Ferramentas Livres para Monitoramento de Redes

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1 Ferramentas Livres para Monitoramento de Redes

2 Sobre os autores Marjorie Roberta dos Santos Rosa Estudante de graduação do curso de Bacharelado em Informática Biomédica da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atualmente participa do grupo de pesquisa sobre Redes sem fio Bioinspiradas - BioNet, parte do grupo de pesquisa NR2. Contato:

3 Sobre os autores Luis Alexandre D. Brandão Estudante de graduação do curso de Bacharelado em ciência da computação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e membro do Centro de Computação Científica e Software Livre Contato:

4 ROTEIRO Apresentação das Ferramentas Zenmap Traceroute/ mtraceroute Wireshark Cacti Netstat Iftop Vnstat

5 INTRODUÇÃO A REDES 2014 VI FÓRUM DE TECNOLOGIA EM SOFTWARE LIVRE 18 a 20 de Setembro Campus da UTFPR Curitiba - PR

6 INTRODUÇÃO A REDES O que deu origem a internet? Na década de 1960, o pentágono, temendo um ataque durante a guerra fria, criou a ARPANET (Advanced Research Projects Agency). Quando a tensão de um ataque iminente começou a diminuir foi permitido que universidades começassem a se conectar a rede, com fins de pesquisa. Por volta de 1970, a rede se dividiu entre a ARAPANET (civil) e a MILNET (militar).

7 INTRODUÇÃO A REDES Módulos interligados, capazes de trocar e difundir informações e a partilha de recursos constituem uma rede.

8 INTRODUÇÃO A REDES Computadores, celulares, tablets (e muitos outros exemplos) podem ser chamados de sistemas finais. Sistemas finais são conectados entre si por enlaces (que podem ser chamados de links). Existem muitos tipos de enlace, que possuem meios físicos diferentes e diferentes taxas de transmissão de dados.

9 INTRODUÇÃO A REDES Sistemas finais são interligados indiretamente por comutadores de pacotes, que podem ser roteadores ou switches (que também são chamados de comutadores da camada de enlace). Sistemas finais acessam a internet através de ISPs (Internet Service Provider).

10 MODELO TCP/IP 2014 VI FÓRUM DE TECNOLOGIA EM SOFTWARE LIVRE 18 a 20 de Setembro Campus da UTFPR Curitiba - PR

11 MODELO TCP/IP O modelo TCP/IP, também chamado de pilha de protocolos TCP/IP, é um modelo simplificado da camada OSI, possuindo cinco camadas.

12 CAMADA DE APLICAÇÃO Essa camada representa os serviços que diretamente suportam aplicações, como um Alguns exemplos de protocolos dessa camada são: HTTP, SMTP, FTP, SSH, POP3, IMAP e DNS.

13 CAMADA DE APLICAÇÃO A mensagem chamada de número um foi escrita e a missão do espião é enviá-la para rede de serviços secretos.

14 CAMADA DE TRANSPORTE Responsável pela troca de dados entre usuários finais. Alguns exemplos de protocolos dessa camada são TCP e UDP.

15 CAMADA DE TRANSPORTE O espião vai até o correio enviar sua mensagem. Se a mensagem for muito grande, ela deve ser dividida em pacotes menores. O TCP garante a entrega confiável dos pacotes (como o Sedex), já o UDP não garante a entrega.

16 CAMADA DEa REDE redes Faz o roteamento do pacote, desde sua saída até o seu destino, mesmo que o pacote passe por diversos nodos intermediários. Alguns exemplos desse protocolo são IP e IPV6.

17 CAMADA DEa REDE redes O espião tinha pressa para que seu pacote chegasse, portanto conversou com um contato seu, garantindo que o pacote seguiria pela melhor rota.

18 CAMADA DE aenlace redes Essa camada detecta e corrige erros da camada física. Ela une os bits da camada física em blocos lógicos, chamados de quadros. Alguns exemplos de protocolo dessa camada são Ethernet e WiFi.

19 CAMADA DE aenlace redes Nesse ponto os correios lidam com a mensagem do espião como se ela fosse um malote.

20 CAMADA FÍSICA Transmite os bits entre computadores e regula a transmissão deles pelo meio físico. Define quais meios físicos serão usados. Alguns exemplos de meios são Modem e Bluetooth.

21 CAMADA FÍSICA Essa é a camada do carro dos correios, que pode trafegar por diversas vias.

22 APRESENTAÇÃO DAS FERRAMENTAS 2014 VI FÓRUM DE TECNOLOGIA EM SOFTWARE LIVRE 18 a 20 de Setembro Campus da UTFPR Curitiba - PR

23 AVISO Algumas das ferramentas podem ser utilizadas para descobrir serviços em sistemas conectados a internet, sendo potencialmente utilizadas para Black Hack. Esse tipo de utilização pode ter consequências legais e não é incentivada tanto pelo evento quanto pela autora.

24 PING Envia ao destino uma requisição ICMP com uma mensagem ECHO REQUEST, espera uma resposta ECHO REPLY testando assim a conectividade, tempo de resposta e consegue identificar uma variedade de erros.

25 PING googlecom118.static.host.gvt.net.br: reverso do ip Opção -c 4: Limitar o numero de requisições a 4

26 PING Mas o que ele realmente faz??

27 1. O DNS é consultado para resolver o nome a ser pesquisado em um endereço de máquina. 2. A tabela de roteamento é consultada para encontrar o próximo nodo relativo ao destino. 3. O protocolo ARP é utilizado para se encontrar o endereço de hardware do próximo nodo. 4. O pacote termina o caminho pela pilha de camadas, e então é de fato colocado no fio, com destino ao próximo nodo.

