRAIZAMENTO DO FRUTO-SEMENTE..41 FIGURA 06 COQUEIROS GIGANTES LOCALIZADOS NA AV. OCEÂNICA BARRA...43 FIGURA 07 COQUEIRO ANÃO LOCALIZADO NA PÇ. BAHIA SOL ONDINA...44 FIGURA 08 CASCAS DO COCO VERDE COM ÁGUA ACUMULADA NO SEU INTERIOR...57 FIGURA 09 CASCAS DO COCO VERDE MISTURADAS A OUTROS TIPOS DE RESÍDUOS...57 FIGURA 10 CASCAS DO COCO VERDE, DEIXADAS POR AMBULANTE, APÓS VENDA DA ÁGUA LOCAL: AV. OCEÂNICA PRÓXIMO AO CRISTO FIGURA 11 CASCA DO COCO VERDE, DEIXADAS POR AMBULANTE, APÓS VENDA DA ÁGUA LOCAL: AV.SETE DE SETEMBRO, ENTRE O PORTO E FAROL DA BARRA FIGURA 12 CASCAS DO COCO VERDE, DEIXADAS POR AMBULANTES, APÓS VENDA DA ÁGUA LOCAL: PRAIA DO PORTO DA BARRA....64

9 FIGURA 13 CASCAS DO COCO VERDE, DEIXADAS POR BARRAQUEIRO, APÓS VENDA DA ÁGUA LOCAL: AV. OCEÂNICA - ONDINA FIGURA 14 - CASCAS DO COCO VERDE, DEIXADAS POR BARRAQUEIRO, APÓS VENDA DA ÁGUA LOCAL: PÇ MAL. DEODORO COMÉRCIO FIGURA 15 CASCAS DE COCO VERDE, DEIXADAS POR AMBULANTE, APÓS VENDA DA ÁGUA LOCAL: PÇ DA PIEDADE - CENTRO...66 FIGURA 16 CONSTITUIÇÃO ESTRUTURAL DE UMA FIBRA VEGETAL...68 FIGURA 17 - EQUIPAMENTOS DA USINA DE BENEFICIAMENTO DAS CASCAS DE COCO VERDE, FORTALEZA-CE FIGURA 18 FLUXOGRAMA OPERACIONAL DA USINA...73 FIGURA 19 CASCAS DE COCO VERDE SENDO DEPOSITADAS NA BAIA...74 FIGURA 20 CASCAS DE COCO VERDE NO ELEVADOR...75 FIGURA 21 CASCA DE COCO DILACERADA APÓS TRITURAÇÃO...75 FIGURA 22 PRENSA COM CALHA PARA RECOLHIMENTO DO LCCV FIGURA 23 CLASSIFICADORA DE PÓ E FIBRA FIGURA 24 PÓ ORIUNDO DAS CASCAS DE COCO VERDE FIGURA 25 FIBRA DE COCO VERDE APÓS SECAR A TEMPERATURA AMBIENTE FIGURA 26 BRIQUETES FIGURA 27 BIOMANTA DE FIBRA DE COCO APLICADA EM TALUDE...83 FIGURA28 MANTAS DE FIBRA DE COCO PRODUZIDAS NA USINA DA EMBRAPA AGROINDÚSTRIA TROPICAL FIGURA 29 BERMALONGAS...84 FIGURA 30 ENCHIMENTO DE FIBRA DE COCO TERMO-ACÚSTICO...87 FIGURA 31 MANTA ANTI-RUÍDO FIGURA 32 CHAPA DE PARTÍCULA COM 20% DE FIBRAS DE COCO E 6% DE ADESIVO...88

10 FIGURA 33 TELHA ECOLÓGICA, COM IMPERMEABILIZAÇÃO (ESQUERDA) E SEM IMPERMEABILIZAÇÃO (DIREITA)...89 FIGURA 34 FLUXOGRAMA COM O FLUXO DO COCO VERDE NA ORLA DE SALVADOR DA PRODUÇÃO A DESTINAÇÃO FINAL...90 FIGURA 35 - ORGANOGRAMA DA DISTRIBUIÇÃO DE COCO NA BAHIA FIGURA 36 CAMINHONEIRO DISTRIBUINDO COCOS VERDES NAS BARRACAS DE COCO DO FAROL DA BARRA...93 FIGURA 37 COCOS VERDES ARMAZENADOS NO BALCÃO DA BARRACA DE COCO - PRAIA DO PORTO DA BARRA...94 FIGURA 38 COCOS VERDES ARMAZENADOS NA BARRACA DE COCO DA PÇ. BAHIA SOL - ONDINA...94 FIGURA 39 COCOS VERDES ARMAZENADOS, PELO AMBULANTE, NA AREIA DA PRAIA E NO ISOPOR - PRAIA DO PORTO DA BARRA...95 FIGURA 40 CASCAS DE COCO VERDE ACONDICIONADAS EM TONÉIS E CONTÊINER DE 240 L PRAIA DO PORTO DA BARRA...97 FIGURA 41 CONTÊINERES METÁLICOS NO FORTE DE SANTA MARIA-BARRA.98 FIGURA 42 COMPACTADOR COLETANDO O LIXO DAS BARRACAS DE COCO DO FAROL DA BARRA, DESTAQUE PARA A FORMA COMO OS ESÍDUOS SÃO COLOCADOS NO CARRO FIGURA 43 COMPACTADOR DO SETOR ORLA I DESCARREGANDO NA ESTAÇÃO DE TRANSBORDO FIGURA 44 PRAIA DO PORTO DA BARRA, COM OS VENDEDORES DE COCO FIGURA 45 PRAIA DO FAROL DA BARRA, COM OS VENDEDORES DE COCO.1110 FIGURA 46 PRAIA DE ONDINA, COM OS VENDEDORES DE COCO FIGURA 47 QUANTIDADE DE CASCAS DE COCO GERADAS PELAS BARRACAS DE COCO DAS PRAIAS DO PORTO DA BARRA, FAROL DA BARRA E ONDINA NO PERÍODO 0UT/06 A OUT/

