ESCOLA SUPERIOR ABERTA DO BRASIL ESAB CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM EDUCAÇÃO RELIGIOSA ESCOLAR E TEOLOGIA COMPARADA ADRYADSON FLABIO NAPPI

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1 1 ESCOLA SUPERIOR ABERTA DO BRASIL ESAB CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM EDUCAÇÃO RELIGIOSA ESCOLAR E TEOLOGIA COMPARADA ADRYADSON FLABIO NAPPI A CONTRIBUIÇÃO DA FÉ CRISTÃ NA FORMAÇÃO DE UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA VILA VELHA (ES) 2012

2 2 ADRYADSON FLABIO NAPPI A CONTRIBUIÇÃO DA FÉ CRISTÃ NA FORMAÇÃO DE UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA Monografia apresentada ao curso de Pós- Graduação em Educação Religiosa Escolar e Teologia comparada da Escola Superior Aberta do Brasil como requisito para o título de especialista em Educação Religiosa Escolar e Teologia Comparada, sob orientação do Prof. Me. Marcony Brandão Uliana. VILA VELHA (ES) 2012

3 3 ADRYADSON FLABIO NAPPI A CONTRIBUIÇÃO DA FÉ CRISTÃ NA FORMAÇÃO DE UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA Monografia aprovada em de de 2012 Banca Examinadora VILA VELHA (ES) 2012

4 4 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho especialmente para minha esposa Vanessa e minha amada filha Ana Clara, por sempre estarem ao meu lado. Dedico também aos meus pais e irmãos, e todos os amigos e membros da Comunidade Missão Peregrinos do Amor, por serem tão importantes em minha vida.

5 5 AGRADECIMENTOS Primeiramente, agradeço a Deus, por todo o seu amor incomparável e por ter me abençoado para o término de mais um trabalho de minha vida. Agradeço também minha amada esposa por me apoiar e motivar em tudo o que realizo e por ser uma mulher tão maravilhosa, carinhosa e compreensiva. Agradeço por minha filha por ser a expressão máxima de revelação de Deus em minha vida, santificando-me no cotidiano de minha existência. Agradeço por meus pais, irmãos, familiares e amigos, que são um grande suporte em minha vida, me fazendo crescer todos os dias. Agradeço especialmente aos amados irmãos da Comunidade e por todos aqueles que de alguma forma, contribuíram para com a minha experiência mística e religiosa. Agradeço por todos os professores do curso, que trouxeram com muita sabedoria e sensibilidade seus conhecimentos, que proporcionaram grandes mudanças em minha vida e, principalmente, na minha forma de pensar a Religião e a Teologia. Agradeço especialmente ao professor e orientador deste trabalho, Prof. Me. Marcony Brandão Uliana, por todo o seu tempo, conhecimento, carinho e dedicação para comigo e para com este trabalho. Enfim, agradeço a todos os funcionários e colaboradores da ESAB, por toda dedicação, seriedade e competência.

6 6 A fé e a razão constituem como que duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade (João Paulo II)

7 7 RESUMO Este trabalho teve como objetivo analisar a contribuição da fé cristã para a formação de uma sociedade mais justa e fraterna, trabalhando os princípios fundamentais do cristianismo e sua ação na vida de quem os adere. Investigando e retirando seus principais ensinamentos baseados em pressupostos filosóficos, catequéticos e teológicos do Catecismo da Igreja Católica (2000), bem como de autores como Adriano Sella (2003), Marciano Vidal (2007), Papa João Paulo II (1998), Urbano Zilles (2008) e outros que trabalham a problemática da religião, da fé e da razão. O trabalho em questão está estruturado com uma breve introdução do tema e três capítulos que trabalham a fé e ciência, os princípios fundamentais do cristianismo e alguns conflitos entre a doutrina cristã e a sociedade moderna, respectivamente. Toda a pesquisa foi realizada de forma bibliográfica, baseada em livros e artigos impressos ou digitais disponibilizados na internet. Sem querer desrespeitar ou discriminar qualquer outro sentimento religioso, a máxima deste trabalho está em encontrar ou, talvez, reencontrar a beleza do ensinamento cristão e resgatar o princípio máximo do amor ao próximo, a tolerância e abertura reflexiva para os conflitos da modernidade e o sonho idealizado de uma unidade que construa a paz, a justiça e fraternidade na sociedade, construindo a tão sonhada civilização do amor. Como conclusões mais relevantes, percebeu-se a possibilidade de um discurso harmonioso entre a religião e a ciência e a possível capacidade de um diálogo produtivo entre cristianismo e sociedade, auxiliando na formação ética e social. Palavras-chave: Religião. Cristianismo. Sociedade. Fé. Razão.

8 8 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO FÉ E CIÊNCIA PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO CRISTIANISMO E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A FORMAÇÃO HUMANA E SOCIAL SERMAO DA MONTANHA As bem aventuranças A luz do mundo Leis e condutas para aqueles que seguem Jesus Relacionamento com Deus As escolhas e buscas fundamentais da vida Não julgue e não serão julgados Amar ao próximo como a si mesmo A fé e a prática A ULTIMA CEIA O lava pés O mandamento novo de Jesus O envio do Espírito Santo Conselhos para preservar a unidade e perseverança O ódio e a oposição do mundo A oração pela unidade CONFLITO ENTRE A AXIOLOGIA CRISTÃ COM A SOCIEDADE MODERNA A SEXUALIDADE E A HOMOSSEXUALIDADE O ABORTO CONCLUSÃO REFERENCIAS... 66

9 9 1 INTRODUÇÃO A religião sempre fez parte da cultura dos povos. Sua importância histórica é grandiosa na formação da identidade do ser humano e da sociedade. Marilena Chauí, ao discursar sobre a definição de filosofia e religião, afirma que tanto a filosofia quanto a religião possuem um objeto de estudo em comum, ou seja, a busca pela compreensão do universo e tudo o que nele existe. Porém, a filosofia faz através de um esforço racional enquanto a religião através da confiança (fé) numa revelação divina. (CHAUÍ, 2000, p. 15). O problema religioso não pode ser ignorado dentro da construção ética da humanidade, pois este desempenha um papel fundamental na vida do homem. De maneira especial, a fé cristã teve seu papel na construção da sociedade mundial, principalmente no mundo ocidental. Por muito tempo, a religião, as tradições e os mitos eram tudo o que se tinha para responder as perguntas existenciais do ser humano. Estas mesmas perguntas que deram origem a filosofia, onde os primeiros filósofos buscavam respostas sobre as causas da mudança, da permanência, da repetição, da desaparição e do ressurgimento de todos os seres (CHAUÍ, 2000 p. 28). Em especial, a religião cristã surge na história encabeçada pela ocorrência da vida de um judeu carpinteiro conhecido como Jesus de Nazaré. Esse homem que nasceu em um estábulo na pequena cidade de Belém, viveu uma vida misteriosamente simples e foi condenado e morto por Pilatos por volta dos 33 anos de idade, sob a acusação de crime religioso e político. (SMITH, 1991) Segundo Smith (1991, p.307), os detalhes bibliográficos da vida de Jesus são tão escassos que, no começo do século XX, alguns pesquisadores chegaram a sugerir que ele nunca existiu. Essa ideia foi logo rejeitada, pois os estudiosos do classicismo perceberam que os parâmetros de confiabilidade da Bíblia eram

