Moore Stephens ÍNDICE. 24 de agosto de Auditores e Consultores. Página 1

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1 24 de agosto de 2015 Moore Stephens Auditores e Consultores ÍNDICE LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA... 2 Receita implanta o parcelamento de débitos pela internet (Fenacon)... 2 Receitas financeiras fora do PIS e da Cofins (Valor Econômico)... 3 Jabuticabas consolidaram subtributação do lucro no Brasil (Cartacapital.com.br)... 5 Confaz divulga convênio sobre ST e antecipação de recolhimento com o encerramento de tributação (IOB Online)... 8 RECURSOS HUMANOS / TRABALHISTA... 9 Após PEC das Domésticas, processos crescem 12% (Fenacon)... 9 Comissão aprova regularização do trabalho feito em casa (Agência Câmara Notícias) CONTABILIDADE / AUDITORIA Mais SPED em 2016: Será que o comércio precisa de preocupar? (contabeis.com.br) A contabilidade e o direito (Valor Econômico) OUTROS ASSUNTOS Com norma, pequenas empresas devem ser mais prejudicadas na crise (Fenacon) Governo vai propor alta de tributos em 2016 (Valor Econômico) Arrecadação sobre doações e heranças dispara em São Paulo (Folha de São Paulo) Justiça Federal suspende juros sobre processo parado no Carf (Valor Econômico) SOBRE A MOORE STEPHENS AUDITORES E CONSULTORES A Moore Stephens é uma das maiores redes de auditoria, consultoria e outsourcing contábil do mundo (Top 10). Está presente em 105 países, com mais de 660 escritórios e cerca de colaboradores. No Brasil, em expansão, há mais de 300 profissionais e 40 sócios nas firmas-membro sediadas em: Belo Horizonte - Cuiabá - Curitiba - Florianópolis - Fortaleza - Joinville - Porto Alegre - Ribeirão Preto - Rio de Janeiro - Santa Maria - Campinas - São Paulo - São Luís - (correspondente) Página 1

2 LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA Receita implanta o parcelamento de débitos pela internet O parcelamento já está disponível no e-cac A Receita Federal informa que já está disponível no e-cac, aplicativo que permite o parcelamento simplificado de débitos decorrentes de contribuições previdenciárias inscritas em Dívida Ativa da União. A Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 15, de 15 de dezembro de 2009, que regulamentou o parcelamento simplificado, prevê a concessão de parcelamentos em até 60 (sessenta) parcelas, sendo o valor de cada negociação limitado a R$ ,00 (um milhão de reais). Os débitos em cobrança judicial com leilão designado continuam sendo parcelados exclusivamente nas Unidades de Atendimento da Receita Federal. Veja o site para mais informações Secretaria da Receita Federal do Brasil Fonte: Fenacon (24/08/2015) Página 2

3 Receitas financeiras fora do PIS e da Cofins Como amplamente divulgado pelos meios de comunicação, o Decreto nº 8.426/2015 aumentou ou, eufemisticamente, "restabeleceu", de 0% para 0,65% e 4%, as alíquotas do PIS e da Cofins não cumulativos sobre as receitas financeiras auferidas, a partir de 01 de julho, pelas pessoas jurídicas em geral, com primeiro vencimento amanhã. Essa iniciativa deu ensejo a diversas medidas judiciais ajuizadas por contribuintes inconformados com o aumento de alíquota, sobretudo porque veiculado por decreto, o que ofende o princípio da legalidade, além de contrariar à sistemática de não cumulatividade, própria desses tributos. Ocorre que grande parte da argumentação desenvolvida nesse sentido termina por esbarrar em, pelo menos, duas perguntas incômodas. Primeira pergunta: Por que razão o restabelecimento da alíquota via decreto seria ilegal e sua redução de 9,25% para 0%, também por decreto, seria legal? E mais, a ilegalidade do decreto, no que concerne ao restabelecimento da alíquota, se estenderia também à revogação do decreto anterior, que havia reduzido esse percentual para 0%? Segunda pergunta: Se concluirmos que ambos os decretos violam o princípio da reserva de lei ou que a revogação do primeiro pelo segundo se afigura legítima, passa a valer a alíquota geral de 9,25% em lugar dos 4,65% hoje cobrados? Se for assim, em se declarando a inconstitucionalidade ou ilegalidade do Decreto nº 8.426, haveria o risco de os contribuintes se verem em situação pior do que a existente hoje em dia? Tais perguntas, que já vêm sendo habilidosamente suscitadas pela Fazenda Nacional em juízo, decorrem de uma análise incompleta da matéria que, se examinada sob uma perspectiva mais ampla, nos levará à conclusão de que os fundamentos invocados pela esmagadora maioria dos contribuintes não são os únicos, nem nos parecem ser os mais fortes, para justificar a flagrante ilegalidade do "restabelecimento" de alíquotas trazido pelo mencionado decreto. Com efeito, antes de toda a discussão sobre a validade do restabelecimento das alíquotas do PIS e da Cofins via decreto ou a necessidade de se outorgar aos contribuintes, em contrapartida por esse aumento, direito ao crédito calculado sobre despesas financeiras, existe uma questão fundamental e até mesmo prejudicial ao exame desses argumentos. É que esses tributos sequer poderiam incidir sobre receitas financeiras auferidas por pessoas jurídicas que não tenham por objeto principal o exercício de atividade financeira. Se não incidem, não podem ter sua alíquota criada, aumentada, majorada ou "restabelecida", por simples questão de lógica. Basta ver que, com a nova redação dada pela Lei nº /2014 às leis nos /2002 e /2003, que instituíram o PIS e a Cofins não cumulativos, essas contribuições, que antes incidiam sobre a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sem qualquer distinção, passaram a incidir apenas sobre as receitas inseridas no conceito de receita bruta previsto no Decreto Lei nº 1.598/77. A receita bruta de que trata o Decreto Lei nº 1.598/77, por sua vez, compreende (i) o produto da venda de bens nas operações de conta própria, (ii) o preço da prestação de serviços em geral, (iii) o resultado auferido nas operações de conta alheia e (iv) as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica que não decorram das situações anteriormente especificadas. Ora, que as receitas financeiras, cujas alíquotas foram "restabelecidas" pelo Decreto nº 8.426/2015, não decorrem da venda de bens, nem da prestação de serviços, é indiscutível. Igualmente não seria possível classificá-las como resultado auferido em operações de conta alheia, pois não se referem à atividade realizada por conta e ordem de terceiros ou em comissão mercantil. Do mesmo modo, somente caberia qualificá-las como provenientes da atividade principal de uma pessoa jurídica, para esses efeitos, quando percebidas por instituição financeira devidamente autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou por empresa que, mesmo não estando autorizada, tenha por objeto a captação, a intermediação ou a aplicação de recursos financeiros de terceiros. E essa qualificação, vale destacar, sequer seria possível no caso concreto, pois as instituições financeiras permanecem sujeitas ao regime cumulativo de apuração das mencionadas contribuições, previsto nas Leis 9.701/98 e 9.718/98, sequer sendo alcançadas pelo Decreto nº 8.426/2015. Logo, as receitas financeiras provenientes de investimentos com recursos próprios de pessoa jurídica dedicada à venda de bens, à prestação de serviços ou a qualquer outra atividade não financeira, não estão abrangidas pelo conceito de receita bruta previsto na redação do Decreto Lei nº 1.598/77. Página 3

