-Verba do pré-sal chegará ao governo federal em Governo prevê elevar impostos no próximo ano. - Unigel faz reestruturação e pode trazer sócio

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1 24/08/2015 -Verba do pré-sal chegará ao governo federal em 2016 Comércio de petróleo será piloto para o 'boom' projetado para Governo prevê elevar impostos no próximo ano A proposta orçamentária para 2016, que o governo vai encaminhar ao Congresso até o dia 31, prevê um forte aumento de impostos... - Unigel faz reestruturação e pode trazer sócio O grupo Unigel, segundo maior do setor petroquímico no país, espera ter contornado o baque financeiro que o afetou desde a crise global de 2008/ 'Valor' premia as 25 empresas campeãs No evento, que contará com a presença do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, será anunciada a grande campeã do ano... - Anistia: remédio amargo Contribuintes de outros países já passaram pela escolha que o brasileiro deve ter que fazer em breve: aproveitar ou não a janela aberta pelo governo federal para regularizar dinheiro não declarado no exterior... - PMDB detecta coordenação política paralela no governo Coadjuvante dos governos do PSDB e do PT há 25 anos, o PMDB prepara o bote para tentar voltar ao centro da cena, da qual se encontra afastado desde Juro elevado dificulta retomada do crescimento, afirma Fiesp O aumento da taxa de juros definido pelo Banco Central desde o início do ano como forma de combater a inflação compromete o investimento da indústria nacional... - Analistas projetam um milhão de vagas fechadas no ano A estimativa da LCA passou de 835,2 mil para 1,028 milhão de cortes...

2 - Crise política dificulta planos de uma reestruturação fiscal É quase certo um novo déficit primário do setor público consolidado neste ano... - As perspectivas (sombrias) para o crédito habitacional Tendência é de exclusão de famílias que precisam de condições mais acessíveis de crédito para adquirir moradia... - Minério vive fase de estabilidade O minério de ferro conseguiu se manter imune às turbulências dos mercados nas últimas semanas... - Companhias buscam alternativas aos cortes no Comperj O Comperj nasceu como um polo gás-químico em 2007, virou uma refinaria em 2010 e agora tem garantida apenas a operação de uma unidade de tratamento de gás... - Justiça Federal suspende juros sobre processo parado no Carf Uma empresa do setor de petróleo e gás obteve liminar na Justiça Federal para suspender a incidência dos juros de mora sobre uma dívida em discussão no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais... - Receitas financeiras fora do PIS e da Cofins Como amplamente divulgado pelos meios de comunicação, o Decreto nº 8.426/2015 aumentou ou, eufemisticamente, "restabeleceu", de 0% para 0,65% e 4%, as alíquotas do PIS e da Cofins... - Delação de lobista comprova denúncia contra Eduardo Cunha Depoimento de executivo detalha encontros com presidente da Câmara que foram confirmados até com registros de estacionamentos. Acusado de lavagem de dinheiro e corrupção no petrolão, deputado deixa de explicar uma série de questões... - Presidente da Câmara dispõe de arsenal de pautas-bomba Cunha pode conter ou acelerar medidas que criam despesas à União... - Conselho empresarial quer união da América Latina para atrair investimentos Integração da região foi discutida por mais de 100 lideranças empresariais e chefes de Estado... - Petrobras eleva exigências e pode inviabilizar Sete Brasil Sem o apoio necessário do governo, a Sete Brasil corre o risco de quebrar, por causa da resistência da área técnica da Petrobras... - Governo não pode deixar país parar, afirma Levy

3 "Se todo mundo ficar apenas assistindo, é óbvio que o PIB [Produto Interno Bruto] vai cair, porque PIB é fluxo. Ele é a soma do que você faz todo dia"...

4 1ª PARTE NOTICIAS DO DIA 24/08 Fonte: Jornal do Comércio 24/08/2015 -Verba do pré-sal chegará ao governo federal em 2016 Comércio de petróleo será piloto para o 'boom' projetado para 2026 A produção de petróleo e gás natural no pré-sal vai começar a engordar o caixa da União a partir do ano que vem. Em 2016, a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) inicia a venda da parcela de petróleo que cabe ao governo, como previsto no contrato de partilha firmado em todos os blocos localizados no polígono do pré-sal, uma área localizada no litoral entre o Norte do Espírito Santo e o Sul de Santa Catarina. Para assumir sua nova atribuição, a PPSA está montando um departamento de comercialização, que deve estar pronto até o fim deste ano. O comércio de petróleo pela União a partir de 2016 será um ensaio para o "boom" projetado para acontecer de fato a partir de 2026 e durar até 2030, quando o campo de Libra, na Bacia de Santos, alcançar o pico de produção. O esperado, segundo o diretor de Gestão de Contratos da PPSA, Renato Darros, é que, na próxima década, apenas a fatia do governo no pré-sal chegue a um intervalo de 300 mil a 700 mil barris diários. "Isso é muito dinheiro, a depender do preço do petróleo. O grosso vem com Libra e com os excedentes da cessão onerosa (reserva concedida à Petrobras pela União em regime de partilha)", afirmou Darros. Se alcançado o volume máximo, a PPSA vai ganhar musculatura equivalente à da Petrobras atualmente. A petroleira estatal produziu 798 mil barris diários de petróleo no pré-sal na média do mês de julho. O volume que será repassado à União a partir do ano que vem corresponde ao que na Lei da Partilha (12.351/2010) está classificado como "excedente em óleo", a diferença entre os ganhos com produção e custos, repartida entre os sócios - entre eles, o governo federal. O pagamento funciona como uma compensação pela autorização dada às companhias petroleiras para produzir nas reservas do polígono do pré-sal. Pela legislação, a PPSA vai poder vender diretamente o petróleo ou contratar a Petrobras para assumir o papel de comercializador. A definição do modelo a ser adotado ainda está sendo discutida com o Ministério de Minas e Energia (MME) e com o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A PPSA tem hoje duas atribuições: gerir os contratos de partilha, acompanhando os gastos nos projetos, e definir o que deve ser feito sempre que as reservas ultrapassarem os limites geográficos previstos em contrato. Nesse último caso, a