10 10 praticamente os mesmos do mundo Greco-romano, e refutar os Livros Sagrados certamente iria abalar o conhecimento do pensamento clássico. (SMITH, 1991) O nascimento de Jesus marca o início de uma nova forma de pensar a transcendência do homem e sua ligação com o sagrado. Um homem judeu que desafiou os grupos sociais de sua época e suas formas de dominação para com o povo. (SMITH, 1991) Para os que crêem, Ele é o Filho de Deus encarnado, o Verbo de Deus que se fez homem (Jo 1,14) para renovar a criatura humana em toda a sua plenitude. Nascido de uma jovem virgem na pequena cidade de Belém, envolto em faixas em uma manjedoura, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, o Deus conosco, o Messias esperado pelo mundo. Segundo Smith, Jesus cria uma quinta posição de resposta do sofrimento judeu com a dominação de Roma. Isso devido ao contexto político e social que se encontrava o povo judeu naquele momento. O povo estava dominado por Roma há quase um século, sem liberdade e profundamente explorados por altos impostos. (SMITH, 1991) Como resposta a essa situação, ainda segundo Smith, havia quatro grupos que manifestavam suas posições: os saduceus, os essênios, os fariseus e os zelotas. Todos os quatro grupos tinham suas características e posturas dentro da sociedade. (SMITH, 1991) Smith ainda afirma que Jesus aparece então com uma postura diferente das quatro existentes, trazendo um discurso libertador e ousado, porém, sem fazer alusão a guerra ou confronto armado. Sobre esta perspectiva que nasce o cristianismo e a chamada religião cristã. Uma forma de libertação pessoal e social para a construção de um Reino de paz. Foi desta forma que os apóstolos levaram a fé para os quatro cantos do mundo. (SMITH, 1991)

11 11 A promessa da salvação anunciada na primeira pregação pública de Pedro no Livro dos Atos dos apóstolos é clara: Salvai-vos do meio desta geração perversa (At 2, 40). Antes de qualquer coisa, o cristianismo primitivo trazia uma forma diferenciada de viver a fé, por meio da caridade e da vida fraterna. A experiência das primeiras comunidades cristãs que se suportavam e colocavam tudo em comum, era uma forma direta de afetar o sistema corrupto e dominador da época, proporcionando uma transformação social. Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum (At 2, 44). Porém, ao longo dos séculos do cristianismo, muitos acontecimentos marcaram a história da Igreja, tanto positiva quanto negativamente, fazendo com que a problemática do fenômeno religioso entrasse em choque com os avanços da sociedade moderna. Tais confrontos foram criticados por estudiosos dos séculos XVI ao XX. Segundo Zilles, Realiza-se uma ruptura com a tradição medieval, através da descoberta do Mundo Novo, através do Renascimento cultural, com o giro do teocentrismo para o antropocentrismo, e através da Reforma Protestante, que fomenta o individualismo moderno. (ZILLES, 2008, p.37). Em especial, a Revolução Francesa e Industrial juntamente com o iluminismo que, segundo Zilles, desenvolve um tipo de pensamento que discute criticamente, à luz da razão, as concepções herdadas. (ZILLES, 2008, p. 38). Assim, com esse pensamento, muitos caíram no erro terrível de colocar a fé contra a razão e viceversa, gerando sérios conflitos entre elas. A racionalização do mundo ocidental moderno trouxe uma exacerbada oposição contra a fé e a religião, ocasionando rupturas dos dois lados. João Paulo II ao escrever sobre a problemática, cita São Tomás de Aquino e seu pensamento

12 12 harmonioso sobre a fé e a razão, afirmando que a luz da razão e a luz da fé provêm ambas de Deus e por isso não se podem contradizer entre si (JOAO PAULO II, 1998, p.47). Sem a pretensão de cometer excessos para nenhum dos lados, mas, porém, com a preocupação de perceber a importância da axiologia cristã para o mundo moderno, para não cairmos em um vazio pensamento da razão iluminista que, segundo o pensamento de Petrini, entra em crise por não ser mais capaz de dar conta de todos os fatores da realidade, de orientar suas conquistas para responder às exigências humanas. (PETRINI, 2005). Este estudo visa retomar a problemática da fé em harmonia com a razão como um possível caminho na busca de uma sociedade mais justa, digna e sustentável, promovendo uma ética a favor da vida. O problema de pesquisa que orientará este estudo é: Qual a contribuição da fé cristã na formação de uma sociedade mais justa?. Para responder o problema levantado, formulou-se o seguinte objetivo geral: Analisar a contribuição da fé cristã na formação de uma sociedade mais justa. Desta forma, para alcance do objetivo geral da pesquisa, foram elencados os objetivos específicos abaixo: Conceituar fé e a razão e suas mediações na experiência do real; Descrever os princípios fundamentais do cristianismo e sua contribuição para a formação humana e social; Investigar os conflitos entre a axiologia cristã e a sociedade moderna. A metodologia utilizada neste trabalho é a pesquisa bibliográfica, do tipo exploratória, sendo utilizados livros, artigos e revistas publicados na internet para a coleta e análise dos dados.

13 13 Este trabalho monográfico está estruturado com os seguintes capítulos, a saber. O primeiro capítulo traz uma breve introdução e exposição do problema e dos objetivos da pesquisa. No segundo capítulo, trazemos a conceituação da fé e da razão. No terceiro capítulo, tratamos da investigação dos princípios fundamentais do cristianismo e seus impactos na formação humana e social, e, por último, o quarto capítulo investiga alguns conflitos modernos da axiologia cristã com a sociedade atual.