4 Nesse contexto, ao "restabelecer" as alíquotas do PIS e da Cofins não cumulativos sobre receitas financeiras, quando esse tipo de receita já não estava mais no campo de incidência dessas contribuições, o Decreto nº 8.436/2015 desviou-se da sua função, dispondo de forma contrária à lei e violando o princípio constitucional da hierarquia das normas, consagrado na Constituição Federal e na jurisprudência dos nossos Tribunais Superiores. Esses motivos, portanto, já nos parecem suficientes para, de forma incontestável e independente dos demais argumentos, justificar a invalidade do Decreto nº 8.426/2015, uma vez que não se pode "restabelecer" alíquota de tributo que, por força de lei, já não incide sobre determinada hipótese concreta. Alexandre Herlin e José Andrés Lopes da Costa são, respectivamente, pós graduado em direito tributário pelo IBET, MBA em direito de empresas pelo IBMEC; professor da pós graduação da FGVRJ e sócios do Chediak Advogados Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações Fonte: Valor Econômico (24/08/2015) Página 4

5 'Jabuticabas' consolidaram subtributação do lucro no Brasil Para economista do Ipea e do Pnud, experiência dos EUA serve de exemplo para recuo em lei tributária favorável aos ricos "Como manter uma das sociedades mais desiguais do planeta? Isso requer estruturas e instituições voltadas para perpetuação do statos quo. A estrutura tributária é uma delas" Dados recém-divulgados pela Receita Federal mostraram como os ricos pagam pouco imposto no Brasil. Uma das principais razões da boa vida é uma lei prestes a completar vinte anos, a Ela garante duas alegrias ao andar de cima. Isenta de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) o dinheiro recebido por donos e acionistas de empresas na forma de lucros e dividendos. E permite às firmas inventar uma despesa, os juros sobre capital próprio, para reduzir o lucro sobre o qual pagam Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Trata-se de verdadeiras jabuticabas tributárias, raríssimas pelo mundo, segundo o economista Rodrigo Orair, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do International Policy Centre for Inclusive Growth, uma parceria entre o governo e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Em entrevista a CartaCapital, o economista explica a injustiça da tributação nacional, defende o fim das jabuticabas e desmonta os argumentos de que o fim da isenção seria bitributação. Para ele, o ajuste fiscal seria mais saudável, caso o governo mexesse nas jabuticabas. Atacar somente uma delas, a isenção dos lucros e dividendos, poderia render até 50 bilhões de reais por ano. Leia a entrevista: CartaCapital: A isenção de IRPF sobre lucros e dividendos é algo tipicamente brasileiro ou outros países a concedem também? Rodrigo Orair: Entre os 34 países da OCDE [Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico], que reúne economias desenvolvidas e algumas em desenvolvimento que aceitam os princípios da democracia representativa e da economia de livre mercado, apenas três isentavam os dividendos até A Eslováquia retomou a taxação em 2011, por meio de uma contribuição social, e o México em Restou somente a Estônia. A Estônia é um caso peculiar. Na virada da década de 1990, após o fim do domínio soviético, implementou uma das reformas pró-mercado mais radicais do mundo. O resultado é que se tornou uma das economias mais liberais e desiguais da União Europeia, não considero que seja uma boa referência para um país continental e tão mais carente e desigual como o Brasil. Por isso, eu e o pesquisador Sergio Gobetti argumentamos em um recente artigo publicado no Valor Econômico que a isenção de lucros e dividendos é uma jabuticaba tributária. CC: Depois de 20 anos de isenção, podemos chegar a alguma conclusão sobre a existência desta jabuticaba? Qual? Orair: Ela não é a única jabuticaba. Existe também o juro sobre o capital próprio, criado pela mesma lei de É uma espécie de despesa fictícia que a empresa deduz do seu imposto de renda e paga aos acionistas como um tipo de dividendo. Esse valor deduzido, que seria tributado a 34%, passou a ser tributado a 15%. Como era até 1995? Os lucros da pessoa jurídica pagavam 34%, somando CSLL e IRPJ, e havia ainda uma alíquota de 15% sobre a distribuição de lucros e dividendos às pessoas físicas. Juntos, a isenção de lucros e dividendos e os juros sobre capital próprio reduziram substancialmente a tributação do lucro. Esta era de 43,9% até meados da década de 1990, somando o imposto pago por pessoas jurídicas e físicas, e agora estimamos que a taxa esteja abaixo de 30%. Podemos concluir com certeza que nossas jabuticabas consolidaram a subtributação dos lucros e tornaram nosso sistema ainda mais regressivo, pois os grandes beneficiários estão no topo. Outra coisa: o governo patrocinou essa lei com o suposto intuito de atrair capitais e incentivar investimentos, mas a literatura empírica carece de evidências conclusivas de que esses benefícios aos detentores de capital ampliaram os investimentos no país. CC: O economista José Roberto Afonso acredita que a isenção tributária dos lucros e dividendos está encobrindo um processo de concentração de renda no País. Concorda? Orair: Sem dúvida. A isenção é a principal responsável pelo fato de os muito ricos pagarem pouco imposto no Brasil e contribui para a concentração no topo da distribuição de renda. CC: Então deveríamos deveria retomar a cobrança de IRPF sobre os rendimentos hoje isentos pela lei 9.249? Orair: Sim. Promover justiça tributária é uma questão de cidadania. Um exemplo didático. Tomemos o estrato intermediário dos declarantes do imposto de renda em 2013, cerca de 1,5 milhão de pessoas com rendimentos anuais entre R$ 162,7 mil e R$ 324,4 mil. Em média, um cidadão desse estrato paga ao fisco 11,5% do total da sua renda. A situação é muito distinta no topo. Os muitos Página 5

