UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU INSTITUTO A VEZ DO MESTRE

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU INSTITUTO A VEZ DO MESTRE"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU INSTITUTO A VEZ DO MESTRE O MONITORAMENTO DO CORREIO ELETRÔNICO NO AMBIENTE DE TRABALHO Por: Rafael Augusto Capitão Orientador Prof. José Roberto Rio de Janeiro 2010

2 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU INSTITUTO A VEZ DO MESTRE O MONITORAMENTO DO CORREIO ELETRÔNICO NO AMBIENTE DE TRABALHO Apresentação de monografia à Universidade Candido Mendes como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Direito e Processo do Trabalho Por: Rafael Augusto Capitão

3 3 AGRADECIMENTOS Aos meus pais, meus eternos guardiões. Aos meus queridos amigos. À minha namorada

4 4 DEDICATÓRIA O passado revelou-me a construção do presente Pierre Teillard de Chardin

5 5 RESUMO A comunicação via é uma realidade dos tempos atuais, detentora de um elenco infindável de questões jurídicas no que tange à divergência de interesses empregado/empregador em relação ao monitoramento do . O uso do correio eletrônico e o seu monitoramento nas relações de trabalho não são apresentadas pela legislação trabalhista vigente, carente de dispositivos referentes ao respectivo tema, o que enseja inúmeras discussões a respeito do tema. O trabalho a ser apresentado tem o escopo de discorrer acerca do monitoramento do correio eletrônico praticado pelas empresas no tocante à utilização das tecnologias da informação por seus funcionários no ambiente de trabalho.

6 6 METODOLOGIA A monografia do tema tratado acima abordou unicamente a pesquisa de tipo bibliográfica. Por tratar-se de pesquisa bibliográfica, o procedimento para a coleta de dados teve como base a seleção de leituras seletivas, através de livros, revistas, textos publicados na internet, jurisprudências e legislações

7 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 08 CAPÍTULO I - A Informatização do Ambiente de Trabalho 11 CAPÍTULO II - Da Proteção Constitucional do Correio Eletrônico 13 CAPÍTULO III - Poder Diretivo do Empregador 20 CAPÍTULO IV - O Monitoramento do Correio Eletrônico 29 CAPÍTULO V Entendimento Jurisprudencial 40 CONCLUSÃO 54 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 56 ÍNDICE 60 FOLHA DE AVALIAÇÃO 62

8 8 INTRODUÇÃO O progresso da ciência sempre traz consigo uma mudança nos hábitos e comportamentos das pessoas. E destes novos relacionamentos humanos surgem novas relações jurídicas, ou novos fatos jurídicos a serem objetos de regulação por parte do Direito. Nunca, porém, o avanço da tecnologia se fez tão presente no cotidiano como ocorre nos dias de hoje, com a informática. O fenômeno se destaca não só pela multiplicidade de usos que se pode dar a um computador, mas também pela incrível popularização que esta tecnologia alcançou, alterando sensivelmente o modo de vida em sociedade. (MARCACINI, 1999) Não podemos olvidar que o elevado grau de desenvolvimento tecnológico alcançado pelo homem vem fomentando a ampliação das atividades e da produção, inclusive no que tange ao modo de realização do trabalho. O correio eletrônico, especificamente, desempenha papel imprescindível neste cenário esboçado, tendo em vista que os empregadores estão disponibilizando aos seus empregados programas eletrônicos, bem como a Internet, como meio com que se busca facilitação e conseqüente aumento da produtividade desses no ambiente de trabalho. Dessa forma é a utilização da correspondência eletrônica nas relações de trabalho, instrumento de comunicação dotado de inúmeros benefícios ao empregador que praticamente já adota, em todos os casos, esta forma de comunicação com os clientes e fornecedores, em substituição às correspondências antes usuais, e cuja normatização, a respeito do uso e da possibilidade de monitoramento, não se encontra consolidada em nosso ordenamento jurídico.

9 9 A legalidade do monitoramento de pelo empregador tem se mostrado muito controversa. A preocupação das empresas em monitorar seus empregados reside na possibilidade destes transmitirem informações confidenciais da empresa a terceiros, bem como mensagens de cunho racista ou pornográfico. Portanto, atualmente, possuímos duas correntes versando sobre o tema, sendo um favorável ao monitoramento dos s e outra contrária A corrente favorável ao monitoramento do correio eletrônico, entende que, como se trata de equipamento fornecido pela empresa, ao empregado, a fim de que o mesmo exerça as suas funções laborativas, razão porque terá o direito de fiscalizar o seu uso, sendo necessário considerar o direito de propriedade do empregador sobre seus equipamentos tecnológicos. Por conseguinte, a intimidade do empregado não é violada porque o empregador não espera encontrar informações da esfera íntima deste, como por exemplo, hábitos, pensamentos, segredos, planos futuros etc., mas tão somente informações profissionais, de interesse incontestável da empresa. (WIEZZEL, 2005) Recentemente, a corrente contrária ao monitoramento do correio eletrônico tem mostrado um maior número de adeptos, usando como argumentação, o direito assegurado pela Constituição Federal à inviolabilidade do sigilo da correspondência, o direito à intimidade e privacidade das pessoas. Com efeito, a falta de legislação pertinente ao caso em questão tem provocado extensa controvérsia na interpretação doutrinária e jurisprudencial. A carência de normas especifica enseja atrito entre direitos personalíssimos, tais como, intimidade, privacidade, sigilo da correspondência e proteção ao sigilo empresarial. Porém, essa desavença entre privacidade e poder diretivo,

10 10 não induz à imposição de dogma onde a proteção dos direitos individuais deva se sobrepor aos direitos do empregador. É cabível a prática de monitoramento do correio eletrônico no ambiente de trabalho? Quais os limites a serem impostos a esta fiscalização? Qual deve ser o comportamento do empregado e do empregador diante desta situação? Essas são umas das questões a serem abordadas neste trabalho.

11 11 CAPÍTULO I A INFORMATIZAÇÃO DO AMBIENTE DE TRABALHO No mundo corporativo, a informatização, principalmente no que tange ao uso da internet, sistema de banco de dados e correio eletrônico, tornou-se mais uma ferramenta de trabalho, fornecida pela empresa aos seus empregados, que possibilita a agilidade na comunicação. Desta forma, Ana Amélia Mena Barreto de Castro Ferreira, advogada e membro efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros, em seu artigo, Correio Eletrônico Corporativo, dispõe dos equipamentos eletrônicos corporativos e ferramentas acessórias corporativas: Integram o patrimônio da empresa seus equipamentos eletrônicos, o ativo de processamento, constituído por todos os elementos de hardware e software, assim como o ativo de informação, composto por dados e informações geradas e manipuladas durante a execução de sistemas e processos, produzidos internamente ou adquiridos (...) Destarte, sendo sua propriedade, cabe à companhia suportar os custos de aquisição do equipamento, instalação, manutenção, utilização, acesso e conexão à internet. (FERREIRA 1, 2003) Todas as ferramentas e serviços advindos da evolução tecnológica fazem parte do cotidiano interno de uma empresa, e a falta destes, com certeza, implicariam em quebras de procedimentos, resultados insatisfatórios e total desorganização do ambiente de trabalho.

12 12 Cada vez mais, empresas ou escritórios, de médio e grande porte, utilizam sistemas informatizados, automatizados e integrados, tudo isso visando uma maior celeridade nas informações cadastradas, bem como proporcionando, dentre outras vantagens, maior eficiência para as suas demais atividades. O contato com clientes, fornecedores e prestadores de serviços, é realizado, em praticamente todos os casos, através da utilização do correio eletrônico, fruto da informatização do ambiente de trabalho, o que gera menos custos ao empregador e maior velocidade nas informações prestadas ou adquiridas. Portanto, a informatização do ambiente de trabalho, com a grande propagação das comunicações por meio de correio eletrônico, vem exacerbando a controvérsia acerca da abrangência do poder diretivo do empregador. Sendo esta ferramenta mal utilizada, compromete-se não só a imagem e segurança da empresa como também o desempenho das tarefas.

13 13 CAPÍTULO II DA PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL DO CORREIO ELETRÔNICO Um grande número de normas nacionais e internacionais está relacionado aos conflitos inerentes ao monitoramento do correio eletrônico. Como exemplo, no Brasil dispõe o artigo art. 5º, incisos, X e XII da Constituição Federal, ipsis litteris: Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantido-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: X são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual O bem aqui constitucionalmente protegido, no que tange ao monitoramento do correio eletrônico, é a intimidade, a privacidade e o segredo

14 14 (inviolabilidade) das comunicações, que serão detalhadas nos subtítulos a seguir. 2.1 Os Direitos à Intimidade e à Privacidade do Trabalhador O direito à intimidade difere do direito à privacidade, porque o primeiro tem como objetivo proteger o indivíduo contra a ingerência dos sentidos dos outros, ou seja, contra interferências ilegítimas. FERREIRA FILHO (1997), de forma mais resumida, relaciona a intimidade às relações subjetivas e de trato intimo da pessoa, suas relações familiares e de amizade. Enquanto isso, segundo a opinião de STEPHAN (2010), o direito à privacidade possui conceituação mais ampla, sobrepondo-se à intimidade. Abarca um raio maior, comportando a vida do indivíduo sob o aspecto familiar e social, constituindo-se na escolha entre divulgar ou não o que é íntimo, e assim, construir sua imagem. Corroborando a opinião de Cláudia Coutinho Stephan, porém, de forma mais resumida e objetiva, Manuel Gonçalves Ferreira Filho entende que a privacidade envolve todos os demais relacionamentos humanos, inclusive os objetivos, tais como relações comerciais, de trabalho, de estudo etc. Neste mesmo sentido Alice Monteiro de Barros explica o seguinte: (...) embora o Direito do Trabalho não faça menção aos direitos à intimidade e à privacidade, por constituírem espécie dos direitos da personalidade consagrados na Constituição, são oponíveis contra o empregador, devendo ser respeitados, independentemente de encontrar- se o titular desses direitos dentro do estabelecimento comercial. (BARROS 2, 1997, p. 32)

15 15 Vale ainda ressaltar o conceito de Privacidade tecido pelo ilustríssimo José Afonso da Silva: (...) o conjunto de informação acerca do indivíduo que ele pode decidir manter sob seu exclusivo controle, ou comunicar, decidindo a quem, quando, onde e em que condições, sem a isso poder ser legalmente sujeito. (SILVA, 2005) Em contrapartida, para complementar as diferenças entre direito à intimidade e direito à privacidade, é interessante a exposição do conceito de Intimidade formulado por René Ariel Dotti: (...) intimidade é a esfera secreta da vida do indivíduo na qual este tem o poder legal de evitar os demais (...). O direito à intimidade é o direito do homem de viver em forma independente a sua vida, com um mínimo de ingerência alheia. (DOTTI, 1980) 2.2 O Direito ao Segredo (inviolabilidade) da Comunicação por É inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados (neste caso entenda-se o envio e recebimento de e- mails) e das comunicações telefônicas, salvo no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Ocorre, porém, que apesar de a exceção constitucional expressa referir-se somente a interceptação telefônica, entende-se que nenhuma liberdade individual é absoluta, sendo possível, respeitados certos parâmetros, a interceptação das correspondências e comunicações telegráficas e de dados sempre que as