14 14 2 FÉ E CIÊNCIA A concepção de fé sempre se altera ao longo dos tempos. Pode-se dizer que a expressão da fé envolve fatores culturais e sociais da época que se encontra. Segundo Zilles, o sujeito da ciência e da fé é o mesmo homem, que empenha parte de sua capacidade a razão quando faz filosofia ou ciência, mas envolve todo o seu ser razão, coração, sentimento e emoção quando crê. (ZILLES, 2005, p. 2) Segundo Chauí, Pela fé, a religião aceita princípios indemonstráveis e até mesmo aqueles que podem ser considerados irracionais pelo pensamento, enquanto a Filosofia não admite indemonstrabilidade e irracionalidade. Pelo contrário, a consciência filosófica procura explicar e compreender o que parece ser irracional e inquestionável. (CHAUI, 2000, p.15) A razão já está relacionada na capacidade de se provar e demonstrar às coisas, que segundo Chauí, está à essência da consciência filosófica. (CHAUI, 2000). Para a doutrina cristã, a fé é um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele (CIC, 2000, p.51). É a capacidade misteriosa de acreditar nos mitos e linguagens religiosas, sem que seja preciso provas científicas, físicas ou materiais. Na matriz iluminista da razão, isso é inadmissível. O fenômeno da racionalização proporcionado por Descartes, ao qual o iluminismo promoveu e consolidou, foi de encontro com a fé medieval, de maneira especial, com a fé cristã predominante na época. (PETRINI, 2005) Segundo Petrini (2005, p.22), o que, no entanto, de início tinha o aspecto de uma esperada libertação, começa a mostrar seu rosto de opressão, de violência e de sangue. Ainda segundo o autor, realizou-se um grande desenvolvimento nos domínios das ciências e da técnica, mas o esforço para dominar a natureza e a

15 15 história acabou conduzindo a razão a servir o poder: econômico, militar, político e ideológico. (PETRINI, 2005, p. 22) O autor da carta aos Hebreus explica que a fé é a posse antecipada das coisas que esperamos; é a demonstração das coisas que não vemos (Hb 11, 1). Já o Catecismo da Igreja escreve: O motivo de crer não é o fato de as verdades reveladas aparecerem como verdadeiras e inteligíveis à luz de nossa razão natural. Cremos por causa da autoridade de Deus que revela e que não pode nem enganar-se nem enganarmos. (CIC, 2000, p.51). O que é preciso compreender é que a fé e a razão devem caminhar em conformidade uma com a outra. Com a evolução da ciência moderna, pensou-se que todas as perguntas seriam respondidas e que a religião estava com os dias contados, mas não foi bem assim que aconteceu. (PETRINI, 2005) João Paulo II, ao falar sobre este conflito, explica que a fé liberta a razão, à medida que lhe permite alcançar coerentemente o seu objeto de conhecimento e situá-lo naquela ordem suprema onde tudo adquire sentido. (JOAO PAULO II, 1998, p.25) Um exemplo deste conflito está quando falamos sobre a criação do universo. Para a igreja, o mito religioso da criação na Bíblia indica que todas as criaturas foram criadas por Deus do nada, conforme escreve o catecismo: Cremos que Deus não precisa de nada preexistente nem de nenhuma ajuda para criar (CIC, 2000, p.88); Nenhuma criatura tem o poder infinito que é necessário para criar no sentido próprio da palavra, isto é, produzir e dar o ser àquilo que não tinha de modo algum (chamar a existência ex nihilo = do nada ) (CIC, 2000, p.95). Portanto, o mito da criação não deseja fazer ciência ou confrontar-se com ela, é apenas um mito. Basicamente, mito, É uma narrativa. É um discurso, uma fala. É uma forma de as sociedades espelharem suas contradições, exprimirem seus paradoxos, dúvidas e inquietações. Pode ser visto como uma possibilidade de se refletir sobre a

16 16 existência, o cosmos, as situações de "estar no mundo" ou as relações sociais. (ROCHA, 1985, p.3) João Paulo II ao discursar sobre a confiança cega na razão afirma que O homem de hoje parece estar sempre ameaçado por aquilo mesmo que produz, ou seja, pelo resultado do trabalho das suas mãos e, ainda mais, pelo resultado do trabalho de sua inteligência e vontades. (JOAO PAULO II, 1998, p.52) Zilles explica que A separação entre fé e razão criou um racionalismo que se distanciou da fé e, de outro lado, muitos cristãos se refugiaram no fideísmo. Para alguns, a fé tornou-se prejudicial e alienante para o pleno desenvolvimento da razão e, para outros, a razão tornou-se ameaça para a fé. (...) O percurso de dois milênios de história mostra que quando fé e razão se respeitam mutuamente em sua autonomia uma pode fecundar a outra. (ZILLES, 2008, p.3) Portanto, compreendemos que a fé e a razão não são contrárias ou conflitivas uma com a outra, mas podem ser complementares entre si. Como disse João Paulo II, a fé e a razão constituem como que duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. (JOAO PAULO II, 1998, p.5) Se cometemos grandes erros históricos, talvez seja porque separamos algo que sempre deveria estar unido, tomando parte de um lado e ignorando o outro por completo.

17 17 3 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO CRISTIANISMO E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A FORMAÇÃO HUMANA E SOCIAL O cristianismo teve grande papel na formação da sociedade, de maneira especial, na cultura ocidental. Não dá para imaginar a civilização moderna sem a participação da Igreja cristã. (SMITH, 1991) Podemos dizer que o cristianismo é uma religião histórica, pois está baseada em fatos reais de um judeu conhecido como Jesus de Nazaré. Segundo Figueiredo, a expressão cristianismo foi utilizada primeiramente por Inácio, Bispo de Antioquia, por volta do ano 110 d.c. (FIGUEIREDO, 2009) O conteúdo que conhecemos sobre a vida de Jesus está nos chamados Evangelhos, que significa boa nova, totalizando quatro livros: Mateus, Marcos, Lucas e João. Segundo Porter, do século II em diante, se não mais cedo, os cristãos produziram uma vasta literatura para suplementar os textos do Novo Testamento, entre eles, evangelhos escritos no estilo dos textos canônicos (PORTER, 2009, p.149). Estes escritos são considerados apócrifos, pois não entraram no cânone dos Livros Sagrados que compõem a Bíblia cristã. Ainda segundo Porter, Vários fatores parecem ter contribuído para que os quatro evangelhos conquistassem a condição canônica. Os livros foram compostos relativamente cedo: todos já existiam em 100 d.c., e os estudiosos hoje tendem a datá-los de época ainda mais remota. Apesar das diferenças, em especial entre João e os três evangelhos sinóticos, eles compartilham forma e conteúdo, porque contam a vida de Jesus em uma narrativa interligada que começa com as atividades de João Batista e culmina na prisão, morte e ressurreição de Jesus. Os evangelhos contam basicamente a mesma história de maneira mais sóbria e menos lendária que os outros textos do cristianismo primitivo que reivindicam a condição de evangelho (PORTER, 2009, p.148). Nos evangelhos canônicos, pouco se fala sobre a infância de Jesus, fator um pouco incômodo para alguns. O Catecismo da Igreja explica que durante a maior parte de sua vida, Jesus compartilhou a condição da imensa maioria dos homens: uma vida