6 ricos, pessoas de renda média de R$ 4,2 milhões, pagam apenas 6,1%. Se o cidadão paga muito imposto no Brasil ele mais provavelmente pertence à classe média do que aos muito ricos. CC: Há quem diga que taxar lucros e dividendos é bitributação, pois o dinheiro pré-distribuição destes lucros e dividendos já foi taxado com IRPJ. Orair: A prática mais comum nos sistemas tributários modernos é tributar os lucros das corporações após sua apuração contábil e tributar novamente os dividendos quando distribuídos aos acionistas. Pessoa física e pessoa jurídica são sujeitos distintos que não devem ser confundidos. Cada um é tributado uma vez. Esse é o modo de tributação que se disseminou no mundo ao longo do século XX. Está presente em quase todos os países da OCDE e existia no Brasil até Por que passamos a ser diferentes? Argumentos jurídicos tecnicistas muitas vezes obscurecem e despolitizam o debate. CC: Os rendimentos do tipo lucros e dividendos estão bastante concentrados nos estratos mais ricos. A retomada da taxação deveria ser generalizada ou localizada em alguma faixa de renda? Por quê? Orair: Defendo que seja reestabelecido o modelo vigente até 1995, em que os lucros e dividendos eram tributados exclusivamente na fonte à alíquota de 15%. Uma única distinção seria a possibilidade de manter a isenção dos rendimentos de sócios e titulares das micro e pequenas no regime Simples. Os dados da Receita Federal indicam que a maior beneficiária da isenção é uma minúscula elite, de cerca de pessoas. CC: Quanto seria possível arrecadar com o fim da isenção? Orair: Estimamos um potencial de arrecadação de R$ 50 bilhões no ano de 2015 com o reestabelecimento da alíquota de 15% e uma projeção conservadora de crescimento no volume de lucros e dividendos. Caso haja isenção para sócios ou titulares das empresas enquadradas no Simples, o potencial de arrecadação seria de R$ 40 bilhões em CC: Em tempos de ajuste fiscal, a maior taxação da riqueza poderia ser um caminho mais saudável para o equilíbrio das contas públicas? Por quê? Orair: Sim. Podemos explorar mais os impostos sobre renda e propriedade, com a vantagem de não afetar tanto a já combalida economia como aconteceria com outras alternativas de aumento de carga tributária. A renda de dividendos está concentrada no topo da pirâmide e sua tributação não atingiria tanto os investimentos das empresas, mas principalmente uma pequena fração da poupança das famílias mais ricas. Refletir sobre nossas distorções é fundamental num momento em que o ajuste fiscal exige escolhas e em que as políticas distributivas por meio do gasto público mostram sinais de esgotamento. Enfim, o debate está aberto: vamos continuar mantendo jabuticabas tributárias? CC: Em um país com tradição de taxar pouco a renda e o patrimônio, não chega a surpreender a existência de tais jabuticabas. Orair: Exato. Como manter uma das sociedades mais desiguais do planeta? Isso requer estruturas e instituições voltadas para perpetuação do statos quo. A estrutura tributária é uma delas. Os sistemas político e judiciário são outros. Recentemente, a senadora Gleisi Hoffmann [do PT do Paraná] retirou de uma medida provisória a emenda que poderia acabar com os juros sobre capital próprio, argumentando que não há ambiente político para avançar em tais temas. Nosso Judiciário pode ser progressista em certas pautas de direitos civis, mas não é em temas relacionados à progressividade tributária. Aceitar alíquotas progressivas do IPTU foi uma luta que durou anos e ainda sofre contestações jurídicas. Alguns estados seguem batalhando para conseguir estabelecer alíquotas progressivas do imposto sobre herança. Imagina como seria com um imposto sobre grande fortunas. CC: Por que o Brasil historicamente prefere taxar o consumo em vez da renda e do patrimônio? Isso revela o que sobre a sociedade brasileira? Orair: O Brasil é uma experiência bastante curiosa. Por um lado, há um conservadorismo arraigado em relação ao papel progressivo da tributação. Por outro, o País se propôs a construir um Estado de bem-estar social que, com todos seus problemas, desempenha papéis importantes na redistribuição de renda via benefícios sociais e assistenciais e na oferta de serviços sociais básicos (saúde, educação e assistência). Isto tem um custo. Como fechar a conta? Via tributação sobre bens e serviços, que tem um caráter mais invisível, um caminho de menor resistência. O grande problema é que aqueles que mais pagam impostos sobre bens e serviços são justamente os mais pobres, que precisam consumir quase toda sua renda para suprir as necessidades mais básicas. Grande parte da ação redistributiva do Estado brasileiro acaba se resumindo a enxugar gelo. O Estado retira com uma mão dos mais pobres aquilo que devolverá com a outra. CC: O resto do mundo, segue o sentido oposto, não? Inclusive os EUA, uma espécie de matriz sentimental daquelas vozes contrárias a mudanças no nosso sistema? Orair: Sim. Na maior parte do mundo desenvolvido há um reconhecimento geral sobre a importância de um sistema progressivo. Os EUA são um excelente exemplo. A administração Bush cortou impostos nos anos e isso vigorou até As alíquotas máximas de imposto de renda foram reduzidas para 35% nos ganhos de capital, 15% nos dividendos e 35% nas heranças. Todas Página 6

