UM TERRITÓRIO DESEJÁVEL Compromisso integrado para a Costa dos Corais

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1 ECO-POLIS - MASTER INTERNAZIONALE IN POLITICHE AMBIENTALI E TERRITORIALI PER LA SOSTENIBILITÀ E LO SVILUPPO LOCALE Maragogi Porto Calvo Japaratinga UM TERRITÓRIO DESEJÁVEL Compromisso integrado para a Costa dos Corais Porto de Pedras Master Eco-Polis Workshop Alagoas Brasil 2010 São Miguel dos Milagres Passo de Camaragibe Barra de Santo Antônio ESTADO DE ALAGOAS BRASIL Secretaria de Estado do Planejamento e do Orçamento International Master on environmental and regional policies for sustainability in local development università di ferrara DA SEICENTO ANNI GUARDIAMO AVANTI Facolta di Economia e Scienza MM.FF.NN Paripueira

2 Apresentação università di ferrara DA SEICENTO ANNI GUARDIAMO AVANTI Facolta di Economia e Scienza MM.FF.NN International Master on environmental and regional policies for sustainability and local development Secretaria de Estado do Planejamento e do Orçamento Responsáveis Júlio Sérgio de Maya Pedrosa Moreira (SEPLAN_Alagoas) Gianfranco Franz (Università di Ferrara) Antônio Carlos Sampaio Quintiliano (SEPLAN_Alagoas) Coordenadores Alyne Vieira (SEPLAN_Alagoas) Daniel Sardo (Università di Ferrara) Emanuela De Menna (Università di Ferrara) Gregory Delaune (Università di Ferrara) Massimo Zupi (Università della Calabria) Tutores Barbara Dovarch (Università di Sassari) Camilla Sabattini (Università di Ferrara) Corinne Corbau (Università di Ferrara) Pierluca Gaglioppa (Lands Network) Especialistas Liliani Tiepolo (UFPR) Michele Mistri (Università di Ferrara) Umberto Simeoni (Università di Ferrara) Equipe de apoio Juan Manuel Priegues Castro (SEPLAN_Alagoas) Maria de Fatima Santos Pires (SEPLAN_Alagoas) Nicole Pistelli (IFPR) Polianna Kristine Alves Bugarin (SEPLAN_Alagoas) Humberto Barbosa Ferreira Júnior (SEPLAN_Alagoas) Adeilto Ferreira de Lima (SEPLAN_Alagoas) Paulo Gustavo Alves Calado (SEPLAN_Alagoas) Cristiane Souza (SEPLAN_Alagoas) Aulas, Palestras, Contribuições e Colaborações Anna Cláudia Marques (APL Costa dos Corais) Arnaldo Cecchini (Università di Sassari) Fábio Leão (AFAL) Hebert Freire (Secretaria de Turismo de Maragogi) João Lessa (SEMARH_Alagoas) Lindemberg Medeiros de Araujo (UFAL) Lucilla Previati (Parco del Delta del Po) Márcia Túlia (Projetur) Marcos Rocha (OCB-AL) Monica Dorigo (UFAL) Rachel Rocha (UFAL) Rochana Campos (UFAL) Alunos Eco-Polis Ana Paula Tomas (BRA) Débora Ramos Costa (BRA) Débora Rocha (BRA) Eva Merloni (ITA) Flaviana Rosa (BRA) Francesca Bettedi (ITA) Giuseppe Lippo (BRA) Gloria Velasquez Oliveira (BOL) Laura Travaglia (ITA) Leandro Panigo (ARG) Leticia Camargo (BRA) Lorenzo Mormiro (ITA) Maria Florencia Guidobono (ARG) Maria Stella Spinelli (ITA) Mauro Cossu (ITA) Michael Chinelato Soares (BRA) Samuel Silva (BRA) Sandra Días (BRA) Silvanise Marquez (BRA) Sofia Burioli (ITA) Aluna convidada Kizzi Utizi (Università di Ferrara) CURSA Consorzio Universitario per la Ricerca Socioeconomica e per l'ambiente BANCO INTERAMERICANO DE DESARROLLO FONDO MULTIRATERAL DE INVERSIONES 1

3 O Master Introdução Metodologia O Território: Localização Nossa Primeira Impressão Mesa temática 1: Meio Ambiente. Gestão dos riscos naturais e segurança do território. Mesa temática 2: Turismo, território e políticas de marketing. Mesa temática 3: Desenvolvimento local e redes de empresa. Mesa temática 4: Inovação tecnológica e pesquisa. Mesa temática 5: Agricultura, pesca e marcas de qualidade. Mesa temática 6: Educação, formação, capacitação, empoderamento e comunicação. Mesa temática 7: Qualidade urbana, panejamento e infraestrutura. Mesa temática 8: Capital cultural, patrimônio e sociedade. Mesa temática 9: Políticas, instituições e governança. Do à Análise Análise crítica do território Análise ambiental Análises dinâmicas (urbana e territorial) Análise econômica Análise social Lista dos atores locais Lista dos programas Análise Crítica Visão Propostas e Projetos Rede de observatórios Geodatabase PTC Costa dos Corais Vulnerabilidade ambiental Oficina de ideias Espaço urbano de identidade Turismos desejáveis Produção frutífera de qualidade COMPROMISSO PARA O DESENVOLVIMENTO Conclusões Propostas e Projetos Glossário Referências bibliográficas Anexo: Diário dos encontros com os atores locais 110 2

4 O Master O Master Eco-Polis, Master Internacional em Políticas Ambientais e Territoriais para a Sustentabilidade Local é um curso itinerante de formação avançada e multidisciplinar. Eco-Polis tem como finalidade transmitir os conhecimentos e práticas mais inovadoras em matéria de sustentabilidade e desenvolvimento local, por meio do cruzamento de um amplo espectro de conhecimentos específicos. Como o próprio nome diz, o Master Eco-Polis sintetiza o objetivo cultural, científico e didático de conjugar as dimensões da economia e da ecologia com aspectos do território e da cidade, do ambiente e da paisagem. A visão estratégica do Eco-Polis está orientada a prover os instrumentos para perseguir o desenvolvimento econômico, social e espacial, ecologicamente orientado e democraticamente participativo nos processos de governo, na promoção das políticas e na definição dos instrumentos. Portanto, o objetivo do Master Internacional Eco-Polis é formar os graduados em diversas disciplinas com conhecimentos técnicos e culturais sólidos e específicos, desenvolvendo assim, uma visão sistêmica dos problemas e das possíveis soluções em diversas escalas e sobre as diversas dimensões de governo, de desenvolvimento e do território. Da análise das políticas à dimensão do planejamento; Da dimensão da programação até a escala do projeto; Da lógica e da técnica de avaliação até o problema da gestão. Eco-Polis propõe um modelo de formação multidisciplinar fundamentado na integração das competências e no enfrentamento entre diversos enfoques multidisciplinares (direito, economia, ecologia, planejamento). Os docentes do Master são especialistas do mundo acadêmico, da administração pública, profissional e empresarial. Os conteúdos didáticos se dividem em momentos teórico-metodológicos e momentos prático-projetuais, com ilustrações e discussões de casos de estudos concretos e realizados. Como complemento do curso de estudos, as competências dos estudantes serão confrontadas por meio de trabalhos de workshop (Itália e América Latina), durante os quais se promove a prática de trabalho em grupo com docentes e profissionais. Caracterizado de forma específica, por ser um curso itinerante, o Master Eco-Polis se desenvolve em distintas sedes, nações e com o apoio de docentes de diversas universidades e países. Este enfoque é destacado como fundamental já que ajuda a superar os restritos enfoques que frequentemente abatem as práticas da sustentabilidade e do desenvolvimento local. Desta forma, os estudantes têm a possibilidade de conhecer realidades profundamente diversas, desenvolvendo a capacidade de elaborar propostas adequadas ao contexto no qual lhes corresponde a operar. Eco-Polis tem o objetivo de ampliar os horizontes culturais e técnicos de referência dos alunos, favorecendo a construção de redes transnacionais e a realização de experiências de estudo e trabalho em outros países. Este livro recolhe os resultados do terceiro workshop do Master Eco-Polis da edição de 2010, realizado em Maceió e Costa dos Corais, de 15 de setembro a 15 de outubro, junto à Seplan e instituições parceiras. A ideia do workshop surgiu da necessidade de dar continuidade a algumas ações já iniciadas nos meses anteriores como o realizado em Maragogi em setembro de 2009 e ações promovidas em parceria entre Unife -Seplan-Ufal e Uneal. Parte integrante do workshop foi o Os turismos desejáveis, realizado em Maragogi nos dias de setembro e organizado em conjunto pelo Master Eco-Polis e Seplan. O grupo de alunos do Master Eco-Polis é composto por 9 estudantes de Alagoas, todos funcionários públicos, que receberam uma bolsa de estudos do Estado de Alagoas para receber uma formação de alto nível sobre temas específicos do desenvolvimento local. A partir do Os turismos desejáveis, o objetivo do workshop foi o desenvolvimento de uma agenda estratégica, junto a projetos e propostas de políticas voltadas para o planejamento sustentável, em relação à gestão integrada do território do APL Costa dos Corais. Mapas, gráficos e imagens Todos os mapas, gráficos e imagens não creditados são de responsabilidade da equipe do Master Eco-Polis Análise Crítica Propostas e Projetos 3