16 16 liberdades públicas estiverem sendo utilizadas como instrumento de salvaguarda de praticas ilícitas. 1 Corrobora com o entendimento de que o correio eletrônico particular do empregado desfruta da proteção constitucional e legal de inviolabilidade, a decisão proferida pelo Ministro Relator João Batista Brito Pereira 2 : Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo de Instrumento em Recurso de Revista n TST-AIRR , em que é Agravante UNIDADE DE EDUCAÇÃO CONTINUADA E ESPECIALIZAÇÃO DE SANTA CATARINA LTDA. - UNIESC e Agravado JOSÉ CARLOS FERREIRA JÚNIOR. Trata-se de Agravo de Instrumento interposto contra o despacho mediante o qual se denegou seguimento ao Recurso de Revista. Procura-se, no Agravo, demonstrar a satisfação dos pressupostos para o processamento do Recurso obstado. Não houve apresentação de contraminuta nem de contrarrazões ao Recurso de Revista. O Recurso não foi submetido a parecer do Ministério Público do Trabalho. É o relatório. V O T O Foram satisfeitos os pressupostos recursais do Agravo de Instrumento. O fato de o Presidente do Tribunal Regional negar seguimento a recurso de revista não configura, por si só, incompetência do juízo. Esse despacho é ato inerente ao indispensável juízo prévio de admissibilidade do recurso, a teor do art. 896, 1º, da CLT, o que não prejudica novo exame em sede de agravo de instrumento. No Agravo de Instrumento, procura-se evidenciar a admissibilidade do Recurso de Revista, sob o argumento de que foram atendidos seus pressupostos recursais. 1 STF, 1ª Turma, HC nº /SP, Rel. Min. Celso de Mello, Diário da Justiça, Seção 1, 24 jun. 1994, p RT 709/ ACÓRDÃO 5ª TURMA, NUMERAÇÃO: AIRR MINISTRO RELATOR: JOÃO BATISTA BRITO PEREIRA

17 17 O Recurso de Revista teve seu processamento denegado sob os seguintes fundamentos: JUSTA CAUSA - FALTA GRAVE - violação do art. 5o, XII e LIV da CF. - divergência jurisprudencial. Pede a reforma do julgado que excluiu a resolução motivada do contrato de trabalho, ao argumento de que não houve violação à privacidade com o monitoramento, por meio de correio eletrônico, das conversas que o autor mantinha dentro de seu ambiente de trabalho. Transcreve o depoimento pessoal do autor e de várias testemunhas. Considerou a 2o Turma do Regional que ao empregador é facultado manitorar e rastrear a atividade do empregado no ambiente de 'trabalho em corporativo, considerado ferramenta de trabalho, acrescentando que o pessoal ou particular do empregado definita da proteção constitucional e legal de inviolabilidade, sendo ilícitas as provas por ele obtidas. Consta do acórdão, à fl. 187: (...) No entanto, a jurisprudência somente vem admitindo a possibilidade de o empregador monitorar e rastrear a atividade do empregado no ambiente de trabalho, em corporativo. Ocorre que no presente caso, os documentos das fls. 107/119 não foram extraídos do corporativo, pois trata-se de monitoramente de conversas de de uso pessoal. Saliento que o pessoal ou particular do empregado desfruta da proteção constitucional e legal de inviolabilidade, sendo ilícitas as provas por ele obtidas. Logo, mantenho do posicionamento adotado pelo Julgador de 1 grau de não conhecer das peças juntadas das fls. 107/119. Nessa linha, denoto que a própria natureza da questão, ou seja, a ocorrência ou não de motivo para a dispensa por justa causa, resolve-se primordialmente à mercê da apreciação dos subsídios documentais e testemunhais esgotados pelo Órgão Regional, que detém a última palavra na avaliação do conjunto probatório. Fica claro que o intento recursal é o revolvimento do conjunto fático-probante, o que não se coaduna com a natureza excepcional do recurso de revista, conforme a ilação autorizada pela Sumula n 126 do TST, segundo a qual a discussão dos fatos e das provas finda nesta instância trabalhista.

18 18 Ante o matiz absolutamente fático da controvérsia, resta prejudicada a pretendida violação a preceitos de lei e eventual análise de divergência pretoriana (fls. 96/96v). Verifica-se que a agravante não conseguiu infirmar os fundamentos do despacho agravado, quer quanto às indicadas violações a lei e à Constituição da República, quer quanto à divergência jurisprudencial. Ademais, a incidência da Súmula 126 desta Corte, por si só, afasta o cabimento do Recurso, tanto por violação a lei como por divergência jurisprudencial. Logo, NEGO PROVIMENTO ao Agravo de Instrumento. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, por unanimidade, negar provimento ao Agravo de Instrumento. Brasília, 25 de agosto de Nessa linha, denoto que a própria natureza da questão, ou seja, a ocorrência ou não de motivo para a dispensa por justa causa, resolve-se primordialmente à mercê da apreciação dos subsídios documentais e testemunhais esgotados pelo Órgão Regional, que detém a última palavra na avaliação do conjunto probatório. Fica claro que o intento recursal é o revolvimento do conjunto fático-probante, o que não se coaduna com a natureza excepcional do recurso de revista, conforme a ilação autorizada pela Sumula n 126 do TST, segundo a qual a discussão dos fatos e das provas finda nesta instância trabalhista. Ante o matiz absolutamente fático da controvérsia, resta prejudicada a pretendida violação a preceitos de lei e eventual análise de divergência pretoriana (fls. 96/96v). (...) O princípio que garante o sigilo de dados engloba o uso de informações decorrentes da informática. Para MORAES (2003), essa nova garantia necessária em virtude da existência de uma nova forma de armazenamento e transmissão de informações, deve coadunar-se com as garantias de intimidade, honra e dignidades humanas, de forma que se impeçam interceptações ou divulgações por meios ilícitos.

19 19 A violação ao enviado pelo empregado é muito mais do que a mera interceptação, por meios capciosos, de informações virtualmente transmitidas no ambiente de trabalho, é o que expõe Alexandra Loyola Mistrongue, em seu artigo publicado na revista LTR. Vejamos: Na verdade, está-se diante, novamente, da proteção do direito à privacidade e à intimidade. Ao proteger o sigilo de comunicações, o constituinte teve em mente a tutela do direito de se comunicar sem que houvesse qualquer interferência, preservando, em última análise, o direito do indivíduo em relação à sua privacidade. Ora. O empregador pode e deve alertar o seu empregado para que não utilize a Internet para fins que não sejam relacionados ao trabalho, sob pena de advertência, mas é inadmissível qualquer intromissão do empregador, por meio de programas de computador específicos, que violam s de seus empregados. A violação é muito mais do que a mera interceptação, por meios capciosos, de informações virtualmente transmitidas ano ambiente de trabalho, Ademais, entendemos não apenas ser juridicamente vedada a violação de s por parte do empregador, como também invalidada a cláusula contratual que conste a possibilidade de rastreamento ou interceptação. Tal cláusula é inconstitucional e não pode prevalecer ante a manifesta ilegalidade. Conforme dispõe o Código Civil Brasileiro, art. 11, em regra, os direitos de personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo sofrer limitação voluntária. Essa norma expressa a indisponibilidade dos direitos personalíssimos que são insuscetíveis de alienação, não podendo o titular a eles renunciar ou até limitá-los, sem determinação legal. (MISTRONGUE, 2004, p )

20 20 CAPÍTULO III PODER DIRETIVO DO EMPREGADOR Como sabemos, o empregado é um trabalhador subordinado, razão pela qual está sujeito ao poder de direção do empregador. Podemos encontrar o fundamento legal do poder de direção do empregador no art. 2º da CLT, vejamos: Art. 2º. Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. Segundo (MARTINS, 2010), o poder de direção é a forma como o empregador define como serão desenvolvidas as atividades do emprego decorrentes do contrato de trabalho. Não podemos deixar de mencionar o conceito do ilustríssimo Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Mauricio Godinho Delgado, acerca do poder diretivo do empregador: É o conjunto de prerrogativas com respeito à direção, regulamentação, fiscalização e disciplinamento da economia interna à empresa e correspondente prestação de serviços (DELGADO, 2010)

21 21 O poder de direção, que tem como foco principal a organização de suas atividades, também engloba o controle e a disciplina no ambiente de trabalho. No que tange ao poder de organização, o mesmo permite que o empregador expeça regras para a organização do empreendimento além de uma regulamentação para vir a ser cumprida dentro do ambiente de trabalho. O poder de controle abrange a fiscalização e o controle do empregador em relação às atividades dos empregados. Um exemplo atuante na maioria dos livros de doutrina é a possibilidade do empregador implantar marcação de ponto, de modo a monitorar o horário de entrada e saída do empregado. Podemos correlacionar o poder de controle com o monitoramento do correio eletrônico valendo-se de um pequeno trecho do livro de Sérgio Pinto Martins, que ilustra muito bem o conflito poder de controle x monitoramento do correio eletrônico : Não se pode dizer que haveria violação da privacidade do empregado quando o empregador exerce fiscalização sobre equipamentos de computador que lhe pertencem. Ressalte-se que o correio eletrônico, em muitos casos, é da empresa e não do empregado. (...) Entendo que o empregador poderá verificar a utilização de s, visando constar-se o computador não esta sendo usado, no horário do serviço, para fins pessoais do empregado, ainda mais quando há proibição expressa para uso pessoal do equipamento. Durante o horário do trabalho o empregado está a disposição do empregador. Deve produzir aquilo que o empregador lhe pede. Logo, pode ser fiscalizado para verificar se não esta enviando s para outras

22 22 pessoas sem qualquer relação com o serviço, pois esta sendo pago para trabalhar e não para se divertir. (MARTINS, 2010) Em relação ao poder disciplinar, podemos defini-lo como um complemento do poder de direção, qual seja, o empregador dá as ordens, que, se não forem cumpridas, podem ser objeto de punição. Quanto a isso esclarece Vólia Bonfim Cassar: O poder disciplinar decorre, pois do poder de comando inerente das posições que se encontram empregador num patamar e o empregado em outro abaixo hierarquia. (CASSAR, 2010) Neste caso, o empregado deve ater-se à disciplina e respeito a seu patrão, estando sujeito a ordens de serviço, bem como eventuais penalidades em caso de descumprimento por parte do empregado. A jurista Vólia Bonfim Cassar (2010) lembra que nos casos de descumprimento dos afazeres, o empregador poderá aplicar-lhe as penas permitidas em lei, como por exemplo, a advertência, suspensão e justa causa. 3.1 A Função Social da Propriedade O princípio da função social da propriedade foi introduzido em nossa Constituição através da Emenda Constitucional nº 10, de novembro de 1964, e atualmente está disposto no art. 5º, XXII e XXIII, in verbis: Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantido-se aos brasileiros e aos

23 23 estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: XXII é garantido o direito de propriedade; XXIII a propriedade atenderá a sua função social Seguindo o mesmo entendimento, dispõe o artigo 1228, caput e parágrafo 1º do Código Civil, in verbis: Art O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha. 1º. O direito da propriedade deve ser exercido em consonância com a suas finalidades econômicas e sociais e de modo que sejam preservados, de conformidade com o estabelecido em lei especial, a flora, a fauna, as belezas naturais, o equilíbrio ecológico e o patrimônio histórico e artístico, bem como evitada a poluição do ar e das águas. Antes da Constituição de 1988, verificava-se que o direito à propriedade era absoluto, caracterizando o proprietário como rei de algo, pois o mesmo podia fazer de tudo e de qualquer forma dentro de seu território, sem a intervenção de nenhuma pessoa ou do próprio estado. Desta maneira, era comum o desrespeito de direitos humanos fundamentais de forma indiscriminada e impunemente. A sociedade, vendo tais arbitrariedades, começou a questionar a natureza absoluta do direito à propriedade. No momento da promulgação da Constituição de 1988, a sociedade já não tolerava abusos de poder, violências e mortes em prol da proteção ilimitada do