7 alíquotas maiores que as vigentes hoje no Brasil. Em 2013, o quadro mudou. As reduções de alíquotas foram renovadas para a maioria da população e houve inclusive ampliação das deduções nos níveis mais baixos de renda. Mas as alíquotas sobre os mais ricos, com rendimentos tributáveis superiores a US$ 400 mil por ano, foram revistas e retomaram os níveis pré-bush. A alíquota máxima do imposto sobre a renda voltou a 39,6%, a de dividendos e ganhos de capital para 20% e o imposto sobre herança para 40%. A experiência americana pode servir de exemplo para o Brasil. Não somente de progressividade dos impostos sobre a renda e propriedade, mas também pela coragem em voltar atrás nas mudanças na legislação que não se mostraram exitosas e por procurar não penalizar tanto os mais pobres durante o esforço de ajuste fiscal. Fonte: Cartacapital.com.br (22/08/2015) Página 7

8 Confaz divulga convênio sobre ST e antecipação de recolhimento com o encerramento de tributação Por meio de ato do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), foi dada publicidade ao Convênio ICMS nº 92/2015, que estabelece a sistemática de uniformização e identificação de mercadorias e bens passíveis de sujeição aos regimes de substituição tributária e de antecipação de recolhimento do ICMS com o encerramento de tributação, relativos às operações subsequentes, com efeitos a partir de 1º (Despacho SE/Confaz nº 156/ DOU 1 de ) Fonte: IOB Online (24/08/2015) Página 8

9 RECURSOS HUMANOS / TRABALHISTA Após PEC das Domésticas, processos crescem 12% Depois de dois anos da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) das Domésticas, em 2013, muita coisa mudou para a classe. Jornada de trabalho de oito horas, recolhimento de FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e seguro-desemprego fazem parte da lista de benefícios adquiridos. Por outro lado, a regulamentação da atividade provocou aumento de 12% no número de processos trabalhistas contra os empregadores. Após a promulgação do texto, houve crescimento de 10,2% no número de empregadas domésticas no Grande ABC entre 2013 e As informações são da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) do Seade/Dieese. Entre as mensalistas, a expansão foi de 12,3%, enquanto o volume de diaristas aumentou 11,1%. Houve diminuição no número de empregadas domésticas na última década (de 2001 a 2010). Agora, esse nível está começando a voltar ao que era, afirma o técnico da Fundação Seade e coordenador da PED, Alexandre Loloian. A nova legislação pode ter influenciado no crescimento da quantidade de profissionais nesse mercado. Houve encarecimento nos gastos para manter uma mensalista devido aos encargos e taxas que passaram a ser cobrados mas, por outro lado, as pessoas estão buscando diaristas como uma alternativa, analisa Loloian. Com a obrigatoriedade do vínculo empregatício, muitas mensalistas também passaram a integrar a estatística da pesquisa. EFEITOS LEGAIS Com a regularização da profissão, a quantidade de ações judiciais na esfera trabalhista movidas por domésticas teve aumento de aproximadamente 12%, conforme levantamento do Idoméstica, aplicativo que auxilia no processo de cumprimento às novas regras. O levantamento foi realizado com empregadores da região Sudeste. O estudo revela que 69% dos patrões consideram as funcionárias como integrantes da família. Entretanto, para o diretor do Idoméstica, Alessandro Vieira, é justamente aí que mora o perigo. Muitas pessoas acabam relaxando e não se atentam às leis, se sujeitando a problemas legais posteriores. As principais situações que levam os trabalhadores a entrarem na Justiça são a busca pelo registro profissional e problemas ao acertar a rescisão. Quem ainda não tem carteira assinada mas tem como comprovar vínculo empregatício pode ganhar o processo. Isso também vale para diaristas que trabalham duas vezes por semana, mas recebem mensalmente, declara Vieira. Para a advogada Ilana Renata Schonenberg Bolognese, do escritório Bolognese Advogados, o melhor a fazer é se adequar às leis o quanto antes. As diaristas devem ser pagas todas as vezes que prestarem o serviço, ou seja, diariamente. Quanto às rescisões, o diretor do Idoméstica alerta sobre processos que ocorrem em até dois anos após a demissão. A doméstica tem um espaço para recorrer depois de ser demitida. Em muitos casos, ao se ver em uma situação de dificuldade, a empregada costuma apontar irregularidades do patrão e procura seus direitos, comenta ele, reforçando a importância de adequar-se às regulamentações. Há sete anos, o empresário Laércio Barros, 50 anos, de Santo André, mantém a empregada registrada. Mesmo assim, ele admite que ainda tem dúvidas quanto às novas regras. Não encontro informações claras na mídia. Fico perdido e não sei ao certo se o que faço que já está dentro da lei, e o que devo me adequar. A indicação para saber como regularizar a situação dos trabalhadores é procurar orientação no sindicato da categoria, além de empresas especialistas no setor ou um advogado trabalhista. Os encargos e taxas do beneficio, que foram aprovados em junho deste ano, passarão a ser cobrados de maneira unificada a partir de outubro pelo sistema Simples Doméstico. Página 9