11 FIGURA 48 QUANTIDADE DE CASCAS DE COCO GERADAS PELAS BARRACAS DE PRAIA E AMBULANTES DAS PRAIAS DO PORTO DA BARRA, FAROL DA BARRA E ONDINA NO PERÍODO DE 0UT/06 A OUT/ FIGURA 49 QUANTIDADE TOTAL DE CASCAS DE COCO GERADAS PELAS BARRACAS DE COCO, BARRACAS DE PRAIA E AMBULANTES NAS PRAIAS DO PORTO DA BARRA, FAROL DA BARRA E ONDINA NO PERÍODO 0UT/06 A OUT/ FIGURA 50 QUANTIDADE TOTAL DE CASCAS DE COCO GERADAS PELAS BARRACAS DE COCO E AMBULANTES NA ÁREA DE ESTUDO NO PERÍODO DE 0UT/06 A OUT/ FIGURA 51 QUANTIDADE TOTAL DE CASCAS DE COCO NA ÁREA DE ESTUDO NO PERÍODO DE 0UT/06 A OUT/ FIGURA 52 - QUANTIDADE DE RESÍDUOS SÓLIDOS COLETADOS PELO SETOR ORLA I NO PERÍODO DE OUT/06 A OUT/ FIGURA 53 LENHA ORIUNDA DE REFLORESTAMENTO PARA USO NA CALDEIRA-FRIGORÍFICO DE AMARGOSA FIGURA 54 BRIQUETADEIRA DO TIPO PISTÃO FIGURA 55 BRIQUETADEIRA DO TIPO EXTRUSORA DE ROSCA SEM FIM

12 LISTA DE QUADROS QUADRO 01 CLASSIFICAÇÃO TAXONÔMICA DO COQUEIRO...42 QUADRO 02 INTRODUÇÃO, ORIGEM, PROCEDÊNCIA, INTRODUTOR E LOCAL DE PLANTIO DO COQUEIRO GIGANTE NO BRASIL...47 QUADRO 03 INTRODUÇÃO, ORIGEM, PROCEDÊNCIA, INTRODUTOR E LOCAL DE PLANTIO DO COQUEIRO ANÃO NO BRASIL...48 QUADRO 04 ENFERMIDADES RELACIONADAS COM O RESÍDUO SÓLIDO TRANSMITIDAS PELOS MACROS VETORES...55 QUADRO 05 VANTAGENS E DESVANTAGENS DA COLETA DIURNA E NOTURNA QUADRO 06 VANTAGENS E DESVANTAGENS DA COLETA TERCERIZADA...105

13 LISTA DE TABELAS TABELA 01 PRINCIPAIS PAÍSES PRODUTORES DE COCO E A PRODUÇÃO (1.000 T) NO PERÍODO DE 2001 A TABELA 02 - QUANTIDADE PRODUZIDA (1.000 frutos) DE COCO-DA-BAIA, POR REGIÃO E OS DOIS ESTADOS COM MAIOR PRODUÇÃO EM CADA REGIÃO DO BRASIL NO PERÍODO DE 2001 A TABELA 03 MUNICÍPIOS BAIANOS COM MAIOR PRODUÇÃO (1.000 frutos) DE COCO-DA-BAIA NO PERÍODO DE 2001 A TABELA 04 NOTIFICAÇÕES DE ALGUMAS DOENÇAS NO ESTADO DA BAHIA NO PERÍODO DE 2004 A TABELA 05 CARACTERÍSTICAS DOS PRINCIPAIS GASES DO EFEITO ESTUFA..59 TABELA 06 EMISSÕES DE METANO DEVIDO A DISPOSIÇÃO E TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO BRASIL NO PERÍODO DE 1990 A TABELA 07 VALORES MÉDIOS DAS PRINCIPAIS PROPRIEDADES DA FIBRA DE COCO VERDE...69 TABELA 08 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DE ALGUMAS FIBRAS VEGETAIS (% EM PESO)...69 TABELA 09 PROPRIEDADES FÍSICAS DE ALGUMAS FIBRAS VEGETAIS E SINTÉTICAS...70 TABELA 10 - QUANTIDADE DE EQUIPAMENTOS UTILIZADOS PARA ACONDICIONAR CASCAS DE COCO NA ÁREA DE ESTUDO...99 TABELA 11 QUANTIDADE DE BARRACAS E AMBULANTES NA ÁREA DE ESTUDO TABELA 12 QUANTIDADE DE CASCAS DE COCO GERADAS PELAS BARRACAS DE COCO DAS PRAIAS DO PORTO DA BARRA, FAROL DA BARRA E ONDINA NO PERÍODO 0UT/06 A OUT/

14 TABELA 13 QUANTIDADE DE CASCAS DE COCO GERADAS PELAS BARRACAS DE PRAIA E AMBULANTES DAS PRAIAS DO PORTO DA BARRA, FAROL DA BARRA E ONDINA NO PERÍODO 0UT/06 A OUT/ TABELA 14 QUANTIDADE DE CASCAS DE COCO GERADAS PELAS BARRACAS DE COCO, BARRACAS DE PRAIA E AMBULANTES NAS PRAIAS DO PORTO DA BARRA, FAROL DA BARRA E ONDINA NO PERÍODO 0UT/06 A OUT/ TABELA 15 QUANTIDADE TOTAL DE CASCAS DE COCO GERADAS PELAS BARRACAS DE COCO E PELOS AMBULANTES NA ÁREA DE ESTUDO NO PERÍODO 0UT/06 A OUT/ TABELA 16 QUANTIDADE DE RESÍDUOS SÓLIDOS COLETADOS PELO SETOR ORLA I NO PERÍODO DE OUT/06 A OUT/ TABELA 17 CARACTERÍSTICAS DOS BRIQUETES TABELA 18 - CONSUMO DE BRIQUETES EM RELAÇÃO A LENHA TABELA 19 QUANTIDADE DE ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS TIPO: CHURRASCARIAS, PADARIAS E PIZZARIAS EXISTENTES EM SALVADOR TABELA 20 QUANTIDADE DE FRIGORÍFICOS COM LICENÇA AMBIENTAL, POR MUNICÍPIO TABELA 21 QUANTIDADE DE ESTABELECIMENTOS NA RMS POR ATIVIDADE E MUNICÍPIO TABELA 22 CONSUMO DE LENHA MENSAL (m 3 ) NA RMS POR ATIVIDADE E MUNICÍPIO TABELA 23 QUANTIDADE, EM PESO, DE CASCAS DE COCO VERDE GERADAS DIARIAMENTE, NA ALTA E BAIXA ESTAÇÃO, NA ÁREA DE ESTUDO E QUANTIDADE NECESSÁRIA PARA ABASTECER A USINA TABELA 24 PERCENTUAL DAS DESPESAS DE CAPITAL E CORRENTES EM RELAÇÃO AO ORÇAMENTO TOTAL DO PROJETO...132