5 Introdução INTRODUÇÃO O nome Costa dos Corais reflete fielmente o caráter deste território: como os corais, que são um tesouro escondido abaixo do nível do mar que por efeito do incessante movimento das marés somente às vezes afloram na superfície, assim é o território inteiro do APL Costa dos Corais, rico em muitos recursos, valores, saberes, mas em boa parte implícitos, suaves, sutis que só ocasionalmente, e por vezes casualmente, surgem à superfície. Mas a analogia não cessa aqui: os corais constituem um ecossistema extremamente frágil, que necessita de séculos para se formar e pode ser destruído em brevíssimo tempo; da mesma forma, muitos dos recursos deste território são frutos de longas e complexas estratificações que podem ser canceladas repentinamente por ações inadequadas. Propriamente pela dificuldade de reconhecer estes recursos, vêm sendo valorizados normalmente os aspectos mais aparentes do território (o turismo é quase somente o de sol e mar ). Ao mesmo tempo mostra-se necessario destacar o turismo como um setor econômico com características peculiares: usando as palavras do antropólogo inglês Robin Fox, é como o fogo, pode cozinhar a comida, mas também pode queimar a sua casa ; em muitos casos isto contribui para um desenvolvimento de breve período, mas compromete aquele de longo período (consumo de recursos naturais e dos valores ambientais); é extremamente suscetível as variações de mercado (mudanças de gostos, modelos do momento e variações da capacidade de compra do consumidor). Portanto, uma região que se baseia exclusivamente no turismo é destinada a ter uma economia frágil e pouco resiliente. Além disso, não é possível construir uma oferta turística de qualidade real, se não se constrói uma boa qualidade de vida para todos os habitantes, se as vantagens provenientes do turismo não beneficiam de maneira difusa a população. O APL do turismo Costa dos Corais presente em oito municípios está conduzindo as políticas comuns e compartilhadas, procurando reunir, associar e integrar. Trata-se de um programa setorial que alcançou boa parte dos resultados previstos na sua missão. Porém, percebe-se a necessidade de integrar uma abordagem do tipo setorial para obter uma visão conjunta que considere a gestão integrada das potencialidades e das problemáticas presentes, e que permita afrontar uma série de questões: Como fazer emergir os valores implícitos, suaves e sutis do território? Qual tipo de desenvolvido o território deseja? Qual visão possui de seu futuro? Como se pode articular entre estes valores os diversos atores e interesses? Perguntas-chave que revelam uma abordagem de fundo que caracteriza o trabalho apresentado nas páginas seguintes: a necessidade de afirmar a natureza territorial do desenvolvimento geral e do desenvolvimento turístico em particular. As reflexões propostas pelo workshop são orientadas a definir qual é o território que desejamos antes de perguntarmos qual é o turismo que queremos. Nem todos os territórios são adequados para todos os turismos. Alguns turismos reforçam-se reciprocamente, outros são incompatíveis. As políticas para os turismos devem ser necessariamente políticas também de território. Análise Crítica Propostas e Projetos 4

6 Metodologia METODOLOGIA O trabalho do Master foi concretizado na metade de setembro e incluiu a participação e a coordenação do Os turismos desejáveis, organizado conjuntamente com a Seplan. Fizeram parte deste evento administradores, funcionários, operadores econômicos, representantes dos setores público e privado, especialistas brasileiros e internacionais. A primeira semana de trabalho foi destinada a preparação deste importante evento. Os estudantes coordenaram as nove mesas temáticas de discussão que debateram os principais temas para o desenvolvimento do território. A possibilidade de confrontar-se com os principais atores locais operantes no território e dispor de um dia inteiro para debater sobre as possibilidades de desenvolvimento para a Costa dos Corais representou um momento fundamental para o trabalho do workshop e para este território. Por este motivo a primeira semana do Master, em preparação para o seminário, incluiu encontros, levantamento de informações e palestras com o objetivo de gerar as primeiras impressões do território. Essas impressões foram sintetizadas e elaboradas através de uma análise SWOT que, por não ter pretensão de detalhamento, foi útil para individualizar as questões principais discutidas nas mesas. Todas as mesas também foram introduzidas com três questões-chave, a partir das quais os participantes discutiram ate chegar a uma proposta operativa. Como objetivo adicionado, em cada mesa deveria surgir um número mínimo de propostas operativas para o resultado final desta primeira fase de trabalho. Cerca de trinta propostas foram coletadas diretamente dos atores locais. A segunda fase do trabalho, de reelaboração das informações obtidas, foi iniciada com o objetivo de aprofundar a primeira impressão elaborada a partir do seminário. Portanto, os argumentos das nove mesas temáticas são confluídos em quatro categorias de análise (ambiente, economia, sociedade e dinâmica urbana e territorial) para compreender melhor o contexto de referimento no qual se deve inserir as proposta e para verificar a sua possibilidade de concretização. Uma parte da análise foi dedicada a construção do mapa dos atores e programas, fundamental para compreender as possibilidades reais de implementação das propostas, para compreender quem pode exercê-las e acompanhá-las; e de quais programas são existentes para um possível início e ainda para reforçá-los e complementá-los. De um ponto de vista metodológico, esta fase de análise foi realizada através de palestras sobre aspectos específicos, análises de dados secundários e, sobretudo, levantamentos de dados qualitativos em campo através de entrevistas e encontros com atores institucionais e sociedade civil. Escutar os atores locais foi o que constituiu o principal aspecto do Master; de fato todas as propostas nasceram do confronto direto com os stakeholders, administradores e cidadãos do território. A fase de análise foi concluída com uma síntese das potencialidades e das problemáticas do território. A partir disso, foi construída uma visão unitária do território e foram individualizados cinco eixos estratégicos definidos como prioritários para suportar as propostas operativas. Os cinco eixos estratégicos representam a chave para integrar, coordenar e relacionar as propostas emersas das mesas temáticas. As trintas propostas iniciais foram reorganizadas em 8+1 propostas integradas entre elas. A nona proposta representava a individualização de um processo de governança territorial capaz de gerir e coordenar a atuação das próprias propostas Para cada uma das propostas foi reservada atenção particular dos possíveis executores e parceiros que possam garantir a concreta atuação das propostas, as possíveis formas de financiamento e a necessidade de haver ações de breve termo que possam dar visibilidade e resultados imediatos. Na conclusão é esclarecido que todo o trabalho representa somente uma pequena etapa de um percurso apenas iniciado, que para alcançar os resultados esperados é necessário o empenho de todos os atores públicos e privados que operam no território em vários níveis (político, técnico, de empreendimento e de habitação). primeira impressão do território seminário internacional; elaboração das mesas temáticas análise / síntese visão compartilhada: das propostas das mesas à uma costa integrada articulação das propostas estratégias de atuação integrada Análise Crítica Propostas e Projetos 5