10 Diarista procura empresas como alternativa Com a dificuldade de encontrar emprego, quem ainda não conseguiu ser registrada está migrando para uma nova prática: as empresas de limpeza residencial. Essas companhias fazem o intermédio entre o cliente e o profissional e podem ter vínculo profissional ou não. No caso da Helpling, que funciona como um aplicativo que auxilia diaristas e clientes a marcarem a faxina, o registro não é feito pela empresa e todos os prestadores de serviço são autônomos. Nosso número de cadastros aumentou, e a aprovação da PEC foi um dos fatores, declara Ana Carparelli, Gerente de Operações da Helpling. Com o nosso serviço, o cliente diz os dias disponíveis para faxina e nós oferecemos as diaristas cadastradas próximas àquela região e com o período indicado vago na agenda. Os serviços variam entre R$ 20,99, para dias avulsos, e R$ 24,90 para dias recorrentes. Desse valor, 80% vão para o profissional. O salário mensal dos trabalhadores fica em torno de R$ A diarista Taís Cristina Roque dos Santos, 32 anos, de Santo André, já foi mensalista, mas prefere o novo modelo de prestação de serviço. Faço faculdade e cuido do meu sogro. Assim eu posso escolher meus horários, e adequar minha rotina. Mais tempo disponível e mais dinheiro no bolso. Hoje recebo em torno de R$ 1.300, ou até mais, dependendo do número de faxinas que faço. Antes, meu salário não passava de R$ Não há benefícios trabalhistas, mas ela prefere atuar dessa maneira pela flexibilidade de horários. Já Rosemar Paixão Manoel, 46, de Diadema, prefere pagar o INSS por fora e continuar como diarista. Meu salário é em torno de R$ 2.000, muito maior do que eu ganhava como copeira, ou do que receberia se trabalhasse em um lugar só. Em junho, número de demissões aumentou 21% Levantamento do Idoméstica revela que apenas 5,9% dos entrevistados pretendem demitir os funcionários devido às leis recentemente aprovadas. Apesar do cenário econômico, percebemos uma estabilidade em relação às demissões, analisa Vieira. Entretanto, em junho o aplicativo registrou alta de 21% em rescisões. Com o encarecimento do custo para manter uma doméstica, muitos patrões passaram a demitir as mensalistas para contratá-las como diaristas. Para a advogada Ilana Bolognese, é preciso muito cuidado ao tomar essa atitude. Oriento meus clientes a contratarem diaristas por apenas uma vez por semana. Mais do que isso já dá margem para processos, como o de comprovação de vínculo empregatício. Na avaliação do diretor do Idoméstica, a crise econômica também afeta as rescisões. A diarista andreense Marlene dos Santos Tadeu, 58 anos, está sentindo na pele essa dificuldade, porque não consegue registro das patroas. Com essa falta de dinheiro, fica difícil alguém colocar a mão no bolso para pagar empregada. BENEFÍCIOS Marlene, que está há mais de 20 anos na profissão, já teve registro em carteira, mas hoje paga o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) como contribuinte individual. Dou meu jeito como posso, mas sinto falta dos benefícios. Se eu ficar doente ou ocorrer algum outro imprevisto, não sei como fazer. Esse é um dos motivos que a doméstica Fátima Aparecida Domingo dos Santos, 59, de Mauá, tem para comemorar. Registrada há mais de três anos, hoje ela encontra-se afastada do emprego por problemas de saúde, e, mesmo assim, poderá ser amparada pelo auxílio-doença. No inicio, como recebo auxílio por morte, fiquei pensando que ser registrada me traria problemas, mas hoje eu agradeço por ter como me sustentar estando afastada, diz Fátima. Diário do Grande ABC Fonte: Fenacon (24/08/2015) Página 10

11 Comissão aprova regularização do trabalho feito em casa com CNPJ A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei (PL 4481/12) que regulariza a situação de pessoas que trabalham em casa, possibilitando a elas o registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) com endereço residencial. Pelo texto do projeto, é livre o exercício em casa de profissão liberal, mas com restrições quanto às atividades com eventuais riscos à saúde e à segurança pública. Segundo o autor da proposta, senador Cícero Lucena (PSDB-PB), a modalidade de trabalho home office, que traduzida quer dizer escritório em casa, esbarra em legislações municipais, obrigando muitos empreendedores a terem gastos desnecessários de aluguel ou compra de imóveis. Tendência mundial A relatora da proposta, deputada Gorete Pereira (PR-CE), apresentou parecer pela aprovação, argumentando que apenas está se corrigindo com justiça uma situação que ocorre todos os dias. Mais produtividade A cake designer Dora Carvalho tem um ateliê em casa desde 2010, mas há mais de 11 anos ela faz seus trabalhos em sua própria residência. Uma das principais vantagens de se trabalhar em casa, na opinião de Dora, é o tempo se tornar mais produtivo. Eu consigo conciliar o meu trabalho com alguma outra coisa que eu precise resolver: filhos, as coisas de casa que eu tenho que administrar, explica. Trabalhando em casa, eu consigo deixar tudo funcionando ao mesmo tempo. Se eu tivesse que ir para uma loja ou um ateliê fora e tivesse que voltar para casa para cuidar das coisas domésticas, eu ia perder muito tempo, então trabalhando em casa eu ganho muito tempo, disse. Tramitação O projeto segue para análise conclusiva na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. ÍNTEGRA DA PROPOSTA: PL-4481/2012 Fonte: 'Agência Câmara Notícias' (21/08/2015) Página 11

