MONITORAMENTO DE REDES. Prof. José Augusto Suruagy Monteiro

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1 MONITORAMENTO DE REDES Prof. José Augusto Suruagy Monteiro

2 2 Preâmbulo

3 O que é medição? 3 Realizar medições consiste em ajustar parâmetros de um modelo de modo que ele (ao menos aproximadamente) preveja os mesmos resultados que observamos no mundo físico, sob condições idênticas. Usando o modelo matemático é possível realizar novas predições de algo que se espera observar no mundo real neste novo conjunto de condições. Se as observações contradisserem o modelo, podemos modificar o modelo e tentar de novo, assumindo que as observações estejam corretas!

4 O que é medição? 4 Neste processo nunca o modelo matemático deverá ser considerado igual à realidade física ou viceversa. O modelo é apenas uma aproximação e uma abstração. Medir é uma espécie de arte apesar de muitos de seus aspectos poderem ser descritos com precisão matemática.

5 Exemplo 5 Quando olhamos para uma mesa retangular, vemos um objeto com um comprimento, uma largura e uma área. Podemos dizer: A mesa tem 1 metro de largura e 2 metros de comprimento, com uma área de 2 metros quadrados. Uma descrição mais correta seria: A mesa está sendo modelada como um retângulo que possui dois parâmetros, comprimento e largura (a partir dos quais podemos calcular sua área). As melhores estimativas no momento para os seus parâmetros são 1 metro de largura e 2 metros de comprimento.

6 Exemplo 6 Na verdade ninguém pode garantir: Quais sejam as dimensões exatas da mesa Que ela seja um objeto plano; E nem mesmo que seja um retângulo! Escolhemos o modelo de um retângulo plano porque ele aparenta ser uma boa aproximação para a forma da mesa. Se este não for um bom modelo precisará ser modificado.

7 Exemplo 7 Falamos em largura e comprimento pois parece que a mesa tenha uma largura e comprimento que sejam invariantes com o tempo. Mas não temos como saber quais sejam realmente os valores destes parâmetros e se eles são realmente invariantes com o tempo! Podemos fazer diversas observações destas medidas e talvez calcularmos a média.

8 Exemplo 8 As dimensões da mesa variam com: Temperatura Pressão atmosférica Humidade relativa Limitações de sua fita métrica: Resolução limitada Portanto, obteremos medidas diferentes em cada uma das observações que fizermos!

9 Qualidade da Medição 9 É o usuário final que sabe o quão acurada devem ser os resultados para a sua aplicação específica: 10% ou 1 em 10 12, por exemplo. Análise de erros. Histograma das medições realizadas A escolha do modelo errado pode levar a resultados errados!

10 Padrão Métrico 10

11 11 Introdução Capítulo 1 Crovella, M, Krishnamurthy, B. Internet Measurement: infrastructure, traffic & applications. John Wiley & Sons, 2006.

12 Motivação 12 Dada a importância e a dimensão atual da Internet viríamos a pensar que ela é um sistema bem entendido. No entanto, muitas medidas quantitativas da Internet não estão disponíveis.

13 Razões da Não Existência de Dados 13 A estrutura da Internet não é resultado de um planejamento ou projeto centralizado A rede é dinâmica em termos de: Dimensão, configuração, tráfego e composição das aplicações. Fatores técnicos e sociais: Conjunto enorme de dados Provedores comerciais não divulgam detalhes internos de suas redes Algumas medições podem violar a privacidade ou provocar preocupações com a segurança. Apresenta propriedades estatísticas incomuns

14 14 Algumas questões ainda não respondidas Qual a dimensão da Internet? Qual a quantidade total de tráfego que flui pela Internet? Qual é a estrutura da Internet? Quais são as propriedades estatísticas dos tráfegos da rede? Quais as demandas que as aplicações impõem à rede? Qual é a capacidade do caminho até o meu servidor? Qual a quantidade de tráfego p2p que flui na minha rede?

15 Por que medir a Internet? 15 Razões: Comerciais Sociais Técnicas

16 Por que medir a Internet? 16 Razões Comerciais: Qual o alcance da Internet? Quantos indivíduos estão conectados numa dada região? Qual a fração dos indivíduos que usam banda larga? Quantos dependem de acesso discado? Onde os pontos de acesso à rede deveriam ser implantados? Os usuários de redes sem fio serão capazes de acessar a Internet?

17 Por que medir a Internet? 17 Razões Comerciais propriedades de desempenho: Quanto tempo demora para baixar uma página do sítio do vendedor? Qual é a capacidade do caminho entre o usuário e o servidor Web do vendedor? Quantas vezes os problemas da rede impedem uma transferência eficiente de informação através da rede?

18 Por que medir a Internet? 18 Razões Sociais: Compreensão da intensidade da atividade da rede envolvendo diversos sítios e protocolos. Governos, cientistas e empresas podem querer informações sobre implicações sociais do uso da Internet.

19 Por que medir a Internet? 19 Razões Técnicas: Projeto dos roteadores depende muito das propriedades estatísticas do tráfego da rede e da distribuição do tamanho do pacote. As propriedades estatísticas das páginas Web influenciam o desempenho e o projeto de servidores e navegadores Web. Entender a topologia ajuda a identificar os locais onde podem surgir os problemas de desempenho e como as aplicações podem se adaptar à rede Novos protocolos e melhoria dos protocolos básicos.

20 20 Organização do Livro

21 21 A Disciplina

22 Organização da Disciplina 22 Introdução (Motivação) [Cap. 1 do Livro-Texto] Embasamento Analítico [baseado no Cap. 3 do Livro-Texto] Questões Práticas em Medições da Internet [Cap. 4 do Livro-Texto] Infraestrutura [Cap. 5 do Livro-Texto] Tráfego [Cap. 6 do Livro-Texto] Aplicações [Cap. 7 do Livro-Texto] Anonimização [Cap. 8 do Livro-Texto] Segurança [Cap. 9 do Livro-Texto] Ambientes de Monitoração: com destaque para o perfsonar e o serviço MonIPÊ Monitoração de Redes Experimentais: GENI, OneLab, FIBRE. Conclusões e Perspectivas [Cap. 11 do Livro-Texto]

23 23 Monitoramento de Redes https://sites.google.com/a/cin.ufpe.br/monitora mento-redes/

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