7 O Território: Nossa Primeira Impressão 6

8 O Território Fonte: divulgação web 1 2 Ecuador Colômbia Venezuela BRASIL Peru Bolívia Paraguai Chile Alagoas BRASIL Argentina Uruguai Região Norte Região Nordeste 3 Localização mundial Estado de Alagoas FLEXEIRAS JUNDIÁ NOVO LINO MATRIZ DE CAMARAGIBE JOAQUIM GOMES SÃO LUÍS DO QUITUNDE PERNAMBUCO JACUÍPE Maragogi Porto Calvo Japaratinga Porto de Pedras São Miguel dos Milagres Passo de Camaragibe Barra de Santo Antônio Região Centro-Oeste Região Sudeste Região Sul Costa dos Corais 2 Área total Km : População residente: MACEIÓ Paripueira 7

9 O Território Nossa Primeira Impressão INTRODUÇÃO ANÁLISE FOFA Com o objetivo de preparar a coordenação das mesas temáticas do Os turismos desejáveis e ter uma primeira impressão do território, foram realizadas na primeira semana de trabalho, diversas entrevistas, visitas de campo e palestras. Este primeiro contato com a realidade local objetivou o aproveitamento da visão de diferentes especialistas provenientes de contextos diversos para realizar uma fotografia das características do território. O resultado está sintetizado na FOFA ao lado. Esta serve para identificar temas e questões-chave a serem propostos aos participantes da mesa temática. Nas páginas seguintes são colocados os resumos das discussões das mesas temáticas do Seminário Internacional. A proposta das mesas foi dada da seguinte forma: nos níveis - Uma introdução e três questões-chave, resultado da análise FOFA, que serviram para dar um start-up na discussão do tema; - Reflexões e propostas que representam a síntese dos resultados emersos do dia de debates is 8

10 Seminário Internacional 9

11 OS TURISMOS DESEJÁVEIS Reflexões para uma Agenda Estratégica do desenvolvimento local integrado da Costa dos Corais.. Hotel Salinas, Maragogi, setembro 2010 Apresentação O Governo do Estado de Alagoas, por meio da Secretaria do Planejamento e do Orçamento (SEPLAN), em colaboração com a Universidade Federal do Alagoas (UFAL), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (FAPEAL), o Master Eco-Polis da Universidade de Ferrara (Itália) e o Consórcio Ferrara de Pesquisa (Consorzio Ferrara Ricerche CFR), realizarão um workshop (15 setembro a 15 outubro) no qual os temas de questionamento e trabalho de campo têm como foco a Gestão Integrada do Arranjo Produtivo Local da Costa dos Corais, na região do litoral norte de Alagoas, Brasil. O workshop é parte integrante do programa didático do Master Eco-Polis, em Políticas Ambientais e Territoriais para Sustentabilidade e o Desenvolvimento Local, organizado pela Universidade de Ferrara e Universidade Federal do Alagoas, em colaboração com outras universidades italianas (Calábria e Sassari) e latino-americanas (Universidade Católica de Córdoba Argentina, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná Brasil, a Pontifícia Universidade Católica do Chile e a Universidade da República Uruguai). O workshop contará com a participação de 20 alunos (2 argentinos, 11 brasileiros, 7 italianos), graduados em diversas áreas: economia, economia do turismo, marketing, arquitetura, planejamento territorial, ciências ambientais e ecologia aplicada, ciências diplomáticas e sociologia. Dentro destes, um grupo de nove alunos composto de funcionários, dirigentes, jovens acadêmicos alagoanos, está sendo financiado pelo Governo do Estado de Alagoas, que assumindo as despesas de permanência na Itália e a Ilha de Páscoa (onde se desenvolvem os primeiros workshop, de 15 de agosto a 12 de setembro 2010). A SEPLAN, a UFAL, o Master Eco-Polis e o CFR organizarão concomitante ao desenvolvimento do workshop, um Seminário Internacional (de 22 a 24 de setembro 2010) com o tema do desenvolvimento integrado do turismo, com o objetivo de contribuir e definir uma Agenda Estratégica para o Desenvolvimento Local Integrado da Costa dos Corais. Refletir sobre o modelo turístico mais adequado e aplicável para determinar o processo de desenvolvimento local é o objetivo do Governo do Estado de Alagoas, por isso a escolha do tema do Seminário Os Turismos Desejáveis. PROGRAMA SEMINÁRIO 22 DE SETEMBRO Cerimonial de Abertura Secretário de Planejamento e do Orçamento do Estado de Alagoas: Sérgio Moreira Reitora da Universidade Federal de Alagoas: Ana Dayse Rezende Dórea Diretor do Master Internacional Eco-Polis: Gianfranco Franz Gerente executivo da unidade de cooperação internacional da CNI: Renato Caporali Apresentações: Marco Dini, Consultor Internacional BID Danielle Mazzonis, Consultora Internacional BID Fernando Burrows, Diretor do Centro de Desenvolvimento Local de Villarrica, Pontifícia Universidade Católica do Chile Arnaldo Cecchini, Universidade de Sassari, Itália Luca Claudio, Prefeito de Montegrotto, Itália Gianfranco Franz, Master Internacional Eco-Polis, Universidade de Ferrara 23 DE SETEMBRO Debate em grupos temáticos Mesa 1: Meio Ambiente, gestão dos riscos naturais e segurança do território Mesa 2: Turismo, território e políticas de marketing Mesa 3: Desenvolvimento local e redes de empresa Mesa 4: Inovação tecnológica e pesquisa Mesa5: Agricultura e marcas de qualidade Mesa 6: Educação, formação, capacitação, empoderamento e comunicação Mesa 7: Qualidade urbana, planejamento e infraestrutura Mesa 8: Capital cultural, patrimônio e sociedade Mesa 9: Políticas, Instituições e Governança Elaboração de um quadro de síntese das mesas temáticas 24 DE SETEMBRO Relatório do Presidente da Associação Italiana de Turismo Responsável, Maurizio Davolio: Por um turismo responsável e solidário. Experiências e perspectivas Apresentação dos quadros de síntese dos grupos temáticos Proposta da agenda estratégica para Gestão Integrada do APL da Costa dos Corais 10