12 CONTABILIDADE / AUDITORIA Mais SPED em 2016: Será que o comércio precisa se preocupar? Possivelmente você pensa que o SPED seja assunto para o seu contador, quando muito envolvendo ainda o pessoal de tecnologia. Eu também já acreditei nisto. Mas, desde quando publiquei o primeiro livro sobre o tema, em 2008, imaginei que não seria bem assim. Vamos ser sinceros, alguém já te explicou, de forma clara e simples, o que é o SPEDe quais são as consequências dele para a sua empresa? Vamos imaginar o governo como seu sócio. Na prática, ele é! E quer saber como são feitas suas compras de quem compra, quanto compra e paga, quais os itens e quantidades e os tributos envolvidos. Quer saber como vende, para quem, por qual valor, quantidades e impostos. Ainda, ele pede informações detalhadas sobre seus estoques, item a item, quantidades e valores. Você também é obrigado a informar seus pagamentos, recebimentos, custos, folha de pagamentos e a memória de cálculo da apuração de cada tributo. Sócio de milhões de empresas, o governo submete esses dados em arquivos digitais padronizados compondo uma verdadeira sopa de letrinhas: EFD-ICMS/IPI, EFD-Contribuições, ECD, ECF (que não é o ECF do Cupom Fiscal), NF-e, NFS-e, NFC-e, MDF-e, CT-e, entre outros. Todos estes arquivos são assinados eletronicamente com os tais certificados digitais. Esse tipo de tecnologia, no Brasil, tem validade jurídica para todos os fins. E cada um tem uma periodicidade definida para a transmissão das informações. A partir de 2016 teremos mais letrinhas despejadas no panelão da sopa: esocial e Bloco K. O primeiro trata das informações sobre seus funcionários como e quando eles são admitidos, promovidos, demitidos, entram em férias, são afastados, submetem-se a exames médicos. Pede ainda informações sobre cada contracheque e os programas de medicina, saúde e segurança dos trabalhadores. O objetivo do governo é fazer com que as empresas cumpram mais rigorosamente a legislação trabalhista e previdenciária. Além, é claro, de aumentar a arrecadação dos tributos identificando de forma eletrônica (e rápida) uma série de pequenas (e grandes) fraudes que ocorrem com o FGTS, as contribuições previdenciárias e o imposto de renda das pessoas físicas. Já o Bloco K é um novo pedaço do SPED Fiscal que inclui informações para controle da produção e dos estoques. O sócio quer conhecer a ficha técnica de cada produto, sua composição, as etapas do processo produtivo, o que foi consumido e produzido em cada etapa, e, claro, as perdas e insumos que foram substituídos. As quantidades devem ser coerentes com as compras dos insumos e a venda dos produtos, considerando as perdas normais. O foco da fiscalização é a indústria de transformação e as empresas que fazem beneficiamento, montagem, acondicionamento ou reacondicionamento, renovação ou recondicionamento. Essa exigência é determinada aos estabelecimentos industriais, ou a eles equiparados pela legislação federal, e aos atacadistas, e o Fisco ainda poderá exigi-la para outros setores. Há uma série de outras situações que tornam uma empresa obrigada a enviar o tal do Bloco K. Se ela é importadora, ou comercializa produtos importados por outra filial da mesma empresa, ou mesmo comercializa produtos industrializados de outros estabelecimentos da mesma empresa. Enfim, é preciso uma análise mais criteriosa para ter certeza se você está obrigado ou não à entrega das informações do temido bloco. Mas, o que há em comum entre o esocial e o Bloco K? Seu contador jamais conseguirá entregá-los para o sócio sem a sua ajuda. As informações destes arquivos dependem de uma boa administração empresarial. Sem gestão de compras, vendas, produção, estoques e recursos humanos não dá nem para começar a pensar em SPED. Por fim, não se esqueça de que nosso sócio, ainda por cima, é fofoqueiro. Recebe dados enviados por seus fornecedores, clientes e parceiros. Portanto, nem pense em fornecer informações falsas, incompletas ou incoerentes pra ele! Fonte: Jornal Contábil Fonte: contábeis.com.br (21/08/2015) Página 12

13 A contabilidade e o direito Como professores em cursos de pós graduação na área tributária e advogados militantes, somos usuários habituais da contabilidade. Em decorrência da prática profissional, verificamos que sem a utilização de informações contábeis é praticamente impossível determinar o montante de vários tributos, cumprir uma infinidade de obrigações legais acessórias ou ainda adotar medidas para minimizar o montante de tributos devidos por pessoas jurídicas e por pessoas físicas. Sendo uma "ferramenta" tão importante para os operadores não só do direito tributário, mas também de outras áreas do direito (societário, civil, trabalhista), é de se perguntar por que as graduações e (muitas das) pós graduações em direito ignoram completamente a contabilidade em seus currículos. Não é nossa pretensão criticar os currículos adotados pelos bacharelados e especializações de direito: não estamos afirmando, exemplificativamente, que é mais importante conhecer contabilidade do que direito romano; ao contrário, reconhecemos que o seu conhecimento é fundamental para entendermos boa parte dos institutos que utilizamos em nosso dia a dia. Ainda a guisa de exemplo, não iremos sugerir a substituição do estudo da filosofia do direito e da sociologia jurídica pela contabilidade: elas são disciplinas necessárias para compreendermos a evolução da ciência jurídica no correr dos anos e nos ajudar a divisar futuros nortes para ela; isto, sem falar na sua importância para a contextualização do direito do campo das ciências humanas, servindo como verdadeiros "vasos comunicantes" com as próprias ciências filosófica e sociológica. Devemos lembrar que o direito não é estanque a outras ciências: quantos de nós não tivemos de entender termos econômicos em sala de aula? Macro e microeconomia, poder multiplicador da moeda, inflação, PIB: conceitos que nos foram ministrados nos primeiros semestres do bacharelado e que nos servem, diariamente, para compreendermos o "peso" que a economia tem em nossa vida profissional e pessoal. É nesse contexto que a contabilidade pode se posicionar em relação ao direito: limitando-nos à ótica tributária, a contabilidade é uma disciplina instrumental de grande valor para um melhor entendimento da tributação (inclusive sob os seus aspectos macro e microeconômico), servindo de grande apoio para uma adequada compreensão desta por parte dos operadores do direito. A partir de noções basilares de contabilidade, é possível: compreender qual o resultado da aplicação da não cumulatividade, na apuração dos montantes devidos a título do IPI e do ICMS, das contribuições ao PIS/Pasep e Cofins devidas no regime não cumulativo; entender o que é receita, qual a sua natureza, quando e como deve ser registrada pela contabilidade, são fatores que facilitam a sua "adjetivação" tributária, a partir da legislação: por exemplo, se ela se sujeita à incidência cumulativa ou não cumulativa, ou mesmo se ela não se sujeita à incidência das contribuições ao PIS/Pasep e da Cofins. Ou ainda, se compõe ou não a base de cálculo (real, presumida ou arbitrada) do IRPJ e da CSLL. Saber o que são despesas e custos e diferenciá-los, entender como e quando devem ser contabilizados é de suma importância no processo de determinação das bases de cálculo dos aludidos tributos: afinal, tais despesas e custos podem não ser dedutíveis das bases de cálculo do IRPJ e da CSSL. Por outro lado, podem dar origem a créditos a serem deduzidos do montante a recolher a título da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins; igualmente, ter em mente o que é lucro, percebê-lo como medida de acréscimo patrimonial, é fundamental para compreender a sujeição deste ao IRPJ e à CSLL. Isto para não falar na possibilidade que temos de sujeitá-lo a uma tributação menos onerosa por esses tributos, na medida em que a legislação permite ao contribuinte, a partir de certos parâmetros, escolher a base de incidência sobre as quais recairão essas exações. A contabilidade a ser ensinada nos cursos jurídicos precisa ser adaptada às nossas necessidades, até como forma de nos facilitar a sua compreensão e, principalmente, a sua utilização diuturna. Isto não significa alterá-la ou a sua linguagem: como ciência que é, ela também se vale de conceitos e de terminologia própria a qual, diga-se de passagem, às vezes nos confunde profundamente: que o digam aqueles de nós que já tentaram entender o "débito" e o "crédito" contábeis). O que propormos aos colegas coordenadores das graduações e especializações em Direito é que conjuntamente aos docentes de Contabilidade, preferencialmente aqueles que tenham conhecimentos sobre o nosso universo jurídico, criem e introduzam, ainda que como matéria optativa, a disciplina "contabilidade e direito" no currículo de seus cursos. Temos certeza que os conhecimentos adquiridos nessa disciplina aumentariam não só a compreensão do próprio direito por parte de seus operadores, como também melhorariam o entendimento, por parte destes, da realidade vivida por outros profissionais, como contadores, administradores e economistas, permitindo a partir daí a apresentação de soluções a desafios que um único ramo do conhecimento não é, de per si, capaz de apresentar. Página 13