24 24 direito à propriedade privada, tornando-se o direito à propriedade de forma relativa. Atualmente aplica-se o direito à propriedade relativa, portanto, apesar de o empregador deter a propriedade das ferramentas de trabalho, como por exemplo, a internet, correio eletrônico, telefone, sistema de banco de dados etc., os quais são utilizados para prosseguimento e conclusão das atividades laborais, aquele não pode se valer do controle de direção de forma absoluta, já que o contrato de trabalho deve-se atentar a função social da propriedade. 3.2 Os Limites do Poder de Direção O poder diretivo deve ser exercido com boa-fé e de forma razoável, tendo em vista que a aplicação deste poder por parte do empregador, em desacordo com suas finalidades, implica excesso (também conhecido como desvio de poder) ou abuso de poder. O doutrinador De Plácido e Silva utiliza o verbete desvio de poderes para assim conceituar: Possui o mesmo sentido de excesso de poderes, o que demonstra a ação ou atuação de uma pessoa, no exercício de um cargo ou no desempenho de um mandato, além dos limites das atribuições ou dos poderes que lhe são conferidos (DE PLÁCIDO E SILVA, 2001) como: Em relação ao conceito de excesso de poder, o mesmo entende Expressão usada para indicar todo ato que é praticado por uma pessoa, em virtude de mandato ou de função,

25 25 fora dos limites da outorga ou da autoridade, que lhe é conferida. (DE PLÁCIDO E SILVA, 2001) Quanto à definição de abuso de poder, esclarece muito bem Maria Sylvia Zanella Di Pietro ao dizer: Vício do ato administrativo que ocorre quando o agente exorbita de suas atribuições (excesso de poder), ou pratica ato com finalidade diversa da que decorre, explicita ou implicitamente, da lei (desvio de poder) (DI PIETRO, 2001, p. 220 a 222) Portanto, o empregador, para valer-se de seu poder de direção, principalmente pelo fato de a legislação trabalhista não possuir uma normatização específica acerca do monitoramento correio eletrônico no ambiente de trabalho, poderá implementar regulamentos em suas dependências. Tal medida encontra-se disposta no artigo 144 da CLT. Segundo MARTINS (2010), regulamento de empresa é um conjunto sistemático de regras, escritas ou não, estabelecidas pelo empregador, com ou sem a participação dos trabalhadores, para tratar de questões de ordem técnica ou disciplinar no âmbito da empresa, organizando o trabalho e a produção. Desta forma, convenhamos que o empregador ao contratar um empregado tem o direito e obrigação de divulgar os procedimentos da empresa e suas diretrizes, conforme estabelecidos no regulamento, de modo que o empregado fique ciente das expectativas daquele em relação ao serviço que deverá ser prestado. Levando-se em consideração que o regulamento da empresa foi exposto ao empregado, no que tange a utilização do correio eletrônico, o

26 26 empregador terá pleno direito de monitorar as mensagens emitidas pelo correio eletrônico corporativo, qual seja, fornecido pelo empregador, por ser este uma ferramenta de trabalho disponibilizada para as atividades laborais. Neste mesmo entendimento segue a decisão publicada no diário oficial em 30/11/2007, proferida pelo Ministro Relator Vieira de Mello Filho 3 : NUMERAÇÂO ANTIGA: AIRR / PUBLICAÇÃO: DJ - 30/11/2007 A C Ó R D Ã O 1ª TURMA VMF/sas/ AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA - DANO MORAL JUSTACAUSA. O julgado a quo registrou que não fere norma constitucional a quebra de sigilo de corporativo, sobretudo quando o empregador, previamente, avisa a seus empregados acerca das normas de utilização do sistema e da possibilidade de rastreamento e monitoramento de seu correio eletrônico. Agravo de instrumento desprovido. Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo de Instrumento em Recurso de Revista nº TST-AIRR- 1130/ , em que é Agravante ROBERTO BICINERI PEREIRA e Agravada NESTLÉ BRASIL LTDA. Agravo de instrumento interposto contra decisão singular, fls , pela qual se denegou seguimento ao recurso de revista, com fundamento na Súmula nº 126 do TST. O agravante sustenta ter preenchido os pressupostos estabelecidos no art. 896 da CLT. Apresentadas contraminuta às fls e contrarazões às fls Processo não submetido a parecer do Ministério Público do Trabalho, a teor do art. 82, 2º, do RITST. É o relatório. V O T O 1 - CONHECIMENTO Conheço do agravo, eis que preenchidos regularmente os pressupostos legais para a sua admissibilidade. 2 MÉRITO 3 ACÓRDÃO 1ª TURMA, NUMERAÇÃO ANTIGA: AIRR / MINISTRO RELATOR: VIEIRA DE MELLO FILHO

27 DANO MORAL JUSTA CAUSA No tópico, o 2º Tribunal Regional do Trabalho deu parcial provimento ao recurso da reclamada, para excluir da condenação a indenização por dano moral e julgar a ação improcedente, com os seguintes fundamentos, fls , verbis : Correio eletrônico. Monitoramento. Legalidade. Não fere norma constitucional a quebra de sigilo de corporativo, sobretudo quando o empregador dá a seus empregados ciência prévia das normas de utilização do sistema e da possibilidade de rastreamento e monitoramento de seu correio eletrônico. De todo modo, o certo é que o ato praticado pelo autor, desrespeitando norma interna da empresa e repassando com conteúdo falso, comprometeu a fidúcia existente entre empregado e empregador, o que autoriza a dispensa por justa causa efetuada pela reclamada. (...) No entanto, a Constituição Federal de 1988 previu o princípio da proteção da propriedade privada, tendo o empregador o legítimo direito de regular o uso dos bens da empresa. Ademais, o art. 2º da CLT prevê o poder diretivo do empregador para dirigir a prestação de serviços dos seus empregados, além do poder regulamentar, fiscalizatório, e disciplinar que se encontram interligados... Em razões de recurso de revista, fls , o reclamante afirma que a prova da empresa foi ilícita, obtida ao arrepio da Carta Magna, uma vez que monitorar s viola a ética, sendo procedimento proibido no ordenamento pátrio. Alega ter atendido o art. 282 do CPC, quanto às razões de pedir. Aponta violação dos arts. 5º, X, XII, LVI, da Carta Magna e 282 do CPC. In casu, em que pese a vasta argumentação do recorrente, não vislumbro violados os artigos constitucionais suscitados. Comungo do entendimento a quo no sentido de afastar a alegada ofensa aos incisos X, XII, LVI do art. 5º constitucional, por não ferir norma constitucional a quebra de sigilo de fornecido pela empresa, sobretudo quando o empregador avisa a seus empregados acerca das normas de utilização do sistema e da possibilidade de rastreamento e monitoramento de seu correio eletrônico. Também o julgado recorrido consignou ter o empregador o legítimo direito de regular o uso dos bens da empresa, nos moldes do art. 2º da CLT, que prevê os poderes diretivo, regulamentar, fiscalizatório e disciplinar do empregado, inexistindo notícia acerca de excessiva conduta derivada do poder empresarial.

28 28 Outrossim, é de se notar que não há tese regional abordando os requisitos da petição inicial. Aplicação da Súmula nº 297 do TST. Pelo exposto, não tendo o recorrente logrado êxito em demonstrar a admissibilidade da revista, nego provimento ao agravo de instrumento. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Egrégia 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, por unanimidade, conhecer do agravo de instrumento e, no mérito, negarlhe provimento. Brasília, 31 de outubro de 2007 Outro ponto, suscetível de diversas discussões, e matéria do próximo capítulo, é quanto à possibilidade de o empregador também monitorar os endereços eletrônicos particulares, ou seja, de uso pessoal, quando acessados no local de trabalho, em horário de trabalho e através dos equipamentos de propriedade do empregador.

29 29 CAPÍTULO IV O MONITORAMENTO DO CORREIO ELETRÔNICO Antes de adentrar a questão do monitoramento do correio eletrônico, principalmente no que tange ao ambiente de trabalho, devemos entender como funciona o monitoramento. Neste ponto merece destaque a explicação de Mauro César Martins de Souza: O monitoramento eletrônico é feito através de programas que registram os sites visitados por seus funcionários e com que freqüência, bem como filtram, registram, e classificam automaticamente cada palavra que passa pelo s de suas redes. Sabe-se quais pessoas recebem ou enviam mais mensagens, as mais longas que atravancam as redes, as de conteúdo comprometedor, etc. Com tais softwares é possível visualizar os textos de mensagens e anexos, bem como fazer buscas nos textos. Há também programas que rastreiam a origem/destino dos s. Enfim, os programas, que são na realidade filtros, compilam os dados baseados nas páginas visitadas, tempo gasto em cada página, número de mensagens eletrônicas e seus tamanhos, conteúdo das mensagens e tempo gasto em atividades eletrônicas. (SOUZA, 2001, p ) Pelo exposto, percebe-se que é muito fácil para o empregador, se quiser, monitorar toda correspondência eletrônica do empregado. Existem no mercado inúmeros softwares criados especialmente para essa função, e ainda,

30 30 diversos especialistas e consultores nesta área. A grande questão e polêmica é a legalidade ou não deste procedimento. 4.1 A Natureza do Correio Eletrônico Corporativo Ante de iniciar a distinção entre correio eletrônico corporativo e particular, vejamos a definição do Dicionário Eletrônico Aurélio 4 acerca da palavra correio eletrônico: 1. Serviço que possibilita a troca assíncrona de mensagens e arquivos através de redes de computadores. 2. Mensagem ou bloco de mensagens transmitida(s) por esse serviço. [Sin. ger. (ingl.): .] O corporativo consiste no correio eletrônico fornecido pela empresa ao seu preposto, sendo daquele a responsabilidade pelas mensagens veiculadas e pela manutenção do serviço, nos termos no artigo 932, III do Código Civil, ipsis litteris 5 : Art São também responsáveis pela reparação civil: III o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele Ademais, merece destaque o entendimento de Ana Amélia Mena Barreto de Castro Ferreira: 4 Miniaurélio Eletrônico versão 5.12, correspondente à 7ª edição revista e atualizada, do Minidicionário Aurélio, da Língua Portuguesa. 5 Expressão de origem latina que significa "pelas mesmas letras", "literalmente" ou "com as mesmas palavras (pronuncia-se ípsis líteris)"

31 31 (...) o endereço eletrônico pertence à conta corporativa atua como veículo de comunicação privada do empregador e integra seu ambiente privado. O correio eletrônico corporativo traduz-se em um serviço de correio interno e privativo da empresa, voltado exclusivamente para o exercício de sua atividade comercial (...) (FERREIRA 2, 2003, p.16) Trata-se, portanto, de uma ferramenta de trabalho com destinação exclusiva ao desenvolvimento das atividades da empresa, com o escopo de promover a comunicação interna e externa, de assuntos de caráter estritamente profissional vinculados à atividade da empresa. Em 18 de maio de 2005, foi proferida decisão do Tribunal Superior do Trabalho, pelo Ministro Relator João Oreste Dalazen, referente ao processo de número 613/ , em que foi exposta com clareza a distinção entre corporativo e particular, sendo de suma importância a citação do trecho desta decisão: Parece-me imperativo, a propósito, desde logo, distinguir duas situações básicas: particular ou pessoal do empregado e corporativo. No caso de particular ou pessoal do empregado em provedor próprio deste, ainda que acessado louvando-se do terminal de computador do empregador ninguém pode exercer controle algum de conteúdo das mensagens porquanto a Constituição Federal assegura a todo cidadão não apenas o direito à privacidade e à intimidade como também o sigilo de correspondência, o que alcança qualquer forma de comunicação pessoal,

32 32 ainda que virtual. É, portanto, inviolável e sagrada a comunicação de dados em particular. Outra situação, a meu juízo, bem diversa, é aquela do chamado corporativo, em que o empregado utilizase de computador da empresa, de provedor da empresa e do próprio endereço eletrônico que lhe foi disponibilizado pela empresa, tudo para a utilização estritamente em serviço. Ilustrativamente, poder-se-ia afirmar que o corporativo é como se fosse uma correspondência em papel timbrado da empresa. O corporativo distingue-se do pessoal ou particular do Empregado, na medida em que aquele equivale a uma ferramenta de trabalho que a própria Empresa coloca à sua disposição para utilização em serviço. O corporativo é disponibilizado pelo empregador ao empregado, louvando-se na confiança de que o empregado dele se utilizará em serviço e de forma adequada e ética. Adquirida a noção de correio eletrônico corporativo, passa a ser notório que o mesmo trata-se de ferramenta de trabalho, de propriedade do empregador, que detém a titularidade do poder diretivo indireto, razão pela qual, o correio eletrônico corporativo não se qualifica como espaço eminentemente privado, insuscetível de controle (monitoramento) por parte do empregador.