5 empresa trabalha com duas alternativas. A descoberta pode ser leiloada ou o mesmo consórcio do campo original pode ser autorizado a explorar e produzir na área excedente, processo conhecido como unitização. Até o fim do ano, a PPSA quer concluir o acerto de contas com as petroleiras pelas áreas unitizadas e também pela produção da primeira reserva de pré-sal descoberta no Brasil, o campo de Lula, na Bacia de Santos. O saldo entre ganhos com produção e gastos vai determinar o volume que ficará com a União. "Nosso viés é 'business'. Quanto mais rápido os projetos andarem, melhor", disse Darros. VOLTAR Fonte: Valor Econômico 24/08/ Governo prevê elevar impostos no próximo ano Por Ribamar Oliveira De Brasília A proposta orçamentária para 2016, que o governo vai encaminhar ao Congresso até o dia 31, prevê um forte aumento de impostos, propostas de redução de algumas despesas obrigatórias e a manutenção do gasto discricionário no mesmo nível do realizado em Segundo o Valor apurou, o governo decidiu trabalhar com uma previsão de crescimento "modesto" da economia no próximo ano - da ordem de 0,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) -, embora o mercado projete recessão para 2016, e de uma inflação convergindo para o centro da meta. O Ministério da Fazenda preferia que, em um primeiro momento, fosse dada maior ênfase ao controle das despesas e só apelar para aumento de receitas se necessário para fechar o Orçamento e obter a meta fiscal. Técnicos alertam para a "intolerância do Congresso contra aumentos de impostos". Mas a presidente Dilma Rousseff optou por uma linha mais branda de corte de despesas e maior ênfase na elevação dos tributos. Junto com a proposta orçamentária, o governo também vai submeter aos parlamentares o Plano Plurianual (PPA), no qual definirá as prioridades para os próximos quatro anos. A ideia é apresentar uma espécie de agenda do que será feito para "reestruturar o gasto" público, para melhorar o ambiente de negócios e para aumentar a segurança jurídica dos contratos. A agenda abrangerá três grandes temas. No primeiro, o governo se comprometerá com medidas na área tributária, como a reforma do Imposto sobre Circulação de

6 Mercadorias e Serviços e do PIS/Cofins. O objetivo é simplificar a tributação, acabar com a "guerra fiscal" entre Estados e municípios e dar segurança jurídica aos investimentos já realizados com incentivos baseados no ICMS. O segundo tema trata de medidas para dar maior agilidade e segurança aos investimentos em infraestrutura, que serão sustentados por concessões a serem realizadas ao longo do próximo ano. O governo pensa em adotar primordialmente duas medidas. Uma é a criação do mecanismo de "fast track" para o licenciamento ambiental de obras de infraestrutura. Por fim, a agenda trata do que está sendo chamado de "pilar fiscal". Nesse caso estão a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), que subiria dos atuais 20% para 30%, e de outras medidas de redução de despesas. VOLTAR Fonte: Valor Econômico 24/08/ Unigel faz reestruturação e pode trazer sócio Por Stella Fontes e Ivo Ribeiro De São Paulo O grupo Unigel, segundo maior do setor petroquímico no país, espera ter contornado o baque financeiro que o afetou desde a crise global de 2008/2009. Com uma dívida de US$ 450 milhões, fruto de investimentos de expansão e aquisições no Brasil e no México, teve de pôr em marcha um plano de sobrevivência. Ao longo de 2014, o grupo fez uma intensa negociação, durante sete meses, de cerca de US$ 400 milhões de suas dívidas financeiras, profissionalizou a gestão e agora se prepara Reinaldo Kröger, que está há 100 dias à frente da diretoria executiva da Unigel: missão de implementar uma gestão enxuta, reduzir custos e ampliar a receita para uma capitalização. Esse processo pode envolver a venda de ativos, a entrada de um novo sócio e até uma oferta inicial de ações. A família Slezynger, que é dona de 100% do negócio, já admite que pode se desfazer de uma fatia do capital. O banco Rothschild foi contratado para assessorar nesse processo e todas as oportunidades serão avaliadas.

7 Por ora, a única coisa certa é que o momento não é propício para uma oferta de ações e que participações minoritárias em negócios que não são estratégicos são candidatas à venda. "A empresa está preparada para uma operação de capitalização. Essa é uma fase boa e queremos mantê-la, porque a noiva fica mais bonita", disse ao Valor Reinaldo Kröger, que está completando seus primeiros 100 dias à frente da Unigel, com carta branca do controlador para implementar uma nova gestão. A chegada de Kröger, que já ocupou cargos executivos e de superintendência em empresas como Rhodia e Vicunha Têxtil, veio na esteira da reestruturação da dívida do grupo. A apresentação de um plano de negócios de cinco a sete anos e a saída da família Slezynger do dia a dia da Unigel teriam sido pré-condições para a assinatura do acordo com os bancos, apurou o Valor. Por meio da contratação de uma linha de pré-pagamento à exportação, o grupo renegociou seu passivo financeiro com um grupo de oito instituições, 80% das quais com o Santander, Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e HSBC. "Isso tirou a pressão sobre a companhia", observou Kröger. Com a operação, sacramentada em setembro do ano passado com carência para pagamento do principal até o fim de 2016, transferiu para o longo prazo o vencimento de 82% de seus compromissos financeiros. Antes, cerca de 80% do endividamento vencia no curto prazo. "A companhia trabalhava para pagar dívida. Agora, sentamos no caixa e vamos reduzir o endividamento e a alavancagem", afirmou Kröger. Em dezembro, a dívida líquida correspondia a 5 vezes o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) em dólar. Até o fim do ano que vem, a meta é chegar a 3 vezes e novos investimentos, ressaltou o executivo, somente serão aprovados se derem retorno em seis meses. No ano passado, a receita operacional líquida do grupo totalizou R$ 2,88 bilhões, frente a R$ 2,52 bilhões em 2013, mas o prejuízo líquido foi quase três vezes maior - de R$ 148,8 milhões. O aumento das despesas financeiras e de outras despesas operacionais contribuíram para esse resultado. Neste ano, o resultado melhorou bastante. Além de completar o processo de profissionalização da gestão, neste o foco é a redução de custos. Kröger conta que, ao chegar na Unigel, passou a buscar com lupa gorduras na estrutura do grupo que possam ser cortadas, o que passou até pela renegociação do contrato de locação do escritório do grupo em São Paulo. Esses esforços, combinados ao momento favorável vivido pela industria petroquímica global, especialmente no segundo trimestre, diante da forte desvalorização dos preços do petróleo - fonte primordial da matéria-prima do setor -, e do câmbio favorável às exportações, permitiram à Unigel registrar lucro líquido nos seis primeiros meses deste ano, de R$ 11,5 milhões.