14 Fábio Soares de Melo e Régis Fernando de Ribeiro Braga são, respectivamente, advogados e mestres em direito Tributário pela PUCSP; Contabilidade e Controladoria pela FEAUSP e professores coordenador e orientador do LL.M em Direito Tributário do Insper Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações Fonte: Valor Econômico (21/08/2015) Página 14

15 OUTROS ASSUNTOS Com norma, pequenas empresas devem ser mais prejudicadas na crise Lei Anticorrupção ganha força em meio a combate nacional contra a prática, escancarada pela Operação Lava Jato. Trabalho de adequação é mais sentido por pequenos e médios negócios São Paulo - Pequenas e médias empresas de todo o País correm para se adequar a normas rigorosas, lançadas pelo governo federal para combater a corrupção no Brasil. A Lei foi sancionada em 2013 e ganhou vida com o decreto de 2015, publicado em março. Com o grande objetivo de coibir relações ilícitas entre os setores público e privado, o regulamento amplia a responsabilidade das empresas por atos cometidos pelos seus funcionários. "Até essa lei, a punição caía sobre a pessoa física, o indivíduo", lembra Thomas Macrander, consultor jurídico do escritório Trigueiro Fontes Advogados. "Agora, os funcionários respondem pelos atos, mas as empresas também são penalizadas e sofrem multas", diz. As punições podem levar 20% do faturamento bruto anual das empresas. A lei traz novidades especialmente para estabelecimentos menores, recém-apresentados a novas necessidades. "Acredito que a adaptação está sendo mais sentida em empresas pequenas e médias, já que as maiores, especialmente as multinacionais, já possuíam sistemas de fiscalização, exigidos por vários países do exterior", diz Maurício Silva Leite, sócio do escritório Leite, Tosto e Barros Associados. A grande dificuldade percebida até o momento acontece na hora de implantar um programa de controle que combata práticas ilícitas. "É necessário um sistema que detecte atos de corrupção", afirma Leite. "A empresa pode criar um canal interno de denúncia, para saber de desvios que sejam praticados", completa. Outra possibilidade apresentada é a criação de um código de ética, "explicando como os funcionários devem se comportar, principalmente em relação a autoridades e órgãos públicos, foco da lei", explica o consultor Thomas Macrander. À frente do setor de compliance da Thomsom Reuters na América Latina, José Leonélio acredita que a lei vai beneficiar também os acertos empresariais: "As regras apontam para políticas em relação à administração pública, mas acabam por organizar as empresas e melhorar suas relações em âmbito privado". Leonélio ressalta também a importância da adequação às normas em caso de condenação: "uma das formas de diminuir a pena é mostrar que a empresa tem políticas e procedimentos internos para combater a corrupção". Responsável pela Secretaria de Transparência e Prevenção da Corrupção da Controladoria Geral da União (CGU), Patrícia Audi exemplifica o tipo de crime que é combatido pelas regras: "prometer, oferecer ou dar vantagem a agentes públicos, como o pagamento de propina para obter alvará ou para subornar fiscal público". Audi revela também que a CGU vai lançar uma nova portaria, em conjunto com a Secretaria da Micro e Pequena Empresa. A criação terá o objetivo de explicar, com linguagem acessível, o funcionamento da nova lei. A apresentação deve acontecer nesta semana. Página 15