15 TABELA 25 RELAÇÃO DE EQUIPAMENTOS PARA PRODUÇÃO DE BRIQUETES, COM SUAS RESPECTIVAS POTÊNCIAS ALTERNATIVA TABELA 26 CUSTOS DOS EQUIPAMENTOS E ENERGIA ALTERNATIVA TABELA 27 RELAÇÃO DE EQUIPAMENTOS PARA PRODUÇÃO DE BRIQUETES, COM SUAS RESPECTIVAS POTÊNCIAS ALTERNATIVA TABELA 28 CUSTOS DOS EQUIPAMENTOS E ENERGIA ALTERNATIVA TABELA 29 CUSTO DA LIMPURB COM OS SERVIÇOS DE COLETA E DISPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS SOLIDOS URBANOS TABELA 30 CUSTO COM A COLETA E DISPOSIÇÃO FINAL DAS CASCAS DE COCO GERADAS NA ÁREA DE ESTUDO E NECESSÁRIA PARA A USINA...136

16 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas AMC Aterro Metropolitano Centro APP Áreas de Preservação Permanente ASBRACOCO Associação Brasileira dos Produtores de Coco CERBCAA Comitê Estadual da Reserva da Biosfera Caatinga CEPLAC Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira CETESB Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental CETREL Empresa de Proteção Ambiental COEP Comitê de Entidades no Combate a Fome e pela Vida CONDER Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia COPANT Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas CRA Centro de Recursos Ambientais EMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária FAO Organização de Alimento e de Agricultura das Nações Unidas FEMA Fórum Empresarial para o Meio Ambiente GEE Gases de Efeito Estufa GWP Potencial de Aquecimento Global IBAM Instituto Brasileiro de Administração Municipal IBAMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística INPA Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia IPCC Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas IRHO Instituto de Pesquisas de Óleos e Oleaginosas IPT Instituto de Pesquisas Tecnológicas JUCEB Junta Comercial do Estado da Bahia LIMPURB Empresa de Limpeza Urbana do Salvador LCCV Líquido da Casca de Coco Verde NBR Regulamentação das Normas Brasileiras OMM Organização Mundial de Metereologia ONU Organização das Nações Unidas PNEUMA Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente RMS Região Metropolitana de Salvador SEAGRI Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária SEBRAE Serviço Brasileiro de Apóio as Micro e Pequenas Empresas SECOMP Secretaria de Combate a Pobreza e as Desigualdades Sociais SEMARH Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos SESAB Secretaria de Saúde do Estado da Bahia SESP Secretaria de Serviços Públicos UNEP Programa de União das Nações do Meio Ambiente WBCSD World Business Council for Sustainable Development

17 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO PROBLEMATIZAÇÂO OBJETIVOS Objetivo Geral Objetivos Específicos JUSTIFICATIVA METODOLOGIA Classificação do Estudo Delimitação da Pesquisa Identificação das Variáveis Técnicas de coletas de dados Estrutura da Pesquisa RESULTADOS ESPERADOS PERSPECTIVAS Originalidade da Pesquisa Contribuições da Pesquisa 37 2 O COQUEIRO E O COCO A ORIGEM DO COQUEIRO O COQUEIRO E O FRUTO CARACTERIZAÇÃO DAS VARIEDADES DO COQUEIRO O coqueiro gigante O coqueiro anão O coqueiro híbrido A INTRODUÇÃO DO COQUEIRO GIGANTE NO BRASIL A INTRODUÇÃO DO COQUEIRO ANÃO NO BRASIL A INTRODUÇÃO DO COQUEIRO HIBRIDO NO BRASIL PRODUÇÃO DE COCO NO MUNDO, NO BRASIL E NA BAHIA 49 3 PRINCIPAIS IMPACTOS CAUSADOS COM A DISPOSIÇÃO DAS CASAS DE COCO VERDE 52

18 3.1 DEMANDA DE ÁREA PROLIFERAÇÃO DE VETORES PRODUÇÃO DE METANO (CH 4 ) POLUIÇÃO VISUAL 61 4 A FIBRA DE COCO COMPOSIÇÃO DA FIBRA DE COCO CARACTERÍSRISTICAS DA FIBRA DE COCO ETAPAS DO BENEFICIAMENTO DA CASCA DE COCO VERDE PARA OBTENÇÃO DE FIBRA E PÓ USOS DA FIBRA E PÓ DE COCO VERDE Fabricação de briquetes Outros Usos 81 Uso na agricultura 81 Produção de mantas e retentores de sedimento 82 Produção de enzimas 84 Matrizes poliméricas 85 Isolante térmico e acústico 86 Obtenção chapa de partículas e telhas 87 5 FLUXO DO COCO VERDE NA ORLA DE SALVADOR DA PRODUÇÃO ATÉ A DESTINAÇÃO FINAL PRODUTOR DISTRIBUIDOR E COMPRADOR ARMAZENAMENTO CONSUMIDOR ACONDICIONAMENTO DOS RESÍDUOS GERADOS COLETA/TRANSPORTE DISPOSIÇÃO FINAL LEVANTAMENTO DA QUANTIDADE DE CASCAS DE COCO VERDE NA ORLA DE SALVADOR - TRECHO PORTO DA BARRA A ONDINA LOCALIZAÇÃO 109