12 Mesa temática 01: Meio Ambiente, gestão dos riscos naturais e segurança do território PREPARAÇAO DA MESA DESENVOLVIMENTO DA MESA Introdução A Costa dos Corais no litoral norte é um dos setores de maior relevância no contexto alagoano concentrando importantes aspectos morfológicos, paisagísticos e ecológicos. Num mesmo território encontram-se manguezais, praias, falésias, rios, remanescentes de floresta atlântica e recifes de arenitos e/ou de corais que compõem a segunda maior barreira do mundo. Porém, este território está sujeito a diversos impactos que ameaçam seu ambiente e comprometem o desenvolvimento de importantes atividades econômicas como, por exemplo, o turismo. As piscinas naturais e recifes são os principais atrativos turísticos desta região e encontram-se ameaçados pela constante presença turística não controlada resultando na caracterização de um ecossistema extremamente vulnerável. Identifica-se também como grande problemática a falta de dados e informações sobre sua situação atual, num monitoramento ambiental. Ainda soma-se aos aspectos críticos a falta de saneamento básico e relevantes processos de erosão costeira. Três questões-chave - Considerando a integridade dos ambientes aquáticos marinhos (qualidade da água, mangue, etc.) e a presença dos corais como maior atrativo turístico da região, o que se pode fazer para preservá-los de impactos turísticos e outros? - Considerando a presença de pontos críticos na linha de costa (erosão e acúmulo de sedimentos) causado como conseqüências da utilização do solo e urbanização do território, é fundamental o desenvolvimento de um programa para diagnosticar, avaliar e apontar soluções para esta situação. Como implementá-lo? - Considerando o interior da área de estudo, em que a principal atividade realizada é o cultivo intensivo da cana de açúcar, os pequenos fragmentos de mata nativa e vegetação ciliar remanescentes devem ser preservados e, em muitos casos recuperados. Neste sentido, como conectar estas áreas entre elas e também com a costa, mantendo a unidade deste sistema? Convidados Kizzi Utizzi Master Internacional Eco-Polis, Università di Ferrara Liliani Tiepolo UFPR Michele Mistri Università di Ferrara Umberto Simeoni Università di Ferrara Maria Pia Toso AZZURRA Ricardo César de Barros Oliveira GERCO/ IMA Regina Coeli Marques UFAL Eduardo Normande IMA / PDTIS Marcelo Françoso ICMBIO Mônica Dorigo Correia UFAL José Roberto de Moura Guarda Ambiental João da Silva Mota Secretaria Municipal de Meio Ambiente Cícero de Oliveira ARIBAMA José Elias da Silva Guarda Ambiental Luis Henrique Peixoto Cavalcante Secretaria de Meio Ambiente de Maragogi Edjanete Cândido Pereira Secretaria de Meio Ambiente de Maragogi Rochana Lima UFAL Eva Merloni Aluna Master Internacional Eco Polis, Università di Ferrara Relator: Giuseppe Coimbra Lippo Acioli, Aluno Master Internacional Eco-Polis, Università di Ferrara Reflexões A comparação de diferentes experiências, apesar da barreira da língua, destacou e discutiu os pontos críticos comuns e as possíveis intervenções por parte dos órgãos competentes. Os vários componentes da mesa, da área científica e de gestão, destacaram a fragmentação das informações e dados relativos ao ambiente, fato que, por vezes, também influencia na aquisição, dificultando o processo de homogeneização, certificação e acessibilidade dos dados. Identificou-se a necessidade de criar um centro responsável por coletar, padronizar e processar dados. A discussão prosseguiu focada nos principais assuntos críticos e impactos: turismo e urbanização não regulamentados por largo prazo; destruição dos ecossistemas naturais e da biodiversidade; diminuição da qualidade da água e perda de vitalidade do recife; erosão costeira; desconhecimento do valor dos recursos naturais do território; fenômenos de poluição pontuais e difusos; falta de controle e planos de monitoramento; Da integração das propostas que surgiram para confrontar estas problemáticas que visam um planejamento futuro mais sustentável da área, nasceram quatro propostas projetuais que se reforçam mutuamente eestãointimamenterelacionadascomoutrasmesastemáticas. 11

13 Mesa temática 01: Meio Ambiente, gestão dos riscos naturais e segurança do território Propostas 1. Observatório de gestão da Costa dos Corais Descrição da proposta A gestão integrada da zona costeira é um processo dinâmico, interdisciplinar e interativo, com a finalidade de promover a sustentabilidade da zona costeira. A criação de um Observatório da Costa dos Corais tem a função de reunir a informação disponível nas diversas instituições, criar um banco de dados em rede de acesso comum e compartilhado além de adquirir novas informações e novos dados por meio de uma rede de monitoramento. Motivação - exigência de existência Baseia-se em uma política de gestão compartilhada e programação do território costeiro que tem como pressuposto fundamental a salvaguarda dos valores ambientais. A fragmentação da informação nos diversos níveis (federal, estadual, municipal e de várias instituições públicas e privadas) e a falta de coordenação na planificação comportam uma dispersão de dados com consequências na qualidade, comprometendo a possibilidade de buscar uma gestão sustentável da costa. O Observatório da Costa dos Corais possibilita a coordenação flexível e elástica de várias informações. Sua implementação, reunindo e coordenando os diversos atores da costa, favorece o fornecimento sistemático de informações passadas, presentes e futuras sobre a costa para apoiar o desenvolvimento de sistemas integrados de previsões e de observações. 2. Vulnerabilidade do território costeiro Descrição da proposta A vulnerabilidade da zona costeira é uma função da sensibilidade e adaptabilidade de um sistema natural, que depende fortemente das suas características físicas e sócio-econômicas. A perda de território costeiro, temporária ou permanente, causa uma perda de recursos ambientais e também do valor das atividades econômicas e das atividades de atração turística. O conhecimento de valoração de sedimentos (ou seja, a soma dos processos de perda de sedimentos e assoreamento) assume grande importância na avaliação da possibilidade de desestabilização do equilíbrio costeiro, portanto, são essenciais para qualquer hipótese e estimativa de uso da terra. Também podem traduzir a vulnerabilidade e os impactos nos custos das perdas econômicas que permitem avaliar o custo/efetividade das intervenções a serem tomadas. Motivação - exigência de existência É importante adquirir conhecimento adequado dos fenômenos que caracterizam a costa, a fim de prosseguir com a implementação de medidas estruturais de proteção contra a erosão, que produzem resultados satisfatórios, levando a impactos ambientais a médio e longo prazo. A erosão costeira é suscetível a graves danos ambientais e econômicos, em termos de perda de biodiversidade e dos habitats e agravamento dos fenômenos climáticos extremos, e sobre as atividades econômicas localizadas no litoral tendo como mais atingida o turismo. A correta avaliação da vulnerabilidade costeira ajuda a organizar a tomada de decisões com base na participação das partes interessadas e pessoas envolvidas. É importante na obtenção de um entendimento comum sobre os impactos potenciais relacionados com as mudanças na evolução da morfologia e as estratégias mais adequadas para enfrentá-los e atenuá-los. 3. Restauração das funções e conexões ecológicas Descrição da proposta A notável biodiversidade alagoana é comprometida pela monocultura da cana-de-açúcar, mas resiste na forma de ilhas de natureza que devem ser conectadas por corredores ecológicos a fim de permitir, ainda que parcialmente, a pré-existente funcionalidade ecossistêmica. As conexões entre as ilhas de fragmentos e os corredores naturais originam percursos naturais e culturais do território, com o ativo envolvimento das comunidades locais. Motivações A monocultura da cana-de-açúcar fragiliza o ecossistema terrestre alagoano de forma extrema, causando também perda de biodiversidade e homogeneização do território. Entretanto ainda se mantêm fragmentos florestais, verdadeiras ilhas de natureza formações residuais da Mata Atlântica localizadas em áreas de difícil acesso às culturas agrícolas, mas extremamente vulneráveis pelo isolamento. É necessário estabelecer conexões mediante a constituição de corredores ecológicos. A diminuição do terreno cultivado pode ser compensada pela adoção do instrumento ADA (Ato Declaratório Ambiental), que trata de compensar economicamente a perda de áreas cultivadas. Fazem falta percursos naturais/culturais nas áreas interioranas que não valorizam os recuros de biodiversidade de fauna e flora e a cultura tradicional das comunidades locais. A rede ecológica consiste na criação, formação e constituição de tais percursos com envolvimento direto das comunidades, que normalmente são isoladas e às margens dos benefícios socioambientais do turismo. 4. Zoneamento ambiental e socioeconômico Descrição da proposta Criar um zoneamento multitemático que utilize ferramentas, diretrizes e legislações existentes, como o Ato declaratório Ambiental (ADA), Plano Diretor dos Municípios, PNGC, o Projeto Orla, Plano de Manejo da APA Costa dos Corais, Zoneamento Ecológico e Econômico. Este zoneamento leva em consideração diferentes aspectos que caracterizam o território, como por exemplo, o social, o político, o urbano, o ambiental, o geomorfológico, o arquitetônico, o uso da terra, o econômico, o morfológico, as áreas naturais protegidas, as emergências ambientais, o histórico, o cultural, etc. O projeto visa destacar recursos e valores com o objetivo de criar um programa de desenvolvimento e gestão ambiental estreitamente ligado às realidades locais. Além disso, também fornece uma ferramenta para a gestão do território e de indicações adequadas sobre onde estabelecer possíveis atividades de produção, o desenvolvimento urbano e áreas para a conservação natural. Motivação - exigência de existência Confrontado com a falta de conhecimento do território pela população local, o zoneamento permite uma leitura imediata dos recursos existentes e, desta forma, um planejameneto compartilhado no desenvolvimento econômico e no uso da terra, o que consiste em uma visão completa das várias temáticas sociais, econômicas e ambientais, favorecendo um desenvolvimento das estruturas de ocupação turística e roteiros ligados à beleza da paisagem. Também evidencia as áreas particularmente críticas relacionadas a uma sobreposição de uso, por vezes com necessidades conflitantes ou eventuais fontes de poluição antrópica (por exemplo, plantas industriais, insumos agrícolas, etc.). 12