8 O grupo iniciou 2014 com mais de R$ 1,56 bilhão em obrigações financeiras com vencimento no curto prazo e um prejuízo líquido de R$ 50,8 milhões do ano anterior, quando contratou a Estáter para encontrar uma solução para a crise financeira. Por vários motivos, esse caminho não avançou. Naquela época, ganharam força os rumores de que o grupo fundado por Henri Slezynger estaria à venda. O empresário, que assumiu a presidência do conselho de administração com a chegada do novo executivo, garantiu ao Valor que essa ideia não existiu, mas admite que uma fatia de seu capital ou determinados ativos que não são considerados estratégicos para Unigel podem passar para as mãos de terceiros. Em 2010, já com o intuito de se concentrar em suas principais áreas de negócio - hoje são quatro: acrílicos, embalagens, estirênicos e fertilizantes -, a Unigel se desfez de sua participação na Latapack, produtora de latas de alumínio para a indústrias de bebidas. Também com a família Mariani como sócia, o grupo detém 24% da Engepack, de garrafas PET, e é dono de 100% da Polo Films, fabricante gaúcha de filmes de polipropileno. "As duas alternativas estão sendo analisadas, mas não há pressão de venda", contou Slezynger. Como parte do processo de profissionalização, a Unigel conta hoje com dois conselhos. Para o conselho de administração, presidido por Henri, foram trazidos nomes de peso do setor industrial: Franklin Feder, ex-presidente da Alcoa no Brasil; Pedro Wongtschowski, ex-presidente da Ultrapar e atual conselheiro; e Ricardo Weiss, ex- Anglo American e ex- Coopersucar. O filho Marc Slezynger, que era vicepresidente do grupo, também foi para o conselheiro. Um segundo conselho, voltado para a família, reúne o patriarca, Marc e outros três filhos do empresário. A consultoria KPMG foi contratada para assessorar a estruturação dos dois conselhos. VOLTAR

9 Fonte: Valor Econômico 24/08/ 'Valor' premia as 25 empresas campeãs Por De São Paulo O Valor premia hoje à noite, em São Paulo, as empresas de melhor desempenho em 25 setores da economia (veja relação ao lado). No evento, que contará com a presença do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, será anunciada a grande campeã do ano. Em sua 15ª edição, o anuário "Valor 1000" circula amanhã para assinantes do jornal e venda em bancas, com o ranking das mil maiores empresas do país. Elas registraram, em 2014, receita líquida total de R$ 3,1 trilhões, com crescimento real, deflacionada pelo IPCA, de 2,4% em relação a 2013, a variação mais baixa desde VOLTAR

10 Fonte: Valor Econômico 24/08/ Anistia: remédio amargo Por Luciana Seabra De São Paulo Contribuintes de outros países já passaram pela escolha que o brasileiro deve ter que fazer em breve: aproveitar ou não a janela aberta pelo governo federal para regularizar dinheiro não declarado no exterior. Programas de fora têm sido citados com frequência para questionar a alíquota, de 35%, e o prazo, de 120 dias, do regime especial de regularização cambial e tributária que tramita no Congresso. Um levantamento feito pela consultoria PWC a pedido do Valor mostra que, de fato, programas de outros países foram menos exigentes com os contribuintes. A PWC estudou 12 programas, aplicados em 10 países. Em sete deles foi definida uma alíquota única, como no projeto prestes a ser aprovado no Brasil. As taxas, entretanto, estão bem abaixo de 35% - variam de 2,5% a 10%. À menor alíquota corresponde a maior arrecadação, de 56 bilhões, em 2001, na Itália. O único caso comparável ao brasileiro foi o alemão, regido por uma lei de A alíquota subia a 35% para os que aderissem à anistia nos últimos três meses do programa. Antes disso, ao longo de um ano, valeu a taxa de 25%. A arrecadação, nesse caso, foi de 1 bilhão. A estimativa oficial de arrecadação para o programa brasileiro é de R$ 100 bilhões a R$ 150 bilhões.

11 O prazo do programa brasileiro, pelo texto que avança no Congresso Nacional, é equivalente ao do americano, segundo o levantamento da PWC, 120 dias. Todas as outras experiências internacionais listadas pela consultoria, entretanto, deram mais tempo ao contribuinte. Italianos e argentinos tiveram ao menos seis meses para aderir; mexicanos, nove. O prazo mais recorrente é o de um ano, válido para belgas, chilenos, russos, australianos e portugueses. No caso da Alemanha, foram 15 meses. Desde que foi publicada a Medida Provisória que abre caminho para a anistia em relação aos crimes de evasão de divisas e sonegação fiscal, há pouco mais de um mês, o tema virou presença certa na mesa de gestores de fortunas, escritórios de direito e empresas de auditoria. No discurso do que mais pode atrapalhar a adesão ao programa, especialmente de pessoas com patrimônio muito alto no exterior, aparecem a alíquota alta, o prazo curto e a falta de convicção sobre a segurança jurídica. A alíquota é alta demais, na opinião do sócio da PWC Lindomar Schmoller, se for considerado que o regime especial vai ser aberto apenas para dinheiro ou bens provenientes de atividade lícita. "Se é recurso lícito, de salários, honorários, portanto já líquido de todos os impostos, a alíquota é muito gravosa", diz.

