Crescimento Econômico e Comércio Exterior: Teoria e Evidências

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1 Crescimento Econômico e Comércio Exterior: Teoria e Evidências para Algumas Economias Asiáticas PET Economia 08 de maio de 2015

2 Marçal Serafim Cândido Fabiano Guasti Lima Formação acadêmica e Atuação Profissional Atualmente é colaborador da Fundação de Apoio a Cultura, Ensino, Pesquisa e Extensão de Alfenas e professor assistente II da Universidade Federal de Alfenas Mestrado em Controladoria e Contabilidade pela Universidade de São Paulo (2010) Graduação em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Uberlândia (2009) Possui graduação em Economia pela Universidade Federal de Uberlândia (2006)

3 Marçal Serafim Cândido Fabiano Guasti Lima Prêmios e títulos 2013: Patrono na 3 a Turma de Formandos do Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Economia da Unifal-MG 2013: Professor Homenageado da 1 a Turma do Curso de Ciências Atuariais da Unifal-MG Possui graduação em Economia pela Universidade Federal de Uberlândia (2006)

4 Marçal Serafim Cândido Fabiano Guasti Lima Formação acadêmica e Atuação Profissional Atualmente ele ministra Especialização em Finanças/Pós-graduação na USP Possui Doutorado em Administração pela Universidade de São Paulo, USP, Brasil. Mestrado em Ciências Física Aplicada à Medicina e Biologia pela Universidade de São Paulo, USP, Brasil Best Research Publication in Journal Award, IABE - International Academy of Business and Economics.

5 Marçal Serafim Cândido Fabiano Guasti Lima Prêmios e títulos 2013 Best Research Publication in Journal Award, IABE - International Academy of Business and Economics Patrono da 1a Turma do MBA Controladoria e Finanças USP, FUNDACE Indicação para Fast Track do Paper: Combinando Filtros de Wavelets e Kalman para Previsão de Séries Temporais Finaceiras, Anais do XXXV EnANPAD. Rio de Janeiro : ANPAD, 2011.

6 Crescimento de alguns países Os países do Leste Asiático apresentaram nas últimas décadas crescimento econômico superior à média dos países em desenvolvimento Tigres Asiáticos (Coreia do Sul, Taiwan, Cingapura e Hong Kong) = dinamismo alcançado, comércio internacional agressivas,com produtos de alta competividade e de expressiva ampliação na participação do comércio mundial China e Índia vêm se mostrando como importantes polos de crescimento

7 Krugman e Obstfeld, 2004 Apesar de esses países terem logrado rápido crescimento do produto, acompanhando pelo aumento da abertura comercial e expansão do seu comércio exterior, não se pode afirmar que o comércio exterior foi a causa principal desse crescimento econômico observado

8 Alguma relação? Autor Qual é a relação entre comércio internacional e crescimento econômico? A teoria mostra que tais debates surgem principalmente da dificuldade em separar os efeitos das poĺıticas comerciais de promoção do comércio exterior de outros tipos de poĺıticas paralelamente adotados pelos países que as praticam

9 Krueger,2004 Autor One of reasons it is difficult to identify the links between growth and overall growth is that other policies adopted in the superexporting countries have also been conductive to growth

10 Argumento Autor A argumentação que baliza a afirmação de que o comércio exterior é um fato de grande influência do crescimento econômico está ligada à capacidade do comércio internacional de aumentar a utilização da capacidade produtiva o que induz ao aumento dos níveis de investimento; melhora a alocação de recursos de acordo com a teoria das vantagens comparativas de cada país; aproveita os ganhos de escala, já que amplia o mercado para os produtos do país que se lança no comércio internaciona; produz melhorias tecnológicas, pois a competitividade passa a ser atributo básico para concorrer no comércio exterior, além das melhorias da capacidade de gerenciamento para responder às pressões competitivas externas (Fukuda e Toya, 1993)

11 Outros autores - Nível agregado Por meio de análises estatísticas de diversos países, eles concluem que o comércio é um dos meios mais importantes pelos quais de propaga o crescimento econômico

12 Outros autores - Nível agregado Krueger (1997) Greenaway, Morgan e Wright (2001) Ventura(2005) Lee, Ricci e Rigobon(2004)

13 Outros autores - Nível agregado Todavia, a liberalização deve ser acompanhada por outras poĺıticas econômicas para que se possa obter êxito nas estratégias de desenvolvimento (Krueger, 1997)

14 Outros autores - Nível microeconômico Kraay (1997) Byrge e Pakko (2006)

15 Outros autores Autor Frankel, Romer e Cyrus (1996) Wacziarg e Welch (2003)

16 Outros autores Autor Ainda nesse estudo de Wacziarg e Welch (2003), os autores mostram que taxas de investimento como o percentual maiores do PIB aumentaram entre 1,5 ponto percentual no périodo pós-exposição, ao comércio em relação ao período pré-exposição, e concluem que os países que aumentaram os seus níveis de transação comercial externa aprofundaram as reformas de comércio exterior, aumentando, assim, os ganhos com a exposição externa

17 Outra perspectiva Autor Rodriguez e Rodrik (2000) contestam tal visão, ou seja, que o comércio exterior seja um grande um grande determinante do crescimento econômico. Eles alegam que os estudos são dirigidos a países selecionados, não englobando, portanto, uma teoria ampla e sólida e não especificando as variáveis utilizadas, bem como as relações de causa e efeito. Assim, não é separado o efeito proveniente de abertura comercial daqueles advindos de outros fatores que influenciam o crescimento. No entanto, eles não deixam de concordar que as barreiras comerciais desempenham papel negativo no crescimento econômico

18 É trivial essa relação? Autor Vê-se, portanto, que a simples identificação causal entre crescimento econômico e comércio exterior não é trivial, e qualquer tentativa de explicar essa relação corre o risco de ser facilmente refutada se não for acompanhada de consistente embasamento teórico e empírico.