14 Mesa temática 02: Turismo, território e políticas de marketing PREPARAÇÃO DA MESA DESENVOLVIMENTO DA MESA Introdução Os atrativos ambientais da Costa dos Corais, de relevante valor ecológico, representam significativo potencial turístico para a região. Nos últimos anos isto favoreceu a consolidação de uma economia turística a um segmento de turismo específico de sol e praia. A economia turística é uma oportunidade de gerar um desenvolvimento local para o território, mas ao mesmo tempo, pode determinar efeitos negativos (monocultura do turismo etc.) caso não seja governada e estruturada de maneira integrada (com outras economias), participada (com as expectativas e os desejos exprimidos pela população) e estratégica (através de uma visão compartilhada que estabelece prioridades e objetivos). Deve-se implementar políticas turísticas que sejam políticas territoriais. O território representa um valor agregado pelo desenvolvimento local. Para tanto, uma abordagem territorial assegura um desenvolvimento equilibrado no sentido, não só econômico, mas também do ponto de vista social e da preservação dos valores ambientais. Três questões-chave 1. Turismo(s) para quem? A economia turística pode ser decisiva para catalisar recursos, projetos em um mesmo território. Para favorecer um desenvolvimento local através da economia turística é necessário passar por uma estratégia de longo prazo, baseada sobre a definição de um TARGET (público alvo) desejado (publico desejado = turismo desejado). Portanto, são necessárias considerações relacionadas a diferentes escalas (local/global) que permitam avaliar as oportunidades possíveis e limites objetivos. Focando neste sentido, é indispensável compreenderqualéacondição(emperspectiva)dasclasses médias européias e quais são as condições das brasileiras e dos outros países da América do Sul? Como realizar um turismo estável a partir de um público local/nacional que ponha a base para o desenvolvimento diferenciado sucessivo (abertura aos outros mercados)? 2. Turismo(s) onde (uma estratégia territorial)? Concentrar a intervenção a Maragogi esperando que os benefícios da economia turística se estendam a todo o território, ou construir as políticas territoriais, agora, todos os territórios da Costa dos Corais? Como pensar em um plano territorial do turismo que não seja limitado a determinado município, mas que compreenda toda a Costa dos Corais, em todos os seus aspectos (sociedade, meio ambiente...). 3. Turismo(s) como? Como estabilizar e reforçar a economia turística para que se torne o principal motor do desenvolvimento local? Como pode atuar uma diversificação dos segmentos turísticos na região da Costa dos Corais? Convidados Lucilla Previati - Diretora do Parque do Delta do Po - Itália Camilla Sabattini - Master Internacional Eco-Polis Universidade de Ferrara Mauro Cossu - Aluno Master Internacional Eco-Polis, Universidade de Ferrara Ângelo Antônio Martins - UFAL Lindemberg de Morais - UFAL Renato Lobo - Secretaria de Estado do Turismo de Alagoas Alcome Chrisina Lopes Salinas Elisangela Braga - Tropicana Turismo José Severino de Vasconcelos Pousada Sol e Mar Elizane V. Santana - Pousada Sol e Mar Ana Paula Cavalcanti Rocha Neves - Pousada Sol e Mar Antonio de Pádua Gomes de Almeida Lins - UFAL Luciana Botafogo Brito - BID/ FOMIN Fernando Lacerda Noronha - AFAL Katja Sophia Becker - Secretaria de Turismo de Maragogi José Ulisses dos Santos - CMA / ICMBIO Robéria Bandeira - Trade Consultoria Joaquim Ferreira - Secretaria di Turismo do Estado de Alagoas Tertuliana Flávia Rego - Associação do Peixe Boi Ana das Dores Albuquerque Verçosa - Associação dos Amigos do Peixe Boi Evelange Furtunato - Associação do Peixe Boi Maria Marta da Silva - Associação Aribama Perolina Lyra - Trade Consultoria Relatora: Silvanise Santos, Aluna Master Internacional Eco- Polis, Universidade de Ferrara Propostas 1. Unidade central de coordenação turística Descrição da proposta Pensar numa estrutura física e também organizativa para coordenar, articular, promover, divulgar, monitorar, etc. as atividades turísticas no território. Essa estrutura se constitui de vários serviços: Observatório do turismo - Função de Avaliação Para compreender quanto o turismo influencia o desenvolvimento e se os benefícios são úteis e distribuídos com equidade no território. Centro de formação - Função de capacitação Para capacitar os que trabalham diretamente e indiretamente com o turismo Centro de coordenação turística - Função de articulação Para integrar ações e projetos presentes no território também com as sugestões da população Órgão de Comunicação - Informação Para fornecer informações sobre as ofertas turísticas presentes (info-point, site web, etc.) Objetivos Ter uma base de dados atualizados e específicos sobre o fenômeno turístico, (indicadores) Melhorar as economias turísticas na região; Compreender quais são as repercussões (econômicas, ambientais, sociais) do turismo no território; Criar um lugar de referência pela comunidade. 2. Mapa do patrimônio da comunidade da Costa dos Corais Os recursos (patrimônio) de um território não são reconhecidos então não pertencem pelo mundo científico. Um recurso existe quando é emerso pela comunidade local. Só assim uma comunidade pode revelá-lo, cuidá-lo e valorizá-lo. Descrição da proposta Redação de um mapa do patrimônio através da participação da população; As fases de realização deste mapa podem ser: Levantamento - Reconhecimento Identificação - Desfrute sustentável Motivações/Exigências; Ter uma visão completa dos valores disponíveis no território; Conscientizar a população sobre as riquezas (particularidades) do território Explorar e/ou descobrir novas formas de turismo para integrar a economia do Sol e Praia; Motivação exigência de existência Ter uma visão completa dos valores disponíveis no território; Conscientizar a população sobre as riquezas (particularidades) do território; Explorar e/ou descobrir novas formas de turismo para integrar a economia do Sol e Praia. 3. Projeto-Piloto para a inclusão de Porto Calvo nas políticas territoriais do turismo Descrição da proposta Porto Calvo é o único município, inserido nas Costa dos Corais, que não está localizado na orla marítima. Então pode representar uma oportunidade de concessão entre os municípios costeiros com o entro terra (lugar para experimentar). Porém, não é necessário que seja um lugar para desenvolver economias turísticas (meta turística), mas ao mesmo tempo, é necessário integrá-lo através de estruturas de suporte ao turismo e/ou estruturas diferente de serviço à população em nível territorial. Motivação - exigência de existência Inserir a zona rural nas estratégias territoriais de desenvolvimento; Explorar e/ou descobrir novas formas de turismo para integrar a economia do Sol e Praia; Inserir a zona rural (a partir de Porto Calvo) nas políticas territoriais de desenvolvimento local. 4. Revisão dos instrumentos de planejamento turístico em nível territorial Descrição da proposta Os níveis de planejamento turístico são setoriais, se sobrepõem, não são operativos. As propostas são muitas, mas nem sempre coordenadas e estruturadas de forma estratégica. Motivação - exigência de existência Ter uma visão completa das dinâmicas que estão sendo desenvolvidas no território; Inserir entre as estratégias turísticas existentes a definição de um target turístico (público alvo) de referência; Eliminar a dicotomia entre turistas/habitantes e pensar em políticas para ambos. 13