12 Para o também sócio da PWC Gileno Barreto, a anistia deveria inclusive ser mais ampla, ainda que ele reconheça o problema político de se premiar sonegadores. Mesmo que não fosse tão longe quanto o programa italiano, que não fazia qualquer diferenciação entre dinheiro lícito e ilícito, o regime teria um maior potencial de arrecadação se incluísse "Caixa 2" e deixasse de fora crimes como terrorismo e tráfico de drogas, defende Schmoller. "Não me parece fazer sentido que não se estimule o retorno desse dinheiro, ainda que se estabeleça uma alíquota diferenciada, mais alta", completa. "Acho que muitos vão aderir, alguns pagariam pela tranquilidade", considera Nilton Constantino, gestor sênior da KPMG, que atende latinos de alto patrimônio a partir de Luxemburgo. Para quem tem cidadania brasileira e pretende continuar no país, diz, a saída deve ser mesmo a adesão ao programa de anistia. "Vamos para um mundo onde todos têm que pagar impostos", completa, exemplificando com o longo processo burocrático para abrir uma conta hoje em Luxemburgo ou na Suíça. Há 15 anos, diz, era só chegar com o dinheiro. Cada vez mais, com tratados de troca de informação avançando em todo o mundo - como o Fatca (Foreign Account Tax Compliance Act, na sigla em inglês), acordo entre Brasil e Estados Unidos aprovado no Congresso em junho -, as próprias instituições financeiras, consultorias e auditorias vão rejeitar clientes que tentem burlar os impostos, diz Constantino. "Quem quiser continuar a não declarar, vai pelo caminho errado. Vai esconder o dinheiro onde? Na Lua?" A alíquota elevada, entretanto, deve levar donos de grandes patrimônios a estudar alternativas, diz o gerente da KPMG. "Para um volume significativo, 35% pode ser muito", afirma. "Quem tem muito a perder vai tentar encontrar outras soluções legais", completa. Uma das alternativas que os brasileiros vão ter em conta, considera Constantino, será morar fora do país. Programas como o português "Golden Visa" poderiam facilitar essa decisão. O brasileiro que compra um imóvel de mais de 500 mil euros em Portugal e o mantém por um período mínimo de cinco anos, cita, pode conseguir o visto português. Os Estados Unidos têm um programa semelhante, o EB-5. Com investimentos a partir de US$ 500 mil, é possível pleitear o visto americano. Brasileiros de alto patrimônio vão comparar o valor a ser pago em imposto, sob a alíquota de 35%, ao custo de conseguir a cidadania, considera Constantino. Grande parte dessas pessoas, segundo ele, ainda que não tenham declarado os recursos no Brasil, já pagam impostos fora. "Quem quiser continuar a não declarar, vai pelo caminho errado. Vai esconder dinheiro onde? Na Lua?", diz Constantino, da KPMG De fato a alternativa vai ser considerada, concorda Samir Choaib, sócio do Choaib, Paiva e Justo Advogados Associados. Para ele, entretanto, optar por um visto estrangeiro no lugar de aderir à anistia não é um movimento simples. "Se houve um crime fiscal no passado, não é a saída definitiva do país que vai anistiar esse crime", afirma.

13 Regularizar os recursos nos termos da lei brasileira é um caminho positivo, na opinião de Choaib, ainda que a alíquota de 35% assuste. A questão da segurança jurídica não tira o sono do tributarista. "Não me preocupo muito. No momento que for oficial, precisa ser indubitável que a anistia é segura. E eu acredito que será, esse é o pilar do projeto", diz. Da forma como está escrito hoje o projeto, ainda há muitas questões a se esclarecer quanto à segurança jurídica, na avaliação do advogado Luciano Feldens, doutor em direito constitucional, que já atuou como procurador da República na primeira vara criminal brasileira especializada em lavagem de dinheiro, em Porto Alegre. Dentre eles está a descrição dos crimes a que a anistia não se aplica. Incomoda Feldens, por exemplo, que, na mesma lista de tráfico de drogas, terrorismo, contrabando de armas, conste "ato contra o sistema financeiro nacional." Para ele, falta clareza conceitual de a que o termo se refere. Um brasileiro que mandou dinheiro para fora em algum momento da história brasileira por medo de um confisco, por exemplo, não cometeu ato contra o sistema financeiro nacional? Em casos básicos e comuns como esse, por um lado a anistia se aplica, por outro não, segundo Feldens. "Sem fazer crítica ao mérito do projeto, para quem trabalha com direito penal, cujo pivô é o princípio da legalidade, posso com tranquilidade dizer que estamos aquém do ideal de clareza e segurança jurídica", diz. Outra ponto que incomoda gestores de fortunas e juristas é a necessidade de reunir documentos para comprovar a origem do dinheiro. Impor o ônus da prova ao contribuinte é pouco razoável, na opinião de Feldens. A incerteza sobre sofrer sanções e punições é o que pode afastar brasileiros de aderir à anistia, mais do que a alíquota elevada, na opinião de André Leite, sócio da gestora de patrimônio Tag, já que o interesse existe. Para muitas famílias, conta, esse seria o caminho para acertar as contas com o passado, quando mandaram o dinheiro para fora em meio aos mais diversos planos econômicos, como o confisco do governo Collor. O cerco está se fechando, diz o responsável jurídico pela gestão de fortunas em um banco global, que preferiu não ser identificado. Ele afirma ter testado a questão legal da anistia com vários criminalistas e chegado à conclusão de que há sim proteção jurídica a quem aderir. O prazo dificulta, já que os donos de grandes patrimônios no exterior vão, provavelmente, evitar as ligações e querer resolver as questões presencialmente, diz a fonte. Ainda assim, defende o caminho da anistia, considerando a transparência crescente sobre recursos no exterior. "Se você perguntar se eu gosto de tomar anestesia, digo que não. Mas, considerando que vou ter que fazer uma cirurgia, seria bom", diz a fonte. Para quem não aderir à anistia e tiver recursos não declarados descobertos, a pena é de dois a seis anos de reclusão. Feldens lembra que penas de até quatro anos podem ser cumpridas sem restrição de direitos, como em prestação de serviços à comunidade. Se for observado também o crime de lavagem de dinheiro, entretanto, há ainda a possibilidade de se acumular outros três a dez anos. O resultado, segundo o advogado, é imprevisível. "Procuradores e juízes não têm uma