18 18 cotidiana sem grandeza aparente, vida de trabalho manual, vida religiosa judaica submetida à Lei de Deus, vida na comunidade (CIC, 2000, p.149). A obediência de Cristo no cotidiano da vida escondida inaugura já a obra de restabelecimento daquilo que a desobediência de Adão havia destruído (CIC, 2000, p.150). Segundo a Tradição cristã, o anonimato da maior parte da vida de Cristo é uma forma de exemplo de submissão para que todo homem possa estar unido a Cristo nos caminhos do cotidiano da vida (CIC, 2000). Smith diz que Jesus era profundamente judeu, embora estivesse sempre manifestando suas posições de conflito contra os mesmos. Sua inquietação e postura contra as injustiças de seu tempo pareciam cumprir o perfil do Messias esperado pelo povo. (SMITH, 1991) Antes de iniciar seu ministério, segundo os evangelhos, Jesus foi precedido por um profeta conhecido como João Batista. João foi anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Esta é a voz daquele que grita no deserto: Preparem o caminho do Senhor, endireitem suas estradas (Mt, 3, 3). O Catecismo explica que Jesus inicia seu ministério após ser batizado por João, nas águas do Rio Jordão (CIC, 2000). Desta forma, a presença de João como profeta do povo vai se enfraquecendo, para dar lugar à nova presença do esperado Messias, o ungido de Deus. Imediatamente após o batismo, os evangelhos relatam um tempo de solidão e recolhimento de Cristo no deserto, onde vence as tentações e instaura a nova criação, sendo fiel até o fim, ao contrário de Adão que sucumbiu (CIC, 2000). Porém, para estudarmos os princípios fundamentais do cristianismo, utilizaremos basicamente dois evangelhos: Mateus e João, de maneira especial, o Sermão da Montanha, contido no Evangelho de Mateus, nos capítulos 5 ao 7, e na última ceia, que está relatada nos quatro evangelhos, mas que será utilizado o relato contido no

19 19 evangelho de João, nos capítulos 13 ao 17, onde o autor parece ter se preocupado em demonstrar de forma um pouco mais mística do que nos outros evangelhos. A escolha pelo relato de João parece ser a mais acertada, pois quando se pensa em valores e princípios cristãos, João tentou demonstrar mais profundamente o que realmente aconteceu naquela sagrada ceia com Jesus, com o intuito de despertar e alimentar a fé em Jesus Cristo como Filho de Deus encarnado. 3.1 O SERMÃO DA MONTANHA As bem aventuranças O discurso de Jesus na montanha começa de forma poética. As bem aventuranças vem proclamar o anúncio da felicidade que o Reino de Deus quer instaurar na sociedade injusta e corrompida. Segundo Smith, ao contrário dos saduceus, ele queria mudanças. Ao contrário dos essênios, permaneceu no mundo. Ao contrário dos defensores da oposição militar (zelotas), louvava os pacifistas e insistia que mesmo os inimigos deveriam ser amados. (SMITH, 1991, p.307) As bem aventuranças vem inaugurar o chamado Reino de Deus, estabelecendo um projeto de vida para todos aqueles que aderissem a fé em Jesus. Segundo Rohden, Mahatma Gandhi disse a seguinte frase: se se perdessem todos os livros sacros da humanidade, e só se salvasse o sermão da montanha, nada estaria perdido (ROHDEN, 2011, p.6). O teólogo italiano Adriano Sella afirma que o sermão da montanha é o anúncio do Reino de Deus no meio da humanidade, revelando a preferência pelos pobres não simplesmente por questão de bondade ou favor, mas por uma questão de justiça.

20 20 Trata-se de resgatar a ordem de Deus, que destinou todos os bens para todos os povos da terra (SELLA, 2003, p.136). No trecho de evangelho, bem aventurados são: os pobres de espírito, os puros de coração, os mansos, os misericordiosos, os que têm fome e sede de justiça, os pacificadores, os tristes e os perseguidos por causa da justiça. (Mt, 5, 3-11) Percebe-se desde o início que o discurso de Jesus é libertador e confortante, indo de encontro às necessidades fundamentais para se alcançar a dignidade do homem e da sociedade: palavras como mansidão, paz, misericórdia e justiça tornam-se valores presentes e fundamentais do cristianismo. Sella ainda explica que as bem aventuranças anunciam a justiça que vai acontecer por meio da vinda do Reino de Deus (SELLA, 2003, p.139). Segundo o teólogo, a justiça deste Reino está manifestada por três grandes dimensões: a predileção pelos pobres, a denúncia dos ricos e poderosos que são impedimento para a justiça do Reino e o apelo para que todos se tornem construtores do Reino de Deus, através de um encontro pessoa com Cristo e a aplicação do mandamento do amor. (SELLA, 2003) Segundo Porter, tem-se afirmado que o Sermão da Montanha apresenta Jesus como o novo Moisés, ensinando a Lei ao povo. Existem correspondências entre os cinco discursos de Jesus no evangelho de Mateus (Mateus 5-7; 13; 18; 23-25) e os cinco livros da Lei Mosaica. O cenário montanhoso e o fato de Jesus falar sentado a postura judaica habitual para ensinar também podem ser referências a Moisés: o banco na sinagoga de onde a Lei era exposta era conhecido com cadeira de Moisés". Mesmo que se admita tudo isso, devese reconhecer que, do ponto de vista cristão, Jesus é muito maior que Moisés e seu sermão é muito mais que apenas a promulgação de uma nova Lei. A força da Lei Mosaica permanece, mas só para a era de Jesus. O sermão da montanha é a proclamação de um reino futuro, que impõe aos discípulos de Jesus exigências que vão além dos requisitos da Lei. (PORTER, 2009, p.168)