19 6.2 ANÁLISE DOS DADOS DE GERAÇÃO DE RESIDUOS DE COCOS NO TRECHO ESTUDADO DADOS DE PRODUÇÃO DE RESÍDUO NO SETOR ESTUDADO - LIMPURB AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DE APROVEITAMENTO DAS CASCAS DE COCO VERDE GERADAS EM SALVADOR PARA PRODUÇÃO DE BRIQUETES BRIQUETES Histórico Definição Características dos briquetes Vantagens do uso de briquetes Mercado Consumidor MONTAGEM DA USINA Usina de Briquetagem Demanda de matéria-prima Alternativas para equipamentos da Usina DIRETRIZES ESTRUTURANTES PARA A AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DE APROVEITAMENTO DAS CASCAS DE COCO VERDE PARA PRODUÇÃO DE BRIQUETES Diretriz tecnológica Diretriz Social CONTROLE DE PROCESSO CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES 142 REFERÊNCIAS 145 ANEXO 154

20 1 INTRODUÇÃO No decorrer dos anos para se atender as necessidades humanas foi-se desenhando uma equação desbalanceada: retirar, consumir e descartar. É exatamente na ponta desta equação que está um dos problemas da sociedade moderna a produção de resíduos (SÃO PAULO, 1998). Das cidades mais populosas até as comunidades mais carentes um número crescente de pessoas e administrações municipais está se esforçando para encontrar as melhores soluções para as questões dos resíduos sólidos urbanos. Esses problemas são realmente novos se comparados com décadas atrás, e infelizmente não se resolvem sozinhos. As situações são bem diferentes em cada município, porém pode-se garantir que diante dos recursos humanos e materiais atualmente existentes e disponibilizados em cada administração pública, as dificuldades ainda são grandes, cabendo as prefeituras procurar soluções adequadas para gerenciar os resíduos sólidos municipal. Segundo Grippi (2001) gerenciar os resíduos sólidos na concepção da palavra, significa cuidar dele do berço ao túmulo, ou seja, desde sua geração, seleção e disposição; a qual deve ter um destino ambiental e sanitário adequados, a fim de não contaminar o solo, o ar, as águas superficiais e subterrâneas e evitar a proliferação de vetores que podem causar doenças ao homem. A crescente preocupação com a quantidade de resíduos sólidos produzidos e o aumento do custo da matéria-prima, aliados ao desenvolvimento de tecnologia, viabilizam o aproveitamento e reciclagem cada vez maior dos resíduos, promovendo economia de recursos naturais, diminuição da poluição ambiental, geração de empregos diretos e indiretos e redução do volume de material a ser disposto. De acordo com os dados da Empresa de Limpeza Urbana do Salvador LIMPURB (2007a), atualmente a Prefeitura Municipal de Salvador gasta, em torno de R$ 150 milhões por ano para administrar os resíduos sólidos do município que gera, em média, 2,4 mil toneladas por dia de resíduos sólidos urbanos (incluindo os resíduos domiciliar e público).

21 20 Salvador é uma cidade litorânea e turística, onde a água de coco verde é bastante apreciada pela população, mas este consumo acarreta na geração de uma grande quantidade de resíduo sólido, cascas do coco verde, que sem ter um aproveitamento adequado, acaba sendo destinado ao aterro sanitário municipal. A reciclagem tem papel fundamental dentro do conceito de desenvolvimento sustentável, cabendo a cada pessoa fazer sua parte e cobrar eficiência do setor público, a quem cabe gerenciar os resíduos sólidos urbanos com eficiência e responsabilidade. A publicação da Agenda 21 foi um grande passo para a realização de um verdadeiro compromisso com o desenvolvimento sustentável e pode ajudar no gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos nas cidades; principalmente no que diz respeito ao aumento da reutilização e reciclagem ambientalmente saudáveis dos resíduos. Para Teixeira e Zanin (1999) a reciclagem de materiais pode ser definida como o processo por meio do qual os constituintes de um determinado corpo ou objeto passa em momento posterior, a serem componentes de outro corpo ou objeto semelhante ou não ao anterior. Estes mesmos autores consideram a reciclagem como uma das etapas essenciais no gerenciamento integrado dos resíduos sólidos de uma comunidade; podendo ser classificada, de uma maneira geral em: a) Reciclagem primária: é o processo de um resíduo para fabricação de um produto com características similares ao original; b) Reciclagem secundária: é o processo de resíduos com obtenção de produtos diferentes ao original. É tipicamente o caso da reciclagem a partir dos resíduos sólidos urbanos, também chamados reciclagem pós-consumo; c) Reciclagem terciária: implica na obtenção a partir de um produto, dos componentes químicos básicos do mesmo. É obtida por processos como pirólise e hidrólise, sendo também denominada reciclagem química; d) Reciclagem quaternária: é a utilização do conteúdo energético dos materiais por meio de queima ou incineração; também conhecida como reciclagem energética, Neste sentido apesar do nome, não é propriamente uma reciclagem, mas sim um reaproveitamento de materiais. Segundo Kiperstok e outros (2002), na impossibilidade dos resíduos serem reutilizados ou reciclados no processo produtivo (internamente), o reuso e a reciclagem externa bem como a