14 uniformidade de compreensão." Uma pessoa, exemplifica, que mandou dinheiro para fora no governo Collor e trocou muitas vezes de contas pode ser enquadrada no crime de lavagem de dinheiro pela tentativa de dissimular a origem dos recursos. VOLTAR Fonte: Valor Econômico 24/08/ PMDB detecta coordenação política paralela no governo Por Raymundo Costa De Brasília Coadjuvante dos governos do PSDB e do PT há 25 anos, o PMDB prepara o bote para tentar voltar ao centro da cena, da qual se encontra afastado desde 1990, com o fim do governo José Sarney, um pemedebista acidental. Esse é o objetivo a ser atingido, seja pela via mais longa, na sucessão presidencial de 2018, ou pelo atalho do impeachment da presidente da República, assunto que já é tratado sem constrangimento por seus principais dirigentes, nas conversas de bastidor. A relação entre as duas siglas piorou muito depois de o vice-presidente Michel Temer declarar que era preciso "alguém" para unir o país. No Palácio do Planalto, os ministros do PT - e até a própria Dilma, segundo algumas fontes - entenderam que Temer se habilitara ao cargo da presidente, praticamente dando a senha para o impeachment. Temer conversou mais de uma vez com Dilma, com ministros e presidentes de partido, mas não convenceu nem encontrou quem quisesse ser convencido no Palácio do Planalto. A relação entre a titular e o vice está "degradada", segundo um assessor palaciano. E já vinha mal. Primeiro porque o vice não conseguia fazer cumprir os acordos acertados pelo ministro Eliseu Padilha, dublê de secretário da Aviação Civil e coordenador político do governo e um dos políticos mais próximos do vice. Segundo porque se descobriu uma coordenação paralela. Os casos foram se empilhando sobre as mesas dos pemedebistas escalados para salvar a coordenação política do governo. Padilha, por exemplo, acertou com o PP a nomeação de um diretor do Banco do Nordeste indicado pelo ex-ministro Aguinaldo Silva (Cidades). No "Diário Oficial da União" apareceu um outro nome ligado a outro partido.

15 Temer acertou pessoalmente com o ministro Joaquim Levy (Fazenda) a liberação de R$ 10 milhões de emendas parlamentares ao Orçamento para os novos deputado eleitos em O Ministério do Planejamento se recusou a fornecer aos deputados a senha necessária para que eles pudessem inscrever as emendas no sistema orçamentário. Com a decisão, o Erário deixou de pagar algo em torno de R$ 1 bilhão com o pagamento de emendas, segundo cálculos pemedebistas, mas deixou de arrecadar cerca de R$ 3 bilhões com o atraso da aprovação, na Câmara, da medida que onera a folha de pagamentos das empresas, numa rebelião acertada entre os deputados pelo WhatsApp. Os ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário) e Juca Ferreira (Cultura) ignoraram indicações políticas para o Incra e o Iphan, sem dar satisfações. Na última semana o caldo entornou quando Padilha acertou a liberação de R$ 500 milhões de restos a pagar de emendas parlamentares e a Fazenda mandou dizer que não havia dinheiro em caixa. A situação ficou insustentável quando o PMDB foi informado de que havia uma verdadeira "coordenação política paralela" em curso. A presidente passara a receber parlamentares individualmente, em grupos e até comemorar aniversário de deputados, segundo informações chegadas à VPR, como é chamada a vicepresidência da República. Humilhação suprema: o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) passara a dizer que havia críticas de deputados à coordenação política comandada por Temer e executada por Padilha. Padilha decidiu que em setembro volta para a Aviação Civil. Temer quer fazer uma transição gradual, mas está sob pressão dos deputados e senadores do PMDB que já não veem salvação para o governo Dilma e querem se descolar do desgaste que causa aos candidatos a parceria com a presidente e o PT. Não fossem todos esses episódios, narrados na ótica pemedebista, o divórcio entre os dois partidos foi selado já no primeiro dia do segundo mandato do governo Dilma. O motivo seria a suposta candidatura de Mercadante à Presidência da República, na sucessão de Dilma. Com esse objetivo, Mercadante tentou reduzir o papel do PMDB com a ajuda do ministro Gilberto Kassab (Cidades), presidente do PSD, e do exgovernador do Ceará Cid Gomes, hoje no PDT. Aos dois caberia cooptar deputados do PMDB. Simultaneamente, Mercadante tentou isolar a corrente majoritária do PT, a Construindo um Novo Brasil (CNB), a que pertence o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi um desastre que desorganizou inteiramente a base de sustentação do governo nas duas Casas do Congresso. Na prática já existe uma separação programática do PMDB com o PT, que deve ser explicitada no programa de governo a ser lançado no dia 15 de novembro, feriado da Proclamação da República. Data escolhida a dedo para permitir que mais de 4 mil militantes pemedebistas estejam em Brasília para conhecer o programa e aprovar a proposta de uma candidatura própria em vereadores, prefeitos, presidentes de diretórios municipais, estaduais, deputados estaduais e federais, senadores, governadores, todos com direito a voto.

16 À exceção da parte social, o programa do PMDB deve representar um verdadeiro desmonte do que foi a política econômica do governo do PT, pelo menos desde a crise de O congresso está sendo organizado pela Fundação Ulysses Guimarães, presidida pelo ex-governador do Rio Moreira Franco, outro nome, ao lado de Padilha, que integra o restrito grupo de conselheiros de Temer. Ele foi ministro de duas pastas do governo Dilma - Aviação Civil e a de Assuntos Estratégicos -, mas fala como um legítimo representante da oposição. Segundo Moreira, o atual governo ameaça a estabilidade da moeda, conseguida após anos de inflação alta, praticamente destruiu a Lei de Responsabilidade Fiscal, impôs dificuldades à economia por motivos puramente ideológicos e escorregou feio na questão da ética. "O doutor Ulysses dizia: 'Não roubar, não deixar roubar e por na cadeia quem roubar'. O país quer e vai mudar. O PMDB vai implantar a Nova República com a qual sonhou Tancredo Neves, mas se frustrou com sua morte". VOLTAR Fonte: Valor Econômico 24/08/ Juro elevado dificulta retomada do crescimento, afirma Fiesp Por Daniel Buarque De São Paulo O aumento da taxa de juros definido pelo Banco Central desde o início do ano como forma de combater a inflação compromete o investimento da indústria nacional, diminui as chances de retomada do crescimento, dificulta a capacidade competitiva do país, atrapalha o processo de superação da atual crise econômica e pode até ter efeito contrário ao esperado, aumentando preços no país. A avaliação faz parte de um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgado com exclusividade para o Valor. "O aumento da taxa de juros é um tiro no pé. A medida não traz benefícios para o país e adiciona problemas à economia já combalida", explica o vice-presidente da Fiesp e diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia, José Ricardo Roriz Coelho, sobre a pesquisa "Aumento da Taxa de Juros (Selic) Compromete Investimento da Indústria de Transformação".