21 21 Portanto, a justiça de Deus apresentada nos evangelhos não é um apelo somente que denuncia, exige e condena, mas primariamente é um encontro com o Deus amor, por meio do perdão e da misericórdia (SELLA 2003, p.145) A luz do mundo. Após proclamar o caminho cristão das bem aventuranças, Jesus continua seu discurso estabelecendo a importância da prática na vida cotidiana. Ao usar a comparação da luz com as trevas, Ele volta a realçar a necessidade de mudanças e de uma libertação por completo. (Mt 5, 13-16) A luz que ilumina e dá a possibilidade de caminhar sem tropeços ou por caminhos errados. Ao fazer tal comparação, Cristo convoca todos para uma vivência coerente e sem hipocrisia, enfatizando a importância do testemunho de cada um: que brilhe a vossa luz diante dos homens (Mt 5, 16). Parece ficar muito claro que a mudança proposta por Jesus deve começar no interior de cada um, onde exista a preocupação e o esforço para ser e fazer o melhor para o mundo, sendo como que iluminados, tornando-se construtores da justiça social e da paz. Sella escreve que o convite de Jesus supera a simples conversão, mas é um pedido a mudar as estruturas injustas da lei por meio da força do amor. (SELLA, 2003, p.146) O Catecismo trata a fidelidade aos ensinamentos como condição primeira do cristão, conforme vemos: A fidelidade dos batizados é condição primordial para o anúncio do Evangelho e para a missão da Igreja no mundo. Para manifestar diante dos homens sua força de verdade e irradiação (CIC, 2000, p.537) Leis e condutas para aqueles que seguem Jesus

22 22 Na continuidade de seus ensinamentos, Jesus volta a apresentar a Lei Mosaica como fundamento para todo o povo. Porém, Cristo volta a dizer contra os grupos da época que nada faziam para ajudar na construção de uma sociedade mais justa. Se a justiça de vocês não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, vocês não entrarão no Reino do céu (Mt 5, 20). Percebe-se uma dura crítica a hipocrisia daqueles que se diziam cumpridores da Lei sagrada. Smith explica que foi a negligência na observância do código de santidade que reduziu os judeus ao estado de servidão, o qual só seria revertido com a volta sincera à Lei de Javé. (SMITH, 1991, p.306) Com o intuito de demonstrar a essência da Lei de Deus, Jesus dedica algumas falas, relembrando a Lei Mosaica e demonstrando seu verdadeiro sentido. Dentre elas estão: a ofensa e reconciliação com o próximo, o caso de adultério e divórcio, o juramento, a regra do olho por olho e dente por dente e a forma de amar o próximo. (Mt 5, 17-48) A ofensa para com o outro é vista como uma forma de morte e condenação e a reconciliação torna-se uma exigência fundamental para entrar no Reino de Deus. Basicamente, é aplicação da misericórdia e da mansidão, citada nas bem aventuranças. Ao citar o adultério e o divórcio, Jesus claramente eleva ao máximo o valor da família e do casamento. Esse tema é novamente falado um pouco mais à frente, no capítulo 19 do mesmo evangelho. No Catecismo da Igreja lemos que em sua pregação, Jesus ensinou sem equívoco o sentido original da união do homem e da mulher, conforme quis o Criador desde o começo; a permissão de repudiar a esposa, concedida por Moisés, era uma concessão devida a dureza de coração (Mateus 19, 8); a união matrimonial é indissolúvel: Deus mesmo a consumou: O que Deus uniu, o homem não deve separar. (CIC, 2000, p.442)

23 23 O apóstolo Paulo também eleva o valor da união conjugal, comparando o amor dos esposos com o amor de Cristo a sua Igreja, como lemos: Maridos amai vossas mulheres, como Cristo amou sua Igreja e se entregou por ela... É grande este mistério, refiro-me à relação entre Cristo e sua Igreja (Ef 5, 25-32). Antes de qualquer coisa, a valorização está na estrutura familiar, onde estão as bases de uma sociedade, já que toda a experiência humana começa à partir dela. Claro que, por ser um ente social, a família sofreu mudanças ao longo do tempo e, especialmente nos tempos modernos, sofre duras penas para adaptar-se àquilo que vem sendo proposto. (PETRINI, 2005) Segundo Petrini, Aumentam as separações e os divórcios, os jovens casam mais tarde, em comparação a duas décadas atrás, diminui também significativamente o número dos casamentos, aumenta o número de famílias reconstituídas, as uniões de fato, as famílias monoparentais e as chefiadas por mulheres (Berquó, 1998) (9). As tarefas educativas e de socialização são cada vez mais compartilhadas com outras agências, públicas ou privadas (Goldani, 1994). As mudanças são de tal magnitude e influenciam de tal maneira a família que esta parecia desaparecer. É dos anos 70 o livro de Cooper (1994), que anunciava a morte da família. (PETRINI, 2005, p. 29) O catecismo reforça o valor da instituição familiar na sociedade dizendo que de sua aliança, se origina também diante da sociedade uma instituição firmada por uma ordenação divina (CIC, 2000, p.448). Sendo assim, a necessidade de cuidar, valorizar e proteger a família são pontos fundamentais no ensinamento de Cristo para a construção correta da sociedade. Continuando o ensinamento, Jesus fala sobre a importância da palavra do homem baseada na verdade e honestidade. O juramento não deve ser feito em nenhuma circunstancia. Diga apenas sim quando é sim e não quando é não (Mt 5, 37). Isso parece ser algo utópico dentro da sociedade atual onde o valor da palavra tornou-se cada vez mais medíocre. Nada se faz sem testemunha, contratos ou

24 24 documentos comprobatórios que possam testificar a palavra da pessoa. Fica claro que a força da palavra auferida é um valor fundamental do cristianismo. Encerrando a atualização da Lei, Jesus adverte sobre a não violência e o amor comportamental. Oferecer a outra face e amar seus inimigos talvez seja a forma de cumprir com excelência o Reino de paz. Não existe guerra para aquele que oferece a paz. Muitos usaram dessa verdade, como, por exemplo, Gandhi, um homem de fé conseguiu libertar seu povo com o princípio da não violência. (ROHDEN, 2011) A proposta de amar aqueles que nos odeiam é um tanto instigante e, porque não dizer, bem complicada, porém, a forma mais correta de instaurar uma sociedade de paz e de justiça Relacionamento com Deus O relacionamento com Deus também é tratado por Jesus em seu sermão, sendo um ponto importante para compreendermos como o sentimento religioso deve ser buscado pelo cristão. Não basta fazer a justiça, dar esmolas ou realizar lindas orações ou pregações públicas se o verdadeiro fim não for o próprio Deus, ou seja, sem esperar elogios ou reconhecimentos dos outros. (Mt 6, 1-14) Sem dúvida, Jesus fala sobre a hipocrisia religiosa da época, onde nem mesmo a boa ação tem valor perante o Reino se não partir do coração desinteressado por recompensas. É um ataque explícito sobre a falsidade do homem, como Smith explica: Ele fala de pessoas cuja fachada é um sepulcro majestoso, mas cuja vida interior tem o fedor de cadáveres em decomposição. (SMITH, 1991, p. 309)