15 Mesa temática 03: Desenvolvimento local e redes de empresas PREPARAÇÃO DA MESA DESENVOLVIMENTO DA MESA Introdução O território apresenta como ponto de força as atividades tradicionais que expressam sentimento de pertinência à comunidade local. Assim, tradição e pertencimento são dois conceitos que unidos podem converter-se em base para possível formação de redes de empresas ou cadeias produtivas sólidas que contribuam com o desenvolmento local partindo da valorização da identidade. Atualmente não se percebe a existência de uma rede de empresas, as cadeias produtivas são pequenas e frágeis e os pequenos empresários possuem foco na produção local em detrimento da possibilidade de ampliação de mercado externo. Além disso, não há confiança na cultura associativa nem tampouco uma percepção do trabalho associativo como uma vantagem, o que é influenciado por um forte interesse particular. Ainda percebe-se no território, uma falta de infraestrutura básica, garantida por parte do poder público e necessária para o desenvolvimento da produção econômica local. Também é identificado uma falta de coerência entre as políticas que se pretende implementar e sua real concretização. Por fim, seria necessário inovar as diversas cadeias produtivas e criar a possibilidade da construção de uma rede de pequenas e médias empresas com economia diversificada, para assim garantir maior independência do turismo enquanto atividade econômica, mas que de outro modo, essa atividade possa ser um meio para a gestão integrada no território. Três Questões-chave Como criar ou fortalecer a cultura de associativismo? Como estimular a crença dos atores locais sobre as vantagens do processo associativo? Como superar a visão de curto tempo e desenvolver visão de médio e longo prazo? Como superar a produção de sobrevivência e disseminar a visão empreendedora? Quais são as vocações locais? Como diversificar a economia local para diminuir a dependência do turismo? Convidados Mark Lundell Depto. Desenvolvimento Sustentável World Bank Renato Caporali - CNI Juarez de Paula - SEBRAE Cecília Lustosa - UFAL Eliana Sá - IEL Ronaldo Moraes SEBRAE Helena Costa - Universidade de Brasília Aliete Estanislau da Silva Luna FDLIS Ass. Amarativa Maria Inez Santos Pousada Sol e Mar Anivaldo Miranda SEMARH Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas Fabíola Nardoto SPU/ PE - Ministério do Planejamento Humberto Barbosa SEPLAN/AL Emanuela de Menna Universidade de Ferrara Lorenzo Mormiro Aluno Master internacional Eco Polis, Universidade de Ferrara Florencia Guidobono Aluna Master Internacional Eco Polis, Universidade de Ferrara Luiz Claudio G. de Melo AHMAJA Ana Cristina Moreira SEBRAE/AL Vanessa Rocha SEBRAE/AL Relator: Flaviana Rosa Barbosa Rabelo Santos, Aluna Master Internacional Eco-Polis, Universidade de Ferrara Reflexões A partir da discussão desta mesa temática, foram apontados elementos importantes para desenvolver algumas propostas: Questões gerais 1. Articular desenvolvimento econômico com desenvolvimento social; 2. Priorizar políticas públicas; 3. Capital humano (formação, capacitação, empoderamento) e capital social (definição difícil, como formar esse capital, como conquistar, motivar, governança, cooperação entre os atores locais); 4. Como gerir e mediar os conflitos? 5. Importância de monitoramento, avaliação e de execução de projetos com resultados visíveis para motivar/estimular a confiança da comunidade; Questões específicas 6. Turismo como atividade principal: diversificação do turismo dentro da Costa dos Corais, segundo zonas e roteiros turísticos 7. Integração com áreas rurais, interiorizar o turismo e trazer produtos da área rural para a costa; 8. Valorizar a agricultura familiar e artesanato; 9. Necessidade de estimular novas atividades. Oportunidades 1. Desenvolver uma ideia bandeira; 2. Herança histórica na conformação da identidade; 3. Recursos federais disponíveis para contribuir para o desenvolvimento do território. Propostas 1. Mapeamento das aglomerações produtivas e das redes de relações entre os atores das atividades econômicas, considerando as vocações existentes na Costa dos Corais. Descrição da proposta A proposta consiste em identificar as aglomerações produtivas na região da Costa dos Corais, por município e por atividade econômica e também as relações estabelecidas no seu interior, entre as aglomerações e suas interações com o ambiente macro (instituições de apoio, instituições governamentais e instituições financeiras). 14

16 Mesa temática 03: Desenvolvimento local e redes de empresas Motivação - exigência de existência O mapeamento das aglomerações produtivas da região, seja por município seja por atividade econômica, é fundamental para direcionar as ações das diversas instituições que apóiam projetos de desenvolvimento local sustentável. Dessa forma a ação se justifica como sendo o ponto de partida para um projeto integrado de intervenção na região, considerando os aspectos sociais, ambientais e econômicos. 2. Articulação de redes empresariais Descrição proposta Esta proposta pretende realizar oficinas e reuniões periódicas para discussão da situação atual, oportunidades, ameaças, dificuldades e ações necessárias, mediadas por consultores, para construir um plano de desenvolvimento setorial que seja contemplado num plano de desenvolvimento territorial integrado. Motivação - exigência de existência Favorecer a organização dos empresários locais em redes setoriais e multisetoriais para aumentar a capacidade de influência nas políticas e também para adensar e fortalecer cadeias produtivas locais. 3. For talecimento e/ou criação de espaços participativos para empoderamento dos atores locais Descrição proposta Criação de espaços participativos para planejamento de políticas públicas (comunidades e poder público), difusão de estratégias de empoderamento e visão empreendedora, com foco no desenvolvimento local. Motivação - exigência de existência O baixo grau de participação e a pouca visão empreendedora das comunidades locais. 4. Política de contrapartidas para investimentos em turismo Descrição proposta Trata-se de normas, legislações e procedimentos que estabeleçam contrapartidas obrigatórias ou voluntárias para investidores, em especial, aqueles que demandam estímulos ou subsídios públicos para suas atividades. Motivação - exigência de existência Muitos investidores se beneficiam do capital natural, da cultura autóctone e de recursos públicos diretos ou indiretos sem oferecer qualquer contrapartida para a comunidade local ou para o desenvolvimento sustentável. 5. Biodiversidade como instrumento de inovação de produtos Descrição proposta A partir do mapeamento do Projeto nº 1 se propõe utilizar, aproveitar e transformar os produtos identificados que sejam típicos e viáveis da região da Costa dos Corais, que posteriormente podem converter-se em uma marca territorial. O projeto escolheria ao menos um produto diverso para cada município, permitindo a especificidade funcional e caracterização diferenciada dos mesmos. Os produtos podem ser transformados, mostrados, pesquisados e visitados através de espaços que contemplem também etapas de produção, valorizando o processo de fabricação do produto. Por exemplo: através da matéria-prima (coco, graviola, etc.), estes produtos serão beneficiados e concentrados em pontos de venda como casas da fruta (casa do coco, casa da graviola, casa da banana). Em cada casa segundo as potencialidades da matéria-prima, pode-se fazer diversos produtos como doce, suco, artesanato, cremes, etc. Motivação Existem muitos produtos que não são aproveitados em todo seu potencial. Falta valorização da especificidade do território. Falta uma imagem característica com capacidade de promoção de cada lugar. 15