22 21 recuperação de alguns componentes ou energia deverá ser adotada ao invés de sua simples disposição no ambiente. Para Valle (1995), um material deixa de ser considerado resíduo pela sua valorização como matéria-prima para a produção de novos produtos. Com isso, as cascas do coco verde, enquanto matéria-prima não utilizada apresenta custos e impactos para a sociedade e meio ambiente, ao passo que o seu aproveitamento, para geração de energia, agrega valor ao resíduo e pode trazer benefícios para o meio como um todo. 1.1 PROBLEMATIZAÇÂO O aproveitamento das cascas de coco vem sendo feito em alguns estados brasileiros a exemplo do Pará, Ceará e Rio de Janeiro. Empresas automobilísticas, de beneficiamento do coco, a Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias EMBRAPA, Universidades Federais e Estaduais, dentre outras, estão investindo em pesquisas para encontrar maneiras de utilização das cascas de coco verde. Em 2004, o Governo do Estado da Bahia firmou protocolo de intenções para a instalação de uma unidade de beneficiamento de cascas de coco verde em Salvador. Este projeto é uma iniciativa conjunta do Governo do Estado por meio das Secretarias de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária - SEAGRI, de Combate a Pobreza e as Desigualdades Sociais - SECOMP e a PMS por meio da Secretaria de Serviços Públicos SESP/Limpurb, com apoio técnico da Embrapa Agroindústria Tropical que já havia implantado em Fortaleza uma unidade desta, conforme pode ser visto na seção 04 deste trabalho (Bahia, 2005). O objetivo geral do projeto era fomentar a geração de trabalho e renda com a implantação de uma unidade de beneficiamento de casca de coco verde para fabricação e comercialização solidária de produtos artesanais e insumos agrícola e industrial, ou seja, a idéia seria a venda de fibras de coco, pó da casca de coco, vasos e outros (Bahia, 2005). Apesar de o projeto ter sido elaborado, até a presente data, o mesmo não foi implantado, não tendo sido divulgada a metodologia utilizada na elaboração do mesmo. Portanto para avaliar o potencial de aproveitamento das cascas de coco verde para produção de briquetes foi preciso

23 22 desenvolver uma metodologia especifica para quantificar as cascas de coco verde e avaliar o potencial de aproveitamento da mesma para a produção de briquetes na cidade do Salvador. De acordo com os dados levantados pela Associação Brasileira de Produtores de Coco - ASBRACOCO (BRASIL, 2002), a produção brasileira é comercializada como descrito a seguir. Trinta e cinco por cento (35%) destinam-se às agroindústrias, que produzem, principalmente, coco ralado e leite de coco, para atender a demanda de grandes empresas produtoras de chocolate, biscoito, iogurtes, sorvetes e padarias. Deste percentual, 99% são constituídos de coco seco e o restante é destinado à indústria engarrafadoras de água de coco verde; Trinta e cinco por cento (35%) destinam-se aos mercados Sudeste/Sul para atender às pequenas indústrias, a exemplo de docerias, padarias, sorveterias, e outras, sendo em torno de 90% de frutos verdes e os outros 10% de coco seco; Os trinta por cento (30%) restantes ficam no mercado nordestino, para atender ao consumo in natura, tanto de coco seco como de coco verde. Em decorrência da forte tradição do consumo na culinária e o grande número de pequenas indústrias, estima-se que 80% do consumo nordestino sejam de coco seco e 20% de coco verde. Desta forma, do consumo estimado de coco no mercado brasileiro, 62% é de coco seco e 38% é de coco verde. Segundo os dados do IBGE (2006), o Brasil possui uma área com plantação de coco de ha sendo a produção de frutos. Desta produção 66,52% encontra-se no nordeste e a Bahia, o Estado brasileiro que mais produz coco, com uma área plantada de ha, teve uma produção de frutos na safra A Bahia é responsável por 47,57% da produção de coco do nordeste e 31,32% da produção nacional. As cascas de coco verde geradas em Salvador, após o consumo da água, têm como destino final os rios, os terrenos baldios e o aterro sanitário. Representando 80% do peso do fruto (ROSA e outros, 2001), estudos já comprovaram que as cascas de coco podem ser aproveitadas para diversos fins. Neste trabalho pretende-se avaliar o potencial de aproveitamento das cascas de coco verde geradas pelos ambulantes e pelas barracas de praia e de coco da orla de Salvador para geração de energia, ou seja, para fabricação de briquetes.

24 23 O trabalho aborda as seguintes questões: - Como é realizado o fluxo do coco verde da produção até o destino final, na orla de Salvador? - Qual a forma de armazenamento? Como são coletadas? Qual o destino final? - Qual a realidade da situação existente com relação a quantidade de cascas de coco verde geradas diariamente pelos ambulantes e pelas barracas? - Existe viabilidade para o aproveitamento deste resíduo? - Quais os ganhos econômicos, sociais e ambientais com o aproveitamento destes resíduos? - Deve ser feita coleta seletiva? - Os vendedores de água de coco têm interesse em viabilizar esta questão? 1.2 OBJETIVOS Objetivo Geral Avaliar o potencial de aproveitamento das cascas de coco verde para produção de briquete Objetivos Específicos - Realizar o diagnóstico do resíduo do coco verde das barracas e ambulantes do trecho da orla de Salvador Porto da Barra a Ondina; - Levantar e sistematizar dados por meio de revisão da literatura relacionada com a utilização do resíduo do coco verde; - Identificar os impactos ambientais gerados pela disposição do resíduo do coco verde.