17 O estudo mostra que o investimento na indústria de transformação no Brasil está em queda, deve representar apenas 1,3% do PIB em 2017 e está se consolidando em patamar inferior ao de outros países desenvolvidos (que têm taxa média de 1,9%) ou em desenvolvimento (com taxa de investimento de 2,3%). Isso cria um "cenário hostil ao investimento industrial", diz. Com juros elevados e investimentos em baixa, a Fiesp avalia que o Brasil entra em um círculo vicioso extremamente danoso: Aumento de juros deixa capital de giro mais caro, aumenta custo de investimento, diminui as vendas, o que gera desemprego, diminui investimentos e, por fim, faz o governo arrecadar menos enquanto tem uma despesa maior com juros e previdência. "Isso cria uma situação que vai nos levar a um problema muito mais grave, se não houver uma mudança de rota urgente", diz o vice-presidente da Fiesp. Para Roriz Coelho, os juros, em vez de combater a inflação, já estão começando a deixar os produtos brasileiros mais caros. "O capital de giro ficou mais caro, as empresas não estão investindo, o que melhoraria a produtividade, isso diminui ainda mais as vendas, então a empresa precisa encarecer o preço unitário de seus produtos", diz. A melhor forma de combater a crise e controlar a inflação, segundo Roriz Coelho, seria mudar a política econômica, diminuir os juros e incentivar o investimento para gerar empregos. O foco, ele avalia, deveria passar ao combate ao aumento do desemprego. "O desemprego aumenta a despesa do governo e diminui a arrecadação", diz. Em vez de aumento dos juros, a opção para combater a inflação, explica, seria diminuir as ineficiências do Brasil. "Sem investimento neste ano, em 2016 o custo da produção no Brasil vai ser até mais alto. E isso vai influenciar a inflação", diz Roriz Coelho. Em sua avaliação, as medidas tomadas pelo governo até agora para tentar combater a crise não estão sendo eficientes, e só quem se beneficia dos juros altos são os bancos. "Os bancos são a única coisa que tem valor no Brasil e que tem resultados cada vez melhores com crise ou não. A sociedade não se beneficia em nada", diz o vice-presidente da Fiesp. VOLTAR

18 Fonte: Valor Econômico 24/08/ Analistas projetam um milhão de vagas fechadas no ano Por Camilla Veras Mota e Edna Simão De São Paulo e Brasília Após mais um fechamento recorde de empregos com carteira assinada em julho - 157,9 mil, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) -, consultorias e instituições financeiras já projetam fechamento de vagas formais superior a um milhão em A estimativa da LCA passou de 835,2 mil para 1,028 milhão de cortes, levando em consideração a série sem ajuste, que contabiliza apenas as informações enviadas ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) dentro do prazo legal. A do Bradesco está atualmente em 1,1 milhão. Entre janeiro e julho a economia formal fechou 547,4 mil postos, também na série sem ajuste. As principais contribuições vieram da indústria e do comércio, que apuraram 228,6 mil e 225,8 mil perdas, respectivamente. Com resultados negativos nos sete primeiros meses deste ano, a construção civil soma 152,7 mil demissões líquidas. No acumulado em 12 meses, são 899,6 mil cortes.

19 A equipe do banco Fator chama atenção para a composição dos saldos negativos observados em 2015 no registro do ministério, formados em grande parte por queda forte nas contratações - e não pelo avanço dos desligamentos. Nos sete primeiros meses do ano, levando em conta o acumulado em 12 meses, as admissões caíram em média 6,1% em relação ao mesmo período de 2014, enquanto as demissões recuaram 0,8%. Quando a piora das condições do mercado de trabalho aparecer de maneira mais significativa sobre estas últimas, diz a instituição em relatório, "a situação deve ficar sensivelmente pior". O resultado de julho do Caged, com os piores dados desde o início da série histórica, em 1992, sedimenta a avaliação de que a deterioração do mercado de trabalho se dá aparentemente em nível mais intenso que o antecipado, avalia a Rosenberg Associados. A consultoria destacou como piores desempenhos no mês o da indústria de transformação, que perdeu 64,3 mil vagas e o dos serviços, com 58 mil cortes. O comércio fechou 34,5 mil postos e a construção civil, 21,9 mil. O único saldo positivo entre os setores foi o da agropecuária, de 24,5 mil. VOLTAR Fonte: Valor Econômico 24/08/2015 Editorial - Crise política dificulta planos de uma reestruturação fiscal É quase certo um novo déficit primário do setor público consolidado neste ano, dada a velocidade e intensidade da queda real da arrecadação e o fracasso das soluções paliativas produzidas pelo governo para tapar o buraco fiscal, como a busca de receitas extraordinárias. Por isso, são bem-vindos os esforços dentro do governo para promover uma ambiciosa "reestruturação fiscal" que enfrentaria alguns dos conhecidos problemas estruturais que colocam o Estado brasileiro na direção da insolvência. Resta saber, porém, se haverá vontade e, sobretudo, responsabilidade política para aprovar as propostas. A questão entre os especialistas, hoje, não é se as contas vão fechar novamente no vermelho em 2015, mas se o déficit primário será maior ou menor do que os R$ 20,5