25 25 Zilles explica que o ensinamento social da igreja cristã é antigo quanto a própria Igreja e que se baseia sempre na fé e na ética (ZILLES, 2011). Esta ética cristã é exigida por Jesus em seu sermão da montanha, contrário à hipocrisia e expressões exteriores mentirosas. Jesus termina seus conselhos religiosos ensinando a oração conhecida como Pai nosso. Dentro desta oração, tudo está interligado com a transformação pessoal do coração daquele que reza. Até mesmo o perdão de Deus está condicionado ao perdão que damos ao outro, perdoai assim como perdoamos (Mt 6, 12). A hipocrisia é uma forma de descumprir a justiça, pois, segundo Sella, a justiça é cumprir a vontade e o plano de Deus (SELLA, 2003). Jesus nos ensina que a justiça de Deus é uma justiça nova, superior a justiça dos fariseus e dos escribas (Mt 5, 20) quer era aquela perfeita e minuciosa observância da lei, como estavam convencidos os fariseus e escribas. Trata-se, ao invés, de fazer a vontade do Pai. (SELLA, 2003, p.126) Sendo assim, ao combater a hipocrisia dos fariseus e escribas, Jesus demonstra a ética da justiça cristã As escolhas e buscas fundamentais da vida A máxima do ensinamento cristão sobre as escolhas da vida pode ser resumida na frase onde está o seu tesouro, aí estará também o seu coração (Mt 6, 21), pois de que vale o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua própria vida? (Mc 8, 36). Jesus proporciona uma reflexão entre a busca desenfreada por riquezas e poderes seculares e o esquecimento do sentido maior da vida. Tal ensinamento vem de encontro com a sociedade moderna, pois, mesmo diante de tanta evolução e tecnologia, o abismo social de classes e a triste realidade da fome e das doenças crescem a cada dia.

26 26 Com certeza, aqui está outra máxima da consciência religiosa cristã que enfatiza a busca por um sentido maior na vida, não se deixando fracassar nas escolhas fundamentais do cotidiano e se perdendo no sentido último de cada um. O Catecismo da Igreja afirma que Jesus ensina que a verdadeira felicidade não está nas riquezas ou no bem-estar, nem na glória humana ou no poder, nem em qualquer obra humana, por mais útil que seja (CIC, 2000, p.471), pelo contrário, é a escolha por um sentido maior (Deus, fonte do amor e todo bem) que transcende o sentimento materialista. A vida é um emaranhado de escolhas que precisamos realizar, e nem sempre fazemos a coisa certa. Quando Jesus fala sobre isso, coloca a opção pelo amor e pelo bem acima de qualquer outra coisa, e ataca diretamente ao acúmulo de riquezas e tesouros exteriores ao invés do crescimento e elevação espiritual e existencial. Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões assaltam e roubam (Mt 6, 19) é o ensinamento de Cristo para um povo que vivia duas realidades distintas. Enquanto uma pequena parcela enriquecia e beneficiava-se da ocupação romana, outra parcela muito maior vivia às margens da sociedade, sem dignidade e perspectiva futura. (SMITH, 2005) Para estes pequeninos e injustiçados, Jesus pede a fé e a busca por uma vida justa e tudo o resto viria em acréscimo (Mt 6, 33). O ensinamento cristão genuíno quer mostrar um Deus presente na vida cotidiana e atento as necessidades de cada um. Aqui temos outra máxima cristã, ou seja, o dever em apresentar um Deus que é um Pai presente e amoroso, com atenção especial para com os mais pobres e necessitados. Mais uma vez percebe-se a ética cristã em busca da justiça social. Vidal explica que

27 27 a moral cristã é um projeto de realização autêntica e libertadora para a história humana; a forma de assumir o humano no projeto da ética cristã tem de estar condicionada pela estrutura secular de realidade intra-mundana. (VIDAL, 2007, p.6) Assim, compreendendo o argumento de Vidal, o cristianismo se insere socialmente na realidade secular dos homens para tentar conduzi-los a, em todos os momentos, escolherem e optarem por fundamentos morais e éticos que alcancem o bem comum Não julgar para não ser julgado. Quando Jesus alerta sobre os julgamentos humanos, certamente está abrindo a mente do povo para um tipo de sabedoria superior, onde não devem existir julgamentos por ninguém, a não ser pelo próprio Deus, sendo que não existe ninguém capaz de realizar tal ação. Quem não tem pecado, atire a primeira pedra (Jo 8, 7) é a conhecida frase que faz com que todos voltem para si antes de olhar para os defeitos dos outros. É a experiência do autoconhecimento e do reconhecimento da limitação humana, que os maiores sábios da humanidade encontraram e reconheceram. Assim como Sócrates em sua famosa frase só sei que nada sei (CHAUI, 2000), em contradição aos sofistas da época que vendiam o conhecimento e diziam ser sabedores de todas as coisas, o filósofo grego alerta sobre a transcendência da sabedoria e a limitação do pensamento. O discurso de Jesus quer trazer a reflexão existencial para cada homem ou mulher, para não cairmos no erro da arrogância e autossuficiência que só tendem a matar a capacidade de crescimento intelectual e existencial da humanidade. No Catecismo da Igreja está escrito: a santíssima Igreja romana crê e confessa firmemente que no dia do juízo todos os homens comparecerão com o seu próprio corpo diante do tribunal de Cristo para dar contas de seus próprios atos (CIC, 2000,