28 5. CADA nodo intermediário checa os cabeçalhos IP do pacote afim de identificar o destino, e então executa os passo 2, 3 e 4 novamente. 6. Ao chegar no destino, a mensagem é aberta e em geral, o núcleo do sistema gera a mensagem de resposta. 7. A resposta executa os passos 2, 3, 4 e 5 até chegar em quem fez a solicitação inicial.

29 PING E o que pode ser concluir de um Ping bem sucedido? O sistema de DNS está funcionando no meu sistema e o nome do host está correto. A tabela de roteamento em relação aquele destino está corretamente configurada. O hardware está lidando corretamente em enviar e receber pacotes.

30 PING E o que pode ser concluir de um Ping bem sucedido? Todos os nodos intermediários estão fazendo a mesma coisa. O destino está ligado e o núcleo do sistema está respondendo.

31 ZENMAP O zenmap é um frontend gráfico para o nmap. Essa ferramenta tem várias capacidades, como a de realiza um scanner de portas, com o objetivo de testar se as portas lógicas de um host estão abertas ou fechadas.

32 ZENMAP Seus recursos são: Descoberta de hosts - Identificando hosts na rede. Scanner de portas - Mostrando as portas TCP e UDP abertas. Detecção de versão - Interrogando serviços na rede para determinar a aplicação e o número da versão. Detecção do sistema operacional - Remotamente determina o sistema operacional e as características de hardware do host. Interação com scripts com o alvo - Usando Nmap Scripting Engine e Lua.

33 ZENMAP Características gerais: Algumas das funções só funcionam caso o usuário esteja logado como root Está disponível no repositório da maior parte das grandes distribuições, como Fedora, CentOS, Debian, opensuse e Ubuntu.

34 ZENMAP O Zenmap aceita muitos parâmetros. Para consulta desses, visite o link.

35 ZENMAP

36 TRACEROUTE Traceroute é uma ferramenta de diagnóstico que rastreia a rota de um pacote através de uma rede de computadores.

37 TRACEROUTE Características gerais: O usuário não precisa ser root para a utilização da ferramenta Está disponível no repositório da maioria das distribuições.

38 TRACEROUTE Sintaxe: ~]$ traceroute

39 TRACEROUTE Parâmetros possíveis: [-m Max_ttl] [-n] [-p Port] [-q Nqueries] [-r] [-s SRC_Addr] [-t TypeOfService] [-v] [-w WaitTime] Host [PacketSize] Para maiores detalhes consulte o link route.pdf

40 TRACEROUTE

41 WIRESHARK Analisa e organiza o tráfego de rede, de modo que ele seja apresentado por protocolos, facilitando a visualização.

42 WIRESHARK Características gerais: O usuário não precisa ser root para a utilização da ferramenta (se estiver no grupo wireshark ) Está disponível no repositório da maioria das distribuições.

43 WIRESHARK Existem alguns filtros pré definidos dentro do Wireshark. No exemplo usaremos o de HTTP. Maiores informações podem ser encontradas no manual

44 WIRESHARK Interação básica de HTTP GET/ RESPONSE 1. Iniciar o navegador 2. Especifique o filtro de HTTP no Wireshark 3. Iniciar a captura de pacotes 4. Visitar uma página online 5. Parar a captura de pacotes

45 WIRESHARK

46 NETSTAT NETwork STATistic é uma ferramenta para obtenção de dados de rede.

47 NETSTAT Características gerais: Por padrão, o usuário não necessita ser root para ter rodar a ferramenta. Está disponível no repositório da maioria das distribuições.

48 NETSTAT

49 NETSTAT Parâmetros possíveis: [-a] [-e] [-n] [-s] [-p proto] [-r] [interval]

50 NETSTAT -a Mostra todas as conexões e portas abertas (listening ports) -e Mostra as estatísticas da Ethernet. Este comando pode ser combinado com a opção -s. -n Mostra o endereço e o número de portas na forma numérica. -p proto. Mostra as conexões para o protocolo especificado pelo proto; proto pode ser TCP ou UDP. Se usado com a opção -s para mostrar por estatística do protocolo, proto pode ser TCP, UDP ou Internet Protocol (IP)

51 NETSTAT -r Mostra a tabela de rotas (routing table) -s Mostra por estatística de protocolo. Por padrão, as estatísticas são mostradas por TCP, UDP e IP; A opção -p pode ser usada para especificar um subconjunto padrão -interval Mostra novamente as estatísticas selecionadas, pausando interval segundos entre cada display. Use CTRL+C para interromper. Se omitido, Netstat mostrará a informação corrente em uma única vez.

52 IFTOP É uma linha de comando que mostra uma lista de conexões de rede atualizada.

53 IFTOP Características gerais: Para monitorar as interfaces com essa ferramente, é necessário poderes de administrador Possui diversos modos de filtragem de trafego, como por protocolo ou por host. Está disponível no repositório de grande parte das distribuições.

54 IFTOP

55 CACTI Ferramente genérica de monitoramento, capaz de monitorar o estado de um ou mais servidores remotos.

56 CACTI Características gerais: Ferramenta baseada em uma interface web É capaz de monitorar, utilizando SMNP, diversos dados de servidores Windows ou Linux. Suporta a inclusão de monitores personalidades, escritos em qualquer linguagem. Está disponível no repositório da maioria das distribuições.

57 CACTI

58 VNSTAT O vnstat é um monitor de tráfego de rede. Ele registra o volume de dados que as interfaces monitoradas manipularam.

59 VNSTAT Características gerais: Por padrão, o usuário necessita ser root para configurar a ferramente Pode ser executado como um daemon ou ser gerenciado pelo cron. Está disponível no repositório da maioria das distribuições.

60 VNSTAT

61 Obrigada pela atenção! Contato:

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