17 Mesa temática 04: Inovação tecnológica e pesquisa PREPARAÇÃO DA MESA DESENVOLVIMENTO DA MESA Introdução O Estado de Alagoas, com o propósito de elaborar um plano de gestão integrada para o território Costa dos Corais, mobiliza ações coletivas de forma a identificar alternativas operacionais para este território. Analisando a realidade da Costa dos Corais, identificamos três pontos de ações: Infraestrutura: para suprir a falta de infraestrutura básica, responsabilidade em grande escala do Estado, que resulte em rápidas instalações de baixo custo e facilmente replicáveis. Produção e Comercialização: introdução de novas tecnologias máquinas e equipamentos que melhorem a produção e a competitividade da empresa, aumentando a capacidade de introduzir seus produtos no mercado. Fornecer e gerar alternativas responsáveis e inovadoras para o uso dos recursos existentes, bem como, capacitar os recursos humanos para a utilização das novas tecnologias e conhecimento das vantagens intrínsecas das inovações, tanto no processo produtivo como na comercialização. Pesquisa: identificar soluções tecnológicas relacionadas à geração de novos conhecimentos para introduzir no contexto das necessidades dos pequenos e microempresários, bem como, no plano territorial (necessidades endógenas e exógenas). Conviados Daniela Moderini - EnDe - Itália Dante Bandiera - Assessor de Inovação Tecnológica e Desenvolvimento Econômico, Voghiera/Itália Chico Rosário - Universidade Federal de Alagoas Márcio Andrade - BRASKEM Janesmar Cavalcante - Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação de Alagoas - SECTI Sandra Vilela - Gerente de Tecnologia - SEBRAE/AL Sérgio Kelner Fundação Joaquim Nabuco - FUNDAJ / CGEE Uriel Costa UNEAL Margarida Maria Rocha Albuquerque SECTI Wallescka Morellato - FAPEAL Célio Fernando de Souza Rodrigues UNCISAL/ UFAL Adeilto Ferreira Lima SEPLAN/AL José Lima UNEMET Maria Stella Spinelli Aluna Master Internacional Eco-Polis Sandra Cavalcanti Dias - Aluna Master Internacional Eco-Polis Relator: Daniel Sardo Università di Ferrara/Itália Reflexões e Propostas A proposta é baseada no processo de identificação e valorização da vocação do território, promovendo a pesquisa, o desenvolvimento, a transferência e a difusão da tecnologia, para agregar valor aos produtos e serviços existentes. Como resultado das discussões durante a mesa temática surgiram tais propostas: Proposta 1: Centro de inovação tecnológica e empreendedorismo Um centro que servirá de base para fornecer oportunidade de desenvolvimento econômico mais eficiente, nova possibilidade de emprego, renda e retorno socioeconômico ao território, tendo como foco a sustentabilidade dos recursos. INCUBAR GERAR CONSCIÊNCIA CAPACITAR AGREGAR VALOR O Centro de Inovação Tecnológica e Empreendedorismo se articula em 4 áreas temáticas ou funções: Incubar A realização de uma incubadora tem como objetivo incentivar amplamente a criação de pequenas empresas (agricultura, pesca, artesanato, etc.). Durante o processo, deve-se identificar novas oportunidades, possíveis incubados e também apontar a criação de valor agregado aos produtos próprios do território. Outro ponto não menos importante é a identificação e desenvolvimento de novos canais de comercialização. Capacitar A partir da análise das cadeias produtivas existentes no território, deve-se elaborar um programa de formação dos atores vinculados a cada uma delas, mediante a realização de cursos profissionalizantes ofertados pelas instituições de formação e através dos centros especializados (Centro de Vocação Tecnológica). Como complemento deste processo, é importante o desenvolvimento de pesquisas que forneçam subsídios para mapeamento da realidade local, a fim de criar um banco de dados a partir das experiências existentes que permitam compartilhar as informações. Agregar valor A geração de valor agregado deve partir da mobilização dos atores (cooperativas, produtores e empresas), observando a inovação do produto, o processo e os serviços, atendendo a normas de certificação de qualidade que valorizem a região, seus produtos, serviços e que norteiam um desenvolvimento local integrado. Gerar consciência O desenvolvimento de todas e cada uma das funções do Centro deve se adequar ao processo participativo que envolva a população e as administrações locais, com a finalidade de estabelecer as bases para que o território possa interagir e retroalimentar-se. Alguns aspectos que o Centro deve envolver são a captação de fundos e financiamentos voltados à inovação de produtos, processos e serviços; a criação de um banco de dados de gestão e de conhecimentos específicos, disponibilizando e disseminando estes conhecimentos para os diversos setores produtivos, baseando-se em boas práticas adaptáveis à realidade local, para ser introduzidas nos diversos setores produtivos e nos âmbitos governamentais. Proposta 2: rede de inovação comunitária A energia renovável se insere dentro de uma economia em vertiginoso crescimento em nível mundial. O projeto nasce deste conceito, vai muito além da simples produção de eletricidade, relaciona uma série de ações coligadas, que estão atentas ao desenvolvimento do território a partir de: - Melhoramento da infraestrutura; - Identificação e definção de itinerário temático; - Estímulo à formação de redes entre pequenas realidades rurais; - Melhoramento da comercialização dos produtos; - Formação de novas cooperativas; - Melhoramento da qualidade de vida, gerando vantagens compartilhadas e melhor uso do recurso através da inovação; - Valorização e difusão da consciência que possa influenciar o planejamento e o desenvolvimento sustentável de todo o território. 16

18 Mesa temática 05: Agricultura e marcas de qualidade PREPARAÇÃO DA MESA DESENVOLVIMENTO DA MESA Introdução Atualmente a área rural da região da Costa dos Corais encontra-se desarticulada com o sistema da costa em relação às suas atividades econômicas e ao acesso a serviços básicos. A grande presença de assentamentos de movimentos sociais agrícolas no território agrava o cenário, somado a intensa produção da cana-deaçúcar, que é realizada através de uma monocultura socialmente e ambientalmente insustentável. Identificam-se também produções mais diversificadas, baseadas na agricultura familiar que ainda não são ordenadas e não possuem o incentivo e apoio do setor público, necessários para seu verdadeiro desenvolvimento. Em relação à pesca presente no território, encontra-se prevalentemente uma atividade artesanal realizada de diversas formas. Esta característica agrega maior valor tradicional e sustentável à atividade pesqueira que, porém, pode ser potencialmente ameaçada pela contaminação dos ecossistemas aquáticos e por pressões decorrentes das atividades econômicas presentes na região. Três questões-chave Desenvolvimento da agricultura familiar é possível? Como? Como relacionar a atividade rural com outras atividades econômicas? É possível produzir uma marca e/ou certificação local de qualidade (responsabilidade social e ambiental)? Como? Convidados Fábio Leão - AFAL Inês Pacheco - SEAGRI Irmã Miria Zendron - COOPEAGRO / Irmãs FSCJ Ivens Barboza Leão - Ministério do Desenvolvimento Agrário José Luis Rhi-Saussi - CESPI Katherine Teixeira - AFAL Liza Myrella - SEBRAE/AL Letícia Camargo - Aluna Master Internacional Eco-Polis, Universidade de Ferrara Mário Alberto Paiva - SEPLAN/AL Miguel Alencar APL Piscicultura Nelianne de Gusmão - SEAGRI / SAF Nelson Issa - IBAM Nicole Pistelli - Instituto Federal do Paraná Pierluca Gaglioppa - CURSA, Lands Network Itália Rivaldo Vasconcelos do Rego - COOPEAGRO Tertuliano Moreno - SEAGRI Relator: Michael Chinelato Soares - Aluno Master Internacional Eco-Polis, Universidade de Ferrara Reflexões e Propostas Ausência dos atores locais nos espaços de discussão de pesca e agricultura e a consequente não participação nas tomadas de decisões, pois o grupo era formado somente por técnicos. Grande parte dos agricultores presentes no território não são oriundos da região e por isso não possuem vínculo com a terra. Consequente falta de identidade com o território. Desconhecimento e não cumprimento das normas de proteção ambiental relacionadas ao território de pesca e de agricultura. Fenômeno de marginalização agrária decorrente de políticas inadequadas a realidade do agricultor familiar. Necessidade de uma figura articuladora e capacitada para apoio e auxílio na organização da produção familiar Dificuldade das cooperativas em acolher novos sócios devido ao desconhecimento de seus benefícios e exigência de resultados imediatos. Problemática dos jovens da área rural que tendem a se desinteressar pela prática agrícola. Falência da assistência técnica disponível ao pequeno agricultor Políticas públicas muito evoluídas, mas que ainda não tocam de forma efetiva as esferas municipais Dificuldade de comercialização da produção do setor agrícola local e regional. Pesquisas desenvolvidas pelas instituições de ensino não são coerentes com as necessidades e demanda da atividade produtiva e nem com as demandas de políticas locais, muita produção acadêmica, porém não integrada e não comunicada. 17