25 JUSTIFICATIVA Segundo dados do IBGE (2006), a Bahia é o Estado brasileiro com maior produção de coco e uma cidade como Salvador, litorânea e turística, tem uma grande quantidade de resíduo gerado com o consumo de água de coco. As cascas de coco representam 70 a 80% do lixo de praia do nordeste, sendo a sua degradação lenta, em torno de 08 anos, o que causa grande impacto ambiental nos aterros sanitários em função, principalmente, do grande volume (ROSA, 2006; AGENCIA BRASIL, 2004). De acordo com os dados da Limpurb, em outubro de 2007, a quantidade, média, de lixo de praia gerado em Salvador foi de 43,76 toneladas/dia. Este lixo é constituído da limpeza de praia, propriamente dito, coleta dos resíduos gerados nas barracas de praia e de coco e lixo domiciliar. O modelo atual do gerenciamento do coco verde em Salvador é do tipo fim-de-tubo, ou seja, extração dos recursos e a disposição dos resíduos em aterro sanitário. A estratégia de produção mais limpa foi introduzida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente PNUMA em 1989, apresentando atualmente a seguinte definição: é a aplicação continua de uma estratégia ambiental preventiva integrada, aplicada aos processos, produtos e serviços para aumentar a eficiência e reduzir os riscos para os seres humanos e ao meio ambiente. Entendendo o coco verde como um produto a estratégia de produção mais limpa aplica-se a redução dos impactos negativos ao longo do ciclo de vida deste produto desde a extração até a disposição final (WBCSD e UNEP, 1997). Acrescenta-se que a produção mais limpa tem como propósito a minimização dos resíduos, a redução do uso de matéria-prima e insumos (utilizando-os de forma racional), a maximização da eficiência energética e a minimização dos impactos ambientais ao longo de todas as etapas do processo produtivo e de consumo do produto (CHRISTIE, ROLFE e LEGARD, 1995). O aproveitamento do resíduo do coco verde para geração de energia por meio da produção de briquetes constitui no uso sustentável de biomassa como combustível não incrementando o

26 25 teor de CO 2 na atmosfera, já que este é produzido durante a combustão equilibrando-se com o CO 2 consumido durante a fotossíntese (LORA, 2002). A substituição do uso da lenha por briquetes produzidos a partir do aproveitamento das cascas de coco verde pode trazer benefícios para a vegetação nativa já que existem basicamente duas maneiras de extração de madeira para produção de lenha: A primeira é por meio da silvicultura que, de acordo com o IBGE (2005), é a atividade que se ocupa do estabelecimento, desenvolvimento e da reprodução de florestas, visando múltiplas aplicações. O plantio em silvicultura é feito geralmente com espécies exóticas (de outros locais) como eucalipto e pinus americano e espécies nativas como pinheiro brasileiro e mogno; geralmente os produtos obtidos são madeiras em tora (para papel e celulose, construção civil, movelaria e náutica), lenha e carvão. A segunda é por meio do extrativismo vegetal, onde os produtos são simplesmente coletados em vegetações nativas espontâneas. Podem ser produtos madeireiros como madeira em tora, lenha e carvão e não madeireiros como borracha, fibras, folhas e raízes medicinais, dentre outros. De acordo com os dados do IBGE (2005), o município de Inhambupe - Ba é o sétimo maior produtor nacional de lenha da silvicultura e a Bahia lidera a produção nacional com relação à lenha originária do extrativismo vegetal, sendo os municípios de Xique-Xique, Serra do Ramalho, Riacho de Santana, Bom Jesus da Lapa, Wagner, Paratinga e Itaberaba os maiores produtores. A Figura 01 representa a distribuição percentual de produção de carvão vegetal, lenha e de madeira em tora de extração vegetal e silvicultura no Brasil nos anos de 2004 e 2005.

27 26 FIGURA 01 DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DA PRODUÇÃO DE CARVÃO VEGETAL, DA LENHA E DE MADEIRA EM TORA DA EXTRAÇÃO VEGETAL E SILVICULTURA NO BRASIL NOS ANOS DE 2004 E Fonte: IBGE Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Agropecuária, Produção de Extração Vegetal e da Silvicultura, Por meio da Figura 01, pode-se observar que da silvicultura, com exceção do carvão vegetal, a produção de lenha e madeira em tora aumentou; tal fato se deve ao setor madeireiro estar atuando em consonância com a legislação ambiental no sentido de diminuir a exploração de espécies vegetais nativas. Salienta-se que a demanda por matéria-prima, no setor madereiro, tem sido atendida por meio das práticas de redução dos desperdícios, cultivo de floresta homogênea e adoção de reciclagem de matérias. Com relação a extração vegetal houve um pequeno decréscimo em relação a lenha e a madeira em tora, fato que pode estar relacionado há maior fiscalização dos órgãos ambientais. A legislação ambiental no setor madeireiro está cada vez mais rigorosa no sentido de aplicação da lei. Nos últimos anos o uso de lenha em caldeiras e fornos de atividades passíveis de licenciamento ambiental como frigoríficos e olarias só é permitido, pelo CRA, mediante apresentação de documentação que comprove a procedência desta lenha. Além disto, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos SEMARH está cada vez mais atuante no sentido de autorizar a supressão de vegetação para silvicultura. Embora o Código Florestal, Lei Federal nº 4.771/65, defina as diretrizes básicas para conservação, corte e exploração das florestas existentes no território nacional, deve-se lembrar

28 27 que as mesmas estão relacionadas com as Áreas de Preservação Permanente - APP e Reserva Legal não protegendo o restante da vegetação existentes nos biomas, no caso do Estado da Bahia, caatinga, cerrado e mata atlântica. Em ecologia, chama-se bioma uma comunidade biológica, ou seja, fauna e flora e suas interações entre si e com o ambiente físico: solo, água e ar. Em cada bioma há um tipo de vegetação predominante, que ocupa a maior parte da área e que é determinado principalmente pelo clima e solo. O Bioma Caatinga localiza-se na região do semi-árido sendo o único bioma genuinamente brasileiro. Ocupa uma área total de km 2, estende-se por 70% da área do nordeste e 9,92% do Brasil. O Estado da Bahia detêm 37% da área deste bioma com aproximadamente 23% da população do estado vivendo no domínio da caatinga (CERBCAA, 2007; IBGE, 2004). Este bioma é considerado extremamente frágil em virtude da flora e fauna existente. Nos últimos quinze anos aproximadamente km 2 de sua área se transformaram em deserto devido a interferência do homem na região (CERBCAA, 2007). Na caatinga a situação social é extremamente complexa, com a maioria da população rural dedicada a cultura de subsistência, pecuária e ao extrativismo vegetal. O desmatamento da caatinga para o consumo industrial da lenha é cada vez maior, principalmente porque não existem leis especificas para proteção deste bioma. Alguns produtores de lenha são orientados a realizar o manejo sustentável da madeira, que consiste em dividir o terreno em várias partes e cada ano cortar as árvores de apenas uma delas, também o uso de fornos mais eficientes, que consumam menos lenha, e o uso de lenha seca (mais velha) são medidas que devem ser implantadas pelos proprietários de olarias, restaurantes e padarias para reduzir o consumo de lenha e desta forma conservar mais a caatinga. (COEP, 2007). O Bioma Cerrado está localizado basicamente no planalto central do Brasil, sendo o segundo maior bioma brasileiro, superado apenas pela Floresta Amazônica. Ocupa uma área de 2.036,448 km 2, ocupando 23,92 % do território brasileiro. Na Bahia, este bioma encontra-se