20 bilhões produzidos em Não se deve minimizar os progressos no ajuste das contas públicas ocorridos desde a posse do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no começo deste ano. Quando ajustado pelo ciclo econômico, o resultado das contas públicas seguramente será bem mais favorável do que o apurado durante a chamada Era Mantega. O governo fez cortes profundos nas despesas discricionárias, trazendo-as de volta aos níveis de 2013, apagando da história o triste ano de As subvenções para empresas estão diminuindo e foram estancados os aportes de recursos em bancos públicos. A adoção de uma política mais realista de reajustes de tarifas de energia elétrica também tapou outro ralo por onde escorria os recursos públicos. Impostos subiram, a folha de pagamentos sofreu uma rodada de reoneração e houve algumas reformas, ainda que incipientes, em benefícios sociais como seguro desemprego e pagamento de pensões por morte. Nada disso está sendo suficiente, porém, para fazer frente à queda da arrecadação federal provocada pela desaceleração econômica - que, por sua vez, foi originada muito menos pelo próprio ajuste fiscal do que pela queda da confiança e aumento dos riscos provocados pela crise política. Ainda mais porque as despesas obrigatórias seguem crescendo sem nenhum vínculo com o ciclo da economia. Uma das poucas alternativas para fechar as contas no azul em 2015 são as receitas extraordinárias. Mas, essas também estão sendo frustradas, pelo menos neste ano. Um exemplo disso são as receitas esperadas com a repatriação de recursos enviados ao exterior, calculadas em dezenas de bilhões de reais. Mesmo que o projeto seja aprovado rapidamente no Congresso, os recursos só entrariam no próximo ano, pois haverá um prazo de 120 dias para a adesão ao programa. É nesse contexto que, nas discussões da Junta Orçamentária, o governo tem desenhado o que chama de forma ambiciosa de "reestruturação fiscal", conforme antecipou o Valor na última semana, dentro do Orçamento de 2016 e do Plano Plurianual (PPA), a ser divulgado até o dia 31. Um dos requisitos básicos é aumentar de 20% para 30% a Desvinculação de Receitas Orçamentárias (DRU), que permite a utilização mais racional dos hoje mais escassos recursos arrecadados. Mas a intenção é ir bem além disso, mudando, por exemplo, as regras de vários programas sociais, a revisão de metas de ações do governo (como o Ciências Sem Fronteiras e o Pronatec), venda de ativos da União e novas rodadas de reoneração das folhas de pagamento. Entre as ideias, está sendo contemplado inclusive estabelecer uma idade mínima para aposentadoria no regime Geral de Previdência Social (RGPS), na linha do que já havia sido proposto na "Agenda Brasil" divulgada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). São medidas que procuram enfrentar algumas questões estruturais que levaram ao perigoso ciclo de alta de gastos públicos e da carga tributária das últimas décadas. Também representam sair da armadilha de tentar fazer um ajuste fiscal paliativo com os ventos desfavoráveis do ciclo econômico, com eficácia duvidosa, já que contribuiria para aprofundar a recessão.

21 Uma restruturação fiscal bem desenhada, ao lado de reformas econômicas que ampliem a eficiência da economia, seriam suficientes para recuperar a confiança de firmas e consumidores e retomar o crescimento da economia. Parece pouco provável, infelizmente, sua aprovação em meio ao clima de conflagração política do Congresso Nacional. VOLTAR Fonte: Valor Econômico 24/08/ As perspectivas (sombrias) para o crédito habitacional Por Claudia Eloy De janeiro a julho deste ano a poupança apresentou sucessivas perdas de captação líquida, com redução do estoque de R$ 522,3 bilhões, em dezembro de 2014, para R$ 504,6 bilhões em julho de Isto indica a retração da oferta de crédito pelo SBPE, justamente porque a Caixa já se encontra muito alavancada e a regulamentação permite que os bancos privados apliquem apenas 38% (abril-15) dos recursos captados em poupança no financiamento habitacional nas condições do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). A alteração recente na regulamentação é pouco efetiva no sentido de ampliar a oferta de crédito pelo SFH e aponta para a piora nas suas condições. Esta Resolução (4410/2015) revogou a possibilidade de os bancos computarem no direcionamento: 1- certas aplicações em Fundos (FIIs, FIDCs) e outros papéis, porém com efeito nulo sobre a disponibilidade de recursos, pois já não eram utilizadas pelos agentes para cumprir exigibilidade; Tendência é de exclusão de famílias que precisam de condições mais acessíveis de crédito para adquirir moradia 2- os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) sem lastro no SFH e, ainda, o multiplicador que permitia aos bancos contabilizarem os CRIs/SFH adquiridos por 20% a mais do seu valor. Esta medida vai liberar R$ 14,9 bi nos bancos privados - R $11,4 bi em CRIs sem lastro no SFH e mais R$ 3,5 bi pelo efeito do fator multiplicador (abril-15) - porém apenas no médio e longo prazos, já que os CRIs em carteira podem permanecer computados até seus vencimentos.

22 Já os CRIs com lastro em financiamentos pelo SFH continuam valendo para cumprimento da exigibilidade (os bancos privados tinham R$ 17,6 bi em carteira, em abril). A manutenção do cômputo desses CRIs permite que os bancos utilizem recursos captados em poupança não para a concessão direta de crédito, mas para a compra de recebíveis de créditos concedidos por outros bancos ou incorporadoras. Um paradoxo, já que a poupança é mantida alheia às altas da Selic e segue captando a apenas 6% mais TR ao ano, o que possibilita a oferta de crédito habitacional relativamente barato. Perde-se assim, a oportunidade criada pelo SBPE de atender famílias que não conseguem contrair crédito a taxas de juros mais elevadas. Os bancos privados nacionais não têm tanto apetite para o crédito habitacional e não pretendem ampliar a carteira; pelo contrário, a tendência é de redução. Na resolução 4410, ao elevar o compulsório em 4,5% (transferindo parte do antes obrigatoriamente encarteirado em títulos públicos) e, ao mesmo tempo, conceder redução desses 4,5% por meio da dedução de parte do saldo dos financiamentos habitacionais, o Banco Central dá aos bancos privados a escolha entre aumentar sua carteira de crédito habitacional ou comprar CRIs com lastro SFH para recompor o direcionamento. Estamos falando de cerca de R$ 11 bilhões. Caso não sejam utilizados de uma ou outra forma, o BC os recolhe a um custo bem mais barato que Selic. O que se vê, já, é a retração, o encarecimento e a elitização do crédito habitacional no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo. Tudo aponta para o aumento da pressão sobre o FGTS, que já sofreu ampliação do orçamento do ProCotista para vir ao socorro da redução dos financiamentos pela poupança. O FGTS também apresenta contradições e perdas de oportunidade. Ao longo da última década, restrito a rendas de até R$ 5,4 mil, o FGTS vinha expandindo o financiamento downmarket, permitindo o acesso a famílias antes excluídas. As aplicações em financiamento habitacional aumentaram de 29% dos ativos em dezembro de 2008 para 43% em dezembro de Ainda há, portanto, espaço para crescer sua carteira de crédito habitacional e para baixar as taxas de juros cobradas, dado o seu baixo custo de captação (3% a.a. +TR). O conjunto de aplicações do Fundo - que compreende, além dos empréstimos, títulos públicos, aplicações financeiras e o FIFGTS - proporciona um mix de rentabilidade, cuja diferença em relação ao rendimento pago aos cotistas vem construindo um patrimônio líquido bilionário, de R$ 64,6 bi (dezembro de 2013), que, segundo matéria recente do Valor, saltou para R$ 77,5 bilhões em 2014 (graças ao lucro líquido de R$ 12,9 bilhões no ano). O acúmulo de PL não faz sentido em um Fundo com as características e o papel do FGTS. A tendência do FGTS de investir crescentemente em Fundos Imobiliários, debêntures, CRIs e os empréstimos via FIFGTS, que envolvem maior risco que as aplicações em títulos públicos, só se justifica se oferecerem retorno que compense a