19 Mesa temática 05: Agricultura e marcas de qualidade Propostas 1. Arranjo institucional do setor primário presente na Costa dos Corais Descrição da proposta Criar um ambiente favorável para articular e fortalecer os organismos produtivos presentes no território envolvendo os atores locais de diferentes segmentos da produção na Costa dos Corais, municipalidades, instituições públicas e privadas envolvidas nas atividades agrícolas e pesqueiras. Motivação - exigência de existência Pouca participação dos trabalhadores do setor primário nas discussões e tomadas de decisões governamentais; Dificuldades de escoamento e comercialização da produção; Pouca articulação entre estes representantes; Enfraquecimento de feiras de produtos locais. 2. Melhoria da infraestrutura de serviços básicos e da qualidade ambiental do território da pesca e da agricultura. Descrição da proposta Melhorar a infraestrutura de serviços básicos e da qualidade ambiental do território da agricultura e da pesca de forma a garantir uma melhor qualidade de vida aos produtores através da estruturação de serviços básicos e da participação e cooperação na proteção ambiental do território, necessários para o desenvolvimento e sustentabilidade destas atividades econômicas. Motivação - exigência de existência Melhor qualidade de vida aos produtores locais e garantia de um ambiente saudável produtivo a todos os presentes no território. 3. Melhoria da Assistência Técnica no território da Costa dos Corais Descrição da proposta Fortalecer a agricultura familiar através da capacitação e assistência técnica de qualidade, proporcionando um desenvolvimento rural sustentável e integrado a outras atividades do território. Motivação - exigência de existência Melhorar a assistência técnica que hoje é insuficiente nos municípios da Costa dos Corais, agravada pela extinção da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER) do Estado de Alagoas no ano 2000; Evitar o êxodo de jovens na zona rural destes municípios, que vão para outros locais em busca de melhores condições de vida; Ter acesso a políticas e financiamentos públicos que hoje não são alcançados devido ao baixo nível de organização; 4. Valorização da área rural através da integração de outras atividades econômicas. Descrição da proposta Aproveitando a grande oferta turística proveniente da vocação do território costeiro, idealiza-se com este projeto, uma interação da zona rural com a costa, de forma que a população venha a ser beneficiada com uma renda extra através da participação em novas atividades (turismo, artesanato...), sejam estas, integradas ou não com as atividades agrícolas. Motivação - exigência de existência Geração de renda extra para contribuir com a melhoria da qualidade de vida da população local; Integrar a comunidade rural com a costa de forma que o território possa ofertar mais opções de turismo sustentável, valorizando ainda mais o território da Costa dos Corais; Criar capital humano e social para a população. 5. Uma marca de qualidade: Costa dos Corais Descrição da proposta Destina-se a proteger e promover, processos e produtos. Estes, podem ser orgânicos, locais, tradicionais ou mesmo inovadores, mas devem se identificar com o território da Costa dos Corais. A criação de uma regulamentação para o acesso a marca vai aumentar a qualidade" de produção, dando o valor agregado necessário através de processos previamente analisados que podem ser o início de certificação de qualidade, onde envolvem não somente um segmento, mas todo o conjunto de potencialidades da região nos aspectos sociais, econômicos e ambientais. Motivação - exigência de existência Conceito de que o desenvolvimento do território somente é possível se todas suas peculiaridades ambientais, paisagísticas e culturais (bens materiais e imateriais) sejam protegidas e preservadas; Sistema de qualidade embasada na utilização de uma marca como garantia de melhores condições sociais, de trabalho e de um desenvolvimento local sustentável; Estímulo para o crescimento de atividades econômicas ambiental e socialmente responsáveis. 18

20 Mesa temática 06: Educação, formação, capacitação, empoderamento e comunicação PREPARAÇÃO DA MESA DESENVOLVIMENTO DA MESA Introdução Antes de participar do Os turismos desejáveis, o grupo de trabalho realizou uma análise preliminar do território da Costa dos Corais, através de visitas in loco, entrevistas com os atores locais e aulas direcionadas sobre os aspectos ambientais, econômicos, sócioculturais e histórico-patrimoniais que caracterizam o território. Desta análise emergiram alguns temas importantes que permitiram identificar questões-chave ligadas aos setores da educação, da formação técnica e do empoderamento que serviram de base para a discussão com os atores locais da mesa temática do Seminário. Questões-chave As questões-chave discutidas no Seminário foram subdivididas por macrotemas, resultando como reflexão da mesa temática a análise preliminar: Educação: Analfabetismo; Abandono escolar (trabalho familiar, estradas sem manutenção, pouco interesse); Educação Básica Fundamental; Formação, Capacitação: Formação e capacitação para jovens e adultos; Formação em alto nível; Desarticulação do sistema de formação e capacitação; Comunicação e Empoderamento: Comunicação entre os atores do APL Costa dos Corais; Capacidade para construir uma comunidade participativa; Consciência de um pensamento coletivo (Identidade local). Convidados Gianfranco Franz - UNIFE, Università di Ferrara Ian Dutari - UCC, Universidad Católica de Córdoba, Argentina José Niraldo de Farias - UFAL Enézia Figueiredo - SENAC/AL Dácio Monteiro - Diretor IFAL/ Maragogi Corinne Corbau - Unife, Università di Ferrara Paulo Gustavo Alves Calado - SENAC / SEPLAN Daniel Kelley Guilherme Lamenha - SEPLAN Polianna Bugarin - SEPLAN Jehovanissi Barros - Assessor Técnico - SENAC Ana Cristina Cavalcanti de Almeida - Coord. Universidade Aberta do Brasil, UAB - Polo Maragogi Betania - Secretária de Estado do Trabalho, Emprego e Renda de Alagoas Valquíria de Lima Soares - UNCISAL Iraneide Pereira da Silva - IFAL/ Maragogi Roberta Cajaseiras Carvalho - IFAL/ Maragogi Relatora: Gloria Velazquez Oliveira - Aluna Master Internacional Eco Polis, Università di Ferrara Sofia Burioli - Aluna Master Internacional Eco Polis, Università di Ferrara Reflexões Em seguida foi elaborada uma síntese das principais questões discutidas durante a mesa temática: Para qualquer forma de desenvolvimento territorial é necessário aumentar o nível de qualidade de vida da comunidade local e em particular melhorar e tornar mais eficiente o sistema educativo de base; Num mundo globalizado e competitivo é necessário a realização de uma troca de conhecimento que permita desenvolver ações, estratégias e políticas com maior desempenho. Na Costa dos Corais faltam pesquisadores, técnicos e profissionais com conhecimento de alto nível que possam contribuir com um desenvolvimento territorial de qualidade; Atualmente na região da Costa dos Corais é notória uma desarticulação entre os serviços de formação e capacitação que inviabilizam a inserção da mão de obra no mercado local. Por este motivo é necessário criar um ponto de referência para a divulgação eficiente da oferta formativa; A divulgação das ações realizadas e a interlocução entre os atores na região da Costa dos Corais é deficiente, prejudicando sua realização de forma mais efetiva. Propostas 1- Estudo Regional Diagnóstico da Educação Fundamental na Costa dos Corais. Num primeiro momento o projeto prevê a elaboração e análise do diagnóstico da situação atual da educação básica na região, para revelar os problemas presentes e as necessidades futuras. Paralelamente será organizada uma MESA INTEREDUCACIONAL, para discutir os dados obtidos e promover ações que desenvolvam um modelo de educação integrada. O Diagnóstico é fundamental para: estimular a participação coletiva para a elaboração do diagnóstico; formatar cursos específicos de atendimento à educação básica, que correspondam às necessidades reais; criar indicadores específicos para validar a longo prazo as ações propostas; As possíveis ações podem ser: Realização do diagnóstico através da análise do sistema educativo e entrevistas em campo; Identificação de proposta estratégica de melhoria da realidade educacional; Realização da mesa intereducacional. 19

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