29 28 distribuído de forma heterogênea, compondo várias áreas de transição cerrado/caatinga e cerrado/floresta atlântica, no entanto a sua maior concentração esta na região oeste (WWF, 2007; IBGE, 2004). A cobertura vegetal do cerrado varia desde os campos sem árvores ou arbustos até o cerrado lenhoso denso com matas ciliares. O cerrado brasileiro é conhecido como a savana mais rica do mundo em biodiversidade com diversos ecossistemas, riquíssima flora com aproximadamente espécies endêmicas (AMBIENTE BRASIL, 2007). Nas últimas décadas o cerrado tem passado por um processo de urbanização e ocupação agrícola além de desmatamento para retirada de material lenhoso, principalmente nos encraves de cerrado (área de transição de duas ou mais tipologias vegetacionais que se misturam ou se interpenetram), com isso técnicas agrícolas e planos de manejo devem ser adotados para conservar a vegetação nativa. O bioma floresta atlântica ou mata atlântica estende-se por todo o litoral brasileiro, ou seja, do nordeste até o sul. Ocupa uma área de km 2 representando 13,04% do território brasileiro (IBGE, 2004). Este bioma é composto por uma série de tipologias fitogeográficas, constituindo desta forma em um mosaico vegetacional onde abriga uma das maiores biodiversidades do mundo, tendo sido identificada como a 5ª área mais ameaçada e rica em espécies endêmicas do mundo (IBAMA, 2007). Cabe salientar que a riqueza pontual neste bioma é tão significativa que os dois maiores recordes mundiais de diversidade botânica para plantas lenhosas foram registrados nesse bioma, 454 espécies em um único hectare do sul da Bahia e 476 espécies em amostra de mesmo tamanho na região serrana do Espírito Santo. (ALIANÇA MATA ATLÂNTICA, 2007). A exploração da mata atlântica iniciou com o descobrimento do Brasil, primeiro foi a exploração do pau-brasil depois o processo de desmatamento prosseguiu com os ciclos de cana-de-açúcar, do ouro, da produção de carvão vegetal, de extração da madeira, de plantações de cafezais e pastagens, da produção de papel e celulose, da construção de rodovias e barragens e do processo de urbanização com o surgimento das grandes capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. (IBAMA, 2007; SILVA E MIRANDA, 1997).

30 29 A conservação da Mata Atlântica é alvo de interesse dos setores do governo, sociedade civil organizada, instituições acadêmicas e setor privado. Apesar da forte pressão antrópica que cresce a cada dia existe um amplo arcabouço legal para a proteção deste bioma tais como: a constituição do Brasil de 1988 no seu capitulo referente ao Meio Ambiente que reconhece a importância da conservação da mata atlântica declarando-a patrimônio nacional; as portarias Federais do IBAMA nº 218/89 e 438/89 que normaliza os procedimentos quanto a autorizações de derrubada e exploração florestal envolvendo mata atlântica, além do Decreto Federal nº /06 (Lei da Mata Atlântica) que dispõem sobre a utilização e proteção da vegetação nativa no bioma mata atlântica. Com relação aos tipos de biomas existentes no estado da Bahia, o que possui maior quantidade de leis voltadas para sua conservação é o da mata atlântica, contudo nestes biomas os modelos de utilização dos recursos florestais ainda caracterizam-se, em sua grande maioria, pelo extrativismo e eliminação da vegetação por meio do desmatamento puro e simples. Em alguns casos para a ocupação do solo com agropecuária, mas muitas vezes para comercialização da lenha. Apesar de existir no litoral Norte da Bahia empresas que praticam a silvicultura muitos empreendimentos, principalmente de micro e pequeno porte localizadas na Região Metropolitana de Salvador - RMS e adjacência adquirem lenha de madeira nativa devido aos seguintes fatores: o custo para a produção da lenha oriunda de reflorestamento é maior devido aos gastos com a implantação e desenvolvimento para a formação do cultivo além dos impostos, encargos sociais e administrativos do empreendimento; a concentração da oferta em poucas empresas não oferece competitividade no mercado e a insuficiência de técnicos para a fiscalização do cumprimento da legislação vigente, favorece a realização dos desmatamentos ilegais e a comercialização da madeira clandestina (SILVA E MIRANDA, 1997). Ressalta-se que o Brasil exporta para os Estados Unidos e Europa madeira oriunda de reflorestamento como pinus e eucalipto que constituem matéria-prima da indústria de papel celulose, móveis, compensados, aglomerados e chapas; porém especialistas advertem que devido à escassez de madeira reflorestada ocorrerá num futuro próximo (a partir de 2008) o que eles chamam de apagão da madeira ou apagão florestal, onde o Brasil passará de exportador para importador desta matéria-prima (PATZSCH, 2004; SOUZA, 2005).