23 elevação do risco. Maiores rentabilidades em parte das aplicações deveriam permitir empréstimos habitacionais a taxas de juros menores, mais próximas do custo de captação, e/ou a elevação da rentabilidade dos depósitos, já que a produção de lucro e o acúmulo de PL não devem constituir objetivos em si. Ainda, a taxa de administração paga anualmente ao seu agente operador, a Caixa, de 1% dos ativos (R$ 3,5 bilhões em 2013), tampouco encontra justificativa neste que é um Fundo compulsório, de grande porte, com baixa exigência de rentabilidade e função social. Esta alta remuneração eleva as despesas operacionais, pressionando as margens e dificultando a concessão de crédito a taxas de juros menores. A diversificação de aplicações sem a compensação do risco no retorno, a busca pela produção de margens elevadas e aumento de PL e, ainda, a alta remuneração do agente operador que detém monopólio sobre o Fundo são estratégias de gestão que precisam ser revistas e incorporadas na discussão sobre o aumento da rentabilidade para os trabalhadores. O debate centrado exclusivamente no dilema do custo dos financiamentos habitacionais, que não é tão baixo, a partir de 7,16% mais TR, está equivocado. Não obstante, considerando a estrutura de distribuição de renda e conjuntura econômica atual, a discussão sobre a alteração da correção não pode negligenciar o papel potencial do FGTS para atender famílias que não conseguem financiamento a juros mais elevados. O FGTS é uma instituição da sociedade brasileira, criada com o duplo objetivo de instituir pecúlio para o trabalhador e fomentar a habitação social. Esta análise indica, infelizmente, que a tendência é de exclusão das famílias que dependem de condições mais acessíveis de crédito para adquirir sua moradia. É hora de centrar os debates sobre o real uso que fazemos da oportunidade criada pelo SFH e suas fontes, que juntas somam quase R$ 1 trilhão, de forma a equacionar os problemas habitacionais do país, que ainda ostenta um déficit superior a 6 milhões de unidades. Claudia Magalhães Eloy é pesquisadora do Laboratório de Habitação da USP. VOLTAR

24 Fonte: Valor Econômico 24/08/ Minério vive fase de estabilidade Por Renato Rostás De São Paulo O minério de ferro conseguiu se manter imune às turbulências dos mercados nas últimas semanas, geradas principalmente após a China permitir a desvalorização do yuan. Enquanto o petróleo e as commodities metálicas vem caindo diante das incertezas da economia mundial, o minério se manteve na casa dos US$ 56 a tonelada. Na opinião de Melinda Moore, analista da área de commodities do Standard Bank, existe um equilíbrio entre oferta e demanda que mantém os estoques na China dentro de padrões que Melinda, do Standard Bank: equilíbrio entre oferta e demanda na China ajudam a segurar a cotação. E, na opinião dela, não há expectativa de carregamentos relevantes à China, o que pode continuar segurando a cotação do insumo. Melinda afirma que uma mudança nesse cenário deve ocorrer quando os estoques em portos chineses ultrapassarem as 85 milhões de toneladas, o que é aguardado até o fim do ano. Atualmente, a média de estocagem da commodity na China encontra-se em 81 milhões de toneladas. A analista diz que nos próximos 15 dias os carregamentos previstos para o gigante asiático não são altos o suficiente para impulsionar esses volumes, então vendas mais significativas só seriam realizadas próximo ao fim de setembro. Na sexta-feira, o minério com teor de 62% de ferro, referência do mercado e negociado no porto chinês de Qingdao, fechou em US$ 56,10 por tonelada. A alta, frente ao dia anterior, foi de 0,5% e no acumulado do mês de agosto, chega a 6%. A trajetória contraria as projeções de analistas, que esperavam patamar mais perto de US$ 45 neste trimestre. Mas Ben McEwen, do Canadian Imperial Bank of Commerce (CIBC), especialista na commodity, afirma que a perspectiva continua de queda. "Me surpreendeu essa resistência dos preços nas últimas semanas. Mas eu já antecipo um enfraquecimento daqui para frente", disse. Um dos principais motivos que impede o cenário de sobrecapacidade foi o acidente no porto de Tianjin, também na China, explica o analista. Além disso, com nível acima de US$ 50 por tonelada persistindo durante um período mais longo de tempo, as produtoras chinesas de mais alto custo podem voltar a colocar seu produto no mercado doméstico, disse McEwen. O analista pondera que não há dados suficientes que comprovem o movimento ainda, mas acrescenta que pequenas mineradoras australianas começam a fazer o mesmo.

25 Melinda classifica o ambiente no curto prazo como balanceado, em termos de oferta e demanda, se forem considerados os preços atuais do insumo. Mas como as grandes mineradoras já sinalizaram que não vão aliviar no lado da capacidade, a tendência é que o desequilíbrio volte a se intensificar, diz Carsten Menke, do banco suíço Julius Baer. A maioria dos analistas manteve as projeções para o fim de 2015 e para o ano que vem, em patamares entre US$ 40 e US$ 45 a tonelada, o que confirmaria que a estabilidade deve ser temporária. VOLTAR Fonte: Valor Econômico 24/08/ Companhias buscam alternativas aos cortes no Comperj Por Renata Batista Do Rio Há duas semanas, Ronaldo Luiz Lepsch, diretor técnico da Biofibra, empresa especializada em soluções de saneamento, iniciou a busca de saídas para vencer as dificuldades que enfrenta como prestador de serviços na construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Lepsch foi ao Centro do Pesquisa da Petrobras (Cenpes) levantar as especificações do sistema de tratamento de efluentes para a sede administrativa do Complexo e tentar que a própria Biofibra fique diretamente responsável pelo serviço ao invés de atuar como subcontratada. Costa, da Biofibra: deixar de atuar como subcontratada para assumir diretamente o serviço de tratamento de efluentes O Comperj nasceu como um polo gás-químico em 2007, virou uma refinaria em 2010 e agora tem garantida apenas a operação de uma unidade de tratamento de

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