33 A Natureza do Correio Eletrônico Particular Na conta do correio eletrônico particular, ao contrário do corporativo, é a pessoa física quem contrata os serviços de um provedor de acesso, com a finalidade de criar um pessoal, devendo a mesma arcar com os custos do serviço contratado. Mais uma vez, cabe aqui complementar a definição do correio eletrônico particular, valendo-se das palavras de Ana Amélia Mena Barreto de Castro Ferreira: (...) Nessa hipótese, a conta pessoal insere-se em inquestionável ambiente de privacidade absoluta de seu titular, uma vez que as informações trafegadas são de natureza pessoal, confidencial e de seu interesse específico. Por esse motivo, se sujeitam ao agasalho das garantias constitucionais de proteção à intimidade, da vida privada, assim como da inviolabilidade do sigilo da correspondência, que sob nenhuma hipótese poderá ser objeto de gerenciamento pelo empregador, por integrar ambiente privado e íntimo do funcionário. Nas condições apontadas, o endereço eletrônico de titularidade pessoal não comporta a incidência de qualquer acesso ou interferência de terceiros, nem mesmo do provedor de serviço de conexão à Internet contratado, que não está autorizado a fornecer informações sobre o usuário, ressalvadas a hipótese de cumprimento judicial. (FERREIRA 3, 2010, p. 10) Neste caso, qualquer ingerência do empregador, poderá ser considerada como violação aos direitos fundamentais do trabalhador.

34 34 Entretanto, o correio eletrônico de uso particular, utilizado no trabalho por meio de recursos do empregador, deve haver, na realização do poder diretivo, um monitoramento meramente formal. O empregador pode utilizar-se do bloqueio (indiretamente) ou proibição (diretamente) do acesso em horário de serviço ou a utilização por intermédio de seu equipamento, lembrando-se que tais atos devem estar contidos no regulamento da empresa. Contudo, o controle material, sobre o conteúdo das mensagens, não poderá ser exercido (BELMONTE, 2004). Desta forma, estabelecidas as diretrizes da empresa quanto ao uso do correio eletrônico particular no ambiente da empresa, resta aos funcionários obedecer e cumprir tais normas, sob pena de rescisão do contrato de trabalho, nos termos do artigo 482 da CLT. 4.3 Objetivos do Monitoramento Os empregadores, em decorrência do surgimento de diversos casos que são implicitamente impraticáveis num ambiente de trabalho, como por exemplo, a distribuição de material pornográfico entre computadores de propriedade da empresa, o uso indevido da internet em horário de serviço (para fins particulares), a disseminação de vírus (também chamados de pragas virtuais) etc., passaram a praticar a monitoração da utilização do correio eletrônico e internet de seus empregados, objetivando melhores resultados no desempenho profissional do trabalhador. No mundo globalizado em que vivemos o empregador não pode suportar a perda de produtividade pelo desvio de finalidades dado aos equipamentos, de propriedade do empregador, disponibilizados para o desempenho das funções dentro do ambiente corporativo.

35 35 Joana Zaga Carneiro sustenta que o monitoramento visa evitar fraudes, disseminação de vírus, abusos sexuais, divulgação de informações preconceituosas, pornográficas, sigilosas ou danosas à empresa, bem como impedir a baixa produtividade, a perda de tempo, o congestionamento do tráfego de informações na rede; e prevenir a prática de atos que comprometam a sua imagem, reputação, honra, fama, patrimônio, saúde financeira e integridade perante o mercado econômico (CARNEIRO, 2007, p ). Como forma de ilustração do exposto pela jurista acima, no que tange à divulgação de informações sigilosas da empresa, encontramos um trecho de uma decisão pertinente ao caso, publicada em 17/07/ : MODALIDADE DA RESOLUÇÃO CONTRATUAL. JUSTA CAUSA. PROVA LÍCITA Noticiou o reconvinte que, no dia 22/11/2007, ele e os demais empregados, ao chegarem ao serviço, encontraram as portas da empresa fechadas e que as fechaduras haviam sido trocadas. Disse que, por volta das 16 horas, foram comunicados no corredor que todos estavam dispensados por justa causa, sem que fosse apontado o motivo. Pretendeu, assim, o reconhecimento de que a ruptura contratual ocorreu sem justo motivo. Em sua defesa, a reconvinda narrou que o recorrente foi dispensado por justa causa, por ter utilizado indevidamente correio eletrônico ( ), caracterizando concorrência desleal. Asseverou que, em razão do descuido do obreiro, uma vez que ele havia deixado o programa de conversação (MSN) aberto, descobriu que ele, utilizando-se do computador da empresa, mantinha contato com ex-empregados, passando informações sigilosas. Em face disso e diante do alerta feito pelo seu empregado, Sr. Josemberg, aduziu que passou a analisar os computadores. Declarou que encontrou no terminal utilizado pelo Sr. Mauro, empregado e procurador, uma pasta, em que eram armazenadas as conversas realizadas via MSN, desde janeiro de Expôs que, após horas de leitura e análise do conteúdo ali inserto, constatou a montagem de "um esquema organizado dentro da empresa, destinado a desviar os contratos de financiamento por ela intermediados", obtendo 6 ACÓRDÃO 2ª TURMA, NUMERAÇÃO ANTIGA: RO MINISTRO RELATOR: BRASILINO SANTOS RAMOS

36 36 documentos, s, além de outros dados. Consignou que, para o funcionamento do plano, foram abertas duas empresas, sendo uma de propriedade do Sr. Mauro, com o mesmo objeto social, as quais eram favorecidas com todo o desvio do banco de dados. Diante desses fatos, concluiu, não poderia mais manter o vínculo de emprego com o ora recorrente, razão por que resolveu o contrato por motivo justificado. 4.4 Os Limites do Monitoramento das Comunicações Eletrônicas Os limites do monitoramento possuem uma singela correlação com os limites do poder diretivo do empregador, portanto, o monitoramento também deverá ser exercido com boa-fé e de forma razoável, tendo em vista que, se ultrapassado estes limites, o empregador dará ensejo para futuros e indesejados litígios de cunho trabalhista. Marcelo Oliveira Rocha corrobora com o mencionado acima, ao esclarecer que: A autonomia organizativa do empresário não é ilimitada, pois o seu exercício não pode ignorar os princípios da boa-fé, da dignidade humana, da privacidade do empregado, do sigilo das correspondências, da autonomia das partes e da diligência profissional que permeia as relações laborais, pois atrelado à conduta abusiva do empregador na fiscalização dos sites e s acessados pelos empregados está a figura do assédio moral, que pode ensejar na rescisão indireta do contrato de trabalho pelo ofendido além da reparação por danos morais. (ROCHA, 2004) Pelo fato de não possuirmos legislação específica sobre o assunto em questão, a melhor iniciativa seria o equilíbrio e a proporcionalidade na

37 37 aplicação do monitoramento. Alguns doutrinadores dispõem acerca deste equilíbrio e proporcionalidade. Vejamos: A essa idéia, Fragale sugere a possibilidade de estabelecimento de um padrão razoável de vigilância no uso da internet e do correio eletrônico no ambiente de trabalho como forma de conciliar os princípios envolvidos (BELMONTE, 2004, p. 75). De tal sorte, para não ser considerado arbitrário e ofensivo aos direitos fundamentais dos obreiros faz-se necessário esclarecer os objetivos do monitoramento e comprovar a sua real necessidade, devendo sempre observar a dignidade do trabalhador adequando, para tanto, o meio e o procedimento utilizado aos fins pretendidos, sob pena de configurar desvio de finalidade (BELMONTE, 2004, p ). Ressalta-se, nesse contexto, o dever de se dar prioridade aos instrumentos de controle alternativos e menos ofensivos aos direitos obreiros, tais como bloqueadores de acesso e programas que impeçam o encaminhamento de mensagens a endereços não cadastrados, de modo que o monitoramento seja utilizado como último recurso em casos de abuso (DUARTE; TUPINAMBÁ, 2002, p. 237). Diante dos limites de razoabilidade e proporcionalidade expostos, notase que o empregado deve ser avisado previamente do que lhe é permitido realizar, sendo necessária ainda a exibição da finalidade da vigilância a que esta sendo submetido.

38 Da Política de Monitoramento do Correio Eletrônico Política e Utilização de Meios Eletrônicos Fornecidos Pelo Empregador Qualquer empresa, antes de iniciar a prática de monitoração dos e- mails corporativos e o acesso à internet, precisa elaborar um regulamento de uso destes instrumentos de trabalho, deixando claro aos empregados quando e de que forma devem utilizar tais instrumentos de trabalho e que os s corporativos serão monitorados, com o intuito de proteger a empresa de eventuais prejuízos que possam ser ocasionados em decorrência do mau uso do correio eletrônico. Segundo MARTINS (2010), a finalidade do regulamento de empresa é estabelecer normas disciplinares a respeito da organização do trabalho na empresa, especificando certas particularidades desta, além de fixar as condições técnicas em que o trabalho vai ser exercido no âmbito empresarial. De certa forma, podemos dizer que o regulamento vai uniformizar as questões de trabalho dentro da empresa, estabelecendo certos padrões que deverão ser seguidos pelo empregador e pelos empregados. Portanto, o regulamento interno versará sobre direitos e deveres de ambas as partes, além de harmonizar os direitos fundamentais do trabalhador com os direitos de propriedade e direção do empregador, dando maior segurança tanto ao empregado, no que tange a sua privacidade, quanto ao empregador, em relação a eventuais ações trabalhistas. Renato Opice Blum e Juliana Canha Abrusio dispõem acerca da criação de políticas empresariais internas: "No Brasil, a legislação, em tese, proíbe o monitoramento de correios eletrônicos, excetuando-se os casos de prévia

39 39 ciência do empregado e de ordem judicial. Dessa forma, as empresas brasileiras que quiserem interceptar comunicações terão de se precaver por meio de políticas internas e elaboração de contratos com os empregados, comunicando-os, previamente, que serão monitorados." (BLUM; ABRUSIO, 2010) Em mesmo ponto, Henrique de Faria Martins estabelece condição para o monitoramento dizendo que "A fiscalização e o monitoramento dos s somente poderão ser feitos mediante a prévia anuência dos empregados, por escrito, que deverá ser entregue pelo mesmo no momento de sua contratação ou da implantação de um sistema de s. Essas diretivas devem estar acessíveis aos empregados e ser adotadas como política interna do local de trabalho. É importante ressaltar que mesmo que sejam adotadas todas estas medidas pelo empregador e que as mesmas tenham concordância do empregado, elas não representam garantias absolutas frente às inúmeras possibilidades que podem surgir no contexto prático de cada caso." (FARIA MARTINS, 2010) Por esta razão, a lacuna de normas a respeito do assunto tratado faz com que o monitoramento eletrônico seja disciplinado por meio de políticas empresariais de uso e regulamento interno.