16 Renato Ghelfi DCI Fonte: Fenacon (24/08/2015) Página 16

17 Governo vai propor alta de tributos em 2016 A proposta orçamentária para 2016, que o governo vai encaminhar ao Congresso até o dia 31 deste mês, prevê um forte aumento de impostos, propostas de redução de algumas despesas obrigatórias e a manutenção do gasto discricionário no mesmo nível do realizado em O governo decidiu trabalhar com uma previsão de crescimento "modesto" da economia no próximo ano, embora o mercado já projete recessão, e de uma inflação convergindo para o centro da meta, de acordo com fontes credenciadas da área econômica. O Ministério da Fazenda preferia que, em um primeiro momento, fosse dada maior ênfase ao controle das despesas e, se necessário para fechar o Orçamento e obter a meta fiscal, apelar para o aumento de receitas. Os técnicos alertam para a "intolerância do Congresso contra aumentos de impostos". Mas a presidente Dilma Rousseff optou por uma linha mais branda de corte de despesas e mais ênfase em elevação dos tributos. Junto com a proposta orçamentária, o governo também vai submeter aos parlamentares o Plano Plurianual (PPA), no qual definirá as prioridades para os próximos quatro anos. A ideia é apresentar uma espécie de agenda do que será feito para "reestruturar o gasto" público, para melhorar o ambiente de negócios e para aumentar a segurança jurídica dos contratos. A agenda abrangerá três grandes temas. No primeiro deles, o governo se comprometerá com medidas na área tributária, como a reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do PIS/Cofins. O objetivo é simplificar a tributação, acabar com a chamada "guerra fiscal" entre Estados e municípios e dar segurança jurídica aos investimentos já realizados com incentivos baseados no ICMS. O segundo grande tema trata de medidas que darão maior agilidade e segurança aos investimentos em infraestrutura, que serão sustentados por concessões a serem realizadas ao longo do próximo ano. O governo pensa em adotar, principalmente, duas medidas. Uma delas é a criação do mecanismo de "fast track" para o licenciamento ambiental de obras de infraestrutura. Apesar das mudanças feitas no primeiro mandato de Dilma, que buscaram reduzir prazos, os empresários ainda se queixam da morosidade e falta de critérios definidos em lei para a obtenção das licenças ambientais. As maiores reclamações se dirigem às autarquias que têm poder de opinar no licenciamento, como a Funai e o Iphan. Outra medida está voltada a dar maior segurança aos contratos de concessão, informaram as fontes. O objetivo é revisar a legislação para dar mais agilidade à análise dos pedidos de reequilíbrio econômico financeiro, de forma a minimizar os chamados riscos não gerenciáveis dos projetos, que decorrem de decisões governamentais. Por fim, a agenda trata do que está sendo chamado de "pilar fiscal". Nesse caso estão a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), que subiria dos atuais 20% para 30%, e de outras medidas de redução de despesas. A Fazenda queria avançar no controle dos gastos, mas não conseguiu. Chegou a defender que o governo apresentasse uma proposta de idade mínima para requerer aposentadoria no Regime Geral de Previdência Social (RGPS)., mas Dilma deseja que a mudança na Previdência seja discutida com as centrais sindicais antes da formalização da proposta do governo. A proposta orçamentária para 2016 será feita com a previsão de crescimento da economia em Outras fontes oficiais disseram que o governo federal deve trabalhar com crescimento de 0,5% para o Produto Interno Bruto (PIB). Embora modesto, é uma previsão otimista para 2016, pois a maioria dos analistas ouvidos pelo boletim Focus, editado pelo Banco Central, trabalha com a previsão de recessão. Até agora, o governo afirmava que adotaria os mesmos parâmetros macroeconômicos do Focus. Na avaliação oficial, a economia brasileira já está se reequilibrando, depois das medidas adotadas, da mudança dos preços relativos, da redução de subsídios, do controle das despesas públicas e da menor intervenção governamental. O principal indicador dessa reação, de acordo com essa análise, é a redução do déficit em conta corrente. "O sinal para a economia está funcionando, embora ela ainda esteja em slow motion (câmara lenta)", disse uma fonte. "Mas isso decorre das incertezas políticas." Para fechar o Orçamento de 2016, o governo pretende rever as regras de alguns programas,principalmente nas áreas previdenciária e assistencial, como por exemplo a concessão de benefícios por invalidez e auxílios doença. "Só a Grécia tem mais inválidos que o Brasil", disse uma fonte. O objetivo também é rever as metas de programas de governo, como o Ciência sem Fronteiras e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Fonte: Valor Econômico (24/08/2015) Página 17

18 Arrecadação sobre doações e heranças dispara em São Paulo A arrecadação do ITCMD (imposto sobre heranças e doações) atingiu R$ 935,4 milhões no primeiro semestre deste ano em São Paulo. O volume é 53,8% maior do que no mesmo período de A disparada ocorre enquanto os Estados discutem elevar a alíquota e a União estuda uma forma de se apropriar de parte desse imposto. Advogados têm orientado os clientes a correrem para fazer o planejamento sucessório ainda em vida, por meio de doação, antes de um possível aumento no ITCMD pelos Estados. O escritório Siqueira Castro criou um núcleo para lidar com o assunto. Para a Secretaria da Fazenda paulista, a alta na arrecadação reflete o esforço de fiscalização do Estado, que passou a monitorar as doações. Com alíquota máxima de 8%, o imposto brasileiro sobre herança é um dos menores do mundo. Nos EUA, chega a 40% e na França a 60%. Na última quinta (20), o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), que reúne os secretários estaduais de Fazenda, decidiu propor a elevação da alíquota do ITCMD para até 20%. A proposta deve chegar ao Senado nesta semana. Se for aprovada, a alta entrará em vigor no ano fiscal seguinte. Já para a União ficar com parte desse imposto, o Congresso precisa aprovar uma emenda constitucional com maioria qualificada de 3/5 dos senadores e deputados em dois turnos de votação. Segundo o advogado Plinio Sales, especialista em sucessão patrimonial, nenhuma mudança vai pegar as famílias em processo de sucessão despreparadas. "Os processos de doação e sucessão são relativamente rápidos." Para Carolina Rotatori, da EY (antiga Ernst & Young), o mais provável no curto prazo é que os Estados elevem a alíquota para o máximo de 8%, em vigor só na Bahia, Ceará e Santa Catarina. Em São Paulo, o imposto é de 4%. Para passar bens como imóveis sob a forma de doação a filhos, por exemplo, o instrumento jurídico é o contrato de doação com registro público feito por um advogado. O imposto incide sobre o valor do bem e é recolhido no momento do registro. Nas doações em que doador tem o direito de continuar usando o imóvel até sua morte, chamadas de doação com reserva de usufruto, o recolhimento do ITCMD em São Paulo é feito metade na doação e o restante no cancelamento do usufruto, após a morte do doador. SUCESSÃO PATRIMONIAL Conheça os instrumentos disponíveis para destinar bens e recursos aos herdeiros 1 - Conta conjunta no banco Cotitular da conta ou poupança também é considerado dono do dinheiro e pode movimentar valores sem passar pelo inventário. É a formas mais simples de permitir acesso a recursos em caso de morte 2 - Testamento Titular expressa como será a partilha dos bens após a morte. Só é possível destinar metade do patrimônio fora dos herdeiros necessários (filhos, companheiro e pais). Desvantagem é que o inventário será por via judicial Página 18

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