28 28 p.297). Portanto, para o ensinamento cristão, somente Cristo tem a condição de julgar os pecados. Sella explica que justiça é então, cumprir o projeto do Pai sobre a terra. Esta preocupação de Jesus está presente do começo ao fim da sua missão (SELLA, 2003, p.132). O ministério do justo é realizar o Reino de Deus. Por isso, Jesus, o Justo, veio fazer acontecer o Reino de Deus que é a grande e absoluta vontade de Deus (SELLA, 2003, p.133) Amar ao próximo com a si mesmo. Aqui está o fundamento máximo do cristianismo para a construção de uma sociedade justa e de paz: Tudo o que vocês desejam que os outros façam a vocês, façam também a eles (Mt 7, 12). A busca do lugar perfeito para se viver só irá terminar no dia em que todos perceberem que suas necessidades humanas não são mais e nem menos do que as necessidades das outras pessoas. É o reconhecimento de que todos temos necessidades, desejos, sonhos e aspirações que, na verdade, passamos toda a vida buscando a melhor forma de realizá-los. No texto evangélico, a afirmação é façam ao outro aquilo que deseja que façam a você (Mt 7, 12), porém, o inverso também é verdadeiro, ou seja, não façam ao outro aquilo que não deseja que façam a você. Entretanto, a busca simples pelo lucro e poder acaba por reduzir pessoas em fantoches do capitalismo, a serviço de um sistema que valoriza uma busca desenfreada pelo ter e abomina qualquer discurso existencial, sendo válido qualquer esforço para alcançar o objetivo esperado, ainda que derrube ou prejudique o outro. Petrini discursa sobre isso, dizendo:

29 29 O mercado vitorioso abre espaço a uma pós-modernidade na qual a lógica do capitalismo globalizado mostra seus lados sombrios, com a redução dos quadros funcionais nas empresas e nas administrações públicas, com a ameaça de desemprego, com as exigências de competitividade, de qualidade e de dedicação ao trabalho que absorvem as melhores energias das pessoas, com violências e guerras que mal encobrem com o ideal das liberdades democráticas interesses menos elevados. A sensação de insegurança invadiu os espíritos: a saúde se impõe como obsessão das massas, o terrorismo, as catástrofes, as epidemias são regularmente notícias de primeira página (PETRINI apud LIPOVETSKY, 2004, p.64). Este novo cenário não dispõe mais das utopias que já foram desconstruídas. A vida aparece como estressante e apreensiva, prevalecem as preocupações com a segurança, com a proteção, com a defesa das conquistas sociais, com a ecologia. (PETRINI, 2005, p. 26) Em contrapartida desse pensamento, Jesus resume toda a Lei Mosaica no amor a Deus e ao próximo, elevando ao máximo o valor de todas as pessoas. O amor que Cristo apresenta é universalizante, pois não coloca ninguém na condição de preferidos por Deus. Tal pensamento se choca diretamente com a ideia do Messias que viria para salvar o povo judeu. Esse conflito era o principal argumento dos fariseus contra a pessoa de Jesus, pois, para eles, era inadmissível o enviado de Deus visitar a casa dos pecadores. (Lc 19, 7) O evangelista João inicia seu evangelho dizendo ele veio para o que era seu, mas os seus não o reconheceram. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus (Jo 1, 11-12). Isso comprova a universalidade da mensagem cristã, pois, mesmo Cristo sendo judeu e vivendo toda a sua vida segundo os costumes e tradições judaicas, sua vinda não estava limitada apenas para um tipo de cultura ou povo específico, mas para toda a humanidade. Vemos esta comprovação também no livro de Atos dos apóstolos, que na ocasião de Pentecostes, eles receberam línguas vivas e anunciaram o evangelho na língua de cada peregrino (At 2, 6). O Catecismo da Igreja ensina que

30 30 Deus escolheu Abraão e fez uma aliança com ele e sua descendência. Daí formou seu povo, ao qual revelou sua Lei por intermédio de Moisés. Pelos profetas preparou este povo a acolher a salvação destinada à humanidade inteira (CIC, 2000, p.32). Sendo assim, toda a mensagem de amor de Jesus, mesmo que sendo revelada em um povo escolhido, o povo de Israel, destina-se para todos aqueles que aderem à mesma fé. Assim Jesus disse: Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos (Jo 15, 13). Portanto, o amor é o fundamento máximo do cristianismo. Tudo que afrontar o amor não pode ser essencialmente cristão A fé e a prática Jesus encerra seu sermão falando sobre a fé no cotidiano. Nos últimos versos do sermão, parece ficar claro que o cristianismo autêntico exige coerência e compromisso, com uma dose de coragem e renúncias. Entrem pela porta estreita, porque é larga a porta e espaçoso o caminho que levam para a perdição, e são muitos os que entram por ela. Como é estreita a porta e apertado o caminho que levam a vida, e são poucos os que a encontram. (Mt 7, 13-14). Percebemos que, segundo o evangelho, existem dois caminhos: o que leva para a perdição e o que leva para a vida. É interessante pensar que Jesus não quer iludir o povo e nem prometer um caminho repleto de flores e alegrias. Pelo contrário, a escolha por uma vida de princípios e guiada pelos valores cristãos tende a ser mais difícil. Jesus diz ser prudente o homem que escolhe e põe em prática as palavras proferidas por ele, pois este construiu sua casa sobre a rocha (Mt 7, 24). Desta forma, podemos perceber que o ensinamento cristão não pode ser reduzido para uma simples religiosidade ou filosofia religiosa, pois é muito mais do que isso.

31 31 Ele exige ações concretas de amor, piedade, misericórdia, compaixão, caridade e justiça. Nem todos os que dizem Senhor, Senhor entrarão no Reino do céu (Mt 7, 21), pois não basta uma religiosidade vazia e sem atitudes cotidianas concretas. Isso se comprova no ensinamento pastoral do apóstolo Tiago em sua carta, quando diz que assim como o corpo sem a alma é morto, assim também a fé sem obras é morta (Tg 2, 26). Se todos os cristãos do mundo colocassem em prática os ensinamentos genuínos de Jesus, talvez pudéssemos ver uma sociedade com mais justiça, paz e solidariedade. O cristianismo exige ética nas ações cotidianas, de maneira especial, o cuidado para com os mais necessitados e desvalidos da sociedade. Libanio (2006) explica que a ética antiga construída no mundo grego, apesar de manter distância da religião, utilizava a premissa básica do conhece-te a ti mesmo, onde por esse conhecimento começava a perguntar-se por que caminho seguir, que ethos assumir de maneira crítica. E ia construindo a ética, como momento reflexivo sobre essa conduta. Norteava-o o ideal de realizar o bem em sua vida. Este é o fim último. (LIBANIO, 2006, p.2). O pensamento cristão apresenta Deus como o bem supremo e, portanto, o seguimento fiel aos seus ensinamentos pode construir uma vida ética, ou seja, Deus é o fim último. É a experiência da construção da casa sobre a rocha, ou seja, construir uma vida com princípios valiosos e duradouros, capazes de sustentar a dignidade de cada pessoa. Portanto, todo ensinamento do sermão quer chegar ao fim último da prática e da implantação do Reino de Deus. (LIBANIO, 2006). No cristianismo primitivo, muitos acreditavam em uma breve segunda vinda gloriosa de Jesus, embasados no anúncio de conversão de João Batista: convertam-se, pois o Reino de Deus está próximo (Mt 3,2). Percebemos isso na carta de Paulo aos