40 40 CAPÍTULO V ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL Como já exposto, a inexistência de normas acerca do monitoramento do correio eletrônico em âmbito corporativo, foi e ainda é motivo para diversos litígios jurídicos, principalmente no que tange a questões trabalhistas e constitucionais. Como exemplo, podemos citar a invasão à privacidade e intimidade dos empregados e a inviolabilidade das comunicações. A jurisprudência majoritária entende que não é aceitável o monitoramento do correio eletrônico particular, realizado pelo empregador dentro do ambiente corporativo, pois o mesmo desfruta da proteção constitucional e legal de inviolabilidade. No entanto, permite-se a fiscalização ao correio eletrônico corporativo, que é fornecido ao empregado única e exclusivamente para o desempenho de suas atividades, para verificar a utilização adequada dos instrumentos de propriedade do empregador e fornecidos por ele. Corrobora com o entendimento majoritário, a decisão proferida pelo Ministro Ives Gandra Martins Filho, publicada no Diário Oficial em 19/02/ : NUMERAÇÂO ANTIGA: RR / PUBLICAÇÃO: DEJT - 20/02/2009 ACÓRDÃO 7 Processo: RR Fase Atual : E-ED Numeração Antiga: E-ED-RR / Decisão: por unanimidade: I - conhecer em parte do recurso de revista do Reclamante e, no mérito, negarlhe provimento; II - conhecer em parte do recurso de revista da Reclamada e, no mérito, dar-lhe provimento, para excluir da condenação o adicional de transferência.

Admitido o recurso. Contrarrazões foram apresentadas.

Admitido o recurso. Contrarrazões foram apresentadas. A C Ó R D Ã O 7.ª Turma GMDMA/LPS/sm RECURSO DE REVISTA. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. REVISTA EM BOLSAS E PERTENCES PESSOAIS DA EMPREGADA. Entendeu a Corte de origem que a revista dos pertences dos empregados

Leia mais

O USO DE E-MAIL NO AMBIENTE DO TRABALHO

O USO DE E-MAIL NO AMBIENTE DO TRABALHO O USO DE E-MAIL NO AMBIENTE DO TRABALHO *Narciso Figueirôa Júnior O uso indiscriminado de correios eletrônicos por empregados, durante a jornada normal de trabalho e utilizando computador da empresa, têm

Leia mais

Atualizações Trabalhistas

Atualizações Trabalhistas Atualizações Trabalhistas Aviso-prévio não pode ser suprimido por norma coletiva, suplente de Conselho Fiscal tem estabilidade sindical e empregado pago para não trabalhar deve ser indenizado por assédio

Leia mais

PROCESSO Nº TST-RR-104800-93.1995.5.02.0254. A C Ó R D Ã O (1ª Turma) GMWOC/am/af

PROCESSO Nº TST-RR-104800-93.1995.5.02.0254. A C Ó R D Ã O (1ª Turma) GMWOC/am/af A C Ó R D Ã O (1ª Turma) GMWOC/am/af RECURSO DE REVISTA. EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. SÚMULA Nº 114 DO TST. Viola o art. 5º, XXXVI, da Constituição

Leia mais

02/10/2014 PLENÁRIO : MIN. GILMAR MENDES

02/10/2014 PLENÁRIO : MIN. GILMAR MENDES Decisão sobre Repercussão Geral Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 02/10/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 704.520 SÃO PAULO RELATOR RECTE.(S) ADV.(A/S) : MIN.

Leia mais

Monitoramento de e-mail corporativo

Monitoramento de e-mail corporativo Monitoramento de e-mail corporativo Mario Luiz Bernardinelli 1 (mariolb@gmail.com) 12 de Junho de 2009 Resumo A evolução tecnológica tem afetado as relações pessoais desde o advento da Internet. Existem

Leia mais

PROCESSO Nº TST-RR-2219-65.2011.5.03.0139. A C Ó R D Ã O (5ª Turma) GMCB/jar

PROCESSO Nº TST-RR-2219-65.2011.5.03.0139. A C Ó R D Ã O (5ª Turma) GMCB/jar A C Ó R D Ã O (5ª Turma) GMCB/jar RECURSO DE REVISTA COMISSÕES. BASE DE CÁLCULO. VENDA COM CARTÕES DE CRÉDITO. TAXA PARA A ADMINISTRADORA. "REVERSÃO". NÃO PROVIMENTO. A prática realizada pela reclamada

Leia mais

PROCESSO Nº TST-RR-144000-70.2005.5.15.0036 - FASE ATUAL: E-ED

PROCESSO Nº TST-RR-144000-70.2005.5.15.0036 - FASE ATUAL: E-ED A C Ó R D Ã O SESBDI-1 VMF/ots/pcp/mmc RECURSO DE EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA IRREGULARIDADE DE REPRESENTAÇÃO ALTERAÇÃO DA RAZÃO SOCIAL DA EMPRESA NOVO MANDATO NECESSIDADE SÚMULA Nº 164 DO TST. Embora

Leia mais

MONITORAMENTO DO CORREIO ELETRÔNICO E DA NAVEGAÇÃO NA INTERNET NO AMBIENTE LABORAL

MONITORAMENTO DO CORREIO ELETRÔNICO E DA NAVEGAÇÃO NA INTERNET NO AMBIENTE LABORAL MONITORAMENTO DO CORREIO ELETRÔNICO E DA NAVEGAÇÃO NA INTERNET NO AMBIENTE LABORAL Aldemario Araujo Castro Procurador da Fazenda Nacional Corregedor-Geral da Advocacia da União Professor da Universidade

Leia mais

PROCESSO Nº TST-RR-1132-24.2011.5.23.0008. A C Ó R D Ã O (1ª Turma) GMWOC/th/af

PROCESSO Nº TST-RR-1132-24.2011.5.23.0008. A C Ó R D Ã O (1ª Turma) GMWOC/th/af A C Ó R D Ã O (1ª Turma) GMWOC/th/af RECURSO DE REVISTA. REGULARIDADE DE REPRESENTAÇÃO. DECLARAÇÃO DE AUTENTICIDADE DO MANDATO FIRMADA PELO ADVOGADO CONSTITUÍDO. A Lei nº 11.925/2009, que alterou a redação

Leia mais

Sentença. 1. Relatório. Relatório dispensado (artigo 38 da Lei 9.099/95). 2. Fundamentação

Sentença. 1. Relatório. Relatório dispensado (artigo 38 da Lei 9.099/95). 2. Fundamentação Processo : 2013.01.1.151018-6 Classe : Procedimento do Juizado Especial Cível Assunto : Contratos de Consumo Requerente : CELSO VIEIRA DA ROCHA JUNIOR Requerido : EMPRESA EBAZAR Sentença 1. Relatório Relatório

Leia mais

PROCESSO Nº TST-AIRR-1992-87.2010.5.04.0202. A C Ó R D Ã O 7ª TURMA VMF/jmg/mahe/hcf/drs

PROCESSO Nº TST-AIRR-1992-87.2010.5.04.0202. A C Ó R D Ã O 7ª TURMA VMF/jmg/mahe/hcf/drs A C Ó R D Ã O 7ª TURMA VMF/jmg/mahe/hcf/drs AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA HORAS EXTRAORDINÁRIAS CURSOS ON-LINE DE TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE OBRIGATORIEDADE

Leia mais

CONTROLE DE ACESSO À INTERNET PELAS EMPRESAS X DIREITO DE PRIVACIDADE

CONTROLE DE ACESSO À INTERNET PELAS EMPRESAS X DIREITO DE PRIVACIDADE CONTROLE DE ACESSO À INTERNET PELAS EMPRESAS X DIREITO DE PRIVACIDADE OSMAR LOPES JUNIOR CONTROLE DE ACESSO À INTERNET PELAS EMPRESAS X DIREITO DE PRIVACIDADE A internet rompe barreiras, fronteiras e qualquer

Leia mais

Monitoramento Eletrônico. Sugestões para controle de e-mails e recursos tecnológicos

Monitoramento Eletrônico. Sugestões para controle de e-mails e recursos tecnológicos Monitoramento Eletrônico Sugestões para controle de e-mails e recursos tecnológicos Monitoramento Eletrônico Sugestões para controle do uso de e-mails e recursos tecnológicos em benefício da empresa e

Leia mais

PROCESSO Nº TST-AIRR-1405-83.2011.5.01.0050. A C Ó R D Ã O 7ª Turma DCABP/acmg/cgel

PROCESSO Nº TST-AIRR-1405-83.2011.5.01.0050. A C Ó R D Ã O 7ª Turma DCABP/acmg/cgel A C Ó R D Ã O 7ª Turma DCABP/acmg/cgel AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA EM FACE DE DECISÃO PUBLICADA ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.015/2014. REVELIA. COMPARECIMENTO DO PREPOSTO. AUSÊNCIA DE

Leia mais

AGRAVO DE INSTRUMENTO: Conceito: é o recurso adequado para a impugnação das decisões que denegarem seguimento a outro recurso.

AGRAVO DE INSTRUMENTO: Conceito: é o recurso adequado para a impugnação das decisões que denegarem seguimento a outro recurso. AGRAVO DE INSTRUMENTO: Conceito: é o recurso adequado para a impugnação das decisões que denegarem seguimento a outro recurso. Por que se diz instrumento: a razão pela qual o recurso se chama agravo de

Leia mais

QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO PELO BANCO CENTRAL

QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO PELO BANCO CENTRAL QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO PELO BANCO CENTRAL Kiyoshi Harada * O debate em torno da quebra do sigilo bancário voltou à baila após a manifestação do Procurador-Geral do Banco Central no sentido de que as

Leia mais

PROCESSO Nº TST-RR-542-30.2010.5.04.0002. A C Ó R D Ã O 3ª Turma GMAAB/obc/ct/smf

PROCESSO Nº TST-RR-542-30.2010.5.04.0002. A C Ó R D Ã O 3ª Turma GMAAB/obc/ct/smf A C Ó R D Ã O 3ª Turma GMAAB/obc/ct/smf AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. ABONO PECUNIÁRIO. CONCESSÃO SEM O REQUERIMENTO DO EMPREGADO. O e. Tribunal Regional indeferiu o pedido de indenização

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 184.727 - DF (2012/0112646-2) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS EMENTA PROCESSUAL CIVIL. COMPETÊNCIA. PERIÓDICO

Leia mais

O Eg. Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, em acórdão de fls. 382/404, negou provimento ao Recurso Ordinário do Reclamante.

O Eg. Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, em acórdão de fls. 382/404, negou provimento ao Recurso Ordinário do Reclamante. A C Ó R D Ã O (8ª Turma) GDCJPS/lfa/bt RECURSO DE REVISTA DANO MORAL CANCELAMENTO INDEVIDO DO PLANO DE SAÚDE Na esteira de diversos precedentes desta Corte, configura ato ilícito capaz de gerar danos morais

Leia mais

08/11/2012 PLENÁRIO : MIN. GILMAR MENDES

08/11/2012 PLENÁRIO : MIN. GILMAR MENDES Decisão sobre Repercussão Geral Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 08/11/2012 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.505 RIO DE JANEIRO RELATOR RECTE.(S) ADV.(A/S) RECDO.(A/S)

Leia mais

O CONFLITO ENTRE O DIREITO À INTIMIDADE E O DIREITO À PROPRIEDADE PRIVADA NO MONITORAMENTO DE E-MAILS NAS RELAÇÕES DE TRABALHO 1.