31 30 A Figura 02 mostra o comportamento da oferta e demanda de madeira de eucalipto e pinus no Brasil no período de 2000 a FIGURA 02 COMPORTAMENTO DA OFERTA E DEMANDA DE MADEIRA DE EUCALIPTO E PINUS NO BRASIL NO PERÍODO DE 2000 A Fonte: Patzsch, De acordo com a Figura 02, a oferta de madeira de pinus e eucalipto no Brasil não acompanha o crescimento da demanda. Com isso, segundo Patzsch (2004), o consumo de móveis fabricados no país fará a demanda por madeira plantada crescer 66,38%, porém as plantações de pinus e eucalipto são insuficientes, já que a quantidade disponível para corte só crescerá 23,58%. A fim de resolver esta situação, o Governo Federal decidiu liberar crédito para plantio de florestas em pequenas e médias propriedades, investir em assistência técnica e reduzir o excesso de burocracia que envolve os licenciamentos ambientais. Como as florestas de pinus plantadas ficam prontas para corte em 15 anos e as de eucalipto em 07 anos, esta situação deverá levar alguns anos para normalizar. Diante de toda a situação exposta com relação ao extrativismo vegetal, principalmente nos biomas cerrado e caatinga, e do iminente apagão da madeira, o aproveitamento das cascas de coco para produção de briquetes a fim de substituir a lenha surge como uma alternativa para evitar o desmatamento de vegetação nativa consequentemente conservar os biomas e aumentar a demanda da madeira originária de floresta plantada para uso nos setores de movelaria, papel e celulose, dentre outros além de oferecer uma oportunidade de emprego e renda e economia com os gastos para coletar e dispor estes resíduos no aterro sanitário.

32 METODOLOGIA 1.4.1Classificação do Estudo Considerando a existência de um problema específico e concreto, de como aproveitar os resíduos do coco verde gerados na orla de Salvador, levanta-se a necessidade de aplicação de uma metodologia também especifica para solucioná-lo. Baseado na classificação de Silva e Menezes (2001) e considerando a natureza do problema esta pesquisa pode ser caracterizada como: a) Aplicada - pois objetiva aplicar conhecimentos dirigidos à solução de problemas específicos, no caso o aproveitamento do resíduo do coco verde para geração de energia; b) Quantitativa os dados quantitativos, colhidos diretamente na área da pesquisa, são elementos fundamentais para a justificativa/viabilidade deste trabalho; c) Descritiva com a descrição dos procedimentos relacionados com o manejo do resíduo do coco verde observados na área de estudo e as tecnologias sugeridas para o aproveitamento deste resíduo; d) Levantamento pois foi necessário interrogar diretamente os vendedores de água de coco verde in natura para entender o fluxo deste resíduo na área de estudo Delimitação da Pesquisa O limite da Orla de Salvador escolhido para a pesquisa foi: da praia do Porto da Barra à Ondina. A escolha deste local foi determinada pelas seguintes características: - Zona turística; - Impacto visual; - Concentração de um comércio específico, barracas, para venda de água de coco verde in natura ; - Consumo de água de coco verde in natura, durante todo o ano.

33 32 Esta área é freqüentada por soteropolitanos e turistas devido as praias de águas calmas, a exemplo do Porto da Barra, aos pontos turísticos, Fortes do Farol da Barra e Santa Maria, a concentração de hotéis, ao calçadão e área de lazer, que permitem a prática de atividades esportivas (principalmente nos finais de semana), proximidade do jardim zoológico, além de ser uma área central de Salvador. O trabalho se propôs a fazer um estudo preliminar da avaliação do aproveitamento das cascas de coco verde para produção de briquete, visando o consumo de energia para produção do mesmo e custos com equipamentos, a fim de verificar a viabilidade de implantação de uma usina de briquetagem Identificação das Variáveis Esta pesquisa tem como variáveis para o aproveitamento do resíduo do coco verde para produção de briquete. a) Quantidade de resíduo gerado na área de estudo devido ao consumo de água de coco in natura ; b) Análise inicial para implementação do produto (coleta das cascas do coco nas barracas até o fornecimento de briquetes para o mercado consumidor); c) Mercado estadual para consumo dos briquetes produzidos; d) Custo de produção e preço de mercado; e) Poder calorífico do briquete produzido Técnicas de coletas de dados A coleta de dados desta pesquisa se dividiu em duas etapas: A primeira está relacionada a realização da revisão literária onde são referenciados livros e revistas técnicas, recursos da internet como acesso a teses, dissertações, artigos e publicações técnico - cientificas e em bibliotecas digitais, nacionais e estrangeiras;

34 33 A segunda está relacionada com os instrumentos de coleta de dados tradicionais segundo Silva e Menezes (2001), tais como: a) Observação individual e sistemática feita apenas pelo pesquisador, com planejamento a fim de responder aos propósitos pré-estabelecidos; b) Entrevista não-estruturada pois acontece à medida que os fatos vão ocorrendo, não existe roteiro pré estabelecido; c) Formulário uma série de questões foi feita aos entrevistados e anotada pelo entrevistador numa situação de face a face. Para realizar o diagnóstico do resíduo do coco verde gerado na área de estudo foi necessário observar o local, os equipamentos, os serviços, o consumidor e as formas de descartar do mesmo. A entrevista com os barraqueiros e ambulantes auxiliou nas observações feita pelo pesquisador bem como o formulário aplicado, modelo no anexo A, que deu subsidio, principalmente, para auxiliar na contagem do resíduo gerado. A documentação fotográfica complementou a forma de realização deste diagnóstico. A contagem das cascas de coco verde foram realizadas quinze dias por mês, escolhidos de forma aleatória, por meio de uma sub-amostragem no programa Microsoft Excel 2003, no período de outubro de 2006 a outubro de 2007, sendo considerados os meses de outubro a março como de alta estação e abril a setembro baixa estação. Após selecionar os dias de coleta, iniciou-se o trabalho de campo; a área de estudo foi delimitada em três praias: Porto da Barra, Farol da Barra e Ondina. A partir daí, tornou-se necessária uma divisão com intuito de padronizar a coleta e por conseqüência a amostragem, assim dividiu-se os vendedores de água de coco verde in natura em: Ambulantes de coco e Barracas de praia e Barracas de coco. As coletas dos dados foram realizadas sempre à noite, antes da coleta feita pelo serviço de limpeza pública municipal. Apenas um pesquisador foi responsável pela contagem das cascas do coco verde, sendo assim, criado um padrão de que apenas seria considerada uma casca de coco verde, se o mesmo estivesse inteiro, e quando dividida em duas ou mais porção seria

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