32 32 Tessalonicenses, o texto mais antigo do Novo Testamento, escrito por volta dos anos 50 d.c. Nela vemos um alerta sobre as falsas ideias relativas ao retorno de Cristo, pois pensava-se em um retorno imediato de Cristo (2 Ts 2,2-3). Porém, o Reino que João Batista anuncia no deserto inicia-se em Jesus e em seus ensinamentos, que devem ser vividos e aplicados no mundo por todos aqueles que aderem ao cristianismo. Paulo diz que ainda que eu tivesse toda a fé a ponto de transportar montanhas, sem amor não sou nada (I Cor 13, 2). O amor é a ética cristã máxima e o cumprimento integral da fé, a maior de todas as obras, conforme Baleeiro explica, baseando-se no pensamento de Vattimo, dizendo que todo o novo testamento é orientado pelo critério do amor ao qual Jesus pretende demonstrar em seus atos e interpretações do Antigo Testamento. (BALEEIRO, 2009) 3.2 A ÚLTIMA CEIA A última ceia e tudo o que acontece depois dela, a paixão, morte e ressurreição de Jesus, são fontes inesgotáveis e insondáveis de riqueza espiritual e humana para os cristãos do mundo inteiro. Smith afirma que Jesus e seus discípulos talvez tivessem construído uma irmandade e se encontrassem regularmente para uma refeição religiosa formal (SMITH, 2009, p. 192). Os evangelhos nos mostram uma ligação profunda entre Cristo e seus discípulos e, por essa razão, é considerado a primeira comunidade cristã da história. Para o povo, Jesus falava por meio de parábolas (Mc 4, 2), mas, quando estavam a sós, ele as explicava aos discípulos (Mc 4, 13). No evangelho de João, Jesus mostra claramente essa ligação ao dizer: já não vos chamo de servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas chamei-vos

33 33 de amigos, pois vos dei a conhecer tudo o quanto ouvi de meu Pai (Jo 15, 15). Desta forma, fica claro que o relacionamento que Cristo desejou desde o princípio não era meramente de servidão, mas de uma irmandade verdadeira. Portanto, o cristianismo primitivo começa com a formação de comunidades comprometidas e solidárias entre si, primeiramente com a comunidade messiânica e, depois, com a extensão das comunidades sob o comando dos apóstolos de Jesus (At 2, 42-47). Por essa razão, a última ceia passa a ser tão importante para o cristianismo, pois não é simplesmente uma refeição de despedida de Jesus, mas uma forma de manter a unidade, a comunhão e a força da comunidade cristã. O Catecismo da Igreja ensina que Jesus exprimiu de modo supremo a oblação livre de Si mesmo na refeição que tornou com os doze Apóstolos (472), na «noite em que foi entregue» (1 Cor 11, 23). Na véspera da sua paixão, quando ainda era livre, Jesus fez desta última Ceia com os Apóstolos o memorial da sua oblação voluntária ao Pai (473) para a salvação dos homens: «Isto é o meu Corpo, que vai ser entregue por vós» (Lc 22, 19). «Isto é o meu "Sangue da Aliança", que vai ser derramado por uma multidão, para remissão dos pecados» (Mt 26, 28). (CIC, 2000, p.174) Esse momento é relatado nos quatro evangelhos, mas João relata diferente dos outros três evangelistas, enfatizando a dimensão espiritual e mística da experiência. Muito diferente do sermão da montanha, que é proclamado à multidão, a última ceia parece ser um momento íntimo de ensinamento, movido por uma profunda experiência de amor, perdão, despedidas e conselhos valiosos. João propositalmente relata a experiência de outra maneira, trazendo atos e conversas que os outros não trazem, especialmente pontos importantes como o lava pés, o mandamento novo de Jesus, o envio do Espírito Santo, conselhos para preservar a unidade e a perseverança, o ódio e a oposição do mundo e a oração pela unidade, os quais trabalharemos a seguir.

34 O lava pés A santa ceia no evangelho de João começa com o episódio do lava pés, que não é relatado nos outros três evangelhos. Hunter em seu livro chamado O monge e o executivo traz uma reflexão sobre liderança baseado nos ensinamentos de Cristo. Almeida, ao citar esse livro, explica que o mundo corporativo começou a falar de liderança servidora. A fonte da autoridade seria, então, a disposição para servir. O líder servidor é alguém que é obedecido, porque antes de mandar fazer ele já fez, e já sabe como se faz. (ALMEIDA, 2008, p.14) Sem dúvida, Jesus foi um líder servidor, pois em tudo deu exemplo e demonstrou com atitudes concretas tudo o que ensinava com palavras. Ele mesmo confirma sua liderança servidora quando adverte dois de seus apóstolos: e quem de vocês quiser ser o primeiro, deverá tornar-se servo de vocês. Pois o Filho do Homem não veio para ser servido. Ele veio para servir, e para dar a sua vida como resgate em favor de muitos (Mt 20, 27-28). Assim, o lava pés quer trazer uma mensagem de servidão mútua para o bem comum, ou seja, o bem de cada um estar subordinado ao bem de todos. Sella explica que o bem comum é o rosto da justiça social, sendo também a essência do cristianismo, segundo o pensamento patrístico. É São João Crisóstomo que declara explicitamente que a regra do cristianismo mais perfeito, a definição mais exata, seu ponto mais elevado, consiste em procurar o bem comum. (SELLA, 2003, p.160) Mas a riqueza desse ato de Jesus é ainda maior se aprofundarmos na mística daquele momento onde Cristo estava prestes a ser entregue as autoridades para cumprir sua paixão, morte e ressurreição. A humildade, o desprendimento de si e a renúncia de qualquer condição humana são impressionantes nesse momento da ceia. Eu que sou o Mestre e Senhor, lavei os seus pés, vocês também devem lavar... (Jo 13, 14) disse Jesus.

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