O CONFLITO ENTRE O DIREITO À INTIMIDADE E O DIREITO À PROPRIEDADE PRIVADA NO MONITORAMENTO DE E-MAILS NAS RELAÇÕES DE TRABALHO 1. Salvar o artigo O CONFLITO ENTRE O DIREITO À INTIMIDADE E O DIREITO À PROPRIEDADE PRIVADA NO MONITORAMENTO DE E-MAILS NAS RELAÇÕES DE TRABALHO Fernanda de Aguiar Lopes de Oliveira Advogada, formada pela

Leia mais

Nº 4139/2014 PGR - RJMB

Nº 4139/2014 PGR - RJMB Nº 4139/2014 PGR - RJMB Físico Relator: Ministro Celso de Mello Recorrente: Ministério Público do Trabalho Recorrida: S. A. O Estado de São Paulo RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPETÊNCIA DA JUS- TIÇA DO TRABALHO.

Leia mais

Dr. Guilherme Augusto Gonçalves Machado advogado mestrando em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos

Dr. Guilherme Augusto Gonçalves Machado advogado mestrando em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos $ 5(63216$%,/,'$'( &,9,/ '2 3529('25 '( $&(662,17(51(7 Dr. Guilherme Augusto Gonçalves Machado advogado mestrando em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos A Internet se caracteriza

Leia mais

PROCESSO Nº TST-RR-1357-39.2013.5.09.0016. A C Ó R D Ã O Ac. 3ª Turma GMALB/arcs/AB/wbs

PROCESSO Nº TST-RR-1357-39.2013.5.09.0016. A C Ó R D Ã O Ac. 3ª Turma GMALB/arcs/AB/wbs A C Ó R D Ã O Ac. 3ª Turma GMALB/arcs/AB/wbs RECURSO DE REVISTA SOB A ÉGIDE DA LEI Nº 13.015/2014. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL. EMPREGADOR. EMPRESA SEM EMPREGADOS. Os arts. 578 e 579 da CLT se dirigem a todos

Leia mais

Vigésima Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Vigésima Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro APELAÇÃO CÍVEL Nº 0035092-08.2012.8.19.0004 APELANTE: BANCO BRADESCO S/A APELADO: BRUNO GARCIA DE SÁ RELATOR: DES. FERNANDO ANTONIO DE ALMEIDA APELAÇÃO CÍVEL DIREITO DO CONSUMIDOR AÇÃO SOB O RITO SUMÁRIO

Leia mais

PROCESSO Nº TST-RR-143700-45.2008.5.01.0343. A C Ó R D Ã O (3ª Turma) GMMGD/rmc/ef

PROCESSO Nº TST-RR-143700-45.2008.5.01.0343. A C Ó R D Ã O (3ª Turma) GMMGD/rmc/ef A C Ó R D Ã O (3ª Turma) GMMGD/rmc/ef AGRAVO DE INSTRUMENTO DO RECLAMANTE. RECURSO DE REVISTA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. INCLUSÃO DO NOME DO EMPREGADO EM LISTA DE RISCO. DANOS MORAIS. REFERÊNCIA

Leia mais

O Dano Moral por Uso Indevido da Imagem do Empregado. O direito à imagem é um dos direitos de personalidade alçados a nível constitucional.

O Dano Moral por Uso Indevido da Imagem do Empregado. O direito à imagem é um dos direitos de personalidade alçados a nível constitucional. 1 O Dano Moral por Uso Indevido da Imagem do Empregado. O direito à imagem é um dos direitos de personalidade alçados a nível constitucional. Art. 5. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer

Leia mais

PROCESSO Nº TST-AIRR-1458-91.2011.5.04.0402. A C Ó R D Ã O 4ª Turma GDCCAS/BRF/iap

PROCESSO Nº TST-AIRR-1458-91.2011.5.04.0402. A C Ó R D Ã O 4ª Turma GDCCAS/BRF/iap A C Ó R D Ã O 4ª Turma GDCCAS/BRF/iap AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. COMPETÊNCIA MATERIAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO. PROFESSORA. PARTICIPAÇÃO EM CONCURSO CULTURAL COMO CONCORRENTE À RAINHA DA

Leia mais

Termo de Conclusão Em Data da Última Movimentação Lançada<< Campo excluído do banco de dados >> SENTENÇA

Termo de Conclusão Em Data da Última Movimentação Lançada<< Campo excluído do banco de dados >> SENTENÇA fls. 1 Termo de Conclusão Em Data da Última Movimentação Lançada> faço estes autos conclusos à(o) MM. Juiz(a) de Direito. Eu,, Escrevente, Subsc. SENTENÇA Processo

Leia mais

DIREITO DO TRABALHO. DIREITO: Conjunto de normas e princípios que regula a vida do homem na sociedade.

DIREITO DO TRABALHO. DIREITO: Conjunto de normas e princípios que regula a vida do homem na sociedade. DIREITO DO TRABALHO DIREITO: Conjunto de normas e princípios que regula a vida do homem na sociedade. DIREITO DO TRABALHO: Conjunto de princípios e normas relacionados à relação de trabalho subordinado

Leia mais

PROCESSO: 0000108-40.2010.5.01.0482 - RTOrd A C Ó R D Ã O 4ª Turma

PROCESSO: 0000108-40.2010.5.01.0482 - RTOrd A C Ó R D Ã O 4ª Turma Multa de 40% do FGTS A multa em questão apenas é devida, nos termos da Constituição e da Lei nº 8.036/90, no caso de dispensa imotivada, e não em qualquer outro caso de extinção do contrato de trabalho,

Leia mais

MINUTA DE ANTEPROJETO DE LEI PARA DEBATE COLABORATIVO. O CONGRESSO NACIONAL decreta: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

MINUTA DE ANTEPROJETO DE LEI PARA DEBATE COLABORATIVO. O CONGRESSO NACIONAL decreta: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES MINUTA DE ANTEPROJETO DE LEI PARA DEBATE COLABORATIVO Estabelece o Marco Civil da Internet no Brasil. O CONGRESSO NACIONAL decreta: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º. Esta Lei estabelece direitos

Leia mais

AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE

AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE A C Ó R D Ã O (2ª Turma) GDCVF/AM/mrm AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. A Corte Regional, com base no conjunto fático-probatório, concluiu que não estavam presentes os requisitos configuradores

Leia mais

Noções de Direito e Legislação da Informática FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC GOIÁS GESTÃO EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Noções de Direito e Legislação da Informática FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC GOIÁS GESTÃO EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC GOIÁS GESTÃO EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO LUIZ GUILHERME JULIANO PIROZZELLI TULIO TSURUDA WISLIY LOPES Noções de Direito e Legislação da Informática GOIÂNIA JUNHO DE 2014 RELACIONAR

Leia mais

Tribunal Superior do Trabalho

Tribunal Superior do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho RR-37200-28.2008.5.15.0128 A C Ó R D Ã O RECURSO DE REVISTA. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. RESCISÃO CONTRATUAL. RECUSA DE RECEBIMENTO DE VERBAS RESCISÓRIAS. EXTINÇÃO DA UNIDADE

Leia mais

Dispensada a remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho por força do Regimento Interno TST. É o relatório. 1 CONHECIMENTO

Dispensada a remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho por força do Regimento Interno TST. É o relatório. 1 CONHECIMENTO A C Ó R D Ã O (8ª Turma) GMMEA/bbs/lf AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA - PROCESSO ELETRÔNICO DANOS MORAIS. DISPENSA DISCRIMINATÓRIA. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. ART. 896, A E C, DA CLT. Nega-se

Leia mais

Segurança Cibernética X Segurança Legal. Adriana de Moraes Cansian Advogada OAB/SP 332.517 adriana@cansian.com

Segurança Cibernética X Segurança Legal. Adriana de Moraes Cansian Advogada OAB/SP 332.517 adriana@cansian.com Segurança Cibernética X Segurança Legal Adriana de Moraes Cansian Advogada OAB/SP 332.517 adriana@cansian.com Agenda Introdução: por que devemos nos preocupar? Questões Cíveis. QuestõesTrabalhistas. O

Leia mais

PROCESSO Nº TST-RR-1906-68.2011.5.02.0063. A C Ó R D Ã O (3ª Turma) GMMGD/js/kr/rmc/mag

PROCESSO Nº TST-RR-1906-68.2011.5.02.0063. A C Ó R D Ã O (3ª Turma) GMMGD/js/kr/rmc/mag A C Ó R D Ã O (3ª Turma) GMMGD/js/kr/rmc/mag A) AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. PROCESSO SOB A ÉGIDE DA LEI 13.015/2014. SUCESSÃO TRABALHISTA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. AQUISIÇÃO DA CARTEIRA

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO 3ª REGIÃO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO 3ª REGIÃO RECORRENTE(S): RECORRIDO(S): SOCIEDADE MINEIRA DE CULTURA AUGUSTO SILVA EMENTA: ESTABILIDADE DECENAL. OPÇÃO PELO REGIME DO FGTS. PERÍODO ANTERIOR À OPÇÃO. INDENIZAÇÃO. DIREITO ADQUIRIDO. A opção pelo regime

Leia mais

ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete do Des. José Di Lorenzo Serpa

ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete do Des. José Di Lorenzo Serpa ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete do Des. José Di Lorenzo Serpa Agravo de Instrumento n 2 073.2012.001287-4 /001 Relator: Des. José Di Lorenzo Serpa Agravante: Marina Jacaré Clube Advogado:

Leia mais

PROCESSO Nº TST-RR-358-35.2014.5.03.0011. A C Ó R D Ã O (8ª Turma) GMMCP/dpf/klg

PROCESSO Nº TST-RR-358-35.2014.5.03.0011. A C Ó R D Ã O (8ª Turma) GMMCP/dpf/klg A C Ó R D Ã O (8ª Turma) GMMCP/dpf/klg RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DA LEI Nº 10.015/2014 NULIDADE DA CITAÇÃO ÔNUS DO DESTINATÁRIO Na forma do art. 841, 1º, da CLT, A notificação será feita

Leia mais

I) DANO MORAL NÃO CARACTERIZAÇÃO ACESSO DO EMPREGADOR A CORREIO ELETRÔNICO CORPORATIVO LIMITE DA GARANTIA DO ART. 5º, XII, DA CF.