19 Contas Nacionais Autor PIB = A variável dependente mostra o valor de todos os bens e serviços finais produzidos em um determinado país em um determinado período de tempo (Dornbush, Fischer e Starts,2003) Comércio exterior: foram utilizados dois indicadores; a taxa de crescimento anual das exportações(cresxport), em termos percentuais e o indicador de volume(ln-volcom), representado pelo somatório das importações e exportações Poupança(poup): Foi utilizado o indicador de poupança bruta doméstica como percentual de PIB

20 Contas Nacionais Autor Câmbio(cambio):As taxas de câmbio entre os países foram mensuradas pela média anual do valor da moeda doméstica em relação ao dólar. Inflação (infla): A taxa de inflação de um país representa a velocidade de crescimento dos preços. Formação bruta de capital fixo (FBKF): esse indicador agrega os bens que não são utilizados durante um único ciclo de consumo, ou seja, diferentemente dos estoques, eles não desaparecem com uma única utilização, mas contribuem para outros ciclos produtivos(paulani e Braga, 2001)

21 Contas Nacionais Autor Investimento direto externo(fdi ou PIB): o PIB compreende os fluxos internacionais de capital pelos quais uma empresa em um país cria ou expande uma filial em outro (Krugman e Obstefeld) Reservas: média anual do somatário das moedas estrangeiras e ouro convertidos em dólar pelo câmbio médio do período Inverstimentos governamentais (gastocap): percentual do gasto de capital do governo em relação à arrecadação total.

22 Contas Nacionais Autor Educação (educa): percentual dos gastos com educação em relação aos gastos totais Crescimento da força de trabalho (labor-change): variação anual da força de trabalho

23 Dados em Painel Autor Um conjunto de dados em painel é aquele que segue uma determinada amostra de indivíduos ao longo do tempo, fornecendo múltiplas informações sobre cada indivíduo na amostra. Assim, em cada momento do tempo (t) têm-se várias informações sobre cada componete da amostra (n). Com isso, há ganhos quanto à maior variabilidade da amostra, menor colinearidade entre as variáveis, mais graus de liberdade na estimação e nos testes de hipótese (Wooldridge,2013)

24 Dados em Painel Autor Vamos supor uma amostra de observações de características de N indivíduos ao longo de T períodos, denotados por Y it e X it com i= 1,..., N e t=1,...,t. Assim, a equação de interesse seria: Y it =β 0 + β 1 X it + u it onde se uma observação de cada indivíduo em cada momento do tempo.

25 Dados em Painel Autor No entanto, em se tratando de características específicas não observáveis, o modelo torna-se: Y it =X it β + c i + u it onde c i é uma observação de cada indivíduo em cada momento do tempo. Note-se que nesta variável há somente o subscrito i, e não o t Tal característica pode ser, como já se comentou, peculiaridades institucionais de cada país e, no caso de estudo de firmas, capacidades gerenciais diferentes de cada uma deles.

26 A estimação do modelo foi feita de modo a identificar quais variáveis influenciaram o screscimento do PIB países asiático no período Há 88 observações para cada variável. As variáveis de interesse (PIB, Crescimento das exportações e Volume do comércio possuem valores para todos os anos)

27 Note-se pela análise da tabela 1 o crescimento econômico dos países analisados situa-se acima de 4

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33 Resultados Autor A variável crescexport é significativa a 5 % tanto considerando a estimativa por efeitos aleatórios quanto por efeitos fixos. ou seja, assumindo ou não que as características não observáveis específicas de cada país estão correlacionados com as variáveis independente, a taxa de crescimento das exportações possui influência significativa no crescimento do PIB O mesmo não se pode dizer de outra variável indicativa de comércio exterior ln-volcom, que apresentou significância estatística próxima de 10%

34 Os resultados apontam que o comércio exterior desempenhou papel significativo e positivo no crescimento econômico dos países asiáticos aqui estudados para o período , em favor das teorias de abertura comercial e orientação exportadora.

35 o comércio internacional em si não é nem bom nem ruim. Dependendo de como ele está sendo aplicado, pode ser benéfico ou não, ou seja a poĺıtica ou a gestão voltada a ela tem papel muito considerável para seu sucesso. Ele tem o poder de fazer um enorme bem e, como nos países do Leste Asiático. Como também assemelhar-se a um desastre iminente por muitos países. Forçar, por exemplo, as nações em desenvolvimentos se abrir a produtos importados, que concorreriam com as mercadorias produzidas internamente por determinados setores da economia, setores bastante vulneráveis à concorrência de produtos semelhantes porém muito mais fortes, provenientes de outros países, pode ter consequênccias desastrosas, tanto do ponto de vista social quanto do ponto de vista econômico. Tem-se sistematicamente acabado com empregos

36 Podemos observar o que aconteceu na Quênia quando foi obrigada a abrir o seu sistema bancário. O Fundo Monetário Internacional havia insistido que o o país liberalizasse seu mercado financeiro, acreditando que a concorrência entre bancos geraria taxas de juros menores. Os resultados foram lamentáveis: seguiu-se o crescimento muito acelerado de bancos comerciais locais e nativos, numa época em que a legislação e a supervisão bancárias eram inadequadas, com resultados previsíveis: 14 falências no país só entre 1993 e No final, as taxas de juros aumentaram, em vez de diminuir.

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