I) DANO MORAL NÃO CARACTERIZAÇÃO ACESSO DO EMPREGADOR A CORREIO ELETRÔNICO CORPORATIVO LIMITE DA GARANTIA DO ART. 5º, XII, DA CF. ACÓRDÃO 7ª TURMA IGM/igm/rf A) RECURSO DE REVISTA OBREIRO: I) DANO MORAL NÃO CARACTERIZAÇÃO ACESSO DO EMPREGADOR A CORREIO ELETRÔNICO CORPORATIVO LIMITE DA GARANTIA DO ART. 5º, XII, DA CF. 1. O art. 5º,

Leia mais

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES PROJETO DE LEI Estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil. O CONGRESSO NACIONAL decreta: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1 o Esta Lei estabelece princípios,

Leia mais

Proteção do Sigilo de Informações e Marco Civil da Internet

Proteção do Sigilo de Informações e Marco Civil da Internet Proteção do Sigilo de Informações e Marco Civil da Internet 2 Não há lei brasileira que regule a atividade de navegação na internet ou traga disposições específicas e exclusivas sobre os dados que circulam

Leia mais

O USO DE E-MAIL NO AMBIENTE DE TRABALHO

O USO DE E-MAIL NO AMBIENTE DE TRABALHO O USO DE E-MAIL NO AMBIENTE DE TRABALHO *Narciso Figueirôa Júnior O uso indiscriminado de correios eletrônicos por empregados, durante a jornada normal de trabalho e utilizando computador da empresa, têm

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 963.454 - SC (2007/0143805-5) RELATOR RECORRENTE ADVOGADOS RECORRIDO PROCURADOR INTERES. : MINISTRO PAULO DE TARSO SANSEVERINO : LIBERTY PAULISTA SEGUROS S/A : SÉRGIO ALEXANDRE SODRÉ

Leia mais

PROCESSO Nº TST-RR-1315-06.2013.5.12.0016. A C Ó R D Ã O (8ª Turma) GMDMC/Tcb/Vb/cb/le

PROCESSO Nº TST-RR-1315-06.2013.5.12.0016. A C Ó R D Ã O (8ª Turma) GMDMC/Tcb/Vb/cb/le A C Ó R D Ã O (8ª Turma) GMDMC/Tcb/Vb/cb/le RECURSO DE REVISTA. HORAS EXTRAS. REGISTRO DE PONTO POR EXCEÇÃO. PREVISÃO EM NORMA COLETIVA. INVALIDADE. Não há como se conferir validade à norma coletiva que

Leia mais

ESTADO DO RIO DE JANEIRO PODER JUDICIÁRIO NONA CÂMARA CÍVEL

ESTADO DO RIO DE JANEIRO PODER JUDICIÁRIO NONA CÂMARA CÍVEL NONA CÂMARA CÍVEL Apelação nº 0455812-71.2011.8.19.0001 Apelante: RADIO PANAMERICANA SA Apelado: HI MIDIA SA Relator: Desembargador ROBERTO DE ABREU E SILVA DIREITO AUTORAL. USO INDEVIDO DE MARCA. VIOLAÇÃO

Leia mais

REF: EXERCÍCIO DO DIREITO DE GREVE DOCENTES EM ESTÁGIO PROBATÓRIO, SUBSTITUTOS E VISITANTES ANÁLISE JURÍDICA.

REF: EXERCÍCIO DO DIREITO DE GREVE DOCENTES EM ESTÁGIO PROBATÓRIO, SUBSTITUTOS E VISITANTES ANÁLISE JURÍDICA. 1 Brasília (DF), 7 de maio de 2012. Ilustríssimo Senhor Professor LUIZ HENRIQUE SCHUCH, 1º Vice-Presidente do SINDICATO NACIONAL DOS DOCENTES DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR- ANDES-SINDICATO NACIONAL.

Leia mais

A C Ó R D Ã O. (8ª Turma)

A C Ó R D Ã O. (8ª Turma) A C Ó R D Ã O (8ª Turma) GMDMC/Fc/nc/mm RECURSO DE REVISTA. 1. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ATRIBUÍDA AO ADVOGADO DA PARTE. A previsão expressa no parágrafo único do artigo 32 da Lei

Leia mais

O Servidor Celetista e a Estabilidade

O Servidor Celetista e a Estabilidade O Servidor Celetista e a Estabilidade Resumo Objetiva o presente ensaio estimular a apreciação da questão da estabilidade do servidor público vinculado ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho CLT,

Leia mais

22/10/2015 https://pje.tjdft.jus.br/pje/consultapublica/detalheprocessoconsultapublica/documentosemloginhtml.seam?ca=e7a42b30ee6f6d0ff5bb5ab6f2d34

22/10/2015 https://pje.tjdft.jus.br/pje/consultapublica/detalheprocessoconsultapublica/documentosemloginhtml.seam?ca=e7a42b30ee6f6d0ff5bb5ab6f2d34 Poder Judiciário da União TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS 2JEFAZPUB 2º Juizado Especial da Fazenda Pública do DF Número do processo: 0706261 95.2015.8.07.0016 Classe judicial:

Leia mais

RECURSO DE REVISTA - DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA - ART. 482, - B-, DA CLT - MAU COMPORTAMENTO - CARACTERIZAÇÃO.

RECURSO DE REVISTA - DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA - ART. 482, - B-, DA CLT - MAU COMPORTAMENTO - CARACTERIZAÇÃO. A C Ó R D Ã O (7ª Turma) GMIGM/fs/fn RECURSO DE REVISTA - DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA - ART. 482, - B-, DA CLT - MAU COMPORTAMENTO - CARACTERIZAÇÃO. 1. Conforme estabelece o art. 482, -b-, da CLT constitui

Leia mais

O Dano Moral no Direito do Trabalho

O Dano Moral no Direito do Trabalho 1 O Dano Moral no Direito do Trabalho 1 - O Dano moral no Direito do Trabalho 1.1 Introdução 1.2 Objetivo 1.3 - O Dano moral nas relações de trabalho 1.4 - A competência para julgamento 1.5 - Fundamentação

Leia mais

Ambos os recursos de estrito direito têm a sua causa de pedir prevista na Constituição Federal

Ambos os recursos de estrito direito têm a sua causa de pedir prevista na Constituição Federal Interposição: perante o órgão prolator da decisão Recurso Especial Nomenclatura: REsp Competência: Superior Tribunal de Justiça STJ Prazo para interposição 15 dias; Recurso Extraordinário Nomenclatura:

Leia mais

PRESSUPOSTOS SUBJETIVOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL: - Possui legitimidade para recorrer quem for parte na relação jurídica processual.

PRESSUPOSTOS SUBJETIVOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL: - Possui legitimidade para recorrer quem for parte na relação jurídica processual. PRESSUPOSTOS SUBJETIVOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL: - Legitimidade - art. 499 CPC: - Possui legitimidade para recorrer quem for parte na relação jurídica processual. Preposto é parte? Pode recorrer? NÃO.

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Ementa e Acórdão Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.859 RIO DE JANEIRO RELATOR AGTE.(S) PROC.(A/S)(ES) AGDO.(A/S) ADV.(A/S)

Leia mais

Contrarrazões do autor, às fls. 353/362.

Contrarrazões do autor, às fls. 353/362. Acórdão 5ª Turma PODER JUDICIÁRIO FEDERAL DANO MORAL USO DE BOTTONS COM CORES PARA DISTINGUIR QUEM VENDE MAIS CASA BAHIA No presente caso, restou comprovado que os vendedores eram obrigados a usar bottons

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Decisão sobre Repercussão Geral DJe 18/09/2012 Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 06/09/2012 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 651.703 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S)

Leia mais

LABORATÓRIO 3. VI EXAME DE ORDEM UNIFICADO 2ª FASE DIREITO DO TRABALHO LABORATÓRIO 3 PROFA. Maria Eugênia Conde @mageconde.

LABORATÓRIO 3. VI EXAME DE ORDEM UNIFICADO 2ª FASE DIREITO DO TRABALHO LABORATÓRIO 3 PROFA. Maria Eugênia Conde @mageconde. Caso Prático Emerson Lima propôs reclamação trabalhista, pelo rito ordinário, em face de Rancho dos Quitutes, alegando que trabalhava como atendente em uma loja de conveniência localizada em um posto de

Leia mais

PROCESSO Nº TST-RR-1955-47.2011.5.03.0010. A C Ó R D Ã O (1ª Turma) GMWOC/tvd

PROCESSO Nº TST-RR-1955-47.2011.5.03.0010. A C Ó R D Ã O (1ª Turma) GMWOC/tvd A C Ó R D Ã O (1ª Turma) GMWOC/tvd RECURSO DE REVISTA. COBRADOR DE ÔNIBUS URBANO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. EXPOSIÇÃO À VIBRAÇÕES. ANEXO 8 DA NR 15 DO MTE. É suficiente para a concessão de adicional

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 447.888 - RO (2002/0084713-3) RELATORA : MINISTRA NANCY ANDRIGHI RECORRENTE : ADMINISTRADORA E CORRETORA DE SEGUROS - RONSEG ADVOGADO : ODAILTON KNORST RIBEIRO RECORRENTE : SUL AMÉRICA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.228.778 - MT (2010/0217471-4) RELATOR RECORRENTE RECORRIDO RECORRIDO : MINISTRO SIDNEI BENETI : WANDER CARLOS DE SOUZA : SÉRGIO DONIZETE NUNES : GILBERTO LUIZ DE REZENDE : DANIELA

Leia mais

A C Ó R D Ã O. 5ª Turma RECURSO DE REVISTA. DANO MORAL. INDENIZAÇÃO. VALOR.

A C Ó R D Ã O. 5ª Turma RECURSO DE REVISTA. DANO MORAL. INDENIZAÇÃO. VALOR. A C Ó R D Ã O 5ª Turma EMP/rbs RECURSO DE REVISTA. DANO MORAL. INDENIZAÇÃO. VALOR. Verificado que o valor arbitrado pelo regional não está em desacordo com os limites superiores ou inferiores de razoabilidade,

Leia mais

Trata-se de agravo de instrumento interposto contra despacho que negou seguimento a recurso de revista.

Trata-se de agravo de instrumento interposto contra despacho que negou seguimento a recurso de revista. A C Ó R D Ã O 8ª Turma DCBM/phb AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. PAGAMENTO ESPONTÂNEO. TRABALHO EM ALTURA. Em razão de provável caracterização de ofensa ao art.

Leia mais

PROCESSO Nº TST-RR-156300-95.2009.5.01.0074. A C Ó R D Ã O (4.ª Turma) GMMAC/r4/asd/eo/h/j

PROCESSO Nº TST-RR-156300-95.2009.5.01.0074. A C Ó R D Ã O (4.ª Turma) GMMAC/r4/asd/eo/h/j A C Ó R D Ã O (4.ª Turma) GMMAC/r4/asd/eo/h/j RECURSO DE REVISTA. DISPENSA POR JUSTA CAUSA. QUITAÇÃO DE VERBAS RESCISÓRIAS. PRAZO. ART. 477, 6.º, ALÍNEA B, DA CLT. AFASTAMENTO DA MULTA. De acordo com o

Leia mais

PROCESSO Nº TST-RR-1189-64.2011.5.01.0037. A C Ó R D Ã O 7ª TURMA VMF/amf/ad/drs

PROCESSO Nº TST-RR-1189-64.2011.5.01.0037. A C Ó R D Ã O 7ª TURMA VMF/amf/ad/drs A C Ó R D Ã O 7ª TURMA VMF/amf/ad/drs RECURSO DE REVISTA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL PATRONAL FATO GERADOR CUMULAÇÃO DE REQUISITOS AUSÊNCIA DE EMPREGADOS ARTS. 109 E 114 DO CTN INTERPRETAÇÃO SISTEMÁTICA DA LEGISLAÇÃO

Leia mais

PROCESSO Nº TST-RR-210219-18.2013.5.21.0004. A C Ó R D Ã O (5ª Turma) DCTRV/hla/dtn

PROCESSO Nº TST-RR-210219-18.2013.5.21.0004. A C Ó R D Ã O (5ª Turma) DCTRV/hla/dtn A C Ó R D Ã O (5ª Turma) DCTRV/hla/dtn AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. HONORÁRIOS PERICIAIS. DEMANDANTE BENEFÍCIÁRIA DA JUSTIÇA GRATUITA. VENCEDORA PARCIAL NA DEMANDA. PERDEDORA EM RELAÇÃO

Leia mais

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista n TST-RR-325-18.2011.5.04.0821, em que é

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista n TST-RR-325-18.2011.5.04.0821, em que é A C Ó R D Ã O 4ª Turma JOD/mlc/gt RECURSO DE REVISTA. ENTE PÚBLICO. CONTRATO DE TRABALHO. CARGO EM COMISSÃO. DISPENSA. EXONERAÇÃO AD NUTUM. VERBAS RESCISÓRIAS 1. Consoante a jurisprudência consolidada

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.084.748 - MT (2008/0194990-5) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO SIDNEI BENETI : AGRO AMAZÔNIA PRODUTOS AGROPECUÁRIOS LTDA : DÉCIO JOSÉ TESSARO E OUTRO(S) :

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROCURADORIA-GERAL CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO

MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROCURADORIA-GERAL CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO Origem: PRT 9ª Região Londrina/PR Interessado(s) 1: Marcos Vinicius Jorge Sebastião Aparecido de Almeida Interessado(s) 2: Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região Sindipol Assunto(s): Liberdade

Leia mais

PROCURADORIA-GERAL DO TRABALHO CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO

PROCURADORIA-GERAL DO TRABALHO CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO ORIGEM: PRT da 3ª Região ÓRGÃO OFICIANTE: Dr. Marcelo dos Santos Amaral INTERESSADO 01: 1ª Vara do Trabalho de Formiga INTERESSADO 02: Adição Distribuição Express LTDA REVISTA ÍNTIMA. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS

Leia mais

PROCESSO Nº TST-RR-17600-93.2013.5.17.0191. A C Ó R D Ã O 3ª Turma GMAAB/gfn/CRP/lr/cl

PROCESSO Nº TST-RR-17600-93.2013.5.17.0191. A C Ó R D Ã O 3ª Turma GMAAB/gfn/CRP/lr/cl A C Ó R D Ã O 3ª Turma GMAAB/gfn/CRP/lr/cl RECURSO DE REVISTA. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO. EXECUTIVA DE VENDAS DA AVON. A presente hipótese refere-se à questão relativa à existência de vínculo

Leia mais

RONY VAINZOF rony@opiceblum.com.br

RONY VAINZOF rony@opiceblum.com.br RONY VAINZOF rony@opiceblum.com.br 1 A INTERNET NÃO É UM MUNDO SEM LEIS!!! 11/7/2014 2 INVASÃO FÍSICA OU ELETRÔNICA? X X 11/7/2014 3 Lei 12.737/12 CRIME DE INVASÃO Violação de domicílio Pena - detenção,

Leia mais

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Rio de Janeiro

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Rio de Janeiro 63 4ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS PROCESSO Nº 0000798-11.2011.4.02.5164/01 (2011.51.64.000798-0/01) RECORRENTE: ALEXANDRE ANDERSON DE SOUZA RECORRIDA: UNIAO FEDERAL RELATORA: JUÍZA FEDERAL

Leia mais

O O CONFLITO ENTRE O PODER DE DIREÇÃO DA EMPRESA E A INTIMIDADE/PRIVACIDADE DO EMPREGADO NO AMBIENTE DE TRABALHO. Adriana Calvo

O O CONFLITO ENTRE O PODER DE DIREÇÃO DA EMPRESA E A INTIMIDADE/PRIVACIDADE DO EMPREGADO NO AMBIENTE DE TRABALHO. Adriana Calvo O O CONFLITO ENTRE O PODER DE DIREÇÃO DA EMPRESA E A INTIMIDADE/PRIVACIDADE DO EMPREGADO NO AMBIENTE DE TRABALHO Adriana Calvo Professora de Direito do Trabalho do Curso Preparatório para carreiras públicas

Leia mais

MARCO CIVIL DA INTERNET LEI Nº 12.965, DE 23/04/2014

MARCO CIVIL DA INTERNET LEI Nº 12.965, DE 23/04/2014 MARCO CIVIL DA INTERNET LEI Nº 12.965, DE 23/04/2014 1. EMENTA A Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014, estabeleceu princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil, conhecido

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 809.962 - RS (2006/0007992-0) RELATOR : MINISTRO LUIZ FUX RECORRENTE : COMPANHIA RIOGRANDENSE DE SANEAMENTO - CORSAN ADVOGADO : OSVALDO ANSELMO REGINATO E OUTROS RECORRIDO : JARBAS

Leia mais

Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Tribunal de Justiça de Minas Gerais Número do 1.0024.12.030966-1/004 Númeração 0475081- Relator: Relator do Acordão: Data do Julgamento: Data da Publicação: Des.(a) Ana Paula Caixeta Des.(a) Ana Paula Caixeta 30/10/2014 06/11/2014 EMENTA:

Leia mais

O QUE MUDA COM A CIVIL DA INTERNET

O QUE MUDA COM A CIVIL DA INTERNET Anexo Biblioteca Informa nº 2.301 O QUE MUDA COM A APROVAÇÃO DO MARCO CIVIL DA INTERNET Autores André Zonaro Giacchetta Ciro Torres Freitas Pamela Gabrielle Meneguetti Sócio e Associados da Área Contenciosa

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal AGRAVO DE INSTRUMENTO 854.226 MINAS GERAIS RELATORA AGTE.(S) ADV.(A/S) AGDO.(A/S) PROC.(A/S)(ES) : MIN. ROSA WEBER :INDÚSTRIA DE MÓVEIS PYA LTDA :MARCELO TOSTES DE CASTRO MAIA :UNIÃO :PROCURADOR-GERAL

Leia mais

PROCESSO: 0001201-08.2011.5.01.0028 - RTOrd

PROCESSO: 0001201-08.2011.5.01.0028 - RTOrd ACÓRDÃO 9ª Turma PROCESSO: 0001201-08.2011.5.01.0028 - RTOrd MUDANÇA DE REGIME. CLT PARA ESTATUTÁRIO. VERBAS RESILITÓRIAS. A mudança do regime jurídico que não importa em desligamento definitivo, não implica

Leia mais

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E O JULGAMENTO POR E-MAIL

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E O JULGAMENTO POR E-MAIL O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E O JULGAMENTO POR E-MAIL Ana Victoria de Paula Souza Souza, Ana Victoria de Paula. O tribunal de justiça do Estado de São Paulo e o julgamento por e-mail.

Leia mais

FONTES DO DIREITO DO TRABALHO

FONTES DO DIREITO DO TRABALHO FONTES DO DIREITO DO TRABALHO CONCEITO As fontes do direito do trabalho são fundamentais para o conhecimento da própria ciência, vez que nelas são descobertas as reais origens e as bases da matéria do

Leia mais

de Revista n TST-RR-1301-73.2011.5.02.0047, em que é Recorrente

de Revista n TST-RR-1301-73.2011.5.02.0047, em que é Recorrente A C Ó R D Ã O 8ª Turma) GMMEA/lf I - AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA PROCESSO ELETRÔNICO - APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. EXTINÇÃO DO CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO. REINTEGRAÇÃO. SERVIDOR PÚBLICO

Leia mais

ART. 543-C DO CPC - FIM DOS REPETIDOS RECURSOS ESPECIAIS

ART. 543-C DO CPC - FIM DOS REPETIDOS RECURSOS ESPECIAIS ART. 543-C DO CPC - FIM DOS REPETIDOS RECURSOS ESPECIAIS Rénan Kfuri Lopes- Advogado, Professor, Palestrante, Pós- Graduado em Direito Processual Civil e Direito de Empresa, Membro do Instituto Brasileiro

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 557.197 - RJ (2014/0189759-0) RELATOR : MINISTRO LUIS FELIPE SALOMÃO AGRAVANTE : TELEFÔNICA BRASIL S.A ADVOGADOS : FABIANO DE CASTRO ROBALINHO CAVALCANTI E OUTRO(S) ANDRÉ

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.092.127 - SP (2008/0220476-5) RECORRENTE RECORRIDO REPR. POR : AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL LTDA : MARIA CAROLINA SULETRONI E OUTRO(S) : SÉRGIO MELONE OLGAS - ESPÓLIO : NIVEA

Leia mais

Controle de Constitucionalidade de normas pré-constitucionais

Controle de Constitucionalidade de normas pré-constitucionais Controle de Constitucionalidade de normas pré-constitucionais O Supremo Tribunal Federal possui o poder de decidir sobre a constitucionalidade das normas jurídicas que foram aprovadas antes da entrada

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA REGIONAL DA REPÚBLICA - 3ª REGIÃO

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA REGIONAL DA REPÚBLICA - 3ª REGIÃO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA REGIONAL DA REPÚBLICA - 3ª REGIÃO APELAÇÃO CÍVEL nº 0007033-40.2009.4.03.6100/SP APELANTE: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL APELADO: UNIÃO FEDERAL RELATORA: Desembargadora

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Decisão sobre Repercussão Geral Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 19/09/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 759.244 SÃO PAULO RELATOR RECTE.(S) ADV.(A/S) RECDO.(A/S) PROC.(A/S)(ES)

Leia mais

POLÍTICA DE SEGURANÇA DE TI

POLÍTICA DE SEGURANÇA DE TI POLÍTICA DE SEGURANÇA DE TI 1 ÍNDICE 1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS... 3 2. PROPÓSITO... 3 3. ABRANGÊNCIA... 3 4. DISPOSIÇÕES GERAIS... 4 5. DAS DISPOSIÇÕES ESPECÍFICAS... 6 6. DOS COMPROMISSOS... 8 7. DOS

Leia mais

PARECER DECRETO CALL CENTER

PARECER DECRETO CALL CENTER PARECER DECRETO CALL CENTER PARECER DECRETO 6.523/2008 Elizabeth Costa de Oliveira Góes Trata-se de parecer com vistas a analisar a aplicabilidade do Decreto 6.523/2008, de 31 de julho de 2008, no que

Leia mais

Afastada a pertinência de conexão em audiência. O autor apresentou defesa quanto ao pedido contraposto e impugnação à contestação.

Afastada a pertinência de conexão em audiência. O autor apresentou defesa quanto ao pedido contraposto e impugnação à contestação. Vistos e Examinados estes Autos nº 0030100-02.2013.8.16.0182, que figuram como partes: AUTORA: SHIRLEY MACIEL SOARES ANDRADE RÉ: MAURINI DE SOUZA RÉU: WILSON HORSTMEYER BOGADO 1. RELATÓRIO Trata-se de

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO A C Ó R D Ã O 3ª T U R M A PODER JUDICIÁRIO FEDERAL MEMBRO DE CONSELHO CONSULTIVO. ESTABILIDADE. DESCABIMENTO. Não faz jus à estabilidade sindical o empregado eleito pelo órgão consultivo da entidade,

Leia mais

Jurisprudência/STJ - Acórdãos Processo. Relator(a) Órgão Julgador. Data do Julgamento. Data da Publicação/Fonte. Ementa

Jurisprudência/STJ - Acórdãos Processo. Relator(a) Órgão Julgador. Data do Julgamento. Data da Publicação/Fonte. Ementa Processo REsp 1188289 / SP RECURSO ESPECIAL 2010/0058499-2 Relator(a) Ministro HERMAN BENJAMIN (1132) Órgão Julgador T2 - SEGUNDA TURMA Data do Julgamento 14/08/2012 Data da Publicação/Fonte DJe 13/12/2013

Leia mais

Vigésima Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Vigésima Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro APELAÇÃO CÍVEL Nº 2216384-69.2011.8.19.0021 APELANTE: TERESA RAMOS DE SANTANA APELADO: RICARDO ELETRO DIVINOPOLIS LTDA APELADO: ZTE DO BRASIL COMERCIO SERVIÇOS E PARTICIPAÇÕES LTDA RELATOR: DES. FERNANDO

Leia mais

02/10/2014 PLENÁRIO :WASHINGTON LUIS SILVA PLÁCIDO

02/10/2014 PLENÁRIO :WASHINGTON LUIS SILVA PLÁCIDO Decisão sobre Repercussão Geral Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 02/10/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 823.347 MARANHÃO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S)

Leia mais

Contestação do trabalhador às folhas 85/89. Reconvenção do trabalhador às folhas 90/98.

Contestação do trabalhador às folhas 85/89. Reconvenção do trabalhador às folhas 90/98. A C Ó R D Ã O 6ª TURMA JUSTA CAUSA. MAU PROCEDIMENTO. CONFIGURAÇÃO. Ficando comprovado o uso indevido de correio eletrônico corporativo com envio de mensagem de conteúdo pornográfico, contrariando norma

Leia mais